Ficha Corrida

25/08/2015

ENEM se fala mais nisso

OBScena: membro da Ku Klux Klan sendo atendido por médicos negros

KuKluxKlansendosocorridopormdicosnegrosOs grupos mafiomidiáticos, cabresteados por uma oligarquia excludente e preconceituosa, tem feito guerra contra qualquer política pública que busca abrir espaços mais republicanos de acesso aos bens e serviços públicos. Toda vez que se cria política pública de universalização e de melhoria para os mais necessitados, a gritaria é geral, mas restrita aos privilegiados de sempre. Privilegiados inclusive em se fazer ouvir.

Foi assim com o SUS, com as políticas de cotas e inclusão social, com o ENEM, com Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos.

Cotas raciais

Para combater a política de cotas do Governo Lula, a Globo escalou Ali Kamel para perpetrar um petardo chamado “Não somos racistas”. O livro teve sua serventia. A Rede Globo avocou o direito de dizer o que é e o que não é racismo. Só uma empresa de jornalismo dirigida por ETs poderia sair-se com algo tão ridículo. Assim, a política de cotas serviu não só para resgatar uma dívida histórica com amplo segmento marginalizado da nosso sociedade, mas serviu ainda mais para mostrar quem são os que ainda hoje se aproveitam deste apartheid. Que pode haver alguns problemas na política de cotas não esta dúvida. Basta citar caso do Joaquim Barbosa e Mathias Abramovic, médico carioca, branco de olhos verdes, que se inscreve mais uma vez como cotista para uma vaga reservada a negros no Itamaraty. Embora estes dois casos tenham sido usados para detonar com a política de cotas, o que fica claro que é há pessoas de mau caráter em todas as etnias. Algo bem diferente é dizer que não há necessidade de cotas porque “não somos racistas”. Para complementar os dois exemplos anteriores, e ficando somente entre os famosos, que a realidade da vida real é ainda mais cruel, basta trazer a baila mais dois nomes ligados, em lados opostos, ao racismo: Rachel Sheherazade e Maria Júlia Coutinho, a Maju, apresentadora do Jornal Nacional da Rede Globo.E, para finalizar, ainda ontem saiu a informação que a polícia do Rio de Janeiro aborda ônibus e interrompe a viagem de jovens negros com destino à zona sul da cidade. Para encerrar, a guerra do Ali Kamel e da Rede Globo contra as cotas raciais fez brotar de maneira assustadora os movimentos nazi-fascistas.

Saúde Pública

O SUS/SAMU, o maior programa de saúde pública do mundo, é uma grande vítima. Por desvios funcionais, de caráter e de informação, a parcela da sociedade que não só tem recursos próprios para tratar da própria saúde como também pode adquirir plano de saúde particular, é a que mais ataca o SUS. Veja-se o caso do MBL, um grupelho de jovens desocupados mas muito bem finanCIAdos, se insurge contra qualquer política governamental que ouse usar recursos públicos em prol dos mais necessitados. Na marcha dos vadios para Brasília, um dos onze integrantes foi atropelado. Não foi seu plano privado de saúde que o resgatou e levou ao hospital público mantido pelo SUS. Foi a SAMU. Da mesma forma, quando a global famiglia Huck sofreu acidente aéreo, quem socorreu não foi seu plano privado, foi o SUS. Ainda dentro deste assunto é importante registrar que no Governo FHC foi criada a CPMF. O dinheiro que deveria te sido usado na saúde pública foi utilizado para qualquer coisa, menos para o fim a que foi criada. Bastou mudar o governo, e para impedir que o dinheiro passasse a ser utilizado de fato em saúde pública, a mesma classe reacionária, aquela que abriga os 300 picaretas do Eduardo CUnha, extinguiu a CPMF.

Exame Nacional de Ensino Médio

Uma das maiores batalhas contra os governos Lula e Dilma deu-se com a criação do ENEM. Em uníssono, todos os assoCIAdos do Instituto Millenium martelaram dia e noite contra um dos programas de interesse público mais bem concebidos. A Veja faz sentido. Ela usa os dinheiros da venda de informação, que não é tributado, para entrar no mercado da educação. E não é só a distribuição de milhares de assinaturas pelos sucessivos governos do PSDB em São Paulo. Entrou também para o ramo dos livros didáticos. Os demais, para atenderem seus financiadores ideológicos, deste logo investiram contra. Lembro que em Porto Alegre, meninas de classe média e frequentadoras de cursos pré-vestibulares botaram narizes de palhaço e foram pra rua protestar. Elas ganharam espaço, os jovens de origem humilde e de periferia que sempre lutaram por mais acesso à educação pública gratuita e de qualidade, nunca tiveram espaço. Acontece que com o ENEM tem acesso às Universidade Públicas não aqueles filhos de classe média e média alta que puderam frequentar boas escolas particulares ou que puderam pagar caros cursinhos pré-vestibulares. Afinal, o que é público deve ser de acesso para todos os públicos. Não é engraçado que aqueles que advogam o ensino privado tenham lutado tanto para o acesso exclusivo ao ensino superior público? Por que não se contentaram com o ensino nas Faculdades Privadas? O ENEM, aliado a outras políticas públicas, como as cotas e o PROUNI, permitiram o acesso ao ensino superior a jovens que de outra forma chamais conseguiriam. As salas ficaram com uma cara mais parecida com a nossa heterogênea sociedade. Hoje, filho de pedreiro, de doméstica, de colono e outras tantas profissões mais simples tem acesso e compete com jovens de classes altamente privilegiadas. A efetiva mudança na sociedade vai demorar mais para ficar mais perceptível. Há que se esperar que essa nova leva de jovens retornem dos estudos e se integrem no mercado de trabalho para que a defesa destas políticas se torne mais contundente.

Luz para Todos

Vide o caso dos programas Minha Casa Minha Vida e o Luz para Todos. É constrangedor ver colegas que usam o financiamento da Caixa para adquirir moradia combaterem o uso de dinheiro público no programa Minha Casa Minha Vida. Embora em menor escala, também por ser um programa público, o Luz para Todos foi ferrenhamente combatido. O exemplo da luz é paradigmático e simboliza o ódio de classe que desnorteia a cabeça de nossa direita Miami. Ao contrário da última frase atribuída ao poeta alemão, Goethe, nossas elites não querem “luz, mais luz”, porque em terreno escuro quem tem lanterna de celular comando o tráfico.

Mais Médicos, Menos HiPÓcrisia

E por fim o Mais Médicos. Nada é mais emblemático do atraso mental, e por isso também mais simbólico, de nossas elites do que o programa Mais Médicos. Nem o bloqueio das contas de poupança pela Zélia Cardoso de Mello no governo Collor provou ira maior do que a vinda de médicos para atender a população onde não havia médicos. Os ataques não se devem apenas à perda do poder econômico de uma classe, mas atinge o seu mundo simbólico. Os cursos de Medicina eram redutos de acesso extremamente difícil. E um pouco devido a esta dificuldade, os formandos, genericamente falando, pensavam e alguns ainda pensam, que se tratava de uma cesso a um garimpo com pepitas garantidas. Pode-se dizer que foi este programa que fez com que a brasa do fascismo que estava coberta de cinza se destapasse. As manifestações mais raivosas, de mais baixo nível foi contra este programa de atendimento ao público mais carente de acesso à saúde pública. Se é verdade que poderia ser melhor, também é verdade que é melhor um médico nas condições atuais do que nenhum. É uma conclusão de uma clareza meridiana mas que mentes obnubiladas de ódio não captam. O problema maior continua sendo de comunicação, de informação. Acontece que há espaço para quem, por razões óbvias, condena este programa, mas pouco espaço se dá para mostrar o que aconteceu nos lugares onde eles estão. Não se ouve o público que está sendo atendido por este serviço.

Os mais jovens, por não terem vivenciado outra realidade, não têm ideia de como as coisas funcionavam há 15, 20 anos atrás. Os mais velhos hão de lembrar de como era difícil consultar um médico no INAMPS… Cursar uma faculdade pública…

20/08/2014

SUS, leia antes para não dizer bobagens

Filed under: Saúde,SUS — Gilmar Crestani @ 9:16 am
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SUS é bom para 30% dos usuários, regular para 44% e ruim para 26%

ter, 19/08/2014 – 20:07


Para confrontar a presidente e candidata Dilma Rousseff que, na entrevista ao Jornal Nacional, ousou replicar as acusações da bancada, a Globo requentou a pesquisa já divulgada pelo Datafolha há alguns dias sobre a saúde pública e privada no Brasil. Mas descobriu números que não gostaria de noticiar e jogou estas informações para o o pé da matéria:. "Para os entrevistados que disseram ter utilizado algum serviço do SUS, 26% consideram a qualidade do atendimento como ruim ou péssimo; 44% avaliam como regular; e 30% considera a qualidade boa ou excelente".

Percebe-se que a avaliação é de quem usou o SUS. O que a Globo fez: misturou alguns dados para dar impessão de que 93% desaprovam o sistema. Ou mais especificamente:

1. Considerou alguma insatisfação como insatisfação total

2. Não discriminou dados de saúde pública e privada

3. Enfatizou a soma daqueles que consideram o sistema com "ruim" ou "péssimo" com os que o consideram "regular".

4. Não diferenciou a opinião daqueles que usam o sistema de atendimento em postos e hospitais da opinião daqueles que não o utilizam para estes fins.

Para acentuar "a má avaliação" sobre o SUS, a Globo contou com depoimentos de representantes da APM (Associação Paulista de Medicina) e do CFM (Conselho Federal de Medicina) que utilizaram-se de "retórica da vingança" contra o Governo. É bom lembrar que estas entidades foram totalmente contra a vinda de médicos do exterior para atender pessoas no interior e nas periferias.

Um dos entrevistados chegou a afirnar que "é o pior momento do sistema de saúde em 40 anos" de profissão. O que é mentira, já que o SUS tem pouco mais de 25 anos.

Emissora e entidades sonegam outras informações

Pior que produzir matéria com fins eleitorais, no entanto, é o que vem fazendo as entidades e a grande imprensa contra o Sistema Único de Saúde. Podemos elencar algumas informações que podeiram servir de base para a avaliação da população brasileira.

O que a Globo, a APM e o CRM escondem da população.

1. Que a responsabilidade do SUS é compartilhada entre municípios, estados, Distrito Federal e União.
2. Que a atenção básica, por exigir adequação a realidades locais, pesa mais sobre a gestão dos municípios.
3. Que o SUS, que atende 100% da população, conta com pouco mais do dobro da receita das empresas de saúde privada, que atendem 25%.
4. Que, embora as empresas privadas tenham, portanto, quase o dobro da receita da Saúde Pública por habitante, ainda assim assistem a um aumento de 400% no número de reclamações em dez anos (as críticas ao setor privado foram ocultadas na pesquisa).
5. Que este número não aparece na mídia, porque estas empresas são grandes anunciantes.
6. Que programas do SUS são bem avaliados pela população: Farmácia Popular, vacinações e SAMU, etc.
7. Que todo mundo usa o SUS, embora não saiba (Campanhas de vacinação, por exemplo)
8. Que quando se diz que a saúde de SP é a melhor do país, se está dizendo apenas que o SUS de SP é o melhor do país, embora seja mentira. Estados do Sul, Distrito Federal e até Minas Gerais são mais bem avaliados.
9. Que conquistas do SUS, como redução da mortalidade infantil e maternal, combate a AIDs, campanhas de vacinação, etc, são reconhecidas em todo o mundo por agências internacionais.
10. Que a isenção fiscal, com dedução de gastos de saúde no imposto de renda, retira dinheiro da saúde pública
11. Que nenhum país com mais de 60 milhões de pessoas (Inglaterra ou França) ousou ter um plano universal e gratuito (ou seja, sem nenhuma forma de co-participação financeira ou desconto dos salários)
12. Que a participação social é um princípio do SUS. E portanto a população mais do que usuária poderia ser motivada a participar de conselhos municipais e estaduais.
13. Que o balanço da saúde pública no Brasil de agora é melhor que há mais de 25 anos pelo simples fato de que não havia saúde universal e gratuito. E isso foi destacado recentemente por um relatório do Banco Mundial.
14. Que, se não fosse o sistema de ressarcimento, seu plano de saúde seria mais caro.
15. Que, em tratamentos como diálise, o plano não garante muito mais que o quarto. O resto é responsabilidade pública, embora o plano não diga.
16.Que o Ministério da Saúde não faz mais campanhas porque tem que pagar pelo espaço ocupado em televisão, que, no entanto, é uma concessão pública.
17. Que hospital municipal é de responsabilidade, pasmem, municipal (controle e gerência), estadual é do estado, e federal é da União.
18. Que os números jogados no pé da matéria apontam para uma saúde "minimamente razoável" (ora, se 74% concordam que é de regular a bom, então é minimamente razoável).
19. Que os sistemas universais e gratuitos de países modelos como França e Inglaterra contam com três vezes mais recursos per capita que o SUS, simplesmente porque são países como esta proporcionalidade de PIB per capita.

20. Que vários tipos de transplante estão com a fila zerada ou quase zerada
21. Que existem hospitais de referência no SUS, como a rede Sarah, o Inca, e o Hospital de Barretos para o câncer.
22. Que, ao fazer campanha contra a CPMF, a mídia contribuiu para reduzir o financiamento do sistema. Bastava lutar pela vinculação da receita, por meio de uma emenda constitucional.
23. Que, ao sonegar milhões em impostos, como já comprovado, a empresa está prejudicando também a receita para a saúde.
24. Que tudo acima já deveria ser de conhecimento da população, se a Globo se comportasse, dentro do jornalismo, como uma emissora séria.

SUS é bom para 30% dos usuários, regular para 44% e ruim para 26% | GGN

04/06/2014

Depois de fraudar o leite, nossos empresários fraudam remédios

Filed under: Corrupção Corporativa,Fraude,SUS — Gilmar Crestani @ 11:21 pm
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lasier martinsSirvam nossas patranhas de modelo a toda terra. A RBS, que busca sempre incluir um gaúcho em tudo o que acontece, pratica um silêncio ensurdecedor a respeito de mais esta quadrilha típica dos estados sulistas. Como dizem os colonistas da Zero Hora, nossos empresários são exemplo para o nordeste…

O que é o Maranhão do Sarney comparado ao RS de Yeda Crusius, da RBS, de empresários que botam detergente e soda cáustica no leite de nossas crianças?! No Maranhão, Sarney ocupa todos os cargos. No RS, os funcionários da RBS estão buscando ocupar todos os cargos. Qual é mesmo a diferença entre as duas famiglias (Sarney e Sirotsky) filiadas à Rede Globo?

E não bastasse isso, nossos valorosos empresários também deram para fraudar o Sistema Único de Saúde. Como diria aquele tarado da bancada do Jornal Nacional, “bandido bom é bandido morto!” Então, porque não pedem pena de morte ao Eike Batista e seus assessores de fachada? Por que ninguém pede pena de morte aos empresários que adulteraram o leite? Será que agora alguém vai pedir pena de morte para quem fraudou a distribuição de medicamentos do SUS?

Lasier Martins é, pelo seu estilo enfático de defender os corruptores e atacar os movimentos sociais, o supositório que o Rio Grande precisa.

E depois o Genoíno é que corrupto!

Procuradoria denuncia 60 por fraude em compras de medicamentos do SUS

Redação

Quadrilha teria atuado em mais de 50 cidades no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina

por Mateus Coutinho

A Procuradoria da República em Erechim, no Rio Grande do Sul, denunciou 60 pessoas acusadas de fraudarem licitações para distribuição de medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS) em pelo menos 50 municípios nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

De acordo com o Ministério Público Federal, as denúncias foram realizadas após a conclusão de parte das investigações da Operação Saúde, deflagrada em maio de 2011 pelo MPF e Polícia Federal. Os acusados estão sendo denunciados por crimes licitatórios, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, estelionato, peculato, entre outros.

A Operação Saúde teve o objetivo de desarticular um esquema de fraudes a licitações municipais envolvendo empresários e funcionários do ramo de fornecimento de medicamentos e servidores públicos que teriam direcionado as licitações às empresas envolvidas. A operação também resultou em mandados de busca e apreensão, prisão temporária dos envolvidos e indisponibilidade de bens de pessoas físicas e jurídicas.

Segundo a procuradora da República Cinthia Gabriela Borges, autora das denúncias, funcionários e empresários de empresas fornecedoras de medicamentos e equipamentos ambulatoriais, ao saberem da abertura de uma licitação, mantinham contatos prévios entre si e ajustavam antecipadamente os valores a serem propostos por cada empresa, simulando a existência de concorrência e causando prejuízo ao Sistema Único de Saúde.

Além disso, segundo o MPF, a denúncia aponta que em alguns municípios do Estado, houve a participação de servidores públicos municipais, que repassavam informações privilegiadas sobre o andamento da licitação que seria realizada na cidade às empresas que participavam do certame .

19/03/2014

Saúde pública made in Spain

Filed under: Complexo de Vira-Lata,Espanha,Saúde,SAMU,SUS — Gilmar Crestani @ 9:09 am
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samuPara lembrar os que vivem de criticar nosso sistema de saúde, SUS, SAMU…

Diez sábanas para 30 pacientes

Los presupuestos de Sanidad retroceden a niveles de 2007

Tras los grandes recortes, llegan ajustes al detalle: personal, material, comidas u horarios

María R. Sahuquillo / Elena G. Sevillano Madrid 19 MAR 2014 – 00:03 CET48

Después de cuatro años de grandes recortes presupuestarios en los que la sanidad pública española ha perdido casi 7.200 millones de euros, las autonomías han relajado los ajustes. Al menos sobre el papel de las cuentas anuales. La inversión destinada a sanidad en 2014 se mantiene prácticamente estable en la mayoría de las autonomías. El sistema, que tradicionalmente ha estado infrafinanciado —se calcula que gasta más de un 7% de lo presupuestado—, ya no soporta más tijeretazos en las grandes partidas. Pero las facturas aprietan. Así, además de continuar con los recortes en recursos humanos —que, junto con farmacia, se llevan un gran pedazo de la tarta presupuestaria— , los gestores se están centrando en el pequeño ajuste. Se mira hasta el más mínimo detalle: desde revisar los horarios de los centros, a recortar material —sanitario y no sanitario—, en la comida o en limpieza.

Los retrasos en la entrada en quirófano se agudizan por la falta de personal. / Christopher Furlong (Getty Images)

Estos elementos se podrían considerar complementarios o secundarios, pero también conforman la calidad del sistema nacional de salud; y unidos a factores centrales, como el impacto del copago farmacéutico, el aumento de las listas de espera —que alcanzaron la cifra récord de 100 días de media para operarse— o al retraso de las innovaciones, amenazan con deteriorar la atención. Los expertos alertan de que, tras los grandes hachazos de los últimos años, si estos microrrecortes no se hacen con cuidado pueden causar mucho daño. “Lo único que podría salvar la situación sería un buen acuerdo de cambios estructurales; en particular la gestión clínica, a partir de una alianza con los médicos y un cambio en la forma de organizar los servicios”, dice José Ramón Repullo, profesor de la Escuela Nacional de Sanidad.

Tráigase la manta de casa. En el hospital general de Alicante los servicios periféricos —hostelería, lavandería, etcétera— se están degradando. Mientras el consejero de Sanidad, Manuel Llombart, inauguraba un escáner de última generación, algunos pacientes se veían obligados a llevarse de sus casas ropa de cama. En el centro, referencia para 1,9 millones de personas, han llegado a faltar mantas, almohadas, sábanas y pijamas, como han denunciado los sindicatos, debido a los recortes en el departamento de lencería. Este servicio del hospital ha pasado de tener diez lavanderas y costureras en 2009 a solo cinco para tratar las cuatro toneladas diarias de sábanas que se mueven en un centro de más de 800 camas. La carencia se nota también en los pequeños detalles: si ingresa un paciente de dimensiones superiores a la media no hay nadie que pueda adaptarle la bata.

Los facultativos del hospital se quejan también de que hay días en los que recorren varias plantas para buscar un pijama que ponerse. “Hace unas semanas, las enfermeras de Neumología estaban que trinaban. Les dieron 10 juegos de cama para 30 pacientes, hay que sortear quien se queda con un cambio y quién no. Dicen que es generalizado, pero para cambios diarios no hay, solo para los dos pacientes de gripe A”, cuenta Paloma Serrano, que ha estado ingresada una semana en la planta. Una portavoz del centro asegura sin embargo que no se ha detectado ningún problema de falta de material.

Pero no es la única región donde la ropa de cama escasea. En el servicio de diálisis del hospital Clínico de Valladolid apareció en febrero pasado un cartel —con membrete y sello oficial del servico de salud de la región— que informaba a los pacientes de que debían “traer de sus casas las almohadas que cada uno estime oportuno”. “Solo se proporcionarán”, añadía, a los pacientes que “estén ingresados” en el hospital. Tras saltar a las redes sociales, una portavoz del servicio castellanoleonés señaló que el cartel se colocó en el centro “sin contar con la dirección del hospital”. “En cuanto se tuvo conocimiento de ello, se retiró inmediatamente y el servicio sigue funcionando como siempre”, afirmó.

Fuentes: Ministerio de Sanidad, comunidades autónomas y Ministerio de Hacienda. / EL PAÍS

Sin pañales ni compresas. En el hospital Vall d’Hebron de Barcelona, los recién nacidos ya no tienen pañales gratis durante su estancia. A los bebés se les pone uno cuando nacen, pero luego son las familias las que se tienen que encargar de llevar el resto. “Se les avisa por escrito cuando ingresan”, explicó una portavoz del centro, quien aclaró que a los que llegan con alguna patología y se les deja ingresados sí se les suministran todos los pañales. Este recorte, explican fuentes sanitarias, se ha generalizado ya en la mayoría de los hospitales gestionados por el Instituto Catalán de la Salud (ICS).

Lo mismo sucede con las compresas que utilizan las madres cuando acaban de parir, que antes también se daban en abundancia. Responsables del centro afirman que el hospital ha instalado varias máquinas dispensadoras con material para recién nacidos —como pañales, toallitas, tetinas y baberos— a “precios reducidos”.

Sopa con cucharillas de postre. Los cocineros y pinches del Hospital San Pedro de Alcántara, en Cáceres, denunciaron en enero a la gerencia la preocupante falta de cubertería (cucharas, cuchillos…) que sufrían. La situación en días puntuales fue tal que los enfermos tuvieron que comerse la sopa con cucharillas de postre de material desechable. El sindicato UGT asegura que no es un hecho aislado, que en otras ocasiones han faltado tapas de las tazas de desayuno o material de limpieza en las cocinas.

Los recortes o la falta de liquidez están provocando ajustes bastante cicateros. En algunos ambulatorios del centro de Alicante los facultativos aseguran incluso que falta papel para limpiar el gel conductor que se utiliza en las ecografías. Pequeñas carencias que complican el trabajo y suponen, también, una pérdida de calidad en la atención. “El material desechable ha bajado una barbaridad en los últimos dos años. A veces no hay ni folios para recetar. Antes siempre había stock de medicamentos y ahora el suministro de fármacos ha caído estrepitosamente. Si viene un paciente con un golpe no le puedes dar un gelocatil, has de recetárselo”, cuenta el responsable de Atención Primaria del sindicato médico CESM en Alicante, Víctor Pedrera.

¿Y si enferma el único celador? A los responsables de un centro de salud de la provincia de Sevilla se les planteó hace unas semanas una disyuntiva: o hacían una excepción en la política instalada en los últimos años de no suplir con contratos de sustituciones la inmensa mayoría de las bajas laborales o no podían abrir el centro. El celador estaba de baja, no lo habían sustituido, y el administrativo que hacía sus funciones se puso enfermo. Al final se acabó contratando a un sustituto, y el centro abrió, pero la anécdota, revelada por el secretario general de Servicios Sociales y Sanitarios de UGT en Andalucía, Antonio Macías, ilustra el principal problema del que alertan los profesionales, no solo del Servicio Andaluz de Salud, sino de toda España: la escasez de recursos humanos. “El nivel de sustituciones es ínfimo, como nunca se ha conocido”, asegura Macías.

La percepción de los sanitarios que están sobre el terreno cuando miran a su alrededor es acertada. Los datos de la Encuesta de Población Activa, indica el experto José Ramón Repullo, muestran un descenso del empleo en el sector sanitario y social de entre 40.000 y 50.000 personas.

En todas las comunidades autónomas hay quejas porque no se sustituyen las bajas. Con las plantillas de médicos, enfermeros y técnicos ya en mínimos, se sigue recortando en otras categorías laborales, como en los celadores en el Hospital 12 de Octubre de Madrid. El sindicato CSI-F denunció hace unas semanas que de los 444 trabajadores de la plantilla oficial del centro, solo estaban cubiertas 350 plazas. Los celadores, como explican fuentes del hospital, son los que trasladan a los pacientes a las pruebas diagnósticas o al quirófano. De que estén cuando se les necesita depende que se cumplan los horarios. “Ha habido retrasos de hora y medio respecto a la entrada en quirófano por la falta de trabajadores”, señalan. Pese a que el hospital inicialmente lo negó, poco después anunció la contratación de seis nuevos celadores.

Diálisis a medianoche

Con las listas de espera disparadas y las facturas de las clínicas concertadas engordando, los servicios de salud regionales han ido eliminando las conocidas como peonadas —jornadas extraordinarias de tarde con personal propio— y tratando de tener en funcionamiento los quirófanos y los aparatos diagnósticos públicos el mayor tiempo posible sin tener que pagar horas extra. Madrid, por ejemplo, empieza a contratar equipos quirúrgicos solo para horario de tarde. Algunas comunidades ensayan la atención a los pacientes en horario nocturno.

El consejero de Sanidad castellanomanchego, José Ignacio Echániz, explicó la semana pasada que el hospital Virgen de la Salud, en Toledo, ya hace radiografías desde las seis de la mañana y hasta las dos de la madrugada, también en fines de semana. El horario nocturno es opcional, añadió. Según sus datos, en febrero se han hecho casi 400 pruebas más que en el mismo mes de 2013. Una portavoz del servicio de salud afirmó ayer que se está estudiando extender esta medida a otros hospitales.

En Andalucía, el servicio de hemodiálisis del hospital Regional y el Virgen de la Victoria de Málaga se va a unificar en marzo en una nueva sede. La Consejería ha anunciado ya que el turno de tarde se va a ampliar hasta las dos de la mañana, lo que ha suscitado las críticas de los profesionales, que entienden que ese horario impedirá a los pacientes llevar una vida normalizada e incluso puede perjudicar a su salud al romper el ciclo del sueño. La Consejería aclara que el turno que termina a las dos es para los profesionales y que los enfermos acabarán su tratamiento a las 24.00. Añade que la diálisis nocturna se ha creado para pacientes laboralmente activos y estudiantes que prefieren mantener su rutina de día. Desde que se dio a conocer, asegura el SAS, 17 pacientes lo han solicitado.

Pacientes sin merienda. Hace más de un año que los enfermos del Hospital Josep Trueta de Girona ya no reciben un tentempié que les suministraba el hospital para aguantar entre la cena —que se sirve alrededor de las siete de la tarde— y el desayuno, a las ocho de la mañana. Ese resopor(como se le llama en catalán) consistía en un yogur, un vaso de leche caliente con galletas, un zumo de frutas o un flan, según el día. “Ahora solo se les da a los diabéticos”, cuenta María Àngels Rodríguez, delegada de CC OO en el centro. Los trabajadores del turno de noche del centro ya no pueden contar con el bocadillo, ensalada o caldo, con fruta o magdalena, que el hospital les daba de cenar. Dejó de suministrar este avituallamiento en junio del año pasado, y calcula que con esta medida se ahorra unos 90.000 euros al año. El hospital declinó comentar su decisión.

Y sanitarios de guardia sin cena. La Junta de Castilla y León asegura haber ahorrado ya seis millones desde que en 2012 dejó de facilitar las comidas de los sanitarios que hacen guardia en los hospitales y los centros de salud de la región. Ahora, después de las protestas de muchos trabajadores, que consideraban que el ahorro era mínimo para la molestia que generaba — “las cafeterías de los hospitales tienen horario reducido, y nadie en su sano juicio abandona a un paciente para irse a cenar”, decía una médica—, ha decidido reponer este servicio. “En todos los hospitales”, precisa una portavoz, frente a las acusaciones de que solo ha ocurrido en algunos. “Pero solo en los hospitales, no en atención primaria”, precisa. Los seis millones de ahorro corresponden, según el servicio de salud Sacyl, a cinco de primaria y uno de hospitalaria. Ahora estas comidas vuelven a los hospitales “a coste cero, a través de la propia cocina del hospital, y en los que no se pueda, al menor coste posible (prácticamente simbólico) gestionado con las cafeterías de los centros”, añade la portavoz.

En el Hospital Josep Trueta de Girona se han quedado sin cena y de momento no hay vista de recuperarla. Los trabajadores del turno de noche del centro ya no pueden contar con el bocadillo, ensalada o caldo, con fruta o magdalena, que el hospital les daba de cenar. Dejó de suministrar este avituallamiento en junio del año pasado, y calcula que con esta medida se ahorra unos 90.000 euros al año. “Pedimos que nos dieran unos tickets para café con leche y pastas, pero nada”, dice María Àngels Rodríguez, delegada de CC OO en el centro.

Cobrar por la tarjeta sanitaria. Los pacientes de Baleares, Galicia, Madrid y Cataluña tienen que pagar ya por los duplicados de sus tarjetas sanitarias. En estas dos últimas autonomías, además, también se exige el pago —Madrid 10 euros y Cataluña siete— aunque sea por robo.

Un tercio menos para la limpieza. Los gestores tienden a considerarlo un servicio secundario, complementario al de la asistencia sanitaria, pero la limpieza de centros de salud y hospitales es vital. Hace unos meses, Madrid sacó a concurso la limpieza de los cerca de 300 centros de salud de la región. Recortó el precio de la adjudicación un 30% sobre lo que costaba anteriormente. El resultado: a las pocas semanas los profesionales estaban denunciando la higiene deficiente, la acumulación de residuos, las jornadas sin personal de limpieza…

La propia Consejería de Sanidad levantó actas de sanción por más de 70.000 euros contra la empresa por incumplimiento parcial del contrato. La empresa ha pagado, dice Sanidad, pero ha presentado un recurso de reposición. La Inspección de Trabajo determinó que la dedicación de personal de limpieza era “insuficiente” y encontró en las inspecciones “suciedad generalizada en suelos, paredes y camillas” y “riesgo biológico por la falta de higiene en consultas donde se deben hacer curas”, entre otras muchas deficiencias.

En Castilla-La Mancha también se ha querido ahorrar con la limpieza. Los nuevos contratos que han salido a concurso ofrecían a los licitadores un 15% menos de media. Algo que, según denuncia Sinforiano Madroñal, de UGT, equivale a pérdida de puestos de trabajo. Una de las empresas, Clece, que entre otros centros iba a limpiar el Hospital de Parapléjicos de Toledo, acabó renunciando al contrato. Según CC OO, por el “recorte temerario” en los presupuestos, que pone en peligro la calidad del servicio. Desde el servicio de salud (Sescam) aseguran que la limpieza se está prestando sin problemas.

También en Cataluña los gestores se han fijado en la limpieza como partida recortable. En el centro de atención primaria Cirera Molins, de Mataró, se ha prescindido de la persona que cubría el turno de mañana. Algunos trabajadores se han quejado al comité de empresa del Consorcio Sanitario del Maresme, que gestiona este dispositivo, de que el ambulatorio está más sucio y de que, si algún enfermo vomita o sufre pérdidas de sangre, no hay personal que lo pueda limpiar.

Material de peor calidad. En el hospital 12 de Octubre, en Madrid, el personal de enfermería ha notado que las gasas ya no son lo que eran. “Hasta ahora eran de algodón cien por cien; ahora no, son de material sintético y no empapan ni absorben como las de antes”, señala una fuente sindical que ha recogido las quejas de los trabajadores. “El personal empieza a negarse a usarlas porque no funcionan como deberían”, añade. Una portavoz del hospital reconoce que sí hubo un problema con el anterior proveedor (se llegó a resolver el contrato), pero afirma que está resuelto y que ahora “el artículo denominado tejido sin tejer [sic]” solo ha recibido una queja de un médico.

Algunos profesionales andaluces destacan también que en los dos últimos años ha caído la calidad del parte del material, como los guantes, el esparadrapo o las jeringuillas y abunda el made in china. “Nos quejamos y cuando es muy evidente a veces se ha cambiado. Pero otras veces han hecho una compra grande y hay que acabarlo” cuenta el secretario de Satse de Andalucía.

La lavandería, más barata. Los servicios de salud esperan a que concluyan los contratos vigentes para sacar nuevos concursos a la baja, o bien toman un camino más directo y privatizan la gestión del servicio. Es lo que ha sucedido en la Comunidad de Madrid, cuyo Gobierno decidió en octubre adjudicar el servicio de lavandería de ropa hospitalaria —atiende a 19 hospitales públicos de la región— por 46 millones de euros. Según presumía el propio Gobierno regional, iba a ahorrar 36 millones de euros con respecto al coste anterior. ¿Qué hizo la UTE ganadora —Flisa y Lavandería Industrial Laundry Center, ambas de la Fundación ONCE?— Ofrecer a los trabajadores pasar de un sueldo medio de 1.100 euros a 660. Los empleados hicieron 42 días de huelga y consiguieron mejorar —un 25%— su sueldo. La Inspección de Trabajo comprobó que las empresas habían incurrido en una infracción “muy grave” por haber contratado empleados para sustituir a los que hacían huelga. Han recurrido.

Centro cerrado por la tarde. Además de los recortes de personal, los gestores de algunas autonomías también han decidido reducir los horarios de algunos centros de salud, e incluso cerrar algunos puntos de urgencias rurales. Es el caso de Extremadura, donde los centros de salud ya no tienen horario de tarde, o de Murcia, donde los pocos centros que lo ofrecían ya no lo hacen. El último que, según un portavoz de la Consejería, abría en horario vespertino para atender a los pacientes de otro ambulatorio de la zona, que estaba en obras, cerrará los próximos días. Un recorte que para la Asociación de Usuarios de la Sanidad de Murcia contribuye a recortar la calidad asistencial. Esta organización de sanitarios y pacientes explica que por las tardes los centros de salud que abrían atendían urgencias, vacunas, curas…

En la región de Murcia, además, se han cerrado cinco centros de atención continuada. Los vecinos de Portman, Librilla, La Parroquia, Campos del Río y Moratalla tienen que viajar a otro municipio cuando tienen alguna urgencia. Un portavoz de la consejería de Murcia asegura que la decisión de acortar los horarios se ha tomado por criterios de eficiencia. “Todos estos centros están a menos de 15 minutos de otro que abre las 24 horas, así que viendo que la actividad en todos ellos era residual se tomó la decisión de cambiar el horario”, indica.

Con información de Antía Castedo, Rubén Esquitino, Reyes Rincón.

Diez sábanas para 30 pacientes | Sociedad | EL PAÍS

27/12/2013

SUS

Filed under: Saúde,SUS — Gilmar Crestani @ 8:12 am
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Para os que só gostam de criticar, adivinhe o que tinha antes do SUS… Sistema de saúde público brasileiro é referência internacional, diz Banco Mundial

ELEUTÉRIO RODRIGUEZ NETO (1946-2013)

Um dos idealizadores do SUS

FABRÍCIO LOBELDE SÃO PAULO

Em 1988, o médico Eleutério lutou para que a saúde fosse definida na Constituição Federal como um direito do cidadão e um dever do Estado. Desde então, passou a lutar para que isso não fosse apenas uma promessa.

Estudante de uma das primeiras turmas de medicina da UnB, Eleutério participou de expedições médicas pela região amazônica e, percebeu que seria mais útil se trabalhasse com políticas públicas para criação de um sistema amplo de acesso à saúde.

Sua participação em movimentos estudantis e convicções de esquerda durante a ditadura o impediram de alçar carreira acadêmica na USP. Foi então trabalhar na UFRJ, onde aprofundou discussões sobre medicina coletiva, numa perspectiva social.

Foi um dos principais defensores do movimento pela reforma sanitária, que visava a transformação do sistema de saúde brasileiro. Movimento que desdobraria na criação do SUS, idealizado para ser um sistema eficiente e democrático de saúde.

Chegou a ser secretário-geral do Ministério da Saúde, um alto cargo de confiança do ministro.

Em 2000, foi diagnosticado com a doença de Pick, um mal neurológico degenerativo, que há anos lhe causava sintomas como fortes alteração de humor. A lenta degradação de seu estado clínico o levou à morte no dia 23, em São Paulo, aos 67 anos.

Deixa a viúva Lucia, dois filhos e duas netas. A família realizará uma missa do sétimo dia no domingo, às 11h30, na Paróquia da Assunção de Nossa Senhora, no Jardim Paulista, em São Paulo.

coluna.obituario@uol.com.br

05/11/2013

SUS made in USA

Filed under: Complexo de Vira-Lata,Saúde,SUS — Gilmar Crestani @ 7:26 am
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Se vira-latas lessem não se tornariam vira-bostas… “Entre os membros da OCDE, apenas México, Chile e Turquia tinham índices piores” do que os EUA. Pesquisando, encontrei, no G1, da Globo: Cuba registra taxa mais baixa da história de mortalidade infantil. Ainda no GI: No Brasil, taxa de mortalidade infantil cai 75% desde 1990, aponta ONU, assim resumida: “Se, em 1990, o país registrou 52 mortes de crianças a cada mil nascidos vivos, em 2012, a taxa foi de 13 mortes a cada mil nascidos vivos.” Como dizem os críticos do Mais Médicos, “não basta mais médicos, precisa de estrutura”. Significaria dizer  que os EUA são desestruturados…. só rindo…

Nova lei de saúde nos EUA combate mortalidade infantil

Por EDUARDO PORTER

O setor médico privado dos Estados Unidos oferece o atendimento mais avançado do mundo para bebês prematuros.

Mas esse fato não tem ajudado a diminuir um dos estigmas mais notórios do país: sua taxa de mortalidade infantil, persistentemente alta, que não condiz com um dos países mais ricos e mais tecnologicamente avançados do mundo.

"Não é um problema de tecnologia", disse o economista Gaetan Lafortune, da divisão de saúde da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico. "O problema é que no país há muitas partos prematuros."

A Affordable Care Act de Obama -a lei de reforma da saúde- pode trazer alívio. A lei prevê que, pela primeira vez, gestantes de todo o país, independentemente de sua renda, terão acesso a um seguro-saúde que garanta um padrão mínimo de atendimento, que ajudará a manter vivos seus bebês.

Nem sempre os EUA estiveram em posição baixa nos índices. Quatro décadas atrás, os americanos perdiam proporcionalmente menos bebês que a média dos países industrializados. Os EUA perdiam mais que a França, mas menos que a Alemanha, mais que a Suécia, mas não tantos quanto Luxemburgo.

Em 2010, porém, virtualmente todos os outros países avançados já tinham superado os EUA. Em Portugal, 2,5 bebês em cada mil nascidos vivos morriam antes de chegar a um ano de idade. Na Finlândia e no Japão, morriam 2,3. Apesar de os Estados Unidos terem feito progresso recentemente, sua taxa de mortalidade infantil ainda era de 6,1. Entre os membros da OCDE, apenas México, Chile e Turquia tinham índices piores.

Não está claro em que medida a lei da reforma da saúde nos EUA poderia ter ajudado a prevenir essas mortes precoces. Mas a experiência de outros países sugere que garantir às mulheres amplo acesso à saúde antes, durante e após a gestação pode ajudar.

"Esta é uma mudança fundamental", comentou Genevieve Kenney, diretora do Centro de Políticas de Saúde do Instituto Urbano, centro não partidário de pesquisas em Washington. "A situação pode mudar."

Considere-se o caso da Finlândia. Mika Gessler, professor pesquisador do Instituto Nacional de Saúde e Bem-Estar, em Helsinque, contou que a Finlândia decidiu empreender ações contra a mortalidade infantil ainda na década de 1940, quando a economia nacional era agrária e pobre.

Hoje o governo finlandês oferece atendimento pré-natal gratuito a todas as mulheres que o querem. De cada mil gestantes, cerca de 997, incluindo imigrantes ilegais, passam por clínicas de maternidade entre 13 e 15 vezes durante a gravidez, em média. A taxa de mortalidade infantil caiu para um sexto do que era em 1970. Apenas 5,7 partos em cada cem são prematuros, a mesma proporção da de um quarto de século atrás.

Esse tipo de atendimento a gestantes e mães é raro nos Estados Unidos. Os planos de saúde individuais normalmente não cobrem a gravidez. Menos de duas em cada três grávidas no Texas ou em Maryland tiveram uma consulta de pré-natal no primeiro trimestre de gravidez. E quase 12 em cada cem bebês americanos nascem prematuros, mais de duas vezes o índice da Finlândia e 18% mais que 25 anos atrás.

O atendimento pré-natal não basta. As causas do alto índice de mortalidade dos bebês americanos ainda são nebulosas, até certo ponto, mas é provável que o fator mais importante seja o grande número de partos prematuros, maior que no resto do mundo desenvolvido.

Os especialistas não têm uma visão clara do que leva tantos bebês a nascer antes de completadas 37 semanas de gestação. As grávidas que apresentam diabetes ou hipertensão têm mais probabilidade de dar à luz filhos prematuros, os quais têm tendência a morrer precocemente. A mesma coisa acontece com mulheres obesas, fumantes, adolescentes e mulheres que têm seu segundo filho logo após o primeiro.

A mortalidade infantil é muito mais alta entre bebês negros que entre os brancos. Os filhos de mulheres com nível de instrução mais baixo morrem em índice maior que os de mulheres com grau de instrução mais alto. Mas os bebês brancos também morrem em taxa mais alta na Finlândia.

A lei da reforma da saúde promulgada por Obama oferece a todas as mulheres acesso mais amplo e consistente à saúde. Ela dá muita ênfase à prevenção e ao fomento de comportamentos saudáveis. Pode ajudar a reduzir os casos de gravidez indesejada, que com frequência levam a partos prematuros, ou até aliviar o estresse financeiro de passar sem atendimento adequado à saúde.

"As mulheres de nível de renda e instrução mais baixos e cujos empregos não lhes garantem acesso à saúde terão atendimento médico mais padronizado e constante", disse Kenney. "Para as mulheres em idade reprodutiva, é uma mudança fundamental."

Se a lei da reforma da saúde reduzir a taxa de mortalidade infantil dos EUA, poderá trazer uma nova visão da capacidade do governo de cuidar da saúde da nação e, quem sabe, de lidar com outras disfunções sociais.

    19/10/2013

    A Espanha não tem SUS, tem susto

    Filed under: Planos de Saúde,SUS — Gilmar Crestani @ 8:43 pm
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    O nosso sistema não é o ideal, mas alguém precisa lembrar que os EUA quase deram calote mundial porque os Republicanos resolveram boicotar um arremedo de plano de saúde feito à facão pelo Obama. Quem viu o documentário de Michel Moore sabe o se passa por lá em termos de saúde pública. O sistema espanhol é isso aqui. E a tendência é de baixa. Sem contar que os médicos foram proibidos de atenderem imigrantes. Tenho acompanhado o drama de pessoas com plano da UNIMED que não cobre tratamento com câncer, de modo que são obrigadas a se tratarem pelo SUS em virtude do preço. No SUS, é de graça.

    Rodrigo Carretero Hazte fan

    Rodrigo.Carretero@huffingtonpost.es

    Un año en lista de espera para una operación de corazón: "Que no les pase a ellos"

    Publicado: 19/10/2013 21:34 CEST

    listas de espera quirúrgicas

    Juan Carlos Rodríguez va de una sala a otra en el Hospital Perpetuo Socorro de Badajoz. Habla por el móvil y, de vez en cuando, cuelga para hablar con algún médico o enfermera. Intenta, sin éxito, encontrar una solución para el problema de su madre: la tienen que operar del menisco y, aunque está como preferente en la lista de espera, su intervención no se producirá hasta julio de 2014.

    Lleva aguardando la operación desde hace tres meses y, según asegura Juan Carlos, su estado es cada vez peor. "Ya no aguanta más el dolor y no se puede levantar de la cama. Tiene la pierna muerta, se le ha producido necrosis. Ahora, se le está cargando la cadera y le están saliendo quistes en la rodilla. Tiene que estar con tratamiento de morfina", afirma.

    Juan Carlos asegura que en el hospital han reconocido que el tiempo máximo que debería esperar su madre son tres meses. "Ahora quiero que me pongan eso por escrito para que si le pasa algo yo pueda reclamar. De palabra no me vale".

    Su caso pone rostro a una situación que cada vez sufren más personas en España. La espera para entrar en un quirófano alcanzó al iniciarse 2013 una cifra récord: 571.395 personas aguardaban por una operación, un 6,4% más que en junio de 2012, según los últimos datos del Ministerio de Sanidad.

    En solo un semestre, el plazo que los pacientes esperan para operarse se ha disparado de 76 días, de media, a 100. Las listas de espera más largas se dan en traumotología: en diciembre, había 166.300 personas esperando una intervención. Le siguen oftalmología (110.812) y cirugía general y de digestivo (108.508).

    Más datos para la alarma: el número de pacientes que esperan más de seis meses para ser operados se ha disparado un 7%, a pesar de que ese es el tiempo máximo que marca la ley para ser atendido en algunas patologías. A 31 de diciembre de 2012 suponían el 16,5% de los que esperan.

    UN AÑO ESPERANDO UNA OPERACIÓN DE CORAZÓN

    Rafael Roy, zaragozano de 51 años, es otro de los cientos de miles de españoles esperando una operación. En su caso, lleva desde noviembre de 2012 aguardando para una intervención de corazón, después de que la anterior a la que se sometió "no saliera del todo bien".

    Explica que en esta espera tiene grandes subidas y bajadas de ánimo. "Hay días que me iría a Madrid corriendo y otros que noto asfixia y no me movería de la cama". A él le ofrecieron una solución en mayo: operarse en Santander, pero cargando él con los gastos de transporte. "Les dije que no porque, entre otras cosas, prefiero que me opere el médico que conoce a fondo mi caso", indica.

    Rafael recuerda que hace un año estuvo ingresado y le dijeron que, quizá, le operasen en las siguientes semanas… y hasta ahora. "Es un problema claro de mala gestión de la Administración. Es indignante y hay casos que claman al cielo. Que no les pase a ellos. No tienen derecho a irse de vacaciones mientras haya tanta gente esperando una operación".

    FORMAS DE MAQUILLAR LAS CIFRAS

    Pero las verdaderas listas de espera son, en algunos casos, aún mayores de lo que indican las cifras. Los expertos señalan que las Comunidades Autónomas maquillan los datos. "Lo hacen casi todas, pero unas con más descaro que otras. En Madrid, por ejemplo, se maquillan de forma oficial", explica Marciano Sánchez Baile, médico portavoz de la Federación de Asociaciones en defensa de la sanidad pública.

    De hecho, en la Comunidad de Madrid el paciente sólo pasa a formar parte de las listas de espera una vez que se ha sometido a las pruebas preoperatorias y la visita con el anestesista. En el resto de España, se contabiliza a partir del momento en que el médico indica la operación. El Ministerio de Sanidad no ofrece los datos de espera por Comunidades Autónomas.

    Más técnicas de maquillaje: "Hay listas de espera que están cerradas. Te dicen que te tienes que operar, pero llegas y te cuentan que la lista está cerrada. ¿Cómo se puede hacer eso?", se pregunta Carmen Flores, presidenta de la asociación El Defensor del Paciente.

    ¿MOTIVOS? LOS RECORTES

    Flores apunta los motivos del notable incremento de la listas de espera en los últimos meses, que se resumen en una palabra: recortes. "Se han cerrado quirófanos, no se opera por las tardes ni los fines de semana porque se ha prescindido de personal. Es una vergüenza que haya gente que tiene que estar en urgencias 3 días porque no hay camas cuando en muchos hospitales hay plantas enteras cerradas", resume.

    Patricia Alonso, portavoz de la Asociación de Facultativos Especialistas de Madrid, añade un motivo más: "No me atrevo a decir que sea intencional, pero lo creo. Las listas de espera son una forma de privatización encubierta porque son la excusa para desviar a pacientes a centros privados, por lo que se descapitalizan los centros públicos", asegura.

    Alonso cree que los acuerdos de la sanidad pública con los centros privados no son una opción precisamente barata. "Ha aumentado de forma brutal el presupuesto destinado a ello. Es como si yo no tengo dinero para dar a mis hijos cinco comidas al día y pago a una cadena de comida rápida para que les dé la merienda todas las tardes", asegura.

    Sánchez Baile, de la Federación de Asociaciones en defensa de la sanidad pública, añade que, además, en la Comunidad de Madrid se penaliza con esperas que se pueden multiplicar por siete a los pacientes que rechazan operarse en un centro privado.

    "HAY GENTE MURIENDO EN LISTA DE ESPERA"

    Esas esperas tienen consecuencias en ocasiones muy graves para los enfermos. Carmen Flores, de El Defensor del Paciente, es rotunda en este sentido: "Hay gente que está muriendo en lista de espera. En otras ocasiones, la espera es tan larga que cuando el paciente llega al quirófano su situación se ha agravado de tal forma que ya no tiene solución. Otros ven que los plazos se alargan y eso les mina mentalmente", asegura.

    Añade que las listas están aumentando por intentar ahorrar y que lo que se está consiguiendo es lo contrario: "Al agravarse el estado de un paciente, éste estará todo el día en urgencias o en el médico de cabecera y si finalmente se queda incapacitado hay que pagarle una incapacidad. Creo que los españoles somos muy buenos, tenemos paciencia, y la Administración nos toma por idiotas".

    "UNA GESTIÓN MÁS INTENSIVA"

    Sanidad recalca que la ministra, Ana Mato, y los consejeros de todas las comunidades autónomas ya han acordado mejorar la gestión de las listas de espera, en cuya confección se dará prioridad al criterio de los médicos. Insisten en que están trabajando "para mejorar la gestión clínica y la eficiencia de las listas de espera, para que haya la misma equidad y los mismos servicios sanitarios en todo el territorio nacional."

    Para Sánchez Baile, de la Federación de Asociaciones en defensa de la sanidad pública, no es suficiente. Explica que se deben señalar unas esperas máximas según patologías y obligar a que no se superen. Luego, indica, hay que hacer una gestión más intensiva de los recursos públicos.

    "Si este señor, Juan Carlos me parece que se llama [por el rey], se operó por la tarde en un centro privado, ¿por qué en los públicos no se puede hacer lo mismo? Operar por las tardes reduciría las esperas muy significativamente porque hay muchos quirófanos infrautilizados."

    De momento, esa opción no parece muy factible: desde el año 2010, cuando comenzó el tijeretazo en Sanidad, los presupuestos destinados a este área han perdido 6.900 millones. Mientras, Juan Carlos Rodríguez sigue luchando en el Hospital de Badajoz. La salud de su madre no entiende de recortes.

    Un año en lista de espera para una operación de corazón: "Que no les pase a ellos"

    25/05/2013

    Como funciona o SUS nos EUA…

    Filed under: Isto é EUA!,Isto é Privada!,SUS — Gilmar Crestani @ 10:54 am
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    Saúde à venda: tratamento de pneumonia custa até US$ 38 mil nos EUA

    Valores abusivos são encontrados em todo país; pessoas chegam pagar 300 dólares apenas para ser atendido

    Em um hospital em Dallas, nos EUA, o tratamento para pneumonia custa, em média, 14 mil dólares. Na mesma cidade, porém, o valor cobrado pelo mesmo serviço pode chegar a 38 mil dólares.
    Na Flórida, o atendimento médico mais barato para qualquer problema cardíaco gira em torno de oito mil dólares. O mais caro, 75 mil. Já em Nova Jersey, um centro médico cobra 101.945 dólares (cerca de 200 mil reais) para implantar um marcapasso no coração (o hospital Albert Einstein, em São Paulo, por exemplo, cobra cerca de 10 mil reais pelo serviço).
    Entre outros exemplos, o governo dos EUA revelou no começo de maio uma tabela com a diferença de preços em diversos hospitais do país. Pela primeira vez na história, os norte-americanos tiveram acesso a um plano detalhado de quanto é cobrado pelos serviços hospitalares. O resultado foi chocante.
    [No vídeo abaixo, norte-americanos revelam abusos e detalhes sobre o sistema de saúde nos EUA em entrevista a Opera Mundi]


    Como não existe regulamentação para o setor, os prestadores de serviço cobram sem preço de tabela.  Alguns hospitais na Califórnia, por exemplo, “pedem 300 dólares apenas para receber o paciente e perguntar qual é o problema”, afirma o estudante Marcus Murakami em entrevista a Opera Mundi.
    Em nota oficial, Washington afirma que as variações podem ocorrer em função da gravidade do paciente ou a duração do tratamento. A qualidade do serviço, no entanto, não é o motivo para a diferença dos preços, argumenta o governo.
    Especialistas atribuem a disparidade no sistema de saúde ao fato dos pacientes não se mobilizarem contra os preços abusivos ou, na maioria das vezes, sequer terem acesso aos valores cobrados.
    A conta do hospital vai geralmente para os planos de saúde, que arcam em média com 90% das despesas. Para as camadas populares, o governo oferece subsídio – planos de saúde federais pagam pelo atendimento. Nos EUA não existe um sistema público de saúde – todos os hospitais são pagos.
    “Os pacientes não se preocupam com o valor da conta do hospital, pois eles sabem que não vão pagar de qualquer forma. É o plano de saúde ou o governo que irá pagar. Como não existe essa preocupação, os hospitais podem cobrar até 900 dólares por uma aspirina”, analisa o professor de administração Garrett Taylor a Opera Mundi.

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    Os que mais sofrem com os preços abusivos dos hospitais são os estrangeiros, sem cobertura oficial, e os norte-americanos que não têm dinheiro para pagar o plano de saúde e, ao mesmo tempo, a renda familiar não se enquadra em “pobre” – grupo de pessoas que o governo oferece subsídio. Segundo informações do Center for Disease Control and Prevention, o número de norte-americanos sem seguro de saúde nos EUA é de 45 milhões de pessoas.
    “Não é verdade que a população não se importa com o valor da cobrança. Para os que não têm seguro, eles precisam pagar a conta no valor integral. Então, o preço do serviço importa, sim”, afirma professora de medicina da Universidade de São Francisco, Renee Hsia,  em entrevista ao Washington Post.
    Ao divulgar a tabela com os preços nos hospitais no país, o governo procura fechar o cerco contra os opositores do Medicare de Obama – projeto que cria um sistema único de saúde ao país, similar ao SUS no Brasil – e ganhar respaldo frente à população. 
    A diferença entre os valores cobrados pelos planos de saúde e os hospitais chegam a ser de 10 a 20 vezes mais caros que o administração federal propõe com Medicare. 
    * Com colaboração de Gabriel Colombo

    Opera Mundi – Saúde à venda: tratamento de pneumonia custa até US$ 38 mil nos EUA

    13/12/2012

    O SUS, esse miserável

    Filed under: Saúde,SUS — Gilmar Crestani @ 8:18 am

    O que tenho visto, em sua maioria, são pessoas com planos privados de saúde e que sempre condenam o assistencialismo e “essa porcaria dos SUS” os que, por terem dinheiro para contratar advogado, se beneficiam do dinheiro da saúde pública.

    EDITORIAIS

    editoriais@uol.com.br

    Remédio amargo

    Ações na Justiça para obrigar governo a custear tratamentos exorbitantes tiram verbas do atendimento a quem depende só do SUS

    Não para de crescer a conta do que se convencionou chamar de judicialização da saúde, a iniciativa de pacientes de acionar o poder público para obter tratamentos que não fazem parte do rol do SUS.

    De janeiro a outubro deste ano, o governo federal gastou R$ 339,7 milhões em remédios, equipamentos e insumos para cumprir essas decisões judiciais. Esse valor daria para construir pelo menos dois hospitais de 80 leitos cada um e equivale a 7,5% de tudo que a cidade de São Paulo aplicou em saúde no ano de 2011 (R$ 4,5 bilhões).

    Isso representa 28% mais do que o total despendido com as ações na Justiça em todo o ano de 2011. E essa é só a parte da União.

    O montante aumentaria significativamente se fossem computados também os valores desembolsados por Estados e municípios. A situação é tão caótica que o valor total não é sequer conhecido.

    Não se discute o direito de cidadãos recorrerem à Justiça sempre que acharem necessário. O problema é que o acúmulo de liminares -70% das decisões são desfavoráveis ao governo- acaba retirando do administrador público a capacidade de definir prioridades e decidir a melhor alocação para um volume limitado de recursos.

    O pecado original, aqui, nasce com o artigo 196 da Constituição, que define a saúde como direito de todos e dever do Estado. Em vez de interpretar a passagem -justificativa de todas as ações- como mero princípio programático, magistrados lhe têm dado força de norma a cumprir, custe o que custar.

    É uma visão míope. Orçamentos públicos são finitos, sabem todos, mas as possibilidades de gastar mais com a saúde não conhecem limites: sempre é possível importar uma droga experimental, ou testar uma nova terapia, a preços muitas vezes exorbitantes.

    Vale observar que há uma importante assimetria na repartição de tais recursos. Com a judicialização da saúde, tendem a ser beneficiados pacientes que tipicamente necessitam de drogas caras e têm acesso a informação qualificada e a advogados particulares. Perdem, em contrapartida, os doentes pobres que dependem unicamente do SUS.

    Por outro lado, não é aconselhável pender para o extremo oposto e confiar exclusivamente às autoridades sanitárias a tarefa de decidir quais tratamentos serão cobertos e quais ficarão de fora. Burocracias são, por natureza, lentas e preferem resolver seus problemas de caixa evitando novos custos.

    É preciso criar formas rápidas, de preferência na esfera administrativa, e não na judicial, com controle externo da classe médica, para garantir que novas terapias sejam incorporadas ao SUS tão logo se revelem eficazes e economicamente razoáveis. Embora certa leitura da Constituição insinue o contrário, não existe tratamento grátis.

    16/11/2011

    Para quem só sabe falar (mal) do SUS sem conhece-lo

    Filed under: SUS — Gilmar Crestani @ 8:53 am
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    Cama sin quirófano, quirófano sin cama

    FERRAN BALSELLS – Barcelona – 16/11/2011

    La odisea de María del Carmen Mesa, la mujer de 65 años que falleció por un aneurisma tras deambular por cuatro hospitales durante 65 horas, prosiguió tras la intervención quirúrgica. El 10 de septiembre, horas después de ser operada del derrame cerebral en el hospital Clínic de Barcelona, la víctima se mantuvo sedada y fue derivada de nuevo al hospital Vall d’Hebron "dada la falta de camas en el Hospital Clínic". Así lo señala el informe de epicrisis -el informe médico que resume el tratamiento dado a un paciente- del hospital Vall d’Hebron elaborado el pasado 1 de octubre al que ha tenido acceso EL PAÍS.

      Pese a que el traslado se realizó sin incidencias, fuentes médicas del Vall d’Hebron que pidieron el anonimato admitieron que resulta "desaconsejable" movilizar pacientes de esta gravedad. "No es definitivo, pero en cualquier caso mejor no hacerlo", señalaron. El informe de epicrisis describe que tras el quinto y último traslado al que fue sometida la víctima, que falleció el 16 de septiembre, Mesa ingresó con la presión intercraneal "discretamente elevada", trastornos del ritmo cardíaco "frecuentes" y con "persistencias" de la hemorragia cerebral. La situación empeoró poco después, por lo que el centro recurrió a aplicar una sedación "de medio y largo plazo", detalla el documento.

      La familia de la fallecida, que ha presentado una querella por entender que el Vall d’Hebron no garantizó la atención sanitaria de la paciente, ha denunciado que la víctima murió por un mal tratamiento debido a los recortes en sanidad pública de la Generalitat.

      El Vall d’Hebron suspendió la operación en dos ocasiones y no pudo realizarla por falta de medios. El Clínic, que sí pudo operarla aunque más de dos días después, no pudo continuar el tratamiento de la víctima por la falta de plazas hospitalarias. El hospital Clínic no ha detallado más sobre lo ocurrido. Aunque el centro señaló ayer que los recortes no han ocasionado cierres de camas de urgencias, el informe de alta de este hospital sobre la fallecida no menciona nada sobre el asunto. "Se contacta con el doctor la posibilidad de trasladar a la paciente a Vall d’Hebron para continuar tratamiento dada su estabilidad clínica y analítica", señala este documento.

      "Las explicaciones de las autoridades catalanas no son convincentes, deben clarificar lo que ha ocurrido y asumir responsabilidades", señaló sobre el caso el exsecretario general del Ministerio de Sanidad, José Martínez Olmos, informa María R. Sahuquillo. "Jurídicamente se verá en su momento, pero los recortes están afectando claramente a la calidad asistencial y además preocupan mucho a la ciudadanía", advirtió.

      Cama sin quirófano, quirófano sin cama · ELPAÍS.com

      12/11/2011

      Ainda sobre Lula e o SUS

      Filed under: Câncer,Lula,SUS — Gilmar Crestani @ 9:16 am
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      Aloisio Mauricio/15.set.2011/Terra Magazine

      O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin e o prefeito, Gilberto Kassab, em passeio simbólico de metrô na inauguração de nova estação

      O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin e o prefeito, Gilberto Kassab, em passeio simbólico de metrô na inauguração de nova estação

      José Luiz Teixeira
      De São Paulo

      O fato de Lula estar se tratando no Hospital Sirio-Libanês, e não no SUS, ainda está gerando discussão pela internet.

      De um lado, muita gente pergunta por que o ex-presidente não recorreu ao serviço público.

      Os petistas contra-atacam, acusando essas pessoas de preconceituosas, pois não admitiriam um ex-operário usar um hospital da elite.

      No fim, o tema acaba se transformando em bate-boca e deixa em segundo plano a verdadeira discussão sobre o assunto, que é a relação entre autoridades e serviços públicos no Brasil.

      De qualquer forma, ganhou corpo entre internautas uma proposta que, apesar de romântica, não deixa de ser interessante.

      Trata-se da sugestão de que todos os homens públicos usem os equipamentos públicos pelos quais têm obrigação de zelar.

      Nesse caso, Lula teria de enfrentar a fila do SUS e torcer para ser atendido enquanto ainda fosse tempo.

      O governador paulista Geraldo Alckmin dirigiria seu próprio carro sem seguranças pelas perigosas ruas do bairro do Morumbi, onde fica a residência oficial.

      O prefeito paulistano Gilberto Kassab faria seu trajeto para o trabalho, no centro da cidade, de ônibus.

      Deputados, vereadores e senadores colocariam seus filhos nas escolas públicas. E assim por diante.

      É o que propõem internautas notadamente apartidários, que não querem saber se o político em questão é tucano ou petista.

      Os mais otimistas sonham que só assim as coisas funcionariam melhor em nosso País.

      A maioria, porém, vê na proposta um castigo àqueles que malversam o dinheiro público.

      Por bem ou por mal, é uma ideia a se considerar.

      José Luiz Teixeira é jornalista. Formado pela Faculdade Cásper Líbero, trabalhou em diversos órgãos de imprensa, entre os quais as rádios Gazeta, Tupi e BBC de Londres, e os jornais O Globo, Folha de S.Paulo e Folha da Tarde.

      Fale com José Luiz Teixeira: jl.teixeira@terra.com.br

      Ainda sobre Lula e o SUS – Terra – José Luiz Teixeira

      09/11/2011

      Médico do SUS liga para a Tonha: quer falar dos exames

      Filed under: CPMF,SUS — Gilmar Crestani @ 9:16 am
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      Saiu no Blog do Planalto:

      Governo lança programa Melhor em Casa para ampliar atendimento domiciliar do SUS
      A presidenta Dilma Rousseff lançou hoje (8) o programa Melhor em Casa, com o objetivo de ampliar o atendimento domiciliar do Sistema Único de Saúde (SUS). A meta do governo federal é que, até 2014, o programa tenha mil equipes de atenção domiciliar e 400 de apoio atuando em todo o país, informou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto.
      A expectativa é que os investimentos cheguem a R$ 1 bilhão, que serão utilizados no custeio e manutenção dos serviços, como na compra de equipamentos e remédios. Em 2011 já serão repassados R$ 8,6 milhões aos estados e municípios.
      Segundo o ministro, cada equipe multidisciplinar será formada prioritariamente por médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e fisioterapeutas e poderá atender, em média, 60 pacientes por mês. O objetivo é levar atendimento médico às casas de pessoas com necessidade de reabilitação motora, idosos, pacientes crônicos sem agravamento ou em situação pós-cirúrgica.
      “Todos os municípios que tiverem cobertura do Samu e que tiverem uma retaguarda hospitalar que tenha pelo menos 60 leitos e UTI – que esse é o critério fundamental – poderão aderir ao Melhor em Casa”, destacou Alexandre Padilha.
      Outra novidade apresentada pelo ministro é a isenção da tarifa de luz para pacientes do Saúde em Casa que precisarem de equipamentos que necessitam de energia elétrica. Para ter direito à isenção total na tarifa de eletricidade, a família deve estar inscrita no Cadastro Único do governo federal para programas sociais. A isenção será pelo período em que o paciente necessitar dos equipamentos.
      SOS Emergências — O governo lançou ainda uma ação estratégica para melhorar a gestão e o atendimento nos 40 maiores prontos-socorros brasileiros. Inicialmente, o SOS Emergências será implantado em 11 hospitais que possuem mais de 100 leitos, tem pronto-socorro e realizam grande número de internações e atendimentos ambulatoriais por dia.
      Cada um desses hospitais receberá, anualmente, R$ 3,6 milhões do Ministério da Saúde para custear a ampliação e qualificação da assistência da emergência. Também poderão receber individualmente até R$ 3 milhões para aquisição de equipamentos e realização de obras e reformas na área física do pronto-socorro.
      “Sabemos que ofertar o alívio imediato ao sofrimento pode ser decisivo para a vida da pessoa e, por isso, essa é uma ação inovadora. Mapeamos as principais urgências do país, pela importância da rede, atendimento, cobertura da população e o fato de serem decisivos no momento mais crítico de salvar uma vida”, enfatizou o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
      O SOS Emergências deverá funcionar articulado com os demais serviços de urgência e emergência que compõem a Rede Saúde Toda Hora, coordenada pelo Ministério da Saúde e executada pelos gestores estaduais e municipais em todo o país. Esses serviços englobam o SAMU 192, UPAS 24 horas, Salas de Estabilização, serviços da Atenção Básica e Melhor em Casa.

      Navalha

      Tonha é uma excelente cozinheira.

      Trabalha em alguns dos melhores restaurantes da cidade.

      O caderno Paladar do Estadão a elegeu um dos Dez Novos Talentos da cidade.

      Tonha tem pressão alta.

      É mal de família.

      Acaba de perder uma irmã de 24 anos, por causa de pressão alta.

      Tonha se trata num hospital do SUS, o Hospital das Clínicas de São Paulo.

      Que só não é melhor, porque o Fernando Henrique Cardoso, a FIE P (*) , PiG (**), o Tasso tenho jatinho porque posso, o Arthur Virgilio Cardoso e a bancada tucana acabaram com a CPMF do dr Jatene e introduzida – com muito carinho – no primeiro mandato do Fernando Henrique.

      Ela faz parte do grupo de estudos de hiper-tensão do HC.

      Recebe os remédios em casa.

      E, todos os meses, se submete a uma bateria de exames.

      O médico acaba de ligar aqui para casa para dizer que quer conversar com ela sobre os últimos exames.

      Clique aqui para ler: Mino, o PIG, o câncer de Lula: o insulto, a covardia, a malignidade

      Paulo Henrique Amorim

      (*) Este Conversa Afiada chama a FIESP de FIE P. Sem o “s”. É uma tentativa de identificar o verdadeiro propósito da campanha da FIE P contra a CPMF. Apagar o “S” de “$”.

      (**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

      Médico do SUS liga para a Tonha: quer falar dos exames | Conversa Afiada

      04/11/2011

      Lula, o marqueteiro do câncer | Direto da Redação – 10 anos

      Filed under: Câncer,Lula,SUS,Urariano Mota — Gilmar Crestani @ 8:16 am
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      Urariano Mota – Recife – É pernambucano, jornalista e autor de "Soledad no Recife", recriação dos últimos dias de Soledad Barret, mulher do cabo Anselmo, executada pela equipe do Delegado Fleury com o auxílio de Anselmo.

      Lula, o marqueteiro do câncer

      Recife (PE) – A julgar pelos comentários apaixonados que gerou, o câncer na laringe de Lula foi, é um sucesso. Das chamadas redes sociais, do Twitter, do Facebook, do Youtube a todo o universo do mar, terra, ar, e internet, o câncer do ex-presidente veio provar, do modo mais paradoxal, que Lula está hoje ainda mais vivo e bulindo. Penso que até as sondas espaciais, os laboratórios distantíssimos em órbita, que rondam além do nosso sistema planetário, já transmitem para os ETs que no Brasil há um cara que, ao ser presenteado com um câncer, virou mais notícia que todos os astros do esporte, da televisão e do cinema.

      O Jornal Nacional se vê obrigado a noticiar a doença, sério, grave (é do estilo),  ainda que em doses homeopáticas, louco de raiva, possesso, por não fazer do caso uma grande telenovela jornalística. Lembram-se da magnífica obra-prima do horror no acidente da TAM? Os capítulos tinham nomes: “O maior desastre da aviação brasileira … Duas tragédias em dez meses… Tristeza e indignação na madrugada em São Paulo… A aflição das famílias das vítimas em Porto Alegre… O medo de quem mora próximo a Congonhas”.  Mas desta vez, não abusem por favor, creiam na criação, se o Jornal Nacional está sem os próximos capítulos, pelo menos possui o título geral: “Lula, o pau de arara que nasceu para o câncer”. Imaginem como isso prepararia bem o lindo obituário, já pronto: “Lula, enfim, descansa em paz!” Desgraçado, que nós também. 

      Como isso é possível? Como é que Lula, fora da presidência, quando, e guardo a esperança de que os verbos dos seus adversários, inimigos, estejam nesta gradação: quando o queriam e desejavam e apostavam que ele estivesse desaparecido, se possível morto, pois para Deus nada é impossível, como pode o ameno barbudo voltar com tal onipresença, da terra à lua? Eis que na pesquisa na web, entre os comentários mais entusiasmados e criadores, descobri a razão. Escolho para vocês estas pérolas, das quais limpo o português mais sujo:  

      “Nada de novo, pessoal. Trabalho com marketing há mil anos e sei o que houve. O que fazer quando a sua imagem está a ponto de detonar (quase dez ministros detonados), com o processo do mensalão em andamento, inflação crescente, o diabo, o que é que se faz? Cria-se um fato novo! O povo precisa ter pena do cara,  não é mesmo? Que câncer, que nada! Isso é pura armação de um bandido mentiroso e que não tem saída. Só um câncer arranjado. Matei? O cara é muito malandro, ele não está nada com câncer, é pura jogada dos marqueteiros da petralha. Matei?”

      Ao que outro mais culto, com as luzes e o método arguto do que o bravo imagina ser a ciência política, desvendou melhor as patas do caranguejo:

      “A divulgação manipulada do estado de saúde prevalece igual ao do líder venezuelano Hugo Chávez. O conhecimento público do seu câncer o favorece na reeleição do ano que vem, entendem? É mais um mistério que ainda envolve a gravidade da doença, talvez porque sua veiculação dispararia a sucessão de um líder egocêntrico demais para deixar herdeiros. Mataram a charada?”

      E finalmente, esta pepita de ouro que ilustra o sucesso internacional do câncer de Lula no mundo e na história: 

      “Devagar, pessoal, o ‘universo’ está dando uma boa mão para nós terráqueos e limpando a terra dos esquerdistas. Senão, vejamos: o Kadaffi já morreu, o Fidel Castro está agonizando, o Hugo Chaves está agonizando, o Kim Jong-il da Coreia do Norte está agonizando, agora o Lula está com o câncer. Viva o câncer!”.

      A essas linhas bárbaras, que festejavam a morte geral na esquerda, reagiu rápido uma leitora espirituosa, como se fosse a voz da consciência entre caranguejos, animais e fúria: 

      “Tudo agonizando, não é? E o Capitalismo também…. Ahahahahaha”

      Em resumo, amigos: nunca se viu, em toda história, um marqueteiro do câncer como Lula. Sucesso universal e absoluto.

      *****************************

      Lula e o SUS

      A repercussão do câncer de Lula na internet remete ao clima de baixarias que inundaram as redes sociais nas eleições 2010. Não à toa. Lula é peça-chave no jogo político, e a boçalidade destampada no período eleitoral continua a ser alimentada à farta.
      O ex-presidente fez bem ao tornar logo público o tumor na laringe. Agiu com a transparência que se espera de quem deixou o Planalto com índice de a…provação de 87%. Não se trata apenas de um drama pessoal. Embaralha qualquer cenário que se vislumbre para as eleições municipais de 2012 e, obviamente, para a sucessão presidencial de 2014.
      É nesse contexto que desponta nas redes sociais a campanha “Lula, faça o tratamento pelo SUS”. Ela renova o ódio reacionário que marcou a disputa eleitoral do ano passado, em que o auge foi a exortação do afogamento de nordestinos em São Paulo.
      Lula poderia ir a um hospital público, como o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, mas preferiu o Sírio-Libanês, onde seus médicos trabalham – também ali se trataram de câncer o então vice-presidente José Alencar e a então chefe da Casa Civil Dilma Rousseff. Aliás, é desejável que ele não ocupe vaga de quem depende da rede pública de saúde.
      Por que a campanha para Lula se tratar pelo SUS? Só ressentimento e ignorância explicam tamanha estupidez. Algum mimimi se no lugar do petista estivesse um tucano de densa plumagem? E se Lula fosse ao Instituto do Câncer não receberia tratamento de ótima qualidade, como todos que lá estão? O mais curioso é ver que o sujeito que quer Lula num leito público também comemorou o fim da CPMF, cuja extinção beneficiou uma parcela de brasileiros que, da classe média para cima, deixaram de entregar 0,1% sobre o valor de cada movimentação financeira para a saúde pública.
      O ódio dessa minoria contra Lula escandaliza agora alguns de seus críticos sensatos na imprensa. Mas não se trata de cobrar comportamento decente de leitores, quando parte da mídia é responsável por fomentar essa raiva e dela se beneficia. Basta recordar como foi a cobertura do título honoris causa concedido a Lula pela Sciences Po.
      Choca que a galera vomite nas redes tanta escrotidão com a mesma — ou até mais — desinibição que em círculos íntimos. A parada, porém, é mais profunda. Não é uma questão de compostura, mas classe. Melhor, classes. Num clima que transborda o ódio de quem sente as referências de exclusividade social se esvair, ainda que muito, mas muito lentamente.

      Contribuição da leitora Patty Pssos, de Salvador, Bahia. Email: patyspassosm@gmail.com

      Lula, o marqueteiro do câncer | Direto da Redação – 10 anos

      03/11/2011

      O SUS com CPMF não tratou Ruth Cardoso!

      Filed under: CPMF,SUS — Gilmar Crestani @ 7:27 am
      Tags:

      O Lula deveria ir para o SUS ?  Por que derrubaram a CPMF ?

        Publicado em 02/11/2011

      Há a colonista (*) que nos informa que D. Marisa anda nos corredores do hospital de chinelinho.
      Formidável !
      Seria impossível viver sem essa falsa informação, neste dia de Finados.
      Mas, a colonista precisa demonstrar que sabe das coisas – quanto mais irrelevantes melhor.
      Quanto mais pejorativas, melhor ainda.
      Chinelinho de sisal ou uma havaiana cor de abóbora ?
      E se a D Marisa usasse uma sandália rasteira da Dolce Gabana nos corredores do Sírio ?
      O que diria a notável colonista ?
      Está vendo, é uma Dolce Gabana mensaleira !
      Há o colonista que, para mostrar suposta indignação, reproduz, um a um, os comentários raivosos contra Lula.
      O colonista tem vergonha !
      De que ?
      Neste Dia de Finados, reapareceu um colonista que usa múltiplos chapeús.
      Tinha-se a impressão de que ele estava de férias há uns seis meses, mas não: voltou.
      Ele também tem vergonha do Lula.
      Porque o Lula não foi para um hospital do SUS.
      O SUS, como se sabe, tem recebido um volume cada vez maior de recursos do Governo Federal.
      Nunca Dantes se investiu no SUS e em equipamentos para diagnosticar e tratar do câncer como agora, nestes últimos oito anos e meio.
      O SUS ainda não é o serviço médico exemplar que o colonista de muitos chapéus encontra (rsrsrsrs) nos hospitais públicos dos Estados Unidos.
      Como se sabe, o notável colonista de muitos chapéus, como na piada do argentino, é italiano, vive (a contragosto) no Brasil e pensa que é americano.
      O presidente Lula foi para o Sírio, porque o Sírio é melhor do que os serviços do SUS.
      E assim é em Nova York, por exemplo.
      Se o amigo navegante for negro, desempregado, morar no Harlem e quebrar a perna, é melhor vir se tratar no SUS.
      Porque, em Nova York, vai passar o resto da vida torto.
      O Nunca Dantes comprou um plano de saúde.
      E por isso pode ir para o Sírio.
      (A mais grave doença hospitalar que se contrai no Sírio é a irresponsabilidade e a falta de ética de funcionários e médicos que passam informação para o PiG (**) como forma de cortejá-lo.)
      Foram para o Sírio o Mario Covas, a Roseana Sarney, o Maluf, o Sarney e o José Alencar.
      E o de muitos chapéus não pareceu incomodado quando Maluf e Sarney lá foram tratar da próstata.
      Será que o Padim Pade Cerra jamais pisou no Sírio ?
      Tem certeza, amigo navegante ?
      Um dia, o Estadão informou que  o Padim foi fazer um cateterismo no Sirío, mas a informação sumiu do site do Estadão com a rapidez com que o Cerra foge do Ricardo Sergio (hoje).
      O Nunca Dantes foi se tratar no Sírio com o oncologista e o cirurgião que passam a metade do dia no Instituto do Câncer, que atende o SUS e que recebe, cada vez mais, recursos do Governo Federal e do Estado de São Paulo.
      O Dr Paulo Hoff, oncologista da Dilma e do Lula, poderia ter ficado num dos melhores hospitais do mundo, em Houston, no Texas, mas preferiu voltar para o Brasil – e também trabalhar para o SUS.
      No Hospital do Câncer, ele é responsável por um dos mais sérios trabalhos em pesquisa e formação de quadros para diagnosticar e curar o câncer.
      (Ao contrário do de muitos chapéus, o Dr Hoff não ficou nos Estados Unidos porque não quis.)
      Por que o SUS não é ainda a maravilha dos hospitais públicos (existem ?) de Nova York ?
      Porque a elite brasileira – a que os colonistas se filiam, num papel subalterno – acabou com a CPMF.
      Dr Fernando Henrique Cardoso, que faz exame de DNA do filho em Nova York, liderou o movimento para acabar com a CPMF.
      Na gloriosa campanha para tirar dinheiro do SUS, o Farol de Alexandria liderou senadores hoje derrotados – Arthur Virgilio Cardoso e Tasso tenho jatinho porque posso !, por exemplo – para destruir a CPMF que, a pedido de Adib Jatene, ele mesmo instituiu.
      O que fez o Padim – para salvar a CPMF ?
      Nadinha.
      Recolheu-se atrás da frondosa árvore do PiG (**).
      O preconceito contra o Lula e a possibilidade de se concretizar o “2014 já era”, como disse o Aloysio 300 mil, se manifestam de diversas maneiras.
      Destruir o SUS é uma delas.
      Não querer que o Maluf se trate no Sírio é outra.
      Destruir o ENEM, a banda larga dos pobres para a universidade, é outra.
      A do momento.
      E assim vai o PiG (**), incansavelmente.
      De chinelinho pelos corredores.
      Paulo Henrique Amorim
      (*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
      (**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

      O Lula deveria ir para o SUS ? Por que derrubaram a CPMF ? | Conversa Afiada

      02/11/2011

      As reportagens seletivas sobre o SUS

      Filed under: Rede Globo de Corrupção,SUS — Gilmar Crestani @ 9:51 am
      Tags:

      Enviado por luisnassif, ter, 01/11/2011 – 16:10

      Comentário do post "O SUS, a ironia e o mau gosto"

      Por Carlos Sales

      MInha esposa teve Doença de Crohn.

      Hoje a doença está em remissão devido a um remédio chamado Azatioprina que é distribuído gratuitamente pelo SUS. Todo mês ela vai pegar o remédio na Farmácia de Alto Custo em Brasília-DF.

      Este mês, quando ela estava pegando o remédio, percebeu uma equipe da TV Globo Local (DFTV) fazendo reportagem a respeito da distribuição desse tipo de remédio. Ela ficou observando de longe e, para algumas pessoas, eles ligavam as luzes e equipamentos, para outras não.

      Quando ele estava de saída, a equipe a procurou (com os equipamentos ainda desligados) e perguntou se ela tinha recebido o medicamento que veio buscar. Ela disse que sim. O repórter perguntou se tinha recebido todos. Ela disse que sim. O repórter então desmobilizou a equipe e partiram pra outra pessoa.

      Ao meio dia fomos ver a reportagem editada. O Alexandre Garcia mostrava o ‘caos’ na administração do Agnelo. Só mostraram as pessoas que não conseguiram o remédio e se reclamavam.

      Meus amigos, esse é apenas um caso vivido. Imaginem o que acontece pelo mundo afora.

      Esta é a imprensa no Brasil.

      Vergonha !!!

      As reportagens seletivas sobre o SUS | Brasilianas.Org

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