Ficha Corrida

28/12/2014

Supermercado público só é pecado em mãos petistas

Filed under: ACM,Ditadura,Privatas do Caribe,Roberto Marinho,Supermercados — Gilmar Crestani @ 10:51 pm
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roberto-marinho-e-figueiredo-e-acmPrecisou um governo petista chegar ao poder na Bahia para a Folha divulgar que aquele Estado tinha até um Supermercado.

Claro, tudo o que é criado pelo ACM leva as bênçãos da famiglia Marinho, parceira da Folha no jornal Valor. Vieram as privatizações mas ninguém lembrou de privatizar o supermercado do ACM.  Por quê? Por que todo filhote da ditadura tem licença para fazer o que bem entende. Se os ditadores que prendiam, estupravam, matavam e esquartejavam estão soltos, por que alguém haveria de se preocupar com um dos principais donos de mídia que mais se locupletaram com a corrupção na ditadura.

Por que ninguém lembra que ACM, Sarney, Collor & Sirotsky eram os principais parceiros da Rede Globo. União esta abençoada pelos trogloditas de plantão. Saíram do nada para se tornarem os cinco maiores grupos do país. E continuam pautando, via Instituto Millenium, os destinos do que podemos saber.

Há um muito interessante documentário que retrata muito bem a relação de Roberto Marinho e seus asseclas distribuídos pelas repetidoras estaduais: Muito Além do Cidadão Kane

Bahia privatiza rede de supermercados

Gestão petista vai colocar à venda lojas públicas criadas em 1979 pelo então governador Antônio Carlos Magalhães

Empresa que adquirir deverá manter as 285 lojas em 236 cidades; apenas 20% são rentáveis, diz estudo

JOÃO PEDRO PITOMBODE SALVADOR

O compositor Raimundo Nonato da Cruz, o Chocolate da Bahia, já fez milhares de jingles. Mas nenhum deles marcou tanto sua carreira quanto o feito para a rede pública de supermercados da Bahia: a Cesta do Povo.

Versos simples, melodia grudenta e uma longa permanência da propaganda no ar ("Viva a Cesta do Povo, viva! Sempre ao lado do povo, viva!") forjaram uma marca poderosa –principal ativo de uma empresa deficitária e que está em vias de sair das mãos do governo baiano.

Única rede pública de supermercados do país, a Cesta do Povo será privatizada por decisão do novo governador Rui Costa (PT).

"A Cesta do Povo não é capaz de concorrer com as redes privadas de supermercado. As grandes do setor têm agilidade na hora de negociar e definir preços, muito diferente de uma empresa pública", justifica Costa.

Gerida pela Empresa Baiana de Alimentos, a Cesta do Povo é a segunda maior rede de supermercados da Bahia (a primeira é o Atakarejo), mas sobrevive de subsídios.

Em 2014, o governo da Bahia repassou R$ 15 milhões do Tesouro Estadual para sustentar a rede de supermercados. Em anos anteriores, esse valor já atingiu a marca de R$ 60 milhões por ano.

Para cessar os repasses, o governo da Bahia vai alienar o controle acionário da rede de supermercados. A modelagem ainda está sendo estudada –não há definição se a venda será total ou parcial.

De acordo com o governador eleito, a empresa que adquirir a rede deverá manter abertas, por um período predeterminado, as atuais 285 unidades espalhadas por 236 dos 417 municípios baianos.

O governo aposta na marca Cesta do Povo para viabilizar o negócio. E também aponta como valioso ativo o sistema de cartões Credicesta, que garante crédito para compras na rede a funcionários públicos em sistema de consignação.

A Cesta do Povo foi criada em 1979 para regular os preços dos alimentos básicos frente à escalada da inflação, que, naquele ano, foi de 67%.

Nos bastidores, contudo, a criação da rede é creditada a desavenças entre o então governador Antônio Carlos Magalhães (1927-2007) e o empresário Mamede Paes Mendonça, dono da principal rede de supermercados da Bahia na época.

A partir da estabilidade com o Plano Real, de 1994, o papel de regulação ficou em segundo plano. Hoje, nem sempre os produtos da Cesta do Povo são mais em conta que nos concorrentes.

Estudo contratado pelo governo mostrou que apenas 20% das lojas são rentáveis.

"Será difícil a iniciativa privada tornar o negócio lucrativo mantendo todas as unidades", avalia Teobaldo Costa, presidente da Associação Baiana de Supermercados.

O novo governador Rui Costa, contudo, não vê futuro na Cesta do Povo sem a participação privada: "No contexto atual, não há sentido em tirar dinheiro da saúde e da educação para sustentar um supermercado".

18/11/2011

Os supermercados da informação

Filed under: MCI,RBS,Supermercados,TELMEX,Walmart — Gilmar Crestani @ 8:48 am
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“E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.”

Os que espanta não são nem a prática abusiva dos supermercados, nem a necessidade de se acionar a Justiça em busca de justiça. De mor espanto, como diria Camões, é o silêncio ensurdecedor dos maiores beneficiários com as propagandas dos supermercados. Até parece que os abusos constantes das cadeias (que nome mais apropriado!!) de supermercados não é de interesse público. Mas, com certeza, é do intere$$e das privadas, Grupo (ou seria cadeia?!) RB$!! É fato notório que o Carrefour “aluga” o Fórum Partenon como seu, no entanto nenhuma “reportagem especial”, nenhuma investigação jornalística, nenhum denúncia de rádio, tv ou jornal para entender o fenômeno.

Como é sabido, também, o Nacional foi comprado pelo Walmart e continua sendo “Nacional”.

Fenômeno parecido com o que aconteceu com  EMBRATEL, que foi comprada mas continua usando o nome EMBRATEL. Por quê? Por que se é bom para os EUA é bom para o Brasil… Lembro que certa feita a Revista Exame, da famiglia Civita, para justificar a compra da Reeleição pelo prof. Cardoso saiu-se com esta bobagem que de tempos em tempos acomete os vira-latas: Se é bom para os EUA… Nacional e Embratel foram vendidos, respectivamente, para a Walmart e MCI, ambas americanos. Concidentemente, num período em que no Brasil se trocava empresas públicas por espelhinhos. No caso da EMBRATEL, a generosidade americana fez com que pagasse um ágio de 47,22%, ou, dizendo de um outro modo. Ágio era um eufemismo que os a$$oCIAdos do Instituto Millenium usava para substituir trambique, filhadaputismo e mutreta. Os vira-latas nacionais haviam feito uma avaliação da EMBRATEL 47,22% inferior ao que valia ou pelo menos poderia ser vendida. Isto é, não bastava tirar os sapatos para entrar descalços nos EUA, tinham de ficar de quatro e declarem-se, como bons cucarachas, “com mucho gusto e placer”. Eram os tempos em que o PSDB fazia do país o que ainda faz de São Paulo, uma Capitania Hereditária governada como o inspirador puteiro Café Millenium.

Juíza representa contra prática abusiva dos Supermercados Nacional
(17.11.11)

A juíza Laura Ullmann López, titular da 1ª Vara Cível de Tramandaí (RS) ingressou ontem (16) com representação no Ministério Público Estadual contra os Supermercados Nacional (Rede Walmart) por prática abusiva e ofensa ao Código de Defesa do Consumidor.  A representação é em favor dos consumidores dos Municípios de Tramandaí e Imbé em razão do longo tempo de espera em fila nas unidades do supermercado localizadas nos dois balneários.
Na representação, a magistrada lembra que o Nacional possui duas unidades nos municípios referidos, ambas dotadas de uma razoável estrutura, como estacionamento próprio e uma ampla variedade de produtos. Entretanto, é disponibilizado número insuficiente de caixas-operadores em cada um dos estabelecimentos. "Além disso, os caixas-operadores, que já são insuficientes, ainda realizam a atividade de empacotadores; tal situação determina em uma má-prestação de serviço aos consumidores" – observa a magistrada.
Ela destaca, ainda, que ao deixar de colocar em funcionamento toda a bateria de caixas em seus terminais, a empresa comete grave prática abusiva, vez que o tempo de espera do consumidor nas filas acaba por ultrapassar, não raras vezes, o prazo de 30 minutos, inclusive a fila dos idosos. "Enquanto se vislumbra uma série de terminais sem operadores, o consumidor amarga quase por 45 minutos para efetuar o pagamento e conferência dos produtos", pondera a magistrada em sua representação ao MP.
No entendimento da juíza Laura, ao submeter os consumidores a uma espera quase interminável pelo atendimento configura prática abusiva em face da superioridade econômica do fornecedor e “da desconformidade com os padrões mercadológicos de boa conduta com relação ao consumidor”, de acordo com a lição de Ada Pellegrini Grinover (“Código Brasileiro de Defesa do Consumidor: comentado pelos autores do anteprojeto”, 8ª ed., Rio de Janeiro: Forense, 2005, pp. 361-362).  
Prossegue o documento: "basta adentrar em qualquer um dos supermercados para verificar a escancarada necessidade de melhoria na prestação dos serviços, seja com a contratação de mais funcionários (operadores de caixas e empacotadores), seja com a instalação de instrumentos emissores de senha, a fim de efetivar um real controle de filas".
A juíza disse que "na época do veraneio a situação se agrava sobremaneira, visto que não obstante a demanda aumente de forma significativa, ainda assim o fornecedor não oferece a contraprestação adequada, aumentando-se de forma ainda mais desarrazoada o tempo da fila de espera".
A magistrada observa ainda a possibilidade de que outras pessoas venham a aderir ao pedido de providências; basta enviar e-mail para mptramandai@mp.rs.gov.br.

ESPAÇO VITAL – juiza-representa-contra-pratica-abusiva-dos-supermercados-nacional

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