Ficha Corrida

14/12/2013

A CBF, braço esportivo da Globo, não sabe perder

E no Rio, qualquer time joga em casa quanto entra no STJD…

A pobre Portuguesa merece ser rebaixada, mas só se o Fluminense perder o título de 2010

Postado em 14 Dec 2013

por : Kiko Nogueira

Torcedores da Lusa em protesto na Paulista

Torcedores da Lusa em protesto na Paulista

A Portuguesa é a coitadinha oficial do futebol paulista e, como tal, desperta comiseração e simpatia. É o segundo time de muita gente que acredita em segundo time.

Nos jogos com o Corinthians, era comum a Gaviões da Fiel dedicar um tempo para contar cada um dos torcedores da Lusa. Os corintianos apontavam o dedo para a arquibancada e começavam: “1, 2, 3, 4…” Os Leões da Fabulosa tinham fama de ser violentíssimos, mas ninguém era capaz de encontrá-los.

Hoje, na Paulista, havia uma manifestação de torcedores contra a ameaça de rebaixamento. “Ô, Fluminense, vai se foder/Está na hora de pagar a série B”, umas 200 pessoas gritavam. Deram uma volta na praça que fica no final da avenida, quase na Consolação, e retornaram. Tudo numa boa. Mais ordeiro que os protestos do Cansei.

A Lusa está sendo vítima de si mesma e da bagunça generalizada do campeonato brasileiro. Na segunda, será julgada pelo STJD por ter relacionado o meia Héverton no 0 a 0 contra o Grêmio no Canindé.  O jogador não poderia ter sido usado porque havia recebido o cartão vermelho duas rodadas antes. Só cumpriu um jogo da suspensão, quando o correto eram dois. O clube não teria sido avisado pelo advogado Osvaldo Sestário, que o representou no tribunal, sobre a punição das duas partidas.

É uma desculpa esfarrapada, provavelmente. Mas por que só a Portuguesa seria punida se a Justiça havia livrado equipes em situações irregulares semelhantes por entender que não “houve intenção” de prejudicar o certame?

Um dos casos foi o da partida entre Vasco e Cruzeiro no dia 23 de novembro. O Cruzeiro tinha no banco o goleiro Elisson, cujo contrato estava vencido. A outra equipe absolvida com o mesmo argumento é o Duque de Caxias, na série C, por escalar o atacante Rafinha, que estava sem contrato. Embora tenha perdido 15 pontos em primeira instância, o Duque de Caxias conseguiu reverter a situação no STJD, afirmando que o erro foi da federação fluminense.

Em 2010, o Fluminense se deu bem. O meia Tartá foi escalado irregularmente. A denúncia ocorreu a posteriori e o tricolor carioca nem foi a julgamento. Se fosse aplicada a lei, perderia quatro pontos e a taça para o Cruzeiro. Na época, o procurador geral do STJD, Paulo Schmidt, disse o seguinte: “Rediscutir o título que foi conquistado no campo de jogo, da forma que foi, abre precedente não só para o Cruzeiro, mas para vários clubes discutir tudo isso”.

Se a Portuguesa cair, o Fluminense tem de devolver a taça de 2010, o que, obviamente, não vai acontecer. A Lusa errou. Mas como ignorar a longa lista dos que se safaram? A Portuguesa é a coitada de sempre num futebol vergonhosamente desorganizado, onde a Justiça, uma piada, vale mais para uns que para outros e está do lado de quem pode mais — ou seja, como o Brasil. Comigo: “Ô Fluminense, vai se foder, está na hora de pagar a série B”.

"Ô Fluminense, vai se foder, está na hora de pagar a série B"

“Ô Fluminense, vai se foder, está na hora de pagar a série B”

Sobre o Autor

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

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09/12/2013

Se for problema, a solução só com Dilma

Filed under: Flávio Zveiter,STJD,Violência — Gilmar Crestani @ 8:34 am
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Este é o Presidente do STJD, Flávio Zveiter, sob o guarda-chuva da Globo & Filiadas… Ele namora atriz da Globo e a irmã é repórter da Globo News. Entendeu ou precise que desenhe?!

Qualquer ameba sabe, segurança é obrigação dos Estados, não da União. Então, quando há violência, como  em jogos do Corinthians, Vasco ou Atlético Paranaense, a imprensa logo joga a responsabilidade para Dilma. Mas quem manda nas polícias no RS é Tarso Genro, e nos demais estados, os respectivos governadores. No caso da violência dos torcedores, geralmente de torcidas organizadas, há uma culpa generalizada. A começar pelos clubes, que os financiam. Hoje, com o aparato tecnológico que existe, todo torcedor baderneiro é facilmente identificado. Quando preso, o Judiciário solta, e o MP faz que não vê. Jogar a responsabilidade para a União, aliviando para o Estados, é um boa forma de compactuar com a violência. Ou de querer faturar com ela. Cadê as punições aos clubes pela CBF ou pelo STJD, que é ocupado pela família Zveiter. E não precisa de lei, que já existem. E, como dizem e fazem os Ministro do STF, basta uma teoria: domínio do fato. Quando se quer prender alguém, como mostra o atual STF, basta força de vontade e algemas. E um pouco de ódio de classe, claro. O resto é diversionismo. Estado de direito no Brasil é o Estado da Direita!

Quando o gen é determinante para a ocupação do posto jurídico mais importante do Tribunal Esportivo, é porque a solução está nas mãos da máfia, que muito bem se serve da Omertà midiática.

PRANCHETA DO PVC

Questão de Estado

Ou a presidente Dilma Rousseff age ou fará o Brasil passar vexames semanais daqui até a Copa do Mundo

PAULO VINÍCIUS COELHO

O pior Brasileirão da história dos pontos corridos terminou com o pior episódio de todas as rodadas finais. Não faz ainda duas semanas das mortes no estádio do Corinthians em Itaquera e quatro pessoas foram levadas para o hospital São José, em Joinville.

Entre os dois acontecimentos, a presidente Dilma Rousseff discursou sobre o futebol estar no coração de cada brasileiro.

É tempo de estar no dela.

O futebol é questão de Estado. A participação no PIB é de 0,2%, contra 1,2% na Espanha. Fazer do futebol um espetáculo seguro onde todos queiram estar presentes transformará sua participação na economia do país.

Ou a presidente Dilma Rousseff age ou fará o Brasil passar vexames semanais daqui até a Copa do Mundo –e durante ela também– como passou nas duas últimas semanas.

A vergonha nacional desta temporada passa pelo que se viu neste ano em campo.

Tecnicamente, o Campeonato Brasileiro foi o pior dos últimos dez anos. A pior média de gols também, empatado com a competição do ano passado com 2,47 por partida. Na Alemanha, a média de gols é de 3,23 por jogo.

Na quinta-feira, na Costa do Sauipe, o técnico italiano da Rússia, Fabio Capello, elogiou a seleção brasileira, comparando-a às equipes europeias: "Scolari escala um meio de campo robusto", disse.

Uma parte do que se vê no campeonato é característica do futebol do Brasil, seu estilo. Outra parte, falta de atualidade.

O Cruzeiro foi campeão jogando bem, mas com muito mais espaço entre suas linhas de volantes e atacantes. Muito mais do que deveria haver.

Tem a ver com o cansaço dos jogadores.

Os jogos do segundo turno foram piores do que os do primeiro, porque se jogou sem descanso em todas as quartas e domingos. Se o jogador tem pernas para correr, corre. Ocupa espaços, cria boas jogadas, melhora a qualidade do jogo.

Nos últimos dez anos, discutiu-se a qualidade dos jogos disputados no Brasil, mas não o equilíbrio. Neste ano, também houve espaço demais na tabela de classificação. Doze pontos entre o campeão e o vice é a terceira maior distância entre os dois melhores times do campeonato. Só o título do São Paulo de 2007, com 15 pontos sobre o segundo colocado, e do Cruzeiro em 2003, 13 acima do segundo colocado, foram maiores.

Mesmo com tudo isso, esta segunda-feira poderia ser o dia de comemorar a participação mais forte de clubes de fora do Rio de Janeiro ou de São Paulo. Foi só a terceira vez na história em que campeão e vice não foram cariocas nem paulistas. Não acontecia desde o título do Bahia em 1988, com o Inter em segundo lugar.

O que há de bom fica em segundo plano. Ficará enquanto o Estado brasileiro não agir.

A DIFERENÇA

As homenagens para Tite nas últimas cinco partidas do Corinthians no Brasileirão são justas, pelo que fez entre 2010 e 2012. Mas acontecem mesmo porque a despedida foi anunciada semanas atrás. Houvesse a renovação e certamente alguém reclamaria do time que não faz gols e perde até do Náutico. A saída de Tite e a chegada de Mano mudam o perfil do treinador. No Corinthians, a frase é que Mano sabe ser mau quando é preciso. Tite, não. O bom caráter pode ter sido um dos motivos de não ter conseguido tirar o mesmo desempenho dos jogadores campeões mundiais durante todo o ano.

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