Ficha Corrida

17/10/2015

Eduardo CUnha põe até Jesus na putaria

religiososSilas Malafaia, Marco Feliciano, Eduardo CUnha envolvem Jesus em putaria. Não é só lavagem de dinheiro, é cusparada na cara do crente. O sujeito passa a semana dando duro no batente para no fim de semana dar pro pastor vira-lata comprar Porsche, BMW. Deve-se a estas credenciais o apoio dado pelos golpistas Aécio Neves, FHC, Geraldo Alckmin, Antônio Imbassahy, Carlos Sampaio, Agripino Maia, Beto Richa, Fernando Francischini & Paulinho da Força Sindical.

Não entendo como Jesus, sendo Deus, não manda uma porrada na cara de quem usa seu santo nome em vão?! E não me venha com livre arbítrio ou o inferno para ladrão. Isso é coisa de picareta. Que deus é este que permite os piores facínoras usarem seu nome em prejuízo da boa fé de tanta gente?! Este tipo de deus não me não faz falta. Mesmo que Eduardo CUnha vá pra o quinto dos infernos, de que isto serve para a vida de milhares de pessoas que ele transformou num inferno na terra?

Eu li a Bíblia. De cabo a rabo. E descobri que muita gente boa da bíblia deu o rabo para comer. Está lá no livro de Ruth. Ela ia para os campos de centeio buscar semen-te… Até Jesus ia passear com Madalena nos jardins de Bethânia…

E aí estes pastores querem falar em família?! Só se for famílias do tipo  Provenzano, Marcheze, Corleone, Bonanno, Colombo, Genovese, Gambiono, Lucchese

O Jesus.com de Cunha roda num Porsche Cayenne

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Carro de luxo do presidente da Câmara, que é evangélico, foi registrado em uma de suas empresas, chamada Jesus.com, que faz propagandas e programas de rádio; o Porsche Cayenne S, de 2013, avaliado em R$ 429 mil, é apenas um dos carros da frota de luxo do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que tem ainda um Ford Edge V6, um Ford Fusion, também registrados na Jesus.com, além de uma BMW e outros carros vinculados a outra empresa e ao nome de sua esposa, a jornalista Cláudia Cruz; somente contabilizando o valor dos carros, o patrimônio de Cunha soma R$ 940 mil; PGR estima em R$ 61 milhões o patrimônio não declarado do presidente da Câmara

17 de Outubro de 2015 às 06:17

247 – Além de esconder patrimônio na Suíça e também nos Estados Unidos, como aponta a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tem uma frota de carros de luxo cujo valor total soma R$ 940 mil.

Um de seus carros, um Porsche Cayenne S, de 2013, avaliado em R$ 429 mil, foi registrado em uma de suas empresas, chamada Jesus.com. O deputado é evangélico e a empresa tem como função fazer propagandas e programas de rádio

Compõem o resto da frota ainda um Ford Edge V6, um Ford Fusion, também registrados na Jesus.com, além de uma BMW e outros carros vinculados a outra empresa e ao nome de sua esposa, a jornalista Cláudia Cruz.

A Procuradoria Geral da República estima que Cunha tem um patrimônio não declarado de R$ 60,8 milhões.

O Jesus.com de Cunha roda num Porsche Cayenne | Brasil 24/7

21/08/2015

Malafaia, o invertebrado

Filed under: Eduardo Cunha,Invertebrados,Pulha,Silas Malafaia — Gilmar Crestani @ 9:23 am
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Retrato bonsai de um pulha! A biografia do Silas Malafaia cabe num hai-kai, aliás, em dois twitters…

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Diário do Centro do Mundo » Malafaia e o comportamento dos ratos

20/08/2015

Para Eduardo CUnha e a manada de fascistas golpistas, templo é dinheiro

OBScena: flagrante do momento em que Eduardo CUnha pede aos cúmplices para levantarem o dedo. Pela teoria do domínio do fato, eis a prova de quem finanCIA o MBL do Kim Kataguiri.

Eduardo Cunha, musa do MBLNão há nenhum político do PT denunciado na Lava Jato. Mas foi pego por inteiro todo o PP Gaúcho. Ninguém da imprensa ousa criminalizar o PP gaúcho. Agora aparecem o operador do PMDB e o Presidente dos 300 picaretas, Eduardo CUnha. Quem ousa criminalizar o PMDB do Pedro Simon, do José Sarney, do Tiririca da Serra?

Por que os golpistas da velha mídia, sempre tão rápida para criminalizar o PT, e defender o Eduardo CUnha não criminaliza o PMDB?

O ódio da Direita Golpista ao PT, que semeou fascistas pelas redes sociais e que amadrinhou na Marcha dos Zumbis, é porque eles precisam de diversionismo. Como já dizia o velho tucano Ricardo Semler, nunca se roubou tão pouco. Mas o que importa não são os fatos, são as versões. O compadrio golpista que capturou parte do MPF e Polícia Federal direciona todas as fichas na criminalização do PT. E assim desviam o olhar para os verdaeiros bandidos. Por que MPF e PF não veem nada de mal que o PSDB sente e negocie com nacrotraficante Marcola e o PCC? Não é mera coincidência que tenha virado pó um helipóptero com 450 kg de cocaína. Imagine o helicóptero ou o piloto ou se a fazenda tivesse qualquer relação, mesmo que muito distante com o PT, se os assoCIAdos do Instituto Millenium não fariam campanha de criminalização até a quinta geração de Dilma, Lula e o PT. Como são crimes praticados por parceiros, o silêncio é ensurdecedor. A manipulação grosseira é a única aliada dos movimentos sociais. Até os seres mais obtusos percebem o auê que fazem encima da FRIBOI e o silêncio entorno dos escândalos do PSDB, DEM & PMDB é reflexo da aplicação da velha Lei Rubens Ricúpero.

Cunha pediu para receber propina por meio de doações à Assembleia de Deus

qui, 20/08/2015 – 18:24

Atualizado em 20/08/2015 – 18:36

Cíntia Alves

Jornal GGN – O presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB) pediu ao lobista Julio Camargo, investigado pela Operação Lava Jato, para receber propina em forma de dinheiro vivo que teria sido disfarçada por meio de doações à Assembleia de Deus. A igreja tem como diretor perante a Receita Federal o irmão do presidente da igreja evangélica Assembleia de Deus Madureira, do Rio de Janeiro, instituição frequentada por Cunha.

Segundo denúncia apresentada ao Supremo Tribunal Federal pelo procurador-geral da Repúblia, Rodrigo Janot, na tarde desta quinta-feira (20), Cunha teria usado a Câmara Federal para pressionar Julio Camargo a pagar propinas a ele e ao operador do PMDB na Lava Jato, Fernando Soares, em função de contratos da Petrobras com a Samsung pelo fornecimento de navios sonda. 

Os pagamentos a Cunha e a Soares por Camargo teria ocorrido entre 2006 e 2009. Em 2012, Julio Camargo foi procurado por Fernando Soares para que fizesse os pagamentos que restavam a Cunha por meio da Assembleia de Deus. O Ministério Público Federal detectou duas transferência em nome da instituição: uma de R$ 125 mil, da empresa Piemonte, e outra de mesmo valor, por parte da Treviso, ambas com a falsa justificativa de "pagamentos a fornecedores", escreveu Janot.

Luis Nassif Online | GGN

Tijolaço: denúncia de Janot contra Cunha é ‘devastadora’

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O jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, afirma que a denúncia contra o presidente da Câmara é "acachapante"; "Descreve as reuniões entre o lobista Júlio Camargo, Fernando Baiano, Nestor Cerveró e, pelo menos uma vez, na presença de Eduardo Cunha, com descrição em detalhes (e registros) do automóvel em que foi conduzido ao encontro, onde colocou a faca no pescoço do pagador de comissões. A denúncia prova, com fartura de dados, que os tais requerimentos assinados por Solange Almeida para pressionar Camargo foram escritos por Cunha, em seu computador na Câmara, com o uso de sua senha privativa. Mostra, uma a uma, as transferências que Camargo fez a Baiano, para que fossem repassadas a Cunha. E, como a cereja do bolo fétido, o depósito direto na conta da igreja evangélica a que Cunha se filiou, recentemente", afirma

20 de Agosto de 2015 às 21:17

Fernando Brito, do Tijolaço

Acabo de ler as mais de 80 páginas do texto (aqui e aqui) com que o Procurador Geral da República pede que seja aceita a denúncia contra Eduardo Cunha – e também contra sua cúmplice Solange Almeida – por corrupção e lavagem de dinheiro, e que paguem nada menos que R$ 277 milhões de reais como devolução de dinheiro desviado e multa pelo crime.

É acachapante.

Descreve as reuniões entre o lobista Júlio Camargo, o operado de Cunha, Fernando Baiano, o ex-diretor internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró e, pelo menos uma vez, na presença de Eduardo Cunha, com descrição em detalhes (e registros) do automóvel em que foi conduzido ao encontro, onde colocou a faca no pescoço do pagador de comissões.

A denúncia prova, com fartura de dados, que os tais requerimentos assinados por Solange Almeida para pressionar Júlio Camargo foram escritos por Eduardo Cunha, em seu computador na Câmara, com o uso de sua senha privativa.

Mostra, uma a uma, as transferências que Julio Camargo fez a Fernando Baiano, para que fossem repassadas a Cunha.

E, como a cereja do bolo fétido, o depósito direto na conta da igreja evangélica a que Cunha se filiou, recentemente.

Embora a defesa de Cunha diga que a acusação é “facilmente derrubável” – interessante que não falou por ela o ex-procurador Antonio Fernando de Souza – por se basear apenas na palavra do delator, não é assim.

Além da materialidade do fato, há provas de autoria (os requerimentos achacadores), tipicidade da conduta criminosa, agravantes, dolo, percepção de vantagem e conexões evidentes.

Cunha, cuja carreira começou como operador do mercado financeiro (e, ironicamente, na firma de auditoria Arthur Andersen) sabe como fazer o despistamento dos vestígios do dinheiro.

Mas não sabe como fazer todos os crimes perfeitos.

Logo ele, que herdou dos tempos de cabo eleitoral de Fernando Collor o espírito do “bateu, levou”, está tomando fôlego para responder.

Resta saber se o tem, e que não se o subestime, porque sua carreira – leia o perfil que dele traça o repórter Chico Otávio – é pródiga em transformar desastres em bons negócios.

Agora, porém, parece ter ido além das próprias pernas.

Tijolaço: denúncia de Janot contra Cunha é ‘devastadora’ | Brasil 24/7

Cunha é ‘tirano que parece invencível, mas cai’

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Frase célebre de Mahatma Gandhi foi citada na epígrafe da denúncia do procurador-geral de Justiça, Rodrigo Janot, contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), protocolada nesta quinta (20); "Quando me desespero, eu me lembro de que, durante toda a história, o caminho da verdade e do amor sempre ganharam. Têm existido tiranos e assassinos, e por um tempo eles parecem invencíveis, mas no final sempre caem. Pense nisto: sempre", diz o texto; a frase tem total relação com Cunha, que, mesmo denunciado, já avisou que não deixará o comando da Câmara; na denúncia, o deputado é acusado de receber propina de, ao menos, US$ 5 milhões e vantagens indevidas para viabilizar a contratação do estaleiro Samsung, responsável pela construção de navios-sonda para a Petrobras; na ação, o procurador diz que Cunha usou até a igreja Assembleia de Deus para disfarçar o recebimento de R$ 500 mil em propina

20 de Agosto de 2015 às 19:54

247 – A epígrafe da denúncia do procurador-geral de Justiça, Rodrigo Janot, contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cita uma clássica frase do líder da independência indiana, Mahatma Gandhi, segundo a qual "tiranos e assassinos" parecem "invencíveis", mas "sempre caem".

"Quando me desespero, eu me lembro de que, durante toda a história, o caminho da verdade e do amor sempre ganharam. Têm existido tiranos e assassinos, e por um tempo eles parecem invencíveis, mas no final sempre caem. Pense nisto: sempre", diz o texto.

A Procuradoria-Geral da República protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF), no início da tarde desta quinta-feira 20, denúncia contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Na denúncia, o deputado é acusado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de receber propina de ao menos US$ 5 milhões e vantagens indevidas para viabilizar a contratação do estaleiro Samsung, responsável pela construção de navios-sonda para a Petrobras.

"O denunciado Eduardo Cunha ocultou e dissimulou a natureza, origem, localização, disposição, movimentação e propriedade de valores provenientes, direta e indiretamente, do crime contra a administração, mediante o recebimento fracionado de valores no exterior, em contas de empresas offshore e por meio de empresas de fachada, mediante simulação de contratos de prestação de serviços e, ainda, pagamento de propina sob a falsa alegação de doações para Igreja", diz a denúncia, que complementa que a Igreja Evangélica Assembleia de Deus intermediou o recebimento de pelo menos R$ 500 mil a Cunha (PMDB-RJ) em 2012.

Janot pede ‘restituição do produto e proveito dos crimes no valor de US$ 40 milhões e a reparação dos danos causados à Petrobras e à Administração Pública também no valor de US$ 40 milhões’.

Neste link a primeira parte da denúncia. Aqui o restante do texto.

30/06/2015

O milagre do Malafaia: transformou uma concessão pública em privada!

Filed under: Concessão Pública,Privada,Ricardo Boechat,Silas Malafaia — Gilmar Crestani @ 11:42 pm
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Quer saber como transformar uma concessão pública em privada? Simples, entregue a pessoas sem nenhum espírito público. Que, pelo contrário, trate o público como privada. Nem Fernandinho Beira-Mar é tão mercantilista. Se pelo menos este mala do Silas explicasse na Band como pode um pastor levar cerveja e cocaína para dentro de caça níquel

Depois desta arregaçada do seu Johnny Saad também vou fundar uma igreja.

E alugar espaço na Band. A partir de amanhã meus irmãos podem aderir à Igreja da Rola.

Na minha igreja, Silas, ajoelhou tem de rezar. Aposto que até o Ricardo iria Boechat…

Novela Silas Malafaia vs. Ricardo Boechat tem novo capítulo

Após pressionar dono da Band, Silas Malafaia consegue direito de resposta em canais da emissora. Pastor será entrevistado no canal Band News e na Rádio Band FM após Ricardo Boechat acusá-lo de “tomar grana de fiel” e de ser “explorador da fé alheia”

Boechat Malafaia direito resposta

Silas Malafaia pressionou os donos da Band até conseguir um direito de resposta no caso envolvendo Ricardo Boechat. Na Rádio BandNews FM, o jornalista acusou Malafaia de explorar a fé alheia: “Ô Malafaia, vai procurar uma rola. Não me enche o saco, você é um idiota, um paspalhão, um pilantra, tomador de grana de fiel, explorador da fé alheia (…) Não vou te dar palanque”

Como direito de resposta, o líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo participará de uma entrevista na Rádio Band e na Band News.

O religioso tem influência com a alta cúpula da Band porque aluga espaços na programação da emissora. Ensandecido ao ouvir a resposta de Boechat, o pastor afirmou, na ocasião da briga, que entraria em contato com Johnny Saad, presidente da Band – a quem se refere como “amigo” –, para tirar satisfações.

“Vou perguntar ao meu amigo Johnny, dono da Band, se a política do grupo é caluniar e difamar pessoas. Uma vergonha”, publicou Silas.

Relembre o caso

O enfrentamento entre Boechat e Malafaia começou após o jornalista criticar em seu programa de rádio, o Band News FM, líderes evangélicos que pregam discursos de ódio, afirmando que alguns deles têm parcela de culpa na recente onda de crimes contra outras religiões.

Em seguida, o pastor publicou no Twitter que Boechat estaria falando “asneira”, ”um verdadeiro idiota” quando disse que “os pastores incitam os fiéis a praticarem a intolerância” e o desafiou para um debate ao vivo.

Após a provocação de Malafaia, Boechat mandou a resposta que virou sensação nas redes sociais: ”você gosta muito de palanque, seu otário; não tenho medo de você”, ”você é homofóbico, é uma figura execrável e que toma dinheiro das pessoas a partir da fé”, disse o jornalista. Além disso, chamou o pastor de “paspalhão”, “pilantra” e o mandou “procurar uma rola”.

Novela Silas Malafaia vs. Ricardo Boechat tem novo capítulo

23/06/2015

A todos os que usam a religião para foder com a biografia de Cristo

DeusQuando eu era seminarista e via religiosos se comprazerem com a ditadura descobri que havia algo errado, uma paradoxo inaceitável.

Não podia entender como alguém que se dizia seguidor de São Francisco de Assis tinha espaço para admitir a opressão como forma de expurgação do demônio.

Uma religião que transforma em fábrica de mentiras e ódio é qualquer coisa menos religião. É um baita negócio. NEGOCIATA!

O fracasso das religiões foi terem criado ideia mais convincente de inferno do que do céu. Se vamos para um lugar para fugir de outro, não é uma opção. É uma imposição. Como um contrato com cláusula leoninas.

Lembro que Cristo expulsou os vendilhões do templo! Hoje a corja escolta os vendilhões para o templo, uma espécie de saladeiro. Templo é dinheiro!

Querido pastor, sermão de Jesus a Malafaia, via Gregorio Duvivier

22 de junho de 2015 | 18:45 Autor: Fernando Brito

camelo

Repercutiu pouco nas redes, e merecia muito mais, o magnífico texto do guri Gregorio Duvivier, hoje, na Folha. Tirante a parcela alucinada, é de fazer parar um bonde, porque é duríssimo nas verdades, sem jamais perder a delicadeza. Bato palmas e transcrevo:

Querido pastor,

Aqui quem fala é Jesus. Não costumo falar assim, diretamente -mas é que você não tem entendido minhas indiretas. Imagino que já tenha ouvido falar em mim -já que se intitula cristão. Durante um tempo achei que falasse de outro Jesus -talvez do DJ que namorava a Madonna- ou de outro Cristo -aquele que embrulha prédios pra presente- já que nunca recebi um centavo do dinheiro que você coleta em meu nome (nem quero receber, muito obrigado). Às vezes parece que você não me conhece.

Caso queira me conhecer mais, saiu uma biografia bem bacana a meu respeito. Chama-se Bíblia. Já está à venda nas melhores casas do ramo. Sei que você não gosta muito de ler, então pode pular todo o Velho Testamento. Só apareço na segunda temporada.

Se você ler direitinho vai perceber, pastor-deputado, que eu sou de esquerda. Tem uma hora do livro em que isso fica bastante claro (atenção: SPOILER), quando um jovem rico quer ser meu amigo. Digo que, para se juntar a mim, ele tem que doar tudo para os pobres. “É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”.

Analisando a sua conta bancária, percebo que o senhor talvez não esteja familiarizado com um camelo ou com o buraco de uma agulha. Vou esclarecer a metáfora. Um camelo é 3.000 vezes maior do que o buraco de uma agulha. Sou mais socialista que Marx, Engels e Bakunin -esse bando de esquerda-caviar. Sou da esquerda-roots, esquerda-pé-no-chão, esquerda-mujica. Distribuo pão e multiplico peixe -só depois é que ensino a pescar.

Se não quiser ler o livro, não tem problema. Basta olhar as imagens. Passei a vida descalço, pastor. Nunca fiz a barba. Eu abraçava leproso. E na época não existia álcool gel.

Fui crucificado com ladrões e disse, com todas as letras (Mateus, Lucas, todos estão de prova), que eles também iriam para o paraíso. Você acha mesmo que eu seria a favor da redução da maioridade penal?

Soube que vocês estão me esperando voltar à terra. Más notícias, pastor. Já voltei algumas vezes. Vocês é que não perceberam. Na Idade Média, voltei prostituta e cristãos me queimaram. Depois voltei negro e fui escravizado -os mesmos cristãos afirmavam que eu não tinha alma. Recentemente voltei transexual e morri espancado. Peço, por favor, que preste mais atenção à sua volta. Uma dica: olha para baixo. Agora mesmo, devo estar apanhando -de gente que segue o senhor.

Querido pastor, sermão de Jesus a Malafaia, via Gregorio Duvivier | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

21/06/2015

Jesus criou Malafaia, Boechat e as rolas que Maria Madalena adorava

Diz a teoria do criacionismo que Deus é o criador de tudo. Não há evolução. E seus defensores parecem ter razão quando aparece pela nossa frente alguém do tipo Marco Feliciano, Silas Malafaia, Merval Pereira ou Aécio Neves. Foram criados, sem qualquer participação do processo civilizatório. Neles não há resquício de evolução. É só e puramente ebulição. Se Deus criou tudo, inclusive Lúcifer, porque não poderia ter criado Malafaia?! E se teve estômago para criar pulhas, porque não poderia ter criado um Ricardo Boechat?!

Vendo o que fizeram e fazem pessoas que se dizem religiosas, desprezo o deus deles.  Cristo, que andava com a prostituta Maria Madalena em Bethânia, sabia dar valor à rola. Bem que alguma Maria Madalena poderia dar um trato na rola do Malafaia. Jesus perdoaria, como perdoou Maria Madalena. Afinal, quem nunca deu um trato à rola que atire a primeira pedra.

E sabendo que Jesus expulsou os vendilhões do Templo, jamais andaria com Malafaia, Feliciano, Eduardo CUnha ou qualquer outro destes que envergonham. Porque Jesus sabia, para Malafaias, CUnhas e Caeterava, templo é dinheiro!

Quem ouve Bolsonaro e Malafaia falando sabe que “rola” uma química entre eles.  Quem sabe um encontro entre eles, num quarto escuro, o amor floresça e termine o ódio.

Aprenda com Jesus e Maria Madalena em Bethânia, Malafaia, deite e rola!

Malafaia, Boechat e o “vá procurar uma rola”. Infelizmente, “o buraco é mais embaixo”

20 de junho de 2015 | 01:41 Autor: Fernando Brito

malafaiarolinha

Silas Malafaia é daqueles de tirar a paciência e a serenidade de qualquer um.

Tirou a do apresentador  Ricardo Boechat, na BandNews, que reagiu aos desaforos de Malafaia mandando o coletor de dinheiro “procurar uma rola”.

Agora, Malafaia vira o “politicamente correto” e vai processar Boechat.

Boechat disse o que muita gente gostaria de dizer, mas disse de maneira que, apesar de entender seu “saco cheio”,  não deveria dizer.

Vai pingar mais algum nos bolsos de Malafaia, de indenização por dano moral, com certeza. Não tanto quanto deseja, porque vai entrar na “compensação de ofensa”, por conta das bravatas do pastor-provocador.

Malafaia terá um pouco menos do que procura e que não é bem “rola”.

Como no imperdível vídeo “Minha oferta, Minha Vida”, onde ele cobra do fiel que deposite um mês de aluguel para que o Senhor “possa abrir a porta para eu (ele) ter a casa própria”.

Reproduzo, para quem não viu, ver, ao final do post o tipo de explorador religioso que este personagem é.

Malafaia não tem de ser xingado, por mais que  seja algo que exija forças supremas evitar, tamanho é o embrulho que sua permanente gritaria agressiva faça.

Aliás, a dele e dos que pregam o ódio religioso, político, ideológico.

Porque é mais do que um caso isolado de fanatismo a serviço da intolerância.

Não é ela que se estimula, todos os dias, em todos os campos? Não é ao fanatismo, à acusação fácil, à generalização, à intransigência política, ao espetáculo vazio e provocativo que os meios de comunicação dão valor e projeção?

Não esvaziaram os sindicatos, as associações profissionais ou comunitárias, os partidos políticos como espaço de afirmação do progresso coletivo? Não restaram, praticamente,  apenas igrejas como lugar de reunião, identidade e esperança? Não estimularam a crença de que só se avança individualmente, quando se competência, esperteza, sorte ou alguma forma de ser superior, inclusive ter a bênção divina?

Não tornaram o culto ao dinheiro, à riqueza, ao “Deus Mercado” como a única fé possível aos homens e mulheres?

É difícil, sei que é é difícil resistir aos impulsos e, publicamente, mandar Malafaia ou outros energúmenos procurarem algo…Mas é preciso falar sério sobre o que está gerando esta histeria.

Isso não é uma condenação a Boechat – não sei se um dia eu não teria um rompante destes – mas talvez sirva de alerta sobre os prejuízos que trazemos às melhores ideias quando perdemos o mínimo de razoabilidade.

Quantos de nós, jornalistas, não entramos nessa? Ou quantos movimentos de afirmação de gênero (e de outras  causas) não topamos uma radicalização que só bota gente, dinheiro e voto nas alfaias, nas bandejas do reacionarismo?

E assim a gente contribui para o clima de ódio do qual os Malafaias, Felicianos e Bolsonaros da vida.

Duzentas vezes já disse isso: gente dessa natureza má só pensa no que pode lhe trazer vantagens. A primeira delas é a sua promoção entre os pobres de espírito, mas também entre os pobres de informação, onde o pastor e o culto são sua “Globo” dominical.

Não se subestime isso. Tome um trem, como tomei anteontem, para Olinda – não a de Pernambuco, mas o segundo distrito de Nilópolis –  e você vai ver o tamanho da “tsunami” evangélica nas periferias.

Foi-se o tempo em que os bolsões conservadores eram as “senhoras católicas” da classe média. Hoje, pastores obtusos como Malafaia – e são aos centos – comandam máquinas eleitorais que produzem elementos como Eduardo Cunha e fenômenos assemelhados. Com o devido perdão dos muitos evangélicos que acreditam na humanidade como um valor essencial da religião.

Austeridade e seriedade não querem dizer mau-humor ou caretice, nem que não se faça gozações ou mesmo que, vez por outra, se diga umas verdades com “português de botequim”.

Mas que o Boechat  tirou o que andava engasgado na garganta, isso tirou.

É um rompante destes a que só se chega porque há um silêncio cúmplice dos interesses políticos e econômicos com este tipo de fariseus, que servem como escudos da dominação.

E é uma pena, porque ando com saudades do tempo em que éramos todos mais civilizados.

Malafaia, Boechat e o “vá procurar uma rola”. Infelizmente, “o buraco é mais embaixo” | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

04/10/2014

Se veio ou se foi, de nada mais importa

Poucas vezes havia visto na política algo tão volátil, volúvel, impalpável, quando Marina Silva. Nada nela sobrava, tudo soçobra. Nunca aquela frase da ópera se encaixou tão bem numa personagem como em Marina Silva:

La donna è mobile
Qual piuma al vento,
Muta d’accento
E di pensiero.”

O histerismo dos seus ataques denunciavam não uma convicção, mas obediência a uma orientação disléxica.

Nem Satanás teria sido tão diabólico em induzir Marina a ser algo contrário, a cada segundo, a si mesma.

Se o Banco Itaú administra sua conta da mesma maneira que orientou sua candidata, tá fodido, meu amigo! Quem tinha um Itaú de vantagens, não tem nem extrato do que poderia ter sido.

Pra ti, Marina, Neca de Pitibiriba!

Marina se foi, e isso não é uma ofensa. É uma constatação

3 de outubro de 2014 | 20:45 Autor: Fernando Brito

bye

Hoje, alguns leitores que (com todo o direito e que peço que respeitem) apoiam Marina Silva se irritaram quando leram que eu escrevi que ela havia se tornado um nada.

É obvio que isso não é um juízo sobre pessoa Maria Osmarina, mas uma avaliação política da candidatura Marina Silva.

Se era preciso uma prova concreta disso, ela veio hoje com a melancólica “carreata” da candidata na Tijuca, um dos bairros de classe média no Rio onde tem mais apoio.

Quase ninguém, entusiasmo algum, agitação mais por conta do grande número de repórteres e fotógrafos, muitas vezes maior que o de populares e militantes.

Nenhum candidato do PSB apareceu, apenas o candidato do PSOL Pastor Jefferson Barros, ligado ao grupo da deputada Janira Rocha, acusada de extorquir dinheiro dos funcionários de seu gabinete na Assembléia e excluída, por isso, como Barros, dos programas de TV do partido.

Romário, candidato favoritíssimo ao Senado pelo PSB – tem quase 50% nas pesquisas – não deu as caras. Miro Teixeira, seu aliado de primeira hora, escafedeu-se.

Quem quiser, pode ler, nos jornais, antes só simpatia marinista, o relato do desânimo marinista.

É por isso que disse que era o nada, não por desprezo à pessoa de Marina.

Foi por sentir que isso não é na Tijuca, não é no Rio, é em toda parte.

Marina, fora do segundo turno, será impiedosamente massacrada pelos políticos – a começar dentro do PSB – e solenemente ignorada pelo eleitorado, que vai fazer ele próprio suas escolhas, pois não reconhece nela uma liderança orgânica,  capaz de fazer alianças – às quais ela se orgulha, aliás, de maldizer – que façam vingar um projeto político.

Já disse aqui, certa vez, que ela pode ficar atrás de Aécio não por uma arrancada do mineiro, mas por sua própria decadência.

Que é, tristemente, quase tão veloz quanto sua ascensão.

Marina se foi, e isso não é uma ofensa. É uma constatação | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

29/09/2014

Aldir detona a “candidata dos trouxas”

Filed under: Aldir Blanc,Arapongagem made in USA,CIA,Marina Silva,Silas Malafaia — Gilmar Crestani @ 9:07 am
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Aldir Blanc e a sensata lucidez diante de um mundo doido

29 de setembro de 2014 | 02:07 Autor: Fernando Brito

aldir

Há muito tempo nas águas da Guanabara, quando a inteligência não era atributo reconhecido em “bundinhas” bem vestidos e bem cuidados, os cariocas  amavam seus cronistas e poetas que, das cátedras de botequim , tinham vitalício direito, honoris causa,a serem acres,  sinceros, gozadores, iconoclastas e sempre, sempre, humanos.

Não viravam “celebridades”, não compravam apartamentos luxuosos à beira-mar, não apareciam em “bodas” das “Caras” dos consultórios de dentistas.

Mas eram amados e cantados, porque davam vazão, escrevendo,  ao que nos passava na vida e nas almas.

Aldir Blanc, que aprendi a admirar nos anos 70, ali pertinho da Praça Varnhagen, na voz da Elias Regina e nos limites mal definidos entre a Rua dos Artistas e a Dona Zulmira, é um destes caras, grandes caras,  que no põe um nexo aparentemente desconexo nas verdades a que nos desacostumamos e nos mostra, numa crônica sensacional,  que absurdo é o que parece sério nos jornais e na boca de gente muito bem arrumada que justifica essa bagunça que anda por aí.

Vale apena ver que o velho – e novíssimo – Aldir ainda é um craque em puxar do cavaquinho pra cantar de galo e que, com ele, encara todo mundo.

Marina continua enganando os trouxas

Aldir Blanc

Na ONU, a presidente Dilma foi contra o bombardeio indiscriminado do tal Estado Islâmico, que ninguém sabe direito onde fica. Obama criticou a “indiferença” com que assassinos são tratados. Quer falar sobre assassinos, Obananamole? O mundo viu em, estado de choque, aviões implodirem as Torres. Milhares de mortos numa ação terrorista. Sem dúvida, um assassinato em massa terrível. Em resposta, os EUA e aliados invadiram, com as bênçãos de Cristo e falsos motivos, o Iraque e mataram milhares e milhares de inocentes. Casamentos eram pulverizados, festas de aniversário, idem. Seguia-se o cínico pedido de desculpas. O Afeganistão foi tão bombardeado que montanhas inteiras sumiram do mapa. Resultado: voltou a cultura do ópio, com um gatuno como chefe de governo. Sem contar os trágicos mortos por fogo amigo. O capanga dos EUA, Israel, massacrou crianças refugiadas em escolas na Faixa de Gaza. A CIA patrocinou um golpe no Egito — país onde os EUA têm prisões clandestinas para torturar. Todos os opositores do golpe militar, muito bem pago, foram sentenciados em bloco à morte. Em 2008, na maior fraude já vista, Wall Street quebrou o mundo! Quantas vítimas fatais fizeram em toda a Terra, por desespero, doenças cardíacas, depressões, suicídios, fome etc? Como avaliar o número de vítimas? Tropas especiais assassinaram Osama por vingança. Eu pergunto: os que perderam parentes e amigos na roubalheira podem matar safados do Lehman, Bear Sterns, Merrill, Sachs sem fundos, AIG and so on? Os que tiveram suas vidas destruídas têm esse direito? Quando Obamascarado venceu pela primeira vez, Gore Vidal disse: “Vocês estão loucos? Não vai mudar nada!” Na mosca!

Aqui na Brasunda, um avião também explodiu. Há quem diga que foi sabotado pela CIA, Mossad, a poderosa empresa transacional Testemunhas de Jeová e outros interessados. Das cinzas, surgiu a Fênix Redentora, Marina d’Arc, com a Bíblia na mão, e o apoio financeiro de Nhá Neca Setúbal. Houve, digamos, um fenômeno carismático (Hitler também tinha carisma). E o corpus mysticum de Marina entrou em levitação. Até que foi descoberto o seguinte: o avião que matou, por ação da Providência Divina (?), o governador Campos estava boladão. Tinha empresas por trás com mais fantasmas que castelo inglês. Os documentos da aeronave sumiram, a caixa-preta pifou, e todos mentiram sobre isso: Campos, a cúpula do PSB e Marina. Campos parou de mentir por motivo de força maior. Marina continua enganando os trouxas. Disse que governará racionalmente, que a Bíblia é só inspiração. O que a inspira? A Matança dos Inocentes? Um pai que sacrificaria o filho porque o Velho é um Deus ciumento? O absurdo e cruel sofrimento imposto a Jó? Os incestos e traições? Arcanjos da SS de lança-chamas queimando os alegres moradores de Sodoma e Gomorra, que tinham direito à sexualidade que quisessem?

Na trilha do clássico de Chico Buarque, afastem do povo brasileiro essa bíblia arcaica, cheia de dólares e mentiras.

Aldir Blanc e a sensata lucidez diante de um mundo doido | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

Jornal francês: Marina tem ligações com bandido

Filed under: Ódio de Classe,Bandidagem,Marina Silva,Silas Malafaia — Gilmar Crestani @ 9:03 am
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Não confio em qualquer elemento que use a religião para a guerra ou qualquer forma de ódio. Quando uma pessoa que se diz religiosa, pode ser o Dalai Lama, que usa os EUA para atacar a China, como o Papa anterior, para acobertar pedófilos, para matar palestinos ou para chutar santas católicas, significa duas coisas: que não tem nada de religioso, muito menos de respeito.

O crescimento do pentecostalismo de ascendência norte-americana atende a um objetivo da CIA que vê na divergência religiosa uma forma de se imiscuir nos assuntos internos. Quem revelou isso foram os documentos vazados pelo WikiLeaks. A cultura do ódio religioso vem aumentando no Brasil. Em quase todos os ramos das diferentes crenças. Aquilo que nos parecia distante, que eram os ódios raciais e religiosos, que, por exemplo, dilaceram o Oriente Médio, a Irlanda do Norte, os Balcãs, está em vias de se concretizar por aqui.

O ódio destilado por alguns pastores parece atender não uma manifestação a favor da própria religião, mas de ódio ao outro. A virulência de alguns ataques da Marina parecem mais manifestações religiosas do que de racionalidade política. Não parece mero acaso suas fortes ligações com ONGs norte-americanas e suas manifestações contrárias ao Mercosul e de subordinação aos EUA. Por que será que o irmão de Darci Alves da Silva, Aleci Alves da Silva está com Marina?

Jornal francês: Marina tem ligações com bandido

28 de setembro de 2014 | 16:31 Autor: Miguel do Rosário

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(Clique para ampliar)

Outro jornal francês importante, o Charlie Hebdo, que apesar de ser humorístico, também traz artigos de política e denúncias, publicou um texto demolidor sobre a principal adversária de Dilma Rousseff.

A dica é do internauta Denis Oliveira Damasio.

Ontem, divulgamos aqui que a revista L’Humanité Dimanche, que pertence ao jornal do mesmo nome, publicou matéria dizendo que Marina é “cria de Washington para derrubar Dilma Rousseff”, e que ela é a “nova direita”.

Houve gente que chiou dizendo que o L’Humanité é esquerdista.

Ora, claro que é esquerdista, como a maioria dos franceses.

Se fosse um jornal de direita, teria falado bem da Marina.

Mas há poucos dias, mais exatamente no dia 17 de setembro último, um outro jornal, não-esquerdista (ou pelo menos não tão francamente como o L’Humanité), publica um artigo ainda mais contundente contra Marina Silva.

É uma denúncia.

O jornal acusa Marina de ligações com um dos maiores criminosos internacionais do planeta, o senhor Stephan Schmidheiny, o rei do “amianto”.

O Charlie lembra que Schmidheiny, após um julgamento histórico que durou anos, foi condenado a 18 anos de prisão pelo tribunal de Turin, como responsável pela morte de três mil operários italianos expostos ao amianto nas fábricas da sua família.

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Após cumprir parte da pena, Schmidheiny saiu da Europa e refez sua vida na América Latina, onde fundou o grupo Avina, que, por sua vez, começou a patrocinar conferências ambientais.

E aí entra Marina Silva.

Segundo o jornal, a candidata tem feito reuniões frequentes com membros da Avina, em Durban, Santiago do Chile, Quito, etc.

As ligações de Marina Silva com a Avina, de Schmidheiny, já foram denunciadas por sites latino-americanos, como o La Rebellion.  A blogosfera suja também vinha dando essa informação há algum tempo.

Mas a grande imprensa nunca investigou melhor essas informações.

Agora, faltando uma semana para as eleições, e após a denúncia deste jornal francês, é importante que isso fique esclarecido.

Qual a relação de Marina com a Avina?

Marina recebeu dinheiro de Schmidheiny, o assassino de 3 mil operários italianos?

Jornal francês: Marina tem ligações com bandido | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

24/09/2014

FIESP troca Maluf por Marina

Filed under: FIESP,Marina Silva,MariNeca,Silas Malafaia — Gilmar Crestani @ 8:40 am
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ovo-da-serpenteMarina troca o ovo da sua mãe pelo da FIESP!

Nada mais sintomático do que aquela instituição cujo ex-presidente, Mário Amato, chegou a declarar que se LulaSe Lula for eleito, 800 mil empresários deixarão o País”. Lula venceu e o número de empresários aumentou. Só “saíram” aqueles que Gilmar Mendes concedeu habeas corpus…

Agora, mais uma vez aquela entidade empresarial, para se opor à candidata dos trabalhadores apoia a candidata do agronegócio e dos banqueiros. Na Classe A+ Marina tem 100%, desde os donos das velhas mídias, aos banqueiros e agora ao empresários da FIESP.

O apoio escancarado da Rede Globo, sabe se lá a troco de quê, também não deve ser desprezado sobre o que poderia significar um governo Marina. A Globo já saudou, em editorial, a chegada da ditadura. Ela, se isso lhe fosse proveitoso, também saudaria a eleição de Marina, não só em editorial, mas em suas contas bancárias.

Ingmar Bergman fez um filme primoroso para explicar a ascensão do nazismo: “O ovo da serpente”. A trajetória e a retórica entre Marina e Hitler se assemelham. Nada dos outros presta, por todos os lugares por onde passa faz terra arrasada, se a$$oCIA a o que é de mais atrasado. A retórica do ovo por quem mora na Av Paulista em apartamento cedido por empresário do agronegócio, já condenado por trabalho escravo, é um acinte. Prometer Banco Central independente por que o Banco Itaú a banca não é outra coisa que senão a promessa de desmatamento das ideias e dos ideais. Ao abandonar o Acre colhe dos acreanos um forte rejeição nas urnas. Não é também sintomático que o irmão de Darli Alves da Silva, que matou Chico Mendes, apoie Marina, e que a filha de Chico Mendes não vote em Marina?! Por que nos Estados natais de Marina e Aécio os rejeitem eleitoralmente? Por que Silas Malafaia manda mais em Marina que nos próprios negócios de sua igreja? Por que, para Marina, é mais fácil explicar o que acontece na Petrobrás mas tão difícil de explicar as 100 viagens no jatinho fantasma do PS(d)B e do Eduardo Campos… Por que Marina ser arvora em ser o “novo na política” mas se cerca do que há de mais atrasado, desde Heráclito Fortes, famiglia Bornhausen, Silas Malafaia, Pedro Simon, Ana Amélia Lemos

O pior de um ser humano e renegar suas origens, esquecer de seu passado, e se bandear de mala e cuia para os lados dos maiores responsáveis pelos atrasos do Brasil! Por que Marina só condena o partido dos trabalhadores, mas não condena a FEBRABAN, a UDR, o agronegócio, a CIA e os Grupos MafioMidiáticos. Por que Marina sempre vai com as outras?! Por que quanto maior é o tempo de exposição Marina só aumenta em rejeição? Por que Marina sempre volta atrás no que diz, como num samba do crioulo doido?

Oremos, porque, diante destes apoios, se Marina ganhar o trabalhar escravo vai ser seu lema de governo!

Presidente da Fiesp diz que Marina é ‘boa opção para o Brasil’

Em entrevista ao SBT, Steinbruch afirma que Dilma é centralizadora e fechada em si mesma

DE SÃO PAULO

O empresário Benjamin Steinbruch, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), considera a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, "uma boa opção para o Brasil andar para a frente."

Já a presidente Dilma Rousseff, que busca a reeleição pelo PT, é classificada por ele de centralizadora, "fechada em si mesma" e alguém que "se distancia da realidade".

As opiniões de Steinbruch foram manifestadas em entrevista ao SBT que foi ao ar nesta terça-feira (23).

Foi a segunda manifestação de um empresário de peso favorável a Marina em menos de um mês. O primeiro foi o banqueiro Roberto Setubal, que disse ver "com naturalidade" a eleição de Marina, durante a festa de 90 anos do Itaú Unibanco.

Ao avaliar as chances dos principais candidatos à Presidência, Steinbruch disse que Dilma é favorita "por ser presidente e ter a máquina do governo à sua disposição".

Sobre a candidata do PSB, afirmou que tem "substância" e é "consistente", por ter resistido a "12 minutos de bombardeio do PT, mais 6 minutos de bombardeio do PSDB e se defendeu com 2 minutos do PSB [no horário eleitoral de rádio e TV]".

O empresário não mostrou muita fé numa reação do senador Aécio Neves (PSDB), terceiro colocado nas pesquisas de intenção de votos. "Tinha uma boa oportunidade. Foi atropelado, como todos, por uma onda. Ainda não terminou. vamos ver qual é o final da história."

Dono da siderúrgica CSN e colunista da Folha, Steinbruch fez várias críticas ao governo durante a entrevista. Disse que a gestão petista gasta dinheiro de forma desordenada, vai mal na condução da economia e não tem política industrial.

Steinbruch disse também que o país está à beira de uma recessão, com desemprego crescente, e criticou a atuação da Receita Federal, que na sua visão aplicaria autuações desproporcionais às empresas.

ATRITOS

O empresário discute com o fisco uma autuação de R$ 4 bilhões aplicada à CSN, por supostamente ter deixado de pagar impostos sobre os ganhos na venda de parte de uma mineradora em 2008. A siderúrgica recorreu.

Sobre Dilma, afirmou que a presidente "trabalha duro, quer acertar". Mas que por ser muito "dura com as pessoas, inibe aqueles que a cercam de falar a verdade ou de levar os problemas".

Steinbruch e Dilma já tiveram atritos por causa da Transnordestina, ferrovia de 1.700 quilômetros projetada para começar no sertão do Piauí e cortar três Estados até chegar ao litoral de Ceará e Pernambuco.

Dona da concessão, a CSN atrasou a obra e irritou Dilma, que enxergava na demora uma tentativa de pressionar o governo a rever pontos do contrato. No ano passado, o governo fez concessões e a operação ficou mais parecida com o que a CSN pedia.

15/09/2014

Usando o nome de Deus para disseminar o ódio

ucrainianToda vez que ouço bandido usar o nome de Deus para disseminar o ódio religioso lembro do vazamento do WikiLeaks.

O vazamento de Julian Assange mostrava que a CIA estava financiado grupos para disseminar o ódio religioso no Brasil. Era e é uma estratégia de causar tumulto social. E, ultimamente, há muito tumulto soCIAl…. Todos os tumultos soCIAis mais recentes, da Líbia, Síria, Ucrânia, Egito, Venezuela tem a participação ativa da CIA.

O que é a criação do Instituto Millenium senão uma daquela tantas ONGs que recebem recursos a fundo perdido para promoverem a democracia… E, sabendo que os velhos grupos de mídia estão afundando, viram carne fresca a baixo custo para colocar o produto bem embrulhado no balcão.

O baixo nível político propicia que sejam induzidos a manifestações por interesses difusos que atendem claramente interesses de quem pretende faturar com distúrbios soCIAis…

A república de Malafaia

 

Postado em 12 set 2014 – por : Kiko Nogueira

Ele

O pastor Silas Malafaia segue e dissemina dois evangelhos: o do ódio e o da tagarelice.

Alguém fez um levantamento sobre sua atuação insalubre no Twitter. Não sei se os números estão corretos, mas numa avaliação superficial de seu batuque incessante no teclado o resultado não parece absurdo.

Entre 3 de março e 3 de setembro, ele teria feito apenas 59 menções a Jesus Cristo e 87 a homossexuais.

Ainda não houve um levantamento da quantidade de vezes em que fala no PT, mas é um assombro. Geralmente, junta as fixações. Por exemplo: “Petistas covardes usam a causa gay para me denegrir e mudar de assunto.”

Marina Silva está pagando por seu apoio. Pode ter sido um beijo da morte. Não é exagero apostar que, fora de sua paróquia, é um dos homens mais detestados do Brasil.

Malafaia deve ser levado a sério? Sim, na medida em que encarna uma direita religiosa que tem voto, influência, ambições — e que cresce.

Ele, juntamente com colegas como Marco Feliciano e outros pastores e bispos, sonha com um Brasil livre de abominações como gays, abortistas, “umbandistas” etc, e que tenha sua interpretação literal da bíblia como constituição.

Todos os jornalistas que o desagradam são canalhas, covardes e por aí vai. O mais recente foi um repórter do UOL. Mas já sobrou para um profissional da revista Forbes que o colocou numa lista dos religiosos mais ricos do país, com 300 milhões de reais.

“Safado, sem vergonha, bandido e caluniador tem em tudo que é lugar (…). Quando a Forbes faz uma declaração dessa, não é uma declaração qualquer. Eu vivo de que pessoas acreditem em mim”, vociferou ele no ano passado. Ameaçou processar a publicação. Nunca cumpriu.

Essa tática da vitimização costuma ser muito utilizada. Fundamentalistas como Malafaia gostam de gritar que são perseguidos, num clássico do sujeito que bate a carteira e berra “pega ladrão!”.

Malafaia é a culminância do poder do pentecostalismo nacional. Um extremista que quer impor sua visão a qualquer custo. Seu grupo existe para estabelecer suas crenças como força dominante na organização do direito, da política e da cultura.

Todo fanático é um inseguro. Sua fé está ligada a sua paixão doentia e a sua necessidade de se segurar em alguma coisa, muito mais do que à certeza de suas convicções.

Malafaia já afirmou que não quer um cargo político. Na verdade, não precisa. Ao declarar que não quer “fundar uma república evangélica”, está dando um aviso. Para Freud, aquilo que se nega é o que está sendo reprimido. Quando nega, ele afirma. Juntamente com a dedicação diuturna a gays e comunistas, tudo indica que esta é provavelmente uma de suas obsessões.

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Sobre o Autor

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

Diário do Centro do Mundo » A república de Malafaia

13/09/2014

Todas as mentiras da Marina documentadas num único texto

 

Por que Marina não pode dizer a verdade?

Juarez Guimarães

Carta Maior

O primeiro alerta partiu do deputado federal Jean Wyllys, do PSOL, em carta aberta dirigida à Marina Silva no dia 30 de agosto: “Bastaram quatro tuites do pastor Malafaia para que, em apenas 24 horas, a candidata se esquecesse dos compromissos de ontem anunciados em um ato público transmitido por televisão e desmentisse seu próprio programa de governo, impresso em cores e divulgado pelas redes. É com essa autoridade de quem agiu de boa fé, que agora digo: Marina, você não merece a confiança do povo brasileiro. Você mentiu a todos nós e brincou com a esperança de milhões de pessoas”. A explicação dada pela campanha de Marina foi totalmente inconvincente: teria sido um erro de edição, de quem formatou o programa!

Agora, vem o juízo do respeitado colunista Jânio de Freitas, documentando inverdades ditas várias vezes por Marina sobre três questões importantes: o pré-sal, os transgênicos e a relação entre suas opiniões políticas e religiosas. “Há uma lenda de que sou contra os transgênicos. Mas isto não é verdade”, disse Marina em entrevista a William Bonner e Patrícia Poeta. Jânio de Freitas registra que apenas uma pesquisa entre os anos 1998 e 2002 revelou que Marina não só fez seis discursos contra os transgênicos como apresentou um projeto de lei proibindo-os inicialmente por cinco anos. Argumentava com base “em cinco referências bíblicas”, “tendo em vista o lado espiritual”.

Da mesma forma, Jânio documentou várias declarações públicas recentíssimas da candidata contra o pré-sal. E, ao final de seu breve juízo, afirmava que Marina parece confirmar a fórmula de que se “deveria esquecer tudo o que antes havia dito”.

Agora, no dia 11 de setembro, vem a repórter Letícia Fernandes, de O Globo, documentar que Marina mentiu na sabatina feita pelo jornal. Marina afirmou que havia dado, quando era senadora, um parecer contrário ao projeto do deputado Filipe Pereira (PSC-RJ) que exigia “a obrigatoriedade da manutenção de exemplares da Bíblia Sagrada nos acervos das bibliotecas públicas “. “Me deram um relatório de um projeto que obrigava a colocar bíblias em todas as bibliotecas. Eu dei parecer contrário”, afirmou a O Globo. A pesquisa da repórter comprovou que Marina não deu o parecer contrário.

Não é razoável também pedir a alguém que acredite, como Marina repetiu várias vezes, que a sua relação com uma das principais herdeiras do Banco Itau, que coordenou o seu programa de governo e que a teria convencido da necessidade de defender a autonomia do Banco Central, seja por afinidades eletivas apenas como educadoras. Essa relação desinteressada tornou-se completamente inverossímil depois que se revelou que a amiga bancou 83 % das verbas, um milhão de reais, em 2013 do Instituto que Marina dirige e que lhe garante a sobrevivência.

Aliás, Marina não parece ter dito a verdade quando respondeu aos repórteres que não podia revelar os clientes nem quanto lhe pagaram por proferir palestras nos últimos anos porque estes clientes lhe exigiam cláusulas de confidencialidade. Uma pesquisa feita pelo jornal O Estado de São Paulo revelou quem eram estes clientes: grandes bancos, empresas e seguradoras como o Santander, o Banco Crédit Suisse, a multinacional Unilever, a Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e Capitalização, faculdades neoliberais. E, ao contrário do que Marina afirmou, confidenciou ao repórter um banqueiro: quem pedia cláusula de confidencialidade era a própria Marina !

O antigo tesoureiro da campanha do PSB, Márcio França, candidato a vice-governador na chapa de Alckmin, não parece ser também um representante da “nova política”. Ele certamente não disse a verdade quando declarou à imprensa que os documentos do avião em que viajava Eduardo Campos e seus companheiros não podiam ser apresentados porque estavam dentro dele e teriam sido provavelmente destruídos na queda. Como se documentou fartamente depois, na verdade, o avião havia sido comprado com notas frias e laranjas por empresas fraudulentas.

E muito menos o novo tesoureiro da campanha de Marina, agora diretamente indicado por ela, Álvaro de Souza, parece indicar novos rumos na política. Ele é ex-presidente do…City Bank no Brasil! Haja “nova política”!

Marina parece querer ocultar a verdade de seus eleitores quando declarou que não subirá aos palanques nem de Alckmin em São Paulo nem de Lindhenberg no Rio. É uma forma de não querer misturar sua imagem à “velha política” e mostrar eqüidistância em relação ao PT e ao PSDB. Mas ela combinou, então, com o deputado Beto Albuquerque, seu vice, para ir ao primeiro programa de TV Alckmin no horário eleitoral gratuito manifestar o seu apoio ao governador do PSDB? Ou ele agiu contra a sua opinião no principal colégio eleitoral do país? Aliás, Marina sabe, já que foi inclusive noticiado na imprensa, que este deputado federal pelo PSB do Rio Grande do Sul teve a sua candidatura financiada pela empresa Monsanto, principal interessada na aprovação dos transgênicos, e até por fabricantes de armas! É ele, então, um representante da “nova política”?

Marina não diz a verdade nem quando acusa o PT, partido no qual se formou e militou durante 27 anos: Paulo Roberto teria sido indicado pelo PT “para assaltar os cofres da Petrobrás’. Ora, este indivíduo ocupou cargo de direção na Petrobrás desde 1995, durante o primeiro governo FHC, e foi demitido no dia 19 de abril de 2012 por Graça Foster, indicado por Dilma para a presidência da Petrobrás.

O que não pode mais ser escondido

Ricardo Noblat, certamente um dos jornalistas com informações mais confiáveis sobre o que se passa na cúpula do PSDB, noticiou que a firme opinião de Fernando Henrique Cardoso era de que Aécio não deveria criticar Marina, deveria, ao contrário, renunciar à sua candidatura à presidência e apoiar já Marina no primeiro turno. Aécio resistiria a esta decisão por ter esperanças de ainda poder salvar de uma derrota arrasadora o candidato do PSDB ao governo Ora, como se documentou fartamente em artigo publicado em Carta Maior, “A “nova’ Marina é criatura de FHC”, o paradigma de programa, os economistas mandatados, a nova direção política de sua campanha, os financiadores e tesoureiros, seus argumentos e sua linguagem estão diretamente inseridas no campo político e intelectual organizado por FHC. Mas Marina não pode reconhecer esta ligação tão orgânica porque viria abaixo a sua identidade de ser a protagonista de uma “nova política” que visa superar a polarização PSDB e PT. Daí que esta relação íntima tenha de ser permanentemente escondida ou negada aos eleitores.

Mas uma contradição ainda mais explosiva tem de ser o tempo todo administrada por Marina. De um lado, ela afirma compromissos em aumentar os recursos do governo federal para a educação, para a saúde, para o Minha Casa Minha Vida, para o Bolsa Família, o valor do salário-mínimo , o emprego etc. Do outro, cada vez que falam os economistas mandatados por ela, Eduardo Gianetti e André Lara Resende, dois economistas neoliberais cujo radicalismo cheira à barbárie, é o inverso o que dizem. É como se Marina dissesse ao mesmo tempo: “odeio futebol mas não perco um jogo do Flamengo!”. Ou melhor: meu compromisso é com os pobres .. mas só gosto de andar atualmente com grandes banqueiros!

Marina leu o que disse Eduardo Gianetti na entrevista publicada na capa do jornal Valor Econômico, de 6 de setembro, quando este afirmou com todas as letras “que os compromissos na área social assumidas pela candidata do PSB serão cumpridos à medida que as condições fiscais permitirem ? ” E que “ esses compromissos se distribuem no tempo. É um erro grave imaginar que o que está colocado no programa vá se materializar no primeiro orçamento”?

Marina ouviu a palestra pública proferida por André Lara Resende que uma “boa economia não pode ser feita com bons sentimentos” e que, ao invés de se ajudar os pobres do Nordeste, é preferível investir na educação? Será que ela leu que em seu programa está escrito que a legislação trabalhista que protege os direitos dos trabalhadores brasileiros deve ser superada ou contornada, como estão denunciando os principais representantes da tradição jurídica do Direito do Trabalho no Brasil?

De novo: Marina não pode fugir da contradição porque ela é, a sua própria candidatura, a contradição. Tem que documentar que ela é confiável e, como se diz em linguagem neoliberal, “amiga do mercado financeiro”, mas, ao mesmo tempo, tem de cultivar a adesão dos que querem direitos sociais mais universalistas e de melhor qualidade. Isto é, está impedida de dizer a verdade.

Violência e ilusão

A violência, todo o sentido anti-democrático e anti-popular, da principal proposta de Marina Silva para a economia – a chamada “autonomia” do Banco Central – é revelada quando se documenta que o Brasil já teve um Banco Central autônomo. Este era um sonho antigo dos econômistas liberais ortodoxos brasileiros como Eugênio Gudim, Octávio Gouveia de Bulhões e Roberto Campos desde os anos quarenta do século passado, que travaram desde sempre uma luta de vida ou morte contra Celso Furtado e as tradições desenvolvimentistas brasileiras.

Eles conseguiram realizar este sonho exatamente com o golpe militar de 1964: a reforma bancária logo anunciada pelos golpistas transformava a antiga Superintendência da Moeda e do Crédito ( Sumoc) em Banco Central e concedia autonomia para as autoridades monetárias. A diretoria do Banco central era composta por quatro membros, escolhidos dentre seis membros do Conselho Monetário Nacional, com mandatos fixos de seis anos.

Denio Nogueira, o primeiro presidente do Banco Central, era consultor do Sindicato dos Bancos do Rio de Janeiro e da ALALC ( Associação Latino Americana para Livre Comércio) e desde os primeiros anos da década de sessenta passou a fazer parte do IBAD ( Instituto Brasileiro de Ação Democrática) e do IPES ( Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais). Enquanto o IPES era o órgão que disseminava propaganda para justificar o golpe militar, o IBAD era encarregado de manipular os recursos para financiar e corromper candidatos comprometidos com o golpe na democracia. Depois de cumprido o seu mandato interrompido pelos generais – promoveu uma forte desvalorização cambial, que lhe provocou forte desgaste, tendo sido chamado junto com Roberto Campos e Octávio Gouveia de Bulhões de “trindade maldita” – Denio Nogueira foi representante no Brasil do grupo Rotschild and Sons, indicado por Eugênio Gudin, mostrando que desde o início houve forte intimidade entre diretores do BC e os grandes grupos financeiros internacionais.

É claro, a candidata Marina nada sabe disso. Faz parte do ator político transformista devorar o passado, inclusive o próprio, e inscrever-se em um tempo messiânico que promete o novo. Isto é para ele uma necessidade já que não pode explicar a razão de sua mudança, as rupturas que teve que fazer e os novos compromissos que teve de assumir.

Toda a violência da ação transformista de Marina está inscrita nesta passagem da política de opiniões fundamentalistas sobre temas da moral – por definição, o fundamentalista é aquele que defende verdades para além dos séculos e das circunstâncias – para a política pragmática, que, por definição, é aquela que ajusta a sua política à necessidade de vencer a todo custo.

Uma política carismática deve oferecer ao seu público as provas de sua autenticidade. Se a autenticidade lhe é desmentida, o carisma vem abaixo. Mas a verdade – uma relação clara e nítida com os seus eleitores – é, como procuramos demonstrar, o que Marina não pode mais representar.

Na política, assim como na vida, há momentos em que é preciso defender as pessoas que já amamos e cujo passado admiramos do que elas vieram a ser e fazer contra a dignidade da sua própria memória. Se Marina hoje não nos pode dizer a verdade, é preciso – é absolutamente necessário – que sejamos capazes, democraticamente e de modo sereno, dizer a verdade à Marina.

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SQN

“O beijo, amigo, é a véspera do escarro”

Veja capaA Veja tem mais patrocinadores que leitores. Além, é claro,dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium. Ninguém, depois de conhecer o episódio do Boimate, pode se dar ao luxo de ler Veja do mesmo jeito que antes. A Veja teria todo direito de defender seus candidatos, se antes saísse do armário do Feliciano e declarasse por algum candidato. Não é de admirar que um grupo financiado pela NASPERS tenha este (mau) caráter. A coerência da Marina é a mesma da Veja, senão leia a fúria do Reinaldo Azevedo, publicada em 25/08/2014, no site da VEJA, contra Marina:

25/08/2014 –às 6:31

Por que jamais votaria em Marina Silva — nem que ela viesse a disputar o segundo turno com Dilma. Ou: Voo cego de um avião sem dono

Jamais votaria em Marina Silva. Já expus aqui alguns dos meus motivos. E também na minha coluna de sexta na Folha. Vou avançar. Desde que me ocupo da política, como jornalista, meu esforço é para tirá-la do terreno da mitologia e trazê-la para o da razão — inclusive o da razão prática. “Poderia votar em Dilma contra Marina, Reinaldo?” Também é impossível. Os petistas me incluíram numa lista negra de jornalistas. Eles querem a minha cabeça e, se pudessem, pediriam a meus patrões que me botassem na rua. Desconfio até que já tenham pedido — não sei. Mas não levaram. Não sou suicida. Não me ofereço àqueles que se pretendem meus feitores. Mas, reitero, nem tudo o que não é PT me serve — e Marina não me serve. Mais: acho que alguns de seus ditos “conselheiros” estão perdendo o juízo e querendo se comportar como os Catões da República. Já chego lá.

Os cardeais da papisa
Marina Silva não é candidata a presidente da República, mas a papisa de uma seita herética — e suas heresias são praticadas contra a democracia representativa.

Mas há uma explicação para a Capa da Veja

A capacidade técnica, a visão de futuro da Veja é algo que justifica porque é um dos membros da velha mídia que mais cresce, como rabo de burro, para baixo. Toda eleição Veja abraça um candidato e dá o abraço de afogado. Assim ficamos sabendo que o novo na política é Marina Silva precisa ser turbinada com os hormônios da Veja, Feliciano, FHC, Banco Itaú, Bornhausen e pela mais nova moralista da praça, Ana Amélia Lemos. Nem vou considerar que Deus também esteve só ao lado de Marina, deixando ao diabo Eduardo Campos e sua equipe naquele avião.

Vivendo às expensas do Banco Itaú, com uma relações públicas do tipo Veja e um porta-voz do calibre de um Silas Malafaia, Marina Silva acaba por se revelar a previsão do Cazuza:

Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades

À Veja e aos leitores anecefálicos dedico este poema do Augusto dos Anjos:

Veja! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Em nova peça de campanha, Veja agora vitimiza Marina

Edição desta semana acusa o PT de promover baixarias e disseminar mentiras contra a candidata Marina Silva, do PSB; uma dessas mentiras, segundo Veja, é o fato de Marina ser sustentada por uma banqueira; o problema central da reportagem é que as mentiras são verdades (basta lembrar que Neca Setubal, herdeira do Itaú, bancou 83% dos gastos do instituto de Marina) e que o confronto de ideias e posições faz parte do processo democrático; capa de Veja é reação da Marginal Pinheiros às mais recentes pesquisas sobre a sucessão presidencial, que voltam a apontar o favoritismo de Dilma

Brasil 24/7

30/08/2014

A Mala Faia!

Marina a lendia

Como Marina tenta montar o reverso de Lula

sab, 30/08/2014 – 21:22

Atualizado em 30/08/2014 – 21:23

Luis Nassif

Marina Malafaia

Antes de entrar no tema, um pedido de desculpas. No artigo “O mito do cavaleiro solitário” atribuí a Marina Silva a condenação das pesquisas com células tronco e o criacionismo. Conferindo matérias da época, fica claro que em nenhum momento Marina colocou suas convicções acima da liberdade de pesquisa da ciência.

Agora, ao tema.

O episódio Malafaia é elucidativo para entender dois pontos apontados aqui no Blog, sobre o programa e a candidatura de Marina Silva.

O primeiro, a qualidade do programa original da Rede Solidariedade.

Quem acompanha a série que escrevo sobre o Brasil 2015 poderá conferir que a maioria absoluta dos conceitos defendidos – e das críticas que faço à condução das políticas públicas – são contemplados no Programa do Solidariedade.

O segundo, a incapacidade de Marina Silva de minimamente administrar conflitos. E, de certo modo, a falta de fôlego da própria Rede para enfrentar o velho.

Dois episódios demonstram isso.

1. O caso do aprofundamento da democracia participativa, uma das grandes bandeiras atuais. Bastou uma manchete preconceituosa do Estadão para a Rede soltar uma nota informando que os conceitos criticados pelo jornal constavam de um trabalho ainda não aprovado pelos coordenadores do programa. O programa é divulgado e os conceitos continuam lá.

2. O caso LGBT, ou com essa fantástica frente modernizadora, esse centro do mais avançado pensamento das ONGs paulistas, os centuriões da modernização foram botados para correr pelo pastor Silas Malafaia.

Reverso de Lula

Não apenas isso.

No fundo, o programa da Rede Solidariedade é um tentativa de reengenharia no modelo lulista.

Lula compôs com o mercado financeiro para viabilizar suas políticas sociais; o programa de Marina pretende compor com os movimentos sociais para viabilizar sua política econômico-financeira.

No período Lula-Dilma, com todas as concessões, o ponto central foram as políticas sociais; no programa da Rede, pelo contrário, é o mercado financeiro (explico logo adiante).

Há agravantes nessa estratégia.

Os tempos são outros, não há crescimento nem espaço fiscal para atender a todas as demandas. O próximo governante terá que administrar a escassez. E aí o programa da Rede não passa no teste de consistência:

1. Os novos tempos exigem o aprofundamento da democracia social e do Estado de bem estar.  Aumenta o custo dos salários e exige um novo desenho econômico para preservar a capacidade da economia em gerar empregos de melhor valor.

2. O novo modelo só se sustenta com um salto na qualidade do emprego e das empresas. Exige uma nova política industrial, casada com planos de inovação, educação, visando garantir a oferta de empregos de maior valor agregado.

3. Definidos os dois passos anteriores, a macroeconomia precisa ser adaptada aos novos tempos. Ou seja, ela é a derivada.  No programa do Solidariedade, juros e parte fiscal são o fator dominante.

Para mostrar melhor as incongruências, compararei o programa da Rede com o que está sendo elaborado por um conjunto de especialistas – macroeconomistas, economistas sociais, urbanistas etc – ligados ao chamado novo pensamento desenvolvimentista.

Primeiro movimento: a democracia social

Nos dois casos, há grande semelhança das ideias levantadas – pelo fato de que estão rodando por aí, na cabeça de especialistas, da academia, das ONGs.

Grosso modo, podem ser divididos nos seguintes subtemas:

1. Temas ligados à qualidade de vida.,

2. Temas ligadas ao federalismo.

3. Temas ligados ao aprofundamento da democracia social.

4. Micro-reformas desburocratizantes.

Quase todas as ideias significam melhorias incrementais em relação à dinâmica das políticas sociais já existentes.

É o que explica o belíssimo capítulo do programa da Rede sobre a inclusão de crianças com deficiência na rede escolar, belíssimo nos conceitos mas ignorando uma realidade concreta, uma das mais bem sucedidas políticas públicas do país: 800 mil crianças com deficiência sendo atendidas na rede escolar, com transporte, salas especiais, planos de trabalho individualizados. Ou a proposta de ensino em período integral ignorando que já existem 4 milhões de crianças nessas condições.

Todo esse trabalho foi possível porque tanto o governo Lula como Dilma garantiu espaço no orçamento público. É aí que se dão os grandes embates políticos, com corporações, mercados e grupos sociais querendo, cada qual, seu pedaço do bolo.

Segundo movimento: a reestruturação econômica

Nesse capítulo, a lógica mercadista se apresenta em toda sua exuberância.

O trabalho dos desenvolvimentistas procura identificar novos setores dinâmicos e defender políticas de fortalecimento com uso de política de compras, conteúdo nacional, investimento em inovação, educação, financiamento etc. E o pré-sal é o ponto central dessa reestruturação.

O pré-sal some do programa da Rede. Em relação aos combustíveis fósseis, a única menção é à necessidade de reduzir sua utilização por questões ambientais.

No capítulo energia, o programa perde-se em análises recorrentes sobre o novo modelo elétrico e na defesa sonhática de formas alternativas de energia, como se a energia solar e a eólica pudessem dar conta do recado de garantir energia para as próximas décadas.

Políticas de conteúdo nacional não se limitam meramente a assegurar um percentual de produtos nas compras públicas. São o ponto de partida para programas de capacitação, envolvendo a cadeia produtiva, universidades, atração de tecnologia externa, treinamento, cursos técnicos. São peças essenciais para permitir saltos de qualidade na cadeia produtiva.

O programa da Rede limita-se a aceitar os programas de conteúdo nacional existentes, "desde que com data marcada para terminar". A ideia central continua sendo a de abrir o país para a competição externa, como se a invasão de importados e a queda da indústria decorressem da falta de competição.

Terceiro movimento: a política macroeconômica

É aí que se revela amplamente a política econômica da Rede.

Ampliação dos direitos sociais, reestruturação industrial, tudo isso depende de recursos orçamentários.

Um projeto político voltado efetivamente para o aprofundamento da democracia social e para a reestruturação econômica, não poderia conviver com dois vícios recorrentes que comprometem o orçamento público:

1.     A política de metas inflacionarias que cria o pior dos mundos para o orçamento público. Cada aumento da inflação dispara uma alta dos juros que, por sua vez, compromete parcelas cada vez maior do orçamento público, além de destruir a política cambial.

2.     Para garantir o espaço para a apropriação do orçamento pelos juros, definem-se metas de superávit fiscal incompatíveis com períodos de estagnação econômica.

Não difere do que vem sendo praticado por sucessivos governos, e agravado nos últimos anos pelos problemas de gestão econômica de uma equipe medíocre, mantida pela teimosia de Dilma..

Um upgrade do governo Dilma exigiria uma mudança corajosa nesse modelo do tripé econômico, definindo um combate radical às heranças remanescentes da inflação inercial, substituindo as metas inflacionarias por outras formas de articulação das expectativas e, principalmente, desatrelando a dívida pública da política monetária do Banco Central.

É mais fácil essa mudança ocorrer com Dilma do que com Marina. Dilma abraça o tripé por não dispor de uma equipe com fôlego para propor políticas alternativas. Já no grupo de Marina, o tripé é sagrado.

Conclusão

O programa é relevante – seria mais não fossem os recuos inacreditáveis – por levantar temas dos novos tempos, conceitos contemporâneos, principalmente partindo de organizações sociais que promovem um arejamento no pensamento anacrônico da chamada elite empresarial.

Mas é evidente que o resultado final não é a ruptura com dogmas que seguram a transição para os novos tempos. Pelo contrário: reforçam a submissão do país a um modelo econômico que se esgotou globalmente.

Como Marina tenta montar o reverso de Lula | GGN

02/01/2013

Malafaia, o homem do Serra na Globo

Filed under: Rede Globo de Corrupção,Religião,Silas Malafaia — Gilmar Crestani @ 7:01 am

Demora, mas aparece. O homem que iria mudar os rumos da campanha do Serra tinha a bênção da Globo. Agora, em retribuição, é convidado para “currar” evento. Pão e circo é coisa do passado, agora o negócio é tudo passado.

ESSE CARA SOU EU
O pastor Silas Malafaia tem almoço marcado com Amauri Soares, diretor de eventos da Globo, no dia 9. O evangélico diz que "nenhum pastor teve mais contato com a Globo do que eu" e chama a comitiva da Concepab (confederação nacional de pastores) que visitou os estúdios da emissora em novembro de "ilustríssimos desconhecidos". "Falei isso com o Amauri [por telefone]."

TAMO JUNTO
Soares -responsável na Globo por dialogar com religiosos- também tem se encontrado com representantes da Igreja Católica e de crenças afro, por causa de um ato pela tolerância religiosa, no dia 21, no Rio. Promovido pela Globo, o evento reunirá umbandistas, hare krishnas, católicos, espíritas, budistas, wiccans, ciganos, seguidores do Santo Daime, judeus, muçulmanos, ateus e agnósticos. Padre Omar, que cuida do Cristo Redentor, fará show.

Tudo isso deu na Folha porque a Monica Bergamo contou…

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