Ficha Corrida

06/09/2014

Mentira tem perna curta; Marina, mão-leve

Filed under: LGTB,Marina Silva,Plágio,Roubo de Informações — Gilmar Crestani @ 9:08 am
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Marina TraidoraEntidade questiona explicação de Marina para plágio em plano

Coordenação de movimento de direitos humanos nega ter sido procurada por campanha para debater propostas

Candidata afirmou que cópia de trechos do projeto de FHC estava em total sintonia com a pauta do movimento

DE SÃO PAULO

A coordenação do Movimento Nacional dos Direitos Humanos (MNDH) enviou carta para a Folha em que nega ter sido procurada ou consultada pela campanha de Marina Silva (PSB) à Presidência sobre a "utilização de suas propostas" no programa de governo da candidata.

A reação da entidade contraria a versão da pessebista para justificar o plágio de quatro propostas anexadas ao seu plano que, na verdade, foram copiadas de projeto lançado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em maio de 2002.

A acusação de que Marina havia reproduzido integralmente trechos do Plano Nacional de Direitos Humanos de FHC foi feita pelo candidato do PSDB ao Planalto, Aécio Neves, na terça-feira (2).

A reportagem comparou os trechos indicados pelo tucano e comprovou a cópia.

Procurada, a campanha de Marina enviou nota na qual disse que as propostas da candidatura estavam em "absoluta sintonia com as reivindicações históricas do Movimento Nacional dos Direitos Humanos" e chamou de "maliciosas" as acusações.

"Os que incorrem na tentativa de manipulação eleitoreira desnudam-se em sua falta de vínculos com o movimento de direito humanos", argumentaram os pessebistas no texto. A entidade citada pela presidenciável, porém, não endossa a versão.

"O MNDH vem manifestar sua surpresa e discordância com a afirmação da candidata de que foram utilizadas em seu programa as propostas do movimento. Seus dirigentes jamais foram procurados ou tiveram quaisquer tratativas para a utilização das suas propostas", diz a carta da coordenação da entidade.

No texto, o MNDH ressalta que não mantém entendimento com "quaisquer" candidatura e alfineta Marina.

A direção da entidade diz que a apropriação de suas propostas é "de faculdade daquele que o faz". "No entanto, deve expor o conteúdo do conjunto das propostas que o movimento defende", ressalta.

Em seguida, o MNDH diz que sua pauta prima pelo "reconhecimento do direito de união estável de pessoas do mesmo sexo" e a "criminalização da homofobia", entre outros temas.

REPRODUÇÃO

A primeira versão do programa de governo de Marina defendia as duas causas. Mas, menos de 24 horas depois de sua divulgação oficial, a candidata recuou e disse que os organizadores do documento haviam errado, anexando propostas que não tinham consenso na campanha. A pessebista é evangélica.

O plágio do programa de FHC foi o primeiro dos diversos casos de colagens no programa de Marina que foram divulgados esta semana. Nesta sexta, a Folha mostrou que a candidata reproduziu no capítulo econômico trechos de discurso que fez em 2010, além de parágrafos de textos produzidos após uma conferência de tecnologia e desenvolvimento sustentável.

Procurada, a assessoria da campanha de Marina não havia respondido até a conclusão desta edição.

(DANIELA LIMA E MARINA DIAS)

    19/03/2014

    Ladrão que rouba de ladrão… da CIA

    Filed under: CIA,Roubo,Roubo de Informações,Roubo made in USA! — Gilmar Crestani @ 9:11 am
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    Unos ladrones maniataron a la condesa de Romanones en su casa

    Los asaltantes, que ataron a la aristócrata con cinta americana, huyeron tras apoderarse de un exiguo botín de poco más de 200 euros

    Jesús Duva Madrid 19 MAR 2014 – 11:33 CET3

    La condesa de Romanones. / CORDON

    María Aline Griffith Dexter, de 89 años, condesa viuda de Romanones y exespía de la CIA, fue asaltada el pasado sábado por dos ladrones en su chalé de la elitista colonia de El Viso, en el distrito de Chamartín, según han confirmado fuentes de la investigación. Los asaltantes, que maniataron a la aristócrata con cinta americana, huyeron tras apoderarse de un exiguo botín de poco más de 200 euros.

    El incidente se produjo sobre las once y media de la noche, cuando la aristócrata subió a la primera planta de su vivienda y se encontró de frente con dos hombres jóvenes enmascarados, enguantados y completamente vestidos de negro.

    "Llévanos a donde está la caja fuerte", le ordenaron a la víctima, a la que maniataron con cinta adhesiva y a la que obligaron a sentarse en la cama. Tras facilitarles la clave de apertura, los cacos abrieron la caja y comprobaron que estaba vacía. "Danos todo el dinero que haya en la casa", le espetaron. La condesa les entregó entonces un sobre con algo más de 200 euros y les ofreció: " Si quieren, les doy mis joyas", les dijo la condesa. Pero los ladrones lo tenían claro: "No. Solo queremos dinero".

    La exespía estadounidense vio que eran casi las doce de la noche y advirtió a sus asaltantes de que el personal de servicio estaba a punto de llegar. Acto seguido, desataron a la anciana y se marcharon. En ningún momento exhibieron armas ni maltrataron a la exespía.

    Sobre la medianoche, el matrimonio de empleados del hogar regresó al chalé, al que llegó también Carla Figueroa Domecq, nieta de la condesa, que reside en una vivienda colindante. La policía comprobó que las puertas y ventanas del chalé estaban intactas, mientras que la familia sospecha que los intrusos accedieron al interior del inmueble a través del jardín. La comisaría del distrito de Chamartín investiga el caso.

    Unos ladrones maniataron a la condesa de Romanones en su casa | Gente | EL PAÍS

    04/03/2014

    Roubaram a verdade

    JB PSDBExplicação a quem interessar possa sobre a Ação Penal 470

    Não, José Dirceu não foi jamais condenado por ter "roubado" alguma coisa. Também Genoíno não foi sequer acusado de ter "roubado" algo. Nem Delúbio Soares.
    Dirceu, Genoíno e Delubio também não foram condenados por serem "corruptos".

    Ao contrário, todos eles foram condenados porque, segundo o Ministério Público, teriam "corrompido" deputados federais, dentre eles Roberto Jefferson, que só recentemente foi preso. Isso mesmo. É incrível, mas é a mais pura realidade. Foram condenados por "corrupção ativa", ou seja, porque seriam "corruptores".
    Na corrupção, o corruptor normalmente é o empresário, o sujeito que tem dinheiro, que "compra", que corrompe um servidor público, para que este faça ou deixe de fazer alguma coisa, de modo a beneficiar o corruptor. É como quando você – você mesmo! – "molha a mão" do guarda para não levar uma multa.

    E como foi a "corrupção ativa" de Dirceu? Como Ministro de Estado – portanto, na condição de servidor público (o que já é uma inversão do que ocorre normalmente…), ele teria "comprado" deputados. E só deputados federais. E para quê? Com qual interesse? Segundo os Ministros que o condenaram, era para que esses deputados votassem a favor do governo. Para quê? Para que o partido dele se "perpetuasse no poder".
    Por aí já dá para ver o motivo político da condenação. Ora, como é que o PT poderia se perpetuar no poder sem obter a segurança de que continuaria obtendo o voto popular?
    E mais: como poderia contar com o voto popular com medidas impopulares, embora necessárias para o futuro da Nação, como as reformas da Previdência e Tributária?
    São necessários os votos de 3/5 dos deputados federais e 3/5 dos senadores para aprovar uma reforma constitucional. Então, como é que Dirceu poderia garantir a aprovação que exigia votos favoráveis de mais de 300 deputados e senadores "comprando" apenas meia dúzia de deputados e nenhum senador?
    É preciso estar com a mente contagiada pelo bombardeio diário da TV ao longo dos últimos NOVE anos para acreditar numa trama fantasiosa como essa.
    O que está por trás dessa história é o ódio de classe. As elites brasileiras não perdoam quem, vindo de baixo, trouxe dignidade ao povo pobre do Brasil, que hoje tem acesso a shoppings, faculdades, aeroportos, créditos etc.

    Gilmar Mendes, de família tradicional de Diamantino (MT), onde sua família exerce o papel de "coronel" da política local; Marco Aurélio de Melo, primo de Fernando Color, cuja família domina a política de Alagoas; Celso de Melo, juiz conservador nascido em Tatuí, ex-braço direito de Saulo Ramos, ministro do governo Sarney; são os ministros do STF que hoje representam as elites naquele tribunal.

    A eles, somou-se, por um erro de cálculo e ingenuidade de Lula, Joaquim Barbosa, que serviu a Golbery do Couto e Silva durante os governos militares. Depois veio Luiz Fux, outro erro de indicação, agora de Dilma.

    Esses cinco ministros, conluiados com os PGRs anteriores, "compraram" a trama desenvolvida pela oposição, rotulada por Jefferson (autor do título “Mensalão") e patrocinada pela mídia conservadora. E empreenderam a mais nefasta perseguição aos réus da AP470.

    Razões politicas foram acintosamente utilizadas pelos ministros para condenar os réus. São, sim, presos políticos. Nada "roubaram", tampouco "compraram" deputados.
    A absolvição por formação de quadrilha foi só o início do restabelecimento da justiça. A caminhada ainda será longa até que justiça efetivamente seja feita em sua plenitude.

    Luís Antônio Albiero

    Advogado na cidade de Americana/SP

    laalbiero@yahoo.com.br

    Gestão Pública Social: Explicação a quem interessar possa sobre a Ação Penal 470

    06/11/2013

    Mídias só viram grupos com ajuda de ditadores

    Enquanto se acham as provas, isto é, enquanto estiverem escondidas, a realidade não existe. Ela só passa a existir mediante a prova material. Se milhares de pessoas sumiram, jogadas de um avião dentro do Rio da Prata, se não houver prova, mesmo que as pessoas tenham sumido, não existe. A corrupção não existia porque quem teria o papel de publicar fazia parte e só existia em função da corrupção.

    Fazem parte de grupos que nasceram e cresceram com ditadura: Grupo Clarín, Grupo Folha da Manhã (Folha,UOL), Grupo Abril, Grupo Estado (Estadão, Jornal da Tarde), Grupo Globo, Grupo RBS. A Folha achou por bem, em benefício próprio, mudar o nome de ditadura para ditabranda. O Globo admitiu que foi um erro apoiar a ditadura, mas não pediu perdão porque o único perdão seria devolver o que roubou. E a RBS está mais quieta que guri cagado.

    Tem mais grupos e corruptos, mas estes são o principal legado da Ditadura. São estes grupos os encarregados de venderem a ideia de que na ditadura não havia corrupção. Mas qualquer ameba sabe que a ditadura é A corrupção. O resto é entulho. A Folha, no afã de defender seu parceiro de ditadura, diz que o governo argentino é inimigo do Clarín, não o contrário. Como foi a Suprema Corte que aplicou uma lei do Congresso, estes também não teriam de ser colocados como inimigos do Clarín? É por isso que estes velhos grupos mafiomidiáticos são risíveis. Acham que todo mundo é idiota.

    Papéis revelam elo de Clarín e junta, diz governo argentino

    Entre 1.500 documentos encontrados haveria registro de auxílio de militares para comprar empresa de papel-jornal

    LÍGIA MESQUITADE BUENOS AIRES

    O governo argentino disse ontem que, em meio a 1.500 documentos da ditadura descobertos na semana passada, há diversos mostrando que a junta militar nos anos 70 ajudou o Clarín a comprar parte da Papel Prensa, maior empresa de papel-jornal do país.

    A revelação ocorre no momento em que o governo dá início a um processo para desmembrar o grupo de mídia, seu inimigo. A divisão será possível após decisão da Suprema Corte que validou a nova Lei de Mídia do país.

    Os registros foram achados em 31 de outubro, mas a divulgação foi feita anteontem. O governo, porém, diz que só vai disponibilizar os documentos em seis meses.

    No anúncio da descoberta, o ministro da Defesa, Agustín Rossi, se ateve principalmente aos registros relacionados à Papel Prensa, que tem como sócio majoritário o Clarín, com 49% das ações –o grupo La Nación, do jornal homônimo, tem 22,5%, e o Estado, 27,5%.

    Segundo Rossi, os papéis mostram que há relação entre a venda da Papel Prensa, o "desaparecimento" de seu antigo dono, David Graiver (morto em um acidente aéreo em 1976), e as prisões de seus familiares na sequência.

    O ministro disse que foram achados 13 documentos originais que falam sobre a empresa, com datas de 15/9/76 a 1/12/77, "o que demonstra que [o tema] era de discussão permanente na junta".

    A venda da Papel Prensa para a Fapel, sociedade que era integrada por Clarín, La Nación e La Razón foi feita em novembro de 1976.

    ‘LESA-HUMANIDADE’

    Em 2010, a presidente Cristina Kirchner afirmou que a venda da empresa foi ilegal. Na época, o governo apresentou um documento dizendo que a negociação teria ocorrido em meio a ameaças, torturas e prisões dos membros da família Graiver, e o Estado entrou com ação na Justiça contra Clarín e La Nación por crime "de lesa-humanidade".

    Em maio deste ano, a bancada governista na Câmara apresentou um projeto de lei para desapropriar 24% das ações da Papel Prensa.

    Caso isso aconteça, o Estado passará a ser o sócio majoritário da empresa.

    Os grupos Clarín e La Nación afirmam que a negociação foi feita de forma legal e antes de terem acontecido as prisões e as torturas.

    Entre os papéis encontrados no subsolo do Edifício Condor, sede da Força Aérea, estão 280 atas secretas da junta militar, do período de 1976 a 1983, e listas "negras" com nomes de artistas, jornalistas e intelectuais considerados "perigosos", como o escritor Julio Cortázar.

    14/09/2013

    Historias del horror

    E porque não acrescentar o que os EUA fizeram e fazem o mesmo com crianças dos países que invadem ou quando simplesmente apoiam ditaduras como da Argentina, do Chile  e do Brasil.

    Historias del horror

    Por Osvaldo Bayer

    Desde Bonn, Alemania

    Hay hechos que avergüenzan a la humanidad y hay otros que hacen nacer esperanzas. Lo que en estos días ocurrió en Francia es un ejemplo de eso: el horror, pero la contrición. Ese reconocimiento del acto deshonroso. El presidente de Alemania, Joachim Gauck, fue a Oradour para pedir perdón por uno de los crímenes más abyectos de la historia del ser humano.

    En 1944, las tropas alemanas que ocupaban Francia destruyeron totalmente la aldea de Oradour y dieron muerte a sus habitantes: 642 personas. A todos los hombres, las mujeres y los niños.

    Sí, 207 niños. 207 niños, repetimos. 207. Niños. Es increíble. Jamás se va a poder disculpar un crimen tan abyecto. 207 niños. Fusilados. Lo podríamos escribir cien veces pero no lo lograríamos entender, y menos disculpar. Eso lo hicieron “hombres uniformados”. Hombres. El 10 de julio de 1944. Han pasado 69 años. El actual presidente de Alemania, Joachim Gauck, ha sido el primero que se ha atrevido a viajar a esa aldea francesa. Los franceses la tienen como monumento y la han dejado tal cual la destruyeron las tropas enemigas. Todo en ruinas, hasta la iglesia. Es un lugar para que quede constancia de lo que puede llegar a hacer un poder militar sobre otro. Y fusilar a la población: 181 hombres, 254 mujeres y 207 niños. 207 niños. 207.

    En el acto que se llevó a cabo frente a las ruinas de la iglesia se abrazaron el presidente alemán, Gauck; el presidente francés, Hollande, y el único sobreviviente de la matanza, Robert Hébras, que hoy cuenta 89 años de edad.

    El abrazo de los tres hombres duró varios minutos y se los vio a los tres plenamente emocionados. Luego, los tres depositaron flores en el cementerio de la aldea. Al final de los actos, el presidente alemán escribió en el Libro de Oro de Oradour, que es un libro de duelo, lo siguiente: “Con espanto, conmovido y con repulsión estuve yo ante lo que se llevó a cabo por orden del comando alemán. Y quiero dar testimonio de que hoy existe una Alemania pacífica y solidaria. Y así tiene que ser para siempre”.

    En los ojos del presidente alemán había nuevamente lágrimas. Es que no podía ser para menos cuando vio cómo quedó en ruinas el lugar, con casas derruidas, autos y carros quemados en la calle, y tumbas, tumbas, tumbas… un monumento a la crueldad que jamás se podrá borrar.

    En la aldea más próxima a Oradour, Tulle, el ejército nazi ahorcó a 99 habitantes, que fueron colgados de balcones, como venganza por un ataque que habían sufrido por parte de partisanos.

    Pero, aparte de los detalles, lo que queda de esta lección es algo que no puede entenderse ni perdonarse: el fusilamiento de niños. 207. No queda otra cosa que repetirlo, que anunciarlo: ¡207 niños! ¡Doscientos siete niños! Porque no cabe en la cabeza de nadie, ni del más cruel.

    Como argentino no puedo dejar de recordar lo que hicieron nuestros militares durante la última dictadura: el quitarle los niños a las mujeres prisioneras encintas, en el momento de dar a luz. Y luego llevarlas a aviones militares que arrojaban vivas a esas mujeres madres al Río de la Plata o al mar. Y, al mismo tiempo, esos niños que recién habían abierto sus ojos al mundo eran regalados con preferencia a familias de militares sin hijos. Me pregunto: ¿cuál es una crueldad mayor, la de los militares alemanes en Oradour o la de los argentinos? ¿Videla, Massera y Agosti y sus secuaces?

    – – –

    Así como el presidente alemán fue a Oradour a pedir perdón, así los comandantes actuales del Ejército, la Marina y la Aeronáutica deberían hacerlo al pueblo argentino ante el monumento a Nuestras Madres Desaparecidas, que deberíamos levantar los argentinos. Porque si bien en nuestro país se llevaron a cabo juicios a casi todos los responsables de esos crímenes abyectos y cobardes, falta todavía la contrición de las instituciones como tales. El presidente de la nación alemana era apenas un niño cuando ocurrieron esos crímenes, sin embargo llevó a cabo lo que correspondía como representante de la nación culpable. Lo mismo deben imitar ante nuestro pueblo esas instituciones militares. No va a ser un desdoro, sino un gesto de humildad para que jamás vuelvan a ocurrir crímenes tan crueles y vergonzosos. Un país que sigue mirando para otro lado cuando se le reprocha ese crimen que cometió con las minorías armenias es Turquía. Pero ya lo está pagando. Ultimamente fue candidata a ser sede de las Olimpíadas, pero quedó afuera. Y esto se debió en gran parte a los movimientos populares armenios que no cejan de luchar para que por fin Turquía reconozca el nefasto crimen cometido contra un millón y medio de armenios hace casi un siglo. Buenos Aires acaba de ser testigo de las marchas de protesta que hicieron los argentinos de origen armenio contra la presencia de Erdogan, el mandatario turco durante su estada en Buenos Aires. Pero, además, siguen en la propia Turquía las protestas. Ha sido una acción armenia de puro coraje. Es que ahora el racismo de los turcos ha llegado a límites imperdonables. Los diarios alemanes acaban de publicar lo que los turcos han llevado a cabo con el llamado Gezy Park, donde existía antes el cementerio armenio.

    Señala el diario alemán Frankfurter Zeitung: “Donde están ahora el Hotel Divan y el Museo Militar hasta llegar al Hilton Hotel, era antes el cementerio armenio. Si se hace un foso en el Parque Gezy vamos a encontrar las tumbas armenias. Es que sobre ese cementerio erigieron hoteles de lujo y así ganaron una fortuna, utilizando el terreno del cementerio armenio y de la iglesia armenia. Acerca de eso ordenaron una campaña de silencio, ‘de eso no se habla’. Lo que los turcos hicieron con los armenios lo repitieron con los griegos y los arameos. Y ahora, desde hace treinta años, lo llevan a cabo con los kurdos. Lo vemos en la campaña de los diarios turcos. Todas las calles donde antes vivían los armenios ahora llevan los nombres de los genocidas turcos, lo mismo que las antiguas escuelas armenias tienen hoy el nombre de los genocidas turcos. Los armenios le acaban de gritar a Erdosian: ‘¡Terminen con los hoteles de lujo, basta con el museo militar y devuélvannos nuestro cementerio!’.”

    La lucha de los pueblos por la vida. Y a veces se obtienen triunfos. Erdogan salió derrotado de la Argentina. Con esa realidad de su país, le votaron en contra. Nada de Olimpíadas en un Estado donde la represión es la política diaria. Como decimos siempre, puede durar a veces mucho, pero al final siempre triunfa la Etica.

    Página/12 :: Contratapa :: Historias del horror

    08/04/2012

    La tentación de pinchar mails

    Filed under: Corruptores,Roubo de Informações,Sigilo da Fonte — Gilmar Crestani @ 8:14 am

    Na democracia o sigilo da fonte, que deveria ser um mérito, passa a ser uma acusação. Os grupos mafiomidiáticos, que mantinham uma simbiose com as ditaduras, mantém o vezo de se utilizar de expedientes desonestos e até criminosos para se beneficiarem no mercado das informações.  Até porque não visam punir eventuais erros mas se locupletarem com a venda de informação roubada. Nas ditaduras aprenderam que os fins justificam os meios, e nas democracias não conseguem se adaptar às relações civilizadas de respeito à privacidade e à dignidade humana. La Nación, coautora da ditadura e grande beneficiária, não consegue se desvencilhar da boca torta proporcionada pelo uso prolongado do cachimbo da ditadura.

    O Sistema Guardião, aqui no RS, não foi diferente. A RBS já não precisava contratar um agente, como Paulo Sant’ana para ter acesso privilegiado. Bastava ter senha de acessar desde qualquer computador. A fonte protegida pelos golpistas da Veja, conhecida como grampo sem áudio, visava não só atacar ao governo como proteger gente do tipo Carlinhos Cachoeira e DEMóstenes Torres. Ah, sim, e Gilmar Mendes, o magarefe do direito ao melhor estilo tucano.

    La tentación de pinchar mails

    La jueza Sandra Arroyo Salgado, citó a declaración indagatoria al ex jefe de la SIDE y a columnistas de los diarios La Nación y Perfil en la causa que investiga el hackeo a los mails de los secretarios de la Presidenta y del titular de la Corte Suprema, entre otros.

    Antes de tomarse unos días por el feriado de Semana Santa, la jueza federal de San Isidro Sandra Arroyo Salgado citó a declaración indagatoria a ocho imputados en la causa que investiga desde 2006 “la violación de secretos políticos y/o militares”. El ex titular de la Secretaría de Inteligencia del Estado durante el menemismo, Juan Bautista “Tata” Yofre, es uno de los que tendrá que desfilar entre el 16 de abril y el 5 de mayo para ser indagado como integrante del grupo que hackeaba y vendía información de mails de prominentes figuras políticas, empresariales y artísticas. Desde los secretarios de la presidenta Cristina Fernández de Kirchner hasta el titular de la Corte Suprema de Justicia, Ricardo Lorenzetti, pasando por Susana Giménez fueron víctimas de los espías informáticos. Los columnistas de La Nación Carlos Pagni y de Perfil Roberto García serán interrogados sobre el “origen ilícito de la información utilizada”; integran la pata de los consumidores y propaladores de esa data.

    La causa por violación de secreto de Estado comenzó en agosto de 2006 por una denuncia de la Secretaría de Inteligencia. Los primeros identificados como autores materiales e intelectuales del hackeo fueron dos ex agentes de Inteligencia del Ejército, que trabajaron para la SIDE y luego recalaron en la Policía de Seguridad Aeroportuaria, Iván Velázquez y Pablo Carpintero; Yofre y el general retirado Daniel Reimundes, ex secretario general del Ejército durante los gobiernos de Fernando de la Rúa y Eduardo Duhalde. La vastedad de la información recabada, clasificada en más de cincuenta carpetas, y las sucesivas chicanas judiciales de los imputados que llegaron hasta recursos de queja ante la Corte Suprema, fueron demorando las definiciones. De hecho, el fiscal Sebastián Basso realizó los pedidos a indagatoria hace dos años y medio. Recién esta semana, la jueza envió las cédulas de citación para empezar a tomar declaración a partir del lunes 15 de abril.

    La investigación cobró impulso en 2008, cuando el presidente de la Corte Suprema advirtió un intento de hackeo a su correo electrónico. Las sospechas desembocaron rápidamente en las trapizondas de Velázquez. Luego de numerosos allanamientos y de analizar el software incautado en casas y oficinas de los sospechosos, los investigadores detectaron que las víctimas podían ser decenas, y cientos los e-mails interceptados. Las propias personas hackeadas los fueron a reconocer al juzgado: desde el ex jefe de Gabinete Alberto Fernández y la ministra –por entonces a cargo de Defensa– Nilda Garré hasta el ex canciller Jorge Taiana, pasando por su sucesor, Héctor Timerman, dos secretarios de la presidenta Cristina Kirchner y el ministro Julio De Vido, y figuras como Susana Giménez, Celeste Cid y Pampita Ardohain.

    Modus operandi

    La hipótesis central en la causa es que Velázquez y Carpintero hacían el phishing (robo de datos) o el hackeo, pero quienes se ocuparon de comercializarlos y/o utilizarlos para facilitar “operaciones” –políticas o de otros ámbitos, a veces incluso difundiendo el contenido mismo de los correos– habrían sido otros. Yofre aparece como quien les daba órdenes a los espías. El delito de “violación de secretos políticos o militares” es excarcelable pero la reiteración lo agrava y puede llevar al imputado a prisión. En corrillos judiciales especulan que se los podría imputar por asociación ilícita, delito que no es excarcelable.

    Los periodistas citados

    Carlos Pagni –quien cobró notoriedad en las últimas semanas porque aludió al viceministro de Economía Axel Kicillof como “judío” “marxista”– , Horacio Alderete (responsable del portal Seprin), Edgard Mainhard, Roberto García y el empresario de medios santiagueño Néstor Ick, de estrechos vínculos con Yofre, son acusados por el fiscal de “sustracción de documentos destinados a servir de prueba y encubrimiento, por haber conocido el origen ilícito de la información y haberla utilizado a sabiendas de su ilegalidad, en beneficio propio y de terceros”.

    Apenas trascendió en los medios la causa judicial, Yofre, cuyo rostro empapeló Buenos Aires en estas semanas a raíz de la difusión de su nuevo libro 1982-Los documentos secretos de la guerra de Malvinas/Falklands y el derrumbe del proceso salió a denunciar operaciones en su contra. Llegó a presentar un recurso de queja ante la Corte reclamando la nulidad del juicio. En noviembre del año pasado, los supremos rechazaron el planteo en la causa que se lo investiga como sospechoso de “revelar de manera ilícita y con ánimo de lucro la información contenida en correos electrónicos pertenecientes a funcionarios públicos”, según informó el propio tribunal en un comunicado. Los ministros Elena Highton de Nolasco, Juan Carlos Maqueda, Raúl Zaffaroni y Carmen Argibay consideraron que no les corresponde intervenir porque no está en juego una sentencia definitiva ni hay detenidos. Esa resolución habilitó la continuidad del expediente que ahora se reactivará con los llamados a indagatoria.

    Los personajes

    En el libro SIDE. La Argentina secreta, el periodista Gerardo Young cuenta que “si algo marcó la gestión del Tata (Yofre, designado por Carlos Menem en julio de 1989) fue que devolvió a La Casa a muchos de los militares a los que habían expulsado los radicales. Y a los duros. Nombró como director de la Escuela de Inteligencia al general de brigada Carlos Martínez, el mismo que había sido jefe de la SIDE durante los últimos años de la dictadura. (…) También nombró al teniente coronel retirado Carlos Doglioli como director de contrainteligencia y a Pascual Guerrieri como director de Planeamiento. Guerrieri era un tipo de verdad pesado. Oficial de Inteligencia del Ejército, en la dictadura había dirigido centros clandestinos de detención en Rosario, tenía las manos manchadas con sangre y ni una gota de culpa”. Durante los largos años de Menem, Yofre se desempeñó también como embajador en Portugal y en Panamá. En los últimos años volvió a despuntar su vicio por la escritura, Volver a Matar, el libro que llevó Alfredo Astiz a la primera audiencia oral del juicio por los crímenes en la ESMA, inauguró la saga en la que abunda la utilización de información hasta ahora secreta.

    El espía Velázquez huyó de la Argentina a Uruguay apenas se activó la causa, allá por 2008 luego del hackeo a los correos electrónicos de Lorenzetti. Pidió asilo político en ese país pero terminó preso acusado también de violar mails de funcionarios uruguayos. Desde Montevideo le dieron una entrevista al diario Perfil en la que desmintieron su vinculación con al red de espionaje. “Nosotros desarrollamos para la SIDE en su momento un software de recepción de correspondencia electrónica orientado hacia la lucha contra el terrorismo y lo hemos ido perfeccionando. Y cuando decidimos irnos de la SIDE fuimos a la PSA, hemos aportado esa tecnología y la hemos utilizado”, explicaron. Velázquez fue extraditado a la Argentina al igual que su socio Carpintero. Velázquez tendrá que declarar nuevamente ante la jueza a partir del 15 de abril.

    En los allanamientos a los domicilios de ambos hackers, de Yofre, de Reimundes y de Alderete (Seprin) que en su momento realizó la Justicia se incautó información que alimentó las sospechas sobre la utilización política de la información robada. Un e-mail que lleva como remitente el nombre pantalla “congregacionsaleciana” tiene como destinatario a Carlos Prieto. El texto es un ofrecimiento de información. Incluye un pedido de dinero a cambio y otro de “discreción”. El correo lo firma “Tata”, el conocido apodo de Yofre. El mail no sólo echaría luz sobre el modus operandi para el presunto tráfico de correos electrónicos, sino sobre los objetivos políticos que habrían perseguido algunos de los sospechosos.

    Prieto es un abogado oriundo de Lomas de Zamora, que trabajó con Eduardo Duhalde en ese municipio y fue su lobbista en Estados Unidos en 2002. Entre las pruebas que maneja la Justicia, surgirían indicios que, además, vinculan a Yofre con el llamado proyecto “Negro el 29”, con el que Duhalde vaticinaba una crisis de gobernabilidad para Cristina Kirchner que él proyectaba capitalizar.

    La jueza Arroyo Salgado suele eludir el contacto con la prensa. Durante seis años ha acumulado pruebas que dan cuenta de la violación de mails de funcionarios políticos y judiciales del más alto rango. Si no median nuevas chicanas procesales es de esperar que el testimonio de los imputados –quiénes proveían datos y quiénes los utilizaban– corra el velo sobre los manejos de una red afecta a aprovecharse de los secretos de otros.

    Página/12 :: El país :: La tentación de pinchar mails

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