Ficha Corrida

27/07/2013

Hezbolá e FARC: a rejeição ao diálogo não resulta em paz

Filed under: Hezbolá,Oriente Médio,Robert Fisk — Gilmar Crestani @ 7:14 pm
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Israel seguirá en contacto con Hezbolá; ¿por qué nosotros no?

Robert Fisk

Así que ahora resulta que los diplomáticos europeos no pueden reunirse con el “ala militante de Hezbolá. Bueno, eso sí que no lo esperaba. Supongo que aquellos que son del ala política son los que fueron electos para el Parlamento libanés y se encuentran en el primer piso de los cuarteles de Hezbolá en un suburbio del sur de Beirut. Nuestro hombre en Líbano no debe, bajo ninguna circunstancia, tomar el elevador al séptimo piso, donde tienen sus oficinas los muchachitos barbados que lanzan cohetes hacia Israel y quienes quizá (quizá no) asesinaron a los turistas israelíes en Bulgaria.

A los israelíes les agradará todo esto, pues supuestamente ellos resultarán beneficiados. Los combatientes de Hezbolá quedarán reducidos a cero a los ojos de Estados Unidos. Permítanme no olvidar ni por un momento que nunca he conocido a un pistolero de Hezbolá que haya mostrado el menor interés por encontrarse con esos superfluos y aburridos eurodiplomáticos que gustan de revolotear por Beirut. Y la Unión Euopea ya no enviará a todos esos simpatizantes barbados en Europa esos cheques a nombre de Hezbolá. Bueno, en efecto, con eso le dimos duro a los malos.

Claro, los mismos israelíes mantienen contacto con el ala militante de Hezbolá, lo que normalmente ocurre cuando hay intercambio de cadáveres a un tipo de cambio de dos cuerpos israelíes a por 300 ó 400 muertos de Hezbolá. Yo he presenciado estos actos macabros y el interlocutor y aval de los mismos es siempre quien encabeza en ese momento el servicio de inteligencia alemán. Él mantiene excelentes relaciones con los israelíes y Hezbolá, y visita Líbano con frecuencia. ¿Y se supone que debemos creer que Alemania ya no ofrecerá sus buenos oficios a los israelíes con Hezbolá si esto significa no conversar con el ala militante de Hezbolá, siendo que Alemania es miembro de la Unión Europea?

El jefe de los espías alemanes, al igual que el de los británicos, los estadunidenses y quien sea, seguirá hablándole a los malos mientras estén involucrados sus intereses nacionales y, ante todo, los intereses de Israel.

Sin embargo, recuerdo a cierta organización tenebrosa que usó auténticos pasaportes de ciudadanos británicos para perpetrar un asesinato político en Emiratos Árabes Unidos, no hace mucho tiempo, nación cuya ala militante sí acepta ir a reuniones con diplomáticos europeos. Sólo se requirió que la ex embajadora británica en Beirut hiciera un comentario benévolo hacia el fallecido clérigo chiíta Mohammad Faddlallah para que no se considerara al difunto como miembro del ala militante. Debo agregar que Israel rugió y vociferó criticando la actitud de la diplomática.

Y, como cabía esperar, la oficina británica del extranjero y el commonwealth de su majestad se arrastró con sus acostumbradas disculpas por el hecho.

Pero, alégrense, se trata más de un chiste que de una sanción. No puedo evitar pensar en un líder político al que le encanta aprobar ejecuciones casuales. Utiliza una maravillosa máquina llamada drone y su nombre es Obama. De seguro no vamos a dejar de hablarle al ala militante cuando nuestro cuerpo militante está luchando a su lado en Afganistán.

Odiamos tanto al presidente sirio Bashar Assad que abandonamos nuestra embajada en Damasco y ahora operamos desde nuestro risible equipo Damasco, afuera de Siria, con la vana esperanza de enterarnos algún día qué está pasando en ese país. Ahora vamos a cortar todos los nexos con Hezbolá.

Bravo. Hubo un tiempo en que no la pasábamos oliendo la halitosis de los malvados, aún cuando dejaban patente lo horrendos que eran.

¿Se acuerdan de ese militar que se tragó Austria, se tragó Checoslovaquia, pero nos dio nervios sólo hasta que empezó a tragarse Polonia?

Pero al menos entonces sabíamos qué quería ese hombre miserable. Mandó a sus amigos a Praga con más fanfarria que la que hizo Hezbolá al enviar a sus hombres a Qusayr. Nos codeamos con su ala política en Berlín hasta el 3 de septiembre de 1939. Supongo que los tiempos han cambiado.

© The Independent

Traducción: Gabriela Fonseca

La Jornada: Israel seguirá en contacto con Hezbolá; ¿por qué nosotros no?

Robert Fisk e o Oriente Médio

Filed under: Oriente Médio,Robert Fisk — Gilmar Crestani @ 9:31 am
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Quem pesquisar, o google fornece o endereço para download deste livro monumental. Aliás, este e outros milhares de livros, em quase todos os idiomas, podem ser encontrados no site www.scribd.com, que recomendo!

O homem quem preenche as lacunas da História

Publicado em julho 27, 2013 por mariomarcos

ReproduçãoAo terminar a última frase dos 24 capítulos distribuídos pelas quase 1,5 mil páginas do monumental A Guerra pela Civilização, do jornalista britânico Robert Fisk, o leitor inevitavelmente ficará dividido entre dois sentimentos. Fascinado pela obra que acabou de ler e frustrado ao perceber que boa parte da história que leu, assistiu ou ouviu nas últimas décadas chegou incompleta, ou por omissão deliberada ou por incompetência dos mensageiros. O que costumam nos entregar quase sempre é a versão de apenas um lado, cheia de falhas e de deliberadas parcialidades. O livro de Fisk, insuperável como correspondente de guerra, com mais de três décadas de imersão nos principais conflitos e de reportagens e artigos no The Independent, da Inglaterra, deixa estas omissões bem claras. É como se, antes de começar seu livro, Robert Fisk pegasse uma história cheia de lacunas e reticências e saísse pelo mundo em busca das informações que completassem cada uma das sentenças. E ele faz isso neste livro excepcional.

Cada um dos capítulos é um impacto, não só pelos dados ali revelados, que mostram em detalhes alguns dos crimes mais brutais das últimas décadas – e uns um pouco mais antigos. É impossível que o leitor não se pergunte, ao fim dos capítulos, por que todas aquelas histórias chegaram tão incompletas ao conhecimento de cada um – ou foram solenemente ignoradas por agências, jornais e grandes redes de TV, o que é ainda mais grave. Fisk se encarregou de sair pelo mundo em busca das respostas, com aquela sensibilidade e coragem que caracterizam os melhores jornalistas.

Robert Fisk, um britânico de Kent, 66 anos, filho de um soldado da Primeira Guerra, de quem ouvia histórias aterradoras sobre o conflito, é o típico repórter que incomoda governantes. Por uma razão: ele não se contenta com versões oficiais. E quando desconfia delas – e quase sempre desconfia – vai na origem do problema. Não importa se precisa buscar provas entre os beduínos abandonados pelo Kuwait, as vítimas de bombas de gás ou os executivos de uma fábrica de armas. Tem autonomia e apoio para isso. O livro reúne 24 episódios desta vida de repórter investigativo. É alguém que dificilmente é ludibriado pelas benesses de quem está no poder, como fica bem claro no livro.

Fisk costuma dizer que a queda das torres gêmeas foi um desastre para o bom jornalismo. A partir daquele setembro ficou proibido perguntar por quê. Sempre que um repórter buscava razões ou pedia explicações a alguma autoridade, pronto: era considerado suspeito de simpatizar com o outro lado. Pior: boa parte do jornalismo mundial aceitou passivamente a nova situação, aderiu a ela e deixou de perguntar por que, como os poderosos queriam. Passou a relatar o fato daquele momento, a aceitar versões que dividiam o mundo entre bons e maus (todos sabem quem faz parte de um lado e outro) e a apoiar decisões que acabavam com o direito à individualidade, com a desculpa de que era uma guerra ao terror.

Fisk nunca deixou de perguntar – e de conseguir as respostas.

Se a Turquia nega o genocídio armênio, por exemplo, como sempre fez, Fisk vai até o local dos massacres e descobre esqueletos de vítimas. Montanhas deles. Fala com sobreviventes e relata uma das formas de execução: os turcos amarravam grupos de quatro ou cinco pessoas, davam um tiro na cabeça de uma e jogavam todas no rio. O morto afundava os vivos. Era uma maneira de economizar munição. A Turquia protestou duramente contra as matérias. Os leitores de Fisk ficaram orgulhosos.

Se há um massacre no campo de refugiados de Shabra e Chatila, Fisk vai até lá e monta a história verdadeira.

Vê milhares de afegãos chegando à fronteira do Paquistão para fugir do bombardeio dos aviões norte-americanos e escreve que aquelas são vítimas tão inocentes quanto as das torres gêmeas. A diferença está na atenção que cada parte recebe da imprensa e das autoridades. Ele era o único jornalista no Afeganistão nestes dias, os derradeiros do governo talibã, e estava a caminho do Paquistão quando ficou no meio da multidão de refugiados. Desceu do carro, falou com uma afegã e descobriu que ela tinha perdido um menino de um ano, outro de pouco mais de dois e uma menina de três. Todos vítimas dos bombardeios. Ele ouve, registra e leva a história para suas colunas e reportagens do The Independent. Publica e é atacado por autoridades, claro, que não entendem por que aquele jornalista não se contenta em ficar na manada e apenas reproduzir boletins oficiais.

Se um helicóptero Apache de Israel lança um míssil contra uma ambulância, no Líbano, e mata mulheres e crianças, ele revira os escombros, encontra a placa de identificação do Hellfire e vai atrás do fabricante. Descobre, com analistas, que letras e números indicam que o míssil pertencia aos fuzileiros navais americanos. Como chegou a um Apache israelense? No rastro, acaba em uma subsidiária da Boeing em Orlando, que fabrica o míssil, e entrevista os executivos, cada um deles claramente incomodado pelas perguntas. Fisk revela os meandros do contrabando oficial de armas, do desvio pelos subterrâneos e conta tudo. Está no livro.

Gostaria que todos lessem este fascinante A Guerra pela Civilização, mas não vou me iludir. É um livro de 1,5 mil páginas, denso, bem acima da média de preços e já esgotado em algumas livrarias. Mas, se fosse professor de jornalismo, trataria de usá-lo como livro de aula. Cada capítulo merece estudos e debates. Cada capítulo é exemplar sobre a conduta que deve ter um grande jornalista. Ele tem de ser honesto com seus leitores, mesmo que eventualmente alguns deles fiquem contrariados, e de nunca deixar de contar a verdade, mesmo que por vezes ela não seja agradável.

É o que Robert Fisk faz, sem ceder a pressões de governantes, sejam eles quais forem e de que lado estejam, em mais de três décadas como correspondente de guerra.

<Strong>Ele é o jornalista</strong> que todo jornalista gostaria de ser.

O homem quem preenche as lacunas da História |

02/01/2013

Oriente Médio

Filed under: Oriente Médio,Robert Fisk — Gilmar Crestani @ 7:56 am

 

Predicciones

Por Robert Fisk *

Nunca hagan predicciones sobre Medio Oriente. Mi bola de cristal se rompió hace mucho tiempo. Pero hacer predicciones sobre la región da un pedigree honorable. “Un movimiento árabe reciente, está apareciendo a la distancia”, escribió en 1883 un viajero francés que se dirigía al Golfo y a Bagdad. “y una carrera que comienza pronto reclamará su lugar debido en los destinos del Islam”. Un año antes, un diplomático británico en Jeddah dijo, “tengo el conocimiento de que la idea de libertado agita actualmente algunas mentes aún en la Mecca…”

Así que digamos esto para 2013: el “Despertar árabe” continuará, la demanda de dignidad y libertad –no nos enrosquemos aquí con “democracia”– seguirá devastando la pseudoestabilidad de Medio Oriente, causando tanto temor en Washington como lo hace en los palacios del Golfo Arabe.

En la escala épica de la historia, eso es cierto. En el centro incendiario de este descontento estarán los pedidos de un Estado palestino que no existe y que puede no existir nunca y las acciones de un estado israelí que –a través de la continua construcción de colonias para judíos y judíos solamente en tierra árabe– asegura que “Palestina” permanecerá sólo como un sueño árabe. Si el 2012 es algún indicio, los palestinos mismos se enfrentan el año que viene con el conocimiento de que: 1) ni los estadounidenses ni los europeos tienen las agallas para ayudarlos, porque 2) Israel seguirá actuando con impunidad y 3) ni los Obama ni los Cameron ni los Hollande tienen el menor interés en hacerse cargo del lobby Likudista, que comenzará a gritar “antisemitismo” en el momento mismo en que se haga la mínima crítica contra Israel.

Hay que añadir el hecho de que Mahmud Abbas y su régimen totalmente desacreditado en Ramalá seguirá haciendo concesiones a los israelíes –si no me creen, lean “Los Papeles Palestinos” de Clayton Swisher– aun cuando no hay más concesiones para hacer. Hamas y Khaled Meshaal le seguirán negando a Israel el derecho a existir –permitiendo con esto que Israel falsamente afirme que no “tiene nadie con quién hablar”– hasta la nueva guerra y el subsecuente pedido cobarde del Occidente que “instará a ambos lados a contenerse”, como si los palestinos poseyeran los tanques Merkava, F-18 y aviones no tripulados. ¿Una tercera Intifada? Quizá. ¿Un acercamiento a la Corte Internacional para condenar a Israel por crímenes de guerra en construir colonias judías en la tierra de otros? Quizás. Pero ¿y qué? Los palestinos ganaron un caso de la Corte Internacional que condenaba la construcción del muro apartheid/seguridad –y no sucedió absolutamente nada.

Ese es el destino de los palestinos. Les dicen la gente como Tom Friedman que abandonen la violencia y adopten las tácticas de Gandhi: y cuando lo hacen, igualmente pierden y Friedman permanece en silencio. Era, después de todo, Gandhi quien dijo que la civilización occidental “sería una buena idea”. Así que malas noticias para Palestina en 2013.

¿Irán? Bueno, los iraníes entienden Occidente mucho mejor de lo que nosotros entendemos a los iraníes –muchos de ellos, recuerden, fueron educados en Estados Unidos–. Y tienen una forma intrigante de salir por encima, hagan lo que hagan. George Bush (y Lord Blair de Kut al Amara) invadieron Afganistán y liberaron a los iraníes chiítas de su enemigo sunnita, al que siempre llamaron el “Talibán negro”. Luego Bush-Blair invadieron Irak y se liberaron del más detestable enemigo de la República Islámica, Saddam Hussein. Así Irán ganó ambas guerras, la afgana y la iraquí, sin disparar un solo tiro.

No cabe duda de que Irán dispararía uno o dos tiros si Israel/Estados Unidos –los dos son intercambiables en Irán así como en muchos otros países de Medio Oriente– fueran a atacar sus complejos nucleares. Pero Israel no tiene estómago para una guerra abierta contra Irán –la perdería– y Estados Unidos, habiendo perdido dos guerras en Medio Oriente, no tiene gran entusiasmo en perder una tercera. Las sanciones –y aquí está el verdadero némesis potencial de Irán– están causando mucha más miseria que los F-18 de Israel. ¿Y por qué está Estados Unidos amenazando a Irán en primer lugar? Hemos escuchado que cabezas nucleares pueden “caer en las manos equivocadas”, como el gas que podría “caer en las manos equivocadas” en Siria; o en Gaza, para el caso, donde la democracia “cayó en las manos equivocadas” cuando Hamas ganó las elecciones en 2006.

* De The Independent de Gran Bretaña. Especial para Página/12.

Traducción: Celita Doyhambéhère.

Página/12 :: El mundo :: Predicciones

30/11/2012

Golpe de Europa a Netanyahu

Filed under: Benjamin Netanyahu,Israel,Oriente Médio,Palestina,Robert Fisk — Gilmar Crestani @ 8:55 am

Robert Fisk

Así pues, ya no tengo que poner Palestina entre comillas. Sólo Palestina. De vuelta al feudo otomano de Palestina, a la Palestina del mandato británico y al cumplimiento –si alguna vez llega– de la Palestina dividida por la ONU en 1947, hace exactamente 65 años: la Palestina árabe, que el viejo rey Abdalá –el padre de Hussein– anexó a Jordania. Si es que hay, desde luego, suficiente espacio para la Palestina árabe entre la maraña de colonias judías y caminos coloniales ya construidos y los que se siguen construyendo, con total impunidad y contra el derecho internacional, por todo el Estado viable de Palestina del que lord Blair de Kut al-Amara y el resto de nuestros amos hablan con tanto desparpajo.

Pero no se trata de eso ahora, ni para los palestinos ni para los israelíes. Lo que los palestinos y la izquierda israelí necesitan ahora es una sustancial votación europea occidental por un Estado palestino no miembro en la Organización de Naciones Unidas. Ya supimos ayer que Francia está a bordo, junto con Luxemburgo y España. François Hollande se puso un poco histérico en semanas recientes, reculando de su promesa de campaña de apoyar el reconocimiento internacional de un Estado palesino al decir a Benjamin Netanyahu, hace un mes, que quería negociaciones sin precondiciones entre israelíes y palestinos más que una votación en la ONU. Pero obviamente el Quaid’Orsay lo pensó mejor.

Para la izquierda israelí eso era esencial. Temía que si únicamente los países no democráticos del mundo votaban por Palestina, Netanyahu estaría en condiciones de decir que, como Mahmoud Abbas sólo pudo ganar la votación con ayuda de extremistas, déspotas y potentados, Israel podía clamar una victoria moral y desentenderse de la cuestión. Pero si las verdaderas democracias de Europa apoyaban a Palestina, sería una catástrofe para Netanyahu. Desde luego, hasta esta mañana –si se cumplió el plazo– no sabíamos cómo votaría Alemania. Y todos sabemos por qué.

Inútil decir que ya los palestinos celebraban 24 horas antes de la votación. En Medio Oriente las celebraciones son un asunto riesgoso. Las esperanzas siempre resultan defraudadas. Pero la votación debe ser también un golpe para Estados Unidos, cuyo presidente ha mantenido su acostumbrada obediencia perruna a Netanyahu, suplicando en vano al mundo que siga la línea israelí-estadunidense: negociaciones directas de paz con los palestinos, aun si la construcción de colonias israelíes prosigue a un ritmo colosal, en vez de cualquier reconocimiento. Luego que Israel entregó a Hamas el enorme reconocimiento político de un cese del fuego, la semana pasada, Abbas necesitaba un reconocimiento infinitamente más importante para toda Palestina en las primeras horas de la mañana.

Los israelíes habían hecho circular entre los ministros del exterior del mundo sus esperanzas de que Palestina no sería reconocida en la ONU, y en privado sugerían toda clase de cochinadas si no se conceden sus deseos: construcción en masa de colonias, cese de toda negociación, mayor retención del dinero que se adeuda legalmente a la Autoridad Palestina. Pero, a decir verdad, son amenazas del Likud y de la derecha, más que de Israel. El país en conjunto –en especial la izquierda– no parece compartir esta visión del mundo. La paz a cualquier precio no sería un buen punto de partida, pero la paz al precio de Netanyahu no es atractiva para todos los israelíes.

Y para la mañana del sábado habremos descubierto si David Cameron se apegó a lo que parece ser el sentir de millones de británicos –una votación por Palestina en la ONU– o si prefirió el estatus de lord Blair, el de verdadero sirviente de la Casa Blanca y de Israel.

© The Independent

Traducción: Jorge Anaya

La Jornada: Golpe de Europa a Netanyahu

24/11/2012

Quantos votos valem um bebê assassinado?

Filed under: Benjamin Netanyahu,Israel,Palestina,Robert Fisk,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 7:59 am

 

¿Qué se ganó, además de la relección de Netanyahu?

Robert Fisk

¿Para qué sirvió todo? El bebé palestino de 11 meses asesinado junto con toda su familia por un piloto israelí; los más de 150 palestinos muertos, dos tercios de ellos civiles, seis israelíes fallecidos, mil 500 ataques aéreos sobre Gaza, mil 500 cohetes lanzados contra Israel. ¡Qué simetría tan terrorífica! ¿Todo esto se hizo para que se nos olviden los miles de millones de dólares que Israel gastó para lograr un cese el fuego? No un tratado de paz, ni siquiera una tregua, antes de la próxima guerra contra Gaza.

Los cínicos abundan en Israel, no sin razón: Fin de la operación militar, comienza la campaña electoral, fue el encabezado de este jueves del diario Jerusalem Post, pese a que el rotativo dio su acostumbrado apoyo a la guerra contra Gaza.

Es seguro que la campaña del primer ministro Benjamin Netanyahu para las elecciones de enero comenzó en el momento en que ordenó el asesinato del líder militar de Hamas, Ahmed Jaabari, hace poco más de una semana.

En efecto, el bombardeo a Gaza se transforma sin transiciones en el proyecto de relección de Netanyahu: si lo que los israelíes quieren es seguridad, ya saben por quién votar.

¿De verdad lo saben? Fue evidente que después de que comenzó el cese del fuego la noche del miércoles, Netanyahu estaba preocupado.

Estoy consciente de que hay ciudadanos que esperaban acciones militares aún más duras, dijo. Pero los retos de Israel se han vuelto más complejos al transcurrir los años. Bajo estas condiciones debemos dar un golpe de timón hacia la responsabilidad de Estado con sabiduría. Muy interesantes las palabras que escogió, aunque ninguna fue digna de Churchill.

Durante años Netanyahu ha estado presionando con la cada vez más intensa colonización de Cisjordania con la construcción de asentamientos en tierras robadas a los árabes y negando, para todo efecto, la posibilidad de un futuro Estado palestino, con lo que ha dado un golpe de timón hacia una tempestad futura. Si los palestinos no logran un Estado, Israel no tendrá paz y los cohetes que hasta ahora ha lanzado Hamas serán una simple molestia comparados con lo que está por venir.

Benjamin Netanyahu, con toda seguridad, ha mejorado las posibilidades electorales de Hamas y, más o menos arruinado el futuro político de Mahmoud Abbas, quien es el interlocutor palestino aceptado tanto por Israel como por Estados Unidos. Abbas ha desperdiciado su tiempo en su palacio de Ramalá, volviéndose más irrelevante con cada ataque aéreo israelí. Por más que luche por el reconocimiento de Palestina como Estado no miembro de la ONU, si es que ese es todavía su plan, de todos modos no podrá igualar la nueva popularidad de Hamas ni la importancia que ahora tienen los nexos del grupo palestino con el presidente Mohamed Mursi de Egipto. Estadistas, por así llamarlos, de Egipto, Turquía y países del Golfo viajaron a Gaza para dar su apoyo moral a los palestinos, no a Ramalá.

De manera muy extraña, las políticas de autoengaño de las que Israel se alimenta con frecuencia desde la segunda guerra contra Líbano en 1982, por ejemplo, regresaron este mes. En Washington, el embajador israelí, Michael Oren, argumentó que la guerra contra Gaza comenzó en 1948, el día que las fuerzas árabes se movilizaron para destruir al recién declarado de Israel, pero esto no es verdad.

La guerra en Gaza comenzó cuando Israel expulsó a 750 mil palestinos de sus hogares en ese mismo año, y obligó a miles de ellos a instalarse en campos de refugiados en Gaza. Son los hijos y nietos de esos refugiados los que han lanzado proyectiles contra Israel, apuntando muchas veces a las tierras que alguna vez fueron propiedad de sus familias.

Pero Michael Oren continúa con su extraño recuento histórico. Al parecer, él cree que en 1948 los árabes estaban enardecidos por su extremismo religioso, y que la crisis de Suez de 1956, planeada con anticipación por Israel, Gran Bretaña y Francia después de que Nasser nacionalizó el canal, fue un intento árabe por destruir a Israel.

Este jueves Ophir Falk, del Instituto Internacional para el Contraterrorismo en la ciudad costera israelí de Herzliya, tuvo el descaro de escribir que el ejército israelí practicó la contención al limitarse a atacar únicamente a combatientes y sus instalaciones, mientras Hamas premeditadamente lanzó cohetes contra civiles israelíes y sus hogares.

Pero si los pilotos israelíes se limitaron a atacar a combatientes ¿por qué dos tercios de los más de 150 palestinos muertos eran hombres, mujeres y niños; no combatientes? ¿Tan mal entrenados están los pilotos israelíes?

Usted no entiende lo serio que son estos ataques de cohetes para nuestro pueblo, me regañó el jueves un funcionario del gobierno israelí. No estoy tan seguro, y me pregunto si él entiende lo serio que son los ataques israelíes para el pueblo palestino.

© The Independent

Traducción: Gabriela Fonseca

La Jornada: ¿Qué se ganó, además de la relección de Netanyahu?

09/09/2012

Fora da RBS, Mario Marcos virou jornalista

Filed under: Carlos Marighella,Mario Marcos,Robert Fisk — Gilmar Crestani @ 10:46 am

Fica provado que trabalhar na RBS faz mal à liberdade de expressão e o ambiente cerceia a criatividade. Como mostrava uma velha charge do Coojornal, o colonista da RBS tem toda liberdade de expressar a vontade do patrão.

“Vou contar um segredo: seu tio é Carlos Marighella”

Publicado em setembro 8, 2012por mariomarcos

O britânico de Kent Robert Fisk, 66 anos, uma das minhas admirações no jornalismo, costuma deixar claro nos seus textos, livros e colunas que é preciso sempre olhar por cima do muro para enxergar a verdade também do outro lado. Correspondente internacional do jornal The Independent, talvez o maior conhecedor da história e dos conflitos do Oriente Médio, Fisk mergulha nas razões de todos os lados. Não se limita a ouvir e acreditar nas versões oficiais, desconfia dos donos da verdade e rejeita aceitar os rótulos que principalmente os ocidentais costumam colar nos árabes, quase sempre sem distinções. Ele costuma angariar antipatias por esta atitude, por contrariar poderosos e denunciar mentiras (como aquela das armas de destruição em massa para justificar a invasão de um país) e, especialmente, pela irresistível vocação firmada em décadas de bom jornalismo de agir quase sempre com ceticismo – até que os fatos comprovem as informações recebidas.

De uns tempos para cá, felizmente, escritores, jornalistas, investigadores e cineastas brasileiros têm seguido o manual e olhado por cima do muro para preencher algumas lacunas de nossa história recente.

A exemplo de Fisk, são pessoas que não aceitam que a anistia signifique esquecer tudo, não se limitam a ouvir a palavra oficial, nem a repetir rótulos que ouviram ao longo das últimas décadas, especialmente pelos fiéis defensores da ditadura.

Investigam, buscam informações, apresentam o personagem e deixam que o público faça seu julgamento – livremente, sem censuras, como deve ser em uma democracia.

Isa Grinspum Ferraz (foto), uma cineasta nascida no Recife há 54 anos, fez assim. Foi atrás das peças para montar a vida de um dos personagens da história brasileira. O resultado é o documentário Marighella, em exibição nos cinemas, sobre o líder da Ação Libertadora Nacional, preso inúmeras vezes, torturado e por fim morto em uma rua de São Paulo pelos policiais do delegado Fleury. Era então o inimigo público número 1 da ditadura. Sobrinha de Carlos Marighella, Isa partiu de uma carta escrita pelo próprio tio para mostrar aos brasileiros quem foi realmente este militante que, ao contrário da imagem que construíram dele, não lutou apenas contra a ditadura militar. Ele fez parte de movimentos sociais desde as primeiras décadas do século passado, enfrentou o Estado Novo, foi preso, proscrito, viveu escondido e, de acordo com suas convicções, lutou quando houve o golpe de 1964.

Ao decidir pesquisar sobre a vida de seu tio, Isa recebeu das mãos de Clara, mulher do líder da ALN, uma pasta com os raros documentos preservados de Marighella (foto). Com base neles e em uma série de depoimentos de antigos companheiros de lutas, parceiros, pesquisadores, historiadores, jornalistas, Isa produziu um documentário valioso para se entender uma parte da história brasileira – e para se perceber como certas informações, repetidas como verdade por décadas, não resistem a uma rápida análise.

Filho de um italiano e de uma negra filha de escravos de uma tribo africana famosa por não aceitar a dominação passivamente, baiano de Salvador, herdou da mãe o DNA da rebeldia. Defendia, desde os anos 30, um modelo de sociedade tipicamente brasileiro. Comunista desde sempre, foi candidato e se elegeu deputado da Assembleia Constituinte de 1946, rejeitava sistemas políticos importados e achava que um programa social tipicamente brasileiro, para ser autêntico, tinha de incluir futebol, samba e carnaval – uma de suas paixões (era capaz de se fantasiar e desfilar pelas ruas mesmo quando era perseguido).

Sem imagens filmadas do tio, Isa edita seu filme a partir de fotos, filmes antigos de época, reportagens de jornais e as entrevistas com gente que conviveu com Marighella. Um dos depoimentos é do filho do primeiro casamento do líder da ALN, que só foi conhecer o pai aos sete anos.

– Ele chegou, me pegou no colo e foi como se nunca tivéssemos deixado de nos ver – recorda o filho, sem esconder a emoção.

Na narração do filme, Isa recorda que o tio chegava tarde e saía cedo, fazia raras visitas aos familiares, nunca dizia onde ia, lia muito e tinha paixão por poesia. Deixou várias delas no arquivo preservado por Clara e nas cartas escritas aos familiares. Uma delas remete à criatividade dos tempos de estudante. Durante uma prova de física, o então estudante Marighella explicou todos os detalhes e funções de um espelho, de raios a ângulos, de reflexos a curvas, em forma de poesia.

– Um dia, faz 40 anos, recorda Isa no início de seu filme, eu estava indo com meu pai para a escola e ele disse: ‘Vou te contar um segredo: seu tio Carlos é o Carlos Marighella’. Tio Carlos era casado com tia Clara. Eles estavam sempre aparecendo e desaparecendo de casa. Era carinhoso, brincalhão, escrevia poemas pra gente. Nunca tinha associado o rosto dele aos cartazes de ‘Procura-se’ espalhados pela cidade.

Isa fez como Robert Fisk. Não tenta convencer ninguém, apenas fala sobre um personagem que nem ela conhecia bem. Pesquisa, reconstitui, investiga. Ninguém precisa concordar com o que verá na tela, nem temer deixar o cinema simpatizando com o personagem, mas ao menos terá a chance de conhecer o outro lado da história para que eventuais julgamentos sejam mais justos.

Enfim, Isa leva seu público a olhar por cima do muro.

http://mariomarcos.wordpress.com/

08/08/2012

Los tesoros antiguos pulverizados de Siria

Filed under: Oriente Médio,Robert Fisk,Síria,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 9:09 am

Alguma diferença com o que os americanos fizeram com o museu do Iraque? Relíquias das culturas dos Sumérios e Caldeus foram roubadas e hoje ornam casas de ex-soldados. Ex-soldados como este que entrou num templo Sik e assassinou 7 pessoas. O botim de guerra não foi inventado pelos EUA, mas virou uma prática cultural que os americanos praticam mesmo quando não estou em guerra. Robert Fisk é provavelmente o ocidental com melhor conhecimento sobre o Oriente Médio, e faz se trabalho em livro e em jornais como The Guardian. Seus artigos aparecem nos principais jornais do mundo, principalmente os de esquerda. Os de direita só atendem a quem os finanCIAm!

Los tesoros antiguos pulverizados de Siria

Robert Fisk

Foto

Bosra, ciudad del sur de Siria, alguna vez capital de la provincia romana de Arabia, era una parada importante en la antigua ruta de las caravanas hacia La Meca. Un magnífico teatro romano del siglo II, ruinas romanas y bizantinas, así como varias mezquitas se encuentran dentro de sus murallasFoto Sitio de Internet de la Unesco

Los invaluables tesoros de la historia siria –castillos de los cruzados, mezquitas antiguas, iglesias, mosaicos romanos, las reconocidas ciudades muertas del norte y sus museos repletos de antigüedades han caído en manos de saqueadores y destructores que hay tanto en las filas de los opositores como del ejército mientras los combates envuelven al país. Si bien los monumentos y museos de las dos principales ciudades, Damasco y Alepo, se han salvado en su mayor parte, reportes a lo ancho y largo de Siria hablan del daño irreparable que han sufrido patrimonios sin igual en todo Medio Oriente. Incluso el magnífico castillo de Krak des Chevaliers, descrito por Lawrence de Arabia como quizás el mejor conservado y más admirable del mundo, y mismo que Saladino no logró conquistar, ha sido bombardeado por el ejército sirio, que dañó la capilla de los cruzados que se encuentra en su interior.

La destrucción de los tesoros históricos de Irak durante la secuela anárquica de la invasión angloestadunidense de 2003, el pillaje en el museo nacional, la quema de la biblioteca coránica, la destrucción de las antiguas ciudades sumerias, podría repetirse en Siria. Según denuncias de arqueólogos sirios y de occidentales especializados en la edad de bronce y ciudades romanas, afirman que el templo asirio fue destruido en Tell Seij Hamad; que hubo daños masivos en los muros y las torres de la ciudadela en torno al castillo Al Madiq, una las más famosas fortalezas de los cruzados en la región y que originalmente fue conquistada por Bohemundo primero de Antioquia en 1106.

Además, han sido saqueados los magníficos mosaicos romanos de Apamea, donde los ladrones usaron bulldozers para levantar completos los pisos romanos y trasladarlos a otros sitios. Increíblemente, lograron llevarse también dos gigantescos capiteles que estaban encima de los portales de la Decumanus; la principal avenida que cruzaba la ciudad romana de este a oeste.

En muchos casos, rebeldes armados han buscado santuarios tras los gruesos muros de antiguos palacios, sólo para descubrir que el ejército sirio no vacila en despedazar estos edificios históricos para destruir a sus enemigos. Encarnizadas batallas entre rebeldes y tropas sirias han ocurrido en medio de las ciudades muertas, que son cientos de poblados greco-romanos dispersos en las afueras y alrededor de Alepo, y que alguna vez fueron el corazón de la Siria antigua.

Unidades militares del gobierno han ocupado el castillo de Ibn Maan, en la ciudad romana de Palmira, y desplegado sus tanques y vehículos artillados en el Vallede las Tumbas, al oeste de la antigua ciudad. Existen reportes de que las milicias oficialistas han cavado trincheras dentro de las ruinas romanas.

La situación actual del patrimonio histórico sirio es catastrófica, según Joanne Farchakh, arqueóloga libanesa que también investigó la destrucción y el pillaje de los tesoros históricos de Irak a partir de 2003 y ayudó al museo de Bagdad a reclamar algunas de sus piezas robadas. Uno de los problemas es que durante los diez años previos a la guerra el régimen sirio estableció 25 museos culturales en todo el país para fomentar el turismo y conservar objetos valiosos en dichos sitios. En muchos de ellos se colocaron monumentos de piedra en jardines exteriores, en parte para demostrar que el régimen era lo suficientemente fuerte para protegerlos. Ahora el museo de Homs ha sido saqueado, quién sabe si por rebeldes o por milicias del gobierno, y vendedores de antigüedades me dicen que los mercados de Jordania y Turquía están inundados de artefactos provenientes de Siria, señaló la experta.

Existe, desde luego, un cuestionamiento moral en torno a nuestra preocupación por la destrucción de tesoros de la historia. Un simple sentimiento de humanidad indica que la muerte de un solo niño sirio en medio de 19 mil muertos que contabilizan como saldo de la tragedia en Siria desde luego tiene más peso que el robo y la desaparición de 3 mil años de civilización. Cierto, pero la pulverización y el hurto de ciudades históricas completas priva a millones de personas que forman las futuras generaciones del derecho que tienen de conocer la semilla de sus propias vidas. Siria siempre fue conocida como la tierra de las civilizaciones. Damasco y Alepo están entre las ciudades habitadas más antiguas del mundo y Siria es el lugar en que nació la sociedad agraria. El terrible conflicto que devora al país nos privará, y a nuestros descendientes, para siempre de esta narración.

Merecen enorme crédito los arqueólogos sirios que de manera anónima se han dado a la tarea de catalogar la destrucción de los sitios históricos de todo el país. El gobierno ha bombardeado poblados que existen dentro de ciudades antiguas; los opositores aparentemente se han refugiado en en una pequeña localidad civil que está construida en las maravillosas ruinas de Bosra, y que contiene uno de los teatros romanos mejor conservados del mundo, lo cual no ha impedido que edificios circundantes hayan sido destruidos. Ataques similares han acabado con los cimientos de edificios bizantinos en Al Bara, Deir Sunbel y AinLarose, en el norte de Siria.

En el monasterio de Sednaya, aparentemente fundado por el emperador Justiniano, donde los habitantes aún hablan arameo, la lengua de Jesús, granadas han dañado la sección más antigua del edificio, que data del año 574. La mezquita de Umayad, en Deraa, es una de las estrucutras de la era islámica más antiguas de Siria, construida por órdenes del califa Irmar Ibn Khattab, y también ha quedado dañada.

Sin caer en cuenta de la ironía que implica usar el término que emplea el mundo occidental para llamar a los enemigos del Estado, el doctor Bassam Jamous, nombrado por el gobierno director general de antigüedades en Siria, afirma que terroristas han usado como blancos edificios históricos en Damasco, Alepo, Bosra, Palmira y la ciudadela de Salah al Din (Saladino). Ésta última fue una fortaleza de los cruzados tomada por el héroe guerrero kurdo en 1188; el mismo año que recapturó Jerusalén para los musulmanes de manos de Balian Ibelin.

Hace algunos meses, las autoridades sirias reportaron el robo de una estatua dorada del siglo VIII antes de Cristo de un dios arameo, y que sigue desaparecida a pesar de que se notificó a Interpol. En ese momento se admitieron robos en museos gubernamentales en Deir ez Zor, Raqqa, Maarat al Numan y Aqlaat Jaabar. Hiba Sahel, diector sirio de museos, ha confirmado que objetos del museo de Alepo han sido transferidos a bóvedas del banco central de Damasco para resguardarlos.

El grupo Patrimonio Arqueológico de Siria en Peligro está formado por especialistas sirios que llevan una lista de la destrucción y el robo de los tesoros; en su página web ha denunciado que el primer ministro sirio, Adel Safar, escribió a sus colegas de gabinete en julio del año pasado para advertirles que el país está amenazado por grupos criminales con armas de alta tecnología que se especializan en el robo de manuscritos y antigüedades, así como en saquear museos. Los arqueólogos consideran que esta misiva es muy extraña pues parece advertir de un pillaje antes de que ocurriera, lo cual sugiere que los funcionarios del régimen pudieron haber preparado formas para ser ellos quienes robaran y vendieran de forma privada el patrimonio histórico del país, cosa que ocurrió durante el gobierno del padre del presidente, el difunto Hafez Assad.

Es así como el saqueo y la destrucción se encuentran en el orden del día de todos los bandos del conflicto, junto con los ladrones que se mueven por todos los sitios históricos cuando la seguridad de un Estado se evapora. En realidad, Siria siempre ha sufrido –y su gobierno siempre ha tolerado– una cantidad limitada de robo en sitios históricos para mejorar la economía en zonas pobres del país y enriquecer a los mafiosos del régimen. Pero lo que sucede ahora tiene dimensiones épicas y aterradoras. En lo tocante a antiguas iglesias, casas y calles de Homs, puede olvidarlas, ya no existen, afirmó la arqueóloga Joanne Farchakh. La especialisa en baluartes históricos familiarizada con las guerras en Líbano, Irak, el norte de Chipre y Siria, expresa con tristeza que está informada de que ladrones han cavado hoyos, de varios metros de diámetro, en zonas que albergan construcciones del segundo milenio antes de Cristo para desenterrar tesoros prehistóricos.

Mucha de esta destrucción ocurre no sólo en el mundo de la Roma antigua, de las Cruzadas y de la conquista y renacimiento musulmanes, sino en la tierra de los terroristas originales, de los asesinos cuyos sangrientos ataques contra toda autoridad se llevaron a cabo hace miles de años por órdenes de el viejo de las montañas. El mismo hombre que sitió el castillo de Al Madiq, que fue bombardeado por el ejército sirio en un hecho que quedó plasmado y puede adquirirse grabado en cinta de video.

© The Independent

Traducción: Gabriela Fonseca

La Jornada: Los tesoros antiguos pulverizados de Siria

07/08/2012

Golpe duro, pero no letal

Filed under: Oriente Médio,Robert Fisk,Síria — Gilmar Crestani @ 9:33 am

Robert Fisk

El desertor de más alto rango a la fecha –el primer ministro sirio Riad Hiyab– dejó este lunes al presidente Bashar Assad y se dirige hacia el patrocinador que mejor paga a los rebeldes de su país: el Estado de Qatar, retacado de petróleo.

En una guerra brutal que abunda casi tanto en cinismo con en sangre, la partida de Hiyab, si bien es un golpe altamente simbólico al régimen, no constituye un impacto directo al presidente.

Al igual que los generales y diplomáticos que lo han precedido hacia el exilio, el primer ministro es musulmán sunita, cuando el apoyo a Bashar dimana de la minoría alauita en el partido Baaz y el gobierno. Esa minoría sigue leal a él.

Encargó a su vocero en Jordania anunciar que ha desertado de la matanza y del régimen terrorista, que se ha unido a las filas de la revolución de la libertad y la dignidad, y que por tanto es desde este lunes un soldado de la bendita revolución.

Sin embargo, parece improbable –por bendita que sea la revolución– que el un tanto voluminoso Hiyad se ponga a disparar un lanzagranadas desde las barricadas de Alepo. Más probable es que se una al confuso amasijo de antiguos leales al régimen que ahora se congregan en torno a tres gobiernos en el exilio separados y a menudo antagónicos, la mayoría agradecidos con el inmensamente rico emirato de Qatar, para no mencionar al profundamente democrático reino de Arabia Saudita, que respaldan la revolución.

El propio gobierno sirio se ha apresurado a afirmar que Hiyad ya había sido destituido cuando huyó –declaración que sólo quienes aún creen en los Santos Reyes podrán aceptar–, pero Bashar designó de inmediato un remplazo, Omar Galauanyi, de Tartús, quien ya era ministro en el gobierno.

Por cierto, las raíces de Hiyad son interesantes. Proviene de la ciudad de Yirbet Gazel, en la provincia de Deraa, donde se inició la revolución, luego que la policía del gobierno torturó y mató a un chico de 11 años.

Aún más importante es que Hiyad es primo del vicepresidente Farouk al-Sharaa, también sunita pero miembro clave de la camarilla de ministros que toma las decisiones del régimen. Muchos sospechan que Al-Sharaa, leal y muy efectivo ministro del exterior en tiempos de Hafez Assad, padre de Bashar, podría también defeccionar –su única declaración reciente fue para negar que lo hubiera hecho–, pero no parece probable.

Luego de 20 años de servir a los baazistas, Al-Sharaa es considerado por Bashar digno de toda su confianza. Sin embargo, dadas las deserciones recientes, hay que rematar tales oraciones con un por el momento. La huida de Hiyad de Damasco constituye sin duda un golpe más severo a la cada vez más descolorida reputación del partido Baaz, fundado como institución secular abierta a todas las religiones por, entre otros, el cristiano Michel Aflaq. La creciente deserción de figuras sunitas del régimen sirio y del ejército mete una cuña en un partido ya fracturado.

Según el vocero de Hiyad –cuya retórica no está exactamente a la altura de su credibilidad–, el ex primer ministro se vio obligado a aceptar su elevación de ministro de agricultura, hace dos meses, porque lo habían amenazado con ejecutarlo.

Parece un cuento chino. No es probable que el presidente Assad haya designado a un premier a punta de pistola, porque sin duda el pobre hombre habría desertado. Lo cual, sin duda, es lo que Hiyad hizo.

© The Independent

Traducción: Jorge Anaya

La Jornada: Golpe duro, pero no letal

01/08/2012

Guerra de mentiras

Filed under: Oriente Médio,Robert Fisk,Síria — Gilmar Crestani @ 9:57 pm

Já se viu no Oriente Médio uma guerra em que impera tamanha hipocrisia? Uma guerra de tamanha covardia, de moral malvada, com tamanha falsa retórica e vergonha pública? Não me refiro às vítimas físicas da tragédia na Síria. Refiro-me às mentiras e à falsidade dos nossos governantes e da nossa opinião pública – tanto no Oriente como no Ocidente –, em ambos os casos dignas de risos: não são senão uma horrível pantomima mais característica de uma sátira de Swift do que de Tolstói ou de Shakespeare. O artigo é de Robert Fisk.

Robert Fisk – Página/12

(*) Publicado originalmente em português no IHU Online.
Enquanto Qatar e Arábia Saudita armam e financiam os rebeldes sírios para derrubar a ditadura alauíta-baazista-xiíta de Bashar al-Assad, Washington não faz nenhuma crítica contra essas nações. O presidente Barack Obama e a sua secretária de Estado, Hillary Clinton, dizem que querem democracia para a Síria, mas o Qatar é uma autocracia, e a Arábia Saudita está entre os mais perniciosos califados ditatoriais do mundo árabe. Os governantes de ambos os Estados herdam o poder de suas famílias, assim como fez Bashar, e a Arábia Saudita é uma aliada dos opositores salafistas waabitas da Síria da mesma forma que foi uma fervorosa defensora do Talibã medieval durante as épocas obscurantistas do Afeganistão.
Certamente, 15 dos 19 sequestradores e assassinos em massa do 11 de setembro de 2001 eram sauditas, razão pela qual, é claro, bombardeamos o Afeganistão. Os sauditas reprimem a sua minoria xiita da mesma forma que hoje desejam destruir a minoria alauíta-xiita da Síria. E assim acreditamos que a Arábia Saudita quer democracia para a Síria?
Depois, temos o Hezbollah xiíta, milícia-partido no Líbano, mão direita xiita do Irã e simpatizante do regime de al-Assad. Durante 30 anos, o Hezbollah defendeu os xiitas oprimidos do sul do Líbano contra as agressões de Israel. Apresentaram-se como defensores dos direitos dos palestinos na Cisjordânia e em Gaza, mas agora que enfrentam o lento colapso do seu inescrupuloso aliado na Síria roubaram a sua língua. Nem eles, nem o seu principesco líder, Sayed Hassan Nasrallah, disseram uma palavra sobre as violações e os assassinatos em massa de sírios pelas mãos dos soldados de Bashar e da milícia shabiha.
Também temos os heróis dos Estados Unidos: Clinton, a secretária de Defesa, Leon Panetta e o próprio Obama. Clinton lançou uma enérgica advertência a Assad. Panetta, o mesmo que mentiu várias vezes para as últimas forças norte-americanas no Iraque sobre a velha história sobre o nexo entre Saddam e o 11 de setembro, anuncia que as coisas se precipitam e estão fora de controle na Síria. Essa foi a situação durante ao menos seis meses. Só agora estão se dando conta? Obama disse na semana passada que, dado o arsenal de armas nucleares que o regime tem, continuaremos deixando claro para Assad que o mundo o está observando.
Pois bem, não foi um jornalzinho chamado A Águia Siberiana que, temeroso do que a Rússia poderia fazer na China, declarou que estava observando o czar da Rússia? Agora chegou a vez de Obama enfatizar a ínfima influência que ele tem sobre os conflitos do mundo. Bashar al-Assad deve estar tremendo de terror dentro de suas botas.
Na realidade, será que o governo norte-americano irá querer abrir os arquivos das atrocidades de al-Assad para vê-los em plena luz do dia? Há poucos anos, o governo Bush enviava muçulmanos a Damasco para que os torturadores de Bashar al-Assad arrancassem as unhas para obter informações, e os mantinha presos a pedido de Washington no mesmo buraco inferno que os rebeldes fizeram voar aos pedaços na semana passada. As embaixadas ocidentais, com muito rigor, enviavam a esses torturadores perguntas para serem feitas nos interrogatórios das vítimas. Assad, vocês sabem, era o nosso bebê.
Também há essa nação vizinha que nos deve tanta gratidão: o Iraque. Na semana passada, perpetraram-se, em um dia, 29 ataques com bomba em 19 cidades, com um saldo de 111 civis mortos e 235 feridos. No mesmo dia, o banho de sangue sírio se consumou com mais ou menos o mesmo número de baixas inocentes. Mas o Iraque já está muito abaixo no plano em que se dá prioridade à Síria. Uma democracia jeffersoniana etc., etc. Então, essa matança ocorrida ao leste da Síria teve pouco impacto, certo? Nada do que fizemos em 2003 tem a ver com o atual sofrimento no Iraque, certo?
E depois estamos nós, os amados progressistas que rapidamente lotamos as ruas de Londres para protestar contra os massacres israelenses de palestinos, com muita razão, é claro. Quando os nossos líderes políticos se comprazem em condenar os árabes pelas suas selvagerias, mas são muito tímidos para dizer uma palavra de crítica morna quando o Exército israelense comete crimes contra a humanidade, ou assiste aos seus aliados fazerem o mesmo no Líbano, as pessoas comuns devem lembrar ao mundo que não são tão covardes quanto os seus políticos. Mas quando a contagem de mortes na Síria alcança 15 mil ou 19 mil, talvez 14 vezes o número de fatalidades decorrentes do feroz ataque de Israel em Gaza em 2008 e 2009, com exceção dos sírios expatriados, apenas um único manifestante sai às ruas para condenar esses crimes contra a humanidade.
Todo esse tempo nos esquecemos da grande verdade: que tudo isso é uma tentativa de esmagar a ditadura síria, não pelo nosso amor aos sírios, nem pelo nosso ódio ao nosso outrora amigo al-Assad, nem pela nossa indignação contra a Rússia, cujo lugar no templo dedicado aos hipócritas está claro quando vemos como ela reage frente a todos os pequenos Stalingrados que existem por toda a Síria.
Não, tudo isso tem a ver com o Irã e o nosso desejo de destruir a república islâmica e os seus infernais planos nucleares – se é que existem –, o que não tem nada a ver com os direitos humanos ou com o direito à vida ou à morte dos bebês sírios. Quelle horreur!
(*) Publicada no jornal Página/12, 31-07-2012. Tradução de Moisés Sbardelotto.

Carta Maior – Internacional – Guerra de mentiras

30/05/2012

Síria, por Robert Fisk

Filed under: Robert Fisk,Síria — Gilmar Crestani @ 8:03 am

 

Un horror que pronto olvidaremos

Por Robert Fisk *

Bashar al Assad saldrá indemne de ésta. Como salió de Deraa. Y de Homs. Saldrá indemne de Houla. Lo mismo pasará con la oposición armada al régimen y con Al Qaida y cualquier otro grupo que se sume a la tragedia de Siria. Sí, tal vez éste sea el momento crítico, el punto de quiebre del horror, cuando el colapso baazista se vuelva inevitable, más que probable.

Y sí, puede ser que el querido William Hague, ministro británico del Exterior, esté absolutamente horrorizado. La ONU también. Todos lo estamos. Pero un centenar de Houlas tapizan Medio Oriente, con sus niños muertos apilados entre las estadísticas, con cuchillos, cuerdas y rifles entre las armas homicidas.

¿Y qué si los soldados de Assad dejaron que la milicia alauita les hiciera el trabajo sucio? ¿Acaso el FLN argelino no usó a las unidades de la Guardia de la Patria para asesinar a sus opositores en la década de 1990? ¿Khadafi no empleó el año pasado a sus leales milicianos y Mubarak a sus drogados ex policías, los baltagi, para arrasar a los opositores al régimen? ¿Acaso Israel no se valió de sus aliados falangistas libaneses para intimidar y dar muerte a sus opositores en Líbano? ¿No fue todo eso también gobernar asesinando? Y, pensándolo bien, ¿no fueron las fuerzas especiales de Rifaat, el tío de Bashar al Assad, las que masacraron a los insurgentes de Hama en 1982? (No digan esto en voz muy alta, porque Rifaat se la vive ahora entre París y Londres.) Entonces, ¿quién cree que Bashar no puede salir indemne de Houla?

El paralelismo con Argelia es estremecedor. Los líderes corruptos del ELN querían una democracia, hasta organizaron elecciones. Pero una vez que quedó claro que la oposición islamita –el infortunado Frente Islámico de Salvación– vencería, el gobierno declaró la guerra a los terroristas que intentaban destruir a Argelia. Sitiaron aldeas, bombardearon ciudades –todo en nombre del combate al terror– hasta que la oposición dio en masacrar civiles en torno de Blida, miles de ellos: bebés con la garganta rebanada, mujeres violadas. Y luego resultó que el ejército argelino también participó en las matanzas. Donde dice Houla lean Bentalha, lugar que todos hemos olvidado, como olvidaremos Houla también.

Y nosotros los occidentales bufamos y resoplamos y llamamos a los dos bandos en Argelia a mostrar contención, pero queríamos estabilidad en la antigua colonia francesa –no olvidemos que Siria es un antiguo territorio bajo mandato francés–, y estábamos muy preocupados de que insurgentes estilo Al Qaida se adueñaran de Argelia, así que al final Estados Unidos apoyó a los militares argelinos del mismo modo que los rusos apoyan hoy a los militares sirios. Y el FLN salió indemne luego de 200 mil muertos, comparados con los apenas 100 mil que ha producido hasta ahora la guerra en Siria.

Y vale la pena recordar que, enfrentados a la insurrección de la década de 1990, los argelinos buscaron con desesperación países a los cuales acudir en busca de consejo. Escogieron Siria, entonces bajo el imperio de Hafez Assad, y enviaron una delegación militar a Damasco para aprender cómo el régimen destruyó Hama en 1982. Ahora los estadounidenses –que hace seis meses presentaban a Bashar como un muerto en vida– prefieren un final tipo Yemen a la guerra en Siria, como si la crisis yemenita no fuera lo bastante sangrienta de por sí. Pero reemplazar a Assad con un asesino de la misma especie (la solución de Sanaa) no es algo que los sirios estén dispuestos a aceptar.

Sí, es una guerra civil. Y sí, Houla podría ser el punto de quiebre. Y ahora la ONU es testigo. Pero el partido Baaz tiene raíces más profundas que la sangre –pregunten a cualquier libanés– y nosotros en Occidente pronto nos olvidaremos de Houla, cuando otra imagen de muerte en YouTube aparezca en nuestras pantallas desde la campiña siria. O desde Yemen. O desde la próxima revolución.

* De The Independent de Gran Bretaña. Especial para Página/12.

Página/12 :: El mundo :: Un horror que pronto olvidaremos

30/04/2012

La contrarrevolución en Medio Oriente

Filed under: Oriente Médio,Robert Fisk — Gilmar Crestani @ 8:46 am

Por Robert Fisk *

Fue mi viejo amigo jordano-palestino Rami Khouri quien primero vislumbró lo que hoy ocurre en Medio Oriente: es la contrarrevolución. Bahrein aplasta la disidencia, al igual que Siria. El siniestro Omar Solimán, ex jefe de inteligencia de Hosni Mubarak, se postula para presidente; la cancelación de su candidatura, decidida la semana pasada por un nada confiable comité electoral, bien puede ser revocada. Libia está en guerra consigo misma. Yemen tiene de regreso al hombre de confianza de su antiguo dictador. Hubo 61 muertos en una batalla entre soldados y Al Qaida la semana pasada… en solo un día. En total, un desbarajuste tremendo.

Déjenme citar a Khouri: “En el lenguaje de Washington, una ‘crisis’ es como el amor: se puede definir como se quiera, pero se sabe cuando le ocurre a uno. Así, una revuelta popular en Bahrein en demanda de plenos derechos civiles es una crisis que debe ser aplastada por la fuerza, pero una revuelta en Siria es un suceso bendito que merece apoyo. De manera similar, este peculiar marco mental advierte contra el apoyo de Irán a los rebeldes houthis en Yemen, mientras acepta como perfectamente lógico y legítimo que Estados Unidos y sus aliados envíen armas y dinero a sus grupos rebeldes favoritos en toda la región… para no hablar de atacar naciones enteras.”

Allí tienen ustedes. Como observa Khouri, existe un nuevo grupo, llamado foro de cooperación en seguridad, que vincula a Estados Unidos con el Consejo de Cooperación del golfo. Hillary Clinton se apersonó para asegurar a todos los estados petroleros el compromiso indeclinable y sólido como roca de su gobierno con ese consejo. ¿Dónde hemos oído eso antes? Vaya, ¿no es lo que Barack Obama siempre dice a los israelíes? ¿Y no fueron Bibi Netanyahu de Israel y el rey Abdalá de Arabia Saudita los que pidieron a Obama que salvara a Mubarak?

Y en Siria –donde los qataríes y los sauditas estaban más que dispuestos a enviar armas a los rebeldes– las cosas no van muy bien para la revolución. Luego de sostener durante semanas, hace un año, que bandas armadas atacaban las fuerzas del gobierno, las bandas ahora sí existen y están en plena acción atacando a las legiones de Assad. Para los cientos de miles que estaban dispuestos a manifestarse en forma pacífica –aun a costa de su vida–, esto se ha vuelto un desastre. Sirios amigos míos lo llaman tragedia. Culpan a los estados del golfo de alentar el levantamiento armado. Nuestra revolución era pura y limpia y ahora es una guerra, me dijo uno la semana pasada. Les creo.

Y la violencia se acerca cada vez más al Líbano. El asesinato del camarógrafo Alí Shabaan, la semana pasada, ha estremecido a los libaneses, normalmente imperturbables. Hasta el prosirio Hezbolá ha condenado su muerte –claro está que Shabaan, al igual que Hezbolá, era chiíta–, en tanto ciudadanos libaneses han observado que mientras las tropas sirias estaban en su frontera, las fuerzas de su propio país no aparecieron por ningún lado durante el tiroteo. Incluso, legisladores prosirios han culpado a sus propias autoridades de seguridad por la muerte del camarógrafo.

Supongo que ésta es una observación irónicamente triste, pero algunas de las primeras revoluciones en el mundo árabe no resultaron conforme al plan. Hace unos días, los argelinos celebraron el 50° aniversario de su victoria contra los franceses. La televisión francesa mostró documentales sobre la terrible lucha que costó por lo menos medio millón de vidas, películas que se pudieron ver en Argelia. Pero, ¿qué obtuvieron los árabes por aquellas batallas titánicas? Un seudodictador y una elite corrupta, una vergonzosa cifra de desempleo y suficiente petróleo para que Argelia rivalizara con Arabia Saudita… si la revolución hubiera funcionado.

La revolución de Nasser no fue precisamente un éxito rotundo; tal vez lo fue para Nasser en lo personal, pero él y sus sucesores fueron deplorables, manejaron Egipto como si fuera de su propiedad y lo llevaron a dos guerras sangrientas contra Israel. Existen indicios de que Irak podría estar ayudando a los rebeldes sirios, como hizo en tiempos de Saddam Hussein, cuando éste y Hafez al Assad, el padre del actual presidente, se detestaban. Y ahora, cuando ya no hay estadounidenses a quienes atacar, militantes sunnitas dentro de Irak han declarado la guerra a Irán.

Si esto parece un horizonte pesimista, pues que lo sea. Sospecho que el despertar árabe estará todavía en proceso cuando todos hayamos muerto de viejos. Pero a la larga, creo, habrá verdadera libertad en Medio Oriente, sí, y dignidad para todos sus pueblos, y un asombro en la próxima generación de que sus padres y abuelos hayan tolerado a dictadores durante tanto tiempo. Y preguntarán qué fue de sus padres y abuelos desaparecidos.

Digo esto porque un valiente grupo de mujeres se reúne cada día en Beirut para recordar a sus seres queridos –libaneses y palestinos, todos hombres–, que fueron sacados de sus casas o secuestrados en las calles en los largos años de dominio sirio en Líbano. Muchas hicieron el extenuante viaje hasta Damasco atraídas por falsas esperanzas de intermediarios que querían sobornos, pero han mantenido su fe intacta. El diario libanés L’Orient-Le Jour lleva una columna semanal con los nombres de todos los desaparecidos.

Samia Abdalá espera a su hermano Imad, combatiente de Fatah desaparecido en 1984, cuando tenía veinte años. Fatme Zayat quiere que regrese su hijo; ambos llevan 27 años desaparecidos. Afife Abdalá busca a siete miembros de su familia. Adele Said el Hajj espera a su hijo, Alí, arrestado por los sirios en 1989: hace 23 años.

La guerra civil libanesa terminó en 1990; miles siguen desaparecidos. El mes pasado marcó el 37º aniversario de su principio. En aquel tiempo algunos libaneses afirmaron que era una revolución.

* De The Independent de Gran Bretaña. Especial para Página/12.

Página/12 :: El mundo :: La contrarrevolución en Medio Oriente

28/04/2012

Niños deformes: el legado de EU en Fallujah

Filed under: Fallujah,Isto é EUA!,Robert Fisk,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 8:32 am

Robert Fisk

Periódico La Jornada
Sábado 28 de abril de 2012, p. 36

Fallujah, Irak, 27 de abril. Para el pequeño Sayef no habrá primavera árabe. Apenas de 14 meses de edad, yace en una pequeña frazada roja sobre un colchón barato tendido en el suelo. A veces llora; su cabeza es dos veces más grande de lo que debería ser, y está ciego y paralítico. Sayeffedin Abdulaziz Mohamed –su nombre completo– tiene un rostro gentil y dicen que sonríe cuando otros niños lo visitan y cuando familias y vecinos iraquíes entran en la habitación.

Pero Sayef nunca conocerá la historia del mundo que lo rodea, nunca disfrutará las libertades del nuevo Medio Oriente. Sólo puede mover las manos y toma únicamente leche embotellada, porque no puede deglutir. Pesa tanto que su padre apenas puede levantarlo en brazos. Vive en una prisión cuyas puertas estarán cerradas para siempre.

Es tan difícil escribir esta nota como lo es entender el valor de su familia. Muchas de las familias de Fallujah cuyos niños nacieron con lo que los médicos llaman anomalías congénitas prefieren mantener las puertas cerradas a extraños, pues consideran a sus hijos una marca de vergüenza familiar, en vez de una posible prueba de que algo terrible ocurrió aquí, luego de dos grandes batallas de estadunidenses contra insurgentes en 2004, y otro conflicto en 2007.

Aunque primero negaron haber usado proyectiles de fósforo durante la segunda batalla de Fallujah, las fuerzas estadunidenses reconocieron haberlos disparado contra edificios de la ciudad. Reportes independientes hablan de una tasa de defectos congénitos en Fallujah mucho más alta que en otras regiones de Irak, ya no se diga en países árabes. Nadie, por supuesto, puede mostrar evidencia irrebatible de que las municiones estadunidenses han causado la tragedia de estos niños.

Sayef vive –tal vez uso la palabra después de sopesarla– en el distrito al-Shahada de Fallujah, en una de las calles más peligrosas de la ciudad. Los policías –todos musulmanes sunitas, como los pobladores– montan guardia con sus armas automáticas en la puerta de la casa durante nuestra visita, pero dos de ellos, de uniforme azul, entran con nosotros y miran visiblemente conmovidos al bebé indefenso en el suelo; mueven la cabeza con incredulidad y su expresión refleja una impotencia que Mohamed, el padre del niño, se niega a dejar traslucir.

“Creo que todo esto es por el uso de fósforo por los estadunidenses en las dos grandes batallas –dice él–; he oído muchos casos de defectos congénitos en niños. Tiene que haber una razón. La primera vez que llevamos a nuestro hijo al hospital vi familias que tenían exactamente el mismo problema.”

Estudios realizados a raíz de las batallas de 2004 han mostrado fuertes incrementos en la mortalidad y el cáncer infantil en Fallujah; el más reciente, entre cuyos autores está un médico del hospital general de la ciudad, señala que las malformaciones congénitas ocurren en 15 por ciento de todos los nacimientos en la localidad.

“Mi hijo no puede valerse por sí mismo –dice Mohamed, acariciando la cabeza agrandada del pequeño–, sólo puede mover las manos. Le damos leche del biberón; no puede deglutir. A veces ni siquiera puede tomar la leche, y entonces tenemos que llevarlo al hospital para que le pongan suero. Nació ciego. Además, su riñón ha dejado de funcionar. Quedó paralítico. La ceguera se debe a la hidrocefalia.”

Mohamed sostiene las piernas inservibles de Sayef y las mueve gentilmente hacia arriba y abajo. Cuando nació lo llevé a Bagdad; los más importantes neurocirujanos lo revisaron. Dijeron que no podían hacer nada. Tenía un hoyo en la espalda, que le cerraron, y luego uno en la cabeza. La primera operación no funcionó. Tuvo meningitis.

Mohamed y su esposa son mayores de 30 años. A diferencia de muchas familias tribales de la zona, no están emparentados entre sí y sus dos hijas, nacidas antes de las batallas, gozan de perfecta salud. Sayed nació el 27 de enero de 2011.

“Mis dos hijas quieren mucho a su hermanito –relata Mohamed–, y a los doctores les cae bien. Todos participan en cuidar al niño. El doctor Abdul-Wanab ha hecho un trabajo asombroso; sin él, Sayef no estaría vivo.”

Mohamed trabaja en una empresa de mecánica de riego, pero reconoce que, con un salario de apenas 100 dólares mensuales, tiene que recibir ayuda económica de sus familiares. Durante el conflicto no estaba en la ciudad, y cuando regresó a su casa, dos meses después, la encontró minada; en 2006 recibió financiamiento para reconstruirla. Durante nuestra conversación observa largamente a su hijo y luego lo toma en sus brazos.

“Cada vez que lo miro, muero por dentro –dice, y las lágrimas corren por sus mejillas–. Pienso en su destino. Cada vez pesa más. Es más difícil cargarlo.”

Le pregunto a quién culpa del calvario de su hijo. Espero una retahíla de improperios contra los estadunidenses, el gobierno iraquí, el Ministerio de Salud. La gente de Fallujah ha sido pintada durante mucho tiempo como pro terrorista y antioccidental en la prensa mundial, a partir del asesinato y cremación de cuatro mercenarios estadunidenses en la ciudad en 2004: el suceso que marcó el principio de las batallas en las que perecieron 2 mil iraquíes, civiles e insurgentes, junto con casi 100 efectivos estadunidenses.

Pero Mohamed calla por unos instantes. No es el único padre que nos ha mostrado a su hijo deforme.

“Sólo pido la ayuda de Dios –dice–; no la espero de ningún ser humano.”

Lo cual demuestra, creo yo, que Fallujah, lejos de ser una ciudad de terror, es hogar de unos hombres muy valerosos.

© The Independent

Traducción: Jorge Anaya

La Jornada: Niños deformes: el legado de EU en Fallujah

01/04/2012

¿Qué será de los afganos?

Filed under: Afeganistão,Democracia made in USA,Robert Fisk — Gilmar Crestani @ 10:20 am

Robert Fisk

De vuelta a esa guerra sangrienta. No hablo de la de Siria –donde vamos a mantener las manos fuera– o la de Libia (donde las tenemos dentro, pero sin tocar el suelo). Tampoco la de Irak, que es una guerra de 60 bajas al día (muy semejante a la cuota mortal en Siria, aunque no podemos hacer esa comparación). No: por supuesto, hablo de la de Afganistán, la que libramos en 1842, y en 1878-80, y en 1919, y de 2001 a 2014 (o 2015 o 2016, ¿quién sabe?). Esta vez no les fallaremos, les dijimos –o les dijo lord Blair de Kut al Amara– en 2001. Oh, claro que no.

Aprendimos la lección en Irak, donde nuestra creencia en una victoria sin sangre –sin sangre para nosotros, con mucha sangre para ellos– se desbarató sin remedio: también nosotros morimos. Por eso los estadunidenses se fueron a casa. Se suponía que Vietnam sería el final de las bajas occidentales, pero no somos inmunes a la muerte, no más en Afganistán que en Irak. Así que también de allá nos retiraremos. Tal vez no dejemos detrás una democracia perfecta: los estadunidenses admitieron hace años que tal vez no dejaríamos una democracia jeffersoniana detrás. Uf, vaya que no.

Y debemos olvidar en silencio todas aquellas afirmaciones de que estábamos en Afganistán para combatir el terror –de que si no lo combatíamos allá avanzaría hacia Kent o hacia el túnel del Canal de la Mancha– porque son un montón de pamplinas. Los bombazos del 7/7 tuvieron más relación con haber estado allá que con no haber estado.

Los franceses tenían una unidad en Afganistán, pero eso no evitó los indeciblemente crueles asesinatos de la semana pasada en Francia. Debo decir que Obama empieza a asombrarme. Lleva tanto tiempo cargando sobre el Khyber que sospecho que ha olvidado sus propias palabras de prudencia.

Reconozco haber soltado una risilla amarga cuando el presidente estadunidense anunció hace algunos años que Siria no podía llevar a cabo elecciones libres y justas mientras estuviera en guerra. Tenía toda la razón. Pero luego hemos tenido que olvidar que el propio Obama aceptó los resultados de dos elecciones corruptas en Afganistán en estado de guerra –las urnas fueron rellenadas según métodos tradicionales– y luego telefoneó a Kabul para felicitar al presidente Karzai por su victoria fraudulenta. ¿Acaso nadie en Washington revisa el libreto en estos días?

Tengo que decir que cuando leí el otro día lo que Franklin D. Roosevelt tuvo que soportar durante las elecciones de 1944 –cuando el gobernador John Bricker de Ohio, compañero de fórmula de Thomas Dewey, dijo que el Nuevo Trato de Roosevelt había adoptado las doctrinas básicas del nazismo y el fascismo–, llegué a la conclusión de que Obama la tuvo muy fácil. Que lo llamaran izquierdista es una minucia comparado con aquello. Pero los estadunidenses quieren que los soldados regresen a casa (es lo que Obama prometió), y a casa regresarán.

Unos 30 mil efectivos afganos entrarán al relevo, aunque el teniente general Curtis Scaparrotti, segundo oficial en rango en Afganistán, ha dicho que sólo uno por ciento de los batallones afganos pueden combatir con independencia. No es exactamente la Guardia de Granaderos.

Michael Glackin ha escrito con gran elocuencia que la operación en Afganistán se ha redefinido tantas veces que ha perdido todo significado. Destaca que Blair nos dijo en un principio que acabar con el comercio de heroína en aquel país era un elemento clave de la guerra al terror. Antes de que fuéramos allá, en 2001, la producción de heroína era de 185 toneladas; ahora asciende a la asombrosa cantidad de 5 mil 800 toneladas, según la ONU. Hoy día el narcotráfico representa 15 por ciento del PIB afgano. Gracias a Dios por lord Blair of Kut al Amara.

Y queremos charlar con los talibanes en Qatar –ahora que nos han tomado la medida se han desinteresado del asunto–, como si les fuéramos a prometer un trato: ¡maten más soldados nuestros –Glackin de nuevo– y nos iremos en 2014! Disparen a la fuerza expedicionaria británica y partiremos hacia Dunquerque.

Desde luego, detesto las comparaciones con la Segunda Guerra Mundial, como aquella de que Saddam es Hitler, los talibanes son nazis. Pero he dicho antes que en algún lugar del trayecto perdimos la capacidad de sufrir bajas; abandonamos –correctamente, a mi ver– la enorme capacidad de sufrimiento y dolor que se esperaba de quienes toleramos dos guerras mundiales en el siglo pasado. Comparen nuestras bajas en Afganistán con los 20 mil británicos muertos en el primer día de la batalla del Somme: hemos dicho, tratándose de muertos en guerra, ya basta. Lo mismo en Corea. Y en Vietnam, por supuesto.

Pero si tenemos razón en hacer eso, ¿podemos andar por allí bombardeando a los libios, amenazando a los iraníes y medio amenazando a los sirios? Creo que tenemos que sacar al borrico de la ONU más a menudo, junto con sus pesados fardos de fracaso e inutilidad del pasado. Y apuesto que al llegar 2014 veremos a esa lastimera bestia subir paso a paso al Khyber mientras nosotros aplaudimos y nos damos palmadas en la espalda por nuestro sacrificio.

Y eso me recuerda: ¿qué pasará con los afganos? ¿Las mujeres? ¿Las escuelas? ¿Los puentes? ¿Y toda la corrupción que ha crecido en torno a nuestra fracasada misión? Ellos saben que nos vamos.

Los talibanes saben que nos vamos. Estadunideses y británicos saben que nos vamos. Obama y Cameron hacen como que no, o como que sí nos iremos, pero sólo sin en verdad creemos que hemos ganado.

© The Independent

Traducción: Jorge Anaya

La Jornada: ¿Qué será de los afganos?

17/03/2012

Robert Fisk por ele mesmo

Filed under: Anti-anti,Oriente Médio,Robert Fisk — Gilmar Crestani @ 10:26 am

Mi cabeza está en peligro

Robert Fisk

Ahí vamos de nuevo. La siguiente cita, maligna y racista, procede de un mensaje de correo electrónico enviado a The Independentpor Bernadette, integrante de un grupo de presión pro israelí en Australia: “Robert Fisk es el tonto más antisemita, rabioso, prejuicioso y balbuceante de Gran Bretaña, por no decir del mundo: es un no periodista, un fanático idiota de mente muy pequeña y ego muy grande. No se detiene ante nada para transmitir su mensaje antisemita, que le es enviado desde dónde? (sic) en Medio Oriente, no por alguna investigación personal; dice cualquier cantidad de mentiras y personas que no piensan y se tragan todo se apresuran a estar de acuerdo. Es un peón de los musulmanes, gozará cuando instauren la ley sharia en Gran Bretaña y Europa, eso es lo que se proponen hacer. Tal vez si comete un desliz se volverán contra él y lo lapidarán, o quizá le cortarán la cabeza en público. Por desgracia demasiadas personas están totalmente engañadas por gente como él.”

No me molestan las ofensas personales; eso es lo que se recibe de los grupos pro israelíes cuando uno no les simpatiza, aunque me molesta el uso descuidado del lenguaje. Pero lo que sí me enfurece es la insinuación de que mi vida está en peligro, de que serélapidado o incluso decapitado en público. La última vez que recibí semejante basura venía del actor John Malkovich, quien declaró en la Unión de Debates de la Universidad de Cambridge que le gustaría pegarme un tiro a mí y a George Galloway. Más allá de asociarme con un tipo tan repugnante como Galloway, Malkovich desató un torrente de vilezas en Internet de personas aún menos racionales, una de las cuales pintó mi rostro cubierto de sangre con la leyenda Malkovich se está adelantando en la fila.

Debo agregar que The Independent  llevó este asunto a la policía de South Cambridgeshire, la cual entrevistó a los presentes en el debate, pero concluyó que Malkovich no había hablado con intención. Entonces, todo está bien. Sin embargo, en una entrevista subsecuente con The Observer, el actor no hizo el menor intento de disculparse por su amenaza, y el propio periódico repitió la calumnia de que soy antisemita. (Más tarde publicó una disculpa y retiró la entrevista con Malkovich de su sitio web.) Nada de eso me sorprendió.

En 2001, luego que fui golpeado en la frontera paquistaní por refugiados afganos, quienes acababan de perder a sus familias en el ataque de un B-52 a Kandahar, Mark Steyn escribió un artículo en el Wall Street Journal, titulado Un multiculturalista que se odia a sí mismo recibe su merecido. Steyn bordaba sobre mi expresión de que si fuera un afgano que hubiera perdido a su familia también yo golpearía a Robert Fisk, y cacareaba – sin mencionar, por supuesto, la pérdida de familias– quehabía que tener corazón de piedra para no llorar de risa.

Uno podría pasar por alto esa tontería, pero Steyn no para: el año pasado sostuvo que los bombazos de 2007 en Londres y los estallidos en el metro de Madrid fueron los primeros disparos de una guerra civil europea, y que mientras la población de Europa huiría, el continente se reprimitivizaría.

El escritor Kenan Malik –quien afirmó que Steyn también dijo que los musulmanes se propagaban como mosquitos– ha apuntado que hay en Europa 13 millones de musulmanes, en una población de 491 millones. Para alcanzar la mayoría en 2020, tendrían que multiplicar su número por 20 en solamente una década.

Supongo que por eso ahora cualquier acto contra la humanidad se atribuye con tanta rapidez a los musulmanes. Sí, claro, algunos musulmanes –o que dicen serlo (aunque a veces esto es un argumento peligroso)– han cometido crímenes de lesa humanidad, de los cuales el ejemplo más terrible son los ataques del 11 de septiembre de 2001. Pero, ¿ameritaba eso un encabezado como el que publicóThe Sun después de que el asesino y autonombrado cruzado antislamita noruego Anders Anders Behring Breivik –quien se basó en el trabajo de Steyn para su manifiesto– asesinó a 77 personas en Oslo y en una isla cercana el año pasado? Decía: Masacre de Al Qaeda: el 11/9 de Noruega.

Inútil decir que los islamófobos, luego de una condena ritual a Breivik, evitaron en general referirse a él comoterrorista, término reservado para los musulmanes, y optaron por llamarlodemente. Reparo en que esa es la forma exacta en que Israel alude a sus propios terroristas (uso aquí la definición que ellos hacen de la palabra). El asesino en masa Baruch Goldstein, quien masacró a 29 palestinos en la mezquita de Hebrón, en 1994, siempre es caracterizado como enajenado, no como terrorista. De tal modo ese acto, como el de Breivik el año pasado, es des-politizado, des-terrorizado.

Allá por 2006, un escolar de Bruselas, Joe Van Holsbeeck, fue asesinado en la estación central de la ciudad para quitarle su reproductor MP3. Paul Belien, periodista católico ultraderechista (hoy consejero del político holandés Geen Wilders), publicó un artículo titulado Dennos armas. Los musulmanes, escribió Belien, erandepredadores que habían aprendido desde la infancia cómo matar a los animales tiernos del rebaño. (Mi elogio aquí, de paso, al periódico Race and Class, única publicación en lengua inglesa que investigó esas escandalosas acusaciones.) Se exigió a los imanes que entregaran al asesino musulmán. Luego los diarios revelaron que los asesinos eran polacos.

Y más tarde, peor aún, el periodista Ian Burma encontró la verdadera perspectiva, cuando escribió que la agresividad se ve como signo de autenticidad, y mostrar rabia es prueba de integridad moral. Por tanto, señor Belien, doctor Goldstein, señor Stein y hasta Bernadette, la australiana que predice mi decapitación pública: enójense y tendrán la razón.

© The Independent

Traducción: Jorge Anaya

05/03/2012

Reporteros de guerra: la verdad incómoda

Filed under: Oriente Médio,Robert Fisk,Síria — Gilmar Crestani @ 8:57 am

Robert Fisk

Se necesitó mucho valor para entrar en Homs; Sky News, luego la BBC, luego unos cuantos hombres y mujeres valientes que fueron a contar al mundo las angustias de la ciudad, mismas que, al menos en dos casos, ellos sufrieron en carne propia. Sin embargo, apenas esta semana pude reflexionar en lo bien que llegamos a conocer el nombre del indomable fotógrafo británico herido, Paulo Conroy, y en cambio qué poco sabemos de los 13 voluntarios sirios que al parecer fueron abatidos por francotiradores y proyectiles cuando iban a rescatarlo. No es culpa de Conroy, por supuesto. Pero me pregunto si conocíamos los nombres de esos mártires, o si siquiera intentamos descubrirlos.

Hay un tinte ligeramente colonialista en todo esto. Nos hemos acostumbrado tanto al desenfadado heroísmo de la versión cinematográfica de los corresponsales de guerra, que de algún modo se han vuelto más importantes que las personas de las que informan. Se supone que Hemingway liberó a París –o por lo menos el bar de Harry–, pero, ¿habrá un solo lector que recuerde el nombre de un francés que haya muerto liberando a París? Recuerdo a mi intrépido colega de la televisión Terry Lloyd, muerto por los estadunidenses en Irak en 2003, pero, ¿quién puede nombrar a uno del cuarto de millón de iraquíes muertos a consecuencia de la invasión (aparte de Saddam Hussein, claro)? El corresponsal de Al Jazeera en Bagdad fue abatido por un ataque estadunidense a la capital iraní ese mismo año. Pero, levante la mano el que recuerde su nombre. Respuesta: Tareq Ayoub. Era palestino; yo estuve con él el día anterior.

La chamarra antibalas se ha vuelto el símbolo de casi todo reportero de televisión en una guerra. No tengo nada contra esas chamarras; en Bosnia usé una. Pero cada vez me incomodan más esos reporteros en sus trajes espaciales azules, parados en medio de las víctimas de la guerra a las que entrevistan y que no gozan de tal protección. Sé que las aseguradoras insisten en que los corresponsales y técnicos lleven esos atuendos, pero en las calles se da una impresión distinta: que de alguna manera las vidas de los reporteros de Occidente son más preciosas, más meritorias, tienen más valor intrínseco que las de los civiles extranjeros que sufren a su alrededor. Hace años, durante una batalla en Beirut, un periodista de televisión que llevaba uno de esos envoltorios de acero de 60 kilos me pidió que me pusiera uno mientras me entrevistaba. Me negué, así que no hubo entrevista.

Un fenómeno igualmente incómodo apareció hace 15 años. ¿Cómo soportan los reporteros la guerra? ¿Deben recibir consejo profesional por sus terribles experiencias? ¿Deben buscar un cierre? La Press Gazette me pidió un comentario; decliné la petición. El artículo que publicaron volvía una y otra vez sobre los traumas que sufren los periodistas, y luego daba a entender que los que desechan la ayuda sicológica son alcohólicos. O perorata sicológica o botella de ginebra, no había de otra. La terrible verdad, desde luego, es que los periodistas pueden volar a casa si las cosas se ponen rudas, en primera clase, con un vaso de vino espumoso en la mano. La pobre gente sin chaleco que dejan detrás –con pasaporte de parias, sin visas extranjeras, tratando desesperadamente de evitar que el baño de sangre salpique a sus vulnerables familias– es la que necesita ayuda.

El romanticismo asociado a los reporteros de guerra quedó en evidencia en el preludio a la guerra del Golfo, en 1991. Toda suerte de periodistas extranjeros llegaron a Arabia Saudita con arreos militares. Un estadunidense hasta llevaba botas camufladas con hojas pintadas, aunque basta una ojeada al desierto para darse cuenta de la ausencia de árboles. Extrañamente, descubrí que en la soledad del desierto real muchos soldados de verdad, en especial infantes de marina estadunidenses, escribían diarios de sus experiencias y hasta me los ofrecían para publicarlos. Los reporteros, al parecer, querían ser soldados, y los soldados querían querían ser reporteros.

Esta curiosa simbiosis queda de manifiesto cuando los reporteros de guerra hablan de su experiencia de combate. Hace tres años, en una universidad estadunidense, tuve el placer de escuchar a tres veteranos de la guerra en Irak y Afganistán imprecar a un periodista que usó esa frase espantosa. “Disculpe, señor –le dijo uno con cortesía–, usted no ha tenido ‘experiencia de combate’; usted tuvo ‘exposición al combate’. No es lo mismo.” El veterano entendía el poder del desdén sereno: no tenía piernas.

Todos hemos sido víctimas de esos reporteros que claman Observé con horror / Proyectiles que pasaban chirriando / Me detuvo el fuego de proyectiles-ametralladoras-francotiradores. Sospecho que recurrí a eso allá en Irlanda del Norte, a principios de los años 70. Sin duda lo hice en el sur de Líbano a finales de esa década. Me da vergüenza.

Si bien damos testimonio personal de la guerra –frase que también me causa incomodidad–, esa especie de Diario del Muchacho Valiente es un signo de fanfarronería. James Cameron lo captó bien en la guerra de Corea. Cuando iba a desembarcar con las tropas estadunidenses en Inchon, notó “en medio de todo, si tal cosa es concebible, un bote vagabundo marcado con grandes letras, ‘PRENSA’, lleno de corresponsales agitados y belicosos, que intentábamos pasar por muy resueltos al descender en la Ola Uno, mientras tratábamos desesperadamente de discurrir algún método honorable de escurrirnos a la Ola 50”.

Y quién puede olvidar las palabras de la periodista israelí Amira Haas, reportera de Haaretz en Cisjordania ocupada, a quien cito a menudo. Ella me dijo en Jerusalén que el trabajo del corresponsal extranjero no es ser el primer testigo de la historia (mi propia deplorable definición), sino vigilar a los centros de poder, en especial cuando van a la guerra, y sobre todo si intentan hacerlo con base en un montón de mentiras.

Sí, todo el honor a quienes reportaron desde Homs. Pero aquí va una idea: cuando los israelíes desencadenaron su cruel bombardeo de Gaza, en 2008, prohibieron a todos los reporteros entrar en el teatro de guerra, tal como los sirios intentaron hacer en Homs. Y los israelíes tuvieron mucho más éxito en evitar que nosotros los occidentales viéramos el baño de sangre.

Las fuerzas de Hamas y el Ejército Sirio Libre en Homs tienen mucho en común: los dos eran cada vez más islamitas, los dos se enfrentaron a un poder de fuego superior, los dos perdieron la batalla, pero fueron los reporteros palestinos quienes quedaron para cubrir el sufrimiento de su pueblo. Hicieron un trabajo espléndido. Curioso, sin embargo, que las salas de prensa en Londres y Washington no mostraron el mismo entusiasmo para meter a su gente en Gaza que en Homs. Es sólo una idea. Muy triste, por cierto.

© The Independent

Traducción: Jorge Anaya

La Jornada: Reporteros de guerra: la verdad incómoda

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