Ficha Corrida

21/08/2014

Ué, mas a Friboi não era do filho do Lula…

Filed under: ANJ,FRIBOI,Grupos Mafiomidiáticos,Manipulação,Ricardo Setti,Veja — Gilmar Crestani @ 11:04 pm
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Montagens a respeito da fortuna do filho do Lula nasceram das mãos sujas do PSDB, ganharam espaço e parceria na Veja mas se proliferam como gafanhoto pelas mãos da manada anencefálica. É só pesquisar no Google. Alguns já apagaram as imagens, mas o cache as guarda. Estão todas lá hospedadas pelos descebrados, que, por não terem cérebro, entopem com lixo mesmo.

A justiça já descobriu caluniadores e propagadores das mentiras. E agora, a empresa que seria do Lulinha, é a maior patrocinadora para tentar fazer de Marina Silva a (ji)bóia da direita.

A ANJ saiu para apoiar Marina mas não saiu em defesa de Sandra Gomide, e assim Pimenta Neves, o ex-diretor de Redação do Estadão, pode fazer com ela, pelas costas, o que fazia com os leitores pelas páginas do Estadão.

Portanto, vamos boicotar os produtos da FRIBOI. Lulinha agradece!


veja lulinha
Ricardo Setti, da Veja, é um dos propagadores de imagens falsas. Já pediu desculpas, mas o criminoso sempre volta ao local do crime.  
   

Associação dos Jornais e Friboi entram na campanha de Marina com anúncio em O Globo

21 de agosto de 2014 | 12:01 Autor: Fernando Brito

anj

Os assinantes de O Globo no Rio de Janeiro receberam hoje, em casa, a mais descarada propaganda de Marina Silva, “paga” pela Associação Nacional de Jornais.

A mesma ANJ que na eleição de 2010 disse que era “a verdadeira oposição” a Lula.

Que assina a peça em conjunto com a Friboi, aquela que diziam que era do “filho do Lula”, lembram-se?

O anúncio é um imenso farisaísmo e foi visto por um leitor do blog, o Nikola, que me alertou. Miguel do Rosário recebeu um exemplar assim e escaneou para que todos vejam.

Usando um perfil do Facebook – não o encontrei pelo nome alegado, apenas homônimos – simula um espanto com a confirmação da candidatura Marina Silva.

E exibe a candidata numa foto triunfal, com o braço erguido junto com seu vice.

É claro que o jornal tem o direito de publicar as fotos de Marina ou de qualquer outro candidato.

Mas é um anúncio, pago, e a escolha do tema tem todo o sentido de propaganda.

Será isso a tal “liberdade de expressão”?

Nas barbas do TSE, o poder econômico e de mídia se unem para promover uma candidata.

Ou, talvez, tenham razão.

A imprensa brasileira tem lá algo de açougue.

Associação dos Jornais e Friboi entram na campanha de Marina com anúncio em O Globo | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

21/06/2013

A conversão dos ventríloquos

 

Por que Jabor e os blogueiros da Veja mudaram de opinião sobre os protestos?

Paulo Nogueira 20 de junho de 2013

Os insultos dos primeiros dias sumiram.

Os três blogueiros da Veja e mais o professor Vila formam um Quarteto Fantástico

Os três blogueiros da Veja e mais o professor Vila (segundo da esquerda para a direita)

A revista Veja parece estar sob nova administração, poucas semanas depois da morte do proprietário e editor Roberto Civita.

A capa de José Dirceu parece ter sido a última de uma era em que a revista foi, quase sempre, detestável.

O sinal de mudança está na cobertura dos protestos, primeiro no papel e depois na internet.

Na internet, nos primeiros dias, a revista pareceu seguir inercialmente a orientação anterior de reacionarismo inflamado e desconectado da realidade.

O blogueiro Reinaldo Azevedo comandou a cobertura inicialmente, e logo foi seguido por seus colegas Augusto Nunes e Ricardo Setti, como o Diário notou anteriormente.

Azevedo chamou os manifestantes de vagabundos, celerados, remelentos, terroristas e vândalos.

Ele parecia ecoar o promotor Rogério Zagallo, que pedira à Tropa de Choque que atirasse nos “bugios” porque eles estavam provocando um congestionamento no local em que ele estava com seu carro.

Nunes seguiu na mesma linha. Setti também. Ele chegou a republicar um artigo do publicitário aposentado Neil Ferreira no qual este, como Zagallo, sugerir passar fogo nos manifestantes, parte de uma “guerra suja”.

Parece claro que Azevedo e companheiros, como Zagallo, cometeram um erro de avaliação monumental: associaram o MPL ao PT.

A mudança veio na edição impressa.

A Veja, para surpresa de muita gente, não rosnou como seus blogueiros. Os jovens nas ruas já não eram vagabundos.

O que ocorreu?

Provavelmente, uma conversa. Não mais que isso.

Os herdeiros de Roberto Civita, Gianca (área administrativa) e Titi (conselho editorial) devem ter dito que não estavam de acordo com aquela visão que vinha se propagando no site. A reputação da revista já tinha problemas antigos. Mas a deles ainda não.

Quem conhece as cúpulas das empresas jornalísticas sabe bem que quinze minutos de conversas são suficientes para conversões profundas em editores que pareciam fanáticos.

O que se viu, depois que a Veja da semana passada chegou às bancas, foi uma mudança de tom veloz nos blogueiros.

O momento mais icônico – e divertido – foi um texto em que Setti dizia, do nada, que sabia que tinha “exagerado” ao chamar os manifestantes de baderneiros.

Augusto Nunes mudou de assunto por algum tempo, e ao voltar estava bem diferente. Pelo que entendi, parecia interessado em entender o significado dos protestos.

Não quer dizer, é claro, que a revista se tornará libertária. Mas é previsível que ela vá buscar um tom de conservadorismo civilizado, como a The Economist, para ficar num bom caso.

Na Globo, uma conversão súbita parecida ocorreu com Arnaldo Jabor.

Dias depois de fazer um pronunciamento histérico contra os protestos, tomado como se fosse Feliciano, ele se desculpou abjetamente.

Quem acredita que ele não recebeu uma instrução para se desdizer acredita em tudo, para usar a máxima de Wellington.

As palavras odiosas de Jabor circularam amplamente na internet e cobraram seu preço. Sempre que os manifestantes encontravam um repórter da Globo, a hostilidade era imediata.

Caco Barcellos, tido como uma voz destoante no ultraconservadorismo da Globo, levou um sopapo e foi expulso vergonhosamente de uma manifestação.

Num gesto de desespero e de automutilação, a Globo tirou a marca dos microfones de seus jornalistas, para preservar sua integridade física.

Caco apanhou por Jabor, pode-se dizer.

Nos últimos dias, o tom bem mais baixo, Reinaldo Azevedo tem repetido que seu blog bate incessantemente recordes de audiência. (Pode-se imaginar a qualidade do público atraída pela pregação de ódio obtuso de Azevedo.)

Os anúncios autocongratulatórios de recorde podem ser um sinal de que ele está sentindo que os ares mudaram na Veja, sob a nova geração de Civitas.

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TAGS » dcm, Jabor MPL, Veja Gianca Titi Civita, Veja protestos SP

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Sobre o autor: Paulo Nogueira Veja todos os posts do autor Paulo Nogueira

O jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

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