Ficha Corrida

12/07/2015

A velha mídia é a sementeira do ódio

O ódio fascista que brota diuturnamente dos grupos mafiomidiáticos é também culpa do PT, da Dilma e do Lula. Nada fizeram punir quem usa concessão pública para disseminar preconceito, racismo e ódio de classe. Os setores mais retrógrados da sociedade são alimentados diariamente com manipulações que seguem o script desenhado por Rubens Ricúpero, como ficou conhecido no Escândalo da Parabólica.

No PT também há parlamentares oportunistas. Surfaram na onda petista para se elegerem mas quando surgem a primeiras dificuldades, batem as asas para caírem nos braços dos algozes. Parecem sofrer da Síndrome de Estocolmo. Essa gente de ocasião não tem nada de esquerda. São o que sempre foram, apenas oportunistas. Preferem se aliarem à máfia do que combate-la. Ao invés de investirem contra o discurso do ódio, passam a odiar. É por isso que brotam Malafaias, Caiados, CUnhas…

Celso Vicenzi: a mídia, a comandante do retrocesso

12 de julho de 2015 | 12:39 Autor: Miguel do Rosário

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Reproduzo abaixo, instigante e atual texto de Celso Vicenzi.

A mídia comanda o retrocesso

Por Celso Vicenzi, em seu blog.

Uma fotomontagem em que a presidenta Dilma Roussef aparece de pernas abertas, na boca de um tanque de gasolina de automóvel, jogou mais combustível na fogueira de ódio e insensatez que se espalha por todo o país. A imagem é chocante e não ofende apenas a mais alta autoridade do país, mas todos os cidadãos e, principalmente, as mulheres, no Brasil e no mundo. A metáfora visual é a de uma penetração sexual, de um estupro.

Essa afronta não é um caso isolado. Pelo contrário, a passividade das principais autoridades do país tem autorizado uma série de crimes, contra a democracia e contra a dignidade humana. Por trás de gestos mais raivosos, tresloucados e imbecilizados, foi tecida uma competente estratégia de propagar o ódio e promover a agitação social necessária à aplicação de um golpe de estado para o qual só parece faltar o acerto de data. Mais que um golpe contra o resultado das urnas, seria um golpe contra boa parte dos avanços civilizatórios duramente conquistados desde o fim da ditadura de 64. Some-se a isso uma intolerância religiosa que era até então desconhecida no país e que hoje grita seus slogans medievais muito além dos púlpitos, nos parlamentos e nas emissoras de rádio e tevê.

Depois da quarta derrota eleitoral à presidência, os setores mais conservadores da sociedade brasileira perceberam que, pela via democrática, suas chances de ascender ao Palácio do Planalto tornaram-se remotas. Se não foi possível convencer pelo voto, importantes setores da mídia, do parlamento e do judiciário desenharam nova estratégia. Os principais veículos de comunicação passaram a desenvolver, diariamente, uma estratégia que consiste em omitir o que há de positivo no país e exagerar na análise pessimista. Mais que isso: o que poderia ser uma excelente oportunidade para desnudar como funciona o esquema de financiamento de campanhas políticas e o uso da máquina pública e de empresas estatais para troca de favores – em todas as esferas, federais, estaduais e municipais – resultou em uma justiça caolha, uma mídia manipuladora e um Congresso Nacional retrógrado, centrados no objetivo de criminalizar um único partido, um único governo e, especialmente, Lula e Dilma.
O festival de imagens agressivas vem sendo produzido há muito tempo. Um dos casos mais recentes ocorreu na coluna do jornalista Ricardo Noblat, no jornal O Globo (29/6/2015), que pôs a cabeça degolada da presidenta Dilma em uma bandeja. O título acompanha o “primor” da ilustração: “Em jogo, a cabeça de Dilma”.

O jornal Correio Braziliense publicou no dia 8/9/2014, na capa, uma foto de Beto Barata em que uma metralhadora é apontada contra a face da presidenta, durante desfile militar de 7 de Setembro. O mesmo truque de angulação – usado à exaustão e, portanto, já sem nenhuma originalidade – deu a Wilton Júnior (O Estado de S. Paulo) o Prêmio Esso de Fotografia de 2012. Ilusoriamente uma espada trespassa o corpo da presidenta durante uma cerimônia na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ).

Se alguns dos principais veículos de comunicação, por repetidas vezes, simulam que a presidenta deve ser executada – e aí não há nenhuma possibilidade de inocência nessa metáfora de “morte à presidenta” –, porque deveríamos estranhar que essa convocação à “malhação de Judas” não encontraria campo fértil em meio a milhares de internautas ávidos por exibir toda a sanha reacionária e a falta de escrúpulo no debate político? Por que nos surpreenderíamos com tantos cartazes pedindo a volta da ditadura em passeatas que a mídia louva como a fina flor da democracia? Por que nos espantaríamos com as bancadas evangélicas, da bala e do latifúndio a vociferar contra os direitos humanos?

Houve quem tenha se recusado a reproduzir, nas redes sociais, a imagem sórdida de uma mulher, de pernas abertas na boca do tanque de combustível de um automóvel. Compreendo e louvo a tentativa de evitar a banalização da cena. Inclino-me, no entanto, na direção contrária, por uma razão: não podemos deixar de ver, compreender e estar alerta contra o que ameaça destruir a dignidade humana. Ver para não se iludir sobre o crescimento da barbárie. Ver para denunciar o ódio que cega tantas pessoas que se consideram humanas, amorosas.

Estranhamente, começaram a surgir, também na internet, os indignados contra quem se indignou. Houve muitas críticas aos que optaram por mostrar as imagens anexas aos textos de protesto a esse ato de misoginia. Boa parte dos críticos não atacou os autores da fotomontagem que escandalizou o país. Preferiu desviar o foco do debate, para tentar atingir apenas aqueles que se disseram profundamente impactados pelo ato vil.

A imagem é grosseira e não cabe banalizá-la com reproduções gratuitas e comentários machistas. Mas é preciso mostrá-la a quem ainda não viu, para que percebam a extensão do que acontece hoje no Brasil, e acordem a tempo de evitar o pior. Há uma profusão de atentados à democracia e à dignidade humana. E, por serem desferidas contra o atual governo, contra Lula, Dilma e o PT, não faltam incentivadores desse ódio que brota de nossas raízes racistas, conservadoras e elitistas.
Há coisas que precisam ser vistas. Não há como esconder as atrocidades que o ser humano já foi capaz de perpetrar, ao longo de milênios. Algumas imagens têm o poder de alertar contra a fera humana, sempre numa tênue fronteira entre civilização e barbárie.

A imagem que repugnou o país é somente o ápice de uma ação que tem os donos da mídia como principais articuladores. É um movimento que também grita contra os direitos humanos, que não se conforma com a inclusão social, não se importa em entregar as riquezas e o futuro do país aos interesses do capital internacional, não se importa com uma justiça de duas caras, dois pesos e duas medidas, que não aceita as mudanças que ocorreram nos últimos anos beneficiando sobretudo os mais pobres. Essa imagem é só uma amostra do nível de degradação a que estaremos expostos se as forças reacionárias dominarem novamente o Brasil.

Celso Vicenzi: a mídia, a comandante do retrocesso | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

05/03/2015

Lula e o vômito dos despeitados

Virou piada. Quer ganhar dinheiro, fale do Lula. Haverá sempre finanCIAmento para quem se transforma em ventríloquo para achacar Lula. O despeito só não é maior do que a verba que ganham para fazerem isso. Felizmente, nem todo mundo é manada. Alguns conseguem ver virtude e defeitos, sem precisar de pena de aluguel. Ricardo Noblat é mais um bobo na corte. Mistura ao rebotalho onde já se encontram gente como Arnaldo Jabor e tantos outros magarefes distribuídos pelos grupos mafiomidiáticos. Como se diz, alguns casos são vergonha alheia. Como na música da Clara Nunes, Na lama, para subir descem a um nível ainda abaixo do esgoto.

Não sei o que o Noblat ganha além do salário da Globo, mas a lista dos prêmios concedidos ao Lula fala por si só:

Lista de prêmios recebidos por Lula

Noblat, Lula e a sina dos homens comuns

qua, 04/03/2015 – 20:00

Atualizado em 05/03/2015 – 07:04

Luis Nassif

Recentemente, o colunista e blogueiro Ricardo Noblat escreveu um artigo sobre Lula. Trata-se de um dos mais significativos artigos dos últimos anos. Não para entender o fenômeno Lula, mas como material de estudo sobre como o senso comum da mídia o via.

Deixe-se de lado a bobagem de apresentar Lula como ameaça à democracia por convocar o exército de Stédile. É tão inverossímil quanto os 200 mil soldados das FARCs que invadiriam o Brasil em 2002, em caso de vitória de Lula.

Fixemos nas outras características de Lula, apud Noblat: rude, grosseiro, desleal, por não ter defendido José Dirceu e Luiz Gushiken. Também despeitado já que, segundo Noblat, ele queria ser candidato em 2014 e Dilma não permitiu (não é verdade, mas não importa). Ou a ficção de que luta para enfraquecer Dilma – mesmo Noblat sabendo que o fracasso de Dilma seria o fim do lulismo. No ano passado cometeu o feito de chamar Lula de “moleque de rua”.

O que é fascinante em Noblat é o uso da fita de medir homens comuns aplicada em homens de Estado. Pois por aí ele reedita um fenômeno que marca a politica desde os tempos de César: a dificuldade do homem comum em interpretar o Estadista e os recursos para trazer o personagem ao nível da mediocridade (entendido aí do pensamento médio) do leitor.

Mais um vez  recorro a Ortega y Gasset e seus portentosos ensaios sobre Mirabeau. Foi o homem que, na Constituinte, salvou a revolução francesa, apontando os rumos e definindo o novo desenho institucional.

Algum tempo depois morreu e seus restos mortais inauguraram o Panteon, que a França reservou para celebrar seus grandes homens. Aí descobriram o diabo da vida pregressa de Mirabeau. Aprontou todas na juventude, deflorou virgens, fugiu com mulheres casadas, deu tombos.

Imediatamente, os homens (comuns) de bem moveram uma campanha para retirar seus ossos do Panteon. E permitiram quase século e meio depois que Ortega traçasse perfis primorosos do Estadista, do homem comum (que ele denominava de pusilânime) e do intelectual.

O perfil do Estadista

O Estadista é um exagerado em tudo, um megalômano, dizia Ortega. Pois não é que Napoleão tinha a mania de grandeza de se imaginar Napoleão?. Só um megalomaníaco compulsivo tem a pretensão de mudar o Estado.

Não é tarefa para homens comuns, para intelectuais ou para santos.

O Estadista se propõe a desafios tão grandiosos que assusta os homens comuns – e é para eles que Noblat escreve e é como eles que Noblat pensa, derivando daí sua competência jornalística.

A dimensão que alcançam, influindo no destino de países, mudando a vida de milhões de pessoas, de certo modo reescrevendo a história da humanidade, é tão ampla que intimida o homem comum. A única lealdade do Estadista é para com a mudança do Estado. Para alcançar seu objetivo, mete-se no barro, monta acordos com Deus e o diabo, deixa a educação e o pudor de lado, sempre que atrapalharem a busca do objetivo maior..

O homem comum enxerga um vulto enorme à sua frente e, para poder encará-lo, tem que trazer o monstro para a sua dimensão e julgá-lo de acordo com a sua métrica de homem comum: é educado ou grosseiro, tem ou não tem estudo, cospe no chão, conta piadas grosseiras, é desleal com amigos etc?

O tamanho de Lula

Como imaginar que um retirante, que sobreviveu à mortalidade infantil, à miséria, à fome, à falta de instrução tenha conseguido o feito de tirar 40 milhões de pessoas do nível da miséria, mudar a história do seu país, provocar comoção em cidadãos de todas as partes do mundo, dar aulas de política para centrais sindicais norte-americanas, para o Partido Socialista francês e espanhol, ser tratado como “o cara” por Barack Obama, tornar-se referência global da luta contra a miséria e um dos personagens símbolos mundiais do século 21?

Não é bolinho. Então toca trazê-lo para nossa dimensão, de mortais comuns. Como diz o José Nêumane, nosso colega que até hoje não mereceu uma menção sequer de Obama, Lula nem sabe falar direito, erra nos verbos. Como é que o Nêumane, o Noblat, eu mesmo, tão mais instruídos, não conseguimos mais destaque na vida e no mundo que aquele nordestino analfabeto?

Faz bem Noblat em tratar Lula como “moleque de rua”.

Não é fácil captar e tentar entender fenômenos desse tipo, ainda mais para nós, jornalistas, pobres mortais que, quanto muito, atingimos algumas dezenas de milhares de leitores.

E aí só nos resta encontrar medidas à altura do alcance da nossa visão. Ao contrário da bailarina do Grande Circo Místico, Lula deve arrotar na mesa, coçar o saco, contar piada suja e até mostrar a língua. Noblat condena Lula por ser brusco nas reuniões com companheiros. Tenho a impressão que a sensibilidade de Noblat se arrepiaria toda se assistisse a fineza de Lula em uma assembleia de metalúrgicos.

Mais que isso. Desde os tempos antigos, o Paulo de Tarso Venceslau já falava da falta de escrúpulos de Lula para utilizar as prefeituras do PT para fortalecer o partido. No governo negociou com a Telemar, a Friboi, as empreiteiras, com o Sarney e o Renan, com o diabo.

Se tiver que jogar companheiros ao mar, em nome da missão maior, Lula jogará. Aliás, tenho a impressão que o próprio José Dirceu entendeu perfeitamente a omissão de Lula na defesa dos companheiros  – e ele, Dirceu, faria o mesmo se estivesse na sua condição.

Tem mais. Quando lhe interessa politicamente, Lula é capaz de se desdobrar em mesuras para jornalistas, empresários ou políticos. Quando não interessa, não tem nem agenda. Tem razão o Noblat: é um grosseirão!

No entanto, quem mudou o Brasil e se tornou a referência para o mundo? Fernando Henrique e sua falsa compostura (quem já encontrou FHC em ambientes sociais sabe bem qual o seu comportamento quando via moça bonita pela frente)? Suplicy? A Madre Tereza de Calcutá?

Dos defeitos e da visão

Dizia Ortega y Gasset que um Estadista deve ser analisado e julgado por suas qualidades e defeitos enquanto Estadista. Aliás, quase a mesma coisa que o marechal Cordeiro de Farias disse a Thales Ramalho, quando este, para lhe puxar o saco, desandou a falar mal de Luiz Carlos Prestes: “Apenas um personagem da história pode falar de outro”.

FHC e José Serra – que são mais estudados que Noblat – encantavam-se por terem constatado, neles próprios, algumas características dos grandes estadistas: no caso de Serra, a falta de escrúpulos, que ele justificava recorrendo sempre a esse ensaio de Ortega y Gasset; no caso de FHC, à capacidade de iludir políticos, que ele encontrara também em Roosevelt.

Faltou um detalhe essencial para se equipararem aos grandes estadistas: a visão de Estado. Imitaram apenas a falta de escrúpulos e de sinceridade. Mas sabem usar bem os talheres na refeição. E é isso que conta para os homens comuns.

Noblat já tem experiência e idade suficientes para não acreditar em contos de fada e nos cavaleiros sem mácula e sem medo. Ainda mais frequentando um castelo de homens tão puros e piedosos, quanto os das Organizações Globo, que tem um senso de realpolitik muito maior que o de Lula, mas em proveito próprio.

Noblat, Lula e a sina dos homens comuns | GGN

03/03/2015

Noblat blat virou porta-voz do ódio a Lula

Ninguém é obrigado a gostar de Lula. Nem do PT. Mas revelar-se ignorante é um sinal preocupante, não da ignorância, mas do nível a que uma pessoa pode descer para se tornar capacho. Nenhum ser invertebrado deveria fazer tanto contorcionismo para anteder a uma demanda dos patrões. Nenhum ser que se pretende inteligente tem o direito de ofender a inteligência dos demais, a menos que tenha perdido o último laivo de honestidade.

Noblat iguala-se ao que existe de pior em seres que perderam a dignidade. Não será por ignorância, mas por mau caráter! Será que Noblat leu o editorial d’O Globo saudando a chegada da ditadura. Se não leu, pelo menos tem conhecimento que O Globo reconheceu que errou ao se perfilar ao lado da ditadura. Demorou 50 anos mas o erro foi admitido. Só faltou pedir perdão. Se não pediu é porque não está arrependida, apenas que sabe-se criminosa e congratula-se.

Não, Noblat, Lula não é uma ameaça á democracia. É uma ameaça à ditadura da mídia

2 de março de 2015 | 10:13 Autor: Fernando Brito

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Começo o dia lendo a coluna de Ricardo Noblat, em O Globo, espantado em como o “estilo Veja” de jornalismo mediúnico – e grosseiro – passou a ser uma regra na imprensa brasileira.

Noblat conta histórias “em detalhes” sobre encontros privados de Dilma e um “presidente de uma entidade financeira estatal”:

“Cale a boca. Cale a boca agora. Você tem 50 milhões de votos?”

Ao ler, ocorreu-me: que tipo de “presidente de uma entidade financeira estatal”  ouviria um “cale a boca” sem, ato contínuo, pedir as contas e ir embora?

E será que alguém que ouvisse isso, murchasse as orelhas e seguisse no cargo ia contar a “proeza” de ter sido assim humilhado?

No máximo de boa-vontade com Noblat, para o caso de ele ter conversado mesmo com um masoquista deste jaez, é de presumir que – tratando-se de pessoa de tão pouco caráter assim – possa simplesmente ser uma mentira.

Depois, descreve algo semelhante envolvendo o próprio Lula, desta vez com interlocutores identificados: José Dirceu, Gilberto Carvalho e Luís Gushiken.

Consegue o distinto leitor e a cara leitora imaginar um dos três procurando Noblat para contar-lhe como foram “escovados” por Lula, já presidente da República?

Depois, diz que “Lula não perdoa Dilma por ela não ter cedido a vez a ele como candidato no ano passado”.

Mesmo, Noblat?

Lula lhe disse isso?

Ou foi a Marta Suplicy?

Ou os “espíritos”?

Se Lula, de fato, quisesse ser candidato, estava aí mesmo o “Volta, Lula” para embalá-lo e ninguém que conheça o PT pode sequer imaginar que Dilma teria forças para resistir a esta pretensão do ex-presidente.

Afora o “modo Chico Xavier” de apurar diálogos, Noblat incorre no caminho da grosseria, algo de que os comentaristas políticos, até por necessidade de manter diálogo em todas as áreas, fogem.

Falo dos comentaristas políticos, não dos propagandistas da direita feroz, no padrão Arnaldo Jabor e Reinaldo Azevedo.

Mais grave ainda porque Noblat deveria guardar o exemplo de Carlos Castello Branco, que conheceu no  velho Jornal do Brasil, e que, por qualidade de texto e por ter modos, jamais escreveria frases de pretensão divina como as que ele escreve hoje.

“(Lula) procede assim por defeito de caráter”

“(Lula) agora (é) um milionário lobista de empreiteiras”

Em que Noblat se converteu, em Sérgio Moro de um tribunal de caráter?

Mas há algo que é verdadeiro no que ele escreve, o fato de Lula ser uma ameaça.

Não à democracia, como afirma, sem maiores explicações.

Mas a algo que a prepotência açula e o farisaísmo dissimula.

À ditadura da mídia, com sua monocórdia voz, a dizer quem e o que serve para o Brasil.

Falta só arranjar um chapéu para o Noblat.

Não, Noblat, Lula não é uma ameaça á democracia. É uma ameaça à ditadura da mídia | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

22/11/2014

Retrato inacabado de um mídia venal e suas penas de aluguel

A mídia sabe como capturar. O romance de FHC com Miriam Dutra e o filho que deveria ser dele mas que, com exame de DNA, revelou-se de outro, esconde uma história de captura de um Presidente pela Rede Globo. E até hoje uma pergunta continua sem reposta: quem pagou as contas do ostracismo de Miriam Dutra, enquanto FHC distribuía verbas públicas à Globo, na Espanha? Imagine-se o contrário. Lula com uma amante, com mãe e filho escondidos em compadrio com a Globo na Espanha, o que diriam os ventríloquos do PSDB, Álvaro Dias & Gilmar Mendes?

A relação de amor e ódio, de pessoas que não respeitam a liturgia do cargo, merece a homenagem de Augusto dos Anjos em seu Versos Íntimos:

Tóffoli! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Ministro, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, Tóffoli, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Por que Noblat passou a amar Dias Toffoli?

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Por que Noblat passou a amar Dias Toffoli? (Imagem: Pragmatismo Político)

Eduardo Guimarães, Blog da Cidadania

A entrega da análise das contas de campanha da presidente Dilma Rousseff para o ministro do STF e do TSE Gilmar Mendes acaba de ganhar um novo – e interessante – capítulo. O blogueiro Ricardo Noblat entregou a estratégia da Globo para legitimar o golpe que se desenha contra a presidente no Tribunal encarregado de arbitrar processos eleitorais no Brasil.

Antes de comentá-lo, porém, façamos uma revisão dos fatos que desencadearam esse estarrecedor episódio no TSE, que pode terminar em golpe “branco”.

Começando pelo começo (first things first). O ministro que deveria analisar a prestação de contas da campanha da presidente da República à reeleição seria Henrique Neves, mas seu mandato venceu durante a estadia dela na Austrália para participar da reunião do G20.

Eis que o presidente do TSE, José Antonio Dias Toffoli, escolhe única e especificamente o processo da petista para analisar em meio a dezenas e o entrega, em um “sorteio” considerado esquisito, a um dos mais notórios inimigos do PT no país, ao ministro do STF Gilmar Mendes.

O PT e setores da imprensa ficam surpresos. Foi criada uma situação inaceitável para o partido por conta da mais do que conhecida indisposição de Mendes em relação ao PT.

O mais irônico em tudo isso é que o autor dessa situação foi ninguém mais, ninguém menos do que aquele que a grande mídia acusou de tudo ao ser indicado para o STF, em 2009, pelo então presidente Lula, e que, em 2012, foi colocado sob suspeição para participar do julgamento do mensalão por sua trajetória ligada ao PT.

As críticas da mídia a Toffoli, entre 2009 e 2012, deixam bem claro que ela não considera… Ou melhor, não considerava que um ministro do STF não está acima de suspeitas ao julgar políticos com os quais tem ligação ou divergência. Guarde esta informação, leitor, porque precisaremos dela mais adiante.

Manchetes da grande imprensa em 2009 que você lerá abaixo dão uma boa ideia do clima que cercou a indicação de Toffoli por Lula para o STF naquele ano.

Leia abaixo, por ordem cronológica, as manchetes do período supracitado:

Blog do Reinaldo Azevedo – 06/09/2009: É o currículo que diz quem é Tóffoli, não eu

O Estado de São Paulo – 18/09/2009: Indicado de Lula ao STF, Toffoli é condenado pela Justiça do AP

Consultor Jurídico – 19/09/2009: Passagem pela AGU é principal trunfo de Toffoli para o STF

Folha de São Paulo – 19/09/2009: Gilmar Mendes diz que críticas sobre Toffoli refletem prática antiga do PT

G1 – 21/09/2009: Após indicação, Toffoli altera currículo na web

UOL – 23/10/2009: Sob polêmica, Toffoli toma posse como ministro do Supremo Tribunal Federal

Estadão – 23/10/2009: Toffoli toma posse no STF com Lula e Sarney na plateia

Para resumir para o leitor, a mídia achava que o fato de Toffoli ter advogado para o PT e ter sido Advogado Geral da União no governo Lula o colocava sob suspeição para assumir uma vaga no STF, sobretudo porque dali a dois anos seria julgado o mensalão.

Apesar do esperneio da mídia, Lula indicou Toffoli e, aos poucos, o bombardeio midiático sobre ele foi parando. Contudo, em 2012 a artilharia recomeçou porque era o ano do julgamento do mensalão e a mídia queria que todos os ministros indicados por Lula participassem, menos Toffoli.

DEM e PSDB chegaram a pedir ao procurador-geral da República de então, Roberto Gurgel, que desse parecer contrário à participação de Toffoli no Julgamento. Contudo, nem a mídia nem os partidos de oposição – agora, a Dilma – consideravam que o fato de Gilmar Mendes também ter sido Advogado Geral da União do governo Fernando Henrique Cardoso também o colocava sob suspeição, até por conta de seus constantes ataques verbais e públicos ao PT.

Por conta disso, vale reproduzir uma amostra de mais uma leva de manchetes anti-Toffoli que a mídia despejou sobre o país:

Veja – 19/03/2012: Como sua mulher foi advogada de mensaleiros, o ministro Toffoli está moralmente impedido de julgar o mensalão

O Globo – 21/06/2012: Gurgel ainda examina se vai pedir que Toffoli não julgue o mensalão

Estadão – 30/07/2012: Com apoio de Lula e aval de colegas do STF, Toffoli vai julgar mensalão

A suspeição sobre Toffoli não era só da mídia. A oposição estava com os cabelos em pé, com medo de o ex-advogado-geral da União de Lula amaciar para os “mensaleiros”, mas quanto ao ex-advogado-geral da União de FHC, Gilmar Mendes, não havia problema, claro…

Nesse aspecto, discurso do oposicionista Pedro Taques (PDT-MS) da tribuna do Senado pedindo impedimento de Toffoli dá uma ideia do clima que se estabeleceu contra o ministro do STF à época.

O blogueiro de O Globo Ricardo Noblat, como sói acontecer sempre com funcionários da família Marinho, para variar também ficou contra o PT e arguiu a suspeição de Toffoli.

Como se vê, a mídia acreditava furiosamente em que o fato de ser ministro do STF não bastava como prova inquestionável de isenção. Apesar disso, Toffoli foi duro com os “mensaleiros”. Condenou José Genoino e vários outros réus. Só poupou José Dirceu, assim como o ministro Ricardo Lewandowski, quem pagou preço até maior do que Toffoli, sendo retratado pela mídia quase que como o quadragésimo réu do julgamento.

Após esse gigantesco “preâmbulo”, voltamos ao presente. Atualmente, o antes suspeito Toffoli vem dando um tratamento duríssimo ao PT no TSE – chegou a votar contra Dilma poder dar entrevistas à imprensa no Palácio da Alvorada, onde ela reside, e entregou as contas de sua campanha a um dos seus principais inimigos políticos.

Parece que suspeição contra ministro do STF só vale se for suspeito de poder votar a favor de algum réu, pois, apesar de a ligação de Mendes com o PSDB ser igual à de Toffoli com o PT e de o ministro “tucano” agir de acordo com sua origem política, não está sendo considerado suspeito de tentar prejudicar Dilma por suas preferências ou ódios políticos.

A cereja do bolo vem agora. Um dos maiores inimigos políticos de Toffoli na imprensa durante todo o bombardeio com que ela o fustigou em 2009 e em 2012 chama-se Ricardo Noblat, blogueiro do portal de O Globo. Por conta dessa verdadeira perseguição de Noblat a Toffoli, este adquiriu profunda antipatia por aquele.

O caso (de ódio) entre os dois se intensificou em 2012 nos primeiros dias do julgamento do mensalão. Noblat, como que buscando constranger o ministro enquanto julgava o mensalão, divulgou uma história sobre ele. Abaixo, post do blog:

Blog do Noblat – 11/08/2012: Dias Tóffoli, ministro do STF, me agride com palavrões e baixarias

Acabo de sair de uma festa em Brasília. Na chegada e na saída cumprimentei José Antônio Dias Tóffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal.

Há pouco, quando passava pelo portão da casa para pegar meu carro e vir embora, senti-me atraído por palavrões ditos pelo ministro em voz alta, quase aos berros.

Voltei e fiquei num ponto do terraço da casa de onde dava para ouvir com clareza o que ele dizia.

Tóffoli referia-se a mim.

Reproduzo algumas coisas que ele disse (não necessariamente nessa ordem) e que guardei de memória:

– Esse rapaz é um canalha, um filho da puta.

Repetiu “filho da puta” pelo menos cinco vezes. E foi adiante:

– Ele só fala mal de mim. Quero que ele se foda. Eu me preparei muito mais do que ele para chegar a ministro do Supremo.

Acrescentou:

– Em Marília não é assim.

Foi em Marília, interior de São Paulo, que o ministro nasceu em novembro de 1967.

Por mais de cinco minutos, alternou os insultos que me dirigiu sem saber que eu o escutava:

– Filho da puta, canalha.

Depois disse:

– O Zé Dirceu escreve no blog dele. Pois outro dia, esse canalha o criticou. Não gostei de tê-lo encontrado aqui. Não gostei.

Arrematou:

– Chupa! Minha pica é doce. Ele que chupe minha pica.

Pois é, leitor… Que nível, hein!

De um, de outro ou de ambos.

Porém, como dizem, nada como um dia depois do outro e uma noite no meio. A mídia mudou em relação a Toffoli por uma razão inaudita: por ele desmenti-la.

Possivelmente, a mídia nunca gostou tanto de ter errado. Seu ex-suspeito, ao que tudo indica converteu-se em aliado e perdeu os defeitos. E Gilmar, por ser inimigo do PT em vez de amigo, não merece suspeição, que, ao ver da mídia, para ministro do STF só vale se for suspeição de ajudar petistas.

Confira, abaixo, como Noblat, em post de recente, mudou em relação a Toffoli e em relação a suspeição de ministros do STF em casos em que tenham relação (de amor ou ódio) com os que irão julgar.

Blog do Noblat – 19/11/2014: Com medo de que haja irregularidades nas contas de campanha de Dilma, PT inventa o fantasma do golpe

Ora, ora!

Petistas de muitas estrelas estão desesperados com a escolha do ministro Gilmar Mendes para relator das contas de campanha da presidente Dilma Rousseff.

Escolha, não, que ninguém escolheu Gilmar. Ele foi sorteado.

O Ministério Público Eleitoral, se fazendo de braço armado da Advocacia Geral da União e do PT, está tentando impugnar a indicação de Gilmar.

O que alega?

O processo relativo às contas da campanha de Dilma estava nas mãos do ministro Henrique Neves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No último dia 13, o mandato de Henrique terminou. Com bastante antecedência, o ministro Dias Tóffoli, presidente do TSE, havia encaminhado a Dilma uma lista tríplice com nomes de possíveis substitutos de Henrique.

Um dos nomes da lista foi o do próprio Henrique, que poderia ser reconduzido.

Como Dilma nada respondeu, e sem poder contar mais com Henrique, Tófolli acionou o sistema eletrônico do TSE, que sorteou o nome de Gilmar para relator das contas.

O Ministério Público Eleitoral entende que, em caso de vacância do ministro efetivo, o encaminhamento dos processos que estavam com ele deverá ser feito para o ministro substituto da mesma classe. No caso, da classe de Henrique.

Tecnicalidade. Que de nada vale. Muito menos quando o ministro sorteado para relatar um processo é titular do Supremo Tribunal Federal. Como Gilmar é.

O PT acionou sua rede de blogueiros chapa branca para disseminar nas redes sociais o fantasma de um golpe planejado por Tóffoli para que as contas da campanha de Dilma sejam rejeitadas. Assim ela não poderia ser diplomada no próximo dia 18.

Tóffoli foi advogado do PT, assessor de José Dirceu na Casa Civil da presidência da República, Advogado Geral da União do governo do PT e é ministro do STF por escolha de Lula. Por que ele conspiraria contra Dilma? Não tem cabimento.

Para liquidar de vez o assunto: a pedido de Tóffoli, antes do fim do mandato de Henrique, Gilmar telefonou para José Eduardo Cardoso, ministro da Justiça.

Lembrou que o mandato de Henrique estava por terminar. Falou sobre o processo das contas de Dilma. E sugeriu que Henrique fosse reconduzido ao cargo para poder relatá-las.

Não se sabe se Cardoso tratou do assunto com Dilma. Sabe-se que nada aconteceu.

Se as contas de Dilma estão em ordem por que o medo do PT e do Ministério Público Eleitoral de que elas sejam relatadas por Gilmar?

Como relator, Gilmar só tem o próprio voto. Que será submetido ao exame dos demais ministros do TSE.

A teoria do golpe tem a ver com o medo do PT de que haja irregularidades nas contas de Dilma. E de que Gilmar as aponte. Tenta-se constranger o ministro. É isso.

Uma última observação: Noblat deveria ser homem e dizer os nomes dos integrantes dessa sua “rede de blogueiros chapa branca”, assim como este Blog diz o dele, pois aqui o debate é travado olho no olho, não por meio de insinuações levianas.

Por que Noblat passou a amar Dias Toffoli?

21/03/2014

Começou a vingança…

Filed under: Assas JB Corp,Ricardo Noblat — Gilmar Crestani @ 9:41 am
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Barbosa processa Noblat por racismo. Começou a vingança…

21 de março de 2014 | 01:17 Autor: Fernando Brito

barbosa6

Divirjo muitas vezes do jornalista Ricardo Noblat.

Quase sempre, aliás.

Muito menos aprecio a orientação política que ele assume em sua coluna em O Globo e eu seu blog, na mesma empresa.

Não desconheço, também, que ele jamais tomou a defesa de outros profissionais, a que vê serem chamados de ‘blogueiros sujos”, sem que lhes proclame o direito de escrever o que pensam e tanto quanto qualquer outra publicação, merecerem  – na proporção de suas audiências – a destinação de verbas publicitárias.

Nada disso, entretanto, faz deixar de ser absurdo que ele seja denunciado por racismo pelo Presidente do STF, Joaquim Barbosa, por tê-lo censurado por seus modos grosseiros ao agredir verbalmente Ricardo Levandowski.

Por dizer que Barbosa não tem o direito “tratar mal seus semelhantes, a debochar deles” e a “humilhá-los”.

Não tem, mesmo.

Ou que Barbosa teve, na sua indicação para a Corte,o fato de ser negro como elemento de convicção do Presidente Lula para decidir assim.

Foi, e que bom que tenha sido.

Porque significou a ascensão de um negro – como milhões de nossos irmãos – à corte mais alta do País, como é preciso para que esse país comece, um pouquinho, a exorcizar os séculos de discriminação, humilhação e injustiça.

Que Noblat tenha dito que o comportamento de Barbosa é eivado de autoritarismo e recalques, basta ver os espetáculos que ele protagoniza na TV Justiça, ante os olhos de todos.

Ou será que mandar um jornalista ir “chafurdar no lixo” é exemplo de comportamento equilibrado próprio de um magistrado?

Da mesma forma, não é temerário dizer que Joaquim Barbosa sabe do peso com que recai, diante do Ministério Público, uma demanda sua para que se processe alguém.

Noblat talvez seja só o primeiro.

O rancor da derrota final no processo da Ação penal 470, o chamado “mensalão”, já deixou claro, na diatribe final de Barbosa contra seus colegas, onde apontou um “maioria formada sob medida” que iria seguir sua “sanha reformadora”, que aquele era “apenas o primeiro passo”.

Talvez o primeiro passo seja justamente Noblat, a quem, por caminho transverso, se busque punir por no trecho final do julgamento, não ter seguido razões de elevado valor jurídico, como a de dosar penas “sob medida” para evitar a progressão ao regime semi-aberto de determinados presos.

E talvez seja a Noblat uma lição de que os adversários que o enfrentamos com a verve, a ironia e o questionamentos políticos somos muito, muito mais democratas do que aqueles que figuram injúrias para exercer a perseguição.

Porque, afinal, o que se lhe imputa como injurioso é o mesmo – em palavras até mais duras – do que se acusou o jornalista Paulo Henrique Amorim em relação a Heraldo Pereira.

Quando muito, uma ofensa pessoal, não aos negros.

Noblat não achou isso merecedor de defesa

Ainda assim, terá nossa defesa diante de um esgar autoritário.

Barbosa processa Noblat por racismo. Começou a vingança… | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

24/11/2013

Ives Gandra, Cláudio Lembo & Ricardo Noblat

Qualquer pessoa medianamente informada sabe que a Ação 470 é exclusivamente política. É um instrumento válido dentro do Congresso, palco por excelência das disputas políticas. Todas as disputas políticas. Contudo, não há, nem nas entrelinhas, qualquer discussão jurídica entorno da Ação 470. Até o nome dado a ela é de cunho exclusivamente político, simplesmente porque não houve regularidade de um pagamento mensal. Se um petista um mesmo qualquer pessoa de esquerda disser isso é óbvio e fica parecendo apenas compadrio ideológico. Ao longo deste processo, até mesmo dentro do STF, Ministros antipetistas como Celso de Mello ou mesmo Marco Aurélio Mello, vêm denunciando de uma forma ou de outra o atropelamento, nem se diz do direito, mas das regras comezinhas da razoabilidade e do bom senso.

Antipetistas históricos têm se enojado da falta de condições mentais mínimas na condução do processo. Primeiro a se pronunciar publicamente foi Ives Gandra, em entrevista à colunistas Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo. Nem o entrevistado, nem a entrevistadora e muito  menos o veículo são petistas. Tudo ao contrário.

Neste fim de semana mais dois  ilustres e históricos representantes da direita brasileira saem do armário para repudiar as ilegalidades cometidas no julgamento: Cláudio Lembo, jurista, ex-governador de São Paulo pelo DEMo e Ricardo Noblat, de O Globo.

Continuar acreditando no julgamento da Ação 470 como sendo algo de natureza legal é um direito de qualquer um, inclusive dos que acham que têm formação jurídica, agora desconhecer que se trata da instrumentalização de uma elite corrupta que devota o mais profundo ódio às transformações sociais, não parece um tributo à própria inteligência. Não se resume apenas a uma farsa política levada ao tapetão jurídico, mas de um golpe à moda paraguaia para tentar conter políticas de transformação social.

Na verdade o STF foi convertido num arena onde se instrumentaliza o ódio de classe contra políticas de inclusão social. Ali, na Ação 470, não se discute crimes nem ilegalidades, mas uma forma de excluir, de afastar do campo político um projeto de Brasil mais justo e solidário. Pior, tem gente que acredita que a melhora de sua posição social está diretamente ligada à piora das outras. Para sentir-se superior precisa enxergar alguém em situação inferior. Para subir precisa ver alguém embaixo, em quem se apoia. Impedir outros de conseguirem um mínimo, que é o que alguns poucos conseguiram e acham que tem alguma coisa, parece ser a única forma de provar uma pretensa superioridade. Uma superioridade calcada num meritismo rastaquera, que se esgota em si mesmo, e que só se completa se inviabilizado a outros. Não há solidariedade nem humanidade, apenas egoísmo, típico de pessoas más. Simples assim!

22/09/2013 – 02h01

Dirceu foi condenado sem provas, diz Ives Gandra

MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA

Ouvir o texto

O ex-ministro José Dirceu foi condenado sem provas. A teoria do domínio do fato foi adotada de forma inédita pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para condená-lo.

Sua adoção traz uma insegurança jurídica "monumental": a partir de agora, mesmo um inocente pode ser condenado com base apenas em presunções e indícios.

Presidente do STF apressa revisão de votos

Quem diz isso não é um petista fiel ao principal réu do mensalão. E sim o jurista Ives Gandra Martins, 78, que se situa no polo oposto do espectro político e divergiu "sempre e muito" de Dirceu.

Com 56 anos de advocacia e dezenas de livros publicados, inclusive em parceria com alguns ministros do STF, Gandra, professor emérito da Universidade Mackenzie, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra, diz que o julgamento do escândalo do mensalão tem dois lados.

Um deles é positivo: abre a expectativa de "um novo país" em que políticos corruptos seriam punidos.

O outro é ruim e perigoso pois a corte teria abandonado o princípio fundamental de que a dúvida deve sempre favorecer o réu.

Adriano Vizoni/Folhapress

O jurista Ives Gandra Martins durante evento em São Paulo

O jurista Ives Gandra Martins durante evento em São Paulo

Folha – O senhor já falou que o julgamento teve um lado bom e um lado ruim. Vamos começar pelo primeiro.
Ives Gandra Martins – O povo tem um desconforto enorme. Acha que todos os políticos são corruptos e que a impunidade reina em todas as esferas de governo. O mensalão como que abriu uma janela em um ambiente fechado para entrar o ar novo, em um novo país em que haveria a punição dos que praticam crimes. Esse é o lado indiscutivelmente positivo. Do ponto de vista jurídico, eu não aceito a teoria do domínio do fato.

Por quê?
Com ela, eu passo a trabalhar com indícios e presunções. Eu não busco a verdade material. Você tem pessoas que trabalham com você. Uma delas comete um crime e o atribui a você. E você não sabe de nada. Não há nenhuma prova senão o depoimento dela -e basta um só depoimento. Como você é a chefe dela, pela teoria do domínio do fato, está condenada, você deveria saber. Todos os executivos brasileiros correm agora esse risco. É uma insegurança jurídica monumental. Como um velho advogado, com 56 anos de advocacia, isso me preocupa. A teoria que sempre prevaleceu no Supremo foi a do "in dubio pro reo" [a dúvida favorece o réu].

Houve uma mudança nesse julgamento?
O domínio do fato é novidade absoluta no Supremo. Nunca houve essa teoria. Foi inventada, tiraram de um autor alemão, mas também na Alemanha ela não é aplicada. E foi com base nela que condenaram José Dirceu como chefe de quadrilha [do mensalão]. Aliás, pela teoria do domínio do fato, o maior beneficiário era o presidente Lula, o que vale dizer que se trouxe a teoria pela metade.

O domínio do fato e o "in dubio pro reo" são excludentes?
Não há possibilidade de convivência. Se eu tiver a prova material do crime, eu não preciso da teoria do domínio do fato [para condenar].

E no caso do mensalão?
Eu li todo o processo sobre o José Dirceu, ele me mandou. Nós nos conhecemos desde os tempos em que debatíamos no programa do Ferreira Netto na TV [na década de 1980]. Eu me dou bem com o Zé, apesar de termos divergido sempre e muito. Não há provas contra ele. Nos embargos infringentes, o Dirceu dificilmente vai ser condenado pelo crime de quadrilha.

O "in dubio pro reo" não serviu historicamente para justificar a impunidade?
Facilita a impunidade se você não conseguir provar, indiscutivelmente. O Ministério Público e a polícia têm que ter solidez na acusação. É mais difícil. Mas eles têm instrumentos para isso. Agora, num regime democrático, evita muitas injustiças diante do poder. A Constituição assegura a ampla defesa -ampla é adjetivo de uma densidade impressionante. Todos pensam que o processo penal é a defesa da sociedade. Não. Ele objetiva fundamentalmente a defesa do acusado.

E a sociedade?
A sociedade já está se defendendo tendo todo o seu aparelho para condenar. O que nós temos que ter no processo democrático é o direito do acusado de se defender. Ou a sociedade faria justiça pelas próprias mãos.

 

Joaquim Barbosa: Fora do eixo, por Ricardo Noblat

Quem o ministro Joaquim Barbosa pensa que é?

Que poderes acredita dispor só por estar sentado na cadeira de presidente do Supremo Tribunal Federal?

Imagina que o país lhe será grato para sempre pelo modo como procedeu no Caso do Mensalão?

Ora, se foi honesto e agiu orientado unicamente por sua consciência, nada mais fez do que deveria. A maioria dos brasileiros o admira por isso. Mas é só, ministro.

Em geral, admiração costuma ser um sentimento de vida curta. Apaga-se com a passagem do tempo.

Mas enquanto sobrevive não autoriza ninguém a tratar mal seus semelhantes, a debochar deles, a humilhá-los, a agir como se a efêmera superioridade que o cargo lhe confere não fosse de fato efêmera. E não decorresse tão somente do cargo que se ocupa por obra e graça do sistema de revezamento.

Joaquim preside a mais alta corte de justiça do país porque chegara sua hora de presidi-la. Porque antes dele outros dos atuais ministros a presidiram. E porque depois dele outros tantos a presidirão.

O mandato é de dois anos. No momento em que uma estrela do mundo jurídico é nomeada ministro de tribunal superior, passa a ter suas virtudes e conhecimentos exaltados para muito além da conta. Ou do razoável.

Compreensível, pois não.

Quem podendo se aproximar de um juiz e conquistar-lhe a simpatia, prefere se distanciar dele?

Por mais inocente que seja quem não receia ser alvo um dia de uma falsa acusação? Ao fim e ao cabo, quem não teme o que emana da autoridade da toga?

Joaquim faz questão de exercê-la na fronteira do autoritarismo. E por causa disso, vez por outra derrapa e ultrapassa a fronteira, provocando barulho.

Não é uma questão de maus modos. Ou da educação que o berço lhe negou, pois não lhe negou. No caso dele, tem a ver com o entendimento jurássico de que para fazer justiça não se pode fazer qualquer concessão à afabilidade.

Para entender melhor Joaquim acrescente-se a cor – sua cor. Há negros que padecem do complexo de inferioridade. Outros assumem uma postura radicalmente oposta para enfrentar a discriminação.

Joaquim é assim se lhe parece. Sua promoção a ministro do STF em nada serviu para suavizar-lhe a soberba. Pelo contrário.

Joaquim foi descoberto por um caça talentos de Lula, incumbido de caçar um jurista talentoso e… negro.

“Jurista é pessoa versada nas ciências jurídicas, com grande conhecimento de assuntos de direito”, segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa.

Falta a Joaquim “grande conhecimento de assuntos de direito”, atesta a opinião quase unânime de juristas de primeira linha que preferem não se identificar. Mas ele é negro.

Havia poucos negros que atendessem às exigências requeridas para vestir a toga de maior prestígio. E entre eles, disparado, Joaquim era o que tinha o melhor currículo.

Não entrou no STF enganado. E não se incomodou por ter entrado como entrou.

Quando Lula bateu o martelo em torno do nome dele, falou meio de brincadeira, meio a sério: “Não vá sair por aí dizendo que deve sua promoção aos seus vastos conhecimentos. Você deve à sua cor”.

Joaquim não se sentiu ofendido. Orgulha-se de sua cor. E sentia-se apto a cumprir a nova função. Não faz um tipo ao destacar-se por sua independência. É um ministro independente. Ninguém ousa cabalar seu voto.

Que não perca a vida por excesso de elegância. (Esse perigo ele não corre.) Mas que também não ponha a perder tudo o que conseguiu até aqui.

Julgue e deixe os outros julgarem.

Joaquim Barbosa: Fora do eixo, por Ricardo Noblat – Ricardo Noblat: O Globo#.UpFJuiJpQuI.facebook#.UpFJuiJpQuI.facebook#.UpFJuiJpQuI.facebook

 

Lembo: "há base legal para impeachment de Barbosa"

:

Ex-governador de São Paulo e um dos juristas mais respeitados do País, o conservador Claudio Lembo concedeu uma entrevista ao programa "É Notícia", da RedeTV!, que promete incendiar o debate sobre os abusos cometidos pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa;  "Nunca houve impeachment de um presidente do STF. Mas pode haver, está na Constituição. Bases legais, há. Foi constrangedor, um linchamento. O poder judiciário não pode ser instrumento de vendetta", diz ele

23 de Novembro de 2013 às 20:07

247 – Depois que juristas mais identificados com a esquerda, como Dalmo Dallari e Celso Bandeira de Mello, assinaram um manifesto contra as arbitrariedades de Joaquim Barbosa (leia aqui), agora é a vez de outro jurista, do campo conservador, ir ainda mais longe. O ex-governador de São Paulo e professor do Mckenzie Claudio Lembo afirmou, em entrevista ao programa "É Notícia", da RedeTV!, que já há base legal para o impeachment de Joaquim Barbosa. Leia, abaixo, o material divulgado pela RedeTV sobre a entrevista que vai ao ar neste domingo:


Lembo diz que há bases legais para impeachment do presidente do STF
Ex-governador de SP é o entrevistado do ‘É Notícia’ deste domingo (24) 

No programa "É Notícia" deste domingo (24), o ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo disse que a determinação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, de pedir a prisão imediata dos principais réus condenados no julgamento do mensalão, pode servir de base para um processo de impeachment.

Barbosa decidiu determinar as prisões sem levar ao plenário do STF sua decisão, como havia dito que faria ao encerrar a sessão de quarta-feira (13) do tribunal. "Nunca houve impeachment de um presidente do STF. Mas pode haver, está na Constituição. Bases legais, há. Foi constrangedor, um linchamento. O poder judiciário não pode ser instrumento de vendetta." 

Sobre a  prisão em regime fechado do deputado José Genoino, Lembo disse que "não pode haver esse tipo de descuido de uma autoridade superior da República."

Em entrevista a José Roberto de Toledo, o político de 79 anos disse que o melhor do julgamento do Mensalão foi a transparência com que o processo foi conduzido.  "A gente precisa descobrir o poder. A transmissão do julgamento foi boa para o povo descobrir essa aristocracia do poder."

http://www.redetv.com.br/jornalismo/portaljornalismo/Noticia.aspx?118%2C4%2C553735%2C102%2CLembo-diz-que-ha-bases-legais-para-impeachment-do-presidente-do-STF

Lembo: "há base legal para impeachment de Barbosa" | Brasil 24/7

29/07/2013

Noblat e o padrão Globo de manipulação

Filed under: Rede Globo de Corrupção,Ricardo Noblat — Gilmar Crestani @ 11:11 pm
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Papa estimula protestos contra Globo

Por Altamiro Borges

A mídia fez de tudo para politizar a visita do papa Francisco ao Brasil. Cauteloso, o líder religioso bem que evitou entrar nas bolas divididas, enfatizando que desconhecia a realidade nacional. Mesmo assim, jornais, revistas e emissoras de tevê insinuaram que ele condenou a corrupção no país e incentivou manifestações de rua. O Globo até estampou no título: "Papa estimula jovens a protestar". Já que se trata de aposta, não de jornalismo, dá para intuir que ele também defendeu novos protestos contra as manipulações deste império midiático. É só ler atentamente o que o papa disse ao repórter Gerson Camarotti, da Globo News:

"Com toda a franqueza lhe digo: não sei bem por que os jovens estão protestando. Esse é o primeiro ponto. Segundo ponto: um jovem que não protesta não me agrada. Porque o jovem tem a ilusão da utopia, e a utopia não é sempre ruim. A utopia é respirar e olhar adiante. O jovem é mais espontâneo, não tem tanta experiência de vida, é verdade. Mas às vezes a experiência nos freia. E ele tem mais energia para defender suas ideias. O jovem é essencialmente um inconformista. E isso é muito lindo! É preciso ouvir os jovens, dar-lhes lugares para se expressar, e cuidar para que não sejam manipulados".
O blogueiro Ricardo Noblat, hospedado no sítio do jornal O Globo, deu destaque hoje para este trecho da entrevista. Ele apenas retirou a última frase: "cuidar para que não sejam manipulados". Curioso, né!

21/01/2013

No blat! blat! blat!

Filed under: Dilma,Lula,Ricardo Noblat,Vira-bosta — Gilmar Crestani @ 8:46 am

Noblat é freguês, vai dar Lula outro vez!

Com esta já concorre ao vira-bosta de 2013!

Noblat avisa: Lula, não!

:

Colunista usa, agora, um novo argumento para rechaçar o eventual retorno de Lula ao Palácio do Planalto: especular sobre isso seria desrespeitar a presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, torcem pela volta do ex-presidente o PT, os demais partidos da base aliada (salvo o PSB), os banqueiros e os empresários. Por sua vez, torcem para que o PT concorra com Dilma o PSB e a oposição (Ricardo Noblat incluso)

21 de Janeiro de 2013 às 06:22

247 – Quando se encontrou com jornalistas, no fim do ano passado, e foi perguntada sobre a sua eventual reeleição, a presidente Dilma Rousseff foi evasiva. Disse que não responderia nem amarrada e afirmou que falar nisso, na metade de um mandato, seria abreviar o seu fim. Este silêncio, somado à retomada da ação política de Lula, como no encontro com Fernando Haddad, alimentou a especulação de que o ex-presidente poderá vir a ser o candidato do PT em 2014 – uma hipótese que provoca pânico nos grandes meios de comunicação brasileiros, sabe-se lá por que.

Augusto Nunes, de Veja, já afirmou que a única coisa pior do que Dilma pós-Lula seria um Lula pós-Dilma. A revista atacou a "intervenção inaceitável" de Lula no encontro com Haddad. Agora, é Ricardo Noblat quem usa um novo argumento. Na coluna imperativa "Respeitem Dilma!", ele afirma que falar sobre a eventual volta de Lula seria desrespeitar a autoridade da presidente. A coluna começa até com uma citação de uma frase da presidente, que não se sabe a quem foi dita. "Eu vou para a reeeleição", Dilma Rousseff.

Hoje, o PT dispõe de duas cartas – Dilma e Lula – e não se sabe qual será, efetivamente, colocada na mesa. Mas, se for Lula, os grandes jornais deverão repetir o axioma de Carlos Lacerda em relação a Juscelino Kubitschek, que era mais ou menos assim: "Não pode ser candidato. Se for candidato, não pode vencer. Se vencer, não pode ser empossado. Se for empossado, terá que ser derrubado."

Noblat avisa: Lula, não! | Brasil 24/7

22/11/2012

Pronto, descobriu!

Filed under: Canalhas,Colonista,Joaquim Barbosa,Jornalismo,Ricardo Noblat — Gilmar Crestani @ 11:19 pm

Não é jornalista que é canalha. Canalha é aquele que se acha jornalista só porque usa o crachá que o patrão deu com a condição de… ser canalha! Será que o Joaquim Barbosa que pensava que os colonistas da Globo seriam honestos? E por que seriam, se para lá estarem esta é uma não-condição? Barbosa serviu de capitão-de-mato e agora está sendo chutado. É seu Joaquim, não conhece aquele ditado: diga-me com quem andas e eu direi quem és?! Estes eram os seus parceiros na cobertura do julgamento da Ação 470.

"Canalhas!" É Joaquim, falando de jornalistas

:

Horas depois da cerimônia histórica, que festejou o primeiro negro no comando do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa voltou a ser Joaquim Barbosa. E explodiu quando soube que um comentário seu feito em off a alguns jornalistas foi publicado pelo blog de Ricardo Noblat; chefe do Judiciário estaria fora de controle?

22 de Novembro de 2012 às 22:02

247 – Um novo Joaquim Barbosa, agora presidente do Supremo Tribunal Federal, parecia estar emergindo nos últimos dias. Mais calmo, tolerante e aberto a eventuais questionamentos de seus próprios colegas e da sociedade. Vã ilusão. Nesta quinta-feira, dia de sua posse no comando da suprema corte, ele explodiu, mais uma vez, ao saber do vazamento de um comentário que fizera em off a alguns jornalistas. "Canalhas", disse o presidente da suprema corte, referindo-se aos profissionais da imprensa. Será que ele está fora de controle?

Leia na coluna de Ricardo Noblat:

‘Canalhas’, queixa-se Joaquim Barbosa dos jornalistas

Depois de ler neste blog a nota "Para o ministro Jaquim Barbosa, pergunta tem cor", o novo presidente do Supremo Tribunal Federal desabafou irritado em conversa com amigos:

– Canalhas.

Referia-se aos jornalistas com os quais conversara em "off". Detestou o vazamento da conversa.

Joaquim costuma ser antipático com jornalistas, embora seja paparicado por eles.

Quando se digna a dizer alguma coisa aos que cobrem rotineiramente as atividades do tribunal, quase sempre se despede com a advertência:

– É "off".

Quer dizer: se publicarem o que ele disse não podem lhe atribuir nada.

Dessa vez não foi assim.

Em outro post, Noblat elogiou o comportamento de Ricardo Lewandowski, que, curiosamente, foi alvo de ataques abaixo da cintura nos últimos meses:

Leia:

Lewandowski convida os rejeitados por Joaquim

O ministro Joaquim Barbosa riscou da sua lista de convidados os jornalistas que costumam cobrir as atividades do Supremo Tribunal Federal.

Não quis tê-los em sua posse, esta tarde. Muito menos na festa que três associações de magistrados lhe oferecem neste momento no Espaço Porto Vitória.

Os jornalistas foram se queixar ao ministro Ricardo Lewandoswki, que assumiu a vice-presidência do tribunal e que, como Joaquim, está sendo festejado pelos magistrados.

Lewandowski convidou os rejeitados por Joaquim.

Logo Lewandowski, o saco de pancadas de estimação dos jornalistas.

"Canalhas!" É Joaquim, falando de jornalistas | Brasil 24/7

21/11/2012

Começou o No blat, blat na defesa do quadrilheiro da Veja

Corporativa, mídia blinda Veja e Policarpo

:

Ricardo Noblat foi o primeiro jornalista a sair em defesa do diretor de Veja, alvo de um pedido de indiciamento por formação de quadrilha; segundo o relator da CPI, Odair Cunha, Policarpo Júnior tinha plena consciência de que colaborava com as atividades do grupo criminoso; na ótica de Noblat, era apenas uma relação entre fonte e jornalista

21 de Novembro de 2012 às 21:00

247 – O deputado Odair Cunha (PT-MG), que relatou a CPI do caso Cachoeira e tentará ler, nesta quinta-feira, às 10h30, seu relatório final, tem tudo para ser convertido no inimigo número 1 dos grandes meios de comunicação do País. Tudo porque decidiu propor o indiciamento criminal de alguns jornalistas – é o caso, por exemplo, de Policarpo Júnior, diretor de Veja, incurso, segundo Odair, no artigo 288 do Código Penal, por formação de quadrilha.

No capítulo dedicado aos meios de comunicação, Odair aponta que Policarpo tinha plena ciência de estar colaborando com os objetivos econômicos da quadrilha de Carlos Cachoeira – era assim, por exemplo, quando produzia reportagens que atendiam a interesses da construtora Delta. Em relação a outros profissionais, Odair Cunha chegou a sugerir até o indiciamento pelo crime de lavagem de dinheiro, além de formação de quadrilha.

No entanto, já é grande a pressão para que o texto de Odair caia no esquecimento. Corporativa, a mídia fará de tudo para blindar a revista Veja, bem como seu diretor Policarpo. O primeiro a sair em defesa do profissional foi Ricardo Noblat, num texto publicado agora à noite.

Leia um trecho:

"Lula não perdoa a Veja por ter batido forte nos seus dois governos. E denunciado as falcatruas produzidas ou toleradas por eles. Onde Lula e o PT viram relação promíscua e criminosa, a Polícia Federal e o Ministério Público viram uma relação normal entre fonte de informações e jornalista. Mesmo assim, o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), pediu o indiciamento de Policarpo e de mais quatro jornalistas por crime de formação de quadrilha. E recomendou ao Ministério Público que investigue mais seis. É o troco que o PT dá na imprensa…"

Leia também o trecho do relatório de Odair Cunha que diz respeito aos meios de comunicação e tire suas próprias conclusões. Para amanhã, são aguardados novos artigos em defesa de Policarpo & companhia.

Corporativa, mídia blinda Veja e Policarpo | Brasil 24/7

Começou o No blat, blat na defesa do quadrilheiro da Veja

Corporativa, mídia blinda Veja e Policarpo

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Ricardo Noblat foi o primeiro jornalista a sair em defesa do diretor de Veja, alvo de um pedido de indiciamento por formação de quadrilha; segundo o relator da CPI, Odair Cunha, Policarpo Júnior tinha plena consciência de que colaborava com as atividades do grupo criminoso; na ótica de Noblat, era apenas uma relação entre fonte e jornalista

21 de Novembro de 2012 às 21:00

247 – O deputado Odair Cunha (PT-MG), que relatou a CPI do caso Cachoeira e tentará ler, nesta quinta-feira, às 10h30, seu relatório final, tem tudo para ser convertido no inimigo número 1 dos grandes meios de comunicação do País. Tudo porque decidiu propor o indiciamento criminal de alguns jornalistas – é o caso, por exemplo, de Policarpo Júnior, diretor de Veja, incurso, segundo Odair, no artigo 288 do Código Penal, por formação de quadrilha.

No capítulo dedicado aos meios de comunicação, Odair aponta que Policarpo tinha plena ciência de estar colaborando com os objetivos econômicos da quadrilha de Carlos Cachoeira – era assim, por exemplo, quando produzia reportagens que atendiam a interesses da construtora Delta. Em relação a outros profissionais, Odair Cunha chegou a sugerir até o indiciamento pelo crime de lavagem de dinheiro, além de formação de quadrilha.

No entanto, já é grande a pressão para que o texto de Odair caia no esquecimento. Corporativa, a mídia fará de tudo para blindar a revista Veja, bem como seu diretor Policarpo. O primeiro a sair em defesa do profissional foi Ricardo Noblat, num texto publicado agora à noite.

Leia um trecho:

"Lula não perdoa a Veja por ter batido forte nos seus dois governos. E denunciado as falcatruas produzidas ou toleradas por eles. Onde Lula e o PT viram relação promíscua e criminosa, a Polícia Federal e o Ministério Público viram uma relação normal entre fonte de informações e jornalista. Mesmo assim, o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), pediu o indiciamento de Policarpo e de mais quatro jornalistas por crime de formação de quadrilha. E recomendou ao Ministério Público que investigue mais seis. É o troco que o PT dá na imprensa…"

Leia também o trecho do relatório de Odair Cunha que diz respeito aos meios de comunicação e tire suas próprias conclusões. Para amanhã, são aguardados novos artigos em defesa de Policarpo & companhia.

Corporativa, mídia blinda Veja e Policarpo | Brasil 24/7

Começou o No blat, blat na defesa do quadrilheiro da Veja

Corporativa, mídia blinda Veja e Policarpo

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Ricardo Noblat foi o primeiro jornalista a sair em defesa do diretor de Veja, alvo de um pedido de indiciamento por formação de quadrilha; segundo o relator da CPI, Odair Cunha, Policarpo Júnior tinha plena consciência de que colaborava com as atividades do grupo criminoso; na ótica de Noblat, era apenas uma relação entre fonte e jornalista

21 de Novembro de 2012 às 21:00

247 – O deputado Odair Cunha (PT-MG), que relatou a CPI do caso Cachoeira e tentará ler, nesta quinta-feira, às 10h30, seu relatório final, tem tudo para ser convertido no inimigo número 1 dos grandes meios de comunicação do País. Tudo porque decidiu propor o indiciamento criminal de alguns jornalistas – é o caso, por exemplo, de Policarpo Júnior, diretor de Veja, incurso, segundo Odair, no artigo 288 do Código Penal, por formação de quadrilha.

No capítulo dedicado aos meios de comunicação, Odair aponta que Policarpo tinha plena ciência de estar colaborando com os objetivos econômicos da quadrilha de Carlos Cachoeira – era assim, por exemplo, quando produzia reportagens que atendiam a interesses da construtora Delta. Em relação a outros profissionais, Odair Cunha chegou a sugerir até o indiciamento pelo crime de lavagem de dinheiro, além de formação de quadrilha.

No entanto, já é grande a pressão para que o texto de Odair caia no esquecimento. Corporativa, a mídia fará de tudo para blindar a revista Veja, bem como seu diretor Policarpo. O primeiro a sair em defesa do profissional foi Ricardo Noblat, num texto publicado agora à noite.

Leia um trecho:

"Lula não perdoa a Veja por ter batido forte nos seus dois governos. E denunciado as falcatruas produzidas ou toleradas por eles. Onde Lula e o PT viram relação promíscua e criminosa, a Polícia Federal e o Ministério Público viram uma relação normal entre fonte de informações e jornalista. Mesmo assim, o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), pediu o indiciamento de Policarpo e de mais quatro jornalistas por crime de formação de quadrilha. E recomendou ao Ministério Público que investigue mais seis. É o troco que o PT dá na imprensa…"

Leia também o trecho do relatório de Odair Cunha que diz respeito aos meios de comunicação e tire suas próprias conclusões. Para amanhã, são aguardados novos artigos em defesa de Policarpo & companhia.

Corporativa, mídia blinda Veja e Policarpo | Brasil 24/7

25/09/2012

Noblat, blat, blat, made in Paraguai

Filed under: Golpismo,Paraguai,Rede Globo de Corrupção,Ricardo Noblat — Gilmar Crestani @ 7:58 am

 

Onde estão as fitas, Noblat?

Edição/247: noblat bandeira paraguai

Colunista insiste na tese de que a "entrevista" de Marcos Valério a Veja foi gravada e diz que, se ela vier a público, Lula pode virar réu. Sorry, Noblat, mas essa versão não cola. Faz parte apenas de uma tentativa frustrada de golpe paraguaio

24 de Setembro de 2012 às 19:57

247 – Ricardo Noblat insiste: Marcos Valério falou a Veja, sem saber que estava sendo gravado. Quando descobriu, pediu à revista que publicasse suas declarações de forma indireta. E Veja, obediente, acatou o pedido de um personagem à beira da cadeia, sem qualquer poder político ou econômico. Sorry, Noblat, mas essa versão não cola. Trata-se apenas de uma tentativa de constranger e intimidar o ex-presidente Lula, evitando sua eventual volta ao poder em 2014 ou 2018. Golpe paraguaio.

Leia, abaixo, o comentário de Noblat:

Orientação aos companheiros, por Ricardo Noblat

Em sua edição mais recente, a VEJA afirma que está tão segura de que Marcos Valério disse o que ela publicou na semana passada como estava ao publicar em 1992 a entrevista de Pedro Collor responsável pelo início da queda do irmão dele, o então presidente Fernando Collor.

Para quem não lembra ou não sabe: a entrevista de Pedro foi gravada e filmada, e é a isso que a VEJA agora se refere indiretamente. Portanto, a de Valério também teria sido.

Não, não foi. A de Valério foi só gravada.

Valério soube que sua conversa com a VEJA fora gravada quando quis romper o trato feito com a revista: ela publicaria as declarações dele, mas as atribuiria a pessoas que as teriam ouvido diretamente de Valério.

Assim, a entrevista deixaria de ser uma entrevista, o que livraria Valério da responsabilidade de responder por ela diante da Justiça. Mas Valério não perderia a ocasião de mandar recados para quem quisesse e de fazer ameaças.

Agora, a orientação aos companheiros: cobrem da VEJA a gravação da conversa com Valério. Ela não poderá mostrá-la depois de ter negado que entrevistou Valério.

O companheiro Lula não pode cobrar. É mais conveniente para ele fingir que acredita que não houve entrevista – e, portanto, que a Veja não dispõe de gravação com Valério.

Continuem desacreditando a revista, chamando-a de mentirosa. Lula também não poderá fazê-lo. Nem mesmo o PT que tantas vezes já o fez. Imaginem só se, irritada, a revista acabasse divulgando a gravação.

Só não esqueçam que o momento é delicado.

Se a gravação vier a público, algum juiz de primeira instância poderia abrir um inquérito para apurar as acusações de Valério. Isso não seria bom para Lula.

Batam na VEJA por hábito e para não parecermos frouxos. Mas sem a virulência dos temerários e nem o descompromisso dos suicidas.

Onde estão as fitas, Noblat? | Brasil 24/7

22/09/2012

Quanto cu$ta um artigo do Noblat?

Filed under: Rede Globo de Corrupção,Ricardo Noblat — Gilmar Crestani @ 9:10 am

Como já dizia Hélio Fernandez, do Tribuna da Imprensa, Ricardo Noblat é um jornalista celular, pré-pago. Só vai até acabar o pacote. Esse tipo de jornalismo, com matérias pré-pagas, é o que intere$$a aos grupos mafiomidiáticos. Noblat foi contratado pela Globo como verdadeiro pistoleiro de aluguel. Pagou, levou!

Arthur Virgílio contratou Noblat?

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br

Por Altamiro Borges

O tucano Arthur Virgílio está desesperado. Depois da derrota nas eleições para o Senado em 2010, ele agora corre o risco de perder a disputa para a prefeitura de Manaus. Pesquisa Ibope divulgada ontem apontou que a candidata Vanessa Grazziotin (PCdoB) subiu dez pontos nas intenções de voto e empatou com o rival do PSDB. Já a projeção para o segundo turno indica a vitória da senadora – 43% a 39%. No desespero, o “valentão” partiu pra baixaria e já conta com a “assessoria de imprensa” de Ricardo Noblat, do jornal O Globo.

Nesta semana, o blogueiro da famiglia Marinho postou vários artigos para tentar evitar o novo fiasco de Arthur Virgílio. Até parece que ele foi contratado pelo tucano. Ele tenta estancar a sangria causada pela agressão à senadora promovida por um cabo eleitoral do PSDB na semana passada. O jagunço cuspiu no rosto de Vanessa, num gesto repugnante registrado em fotos e que resultou em um inquérito policial. Diante do desgaste, o tucano alegou que o episódio foi uma “farsa”.  E Noblat, numa atitude nada nobre, repete a sua versão.

O "espantoso cinismo" de Noblat

O seu artigo mais asqueroso foi publicado hoje (21), no final da tarde. Noblat, que fez tanto escarcéu no episódio da “bolinha de papel” que atingiu José Serra nas eleições de 2010, não condena a cusparada contra Vanessa. Pelo contrário. Ele critica o “espantoso cinismo da senadora”. Isto porque num primeiro momento a mídia do Amazonas divulgou que ela fora atingida por ovos. Para o jornalista, não foram ovos, mas cuspes! Daí a “farsa”. Na ótica partidarizada de Noblat, “o ovo não passara de cuspe”!

A assessoria da senadora já havia movido ação na Justiça contra Ricardo Noblat. Magoado, o “assessor de imprensa” de Arthur Virgílio postou um texto ainda mais agressivo, que pode até ser acusado por machismo e estímulo à violência. Na prática, esta atitude só revela que bateu o desespero no tucano e no seu blogueiro do jornal O Globo. A pesquisa Ibope confirma o favoritismo de Vanessa Grazziotin. E ela foi realizada antes do comício de Lula em Manaus, nesta quarta-feira, que reuniu mais de 30 mil pessoas.

A pesquisa não refletiu o impacto da visita, que agitou Manaus e animou ainda mais os apoiadores da senadora. Virgílio já estava empacado por duas razões. A primeira foi uma ação no STF do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) contra a Zona Franca, que refrescou a memória dos eleitores de que o PSDB foi responsável pela destruição de fábricas e empregos na região. A segunda foi a agressão promovida pelo cabo eleitoral do tucano. O impacto da visita de Lula deverá irritar ainda mais a dupla Arthur-Noblat!

Altamiro Borges: Arthur Virgílio contratou Noblat?

18/09/2012

Veja deixou Noblat pendurado na broxa?

Filed under: Bandidagem,CPI da Veja,Ricardo Noblat — Gilmar Crestani @ 8:20 am

http://www.cartoonmovement.com

Por Altamiro Borges

O Portal Imprensa acaba de informar que a Veja “decidiu não divulgar o áudio da entrevista com Marcos Valério”. Segundo a repórter Jéssica Oliveira, “a matéria de capa da edição 2287 sobre as declarações de Marcos Valério acerca dos envolvidos no mensalão gerou duras críticas à publicação. Na sequência, ganhou repercussão nacional quando a revista primeiramente negou e depois garantiu ter falado diretamente com o réu para construir a reportagem”. Agora, porém, a Veja teria desistido de publicar a tal entrevista!

Motivo de chacota?

A notícia, confirmada pelo próprio Ricardo Noblat, segundo o portal, deve ter desagradado o blogueiro da Globo. Ele apostou todas as fichas na divulgação do áudio, que acusaria Lula de ser “o chefe do mensalão”. Mas, agora, ele pode ficar pendurado na broxa, sendo motivo de chacota. Na noite de ontem, o blogueiro da famiglia Marinho até insinuou que o gato havia subido no telhado. Ele informou que “a direção da Veja está reunida para decidir se divulga ainda hoje em seu site a gravação da entrevista feita com Marcos Valério”.

Noblat jura que o áudio existe. “Foi na semana passada, em Belo Horizonte, que a Veja entrevistou Valério. E gravou a entrevista”. Ela só não foi publicada devido à discordância de Marcelo Leonardo, advogado do publicitário. De tão convicto, o jornalista da Globo até contesta o próprio diretor da Veja, Eurípedes Alcântara, que garantiu na sua “carta ao leitor” – equivalente ao editorial da publicação – que “Valério não quis dar entrevista sobre as acusações diretas do envolvimento de Lula que ele vem fazendo”.

O pensamento do seu avô

Noblat é um profissional tarimbado. No livro “O que é ser jornalista”, ele mesmo relata várias patifarias cometidas por barões da mídia – e inclusive dá nomes aos bois. Interesses comerciais, partidarização, golpes rasteiros e manipulações fariam parte do cotidiano das redações, garante. Ele também assume que já aprontou das suas na profissão, mas por motivos nobres (Noblat, em latim, significa nobre). “Lamento informar, mas já inventei. E mais de uma vez. Se quiser substituir ‘invenção’ por mentira, faça-o”, escreve no livro.

Será que estaria inventando, “mentindo”, também agora no caso da entrevista não publicada de Marcos Valério? Não dá para saber. O certo é que a revista Veja já mentiu várias vezes – como no caso dos “dólares das Farc” ou do avião de Cuba. A publicação fascistóide já chegou a acionar um repórter-bandido para invadir um apartamento utilizado pelo ex-ministro José Dirceu. Ela também se aliou ao crime organizado, à máfia de Carlinhos Cachoeira, para produzir as suas “reporcagens” com interesses comerciais e políticos.

Por que Noblat bota tanta fé nesta publicação tão decadente? Em seu livro, o blogueiro da Globo cita um rico ensinamento do seu avô: “Só existem dois tipos de jornalistas: o venal e o honesto. O venal fica rico. O honesto vive sendo demitido e morre pobre”. Será que este pensamento não atormenta a sua consciência?

Altamiro Borges: Veja deixou Noblat pendurado na broxa?

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