Ficha Corrida

17/10/2011

A globalização da revolta

O ativista Kevin Young, da Organização por uma Sociedade Livre, dos EUA, uma das organizadoras da marcha “Ocuppy Wall Street”, relembrou o ensinamento de antigos militantes, segundo os quais "primeiro, eles ignoram você. Depois, eles riem de você. Em seguida, eles atacam você, e então você os vence".

Antonio Lassance

O que há de comum entre as mobilizações da Tunísia, Egito, Iêmen e Síria, com as do Reino Unido, Itália e Chile; Portugal e Grécia; as da Espanha com as dos Estados Unidos?
Muita coisa, mas vamos com calma. A lista de diferenças é ainda maior. Mesmo na Primavera Árabe, a Revolução Jasmim, da Tunísia, e a Revolução de Lótus, do Egito, floresceram em um mesmo terreno, mas são espécimes diversos.
Respeitadas essas diferenças, o que há de semelhante pode e deve ser considerado global. Há questões econômicas, sociais, políticas e culturais comuns.
A mais evidente é a indignação contra as desigualdades econômicas e sociais e a dominação política que as mantém e as faz aumentar. O slogan novaiorquino “somos os 99%” estampou a sensação de que a maioria vive no mundo da carência por se deixar dominar politicamente pelo 1% que vive no mundo da opulência. A mesma ideia ganhou diferentes expressões em todo os cantos. É um sentimento global compartilhado.
A crise internacional é um fator comum. Ela tem gerado a revolta contra o mundo das finanças, que mandou as pessoas desocuparem suas casas hipotecadas, nos Estados Unidos, que demitiu servidores públicos na Grécia, que desempregou em massa na Espanha. A inflação mundial, com tendência de crescimento, tem como uma de suas vertentes o encarecimento dos alimentos, que afeta mais diretamente a população pobre. Este foi um problema de fundo na Tunísia, no Egito e no Oriente Médio. A estagnação econômica elevou o desemprego e todos se perguntam por que os governos ajudam os bancos, mas não ajudam as pessoas em pior situação.
A maneira como os manifestantes foram tratados também tem traços em comum. Primeiro eles foram tidos por vozes isoladas; depois, provocadores, baderneiros, criadores de confusão. O governo sírio chamou os revoltosos de gangues. As autoridades britânicas também. O Partido Conservador cogitou criar um esquadrão especial antiprotestos e restringir o uso da internet, o que, convenhamos, são propostas para ditador algum botar defeito.
O ativista Kevin Young, da Organização por uma Sociedade Livre, dos EUA, uma das organizadoras da marcha “Ocuppy Wall Street”, relembrou o ensinamento de antigos militantes, segundo os quais "primeiro, eles ignoram você. Depois, eles riem de você. Em seguida, eles atacam você, e então você os vence".
Há uma revolta global contra a esclerose das referências políticas tradicionais. Isso vale para a Tunísia, o Egito, a Líbia, o Iêmen, mas também para a Europa, os Estados Unidos e o Chile. No caso das ditaduras, a esclerose estava associada à figura dos próprios ditadores. Ocorre o mesmo com Berlusconi, na Itália. Nos demais países, a esclerose é dos partidos, que não se renovam ou não empunham projetos alternativos, menos capazes ainda de encampar a defesa da igualdade.
As manifestações tiveram referências espontâneas, mas contaram com o apoio e o ativismo de várias organizações, algumas mais, outras menos consolidadas, mas todas essenciais para que a indignação tomasse as ruas. O desafio é justamente conseguir canalizar a energia de sua espontaneidade para referências políticas capazes de montar coalizões governantes e disputar projetos de poder em seus países.
Há mudanças demográficas globais em curso afetando principalmente jovens, mulheres e idosos. Surgiram novas formas de expressão cultural e novos hábitos de consumo de informação. Há uma revolta contra a velha mídia por conta da deturpação ou omissão de informações, do sarcasmo contra os pobres e da celebrização dos opressores.
As marchas desmentiram aqueles que por aí diziam que havia acabado a época das grandes mobilizações populares, e que as novas maneiras de protestar eram cada vez mais individuais e virtuais. A comunicação eletrônica, ou autocomunicação de massa (como diz Manuel Castells), deu fôlego às manifestações, facilitou a mobilização, protegeu ativistas, disseminou a revolta.
O feitiço virou-se contra o feiticeiro, e a tão propalada globalização agora ganha a forma de protesto, com cores muito diferentes, mas com um leve toque de jasmim.

Antonio Lassance é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e professor de Ciência Política. As opiniões expressas neste artigo não refletem necessariamente opiniões do Instituto.

Carta Maior – Antonio Lassance – A globalização da revolta

02/10/2011

A OTAN humanitária…

Filed under: Kadafi,Líbia,Revolução Jasmim — Gilmar Crestani @ 7:17 am

Os otários acreditam. A OTAN iria proteger os civis e levar ajuda humanitária à Líbia. Claro, se não há problemas para a OTAN solucionar, ela cria só para poder “ajudar”. Ah, essa superioridade da “civilização ocidental”!

Situação em cidada natal de Khadafi é horrível, diz Cruz Vermelha

Atualizado em  1 de outubro, 2011 – 21:37 (Brasília) 00:37 GMT

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha descreveu a situação na cidade de Sirte, a cidade natal do coronel Muamar Khadafi e um de seus últimos bastiões na Líbia, como horrível.

Os combates violentos entre forças do Conselho Nacional de Transição e os partidários de Khadafi continuaram neste sábado durante a visita de uma equipe da organização ao principal hospital da cidade.

Segundo o porta-voz da Cruz Vermelha, Hichem Khadraoui, a equipe levava suprimentos médicos e embalagens de plástico para colocar corpos ao hospital de Ibn Sima. O porta-voz afirma que pacientes estão morrendo devido à falta de oxigênio e combustível para os geradores do hospital.

Khadraoui afirmou ainda que foguetes atingiram o hospital durante a visita da equipe da Cruz Vermelha.

BBC Brasil – Radar de Notícias – Situação em cidada natal de Khadafi é horrível, diz Cruz Vermelha

14/09/2011

Erdogan: "El reconocimiento del Estado palestino es una obligación"

Filed under: Israel,Revolução Jasmim — Gilmar Crestani @ 8:35 am

A chamada “primavera árabe” está causando insolação em Israel. Com a caída dos regimes ditadoriais que se submetiam ao controle dos EUA, Israel perde o silêncio dos vizinhos contra suas barbaridades. Quando o muro cair, as hordas invadirão e aí haja muro para tanta lamentação.

Erdogan: "El reconocimiento del Estado palestino es una obligación"

El primer ministro turco carga en El Cairo contra los "crímenes" de Israel

ENRIC GONZÁLEZ – El Cairo – 13/09/2011

Recep Tayyip Erdogan se ha ofrecido al mundo árabe como campeón de las dos causas más populares entre la gente de la calle: la lucha contra los tiranos y la libertad de los palestinos. "El reconocimiento del Estado palestino no es una opción, es una obligación", ha dicho el primer ministro turco desde la tribuna de la Liga Árabe. Erdogan ha cargado contra los "crímenes" de Israel, pero ha evitado referirse de forma directa a la represión ejercida en Siria por su antiguo aliado Bachar el Asad.

    La noticia en otros webs

    La sede de la Liga Árabe, en la emblemática plaza de Tahrir, hervía de expectación cuando Erdogan, con un notable retraso sobre la hora prevista, ha entrado en el edificio. Fuera le aclamaban cientos de egipcios, como ya le había aclamado una pequeña multitud a su llegada al aeropuerto de El Cairo la noche anterior.

    Las autoridades egipcias le han hecho desistir de sus dos ideas más populistas, la de viajar a Gaza y la de dirigirse a las masas desde la plaza de Tahrir, pero ha aprovechado que su discurso ante la Liga Árabe era retransmitido por la televisión egipcia para hablar al mundo árabe en general, y no solo a los ministros presentes.

    El primer ministro turco ha abrazado con pasión la iniciativa palestina de pedir este mismo mes a la ONU el reconocimiento como Estado. "Es hora de izar la bandera palestina en las Naciones Unidas; icemos la bandera palestina y que esa bandera sea el símbolo de la paz y la justicia en Oriente Próximo", ha dicho. Para Israel, a cuyo Gobierno ha definido como "obstáculo para la paz", ha tenido palabras duras: "Tiene que pagar por los crímenes cometidos", ha afirmado, en referencia a la guerra contra Gaza en diciembre de 2008 y al asalto de la nave turca Mavi Marmara en mayo de 2010. "Israel solo dejará de estar aislado", ha añadido, "cuando se comporte como un país razonable, responsable, serio y normal".

    Resulta sorprendente que Erdogan no haya hecho referencia a Siria. En unas declaraciones previas a su llegada a El Cairo, el primer ministro turco había opinado que El Asad estaba "a punto de perder su legitimidad", e indicó como posible que las protestas contra la dictadura desembocaran en una guerra civil entre la mayoría suní y la minoría alauí, a la que pertenece El Asad y que compone la columna vertebral del régimen. Lo que hizo Erdogan fue respaldar en general la primavera árabe, señalando que "las aspiraciones legítimas" de los pueblos no debían ser "aplastadas por la fuerza", y proponer para los países de Oriente Próximo y el norte de África un modelo de Estado laico y democrático como el turco.

    El secretario general de la Liga Árabe, Nabil el Arabi, sí fue rotundo respecto a Siria. Ha definido al régimen de El Asad como "una máquina de matar", y ha anunciado que la organización no mantendrá nuevos contactos directos con el Gobierno sirio hasta que este deje de reprimir a la población y entable una auténtica negociación con los opositores para una reforma democrática.

    El primer ministro de Turquía ha disfrutado de forma evidente de su prestigio popular, pero ha provocado recelos en bastantes ministros de la Liga Árabe, incómodos ante el tono de superioridad adoptado por Erdogan (que, al fin y al cabo, no es árabe) y ante la sospecha de que trata de reconstruir, abrazándose a la bandera palestina y aprovechando la pujanza comercial de su país, algo parecido al viejo Imperio Otomano.

    En cualquier caso, la Liga Árabe tiene ante sí un problema más urgente que las ambiciones de Erdogan: la petición palestina a la ONU. El presidente de la Autoridad Palestina, Mahmud Abbas, dispone de dos opciones: buscar el pleno reconocimiento y el ingreso como país miembro, a través del Consejo de Seguridad, u optar por algo más modesto, el reconocimiento y un estatus de observador, a través de la Asamblea General. La primera vía implicaría un enfrentamiento directo con EE UU, que ha anunciado ya que usaría su derecho de veto.

    La Liga Árabe no se ha pronunciado a favor de ninguna de las dos vías y ha dejado libertad a Abbas, quien tenía previsto anunciar el viernes su decisión final.

    Erdogan: "El reconocimiento del Estado palestino es una obligación" · ELPAÍS.com

    01/09/2011

    A verdade sobre a Líbia

    Filed under: Kadafi,Revolução Jasmim — Gilmar Crestani @ 8:59 am
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    Já não se usa mais subterfúgios. O Petróleo ainda é o principal álibi da “civilização  ocidental”.

    Potências definem em Paris futuro da Líbia, de olho em contratos e petróleo

    Cúpula decidirá sobre status do CNT, fundos de Kadafi antes congelados e volta da democracia

    Jamil Chade, correspondente

    GENEBRA – Emissários de pelo menos 60 países discutirão nesta quinta-feira, 1º, em Paris a nova página da história da Líbia, o status do Conselho Nacional de Transição (CNT) e como organizar a reconstrução da nação africana. Ao mesmo tempo, governos disputam contratos para o fornecimento de produtos e serviços para a Líbia pós-Kadafi e a influência sobre o novo regime de Trípoli.

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    Parte do dinheiro nas contas congeladas do ditador Muamar Kadafi está sendo usada para fechar contratos justamente com os governos que lideraram a ofensiva da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

    Convocada pela França, a reunião deverá formalizar a liberação de quase US$ 5 bilhões em ativos de Kadafi, os quais agora serão destinados à "reconstrução" da Líbia. A União Europeia deverá ainda revogar as sanções unilaterais contra portos e companhias petrolíferas líbias. Um calendário para o estabelecimento da democracia em Trípoli deverá ainda ser divulgado. O encontro foi organizado por europeus, sob críticas do Brasil, China e Rússia. Os emergentes defendem que o tema seja tratado no âmbito da ONU.

    Diplomatas brasileiros disseram ao Estado que um dos pontos centrais dessa reconstrução será a liberação da fortuna de Kadafi. China e Rússia não escondem a irritação com a cúpula convocada pelos europeus. Mas os emissários de Brasília, Pequim e Moscou admitem que um de seus objetivos na reunião é garantir que os contratos da era Kadafi sejam mantidos.

    Líderes como o presidente francês, Nicolas Sarkozy, o premiê britânico, David Cameron, a chanceler alemã, Angela Merkel, e a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, querem transformar a cúpula no "nascimento internacional" da Líbia pós-Kadafi.

    Eldorado

    Na quarta, a França anunciou que mantinha bloqueados US$ 7,5 bilhões em seus bancos e pediu que a ONU já libere US$ 1,5 bilhão. A Grã-Bretanha já tinha feito isso dois dias atrás – um voo com o equivalente a US$ 211 milhões partiu para a Líbia – e a Itália anunciou ontem a liberação de mais US$ 500 milhões. Esse dinheiro está beneficiando justamente os países que haviam promovido resoluções na ONU pedindo que a fortuna fosse descongelada – europeus, alguns países árabes e os EUA.

    Nesta semana, por exemplo, rebeldes líbios usaram US$ 44 milhões de Kadafi para comprar trigo de produtores franceses. O pacto fechado com Paris prevê que alimentos e gêneros de primeira necessidade sejam comprados de empresas francesas. A França também emplacou a venda de escolas pré-fabricadas. O ponto mais sensível, porém, continua a ser a indústria do petróleo.

    Franceses

    No regime de Kadafi, 35 empresas estrangeiras operavam no país. Em abril, o CNT havia prometido a Sarkozy que um terço dos contratos de petróleo ficaria com empresas francesas. A esperança de Paris é que a França seja "recompensada" por ter liderado os ataques da Otan.

    Na semana que vem, uma missão com empresários da Total, Alstom e outras empresas francesas vai desembarcar em Trípoli para debater com a nova administração contratos para ajudar na reconstrução da Líbia. Em julho, executivos da Total já tinham visitado Benghazi e, com o apoio do governo em Paris, fecharam contatos com rebeldes.

    O Estado apurou que os novos "ministros" líbios voltarão a Paris no dia 6 para uma reunião com empresários.

    Potências definem em Paris futuro da Líbia, de olho em contratos e petróleo – internacional – geral – Estadão

    16/04/2011

    Democracia e religião

    Filed under: Revolução Jasmim — Gilmar Crestani @ 10:01 pm
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    O Ocidente bloqueou campo político no Oriente Médio e facilitou a ascensão dos fundamentalismos
    Publicado em 04 de abril de 2011

    VLADIMIR SAFATLE – Revista CULT

    As reações de setores da opinião pública às revoltas no mundo árabe expõem um belo sistema projetivo. Pois podemos dizer que, muitas vezes, eles acabam por projetar, como se fosse exclusividade do Oriente Médio, problemas que são também nossos. Um exemplo paradigmático aqui é a relação entre política e religião.

    Gostamos de acreditar que nossas sociedades ocidentais são sistemas políticos laicos, no interior dos quais a força das crenças religiosas deu lugar à possibilidade de uma confrontação eminentemente política, no mais das vezes técnica e racional. Para nós, isso representaria um ganho dos processos de modernização que ainda não teria sido alcançado pelo mundo árabe. Dessa forma, conservamos o velho esquema da supremacia cultural do Ocidente e de seu pretenso progresso histórico.

    No entanto, essa versão é dificilmente sustentável. Primeiro, porque nossas sociedades não conseguiram resolver o problema de sua laicidade. Basta lembrar como a última eleição presidencial no Brasil virou um conflito a respeito de temas ligados à maneira com que dogmas religiosos relativos à família e à procriação interferem na gestão da vida social. Quem esqueceu a maneira com que candidatos à Presidência beijaram imagens de santos? Mas como ignorar que a maioria da população brasileira é católica e tem o direito de expressar suas convicções, fazer-se ouvir no momento de decidir sobre a configuração das leis do Estado? Bem, basta tirarmos a palavra
    “católica” e colocarmos a palavra “muçulmana” para repetirmos o mesmo tipo de discurso veiculado por organizações como a Irmandade Muçulmana.

    Mas deixemos de lado o Brasil. Lembraria que uma das perguntas tradicionais nos debates televisivos da eleição presidencial norte-americana é exatamente “qual trecho da Bíblia o senhor prefere?”. Lembraria também que a Alemanha é governada por um partido que se diz democrata-
    cristão. Certamente os não cristãos não conseguem entender por que devam ser governados por um partido que diz defender os valores cristãos.

    Poderíamos tentar contemporizar esse fato dizendo que o cristianismo é totalmente compatível com a democracia. Mas talvez seria mais correto afirmar que a democracia é, simplesmente, indiferente ao cristianismo (ou ao budismo, ao islamismo, ao judaísmo etc.).

    O cristianismo, por sua vez, pode ser extremamente excludente, persecutório e intolerante contra aqueles que não comungam seus dogmas.

    Devemos lembrar esses pontos para afirmar que a relação entre política e religião está longe de ser uma questão resolvida, tanto no Ocidente quanto no Oriente. O Oriente Médio precisará inventar um meio de equalizar esse problema, da mesma forma que nós também precisamos. Nossas conquistas nesse campo são mais frágeis do que imaginamos.

    No entanto, nossa desconfiança em relação ao que se passa atualmente no Oriente Médio talvez venha, em larga medida, do medo que temos do caráter violento do fundamentalismo islâmico. Melhor seria lembrar como tal fundamentalismo é um fenômeno recente. Ele tem, no máximo, 30 anos. Países hoje com grandes contingentes de fundamentalistas, como o Afeganistão, eram, até a década de 1970, animados por lutas políticas laicas.

    Nesse sentido, não esqueçamos que tal recrudescência do sentimento religioso no Oriente Médio é o resultado direto de um longo bloqueio, patrocinado pelo Ocidente, de modificações políticas nos países árabes. Desde os anos 1950, o Ocidente vem sistematicamente minando todos os movimentos políticos árabes de autodeterminação e independência. O caso da conspiração contra o líder nacionalista iraniano Mossadegh é aqui paradigmático.

    Por outro lado, os regimes mais corruptos e totalitários da região foram apoiados de maneira irrestrita pelo Ocidente (Paquistão, Arábia Saudita, Jordânia, Tunísia, Egito). Ou seja, a experiência cotidiana de um árabe em relação aos valores modernizadores e democráticos ocidentais é que eles servem apenas para justificar o contrário do que pregam. Os árabes fizeram a prova do caráter formalista e “flexível” dos valores ocidentais.

    Nesse ambiente de cinismo e bloqueio do campo político, o retorno à tradição religiosa com suas promessas de revitalização moral é sempre uma tendência. Foi isso que aconteceu. Ou seja, não se trata aqui de traço arcaizante nenhum típico de civilizações refratárias ao nosso “choque civilizatório”. Trata-se de um sintoma recente de bloqueio do potencial transformador do campo político. Por isso, podemos esperar que essa nova vaga de revolta política no Oriente Médio permita a reconstrução do campo político e o esvaziamento de tendências fundamentalistas.

    vladimirsafatle@revistacult.com.br

    Blog Leituras Favre

    15/04/2011

    Atacar é preciso, viver não é preciso

    Filed under: Revolução Jasmim,Tio Sam — Gilmar Crestani @ 8:55 am
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    Vamos recordar. Estados Unidos à frente, abriu-se uma coalizão para proteger os civis líbios das malvadezas do ditador, um ex-amigo, Kadafi. Deu-se a direção das armas à OTAN. Agora sai este. É a quantidade de aviões que determina a precisão dos ataques. Com menos aviões, os civis mortos são efeitos colaterais. E assim caminha a desumanidade.

    La OTAN pide más aviones para atacar con precisión las fuerzas de Gadafi

    España no cede a las presiones y no participará en operaciones contra objetivos terrestres

    RICARDO MARTÍNEZ DE RITUERTO| Enviado especial, Berlín 15/04/2011

    Siguiendo el peligroso precedente de Afganistán, la OTAN constató ayer oficialmente que está corta de recursos para el aire que está tomando la campaña libia y que necesita más aviones de ataque a tierra para neutralizar con precisión las tácticas militares del coronel Gadafi. La petición la hizo el almirante James Stavridis, jefe militar supremo de la OTAN, a los ministros de Exteriores aliados y de los otros seis países que participan en la operación. "No he recibido promesas, pero tengo indicios" de que la petición será satisfecha, reveló el secretario general aliado, Anders Fogh Rasmussen, antes de autocalificarse de optimista visceral. El refuerzo no llegará de España. La ministra Trinidad Jiménez asegura que España va a mantener su contribución en los términos pactados, que no incluyen operaciones de ataque a suelo.

      Los jefes de la diplomacia de 34 países se dieron cita en Berlín para discutir el estado de la situación en Libia y, tras reiterar los conocidos compromisos genéricos en favor de los civiles y en contra del régimen deslegitimado por la ONU, acordaron "proporcionar los recursos necesarios y la máxima flexibilidad operativa", dentro del mandato de Naciones Unidas. "Seguiremos adaptando nuestras acciones militares para conseguir el máximo efecto en el cumplimiento de nuestra obligación", prometieron.

      El almirante Stavridis les ofreció durante el almuerzo una exposición técnica según la cual "a grandes rasgos tenemos los medios necesarios para cumplir la misión, aunque los requerimientos cambian conforme lo hacen las tácticas y ahora el régimen esconde sus efectivos en zonas habitadas", en palabras de Rasmussen. "Para evitar víctimas civiles necesitamos equipos muy sofisticados, más precisos para ataques aire-suelo". Fuentes aliadas estiman que el número de aviones necesarios ronda la decena.

      La calidad de las aportaciones aliadas se ha convertido en un caballo de batalla en los últimos días, con franceses y británicos haciendo estentóreas manifestaciones públicas a favor de un mayor compromiso de los otros socios que no tuvieron continuación en la mesa de los ministros, según fuentes aliadas.

      A cuatro países en particular (España, Italia, Países Bajos y Suecia) se les venía presionando hasta ahora para que participaran en ataques a tierra. A partir de ahora se les abre el frente de las nuevas necesidades planteadas por Stavridis. Rasmussen se dice "seguro de que los países responderán", y puesto ante la negativa española, se va por la tangente y opta por los términos genéricos: "No tengo promesas. Tengo indicios. Y soy optimista por naturaleza".

      Fuentes aliadas estiman que en cuestión de días Italia se implicará más, de creer a Franco Frattini, ministro de Exteriores, si bien los conocedores del biotopo político italiano mantienen sus dudas. España no cede a la presión, que en determinadas reuniones aliadas ha llegado a ser crispante.

      "La fuerza que está prestando España es la que va a seguir prestando en el futuro", mantiene la ministra Jiménez, en referencia a los cuatro F-18 dedicados a la exclusión aérea, la fragata, el submarino, el avión nodriza y el de patrulla marítima.

      Que la incipiente operación en Libia evoque los trabajos de Afganistán desagrada en la OTAN. El marco objetivo es distinto, pero paralelismo y semejanzas no son difíciles de encontrar. La intervención afgana empezó con muy pocos efectivos aliados y durante años los predecesores de Stavridis y el de Rasmussen reclamaban un mayor compromiso. Ante la palabra Afganistán, Rasmussen responde que en Libia "la misión está claramente definida por el Consejo de Seguridad: el objetivo es cumplir la resolución 1973", de proteger a los civiles, mediante el embargo de armas y la zona de exclusión aérea. "Ejerceremos esta presión durante el tiempo que sea necesario", asegura la declaración final, con una frase extraída de cualquier otro comunicado sobre Afganistán.

      La OTAN pide más aviones para atacar con precisión las fuerzas de Gadafi · ELPAÍS.com

      06/04/2011

      Civis y Civis

      Filed under: Revolução Jasmim — Gilmar Crestani @ 7:56 am
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      Civis mortos pelos invasores são efeitos colaterais. Civis mortos por Kadafi são massacres, genocídios. E tudo isso dito sem meias palavras pela dita imprensa ocidental. Ou somos muito ignorantes para engolirmos uma imprensa tão imbecil, ou somos imbecis por aceitarmos uma imprensa ignorante.

      Francia admite que el riesgo de bajas civiles complica la misión militar en Libia

      Los rebeldes libios acusan a la OTAN de dejar morir a los civiles en Misrata, sometida a un duro castigo por las tropas de Gadafi.- Juppé admite el "riesgo de empantanarse".-La Alianza asegura haber destruido el 30% de la fuerza militar del dictador

      AGENCIAS / EL PAÍS – Trípoli / París / Madrid – 06/04/2011

      Francia ha respondido a las acusaciones de inacción vertidas por los rebeldes libios contra la OTAN, que se muestra incapaz de frenar la ofensiva de las tropas de Muamar el Gadafi en las ciudades sublevadas por el riesgo de que sus ataques puedan provocar un número elevado de bajas civiles. El ministro de Exteriores francés, Alain Juppé, ha asegurado esta mañana que las operaciones militares en Libia están adquiriendo un alto grado de complejidad debido a la táctica empleada por el Ejército del dictador de introducirse en núcleos poblados para sortear los bombardeos de la Alianza Atlántica. "Tenemos la orden formal de evitar daños colateral sobre la población civil", ha explicado el ministro de Sarkozy. "Eso hace inevitablemente que las operaciones sean más difíciles".

      Juppé, en todo caso, ha explicado que abordará la cuestion en las próximas horas directamente con la dirección de la OTAN. "La situación es confusa. Hay un riesgo alto de empantanarse", ha admitido. "La situación es Mirastata no puede continuar así", ha añadido.

      Misrata, a medio camino entre Trípoli y Sirte, el feudo natal de Gadafi, es uno de los frentes más duros de la contienda. La OTAN ha lanzado allí hasta 14 ataques contra las fuerzas de Gadafi. Los opositores libios habían pedido ayuda a la Alianza Atlántica para atacar la defensa aérea y la artillería pesada del régimen, que bombardean sin tregua la ciudad desde hace casi mes y medio, causando centenares de muertos y heridos. Según el jefe de operaciones del cuartel general militar de la Alianza, general de Brigada Mark Van Uhm, Misrata es uno de los lugares poblados donde las tropas del dictador están escondiendo sus tanques usando a los civiles como escudos humanos para impedir que la OTAN identifique y ataque esas unidades. Según un portavoz de los rebeldes, al menos dos personas murieron ayer y otras 26 resultaron heridas por los ataques de Gadafi sobre esta ciudad.

      Decepción entre los rebeldes

      Los rebeldes empiezan a desesperar. Poco más de dos semanas después del inicio de la operación militar internacional contra Gadafi, el jefe de las tropas de los sublevados, Abdelfatah Yunes, acusó anoche a la OTAN de dejar morir a los civiles en Misrata. "O trabaja adecuadamente, o solicitaremos al Consejo de Seguridad que suspenda la misión", afirmó Yunes en rueda de prensa en Bengasi, bastión de los alzados.

      Según el líder rebelde, la inacción de la OTAN, que asumió el mando de la intervención el 27 de marzo, está permitiendo el avance de las fuerzas leales a Gadafi, por lo que las tropas internacionales, en lugar de ayudar, "se están convirtiendo en un problema". La misión "nos ha decepcionado", subrayó Yunes, que insiste en que la operación militar no está ofreciendo a los sublevados "lo que necesitaban".

      El pesimismo de Yunes contrasta con las positivas declaraciones realizadas horas antes por el comandante en jefe de la operación en Libia, general canadiense Charles Bouchard, que aseguraba que un 30% de la fuerza militar de Gadafi ha sido destruida desde que comenzó la intervención. Esta cifra incluye tanto el resultado de los ataques llevados a cabo por la coalición liderada por Reino Unido, Francia y Estados Unidos, como los desarrollados por la Alianza Atlántica cuando asumió el mando de la misión el pasado 27 de marzo.

      En Brega, a 800 kilómetros al este de Trípoli, los intensos bombardeos de las fuerzas del régimen con cohetes y proyectiles de mortero obligaron ayer a los rebeldes a una rápida retirada hacia el este. La colaboración aérea de la OTAN y la mayor organización de los rebeldes no fueron suficientes para frenar el ímpetu de las tropas leales al régimen, que han ganado territorio y cada vez están más cerca de la estratégica ciudad de Ajdabiya. La carretera que une estas dos localidades ha sido escenario de explosiones, numerosos disparos de mortero y artillería pesada que han obligado a los rebeldes a replegarse en vista de la persistencia de los combates y de la mayor capacidad militar del dictador. Esto parece confirmar que los gadafistas han podido rearmarse, a pesar de que el principal portavoz rebelde, Mustafa Geriani, ha declarado que los fieles al dictador no recibían ningún suministro para reponer su arsenal y se encontraban desmoralizados.

      Objetivo: recuperar Brega

      Los insurrectos intentan hoy recuperar territorio organizando una ofensiva desde Ajdabiya, a 80 kilómetros al este de Brega. Vehículos todoterreno armados con ametralladoras y lanzacohetes han partido esta mañana rumbo al frente, según ha podido constatar un periodista de Reuters. En paralelo a este movimiento, decenas de coches cargados de muebles y colchones han empezado a abandonar Ajadbiya en dirección opuesta, es decir, hacia Bengasi. Se trata de familias que huyen de los combates.

      Hossam Ahmed, un desertor del Ejército de Gadafi, ha asegurado que el frente se sitúa ahora a menos 60 kilómetros al oeste de Ajdabiya. Al igual que sus superiores jerárquicos, Ahmed ha expresado la frustración instalada entre los sublevados: "No ha habido bombardeos aéreos. Escuchamos el sonido de los aviones pero no bombardearon nada", ha añadido.

      Estados Unidos promete convertirse en un balón de oxígeno para los opositores del régimen. Chris Stevens, antiguo número dos de la Embajada estadounidense en Trípoli, se ha reunido con los rebeldes en Bengasi y se plantea enviarles ayuda financiera. Esto demuesta el interés de Washington por profundizar su alianza con quienes tratan de derrocar a Gadafi. No obstante, Estados Unidos no ha reconocido aún al Consejo Nacional de Transición libio, el órgano administrativo de los sublevados, algo que sí han hecho otros países aliados como Francia o Italia.

      La prioridad de los aliados ha sido, en todo caso, proteger a los civiles de los ataques. Desde el 17 de marzo, fecha en la que el Consejo de Seguridad de la ONU adoptó la resolución 1973 para permitir la operación, el principal objetivo de la misión ha sido hacer cumplir el embargo de armas mediante operaciones de vigilancia en el Mediterráneo central con aviones de reconocimiento (AWACS) y de buques de la Alianza; la congelación de los activos personales de Gadafi y la prohibición de todos los vuelos, excepto los destinados a fines humanitarios y de ayuda. Las patrullas aéreas encargadas de que se aplique esta zona de exclusión se han visto reforzadas por Catar, Emiratos Árabes Unidos y Suecia, que aportan respectivamente cuatro, doce y ocho cazabombarderos. Reino Unido ha informado de que enviará cuatro Tornados (aviones de combate) adicionales, mientras que Estados Unidos ha retirado 40 de los 90 aviones de ataque que había destinado a la intervención internacional en Libia pero, a cambio, aumentará el número de AWACS, reabastecimiento y apoyo logístico.

      Vía diplomática

      Al mismo tiempo se ha abierto una vía diplomática para solucionar el conflicto, pero en la actualidad permanece estancada por la obcecación del dictador. Turquía, el único país musulmán de la OTAN, que ha asumido el papel de mediador, reconoce que no espera avances por el momento, a la vista del desacuerdo de ambas partes sobre la permanencia de Gadafi. El portavoz del dictador, Mussa Ibrahim, aseguró el lunes a la prensa que el Gobierno está dispuesto a emprender reformas políticas, pero siempre con el coronel en el poder como "elemento unificador" para evitar un vacío similar al de Somalia.

      El portavoz insistió en que "debe ser el pueblo, y no la comunidad internacional, el único actor que decida" sobre el futuro político del mandatario. No parece entender el portavoz que, después de 41 años en el poder, el dictador no parece una figura legitimada para guiar ningún proceso democrático.

      "Podemos aceptar cualquier sistema político, cualquier cambio: constitución, elecciones, cualquier cosa, pero el líder es quien tiene que sacar esto adelante. Esa es nuestra convicción", aseguró Ibrahim, que subrayó que su continuidad no es negociable, según la cadena Al Arabiya. "Creemos que él (Gadafi) es muy importante para dirigir cualquier transición a un modelo democrático y transparente", añadió. Horas antes, la oposición había rechazado una propuesta de alto el fuego precisamente por estar dirigida por Gadafi.

      El control del petróleo

      La guerra continúa en otros dos ámbitos cruciales: el informativo y el del control del petróleo. Los rebeldes libios han exportado este lunes un millón de barriles de crudo, procedentes de los campos bajo su control, lo que suponde el primer cargamento enviado por los opositores a Gadafi y contribuye a rellenar sus empobrecidas arcas. El destino del crudo, valorado en 100 millones de dólares (unos 70 millones de euros) parece ser Catar.

      El pequeño emirato del Golfo ha reconocido a los rebeldes de Bengasi como autoridad legítima de Libia, al igual que Italia, uno de los mayores receptores del petróleo libio. Esta primera exportación ayudará a pagar los sueldos a los funcionarios y a mejorar la imagen del consejo de transición como un Gobierno viable.

      Mientras, el régimen libio ha anunciado la llegada a un puerto controlado por Gadafi de un barco con un cargamento de petróleo importado, con el objetivo de aliviar la escasez de combustible. El buque, propiedad de la compañía estatal de transporte libio, fue descargado en el puerto de Zauiya, a unos 50 kilómetros al oeste de la capital. No se ha informado de su procedencia. Pese a ser el tercer exportador de crudo de África, las sanciones internacionales y la guerra civil han provocado carencias para la población, que se enfrenta a largas colas en las gasolineras.

      26/03/2011

      Sarkozy, a merda subiu à cabeça

      Filed under: Revolução Jasmim — Gilmar Crestani @ 11:59 am
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      A afirmação infeliz do presidente francês, e comandante das ações contra a Líbia, dão a dimensão completa de seu caráter: "… cada governante árabe tem de entender, especialmente os governnates árabes, que de agora em diante a reação da comunidade internacional  e da Europa será sempre a mesma”.

      Guerra in Libia: Sarkozy si è montato la testa

      Guerra in Libia: Sarkozy si è montato la testa

      Ha già seminato il panico la clamorosa affermazione di Sarkozy secondo la quale: "…ogni governante deve capire, e specialmente i governanti arabi, che d’ora in poi la reazione della comunità internazionale e dell’Europa sarà sempre la stessa". Il ministro degli esteri tedesco Westerwelle, sicuramente più brillante e reattivo del nostro Frattini, gli ha risposto immediatamente criticando con durezza l’affermazione: "Penso sia una discussione molto pericolosa, con conseguenze difficili per la regione e il mondo arabo".

      Già, Sarkozy si trova bene nei panni del liberateur, i sondaggi lo premiano e allora si è allargato un attimo, ma con quella frase è riuscito alla stesso tempo a imbarcare gli altri paesi europei in un’impresa che non sembra gradita a nessuno e a minacciare i tanti autocrati arabi che vanno a braccetto con l’Occidente. Facile immaginare che negli Emirati Arabi Uniti, che hanno mandato i bombardieri contro Gheddafi e la polizia ha reprimere la rivolta in Bahrain senza che nessuno avesse niente da dire, non la prenderanno bene. E chissà come la prenderanno bene nel resto dell’area. Intendiamoci, se l’affermazione di Sarkozy avesse il minimo fondamento saremmo di fronte a una svolta epocale dell’atteggiamento occidentale verso le dittature, ma è chiaro che si tratta solo di una sparata in solitaria di Sarkozy e che nessun paese europeo è disposto a sottoscrivere affermazioni del genere

      24/03/2011

      O butim já dá rende

      Filed under: Revolução Jasmim — Gilmar Crestani @ 9:15 am
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      La UE congela los fondos de las empresas petroleras libias

      Trípoli cuenta con unas reservas de 144 toneladas de oro

      R. MARTÍNEZ DE RITUERTO – Bruselas – 24/03/2011

      En la progresiva aplicación de sanciones de distinto tipo al régimen libio, la Unión Europea decidió ayer congelar los fondos de la Empresa Nacional Petrolera (NOC, en sus siglas inglesas) y de cinco filiales. La medida busca asfixiar económicamente a la Libia de Muamar el Gadafi, cuyo Producto Nacional Bruto procede en un 71% del gas y del petróleo, si bien a estas alturas del conflicto las exportaciones están paralizadas. La medida ha hecho volver los ojos sobre las reservas de oro de Trípoli, estimadas en unos 6.600 millones de dólares (4.640 millones de euros) a precios de mercado.

      La decisión de los Veintisiete asume como propia la relación de compañías sancionadas por el Consejo de Seguridad, con la muy valiosa NOC al frente, y añade autónomamente sus cinco filiales. También queda vetada la compañía aérea de bandera Al Afriqiya y se añaden nuevos nombres a las listas de personas que no podrán entrar en la UE por sus responsabilidades en la violencia del régimen. Con ellos ya son 37 los integrantes de la lista negra encabezada por la familia Gadafi.

      La de ayer es la tercera batería de sanciones adoptada por la UE tras la primera serie relativa al embargo de armas y material antidisturbios, la congelación de activos de personalidades del régimen y la privación de visados. Con posterioridad, los Veintisiete se centraron en líneas financieras, lo que paralizó las actividades del banco central, la banca de inversiones y la Agencia Libia de Inversiones, con una capacidad de 70.000 millones de dólares.

      La paralización formal del sector energético tendrá efectos muy relativos, dado que Libia no está en condiciones de exportar nada. Pero es reveladora del deseo de emplear todos los medios para acabar con el régimen. Agoco, una de las filiales de NOC en la zona oriental del país, bajo control de los rebeldes, planea separarse de la matriz y comercializar petróleo como entidad independiente. Un representante de la sociedad declaró a la agencia Reuters que daba por hecho que el Consejo Nacional de Transición recibirá fondos de las futuras ventas.

      Europa es el principal destino de las exportaciones petroleras y gasísticas de Libia, lo que llevó hace tiempo a Alemania a reclamar el cierre de ese grifo financiero. Objetaban Italia, principal cliente europeo de Gadafi, y algún otro país. España importa en torno al 13% de su petróleo de Libia y menos del 2% del gas. En el anterior Consejo Europeo, José Luis Rodríguez Zapatero dejó entender que el proceso sancionador avanzaba gradualmente y que llegaría el momento de la energía. Una portavoz de la Comisión aseguró ayer que los clientes europeos de Libia ya tienen proveedores alternativos.

      Libia es el tercer país productor petrolero de África y su participación en el mercado internacional apenas es del 2%, cantidad insignificante que se convierte en espectacular cuando se valora su contribución a las finanzas nacionales. Datos de la Comisión correspondientes a 2007 indican que los hidrocarburos suponen el 90% de los ingresos del Estado libio.

      El agostamiento de esta fuente de recursos ha dirigido la atención a las reservas declaradas de oro, próximas a los 4,6 millones de onzas (unas 144 toneladas), según datos del Fondo Monetario Internacional. La cifra es sustancial y permite especular con ella como una posible vía de financiación alternativa en caso de necesidad.

      La cuestión es que ese oro tiene difícil salida ahora del país, en vista de los distintos embargos impuestos por Naciones Unidas y de las dificultades logísticas para sacarlo por vía terrestre. El tesoro perdería buena parte de su valor a precio de mercado ante la previsible urgencia de la venta.

      23/03/2011

      Medo do fluxo migratório e do refluxo do gás e do petróleo

      Filed under: Revolução Jasmim — Gilmar Crestani @ 9:11 am
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      Le paure di Bossi sull’intervento in Libia

      Le paure di Bossi sull'intervento in Libia

      Che la guerra sia un evento da "eliminare" come metodo per affrontare le divergenze tra popoli e all’interno dei popoli è un’idea da sostenere a gran voce: non sia mai più guerra!

      Voglio specificare che il commento che farò non significa assolutamente la mia condivisione della guerra in generale e quella libica in particolare. Il commento ha lo scopo di indicare le contraddizioni della Lega in merito all’immigrazione e all’energia.

      Bossi, nel suo intervento a Erba ha sostenuto la necessità di usare cautela nel decidere interventi militari in Libia, idea che aveva già sostenuto sull’intervento in Afganistan e Iraq, poiché potremmo incorrere in problemi ancora più grandi sull’immigrazione e sull’approvvigionamento energetico.

      Cautela che si tradurrebbe, alla fine, con l’attendere l’evolversi degli eventi, in parole povere "stare a guardare".

      È chiaro che l’idea non è quella pacifista, ovvero, opporsi all’intervento bellico proponendo soluzioni diverse e migliori. È invece basata sulla paura di almeno due conseguenze che si potrebbero verificare: aumento dell’immigrazione, cessazione del flusso di gas e petrolio dalla Libia.

      Queste paure, peraltro legittime, sono però nate dalle minacce di Gheddafi anzi, sono le minacce di Gheddafi nei confronti dei paesi che parteciperanno all’azione militare contro di lui.

      Ho detto legittime perché si potrebbero verificare in ogni caso, sia che vinca Gheddafi sia che vinca l’opposizione; non va dimenticato che anche l’opposizione ha ribadito che eventuali accordi dopo la rivoluzione saranno fatti con i paesi amici, ovvero, con coloro che, in un modo o nell’altro, li hanno aiutati. Pertanto, in ogni caso, stare a guardare non ci salverà di certo.

      Per quanto riguarda l’immigrazione, va notato che, fino ad oggi, dalla Libia non sono arrivati migranti. Questo significa che, se flusso ci sarà, avverrà alla fine delle ostilità pertanto, saranno tutti fuggitivi politici. L’unica differenza sarà la loro appartenenza: o saranno ribelli o sostenitori di Gheddafi. Qualcuno obietterà che migranti comunque sono. Certo, solo che se i ribelli fuggiranno da una dittatura che ha promesso nessuna pietà verso l’opposizione colpevole solo di aver manifestato il loro dissenso (non va dimenticato che fu il regime a reagire con violenza nei confronti di manifestanti pacifici), i sostenitori della dittatura fuggiranno perché coinvolti, o sostenitori, di azioni contro i diritti umani e di azioni "criminali". Una differenza che dovrà contare nel momento in cui incominceranno ad arrivare.

      È più probabile che ci siano criminali tra i migranti sostenitori del regime che tra i migranti sostenitori della rivolta. Inoltre, ritenere "politici" coloro che hanno difeso con azioni anche criminali il regime non mi sembra proprio il caso; in questo caso andrebbe benissimo applicare la legge sui respingimenti e dare la possibilità al popolo libico di giudicarli.

      Il tutto si deciderà a fine guerra. Il problema dipenderà comunque dalla capacità di gestire il flusso.

      Riguardo al problema gas e petrolio, alla possibilità di fare accordi per l’approvvigionamento, dipenderà essenzialmente dall’aiuto, e a chi, che sarà stato dato al vincitore; in questo caso è determinante la scelta di campo. Stare a guardare non gioverà chiunque vinca.

      È chiaro che decidere a priori chi uscirà vincitore da un conflitto non è mai possibile; l’unica azione rimane quella di sostenere coloro che vorrebbero porre fine alla dittatura e riportare il paese a condizioni di vivibilità e all’interno della comunità internazionale a tutti i livelli (non va dimenticato che Gheddafi non ha mai firmato la carta dei diritti umani), considerando anche che l’Italia è presente in Afganistan e Iraq proprio in nome dei diritti universali e contro le dittature, almeno così ci dicono.

      Inoltre, va considerato che il vincitore, chiunque sia, avrà comunque la necessità di vendere il petrolio, maggior fonte di rendita, nelle stesse quantità di prima, o anche maggiori, e considerando la necessità di reperire tecnici in grado di gestire gli impianti, sicuramente, si limiterà a rivedere i contratti.

      Per concludere, affermare che la sinistra voglia aumentare il flusso immigratorio allo scopo di avvantaggiarsene nelle elezioni dimostra anche la confusione, magari voluta, sul tema immigrati.

      Quando si parla di migrazione – spostamento di consistenti masse di persone da un posto all’altro – si parla anche di frontiere. Chiaro che le frontiere non si eliminano d’un colpo – la frontiera più importante e diffusa è quella culturale che ognuno di noi si porta dentro – ma è altrettanto chiaro che sono loro il maggior ostacolo. Rimuoverle significherebbe una maggior possibilità di coesione e fusione delle diverse culture.

      Per rimuoverle, però, serve un approccio più aperto da parte delle istituzioni e da coloro chiamati a gestirle; cosa che la lega non fa, anzi, agisce esattamente al contrario e lo fa pur sapendo che le migrazioni sono sempre esistite e sono alla base, o, perlomeno, ne sono una componente importante, dello sviluppo umano sociale e tecnologico – il mischiarsi di culture diverse non può che essere un vantaggio perché è portatore di novità e, perciò, di innovazioni.

      Di questo la lega è perfettamente consapevole – lo stesso popolo padano, e comunque del nord Italia è il risultato di continui rimescolamenti di culture fin dai tempi di Roma, ma anche prima – ma continua a divulgare la sua idea di separazione per mantenere integre le culture – che però, alla fine, più che difendere le culture si difendono le tradizioni che, tra l’altro, sono comunque sopravvissute all’unità d’Italia. E in questo sta la confusione.

      Le paure di Bossi sull’intervento in Libia – AgoraVox Italia

      20/03/2011

      Retratos Capitais

      Filed under: Revolução Jasmim — Gilmar Crestani @ 5:46 pm
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      Fui clicado por Marcelo Carnaval p/ "Retratos Capitais"  da Carta Capital dessa semana

      Fui clicado por Marcelo Carnaval p/ "Retratos Capitais" da Carta Capital dessa semana

      Fui clicado por Marcelo Carnaval p/ "Retratos Capitais&q… on Twitpic

      Aux armess, “bobayons”!!!

      Filed under: Revolução Jasmim — Gilmar Crestani @ 10:35 am
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      Às armas, bobalhões… é só uma brincadeira com a Marselhesa.

      Para o Humanitè, o real motivo da invasão da Líbia pela França está nas eleições.Sarkozy copia Clinton quando bombardeou o Sudão. Como se vê, esse primeiro mundo é de última.

      Politique – le 18 Mars 2011

      Cantonales 2011

      Cantonales, les raisons d’aller aux urnes

      Dès le premier tour, les Français auront à s’exprimer sur la nature des enjeux où se mêlent indéfectiblement les choix politiques nationaux, locaux et financiers.

      «Un bulletin de vote est plus fort qu’une balle de fusil», Abraham Lincoln. Une chance à saisir dès dimanche, avec le renouvellement de la moitié des conseillers généraux, niveau institutionnel de démocratie de proximité dans le collimateur de la droite, qu’elle soit sarkophile ou pas.

      Celle-ci, si d’aventure elle sortait indemne de ce scrutin et de ceux qui interviendront l’an prochain pour cause d’efficacité insuffisante des urnes, mettrait en application, dès 2014, sa réforme visant à laisser les financiers faire main basse sur l’action publique : l’extension d’une politique au service des riches largement développée au niveau national avec son cortège d’arrogance, d’injustices, et assortie de toute une panoplie de lois et de mesures, toutes affichant le mépris des salariés, chacune détricotant la solidarité nationale. Les sujets de mécontentement ne manquent pas. Certains sonnent comme des rendez-vous électoraux pris il y a quelques mois sur le bitume des villes au moment des luttes contre la réforme des retraites. D’autres ont été forgés dans le creuset des promesses non tenues et des mensonges manipulatoires sur le pouvoir d’achat ou l’emploi. D’autres encore s’activent sur le mode préventif face aux offensives annoncées. Allégement de la fiscalité des plus riches, prétendu pacte de compétitivité… Au point que la droite, craignant le verdict des urnes, avance masquée et ne parle que d’enjeu local. Comme s’il n’existait pas de liens d’évidence entre les intérêts qu’elle défend au niveau national et ceux qu’elle entend servir dans les départements, sous le régime d’une rivalité complice, tacite ou affirmée, avec le Front national.

      La gauche, dans la diversité de ses composantes, préside 58 départements sur 100. Qu’elle perde des plumes ou qu’elle se prévale d’atouts supplémentaires, cela prépare quand même le contenu de l’avenir. Au point que de nombreux électeurs voient dans les scrutins des 20 et 27 mars le prologue de la présidentielle de 2012.

      • 1. Un vote pour s’opposer à la réforme des collectivités qui fragilise le devenir des départements

      La réforme des collectivités territoriales, imposée par Nicolas Sarkozy via sa majorité au Parlement, met gravement en cause le devenir même du département. La création du conseiller territorial, en 2014, siégeant au conseil régional et au conseil général, se traduira par une montée des charges de la région. Cela au détriment du département, cette collectivité de proximité, qui est indispensable pour faire reculer les inégalités de développement entre territoires. La démocratie locale sera mise en cause par un éloignement des élus du terrain et des lieux de décision des citoyens. Avec, à la clé, une moindre prise en compte des besoins des populations et une plus grande difficulté pour elles de se faire entendre. Enfin, la fin de la compétence générale pour les départements, soit la possibilité d’intervenir seul ou en soutien aux communes, rendra aléatoire, voire impossible, la réalisation de projets utiles aux populations et aux territoires. Cette réforme doit rentrer en application dès 2014. Se saisir de ce vote pour refuser sa mise en œuvre est pertinent.

      • 2. Sauvegarder les services publics de proximité, dont l’avenir est menacé par la politique du pouvoir…

      Les départements peuvent être, selon leurs choix politiques, de véritables boucliers sociaux en développant de nombreux services publics. C’est vrai de leurs obligations comme celles des politiques sociales, des collèges, de la voirie, des transports publics, du développement économique… mais c’est tout aussi vrai de leurs actions, pour certains, en faveur du logement, notamment social, de la petite enfance avec, par exemple, les crèches, dans le domaine culturel et sportif avec le soutien aux associations et la réalisation d’équipements publics, de l’environnement… La restriction de leur droit d’intervention, voulue par le gouvernement, comme la diminution de leurs moyens financiers, avec la fin de la taxe professionnelle et le gel des dotations d’État aux collectivités, risquent fort de conduire à une moindre intervention de leur part pour développer les services publics de proximité. Laissant place, pour répondre aux besoins, au secteur privé et à toutes les inégalités que cela engendrerait.

      • 3.  Refuser les nouveaux cadeaux fiscaux que Nicolas Sarkozy veut offrir à sa bande du Fouquet’s

      Le «président des riches» a dû mettre au rancard son bouclier fiscal. C’était devenu le symbole insupportable des injustices fiscales. Mais comme il n’a aucune vocation à jouer les Robins des bois, il veut en échange supprimer ou réformer profondément l’impôt sur la fortune. La bande du Fouquet’s n’y trouve rien à redire : le bouclier rapportait aux riches 0,7 milliard d’euros, tandis que l’ISF leur coûte 4,5 milliards ! On ne sait pas encore quel sera le contenu exact de cette réforme de l’ISF : sera-t-il simplement aménagé ou remplacé par l’IRF, impôt sur les revenus de la fortune, comme semble le souhaiter Nicolas Sarkozy ? Ce qui est certain, c’est que, dans les deux cas, le seuil de l’impôt sera relevé de 790 000 euros à 1,3 million d’euros. Ce qui permettra à 300 000 assujettis d’y échapper. Le gouvernement a également exclu la création d’une nouvelle tranche d’imposition sur les revenus pour compenser le manque à gagner pour les recettes de l’État, de même que de relever les taxes sur la transmission du patrimoine. Un nouveau cadeau pour les privilégiés qui conduira à visser encore les dépenses publiques utiles.

      • 4. Conserver, pour le Parlement, le droit de décider du budget de la nation et de la Sécurité sociale

      En toute discrétion, Nicolas Sarkozy a lancé, mercredi, un processus de révision constitutionnelle. Au terme de celui-ci, s’il y parvenait, figureraient dans le texte fondamental des dispositions extrêmement graves : la représentation nationale, voire même le gouvernement issu du suffrage universel seraient privés de la possibilité de fixer librement le montant des dépenses et des recettes de l’État et de la Sécurité sociale ! La Constitution rendrait obligatoire l’adoption d’une loi pluriannuelle (trois ans au moins) « d’équilibre des finances publiques » qui fixe « année après année » les efforts à réaliser pour parvenir à cet équilibre. Si le Parlement vote un budget qui n’entre pas dans ce cadre, il sera « annulé comme contraire à la Constitution ». Si une telle loi-cadre est adoptée par l’actuelle majorité, fin 2011, le gouvernement issu des élections de 2012 ne pourra mettre en œuvre d’autres orientations budgétaires qu’en 2015 ! De plus, le budget de la France devra être examiné par la Commission européenne avant même d’être débattu au Parlement français. Que restera-t-il de la souveraineté populaire, quand l’austérité sera gravée dans le marbre de la Constitution ?

      • 5. Un vote contre le plan caché d’austérité Merkel-Sarkozy

      L’État doit 84 millions d’euros cette année au Val-de-Marne, au titre de la compensation financière pour le revenu de solidarité active (RSA), l’allocation personnalisée d’autonomie (APA) et la prestation de compensation du handicap (PCH). Une grande partie des départements français sont dans le même cas. Cela n’empêche pas le gouvernement d’avoir accepté, mardi, de se voir infliger, lors d’une réunion des ministres des Finances, dans le futur, une amende de 4 milliards d’euros (0,2 % du PIB) par Bruxelles s’il ne respecte pas le pacte de stabilité.

      En vigueur depuis 1997, ce pacte limite la possibilité pour les États de s’endetter. Pour le compléter, le tout nouveau pacte pour l’euro, adopté vendredi, empêchera l’État d’augmenter son budget plus rapidement que la croissance économique, en berne. Pour réduire la dette, le gouvernement a accepté de tailler dans les dépenses. Les budgets sociaux – et les départements en gèrent une partie – en seront affectés. Par ailleurs, le pacte pour l’euro prône la modération salariale. Pis, les pays voyant leur compétitivité se dégrader (par des augmentations de salaires) pourraient se voir infliger une amende !

      • 6. Faire mentir les sondages qui font monter le Front national à des niveaux jamais atteints

      Pour le premier scrutin de l’ère Marine Le Pen à la direction du parti, le FN a absolument besoin d’illustrer en grandeur nature qu’il y a, comme le dit son conseiller Bruno Bilde, « incontestablement une poussée du Front ». Histoire de montrer que l’envolée dans les sondages, avec pas moins de sept projections sur douze plaçant Marine Le Pen au second tour de la présidentielle, n’est pas un feu de paille. Le FN, qui redoute plus que tout l’abstention, table sur un maintien dans une centaine de cantons, en Picardie, Nord-Pas-de-Calais, Languedoc-Roussillon, Provence-Alpes-Côte d’Azur, Rhône-Alpes, Alsace ou Lorraine. L’Ifop estime, sur la base des régionales, qu’un maintien du FN est possible au contraire dans 200 cantons, en dépit du relèvement du seuil pour se maintenir (12,5 % des inscrits), où aurait lieu, « dans 80 % des cas, un duel FN-PS ».

      L’autre objectif avoué est de faire sauter un verrou à droite en montrant « qu’avec le FN au second tour, les électeurs UMP ne reporteront pas leurs voix sur le candidat de gauche ». Avec un Claude Guéant jugeant jeudi que « les Français ont parfois le sentiment de ne plus être chez eux », la partie est quasiment gagnée.

      • 7. Donner du poids aux politiques de gauche

      Pour la troisième fois, le Front de gauche se présente au suffrage universel, avec 1 587 candidats, soit 81,88 % des cantons, un chiffre qui ne prend pas en compte les postulants de cette alliance arbitrairement classés « divers gauche » par le ministère de l’Intérieur.

      « Nous sommes les seuls à créer une dynamique d’union. » Marie-George Buffet, la députée communiste, revient systématiquement sur ce qui a prévalu à la création du Front de gauche à chacun de ses déplacements en soutien aux candidats. Une façon pour l’ancienne secrétaire nationale de rappeler que cette coalition du PCF, du Parti de gauche et de la Gauche unitaire colle à l’aspiration au rassemblement de « la gauche de transformation sociale ».

      Les initiateurs du Front de gauche voient dans ces élections « l’occasion de la raclée contre l’UMP », selon l’expression de Jean-Luc Mélenchon. Le coprésident du PG appelle à « régler (nos) comptes avec ceux qui ont volé aux Français qui travaillent deux ans de petite vie tranquille que l’on gagne quand on est à la retraite ». Battre la droite tout en prônant une politique alternative reste l’objectif de la coalition, qui estime que réaliser un score « à deux chiffres » lui permettra d’amplifier la dynamique pour 2012.

      Gaël de Santis, Mina Kaci, Olivier Meyer, Max staat, Lionel Venturini

      Cantonales, les raisons d’aller aux urnes | Humanite

      Por que a França foi a ponta de lança?

      Filed under: Revolução Jasmim,Tio Sam — Gilmar Crestani @ 10:11 am
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      "Para contentar Sarkozy daqui a poucas horas iniciará a Guerra do Mediterrâneo, assim a França poderá substituir a Total pela ENI. A Europa está dividida, o eixo franco-alemão está em crise, Obama sumiu, a ONU, como de costume, é incapaz de responder". E por aí vai…

      Libia: una guerra per accontentare Sarkozy

      Libia: una guerra per accontentare Sarkozy

      Per accontentare Sarkozy tra poche ore inizierà la Guerra del Mediterraneo, così la Francia potrà sostituire la Total all’ENI. L’Europa è lacerata, l’asse franco-tedesco è in crisi, Obama è sparito, l’ONU è stata come al solito incapace di rispondere. Per il pressappochismo di uno pagheremo tutti. Con la speranza che Gheddafi non scateni l’inferno. Al limite ci salverà Bersani.


      sarko gheddafi

      E così, per accontentare Sarkozy e la sua voglia di mettere le mani sulle importanti concessioni energetiche libiche, tra poche ore assisteremo con ogni probabilità ad una bella guerra nel Mediterraneo. Un “capolavoro” diplomatico che ha lacerato l’Europa (asse franco-tedesco in crisi profonda), che ha irrigidito Russia e Cina, che ha bloccato ogni possibile mediazione americana (ma Obama, dov’è?), e che porterà ad una reazione di Gheddafi. Già, che farà ora il Colonnello? Beh, negli anni Ottanta, quando si arrabbiava, era solito sparare missili su Lampedusa o tirare giù qualche aereo occidentale. Ora che è molto arrabbiato, probabilmente reagirà con le dovute proporzioni.

      Battute a parte, quello che è accaduto ieri sera al Consiglio di Sicurezza dell’Onu è tutto tranne che una risposta del Mondo libero alle suppliche di un popolo schiacciato dal despota. La risoluzione passata con ben 5 astensioni (tra cui Russia, Germania e Cina…) certifica molto più pragmaticamente che la Francia è stata assecondata nelle sue ambizioni di rinnovata grandeur, nella sua voglia di esportare il suo modello ovunque nelle regioni che hanno qualcosa da offrirle.

      Siamo di colpo tornati indietro nel tempo; siamo tornati alla spartizione dell’Africa tra le grandi potenze. Non è un caso, infatti, che i più accaniti sostenitori della no fly zone fossero Parigi e Londra, ossia i due giganti che fino a qualche decennio fa si sono spartiti il cosiddetto Terzo Mondo.

      sarko gheddafi 2

      Già c’è chi dice (non a torto) che Sarkozy non vede l’ora di piantare i paletti della Total al posto di quelli dell’Eni, che di fatto la Libia post-gheddafiana altro non sarà che la replica di quanto fu l’Algeria fino agli anni Sessanta del secolo scorso: un bel territorio metropolitano a disposizione della madrepatria transalpina. E’ questo quello che l’Occidente voleva? E’ questa la risposta democratica alle rivolte che si ripropongono di abbattere i regimi?Una guerra nel Mediterraneo, come non accadeva da tempo?

      Se è così, bene ha fatto l’Italia a mostrarsi cauta e realista. Una posizione, la nostra, su cui pian piano si sono accodate anche altre potenze che in un primo momento facevano la voce grossa. Un esempio? L’astensione di Berlino in Consiglio di Sicurezza e la dichiarazione del Ministro degli Esteri Westerwelle che “nessun soldato tedesco metterà piede in Libia”.

      Forse, una volta tanto, noi abbiamo visto più lontano di tanti altri. Forse, abbiamo dimostrato più saggezza di chi si crede padrone del Mondo (o quantomeno d’Europa). Il problema è che per il pressapochismo di uno pagheremo tutti.

      Libia: una guerra per accontentare Sarkozy – AgoraVox Italia

      18/03/2011

      Marcha da Insensatez

      Filed under: Revolução Jasmim — Gilmar Crestani @ 9:59 am
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      Até ontem todos condenavam os conflitos. A morte de inocentes. Hoje, o conflito e a morte de inocentes já tem aval da ONU. Moral da História: conflito e morte de inocentes, sim, desde que com aval da ONU.

      Potências atacarão Líbia em ‘algumas horas’, diz França

      Reino Unido prepara caças para destruir defesa antiaérea do regime; Itália libera bases para ação

      17 de março de 2011 | 22h 00

      PARIS – O ataque militar autorizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) contra as forças do ditador da Líbia, Muamar Kadafi, deve começar ‘em algumas horas’, afirmou nesta sexta-feira, 18, o porta-voz do governo francês, François Baroin, em entrevista à rede RTL. O governo britânico ordenou à cúpula militar que finalize o plano para impor uma zona de exclusão aérea na Líbia e a Força Aérea Britânica (RAF, na sigla em inglês) está de prontidão, disse o primeiro ministro David Cameron. Na noite de quinta-feira, 17, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução que autoriza o uso de "todos os meios necessários" para proteger os civis das tropas leais a Kadafi.

      Fontes diplomáticas francesas disseram que a ação incluirá a participação da França, Grã-Bretanha, Noruega, Suécia e possivelmente os EUA e uma ou mais nações árabes.

      Os caças Tornados da RAF devem ser os primeiros a atacar a defesa antiaérea de Kadafi. Os aviões, baseados na Escócia e em Norfolk, cidade no leste da Inglaterra, utilizariam bases no sul da França ou no Chipre. O Canadá também ofereceu seis caças CF-18 para a operação.

      O primeiro ministro britânico confirmou nesta sexta a participação do Reino Unido na operação de intervenção na Líbia. David Cameron frizou, entretanto, que a resolução aprovada ontem pela ONU exclui o envio de tropas de ocupação no país. O Reino Unido já acionou as aeronaves Tornado e Typhoon, que serão realocadas para outras bases durante a operação.

      A Itália, por sua vez, disponibilizou suas bases militares para garantir o cumprimento da resolução, segundo a Reuters. A base aérea de Sigonella, na Sicília, que fornece apoio logístico à Sexta Frota do Estados Unidos, é uma das bases da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) mais próximas à Líbia e poderá ser usada na ação.

      "É um desenvolvimento positivo", afirmou uma fonte italiana após a sessão do Conselho de Segurança. Questionada sobre se a Itália iria oferecer suas bases para a aplicação da resolução da ONU, a fonte disse: "Sim, dissemos que estamos prontos para fazê-lo".

      O Egito começou a fornecer armas de pequeno porte, como rifles e munição, para rebeldes no leste da Líbia, com o aval dos Estados Unidos, segundo o The Wall Street Journal. É o primeiro esforço conhecido de um governo estrangeiro para armar a oposição a Kadafi.

      A votação

      Dez dos 15 países-membros do Conselho de Segurança votaram a favor da resolução que autoriza a aplicação de uma zona de exclusão aérea de forma imediata e qualquer medida adicional – menos uma incursão terrestre – para impedir ataques que possam resultar na morte de civis. Eram necessários ao menos nove votos favoráveis, sem nenhum veto. O Brasil se absteve da votação, assim como Alemanha, Índia, China e Rússia.

      A embaixadora brasileira na ONU, Maria Luiza Viotti, atribuiu a abstenção do país ao texto da resolução. "As medidas adotadas podem causar mais danos do que benefícios. Mas não significa uma aceitação do comportamento do governo líbio", disse. Além disso, segundo a representante brasileira os movimentos no mundo árabe têm crescido internamente, e uma intervenção externa alteraria esta narrativa, tendo repercussões na Líbia e em outros países.

      As negociações estiveram sob o comando da França, da Grã-Bretanha e do Líbano. Os EUA envolveram-se mais intensivamente nos últimos dias depois que a Liga Árabe e a União Africana se posicionaram a favor da zona de exclusão aérea. O desafio, ao longo dos últimos dois dias, foi convencer a China e a Rússia a não vetar a resolução.

      EUA cogitam treinar rebeldes

      Na avaliação de alguns países, mesmo a zona de exclusão aérea não será suficiente. A embaixadora dos EUA junto à ONU, Susan Rice, disse antes da votação que talvez sejam necessárias medidas ainda mais restritivas para conter o regime líbio. Os EUA e seus aliados poderiam também enviar militares para assessorar e treinar os rebeldes, disse um oficial americano.

      Demonstrando a importância da questão para a França, o próprio chanceler Alain Juppé compareceu ao conselho em Nova York e disse que a "obrigação dos franceses não é dar lições, mas ajudar as pessoas a decidir seu futuro. A situação na Líbia é alarmante. Não podemos abandonar a população civil diante da repressão. Temos pouco tempo. É uma questão de dias. Ou mesmo de horas. Cada hora que passa, aumenta o peso sobre os nossos ombros. Não podemos atuar tardiamente".

      Kadafi ameaça

      Minutos depois de a ONU aprovar a intervenção, Kadafi disse que a decisão do órgão é "um ato flagrante de colonização" ilegal. Isso é loucura, insanidade, arrogância. Se o mundo enlouquecer, enlouqueceremos junto. Vamos responder. Faremos de sua vida um inferno, porque estão fazendo isso da nossa. Eles nunca terão paz", disse o ditador ao canal português RTP.

      Mais cedo, o ditador, que está há 40 anos no poder, já havia dito que suas forças estavam prontas para atacar Benghazi, principal reduto rebelde. "Está decidido. Estamos chegando. Não teremos misericórdia".

      Potências atacarão Líbia em ‘algumas horas’, diz França – internacional – Estadao.com.br

      09/03/2011

      Enfim, um pouco de luz

      Filed under: Revolução Jasmim — Gilmar Crestani @ 8:55 pm
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      09 marzo, 2011 – Lluís Bassets

      Contra Gadafi, guerra justa

      Egipto no es Túnez. Libia no es Egipto. Muy bien. Ya lo sabemos. Y podemos seguir hasta el infinito el ejercicio ubuesco. Pero entonces digamos también y sobre todo, que Gadafi no es Sadam Husein. Tiranos los dos, el trato que han merecido por parte de la comunidad internacional es bien distinto. Contra Sadam se hizo una guerra ilegal e injusta. Contra Gadafi hay ahora en marcha una guerra justísima, que es la que esta librando el pueblo libio por sus libertades, mientras quienes han sido amigos y socios empresariales del dictador hasta última hora observan horrorizados pero desde la barrera lo que esta haciendo su antiguo aliado. No a la guerra de Bush, claro está. No a la guerra de Gadafi contra su pueblo, por supuesto. Pero un sí rotundo y toda la ayuda a la guerra del pueblo libio contra el dictador que lo oprime.

      Sadam era un apestado cuando George Bush desencadenó la guerra preventiva para derrocarle. Dos amplias regiones de su país, por encima del paralelo 36 por el norte y por debajo del 33 por el sur, eran zonas de exclusión de vuelos. Los inspectores de Naciones Unidas se metían en todo tipo de instalaciones en búsqueda de unas armas de destrucción masiva que nunca aparecieron y que muchos en aquel momento consideraban ya una fabricación de los servicios secretos occidentales. Sus vínculos comerciales y económicos con el exterior eran muy débiles y su ejército se hallaba todavía en pésimo estado debido a su derrota en la primera Guerra del Golfo más de diez años antes.

      Gadafi es todo lo contrario. Nadie le sometía a marcaje alguno desde que se convirtió en un dictador sumiso y obediente a los designios de Washington. A cambio de su honorable reintegración en el Eje del Bien había renunciado a su programa nuclear: algo que, por cierto, ahora en el momento de bunkerizarse debe echar de menos, y constituye el único mérito de Bush en todo este mal negocio. Mantenía unas estrechas relaciones con mandatarios de todo el mundo y sus intereses económicos se extendían como un pulpo desde Estados Unidos hasta Europa. Su extensa familia y su entorno político se hallan colocados en numerosos consejos de administración y tiene lazos estrechos con medios de negocios de todo el mundo, especialmente italianos y británicos.

      Nada tienen que ver las figuras de los dos dictadores, y menos tienen que ver todavía las circunstancias exteriores. A Sadam no le derrocó su pueblo, sino Estados Unidos, en una guerra preventiva que hizo millares de víctimas entre la población civil inocente y que fue concebida y ejecutada como una guerra de conquista por el petróleo y por la superioridad estratégica de EE UU en la zona. La democratización de Irak fue un argumento de uso posterior, ante la inexistencia de las armas de destrucción masiva, la catástrofe de la guerra y la división provocada en la comunidad internacional. Iba dirigido a persuadir a la opinión pública más progresista, que había propugnado la obligación de proteger como principio del derecho internacional, después de los desastres de los Balcanes y de Ruanda.

      A Gadafi está intentando derrocarle su pueblo. Con las manos desnudas. Sin más armas que las que pueden apresar al ejército y hasta ahora sin ayuda internacional alguna. Al contrario, hay suficientes datos para sospechar que el déspota tiene todavía canales de auxilio financiero e incluso político en las capitales occidentales. Hay ya numerosas víctimas civiles, fruto de la represión de las manifestaciones primero y ahora de la guerra civil desigual que ha desencadenado. Una intervención internacional, del tipo que fuere, no sería en ningún caso una guerra preventiva, sino un caso evidente de la obligación de proteger consagrada por Naciones Unidas. Formalmente requiere una resolución del Consejo de Seguridad, pero la legitimidad moral de una intervención, al contrario de la guerra de Irak, es absoluta.

      Una acción militar o un simple apoyo logístico para ayudar a los insurgentes y terminar con la dictadura respondería plenamente a la casuística del derecho internacional sobre la justicia de un acto de guerra: 1.- serviría a una causa justa; 2.- con una intención recta; 3.- siempre como último recurso; 4.- contaría con posibilidades de éxito; 5.- se podría hacer con proporcionalidad de medios y de violencia para terminar con el mal mayor; 6.- y sólo faltaría un punto, como sería la cobertura de una autoridad legítima para que reuniera todas las condiciones. El ideal de legitimidad sería una resolución del Consejo de Seguridad de Naciones Unidas, que requiere el voto o la abstención de Rusia y China, dos países normalmente opuestos al derecho de injerencia. Apenas alguna de estas condiciones se cumplían en Irak. Todas, incluida la última, se cumplen o se pueden cumplir en Libia.

      Si no fuera posible una resolución de Naciones Unidas, valdría también para legitimar algún tipo de acción de apoyo a los insurgentes que estos se constituyeran en un gobierno provisional, rápidamente reconocido internacionalmente y que éste solicitara la ayuda imprescindible para terminar con Gadafi. La acción internacional podría ser muy ligera y muy eficaz: bastaría con declarar Libia zona de prohibición de sobrevuelos, de forma que la aviación no pudiera bombardearles; garantizar el suministro de armas para hacer frente a Gadafi; y proporcionar algo de instrucción militar. Derrocar al tirano deberá ser al final tarea de los propios libios.

      No hay mayor cinismo que pretender legitimar la guerra inmoral de Irak con los argumentos de la que es la guerra más moral de nuestra historia reciente. Es incomprensible que quienes apoyaron entonces a Bush en su guerra preventiva sin atender a argumentos ni a pruebas sobre las armas de destrucción masiva estén ahora reticentes ante cualquier acción que pueda emprenderse para apoyar a quienes combaten al dictador. Como es incomprensible que quienes salían entonces con toda la razón del mundo a manifestarse contra una guerra injusta permanezcan callados e inhibidos ante la guerra injusta que Gadafi ha lanzado contra su pueblo a unos centenares de kilómetros de Europa.

      Ni unos ni otros tienen en cuenta que el ‘no a la guerra’ de entonces dirigido a Bush vale también como un ‘no a la guerra’ dirigido a Gadafi. El primero conducía a exigir la continuación de las inspecciones de Naciones Unidas en Irak y de las negociaciones con Sadam Husein, mientras que el segundo exige intervenir con urgencia para ayudar a los libios. Contra Gadafi, la guerra justa de los libios exige todo el apoyo de la comunidad internacional.

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