Ficha Corrida

26/08/2015

Jornalismo “podemos tirar se achar melhor”

aecio youssef globoVolta à cena a máxima do Barão de Itararé: “de onde menos se espera, de lá mesmo é que não sai nada”. Coordenados pela Rede Globo, via Instituto Millenium, as empresas que vivem do negócio das informações, amanheceram retumbando uma ausência: Aécio Neves.

 

Ontem, todos os portais registraram a fala do mega ladrão, Alberto Youssef, acusando Aécio de ser receptor de propinas desde os tempos da Lista de Furnas. Hoje, todos os assoCIAdos do Instituto Millenium esconderam o nome que até o pó daquele helipóptero sabe que o sobrenome verdadeiro é CUnha.

Não se trata de uma exclusividade dos grupos mafiomidiáticos brasileiros. A própria Reuters inaugurou o “podemos tirar, se achar melhor”.  Aliás, o deputado gaúcho do PSDB, Jorge Pozzobom, acredita piamente que o mesmo acontece no Poder Judiciário. Sempre que envolve denúncias de qualquer tipo, o grande ausente é sempre o PSDB. Até nos vazamentos. Os hidráulicos sabem que pode vazar inocentes, só não podem vazar o esgoto do PSDB.

Toda sociedade, inclusive os habitantes de Plutão, sabe que, em relação ao PSDB, as instituições utilizam apenas a Lei Rubens Ricúpero: “escondem o que é ruim, mostram só o que é bom”.

UOL tira o nome de Aécio de título que o associa a propina

Postado em 26 de agosto de 2015 às 6:52 am

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O nome de Aécio foi suprimido num texto do uol em que Youssef reafirma que o senador tinha um mensalão em Furnas.

Mas alguém fotografou o texto antes e depois, e a foto viralizou.

Diário do Centro do Mundo » UOL tira o nome de Aécio de título que o associa a propina

04/04/2015

Pozzobom + Reuters = FHC

pozzobom y SirotskyDescubra na imagem quem são os três antipetistas & Pozzobom!

Não há nada a acrescentar às palavras do Juremir a respeito do importante papel desempenhado pela imprensa e pelo Judiciário para as relações republicanas.

Um e outro ficaram reais na foto feito por seus comensais. Ninguém melhor do que Jorge Pozzobom, do PSDB, para falar do Poder Judiciário. E porque não uma agência de notícias internacional, como a Reuters, para revelar como a imprensa, principalmente a que defende interesses alienígenas, cuida da imagem de FHC.

Se as pessoas não agissem como manada e tivessem um pouco mais de respeito pela própria inteligência iriam um pouco além do que políticos do tipo Pozzobom ou veículos do tipo Reuters querem nos fazer crer.

Uma imagem que fala por si só. Imaginem de quem os Sirotsky & Pozzobom estão rindo. Da manada gaúcha que os seguem abestados. Eles que agora foram pegos na Operação Zelotes.

Os maiores sonegadores gaúchos. Fazem jus ao Hino Riograndense: “sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra”. Não é pouca coisa. Nossas façanhas não se limitam ao território guasca ou catarinense, mas a toda terra. Ah, eu sou gaúcho…

Sozinha, a RBS pode ter sonegado mais que do que Cerveró, Barusco ou o PP Gaúcho somados desviaram da Petrobrás. “Mas podemos tirar, se achar melhor”…

reuters pozzobom

Podemos tirar se achar melhor

Postado por Juremir em 28 de março de 2015

Nada como uma frase infeliz para fazer a felicidade dos que esperam um pouquinho de verdade. Um lapso também ajuda. As melhores frases dos últimos tempos foram do deputado gaúcho Jorge Pozzobom (PSDB) e de um editor da agência de notícias Reuters. Numa matéria sobre a corrupção no Brasil, baseada em entrevista com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o jornalista referiu-se à declaração do delator Pedro Barusco de que a roubalheira na Petrobras começou na época do governo de FHC. O editor anotou, ao pé da frase, para ser submetida ao entrevistado: “Podemos tirar se achar melhor”. Por esquecimento, a zelosa observação foi publicada. A Reuters pagou mico. Revelou o jornalismo sabujo que blinda alguns e detona outros. Quando se trata de tucanos, esbravejam os petistas, predomina o “podemos tirar se achar melhor”. Nada como ser rei ou amigo dele.

O sempre intenso deputado Jorge Pozzobom envolveu-se num bate-boca, pelo twitter, com petistas. Lá pelas tentas, disse esperar que “alguém que não seja ameaçado de morte ou morto como o Celso Daniel possa trazer por delação a mega lista do PT”. Tomou uma dura. Respondeu assim ao ex-secretário do governo Tarso Genro, Vinicius Wu: “Me processa. Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”. Faz sentido. Muito sentido. O mensalão mineiro não foi julgado até hoje. Manchete da Folha de S. Paulo diz: “Mensalão tucano está parada em MG há um ano”. Falta juiz. A titular se aposentou. Fala sério, Judiciário. A primeira denúncia contra o cartel do metrô de São Paulo, envolvendo governos tucanos, foi recusada. Só a segunda foi aceita. Na internet, circula um vídeo com um dos delatores citando Aécio Neves como beneficiário de esquema irregular de financiamento de campanha. O assunto não parece comover a justiça nem a mídia. Será uma invenção? Um fake? Quem sabe! As frases da Reuters e do Pozzobom são legítimas. As intenções, claro, são sempre outras.

A primeira impressão, porém, é que fica valendo.

Fico imaginando que Pozzobom poderia, depois de sua afirmação controvertida, ter dito no twitter: “Falei a verdade, mas podemos tirar se achar melhor”. Virou bordão. Serve para tudo, do noivo arrependido – “colocamos as alianças, mas podemos tirar se achar melhor” – ao treinador que escalou mal um jogador. Serve principalmente para os que querem derrubar a presidente da República com um golpe nos moldes do que foi executado em 1964: “O povo colocou Dilma lá no Planalto pelo voto, mas podemos tirar se achar melhor”. A montagem do golpe é a mesma de 1964: toma a parte, que se manifesta, pelo todo, usa-se a mídia como alavanca, pega-se a corrupção por pretexto e, como meio século atrás, enfrenta-se a ameaça comunista.

Até a teoria do contragolpe voltou. As viúvas da ditadura dizem que não houve golpe em 1964, mas um contragolpe. Essa aberração está sendo disseminada agora. O golpe já teria acontecido, dado pelo PT. A derrubada da presidente seria um contragolpe redentor. Uma moça me explicou: “Dilma é muito ruim, mas podemos tirar se achar melhor”.

Disse que sou contra golpes. Ela me tirou da sua agenda golpista.

Curiosamente essas frases não chamaram a atenção da mídia que não tinha passar qualquer deslize dos agentes públicos.

Por que será?

Podemos tirar se achar melhor Juremir Machado da Silva – Correio do Povo | O portal de notícias dos gaúchos

25/03/2015

Adoradores do DEMo!

Onyx Lorenzoni e AGripino MaiaA informação de que, finalmente, Agripino Maia virou réu não ocupa capa dos jornais dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium. O Jornal Nacional não dedica um segundo para jogar todo o partido na lama como rotineiramente faz com o PT. Verifiquei as capas dos jornais gaúchos e o silêncio é ensurdecedor. Como na música do Língua de Trapo, no DEMo tudo pode, pode cocaína, pó de guaraná…

São da mesma estirpe de um Demóstenes Torres, de um Ronaldo Caiado, de um Hildebrando Pascoal.

Agripino Maia presidente tinha Onyx Lorenzoni de secretário. Onde um larápio ia, o outro ia atrás. Do Oiapoque ao Chuí, do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte, Onyx seguia, um passo atrás, seu Agripino. No entanto, esta relação incestuosa não causa coceira no jornalismo de aluguel à moda gaúcha. Os reis do Macarthismo Gaudério têm livre trânsito nas diversas tribunas do Coronelismo Eletrônico guasca para proferirem seu moralismo de bordel. Todos os microfones se abrem para proferirem as piores manifestações de ódio. Se há um bem nisso, é que as pessoas inteligentes descobrem logo que são possuidores de um déficit civilizatório atroz. O ódio é a única herança que distribuem aos gaúchos.

Esperava que trouxessem a palavra dos paladinos da moralidade do pampa, como Onyx Lorenzoni. Nunca acreditei em nenhuma só palavra dita por Onyx Lorenzoni.  O critério de aferição é muito simples. Se elas vem embaladas pelos jornais que nasceram e cresceram com a ditadura. Se formos ver quem espalha comportamento nazi-fascistas, com o dedo apontado para as feridas alheias para esconder as moscas varejeras do meio onde vivem, sempre tem alguém do DEMo. No RS não há nada mais hipócrita que Onyx Lorenzoni.

Fosse o Presidente do PT, hoje os comentaristas esportivos, os narradores e os repórteres de campo dariam um jeito de relacionar qualquer falta ao PT. Como é de um partido da base de apoio dos grupos mafiomidiáticos, o DEM tem licença para roubar. As cinco irmãs(Folha, Estadão, Veja, RBS & Globo) são adoradoras do DEMo!

Não é um comentário contra as denúncias de corrupção no PT ou no Governo Federal. Trata-se de exigir o mesmo tratamento. Não me serve a criminalização de um partido para eliminar a concorrência. As críticas da Rede Globo contra o Governo Federal e o PT é mera disputa pelo monopólio da corrupção. Não há nenhuma outra entidade com histórico de corrupção mais rico do que o ostentado pela Rede Globo. A única diferença é que ela detém o monopólio de dizer o que e quem é corrupto. Ela jamais vai tratar da forma como foi construída, jamais vai falar da proibição do Muito Além do Cidadão Kane, do Escândalo da Proconsult, do manipulação do debate entre Lula e Collor. E da sonegação milionária.  A agenCIA internacional de notícias Reuters também aplica em relação ao pior presidente que este país já teve, FHC, a lei Rubens Ricúpero: o que é bom para FHC eles mostram, o que é ruim eles escondem. Em relação ao PT, Dilma e Lula fazem exatamente o contrário. É disso que se trata quando se chama de grupos mafiosos e não grupos de informação.

04/06/2014

A Folha se informa sobre o Brasil com a Reuters

Filed under: Bolsa de Valores,Folha de São Paulo,Investimento,Reuters — Gilmar Crestani @ 8:41 am
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folhaA Folha é de… São Paulo. A Bolsa de Valores é de… São Paulo. Mas a Folha precisou de uma agência internacional, a Reuters, para dar uma boa notícia sobre o Brasil. É que o Brasil da Folha e de seus a$$oCIAdos do Instituto Millenium está tão quebrado que admitir que, ao contrário do jornal da D. Judith Brito e de seus correligionários do PSDB, investidores estrangeiros acreditam no Brasil.

Na matéria da Reuters publicada pela Folha está dito que “os  resultados das empresas brasileiras no primeiro trimestre terem sido vistos, no geral, positivamente”. Seria porque enquanto o Brasil cresce, pouco mas cresce, com pleno emprego, a economia norte-americana decresce!?

Recursos estrangeiros crescem na Bolsa

Diferença entre compras e vendas de estrangeiros em maio foi de R$ 5,5 bi, 4ª alta seguida e maior saldo em 28 meses

Mercado internacional com mais liquidez e boas perspectivas de retorno no Brasil são possíveis causas

DE SÃO PAULO

O saldo entre compras e vendas de estrangeiros na Bolsa brasileira em maio foi de R$ 5,538 bilhões, o maior desde janeiro de 2012, quando atingiu R$ 7,168 bilhões. Foi o quarto mês seguido de saldo positivo.

"É um resquício do movimento de março e abril. Com a expectativa de que as taxas de juros lá fora continuem baixas por um período mais longo, esses investidores voltaram a buscar mercados com juros mais altos e preços atraentes, como o Brasil", diz João Pedro Brügger, analista da Leme Investimentos.

Em maio, os estrangeiros compraram R$ 70,022 bilhões e venderam R$ 64,483 bilhões em ativos na BM&FBovespa. Apesar do saldo positivo, o volume de compras foi menor que o registrado em abril, de R$ 77,285 bilhões.

Para o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, três pontos podem explicar o evento. O primeiro seria o fato de os preços já estarem altos na Bolsa dos EUA. Uma maior liquidez mundial também foi elencada pelo economista.

O terceiro ponto, que explica a opção pelo Brasil como destino de recursos, é a alta rentabilidade dos dividendos pagos na Bolsa brasileira em relação ao preço das ações –dividend-yield– comparado a outros emergentes.

Segundo Pedro Galdi, analista-chefe da SLW Corretora, o fato de a Bolsa brasileira ter caído muito em 2013 (-15,5%) deixou muitos ativos com preços atraentes no mercado nacional, o que colaborou para a vinda mais expressiva de investidores ao país.

Analistas da Citi Corretora mencionam ainda o fato de os resultados das empresas brasileiras no primeiro trimestre terem sido vistos, no geral, positivamente.

Na semana, a Bolsa brasileira subiu 1,55%, após dois pregões seguidos de alta.(ANDERSON FIGO E FABÍOLA SALANI)

Com a Reuters

12/04/2014

O “problema” Pasadena se chama ódio à Petrobras

Filed under: Guerra do Petróleo,Pasadena,Plataforma P-36,Pré-Sal,Reuters — Gilmar Crestani @ 11:47 am
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Petrobras lucrou

Exclua quem sempre é contra o Brasil, e só fala nos nossos problemas, mas está sempre disposto a elogiar os EUA e aí terás descoberto o verdadeiro problema de Pasadena. A constatação é tão simples que bastaria comparar o que escreveram a respeito do afundamento da Plataforma P-36, que está no fundo do mar enquanto aquela está dando lucro, para conhecer o caráter de tudo o que está por trás do ódio à Petrobras: o Pré-sal!

Reuters: Pasadena foi ótimo negócio

12 de abril de 2014 | 03:13 Autor: Miguel do Rosário

Refinaria Pasadena

Uma matéria da Reuters, assinada por Jeb Blount, com base em opiniões de especialistas em petróleo de Nova York, Chicago e São Paulo, corrobora nossa argumentação, de que a compra da refinaria de Pasadena foi um ótimo negócio.

Diz o repórter:  ”a refinaria de Pasadena pode ter sido o melhor negócio com refinaria que a empresa já fez em três décadas”.

Logo em seguida, o repórter explica que, na verdade, a Petrobrás não pagou um preço excessivo.

A matéria não é “chapa branca”. É feita por um repórter americano ou inglês com gana de falar mal da Petrobrás. Só que, após entrevistar especialistas em pelo menos três praças comerciais importantes, ele conclui que a Petrobrás pode ter mil outros problemas, mas não é Pasadena.

O foco da matéria é falar mal da refinaria Abreu Lima, que a Petrobrás está construindo em Pernambuco, comparando seus custos com a de outras refinarias no mundo. Só que o repórter mesmo admite que é difícil comparar refinarias. Uma coisa é construir uma refinaria numa área já dotada de logística e infra-estrutura. Outra é montar uma no meio do nada.

O repórter observa, além disso, que investigações sobre Abreu Lima podem trazer mais prejuízos a Eduardo Campos, candidato de oposição, do que a Dilma Rousseff.

Blount também observa que o preço de US$ 1,2 bilhão pago por Pasadena superestima o valor da refinaria porque inclui quase US$ 600 milhões em ativos não ligados à refinaria, como estoques, custos bancários e o braço comercial da Astra.

O preço pago pela Petrobrás pela refinaria em si, segundo a matéria, com base na avaliação de uma firma de Chicago, a Good and Margolin, foi US$ 486 milhões.

Entretanto, mesmo considerando os US$ 1,2 bilhão, trata-se de um valor que Pasadena poderá pagar em apenas cinco anos de operação, estima o jornalista, em virtude do fantástico momento vivido pelas refinarias norte-americanas, principalmente as situadas no Texas.

O novo boom de produção de petróleo de xisto nos EUA reduziu os custos da matéria-prima, e ao mesmo tempo o preço dos derivados está alto, por causa da recuperação econômica do país, de maneira que as margens de lucro das refinarias nunca foram tão altas.

Espero que os deputados e senadores que cometem o equívoco de não ler o Cafezinho, ou se lêem, de não acreditarem no que escrevo, apesar de trazer sempre a fonte, ao menos leiam a Reuters.

*

Trechos da matéria

ANÁLISE-Brasil investiga Pasadena, mas Refinaria do Nordeste é problema maior

sexta-feira, 11 de abril de 2014 13:52 BRT Imprimir [-] Texto [+]

Por Jeb Blount, Reuters Brasil

SÃO PAULO, 11 Abr (Reuters) – A compra de uma refinaria nos Estados Unidos pela Petrobras por 1,2 bilhão de dólares virou tema de campanha eleitoral, com a oposição afirmando que a estatal pagou 20 vezes mais que o valor justo pela unidade no Texas e que Dilma Rousseff errou ao aprovar o negócio quando era presidente do Conselho da empresa em 2006.

A investigação, porém, está provavelmente mirando na refinaria errada: mesmo que a Petrobras tenha pago caro, a refinaria de Pasadena, com capacidade para processar 100 mil barris por dia, pode ter sido o melhor negócio em refino que a petroleira já fez em pelo menos três décadas.

(…) A Petrobras não quis comentar sobre Pasadena, pois está conduzindo sua própria investigação, mas José Sergio Gabrielli, que era presidente da Petrobras na época da aquisição, disse nesta semana que a compra de Pasadena foi “um grande investimento”.

(…) Para efeito de comparação, a saudita Aramco e a francesa Total construíram em Jubail (Arábia Saudita) uma refinaria para 400 mil barris diários por 10 bilhões de dólares, ou 25 mil dólares por barril –menos de um terço do custo da Rnest (refinaria do Nordeste, a Abreu Lima).

A chinesa Sinopec planeja concluir no ano que vem em Guangdong uma refinaria para 200 mil barris diários ao preço de 9 bilhões de dólares (45 mil dólares por barril), quase metade do custo da refinaria no Nordeste.

Em Port Arthur (Texas), a Aramco e a anglo-holandesa Royal Dutch Shell gastaram 10 bilhões de dólares por uma refinaria para 350 mil barris/dia, o que também equivale a um terço do valor em Pernambuco.

Em nível mundial, refinarias novas para o processamento de petróleo pesado estão custando “no máximo” 38 a 45 mil dólares por barril, segundo um consultor de refino dos EUA que trabalhou em refinarias da América do Norte, Oriente Médio, América Latina e Ásia.

(…) As refinarias na costa norte-americana do Golfo do México, onde fica Pasadena, geralmente lucram cerca de 10 dólares por barril refinado, segundo Margolin, da Cowan and Company, e Alen Good, analista de ações de empresas de petróleo e refino na Morningstar, em Chicago.

(…) Com base no desembolso de 1,2 bilhão de dólares, a Petrobras provavelmente conseguiria reaver o investimento de Pasadena em cinco anos, segundo Good.

Isso pode se dever mais à sorte do que a um investimento inteligente. Quando a compra foi aprovada, em 2006, a Petrobras estava procurando formas de refinar seu petróleo nos EUA, pois havia a expectativa de que esse país passaria a comprar mais petróleo bruto do Brasil.

Desde então, o boom do petróleo de xisto nos EUA aumentou a demanda pelo refino de petróleo, tornando mais valiosas as refinarias na costa do Golfo.

A cifra de 1,2 bilhão de dólares também pode representar um valor superestimado em relação ao verdadeiro custo de Pasadena, já que o total incluía 595 milhões de dólares em outros itens, como uma parte do estoque de petróleo da empresa Astra já presente na unidade, além de multas e taxas legais. Good e Margolin disseram que esses custos deveriam ser excluídos da avaliação da refinaria.

Quando isso é feito, chega-se ao valor de 486 milhões de dólares pela refinaria propriamente dita, ou 4.860 dólares por barril –valor que pode ser recuperado em um ano de operação a plena capacidade. Ainda para efeito de comparação, 18 vezes menos que a Rnest.

“Faz pouco sentido se comover com Pasadena quando você considera o que a Petrobras está pagando mais pela capacidade de refino no Brasil”, disse Good. “Com esses preços, faz mais sentido para a Petrobras comprar refinarias nos EUA do que construí-las no Brasil.”

Gabrielli também questionou a cifra de 1,2 bilhão de dólares, alegando que na verdade a refinaria texana custou menos de 500 milhões de dólares.

GASOLINA POLÍTICA

Pedro Galdi, analista-chefe da SLW Corretora, de São Paulo, disse que os investigadores deveriam se voltar muito mais para a Rnest do que para Pasadena.

“Todas as refinarias da Petrobras são, de alguma forma, fora da norma, e tenho poucas dúvidas de que, se uma CPI for realmente instalada, isso vai aparecer muito claramente”, disse ele. “Houve uma séria má gestão.”

A refinaria Rnest surgiu de um acordo entre os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez, da Venezuela.

A ideia inicial era que a unidade recebesse 60 por cento do petróleo do Brasil e 40 por cento da Venezuela, numa demonstração de amizade internacional e como forma de impulsionar a indústria regional.

Mas para lidar com petróleo venezuelano, que é mais pesado e com poluentes tóxicos do que o produto brasileiro, a Petrobras precisava de duas linhas de refino separadas, e por isso foi preciso acrescentar instalações adicionais.

Funcionários do governo já alertaram aos críticos de Pasadena que uma investigação mais ampla poderá respingar sobre eles próprios. Pernambuco, afinal, é um Estado que já foi governado por Eduardo Campos, ex-aliado e hoje rival eleitoral de Dilma. (…)

Reuters: Pasadena foi ótimo negócio | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

01/12/2011

As razões do ódio ao Irã e vice-versa

Filed under: CIA,Irã,Paul von Reuter,Reuters — Gilmar Crestani @ 9:05 am

El odio de Irán a Gran Bretaña

Robert Fisk

Resulta una extraña paradoja que los iraníes conozcan la historia de las relaciones anglo persas mejor que los británicos. Cuando el recién instalado Ministerio de Asesoría Islámica preguntó a Harvey Morris, el corresponsal de Reuters en el Irán posrevolucionario sobre la historia de su agencia y el periodista solicitó a su oficina en Londres que le enviaran una biografía del barón Paul von Reuter, y se sorprendió al descubrir que el fundador de la mayor agencia noticiosa del mundo construyó, con enormes ganancias, las redes ferroviarias de Persia. ¿Cómo voy a mostrarle esto al ministerio?, gritaba. ¡Va a resultar que el barón era peor que el pinche sha! De esto, el ministerio estaba perfectamente al tanto.

Gran Bretaña protagonizó un invasión a Irán con fuerzas soviéticas cuando el antecesor del sha se volvió un poquito cercano a los nazis en la Segunda Guerra Mundial y después ayudó a los estadunidenses a derrocar a Mohammed Mossadegh en 1953, luego de que el gobernante nacionalizó las propiedades petroleras británicas en el país.

Esto no es un mito, sino una muy real conspiración. La CIA la llamó Operación Ajax; los británicos , sabiamente, controlaron sus ambiciones al llamarla Operación Bota. El agente del MI6 en Teherán era el coronel Monty Woodhouse, quien previamente fungió como el jefe ejecutivo de operaciones especiales dentro de la Grecia ocupada por Alemania. Yo conocí bien a Monty; bueno, cooperamos cuando investigué la escabrosa carrera durante la guerra del secretario de la ONU, Kurt Waldheim, Woodhouse era un hombre implacable; llevó armas a Irán destinadas a un movimiento de resistencia que aún no existía y apoyó ardientemente el proyecto de la CIA para fundar a los basaaris de Teherán para protagonizar manifestaciones en las que cientos o miles murieron, en los esfuerzos por derrocar a Mossadegh.

Estos esfuerzos lograron su objetivo. Mossadegh fue arrestado por un oficial que en la revolución de 1979 sufrió una muerte truculenta, y el joven sha regresó triunfal a imponer su mandato con el apoyo de su fiel policía secreta, SAKAV, cuyo régimen de torturas a mujeres opositoras fue escrupulosamente filmado y, según el gran periodista egipcio, Mohamed Hassanein Heikal, circuló entre funcionarios de la CIA y fue a parar con aliados de Estados Unidos en todo el mundo como un manual didáctico. ¿Cómo se atreven los iraníes a recordar todo esto?

El montón de documentos secretos estadunidenses encontrado después de que la embajada estadunidense fue saqueada tras la revolución constató a los iraníes no sólo los intentos de Washington de derrocar el nuevo orden impuesto por el ayatola Jomeini, sino la complicidad entre los servicios secretos estadunidenses y británicos.

El embajador de Gran Bretaña, casi hasta el final, permaneció convencido de que el sha, pese a sus profundos defectos, sobreviviría. Los gobiernos británicos subsecuentes han seguido manifestando su ira por la supuesta naturaleza terrorista del gobierno iraní. Tony Blair, incluso durante la investigación oficial sobre la guerra en Irak, encontró la oportunidad de insistir en la ncesidad de enfrentar la agresión de Irán.

En fin, los iraníes nos saquearon este martes y se llevaron, según dicen, una cartera de documentos de la embajada. Me muero por leer su contenido, y estoy seguro de que pronto éste será revelado.

© The Independent

Traducción: Gabriela Fonseca

La Jornada: El odio de Irán a Gran Bretaña

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