Ficha Corrida

28/08/2016

Onde está Wally?

Filed under: Golpe,Golpe Paraguaio,Golpismo,Golpistas,NYT,Ratos — Gilmar Crestani @ 7:41 am
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OBScena: exame de DNA nos EUA, mostra charge, identifica de onde saíram os golpistas brasileiros. Dos bueiros!

dilma-charge-nos-nytA charge que “ornamenta” a reportagem do New York Times mostra uma enorme ninhada de ratos roendo o tripé: executivo, legislativo e judiciário.  Nessa enorme ninhada o desafio é que cada um comece a identificar.

Aqueles dois de mãos dadas, rindo com cara de debochados, são o José Ivo Sartori e o Sebastião Mello. Como identifiquei? É fácil. Eles estão ao lado do Eliseu Rima Rica. Que por sua vez segura a mão de Michel Temer. Michel temer é aquele que está com o focinho enterrado no rabo daquele que não vês a cabeça, mas que só pode ser, por seu longo rabo, Eduardo CUnha. Fazem parte da mesma ninhada, clonada com o nome de Puro Merda Droga e Bosta.

Nem vou falar daquela ratinha feliz à direita, a Ana Amélia Lemos, com a camisa da RBS.

Nós gaúchos conseguimos identificar os gaúchos. Reconheço também alguns de outros estados, mas por ora dou-me por satisfeito ter reconhecido aqueles que cantam “sirvam nossas patranhas de modelo a toda terra”.  Os ratos gaúchos já fazem sucesso em NYT.

Jornal The New York Times desmoraliza o golpe

Periódico mais importante e influente do mundo publica charge que, segundo o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) expõe a ridicularização internacional do Brasil diante da farsa do impeachment da presidente Dilma Rousseff; imagem mostra a presidente acuada por uma ninhada de ratos, em alusão aos parlamentares, muitos deles respondendo a processos, que vão decidir pelo afastamento definitivo de uma mulher honesta e eleita democraticamente

27 de Agosto de 2016 às 16:30 // Receba o 247 no Telegram

247 – O jornal mais importante do mundo, o norte-americano The New York Times, publicou uma charge que, segundo o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) expõe a ridicularização internacional do Brasil diante da farsa do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A Imagem mostra a presidente acuada por uma ninhada de ratos. A charge expõe sem palavras o momento brasileiro atual, onde a presidente, uma mulher sobre a qual não pesa qualquer acusação, será retirada do poder por um bando de corruptos, em alusão aos parlamentares que vão decidir pelo impeachment.

Jornal The New York Times desmoraliza o golpe | Brasil 24/7

24/01/2016

De Ratos e Homens

Se vivo e brasileiro fosse, John Steinbeck teria de se reinventar para escrever um segundo volume. Material, como se pode ler abaixo, não lhe faltaria. Até seria fácil atribuir ao MPF/PF a responsabilidade por caberem neste retrato, mas o enquadramento foi moldado pelos a$$oCIAdos do Instituto Millenium. Estatuetas, afagos e holofotes transformaram uma instituição que, nos tempos de FHC, arrancava maconha no polígono das secas em golpistas. A PEC 37 deveria se chamar PEC 171, pois transformou fiscais da lei em juristas.

Se é verdade, como diz o Marcelo Auler, abaixo, que a Polícia Federal cortou na própria carne para se reinventar, o MPF sequer cortou as próprias unhas. E como elas cresceram…

Como personagens paridos pela imaginação do escritor ianque a partir de uma realidade econômica recessiva, George e Lennie estariam hoje representando MPF/PF, com a diferença que a tragédia não seria mero acaso, senão de caso pensado. Até a recessão parece ser um meio cujo fim é o golpe paraguaio. Enquanto aquelas personagem derivam da recessão, a força das nossas ratazanas dependem do avanço da recessão que buscam com todas as forças criar.

Polícia Federal ontem e hoje: de FHC à Dilma Rousseff

20 de janeiro de 201623 de janeiro de 2016Marcelo Auler

Marcelo Auler

Pollícia-Federal-BrasãoNa primeira metade dos anos 90, a Polícia Federal do Rio foi comandada por delegados bastantes problemáticos. Que o digam os procuradores da República que ingressaram na instituição naquele período, Passavam um dobrado, por não confiarem em muitos dos policiais lotados na Superintendência Regional  (SR/DPF/RJ).

Um destes ex-superintendentes, Eleutério Parracho, foi expulso da Polícia Federal junto com outros agentes após extorquirem 2 milhões de dólares – o pedido inicial era de 10 milhões de dólares – da direção latino-americana do Israel Discount Bank. Outro, Edson Antônio de Oliveira, envolveu-se também em concussão e no recebimento de mesadas dos bicheiros do Rio. Sua expulsão foi proposta em um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Injunções políticas levaram o então ministro da Justiça, Nelson Jobim, a rejeitar a demissão. Ele só saiu do DPF, por força de sentença judicial transitada em julgado, depois de ser preso, em 2012, 25 anos após o crime contra dois comissários da antiga Varig; 15 anos após a primeira sentença. Morreu brigando na Justiça pela sua reintegração.

Um terceiro ex-superintendente foi acusado pelo Ministério Público Federal de usar o carro apreendido com um traficante, tal como o juiz Flávio Roberto de Souza, pego dirigindo o Porshe de Eike Batista que ele mandara apreender. O detalhe importante é que o ex-superintendente tinha carro oficial e motorista. Ainda assim, durante o seu expediente de trabalho, o carro do qual tornou-se fiel depositário era multado por excesso de velocidade na Linha Vermelha. Recebi as multas do próprio traficante, um advogado recolhido à prisão especial de Benfica. Até hoje ignora-se quem dirigia o carro enquanto o superintendente trabalhava. Assim era a Polícia Federal dos anos 90.

Em 1995, fações do tráfico disputavam, com armas importadas, o domínio das comunidades da cidade. Isso fez o coordenador do Viva Rio, Rubem César Fernandes, mobilizar a sociedade em busca da paz. Com o apoio integral dos representantes dos três principais jornais da cidade – João Roberto Marinho (O Globo), Kiko Nascimento Brito (JB) e Walter Mattos (então em O Dia) – foram ao presidente Fernando Henrique Cardoso pedir maior atuação da Polícia Federal no estado, a começar pela sua Superintendência, um órgão sob suspeita.

A ação da equipe do delegado Onézimo Sousa foi saudada pelos jornais do Rio, com o Globo de 12 de setembro de 1995 - reprodução

A ação da equipe do delegado Onézimo Sousa foi saudada pelos jornais do Rio, com o Globo de 12 de setembro de 1995 – reprodução

FHC ordenou e o diretor geral do DPF, Vicente Chelotti, mandou uma equipe investigar como as armas e drogas entravam no Rio. O encarregado do trabalho foi o hoje delegado aposentado Onézimo Sousa, que desembarcou na cidade com sua própria equipe.

Em poucos meses e após muitos percalços – um carro que achavam que ele usava foi baleado, seu quarto de hotel foi invadido e revirado – Onézimo voltou à Brasília com provas de policiais federais envolvidos na criminalidade. Reivindicou a prorrogação da sua estada no Rio para aprofundar o trabalho.

Reuniu-se com Chelotti e com diretor de Inteligência Policial (DIP), o hoje ex-deputado federal pelo PMDB e candidato a deputado derrotado pelo PSDB, delegado aposentado Marcelo Itagiba, Ele é um dos que aparecem no Youtube acusando o governo de Dilma Rousseff de querer esvaziar financeiramente a Polícia Federal.

Na época, o pedido de Onésimo girava em torno de um valor irrisório para diárias do hotel e alimentação, algo em torno de R$ 20 mil. Não se falava em corte de orçamento, antes pelo contrário, o presidente FHC, como noticiou O Globo na reportagem acima, instruiu Chelotti a não poupar recursos nem pessoal naquela missão. Onézimo, porém, como recordou nesta quarta-feira (20/01), ouviu um sonoro não da direção do DPF. “Alegaram falta de recurso, mas os motivos eram outros”, desabafou.

Ou seja, não era verba, mas falta de vontade política da direção do DPF. Impediram a continuação do trabalho que o presidente da República prometera ao Viva Rio. Mais ainda, anos depois, não sabiam onde estava o material entregue por Onézimo com as gravações das escutas de telefonemas de traficantes investigados.

Em 2003, não foi mera coincidência, mas um sinal de mudança de rumo. Ao assumir a direção do DPF, com total apoio do ministro Marcio Thomaz Bastos e, ainda , do presidente Lula, o delegado Paulo Lacerda deu início às operações policiais que hoje viraram rotina, cortando na própria carne, para dar exemplo. Foi a Operação Sucuri, em Foz de Iguaçu, que prendeu policiais federais e Auditores da Receita Federal envolvidos com o contrabando e o descaminho de mercadorias. Entre eles estava o agente Newton Ishi, hoje mais conhecido como japonês bonzinho.

Revista Art. 5ª, edição 43, março/abril de 2015

Revista Art. 5ª, edição 43, março/abril de 2015

Tudo isso me veio à memória ao cair nas minhas mãos um número atrasado da Revista Art. 5ª,  edição nº 43, dos meses de março/abri de 2015. Trata-se de uma revista da Associação Artigo 5º – Delegados e Delegadas da PF para a República e a Democracia. A Associação, cujo nome é uma referência ao artigo da Constituição com Direitos e Garantias Fundamentais, tem por objetivo algo inusitado no meio policial: defender os Direitos Humanos (DH), motivo pelo qual, segundo alguns policiais, não tem muitos sócios: “DH é tema ainda espinhoso na instituição, em que pese a PF ter uma diretoria voltada para os Direitos Humanos”.

Já na capa há uma chamada que despertou interesse: “Aos 71 anos, mais do que crimes, a PF revela o cinismo da sociedade”, E continua, questionando:

Se a corrupção “passou dos limites”, qual o limite anterior? O dos governos passados? O dos escândalos não apurados ou arquivados? Quem figura nas  centenas de inquéritos que tramitam em sigilo na PF distante da grande mídia?”

O principal artigo – Da Satiagraha à Operação Lava Jato – é assinado pelo delegado federal aposentado Armando Rodrigues Coelho Neto. A ele, injustamente, relacionei uma postagem sobre o salário de Paula Rousseff Araujo, filha da presidente Dilma, na matéria Briga por verba reflete a briga contra Dilma na PF.

Também da autoria dele, o Jornal GGN, de Luis Nassif, postou, nesta quarta-feira (20/01) outro artigo interessantíssimo, que recomendo a leitura: Para não dizer que não falei do Moro,

Na reportagem que escreveu na Revista Art. 5º ele, que vivenciou muitos anos de Polícia Federal, historia como a instituição chegou ao que é hoje – inclusive com um  plano de marketing para retirá-la do atoleiro em que estava e um financiamento pedido no governo de FHC junto à França. Mas, mostra também os riscos que se corre hoje. Um artigo que, pelo que apuramos, provocou ira e revolta em muitos delegados, como mais uma demonstração do racha que existe na categoria. Por achá-lo atual e interessantíssimo, trouxe para o blog:

Da Satiagraha à Operação Lava Jato

Armando Rodrigues Coelho Neto, Delegado Federal aposentado e jornalista

DPF Armando Rodrigues Coelho Neto, contra o impeachment, crítico à Operação Lava Jato e discordando do encaminhamento da campanha salarial que seus colegas fazem

DPF Armando Rodrigues Coelho Neto, contra o impeachment, crítico à Operação Lava Jato e discordando do encaminhamento da campanha salarial que seus colegas fazem

Excessos de otimismo à parte, a Polícia Federal já foi atacada de todas as formas, conforme a conveniência do opositor. Já foi rotulada de Polícia da Ditadura, Polícia do Fernando Collor de Mello, Polícia do Fernando Henrique Cardoso ou Polícia do Lula (Luiz Inácio Lula da Silva).Todas as expressões foram empregadas com sentido pejorativo. E, como dito, ao sabor do opositor, pois durante a Operação Satiagraha, ação policial voltada contra o desvio de verbas públicas, a corrupção e a lavagem de dinheiro (quando vários banqueiros foram presos) a dinâmica deu margem a expressão “Estado Policial”. Uma velada alusão ao estado policialesco.

O resultado concreto da Satiagraha foi a anulação de peças e até de inquéritos. O banqueiro Daniel Dantas foi preso e libertado duas vezes e um dos habeas corpus teria sido despachado na calada da noite, assinado pelo juiz Gilmar Mendes, o mesmo que criticou a “escandalização da prisões” da PF e que hoje, controvertidamente, aplaude os escândalos protagonizados durante a Operação Lava-Jato.

No inventário da Satiagraha, o juiz Fausto De Sanctis (o Sérgio Moro de então) foi processado administrativamente. Já o delegado federal Protógenes Queiroz, acuado pela imprensa e pela própria instituição, exilou-se numa candidatura. Apesar dos quase 200 mil votos, precisou ser arrastado pelo palhaço Tiririca (também candidato e campeão de votos) para eleger-se deputado federal. Protógenes ficou imune temporariamente, mas ao não se reeleger, voltou à PF e foi demitido. Hoje, administra uma polêmica tentativa de volta à instituição.

Todo esse barulhaço, porém, teve origem num trabalho de marketing que começou, não necessariamente com esse objetivo, no final do governo Fernando Henrique Cardoso – uma fase obscura da Polícia Federal. Naquela época, tempos em que a França ainda dispunha de algum dinheiro, aquele país emprestou ao Brasil considerável verba destinada à aplicação na área de segurança, beneficiando particularmente a Polícia Federal. O dinheiro, entretanto, estava vinculado a um planejamento operacional. Sem planejamento para a aplicação da verba, o dinheiro não seria liberado, embora já creditado na contra do Brasil.

Delegado Federal José Francisco Mallmann - Reprodução Governo RS

Delegado Federal José Francisco Mallmann – Reprodução Governo RS

Tempos angustiantes para o eficiente delegado federal José Francisco Mallmann, integrante da cúpula da PF, em Brasília/DF, um dedicado servidor que gerenciava crises policiais do governante da época.

Em uma delas, para atender reclamos da sociedade, criou-se o Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-fim da Polícia Federal (Funapol), voltado para o custeio e manutenção das atividades da Polícia Federal (PF).

      O fundo, que seria uma melhoria de caixa da PF, muito cedo veio a cair na vala comum do orçamento da União e nada, praticamente nada, passou a retornar à instituição.

Pois bem, Mallmann vivia em busca de alternativas e aliou-se a uma legião de servidores da instituição. Dessa união resultou um grupo para criar um planejamento quinquenal para o uso da tal verba da França, um empréstimo, aliás, sobre a qual o Brasil já pagava juros mesmo sem usar, e não o usava, pasmem (!) por falta de planejamento.

Um ano de trabalho transcorreu, no qual delegados, peritos, agentes, escrivães e servidores administrativos, alojados na Academia Nacional de Polícia (Sobradinho/DF) empenharam-se e criaram um planejamento plurianual para aplicação da verba em cinco anos.

O Ovo da Galinha e a Escandalização – Teve início a elaboração de um Plano Quinquenal que descia a detalhes, inclusive o de dar visibilidade à Polícia Federal. E um dos motivos ocultos pode ser revelado agora: uma briga que sobrevive até hoje com o Ministério Público Federal, já que as queixas internas eram e são frequentes. “Nós trabalhamos e os que aparecem são os procuradores da República”. Um publicitário que participou dos trabalhos disse então, durante uma sessão de atividades, que “o ovo da galinha faz mais sucesso do que o da pata porque ela faz mais barulho quando o põe”…

Operação Satiagraha  - Foto Fenapef

Operação Satiagraha – Foto Fenapef

Nessa trilha da PF em ação, concretizado o plano, o barulho do ovo da galinha veio através de diligências pirotécnicas e controvertidas com nomes esquisitos (grotescos ou pitorescos) que caíram no gosto popular. Servem de exemplo as operações Gasparzinho, Alegoria da Caverna, Carniça, Pintando o Sette, Trem Fantasma e a atualíssima Lava-Jato, entre tantas.

Uma mão na roda para o governo Lula, que foi içado à Presidência da República lastreado por um discurso popular. O Planejamento Quinquenal da PF não foi um parto tranqüilo, pois de início, sofreu forte influência de um ex-graduado militar egresso da Marinha que pôs em prática um tal Método Grumbach de Gestão Estratégica, que através de uma suposta metodologia de computador geraria um processamento de análises prospectivas. Leia-se, projeção lógica do que poderia acontecer.

Dessa metodologia surgiu como prioridade algumas “ameaças”, tais como a suposta criação de “Estado Indígena” na região do Amazonas, um ataque ao Brasil por fronteiras, entre outras conclusões “científicas”. Pelo método, várias autoridades de diversos segmentos sociais respondiam questionários e do cruzamento das respostas sairia o veredicto. Aliás, um dos questionários recebeu uma irônica resposta do polêmico comentarista da Globo News, Diogo Maninardi. Com nítidos contornos de ideologia militar, originariamente, a conclusão do plano foi recebida com restrições pelos participantes. O cheiro de caserna foi espantado a muito custo (leia-se debates acalorados). Finalmente, o resultado “científico”, sob pressão, atribuiu ao combate à corrupção a prioridade máxima.

“Nós só temos um problema no Brasil, que é a corrupção. Os outros são consequências, derivações dela”, comentou à época Armando Rodrigues Coelho Neto, integrante do grupo e hoje editor da revista Artigo 5º.

E assim, com pompa e circunstâncias, com cerimônia de entrega e tudo, dentro da Academia Nacional de Polícia, o delegado federal José Francisco Mallmman, ladeado pelo então diretor-geral da instituição, Agílio Monteiro Filho, deu-se a entrega do primeiro Planejamento Quinquenal da Polícia Federal. Um trabalho a ser repassado ao vencedor do pleito eleitoral de 2002. Na prática, um conjunto de enunciados de prioridades consubstanciadas sob o princípio do “Não importa quem vença as eleições; se José Serra (PSDB) ou Luis Inácio Lula da Silva (PT). O plano é republicano”. Venceu Lula, que ao receber cópia do documento, e, ao conhecer seu conteúdo, disse:

“esse é o plano de meu governo para a Polícia Federal”.

HSBC Gate e Operação Zelote – Aos poucos, a PF mostrou sua nova face, ainda que tropeçando na apelidada “testosterona policial”, numa alusão a ousadia dos novos delegados da PF, “acima do bem e do mal”, como ironizou uma juíza federal de Pernambuco. As interceptações telefônicas, ainda que autorizadas pela Justiça, pareciam ter saído do controle, dando margem até ao folclórico “grampo” do então presidente do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, cujo áudio nunca foi ouvido e nunca se provou que tenha existido.

A denominada “grande mídia” encarregou-se de propalar a onda do grampo, alardeando o tal “Estado Policial”. Desse modo, palavra como “busca” passou a ser tratada editorialmente por “devassa” ou “invasão” e reverberou à exaustão a apologia da privacidade, pouco importando o que estavam a revelar as interceptações telefônicas.

Em nome do princípio da legalidade, hoje aparentemente tão negligenciado, juristas e jornalistas de todos os expoentes teceram loas a esse mesmo princípio – valores nobres inseridos na Constituição Federal. Mas, logo passaram a negar, embalados pelo partidarismo eleitoral. Hoje, a grande mídia, em plena lua de mel com a Polícia Federal, já não prioriza mais aqueles princípios.

Cinismo e hipocrisia – Pelas novas regras, valem o interesse público, os vazamentos seletivos, enquanto os institutos da ampla defesa, presunção de inocência só são lembrados em cantos de páginas de jornal.

Por força da ação da PF, antes mesmo de revelar crimes, involuntariamente, a instituição deixou à mostra os pilares da esquálida democracia no Brasil, para logo a seguir revelar o cinismo e a hipocrisia. Era como se a massa crítica nacional acreditasse em capitalismo samaritano e que as doações de campanha não tinham e nunca tiveram retorno para os doadores.

Parte do dinheiro envolvido na Operação Zelotes, que poParte do dinheiro envolvido na Operação Zelotes, que pode ser maior que a Lava Jato Reprodução CartaCapital - 28/03/2015

Parte do dinheiro envolvido na Operação Zelotes, que pode ser maior que a Lava Jato Reprodução CartaCapital – 28/03/2015

Será que a sociedade nunca soube ou presumiu que havia corrupção? Sem arriscar resposta, melhor lembrar que recentemente, 8 mil contas de brasileiros apareceram no escândalo do banco britânico HSBC. Nesse “HSBC Gate”, o Brasil figura entre os quatro países com o maior número de clientes. Dinheiro honesto à parte, existem valores frutos de evasão de divisas, sonegação fiscal, tráfico de droga, contrabando, corrupção. Sobre isso, paira o silêncio da grande mídia e nem se tem notícia de vazamentos seletivos ou interesse público.

Esquecido o “HSBC gate”, logo após, veio Operação Zelote da PF, que trouxe à tona sonegação fiscal que atinge R$ 580 bilhões, com envolvimento de grandes empresas, inclusive multinacionais.

A Artigo 5º dedicou a edição nº 37 (março/abril/2014) ao tema corrupção e uma das denúncias ali contidas foi:

Até 1999, a Alemanha permitia que a propina paga em países como o Brasil fossem deduzidas do imposto de rendas das matrizes das empresas naquele pais, segundo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Quem eram os governantes de então? Que fatos da dimensão ora apontadas fujam do conhecimento ou compreensão da grande massa de analfabetos ou semi é compreensível. Mas que escapem às análises dos expoentes jurídicos, econômicos e da grande mídia parece improvável. Soa, portanto, como falsa a perplexidade e ou surpresa da massa crítica nacional, diante do que a Polícia Federal vem revelando.

“É claro que a circunstância dos fatos estarem a mostra agora não absolve culpados atuais e passados, mas deixa evidente a hipocrisia e o desinteresse dos “grandes debatedores”, que não aprofundam o tema. Pelo contrário, fulanizam e partidarizam-no. O fazem a tal ponto de arranhar a credibilidade não apenas de investigantes, mas do Ministério Público e Justiça Federal, com descarado apoio da dita “grande mídia”.

A PF está mais forte não apenas por ter posto em prática um Plano Quinquenal de ações – já prorrogado por mais quinze anos. Mas também porque, paradoxalmente, só no Governo da presidenta Dilma Rousseff foram sancionadas 13 leis e/ou normas que a fortaleceram. A regulamentação da lei de Colaboração Premiada está entre essas normas. E, de longe, a PF recebeu nos doze últimos anos mais e melhores recursos materiais e humanos do que em quaisquer outros.

Sobrevivem, no entanto, insatisfações internas entre integrantes da categoria, atualmente agravado pelo contingenciamento de verbas aplicado em todas as áreas, mas que muitos insistem em tratar como “desmonte” da PF, como se caso único fosse. Na prática, um forte apelo popular em nome da “Operação Lava Jato”, que vem apimentando uma justa campanha salarial, ainda que viciada pelo tenso clima político”.

Polícia Federal ontem e hoje: de FHC à Dilma Rousseff | Marcelo Auler

 

Como polícia e MP transformavam inquéritos policiais em políticos

Como polícia e MP transformavam inquéritos policiais em políticos

seg, 18/01/2016 – 20:27 – Luis Nassif

A Polícia e o Ministério Público da Guanabara valeram-se de um inquérito policial para levantar dados e efetuar vazamentos contra adversários políticos

Hoje em dia, Jorge Serpa Filho passa seus últimos dias em casa, já sem falar coisa com coisa. Se alguém telefona para lá e ele atende, imediatamente acerta um almoço com a pessoa. Em seguida, sua esposa pega o telefone para se desculpar.

Mas já foi bastante influente.

Passaram por suas mãos desde a redação dos editoriais de Roberto Marinho aos discursos de Mário Covas, o tal “choque de capitalismo”, e os discursos de Fernando Collor, seu adversário.

Ligado a Augusto Frederico Schmidt e San Tiago Dantas, foi influente também antes de 1964. Foi íntimo de JK, Jango, testemunhou os principais episódios políticos da época.

Por sua influência, ganhou o cargo de diretor financeiro da Manesmann, que se instalava em Belo Horizonte. Acabou se envolvendo em uma operação de colocação de títulos da empresa no mercado e foi preso em 1965.

A Polícia e o Ministério Público da época julgaram que ele poderia ser o caminho para se atingir politicamente os inimigos do regime.

Serpa pertencia ao influente grupo de Schmidt que tinha, entre outros, o futuro governador do Rio Negrão de Lima. Também era próximo a Walter Moreira Salles.

No dia 8 de julho, apesar da sede da Manesmann ser em Belo Horizonte, Serpa foi intimado a prestar um depoimento à Delegacia de Defraudações da Guanabara. O procurador geral do Estado designou o promotor Nilton Barros de Vasconcellos para acompanhar pessoalmente o depoimento.

O interrogatório foi acompanhado pelo superintendente de polícia judiciária, Sales Guerra. Os repórteres testemunharam ele, várias vezes, telefonando para o Secretário de Segurança, coronel Gustavo Borges, para informa-lo do andamento do interrogatório.

O depoimento foi acompanhado por seu advogado. Tude da Lima Rocha, assessorado por Reinaldo Reis, ambos colegas de Serpa na Faculdade de Direito.

Delegado e promotor pouco estavam interessados no escândalo da Manesmann. As quatro laudas de perguntas do delegado Ilo Salgado Bastos pouco se referiram à Manesmann. Serpa foi obrigado a responder sobre suas ligações com Walter Moreira Salles, Negrão de Lima, com ex-auxiliares de Juscelino Kubitscheck e João Goulart.

A Polícia queria saber se era verdade que esses personagens recebiam jetons de Cr$ 3 milhões da Manesmann.

Nos corredores, delegados vazavam informações aos repórteres de que Negrão de Lima seria o próximo a ser ouvido.

Queriam saber também de onde saiu o dinheiro para a compra do apartamento que tinha na avenida Atlântica.

Serpa não negou suas ligações com Negrão, JK e Jango, e os demais, “mas fez questão de botar as coisas no seu devido lugar”.

O advogado Tude classificou como absurdo jurídico a intimação para Serpa depor na Delegacia de Defraudações da Guanabara, sendo que a sede da Manesmann era em Belo Horizonte. E estranhou as perguntas que “remontam até o desembarque de Pedro Álvares Cabral no Brasil”.

Serpa estava sem dormir há três noites e se sentiu mal durante o interrogatório.

N dia 12 de julho de 1965, em editorial o Jornal do Brasil denunciou Carlos Lacerda pelas torturas infligidas a Serpa. “Estamos diante de uma acusação frontal de sevícias e torturas praticadas com o mesmo teor de perversidade fanática que tem caracterizado a política política dos estados totalitários, nazistas ou comunistas”.

Nos meses seguintes foi submetido até a pau-de-arara nas dependências do Exército. Até que aderiu à delação premiada e se aproximou do SNI. Dali em diante passou a ser o ghost-writer mais requisitado nos discursos dos militares.

Com base na suposta delação de Serpa, Homero Souza e Silva, amigo e sócio de Walter Moreira Salles, foi intimado a depor na Delegacia de Defraudações.

Nemias Gueiros apresentou-se como advogado. No interrogatório, queriam saber se Homero havia encontrado Serpa na casa de Walter. Era uma pergunta aparentemente ingênua. Mas antes que respondesse, o delegado baixou o tom da voz e alertou-o:

– Pelo amor de Deus, não cite o nome de seu amigo.

A pergunta havia sido colocada no interrogatório apenas para criar um motivo legal para levar Walter à delegacia e incluí-lo no inquérito.

Como polícia e MP transformavam inquéritos policiais em políticos | GGN

21/10/2015

Globo dá pontapé na bunda de seu vira-lata

Cuspir pra cima dá nisso. A Rede Globo ensaiou, com o MBL e toda sorte de vira-latas, a convocação de seus midiotas para, mais uma vez, derrubar um governo legitimamente eleito. Resultou na marcha dos zumbis. Seus amestrados vestiram a camisa padrão FIFA/CBF. É tudo o que eles conseguem arregimentar, ou são completos descerebrados, ou são corruptos inveterados.

Notem toda hiPÓcrisia do editorial: Eduardo CUnha, só agora, não tem mais condições de presidir a Câmara. E o que eles dizem a respeito da mulher e da filha? Nada. Elas não presidem, não têm foro privilegiado mas, por não serem petistas, continuam soltas. Silêncio total. Depois de presas, se forem presas, virá um outro editorial dizendo que elas não tinham condições continuarem soltas. Realmente, o PCC terá de melhorar seus métodos para um dia se parecer tão profissional como o Grupo Globo. Comparando com os irmãos Marinho, Marcola até parece um bom sujeito. Tanto que o Geraldo Alckmin prefere sentar para negociar com ele do que com os professores estaduais.

A marcha da insensatez da Rede Globo é longa e faz parte de seu DNA golpista. Apoiou o golpe de 1964, com o antológico editorial saudando a chegada dos estupradores. Apoiou todos os ditadores que vieram com o golpe. No arvorecer da democracia, lutaram até o último momento, contra as Diretas-Já. A tentativa de esconder o comício do Anhangabaú se inscreve na pela da famiglia Marinho como esta agora de apoiar o gangsterismo de Eduardo CUnha e agora chutar o cachorro morto. Com a primeira eleição, cavalgou a candidatura Collor. Fez das tripas coração para eleger o caçador de marajás. Aliás, pelo domínio do fato, quem escolheu Collor também é responsável pelo PC Farias e Eduardo CUnha. Fez todas as cachorradas imagináveis e inimagináveis contra Leonel Brizola. Capturou, usando a funcionária Miriam Dutra, o governo de FHC. Fez do professor Cardoso, para gáudio deste, gato e sapato. Aliás, para elegê-lo editou a Lei Rubens Ricúpero: “o que é bom para FHC a gente mostra, o que é ruim a gente esconde”. Não contavam com o vazamento da Parabólica.

A Rede Globo tem em seu DNA o cromossoma nefasto que a faz lutar contra os movimentos sociais para encher as burras dos corruptos. Depois de pegos, dá um pontapé na bunda, como está fazendo agora.

A mim não engana!

Em editorial, Globo atira Eduardo Cunha ao mar

:

Para os irmãos Marinho, Eduardo Cunha não pode mais presidir a Câmara; “Independentemente de pedidos de impeachment da presidente, se eles fazem ou não sentido, o princípio da ética na vida pública impõe o afastamento do deputado”; além de defender a saída do peemedebista do cargo, eles também repreendem o PSDB, “que se posiciona de forma oportunista para faturar dividendos”; dizem que os tucanos em geral fingem não saber que a própria legitimidade do impeachment será prejudicada por ter partido de um muito provável beneficiário do esquema de corrupção montado na Petrobras

21 de Outubro de 2015 às 05:08

247 – O jornal ‘O Globo’, dos irmãos Marinho, cobrou a saída de Eduardo Cunha da Presidência da Câmara: "Independentemente de pedidos de impeachment da presidente, se eles fazem ou não sentido, o princípio da ética na vida pública impõe o afastamento do deputado", diz.

Além disso, repreendeu a postura do PSDB no caso. Afirma que a oposição se posiciona de forma oportunista neste caso para “faturar dividendos” e que tucanos fingem não saber que a própria legitimidade do impeachment será prejudicada por ter partido de um muito provável beneficiário do esquema de corrupção da Petrobras.

Leia no editorial abaixo:

Eduardo Cunha não pode mais presidir a Câmara

Independentemente de pedidos de impeachment da presidente, se eles fazem ou não sentido, o princípio da ética na vida pública impõe o afastamento do deputado

Há um estranha anestesia na sensibilidade do mundo político. Se, em 2005, o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), foi enxotado ao se confirmar que recebia um “mensalinho” de R$ 10 mil de um concessionário de restaurante, a semana começou sob o impacto do noticiário das milionárias contas na Suíça do atual presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sem que houvesse a mesma indignação de há dez anos.

Pode-se gastar muita tinta e papel em debates sobre o porquê da letargia. O importante, porém, é estabelecer-se que Severino não poderia continuar. Nem Cunha deve se manter na cadeira que já foi de Severino — mas principalmente de Ulysses Guimarães —, depois de revelada a existência das contas, abastecidas por milhões desviados do esquema de corrupção instalado na Petrobras — salvo sólido desmentido do deputado.

Depois de todas as provas divulgadas, o mínimo que se espera é seu afastamento da presidência da Casa. Isso teria de ocorrer com o país na normalidade. E num momento como o atual, em que uma crise política turbina a debacle econômica, o afastamento precisa ser ainda mais rápido.

O Congresso tem de estar a salvo de outras injunções para aprovar o que é necessário, a fim de que o país saia da turbulência, com o mínimo de danos. Mas, não. Oposição e a base fragmentada da situação se posicionam na questão Cunha de forma oportunista, para faturar dividendos.

No caso do PT, o deputado Luiz Sérgio (RJ), por exemplo, relator da encenação de CPI sobre a Petrobras, livrou Cunha nas suas conclusões, algo anedótico. Mesmo que o presidente da Casa tenha mentido na comissão, ao garantir não manter contas no exterior. Perjúrio omitido pelo petista na esperança de que Eduardo Cunha não deflagre um processo de impeachment contra Dilma. Por motivo oposto, a oposição também é leniente com o presidente da Câmara: torce para que o troco de Cunha no governo, a quem responsabiliza por seus problemas, sejam a aceitação de um pedido de impedimento e a consequente instalação da comissão especial para avaliá-lo.

Tucanos em geral e aliados fingem não saber que a própria legitimidade do ato será prejudicada por ter partido de um muito provável beneficiário do esquema de corrupção montado pelo lulopetismo na Petrobras. Além de outras gazuas.

É preciso cobrar do Legislativo que não vire as costas à sociedade. Ela está informada sobre as transações bilionárias e subterrâneas de desvios de dinheiro do Erário por meio do assalto a empresas públicas — Petrobras à frente —, de que se beneficiaram partidos, parlamentares, Cunha entre eles, militantes, executivos, empresários.

Isso não significa fazer qualquer juízo de valor dos pedidos de impeachment de Dilma. Tenham eles substância ou não, macula o próprio Congresso manter com o poder de decidir, não apenas sobre o impedimento da chefe do Executivo, mas também vários outros assuntos estratégicos para o país, alguém sob tantas suspeitas e evidências.

Em editorial, Globo atira Eduardo Cunha ao mar | Brasil 24/7

15/08/2015

Mutação genética: ódio a Lula transforma vira-lata em rato

ratosA caça ao grande molusco continua. Para tentar dar um empurrãozinho na marcha dos zumbis, as ratazanas que perseguem Lula vazaram uma arapongagem de fundo de quintal.

Pior, os voyeurs grampeando Lula sem autorização judicial. E como se este crime não bastasse, os elementos, usando da desfaçatez de quem vê no crime glória e redenção num céu de mil virgens, à moda dos suicidas da Al Qaida, entregam o produto do crime para ser jogado no ventilador. E os vira-latas ainda entregam o produto surrupiado ao vira-bostas.

Como ninguém está isento de ser investigado”, o que estão esperando para botar uma ratoeira no queijo do Carlos Fernando Lima?!

À luz da Constituição, o grampo e o vazamento já são crimes. E qual é a autoridade de um criminoso?

Polícia capta conversa de Lula com diretor de empreiteira

Executivo que foi preso fala em combinar posicionamento sobre pagamento de viagens ao ex-presidente feito pela Odebrecht

MARIO CESAR CARVALHODE SÃO PAULO

Pela primeira vez nas investigações da Operação Lava Jato, a Polícia Federal captou uma conversa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com um investigado que logo depois foi preso.

No diálogo, com um diretor da Odebrecht chamado Alexandrino Alencar, o executivo avisa o ex-presidente que irá combinar um posicionamento conjunto com o Instituto Lula sobre as viagens à África que a empreiteira bancou. Alexandrino fez seis viagens com Lula à África, entre 2011 e o início de 2015.

Na época do diálogo, Lula e a Odebrecht estavam sendo questionados sobre os motivos que levaram a empreiteira a bancar as viagens do ex-presidente depois de ter recebido recursos do BNDES.

A conversa ocorreu em 15 de junho deste ano, quatro dias antes de Alexandrino ser preso pela PF, sob suspeita de pagar propina a políticos e funcionários de estatais.

"Eu conversei hoje com o Paulo, pra gente acertar o posicionamento nosso junto com o de vocês, tá? Combinado?", diz Alexandrino, referindo-se provavelmente a Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula. "Tá bom, tá bom. Um abraço, meu irmão. Tchau", responde Lula.

Lula não é investigado pela Lava Jato. Ao ser questionado se o ex-presidente poderia ser alvo da apuração, o procurador Carlos Fernando de Lima disse que "ninguém está isento de ser investigado".

Na conversa telefônica, de 3 minutos e 42 segundos, Lula e Alexandrino conversam sobre um seminário realizado pelo jornal "Valor Econômico" no qual Marcelo Odebrecht defendeu os empréstimos do BNDES.

Lula liga a Alexandrino para saber como foi o evento. "Muito bom, muito bom", diz Alexandrino. "O Marcelo andou distribuindo umas verdades lá".

Marcelo Odebrecht, que também foi preso em junho, criticou o que chamou de "desinformação" e "politização" sobre os empréstimos do BNDES para empresas brasileiras que atuam fora do país.

Alexandrino conta a Lula que até um "tucano de primeira plumagem", o economista Eduardo Giannetti da Fonseca, defendeu as viagens ("isso não é matéria para politizar, nós temos que estar preocupados com o Brasil").

Lula diz que falou com o economista Delfim Netto sobre a mesma questão: "Ele vai publicar um artigo no ‘Valor’ dando o cacete", conta.

No artigo "Exportação de serviços e o ‘complexo de vira-lata’", publicado um dia após a conversa, Delfim diz que "a maior miopia é não enxergar que ‘exportar é o que importa’" e que demonizar os empréstimos do BNDES é "a maior afirmação do famoso ‘complexo de vira-lata’".

Em nota, a Odebrecht disse que "lamenta que as informações sejam colocadas fora de contexto, traçando conclusões equivocadas que confundem a opinião pública".

O Instituto Lula não se pronunciou a respeito.

Colaborou GRACILIANO ROCHA

19/07/2015

Exame de DNA identifica um dos ratos soltos no Congresso: Eduardo CUnha

 

Recordar é viver: Furnas pagou R$73 milhões a mais por ações vendidas a empresários ligados a Eduardo Cunha

Published julho 18, 2015 Uncategorized Leave a Comment
Tags: corrupção, Eduardo Cunha

Eduardo_Cunha_PMDB68_Furnas

Reblogado do Blog Limpinho e Cheiroso

Chico Otávio e Tatiana Farah, via O Globo em 26/1/2011 e atualizado em 4/11/2011

Após abrir mão do direito de preferência na compra de um lote de ações da empresa Oliveira Trust Servicer, Furnas Centrais Elétricas pagou pelos mesmos papéis, menos de oito meses depois, R$73 milhões acima do valor original. O negócio, ocorrido entre dezembro de 2007 e julho de 2008, favoreceu a Companhia Energética Serra da Carioca 2, que pertence ao grupo Gallway. Um dos seus diretores, na época, era o ex-presidente da Cedae e ex-funcionário da Telerj Lutero de Castro Cardoso. Outro nome conhecido no grupo é o do doleiro Lúcio Bolonha Funaro, que se apresenta em negócios como representante da Gallway.

Lutero e Funaro têm ligações com o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB/RJ), a quem é atribuída a indicação do então presidente de Furnas, o ex-prefeito Luiz Paulo Conde, no período da transação. Lutero, também nome indicado por Cunha para a Cedae, chegou a ter bens bloqueados pela Justiça por operações ilegais na companhia de águas em 2007. Já Funaro, ao ser investigado pela CPI dos Correios, teve de explicar os motivos que o levavam a pagar aluguel, condomínio e outras despesas do apartamento ocupado por Eduardo Cunha no flat Blue Tree Tower, em Brasília, em 2003. Furnas mudou de ideia em oito meses.

O negócio com a Oliveira Trust, registrado em atas de reunião de diretoria obtidas pelo Globo, envolveu a alteração da sociedade montada para construir e explorar a usina hidrelétrica de Serra do Facão, em Goiás. A primeira ata, de 4 de dezembro de 2007, registra a renúncia, por Furnas, ao direito de aquisição da participação da Oliveira Trust, que estava previsto no acordo dos acionistas. Já a ata de 9 de janeiro de 2008 informa a compra do lote pela Companhia Energética Serra da Carioca 2, do grupo Gallway (cuja origem é o paraíso fiscal das Ilhas Virgens britânicas), por um valor total aportado de R$6,96 milhões.

Quase sete meses depois, em outra reunião de diretoria no dia 29 de julho, a diretoria de Furnas aprova a compra deste mesmo lote – que correspondia a 29,89% do capital da Serra do Facão Participações S.A. – por R$80 milhões, uma diferença de mais de R$73 milhões.

A pretexto de evitar o pagamento de custos adicionais decorrentes de correção de valores, a diretoria de Furnas aprova, três semanas depois da realização do negócio com a empresa Serra da Carioca, o “pagamento imediato” da segunda parcela à empresa de Funaro, estimada em R$26 milhões. Estatal alega que sócio fez aporte.

Furnas alegou, em nota à redação, que a diferença entre o valor original e o efetivamente pago pela estatal se deve ao fato de que, neste intervalo (2008), a empresa Serra da Carioca fez um aporte de R$75 milhões na sociedade, “o que justifica integralmente a diferença”.

A estatal, contudo, não forneceu qualquer detalhe sobre o suposto aporte feito pela companhia ligada ao doleiro Lúcio Funaro: “O aporte foi feito pela Serra da Carioca à Serra do Facão Participações; portanto, esse registro deve ser solicitado a eles”, respondeu Furnas.

Sobre as razões de ter dispensado, em dezembro do ano anterior, a opção de compra das ações, a nota informou que “naquela ocasião era necessário manter o caráter privado da Serra do Facão, o que só seria possível se um investidor privado fosse substituído por outro de mesma natureza”.

Para explicar a repentina mudança, meses depois, Furnas alegou que “essa aquisição melhoraria o resultado do negócio para Furnas, considerando-se a alteração de variáveis macroeconômicas no período”, como diz a nota.

Furnas negou ter encontrado problemas para obter o financiamento necessário junto ao BNDES – o banco teria resistido a aprová-lo ao constatar a presença da companhia ligada a Lutero e Funaro no negócio: “Foi um processo normal de negociação para concessão de financiamento desse porte”, diz.

A estatal também negou conhecer o doleiro ou ter ciência da ligação de representantes ou sócios da Serra da Carioca com o deputado federal Eduardo Cunha.

O negócio envolvendo a hidrelétrica de Serra do Facão está citado em documento elaborado por engenheiros de Furnas, este mês, para denunciar o aparelhamento político da estatal pelo PMDB fluminense. O dossiê, de duas páginas e meia, foi encaminhado pelo deputado estadual licenciado e secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar (PT/RJ), ao ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, Luiz Sérgio.

No trecho sobre o caso, os engenheiros sustentam que “um exemplo da atuação dessa rede de influência gerencial foi o prejuízo para Furnas no processo de engenharia financeira da usina de Serra do Facão”. De acordo com os autores, os prejuízos acumulados só nessa operação chegariam a R$100 milhões.

“Ainda que não haja nenhuma prova material, contratações, renovação e não renovação de contratos, liberação de pagamentos, nomeação etc. são feitas, frequentemente e às claras, para atender ao interesse desse ou daquele grupo político. A desfaçatez é amplamente registrada nos corredores da empresa”, diz o texto.

Lúcio Funaro é um nome conhecido na crônica política de Brasília. Uma das muitas transações polêmicas em que se envolveu também teve como cenário o setor elétrico. Outra empresa do grupo Gallway, a Centrais Elétricas de Belém (Cebel), captou dinheiro de três fundos de pensão para construir a central hidrelétrica de Apertadinho, em Rondônia. Porém, a barragem erguida pelos construtores se rompeu, inundou a cidade mais próxima e jogou pelo ralo investimentos de mais de R$100 milhões.

Dos três fundos de pensão prejudicados, um chama atenção: a Prece, caixa de previdência dos funcionários da Cedae, que aprovou a sua participação no período em que Lutero de Castro Cardoso estava à frente da companhia.

Em reação ao documento, Eduardo Cunha acusou o PT de estar por trás das denúncias. Ele nega qualquer tipo de ingerência política em Furnas, embora admita que o PMDB indicou diretores da estatal, juntamente com o PT e o PR. Gallway não está na sede declarada.

A Gallway registra um capital, segundo a Junta Comercial de São Paulo (Jucesp), de R$71,8 milhões, divididos em duas companhias, a Gallway Projetos e Energia do Brasil Ltda., aberta em abril de 2007, e a Gallway Projetos e Energia do Brasil S.A., de 2008. O Globo tentou localizar as empresas nas sedes apresentadas pelos documentos oficiais da Jucesp e da Receita Federal.

Em um dos endereços, na Avenida 9 de Julho, a empresa que ocupa o lugar é a Cingular Fomento Mercantil, do doleiro Lucio Funaro, envolvido em pelo menos dois escândalos nacionais, a CPMI dos Correios e a Operação Satiagraha. A própria Serra da Carioca 2 tem como sede o mesmo endereço, mas os funcionários do prédio não a conhecem. No outro endereço atribuído a Gallway, e que consta como sede em seu site, funciona uma empresa sem vínculo com o grupo. Funcionários do prédio informaram ao jornal que a Gallway deixou o endereço há cerca de um ano.

Na portaria, que ficou de recolher as correspondências para entregar aos antigos locatários, constam os nomes de Funaro, Gallway, Enerbrax e Centrais Elétricas de Belém, as duas últimas concessionárias de energia do grupo Gallway. Os funcionários do edifício, um prédio de escritórios em Pinheiros, informaram que a empresa sequer mandou retirar as correspondências guardadas.

Procurado, Lutero Cardoso não atendeu o pedido de uma entrevista feito pelo repórter. Funaro não foi encontrado. Eduardo Cunha usa Twitter para atacar imprensa.

Desde a publicação pelo Globo, na segunda-feira passada, de reportagem sobre odescontentamento de funcionários de Furnas com a interferência política do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB/RJ) na estatal, o peemedebista tem usado sua página no Twitter para atacar a imprensa e colegas deputados, especialmente do PT. Na segunda-feira, Cunha reagiu à reportagem com a tentativa de vincular o repórter Chico Otávio e O Globo a supostos interesses políticos do PT. Usando de ironia, ameaçou o jornalista com processo. Após se pronunciar sobre o caso, o deputado Jorge Bittar (PT) também virou alvo dos ataques de Cunha na internet. O peemedebista ainda tem reservado espaço em seus comentários para a briga entre PMDB e PT por cargos no governo Dilma.

Leia algumas das frases de Eduardo Cunha postadas no Twitter, da forma como ele escreveu:

Dia 24
“Por que sera que só se preocupam com os do PMDB?? Com a palavra o senhor Chico Otávio”
“O escândalo e o Chico Otávio que além de não colocar a minha versão correta, não nomina quem assina o tal docto (documento) e nem ouve Furnas”
“Esse Fabio Rezende (ex-diretor de Furnas) declarou publicamente que apoiava a eleição do Bittar. O que vcs acham que está por trás disso??”
“Na verdade o docto foi feito pelo Fabio Rezende que nem coragem para assinar teve. Ele não tem aquilo roxo e sim rosado”

“E o Bittar fez o papelão de dar curso a isso sem assumir a autoria. Trata-se de aleivosias que escondem o interesse político”

Dia 25
“O Chico Otávio e O Globo seguem com a campanha de sempre em forma de novela mexicana. Amanhã certamente terá mais.”
“E o Bittar ainda fala na matéria do Globo atacando a gestão. É como eu falo: o apetite de setores do PT por mais cargos é ABSURDO”
“Por que não saem denúncias envolvendo os cargos do PT??????”
“Essa coisa toda já tá enchendo a paciência. É melhor eles assumirem logo que querem o governo todo só para eles e talvez seja pouco.”
“Já repararam só vai para os jornais o pouco que o PMDB tem e querem tirar, Funasa, Sec M Saúde já tirada, Dnocs, Eletrobras , Furnas etc.”

Dia 26
“O Chico Otávio parou hj, o que que houve? Que que deu nele?”
“Muita gente fala que eu brigo muito, mas só sou autêntico. Tem gente que prefere a hipocrisia de fingir que é amigo e bate por trás”
“Eu ao menos falo o que penso e reajo as agressões e não engulo sapos. Cada qual tem o seu temperamento e esse é o meu. Sou leal com os amigos.”
“E serei sempre implacável com os adversários, inimigos e falsos amigos, doa a quem doer.”
“E está muito claro que no RJ e o Bittar e em MG e Fernando Pimentel. São os setores de influência deles que querem tirar do PMDB Furnas”
“A sede de Furnas é no RJ e o Rio não pode perder tanto assim. Já perdeu muito”

Recordar é viver: Furnas pagou R$73 milhões a mais por ações vendidas a empresários ligados a Eduardo Cunha | Luizmuller’s Blog

15/03/2015

Dossiê HSBC

SUIÇALÃOReúno aqui tudo o que precisas para entender o pouco que já se sabe a respeito da mega fraude via HSBC.

No Brasil, HSBC rima com FHC. Foi ele quem trouxe o mega lavador de grana suja.  A privatização da Petrobrás, segundo os anencefálicos, serviria para acabar com a corrupção. Os tucanos diziam isso do BANESTADO, do Meridional, da Vale do Rio Doce.

O HSBC prova que não é a privatização que evita a corrupção.

Se FHC tivesse exonerado, ao invés de nomear Paulo Roberto da Costa, talvez não houvesse Operação Lava Jato. Se o Poder Judiciário já tivesse punido o PP gaúcho na Operação Rodin, talvez o PP gaúcho não estivesse todo atolado na Lava Jato.

Se ao invés de engavetar todas as falcatruas o PSDB mandasse investigar, talvez não houvesse necessidade da Lista Falciani. Veio a público agora, mas a lavanderia internacional é algo com que os golpistas de sempre estão muito bem acostumados.

Nunca um apelido, Ratinho, casou tão bem com as práticas…

É nestas horas que se descobre toda importância do Impostômetro que os impostores usam a mídia para fazer propaganda. Quem não paga imposto patrocina impostômetros…

 

Suiçalão é a ponta do iceberg?

14 de março de 2015 | 12:09 Autor: Miguel do Rosário

suicalao

O Suiçalão ainda vai dar o que falar.

Nossas suspeitas, de que aquilo era um ninho de tucanos gordos, se confirmaram.

Que tucanos são mais gordos que os barões da mídia, quase todos com contas secretas no Suiçalão?

Eles são mais tucanos e mais gordos do que qualquer dirigente do PSDB.

Poderíamos dizer até que eles – os barões da mídia – são os tucanos originais, a matriz, os fundadores do tucanismo.

E hoje são seus guardiões, suas lideranças, seus acionistas principais.

O blog Ponto & Contraponto fez algumas especulações interessantes sobre a conta secreta da família Frias, donos da Folha.

E aponta duas coincidências estranhas.

Frias abriu a conta justamente no ano do confisco da poupança, feito por Collor.

E depois fechou exatamente antes da desvalorização da moeda nacional, aquele golpe cambial que os tucanos deram na economia brasileira.

Pode não ser nada.

O faro do blogueiro, porém, está seguindo o caminho certo.

O segredo não está apenas nos nomes das contas.

Agora queremos saber os valores guardados nessas contas, se os valores foram informados à Receita Federal, e se o envio de dinheiro ao exterior guarda alguma relação com informações privilegiadas concedidas pelos governos Collor e depois FHC, aos barões da mídia.

Queremos, enfim, uma coisa bem simples: a verdade.

*

No blog Ponto & Contraponto.

Frias manipulou dinheiro no exterior com informações privilegiadas de Collor e FHC?

Muito previsíveis as informações que barões da mídia estão na lista dos sonegadores do Swissleaks. A dúvida é se um dia viriam a público.

Com a exclusividade dos dados repassados pela ICIJ, o jornalista Fernando Rodrigues se portou com arrogância, tentou culpar o governo e proteger poderosos, mas agora acossado por vazamentos que conclui serem inevitáveis, resolve liberar a parte que atinge justamente veículos de mídia que estavam responsáveis pela “investigação” no Brasil.

Nesse post vamos nos atentar para a conta da família Frias, que e dona do conglomerado Folha/UOL, onde o jornalista trabalhou por anos e agora tem seu blog hospedado.

Apesar de não revelar o montante que os Frias enviaram para o Suiçalão, duas informações foram publicadas, muito provavelmente por descuido do jornalista, que revelam a relação espúria que Otávio Frias mantinha com os governos Collor e FHC.

Informação privilegiada nº 1

Fernando Rodrigues diz que a conta foi aberta em 1990, ano que foi realizado o confisco de todos os brasileiros que estavam depositados em bancos brasileiros.

O jornalista não revelou o mês, o plano Collor, com o confisco aconteceu em março desse ano, parece que não atingiu o dono do império jornalístico, que espertamente enviou seu rico dinheiro para longe do apetite confiscatório que só atingiu pessoas comuns.

Tratando de salvar apenas sua pele, embora soubesse da informação a sonegou dos distintos leitores.

Informação privilegiada nº 2

Outra informação de enorme coincidência relatada por Fernando Rodrigues e o encerramento da conta: 1998.

Como todos sabem o governo FHC manteve até 1998 o Dólar ancorado para se reeleger, pouco tempo depois de se reeleger, no início de 1999, decidiu liberar o câmbio e o Dolar passou de próximo de um Real para quatro Reais numa estilingada.

Coincidência que Frias retirasse seus Dólares da Suíça justamente às vésperas da disparada do Dolar, tornando a conversão super lucrativa ou, mais uma vez passarinhos amigos o avisaram do “bom negócio”?

(…)

Barões da mídia, tremei: a CPI do Swissleaks vem aí

:

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL), autor do requerimento que cria a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do SwissLeaks, está determinado em investigar todos os brasileiros envolvidos com as contas secretas do HSBC; ele disse, neste sábado (14), que a primeira medida do colegiado será pedir a quebra de sigilo de todos os correntistas já conhecidos, para verificar se de fato eles declararam à Receita Federal o dinheiro depositado no exterior; Randolfe também convocará todos os órgãos de fiscalização e bancos para explicar como o sistema permite a sonegação de impostos; para ele, “essas contas secretas no HSBC reúnem personagens de todos os escândalos recentes da história do país, dos últimos 20 anos”; “É ali que muito corruptos iam esconder o resultado de seus crimes. Aliás, não é apenas os corruptos que deverão ser investigados, mas também o papel que teve o HSBC ao ser leniente com a entrada de dinheiro suspeito na instituição”, ressalta

14 de Março de 2015 às 20:36

247 – O senador Randolfe Rodrigues (PSOL), autor do requerimento que cria a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do SwissLeaks, disse que a primeira medida do colegiado será pedir a quebra de sigilo de todos os correntistas já conhecidos do HSBC na Suíça, para verificar se de fato eles declararam à Receita Federal o dinheiro depositado no exterior.

“Para a CPI é muito fácil fazer uma lista de todos os nomes e contas bancárias que o UOL e o Globo já publicaram, enviar tudo para a Receita Federal e requerer a quebra do sigilo fiscal. Vamos pedir que nos digam quem dessas pessoas declarou Imposto de Renda e incluiu nas suas declarações de bens as contas no exterior, na Suíça”, diz Randolfe.

Ele afirma que “essas contas secretas no HSBC reúnem personagens de todos os escândalos recentes da história do país, dos últimos 20 anos”. “É ali que muito corruptos iam esconder o resultado de seus crimes. Aliás, não é apenas os corruptos que deverão ser investigados, mas também o papel que teve o HSBC ao ser leniente com a entrada de dinheiro suspeito na instituição”, ressalta.

No entanto, a CPI ainda precisa que os partidos indiquem os nomes para compor a CPI. No momento, falta apenas a indicação do PMDB. “Espero que o líder do partido no Senado, Eunício Oliveira, indique os nomes já no começo da semana”, diz Randolfe. Mas existe também a hipótese de a investigação começar a funcionar mesmo sem os nomes peemedebistas, pois já haveria quórum suficiente. Essa interpretação depende da direção do Senado.

Outro objetivo de Randolfe é investigar as brechas do sistema financeiro que permitem dar “guarida a quem comete crimes ou pretende sonegar impostos”. “O primeiro ato da CPI será convocar todos os órgãos responsáveis por fiscalizar os bancos e os fluxos financeiros. Vamos convocar o Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras], a Receita Federal, o Banco Central e o Ministério da Fazenda. Todos terão de explicar muito bem como é possível ter um sistema tão poroso que permite evasão de divisas e sonegação de impostos como parece ter sido o caso que agora está sendo revelado por essas reportagens do SwissLeaks”, afirma.

Suiçalão é a ponta do iceberg? | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

O silêncio dos “inocentes” ou de como pessoas de bem reagiriam à “lista da mídia” no HSBC suíço?

14 de março de 2015 | 16:24 Autor: Fernando Brito

inocente

Espero há algumas horas, rodando sites e facebooks, para ver se há reação dos empresários e jornalistas apontados na lista de depositantes do HSBC na Suíça.

Nada, nenhuma manifestação além daquele “não sei, nunca vi” que consta da matéria de O Globo, que procurou todos os citados.

Não lhes faltam espaços para se manifestarem: ou são donos de empresas de comunicação ou dispõem de acesso a elas, além de seus proprios sites, facebooks e contas no Twitter.

Bom, damo-lhes a presunção da inocência a que todos têm direito…

Mas a questão seguinte é inescapável: não parece obvio que  estariam, neste instante, anunciando a interpelação judicial de O Globo e do UOL, onde se veiculou a denúncia para que entregassem os documentos que usaram para apontá-los, se os tem.

Providência básica para, a seguir, propor uma ação de danos morais contra o jornal.

Afinal, não se espalham ações contra os blogueiros, com muito menos causa de pedir – até “sacripanta” rendeu condenação do Miguel do Rosário pelo Ali Kamel?

Afinal, ao meu modestíssimo juízo, ser apontado nos maiores veículos de comunicação como detentor de conta na Suíça causa um abalo moral muito mais grave que um “sacripanta” num blog.

Mas certamente há a prova da presença nos arquivos do Banco e, saí, duas possibilidades: ou é declarada ou é clandestina.

Se é declarada, cada um tem o direito de, querendo, exibir sua declaração de bens ao Imposto de Renda e, neste caso, era só pegar o papelório – ou agora o arquivo de computador – e mostrar que a declarou, bem declaradinha, como eu e você declaramos o apartamento modesto ou a conta bancária com nossos caraminguás.

Até agora, alguém fez isso? Anunciou isso? Algum deles disse que vai fazer isso segunda-feira, embora todos tenham sido avisados, pela equipe de jornalistas que publicou a informação, pois deram respostas?

Não.

Portanto, acaba-se ficando livre para imaginarmos que, na maioria ou em todos os casos, não foram declaradas.

Portanto, clandestinas.

Os inocentes não costumam ficar tão quietos quando são ofendidos.

Pimenta ao 247: ‘Mídia fez sua defesa prévia’

:

Vazamento de nomes de proprietários de veículos de comunicação e jornalistas atende a estratégia preventiva diante da iminência do repasse da lista completa do Swissleaks ao governo brasileiro pelo Fisco francês; a afirmação é o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que cobra das diversas instituições a apuração de eventuais crimes na remessa de dinheiro à filial do Banco HSBC na Suíça; segundo ele, a seletividade no vazamento de nomes pelo portal Uol e agora pelo jornal O Globo tenta esconder possíveis malfeitos entre 1997 e 2001, época das privatizações do governo FHC, período que jaz nos subterrâneos da vida pública nacional

14 de Março de 2015 às 12:33

Realle Palazzo-Martini, do 247 – A divulgação pelo portal Uol e pelo jornal O Globo de que proprietários de importantes veículos de comunicação e jornalistas brasileiros mantiveram contas secretas no Banco HSBC na Suíça atende a uma estratégia prévia de defesa dos “barões da mídia”. Foi o que sustentou ao Brasil247 neste sábado (14) o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS). O surgimento dos nomes acontece menos de uma semana após a Embaixada da França firmar compromisso com o governo brasileiro para repassar a lista completa dos 8.667 brasileiros relacionados no escândalo.

A notícia veiculada no Uol e em O Globo é sintomática, avalia Pimenta. Segundo ele, a pressão da sociedade, por meio das redes sociais, pela revelação dos brasileiros relacionados no escândalo precipitou o surgimento dos nomes dos empresários da mídia. “Não parece um paradoxo que o jornalista Fernando Rodrigues tenha convidado justamente O Globo para auxiliar na pesquisa dos dados do Swissleaks?” questiona. Rodrigues, que trabalha no Uol, tem exclusividade de acesso aos dados das contas secretas no HSBC divulgados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos.

Na reportagem deste sábado de Uol e O Globo, surgiram nomes como Otavio Frias, do Grupo Folha, que controla o Uol. E também Lily Marinho, falecida em 2011, ex-mulher do fundador das Organizações Globo, Roberto Marinho (também já morto). Há ainda nomes como o do apresentador Ratinho, do SBT, Jhonny Saad, do Grupo Bandeirantes, e de José Roberto Guzzo, colunista e membro do conselho editorial da Abril (leia mais aqui).”Não podemos aceitar essa seletividade filtrada por Uol e Globo”, critica Pimenta. “Essa reportagem só confirma nossa denúncia de vazamento seletivo de modo a conduzir a opinião pública numa direção específica”, reforça.

Privatizações

O deputado Paulo Pimenta já encaminhou requerimentos ao Ministério da Justiça e à Procuradoria Geral da República (mais aqui) pedindo ações para investigar eventuais crimes na remessa de dinheiro para o HSBC suíço. Também esteve no Banco Central e com o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid. Nesta semana, em reunião com o ministro José Eduardo Cardozo, Pimenta recebeu a informação de que estão adiantadas as tratativas com o Embaixada da França para que o Fisco daquele país, depositário institucional das informações do consórcio de jornalistas, entregue todos os dados às autoridades nacionais.

O gaúcho lembra que países como a própria França, Inglaterra, Alemanha, Bélgica, Argentina e Austrália já conseguiram repatriar US$ 1,360 bilhão das contas secretas do HSBC em razão de movimentações irregulares. Pimenta pondera, entretanto, que nem todas as contas podem ser consideradas ilegais. Mas sustenta que o histórico do dinheiro que chegou às contas do banco suíço pode levar ao crime original, como já revelado em casos envolvendo contraventores e traficantes de drogas.

O deputado petista tem interesse especial em por a lupa sobre possíveis personagens envolvidos nas privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) entre os anos de 1997 e 2001. “Tenho convicção de que esta investigação vai nos permitir fazer o caminho inverso ao dinheiro e resgatar um período importante da vida pública nacional que até hoje permanece nos subterrâneos”, acredita.

Pimenta também mantem contatos frequentes com o senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP), artífice da CPI do HSBC (ou CPI do Swissleaks), instalada no Senado pelo presidente Renan Calheiros (PMDB-AL). Os líderes dos partidos já indicaram representantes. O deputado acha que a comissão pode jogar luz em muitos casos envolvendo evasão de divisas, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

PT: arautos da moralidade caíram por terra

:

A Agência PT de Notícias publicou neste sábado (14) um texto que trata sobre a lista dos nomes brasileiros com contas no HSBC na Suíça, “um dos maiores esquemas de evasão fiscal e de divisas já relevados no mundo”; “A relação traz representantes de grandes grupos de comunicação no País. Dentre eles, Folha, Globo, Abril, Bandeirantes, Verdes Mares, Rede Transamérica e outros arautos da moralidade”, ressalta o partido; o PT diz ainda que “o material caiu como uma bomba dentro da Globo que tentou desviar a atenção do caso”

14 de Março de 2015 às 16:41

247 – A Agência PT de Notícias publicou texto neste sábado (14) um texto que trata sobre a lista dos nomes brasileiros com contas no HSBC na Suíça, “um dos maiores esquemas de evasão fiscal e de divisas já relevados no mundo”. “A relação traz representantes de grandes grupos de comunicação no País. Dentre eles, Folha, Globo, Abril, Bandeirantes, Verdes Mares, Rede Transamérica e outros arautos da moralidade”, pontua.

Abaixo o texto na íntegra:

Nesta madrugada, foi divulgada a lista com os nomes de brasileiros com contas no HSBC da Suíça, envolvidos num dos maiores esquema de evasão fiscal e de divisas já revelados no mundo. A relação traz representantes de grandes grupos de comunicação no País. Dentre eles, Folha, Globo, Abril, Bandeirantes, Verdes Mares, Rede Transamérica e outros arautos da moralidade.

O material foi divulgado após as manifestações em defesa da democracia, realizadas nesta sexta-feira por movimentos sindicais e sociais de todo o Brasil, e à véspera dos atos marcados para 15 de março, numa estratégia para tentar diminuir a repercussão do caso junto à sociedade.

A lista mais recente, divulgada pelo jornalista Fernando Rodrigues e pelo site do jornal “O Globo”, contém o nome do já falecido empresário Otávio Frias, fundador do Grupo Folha, e de seu filho, Luís Frias, um dos donos do Uol, como beneficiário de conta no paraíso fiscal.

O material também revela o nome de Lily Marinho, viúva de Roberto Marinho, da Globo, morta em 2011, com nada menos que US$ 750,2 mil. O material caiu como uma bomba dentro da organização que tentou desviar a atenção do caso relacionando o ex-marido de Lily, Horácio de Carvalho, morto em 1983, aos recursos.

Quatro integrantes da família Saad, da Rede Bandeirantes, também mantinham contas no HSBC, em Genebra. São eles, João Jorge Saad, a empresária Maria Helena Saad Barros, Ricardo Saad e Silvia Saad Jafet.

A conta de José Roberto Guzzo, colunista e membro do conselho editorial da Abril, um dos mais raivosos contra o governo e o Partido dos Trabalhadores, também foi revelada.

O apresentador do SBT, Carlos Massa, conhecido como Ratinho, manteve a bagatela de US$ 12,4 milhões nos cofres suíços.

Mona Dorf, jornalista ligada à Rádio Eldorado, tinha US$ 310 mil na conta.

Arnaldo Bloch, do extinto grupo Manchete, também foi correntista, assim como a família Dines, que, à época, manteve US$ 1,3 milhão no banco suíço.

Com US$ 120,5 milhões, Aloysio de Andrade Faria, dono da Rede Transamérica, tem a maior soma das contas. Em suas rádios críticas contra à corrupção são comuns por parte de seus jornalistas e apresentadores.

Depois dele, aparecem Yolanda Queiroz, Lenise Queiroz Rocha, Paula Frota Queiroz e Edson Queiroz Filho, do grupo Verdes Mares, afiliado da Globo no Ceará, com US$ 83,9 milhões.

Ao Blog do Fernando Rodrigues, do Uol, todos eles disseram não terem cometido irregularidades. Além deles, aparece na lista Luiz Fernando Levy, que quebrou a Gazeta Mercantil, deixando dívidas tributárias e trabalhistas. Os registros indicam que 14 contas já estavam encerradas em 2007, quando os dados vazaram.

No Senado, a CPI do HSBC aguarda a indicação dos membros pelos partidos para que as investigações sobre o caso sejam iniciadas.

DCM: Rodrigues é o investigador que virou engavetador

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O jornalista Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo, afirma que o jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, está numa situação constrangedora em relação à divulgação da lista dos brasileiros com contas no HSBC da Suíça; “Por vários dias ele teve o monopólio da lista no Brasil, e o que se viu foi um engavetamento descarado de nomes. A relação das contas foi depois passada também ao Globo, e deu no que deu. Rodrigues está desmoralizado, é certo”, diz

14 de Março de 2015 às 20:21

247 – O jornalista Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo, afirma que o jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, está numa situação constrangedora em relação à divulgação da lista dos brasileiros com contas no HSBC da Suíça. “Por vários dias ele teve o monopólio da lista no Brasil, e o que se viu foi um engavetamento descarado de nomes. A relação das contas foi depois passada também ao Globo, e deu no que deu. Rodrigues está desmoralizado, é certo”, diz.

Abaixo trecho de texto do DCM:

Não só os Frias lutarão por sua reputação, a rigor. Também o jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, está numa situação constrangedora.

Por vários dias ele teve o monopólio da lista no Brasil, e o que se viu foi um engavetamento descarado de nomes.

A relação das contas foi depois passada também ao Globo, e deu no que deu.

Rodrigues está desmoralizado, é certo. Mas não é fácil a vida de um jornalista que recebe uma lista de predadores e, ao examiná-la, descobre o nome de seus patrões.

Isso tem que ser reconhecido.

Ratinho HSBC dizia que Dilma teria que ‘fugir’

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O empresário Carlos Massa, o Ratinho do SBT e do HSBC, chegou a dizer que a presidente Dilma Rousseff poderia ser forçada a “fugir do País” quando a população acordasse para ir às ruas e protestar contra a corrupção; com US$ 12,4 milhões no HSBC em 2007, ele tem um filho político, Ratinho Júnior, que concorrerá à prefeitura de Curitiba em 2016, com apoio do tucano Beto Richa, um dos governadores menos populares do País; será que agora, com o escândalo do HSBC público, o apresentador também defenderá que os envolvidos sejam expulsos do país pela população?

14 de Março de 2015 às 18:51

Paraná 247 – O empresário Carlos Massa, o Ratinho do SBT e do HSBC (saiba mais), chegou a dizer que a presidente Dilma Rousseff poderia ser forçada a “fugir do País” quando a população acordasse para ir às ruas e protestar contra a corrupção.

Ratinho aparece na lista do HSBC com depósitos de US$ 12,4 milhões em 2007 – ano em que as informações foram obtidas pelo ex-funcionário do banco Hervé Falciani. Segundo ele, a conta foi declarada à Receita Federal.

Ele é pai do político Ratinho Júnior, aliado do governador tucano Beto Richa, do Paraná, que é hoje um dos mais impopulares do País. Ratinho Júnior deve concorrer à prefeitura de Curitiba em 2016, com apoio do pai.

Confira, abaixo, o vídeo em que ele previa a necessidade de que Dilma fugisse do País:

Barões da mídia, tremei: a CPI do Swissleaks vem aí

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O senador Randolfe Rodrigues (PSOL), autor do requerimento que cria a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do SwissLeaks, está determinado em investigar todos os brasileiros envolvidos com as contas secretas do HSBC; ele disse, neste sábado (14), que a primeira medida do colegiado será pedir a quebra de sigilo de todos os correntistas já conhecidos, para verificar se de fato eles declararam à Receita Federal o dinheiro depositado no exterior; Randolfe também convocará todos os órgãos de fiscalização e bancos para explicar como o sistema permite a sonegação de impostos; para ele, “essas contas secretas no HSBC reúnem personagens de todos os escândalos recentes da história do país, dos últimos 20 anos”; “É ali que muito corruptos iam esconder o resultado de seus crimes. Aliás, não é apenas os corruptos que deverão ser investigados, mas também o papel que teve o HSBC ao ser leniente com a entrada de dinheiro suspeito na instituição”, ressalta

14 de Março de 2015 às 20:36

247 – O senador Randolfe Rodrigues (PSOL), autor do requerimento que cria a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do SwissLeaks, disse que a primeira medida do colegiado será pedir a quebra de sigilo de todos os correntistas já conhecidos do HSBC na Suíça, para verificar se de fato eles declararam à Receita Federal o dinheiro depositado no exterior.

“Para a CPI é muito fácil fazer uma lista de todos os nomes e contas bancárias que o UOL e o Globo já publicaram, enviar tudo para a Receita Federal e requerer a quebra do sigilo fiscal. Vamos pedir que nos digam quem dessas pessoas declarou Imposto de Renda e incluiu nas suas declarações de bens as contas no exterior, na Suíça”, diz Randolfe.

Ele afirma que “essas contas secretas no HSBC reúnem personagens de todos os escândalos recentes da história do país, dos últimos 20 anos”. “É ali que muito corruptos iam esconder o resultado de seus crimes. Aliás, não é apenas os corruptos que deverão ser investigados, mas também o papel que teve o HSBC ao ser leniente com a entrada de dinheiro suspeito na instituição”, ressalta.

No entanto, a CPI ainda precisa que os partidos indiquem os nomes para compor a CPI. No momento, falta apenas a indicação do PMDB. “Espero que o líder do partido no Senado, Eunício Oliveira, indique os nomes já no começo da semana”, diz Randolfe. Mas existe também a hipótese de a investigação começar a funcionar mesmo sem os nomes peemedebistas, pois já haveria quórum suficiente. Essa interpretação depende da direção do Senado.

Outro objetivo de Randolfe é investigar as brechas do sistema financeiro que permitem dar “guarida a quem comete crimes ou pretende sonegar impostos”. “O primeiro ato da CPI será convocar todos os órgãos responsáveis por fiscalizar os bancos e os fluxos financeiros. Vamos convocar o Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras], a Receita Federal, o Banco Central e o Ministério da Fazenda. Todos terão de explicar muito bem como é possível ter um sistema tão poroso que permite evasão de divisas e sonegação de impostos como parece ter sido o caso que agora está sendo revelado por essas reportagens do SwissLeaks”, afirma.

Fel-lha, #globogolpista e Band! O PiG se afogou no HSBC!

Amaury, a casa caiu !

Saiu na Fel-lha (ver no ABC do C Af):

Empresários de mídia e jornalistas estão na relação

DO UOL
Ao menos 22 empresários do ramo jornalístico e seus parentes, além de 7 jornalistas, estão na relação dos que mantinham contas na agência do HSBC em Genebra, na Suíça, em 2006 e 2007.
Os registros indicam que 14 contas já estavam encerradas em 2007, quando os dados vazaram no escândalo que ficou conhecido como SwissLeaks. Todos os citados foram procurados. Parte negou irregularidades e alguns preferiram não comentar.
Ter uma conta bancária na Suíça ou em qualquer outro país não é ilegal, desde que seja declarada à Receita Federal. Os titulares também devem informar ao Banco Central quando o saldo for superior a US$ 100 mil.
Entre os correntistas do HSBC na Suíça estão ou estiveram pessoas ligadas a algumas das maiores empresas de comunicação do país.
É o caso de Lily de Carvalho, viúva de dois jornalistas e donos de jornais, Horácio de Carvalho e Roberto Marinho. Roberto Marinho (1904-2003) foi dono das Organizações Globo, hoje Grupo Globo. Lily morreu em 2011.
Na relação de correntistas do HSBC em Genebra também constam os nomes de proprietários do Grupo Folha.
Tiveram conta conjunta naquela instituição financeira os empresários Octavio Frias de Oliveira (1912-2007) e Carlos Caldeira Filho (1913-1993). Luiz Frias (atual presidente da Folha e presidente/CEO do UOL) aparece como beneficiário da mesma conta, criada em 1990 e encerrada em 1998. Em 2006/07, os arquivos do banco ainda mantinham os registros, mas a conta estava inativa e com o seu saldo zerado.
O Grupo Folha e a família de Octavio Frias de Oliveira “informam não ter registro da referida conta bancária e manifestam sua convicção de que, se ela existiu, era regular e conforme à lei”.
Quatro integrantes da família Saad, proprietária da Rede Bandeirantes, também detinham contas no HSBC à época, entre eles o fundador da companhia, João Jorge Saad (1919-1999).


Navalha

Quá, quá, quá !

Os donos da Fel-lha e seu “segurança”, o “repórter” investigativo do UOL, Fernando Rodrigues, montaram durante certo tempo uma fraude: não podiam divulgar o nome dos flagrados no escândalo de lavagem de dinheiro no HSBC porque o Governo não tomava a iniciativa de pegar a lista.

Quá, quá, quá !

Afinal, dizia o “repórter” investigativo do UOL, ter conta no exterior não significa nada.

Desde que o correntista declare no Imposto de Renda.

Deve ser muito provável que certo colonista (no ABC do C Af), da Fel-lha, membro da família Steinbruch se dê ao trabalho de depositar dinheiro num banco especialista em lavar dinheiro e, ao mesmo tempo, confessar ao Imposto de Renda (brasileiro).

É muito provável !!!

Quá, quá, quá !

Depois, a Fel-lha e seu implacável “repórter” investigativo identificaram ladrões envolvidos na Lava Lato e que lavavam HSBC.

A intenção, claro, era derrubar a Dilma.

Fizeram como os delegados aecistas, os procuradores fanfarrões, o Juiz de Guantánamo: aqui não se fala de tucano !

O UOL tinha o monopólio da lista.

Aí, a dona Guevara, dona da lista lá na Europa, e que mereceu generosa correspondência do Amaury Ribeiro Jr, sentiu a batata assar e entregou a lista não à Carta Capital ou à Carta Maior, mas à #globogolpista !

Esperta a dona Guevara…

Entregar à Fel-lha e ao Globo.

E achar que ninguém percebe …

Acontece que a #globogolpista também sentiu a batata assar e começou a revelar uns nomes.

A batata assava.

E se, de repente, o Amaury, que pertenceu à organização (?) da dona Guevara mete a mão na lista toda ?

Foi o que fez o Otavinho, dono da Fel-lha e chefe do “repórter” investigativo.

“Bem, vamos revelar alguns nomes, para não sermos definitivamente desmoralizados”, teria pensado o dramaturgo e ensaista herdeiro da Fel-lha.

E enterrou a notícia lá embaixo, quase caindo pra fora, na página B6 (página par, menos lida que a ímpar), numa seção de nome “Mercado”, que ninguém do Mercado ou fora dele lê.

E fez isso num dia de sábado, o dia da semana em que menos se lê jornal – ou o acessa na internet.

Estão lá o pai do Otavinho, o sócio do pai do Otavinho e o irmão do Otavinho, Luis Frias, que é quem manda, de fato, no UOL, que sustenta Fel-lha.

Mas, segundo a Fel-lha, eles nem sabiam que tinham dinheiro lá.

Gente desatenta, não, amigo navegante ?

Não sabem que tem uma graninha no HSBC da Suíça.

Quá, quá, quá !

A doce Dona Lily, viúva do Dr Roberto Marinho estava lá.

Assim como a família Saad, dona da Bandeirantes, que exibe no Jornal da Band e no Boris Casoy catilinas furiosas em defesa da Moral e Ética !

Já imaginaram se o Boris Casoy pegasse a filha da Dilma na lista do HSBC ?

Com aqueles finos e reveladores lábios, com o timbre de camelô de muambas “made in China”, bradar furioso: “isso é uma vergonha !”

(Embora o Johnny Saad tenha enfiado a faca nos peitos do prefeito Haddad, para conseguir umas “vantagens”.)

Isso é uma vergonha, Johnny !

Só tem um problema nessa “reportagem” da Fel-lha.

Logo na primeira linha diz que “ao menos 27 (ôba !) empresários do ramo jornalístico, além de sete (ôba !) jornalistas estão na relação”…

Sete jornalistas ?

Jornalistas ?

Que jornalistas têm grana suficiente para lavar dinheiro no HSBC ?

Que empresa jornalística pagaria salários tão altos para justificar essa lavagem ?

Mas, a Fel-lha não cita nenhum jornalista.

Que pena !

E quais são os outros empresários ?

É corporativismo da Fel-lha, poupar os amigos de jantar no Fasano ?

Ah, se o Amaury trabalhasse para o Conversa Afiada

A Casa Grande caía.

Em tempo: o excelente repórter Chico Otávio (que sabe da vida do Imaculado Cunha (agora também no ABC do C Af), no Globo, acrescenta alguns nomes do PiG no HSBC:
– Ratinho
– Yolanda Queiroz, da TV Verdes Mares, repetidora da #globogolpista e sogra do senador tucano Tasso tenho jatinho porque posso Jereissati;
– Aloysio Faria, dono do banco Alpha (ex-dono do Real) e do grupo Rede Transamérica de rádio, com US$ 120 milhões !!!;
– José Roberto Guzzo, diretor da Abril e colonista (no ABC do C Af) furioso, direitista do gênero ISIS, no detrito de maré baixa;
(Outro colonista do gênero ISIS, no detrito sólido, um tal de “rola bosta” figura de forma exuberante, na companhia do tucaníssimo Andrea Matarazzo, na lista da Camargo Correia, divulgada pela excelente Conceição Lemes);
– Familia Dines, do Globo e da falecida Manchete;
– Fernando Luis Vieira de Mello, dono da Jovem Pan, também conhecida como “Jovem Ku Klux Pan”, que compete com a CBN, “a rádio que troca a notícia”, para ver quem verte mais ódio contra a Dilma;
– e Mona Dorf, da Ku Klux Pan.

É essa a turma (tudo a mesma sopa, diria o Mino) que vai bater panela quatro anos e perder a eleição em 2018.
Deu nisso, Otavinho: acabar na lista do Ratinho !
Quá, quá, quá !!!
Em tempo2: mas ainda falta a lista do Amaury !
Em tempo3:
esse Bessinha …
Paulo Henrique Amorim

Otavinho, vem cá, Otavinho ! Traz o Fernandinho ! Vem fazer o DNA !

 

Alberto Dines é incluído pelo Globo na lista do HSBC

dom, 15/03/2015 – 09:43

Enviado por Maria Carvalho

Jornalista Dines, incluído na lista do HSBC, atira contra O Globo: “canalhices”; e a família Frias diz que não sabe de nada

Por Rodrigo Vianna

Da Revista Fórum

Incluído de forma torta na lista de jornalistas com contas na Suíça (divulgada também de forma torta e suspeita em “O Globo”), o veterano Alberto Dines desferiu um duro ataque contra o jornal conservador mantido pela família Marinho.

Ele acusou o jornal carioca de, malandramente, ter indicado os recursos em nome dos filhos dele (Dines) como pertencentes à “família Dines”. Mas na hora de identificar a conta de Lily Marinho, o jornal preferiu chamá-la de “Lily de Carvalho”, poupando os irmãos Marinho de qualquer esclarecimento sobre uma conta suspeita aberta na Suíça.

Vejam as ponderações de Dines:

“Entre os sete profissionais vivos [incluídos na lista] estão os quatro filhos deste observador agrupados como “Família Dines”. Embora classificados como “jornalistas independentes”, adultos e efetivamente independentes, aparecem identificados pelo nome do pai que apenas se prontificou a prestar esclarecimentos ao repórter já que três deles vivem no exterior há cerca de 30 anos, não têm conta bancária nem declaram rendimentos no Brasil.

O mesmo e perverso sistema que consiste em identificar as proles pelo nome dos pais não foi usado ao mencionar a conta secreta da falecida Lily de Carvalho, viúva do também falecido Roberto Marinho, cujos três filhos comandam o mais poderoso grupo de mídia da América Latina.

Seguindo a infame lógica que levou o jornal a colocar este observador no meio de supostos infratores, também os filhos de Roberto Marinho – o primogênito Roberto Irineu Marinho, o filho do meio João Roberto Marinho e o caçula, José Roberto Marinho (ou um deles em nome dos demais) – deveriam ter sido nomeados e feito declarações para explicar os negócios da madrasta.

O certo seria dar voz a João Roberto Marinho (que fala em nome da empresa e dos acionistas majoritários, além de comandar o segmento da mídia impressa) para dar as explicações que o Globo generosamente preferiu encampar no próprio texto da matéria para não macular a imagem do grande chefe.”

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Entendo a indignação de Dines – jornalista de posições dúbias, que apoiou o golpe de 64, mas depois se arrependeu.

O fato é que a família Marinho e os Frias (Folha/UOL) tentam controlar o vazamento dos nomes do escândalo HSBC na Suíça – de forma quase desesperada. Clique aqui para entender por que a casa caiu pra eles.

Os Marinho jogaram a Débora Dines (que, inclusive trabalhou na Globo Rio como repórter), o pai dela e outros jornalistas nessa lista – para criar confusão.

Dines, no texto intitulado “Vazamentos brasileiros, canalhices brasileiras” (clique aqui para ler na íntegra), explica que os recursos contabilizados em nome dos filhos são fruto de herança recebida da mãe deles (oriunda da família Bloch – da falida Manchete), de quem Dines é separado há décadas.

Não informa, no entanto, se são recursos declarados ou não. Aliás, é muito dinheiro: 1,3 milhão de dólares estavam nas contas da Suíça em nome dos filhos de Dines.

O que interessa é que a madrasta dos irmãos Marinho (Lily – com quem Roberto Marinho dividia uma casa com flamingos e um lago, no Cosme Velho) está na lista. E a família Frias (dona da Folha) também está lá.

Os Frias, aliás, precisam explicar ao Brasil como abriram contas na Suiça em abril de 1990, um mês depois do confisco do Plano Collor – quando os brasileiros tiveram suas contas bloqueadas.

Os Frias guardavam dinheiro em casa e levaram pra Suíça?

Vejam a diferença: o Dines ao menos tenta se explicar, já os Frias dão uma resposta que beira o cinismo:

“O Grupo Folha e a família de Octavio Frias de Oliveira informam não ter registro da referida conta bancária e manifestam sua convicção de que, se ela existiu, era regular e conforme à lei”.

Ah, eles não têm registro. Entendi. Eu também vivo perdendo meus extratos nessa bagunça aqui em casa…

“Suiçalão”:Paulo Roberto Costa tem conta no HSBC, mas jornal não diz se foi no governo FHC

O jornal O Estado de São Paulo revelou nesta sexta feira (13)  que obteve, através do jornal suíço Le Temps,  informações  de que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa – que confessou ter recebido propinas de empreiteiras – está na papelada do Swissleaks, ou seja, na lista de clientes do HSBC suíço

Outro ex-gerente da Petrobras pego na operação Lava Jato, Pedro Barusco Filho, também tem sua ficha lá. Estranhamente, no caso de Barusco, o jornal diz “segundo sua ficha, a conta foi mantida entre 1998 e 2005 e, em certo momento, chegou a ter US$ 992 mil”… Leia mais aqui

Donos da Folha, Band, afiliadas da Globo, Ratinho e jornalista da Veja são pegos no Suiçalão.

Sabendo que a imprensa estrangeira já estava fazendo matérias sobre a blindagem do PIG a brasileiros no Suiçalão (brasileiros com contas secretas no HSBC suíço vazadas no projeto Swissleaks), o jornal “O Globo” resolveu se antecipar e desistiu de tampar o sol com a peneira. Soltou alguns nomes de barões da mídia e jornalistas.
Eis os ilustres “suiçaleiros” do PIG:
Donos do Grupo Folha/UOL:
Luiz Frias, atual presidente do jornal Folha de São Paulo e do portal UOL.
Octavio Frias de Oliveira e Carlos Caldeira Filho (já falecidos), foram donos da Folha.
Foram beneficiários de contas entre 1990 e 1998.
Donos do Grupo Band (TVs, Rádios):
Ricardo Saad, acionista e membro do Conselho do Grupo Band, filho de João Saad.
Silvia Saad Jafet, sobrinha de João Saad.
João Jorge Saad, fundador da TV (já falecido).
Maria Helena Saad Barros (falecida esposa de João Saad e filha do ex-governador de SP Ademar de Barros).
Donos da afiliada da Rede Globo tinham US$ 83,9 milhões:
Lenise Queiroz Rocha;
Yolanda Vidal Queiroz;
Paula Frota Queiroz
(todos membros do conselho de administração do Grupo Edson Queiroz, dono da TV Verdes Mares e do “Diário do Nordeste” no Ceará).
Edson Queiroz Filho (falecido).
Viúva de Roberto Marinho (TV Globo):
Lily Marinho, já falecida, viúva do patriarca da TV Globo, tinha saldo US$ 750,2 mil em 2006/2007 na conta da Fundação Horácio de Carvalho Jr. Horácio de Carvalho foi seu primeiro marido, dono do extinto jornal “Diário Carioca”.
Ratinho do SBT teve US$ 12,5 milhões.
O apresentador de TV Ratinho e dono da “Rede Massa” (afiliada ao SBT no Paraná) tinha uma conta com sua mulher, Solange Martinez Massa, em 2006/2007 com saldo acima.
J. R. Guzzo, da revista Veja.
José Roberto Guzzo, conhecido como J.R. Guzzo é diretor editorial da revista Exame, colunista da revista Veja, e integra o Conselho Editorial da Abril. A reportagem só disse que teve conta mas não informou datas e disse que em 2006/2007 estava zerada.
Jornalista do jornal “O Globo”
Arnaldo Bloch teve conta encerrada, mas a reportagem não informa datas.
Jornalistas da rádio Jovem Pan

Mona Dorf, apresentadora da rádio Jovem Pan, tinha US$ 310,6 mil
Fernando Luiz Vieira de Mello (falecido), ex-diretor da rádio Jovem Pan, teve uma conta, que foi encerrada em 1999.
Dono da TV Tribuna, afiliada ao SBT, no Espírito Santo tinha US$ 10 milhões
Fernando João Pereira dos Santos, do Grupo João Santos, tem a TV, rádio e jornal Tribuna no Espírito Santo, além de rádio FM em Pernambuco. Tinha duas contas com saldo totalizando US$ 10 milhões.
Dono da Rede Transamérica tinha US$ 120,6 milhões:
Aloysio de Andrade Faria, do Banco Alfa e da Rede Transamérica.
Filho de banqueiro do Banco Itaú e “Catão” golpista da UDN:
Luiz Fernando Ferreira Levy (falecido), teve conta secreta entre 1992 e 1995.
Herdou o extinto jornal “Gazeta Mercantil” do pai Herbert Levy, ex-deputado da UDN e da Arena, golpista de 1964, ex-banqueiro do Banco América, fundido com o Itaú, do qual foi presidente do conselho por 17 anos.
Família do jornalista Alberto Dines tinha US$ 1,395 milhão:
Arnaldo Dines, Alexandre Dines, Debora Dines e Liana Dines, filhos de Alberto Dines, tinham a cifra acima.
Dono das rádios Curitiba e Ouro Verde FM:
João Lydio Seiler Bettega, dono das rádios no Paraná, tinha US$ 167,1 mil em 2006/2007.
Dono da Rede CBS de rádios:
Dorival Masci de Abreu (falecido), era proprietário da Rede CBS de rádios (Scalla, Tupi, Kiss e outras), teve conta entre 1990 a 1998.
Viúva do antigo dono do grupo Manchete:
Anna Bentes, que foi casada com Adolpho Bloch (1908-1995), dono da antiga revista e TV Manchete, fechou sua conta no ano 2000.

A revoltada com conta remunerada no HSBC da Suíça

Postado em 12 mar 2015 – por : Leandro Fortes

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Interessante a informação publicada no blog do jornalista Fernando Rodrigues sobre Fernanda Mano de Almeida, filha de Paulo Celso Mano Moreira da Silva, 70 anos.

Trata-se de um engenheiro e ex-diretor de operações do Metrô de São Paulo, durante o governo de José Serra, do PSDB.

Rodrigues, membro do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês), é dono, na imprensa brasileira, da lista de mais de 8 mil brasileiros pegos no chamado “SwissLeaks”, o megavazamento de contas numeradas do HSBC na Suíça.

Hoje, ao revelar a existência de uma conta de Moreira da Silva, o jornalista do UOL trombou, sem querer, com um caso emblemático de indignação seletiva nas redes sociais.

Fernanda, 41 anos, filha de Moreira Silva, é uma das beneficiárias da conta do pai, na Suíça. Apenas entre 2006 e 2007, o ex-diretor do Metrô de São Paulo tinha, na agência de Genebra do HSBC, a bagatela de 3 milhões de dólares (9 milhões de reais).

Assim como o colega Ademir de Araújo, ex-diretor de obras da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), o engenheiro Moreira da Silva abriu a conta numerada no paraíso fiscal suíço em 1997, justamente no período em que a estatal paulista se envolveu numa série de falcatruas com a empresa francesa Alstom.

E como se comporta Fernanda, beneficiária de uma conta clandestina na Suíça aberta por um pai acusado de corrupção?

Primeiro, junta-se ao coro dos revoltados on line contra a corrupção no Brasil.

Isso mesmo: como boa parte da direita nacional, Fernanda esconde-se atrás da velha banda udenista anticorrupção por pura hipocrisia.

Depois, declara-se eleitora de Aécio Neves, do mesmo PSDB que deu guarida e autoridade ao pai, alegre correntista do HSBC, durante a gestão de Serra.

É a velha tática de roubar a carteira e gritar “pega ladrão” – uma imagem muita cara à retórica tucana, embora usada sempre com propriedade discutível.

Nas ruas, no dia 15 de março, não tenham dúvida, haverá uma multidão de Fernandas horrorizadas com a corrupção do PT e os desvios na Petrobras.

Desvios, aliás, iniciados no mesmo período em que o papai engenheiro, também sob as asas de um governo tucano, montou a milionária poupança para a filha numa conta secreta na Suíça.

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Leandro Fortes

Sobre o Autor

Leandro Fortes é jornalista, professor e escritor. Trabalhou para o Jornal do Brasil, O Globo, Correio Braziliense, Estadão, Revista Época e Carta Capital.

Como a Folha vai reagir à divulgação do nome de Luís Frias no Swissleaks?

Postado em 14 mar 2015 -por : Paulo Nogueira

Amplamente detestado entre os barões da mídia

Amplamente detestado entre os barões da mídia

O nome mais interessante entre os empresários de mídia listados no Swissleaks é, de longe, Luís Frias, presidente da Folha e do UOL.

Seria em qualquer circunstância, dada a arrogância grosseira com que a Folha regularmente dá lições de moral.

Mas o que torna especialmente picante a presença de Frias na lista é que a notícia foi dada pelo Globo.

Os Marinhos são sócios dos Frias no UOL, e não costumam ser severos com amigos, como se viu pela forma como trataram Aécio na campanha.

Qual a explicação?

Três coisas podem ter se juntado aí. A primeira: o desejo da Globo de não ser a única empresa de mídia a carregar a pecha de sonegadora. Dividir com a Folha pode aliviar a vergonha.

A segunda: dar aquela lista foi uma forma de os Marinhos mostrarem que, ao contrário do que tantos suspeitavam, eles não estão no Swissleaks. Melhor os Frias embaraçados que eles, os Marinhos.

A terceira: Luís Frias é amplamente odiado entre os barões da mídia. Na Abril, lembro bem, quando a sociedade dos Civitas com a Folha no UOL foi desfeita, o comentário no alto escalão foi o seguinte: “Nos livramos do pior sócio do mundo.”

Na Globo, sócios dos Frias no Valor, os ânimos não devem ser muito diferentes. Numa reunião de diretoria da qual participei, o presidente Roberto Irineu Marinho se referiu aos Frias como os “anões da Barão”, em referência à estatura da família.

(Farpas assim não são exatamente incomuns. Uma vez, o caçula dos Marinhos, José Roberto, me perguntou se era verdade que Roberto Civita se referia a ele e aos irmãos como os Três Patetas. Respondi que nunca ouvira RC fazer isso.)

Bem, pessoalmente acho que o motivo do artigo que embaraça os Frias é uma mistura das três hipóteses que mencionei.

Outro ponto torna ainda mais excitante o artigo do Globo. Como a Folha vai reagir?

No caso da sonegação da Globo na compra dos direitos da Copa de 2002, a atitude da Folha foi abjeta.

Ela deu uma nota, e depois o assunto sumiu do jornal para sempre.

Os Frias agora devem estar arrependidos de poupar os Marinhos, ou por deliberação própria ou depois de um telefonema dos sócios.

É previsível que, além de tentar limpar sua imagem no escândalo, os Frias se dediquem nos próximos tempos a retaliar a Globo.

Assuntos não faltam, sabemos todos.

Se a lista do Globo representar o fim da proteção que as grandes empresas de mídia são umas às outras, a sociedade sairá lucrando.

Não só os Frias lutarão por sua reputação, a rigor. Também o jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, está numa situação constrangedora.

Por vários dias ele teve o monopólio da lista no Brasil, e o que se viu foi um engavetamento descarado de nomes.

A relação das contas foi depois passada também ao Globo, e deu no que deu.

Rodrigues está desmoralizado, é certo. Mas não é fácil a vida de um jornalista que recebe uma lista de predadores e, ao examiná-la, descobre o nome de seus patrões.

Isso tem que ser reconhecido.

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Donos da Folha, Band, afiliadas da Globo, Ratinho e jornalista da Veja são pegos no Suiçalão.

Sabendo que a imprensa estrangeira já estava fazendo matérias sobre a blindagem do PIG a brasileiros no Suiçalão (brasileiros com contas secretas no HSBC suíço vazadas no projeto Swissleaks), o jornal “O Globo” resolveu se antecipar e desistiu de tampar o sol com a peneira. Soltou alguns nomes de barões da mídia e jornalistas.

Eis os ilustres “suiçaleiros” do PIG:

Donos do Grupo Folha/UOL:

Luiz Frias, atual presidente do jornal Folha de São Paulo e do portal UOL.

Octavio Frias de Oliveira e Carlos Caldeira Filho (já falecidos), foram donos da Folha.

Foram beneficiários de contas entre 1990 e 1998.

Donos do Grupo Band (TVs, Rádios):

Ricardo Saad, acionista e membro do Conselho do Grupo Band, filho de João Saad.

Silvia Saad Jafet, sobrinha de João Saad.

João Jorge Saad, fundador da TV (já falecido).

Maria Helena Saad Barros (falecida esposa de João Saad e filha do ex-governador de SP Ademar de Barros).

Donos da afiliada da Rede Globo tinham US$ 83,9 milhões:

Lenise Queiroz Rocha;

Yolanda Vidal Queiroz;

Paula Frota Queiroz

(todos membros do conselho de administração do Grupo Edson Queiroz, dono da TV Verdes Mares e do “Diário do Nordeste” no Ceará).

Edson Queiroz Filho (falecido).

Viúva de Roberto Marinho (TV Globo):

Lily Marinho, já falecida, viúva do patriarca da TV Globo, tinha saldo US$ 750,2 mil em 2006/2007 na conta da Fundação Horácio de Carvalho Jr. Horácio de Carvalho foi seu primeiro marido, dono do extinto jornal “Diário Carioca”.

Ratinho do SBT teve US$ 12,5 milhões.

O apresentador de TV Ratinho e dono da “Rede Massa” (afiliada ao SBT no Paraná) tinha uma conta com sua mulher, Solange Martinez Massa, em 2006/2007 com saldo acima.

J. R. Guzzo, da revista Veja.

José Roberto Guzzo, conhecido como J.R. Guzzo é diretor editorial da revista Exame, colunista da revista Veja, e integra o Conselho Editorial da Abril. A reportagem só disse que teve conta mas não informou datas e disse que em 2006/2007 estava zerada.

Jornalista do jornal “O Globo”

Arnaldo Bloch teve conta encerrada, mas a reportagem não informa datas.

Jornalistas da rádio Jovem Pan

Mona Dorf, apresentadora da rádio Jovem Pan, tinha US$ 310,6 milFernando Luiz Vieira de Mello (falecido), ex-diretor da rádio Jovem Pan, teve uma conta, que foi encerrada em 1999.

Dono da TV Tribuna, afiliada ao SBT, no Espírito Santo tinha US$ 10 milhões

Fernando João Pereira dos Santos, do Grupo João Santos, tem a TV, rádio e jornal Tribuna no Espírito Santo, além de rádio FM em Pernambuco. Tinha duas contas com saldo totalizando US$ 10 milhões.

Dono da Rede Transamérica tinha US$ 120,6 milhões:

Aloysio de Andrade Faria, do Banco Alfa e da Rede Transamérica.

Filho de banqueiro do Banco Itaú e “Catão” golpista da UDN:

Luiz Fernando Ferreira Levy (falecido), teve conta secreta entre 1992 e 1995.

Herdou o extinto jornal “Gazeta Mercantil” do pai Herbert Levy, ex-deputado da UDN e da Arena, golpista de 1964, ex-banqueiro do Banco América, fundido com o Itaú, do qual foi presidente do conselho por 17 anos.

Família do jornalista Alberto Dines tinha US$ 1,395 milhão:

Arnaldo Dines, Alexandre Dines, Debora Dines e Liana Dines, filhos de Alberto Dines, tinham a cifra acima.

Dono das rádios Curitiba e Ouro Verde FM:

João Lydio Seiler Bettega, dono das rádios no Paraná, tinha US$ 167,1 mil em 2006/2007.

Dono da Rede CBS de rádios: 

Dorival Masci de Abreu (falecido), era proprietário da Rede CBS de rádios (Scalla, Tupi, Kiss e outras), teve conta entre 1990 a 1998.

Viúva do antigo dono do grupo Manchete:

Anna Bentes, que foi casada com Adolpho Bloch (1908-1995), dono da antiga revista e TV Manchete, fechou sua conta no ano 2000.

03/07/2014

Ratos ao mar, STF navega mais leve

Filed under: Assas JB Corp,Joaquim Barbosa,Ratos,STF — Gilmar Crestani @ 8:48 am
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Joaquim Barbosa cheitaJANIO DE FREITAS

Saída sem adeus

O silêncio da maioria dos ministros sobre a renúncia e a sessão final de Joaquim Barbosa se autoexplicam

A maneira como Joaquim Barbosa encerrou sua participação no Supremo Tribunal Federal, saindo no decorrer da sessão e sem que houvesse a formalidade de despedida dos colegas e de advogados, não se deveu só –se é que se deveu em alguma medida– a peculiaridades psicológicas ou outras do ex-ministro. Foi uma decorrência do ambiente de convívio difícil no Supremo, pontuado por frequentes exposições de hostilidade, no qual Joaquim Barbosa figurou como centro gerador.

Alguma coisa desse ambiente foi exibida ao país em certos momentos televisados do julgamento do mensalão, nas eventualidades em que o relator Joaquim Barbosa se viu confrontado por discordâncias. Situações, quase todas, com o ministro Ricardo Lewandowski como alvo.

Mas, na vida não exposta do Supremo, as dificuldades e impossibilidades de convívio –mesmo o convívio meramente profissional– não estiveram restritas aos dois ministros, nem começaram nas sessões sobre o mensalão. À altura deste julgamento, já vinham de longe.

A respeito bastará lembrar a renúncia, ainda antes de entrada a ação 470, da ministra Ellen Gracie, também ex-presidente do tribunal. Entre os motivos de sua decisão, se não foi o único, esteve a inaceitação das circunstâncias internas do Supremo que, mesmo sem o seu envolvimento direto, lhe pareciam intoleráveis. Discreta, Ellen Gracie nunca fez, de público, sequer insinuação sobre qualquer aspecto do tribunal, nem da sua decisão de retirar-se. Uma renúncia inesperada e inexplicada já é, no entanto, uma sugestão.

O silêncio da maioria dos ministros sobre a renúncia e a sessão final de Joaquim Barbosa se autoexplicam. Ainda assim, houve quem quisesse falar. Marco Aurélio Mello: "Vossa Excelência [Ricardo Lewandowski] vai assumir a presidência do Poder Judiciário. (…) Precisamos resgatar os valores quanto a essa mesma chefia. (…) Precisamos voltar ao padrão anterior, (…) que deve ser também o das instituições brasileiras. E esse padrão foi arranhado na última gestão".

Gilmar Mendes, sobre Joaquim Barbosa e o julgamento do mensalão: "Foi um julgamento muito difícil, muito tumultuado. (…) Tudo contribuiu para certa agitação, assim como o temperamento do ministro Joaquim Barbosa".

Joaquim Barbosa, já do lado de fora, enquanto a sessão continuava no tribunal, repetiu as insinuações, vagas, mas identificáveis, de motivações ímprobas dos ministros que dele discordam. Mas, como disse para quem quiser crer, sai de "alma leve".

Ao que se pode supor, assim ficará, também, o ambiente no Supremo.

CONCLUSÃO

Para o tamanho do escândalo sobre o que seria o envolvimento do Ministério da Saúde, quando ministro o hoje candidato Alexandre Padilha, com o laboratório Labogen, do doleiro Alberto Youssef, seria de justiça que o noticiário registrasse: a sindicância interna sobre o tal contrato de parceria não encontrou indício algum de prática irregular. O Laboratório da Marinha, parte poupada pela imprensa nas versões de irregularidades, está liberado para levar adiante o seu projeto de produção sustado pelo escândalo.

03/03/2014

Ratos à deriva

Jornal Nacional denuncia que ‘escolhido’ pode ter fugido do controle

por Helena Sthephanowitz publicado 21/11/2013 12:24, última modificação 25/11/2013 10:59

Ratosdenavio

Barbosa pode ver aliados virarem as costas, enquanto o processo do mensalão vai sendo desmoralizado

Conquistada a condenação dos réus da Ação Penal 470, o chamado mensalão, a Globo agora quer transferir o ônus do golpismo para o STF, mais especificamente para Joaquim Barbosa. Não parece ser por virtude, mas por esperteza, que William Bonner passou um minuto no Jornal Nacional de  quarta-feira (20) lendo a notícia: "Divulgada nota de repúdio contra decisão de Joaquim Barbosa".

O manifesto é assinado por juristas, advogados, lideranças políticas e sociais repudiando ilegalidades nas prisões dos réus do mensalão efetuadas durante o feriado da Proclamação da República, com o ministro Joaquim Barbosa emitindo carta de sentença só 48 horas depois das ordens de prisão.

O locutor completou: "O manifesto ainda levanta dúvidas sobre o preparo ou boa-fé do ministro Joaquim Barbosa, e diz que o Supremo precisa reagir para não se tornar refém de seu presidente".

A TV Globo nunca divulgou antes outros manifestos em apoio aos réus, muito menos criticando Joaquim Barbosa, tampouco deu atenção a reclamações de abusos e erros grotescos cometidos no julgamento. Pelo contrário, endossou e encorajou verdadeiros linchamentos. Por que, então, divulgar esse manifesto, agora?

É o jogo político, que a Globo, bem ou mal, sabe jogar, e Joaquim Barbosa, calouro na política, não. E quem ainda não entendeu que esse julgamento foi político do começo ao fim precisa voltar ao be-a-bá da política. O PT tinha um acerto de contas a fazer com a questão do caixa dois, mas parava por aí no que diz respeito aos petistas, pois tiveram suas vidas devassadas por adversários, que nada encontraram. O resto foi um golpe político, que falhou eleitoralmente, e transformou-se numa das maiores lambanças jurídicas já produzidas numa corte que deveria ser suprema.

A Globo precisava das cabeças de Dirceu e Genoino porque, se fossem absolvidos, sofreria a mesma derrota e o mesmo desgaste que sofreu para Leonel Brizola em 1982 no caso Proconsult, e o STF estaria endossando para a sociedade a tese da conspiração golpista perpetrada pela mídia oposicionista ao atual governo federal.

A emissora sabe dos bastidores, conhece a inocência de muitos condenados, sabe da inexistência de crimes atribuídos injustamente, e sabe que haverá uma reviravolta aos poucos, inclusive com apoios internacionais. A Globo sabe o que é uma novela e conhece os próximos capítulos desta que ela também é protagonista.

Hoje, em tempos de internet, as verdades desconhecidas do grande público não estão apenas nas gavetas da Rede Globo, como acontecia na ditadura, para serem publicadas somente quando os interesses empresariais de seus donos não fossem afetados. As verdades sobre o mensalão já estão escancaradas e estão sendo disseminadas nas redes sociais. A Globo, o STF e Joaquim Barbosa têm um encontro marcado com essas verdades. E a emissora já sinaliza que, se ela noticiou coisas "erradas", a culpa será atribuída aos "erros" de Joaquim Barbosa e do então procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Joaquim Barbosa, homem culto, deve conhecer a história de Mefistófeles de Goethe, a parábola do homem que entregou a alma ao demônio por ambições pessoais imediatas. Uma metáfora parecida parece haver na sua relação com a TV Globo. Mas a emissora parece que está cobrando a entrega antes do imaginado.

Globo dá sinais de que, se farsa ruir, Barbosa é quem vai pagar a conta — Rede Brasil Atual

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