Ficha Corrida

10/08/2014

De Cláudio para Cláudio: por que o diário de bordo virou pó?

Aécio PerrellaO que é mais importante, um helicóptero com 450 kg de cocaína ou a mudança de perfil de dois funcionários da Globo na Wikipédia?

Por que um traficante com alguns papelotes vira matéria de capa acaba apodrecendo na prisão enquanto, neste caso, tudo vira pó. O que o silêncio da velha mídia sobre este assunto busca esconder?

Por que ninguém liga os pontos para verificar se há ou não relação entre o ProAero do Aécio Neves e aquilo que a ADPF  julga como a criação de um centro de distribuição de drogas, a partir de Minas Gerais, para o Nordeste?

Por que a amizade de Aécio Neves, e seus aeroportos particulares, com o dono do helipóptero, Zezé Perrella, não chamam a atenção da velha mídia?

Será que, passadas as eleições, o assunto merecerá a merecida atenção, ou ficará restrita aos anais da história para, daqui a 50 anos, virar livro?

Por que o Ministério Público, este verdadeiro mistério púbico, não se importa com grandes traficantes que têm políticos do PSDB em volta? Seria pelas mesmas razões com que Rodrigo De Grandis protege Robson Marinho?

Por que o MPF tem tanto medo do helicóptero do Pó, das ALstom, SIEMENS e Robson Marinho?

Exclusivo: o caso do sumiço do diário de bordo do Helicoca, o helicóptero dos Perrellas

Postado em 09 ago 2014 – por : Joaquim de Carvalho 

Sobre o helicóptero a mídia não fala nada

O diário de bordo sumiu

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O piloto do helicóptero apreendido com 445 quilos de pasta base de cocaína quer falar com a Justiça. Mas até agora não encontrou nenhuma autoridade disposta a lhe dar o benefício da delação premiada em troca de suas informações.

Rogério Almeida Antunes trabalhou para o senador Zezé Perrella e o deputado estadual Gustavo Perrella durante cerca de um ano.

Recebia salário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde ocupava um cargo de confiança por indicação formal do deputado Alencar da Silveira, conhecido em Minas por divulgar no rádio o resultado do jogo do bicho.

A indicação era do deputado Alencar, mas o cargo era da cota política de outro deputado, Gustavo Perrella, aliado de Alencar.

O salário pago pela Assembleia representava 20% do que efetivamente Rogério recebia.

A diferença, de cerca de 8 mil reais, era paga por fora, em cheques ou depósito bancários, feitos por ordem dos Perrella.

Rogério nunca foi empregado da Limeira Agropecuária, empresa de Perrella em nome da qual está registrado o helicóptero.

Oficialmente, o trabalho de Rogério era transportar o deputado e o senador para eventos políticos.

Mas, segundo depoimento de Rogério prestado ao Ministério Público do Estado de Minas Gerais, o helicóptero foi usado também para passeios do senador e do deputado em Vitória, no Espírito Santo, e na cidade do Rio de Janeiro.

Também serviu para levar celebridades para festas na fazenda da família. Uma das passageiras foi a atriz Deborah Secco, então casada com Roger, do Cruzeiro, cujo presidente era Zezé.

A despesa com combustível do helicóptero era reembolsada pela Assembleia Legislativa. Em um ano, os reembolsos somaram cerca de R$ 15 mil.

Como a lei proíbe reembolsos para despesas que não sejam efetivamente relacionadas ao mandato de deputado, Gustavo foi denunciado por improbidade administrativa e, se condenado, pode ser cassado.

Mas o que Rogério contou ao promotor Eduardo Nepomuceno, do Ministério Público do Estado de Minas, seria uma pequena parte de tudo o que sabe.

“O Rogério esteve aqui com o advogado dele e deu a entender que sabe muito mais, mas ele quer o benefício da delação premiada. Mas essa negociação só pode ser feita no processo por tráfico, lá no Espírito Santo. Aqui ele foi ouvido como testemunha”, conta Eduardo Nepomuceno.

O advogado de Rogério, Paulo Henrique da Rocha Júnior, já tinha tentado na Justiça Federal do Espírito Santo iniciar uma negociação para obter esse benefício, em que o acusado colabora com a investigação, fornecendo informações importantes para o processo, em troca da redução da pena.

O juiz do caso, Marcus Vinícius de Oliveira Costa, me contou que o advogado dele fez, de fato, essa “sondagem”.

O juiz indicou o Ministério Público Federal para seguir nas tratativas, já que a delação premiada, em tese, deve ter a anuência de promotores e procuradores, pois a eles cabe o papel de fazer a denúncia.

No Ministério Público, a negociação não avançou, entre outras razões porque o procurador que estava à frente do caso se afastou do processo por considerar que o inquérito estava “contaminado” por provas ilícitas – grampos telefônicos realizados em São Paulo não relacionados no processo.

No dia em que Rogério prestaria depoimento à justiça, o juiz decidiu colocar todos réus em liberdade, e estuda a possibilidade de anular o processo, pela utilização de prova ilícita. Não tomou o depoimento de Rogério, e a delação premiada, por enquanto, não é cogitada.

A delação premiada também foi objeto de discussão em outra instituição, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

O piloto Rogério estava preso, e o pai dele, Osmar Antunes, esteve com dois deputados estaduais.

Foi o pai do piloto quem tomou a iniciativa de procurar o deputado Paulo Guedes, através de uma antiga vizinha, do município de Brasília de Minas, onde Osmar morou antes de se mudar para Campinas, no estado de São Paulo.

Rogério Almeida Antunes, um dos pilotos

Rogério Almeida Antunes, um dos pilotos

Essa vizinha conhecia uma assessora do deputado Paulo Guedes, e a conversa, então, foi marcada, com Osmar Antunes, o advogado dele, uma assessora do deputado Guedes e outro deputado do PT, Rogério Correia.

“O pai do piloto me procurou, e dizia que o caso do helicóptero tinha implicações políticas e que seu filho tinha sido usado. Ele insinuava que a chave de tudo era o hotel fazenda em São Paulo. Queria falar mais, mas o advogado dele não permitia. Queriam os benefícios da delação premiada. Ficou acertado que voltaríamos a conversar. Mas, nesse meio de tempo, ele foi solto, e não fui mais procurado”, conta Paulo Guedes.

Eu localizei o pai de Rogério, Osmar, na região de Campinas, onde ele tem uma propriedade rural. Osmar dizia estar num trator quando atendeu à minha chamada, pelo celular: ”O Perrella disse que meu filho roubou o helicóptero. Roubou por quê? O Perrella sabia que ele estava usando o helicóptero”, afirmou. “Ele não precisa roubar helicóptero. Graças a Deus, eu posso comprar um helicóptero e mandar para o Perrella.

Osmar confirma que procurou os deputados que fazem oposição a Aécio. Sua preocupação é limpar a imagem do filho, embora admita que ele errou.

O inquérito da Polícia Federal informa que, a caminho de Afonso Cláudio, no Espírito Santo, o helicóptero dos Perrellas fez uma parada em Sabarazinho, a 15 quilômetros de Cláudio, o berço de um ramo da família do ex-governador Aécio Neves.

Também informa que o dono da fazenda onde teria ocorrido o pouso chamou a Polícia Militar e entregou os galões de querosene vazios encontrados no local.

Segundo a Polícia Federal, o pouso é confirmado pelo piloto Rogério.

No entanto, em entrevista ao DCM, o segundo piloto da aeronave, Alexandre José de Oliveira Júnior, deu outra versão. Segundo ele, o pouso aconteceu em Divinópolis, a 60 quilômetros dali, onde houve reabastecimento do helicóptero.

Se o helicóptero parou na fazenda em Sabarazinho para reabastecer, por que pararia de novo 60 quilômetros depois, para fazer a mesma coisa?

A pergunta sugere que, se houve os dois pousos, um deles não foi para reabastecimento.

É uma pergunta para a Polícia Federal responder, mas o inquérito terminou, e não está em andamento outra investigação sobre o caso.

Para acabar com qualquer dúvida sobre os pousos ou sobre quem viajou no helicóptero dos Perrella, bastaria consultar o diário de bordo da aeronave.

E, segundo os pilotos, o diário de bordo estava no helicóptero quando houve o flagrante dos 445 quilos de pasta base de cocaína em Afonso Cláudio.

Mas no laudo da apreensão, feito pela Polícia Federal, não aparece o diário de bordo. Nas quase 1 200 páginas do processo, também não existe nenhuma referência a esse item obrigatório da aeronave. Até o manual do fabricante é citado do laudo de apreensão. Mas não o diário de bordo.

No inquérito civil sobre o uso de verba pública da Assembleia Legislativa para pagar o combustível do helicóptero, o promotor mineiro Eduardo Nepomuceno queria saber quem viajou no helicóptero, e onde ele parou. Mandou um ofício a seu colega do Ministério Público Federal, em Vitória, pedindo cópia do diário de bordo.

Na resposta ao promotor mineiro, o procurador disse que não tinha visto nenhum diário de bordo no inquérito da Polícia Federal, mas assegurou que mandaria um ofício à Justiça Federal, perguntando sobre sua existência.

Também tive acesso ao inquérito e ao processo no Espírito Santo. Lá, não está o diário de bordo.

Como também não existe no processo nenhum ofício do procurador perguntando sobre o diário de bordo.

“Meu cliente [o piloto Rogério] garante que o helicóptero tinha o diário de bordo. Se sumiu, é um fato muito grave”, disse o advogado Paulo Henrique.

Sobre o Autor

Jornalista, com passagem pela Veja, Jornal Nacional, entre outros. joaquim.gil@ig.com.br

Diário do Centro do Mundo » Exclusivo: o caso do sumiço do diário de bordo do Helicoca, o helicóptero dos Perrellas

09/08/2014

Narcotráfico?

aecioporto 100servonha -ayres-brittoÉ só ligar os pontos. Quem deu a dica foi a ADPF. A rota passa por Minas. Graças à infraestrutura. E aos consumidores.

Quem é o personagem por trás do “Pó pará, Governador!”? De onde era o helipóptero? Com quem ele confraterniza os gols do Cruzeiro?

Por que uma tapioca do Orlando Silva paga com cartão corporativo ocupa 8 minutos no Jornal Nacional e os 450 kg de cocaína evapora sem deixar pó?

Zezé Perrella vive em que Estado é quem é seu melhor amigo? Por Juiz de Fora virou centro de distribuição de droga para o Nordeste?

Quem era o governador de Minas quando aquele estado desenvolveu o ProAero para construir aeroportos particulares em terra de familiares?

Há jornais em Minhas? Se tem, porque Aécio não é notícia?

Se o primo de Lula fosse traficante e Lula construísse um aeroporto nas terras dele, o que diriam as cinco irmãs (Folha, RBS, Estadão, Veja & Globo)?

Por que a mídia não procura o primo de Aécio?

Postado em 08 ago 2014 – por : Paulo Nogueira

Os primos

Os primos

Pobre jornalismo. Pobre público. Pobre Brasil.

Soubemos, pela Folha, que Aécio mandou construir um aeroporto num terreno que pertencia a seu tio, na cidade de Cláudio, em Minas.

Soubemos também que, embora pretensamente público, o aeroporto ficava fechado.

Segundo a Folha, a chave está, ou estava até a denúncia, nas mãos de um primo de Aécio, Tancredo Tolentino, o Quedo.

Se a mídia tivesse qualquer interesse em aprofundar essa história, um passo básico seria mostrar quem é esse primo. E ouvi-lo.

Em circunstâncias normais, isso seria mandatório no bom jornalismo.

Agora: quando o primo em questão tem a história que Tancredo tem, passa a ser um acinte não colocar holofotes nele.

Já que estamos falando de chave, Tancredo é o que popularmente se chama de chave de cadeia.

Dois anos atrás, ele foi um personagem central numa reportagem do Fantástico sobre a venda de sentenças judiciais que beneficiaram traficantes na região onde se localiza o aeroporto de Aécio.

Note: não havia nenhuma menção na reportagem ao fato de que Tancredo é primo de Aécio, como se isso não fosse notícia.

Notícia é realmente subjetivo, neste mundo em que vivemos. Imagine se Tancredo fosse primo de Lula. A cada parágrafo seríamos lembrados do parentesco.

No vídeo do Fantástico, Tancredo aparece fazendo a ponte entre o advogado dos traficantes presos e o desembargador que os soltou, Hélcio Valentim, amigo seu.

A Polícia Federal cedeu ao Fantástico um vídeo com a confissão, em detalhes, de Tancredo.

Ele cobrou 150 mil reais dos traficantes pela sentença. E repassou 40 mil, um detalhe que não foi explorado pelos repórteres do Fantástico.

Quedo ficou, portanto, com 110 mil reais. Ficaria com 105 mil, ao que parece. Separou 45 mil para entregar a Valentim, agrupados em maços de 5 mil.

Mas, na hora de dar o dinheiro, ele pegou um maço e guardou para si mesmo. Talvez tenha dito que aquela era sua comissão, e que os presos tinham topado pagar 45 mil.

A reportagem do Fantástico diz que Quedo acabou por ser preso, e depois solto. Estava respondendo ao processo em liberdade quando o programa foi ao ar.

Bizarrice entre as bizarrices, ele tentou, mesmo enroscado com a polícia e com a justiça, se candidatar a prefeito de Cláudio em 2012. Como se fosse um ambientalista, seu partido era o Verde. Foi impugnado com base na Lei da Ficha Limpa.

A venda de sentenças beneficiou três traficantes. Valentim concedeu a eles habeas corpus. Quando o Fantástico foi ao ar, em dezembro de 2013, todos eles estavam foragidos.

Quedo, fisicamente, não poderia ser mais diferente de seu primo. É obeso, careca e, como mostram suas imagens, evidentemente desleixado.

Um é claramente vaidoso, e o outro é sinônimo de desmazelo.

Ao lado de Aécio, ele poderia passar por seu jardineiro, ou motorista.

Mas, acima de tudo, Quedo é notícia.

Numa região marcada pelo tráfico, e com sua frouxidão moral aliada a uma ganância sem freios, que utilização Quedo poderia dar a um aeroporto controlado por ele?

Nas especulações que varrem a internet, o helicóptero dos Perrellas é intensamente citado.

Aécio é amigo dos Perrellas. E Quedo, também é? Ninguém na mídia pareceu interessado em verificar isso, e em eventualmente seguir adiante.

Quedo é um personagem fascinante. Mas a mídia – incluída a Folha, que trouxe o caso do aeroporto mas parece pouco empenhada em dar seguimento à história – finge que não é.

Pior: finge que ele não existe.

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Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo » Por que a mídia não procura o primo de Aécio?

27/07/2014

Ligando os pontos

Filed under: Aécio Neves,Helicóptero,Narcotráfico,ProAero,Zezé Perrela — Gilmar Crestani @ 9:25 pm
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Tão impressionante como sair do noticiário a apreensão de um helicóptero com 450 kg de cocaína é sair na Folha denúncia contra Aécio Neves. Considerando as relações umbilicais da Folha de São Paulo com o tucanato, evidenciada pela sua executiva, Judith Brito, que avocou junto ao PSDB o papel de oposicionista, é por demais emblemático que tenha sido exatamente a Folha a trazer a tona os pecados que tão bem haviam sido enterrados pela irmã, Andréa Neves. Logo na primeira matéria fiz a pergunta: Minas não tem mídia? Não tem rádio, tv ou jornal que pudesse botar luz nestes acontecimentos? Está caindo nas redes sociais informações pingadas que relacionam José Serra à divulgação pela Folha.

Serra é figurinha carimbada neste tipo de armação. Quem não lembra do caso Lunus, que os arapongas do Serra preparam para Roseana Sarney? O caso dos aloprados, armados para cima do PT? Todos de inspiração serrista. Quando Mauro Chaves publicou no EstadãoPó pará, governador!” e o Estado de Minas respondeu com “Minas a reboque, não”, revelava outra faceta de José Serra que só aparecia em relação a opositores.

O precoce sumiço do noticiário do helicóptero e a repentina virada da Folha para cima do Aécio pode estar à reboque de interesses que ainda estão por ser revelados. Ou a Folha sabe mais a respeito do andamento das investigações da Polícia Federal e está se antecipando na derrubada da candidatura do Aécio ou está preparando o caminho para o queridinho de sempre, José Serra.

Por tudo isso, nenhum dos três é confiável. Nem Aécio Neves, nem José Serra e muito menos a Folha. O que chama a atenção é o que a ADPF tem divulgado, que Juiz de Fora virou centro de distribuição de droga para o Nordeste. E a Folha não sabia de nada…

O aeroporto de Cláudio, o helicóptero e a rota do tráfico de drogas

sab, 26/07/2014 – 12:11 – Atualizado em 27/07/2014 – 08:38

Cíntia Alves

No caso do helicóptero dos Perrellas, uma dúvida: aeroportos irregulares serviram de parada para abastecimento?

Jornal GGN – Quando a apreensão de quase meia tonelada de pasta de cocaína transportada num helicóptero dos Perrellas veio à tona, no final de 2013, autoridades estadunidenses pisaram em solo brasileiro para ajudar na apuração da origem e destino da droga. Investigações apontavam que a demanda teria sido negociada com mexicanos, mas saído oficialmente do Paraguai, com forte suspeita de que a Europa era o norte.

Fato é que consta nos depoimentos de Rogério Almeida, piloto preso em flagrante pela Polícia de Espírito Santo com mais comparsas, que a aeronave do então deputado Gustavo Perrella (Solidariedade) viajou de Avaré paulista até o Campo de Marte (A). De lá, para Divinópolis (B), e da cidade mineira para Afonso Cláudio, no Estado vizinho.

Na época, a imprensa levantou dúvidas técnicas sobre o helicóptero.

Modelo R-66, a aeronave só sai do chão suportando o peso máximo de 1.225 quilos. O helicóptero consome 581 quilos desse limite. Com o tanque cheio, iriam mais 224 quilos. Sobrariam 420 para a carga restante, contandos aí os passageiros. Só de cocaína, a polícia informou  ter apreendido 445 quilos.

Com os cálculos feitos levando-se em conta a distância percorrida pelo helicóptero (entre os três pontos, pelo menos 1,17 mil quilômetros, em linha reta) e a autonomia da nave, duas hipóteses foram levantadas: ou o piloto mentiu e a droga foi carregada num local mais próximo da fazenda em Afonso Cláudio, onde pousou o helicóptero, ou menos combustível foi colocado para equilibrar o peso da nave. Consequentemente, mais paradas para abastecimento seriam necessárias.

Nesse último caso, aeroportos não fiscalizados seriam perfeitos. O de Cláudio (C), construído durante a gestão de Aécio Neves (PSDB) enquanto governador de Minas Gerais (2003-2010), até hoje não foi homologado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). O órgão federal garantiu que faltam documentos para concluir esse processo.

A obra é questionada pelo fato de beneficiar, teoricamente, um município de 25 mil habitantes e pouca expressividade econômica. Além disso, Divinópolis, por onde passou o helicóptero dos Perrellas, fica a poucos quilômetros dali, e possui aeroporto bem equipado.

Aécio não comenta se já usou a pista em Cláudio para facilitar o acesso à Fazenda da Mata, que pertence à sua família há décadas, a seis quilômetros do aeroporto denunciado. Há vídeos na internet comprovando que o espaço é utilizado para shows de aeromodelismo. Familiares de Aécio disseram à Folha que pelo menos um avião pousa por semana por ali. A Anac vai investigar.

Na versão de Aécio, o aeroporto de Cláudio integra o Proaero, um programa que em sua raiz visava intervenções em mais de 160 lugares. Seriam construídos aeroportos locais ou regionais, ou melhoradas as condições das pistas existentes.

Denúncias sobre aeroportos construídos ou pistas que receberam investimentos vultosos nos últimos anos pipocam na mídia todos os dias desde que a Folha de S. Paulo revelou, em 20 de julho, que o equipamento em Cláudio foi construído em um terreno que pertence ao tio-avô de Aécio, Múcio Guimarães Tolentino. É a família Tolentino que, segundo o jornal, cuida das chaves do aeroporto enquanto o imbróglio envolvendo a desapropriação do terreno não se resolve na Justiça.

Segundo a assessoria de Aécio, a família Tolentino exige R$ 9 milhões pelo terreno. O Estado depositou em juízo cerca de R$ 1 milhão. Nesta sexta-feira (25), o periódico informa que Múcio Tolentino, ex-prefeito de Cláudio, é alvo de uma ação por improbidade administrativa.

O tio-avô de Aécio construiu uma pista de avião nas proximidades de sua fazenda, na década de 1980, com ajuda do governo estadual. A Folha sugere que a desapropriação da área em Cláudio pode garantir a Múcio o dinheiro necessário para pagar a multa desse processo antigo.

Um Tolentino acusado de relações com o tráfico

Múcio não é o único membro da família de Aécio Neves que frequentou as páginas policiais nos últimos anos. O comerciante Tancredo Aladim Rocha Tolentino, primo do candidato a presidente pelo PSDB, foi denunciado em 2012 como membro de uma quadrilha que atuava justamente na cidade de Cláudio vendendo habeas corpus por até R$ 180 mil a traficantes de drogas.

Tancredo Tolentino intermediava o negócio diretamente com Hélcio Valentim de Andrade Filho, então desembargador do Tribunal de Justiça do Estado. Em meados de 2012, quando o caso ganhou parte da mídia, o magistrado não assumiu os crimes. Tancredo Tolentino, por sua vez, reconheceu que “pediu vários favores ao desembargador e ao ter sucesso lhe dava certa quantia em dinheiro, como forma de agradecimento”.

Na época, os jornais passaram a informação de que Tancredo Tolentino era primo distante de Aécio.

Quando estourou o caso do helicóptero do filho de Zezé Perrella, blogueiros estreitamente ligados a José Serra (PSDB) tornaram-se, de repente, especialistas em helicópteros e passaram a divulgar a hipótese de que a carga de cocaína tivesse sido embarcada em Divinópolis, nas imediações de Cláudio. Na época, Serra ainda aspirava a indicação do PSDB para a presidência.

Mais fatos sem explicações

Aécio, enquanto candidato a presidente, deixou a postura ofensiva contra o governo Dilma Rousseff (PT) para se defender dos escândalos que surgem diariamente. Além do aeroporto de Cláudio, o tucano agora é incitado a dar explicações sobre outro aeroporto construído sem critério técnico inteligível, o de Montezuma.

A cidade tem menos habitantes que Cláudio – cerca de 8 mil – e nenhuma expressão econômica que possa justificar o investimento de mais de 200 mil numa pista batida de terra local. A não ser, como sugere reportagem de O Globo também desta sexta-feira, a proximidade com a fazenda do ex-deputado Aécio Cunha, pai de Aécio Neves.

Até  agora não há nada que ligue Aécio às estripulias de seu primo ou às aventuras do helicóptero dos Perrellas. Mas a soma de circunstâncias certamente o levará, nos próximos dias, a aprofundar as explicações sobre o aeroporto.

O aeroporto de Cláudio, o helicóptero e a rota do tráfico de drogas | GGN

Aécio, te apresento d. Judith Brito

Aécio na pele da Andréa ou Andréa na pele do Aécio?!

aecioxivA Torquemada das alterosas, Andréa Neves, tenta no âmbito nacional o que já conseguiu em Minas, abafar os escândalos do irmão. Tudo acontece em Minas, até o ET é de Varginha, mas nada sai no Estado de Minas. Desde Tancredo Neves, o aparelhamento da mídia é uma constante. A bem da verdade, a irmã do candidato não inova em termos de aparelhamento da mídia. Cássio Cunha Lima fez isso na Paraíba. Teotônio Vilella Filho faz isso em Alagoas. Yeda Crusius e sua parceria umbilical com a RBS fez isso no RS. Em São Paulo a parceria se revelou com milhares de assinaturas da Folha, Estadão e Veja distribuídos nas escolas por todo o Estado.

Por obra e artes de José Serra, vide Mauro Chaves e o seu “Pó pará, governador!” no Estadão, a Folha vem divulgando o que a velha mídia de Minas continua sonegando. Antes que a Andréa consiga convencer os incautos, apresento a ela D. Judith Brito. Esta diretora da Folha reivindicou o papel de oposição para a Folha em relação à Lula e Dilma. Portanto, as relações umbilicais da Folha com José Serra não podem ser jogadas ao colo da Dilma. Segundo a matéria abaixo, na Folha deste domingo, a Goebbels de Aécio Neves traçou a estratégia a seguir: “Diante do quadro, os tucanos traçaram duas estratégias: numa frente, deram tratamento político à exploração do caso, dizendo que ele estava sendo usado pelo governo da presidente Dilma Rousseff (PT) para prejudicar quem aparece hoje como seu adversário mais competitivo.” A outra estratégia foi dar explicações…

QG de Aécio teme crescimento de rejeição ao tucano

Há uma semana, senador mineiro vem sendo confrontado por causa de construção de aeroporto em terra de seu tio

Decisão de responder prioritariamente sobre o caso na internet foi tomada pelo próprio candidato do PSDB

DANIELA LIMADE SÃO PAULO

A primeira crise no ninho tucano desde o início da campanha eleitoral acendeu, no QG do candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, o receio de que a rejeição a seu nome cresça antes mesmo de ele se tornar conhecido pela maioria do eleitorado.

Há uma semana o mineiro vem sendo confrontado sobre a construção de um aeroporto em um terreno em nome de seu tio-avô que foi desapropriado pelo governo de Minas quando Aécio comandava o Estado. O caso foi revelado pela Folha. Aécio nega ter beneficiado familiares.

A avaliação do partido é de que uma marca negativa agora poderia prejudicar o candidato em um momento em que a campanha não dispõe de espaço para "se defender" –a propaganda eleitoral só começa em agosto.

Segundo a última pesquisa Datafolha, Aécio tem a segunda menor rejeição entre os quatro candidatos que lideram as sondagens: 17% –mesmo índice de eleitores que dizem conhecê-lo "muito bem".

Entre quem identifica o mineiro, o maior percentual é de eleitores que dizem saber quem é Aécio "só de ouvir falar": 37%. É com essa fatia do eleitorado, na qual espera-se que o tucano cresça, que a campanha mais se preocupa.

A decisão de responder prioritariamente a questionamentos sobre o caso na internet –onde houve ampla repercussão da notícia– foi de Aécio. No domingo em que a primeira reportagem sobre o caso foi publicada, sua coligação emitiu nota em redes sociais e no site da campanha.

Todas as respostas postadas pelo PSDB foram supervisionadas pela irmã de Aécio, Andréa Neves. Ela é assessora da campanha e atuou nos governos do mineiro como braço forte da comunicação.

Os tucanos monitoraram nas redes sociais menções negativas ligando o candidato ao caso; a oposição a ele também. Emídio de Souza, presidente do PT-SP, escreveu no Twitter que levantamentos internos mostravam que 85% das menções a Aécio no Facebook foram negativas.

Diante do quadro, os tucanos traçaram duas estratégias: numa frente, deram tratamento político à exploração do caso, dizendo que ele estava sendo usado pelo governo da presidente Dilma Rousseff (PT) para prejudicar quem aparece hoje como seu adversário mais competitivo.

Em outra frente, reservaram explicações detalhadas a notas oficiais, para preservar Aécio de ter que dar declarações sobre os meandros do caso. Durante a semana, o candidato teve agenda interna por dois dias. Nas ruas, disse considerar o assunto "explicado".

Serra escancara as pistas de como Aécio decolou na carreira

Aecioporto

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O pouso do tucano

Ainda que tenha sido feito de maneira legal na gestão de Aécio Neves, aeródromo contradiz discurso de ética e eficiência administrativa

O senador mineiro Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência da República, dedicou boa parte dos últimos dias à tentativa de justificar a construção de um aeródromo em Cláudio (MG), num terreno desapropriado pelo governo do Estado durante a gestão do tucano.

Revelado por esta Folha no último domingo, o episódio desde logo chamou a atenção. Primeiro, porque as terras pertenciam a Múcio Tolentino, tio-avô de Aécio e ex-prefeito de Cláudio. Depois, porque o uso da pista de pouso, pronta em 2010, dependia da autorização dos familiares do senador.

Com 1 km de comprimento e condições de receber aeronaves turbo-hélice de pequeno e médio porte (até 50 passageiros), o aeródromo custou R$ 13,9 milhões aos cofres públicos, sem contar a indenização pela desapropriação. O valor oferecido pelo Estado, R$ 1 milhão, é até hoje discutido na Justiça.

De acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a pista ainda não teve sua operação liberada ao público. Mesmo assim, Fernando Tolentino, um dos filhos de Múcio, afirmou que ao menos um avião a utiliza por semana.

Entre os usuários estaria o próprio Aécio Neves. Seu refúgio favorito, a Fazenda da Mata, situa-se a 6 km dali. Nas inúmeras explicações que deu ao longo da semana, o tucano não confirma nem nega que tenha aterrissado em Cláudio. O candidato também se eximiu de dizer por que as chaves do local ficavam nas mãos de seus parentes.

Há mais, contudo. Nova reportagem desta Folha mostrou que, em 2001, o tio-avô de Aécio sofreu o bloqueio judicial da área onde está o aeródromo. O Ministério Público pede o ressarcimento dos gastos na construção de uma pista de pouso de terra em 1983, quando Tancredo Neves era o governador mineiro, e Múcio, prefeito de Cláudio.

Para quem não podia dispor de parte das terras, a desapropriação não chega a ser mau negócio. E a indenização, paga com recursos de Minas, poderá ser usada por Múcio para, caso seja condenado, quitar sua dívida com o governo mineiro.

Diante desses fatos, soam no mínimo inverossímeis as declarações de Aécio segundo as quais seus familiares não teriam se beneficiado pela obra. Também caem em descrédito as justificativas técnicas apresentadas pelo tucano.

Pela narrativa oficial, o aeródromo tem importância para as indústrias locais, e a pavimentação da pista de terra representava a opção mais econômica para o Estado.

Mais econômico, na verdade, teria sido não fazer obra nenhuma. A demanda por voos em Cláudio é pequena, e o aeroporto de Divinópolis fica a 50 km de distância.

Ainda que todo o processo tenha sido feito de maneira legal, como sustenta Aécio Neves, restará uma pista de pouso conveniente para o tucano e seus parentes, mas de questionável eficiência administrativa. Não é pouca contradição para um candidato que diz apostar na união da ética com a qualidade na gestão pública.

26/07/2014

AeroPÓ made in Aécio

AeroPOOu do PÓrque, segundo a ADPF Minas virou centro de distribuição de droga PÓ Nordeste. Compare-se o PÓAero ao Minha Casa Minha Vida. Isso se chama choque de gestão. Aécio, chega de lero-lero, vamos conversar? Afinal, é papo reto ou o senhor papa reto?

Como sempre Aécio faz o contrário do que cobra dos outros. De fato, Aécio aparelha o Estado para aparelhar a família. Ao invés de levarem filiados a só ocuparem cargos de confiança, usa o Cargo de Confiança de Governador para levar o Estado até sua família. De um lado o aparelhamento do Estado, do outro, o Estado aparelhamento  da famiglia…

Pelo menos em Minas pode-se dizer que não há caos aéreo… Há caos nas contas públicas que sanearam as contas do tio, mas aí o papo curvo!

ELEIÇÕES 2014

Governo de Aécio fez só 2 aeroportos novos em MG

Cidade onde família de tucano tem fazenda foi uma das beneficiadas

Programa do governo estadual investiu em melhorias e ampliações de aeródromos que já existiam no interior

GABRIELA TERENZIRICARDO GALLODE SÃO PAULO

Dos 14 novos aeroportos previstos para Minas Gerais pelo programa ProAero, lançado no governo Aécio Neves (2003-2010), apenas dois saíram do papel: o Regional da Zona da Mata e o da cidade de Cláudio, onde a família do senador possui uma fazenda.

Nas cidades de Itabira, Sete Lagoas, Ouro Preto, Brumadinho, Lagoa da Prata, Barão de Cocais, Monte Santo de Minas, Mantena, Andrelândia, Chapada Gaúcha, Buenópolis e Volta Grande, as obras inicialmente idealizadas não foram executadas.

A construção do Aeroporto Regional da Zona da Mata teve início em 2005 e foi concluída em 2011. A companhia Azul opera voos comerciais no local para duas cidades.

A obra em Cláudio foi concluída em 2010, mas o empreendimento ainda não tem autorização da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para operar com o público. Empresários da cidade dizem que a demanda por uso de aviões particulares é reduzida.

Desde o governo Aécio, 29 aeroportos receberam investimentos de Minas Gerais. Em 26 deles, o dinheiro foi aplicado em obras de ampliação e adequação. Um novo aeroporto em Itajubá entrou na lista no ano passado, mas as obras ainda não começaram.

A assessoria de imprensa do governo de Minas informou que em 2010 houve reformulação do ProAero, com "revisão de prioridades do setor".

"Os investimentos serão realizados de acordo com a disponibilidade financeira do Estado", disse a assessoria.

Sobre o documento inicial do ProAero, que previa outros 12 novos aeroportos, o governo disse que se tratava de uma "modelagem concebida em 2006 e que, portanto, era suscetível de atualização em razão de novas realidades".

Para o governo, não é correta a avaliação de que o aeroporto de Cláudio seja considerado "novo", já que havia antes uma pista de pouso de terra batida no local.

A pista mencionada foi construída em 1983, quando o avô de Aécio, Tancredo Neves, era governador de Minas e um tio-avô do senador, Múcio Tolentino, era prefeito de Cláudio. A nova pista de pouso, porém, não fica no mesmo lugar que a antiga pista.

De acordo com parecer da Secretaria de Meio Ambiente de 2009, a nova pista foi implantada "a montante (sul) da atual, sendo que dista aproximadamente 70 m a oeste, e a leste, intercepta a atual pista".

A assessoria de Aécio disse que cabe ao governo mineiro responder sobre o assunto.

FAMILIARES

No domingo, a Folha revelou que o aeroporto de Cláudio foi construído num terreno de seu tio-avô, Múcio Tolentino, desapropriado pelo Estado. Minas gastou quase R$ 14 milhões na obra.

A área foi desapropriada, mas o tio de Aécio contesta na Justiça o valor proposto para a indenização, que ainda não foi paga. Com a desapropriação, o governo obteve a posse do terreno, mas ele só poderá ser registrado em seu nome após o pagamento.

Há duas semanas, a Prefeitura de Cláudio indicou à Folha familiares de Aécio como responsáveis pela administração do aeroporto e pela guarda das chaves do portão. No domingo (20), a prefeitura afirmou que as chaves ficam sob sua responsabilidade.

Colaborou LUCAS FERRAZ, de São Paulo

23/07/2014

Um vez desenterrado o “de cujus”, o cheiro de podre se espalha

Filed under: Aécio Neves,Elio Gaspari,ProAero — Gilmar Crestani @ 8:54 am
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AETICO NEVERELIO GASPARI

A explicação de Aécio não decola

Torraram R$ 13,9 milhões em Cláudio, mas há um aeroporto equipado a 36 km dali, em Divinópolis

Desde domingo, quando o repórter Lucas Ferraz contou que a Viúva construiu uma pista de pouso asfaltada no município de Cláudio (MG), a 6 km da fazenda centenária do ramo materno da família de Aécio Neves, o candidato tucano à Presidência da República ofereceu explicações insuficientes para satisfazer a curiosidade de uma pessoa que pretenda votar nele em nome do seu compromisso com a gestão e a transparência. Situações desse tipo afloram em campanhas eleitorais, e a maneira como os candidatos lidam com elas instrui o julgamento que se faz deles.

O campo de aviação de Cláudio fica a 120 km do aeroporto de Confins e a 36 km da pista bem equipada de Divinópolis. Lá estão as terras da família Tolentino, na qual nasceu Risoleta, avó de Aécio e mulher de Tancredo Neves. Ela morreu em 2003, deixando no espólio a fazenda da Mata, recanto onde seu neto às vezes se refugia. A obra custou R$ 13,9 milhões ao governo do Estado e foi concluída em 2010, quando ele o governava. No ano anterior, segundo o IBGE, a receita orçamentária realizada do município foi de R$ 26,3 milhões.

Aécio respondeu com uma generalidade: "Tudo foi feito com a mais absoluta transparência e correção". Juntou uma redundância: "O aeroporto foi construído em área pertencente ao Estado, não havendo, portanto, investimento público em área privada". Finalizou com uma precipitação: "Já foi tudo explicado".

Por enquanto, há em Cláudio uma pista de 1 km, capaz de receber jatinhos de até 50 lugares, sem equipamento ou homologação da Anac. Falta explicar é a necessidade de a Viúva ter construído essa nova pista naquelas terras. A área foi desapropriada em 2008. Sem isso, a obra não poderia ter sido custeada pelo governo do Estado. Os Tolentino disputam o valor oferecido pelas terras (R$ 1 milhão). Uma peritagem, ainda que tardia, poderá resolver a questão. O próprio candidato argumenta que "aeroportos locais, que não possuem voos comerciais, ou pistas de pouso fechadas são prática comum em aeroportos públicos no interior do país, como forma de evitar invasões (…) que possam oferecer riscos à segurança dos usuários". Tem toda razão e leva ainda o mérito de expor uma questão relacionada com os investimentos públicos em pistas que só recebem aviões privados. Talvez Cláudio precisasse de uma. Do jeito que está, recebe irregularmente uns dois aviões por semana. O ex-governador informa também que não se tratou de construir uma nova pista, mas apenas de modernizar outra, de terra, feita em 1983, quando seu avô era governador e um Tolentino, prefeito da cidade. A Viúva não deve ter ficado com essa conta, pois a terra era privada.

A comodidade de uma pista de pouso paga e mantida pela Boa Senhora é o objeto do desejo de todo fazendeiro. Tome-se, porém, o exemplo de Paul Mellon, um finíssimo bilionário que vivia entre seu haras da Virgínia e o mundo. Comprou um avião e, para seu conforto, construiu um aeroporto dentro de suas terras, em Upperville. Lá, avisa-se: "Uso privado. É necessária autorização para pousar".

Mellon fez o aeroporto com o dinheiro dele. A pista de Cláudio, como diria Armínio Fraga, foi construída com o "meu, o seu, o nosso".

22/07/2014

Uma mão lava a outra: as duas, abunda!

Empreiteira que fez obra doou para tucano

Marcelo Portela

Tags: eleições Aécio Neves empreiteira @estadaoconteudo Margarida Neide | Ag. A TARDE

  • Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência

A empresa responsável pelas obras no aeroporto de Cláudio, Vilasa Construções Ltda., doou recursos para a campanha de Aécio Neves ao governo de Minas em 2006. Além do atual senador, seu sucessor no Executivo estadual, o ex-governador Antonio Anastasia (PSDB), também recebeu doação da construtora para a campanha ao governo em 2010.

Segundo as prestações de contas apresentadas à Justiça Eleitoral, Aécio recebeu três doações da empresa em 2006, totalizando R$ 67 mil. Já na disputa seguinte pelo governo mineiro, a campanha de Anastasia – que deixou o cargo em abril para disputar uma vaga no Senado, além de coordenar a elaboração do programa de governo do presidenciável tucano -, recebeu doação oficial de R$ 20 mil da construtora.

Nesta segunda-feira, 21, a reportagem tentou falar com algum representante da empresa, mas ninguém atendeu o telefone na sede da construtora no início da noite. A assessoria da coligação Muda Brasil, da candidatura de Aécio à Presidência, informou que as doações foram feitas de forma legal e declaradas à Justiça, como exige a legislação eleitoral. "Nunca houve qualquer tipo de favorecimento ou discriminação em razão de doações eleitorais", afirmou a coligação por meio de nota. "Registre-se também que, em outras eleições, a mesma empresa fez doações a candidatos de outros partidos, inclusive o PT", acrescenta o documento.

Nas eleições ao governo de Minas em 2006 e 2010, Aécio e Anastasia foram, respectivamente, os únicos candidatos que receberam doações da Vilasa. Aécio declarou gastos de R$ 19,4 milhões na sua disputa à reeleição ao Executivo estadual, enquanto a campanha de Anastasia declarou à Justiça Eleitoral gastos de R$ 38 milhões em 2010. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Portal A TARDE – Empreiteira que fez obra doou para tucano

Minas e RS não têm mídia para tucano

O espantoso não é que a Aécio tenha feito um aeroporto, com dinheiro público, para uso pessoal, seu e de sua família. Há coisas ainda piores a respeito de Aécio Neves. O que chama a atenção é que, parece, Minas Gerais não tem jornal, tv ou rádio. Por que não se soube disso antes? Veja só que coincidência. Quando Yeda Crusius era governadora do RS, nada a seu respeito saía na RBS. E isso que a RBS domina 80% do mercado de mídia do RS. As pequenas informações eram dadas pela Folha de São Paulo. O que fazem estes tucanos com a mídia local para que sejam tão protegidos? Será que os largos investimentos em marketing pagam a conta da proteção mafiosa de que gozam quando estão no poder?

A Folha faz com Aécio o que não fez com José Serra e Geraldo Alckmin. Para nosso mal, estes dois paulistas fizeram e fazem com o dinheiro público coisas ainda piores, como a distribuição de assinaturas de Veja e Folha de São Paulo nas escolas por todo o interior de São Paulo. Cadê as reportagens indignadas da Folha a respeito dos desvios da Alstom, Siemens? Até agora a Folha não fez uma reportagem sequer sobre o racionamento de água que atinge paulistanos da periferia.

Ainda acho que a denúncia da Folha é uma matéria paga pelo José Serra, desafeto mortal de Aécio Neves. Basta lembrar de outros colunas, como aquela do Mauro Chaves no Estadão ou a do Juca Kfouri, no UOL.

O Aécioporto

Quando governador de MG, Aécio Neves usou 14 milhões de dinheiro público para construir um aeroporto num terreno de sua família, na cidade de Claudio, que tem 25 mil habitantes. Coincidentemente, o terreno fica próximo a um dos lugares que Aécio mais gosta de visitar no estado. O próprio fato de a denúncia ter sido feita pela Foxlha é algo espantoso, considerando que a própria Ombudsman do jornal já cansou de apontar que a cobertura do periódico é pró-tucana. Eles queriam já estourar uma bomba que provavelmente seria detonada durante a campanha e provocaria mais destruições? Há dedo de José Serra aí?

Não sei. O fato é que, para se defender, Aécio disse que o terreno foi desapropriado e que sua família não se beneficiou disso.

Uau. A emenda foi pior que o soneto – o que não é incomum no que diz respeito a Aécio, que constantemente comete esses tropeços colossais.

Porque o fato é que a JUSTIFICATIVA de Aécio é que o estado do qual era governador PAGOU por um terreno de SUA FAMÍLIA. Isso já seria ruim o bastante, mas, pra piorar, não é verdade, já que o terreno ainda está sob litígio, já que seu tio, dono do terreno, quer mais dinheiro do que o que lhe foi oferecido.

E o estado não tem saída, já que construiu um aeroporto num terreno que não era legalmente seu, praticamente obrigando os cofres públicos a pagarem uma fortuna ao TIO DE ÁECIO por um aeroporto que não beneficia ninguém a não ser sua família.

Sim, porque o outro fato embaraçoso é que o aeroporto ("público", segundo Aécio) fica fechado e as chaves são controladas… POR SEU PRIMO.

Já está ruim o bastante? Pois tem mais: o tal primo TEM FICHA CRIMINAL.

Agora imaginem se Dilma tivesse construído aeroporto num terreno de sua família, fechado ao público e controlado por parente com ficha criminal. O ruído do orgasmo coletivo da mídia seria ouvido na Lua. E as manchetes ficariam expostas até o dia da eleição.

SQN

Cadê os indignados com a corrupção?

Filed under: Aécio Neves,Minas Gerais,Pó pará, Governador!,ProAero — Gilmar Crestani @ 8:54 am
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Aecio meu aeropoto minha vida

Nestas horas somem as capas da Veja, as caras fúnebres do Jornal Nacional. Colonistas indignados com os rumos da corrupção, como Eliane Cantanhêde, fazem silêncio ensurdecedor. Onde estão os black blocs?

Aliás, onde está o PSOL? Cadê o Arnaldo Jabor e sua baba hidrófoba? Lasier Martins, não vais descer o pau nos corruptos? Ana Amélia Lemos, cole este adesivo na sua testa!

A pergunta, a partir da divulgação das operações da Polícia Federal, que não quer calar: por que Minas Gerais virou centro de distribuição de droga para o Nordeste?

ELEIÇÕES 2014

Anac investigará aeroporto em terreno de tio de Aécio

Agência diz que pista não tem autorização para receber pousos e decolagens

Tucano gastou R$ 14 milhões com obra em área desapropriada pelo Estado quando era governador de Minas

NATUZA NERYDIMMI AMORADE BRASÍLIA

A agência federal que fiscaliza todos os voos operados no país vai investigar se aviões pousaram ou decolaram a partir de um aeródromo construído num terreno de parentes do presidenciável Aécio Neves (PSDB) desapropriado pelo governo do Estado e situado no município mineiro de Cláudio.

Um primo do senador afirmou à Folha que a pista recebe aviões regularmente e que o próprio Aécio costuma usar o local quando visita a fazenda de sua família localizada a 6 quilômetros dali.

Segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o aeroporto não pode receber pousos e decolagens por não ter sido autorizado pela agência a operar.

A apuração para verificar se houve uso irregular da pista partiu de uma reportagem da Folha, publicada no domingo (20), segundo à qual o governo de Minas gastou quase R$ 14 milhões para construir, em 2010, o aeroporto. À época, Aécio era governador em final de mandato.

A área foi desapropriada pelo Estado antes da execução da obra, mas o tio de Aécio contesta na Justiça o valor proposto pelo governo para a indenização, que ainda não foi paga. Com a desapropriação, o Estado obteve a posse do terreno, mas ele só poderá ser registrado em nome do governo após o pagamento.

Na reportagem, Fernando Tolentino, primo do presidenciável e filho do antigo proprietário da área, afirma que a estrutura recebe ao menos um voo por semana.

Aécio afirmou, via assessoria, que a construção do aeroporto seguiu critérios técnicos, que o governo de Minas só deu início ao empreendimento depois de desapropriado o terreno e que seus familiares não tiveram nenhum benefício com a obra.

Por meio de nota divulgada nesta segunda (21), a Anac informou que inspetores do órgão farão diligência no município de Cláudio para verificar se, de fato, houve uso indevido do aeródromo.

A Anac deu um prazo de 10 dias para que o governo de Minas e a prefeitura local se pronunciem e promete punir eventuais responsáveis.

O PSDB reagiu ao posicionamento da agência acusando a presidente Dilma Rousseff de usar a estrutura do governo contra seu principal adversário nestas eleições. A Anac é vinculada à Secretaria da Aviação Civil, ministério criado pela petista.

"Se comprovadas irregularidades, a Anac adotará as medidas cabíveis. Pilotos e operadores de aeronaves que porventura tenham realizado operações aéreas irregulares poderão ser multados em até R$ 10 mil por operação. A Agência também vai verificar se há outros aeroportos que, em fase de homologação, estejam recebendo operações irregulares", disse a agência.

Conforme dados do órgão, o processo de homologação do aeródromo de Cláudio foi iniciado em julho de 2011, mas não foi concluído por pendências de documentos.

Uma delas, a outorga do aeródromo junto à SAC (Secretaria de Aviação Civil), foi solucionada em abril passado, após assinatura do convênio delegando o aeroporto à competência estadual.

20/07/2014

Aécio do ProAero

Filed under: Aécio Neves,ProAero,PSDB — Gilmar Crestani @ 8:25 pm
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Neste arco cabem mais dois fios que se intercomunicam. O PSDB de FHC criou o PROER; Aécio, o ProAero. O casamento destas duas notícias (ProAero e Aécio governador) pariu uma série de operações da Polícia Federal. A ADPF localizaram em Juiz de Fora um centro de distribuição de drogas para todo o Nordeste. Sem contar aquela do helipóptero, que desabrochou em terras capixabas…

Alguém tem outra explicação para que riqueza de Aécio Neves tenha se multiplicado de maneira tão espetacular?!Seria o ProAero o programa social do candidato Aécio Neves?

O pote de ouro de Aécio Neves

Palmério Dória

Agora que se começa a destrinchar o way of life de Aécio Neves, convém relembrar notinhas que surgiram após o incidente policial no Rio. Lembra? Apanhado numa blitz, a bordo de um de seus inúmeros carrões, Aécio estava com a carteira vencida e recusou-se a soprar o bafômetro.

As tais notinhas eram sobre uma frota de carros de luxo ligada a uma emissora, com o sugestivo nome de Rádio Arco-Íris, e um jato em nome de parentes que ele usa para circular mundo afora. Um jatinho significa que por trás deve haver uma fortuna umas 20 vezes maior: o hangar, a tripulação, a manutenção, o combustível.

Só se ele tiver acesso ao pote de ouro que, dizem, existe no fim do arco-íris. A mídia, ao tomar conhecimento dessa vida que lembra a dos antigos playboys internacionais, Rubirosa, Jorge Guinle, Baby Pignatary, fez de conta que não era com ela.

SQN

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