Ficha Corrida

03/01/2017

“Deve-se pensar globalmente, mas agir localmente.” Marx

Filed under: Adeli Sell,Marchezan Jr,Porto Alegre — Gilmar Crestani @ 9:16 am
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Moro numa rua sem saída. É um local propício para desova. Frequentemente soltam por aqui animais de todas as idades. Tem um morador próximo que cuida de mais de 30 cães. Eu cuido dos meus três e de um gato, que recolhi filhote aqui na frente de casa. Não digo que há necessidade de uma Secretaria para cuidar dos animais, já que deve ser uma tarefa de todos, mas a ideia que está por trás do término do serviço não é a economia, mas a filosofia. A ideologia do Estado mínimo, de que o Poder Público só existe para subsidiar quem não precisa de subsídio. Não é a ideia do Poder Público para o público, mas uma sinalização para a privada. É a ideologia dos que tomaram o Planalto Central de assalto, com a participação ativa e passiva do atual inquilino do paço municipal, e que também estão no Piratini. Como nos ensina o velho Marx, deve-se pensar globalmente mas agir localmente. Para ser univesral, como diria Gogol, cantar nossa aldeia.
Fica aqui o registro da discussão que tive com o Vereador Adeli Sell, do PT, a respeito da minha inconformidade de ve-lo na mesma coluna da Monica Leal, do Nagelstein e do auto denominado Maluco. Gentes, há uma lei maior que aquela do paço municipal, escrita coletivamente: “diga-me com quem andas e direi quem és”. Não se pode estar do mesmo lado dos protofascistas, como o Jr e o Nagel! Se não por outro motivo, que seja para nos distinguir deles.
Pior, desde o final do ano venho observando um comportamento de hímen complacente do vereador Adeli em relação aos novos inquilinos. Foram várias sinalizações e já havia manifestado minha suspeita quando começou a elogiar alguns indicados pelo Jr, como se alguém deixa de ser o que era pelo simples fato de virar prefeito?! E, certamente, não é porque o Adeli não saiba. Ora, espero estar engando, mas quem se deixa seduzir tão rapidamente pelo canto da nova sereia merece ser acompanhado de perto. A captura é uma das formas mais comuns na atividade política.
E aí vale a máxima do mestre Barão de Itararé: “Quem se vende sempre recebe mais do que vale”. Substitua  “se vende” por “se deixar capturar” e vais entender o que quero dizer.
A SEGUIR a discussão do feice: 

 

Gente, que Lealdade é essa? O Adeli Sell casou com a Monica Leal?! Esse vereador está tomando água do Dilúvio?!

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Elenara Nunes

12 h ·

PROTETORES E SIMPATIZANTES DA CAUSA ANIMAL: GUARDEM O NOME DESSES FILHOS DA PUTA

Comentários

Adeli Sell

Adeli Sell Primeiro, não sou "filho da puta", mas se fosse, por direito e lei, minha mãe poderia ser trabalhadora sexual. Segundo, lealdade à causa animal sempre tive, há 20 anos, não é a forma que faz o conteúdo. Vou continuar calma e serenamente, sem o fácil mkt de uma Secretaria, fazendo cobranças de proteção, guarda, castração etc. Lastimo que descambe para ataques pessoas meu caro Gilmar Crestani

 

Gilmar Crestani

Gilmar Crestani Não me referi à profissão de ninguém. Retratei minha estranheza ve-lo em companhia da fina flor do reacionarismo. Aliás, desde antes da posse do Jr vens sinalizando uma simpatia que, para mim, soa como captura ou algo do gênero. Como se não soubesse da participação dele no golpe.

 

Adeli Sell

Adeli Sell Bem, sempre lutei contra a ditadura, fui preso, combato a Direita. É só. Basta. Desculpa, mas assim não tem como discutir. Repito, a forma não faz conteúdo.

 

Gilmar Crestani

Gilmar Crestani Um conteúdo sem forma é um conteúdo disforme, como a massinha de moldar (vide mulher de César). Adaptar-se é uma das principais características do ser humano, amoldar-se é outra coisa, que até "pode pegar bem" pra político adaptável.

 

Adeli Sell

Adeli Sell Gilmar Crestani REPONDO VERDADES, ATACANDO MENTIRAS

Nos últimos tempos as redes sociais tem servido mais a ataques do que a construção de uma nova cidadania.
Como sempre, não escondo minhas posições, dou duro combate ao que acredito que seja errado, para mudar para melhor, pensando sempre numa Porto Alegre para as pessoas.
Ontem, na Câmara Municipal votei pela INTREGAÇÃO das atividades da SEDA à nova Secretaria a ser criada, de SUSTENTABILIDADE. Sendo que votei CONTRA a mudança da Smam.
Não votei pela sua extinção, pois isso não estava no texto da Lei.
Desde que há 20 anos atrás cheguei pela primeira vez na Câmara luto pela causa animal.
Estão aí minhas ações, leis e projetos.
Nunca vou abandonar essa causa, sempre vou lutar pelo bem estar animal, por políticas de adoção, por guarda responsável, campanhas e atividades de castração, pelo controle de zoonoses etc.
Vejo o tema como um elemento essencial da vida, do meio ambiente sustentável e protegido.
Vejo, como disse da Tribuna, que a luta ambiental se dá no campo local, regional, como necessariamente em nível global.
A FORMA não faz o CONTEÚDO.
Votei na época pela criação da SEDA.
Mas sua existência não resolveu o problema da proteção em Porto Alegre.
Muitas e muitas vezes foi e é utilizada como “laranja de amostra”, como marketing, sem adentrar na imensa população de animais de rua que existe, que cresce, sem controle, sem políticas massivas de castração.
Recentemente defendi, lutei, vou lutar pela integração de médicos veterinários aos quadros da Prefeitura. Como há anos atrás lutei pela integração de médicos na Vigilância.
A causa animal necessita de políticas públicas efetivas, transversais.
Minha luta vai sempre se somar a luta dos que de fato lutam por essa causa.
Não sou militante de ficar o tempo inteiro batendo boca nas redes sociais. Sou do debate, mas sou essencialmente da ação.
E assim será.
Respeitosamente,
Adeli Sell – vereador – 999335309 – adeli13601@gmail.com

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Gilmar Crestani

Gilmar Crestani Assim como apoiei e apoio as decisões que entendo corretas, vou criticar as que entendo equivocadas. E faço isso desde sempre, quando ainda se mandava cartas pras redações dos jornais. Mas a partir do momento que houve a possibilidade de ter meu espaço, onde digo o que penso, tive e tenho blog para manifestar minhas opiniões. Poucos filiados tem defendido o seu partido como eu, desde sempre, mas também critico principalmente aqueles de quem espero mais. Aqueles de quem não espero nada, o Barão de Itararé já disse tudo: "de onde menos se espera de lá mesmo é que não sai nada". Espero que esses sinais de "compreensão" com o Jr não seja uma gambiara, uma oração de São Francisco de Assis, do é dando que se recebe. Tô de olho, e bom mandato!Ver mais

Adeli Sell

Adeli Sell Gilmar Crestani, de olho, bem aberto, cobrando da gente duramente, pois não é nada fácil, não quero ser o paladino da verdade, mas acho que tenho feito o melhor pela cidade. Obrigado, por ler, responder, atender. AVante.

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17/10/2016

Porto Alegre decide entre uma retroanta e um neofascista

Filed under: Eleições 2016,Neofascismo,Ovo da Serpente,Porto Alegre,RBS — Gilmar Crestani @ 8:14 am
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qual_deles.jpegHaja o que houver, aconteça o que acontecer, o resultado das eleições em Porto Alegre em 2016 já tem vencedor, a RBS. A criminalização constante dos movimentos sociais de um modo geral, e a esquerda em particular, fez da capital do Fórum Social Mundial sua Capitania Hereditária. Ajuda e eleger funcionários e a criminalizar seus adversários. Não por acaso, tem pra chamar de seus, dois senadores.

Qualquer dos dois candidatos a prefeito atende aos projetos da RBS. Já domina o Estado, alimenta as hienas do separatismo e agora também vai continuar comandando Porto Alegre. Ontem, durante o jogo do Inter com o Flamengo, os funcionários da Gaúcha faziam propaganda do Sartori na Alemanha. Buscavam associar a vitória do Inter ao nome do segundo terceiro pior governador deste Estado, pois só fica atrás do Brito e Yeda, não por acaso ambos filhos diletos da RBS. Não precisa ser expert em semiótica para entender a propaganda subliminar. A Rede Globo fez o mesmo com o amante da Miriam Dutra durante a Copa do Mundo de 2004. Para a Globo, só FHC era Real…

As serpentes põem os ovos, não vá choca-los!

Neste segundo turno das eleições de 2016 o  dilema dos porto-alegrenses aumenta proporcionalmente ao tamanho da dificuldade de se escolher entre as opções que se apresentam.

De um lado, um arrivista, bipolar, com transtorno de personalidade. Alguém poderia dizer que se trata de um Napoleão de Hospício. Acontece que os napoleões de hospício tem mania de grandeza mas são pacíficos.  Não é o caso do personagem em questão. Se estivesse hospício, seria do pavilhão dos esquizofrênicos, na ala dos psicopatas. Mas, como diz o ditado, quem sai ao seus não degenera,o autoritarismo é sua maior herança genética.

Do outro lado, um sobrevivente do próprio caos que lutou para criar. Chama-lo de incompetente é eufemismo, até porque  é partícipe direto na transformação da capital da qualidade de vida em cidade-lixão da violência. Não se transforma um cidade deste jeito. Há muito método e perseverança neste descalabro. Mas que se apresente como se fosse um marciano que nada tivesse a ver com isso.

O restolho que nos é servido segue a lógica de um Estado que prefere um funcionário da RBS ao ex-governador Olívio Dutra, que legitima o parcelamento dos salários dos servidores mas preserva o seu e dos seus. Até o mais empedernido psicopata sabe que Olívio Dutra prestou serviços à comunidade gaúcha sem se deixar contaminar pelo poder, seja no âmbito das vaidades seja no âmbito econômico. O RS parece odiar o republicanismo e amar o compadrio. O que explica a preferência por um senador, um funcionário da RBS. Exatamente por aquela parcela de gaúchos que se acha a mais politizada do Brasil e que, por isso, também quer o separatismo. Para esta turma, a urna é sua privada.

Mas, ao contrário da grande maioria da esquerda porto-alegrense, voto, de nariz tapado, no menos podre. Prefiro uma anta do que um fascista. Penso que é preferível descer ao quinto dos infernos na companhia do demônio do que sufragar para a cidade um projeto cujo único objetivo para a acabar com a pobreza tem sido o do extermínio dos pobres. A limpeza social se tornou ainda mais perigosa porque também já apresenta indícios de simpatia com a limpeza étnica.

De um lado um candidato que poderá ser cobrado, investigado e até punido. Do outro, aquele de um partido que nunca é investigado, e quando é, não vai a julgamento. E sé é julgado, o crime é dado por prescrito.  Pertence a uma agremiação de gente muito viva, em que apenas os mortos são punidos.

Voto no incompetente porque o incompetência tem cura. Já o de projeto fascista, mesmo que ainda bonsai, pois tem postura e não estatura do Führer, impõe um risco ainda maior.  O autoritarismo desassombrado casado com o moralismo de ocasião faz dos canalhas, facínoras.

A limpeza dos moralistas de ocasião não deu certo na Alemanha, porque daria em Porto Alegre! O moralismo, como se vê também no resto do país, é a única ferramenta dos canalhas.

Anular o voto equivale a dar uma oportunidade ao ovo da serpente. Como diz o ditado espanhol, cria cuervos

Tchê, nestas eleições, só não marCHE boboeira, não entre nesta história do novo. Em 1935 Hitler era novo, em 1945 estava morto, mas destruíra a vida de milhões. Nunca é cedo para se destruir o ovo da  serpente.

12/09/2016

Luciana Genro: em Porto Alegre como em Roma?

Filed under: Beppe Grillo,Luciana Genro,Porto Alegre,Roma,Virginia Raggi — Gilmar Crestani @ 9:55 am
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LUCIANA GENRROO movimento 5 estrelas do comediante Beppe Grillo assemelham-se com o purismo virulento de alguns membros do PSOL. Luciana Genro, candidata a prefeito(a) em Porto Alegre, se perfilou desde cedo ao lado de golpsitas notórios como Aécio Neves, Álvaro Dias, José Serra e Eduardo CUnha. Para a Grilla gaúcha, se o governo era de Lula e Dilma, não havia nenhum problema em ajudar no golpe. Não tem o discernimento do Jean Willys, que compreendeu desde logo que o golpe visava roubar dos trabalhadores. Luciana Genro apostou no quanto pior melhor. Pior para o povo, melhor para ela. Nem todos no PSOL são como ela.

O apoio aos golpistas decorre de uma ignorância cultural. Luciana Genro não compreendeu porque os EUA “investiram” no Iraque, Líbia, Egito, Ucrânia, Síria e Venezuela. Essa ignorância impediu-a de entender ou buscar entender porque a NSA grampeava Dilma e a Petrobrás. Luciana Genro trabalhou para que agora o funcionário da RBS, Pedro Parente possa destruir a Petrobrás e entregar o que sobrar a Chevron.

Acompanho pela RAI, nem todos do 5estrelas são desonestos. Nem mesmo a prefeita de Roma, Virginia Raggi é acusada de qualquer ato. O problema são quem eles têm de designar depois que assumem. Como se o fato de ganhar a eleição fosse suficiente. O suficiente, como mostra Michel Temer e Eduardo CUnha, não é vencer, é ter do seu lado a Rede Globo. Se a Luciana Genro compreender isso, restará abraçar a RBS.

La alcaldesa de la Ciudad Eterna tambalea

Los romanos eligieron en junio a Virginia Raggi, del Movimiento Cinco Estrellas, que prometió grandes cambios bajo la bandera de la honestidad y la transparencia. Pero nombró en puestos clave a personas que están bajo investigación por corrupción.

Por Elena Llorente

Página/12 En Italia

Desde Roma

Todo parecía nuevo y estimulante hace tres meses, cuando la primera mujer y primera representante del anticonformista Movimiento Cinco Estrellas (M5S), liderado por el cómico Beppe Grillo, se hizo cargo del municipio de Roma. Virginia Raggi, joven, bonita y decidida, prometía cambios rápidos y contundentes en la maravillosa Ciudad Eterna acosada, entre muchas cosas, por un pésimo sistema de recolección de basura y de transportes públicos dependientes del municipio. Pero su accionar y su autoridad como intendenta empezaron a tambalear después de una serie de errores ligados precisamente a la transparencia de algunas personas que eligió como sus asesores. Honestidad y transparencia han sido dos de las principales banderas que el M5S ha levantado desde el principio contra los partidos políticos tradicionales.

Raggi fue elegida en una segunda vuelta electoral en junio, contra el candidato del Partido Democrático (centroizquierda), por más del doble de los votos (67 por ciento) que obtuvo su contrincante Roberto Giachetti. Todo el mundo esperaba grandes cambios y más bien inmediatos. Pero las cosas comenzaron no muy bien porque después de 10 días, Raggi todavía estaba decidiendo sobre las personas que serían sus asesores, cosa que normalmente se decide antes para poder comenzar a trabajar rápidamente. Pero las cosas no terminaron ahí. En los tres meses de su gobierno ha cancelado los nombramientos o hecho renunciar a casi diez personas que ella misma había designado, lo que ha provocado no poca indignación en las mismas filas del M5S y obviamente en otros partidos, que han aprovechado para lanzarle todo tipo de críticas a través de la prensa.

Los dos casos más escandalosos fueron los de Paola Muraro, asesora en materia de Ambiente nombrada por Raggi en junio por su larga experiencia como consultora de la empresa municipal Ama, que es la encargada de la recolección y reciclado de la basura. Recientemente salió a relucir que Muraro está siendo investigada judicialmente –por presunto abuso de poder y por presunta violación de las normas ambientales–, desde abril, es decir antes de ser nombrada por Raggi. La intendenta dijo primero que no lo sabía, lo mismo que varios dirigentes del M5S. Después reconocieron que lo sabían pero dijeron que no le habían dado importancia porque no habían recibido ninguna comunicación oficial. Muraro es sospechosa de haber favorecido algunas empresas, en detrimento de Ama, y también por unas consultorías por las que habría recibido una consistente cifra de dinero. Sus contactos con un mafioso de Roma ligado al grupo conocido como “mafia capital”, que explotaba sobre todo el negocio de los inmigrantes, le complica todavía más el panorama.

Varios asesores de la junta municipal, nombrados por Raggi, renunciaron a su cargo por diferencias con otros miembros de la junta o con el M5S. Entre otros la intendenta nombró como asesor del Balance, a cargo de controlar las cuentas del municipio, a Raffaele De Dominicis, ex procurador general de la Corte dei Conti –órgano constitucional que controla las cuentas del estado– de la región Lacio. Pero poco después resultó también que De Dominicis está siendo investigado en la Justicia por abuso de poder. El nombramiento duró 24 horas. La intendenta está buscando un sustituto. En cambio Muraro sigue en su lugar, sin que la alcaldesa tome ninguna medida.

Muchos se preguntan por qué el M5S, que dice luchar contra la corrupción, ha podido elegir personas que están siendo investigadas por la Justicia, es decir no completamente transparentes. Después de todos estos dimes y diretes, el “mini directorio”, un organismo creado por Raggi con miembros de su partido para que controlaran su accionar, fue disuelto y las relaciones de Raggi con Beppe Grillo y algunos miembros de la dirección del M5S no serían del todo fáciles, según comentarios de la prensa italiana. La última gota que colmó el vaso fue el no rotundo de Beppe Grillo a la candidatura de Roma para las Olimpíadas del 2024. Sobre eso la intendenta no se ha pronunciado, pero Grillo ha recibido las críticas más rotundas de los partidos políticos, especialmente del primer ministro Matteo Renzi.

Las preocupaciones por el caos administrativo en el que se encuentra Roma –que además de problemas de basura y de medios de transporte, tiene cientos de calles llenas de baches y de raíces de árboles que han roto el pavimento– han llegado incluso al Vaticano. En un año, la Santa Sede ha traído a la capital del cristianismo más de 15 millones de fieles que han querido conmemorar así el Año Santo o Jubileo de la Misericordia instituido por el papa Francisco, con todos los beneficios económicos que eso significa para la ciudad. “La situación en Roma no crea el ambiente de serenidad que permite trabajar a favor de la gente. Es esto lo que deben hacer los políticos: los administradores”, comentó el cardenal secretario de Estado vaticano –virtual primer ministro– Pietro Parolin.

Página/12 :: El mundo :: La alcaldesa de la Ciudad Eterna tambalea

01/09/2016

Porto Alegre diz não à linha sucessória defendida pela RBS: Eduardo CUnha/Temer, Sartori & Sebastião Mello

SegurançaSe Temer é CUnha, RBS é Rede Globo. São paralelas que sempre se encontram nos golpes.

De Brasília a Porto Alegre, a mão que balança a democracia tem digitais da Globo e da RBS. Está no DNA de ambas. A Rede Globo brotou em 1954, mas cresceu em 1964. A RBS nasceu das cincas da Última Hora, também em 1964.

A parceira entre ambas pode ser medida pelos seus representantes no Congresso: enquanto a Rede Globo conta com Aécio Neves e Eduardo CUnha, a RBS conta com Ana Amélia Lemos e Lasier Martins.

Ontem parece que Porto Alegre acordou.

Começou a perceber que não diferença entre o PMDB (Puro Merda, Droga e Bosta) de José Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá, Michel Temer e Eduardo CUnha não difere do PMDB dos gaúchos Eliseu Padilha, José Ivo Sartori e Sebastião Mello. Graças à RBS o RS foi entregue a um palhaço, também conhecido como Tiririca da Serra.

Se os porto-alegrenses não abrirem o olho, se depender da RBS, a capital será entregue à sua miniatura, Sebastião Mello.

Porto Alegre já se encontra entregue às traças, se depender da RBS será entregue às ratazanas.

Porto Alegre tem megaprotesto contra Temer no PMDB e na RBS

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“Hoje, mostramos ao PMDB que não vai ter arrego para golpistas e, para a Brigada Militar, que não temos medo. Nós não vamos sair das ruas”, disseram os organizadores da manifestação; protesto ocorreu diante da sede do PMDB e também da RBS, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul, que apoiou a deposição de Dilma; reportagem de Marco Weissheimer, no Sul 21

1 de Setembro de 2016 às 05:09 // Receba o 247 no Telegram

Por Marco Weissheimer, no Sul 21

A página do evento no Facebook já anunciava um ato de grandes dimensões. Em menos de 24 horas, cerca de seis mil pessoas confirmaram presença no ato contra o golpe que começou a se concentrar a partir das 18 horas, na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre. Alguns minutos depois do horário marcado para o início da concentração, os primeiros gritos de “Fora Temer!” começaram a ecoar no centro da capital gaúcha. Em poucos minutos, centenas de pessoas começaram a se reunir na Esquina Democrática. A chuva, que prejudicou o ato chamado para o dia anterior, cessou e o céu chegou a exibir alguns minutos de sol no final da tarde de quarta-feira em Porto Alegre. Os gritos de “Fora Temer” se alternaram com os “Golpistas, fascistas, não passarão” e “Dilma guerreira, mulher brasileira”. Mas o grito mais repetido, desde o início do ato, foi mesmo o “Fora Temer”.

A concentração inicial foi marcada pelo enterro da democracia. Um caixão coberto de velas foi velado por um grupo de manifestantes no centro de Porto Alegre. E o ambiente foi de velório mesmo. Dezenas de pessoas cercaram o caixão depositado na Esquina Democrática em um clima de silêncio e gravidade que durou alguns minutos. O clima para o ato foi esquentando com a chegada de vários grupos de coletivos e organizações que, desde o primeiro semestre vem participando das manifestações de rua em Porto Alegre: Levante Popular da Juventude, Juventude do PT, União da Juventude Socialista (UJS), coletivos Kizomba e Mudança, do PT, União Nacional de Estudantes (UNE), União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), entre outros grupos, deram a dinâmica da manifestação que, pouco depois das 19 horas, saiu em caminhada pela Borges de Medeiros, pegando a Salgado Filho e depois a João Pessoa, aos gritos de “Olê, olê, olê, fora Temer”.

O papel da Rede Globo e da RBS no processo de derrubada da presidenta Dilma Rousseff também foi lembrado pelos milhares e manifestantes que ocuparam praticamente toda a avenida João Pessoa, desde o viaduto na conjunção com a Salgado Filho até as proximidades da Venâncio Aires. O clima era de muita indignação com os acontecimentos dos últimos dias no Senado. “Temer, ladrão, teu lugar é na prisão” foi uma das palavras de ordem mais repetidas pelos manifestantes, um público predominantemente muito jovem, com uma faixa etária média em torno de 22 anos, e com muitos estudantes secundaristas que participaram do movimento de ocupação das escolas no primeiro semestre.

Na descida da João Pessoa, os manifestantes passaram por um efetivo numeroso do Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar, postado sob às arvores do Parque da Redenção, ao longo da avenida. Um pouco antes da Venâncio Aires, a manifestação fez uma parada em frente à sede do PMDB, onde o caixão velado na Esquina Democrática foi colocado no meio da rua e incendiado em forma de protesto contra a violação da democracia no país. Logo em seguida, alguns manifestantes passaram a tentar derrubar uma grade de acesso à sede do PMDB, denunciando o protagonismo do partido de Michel Temer, do governador José Ivo Sartori e do vice-prefeito Sebastiao Melo, no processo de derrubada de Dilma Rousseff. A grade foi finalmente derrubada e um container que estava na calçada foi lançado dentro da sede do PMDB aos gritos de “lixo, lixo”.

Neste momento, a Brigada Militar começou a disparar bombas de gás da Redenção em direção a João Pessoa, em frente à sede do PMDB, com o objetivo de dividir a coluna de manifestantes que, aquela altura, somava alguns milhares de pessoas. Conseguiu provisoriamente seu objetivo, fazendo com  que algumas centenas de manifestantes corressem para a Lima Silva, na Cidade Baixa. Mas, logo, em seguida, o grupo se reagrupou e seguiu em direção à avenida Ipiranga e de lá para a frente do prédio da RBS, onde ocorreu o confronto mais sério com a Brigada Militar. A uma quadra do prédio da Zero Hora, cerca de dez viaturas da polícia militar correram para a frente da RBS com as sirenes ligadas. Logo, um destacamento do pelotão de choque se posicionou em frente ao prédio. Um grupo de manifestantes começou a queimar pneus na avenida Ipiranga, do lado oposto ao do prédio de ZH. Os brigadianos começaram a lançar bombas de gás e balas de borracha que atingiram as costas de uma manifestantes que ficou cerca de 20 minutos deitado no piso da avenida Érico Veríssimo até se recuperar dos ferimentos e conseguir voltar a andar.

Após um período de muita correria e asfixia provocada pelas bombas de gás, a manifestação se reagrupou na Érico Veríssimo e seguiu em direção à Cidade Baixa. O restante do trajeto foi tranquilo e recebeu muitos apoios de moradores e frequentadores de bares da região. Na esquina da República com a José do Patrocínio, um letreiro luminoso com os dizeres “Fora Temer!” foi exibido na lateral de um prédio. Por volta das 21h30min, a manifestação chegou à Perimetral, ao lado do Largo Zumbi dos Plamares, onde ocorreu uma rápida reunião transmitida boca a boca para todos os participantes.

“Hoje, mostramos ao PMDB que não vai ter arrego para golpistas e, para a Brigada Militar, que não temos medo. Nós não vamos sair das ruas”, disseram os organizadores da manifestação que convidaram para uma assembleia popular que ocorrerá neste domingo, às 16 horas, na sede do Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS Sindicato). Essa assembleia definirá os próximos passos o movimento que promete intensificar as mobilizações de rua “contra o golpe e o governo ilegítimo de Michel Temer”. O escracho promovido em frente à sede do PMDB evidenciou que o resultado do processo de impeachment no Congresso Nacional provocou uma fratura na sociedade que, dificilmente, será resolvida pelas bombas de gás e balas de borracha da polícia militar.

Porto Alegre tem megaprotesto contra Temer no PMDB e na RBS | Brasil 24/7

19/05/2015

De solução mágica à tradição trágica

Filed under: Futebol,Grêmio,Porto Alegre — Gilmar Crestani @ 9:46 am
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gremionComo diria Marx, a história só repete como farsa. Para repetir a legenda da Toyota Cop, conhecida nos pampas como INTERcontinental com o Hamburgo velho, o Porto-Alegrense investiu no retorno das múmias.

Felipão, Koff e velhas ideias lesionadas não foi tudo.

No idioma porto-alegrense, para ser tri-legal, três treinadores: Felipão, Ivo Wortmann & Murtosa. Cantando Kleiton e Kledir, se vão pra segunda divisão, tchau! Ou a Branca de Neve…

Em outras circunstâncias seriam os três Mosqueteiros. Hoje, são os três mosquiteiros. Um Olímpico largado às moscas, jogam de favor no lixão do Humaitá. Para consumar um retorno completo ao passado só se tivessem reativado a “carreira” do Paulo Cesar Caju.

Ao contrário do que diz o blogueiro do Correio do Povo, não foram os últimos quinze dias que abalaram o Grêmio. Nem mesmo só os últimos quinze anos, mas tirando os espasmos, continua sendo o maior brinquedo da torcida o Inter.

Já estou ouvindo a musiquinha:

Eu vou eu vou
Para segunda divisão agora eu vou
Parara-tim-bum
Parara-tim-bum

Eu vou
Eu vou
Eu vou
Eu vou
Eu vou

Para segunda divisão
Agora eu vou

Parara-tim-bum
Parara-tim-bum

Os 15 dias que abalaram o Grêmio

Postado por Hiltor Mombach em 19 de maio de 2015Esportes

Os últimos dias tem sido difíceis para o torcedor gremista.
A cronologia da má fase casa justamente com um bom momento do eterno rival, o Inter, penta regional e nas quartas de final da Libertadores.
De quebra, mesmo jogando com um time reserva, o Inter está melhor colocado no Brasileiro.
3 de maio: O Inter conquista o pentacampeonato gaúcho. Em 18min já estava 2 a 0 contra o Grêmio, que ainda descontou, 2 a 1.
4 de maio: Dia de aguentar a tradicional flauta colorada.
6 de maio: Através de uma liminar, Kleber não tem mais vínculo com o Grêmio e está livre para assinar com outro clube. A decisão pode ser reformada. O atacante cobra R$ 30 milhões.
6 de maio: Divulgo no meu blogue o contrato de imagem entre Kleber e o Grêmio. Não bastou pagar quase R$ 600 mil/mês por cinco temporadas entre carteira e imagem. Precisou dar mais: participação de 30% dos negócios realizados para a KFK Consultoria e Marketing Esportivo LTDA.
8 de maio: Cristian Rodríguez pede rescisão de contrato. Ele chegou do Parma, da Itália, como o grande reforço do clube para o primeiro semestre. Quase sempre machucado, o jogador vestiu a camisa em apenas dois jogos no Campeonato Gaúcho, durante os quais ficou menos de 90 minutos em campo.
10 de maio: O Grêmio empata com a Ponte Preta em 3 a 3 na Arena na estreia do Campeonato Brasileiro. O time levou o gol de empate aos 49min finais.
11 de maio: Para abafar a crise o Grêmio busca o artilheiro do Campeonato Catarinense deste ano, o atacante Vitinho, que estava no Guarani de Palhoça. Reforço não entusiasma o torcedor. Com Vitinho são 36 contratações somadas as gestões Koff e Romildo, oito na atual gestão: Braian Rodríguez, Galhardo, Cristian Rodríguez, Erazo, Maicon, Douglas, Marcelo Oliveira e Vitinho.
11 de maio: Em entrevista à Rádio ADN, do Chile, o lateral-direito Matías Rodríguez afirma que “não pensaria muito” em caso de uma proposta da La U, e que estaria disposto até mesmo a reduzir o salário para retornar a Santiago.
13 de maio: Uma informação dá conta de que o Grêmio pode ficar sem jogar na Arena no Brasileiro. O Banco do Brasil teria pedido que toda a arrecadação do estádio fosse destinados ao pagamento da dívida da OAS, em recuperação judicial. A informação não se confirma, mas deixa a direção do clube muito preocupada.
16 de maio: O Grêmio leva 2 a 0 do Coritiba no Couto Pereira no segundo jogo pelo Brasileiro. O segundo gol é marcado contra por Erazo após uma trapalhada que envolveu também o lateral Matías Rodríguez. A trapalhada ganhou manchete até no exterior.
16 de maio: Frase do diretor de futebol do Grêmio, Cesar Pacheco: “Sabemos o que precisamos. Mas, se não temos como fazer, teremos que criar uma poção mágica”.
17 de maio: O presidente Romildo Bolzan Jr. nada anuncia, embora a pressão de vários movimentos políticos. Expectativa é de que as mudanças ocorram nesta terça-feira

Hiltor Mombach – Blogs – Correio do Povo | O portal de notícias dos gaúchos

26/04/2015

Sinal de limpeza: ratos fogem aterrorizados

Filed under: Carlos Lupi,José Fortunati,Lasier Martins,PDT,Porto Alegre,RBS,Sigla de Aluguel — Gilmar Crestani @ 10:02 am
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Foi simbólica a soltura de ratos no Congresso. Eles ficaram por lá e votaram a favor da terceirização. No RS, o PDT virou sigla de aluguel, alugado pela RBS. A parceria que entregava pontos essenciais do mercado imobiliário da Capital aos interesses da RBS era uma venda casada com a entrada do seu funcionário, Lasier Martins, no PDT. O PDT gaúcho fez campanha e votou com Aécio Neves. E só o Carlos Lupi não sabe disso porque se comporta como ratazana roendo o chocolate do Governo Federal. Pior do que fazem, é sair a público, depois de hibernarem em esgotos com este tipo de raciocínio.

Como pode se chamar de trabalhista um partido que vota a favor da precarização das relações do trabalho? O PDT consegue ser um bando ainda pior que o PMDB. Vem, achacam, e depois saem atirando. Ou não é achacar pedir um “naco de poder” maior? Querem mais poder para destruir mais rapidamente a agenda social.

O chororô de partido nanico é de fazer inveja ao Ronaldo Caiado. Ao primeiro sopro de aragem no porão do navio, os ratos entram em polvorosa. Depois de roerem o chocolate, ficam com síndrome de abstinência, se revoltam e saem a nado. Desde que Brizola se foi, o PDT nada. Nada na lama. Vivia pendurado nas tetas do Governo Federal. A menor oxigenação, entram em estertores.

Carlos Lupi é só o chefe das ratazanas. Gilmar Sossella, ex-presidente da Assembleia Legislativa do RS, explica o fenômeno ratazada do Carlos Lupi. É de Sossella que Lupi tirou a imagem de ratazana.

A administração de Porto Alegre, sob o comando do PDT, dá uma boa ideia do que fazem as ratazanas no poder.

Carlos Lupi: ‘o PT roubou demais e se esgotou’

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Presidente do PDT, Carlos Lupi, anuncia que o partido deixará, em breve, a base governista; "A gente não quer ser um rato, que foge do porão do navio quando entra a primeira água, mas também não queremos ser o comandante do Titanic, que ficou no barco até ele afundar", afirmou

26 de Abril de 2015 às 09:04

247 – Em entrevista à jornalista Isadora Peron, do jornal Estado de S. Paulo (leia aqui), o presidente nacional do PDT e ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi atacou duramente o PT.

"O PT exauriu-se, esgotou-se. Olha o caso da Petrobras. A gente não acha que o PT inventou a corrupção, mas roubaram demais. Exageraram. O projeto deles virou projeto de poder pelo poder", disse ele.

Lupi criticou ainda a relação do PT com os partidos da base aliada. "A conversa com o PT, com o meu amigo Lula e com a presidente Dilma, é qual o naco de poder que fica com cada um. Para mim, isso não basta. Eu não quero um pedaço de chocolate para brincar como criança que adoça a boca. Eu quero ser sócio da fábrica, eu quero ajudar a fazer o chocolate."

Por fim, anunciou o desembarque do governo Dilma. "A gente não quer ser um rato, que foge do porão do navio quando entra a primeira água, mas também não queremos ser o comandante do Titanic, que ficou no barco até ele afundar".

Carlos Lupi: ‘o PT roubou demais e se esgotou’ | Brasil 24/7

25/08/2014

Miséria de Porto Alegre faz Fortuna da RBS

IMG_20140820_170129a A parceria do Fortuna com a RBS na especulação imobiliária virou especulação jornalística. A única coisa que não se especula mais é  má qualidade da administração municipal. A Estrada Retiro da Ponta Grossa, que utilizo todos os dias, desde maio não recebe uma pá de terra para tapar os buracos. Passou o inverno sem que houvesse um mínimo de atenção.

A foto é da semana passada. Hoje, com a chuva, ficou ainda pior. Mas eu ando de carro, devagar, mas ando. E como ficam todos os que moram por aquelas bandas que não têm carro, e caminham por quase 1 km para pegar o ônibus que simboliza a relação da Prefeitura com a RBS: 171 Ponta Grossa.

Só a parceria de uma inutilidade pública, como este prefeito, com uma máfia imobiliária, que é a RBS, poderia resultar neste descalabro administrativo.

Mas pode ficar pior. Em gesto das relações amistosas entre a RBS e prefeitura, o PDT ganhou um bibelô para Senador. Lasier Martins faz nos comícios o que aprendeu nos corredores da RBS: Mentir! E como se a desgraça fosse pouca, a RBS desovou outro ovo para chocar no Palácio Piratini. Por enquanto é apenas Ameba. Imagine se virar Yeda! Aí, sim, Crusius credo!

Rombo na prefeitura pode chegar a R$ 300 milhões este ano

É comovente o esforço que a Zero Hora faz diariamente para preservar o prefeito José Fortunatti no noticiário sobre a administração municipal de Porto Alegre.

Nesta segunda-feira mesmo se pode ler, na coluna política do jornal, o título burocrático – “Contenção de gastos na prefeitura”. É um caso exemplar – a uma nota sobre as contas públicas da capital, que estão há dois anos no vermelho.

No ano passado, o balanço da prefeitura apresentou um buraco de quase 150 milhões de reais, equivalente a quase 10% da receita de impostos.

Já era o segundo ano consecutivo no negativo (em 2012, o déficit foi de 60 milhões de reais) e está a caminho do terceiro ano.

Segundo a mesma nota, o déficit mensal este ano está entre 25 e 30 milhões. O que significa que no final de 2014, o rombo pode superar os 300 milhões de reais.

As causas apontadas – despesas com a Copa do Mundo e redução da atividade econômica – não convencem, quer pelo valor dos investimentos com recursos próprios nas obras da copa, quer pelos dados do balanço do ano passado, quando a receita de impostos cresceu quase 4% acima da inflação.

Assim, sem esclarecer as causas nem dar a real dimensão do problema, o jornal destaca o esforço da prefeitura em “racionalizar as despesas” para voltar ao equilíbrio.

Será essa uma das contrapartidas pela permissão, acertada com o gabinete do prefeito, para que o jornal promova seus 50 anos com instalações temporárias nos principais parques da cidade?

Rombo na prefeitura pode chegar a R$ 300 milhões este ano | Jornal Já | Porto Alegre | Rio Grande do Sul

08/06/2013

A ditadura e seus cúmplices

Filed under: Porto Alegre,Tribunal de Justiça — Gilmar Crestani @ 11:58 am
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Estudantes encontram indícios de crime ocorrido na ditadura

Enviado por luisnassif, sab, 08/06/2013 – 09:51

Por Walter Decker

Do Uol

Estudantes tentam provar que militante ‘suicida’ foi assassinado durante a ditadura em Porto Alegre

Lucas Azevedo
Do UOL, em Porto Alegre

07/06/2013 06h00

Uma série de 13 fotografias pode revelar mais um crime ocorrido no período da ditadura militar brasileira (1964-1985). Imagens e documentos encontrados em 2011 no arquivo do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul por dois estagiários de história podem recontar o que os registros oficiais apontam como suicídio. Em 22 de abril de 1970, o motorista de táxi e militante de esquerda Ângelo Cardoso da Silva foi encontrado morto, aos 26 anos de idade, em uma cela do Presídio Central, em Porto Alegre.

O achado é dos alunos da Faculdade de História da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) David dos Santos e Graziane Righi. As fotos do corpo de Silva de joelhos, com um lençol envolto no pescoço e amarrado a uma janela basculante a 1,30 metro de altura, chamaram a atenção dos dois durante um trabalho de garimpo de documentos.

Guiados por uma lista de indenizados políticos, os jovens pesquisadores encontraram o processo de Silva. "Estava dentro de uma caixa com vários inquéritos de suicídio. Quando vimos as fotos, ficou evidente para nós que não parecia se tratar de suicídio", disse a estudante.

As fotos viraram objeto de pesquisa e artigo na universidade. Os autos de necropsia feitos na época foram entregues ao legista Helio Antonio de Castro, que, reavaliando os exames cadavéricos feitos em 1970, chegou à conclusão de que há sinais evidentes no corpo de Silva que extinguem a possibilidade de suicídio.

Entre eles estão a ausência de um nó de amarra no lençol que marcasse seu pescoço; a improvável cena de enforcamento, já que o preso estava a uma baixa altura com os joelhos dobrados; e a impossibilidade de uma esganadura realizada pelo próprio preso.

Segundo Castro, as evidências levam a crer que duas pessoas torceram o lençol no pesçoco de Silva, em uma espécie de garrote, o asfixiando. Outras questões presentes no inquérito que também levantam dúvidas são os depoimentos das duas testemunhas do caso, dois agentes penitenciários que encontraram o corpo do taxista. Seus depoimentos foram colhidos três anos depois do episódio.

Em março deste ano, os arquivos de Silva foram apresentados à CNV (Comissão Nacional da Verdade), que deve iniciar uma investigação própria. Para Graziane, a importância de levantar a verdade deste caso tem a ver com a dúvida que paira em outras dezenas de mortes classifidas como suicídio.

"É importante que haja uma retratação pública e que se investiguem os outros 44 casos de suicídio entre os mortos e desaparecidos políticos em todo o país durante a ditadura militar no Brasil", diz a estudante.

Quem foi

Ângelo Cardoso da Silva nasceu em 27 de outubro de 1943, na cidade gaúcha de Santo Antônio da Patrulha. Com 24 anos, iniciou os estudos e ingressou no movimento de luta armada M3G (referência a Marx, Mao, Marighella e Guevara).

Motorista de táxi, auxiliou na fuga em ao menos quatro ações de "expropriação bancária" no Rio Grande do Sul. As suspeitas sobre sua morte já haviam sido levantadas por outros ex-presos políticos, mas só agora as fotos do corpo vieram à tona.  Os pesquisadores encontraram apenas um irmão do taxista vivo, que autorizou a divulgação de seus documentos.    

Há na história dos chamados "anos de chumbo" ao menos outros quatro casos de supostos suicídios e que, com o passar dos anos, foram se revelando uma farsa. Os mais famosos e emblemáticos são o do jornalista Vladimir Herzog, em 1975, e o do operário Manoel Fiel Filho, em 1976, ambos no Doi-Codi (Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna), em São Paulo.

Estudantes encontram indícios de crime ocorrido na ditadura | Brasilianas.Org

26/02/2013

Porto Alegre, isso sim é demais!

Filed under: Porto Alegre,Violência — Gilmar Crestani @ 7:44 am
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Exatamente 25 anos depois do assassinato de ALEX THOMAS, a intolerância retorna às ruas de Porto Alegre. Aquela que já foi a capital do Fórum Social Mundial e que se prepara para a Copa de 2014 explode em duas direções: violência e especulação imobiliária. Onde a regra, como querem os liberais, é não ter nenhuma, então tudo parece permitido. Não admira que uma tragédia como a da boate Boate Kiss tenha ocorrido. E não adianta botar a culpa no poder público ou nos outros. Quem estaciona em local proibido ou em fila dupla em vias públicas diante de colégios não também é um infrator. E se faz isso em público, diante de outros, o que não faz quando pensa que ninguém está vendo?!

Morador de rua é agredido até a morte em Porto Alegre

Crime foi registrado por câmera da prefeitura

DE PORTO ALEGRE

Um morador de rua foi espancado até a morte no centro de Porto Alegre na madrugada de ontem. O crime foi registrado por câmeras de segurança da prefeitura.

As cenas mostram cinco pessoas, entre elas uma mulher, agredindo o homem com socos e pontapés. Com a vítima aparentemente desacordada, um dos agressores retira de uma obra uma placa de pedra usada em calçamentos e a golpeia na cabeça.

A polícia inicialmente identificou o morto como Wolney Ciro de Souza Salgueiro, 47, mas depois informou que iria aguardar o reconhecimento do corpo por um familiar para confirmar a identidade.

Segundo o delegado Filipe Bringhenti, o crime foi informado à polícia por um dos agressores, que disse ter sido assaltado pelo morador de rua.

Antônio Carlos Moraes, 50, foi preso em flagrante sob suspeita de homicídio. Ele disse à polícia que não foi o autor das lesões que causaram a morte.

Afirmou que, após levar uma paulada, gritou por ajuda e pessoas que ele não conhece correram atrás do morador de rua e passaram a espanca-lo.

Moraes tinha um corte na cabeça e chegou a ser atendido num hospital. A Folha não conseguiu identificar se ele tem advogado.

(FELIPE BÄCHTOLD)

Assista ao vídeo
folha.com/no1236403

01/12/2012

Fórum Social Mundial Palestina Livre tem início em Porto Alegre

Filed under: FSM,Israel,Oriente Médio,Palestina,Porto Alegre — Gilmar Crestani @ 9:13 am

Cerca de três mil pessoas participam de evento que promove a luta pela libertação nacional dos palestinos

O conflito contra Israel e a luta pela libertação nacional do povo palestino serão os principais temas de discussão durante os próximos três dias no FSM (Fórum Social Mundial) Palestina Livre, ou FSMPL, que tem início nesta quinta-feira (29/11) em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
Leia mais: Palestina tenta reconhecimento histórico 65 anos após primeira divisão da ONU na região
Cerca de três mil pessoas estão inscritas para participar do FSMPL. Ao todo, 36 países de quatro continentes estão representados. Ativistas, organizações, movimentos e intelectuais de dezenas de países estão inscritos para participar de conferências e atividades sobre diferentes temas relacionados à questão palestina.
Agência Efe (25/11)

Manifestantes pró-Palestina protestam contra recente ataque a Gaza. Marcha ocorreu em Madri, na Espanha, um dos países participantes do Fórum
Enquanto a maior parte da atenção mundial está focada nos esforços diplomáticos e na atividade das principais autoridades palestinas, este evento procura dar voz aos palestinos e árabes israelenses que convivem diariamente com a ocupação de Israel, aos refugiados que ainda lutam por seu direito de retorno e a movimentos internacionais que propõem críticas e formas de reivindicação. O Fórum pretende mostrar como essas diferentes pessoas lidam com uma política a qual consideram segregacionista e o que sugerem como solução.

Leia mais

As dezenas de mesas de discussão contemplam esse esforço abrangente, mas também se unem em torno de três princípios fundamentais: o fim da ocupação e colonização israelense em todas as terras árabes, além da derrubada do muro; a garantia à igualdade plena dos direitos fundamentais dos cidadãos árabe-palestinos de Israel; e a implementação, proteção e promoção dos direitos dos refugiados palestinos para que esses possam regressar às suas casas e propriedades como está estipulado na resolução 194 da ONU.
As divergências também estão colocadas na mesa do FSMPL. Enquanto alguns defendem a solução de dois estados, outros são favoráveis à constituição de um único estado laico e democrático para abranger os dois povos. Enquanto alguns comemoram a iniciativa do presidente palestino, Mahmoud Abbas, de pedir o reconhecimento da Palestina nas Nações Unidas, outros apresentam críticas à sua proposta. Para os organizadores,  o contraditório também contribuirá para construir o evento.

Opera Mundi – Fórum Social Mundial Palestina Livre tem início em Porto Alegre

03/11/2012

A RBS e a mãe da ignorância explícita

Filed under: Energúmenos,Golpismo,Grupos Mafiomidiáticos,Porto Alegre,RBS,Tatu-bola — Gilmar Crestani @ 11:42 am

Colonista, obra-prima do Santiago!

Para se ter uma ideia do tipo de raciocínio diuturnamente divulgado pela RBS, comecemos pelas palavras da editora de política do pasquim Zero Hora, Rosane de Oliveira, sobre o episódio do tatu-bola, e rotineiramente repetido no trato dos movimentos socias:

VANDALISMO EXPLÍCITO

ZERO HORA 06 de outubro de 2012 | N° 17214
PÁGINA 10 | ROSANE DE OLIVEIRA
Nada justifica a depredação de um bem público ou privado, como fizeram os jovens que entraram em confronto com a Brigada Militar na noite de quinta-feira e destruíram o boneco inflável do tatu-bola, símbolo da Copa do Mundo. Protestos são naturais numa democracia, e o grupo não se rebelava apenas contra a presença do boneco e da propaganda da Coca-Cola em uma área pública. Inaceitável é a defesa da destruição do símbolo, feita nas redes sociais, por ser contra a privatização do espaço público. Se cada um resolver destruir aquilo que não lhe agrada aos sentidos, estará instalado o caos.
Porto Alegre já teve um precedente do gênero, que foi a destruição do relógio dos 500 anos, em 1999. Os protagonistas daquele ato amadureceram, mas os herdeiros do seu radicalismo resolveram descontar no tatu-bola as diferenças que têm com a administração de José Fortunati por atos e omissões – do fechamento dos bares na Cidade Baixa às restrições a manifestações culturais no Largo Glênio Peres.

O texto foi retirado de um ventríloquo do atraso: aqui. Não é mero acaso que Pinochet é mais popular no RS que no Chile, nem que torturadores e assassinos da ditadura tenham escolhido o RS para viverem protegidos….

Notem que ela, ao melhor estilo Joaquim Barbosa, tão ao gosto dos golpistas de plantão, não usa o verbo na condicional, mas vai logo vomitando: “como fizeram os jovens que entraram em confronto com a Brigada Militar”. Bons tempos eram aqueles em que publicavam o que bem entendiam e não havia desmentido nem registro das boçalidades que divulgavam. Agora, a internet guarda para a posteridade com quantas patas se faz uma colonista da RBS.

O cerco ao pobre tatu: relatório aponta erros dos policiais

Publicado em novembro 2, 2012por mariomarcos

Lembram do pobre e desamparado tatu-bola, que teria siso atacado por uma turba de desocupados no Centro da cidade?

Pois bem, dia 5 de outubro, quando muita gente condenava os jovens que foram ao Largo Glênio Peres e que teriam destruído o tatu-bola (vejam aqui), divulguei um dos tantos vídeos sobre a confusão e pedi que os leitores examinassem as imagens com cuidado.

Chamei atenção para três pontos, entre vários outros:

O grupo de policiais chega rápido ao local, quando as grades ainda estão no lugar, e aparentemente toma conta da situação.

– Em certo momento, tudo parece desmoronar. Os brigadianos passam a usar o cassetete, os manifestantes correm, alguns derrubam as grades. A partir daí, vira uma confusão, com agressão a participantes, curiosos e jornalistas. Sobrou até para o dono da câmera.

– Vira uma correria pelas ruas do Centro.

Houve um intenso debate aqui mesmo e cheguei a reclamar do preconceito de alguns em relação aos manifestantes (maconheiros, bêbados, filhinhos de papai, entre outros).

Nos dias seguintes, a situação começou a mudar.

Em um primeiro momento, o próprio comandante do policiamento reconheceu que houve excessos (repressão em vez de prevenção), criticou os erros de seus comandados e anunciou que o grupo especial passaria por uma reciclagem para corrigir os equívocos cometidos.

Logo depois, para surpresa de muitos, a prefeitura anunciou que o boneco inflável representando o tatu-bola estava inteiro. Não havia sido destruído, apenas esvaziara – e por isso tinha sido recolhido para um depósito.

Ou seja: erros da polícia, seguidos de informação equivocada (a de que o tatu tinha sido destruído).

Agora, para completar aquela série de equívocos, de todos os lados, relatório da Ouvidoria de Segurança Pública do Estado, concluído quarta-feira, aponta que houve excessos dos brigadianos e dos guardas municipais.

Além de depoimentos, a comissão examinou ocorrências, fotografias, vídeos e boletins de atendimento médico para chegar à conclusão de que a primeira agressão partiu dos policiais, não dos manifestantes, como muita gente disse naqueles primeiros dias.

Um dos fatos que mais chamaram a atenção da comissão foi o número de mulheres agredidas e desrespeitadas pelos policiais. Outra surpresa foi uma surpreendente perseguição dos manifestantes pelas ruas do Centro, como se os policiais quisessem punir e castigar as pessoas só por estarem no local, de acordo com a ouvidora Patrícia Couto.

O relatório da ouvidoria não anula todos os inquéritos sobre a confusão.

– Pelas imagens, se vê que não foi o comportamento técnico adequado – reconheceu o coronel Alfeu de Freitas Moreira, do Comando de Policiamento. – O inquérito apira a atitude individual ou coletiva que não obedeceu a técnica.

Até o fim deste mês, todos os policiais envolvidos passarão pela reciclagem. A atuação dos guardas municipais será analisada e os culpados encaminhados para o Ministério Público.

Vocês sabem que costumo insistir muito aqui no blog sobre os erros dos julgamentos apressados. É um problema do Brasil: acusa-se, julga-se e se condena rapidamente, muitas vezes sem esperar pela análise dos fatos.

O episódio do tatu-bola e a série de equívocos confirmam isso mais uma vez.

Muitos terão de pedir desculpas aos manifestantes.

http://mariomarcos.wordpress.com/

15/10/2012

IncomPTente

Filed under: Porto Alegre,PT — Gilmar Crestani @ 6:40 am

Como disse antes das eleições, posso repetir agora. E faço, ao contrário do Jeferson Miola, dando nome aos bois. O pramatismo em nível nacional desencadeado por José Dirceu levou Lula ao poder. O que se aplica no âmbito nacional, não favore necessariamente o local e vice-versa. Se Lula captou muito bem a fragilidade da frente conservadora em São Paulo. Errou feio em Recife e Belo Horizonte. Mesmo que nestas três capitais tenham ganho aliados do Governo Federal, demonstrou que o povo se divorciou dos comandantes. Aconteceu em Recife o que havia acontecido em Porto Alegre. Quando o partido inviabiliza a reeleição do próprio correligionário, trocando-o por outro, sinaliza para a população que nem mesmo ele, o partido, acredita nos seus membros. Foi assim quando Tarso atropelou Olívio, como o foi agora em Recife. Estive em Recife quinze dias antes das eleições. E todos com quem falei disseram a mesma coisa, o PT trocou um prefeito bem avaliado por uma peça da máquina. Quando cheguei em Porto Alegre não vi bandeira, bótom ou adesivo em nenhum dos meus amigos, simpatizantes como eu ou filiados. Villa só não pior do que a Manuela, uma decepção em forma de alpinista. Se é para enfiar goela abaixo um musse de chuchu, com perfil e prática de centro para direita, porque não votar logo em quem já joga naquela posição? Olívio e Raul provaram que não precisavam ficar lambendo botas dos grupos mafiomidiáticos. A subserviências dos últimos candidatos do PT à RBS é notória e sabida. Como então condenar a aliança de Fortunati com a MAIOJAMA? Maria do Rosário foi vergonha alheia se debulhando em lágrimas no Congresso em louvor à RBS. Tarso solta sua verboragia de advogado em artigos, mas no Governo não toma nenhuma atitute que case com sua teoria de almanaque. Falta um culho do Olívio para peitar as várias máfias. Qualquer gaúcho medianamente informado sabe que Tarso só ganhou porque Yeda foi um desastre completo e acabado. E, do jeito que vai seu governo, terá de vender o que resta de sua alma se quiser se reeleger. E tomara que não consiga!

A derrota inclemente do PT em Porto Alegre

Por Jeferson Miola

“O pensamento racional claramente aconselhava os troianos a suspeitarem de um ardil quando acordaram verificando que todo o exército grego desaparecera, deixando apenas estranho e monstruoso prodígio à frente das muralhas da cidade. O procedimento racional deveria ter sido, ao menos, examinar o cavalo em busca de inimigos, tal como foram veementemente aconselhados por Cápis o Velho, Laocoonte e Cassandra. Essa alternativa esteve presente e bem viável, mas foi posta de lado em favor da autodestruição.” (Barbara Tuchman, em “A marcha da insensatez”)

Barbara Tuchman, em seu memorável livro “A marcha da insensatez”, desvenda a tendência paradoxal que possuem autoridades, políticos e instituições de produzirem políticas contraproducentes que, ao fim, contrariam seus próprios interesses.

Como parte do exaustivo apanhado histórico que realiza, a autora estadunidense examina desde a Guerra de Tróia, passando pelos papados da Igreja Católica na Idade Média, até os anos 1970, em que analisa as armadilhas que os EUA produziram contra si mesmo com a estratégia de guerrar no Vietnã.

Em suas brilhantes análises, a autora demonstra como decisões desatinadas e carentes de racionalidade em algumas realidades produziram destruição e tragédias. Diz ela, com uma crítica lancinante: “sendo óbvio que a perseguição de desvantagem após desvantagem é algo irracional, concluímos, em conseqüência, que o repúdio da razão é a primeira característica da insensatez. As sucessivas medidas adotadas com respeito tanto às colônias americanas como quanto ao Vietnã eram tão nitidamente baseadas em atitudes preconceituosas e tão perfeitamente contrárias ao senso comum, às inferências racionais e aos conselhos judiciosos, que, como insensatez, falam por si mesmas”.

As escolhas do PT para as eleições municipais de Porto Alegre merecem ser vistas sob o prisma de uma verdadeira “marcha da insensatez”. O PT em Porto Alegre não sofreu uma derrota qualquer; foi uma derrota inclemente. E não foi uma derrota de um PT qualquer, mas a derrota de um PT que acumulou a experiência de governar a cidade por 16 anos e que construiu importantes referências para o país e para o mundo de resistências e de construção de alternativas democráticas ao neoliberalismo.

O desempenho em Porto Alegre não guarda absolutamente qualquer coerência com o padrão de desempenho do Partido no Rio Grande do Sul e no Brasil. Tanto no estado como no país, foi a sigla mais votada, a que mais ampliou o número de prefeituras conquistadas e a que teve o maior incremento do número de vereadores eleitos.

Desde sua fundação, em 1980, o PT participou com candidatura própria de todas as eleições municipais em Porto Alegre [1]. Em 2012, o PT alcançou o pior desempenho em toda essa história eleitoral na cidade. Até mesmo pior que da primeira vez que disputou o pleito, em 1985 – há 27 anos, nos primórdios da construção partidária. O candidato do PT no recente pleito fez apenas 9,64%, o que significam 103.039 votos a menos que na eleição anterior e 194.442 votos a menos que o desempenho histórico médio do PT. [Tabela I]

O PT também teve o pior desempenho para a Câmara de Vereadores de PoA, elegendo a menor bancada desde 1988 [2], reduzindo-a de 7 para 5 vereadores. E igualmente viu diminuir 27.418 votos da legenda e 17.338 votos nominais de candidatos a vereador em comparação com a eleição passada. [Tabela II]

Das oito eleições a prefeito municipal em Porto Alegre nos últimos 24 anos [3], é a primeira vez que o PT fica excluído do segundo turno, e a única vez em que o candidato a prefeito do PT faz menos votos que os do Partido para a Câmara de Vereadores. É uma evidência de que menos eleitores dos vereadores votaram no candidato a prefeito. Por isso, não seria razoável validar a visão de que “ ‘quando se ganha, é mérito do Indivíduo; e quando se perde, a responsabilidade é do Partido’ ”.

Em 2012, das 133 cidades do Brasil com mais de 200 mil habitantes, o PT disputou eleições com candidatos próprios em 87 delas. Nessas 87 localidades, apenas 8 candidaturas tiveram desempenho inferior a 10%, e a de PoA foi uma delas. Com o percentual de 9,64, somente conseguiu ficar à frente das candidaturas do PT em Campina Grande, PB [1,17%], Vila Velha, ES [2,33%], Barueri, SP [2,36%], Imperatriz, MA [2,83%], Campo Grande, MS [4,87%], Ananindeua, PA [5,24%] e Guarujá, SP [5,35%]. [ver tabela ao final deste artigo]

Com tais resultados, o PT de Porto Alegre foi o principal desvio do padrão nacional e estadual, mesmo no contexto de um ambiente eleitoral submetido a influências relativamente idênticas em todo o país. Não há um só fenômeno local que pudesse ser relacionado com esta situação. A conjuntura eleitoral foi influenciada por uma pluralidade de fatores, tanto intrínsecos quanto exteriores à candidatura do PT. Com pesos e ênfases diferenciados, acabaram por determinar o resultado final.

A exploração teledramatúrgica do chamado “mensalão”, por exemplo, ocorreu de norte a sul do Brasil, de modo que as consequências eleitorais dessa questão, assim como de outras questões espinhosas para o PT, teriam sido relativamente similares em todo o país. Até se poderia presumir que em São Paulo o efeito possa ter sido mais drástico, mas, mesmo assim, a candidatura do PT, que iniciou o processo eleitoral com menos de 3%, disputará o segundo turno com reais condições de vitória.

Por outro lado, não existem indicadores de que o PT em PoA tenha deixado de ser preferido por uma considerável parcela da população [entre 22% e 25% do eleitorado]. Isso significa que 1 a cada 4 eleitores preferem o PT, mas somente 1 entre 10 eleitores votaram no candidato do Partido. Isso significa que o candidato do PT foi rejeitado.

O que sim se constata como fenômeno importante no campo da esquerda é o crescimento do PSOL [4]. Apesar da prática sectária e do “lacerdismo moralista”, parece se beneficiar da convergência da política ao centro, atraindo eleitores petistas [e de outras siglas] com discursos e propostas de esquerda. Esse parece ser um fenômeno nacional, que é replicado no RS.

Neste cenário, cabe perguntar: que outros fatores explicam a retumbante derrota do PT em Porto Alegre? Seria improdutivo e arrogante menosprezar, neste sentido, os erros cometidos pelo próprio PT no município.

A inclemente derrota do PT em PoA é o ponto culminante de uma trajetória descendente que se iniciou em 2000, quando houve uma primeira fratura interna. Nas eleições de 2008 e 2012 o PT sofreu uma erosão eleitoral na cidade. Assim como nas eleições de 2008, em 2012 o desempenho partidário ficou muito abaixo da média histórica do período 1985/2008 em todos os quesitos.

De outra parte, a derrota deste ano condensa vários elementos da crise em que se encontra o PT de PoA. É uma crise que vem de longa data, determinada pela diminuição da capacidade dirigente e militante; pela perda de inserção nos movimentos sociais e comunitários e, não menos importante, pela debilidade organizativa e de direção. Se assiste à perda de organicidade e o comprometimento da capacidade de intervenção e de iniciativa na realidade política e no debate público na cidade.

Também contribui para a diminuição da influência partidária o crescimento da hegemonia dos partidos tradicionais, que se mimetizaram programaticamente. Com oportunismo, distorcem a realidade e proclamam a continuidade das políticas gestadas pelo PT. Aplicam o conhecido truque eleitoral de “manter o que é bom e mudar o que está mal”.

Todos estes fatores pesaram na determinação da derrota, é verdade. Adicionalmente, entretanto, deve-se reconhecer que a lógica partidária de instrumentalização da política com o “repúdio da razão” está na raiz desta crise. Recordemos Barbara Tuchman: “Nas operações governamentais, a impotência da razão é algo muito grave, porque afeta tudo aquilo que se encontra ao alcance — cidadãos, sociedade, civilização. Era problema que preocupava profundamente aos gregos, iniciadores do pensamento ocidental. Eurípedes, em suas últimas obras, concorda em que o mistério do erro moral e da insensatez não pode ser atribuído a causas externas, à peçonha de Ate — como se fosse uma aranha — ou a qualquer intervenção dos deuses. Homens e mulheres têm que aceitar esse ônus como parte da condição humana”.

O PT parece não ter aprendido com os fracassos de eleições anteriores, quando a luta interna por poder e por destruição dos adversários internos – em claro “repúdio da razão” – foi desenvolvida cegamente, acima da realidade e desprezando a perspectiva estratégica. As experiências das prévias partidárias para a escolha de candidaturas sempre foram traumáticas, porque baseadas na confrontação pura e simples entre campos internos, em alianças artificiais, em meras disputas por poder.

O processo para a definição da candidatura do PT em 2012 repetiu os equívocos do passado. Baseou-se no critério de maiorias artificiais, com maquinações e arranjos feitos da noite para o dia e sem bases programáticas. Este método não leva em conta que a sociedade, especialmente os setores simpáticos ao PT, presta muita atenção nas escolhas que o Partido faz. E que, com sabedoria, apresenta a fatura amarga ante escolhas equivocadas.

No “reino das maiorias” não entra a razão e a análise diligente da realidade. Prevalece o hegemonismo apoiado no cálculo para o controle da máquina partidária ou governamental, quando conquistada. Repetindo novamente Barbara Tuchman: “Voltamos a Burke: ‘Não é raro que a magnanimidade em política se torna a verdadeira sabedoria; um grande império e mentalidades tacanhas não se combinam bem’. O problema está em se reconhecer quando a persistência no erro se torna autodestruidora”.

As escolhas em Porto Alegre, que finalmente se demonstraram equivocadas, apresentaram um Partido confuso, sem política, sem programa, sem força de convocação militante e social. A lógica das correntes e a visão particularista prevaleceram sobre o conjunto partidário. O quadro eleitoral evidenciava que seria uma eleição difícil e, portanto, que exigiria da candidatura do PT muito conhecimento público, densidade eleitoral e uma capacidade de explicar com facilidade de compreensão algo que era complexo: a confrontação de três candidaturas do campo democrático-popular.

Nesta condição, como singularizar a candidatura do PT, como apresentar as diferenças e disputar a consciência do povo? Ao contrário da diferenciação, ficou evidenciada a pasteurização. Com a “semelhança” dos campos pró-Dilma e pró-Tarso, não se soube explorar eficientemente a vinculação preferencial do PT com os governos estadual e nacional. Esse fenômeno explica porque os votos da Manuela migraram para o Fortunati [e não para o Villa], mas não foram para a oposição conservadora aos governos Tarso e Dilma.

Não seria correto atribuir o fracasso à tática eleitoral. A decisão sobre a candidatura própria foi unânime no PT; todas as correntes e lideranças partidárias defenderam esta posição. Candidatura própria não significa, em si mesmo, garantia de vitória. Em toda a história do PT de PoA, o Partido sempre se apresentou com candidatura própria. E neste período o Partido sofreu várias derrotas – todas elas, todavia, eleitorais. A derrota de 2012, contudo, foi uma hecatombe política, uma derrota política humilhante.

A pregação de que o PT deveria ter abdicado da candidatura própria para ser vice de um dos dois candidatos não tem consistência. Por um lado, porque a candidatura do prefeito eleito articulou o campo conservador e dos setores anti-petistas, inviabilizando uma aliança com o PT. A candidatura do PCdoB, por outro lado, comprovou que não “havia chegado a hora” da novidade sustentada em forte marketing eleitoral.

A aplicação da tática eleitoral – ou seja, a candidatura, a estratégia e a política definidas pela maioria partidária – além de se basear em métodos esgotados, revelou-se inadequada às necessidades de um duro enfrentamento eleitoral. A eleição comprovou que se o PT tivesse uma candidatura mais conhecida e identificada com o legado dos governos do Partido na cidade, os resultados teriam sido totalmente diferentes.

Seria muita ingenuidade crer que qualquer que fosse a candidatura do PT o resultado seria o mesmo. Em 2002, por exemplo, para a definição do candidato o PT que disputaria a Presidência da República, o Partido foi constrangido a realizar uma incompreensível prévia entre Suplicy e Lula. Alguém duvida que, se o candidato não fosse Lula, o resultado teria sido outro?

Diante dessa derrota inclemente, o PT não pode, outra vez, encontrar um refúgio confortável no silêncio e na negação do fracasso. Novamente vale se socorrer de Tuchman: “A paralisação mental ou estagnação — manutenção intacta pelos governantes e estrategistas políticos das idéias com que começaram — é terreno fértil para a insensatez. Montezuma se constitui em exemplo fatal e trágico”.

Ou o PT aprende com os erros, ou as derrotas continuarão sendo o destino e a fonte da autodestruição. Como também adverte Barbara, “a política fundada em erros multiplica-se, jamais regride”.

O PT em PoA enfrenta uma realidade crítica. Não menos complexa que outros momentos da história de construção partidária. Com a grandeza das suas conquistas, com sua rica história, com sua honrosa tradição e com a dedicação de seus militantes, saberá superar esta situação. O PT é muito maior que os erros, por mais comprometedores que possam ser.

NOTAS
[1] Durante a ditadura militar, ficou proibido até o ano de 1985 a realização de eleições nas capitais, áreas de bases militares, de barragens de usinas elétricas e regiões de fronteira, consideradas áreas de segurança nacional presumivelmente passíveis de “ataques terroristas”. Os prefeitos municipais dessas cidades eram então indicados pelos militares normalmente dentre políticos da ARENA – cuja sigla sucedânea, depois de várias mudanças, é o atual PP. Em 1985 foi realizada a primeira eleição direta em Porto Alegre depois da ditadura.

[2] A primeira participação do PT em eleições para a Câmara de Vereadores foi em 1982, dois anos após sua fundação. Naquele ano, pelas razões assinaladas na nota anterior, somente se realizavam eleições proporcionais nas áreas de segurança nacional. Em 1982, o PT elegeu um vereador para a Câmara de PoA.

[3] Além de 1985, foram realizadas eleições para prefeito municipal de PoA em 1988, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008 e 2012. A partir de 1996, as eleições nas capitais e cidades com mais de 200 mil eleitores passaram a ter dois turnos eleitorais nos casos em que o candidato vencedor não atinja 50% + 1 dos votos válidos.

[4] O PSOL manteve os dois vereadores eleitos em 2008 e teve o vereador mais votado desta eleição.

rsurgente

13/10/2012

Porto Alegre acoca!

Filed under: Coca-Cola,José Fortunati,Porto Alegre,Privatidoações — Gilmar Crestani @ 9:23 am

 

É isso aí!

Blog do Kayser

08/10/2012

Arrivismo pueril

Filed under: Eleições,Manuela D’Ávila,Porto Alegre — Gilmar Crestani @ 8:20 am

Depois da a$$ociação com César Busatto, Manuela deu um passo avante. Nada aprendeu com a história. Nas próximas eleições sabermos se terá aprendido a lição. Teve estrutura humilde, é verdade, mas a arrogância foi superlativa. Senão, como justificar uma rejeição tão grande. Algo que só candidatos veterenos conseguem depois de muitos tropeços?!

Duas palavras que não constam do vocabulária da deslumbrada comunista, paciência e conteúdo. Com um discurso vazio e um pragmatismo político exacerbado, nada poderia ter sido melhor encaminhado para seputaltar a infantilização da política. E fica evidente pela dificuldade que os imaturos têm em assumir próprias incapacidades. Tem razão a Manuela, o inferno são os outros, que nada sabem de genuflexório.

Manuela divide peso da derrota com PT: “Crônica de uma morte anunciada”

Igor Natusch

A derrota em primeiro turno para José Fortunati (PDT) feriu Manuela D’Ávila (PCdoB) e seus correligionários – mas a candidata comunista deixou claro, em entrevista coletiva concedida neste domingo (7), após a confirmação do resultado, que não está disposta a carregar sozinha o peso deste revés. Ainda que sem adotar uma postura confrontadora, Manuela reforçou algo que havia dito quando do fracasso da aliança com o PT: a fragmentação do campo de esquerda era e havia sido “um erro crasso” na capital gaúcha.

“(A eleição foi) a crônica de uma morte anunciada”, acentuou a comunista, frisando que a derrota da oposição precisa motivar “muitas reflexões” entre os antigos aliados da Frente Popular. “É preciso aprender com a história. Em 2008, fomos divididos como oposição e fomos derrotados. Em 2010, unidos, vencemos em primeiro turno. Juntos, defendemos um projeto de país. Elegemos Lula duas vezes, elegemos Dilma, e nessas vitórias sempre estivemos unidos”, acrescentou.

Além de criticar a separação entre os antigos aliados, Manuela aproveitou para cutucar, ainda que de forma velada, a dificuldade de renovação que estaria sendo vivenciada pelo PT no Rio Grande do Sul. “Temos que ser mais ousados, transformadores. Não podemos ficar presos às mesmas lideranças. Precisamos ter mais força, e isso só pode ser construído a partir de mais vitórias”.

Manuela preferiu não entrar em uma análise mais específica da vitória de José Fortunati, dizendo repetidas vezes que o núcleo de sua campanha faria a análise “com calma”, a partir desta semana. Mas fez eco, ainda que de forma polida, à avaliação que se podia ouvir nos corredores do comitê: o poderio econômico da campanha de José Fortunati teria sido decisivo na reta final. “Minha estrutura é muito humilde, comparada com a de meus adversários. Ainda mais se lembramos que a campanha eleitoral brasileira é a segunda mais cara do mundo”, disse.

Manuela concede coletiva após eleição em Porto Alegre - 07 de outubro de 2012

Clima no comitê de Manuela era de muita tristeza antes da chegada das primeiras lideranças da coligação | Foto: Michel Cortez / Especial Sul21

“Vamos ficar firmes”, disse Jussara Cony

Foi perceptível o esforço das lideranças de campanha em reverter o sentimento inicial da militância, transformando a derrota nas urnas em um momento de união. Antes da chegada dos primeiros líderes políticos, o clima era quase de desolação – acentuado pela pesquisa boca-de-urna, que confirmava a vitória em primeiro turno de Fortunati. “Para nós, é só uma pesquisa. Vamos aguardar”, disse um dos assessores, tentando sorrir, em meio aos poucos militantes presentes naquele momento, alguns segurando-se para não chorar.

“A rua é nossa, com ou sem dinheiro a gente tá na rua”, disse um militante molhado de chuva, tentando encorajar os apoiadores de Manuela que chegavam aos poucos. Outro, que chorava copiosamente, era consolado por uma colega. “Tu trabalhou tudo que pôde, não fica assim”, dizia, ela também com os olhos cheios de lágrimas.

Manuela concede coletiva após eleição em Porto Alegre - 07 de outubro de 2012

Apesar do clima de tristeza, chegada de Manuela teve muitos aplausos e cantoria | Foto: Michel Cortez / Especial Sul21

A primeira personalidade a chegar foi Jussara Cony (PCdoB), eleita como vereadora. E seu discurso enérgico foi simbólico com relação ao que viria a seguir. “Vamos ficar firmes, esperar a nossa Manu”, disse, em meio a aplausos. “Temos que aplaudir é ela (Manuela). Não é fácil enfrentar a máquina. Todo mundo tem que ficar de cabeça erguida, na firmeza revolucionária”, insistiu, quase aos gritos, tentando energizar a militância. Só permitiu-se alguma fragilidade mais tarde, quando Manuela já era a estrela principal, aproveitando a mudança de foco para enxugar as lágrimas de forma discreta.

O esforço, repetido por outras personalidades presentes, surtiu razoável efeito. Quando Manuela chegou ao comitê, por volta das 19h, foi recebida por um grupo de apoiadores que, embora tomados de tristeza, aplaudiram e cantaram o jingle da campanha. Manuela D’Ávila chegou aparentando estar conformada com a derrota – sorria de modo discreto, mas abraçou militantes e agradeceu repetidamente os aplausos no caminho até a sala onde ocorreria a entrevista coletiva.

Fortunati é “homem que lutou por esse cargo”, diz Manuela

Manuela D’Ávila começou sua manifestação agradecendo ao vice, Nelcir Tessaro (PSD), a apoiadores de primeira hora como Beto Albuquerque (PSB) e à militância. Como de praxe, cumprimentou José Fortunati pela vitória, garantindo ter ligado ao prefeito eleito, e agradeceu à “generosidade” do povo gaúcho. “É muito louco e bonito representar a esperança da população, não só os meus sonhos, mas o sonho dos outros também”.

Manuela concede coletiva após eleição em Porto Alegre - 07 de outubro de 2012

"Não sou da turma que acha que acertam só quando me brindam com meio milhão de votos. Povo escolheu candidato que julgou ser o melhor" | Foto: Michel Cortez / Especial Sul21

“O povo escolheu quem julgou ser o melhor candidato e tem todo o meu respeito à sua decisão. Não sou da turma que acha que acertam só quando me brindam com meio milhão de votos”, disse a comunista. “Desejo ao prefeito muito mais do que felicidade. É um homem que lutou por esse cargo, que construiu uma trajetória nesse sentido. Ele e Sebastião Melo podem contar com minha atuação no Congresso, como sempre contaram”, acrescentou.

A candidata aproveitou para ressaltar as vitórias do partido na cidade, comemorando a eleição dos vereadores Jussara Cony e João Derly. “Fico muito feliz que elegemos um homem jovem (João Derly) e uma veterana mulher (Cony). Meio a meio, como defendemos que a sociedade seja”. E descartou eventuais planos políticos para o futuro próximo. “Essa é a primeira eleição que encerro sem plano para depois. Encerrei uma etapa”, admitiu. “Não vou avaliar a eleição em 140 caracteres. Eleição não é receita de bolo. Vou esperar a eleição esfriar e analisar tudo com a calma que o momento exige. Minha única certeza é de que regresso a Brasília (como deputada federal) com o mesmo fôlego e disposição de lutar”.

Sul 21 » Manuela divide peso da derrota com PT: “Crônica de uma morte anunciada”

Os caciques e seus tacapes brochantes

Filed under: Eleições,Porto Alegre,PT — Gilmar Crestani @ 8:02 am

Os cacique do PT impuserem um candidato usando o peso do tacape. Foi assim também quando rejeitaram Olívio Dutra para enfiar guela abaixo Tarso Genro. Tarso está feliz, continua sendo o candidato vendo exclusivamente a própria sombra. Quando se olha para a mesa, vê-se uma varidade de musse de chuchu. Só as decepções se fizeram presentes: de Maria do Rosário chorando na homenagem à RBS a Henrique Fontana liderando a Reforma da Previdência no Congresso, ninguém vesteria melhor o figurino de animadores de velório. E depois não sabem porque não houve militância. Com figuras tão brochantes, não há bandeira que permaneça ereta.

PT fica pela primeira vez fora de um segundo turno em Porto Alegre

Villaverde não concede coletiva de imprensa e avaliação do PT será feita só no dia 16./Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

Rachel Duarte

Aos microfones, o discurso dos dirigentes do PT em Porto Alegre foi de que “o partido fará um balanço do processo eleitoral, com calma, nos próximos dias”. Porém, quando perseguidos por jornalistas, as avaliações acabaram revelando diferenças internas nas explicações para a terceira derrota petista na eleição de Porto Alegre. A influência do projeto político nacional, a dissidência de militantes e simpatizantes e o mérito do adversário com a máquina pública foram as possíveis explicações.

O candidato Adão Villaverde chegou pouco antes das 19 horas no diretório municipal do PT, local escolhido para as primeiras palavras sobre o pleito após a apuração. Acompanhado das principais lideranças da campanha, entre elas as ministras Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Tereza Campello (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), Villa foi o único a usar o microfone e abreviou sua fala. Em primeiro lugar, ele parabenizou a eleição de José Fortunati (PDT) e a vontade do eleitor de Porto Alegre. “Reconhecemos a vitória desta candidatura, apesar de termos apresentado ideias diferentes. Mas os eleitores entenderam que o projeto dele era o melhor para a cidade. Então, meu reconhecimento ao prefeito Fortunati”, falou.

Os agradecimentos ao seu vice Coronel Arlindo Bonete (PR), às lideranças e apoiadores da campanha, bem como aos partidos aliados (PR-PV-PTC-PPL-PRTB-PTdoB), foram realizados. Villaverde fez questão de frisar que o seu projeto de governo era o reflexo das convicções do Partido dos Trabalhadores e que sua candidatura foi uma escolha de unidade. “A minha candidatura foi uma escolha do PT e dos partidos que quiseram coligar-se conosco. Apresentamos uma campanha com capacidade crítica e projetos que refletiram no percentual que fizemos nesta eleição”, disse.

Villa chegou acompanhado das ministras Maria do Rosário e Tereza Campello./Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

Apesar do tom de afirmação de Villaverde sobre a ideologia petista estar preservada nas ideias e propostas apresentadas durante o processo eleitoral, o clima de derrota ficou explícito no diretório ao final da apuração. O movimento de militantes foi menor do que o normal até em dias de semana fora da eleição. Nos corredores, as conversas eram sobre a frustração de não ver mais militantes nas esquinas de Porto Alegre, carregando voluntariamente suas bandeiras, uma tradição da capital gaúcha. “Como querem ganhar eleição sem militância?”, indagou um militante para outro na porta do diretório. Um terceiro relatava que só se via militante de José Fortunati nesta eleição.

Os poucos ocupantes do diretório a partir das 17 horas eram jornalistas designados a acompanhar a avaliação do PT sobre a eleição, o que foi postergado para o dia 16 de outubro, em reunião da executiva do partido. O presidente do PT em Porto Alegre, Adeli Sell, uma das duas cadeiras perdidas pelo PT no legislativo nesta eleição, evitou comentários sobre o resultado da eleição. Por outro lado, a vereadora reeleita Sofia Cavedon falou que “não houve debate ideológico na eleição, o que acabou favorecendo o ex-petista José Fortunati. “A Manuela também representa um campo de esquerda, mas a imagem do Fortunati como ex-petista pegou. Ele tinha uma gestão de apenas dois anos, o que o deixou isento de avaliações sobre a gestão e recebeu o voto de confiança para ter continuidade”, disse.

Chapa majoritária refletiu na redução da bancada do PT

Segundo ela, a tendência de derrota revelada nas pesquisas eleitorais durante o pleito também refletiu na redução das cadeiras do PT na Câmara de Vereadores de Porto Alegre. “Era esperada esta redução, porque os votos nos vereadores acompanham o voto da majoritária. Por outro lado, a renovação de algumas cadeiras foi boa. O bom seria se tivéssemos agregado mais e não perdido cadeira para colocar outros”, avaliou, confirmando que o momento é de dificuldades para o PT no município.

Maria do Rosário disse que parte da base do PT votou em José Fortunati./Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

Adão Villaverde foi orientado a não conceder entrevista coletiva e saiu do diretório ao telefone, dificultando a abordagem da imprensa. “Tira o Villa daqui”, disse Tereza Campelo chamando o assessor de imprensa do candidato. Mas, ao ser abordado por jornalistas já na frente do diretório disse que “a luta continua”. “Eu não vivo de um processo eleitoral específico. Me dediquei a vida inteira por um projeto político e pela luta social. A luta continua para nós”, salientou.

Villaverde recebeu 76.548 votos (9,64%), número abaixo do apontado nas últimas pesquisas eleitorais e quase metade da média histórica de votação do PT em Porto Alegre. Não chegou a ser a menor votação da história petista na capital gaúcha, mas foi a primeira vez que o partido não vai para um segundo turno. Porém, o deputado federal Paulo Ferreira, um dos coordenadores da campanha de Villaverde, a escolha interna do PT que havia apresentado o nome do ex-prefeito Raul Pont não foi o fator que influenciou a eleição. “Este assunto é superado. O PT escolheu seu candidato. O que aconteceu é que, tradicionalmente uma parcela da população que votava no PT não votou nesta eleição. Isso é que vamos analisar para saber o por quê”, disse.

Para deputado Paulo Ferreira eleitor não viu a diferença nas três candidaturas aliada de Dilma./Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

Segundo ele, não houve dissidência de votos do próprio PT para os demais candidatos Manuela D`Ávila (PCdoB) e José Fortunati (PDT), que também representam o projeto político nacional. “O PT não votou com Fortunati. Parte do eleitorado que tradicionalmente votava no PT não votou no PT. Isto não significa que em 2014 não votará no PT. Porque em 2010 elegeram Tarso em primeiro turno. Eleições são conjunturais. Desta vez, votaram assim”, disse.

Voto de minerva na eleição interna do PT para escolha de Villaverde como candidato em Porto Alegre, a ministra Maria do Rosário afirmou que “não houve divisão interna no PT, mas que parte da base petista votou no Fortunati”. Segundo ela, isso não foi desmerecer a candidatura do próprio PT, mas mérito da candidatura do ex-petista Fortunati. “Temos que reconhecer o desejo da população. E, do ponto de vista nacional, o prefeito José Fortunati também está na base de apoio da presidenta Dilma. Era uma disputa com três candidaturas de apoio ao projeto nacional e o bom momento do governo federal tende a dar estabilidade política às candidaturas que já estão no poder. Vamos estar ao lado do prefeito no que ele precisar.”, afirmou.

Dilma foi a vitoriosa da eleição de Porto Alegre

Rosário disse que a vitoriosa desta eleição em Porto Alegre foi a presidenta Dilma Rousseff. “Em várias cidades somos vitoriosos ou estamos em segundo turno com partidos da base de apoio de Dilma. Vamos comemorar todos os resultados desta eleição. O resultado de Porto Alegre não será visto como derrota. A presidenta Dilma agiu como estadista aqui diante das três candidaturas da sua base governista”, disse.

O PT é um partido de diálogo em todo Brasil. Esta ideia de que não somos do diálogo é um ataque de alguns setores de Porto Alegre que se constituiu. Tivemos um excelente candidatura, homem de ideias e com conteúdo, mas a decisão é do povo. Respeitamos, porque o PT sabe a luta que tem que fazer para ocupar os espaços de poder.

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