Ficha Corrida

03/01/2015

Até Cuba solta, mas Sininho continua presa

SininhoNão sou partidário da Sininho, mas há uma diferença de tratamento puramente ideológica! A Veja deu capa a ela e a chamou de “fada da baderna”.

Por que a Folha não se escandaliza com a prisão da integrante do Black-bloc que continua presa?! Seria por que as prisões brasileiras são melhores que as cubanas? Por que não há o mesmo enfoque para as arbitrariedades policiais brasileiras? Seria devido ao passado da Folha que não só financiou a OBAN como também emprestou suas peruas para transportarem os presos clandestinos para serem torturados, estuprados e mortos?! Por que a Folha chama Fidel e Raul Castro de ditadores mas nunca chamou Castelo Branco, Costa e Silva, Geisel e Figueiredo de ditadores? Seria por que nossos ditadores são melhores que os cubanos ou seria por ser esta uma exigência de quem a finanCIA?!

Cuba solta dissidentes presos em ato

Opositores participariam de atividade por liberdade de expressão convocada por artista

DIEGO ZERBATODE SÃO PAULO

A polícia de Cuba soltou nesta sexta-feira (2) os últimos 18 dissidentes que ainda estavam presos por participar de protestos contra o ditador Raúl Castro nesta semana.

As primeiras detenções foram feitas na terça (30), dia para o qual a artista Tania Bruguera convocou um ato cujo objetivo era deixar um microfone aberto para que os cubanos pudessem se expressar livremente na praça da Revolução, em Havana.

Segundo o presidente da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, Elizardo Sánchez, houve 80 detenções no período, sendo que 30 delas ocorreram no primeiro ato.

A última a ser libertada foi Bruguera, que havia sido transferida para uma delegacia do bairro de Diez de Octubre, na capital cubana.

Ela havia sido presa pela terceira vez na quinta (1º), em protesto que reivindicava a soltura dos opositores presos na cadeia de Calabazas. Em seguida, foi levada à delegacia, onde foi mantida sem comunicação com a família.

As libertações dos dissidentes presos em Calabazas começou durante a manhã. Dentre os soltos, está o jornalista Boris González Arenas, 38, historiador, professor de cinema e colunista do "Diario de Cuba", site independente sediado na Espanha.

O jornalista, que participaria do ato de Bruguera, foi preso no dia 30 minutos depois de sair de casa em Havana para ir ao protesto.

O pai dele, Fernando González Rey, disse à Folha que a companheira do filho só foi avisada da prisão no dia 1º, por meio da mulher de outro dissidente preso.

"Só fiquei sabendo quando uma amiga minha que mora na Espanha viu [a informação] no Diario de Cuba’. A partir daí, é que fui ligar para Havana", disse.

Segundo González Rey, que é professor de psicologia da UnB (Universidade de Brasília), esta foi a primeira vez que seu filho foi preso, apesar de já ter sido criticado por sua postura crítica.

"Boris faz um trabalho pacífico com jovens, de reflexão intelectual e crítica. Ele nunca pensou em sair de Cuba."

EUA

A sequência de prisões foi o primeiro episódio de repressão do regime cubano aos opositores após a retomada das relações com os EUA.

Na noite de quinta (1º), a presidente Dilma Rousseff elogiou o colega americano, Barack Obama, pela retomada das relações, em encontro com seu vice, Joe Biden.

Segundo relatos de participantes da conversa, Dilma disse que todos os países da Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos) defenderam o fim do bloqueio e a integração da ilha ao resto da América.

Colaborou ANDRÉIA SADI, de Brasília

    05/11/2014

    Remake dos 3 patetas: Gilmar Mendes, Bolsonaro & Lobão

    Gilmar Mendes em reunião de sua bancada política. Coincidência, todos derrotados nesta eleição. Por aí se explica a perda de rumo de um político sem rumo, mas estacionado dentro do STF como fusca em fundo de lago seco. Dos seus comandados na foto, Simon, Ana Amélia, Aloysio Nunes, Álvaro Dias, et alii, todos derrotados na última eleição. A derrota dos parceiros deixou Gilmar Mendes ainda mais demente, cuspindo preconceito contra a Venezuela e preparando a pauta para a próxima edição da Revista Veja.

    Gilmar Mendes não absorve derrotas. Derrotado no TSE, chamou aquela corte de Tribunal Nazista. Perdeu com todos os candidatos do PSDB, atacou Lula e agora Dilma.

    A pergunta que não quer calar: quantos amigos de Gilmar Mendes o povo já afastou da política? FHC, Carlinhos Cachoeira, Demóstenes Torres, Agripino Maia, Heráclito Fortes, Jorge Bornhausen, ACM, Luiz Estêvão, José Roberto Arruda… e mais não digo porque a lista é grande, o tempo é curta e a derrota dos correligionários do jagunço de Diamantino é doce…

    Gilmar Mendes comanda reunião partidária

    Gilmar Mendes, o Lobão do STF, por Laura Capriglione

    qua, 05/11/2014 – 08:16

    do Yahoo

    Gilmar Mendes, o Lobão do STF

    Laura Capriglione

    Por mais uma dessas descomposturas a que o país parece estar se acostumando, agora é o ministro Gilmar Mendes quem vem apresentar seu soco inglês no corredor polonês pós-eleitoral. Em vez da contenção e do aprumo que esperaria quem não o conhecesse, “avisou e denunciou” que o STF(Supremo Tribunal Federal) corre o risco de se tornar uma “corte bolivariana" com a possibilidade de governos do PT nomearem 10 de seus 11 membros a partir de 2016.

    Trata-se de uma aleivosia. Irresponsabilidade sem fim.

    Quando os 2.500 nostálgicos da Ditadura saíram em passeata por São Paulo, clamando pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, legitimamente eleita pela maioria dos brasileiros, de Gilmar Mendes não saiu um só arrufo em defesa da democracia. Em vez disso, ele agora surge para ajudar a agitar o espantalho de um tal “bolivarianismo”, como se o Brasil estivesse prestes a se converter em uma ditadura de esquerda.

    Está em companhia de gente como Lobão e Eduardo Bolsonaro, deputado federal eleito por São Paulo (PSC), que em discurso disse que se seu pai, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), fosse candidato a presidente, ele teria “fuzilado” a presidente. Preparado para isso o filho já mostrou que está: compareceu ao ato com uma pistola enfiada no cinto, como se no faroeste vivesse.

    Isso pode?

    Entre outras delicadezas, a turma implorou pela “intervenção militar”, mandou “Dilma para a Cuba que a pariu”, ameaçou petistas que encontrou pelo caminho. Nem o CQC, a Rede Globo, a “Folha de S.Paulo” ou “Estadão” escaparam. E, sempre muito bem educadinha, a malta carregou faixa com os dizeres: “Pé na bunda dela. O Brasil não é a Venezuela.” Ela, no caso, é a presidente, uma senhora de 66 anos, diga-se.

    Maus perdedores existem no gamão, no futebol, no bingo. E nas eleições.

    Contê-los é tarefa de quem tem interesse em ver o jogo –no caso, o democrático—prosseguir.

    Eis por que é simplesmente repugnante ver um ministro da mais alta corte do Brasil repetir palavras-de-ordem que são um chamamento à ruptura do Estado Democrático e de Direito.

    Como o ministro Gilmar Mendes sugere que se evite “a possibilidade de governos do PT nomearem 10 dos 11 membros” do STF? Cassando o direito de a presidente fazê-lo é uma das respostas. Cassando a própria presidente é outra. Estendendo a idade-limite para a aposentadoria dos ministros, dos atuais 70 anos para 75 anos, é outra.

    Em todos os casos, o que se pretende é ganhar no tapetão a eleição que se perdeu nas urnas.

    O descalabro da entrevista que o ministro Gilmar Mendes deu à “Folha de S.Paulo” e publicada na segunda-feira (03/11) não fica nisso. Ofendeu os demais membros do STF ao falar sobre os riscos de a mais alta instância do Judiciário se transformar em uma “corte bolivariana”, sugerindo que todos se curvariam mansamente aos ditames do Executivo.

    Convenientemente, ele esqueceu-se de que no julgamento do mensalão foi um tribunal formado em sua maioria por ministros indicados por petistas o que condenou a antiga cúpula do PT…

    Não há nada, contudo, que demova o agitador. Para demonstrar sua tese, Gilmar Mendes sacou a história do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no Brasil a 12 anos e 7 meses de prisão por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro no processo do mensalão. Pizzolato, como se sabe, ante a condenação, simplesmente fugiu para a Itália, onde por fim foi capturado.

    Segundo Gilmar Mendes, exemplificando o risco do tal “bolivarianismo”, “já tivemos situações constrangedoras. Acabamos de vivenciar esta realidade triste deste caso do Pizzolato” [refere-se ao fato de a Justiça italiana ter negado a extradição dele para cumprir pena no Brasil pela condenação no mensalão].

    Em seu afã de defender o indefensável, o ministro também atacou a Justiça italiana, ao acusá-la de tomar suas decisões movida por interesses alheios ao estrito cumprimento da lei. Seria “bolivariana” também a Justiça de lá? Nem Bolsonaro ousou tanto.

    Se fosse pouco, Gilmar Mendes ainda se deu ao desfrute de comentar um caso que se encontra em fase de investigação, atropelando todos os ritos processuais. “Enquanto estávamos julgando o mensalão já estava em pleno desenvolvimento algo semelhante, talvez até mais intenso e denso, isso que vocês estão chamando de Petrolão. É interessante, se de fato isso ocorreu, o tamanho da coragem, da ousadia.”

    Um apresentador de programa sensacionalista não faria diferente.

    Por fim, como nunca poderia se tivesse o mínimo de apreço pela liturgia do cargo que ocupa, Mendes partiu para o bate-boca mais baixo, acusando o ex-presidente Lula de não ser um abstêmio: Será que ele “passaria no teste do bafômetro?”, indagou. Lula, para quem não sabe, não concorreu a nenhum cargo eletivo, não atropelou ninguém e nem sequer dirige automóveis.

    Convenhamos, o Brasil merecia bem mais do que um ministro Lobão no STF.

    Gilmar Mendes, o Lobão do STF, por Laura Capriglione | GGN

    03/10/2014

    A doença do antipetismo

    Filed under: Antipetismo,Ódio de Classe,Fascismo,Política,PSDB,Racismo — Gilmar Crestani @ 9:12 am
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    Bornhausen FuhrerÉ até engraçado certo raciocínio tosco que vê longos anos de PT no poder, com dois mandatos de Lula e um de Dilma, como se este fosse um mal em si mesmo. São os mesmos que nunca escreveram uma linha a respeito dos mais de 20 anos de ditadura. Jamais digitaram sequer uma exclamação pelos mais de 20 anos de PSDB no comando de São Paulo. Será que eles pensam que todo mundo é movido pelo ódio? Que somos pautados pelo ódio, sem necessidade de substituir algo por algo melhor?

    RUI FALCÃO

    TENDÊNCIAS/DEBATES

    Eugenia política é discurso do fascismo

    Usar palavras como doença e raça contra quem pensa diferente é parte do repertório conservador. É arma dos que tremem diante das mudanças

    A advogada Janaína Conceição Paschoal, em recente artigo nesta Folha, voltou à narrativa política do ex-senador Jorge Bornhausen, atualmente aliado da candidata Marina Silva. Para quem não se lembra, esse senhor ficou conhecido pela frase "vamos nos ver livre dessa raça", pronunciada em 2005, vociferando seu ódio contra o PT.

    Faz parte do repertório conservador o recurso à linguagem de raça e de enfermidade contra quem pensa diferente. O estímulo aos preconceitos é arma antiga dos que tremem diante das mudanças. Tampouco é novidade que vociferem pela liquidação, muitas vezes física, de quem carrega a chaga de defender os interesses do povo trabalhador.

    A autora destila em seu artigo a raiva dos que não aceitam que o país tenha deixado de ser governado para satisfazer as elites raciais de Bornhausen ou as pessoas socialmente saudáveis da belicosa advogada.

    A articulista não deixa por menos: "O Brasil padece de um câncer terminal". Não está se referindo à desigualdade social ou à pobreza, por exemplo, mas ao partido "que está no poder há longos e penosos 12 anos". Ela não esconde seu amargo desgosto com os governos de Lula e de Dilma, que tiraram 40 milhões de brasileiros da miséria.

    Talvez esteja entre aqueles endinheirados que se ouriçam porque há pobres que agora frequentam espaços e usufruem benefícios antes reservados só aos ricos. Porque os trabalhadores, incluindo os domésticos, ganham melhores salários e têm mais direitos assegurados. Porque o país não pertence mais a um punhado de privilegiados.

    As frases da doutora são recheadas de termos médicos, ou de "bioética", a discutir a cura para doença tão grave. Seu vaticínio não deixa por menos: "Quando alguém está acometido por um […] câncer extremamente agressivo […], em geral, procura todos os tratamentos que […] a medicina disponibiliza".

    Sua analogia tem endereço certo: contra o partido da enfermidade maldita, ela aceita até o remédio chamado Marina Silva, a preferida de Bornhausen. "Entre a morte certa e a possibilidade de melhora, racionalmente o doente costuma escolher correr riscos", pontifica.

    Nem sequer vê na postulante do PSB maiores virtudes que merecessem seu voto. O único objetivo que lhe importa é derrotar o PT mesmo aceitando que está correndo "muitos perigos". Pouco lhe importa, de fato, o programa e as ideias em disputa. Ou discutir com seriedade as profundas transformações ocorridas no país desde 2003.

    A sra. Conceição Paschoal, como tantos de sua estirpe, está em uma batalha na qual vale tudo para varrer a esquerda do comando do país.

    Sua guerra contra o PT não é novidade, já nos levou a ditaduras sanguinárias. O catecismo de pensamentos como esse está ancorado em uma eugenia político-ideológica própria do fascismo: garantir que subsistam no poder apenas vozes que representem raças e classes autodefinidas como sadias e superiores.

    Não nos amedrontamos ou nos confundimos diante de personagens como a referida advogada e seu discurso raivoso. A bem da verdade, caberia a Marina Silva refletir sobre o porquê de figuras do naipe de Bornhausen e Conceição Paschoal estenderem-lhe as mãos em sua atual cruzada antipetista.

    RUI FALCÃO, 70, advogado, é deputado estadual em São Paulo e presidente nacional do PT

    02/10/2014

    Diagnóstico cirúrgico da política brasileira

    Filed under: Administração Pública,CPMF,Janio de Freitas,Política — Gilmar Crestani @ 7:52 am
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    Instituto Milleniumj

    A velha mídia tentou canalizar toda insatisfação ao governo federal. Eximiu os governos estaduais e municipais das suas responsabilidades. Para os membros do Instituto Millenium, o inimigo é o PT. Então, qualquer mau tempo a sigla tem de ser usada para demonizar o partido e seus membros. A velha mídia nunca lembra das responsabilidades dos prefeitos ou governadores, a menos que sejam prefeitos e governadores do PT.

    Alguém já viu alguma boa matéria dos múltiplos veículos da RBS sobre a administração municipal de Porto Alegre? Nada de nada. Mas sobre os problemas do governo do RS a RBS age e reage sem tréguas, faça chuva ou faça sol, dia ou noite. Da mesma forma em relação ao Governo Federal. Não cobra do Município as competências municipais. Mas cobra do Governo Federal responsabilidades que são dos Estados. Ah, os Estados não tem dinheiro. Sim, como também os municípios não tem dinheiro. Por que a União teria? Se o RS não tem dinheiro, por que a RBS quer ver comandando o Estado uma sua fiel escudeira? E nem venham me dizer que a decadência da RBS sirva de exemplo de boa administração…  Se a prefeitura não tem dinheiro, porque tem tantos candidatos? Seria apenas para botarem a culpa nos outros?

    E é até engraçado quando culpam o Governo Federal pela falta de recursos estaduais e municipais. Não porque não exista esta discrepância, mas ela foi criada exatamente pelos políticos que a RBS apoia.

    Muitos já devem ter esquecido, mas quem tem memória e acompanha a política pelo menos desde os tempos do ditador João Figueiredo, deve estar lembrado da famigerada Lei Kandir que transferia recursos dos Estados para a União. Nestas horas ninguém lembra que a lei da centralização dos recursos tem a chancela de FHC?

    Os mesmos que acusam alta carga tributária foram os que criaram a CPMF, que diga-se de passagem foi a contribuição mais justa que já existiu neste pais, mas que tão logo o PSDB foi apeado do poder contou com a participação da velha mídia para acabar.

    A CPMF foi extinta porque cobrava igual de todo mundo, do traficante, do profissional liberal que não paga imposto, dos sonegadores, das empresas, dos bancos, do corrupto, do sonegador, do Edir Macedo, do Sirotsky. Todo mundo, principalmente quem lavava dinheiro, como a Odebrecht, pagavam.

    JANIO DE FREITAS

    De erro em erro

    Dilma recebe de volta parte da perda de apoiadores sofrida quando das manifestações de junho de 2013

    Ao fim da eleição presidencial, será possível concluir que seu resultado, seja qual for, mesmo no caso do vitorioso foi feito mais por erros do que por acertos.

    A subida dos índices que sugerem a vitória de Dilma, por exemplo, não se faz com números próprios da campanha. Dilma recebe de volta parte da perda de apoiadores sofrida quando das manifestações de junho do ano passado. Os seus mais de 60% de apoio ruíram então à metade. A ideia consagrada é de que foi obra direta das manifestações. Mas a queda foi efeito de um erro gravíssimo de percepção política e de tática de governo.

    As frustrações da esquerda, da direita e da alienação tinham a modéstia das causas municipais e estaduais. A começar do berro originário, voltado para o prefeito paulistano e as passagens de ônibus. O improviso das faixas e das palavras recitadas nem tinha consciência dos seus destinatários, na ignorância generalizada da configuração administrativa brasileira. O que inclui até a imprensa, na qual educação fundamental e saúde são sempre atiradas na conta federal, quando sua responsabilidade é dos governos municipais e estaduais. O mesmo com transporte, com a maior parte da rede de estradas, e com a segurança pública.

    O que sobrava de insatisfação ia para os partidos e para políticos em geral. Sabe-se lá por quê, Dilma chamou para seus ombros o que ninguém depositava neles. Se era assim, não merecia o apoio até então recebido. Tomaram-lhe a maior parte, com toda a razão. Erros políticos devem ser pagos.

    Foi com o restante que Dilma entrou na campanha. E todo o seu esforço de candidata dirige-se aos apoios perdidos, que compõem o único eleitorado capaz de oferecer-lhe adesões. Sua lenta e penosa busca da vitória é a luta contra um erro.

    A campanha de Marina Silva, no final volta ao começo. Atira-se, às pressas, em campanha pró-Alckmin, que não precisa disso, e talvez nem aprove. Mas Marina precisa, e aprovou, para fazer campanha como aparente aliada do tranquilo favorito em São Paulo. Para fazer agora, portanto, aquilo mesmo que Eduardo Campos coordenou com Alckmin, lá no começo. E Marina recusou, negando-se a qualquer aproximação com o governador paulista.

    As aflições atuais de Marina vêm, em boa parte, do erro de tal recusa a priori, como se repelisse um desmoralizado. E, daqui para a frente, o possível insucesso terá a marca daquela recusa. E todo êxito seu na campanha terá, provavelmente, a marca da correção de um erro inexplicável.

    Aécio Neves corre atrás de um erro seu e de outro do PSDB. O primeiro, já observado aqui, foi o de relaxar a campanha quando esmagado pela elevação imediata de Marina. O segundo, pode-se sintetizá-lo todo em uma situação vista no mais recente debate: não só o candidato do PSDB paulista ao Senado, José Serra, ausentou-se sem dar o apoio ao candidato presidencial do partido, como até o vice adotado por Aécio, Aloysio Nunes Ferreira, saiu antes de começar o debate.

    O PSDB é o partido do individualismo mais egoísta, isto se sabe: os maiores adversários de cada peessedebista são os outros peessedebistas. Mas, desde que Alckmin disputou a Presidência, Aécio deixou um motivo a mais para não contar com a disposição real do governador em dar-lhe forças paulistas.

    31/08/2014

    Latuff para presidente

    Filed under: Latuff,Política — Gilmar Crestani @ 10:26 am
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    Uma entrevista com o cartunista Carlos Latuff sobre a Palestina, o Rio de Janeiro e as eleições deste ano

    Postado em 29 ago 2014 – por : Emir Ruivo

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    Poucos cartunistas se deram tão bem na era da internet quanto Carlos Latuff. Bom desenhista, politicamente engajado, inteligente e rápido no gatilho, Latuff tomou posições claras e se tornou uma referência no ativismo social.

    No fim dos anos 1990, ficou chocado com a situação palestina durante uma visita e passou a tê-la como inspiração principal. Com isso, ficou cada vez mais comum ver seus trabalhos reproduzidos em cartazes e faixas de manifestantes anti-guerra pelo mundo inteiro.

    Nascido no Rio de Janeiro há 45 anos, vive em Porto Alegre, e foi adotado pelos gaúchos. Sente-se mais em casa ali do que no Rio, que considera uma cidade desvirtuada do que foi nos bons tempos.

    Eram mais de onze da noite quando o DCM conseguiu falar com ele via vídeo-conferência. Latuff finalizava uma charge. Foi um bate papo de mais de uma hora com uma pessoa falante, animada com o trabalho e politicamente crítica.

    A seguir, alguns trechos selecionados de sua entrevista.

    Diário do Centro do Mundo: Você está desenhando?
    Carlos Latuff: Não, eu estava. Fiz um desenho aqui sobre a Marina, vou te mostrar (ele mostra pelo monitor a imagem abaixo).

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    DCM: Você acha que há uso eleitoral da morte do Eduardo Campos?
    CL: Em política não tem esse papo de sentimentalismo. O negócio é que ele morreu. Houve um choque porque é uma tragédia, diferente do caso do Plínio de Arruda Sampaio. Só que na política, ainda mais em se tratando de eleições, existe a questão prática. Era de se esperar que isso acontecesse. De fato, a morte do Campos catapultou a candidatura da Marina. Na política vale o pragmatismo.

    DCM: Você tem candidato?
    CL: Não. Eu não me sinto representado por ninguém, mas parece que vou chegar numa situação semelhante à que me encontrei na primeira eleição entre Dilma e Serra, em que tive que escolher entre o ruim e o pior. O Serra não dá, então votei nulo no primeiro turno e no segundo, não só votei na Dilma como fiz campanha.

    DCM: Quem você acha que vai ser o Serra da vez?
    CL: Rapaz, o Aécio e a Marina. O Aécio é o Serra, é o tucano, é o que a gente já conhece. E a Marina representa o fundamentalismo evangélico. O sistema colocou a gente entre a cruz e a caldeirinha. Não tem muito o que fazer.

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    DCM: Então você não avalia bem esses 12 anos de PT?
    CL: Eu poderia passar horas aqui dando a minha opinião sobre o governo do PT, mas tenho uma analogia que acho que pode sintetizar: o PT e o PSDB disputam o cargo de síndico num prédio que tem dono. Os dono não são eles, e eles não querem ser donos. Querem apenas administrar. Para administrar, precisam fazer acordos com os donos do prédio. Um administra de um jeito, outro administra de outro, mas no fim das contas são só síndicos. Quando falam que o PT está no poder, eu discordo. O PT não está no poder, o PT está no governo [ele acentua "governo"]. Para governar, precisa fazer alianças com quem está no poder. E quem chegou lá não chegou por meio do voto. Aí a gente fala de classes dominantes.

    DCM: Para você, as classes dominantes são os donos do prédio?
    CL: Sim, eles que são os donos do prédio. Tem até uma charge que eu fiz em que aparece um oligarca numa cadeira de engraxate, com um PT e o PSDB engraxando os sapatos, cada um de um lado. Eles diz “não briguem, meninos, ambos estão me servindo muito bem”. Então sempre vai precisar de acordos. A menos que você tivesse uma espécie de Hugo Chaves no Brasil, um sujeito que levasse sozinho todo mundo. Aí, você poderia enfrentar melhor o poder.

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    DCM: Você nasceu no Rio de Janeiro, certo?
    CL: Sim.

    DCM: Mas não mora mais lá…
    CL: Estou em Porto Alegre há um ano.

    DCM: Por quê você foi?
    CL: Aqui tem mais qualidade de vida. Eu que nasci, fui criado e vivi no Rio de Janeiro por 45 anos não reconheço mais a cidade, não reconheço a vizinhança. Virou um Estado policial. As pessoas acompanham como têm sido as repressões aos movimentos sociais. O Rio de Janeiro, do Leonel Brizola pra cá, só desce a ladeira. Então eu sempre vim pra cá, me simpatizei muito com os gaúchos… o gaúcho não é muito parecido com o carioca.

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    DCM: Quais são as diferenças?
    CL: Acho que o gaúcho não é tão expansivo quanto o carioca. É mais reservado em alguns aspectos. Eu gosto muito do Rio Grande do Sul. Tenho sido muito bem tratado aqui. Não me imagino voltando pro Rio de Janeiro.

    DCM: O que você acha que deveria ter sido feito no Rio?
    CL: Eu não sou Brizolista e nem tenho filiação partidária. Nunca tive. Mas o Brizola tinha uma perseguição com educação. Inclusive o carro chefe dele eram os CIEPs [Centro Integral de Educação Pública]. Foi o único governador que se preocupou com educação. Educação é fundamental para construir a sociedade. No segundo governo, ele teve problemas com os professores, mas mesmo assim ele foi o melhor nesse aspecto. Ele tinha como secretario da educação o Darcy Ribeiro. Aquele caminho que eles estavam trilhando estava melhor. O Brizola proibiu a polícia de chutar porta de barraco, então o acusavam erroneamente de ser conivente com a bandidagem. Hoje chutar porta de barraco é o mínimo.

    DCM: Então o Brizola teria sido inimigo do Capitão Nascimento?
    CL: Exatamente. O Rio de Janeiro hoje virou uma grande Tropa de Elite. O filme, inclusive, serviu para pavimentar o caminho para as UPPs. É de uma propaganda fascista tão clara que é incrível. E funcionou muito bem para vender a UPP como solução para a criminalidade nas favelas.

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    DCM: E a Palestina? O seu trabalho tem sido muito usado como bandeira da causa. Como você vê isso?
    CL: Como artista é muito gratificante ver a arte transcendendo o papel editorial. Quando ele sai das páginas do jornal e ganha as ruas, ele já subverteu esse papel, se tornou um instrumento de luta para aquele povo. Isso me deixa feliz, mas eu ficaria mais feliz se ela pudesse impedir o massacre e não apenas denunciá-lo. Mas eu como artista não tenho esse poder. Quem tem, não o faz. Infelizmente, a arma que eu tenho é essa.

    DCM: Por quê você adotou a Palestina como mote principal da sua obra nessa última fase?
    CL: Eu estive lá em 1998, e quando você é testemunha ocular de uma situação, tem mais condição de abraçar à causa. A experiência pessoal é diferente. Eu passei 15 dias na Cisjordânia e pude ver exatamente como os palestinos viviam. E decidi apoiá-los através da arte.

    DCM: Você voltou pra lá depois?
    CL: Não, não posso. Se eu voltar para lá agora, com sorte me mandam de volta. Não há como entrar na Palestina, com exceção de Gaza que faz fronteira com o Egito. Eles não tem controle sobre as próprias fronteiras, não há um Estado. A autoridade palestina é uma piada. Quem tem autonomia realmente é Gaza. A Cisjordânia é toda cheia de muros, check-points, patrulhas. Eles não têm autonomia, então para entrar no território palestino, você precisa da autorização de Israel. Eu tenho uma amiga chilena com descendência palestina que está na Jordânia. Ela tentou entrar em Israel. Passou por três checagens, com perguntas de perfil racial. Eles te perguntam “esse sobrenome é de que origem?”, “de onde é seu pai?”, “você é palestina?” Então se desenham o perfil de um árabe, já partem do pressuposto que há um problema. Ela ficou mais de 10 horas num cubículo sem água e sem comida, e depois foi mandada embora. No meu caso, não vão nem perguntar.

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    DCM: Como você imagina que a coisa está lá hoje, mais de 15 anos depois?
    CL: Muito pior.

    DCM: Você fantasia o estado das coisas?
    CL: Se você pegar o mapa de 1948 pra cá, vê que o território palestino diminui a cada dia. O governo de Israel sempre fala em acordo de paz. Enquanto eles dizem isso, vão construindo assentamentos e roubando o território palestino. Hoje tem o muro que não tinha quando eu estive lá. Tem também a divisão de Gaza e Cisjordânia, que não tinha. E a autoridade palestina também não ajuda, é um fantoche.

    DCM: Como você vê o Hamas?
    CL: O Hamas é, querendo ou não, governo. Se referir a eles como grupo terrorista aborta qualquer possibilidade de diálogo. Eu costumo dizer que Israel não tem moral para falar de terrorismo, já que seu Estado foi fundado sob terrorismo. Existiam basicamente três grupos judaicos criados antes de 1948 que aterrorizavam a população local. O primeiro caminhão-bomba detonado no Oriente Médio foi desses grupos. O termo terrorismo é muito flexível. Os alemães chamavam as guerrilhas francesas de terroristas na segunda guerra. Os movimentos armados no Brasil contra a ditadura eram chamados de terroristas.

    DCM: Tem gente até hoje que diz que a Dilma foi terrorista…
    CL: Sim. Mas, então, o Hamas foi eleito em 2007, só que Israel, a Europa e os EUA não reconheceram, então isolaram o grupo. Israel é o irmãozinho folgado porque tem o irmãozão, os EUA. Nada passa contra Israel no conselho de segurança da ONU. Nunca teve investigação por crimes de guerra em Israel. Já teve em Ruanda, na Bósnia, mas nunca em Israel.

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    Sobre o Autor

    Emir Ruivo é músico e produtor formado em Projeto Para Indústria Fonográfica na Point Blank London. Produziu algumas dezenas de álbuns e algumas centenas de singles. Com sua banda, Aurélios, possui dois álbuns lançados pela gravadora Atração. Seu último trabalho pode ser visto no seguinte endereço: http://www.youtube.com/watch?v=dFjmeJKiaWQ

    Diário do Centro do Mundo » Uma entrevista com o cartunista Carlos Latuff sobre a Palestina, o Rio de Janeiro e as eleições deste ano

    26/08/2014

    Aécio tem política para 1%

    Filed under: Aécio Neves,AécioPorto,Política,Política de Cotas,Políticas Sociais,PSDB — Gilmar Crestani @ 9:16 am
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    aecioporto 100servonha -ayres-brittoVamos fazer as contas. Se em Minas ele alcança apenas 1% por cento dos estudantes, quanto alcançaria no Brasil todo? Se não consegue o menor, alguém acredita que conseguirá o maior? Pelo menos é coerente. Os aecioportos também só beneficiam 1% dos seus parentes, o titio Múcio Guimarães Tolentino!

    Benefício para estudantes criado por Aécio só atinge 1% das cidades de MG

    Implementado em 2007, o Poupança Jovem prevê recursos de R$ 3.000 a alunos do ensino médio

    Em Minas, os cerca de 11 mil formandos de 2012 receberam os valores apenas em novembro de 2013

    PAULO PEIXOTODE BELO HORIZONTE

    O benefício a estudantes que o candidato tucano Aécio Neves promete ampliar para todo o país caso seja eleito presidente atingiu apenas 1% das cidades mineiras.

    Criado em 2007, durante a gestão dele no governo de Minas Gerais, o Poupança Jovem atende 9 das 853 cidades do Estado. O governo local abre uma poupança para o aluno, que pode retirar R$ 3.000 no final do ensino médio, se cumprir requisitos de frequência e atividades extras.

    No último fim de semana, Aécio disse que o pagamento ocorre no "dia da formatura". Em Minas, porém, o repasse demora até um ano após a conclusão do ensino médio.

    O objetivo do programa, segundo o governo mineiro, é evitar a evasão escolar, fomentar a inclusão no mercado de trabalho e a geração de renda, incentivando o aluno a prosseguir com os estudos ou iniciar um negócio próprio.

    A promessa integra uma série de propostas na área social que o tucano tem feito nos últimos dias, para tentar rebater a ideia de que cortaria benefícios associados ao PT –como o Bolsa Família.

    Em Minas, os cerca de 11 mil formandos do ensino médio de 2012 receberam os valores apenas em novembro de 2013, conforme anúncio feito naquele mês pelo então governador Antonio Anastasia (PSDB) –hoje candidato ao Senado e coordenador do programa de Aécio. Ou seja, o aluno que tenha planejado usar o recurso logo após a formatura não pôde fazer isso. Estudantes de cidades como Ribeirão das Neves e Teófilo Otoni reclamaram dos atrasos.

    As nove cidades do programa tinham 71,5 mil alunos no ensino médio em 2013 –10% do total de estudantes desse nível na rede estadual.

    A iniciativa começou em 2007 apenas em Ribeirão das Neves, na Grande Belo Horizonte. Sete anos depois, mais oito municípios foram incluídos: Esmeraldas, Montes Claros, Ibirité, Sabará, Juiz de Fora, Governador Valadares, Teófilo Otoni e Pouso Alegre.

    Segundo o governo mineiro, o programa é "abrangente onde tem de ser", porque tem foco em cidades com evasão acima da média, com violência alta e IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) baixo. Disse ainda que quase 120 mil alunos já foram beneficiados, entre formados e estudantes. O governo de Minas diz que, até o final deste ano, serão 139,5 mil. O governo informou que o prazo para liberação do pagamento é necessário para "confirmar o êxito do beneficiário nos três anos do ensino médio", isto é, verificar o cumprimento de condições obrigatórias.

    A campanha de Aécio informou que o Poupança Jovem em Minas vem sendo implantado "de forma progressiva em grandes cidades".

    "A lógica não é estar presente em todos os municípios, e sim combater o abandono escolar onde ele ocorre de forma mais acentuada."

    Sobre Aécio ter dito que o recurso é liberado no "dia da formatura", a campanha dele informou que o aluno fica apto a receber os recursos neste dia, mas que a liberação "ocorre após a escola enviar procedimentos administrativos e pedagógicos comprobatórios".

    24/07/2014

    tCU não condena, quem condena é o Poder Judiciário!

    Filed under: Augusto Nardes,Política,Severino Cavalcante,TCU — Gilmar Crestani @ 8:42 am
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    Na imagem, Augusto Nardes e seu mentor intelectual, Severino Cavalcanti.

    Augusto Nardes Severino CavalcanteO tCU é um órgão, e não há palavra mais apropriada, auxiliar do Poder Legislativo. Quem tem poder para dizer a respeito da legalidade ou ilegalidade é o Poder Judiciário. Tanto que os Ministros do tCU, na sua grande maioria, são políticos sem qualquer formação técnica apropriada para apreciar contas. O que o Augusto Nardes sabe de contas? É um faz de conta político. Por exemplo, o Ministro Relator era filiado ao PSDB e figurou como Presidente do Conselho da Petrobrás que comprou empresas que, ao contrário de Pasadena, deram prejuízo.

    Está lá no portal do TCU, a competência segundo a Constituição: “A Constituição Federal de 1988 conferiu ao TCU o papel de auxiliar o Congresso Nacional no exercício do controle externo. As competências constitucionais privativas do Tribunal constam dos artigos 71 a 74 e 161, conforme descritas adiante.

    O topo da hierarquia do tCU é uma extensão política do Congresso, que não guarda relação estreita com o corpo técnico, que faz as auditorias. Tanto que o tCU não apreciou nenhum dos aeroportos de mosquito que o Aécio Neves incluiu no seu ProAero.

    Compra de refinaria faz TCU condenar diretores de estatal

    Atuais e ex-executivos da Petrobras devem devolver prejuízo de R$ 1,6 bi

    Dilma e outros conselheiros foram inocentados de responsabilidade pela aquisição de Pasadena

    DIMMI AMORADE BRASÍLIA

    O TCU (Tribunal de Contas da União) condenou 11 diretores e ex-diretores da Petrobras a devolver US$ 792 milhões (R$ 1,6 bilhão) por prejuízos na compra da refinaria de Pasadena (EUA) em 2006.

    Por unanimidade (oito votos), os ministros acolheraram o parecer do relator do processo, ministro José Jorge, e determinaram o bloqueio dos bens dos envolvidos por um ano. A indisponibilidade dos bens passa a valer assim que a decisão do TCU for publicada no "Diário Oficial".

    Entre os condenados estão o ex-presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli, o ex-diretor da área internacional, Nestor Cerveró, e Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento preso em operação da Polícia Federal, acusado de lavagem de dinheiro.

    Todos os citados podem recorrer da decisão e o prejuízo será cobrado em novo processo do tribunal em que os valores podem ser modificados e até mesmo desconsiderados se os ministros assim entenderem. De acordo com José Jorge, o processo deverá estar concluído até o fim do ano.

    Conforme a Folha adiantou, os conselheiros da estatal, entre eles a presidente Dilma Rousseff, não foram responsabilizados pelos prejuízos. Como ministra da Casa Civil, Dilma presidia o conselho em 2006, época do negócio.

    O relator aceitou o argumento apresentado pela presidente de que o conselho da estatal, à época da compra, não foi informado pela diretoria de algumas cláusulas que embasaram a compra.

    Questionado se foi pressionado por parlamentares que queriam convocá-lo para depor numa CPI, Jorge disse que não sentiu pressão alguma e defendeu que não havia elementos para responsabilizar os conselheiros. "Não. [A ameaça de convocação] me deu até alegria", disse.

    A proposta do relator responsabiliza os integrantes da diretoria executiva, diretores da área jurídica e da subsidiária Petrobras América por quatro irregularidades.

    O principal problema, que causou prejuízo de US$ 580 milhões, foi a Petrobras ter avaliado a refinaria em US$ 766 milhões quando havia parecer de consultoria americana apontando que Pasadena valia US$ 186 milhões.

    Outra irregularidade foi o pagamento de adiantamentos da Petrobras à então sócia belga Astra Oil que não foram compensados, causando US$ 39,7 milhões de perdas.

    Segundo o relator, no total a estatal desembolsou R$ 1,25 bilhão para a compra da companhia, incorrendo nesses pagamentos em atos "ilegítimos" e baseados em "pressupostos inconsistentes".

    Na sessão desta quarta (23), um dos advogados alegou suspeição do relator, pedido não aceito pelo tribunal. Segundo Edson Ribeiro, Jorge não poderia relatar o processo porque, entre 2000 e 2001, foi presidente do conselho da Petrobras e também aprovou, como os conselheiros do caso Pasadena, a compra de empresa que, depois, mostrou-se um mau negócio.

    José Jorge afirmou que a compra foi regular, aprovada pelo próprio TCU antes de ele virar ministro.

    A compra da refinaria de Pasadena trouxe constrangimentos para o governo Dilma e para a cúpula da estatal.

    A oposição explorou o fato. Duas CPIs foram criadas no Legislativo.

    Caso venha a ser confirmados nos valores atuais, a condenação pela compra de Pasadena será a maior do TCU em sua história.

    Nesta quarta, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também determinou o arquivamento de representação para que se apurasse o papel do conselho da Petrobras na compra de Pasadena.

    22/07/2014

    Ilha de sabedoria no colunista político brasileiro

    Filed under: Barack Obama,BlackBosta,Estado de Direito,Israel,Janio de Freitas,Política,Ucrânia — Gilmar Crestani @ 8:35 am
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    JANIO DE FREITAS

    Um caso difícil

    As investigações sobre as pretensas ações violentas no Rio precisam se amparar em provas convincentes

    Pedido de asilo político em pleno Estado de Direito é, entre outros possíveis significados, um ato de originalidade. O ato da ativista Eloísa Samy, com outros apontados adeptos dos "black blocs", tende a acirrar o nada original choque de opiniões entre autoridades do Judiciário e, também, de uma ou outra daquelas com autoridades policiais. O desenrolar do inquérito sobre pretensas ações de violência para o último dia da Copa está agitado em variadas direções e gravidades.

    As informações encaminhadas à Justiça, das quais resultou a decretação de prisões, são apenas parte, em dois sentidos, do trabalho da polícia do Rio no caso: nem tudo o que já é conhecido foi encaminhado, restando material para complementações e conexões, e há outras linhas de fatos, personagens e respectivas investigações. Alguns desses fatos, na visão policial, talvez com nível de gravidade acima do que já foi noticiado sobre intenções e preparativos de atos de violência, como o imaginado incêndio da Câmara Municipal carioca e o preparo de explosivos.

    A natureza desse caso, com implicações diretas em princípios do Estado de Direito, torna indispensável que as investigações e as conclusões policiais sejam tão precisas quanto possível, e amparadas em comprovações convincentes. Cuidados, estes, devidos não só pelos condutores policiais das investigações, como em geral se considera, mas também pelo Ministério Público e pela Justiça.

    PREFERÊNCIAS

    É um tanto precipitada a euforia de Aécio Neves por seu empate técnico com Dilma Rousseff no segundo turno, conforme dedução baseada em números do recente Datafolha.

    Esse empate resulta da soma da margem de erro ao total de Aécio e da retirada da mesma margem no total de Dilma. Ou seja, a margem de erro é aplicada só a favor de um, e contra o outro. Assim os 40 pontos de Aécio sobem para 42 e os 44 de Dilma descem para 42.

    Empates com esse jogo de números podem ter influências no eleitorado indeciso. Mas são apenas questão de preferência. Se o mesmo jogo for feito em favor de Dilma, tem validade idêntica ao favorável a Aécio, porém derrubando-o: os 44 dela sobem para 46 e os 40 dele descem para 38.

    Se feito em favor de Eduardo Campos, o jogo o elevaria a condições já promissoras para um segundo turno, o que, até agora, não é propriamente verdadeiro. Dilma desceria dos seus 45 para 43 pontos e Eduardo subiria para 40. E adeus Aécio.

    HIPOCRISIAS

    A dedução mais razoável incrimina os rebeldes ucranianos na derrubada do Boeing da Malaysia Airlines, com armamento fornecido pela Rússia. Mas não foi em provas que Barack Obama se baseou para transformar tal hipótese em acusação explícita a Vladimir Putin. Baseou-se no cinismo que rege a política internacional e no seu próprio.

    Em menos de duas semanas morreu em Gaza o equivalente aos ocupantes de dois Boeings idênticos àquele. Mortes com bombas fornecidas a Israel pelos Estados Unidos e lançadas por caças F-16I fornecidos a Israel pelos Estados Unidos.

    O Iraque está em terrível guerra interna com armas fornecidas pelo governo de Barack Obama, acompanhadas dos instrutores com quem os atuais beligerantes se prepararam. O Taleban mantém o Afeganistão incandescente, e a Al Qaeda difundiu o terror no mundo com armas e instruções proporcionadas pelos Estados Unidos.

    Tudo isso é passível de ser considerado crime de guerra.

    30/06/2014

    O Congresso prestas contas. E o Instituto Millenium?

    instituto millenium midia pigviralata

    É claro que tem político corrupto. E claro que tem corrupto que vota em político. Mas não existe nada mais corrupto que o poder da velha mídia brasileira. Constroem ou destroem reputações ao sabor dos próprios interesses. Os erros cometidos pelo políticos podem ser corrigidos em menos de quatro anos, pelo voto. E os erros cometidos pela mídia, que prejudicam o povo brasileiro, quem concerta? As negociações políticas são própria de… políticos. Quando a mídia se transforma em partido político, sem prestar contas à Justiça Eleitoral, ou desovando funcionários para que a represente no âmbito político, como a faz a cada eleição a RBS, está fugindo do papel institucional que lhe cabe de direito.

    O Congresso, tido pela velha mídia, como corrupto, aprovou projetos dos  mais avançados do mundo, como o Marco Civil da Internet. E a mídia? Os a$$oCIAdos do Instituto Millenium voltaram todas as baterias contra a Copa com o único intuito de prejudicar o Brasil. Abriram a Caixa de Pandora e agora dão meia volta com único objetivo de recarregarem as baterias para se perfilarem ao lado do ventríloquo das alterosas.

    No balanço do ano, Henrique Alves divulgou as seguintes votações que representaram avanços civilizatórios importantes:

    1. Criação do Plano Nacional de Educação, obrigando o governo federal a destinar 10% do orçamento para a área.

    2. Votação do Marco Civil da Internet, assegurando a neutralidade da rede, dificultando a formação de novos monopólios, como existe hoje em dia na radiodifusão.

    3. Prorrogação por quinze anos dos incentivos para a indústria de informática.

    4. Aprovação das cotas raciais nos concursos para o serviço público.

    5. Instituição do piso de R$ 1.014,00 para agentes comunitários de saúde e endemias.

    6. Aprovação da Lei Menino Bernardo, para coibir violência doméstica contra crianças.

    7. Votação de emenda constitucional que obriga a União, estados e Distrito Federal a garantir a presença de defensores públicos em todas as comarcas.

    8. Aprovação do Código de Processo Civil.

    ***

    Em relação a esses temas  , dentre os quatro grandes grupos de mídia, prevalece o entendimento de que qualquer gasto aplicado na melhoria das condições de vida da população subverte as contas fiscais. E que qualquer política que melhore a vida dos excluídos é eleitoreira.

    Aí acertaram. Não fosse o interesse eleitoral pelo voto, não fosse o papel libertador do voto, não fosse o direito de voto estendido a analfabetos, esse país ainda seria uma grande fazenda.

    A disputa mídia x política e o poder libertador do voto | GGN

    17/05/2014

    Quem não presta, o político ou o empresário que o financia?

    Filed under: Política,Venda casada — Gilmar Crestani @ 11:39 am
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    Para os empresários, só não prestam os políticos que não se vendem! Deve ser por isso que se chama iniciativa “privada”. Nestas horas ninguém fala em bandido bom é bandido morto.

    Com Aécio, PSDB arrecada 460% mais em ano pré-eleitoral

    Em 2009, partido recebeu R$ 3,9 mi em doações; no ano passado, as contribuições saltaram para R$ 22 mi

    Valor, porém, equivale a um terço do que o PT obteve no mesmo período; construtoras lideram ranking

    AGUIRRE TALENTODE BRASÍLIA

    Com a definição antecipada da pré-candidatura presidencial do senador tucano Aécio Neves (MG), o PSDB conseguiu aumentar em cerca de 460% as doações para a legenda em 2013, véspera das eleições, em relação a 2009, que também antecedeu a eleição para presidente.

    Em 2009, o candidato tucano ainda estava indefinido –acabou sendo José Serra. Naquele ano, o PSDB recebeu R$ 3,9 milhões em doações, valor corrigido pela inflação.

    Em 2011, as doações foram ainda menores: R$ 2,6 milhões, em valores corrigidos. Em 2013, as contribuições saltaram para R$ 22 milhões.

    Essa comparação é feita com os anos em que não houve eleições, porque normalmente as doações aos partidos crescem em anos eleitorais, já que podem ser redirecionadas para o pleito.

    Os dados constam das prestações de contas da legenda entregues ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

    As empresas do ramo da construção civil foram as principais doadoras ao PSDB, contribuindo com cerca de R$ 19 milhões, ou 86% do total angariado. A construtora Queiroz Galvão lidera o ranking, com R$ 8,7 milhões.

    Houve também algumas poucas doações de pessoas físicas ao partido, mas todos empresários. O principal deles foi Cixares Libero Vargas, um dos fundadores do grupo paranaense Positivo, que atua nas áreas de educação e informática. Ele contribuiu com R$ 800 mil.

    Apesar do salto nas doações, os tucanos obtiveram apenas 27% do que o PT recebeu em 2013, R$ 79,8 milhões, também bancado principalmente por construtoras.

    No total, a receita do PSDB em 2013 foi de R$ 62 milhões, sendo a maior parte proveniente do fundo partidário (R$ 39 milhões).

    O diretor de gestão da executiva nacional do partido, João Almeida, atribui o crescimento nas doações a Aécio, que assumiu a presidência da sigla no ano passado e aumentou a mobilização nos Estados com a realização de eventos e viagens pelo país.

    As doações de empresas privadas são, ao lado dos recursos do Fundo Partidário, as principais fontes de financiamento dos partidos e, de modo geral, cresceram em 2013 em relação aos anos pré-eleitorais anteriores.

    Atualmente, o STF (Supremo Tribunal Federal) decide se proíbe ou libera doações de empresas a campanhas eleitorais. Já há maioria favorável na corte para acabar com a prática –seis ministros votaram pelo fim dessas doações–, mas um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes adiou o julgamento.

    DÍVIDAS

    O PSDB conseguiu reduzir em cerca de R$ 3 milhões as dívidas da campanha de 2010, mas ainda tem cerca de R$ 4 milhões pendentes. A principal credora dos tucanos é a Campanhas Comunicação, empresa do jornalista Luiz González, que foi à Justiça para obter o pagamento do débito de R$ 4,2 milhões.

    Outras dívidas menores, com empresas de outros ramos, como gráficas e transportadoras, foram quitadas.

    Procurado, o PSDB informou que quitou uma dívida de 2006 que possuía com González, estimada em R$ 1 milhão, e que fez negociação para começar a pagar a dívida de 2010.

    14/05/2014

    E os empresários?

    Filed under: Assassinato,Ditadura,Estupro,Liberdade de Expressão,Política — Gilmar Crestani @ 8:44 am
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    ditadura sanguináriaSão os políticos que põem detergente, soda cáustica, desinfetante e formol no leite que nossas crianças tomam? Por que nestas horas ninguém generaliza, nem diz que bandido bom é bandido morto? Por que quando um adversário político denuncia seu colega político, para a imprensa e os que a seguem bovinamente, nenhum político presta? A quem interessa a generalização?

    Lembre-se, na democracia podes dizer abertamente que nenhum político presta. Se disseres isto numa ditadura, serás torturado, morto e esquartejado. Teus dedos serão cortados para que teus familiares não consigam te achar e identificar e jogado em valas clandestinas ou ao fundo do mar.

    Uma pergunta aos que odeiam os políticos: sem políticos temos o quê?

    Ditadura!

    Então, ao invés de ficar generalizando a má qualidade dos políticos, faça por merecer políticos melhores nas próximas eleições. Comece denunciando empresários que financiam políticos e vote em pessoas honestas e não em pessoas como você que diz odiar os políticos.

    Eis aí onde queria chegar: todo mau político tem, por trás, um “bom” empresário financiando. Quando se trata da política, todos malham. Lembre-se, na ditadura ninguém malha político!  Mas os ditadores malham, torturam, estupram, matam, cortam os dedos para impedir a identificação(vide confissão de Paulo Malhães), esquartejam e escondem as partes do que sobra da carnificina.

    Concordar com a tortura demonstra que não são os políticos que não prestam, mas quem quer a substituição deles por ditadores.

    Por que os que generalizam os políticos, negando a política, não generalizam quando o crime vem do meio empresarial? Todo grande caso e mesmo os pequenos de corrupção envolvendo dinheiro há sempre um empresário envolvido. Qualquer dos casos de corrupção de grande repercussão política tem empresário envolvido. Não haveria mensalão do PT, do DEM ou do PSDB sem empresários querendo faturar barato.

    O que são Alstom, Siemens, Delta senão empresas querendo faturar tudo e todos?! O que seria da Revista Veja, do Policarpo Jr, sem Fernando Cavedish, da Delta,  ou sem o bicheiro Carlinhos Cachoeira, ou sem Daniel Dantas, do Opportunity?! Sem estas empresas não haveria um Demóstenes Torres corrupto, nem secretários de Mário Covas com contas na Suíça e nomeados para o Tribunal de Contas de São Paulo.

    Não existiriam os grandes grupos de mídia, Folha, Veja, Estadão, Globo, RBS, do tamanho que são, sem a corrupção da ditadura!

    Lembre-se disso, na democracia fica-se sabendo de tudo isso e se pode denunciar, julgar e prender, os corruptos e deixar de votar nos políticos. Na ditadura, tudo isso acontece, e se denunciares, serás morto, não sem antes ser estuprado vivo e, morto, esquartejado!

    16/04/2014

    O novo Matusalém da política

    Filed under: Eduardo Campos,Política — Gilmar Crestani @ 11:10 pm
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    O valor das promessas de Eduardo Campos

    16 de abril de 2014 | 11:31 Autor: Fernando Brito

    eduardoiscariotes

    Aristóteles dizia que a única vantagem dos mentirosos é a de que ninguém acredita neles, mesmo se disserem a verdade.

    Na campanha eleitoral, Eduardo Campos arrisca-se a ficar numa situação assim.

    Afinal, a matéria da Época, com direito a fotografia posada e entrevista – cuja abertura reproduzo aí em cima – dá a qualquer um o direito de pensar que qualquer coisa que ele diga tem tanto valor quanto o que disse em dezembro de 2012 – apenas 16 meses atrás – quando afirmou taxativamente que não seria candidato e apoiaria Dilma Rousseff.

    Quando li a dica no Conversa Afiada, fui atrás da matéria e vi o seu conteúdo estarrecedor.

    Leia só:

    ÉPOCA – Então, o senhor apoiará a reeleição da presidente Dilma em 2014?
    Campos –
    Não há dúvida, não. Qual é a dúvida? Estamos na s base de sustentação. Não tenho duas posições. Quem defende a presidenta Dilma neste momento deseja cuidar em 2013 do Brasil. Quem pode cuidar do Brasil é Dilma. Nós temos de ajudá-la a ganhar 2013. Ganhando 2013, Dilma ganha 2014. Então a forma de ajudar Dilma é dizer: em 2014 todos nós vamos estar com Dilma. Claro. Por que não vamos estar com Dilma? Nós rompemos com Dilma? Saímos do governo de Dilma? Saímos da base dela? Você conhece algum programa criado pelo PSB constrangendo algum programa, alguma decisão da presidenta Dilma? Não existe nenhum.

    Pois enquanto dizia isso, já estava em plena articulação para trair o que ele próprio dizia e, em fevereiro, já colocava a questão dentro do PSB de forma a incomodar seu então colega, o Governador do Ceará,  Cid Gomes dizer que deixaria o partido se fosse imposta esta decisão porque  dava “a impressão de que vamos ficando enquanto as coisas estão dando certo e, se na última hora derem errado, nós saímos.”

    Então, a gente tem de admitir que, nos debates eleitorais, aconteçam diálogos assim:

    Eduardo Campos: vou moralizar a política.

    Eleitor: igual o senhor ia apoiar a Dilma?

    Perto de Eduardo Campos, Marina Silva é fidelíssima.

    Ao menos nunca disse que ia apoiar Dilma, mesmo se voltando contra a escolha de quem lhe deu tudo, o Presidente Lula.

    A “nova política” de Eduardo Campos foi inaugurada por Judas Iscariotes.

    O valor das promessas de Eduardo Campos | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

    11/04/2014

    Paulo Juelho ViRo Mário

    Filed under: Coerência,Paulo Coelho,Política,Romário — Gilmar Crestani @ 10:25 pm
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    E depois os políticos não fazem o que prometem. Prometem qualquer coisa. Desmentem o que disseram ontem. São uns vira-casacas… Então, o que dizer do Paulo Coelho e do Romário? Parodiando o próprio, Romário calado é um poeta… Parecem a Globo. Saudaram a chegada dos ditadores. Confraternizou com eles, enriqueceu e agora vem dar lição de comportamento democrático. Tudo bem, a Globo até admitiu o erro, mas não pediu perdão nem devolveu o que roubo. Por pressão da Globo, tanto Paulo Coelho como Romário tentam descantar o verso. Mas  internet não perdoa. A gente sabe o que vocês disseram à “Época”…

    O diário de um mago

    WandNews – 35ª edição

    Jornalismo Wando

    O beijo no coração dessa semana vai para o escritor brasileiro mais famoso do mundo, o nosso mago Paulo Coelho. Essa semana o escritor expressou toda sua revolta contra a realização da Copa do Mundo no Brasil e, segundo a revista Época, "está decepcionado com o governo, a FIFA e os escritores nacionais”.

    "Não vou à Copa, embora tenha ingressos. Eu não posso estar dentro do estádio sabendo o que se passa lá fora com os hospitais, a educação e tudo o que o clientelismo do PT tem renegado muito”.

    O curioso foi relembrar do entusiasmo do nosso mago em 2007, quando foi integrante da delegação brasileira na disputa do país sede para a Copa desse ano.

    Na ocasião, Coelho chegou a chamar o presidente da FIFA, Joseph Blatter, de "cher ami" ("querido amigo") e deu fortes declarações em favor da candidatura brasileira.

    Sacramentada a vitória do Brasil, o escritor comemorou:

    A partir de hoje, começa uma vitória que durará sete anos. O que vemos na Seleção, vemos no povo. O trabalho árduo, a capacidade de sonhar e sua criatividade. Honraremos como povo brasileiro essa possibilidade”.

    Nessa época nossas escolas e hospitais não eram padrão-Fifa, Blatter não era exemplo de honestidade e a política do PT não era tão diferente da atual. Isso pra não dizer que o Romário ainda não era deputado.

    O que de fato aconteceu pro mago ter mudado de opinião? Será que foi porque o governo não levou seus amigos escritores pra Feira de Frankfurt no ano passado? Ou é apenas a tal metamorfose ambulante?

    SQN

    04/04/2014

    Eduardo Campos, o novo na política contra tudo isso que esta aí…

    Filed under: Eduardo Campos,Marina Silva,Política — Gilmar Crestani @ 7:54 am
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    Vem aí o socialismo made in Bornhausen… Se Eduardo Campos faz isso com Lula, a quem chama de “querido amigo”, imagine o que não fará com você, eleitor, a quem ele não conhece!? Pode ir baixando as calças…

    Na despedida deu tempo de Eduardo Campos oferecer uns “Versos Íntimos” ao Lula:

    Lula! Ninguém assistiu ao formidável
    Enterro de tua última quimera.
    Somente a Ingratidão – esta pantera –
    Foi tua companheira inseparável!

    Acostuma-te à lama que te espera!
    O Homem, que, nesta terra miserável,
    Mora, entre feras, sente inevitável
    Necessidade de também ser fera.

    Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
    O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
    A mão que afaga é a mesma que apedreja.

    Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
    Apedreja essa mão vil que te afaga,
    Escarra nessa boca que te beija!


    No último dia no cargo, Campos inaugura obras inacabadas

    • Em seu último dia como governador de Pernambuco, o virtual
      candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, inaugurou
      hospitais, uma escola, um museu e um parque ainda inacabados

    Na despedida em PE, Campos inaugura obras inacabadas

    Após 7 anos e 3 meses, governador deixa o cargo para disputar a Presidência

    Em seu último discurso, socialista exaltou o ex-aliado e ex-presidente Lula, a quem chamou de ‘querido amigo’

    DANIEL CARVALHODO RECIFEBERNARDO MELLO FRANCOENVIADO ESPECIAL AO RECIFE

    Nas últimas horas como governador de Pernambuco, o presidenciável Eduardo Campos (PSB) participou ontem da inauguração de obras ainda inacabadas.

    Em dois hospitais havia um forte cheiro de tinta, num indicativo de trabalho feito às pressas para receber a visita do ainda governador.

    Após sete anos e três meses no cargo, Campos assinou no final do dia a carta de renúncia, exigência da lei para disputar a Presidência.

    Antes disso, ele inaugurou a nova ala de emergência do Hospital da Restauração. Mas exames de ressonância magnética e angiografia só serão possíveis dentro de 15 dias, já que alguns equipamentos nem chegaram ao Recife.

    Na maratona de eventos de ontem, Campos inaugurou um bloco do Hospital de Câncer com 31 leitos da emergência oncológica, que começa a receber pacientes hoje. Mas a maior parte da nova unidade, que custou R$ 27 milhões, ainda não poderá operar porque equipamentos e mobiliário não foram instalados.

    Ele também entregou à população um parque urbano –ainda com tapumes– e uma escola técnica, ainda sem água nos laboratórios.

    À noite, o governador participou da inauguração do Museu Cais do Sertão Luiz Gonzaga, também entregue incompleto –o próprio palanque reservado a Campos estava cercado por tapumes.

    Segundo organizadores, apenas o setor de museu do complexo está pronto. A área dedicada à educação e formação cultural deverá ser aberta no segundo semestre.

    Campos negou ter antecipado inaugurações. "Na verdade, tem uma porção de coisas que poderiam ter sido inauguradas e que nem foram inauguradas, foram entregues à população", afirmou.

    ELOGIOS A LULA

    No último discurso como governador, Campos exaltou o ex-presidente Lula –com quem rompeu em 2013 em razão de suas pretensões presidenciais– e disse que o Nordeste passará a "falar alto".

    Em tom emocional, chamou o ex-aliado de "querido amigo" e afirmou que precisava "fazer justiça a um brasileiro que merece todas as homenagens".

    Ao inaugurar o museu, comparou Lula a seu avô, o ex-governador Miguel Arraes (1916-2005). "Está obra nasceu de uma conversa minha com um brasileiro que também foi retirante das dificuldades da seca, como meu avô. O meu querido amigo, o ex-presidente Lula", disse.

    Eleito e reeleito com apoio de Lula, Campos terá o petista como ferrenho adversário na campanha pelo Planalto.

    Para se lançar à Presidência, Campos abandonou a base aliada do governo em outubro. Sem Lula e Dilma no palanque, irá se ancorar na provável parceira de chapa, a ex-ministra Marina Silva.

    Campos deixa o governo com aprovação de 76%, a segunda maior do país, segundo o Ibope. Além do aval da população, leva o avanço da economia local como vitrine.

    Durante esses sete anos de governo, o PIB pernambucano cresceu acima do ritmo nacional. No Estado, a média foi de 4,9%, ante 3,5% do país.

    Pernambuco contou com grande volume de empréstimos e parcerias com a União. As dívidas somavam R$ 8 bilhões até março deste ano.

    Seu vice, João Lyra Neto, também do PSB, herda uma gestão que conseguiu conter o avanço da violência.

    Embora a meta anual de 12% de queda só tenha sido atingida duas vezes desde 2007, Pernambuco melhorou de posição no ranking de mortes violentas nos Estados, passando do 3º para o 5º lugar em 2011.

    Campos também deixa como legado a construção de 52 novas unidades de saúde, entre hospitais e UPAs.

    Sua gestão foi marcada pela quase ausência de oposição na Assembleia, apoio massivo de prefeitos e parentes distribuídos por cargos em diferentes instâncias.

    Há também promessas não cumpridas. A universalização da oferta de água, a construção de um presídio em parceria com a iniciativa privada e a meta de escolas técnicas e integrais, por exemplo.

    Segundo o governo, a cobertura do abastecimento de água passou de 85%, em 2007, para 97%, em 2014.

    Sobre o presídio, diz que a concessionária responsável pela Parceria Público-Privada teve problemas financeiros. Na educação, diz que outras 14 escolas técnicas serão abertas até o fim de 2014.

    16/03/2014

    Folha tenta salvar a pele de Eduardo Cunha

    Filed under: Eduardo Cunha,Máfia,PMDB,Política — Gilmar Crestani @ 7:58 am
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    Para contrapor a matéria demolidora da revista Istoé deste final de semana, a Folha ofereceu espaço generoso para Eduardo Cunha dar sua versão a respeito do chega pra lá que levou da Dilma. As burras agradecem, os burros fazem muxoxo e arregalam os olhos!

    ENTREVISTA DEPUTADO EDUARDO CUNHA

    Presidente faz má política, a política do confronto

    INTERESSE DO GOVERNO NEM SEMPRE ‘É BOM’, AFIRMA LÍDER DO PMDB

    NATUZA NERY ANDRÉIA SADIDE BRASÍLIA

    Pivô da mais tensa crise de Dilma Rousseff com o Congresso, o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), afirmou abertamente à Folha o que muitos aliados do governo dizem nos bastidores: "A presidente faz política, mas a má política, a política do confronto."

    Expoente do "blocão", grupo de congressistas de diversos partidos que, em votações, se posiciona contra o governo, ele reserva críticas fortes ao PT: diz que a sigla não tem projeto de aliança, mas de hegemonia”.

    Leia trechos da entrevista:

    Folha – Dilma aceitou dois nomes do PMDB para ministérios. A bancada está satisfeita?

    Eduardo Cunha – A presidente não aceitou dois nomes do PMDB, ela indicou dois nomes dela. Se for do PMDB, será por acaso. A bancada abriu mão, disse que não queria indicar, não indicou.

    Não indicar significa romper?

    Rompimento é outra coisa. Continuamos na base. O PMDB não vai participar de votação que prejudique as contas públicas. O que a gente colocou é que havia especulação pública por cargos. Como se o PMDB estivesse brigando para ter mais cargo, menos cargo. Aquilo estava incomodando a bancada. A decisão foi: cansamos de sermos bancados como fisiológicos.

    Eduardo Cunha e FHCMas este é o histórico de imagem do PMDB.

    Não desta bancada.

    O sr., hoje, tem liderança maior que a do PMDB. Há deputados de outros partidos que ouvem suas orientações.

    Vamos falar do batizado blocão’. No momento que a bancada do PMDB na Câmara decidiu não indicar nomes, surgiu um movimento de revolta de partidos da base para com o processo hegemônico do PT. Houve uma confluência de visões e interesses de que todos são queixosos.

    O problema do PMDB é Dilma?

    Não tenho condição de te responder se ela é o problema.

    Quem provocou a crise?

    O presidente do PT, quando quer colocar na gente pecha de fisiologista atrás de cargos e outros tipos de favores.

    Não é a primeira vez que vocês são chamados de fisiológicos.

    E eu reagi. Só que no meio desse processo que estamos vivendo de uma reforma ministerial que está se arrastando há seis meses, na qual o PMDB está sendo execrado em praça pública como pedinte de cargo, o que não é.

    Na última reunião de Dilma, Lula e equipe, ficou definido como estratégia isolar o sr.

    Não é uma superdimensão do meu papel? Será que não estão buscando centrar no inimigo algo que não existe para disfarçar a raiz do verdadeiro problema? Quando Rui Falcão [presidente do PT] fala em chantagem, toma lá, dá cá, o que ele tem a dizer do que eles oferecem a outros partidos para cooptar? Ou você acha que determinado partido deixou aliança porque foi convencido, achou bonito, ou porque foi cooptado? Isso não é toma lá, dá cá?

    Existe risco de rompimento?

    Só a convenção pode dizer.

    Os ministros que cuidam da articulação são hábeis?

    Quem cuida da articulação política? Preciso saber primeiro, é bom me informar. Não sei quem está fazendo articulação. Se alguém não está fazendo, é porque a presidente não delegou. É uma variação daquele filme: Atenção, senhores passageiros, o articulador político sumiu’.

    Dilma não faz política?

    Faz política, mas a má política, a política do confronto.

    Como fazer para o PMDB perder a imagem de fisiológico?

    É ter um candidato a presidente e ganhar eleição.

    Não é entregar cargos e manter apoio a projetos de interesse do governo?

    Interesse do governo não necessariamente é bom. A bancada fez exatamente isso, entregou os cargos.

    O seu aliado Fábio Cleto segue vice-presidente da Caixa.

    A bancada não decidiu que ia entregar os cargos existentes, decidiu que não indicaria ministros agora.

    Então a bancada é só metade fisiológica?

    Da minha parte pode entregar todos, se for essa a vontade da bancada. A bancada até quis deliberar isso, se você quer saber. Optar por entregar os cargos aí sim significa ruptura. Os espaços mínimos que o PMDB ocupa no governo, inferiores ao que tinha com Lula quando nem fazia parte da aliança eleitoral, assim são porque apoiamos a eleição. Isso não é fisiológico. O que é fisiológico é fazer toma lá, dá cá. Por isso temos que disputar a presidencial.

    E há candidato?

    Infelizmente, não.

    Leia a íntegra
    folha.com/no1425984

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