Ficha Corrida

15/03/2015

Crime organizado pela mídia

A Veja tinha o Demóstenes Torres; a RBS, Pedro Simon. A Veja tinha o DEM; a RBS, PMDB, PP e seus próprios funcionários. A Globo paira sobre ambas pois endossava Veja e encobria, sob suas asas, a filial a RBS. Todas as páginas cor de merda da Veja trazia políticos que, depois, se revelavam o que sempre foram. E só a Veja não sabia. Os tais de cavaleiros da ética, José Roberto Arruda & caterva faziam as páginas amarelas da Veja. Recentemente, Álvaro Dias, Fernando Francischini, Renan Calheiros e Eduardo Cunha adornam a galeria de heróis da Veja.

No Brasil, não há crime organizado sem a participação e organização do coronelismo eletrônico. Até porque o tráfico de informação é a moeda valiosa dos grupos mafiomidiáticos. À captura de FHC, mediante Miriam Dutra, seguiu-se a captura e cooptação, mediante espaço e emprego do filho, Joaquim Barbosa. Basta lembrar o passeio que Assas JB Corp proporcionou à funcionária da Globo pelas Costas Ricas… Não deu na Globo, mas internet revelou

O avanço político do crime organizado

dom, 15/03/2015 – 06:00 – Atualizado em 15/03/2015 – 08:45 –Luis Nassif

A lista HSBC expõe, de forma ampla, o que foi o ambiente cinza do mercado financeiro internacional depois da liberalização financeira, uma mixórdia onde se misturavam caixa 2, dinheiro do narcotráfico, do terrorismo internacional, da corrupção política, das jogadas financeiras.

É essa zona cinzenta que favorece a proliferação do crime.

***

Na política também existe uma zona cinzenta, um cenário que favorece a expansão da influência do crime organizado. No caso brasileiro, a zona cinzenta ganhou dimensão quando o STF implodiu o sistema partidário e permitiu a proliferação dos pequenos partidos. E, depois, quando o financiamento privado de campanha decidiu investir na sua própria bancada, em vez de bancar políticos individualmente.

Sempre houve políticos bancados pelo crime mas, em geral, eram subordinados à organização partidária que restringia sua capacidade de atuação no Congresso. Com o pluripartidarismo à brasileira, esse disciplinamento deixou de existir. Abriu-se uma caixa de Pandora de difícil equacionamento, especialmente depois que os partidos majoritários passaram a se engalfinhar em uma luta fratricida.

***

O avanço do crime organizado não se deu apenas na atividade parlamentar, mas também em outros territórios extra-institucionais, como a imprensa.

O episódio que inaugurou essa nova fase foi a parceria entre a revista Veja e a organização criminosa de Carlinhos Cachoeira. Não era mais a imprensa se aliando a colarinhos brancos sofisticados, a golpistas do mercado financeiro, a banqueiros suspeitos, mas à corrupção chula de bicheiros e contraventores.

Cachoeira elegeu um senador, Demóstenes Torres. Veja transformou-o em um cruzado contra a corrupção, deu-lhe status de celebridade no mercado de opinião. Com o poder conquistado, Demóstenes fazia os jogos de interesse de Cachoeira e da Abril.

A CPMI de Cachoeira poderia ser o início da grande luta política contra o crime organizado ao desvendar as ligações de Cachoeira com a Veja e com empreiteiras – como a Delta -, que por sua vez mantinham ligações estreitas com o mundo político, a começar do então governador do Rio Sérgio Cabral.

A CPMI mostrou a especialização que se formara no mercado de corrupção. O bicheiro prospectava contratos e licitações no setor público, passíveis de corrupção, uma atuação que poderia começar nas discussões de projetos de leis e emendas orçamentárias e se desdobrar por repartições públicas federais e estaduais; aliava-se a uma empresa parceira, que assumia a fase legal do projeto; garantia a blindagem com a parceria com a mídia e com os padrinhos políticos.

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O Ministério Público cochilou ao não avançar nas investigações abertas pela CPMI de Cachoeira. Seria o ponto de partida para o início da verdadeira guerra contra a corrupção política mais visceral, aquela que envolve o crime organizado. A Lava Jato abre uma nova possibilidade para se desbaratar esse modelo, ao identificar seus desdobramentos regionais. E o MPF terá que sair da zona de conforto e enveredar por caminhos nunca dantes navegados: as interseções do crime organizado com o país institucionalizado, incluindo aí a mídia.

O avanço político do crime organizado | GGN

04/03/2015

E se Fernandinho Beira-Mar emitir nota de esclarecimento?

O Grupo Abril, pela Veja, entende que pode substituir o código penal por Nota de Esclarecimento.  Já pensou se a moda pega. Se todo bandido começar a emitir nota de esclarecimento? Será o enterro do Código Penal. Onde estão os Repórteres Sem Fronteira para denunciar a bandidagem da redação? Cadê a ANJ, a Judith Brito e os beócios do Instituto Millenium?! Todos calados diante da bandidagem da Veja. Quem acoberta bandido é o quê?

A Veja é a mesma que publicou aquela descoberta científica chamada Boimate. Os jornalistas da Veja acreditam no cruzamento do boi com tomate, para que os bifes saiam temperados com “pomodoro” e tomate cheire à boi… Pior do perpetrar esta barbaridade, foram as entrevistas que a Veja fez para dar cunho de legitimidade… E não bastasse isso, Veja incorreu no mesmo erro ao cair na esparrela da Nueva Konigsberg, aquela cidadezinha paraguaia onde todos os moradores eram originários da terra natal de Kant. Só Veja consegue perpetrar cleptojornalismo e ainda ter uma manada a tiracolo.

Se as instituições funcionassem, principalmente o Judiciário, e mais precisamente o STF, estes bandidos não estariam agindo de maneira tão desenvolta. Eles contam com a parceria do Jagunço de Diamantino. Contam também com outros heróis dos golpistas, que montam empresas de lavagem para comprarem apartamento por dez dólares. O exemplo vem de cima. Se quem deveria dar exemplo usa apartamento funcional mesmo após a aposentadoria, monta uma empresa de fachada, Assas JB Corp, fugir do fisco, e ainda vira herói nacional, é porque ainda falta um longo caminho para nos tornarmos civilizados. E a bandidagem das redações, vide Pimenta Neves, agradece.

Veja admite: mentiu sobre festa de sobrinho de Lula. E o bandidinho que invade casas?

3 de março de 2015 | 18:48 Autor: Fernando Brito

vejamentiu

Finalmente a Veja, edição Brasília admite a falsidade da matéria publicada no dia 18 de fevereiro e imediatamente desmentida pelo ex-presidente Lula de que estaria sendo organizada uma festa milionária para um inexistente sobrinho seu.

A nota, que você vê aí em cima, tem o título “Erramos”.

Deveria tê-lo “Mentimos”.

E ainda: “e ainda tentamos arrumar algo para continuar a mentir”.

Porque só isso explica porque mandaram o tal Ullisses Campbell, o desqualificado que  se prestou ao papel de inventar a história, para São Paulo, usar de expedientes e falsa identidade para xeretar a casa do irmão de Lula.

A “confissão de erro” da Veja tem o valor moral de um Alberto Youssef.

É algo como aquilo que disse dele o senhor Sérgio Moro: coisa de “bandido profissional”.

Daqueles que sabem que vão ficar impunes.

Porque, depois de 15 dias de estultos que acreditam naquele lixo reproduzindo a notícia, não vai ser o hipócrita “Erramos” que irá reparar o estrago.

Mas seria uma boa a família de Lula mover um processo contra o intrigante da Veja, para ele explicar como a revista bancava e mandava achar criar “provas” do que não existia.

Veja admite: mentiu sobre festa de sobrinho de Lula. E o bandidinho que invade casas? | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

01/03/2015

Tem mais bandidos na Veja que no Presídio Central

A quadrilha Abril usa o braço Veja para achacar. Foi assim com Policarpo Jr em parceria com Demóstenes Torres e Carlinhos Cachoeira. Desta feita o ataque coube ao trombadinha Ulisses Campbell. Por vezes a Veja conta com o braço do jagunço de Diamantino, em outras terceira aos demais a$$oCIAdos do Instituto Millenium. Hoje a maior quadrilha do Brasil, que tem ódio aos brasileiros e tudo de bom que por aqui se constrói, está alcovitada no coronelismo eletrônico. Agem como verdadeiros grupos mafiomidiáticos.

Nem a máfia siciliana, nem Al Capone foi tão longe no assassinato de reputações. Pior do que o comportamento de quadrilha do Grupo Abril é a passividade das autoridades. Segundo o código penal, tanto o executor como o mandante devem ser punidos. Mas, como o ódio de classe, ao PT, Lula e Dilma está liberado, as autoridades que deveriam dar um basta ao comportamento criminoso são capturados pelas penas de aluguel destes veículos.

O covil da Veja já deveria ter sido desbaratado. No mínimo, dedetizado!

Repórter da Veja se comporta como assaltante no prédio do irmão de Lula e é detido pela polícia.

Na última quarta-feira (25), por volta das 10hs da manhã, a babá dos netos de Frei Chico (irmão do presidente Lula) atendeu um sujeito que se identificou pelo interfone como entregador de livro.
Ao abrir a porta, o elemento anotou o nome, RG e CPF dela, e passou a ter um comportamento suspeito. Em vez de entregar livro como havia dito, começou a perguntar sobre os horários de chegada dos moradores.
Percebendo o comportamento típico de assaltante, a babá trancou a porta e avisou a portaria. A Polícia Militar foi chamada.
O elemento fugiu das dependências do condomínio, sendo detido nas redondezas pela PM, quando se identificou como Ulisses Campbell, jornalista da Veja.
A família de Frei Chico registrou boletim de ocorrência na delegacia de polícia.
Esse é o final da história de assédio pelo elemento da Veja, que começou dias antes com telefonemas e ameaças.
Ulisses Campbell é o elemento que publicou uma mentira absurda revista Veja de Brasília, dizendo que "Thiago, que seria sobrinho do ex-presidente Lula, terá uma festa de aniversário de três anos com custo de 220 mil reais e Ipads de presente para os convidados".
Lula desmentiu em seu instituto. Sequer tem sobrinho com este nome residindo em Brasília.

O elemento da Veja, pego na mentira, tentou fabricar outra matéria. Viajou de Brasília para o estado de São Paulo, e passou a usar nomes falsos e assediar a família de Frei Chico.
No boletim de ocorrência, o filho de Frei Chico relatou:

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Os Amigos do Presidente Lula

02/11/2014

É, JA NO Temos mais Gurgel…

demostenes e veja

A dobradinha nascida nas entranhas de um mundo subterrâneo, que incluía de Carlinhos Cachoeira a Demóstenes Torres, sob as batutas de Roberto Gurgel e Gilmar Mendes. O mensageiro do subterrâneo foi o sempre lembrado Policarpo Jr.. Para as patacoadas de Gilmar Mendes o valentão Joaquim Barbosa simplesmente botou o rabo entre as pernas. Ou, como diria a brilhante Ministra Rosa Weber, a “literatura jurídica me permite”.

Janot resiste a informar Congresso sobre delação

Procurador disse a parlamentares que primeiro decidirá rumo da Lava Jato

Presidente da CPI da Petrobras afirma que a Constituição garante o acesso a depoimentos de ex-diretor e Youssef

RUBENS VALENTE, DE BRASÍLIA, para a FOLHA

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse a três parlamentares que só entregará ao Congresso Nacional cópias das delações premiadas do escândalo da Petrobras depois que formalizar uma denúncia sobre o assunto, o que não tem prazo determinado para ocorrer e pode nem mesmo ser feito.

A informação foi dada por Janot ao presidente da CPI da Petrobras, o senador Vital do Rêgo (PMDB-RN), e dois membros da comissão, o deputado Rubens Bueno (PPS-PR) e o senador José Agripino (DEM-RN), em reuniões diferentes no final de setembro.

"Janot colocou que o sigilo só poderia ser quebrado após a denúncia. Mas o acesso é um direito que nós temos", disse Vital do Rêgo.

O presidente da CPI deu entrada a um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para tentar acesso aos papéis.

"Janot disse que só depois da denúncia. Não estimou quando isso vai ocorrer", confirmou Bueno. "O ponto fundamental para a CPI desse caso todo são as delações", disse Agripino.

Do atual estágio da investigação até a denúncia, há um longo caminho, que inclui a tomada de depoimentos, checagem de dados e diligências. Na melhor das hipóteses, esses procedimentos devem demorar muitos meses. Na pior, alguns anos.

Com a remessa das delações da Justiça Federal do Paraná para o STF, Rodrigo Janot –nomeado para o cargo em setembro do ano passado pela presidente Dilma Rousseff– se tornou o principal responsável pelo destino da investigação sobre as autoridades com foro privilegiado.

Citando jurisprudência, os ministros do tribunal têm escrito seguidamente em decisões que não cabe a eles recusar um pedido de arquivamento feito pelo procurador-geral. Significa dizer que, na prática, Janot tem o poder de "absolver" os citados em investigações com foro privilegiado, incluindo Dilma.

Quando o arquivamento é indicado por Janot no curso do inquérito, a recomendação tem sido seguida sempre por um único ministro, relator do inquérito, sem precisar passar pelas turmas ou pelo plenário do Supremo.

Levantamento feito pela Folha revela o arquivamento de pelo menos 82 inquéritos e ações penais relativas a parlamentares, ministros e ex-ministros do governo por decisão de Janot desde sua posse, há 13 meses.

Em 62 casos, o procurador-geral não viu provas suficientes para continuar as investigações. Em 16 casos, ele afirmou que houve a prescrição da possível e futura pena relativa ao caso. Nos casos restantes, o inquérito tramitou em segredo de Justiça do começo ao fim, de modo que nunca, com exceção das partes, será possível ao cidadão comum saber por que o inquérito foi instaurado e por que foi arquivado.

As 82 "absolvições" excluem arquivamentos motivados por perda do foro (quando a autoridade deixa o cargo) e três casos em que Janot não arquivou os autos, mas pediu que eles saíssem do STF para retornar à primeira instância, pois considerou fracos os indícios sobre os parlamentares.

A Procuradoria não comentou os números, sob o argumento de que, a pedido da reportagem, ainda trabalhava em levantamento que ficará pronto só na terça-feira (4).

05/07/2014

Cowan é xícara da política café-com-leite

Foi descoberto o elo perdido que ressuscitou a política café-com-leite do PSDB. Aécio e Aloysio tem em comum, além da Cowan, obras desabadas. Há um viaduto em BH, que matou dois, e um monotrilho em São Paulo, que matou 1, que são verdadeiras pontes unindo este incesto entre fraticidas.

As relações entre a Cowan, a Delta e a Prefeitura de BH

sex, 04/07/2014 – 12:52 – Atualizado em 04/07/2014 – 13:12

Jornal GGN – Reportagem do jornal O Tempo revela movimentos pouco explicados entre a Prefeitura de Belo Horizonte e a construtora Cowan – responsável pelo viaduto que desabou na Via dom Pedro I.

Em abril de 2012, “O Globo” informou que a Prefeitura assinou contrato para obra antes mesmo que o Consórcio Integração – formado pela Delta e pela Cowan – tivesse se formado.

O consórcio só foi incluído no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica três meses após a assinatura do contrato.

Em função da denúncia, o Ministério Público de Minas Gerais instaurou inquérito e encaminhou ofício a todas as promotorias do Estado para levantar outros contratos entre prefeituras mineiras e a Delta – indiciada como integrante do esquema Carlinhos Cachoeira.

Quando explodiu o escândalo, a Prefeitura decidiu emitir nota de empenho separada, para impedir que a Cowan fosse prejudicada pelo bloqueio de contas da parceira.

O fundador da Cowan, Walduck Wanderley – morto em 2004 -, sempre foi visto como um empresário excêntrico. Na verdade, dos personagens mais ridículos do mundo empresarial brasileiro, perfil do empreiteiro típico dos anos 50.

Em 1997 orgulhava-se de ter gastos pessoais da ordem de 200 mil dólares por mês. Seu prazer maior era desfilar sua Mercedes S-200 a 20 km por hora pela avenida Afonso Pena (http://tinyurl.com/kbczsqv) a principal de Belo Horizonte. Justificativa: “Não basta ter dinheiro. É preciso ter e mostrar que se tem”.

Vangloriava-se de ter 25 veículos, dos quais 10 Mercedes. E ter mais de trinta namoradas. Não escondia seu estilo de financiar campanhas políticas e da importância de ter amigos em cargos relevantes.

Com sua morte o grupo foi assumido pelo irmão mais novo, Saulo Wanderley, que expandiu os trabalhos da Cowan para a área de saneamento e de petróleo.

Segundo informa O Tempo, com base em dados do Portal da Transparência do Paço de BH, o contrato da obra do viaduto que desabou na tarde da quinta-feira (3) é da ordem de R$ 159.214.292,89. O projeto, voltado para a Copa do Mundo, envolve recursos do governo federal.

Durante a investigação, o MPE descobriu documentos do Tribunal de Contas do Estado que sugerem que o projeto esteja superfaturado em até 350%.

No mesmo dia em que ocorreu a tragédia que vitimou duas pessoas na capital mineira, a Cowan foi anunciada, em São Paulo, como uma das empresas que integram o consórcio vencedor da licitação do monotrilho ABC (Linha 18-Bronze).

Após meses de imbróglio jurídico em torno do certame, o governo do Estado conseguiu concluir a disputa. A obra, que ligará a região do ABC Paulista à Capital, conta com recursos estaduais e da União, via PAC.

As relações entre a Cowan, a Delta e a Prefeitura de BH | GGN

12/04/2014

Comi$$ão Paralamentar Inquérito

 

A hipocrisia das CPIs e do uso político dos escândalos

sab, 12/04/2014 – 11:26 – Atualizado em 12/04/2014 – 12:55

Luis Nassif

Provavelmente nenhuma das CPIs (Comissão Parlamentar de Inquérito) anunciadas levará a nada, por uma singela razão: todas elas entram no coração do modelo de financiamento privado de campanha do país, o mesmo que elegeu a maioria dos parlamentares e governadores.

Os personagens são os mesmos que fornecem para a Petrobras, para o Metrô de São Paulo, para a Cemig de Minas, para o porto de Suape, em Pernambuco.

A CPI de Cachoeira acabou quando bateu nas relações Veja-Cachoeira e quando o diretor da empreiteira Delta ameaçou abrir suas listas. Em dois segundos, a CPI virou fumaça, abortada tanto pela oposição quanto pelo PT.

A CPI do Banestado teve o mesmo destino quando encontrou contas externas de grupos relevantes. A dos Precatórios terminou em pizza, pois envolvia quase todos os partidos. E só avançou parcialmente pelo desejo de alguns integrantes em atingir adversários políticos.

Agora mesmo, se o doleiro Alberto Yousseff abrir suas contas e soltar sua língua, não sobra um partido inteiro no país. Daqui a pouco estará livre, leve e solto como Carlinhos Cachoeira, o bicheiro que, em parceria com Veja, ameaçou a República e transformou uma figura apagada – o ex-senador Demóstenes Torres – no catão mais temido do país.

***

Esse modelo torto criou uma cadeia improdutiva da denúncia que visa tudo, beneficia a muitos, menos à moralidade pública. É de uma hipocrisia acachapante e oportunista.

Grandes grupos jornalísticos ou o jornalismo de Internet têm à  sua disposição escândalos a granel, verdadeiros ou falsos, que são escolhidos como em gôndolas de supermercados. Quer atingir alguém, um grupo político adversário, uma empresa recalcitrante? Vá até a gôndola e escolha o que quiser. Se não houver grandes escândalos, basta dar um tratamento escandaloso a um pequeno problema e imediatamente se abaterá sobre a empresa ou o político a mancha da suspeita.

Confira-se o que foi o aumento das verbas publicitárias da Serasa, quando alvo de uma CPI.

Basta um relatório inconclusivo de Tribunal de Contas, uma manchete de jornal, um procurador pautado pela mídia para atingir o mais probo dos políticos ou administradores. Ou dobrar a mais recalcitrantes das empresas. É um poder sem limites.

Por aqui, uma revista é desmascarada em jogadas políticas e comerciais com uma organização criminosa e nada ocorre. O Congresso se apequena, o Ministério Público tergiversa, o Ministério da Justiça se cala. O STF acaba com o direito de resposta, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) monta um grupo para garantir a total liberdade dos grupos de mídia. E esquece-se das vítimas porque as vítimas, ah, deixe por conta da defensoria pública.

Na Inglaterra, por muito menos, conservadores, liberais e trabalhistas, polícia e Judiciário se uniram para colocar no pelourinho o mais poderoso magnata da mídia da atualidade, Rupert Murdock.

Resistir, quem há de? É uma mixórdia que beneficia os picaretas, por ficarem na companhia de inocentes; e estigmatiza para toda a vida os sérios.

***

Qualquer fato – verdadeiro ou falso – é empunhado contra o adversário político ou contra a empresa não colaborativa. E tudo é aceito porque o modelo político atual torna verossímil toda sorte de malfeitos – que existem às pencas sim. Mas pouco atingem os grandes grupos que se blindam com escritórios de advocacia caros e controles sobre verbas publicitárias robustas.

O que explicaria, por exemplo, os R$ 2 milhões gastos pelo Ministério da Educação com assinaturas da revista Nova Escola da Editora Abril? Meramente méritos da revista ou barganhas políticas em torno de reportagens? E qual a reportagem que deixou de ser publicada?

Daí a dificuldade de uma reforma política, com o fim do financiamento privado de campanha, que rompa com esse anacronismo. Ou de mudanças na legislação que permitam a punição severa ao crime grave mas a não criminalização de qualquer erro administrativo.

Aos atuais parlamentares não interessa o fim do financiamento privado de campanha, porque a maior parte deles depende desse modelo para sua sobrevivência política. Aos grupos de mídia e aos Tribunais de Conta não interessa uma racionalização dos procedimentos, pois reduziria sua capacidade de gerar escândalos.

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E todo esse jogo de cena se dá em cima do manto cinzento das negociações espúrias.

A hipocrisia das CPIs e do uso político dos escândalos | GGN

17/12/2013

Veja esta

Filed under: DEMo,José Roberto Arruda,Policarpo Júnior,Quadrilha,Veja — Gilmar Crestani @ 8:56 am
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Justiça condena Arruda e deputada a pagar R$ 1,1 mi

Ex-governador do DEM foi condenado por improbidade administrativa em Brasília

DE BRASÍLIA

O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF) –filha do ex-governador Joaquim Roriz– e outras duas pessoas foram condenadas por envolvimento no mensalão do DEM.

A decisão é da primeira instância. Eles foram condenados a pagar R$ 1,1 milhão de multa, entre ressarcimento e danos morais, e estão impedidos de concorrer a eleições por oito anos. Apesar disso, cabe recurso da decisão, e a pena pode ser suspensa.

Foram ainda condenados o marido de Jaqueline Roriz, Manoel Neto, e o delator do esquema, Durval Barbosa, que foi beneficiado por ter colaborado com a investigação e não foi punido. Todos foram condenados por improbidade administrativa, na 2ª Vara da Fazenda Pública do DF. Cabe recurso da decisão.

A deputada Jaqueline Roriz foi flagrada em vídeo recebendo dinheiro de Durval Barbosa. Processada por quebra de decoro parlamentar, ela foi absolvida no plenário por 265 votos contra 166.

Na ação judicial, o Ministério Público acusa Jaqueline Roriz e o marido dela de receberem propina das mãos de Durval Barbosa para apoiar a candidatura de Arruda ao cargo de governador do Distrito Federal. Em depoimento à 2ª Vara da Fazenda Pública, Durval Barbosa confirmou todas as acusações.

15/12/2013

A justiça é cega; Cachoeira, não

 

Com 39 anos de prisão, Cachoeira está livre, atuando e costura candidatura da mulher

dom, 15/12/2013 – 10:53

Sugestão de Assis Ribeiro

do Brasil 247

CACHOEIRA, A LUXUOSA VIDA DE UM CONDENADO

:

A Justiça só é cega para alguns; enquanto petistas históricos amargam o cárcere, a 200 quilômetros do presídio da Papuda, em Goiânia, contraventor mais famoso da atualidade está livre para rearticular seus negócios, frequentar os melhores restaurantes da cidade e figurar nas colunas sociais; desde que se livrou das grades (mesmo condenado a mais de 39 anos), Cachoeira se casou, passeou por resorts da moda e já pensa mesmo em recompor sua bancada parlamentar, tendo à frente a mulher, Andressa Mendonça, ensaiando candidatura à Câmara dos Deputados

Goiás 247 – José Dirceu precisa pedir autorização à Justiça para atualizar seu blog, Delúbio Soares tenta um emprego na CUT e para isso precisa da gentileza dos magistrados. E José Genoino; esse precisou provar, de forma involuntária até, que sofre mesmo de um grave problema cardíaco. Tudo isso tem como cenário o presídio da Papuda, nos arredores de Brasília.

A pouco mais de 200 km dali, em Goiânia, um condenado a 39 anos de cadeia não precisa de autorização judicial para frequentar os melhores bares e restaurantes, reativar sua vida de empresário e até mesmo costurar articulações políticas. Esse é Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Se a Justiça Brasileira produz disparates como esse, Cachoeira não tem culpa e aproveita para refazer a vida ao lado da mulher, Andressa Mendonça, com quem se casou com pompa e circunstância logo após a breve estadia na Papuda. Enquanto isso, os fundadores históricos do PT mofam nas celas do presídio brasiliense e clamam por uma benevolência da Justiça para talvez cumprirem uma pena domiciliar ou mesmo uma tarefa simples, como escrever texto num blog.

Carlinhos Cachoeira conhece bem a Papuda. Ele ficou nove meses presos na penitenciária em 2012 e agora o máximo que chega perto do complexo presidiário é quando vai a Anápolis visitar familiares, frequentar igrejas e saber como andam seus negócios.

Nem tudo, porém, foi alegria na vida do contraventor. Desde a eclosão da Operação Monte Carlo Cachoeira perdeu a mãe. Não pode sequer velar seu corpo, pois estava trancafiado na papuda. Meses depois foi a vez do pai, o folclórico Tião Cachoeira, um dos pioneiros do jogo do bicho em Anápolis, ir-se embora, ceifado por um enfarte.

Diversificação

Reportagem do jornal O Popular, de Goiânia, publicada em 23 de novembro, mostrou como está a vida do ex-contraventor. Cachoeira agora atua no ramo imobiliário e, com seus olhos de lince, mira investimentos em Goiânia, Anápolis e outras cidades do interior. Em Goiás Cachoeira tem fama de Midas, onde tudo que toca, qualquer negócio a que se dedique, prospera, vira ouro. A atuação profissional voltou a ser prioridade após ele transformar seu cotidiano pessoal numa espécie de reality show.

Ao sair da cadeia, ele cumpriu a promessa que fez a Andressa ainda na Papuda. Os dois se casaram na residência do casal, num condomínio de luxo na Capital, e a foto que rodou o Brasil foi Cachoeira beijando os pés da esposa na frente de um batalhão de fotógrafos. Cachoeira é frequentemente avistado na movimentada noite goianiense, sempre presente nos melhores restaurantes da cidade. Até suas idas ao cabeleireiro são razões para notícias de jornais.

O ex-amigo de Demóstenes Torres também se fez flagrar num resort luxuoso na Bahia, no começo deste ano. Bermuda florida de grife, óculos escuros e Andressa, de biquíni, ao lado, exibindo os dotes que fizeram a musa do CPI que levou o nome do marido. Trajes bem diferentes e liberdade de darem inveja aos petistas condenados.

Com a vida conjugal ajeitada e a atuação empresarial retomada, Cachoeira estendeu seus tentáculos no ambiente que lhe fulminou, na Operação Monte Carlo, a política. A esposa se filiou ao PSL e os boatos – estrategicamente negados pelo próprio Cachoeira – de uma possível candidatura de Andressa a deputada federal se espalharam.

O mandato que Genoino renunciou na Câmara Federal é agora cobiçado por Cachoeira e esposa. Nem mesmo Joaquim Barbosa sonharia com tamanha ironia. O jornal Tribuna do Planalto, de Goiânia, divulgou no mês passado que Cachoeira comandaria um grupo de três partidos (PMN, PSL e PT do B) e seu objetivo é fazer uma bancada forte no Congresso em 2014. É articulação política de fazer inveja ao agora preso ex-ministro José Dirceu.

Com 39 anos de prisão, Cachoeira está livre, atuando e costura candidatura da mulher | GGN

27/05/2013

A morte de Roberto Civita

civita

A morte de Roberto Civita

Enviado por luisnassif, dom, 26/05/2013 – 23:01

Acaba de falecer Roberto Civita.

Foi o principal responsável por ter trazido os padrões jornalísticos norte-americanos para o Brasil, convencendo o pai a criar revistas informativas.

A primeira foi a Realidade. Segundo jornalistas que trabalharam com ele, como Luiz Fernando Mercadante, o jovem Civita tinha tino jornalístico, sabia trabalhar com talento as fórmulas importadas dos Estados Unidos.

Algum tempo depois, a Veja, copiando o modelo de jornalismo-produto norte-americano.

O padrão vinha do Times. Consistia em trabalhar a notícia como se fosse um produto da dramaturgia. Na segunda-feira, havia reunião de pauta em que se escolhiam as matérias que fossem mais atraentes para os leitores. A pauta era montada de acordo com critérios que tornassem a notícia atraente. Depois, os repórteres saíam atrás de declarações que convalidassem as teses defendidas pela revista.

Teve alguns períodos áureos. O primeiro, com Mino Carta. Depois de três anos para se firmar, atingiu o ponto de equilíbrio e nos anos 70 já se tornara a mais influente publicação brasileira.

Apesar do estilo superficial – próprio para atingir a dona de casa de Botucatu (como era o lema da revista -, a revista primava pelas pautas criativas, pelo texto rigoroso embora um tanto parnasiano nas aberturas, pela capacidade de enfiar enorme quantidade de informações (nem todas essenciais) em textos curtos.

Após a saída de Mino, a revista manteve a influência e cresceu em tiragem, acompanhando o crescimento da economia brasileira.

Nos anos 90, assim como o restante da grande imprensa, experimentou seu período de maior brilho, após ajudar a construir e a demolir a imagem de Fernando Collor.

Brilhante na criação de um universo de revistas especializadas ou temáticas, Roberto Civita falhou na transição para a era digital.

Com ACM, conseguiu concessões de TV a cabo, montou alguns canais, que não lograram se desenvolver. A experiência em TV foi um desastre financeiro. Teve oportunidade de montar o primeiro grande portal brasileiro, o BOL, tendo muito mais conteúdo para expor do que a UOL, da Folha. Mas não possuía a agilidade demonstrada por Luis Frias, à frente da UOL.

Com poucos lances, Frias propôs a fusão UOL-BOL, assumiu a gestão da nova empresa e, mais à frente, aproveitou a enorme liquidez do mercado financeiro para adquirir a metade da Abril. Hoje a UOL deve valer bem mais do que a Abril inteira.

Um dos principais obstáculos para a transição da Abril foi a resistência de um corpo de conselheiros de Civita, fortemente amarrados à tradição do papel. Mesmo quando a Internet tornara-se irreversível, a Abril não acordou. Pelos menos a duas empresas de tecnologia que foram oferecer sistemas para ela – uma das quais, a IBM – a resposta dos executivos é que a Abril iria apostar todas suas fichas em gibis e revistas para a classe C.

O advento do jornalismo online acabou consagrando outros portais, a própria UOL, o G1 e dois entrantes, o Terra e o iG.

A última aposta da Abril foi tentar ganhar protagonismo político imitando o estilo de Rupert Murdoch. A campanha contra o desarmamento revelou um perfil de leitor classe média intolerante, preconceituoso, conservador até a medula. E a Abril, que sempre buscou o leitor classe média alta, apostou todas suas fichas no novo modelo.

Foi a primeira a trazer o estilo de jornalismo tosco e virulento da Fox News. E a cometer assassinatos de reputação em larga escala, cujos casos mais conhecidos foram as guerras do Opportunity e de Carlinhos Cachoeira.

Alguns anos atrás, em péssima situação financeira, a Abril recebeu aporte de capital do grupo Nasper, da África do Sul, mais 20% de empresas offshare de Delaware, afrontando a legislação brasileira. Posteriormente, quando vendeu a TV A para a Telefônica, as duas holdings desapareceram do bloco de controle da empresa.

Nos últimos anos, o grupo passou a investir todas suas sobras de caixa no setor educacional. Com a morte do seu líder, o futuro da Abril torna-se incerto.

A morte de Roberto Civita | Brasilianas.Org

08/05/2013

Descendo com Cachoeira

Filed under: Carlinhos Cachoeira,Grupos Mafiomidiáticos,Policarpo Júnior,Veja — Gilmar Crestani @ 9:37 am
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Com Cachoeira preso, lucro da Abril despencou em 2012 e circulação da Veja caiu

A Abril S/A, que inclui a Editora Abril, gráfica, logística e distribuição, anunciou uma queda de 65,5% de seus lucros em 2012 em relação a 2011. O lucro líquido despencou de R$ 186 para R$ 64 milhões, o que é pouco para o porte da empresa. Um dos motivos foi a queda da receita de R$ 3,15 bilhões para R$ 2,98 bilhões.
Curiosamente, o ano de 2012 foi marcado pela prisão do bicheiro Carlinhos Cachoeira, na operação Monte Carlo da Polícia Federal, o que interrompeu sua parceria como fonte de informação da revista Veja (uma das principais da Editora Abril).
Durante a operação Monte Carlo, interceptações telefônicas com ordem judicial flagrou Cachoeira combinando com membros de sua organização, de plantar reportagens na revista Veja com fins de derrubar autoridades de seus cargos públicos, que representassem obstáculo aos interesses da organização criminosa. Em outros momentos, Cachoeira conversava sobre o fornecimento de vídeos e gravações clandestinas, feitos através de arapongagem ilegal, para ser entregue ao chefe da sucursal da revista em Brasília, Policarpo Júnior.
Durante os trabalhos da CPI do Cachoeira, parte dos parlamentares quiseram convocar Policarpo Júnior e o dono da revista, Roberto Civita, para prestar depoimento. Porém, a maioria dos membros da CPI preferiram não convocar, cedendo à pressões da revista e de outros órgãos da velha mídia.
Segundo "release" da Abril S/A, as publicações infantis e a revista Quatro Rodas é que apresentaram crescimento.
A revista Veja, segundo o IVC (Instituto de Verificação de Circulação) teve decadência em 2012, caindo de 1.072.063 de exemplares em novembro de 2011 para 1.047.039 em janeiro de 2013.

Os Amigos do Presidente Lula

25/04/2013

Em casa de ferreiro, espeto de pau

E por aí vemos porque o MP luta tanto para ter a prerrogativa da investigação. Para investigar os outros. Quando se trata dos seus, o silêncio é ensurdecedor! Bastou alguns anos para a corporação demonstrar que atua com ainda menos isenção que a Polícia Federal. Demóstenes Torres é a cara do MP atual: tira o dedo do rabo para apontar o mau cheiro dos outros.

Agora, só uma decisão da Justiça pode tirar cargo de Demóstenes

Conselho decide que senador cassado é vitalício como promotor

DE SÃO PAULO

O CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) decidiu que o senador cassado Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) tem direito à vitaliciedade no cargo de promotor no Ministério Público de Goiás.

Por causa disso, o conselho não poderá demitir Demóstenes no processo administrativo no qual investiga a relação dele com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

A decisão sobre a vitaliciedade foi por 7 votos a 5.

A dúvida em relação ao ex-senador ocorreu porque ele entrou no Ministério Público em 1983.

A partir da Constituição de 1988, todos os integrantes do Ministério Público se tornaram vitalícios no cargo –o que impediria a demissão somente por meio de processo administrativo.

A vitaliciedade é uma garantia constitucional dada a certas funções públicas, como juízes e procuradores.

Agora, para que ele Demóstenes seja demitido do cargo de promotor, será preciso uma decisão da Justiça.

A pena máxima que o CNMP pode aplicar diretamente a Demóstenes é a aposentadoria compulsória.

Na sessão de ontem, o conselho ainda ratificou a decisão da relatora do caso, Claudia Chagas, de prorrogar a investigação contra o ex-senador por 60 dias. A extensão do prazo vale a partir da notificação, 1º de abril.

Depois de deixar o Senado, em julho do ano passado, Demóstenes reassumiu o cargo de promotor de Justiça de Goiás, mas foi afastado logo depois, em outubro, após o CNMP iniciar a investigação.

07/01/2013

A dupla Carlinhos e Vanessa homenageia Veja e STF cantando: “amigos para sempre”

Condenado, Cachoeira passa lua de mel no sul da Bahia

Rodrigo Nunes/Folhapress

Andressa Mendonça e Carlinhos Cachoeira na península de Maraú, litoral baiano

Andressa Mendonça e Carlinhos Cachoeira na península de Maraú, litoral baiano

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Após oficializarem a união em Goiânia, no fim do ano passado, o empresário Carlos Cachoeira e a mulher, Andressa Mendonça, viajaram para a península de Maraú, no sul da Bahia, onde passam a lua de mel.

Os dois estão hospedados em um resort que oferece uma estrutura especial para recém casados, com bangalôs à beira-mar, isolados entre coqueirais. Com diárias que chegam a R$ 3.000, o resort tem uma pista de pouso particular, uma piscina de 800 m², e dispõe de lanchas para passeios para ilhas da região, além de barcos para pesca esportiva.

No sábado, o casal foi flagrado enquanto visitava amigos em uma pousada vizinha. À beira da piscina, Andressa, que vestia um biquíni preto, se bronzeou e posou para fotos. Cachoeira comeu e bebeu cerveja, e parece já ter recuperado parte dos 18 quilos que diz ter perdido enquanto esteve preso.

Condenado em dezembro a 39 anos e 8 meses de prisão por diversos crimes, como corrupção ativa, formação de quadrilha e peculato, em um processo originado da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal (PF), Cachoeira é obrigado a avisar a Justiça sempre que se ausentar de Goiânia. Viagens para fora do país estão proibidas.

Em novembro do ano passado, a PF indiciou Andressa sob a acusação de corrupção ativa, por supostamente tentar chantagear o juiz federal Alderico Rocha dos Santos, responsável pela ação penal que resultou da Operação Monte Carlo. O advogado de Andressa, Ney Moura disse à Folha na época do indiciamento que a ação contra sua cliente "é fruto de mera perseguição".

01/01/2013

Policarpo vem aí

Filed under: Bandidagem,Carlinhos Cachoeira,CPI da Veja,Policarpo Júnior — Gilmar Crestani @ 11:03 am

 

Policarpo Jr é processado criminalmente por Alfredo Nascimento e PCdoB

O senador Alfredo Nascimento (PR-AM) está processando os jornalistas da revista Veja, Policarpo Júnior, Rodrigo Rangel, Hugo Marques e Daniel Pereira. Trata-se de queixa-crime por Difamação, Injúria e Calúnia. A ação é penal, portanto é possível levar à condenação de até 3 anos e 6 meses de detenção, além de multa.

http://goo.gl/JywXH

Ao que parece, a ação é sobre aquela matéria da revista, alimentada por Carlinhos Cachoeira, para derrubar o então ministro, que estaria contrariando seus interesses com a empreiteira Delta. A TV Record fez uma reportagem sobre esse episódio em maio de 2012:
PCdoB move outro processo
O PCdoB também processa criminalmente, pelos mesmos crimes, os jornalistas de revista Veja, Rodrigo Rangel, Daniel Pereira, Policarpo Júnior, Mario Sabino, Eurípedes Alcântara e Manoel Lemos.

http://goo.gl/1ZUFa

É sinal de que mais alguns políticos estão perdendo o medo de brigar com a velha imprensa, e que a CPI do Cachoeira teve consequências, mesmo com o PSDB fazendo acordão com partidos da base governista para blindar o bicheiro e o governador Marconi Perillo.
Se todos os alvos de "reporcagens" passarem a processar, mesmo a velha imprensa demotucana será obrigada a ser mais séria, por bem ou por mal.

Os Amigos do Presidente Lula

29/12/2012

Folhabranda!

È cosa nostra!

Casamento de Cachoeira: jornalismo à Al Capone?

Edição 247:

Repórter da revista Carta Capital, Leandro Fortes questiona cobertura da Folha de S.Paulo sobre o casamento de Carlinhos Cachoeira: "Andressa, a noiva, foi indiciada por corrupção ativa pela Polícia Federal por ter tentado chantagear o juiz Alderico Rocha Santos. Ela ameaçou o juiz, responsável pela condução da Operação Monte Carlo, com a publicação de um dossiê contra ele. (…) Mas nada disso foi sequer perguntado aos pombinhos. Para quê incomodar o casal com essas firulas, depois de um ano tão estressante?"

29 de Dezembro de 2012 às 18:50

247 – Condenado pela Justiça por peculato, entre outros crimes, o contraventor Carlinhos Cachoeira se casou na noite desta sexta-feira com Andressa Mendonça, indiciada por chantagear um juiz federal em defesa do agora marido. E o destaque do evento, afora o requinte da cerimônia, foi o beijo que o noivo deu no pé da noiva.

O jornalista Leandro Fortes, da Carta Capital, estranhou o tratamento condedido pela reportagem ao bicheiro e, em texto publicado em seu perfil Facebook, taxou a cobertura de "jornalismo à moda de Al Capone", o célebre gângster ítalo-americano. Leia a análise abaixo:

Leandro Fortes: Casamento de Cachoeira, Jornalismo à moda de Al Capone

O que é mais incrível não é a Folha de S.Paulo mandar uma repórter "enviada especial" a Goiânia para cobrir o casamento de um mafioso com uma mulher indiciada por chantagear um juiz federal para tirá-lo da prisão, e sequer citar esse fato.

Carlinhos Cachoeira, vocês sabem, tem trânsito livre na imprensa brasileira. Dava ordens na redação da Veja, em Brasília, e sua turma de arapongas abastecia boa parte das demais coirmãs da mídia na capital federal.

Andressa, a noiva, foi indiciada por corrupção ativa pela Polícia Federal por ter tentado chantagear o juiz Alderico Rocha Santos.

Ela ameaçou o juiz, responsável pela condução da Operação Monte Carlo, com a publicação de um dossiê contra ele. O autor do dossiê, segundo a própria? Policarpo Jr., diretor da Veja em Brasília.

Mas nada disso foi sequer perguntado aos pombinhos. Para quê incomodar o casal com essas firulas, depois de um ano tão estressante?

O destaque da notícia foi o mafioso se postar de quatro e beijar os pés da noiva, duas vezes, a pedido dos fotógrafos.

No final, contudo, descobre-se a razão de tanto interesse da mídia neste sinistro matrimônio no seio do crime organizado nacional.

Assim, nos informa a Folha:

"Durante o casamento, o noivo recusou-se a falar sobre munição que afirma ter contra o PT: ‘Nada de política. Hoje, só falo de casamento. De política, só com orientação dos meus advogados’."

É um gentleman, esse Cachoeira.

Casamento de Cachoeira: jornalismo à Al Capone? | Brasil 24/7

19/12/2012

Culpa do Lula e do PT

Filed under: Carlinhos Cachoeira,CPI da Veja,Policarpo Júnior — Gilmar Crestani @ 7:25 am

Se o Lula tivesse acabado com o PSDB e PMDB contando tudo sobre as privatizações, principalmente do Banestado, eles não estariam aliados dos grupos mafiomidiáticos e com o STF. A Veja deve estar muito feliz com seus aliados, assim Policarpo Junior, mesmo tendo se envolvido com um quadrilha que deu muitas capas, não deve satisfações a ninguém. Com essa, a Veja deveria erguer uma estátua do tamanho do Cristo Redentor ao Carlinhos Cachoeira. O PSDB e o PMDB têm dinheiro guardado para isso. Com um aliado como o PMDB, para que inimigos.

VITÓRIA DA BANDIDAGEM COM APOIO DOS A$$OCIADOS DO INSTITUTO MILLENIUM.

CPI do Cachoeira acaba sem indiciar ninguém

PMDB e PSDB se articularam para rejeitar o relatório de deputado petista

PMDB e PSDB derrubam relatório de petista, e comissão aprova texto alternativo que não responsabiliza ninguém

PT fala em pizza, mas oposição acusa sigla de ter blindado Agnelo Queiroz (PT), que ficou de fora de relatório

ERICH DECATANDREZA MATAISDE BRASÍLIA

Numa articulação comandada por PMDB e PSDB, a CPI do Cachoeira terminou ontem com um relatório de duas páginas que não responsabiliza ninguém pelo escândalo que levantou suspeitas sobre governadores, deputados, prefeitos e uma das maiores empreiteiras do país.

O relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), teve seu texto, que pedia o indiciamento do dono da empreiteira Delta, Fernando Cavendish, e do governador Marconi Perillo (PSDB-GO) rejeitado por 18 a 16 votos.

Logo em seguida, os congressistas aprovaram por 21 a 7 relatório alternativo de duas páginas do deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF).

Partido aliado, o PMDB comandou o voto contra o texto do petista em troca do apoio do PSDB à eleição de Renan Calheiros (PMDB-AL) à presidência do Senado no ano que vem.

Ontem à noite, Pitiman ofereceu uma confraternização de fim de ano em sua casa.

"Terei a consciência tranquila que não absolvi culpados e, em condições ainda piores, não condenei inocentes", diz Pitiman, que se limita em seu relatório a propor o compartilhar o material da CPI com Ministério Público e Polícia Federal.

Cunha chamou a derrubada de seu relatório de "pizza". "Como não topei retirar o Perillo, passaram o rolo da pizza em cima de mim."

O petista é acusado pela oposição de ter blindado o governador Agnelo Queiroz (PT-DF), que ficou de fora do relatório apesar de ser investigado pelo Superior Tribunal de Justiça sob suspeita de se relacionar com Cachoeira.

BLINDAGEM

Nos oito meses de funcionamento da CPI, tanto partidos da base governista quanto da oposição trabalharam para proteger correligionários das investigações.

A comissão foi criada em abril para investigar as informações obtidas pela PF nas Operações Vegas e Monte Carlo, que indicaram o envolvimento de políticos, agentes públicos e empresários com Carlinhos Cachoeira.

Preso em fevereiro e solto recentemente, Cachoeira foi condenado no último dia 7 a quase 40 anos de prisão sob acusação de comandar esquema de jogo ilegal.

O principal atingido pelo escândalo foi Demóstenes Torres (ex-DEM), que, flagrado em conversas com Cachoeira, teve o mandato de senador cassado por seus pares.

ELEIÇÃO

Perillo, que é suspeito de ter relação com o grupo do empresário, era acusado de vários crimes no relatório de Cunha. Ontem ele contou com defesa nos bastidores do líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, que conseguiu alterações na composição da CPI colocando o senador Sérgio Petecão (PSD-AC) com titular e substituindo o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) por Ivo Cassol (PP-RO).

Os dois votaram contra o relatório de Cunha.

O pedido de indiciamento do tucano fez também com que a cúpula do PSDB colocasse em campo outros governadores do partido, entre eles Teotônio Vilella (AL).

Em nota, Perillo disse que recebe "com tranquilidade" o resultado da CPI. "Mesmo com o sofrimento imenso a que fui submetido […] vejo este assunto como página virada e perdoo os que tentaram macular minha biografia."

Segundo integrantes da comissão, o PMDB também manobrou numa tentativa de "blindar" a empresa Delta.

"Foi uma conjugação de interesses diversos e variados. PMDB e PR se juntaram para proteger a Delta. Claramente existiu a bancada do Cavendish. Mas a leitura que faço é que também tinha muitos cifrões no ar", disse o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

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