Ficha Corrida

02/10/2014

U$ 830 milhões de dólares

Filed under: Dumping,EUA,Pirataria made in USA — Gilmar Crestani @ 8:31 am
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FHC DepedenteE tinha gente que o Brasil deveria se alinhar incondicionalmente ao EUA, porque, para tais vira-latas, tudo o que é bom para os EUA é bom para o Brasil. Taí, ó! A questão transcende os muitos milhões de dólares, é simbólico, para quem entende que soberania se respeita, e independência se conquista.

Acordo entre Brasil e EUA encerra 12 anos de disputa sobre algodão

Washington pagará US$ 300 milhões a fundo brasileiro e limitará subsídios à exportação

Decisão coroa quase cinco anos de conversas após OMC dar ao Brasil direito de retaliar EUA em US$ 830 milhões

RAUL JUSTE LORESDE WASHINGTON

Os governos do Brasil e dos EUA assinaram nesta quarta (1º) acordo que põe fim a uma disputa em torno de subsídios à produção de algodão que se arrastava desde 2002.

A disputa comercial se referia a incentivos governamentais que os produtores americanos recebiam e chegou à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Em 2009, o Brasil ganhou na OMC o direito de retaliar os americanos em quase US$ 830 milhões –valor que encolheu nos últimos anos devido a mudanças nas variáveis usadas para o cálculo.

O chanceler brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo, e o ministro da Agricultura, Neri Geller, encontraram-se em Washington com o representante de comércio americano (equivalente a ministro), Michael Froman, para assinar o acordo que prevê o pagamento de US$ 300 milhões ao Instituto Brasileiro do Algodão já neste mês.

O documento inclui ainda a limitação das garantias de crédito à exportação oferecida pelo governo dos EUA a até 18 meses, inclusive para produtos como milho e soja. Para Figueiredo, esta é a maior conquista do acordo. No passado, o governo dos EUA estendia essas garantias por até 36 meses.

Os americanos já haviam pago US$ 530 milhões aos brasileiros, mas esses recursos, segundo Geller, só podiam ser gastos em divulgação e promoção. Agora, os produtores brasileiros poderão usar o recurso para investir em logística (transporte e armazenamento) e pesquisa.

Para o ministro da Agricultura, o acordo deixará o produto nacional mais competitivo especialmente em mercados asiáticos, como a Coreia do Sul. O Brasil é o terceiro maior exportador mundial de algodão, atrás apenas de EUA e Índia, com vendas acima de US$ 1,2 bilhão em 2013.

Em 2010, havia sido assinado um acordo temporário para o pagamento pelos EUA de US$ 147 milhões, em parcelas, a um fundo de apoio a produtores brasileiros. Mas, desde outubro de 2013, com os cortes orçamentários do governo americano, o pagamento não era depositado.

O direito à retaliação ganho na OMC permitiria ao Brasil impor tarifas sobre produtos americanos como eletrônicos e aviões e de agir sobre patentes farmacêuticas, algo sensível para os EUA.

Questionado se a relação bilateral começava a melhorar após a crise com a revelação da espionagem dos EUA no país, em 2013, Figueiredo disse que o acordo é "um passo a favor do aperfeiçoamento das relações comerciais". Mas a espionagem, acrescentou, foi fato "gravíssimo".

28/01/2014

Governo dos EUA legitima pirataria de software

Filed under: Arapongagem made in USA,Pirataria made in USA,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 8:46 am
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Wiki LicaOs EUA fizeram o mundo aprovar leis duríssimas contra a pirataria de computador. Se eu baixar um programa e usar sem ter licença, posso ser preso, mesmo que seja apenas para uso pessoal. Agora, os governos dos EUA e seu primeiro vassalo europeu, En Glande,também pirateiam, com o agravante de que o fazem com objetivos escusos. A pirataria, que foi a grande invenção inglesa, foi apropriada pelos filhos rebeldes, e aperfeiçoada. Hoje a tecnologia made in USA nada mais é do que um instrumento de manipulação, com fins de dominação e até de eliminação de adversários ideológicos.

EUA e Reino Unido rastreiam aplicativos

Após nova revelação, Casa Branca autoriza empresas de tecnologia a divulgar pedidos de informação do governo

Coleta de dados pessoais incluía até orientação sexual; usuários do jogo ‘Angry Birds’ eram parte dos monitorados

ISABEL FLECKDE NOVA YORK

Documentos secretos da inteligência britânica revelam que a Agência Nacional de Segurança (NSA, da sigla em inglês) americana e a GCHQ, sua equivalente no Reino Unido, conseguem rastrear dados de usuários de aplicativos de smartphones.

Entre as informações que podem ser coletadas estão desde modelo e tamanho da tela do telefone até localização, idade e gênero do usuário, segundo documentos vazados pelo ex-técnico da NSA Edward Snowden ao "New York Times", ao "Guardian" e à agência "ProPublica".

Não está claro quando Snowden, asilado na Rússia, divulgou os novos papéis.

A Casa Branca não falou sobre o tema ontem. À noite, porém, o Departamento de Justiça anunciou que permitirá às empresas de tecnologia divulgar casos em que o governo as obrigou a fornecer informações dos usuários.

Essa foi uma das mudanças na NSA anunciadas pelo presidente Barack Obama no último dia 17, junto com a limitação da coleta de dados telefônicos pela agência a suspeitos e seus interlocutores.

FOTOS DE CELULAR

Um dos relatórios britânicos sobre rastreamento de smartphones, de 2012, afirma que é possível vasculhar aplicativos que mapeiam detalhes pessoais, como "alinhamento político" de um usuário ou sua orientação sexual.

Os papéis não deixam claro a quantidade de dados coletada e armazenada pelas agências, quantos usuários teriam sido afetados ou se o monitoramento –classificado de "rotina"– extrapola as fronteiras dos dois países.

Aplicativos mais antigos seriam os mais rastreados, mas as duas agências teriam a mesma capacidade sobre alguns mais recentes, como o popular jogo "Angry Birds".

Os governos americano e britânico estariam desenvolvendo desde 2007 modos de buscar e armazenar dados a partir de dezenas de aplicativos. Desde então, NSA e GCHQ colaboram entre si para rastrear a localização e informações sobre o planejamento de alvos que usem o Google Maps em seu smartphone.

Elas ainda têm acesso a listas de contato, registros de telefone e até dados geográficos em fotos postadas, pelo celular, nos aplicativos do Facebook, do Flickr, do LinkedIn e do Twitter, entre outros.

Em um slide de maio de 2010, a NSA sugere ter atingido o "cenário perfeito" para a espionagem: "Ter como alvo uma foto postada num site de mídia social por meio de um aparelho móvel. Que informações podemos obter?".

A informação gerada por cada aplicativo é escolhida por seus criadores. Algumas delas, porém, já não configuram só os metadados (informações sobre o envio da mensagem), mas sim o conteúdo da comunicação. Os EUA alegam que a espionagem da NSA só abrange metadados.

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