Ficha Corrida

24/06/2015

Paneleira dos Jardins: “- doação da Odebrecht para iFHC é para eu comprar brioches”

Filed under: Brioches,FHC,Gerdau,iFHC,Marcelo Odebrecht,Paneleiro,Pilantropia — Gilmar Crestani @ 9:00 am
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OBScena: FHC, Gerdau e Marcelo Odebrecht, segundo a revista Istoé, ouvindo embevecidos a sabedoria enciclopédica do Aécio Neves

FHC Marcelo Odebrecht GerdauÉ o cúmulo da hiPÓcrisia. A doação para o iFHC não é ligada a política. FHC não é político, claro. É padeiro. Serve o sonho dos golpistas, amassa e entrega a pizza do Tremsalão aos que estão na Lista de Furnas e ainda serve brioches para as Maria Antonieta dos Jardins.

Não se trata de defender corruptos do PT, do PP gaúcho, ou os muitos parceiros do Eduardo CUnha. A questão é porque os assoCIAdos do Instituto Millenium só condenam a corrupção dos adversários. As cinco irmãs (Globo, Folha, Veja, Estadão & RBS) sempre dão um jeito de criminalizar o PT, e aliviam para os demais. Inclusive para eles, pegos na Operação Zelotes e na Lista Falciani do HSBC. O moralismo seletivo do coronelismo eletrônico é apenas forma de eliminar a concorrência. Afinal, eles não têm nenhum problema com a corrupção que os beneficia.

Faz parte deste jogo, como fez a Revista Época, criminalizar Lula pela Brahma, mas nunca criminalizar Aécio pela Coca. Por que a proteção a quem sempre se beneficiou, desde a tenra idade mamando nas tetas do Estado? Aí está FHC usando dos pesos e medidas da Lei Rubens Ricúpero. Quando envolve o PSDB, gaveta, quando puder jogar nas costas do PT, vazam para a Veja, Época, Globo, Folha, Estadão, Zero Hora.

Se isso não for comportamento de bandidos mafiosos então não sei o que seja banditismo. A promiscuidade das velhas mídias com a velha política chega ao cúmulo de condenar Lula por ajudar a internacionalizar as empresas nacionais, como a Odebrecht, e divinizar o papel de José Serra na entrega da Petrobrás à Chevron.  Tem de ser muito mau caráter para não perceber que agir no limite da irresponsabilidade na doação do patrimônio que outros construíram é muito mais nocivo aos interesses do povo brasileiro do que lutar para que nossas empresas cresçam e deem empregos aos brasileiros, no Brasil. E, se derem empregos no exterior, que a lucro venha ao Brasil para aqui ser investido. A Petrobrás é propulsora da economia e da cultura brasileira; a Chevron, dos EUA! SIMPRES ASSIM!

FHC diz que doação a instituto não é ligada a política

PATRÍCIA CAMPOS MELLODE SÃO PAULO

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou nesta terça (23) que os recursos recebidos por seu instituto, o iFHC, não têm "relação com política e partidos".

Ele admitiu que a entidade pode ter recebido dinheiro de empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato, mas disse não ver problema nisso.

Indagado sobre a diferença entre ele receber dinheiro para fazer palestras e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhar recursos destas empresas para fazer o mesmo, Fernando Henrique afirmou: "A minha palestra eu dou e vocês assistem".

A Polícia Federal informou que o Instituto Lula recebeu R$ 3 milhões da Camargo Corrêa, uma das empresas sob suspeita. O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, foi chamado a explicar as doações na CPI da Petrobras. A convocação irritou Lula.

Na segunda-feira (22), Okamotto afirmou que os recursos recebidos pela entidade são semelhantes às doações feitas a instituições de outros ex­-presidentes.

Segundo a revista "Época", tanto o Instituto Lula como o Instituto FHC receberam recursos da Odebrecht. A bancada do PT quer convocar Sérgio Fausto, superintendente do iFHC, para depor na CPI.

"Muita gente deu recurso [para o instituto], mas aqui é para fazer o que nós estamos fazendo, não tem nenhuma relação com política, partido", disse Fernando Henrique, após seminário no iFHC.

O instituto do ex-presidente nunca divulgou detalhes sobre seus doadores. Segundo Sérgio Fausto, o iFHC foi auditado pela PwC até 2014. Este ano, passa por auditoria da Grant Thornton.

‘ORGULHO’

Em entrevista ao site "Brasil 247" nesta terça, Lula defendeu as viagens que fez com empresários desde quando era presidente, argumentando que ajudaram a promover exportações brasileiras.

"Levei centenas de empresários comigo à China, à Índia, à África, aos quatro cantos do mundo", disse.

17/09/2014

Vote MariNeca e ganhe um Itaú de vantagens

Filed under: Banco Itaú,Marina Silva,MariNeca,Neca Setúbal,Pilantropia,RedeCard — Gilmar Crestani @ 9:22 am
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Dano à imagem do Itaú pode custar mais que a multa

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O casamento entre Marina Silva e Neca Setubal, herdeira do Itaú e coordenadora do programa de governo da candidata do PSB, já causa danos à imagem do banco; na internet e nas redes sociais, a instituição financeira é alvo de uma série de "memes", que questionam, inclusive, a multa de R$ 18,7 bilhões imposta pela Receita Federal, por sonegação de impostos, ao banco da família Setubal; na web, a candidata socialista já é chamada de "Marineca" e há até uma campanha para que ela seja lançada candidata à presidência do Itaú; com seu engajamento pró-Marina, banco assumiu o risco e, mesmo que vença, pode vir a ter problemas; afinal, como reagiria a opinião pública, num eventual governo Marina, a um perdão da Receita Federal ao Itaú?

17 de Setembro de 2014 às 06:32

247 – Dias atrás, uma gerente do Itaú Personalité, em São Paulo, recebeu uma resposta inusitada de um potencial cliente, que prospectava para sua carteira.

– Não, obrigado. Não tenho interesse em ser cliente de um banco que tenta interferir no processo político brasileiro.

A reação era decorrente do excessivo engajamento do Itaú no processo eleitoral de 2014. Uma de suas acionistas, Neca Setubal, além de coordenadora do programa de Marina Silva, doou 83% dos recursos que bancam seu instituto. Além disso, em diversas entrevistas, defendeu temas de interesse do Itaú, como a independência do Banco Central e a redução do papel de bancos públicos, como Banco do Brasil, BNDES e Caixa Econômica Federal, na economia brasileira.

O impacto do casamento entre Marina Silva e Neca Setubal nos negócios do Itaú ainda levará tempo para ser devidamente avaliado. Mas os danos à imagem do banco já podem ser medidos nas redes sociais. Essa associação já produziu dezenas de "memes" – peças na internet que ironizam a situação.

Num deles, Neca Setubal "afirma": "Devo R$ 240 milhões para a Receita Federal. Eleja Marina e me ajude a sair dessa". Em outro, a mensagem é: "Fora Marina. E leve o Itaú junto". Há, também, na internet uma campanha para que Marina seja lançada candidata à presidência do Itaú. E já se espalha o apelido "Marineca" para a candidata, como se ela fosse uma marionete da herdeira do banco.

Tradicionalmente, bancos costumam ser mais conservadores, quando o assunto é política. Mantêm distância protocolar dos candidatos e, quando têm preferências, não as assumem explicitamente, mas apenas nos bastidores. Desta vez, no entanto, o Itaú decidiu correr o risco de uma exposição maior. E já paga o preço nas redes sociais.

Além disso, mesmo que "vença" as eleições presidenciais de 2014, com Marina Silva, o Itaú não terá tantos motivos para comemorar. Temas de interesse direto da instituição financeira, como a multa de R$ 18,7 bilhões imposta, por sonegação, pela Receita Federal, serão acompanhados de perto pela opinião pública. Afinal, qual seria a reação da opinião pública se o leão ficasse mais manso para os acionistas do Itaú?

Dano à imagem do Itaú pode custar mais que a multa | Brasil 24/7

03/02/2013

Rede de pilantropia

Filed under: Pilantropia,Rede Globo de Corrupção — Gilmar Crestani @ 2:09 pm

A melhor filantropia é pagar o imposto devido

Paulo Nogueira31 de janeiro de 201315

O programa arrecada menos de 0,5% do que a Receita Federal está cobrando da Globo

Imposto é um dos temas mais quentes do mundo moderno, e o Diário tem coberto o assunto intensamente.

Nos Estados Unidos, por exemplo. Barack Obama usou isso como uma arma para atacar seu adversário republicano Mitt Romney. Romney é um homem rico, mas tem pagado bem menos imposto, proporcionalmente, do que um assalariado comum.

Obama o desafiou a publicar o quanto ele pagou nos últimos cinco anos. Se ele fizesse isso, Obama jurou que não tocava mais no assunto. Romney não fez, e se estrepou nas eleições.

No mundo, agora. Um levantamento de um instituto independente chamado TJN mostrou, em 2012, que mais de 30 trilhões de dólares estão escondidos em paraísos fiscais, longe de tributação. Se aquela cifra descomunal fosse declarada, ela geraria impostos de mais de 3 trilhões, considerada uma taxa (modesta) de 10%.

Lembremos. Imposto é chato e ninguém gosta, nem você e nem eu. Mas é com ele que governos constroem escolas, estradas, hospitais etc. Logo, eles são do mais absoluto interesse público.

­­Agora, o Brasil.

Uma notícia espetacular, a despeito do número esquálido de linhas, foi publicada há algum tempo na seção Radar, de Lauro Jardim, da Veja: a Globo, o Paraíso dos “PJs” está sendo cobrada em 2,1 bilhões de reais pela Receita Federal por impostos que alegadamente deveria recolher e não recolheu.

Segundo o Radar, outras 69 empresas foram objeto do mesmo questionamento fiscal. Todas acabaram se livrando dos problemas na justiça, exceto a Globo. Chega a ser engraçado imaginar a Globo no papel de vítima solitária, mas enfim.

Em nome do interesse público, a Receita Federal tem que esclarecer este caso. É mais do que hora de dar um choque de transparência na Receita – algo que infelizmente o governo Lula não fez, e nem o de Dilma, pelo menos até aqui.

Se o mundo fosse perfeito, a mídia brasileira cobriria a falta de transparência fiscal para o público. Mas não é. Durante anos, a mídia se ocupou em falar do mercado paralelo.

Pessoalmente, editei dezenas de reportagens sobre empresas sonegadoras. A sonegação mina um dos pilares sagrados do capitalismo: a igualdade entre os competidores do mercado. Há uma vantagem competitiva indefensável para empresas que não pagam impostos. Elas podem investir mais, cobrar menos pelos seus produtos etc.

Nos últimos anos, o assunto foi saindo da pauta. Ao mesmo tempo, as grandes corporações foram se aperfeiçoando no chamado “planejamento fiscal”. No Brasil e no mundo. O NY Times, há pouco tempo, numa reportagem, afirmou que o departamento contábil da Apple é tão engenhoso quanto a área de criação de produtos. A Apple tem uma sede de fachada em Nevada, onde o imposto corporativo é zero. Com isso, ela deixa de recolher uma quantia calculada entre 3 e 5 bilhões de dólares por ano.

Grandes empresas de mídia, no Brasil e fora, foram encontrando jeitos discutíveis de recolher menos. Na Inglaterra, soube-se que a BBC registrou alguns de seus jornalistas mais caros, como Jeremy Paxton, como o equivalente ao que no Brasil se chama de “PJ”. No Brasil, muitos jornalistas que escrevem catilinárias incessantes contra a corrupção são “PJs” e, aparentemente, não vêem nenhum problema moral nisso. Não espere encontrar nenhuma reportagem sobre os “PJs”.

Os brados contra a sonegação deixaram de ser feitos pela mídia brasileira quando as empresas aperfeiçoaram o ‘planejamento fiscal’ — uma espécie de sonegação legalizada, mas moralmente imoral.

O dinheiro cobrado da Globo – a empresa ainda pode e vai recorrer, afirma o Radar – é grande demais para que o assunto fique longe do público. A Globo costuma arrecadar 10 milhões de reais com seu programa “Criança Esperança”. Isso é cerca de 0,5% do que lhe está sendo cobrado. Que o caso saia das sombras para a luz, em nome do interesse público – quer a cobrança seja devida ou indevida.

A Inglaterra não apenas está publicando casos de empresas que pagam muito menos do que deveriam, como Google e Starbucks, como, agora, nomeou os escritórios de advocacia mais procurados por corporações interessadas na evasão legal.

De resto, a melhor filantropia que corporações e milionários podem fazer é pagar o imposto devido. O resto, para usar a grande frase shakesperiana, é silêncio.

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O jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo

Diário do Centro do Mundo – A melhor filantropia é pagar o imposto devido

01/10/2012

A fuga dos ricaços na França

Filed under: Pilantropia — Gilmar Crestani @ 8:46 am

Vou pegar a última frase do artigo do Miro como gancho: “Recentemente, o banco Credit Suisse fez um estudo sobre “A filantropia da nova geração”, com base na lista dos 150 milionários “filantropos” da revista Forbes. O resultado é chocante. Julia Chu, responsável pela pesquisa, constatou que eles encaram a assistência social com o olhar nos negócios – 44% esperam retorno dos “investimentos sociais” em menos de dez anos.” Com esta informação, voltemos ao Brasil e comparemos com algumas fundações que conhecemos: Fundação Roberto Marinho, Fundação Bradesco, Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho. Tudo pilantropia!

A fuga dos ricaços na França

Por Altamiro Borges

Nesta sexta-feira (28), o presidente François Hollande apresentou a proposta de orçamento do governo francês para 2013. Ela prevê aumento da arrecadação tributária de 20 bilhões de euros (cerca de R$ 52 bilhões), com a elevação dos impostos cobrados dos ricaços e das grandes corporações empresariais. O projeto também fixa a redução de gastos públicos, numa política de austeridade fiscal contrária aos serviços públicos. Com isso, o governo pretende atingir a meta do déficit de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013.

O projeto, que nem corresponde aos anseios da população francesa que elegeu Hollande em maio passado, já gerou forte gritaria dos bilionários – com o apoio da mídia rentista. Eles afirmam que o aumento de impostos desestimula a economia e afugenta os negócios. Diante da grave crise que afunda a França – o banco central já admite uma contração de 0,1% no PIB no terceiro trimestre na segunda maior economia da zona do euro –, os ricaços propõem a demissão de servidores e o corte nos direitos trabalhistas no setor privado.

De Porsche, eles fogem para Bélgica

O item mais atacado da proposta orçamentária, que ainda será votada pelo parlamento, é o que cria um imposto sobre aqueles que ganham mais de 1 milhão de euros por ano. O governo alega que está medida, válida por dois anos, afetará apenas cerca de 2 mil bilionários da França e que o aumento dos impostos para as pessoas físicas resultará numa arrecadação de 10 bilhões de euros para os cofres públicos. “É um orçamento de combate para a justiça social”, argumenta o primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault.

Mas os ricaços e rentistas, maiores culpados pelo colapso das economias capitalistas da Europa, não estão dispostos a contribuir na superação da crise e no enfrentamento dos graves problemas sociais. Mesquinhos e arrogantes, eles querem apenas manter os seus privilégios – e danem-se os 3 milhões de desempregados e desamparados. Na semana passada, o jornalista Graciliano Rocha, da Folha, revelou que os ricaços franceses já “fazem as malas para evitar a taxação sobre fortunas”. De Porsche, “eles fogem para a Bélgica”.

O ricaço da Louis Vuitton

“A Bélgica virou um dos destinos preferenciais de uma leva de refugiados que chegam em carros de luxo, ostentam relógios caros e não são capazes de viver sem o champanhe da terra natal. Em cada vez maior número, milionários franceses fazem as malas e partem em direção a países que não aplicam taxação sobre a fortuna, como Suíça e Reino Unido”. Bernard Arnault, dono de conglomerado de luxo Louis Vuitton e o homem mais rico da França, pediu recentemente cidadania belga. Outros ricaços já fizeram o mesmo percurso.

“Os ‘expatriados fiscais’, como são chamados, evitam jornalistas. A Folha teve negados os seus pedidos de entrevista. Em parte, esse comportamento deriva da controvérsia provocada por Bernard Arnault. O bilionário francês virou um dos assuntos mais candentes no país, tema de editoriais da imprensa e capa de jornais satíricos… A reportagem levou 90 minutos para atravessar os oito quilômetros que ligam o Uccle [novo paraíso dos ricaços] ao centro de Bruxelas, presa num engarrafamento de Porsches, Jaguares e Land Rovers”.

Caridade por motivos mesquinhos

A fuga dos ricaços da França lembra a música de Cazuza: “A burguesia fede”. Até quando ela faz caridade é por motivos mesquinhos e pragmáticos. Recentemente, o banco Credit Suisse fez um estudo sobre “A filantropia da nova geração”, com base na lista dos 150 milionários “filantropos” da revista Forbes. O resultado é chocante. Julia Chu, responsável pela pesquisa, constatou que eles encaram a assistência social com o olhar nos negócios – 44% esperam retorno dos “investimentos sociais” em menos de dez anos.

Altamiro Borges: A fuga dos ricaços na França

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