Ficha Corrida

22/06/2013

Se for um movimento apartidário contra a Globo, tô nessa!

Contra a RBS, já saímos. Mais de uma vez. A história está toda documentada no site Zero Fora. Sairia de novo, para pedir decência, respeito e punição ao estuprador de Florianópolis e a seus pais. Aos energúmenos que a RBS escala para direcionar seus interesses. Quando o Inter resolveu bancar seu contrato com a Andrade Gutierrez, defendendo seus legítimos interesses, sem dar arrego à RBS, os patrões escalaram Pedro Ernesto DenardiN para atacar o Inter. Fizeram de tudo para melar o contrato do Inter. Queriam para o Inter o mesmo que haviam conseguido para o Grêmio. Tanto o amistoso da Seleção como o Show do Roberto Carlos foram promoções da RBS, não do Gremio… Koff mostrou agora quantos milhões estavam sendo surrupiados do Grêmio. Era isso que a RBS queria para o Inter. Lembro como se fosse hoje o moleque de recados da RBS em gritos estridentes festejando o gol de Neymar sobre o Inter.

Hoje, no jogo da seleção, o magarefe dos microfones foi escalado novamente. Quando Neymar fez o gol, gritou, com espuma na boca, que ele havia chutado a corrupção no Brasil. Simples assim. Direto, a pedido do patrão, tentando direcionar a pauta dos movimentos populares. Ser contra a corrupção não é mérito, é obrigação, tanto quanto não dar pum em elevador. Ou alguém, além dos funcionários da RBS, é a favor? Pelo que fizeram Antonio Brito e Yeda Crusius, pode-se ter uma idéia do que se aprende por lá… O locutor é tão imbecil que pensa que todo mundo é imbecil como ele. Neymar, para quem não sabe, havia se vendido ao Barcelona, de quem havia recebido de adiantamento de R$ 28 milhões antes da decisão do Mundial de Clubes. Portanto, ele estava jogando contra o time que o havia contratado. Como sabemos, o Santos levou uma surra do Barcelona. Neymar foi uma nulidade em campo. O Inter havia vencido o Barcelona, o Corinthians venceu o Chelsea, mas o Santos de Neymar soçobrou de forma vergonhosa. Naquele jogo, Neymar jogou menos que o Gabiru no Guarani de Bagé. Só agora, depois de ter saído, ele confirmou que antes da final do Mundial já estava vendido ao Barcelona. Este é o cara que a RBS escalou para  dar um chute na corrupção… Estes são os parceiros para ensinar ética aos brasileiros. Não é só pelos 0,20 centavos das passagens, nem pelos R$ 28 milhões do Neymar. É pela bandidagem do gesto dos açougueiros dos microfones. Se houver uma manifestação para dar um chute na RBS, tô nessa!

Por JUCA KFOURI
Então o Barcelona, segundo o próprio Barcelona, antecipou, em novembro de 2011, R$ 28 milhões para Neymar, com o conhecimento do Santos?
Então Neymar e o Santos mentiram durante mais de um ano?
E, mais grave, porque mentir é praxe no mundo do futebol, Neymar disputou a final do Mundial de clubes contra o próprio Barcelona, em dezembro de 2011, já vendido ao clube catalão?
E ninguém vai preso?!

Editorial  do Globo: isso foi longe demais

Quando o MPL falou em “reforma”, a Globo vazou. O plano era derrubar a Dilma sem perder os dedos

Como lembra o amigo navegante Marcos, um dos momentos sublimes da liberdade de imprensa dos donos da imprensa no Brasil foi o editorial do Globo, no dia seguinte à intervenção militar em 1964: http://acertodecontas.blog.br/politica/editorial-do-jornal-o-globo-de-2-de-abril-de-1964-celebrando-o-golpe-militar/.
O título é uma obra prima da desfaçatez: “Ressurge a Democracia”.
Neste sábado de junho de 2013, depois do pronunciamento da Presidenta em rede nacional de  televisão – que ela deveria usar muito, muito mais, bem dentro do jornal nacional – o editorial do Globo é outro momento sublime do medo que cerca a Big House, quando vê povo nas ruas.
O PT não tem medo das ruas.
A Globo precisou encapuzar os microfones, depois de embolsar o movimento apartidário do passe livre.
Desde cedo nas manifestações, a Globo assumiu o protagonismo: 40′ de Golpe na veia.
E assim foi ao longo de toda a semana de manifestações.
Na quinta-feira, DEPOIS da redução das passagens, o William Bonner comandou  uma edição extra do jornal nacional, de três horas consecutivas – sim, porque as manifestações apartidárias chegam a tempo do horário nobre da Globo – que foi como “derrubar a grade”  e invadir o Palácio no Inverno.
Quando o PT e a CUT foram às ruas, a batata da Big House começou a assar.
A CUT foi para a companhia dos jovens apartidários e defendeu o marco regulatório da comunicação – aqui chamado de Ley de Meios -, os royalties do petróleo para a educação, e a reforma partidária com financiamento público e voto em lista.
Ai, a Big House sentiu o calor na nuca.
Ontem, sexta, ficou claro que o Golpe tinha saído do controle da própria Globo.
Ela achou que iria dar o Golpe mediático de 48 horas que derrubou o Chávez, provisoriamente.
Mas, aí, a coisa engrossou.
O vandalismo tomou conta do pedaço.
Com a ininterrupta e conivente cobertura da Globo, que esculhamba e Copa e com ela fatura.
A Globo já tinha conseguido atingir o prefeito petista de São Paulo.
A Globo já tinha atingido a Presidenta.
Se não deu para dar o Golpe agora, pelo menos tirou uma lasca do poder.
Já está no lucro.
E antes que os manifestantes cheguem ao coração sistema global, nada como um editorial indignado, construtivo e constitucional, como o de hoje: “ultrapassou os limites”, na pág 26 da edição nacional.
Um primor.
(Embora os redatores de 1964 fossem melhores…)
Limites legais e políticos foram ultrapassados,” diz o editorial apartidário.
Claro que foram.
Onde já se viu uma empresa privada que, sob concessão, explora o espectro eletromagnético incentivar, glamorizar, dar espaço e palanque ao Golpe ?
Violência pura, sem qualquer relação com a maioria absoluta dos manifestantes”.
Era essa a lenga-lenga dos âncoras da Globo: o movimento é uma gracinha, são jovens indignados contra “o que está aí”- ou seja, o Governo do PT – , apartidário, horizontal, pacifico – agora os vândalos, a irresponsabilidade política, isso é uma minoria que não toleramos !
Todos à rua, conclamava a cobertura ininterrupta, editorializada – “já chegaram à ponte Rio-Niterói ?”, “lá no fim da Presidente Vargas fica o Maracanã”.
Pintem os canecos.
Que a gente condena os vândalos e livra a cara de vocês.
…a existência de uma agenda ultrarradical para além do passe livre, como a proposta de uma ‘reforma urbana’, fachada de um programa lunática…” – protestou o editorial apartidário.
Aí, a coisa começou a assustar a Big House.
A jovem apartidária do MPL que propôs a “reforma urbana” propôs, na mesma entrevista, a “reforma agrária”.
Aí, não dá !
Aí, “ultrapassou os limites” !
Onde já se viu ?
Enquanto é para derrubar a Dilma, tudo jóia.
Na hora de derrubar meus interesses, aí, não, “não ultrapassar os limites “ é um  imperativo !
Ou seja, quando movimento apartidário começa a entrar numa agenda partidária, genuinamente política, e, portanto, responsável, aí pau no PT, no PC do B, no MST, como fizeram os “apartidários” na Avenida paulista, com o ódio à Dilma e ao Lula, que o Azenha e o Igor testemunharam, perplexos.
Algo que se aproxima da perniciosa ‘democracia direta’ chavista” … “subordinada a um Executivo cesarista”…
Quando a pauta deixa de ser apartidária, apolítica, é perigoso, é “democracia nas ruas”.
“Democracia nas ruas” só interessa à Globo enquanto foi para derrubar a Dilma.
Se os meninos do MPL se engraçarem em temas mais profundos, como uma Ley de Medios, aí, não, aí, eles terão a cobertura que tiveram durante as gestões Maluf, Pitta, Cerra e Kassab.
Ou seja, serão relegados à mais completa insignificância.
A validade do Passe Livre é o Golpe conta Dilma.
Se ameaçarem entrar na Big House … aí não !
Porque para a Globo, essas manifestações ingênuas, espontâneas, maio de 68, começam a ameaçar a Big House e, por definição, já acabaram:
“As ruas são apenas parte dos processos de mobilização política. Uma etapa que se esgota, como a atual se esgotou”, conclui o editorial apartidário.
Viu, quem mandou falar em reforma ?
jn, Bonner…  never more, MPL !

Em tempo: Globo contrata seguranças para repórteres: http://f5.folha.uol.com.br/televisao/2013/06/1299337-emissoras-contratam-ate-tres-segurancas-para-cada-reporter-que-cobre-protestos.shtml
Paulo Henrique Amorim

Editorial do Globo: isso foi longe demais | Conversa Afiada

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