Ficha Corrida

01/01/2014

Coisas que só acontecem no Brasil: subida de luz, passagens de trens e pedágios (na Espanha)

Filed under: Complexo de Vira-Lata,Economia,Espanha,Luz Elétrica,Pedágios — Gilmar Crestani @ 11:03 am
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O caos elétrico vendido por vira-bostas do tipo Eliane Cantanhêde e Miriam Leitão não só não se realizou como Dilma ainda baixou a conta da luz. O IOF causou calafrios nos mochileiros de Miami. Concessão de Rodovia Federal com 61% de descontos nos pedágios. Tudo isso num Brasil de pleno emprego (4,7% de desempregados) que, segundo os grupos mafiomidiáticos,  vai quebrar em 2014. Enquanto isso, na Espanha de 27,4% de desempregados, 2014 se inicia com aumento da taxa de luz, das passagens de três e dos pedágios. Não é de fazer vira-latas cortarem os pulsos?

La subida de la luz, el tren y los peajes entran en vigor con el arranque de 2014

Frente al alza del 2,3% de la electricidad, el gas o la bombona permanecerán congelados

El País Madrid 1 ENE 2014 – 12:39 CET

Una subestación eléctrica. / EFE

Con el inicio de este 2014 ha entrado en vigor el aumento de precio de algunos de los principales servicios, como el de la tarifa eléctrica, el transporte ferroviario convencional o las autopistas de peaje. Sin embargo, si encender la luz será más caro que en 2013 y habrá que afrontar unos impuestos al alza, los salarios se mantendrán congelados para una gran parte de los trabajadores.

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Entre las subidas, la más polémica es la de la tarifa de último recurso (TUR) eléctrica, que finalmente repunta un 2,3% de media para los 16 millones de consumidores acogidos a ella, fundamentalmente hogares y pymes. Este repunte, que estará vigente durante el primer trimestre, tendrá un reparto desigual, ya que mientras una familia tipo pagara en torno a un 0,1% más, las segundas residencias sufrirán un encarecimiento de alrededor del 5%.

Viajar también será más caro desde este 1 de enero de 2014. Los billetes de los trenes Cercanías, Media Distancia convencional, FEVE y Avant de Renfe suben una media del 1,9 %, es decir, entre 5 y 10 céntimos en función del servicio.

Quienes se desplacen por carretera tendrán que abonar una media del 1,85% más por utilizar los peajes de las autopistas de pago dependientes del Estado, aunque su tráfico se mantiene drásticamente a la baja. Mientras, las tasas aeroportuarias, que suelen repercutirse en los billetes de avión, se incrementarán una media del 0,9% este año.

El gas, congelado

Frente a estos repuntes, el precio de muchos otros servicios permanece congelado en este inicio de año. La tarifa media de último recurso (TUR) del gas, a la que están acogidos más de dos millones de consumidores, se mantendrá durante todo el primer trimestre, aunque habrá variaciones.

La denominada TUR 1, a la que están acogidos los hogares que sólo utilizan el gas natural para agua caliente sanitaria, sube una media del 0,2%, mientras que la TUR 2, que incluye a quienes también lo usan para calefacción, baja un 0,1%. También costará lo mismo la bombona de butano, que usan unos ocho millones de hogares, ya que de acuerdo al nuevo mecanismo que regula su precio no podrá superar los 17,5 euros actuales hasta marzo.

Asimismo se mantiene el precio de los billetes de AVE, como parte de la política de descuentos emprendida por Renfe, y la mayoría de los servicios de Correos. Telefónica congela su cuota de abono, que se mantendrá en 14,38 euros mensuales, aunque el precio del alquiler de la línea podría variar a lo largo del año, como ya ocurrió en 2013.

El Gobierno vuelve a congelar el salario mínimo y el IPREM

El Gobierno ha decidido congelar para este año el salario mínimo interprofesional (SMI) en 645,30 euros y también el Indicador Público de Rentas con Efectos Múltiples (Iprem), que sirve de referencia para ayudas, becas, subvenciones o el subsidio de desempleo, entre otros.

Con ello, 2014 se convierte en el segundo ejercicio tras 2012 en el que el SMI se congela desde el estallido de la crisis. En 2013, subió un 0,6%, equivalente al incremento máximo de los salarios pactados en el II Acuerdo para el empleo y la negociación colectiva 2012-2013-2014.

El Gobierno justifica su decisión por "el contexto económico actual de contención de precios", que aconseja, en su opinión, "la adopción de políticas salariales durante este año que puedan contribuir al mismo tiempo a la recuperación económica, la mejora de la competitividad y la creación de empleo".

Por su parte, el Iprem se mantiene este año en 532,51 euros mensuales (6.390,13 euros al año en doce pagas o 7.455,14 euros al año en catorce pagas). Con este año, el Iprem lleva ya cuatro ejercicios sin moverse.

Asimismo, a partir de este 1 de enero, se incrementa un 2% la base mínima de cotización en el Régimen Especial de Trabajadores Autónomos (RETA), hasta los 875,70 euros mensuales, después de haberla subida casi un 1% en 2013. Más del 80% de los autónomos cotizan actualmente por la base mínima.

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31/12/2013

Os invejosos piram

Filed under: Ódio de Classe,Pedágios,Tarso Genro — Gilmar Crestani @ 8:53 am
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Lembro bem no governo da RBS com Britto a tiracolo. Tudo no Estado não prestava. A RBS publicava, Britto vendia. E foi assim que a RBS ganhou de lambuja a CRT. A Telefônica passou a perna na RBS, mas aí já é outra história. Aí vem os leitores da RBS para dizerem que as privatizações melhoraram os serviços telefônicos. Só rindo. A Telefônica de Espanha, Portugal, Itália, são todas estatais. O que Britto fez a pedido da RBS foi provar que ele era incompetente para administrar. Quem não sabe administrar prefere doar. Dá menos trabalho e não responde pelos malefícios. A telefonia melhorou em virtude do momento tecnológico.  Até Cuba e Haiti têm celular…

Todo administrador fracassado torce contra quem  consegue administrar bem. É da inveja humana… É o que sobra à turma dos fracassomaníacos, aqueles que cortam os pulsos de inveja por não saberem fazer igual.

Dilma implantou muitas e novas concessões, todos com pedágios inferiores a 60% ao que fez FHC. Estão aí Lula e Dilma para provar que administração pública pode e faz melhor. O que os invejosos têm a  dizer se resume a banheiro fechado…

E isso que Lula e Dilma são burros, imagine se fossem inteligentes…

Em tempo: acho Tarso um carreirista, que puxa tapete. Todo mundo sabe que Britto era o pedágio e Olívio era o caminho, até Tarso botar uma cancela no caminho do Olívio…

Na retomada de pedágios, Tarso fala em economia de R$ 70 milhões por ano

Governador participou de ato na BR 386, entre Carazinho e Sarandi

Governador participou de ato na BR 386, entre Carazinho e Sarandi<br /><b>Crédito: </b> Simone Ramos / Especial / CP

Governador participou de ato na BR 386, entre Carazinho e Sarandi
Crédito: Simone Ramos / Especial / CP

O governador Tarso Genro participou, na tarde desta segunda, do ato de retomada de mais quatro polos de pedágio, que estavam sob administração da iniciativa privada. Durante cerimônia na BR 386, entre Carazinho e Sarandi, ressaltou que a medida faz parte de um discurso de campanha que está sendo cumprido. Segundo Tarso, a região vai economizar cerca de R$ 70 milhões por ano com o término das tarifas.
Usuários encontram banheiro fechado na ERS 474
Motoristas se surpreendem com liberação de pedágio na ERS 040
No caso de Carazinho e Vacaria, polos compostos por rodovias federais, as estradas serão entregues à administração da União, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e não terão mais pedágios cobrados. Em relação aos chamados polos Metropolitano e de Gramado, os pedágios passarão a ser administrados pela empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). Em Viamão, a praça está localizada na ERS-040, e em Santo Antônio da Patrulha, na ERS-474. No polo de Gramado, além da ERS-235, as praças estão em Três Coroas (ERS-115) e São Francisco de Paula (ERS-235).
Com informações da repórter Simone Ramos.

Correio do Povo | Notícias | Na retomada de pedágios, Tarso fala em economia de R$ 70 milhões por ano

01/06/2013

Rosa de Oliveira confessa, a RBS está de luto

Filed under: Pedágios,Privatas do Caribe,Privatidoações,Rosane de Oliveira — Gilmar Crestani @ 9:42 am
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Rosane dos Pedagios 

A musa dos pedágios, guru dos privatistas, e ventríloqua do grupo RBS, Rosane de Oliveira engoliu um parafuso pela porta de saída. Por isso esta tosse seca com o bichinho do hum hum coçando a garganta, e este constante roça da para acomodar bunda na cadeira. O nervosismo pela caída de mais um símbolo da privataria deixou os capachos da RBS ainda mais ressentidos.

E assim fica cada vez mais claro que  só Olívio é o caminho, a RBS são os pedágios!

Rosane de Oliveira: nem tudo é festa com o fim das concessionárias

Zero Hora – Jornal do RS com notícias, esportes, colunistas e mais

31/05/2013

Agora só falta fazer a RBS devolver a CRT

Filed under: Antonio Britto,CRT,Grupo RBS,Pedágios,Tarso Genro — Gilmar Crestani @ 10:41 pm
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Antonio Britto não conseguiu usufruir dos ganhos na venda da CRT porque não houve venda nem ganho, foi transfusão. Como bom ex-funcionário da RBS, Antonio Britto fez das tripas coração para que os patrões ficassem com a parte do leão. E foi bem recompensado. A RBS queimou muito incenso para tentar embalsamar e entronizar no panteão dos deuses neoliberais o dileto funcionário dos grupos mafiomidiáticos. Quem, com mais de quarenta, não lembra Antonio Britto abrindo o Jornal Nacional declarando: “– Senhores, trago-vos boas notícias!”  E Tancredo Neves já estava morto, só esperando pela posse de José Sarney. De Papa defunto virou governador pelas mãos da RBS, onde deu as cartas e jogou de mão em benefício dos patrões. Saído pela porta dos fundos do Piratini, foi desintoxicar-se na Espanha, matriz da Telefônica e Santander, dois grupos que se deram muito bem no RS de Antonio Britto & RBS. Tarso deu o troco, mas “Olívio é o caminho e Brito é o pedágio…”

O fim do modelo de pedágios criado no governo Britto

A Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) anunciou que reduzirá os pedágios entre 26% e 30%.

No final da madrugada fria desta sexta-feira, por volta das 5 horas da manhã, as cancelas de praças de pedágio administradas pelo consórcio Univias começaram a ser liberadas para os usuários das respectivas estradas, em Caxias do Sul e Lajeado. Durante o dia, o ato se repete em outras estradas, atingindo, ao todo, nove polos de pedágio, que passarão a ser administrados pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). As estradas federais deverão ficar a cargo da União. São eles:

Na ERS 122 entre Farroupilha e Caxias do Sul, entre Caxias do Sul e Antônio Prado e entre Caxias do Sul e Nova Milano;

Na RSC 453 entre Caxias do Sul e Nova Milano;

Na ERS 130 e na ERS 129, entre Lajeado e Guaporé;

Na RST, entre Estrela e Garibaldi;

Na RST 453, entre Lajeado e Venâncio Aires;

Na ERS 128, nos entroncamentos com a BR 386 e RST 453.

Na manhã desta sexta-feira, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, levantou simbolicamente a cancela da praça de pedágio de Farroupilha, na ERS 122, que já havia sido liberada na madrugada. O ato marcou oficialmente o fim do modelo de pedagiamento privado nos polos de Caxias do Sul e Lajeado, concedidos em abril de 1998 pelo então governador Antônio Britto. No início da tarde de quarta-feira (29), o Tribunal Regional Federal da 4ª Região revogou as liminares que asseguravam às concessionárias Convias e Sulvias o direito de cobrança de pedágio nos dois polos até o final deste ano.

O governador disse que o governo tinha a “obrigação moral, política e cívica de devolver essas estradas para a livre circulação da população”. O atual modelo de pedágios, acrescentou, atingem “não apenas o direito de ir e vir, como ainda oneram a produção”. Tarso Genro classificou os contratos que sustentavam esse modelo como “a síntese do escárnio dos governos anteriores e de sua visão política, com o apoio de seus partidos e de importantes órgãos de comunicação”.

O chefe do Executivo gaúcho lembrou que, na campanha eleitoral de 2010, assumiu três compromissos em torno desse tema: baratear os pedágios, não prorrogar as concessões e respeitar os contratos. No modelo anterior, defendeu, os pedágios eram excessivamente caros, o que deve mudar com a administração, pela EGR, por meio do sistema comunitário.

A Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) anunciou que reduzirá os pedágios entre 26% e 30%. Automóveis particulares terão o valor reduzido de R$ 7,00 para R$ 5,20 e a maior taxa cobrada será de caminhões com 16 ou mais eixos, que pagarão R$ 18,50. “Cada centavo será reinvestido na estrada onde for cobrado”, garantiu o presidente da EGR, Luiz Carlos Bertotto.

O Estado entrará com ações na Justiça para que as concessionárias devolvam os recursos arrecadados nos pedágios desde 16 de abril, quando se considera que completaram-se os 15 anos previstos nos contratos. Na avaliação do governo, o Estado não só não deve nada às concessionárias, como estas sequer teriam cumprido as obrigações previstas em seus contratos. As concessionárias, por sua vez, discordam dessa avaliação e pretendem ser ressarcidas por supostos prejuízos em sua relação com o Estado.

O novo modelo de pedágios no RS

Segundo o projeto aprovado no dia 12 de junho, na Assembleia Legislativa gaúcha, a EGR será pública, com 90% de seu capital pertencente ao Estado e o restante aberto a autarquias, empresas públicas e municípios. Uma emenda incluída no projeto estabelece que toda a malha rodoviária gaúcha deve ser administrada exclusivamente por pedágios comunitários, um modelo bem sucedido no Estado e aprovado pelos usuários. Ao todo, o Rio Grande do Sul tem1,8 mil quilômetros de rodovias pedagiadas, sendo a maior parte (cerca de 1.000 km) em estradas federais. A Univias – por meio das empresas Metrovias, Sulvias e Convias – manteve a exploração da maior parte dessa rede (1.000 km).

No dia 15 de fevereiro, a EGR assumiu a gestão dos pedágios comunitários de Portão, Coxilha e Campo Bom. As três praças – que estavam sob responsabilidade do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER) desde 1994 – administram 220 quilômetros de malha viária no Estado. Ao assumir as primeiras praças de pedágio, desde que a empresa foi criada, o presidente da EGR, Luiz Carlos Bertotto, defendeu o modelo dos pedágios comunitários, destacando que eles foram os únicos que investiram recursos para duplicar rodovias e seguem investindo, como no trecho entre Taquara e Rolante. Com as novas praças de pedágios liberadas, a empresa projeta um faturamento de R$ 120 milhões por ano. Somadas às três praças comunitárias, o Estado será responsável, assim, por 14 praças de pedágios e uma malha viária de 821 quilômetros.

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Antonio Britto, pedágios, Rio Grande do Sul, Tarso Genro

Sul 21 » O fim do modelo de pedágios criado no governo Britto

09/04/2013

Dilma reduz pedágios em São Paulo

Filed under: Isto é PSDB!,Pedágios — Gilmar Crestani @ 8:30 am
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As “medidas populares da presidente Dilma Rousseff (PT) para desoneração de vários setores, como a da energia elétrica e a da cesta básica” foram acusadas pelo PSDB e seus comparsas na mídia de causar caos elétrico e o aumento da inflação. E agora, diante desta medida constrangida e à meia boca do seu Geraldo, o que dirão os boca grande?

Na época de FHC, o governo federal também alavancava… para cima. Era o tal dos incentivos fiscais, a concorrência entre Estados, só para ver quem era mais bonzinho com as grandes empresas. E com ajuda do BNDES. Veja o caso da FORD & GM no RS. Olívio conseguiu reduzir os incentivos à GM mas não compactuou com a ladroagem da FORD e ela foi entregue por FHC ao seu parceiro Antonio Carlos Magalhães. A direita raivosa gaúcha, capitaneada pela RBS, se perfilou toda ao lado da Ford. Dez anos depois a Justiça mandou a FORD indenizar o RS em 800 milhões. É pouco, quase nada. Mas é prova suficiente para mostrar que estar ao lado da RBS e seus capangas é estar contra o interesse público.

No caso dos pedágios de São Paulo, quem vai devolver os 10% cobrados a maior ao longo dos anos? Pior, por mais quantos anos os pedágios ficarão na mão dos atuais sanguessugas?

SP decide baixar pedágio em ao menos 10%

Estado fechou acordo para reduzir tarifas com as principais concessionárias, que gerenciam Imigrantes e Bandeirantes

Data e condições para diminuir os valores ainda serão definidas; medida era promessa de campanha de Alckmin

JOSÉ ERNESTO CREDENDIODE SÃO PAULO

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu reduzir as tarifas de pedágio nas rodovias de São Paulo concedidas à iniciativa privada.

O percentual de redução dependerá de cada contrato, mas vai variar de 10% a 20%, segundo a Folha apurou com integrantes do governo e de concessionárias.

O acordo foi fechado nas últimas semanas com duas das principais empresas que gerenciam rodovias paulistas -incluindo Imigrantes, Anchieta, Anhanguera, Bandeirantes e Castello Branco.

As negociações com as demais concessionárias também estão em fase final.

A reformulação dos contratos com as concessionárias foi uma das principais promessas da campanha que elegeu Alckmin em 2010.

A data para vigorar as novas tarifas ainda será definida. Mas Alckmin poderá anunciar a medida em maio -caso consiga viabilizar algumas pendências jurídicas.

O corte nas tarifas de pedágio é uma das bandeiras do tucano para tentar neutralizar críticas da oposição ao governo do PSDB em SP.

Ele foi acelerado após medidas populares da presidente Dilma Rousseff (PT) para desoneração de vários setores, como a da energia elétrica e a da cesta básica.

O acerto com a gestão Alckmin foi confirmado à Folha por representantes de duas concessionárias e pelo primeiro escalão do governo.

Uma preocupação, de caráter político, é que os reajustes costumam ser fechados no final de junho de cada ano.

O governo não quer reduzir e depois aumentar os valores. Por isso busca uma fórmula de evitar um aparente contrassenso.

MOEDA DE TROCA

A CCR, controladora do sistema Anhanguera-Bandeirantes, por exemplo, negociou reduzir tarifas sob a condição de deixar de repassar para o Estado percentual do que arrecada no pedágio. O repasse varia de acordo com execução de obras e outros serviços.

O pleito do grupo EcoRodovias, responsável pelo sistema Anchieta-Imigrantes, foi a prorrogação dos contratos atuais por mais tempo.

Em 2012, a Artesp (agência reguladora dos transportes) formou uma comissão para avaliar a situação dos contratos, com base em estudos da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

Com base neles, a gestão Alckmin pretendia pressionar as empresas. A negociação política foi conduzida pelo secretário Saulo de Castro Abreu Filho (Transportes).

Além do corte nas tarifas, Alckmin vem testando na região de Campinas (interior de SP) um sistema de cobrança chamado ponto a ponto -pelo qual os usuários pagam de acordo com a distância percorrida na estrada.

No entanto, dificuldades operacionais vão impedir que ele seja implantado em rodovias mais importantes -medida que amenizaria efeitos políticos de um eventual sucesso do sistema.

17/11/2012

A tartaruga e a lebre

Filed under: Isto é PSDB!,Pedágios — Gilmar Crestani @ 7:01 am

E por aí se explica porque o PCC avança tão rápido em São Paulo. Um estado que demora 15 anos para rever seus erros demonstra toda sua incapacidade gerencial. Os velhos grupos mafiomidiáticos sempre vendem a ideia de que o PSDB tem os melhores quadros, são os melhores gestores. Só energúmenos continuam acreditando neste engodo.

Taxa fica próxima da de concessões feitas por Lula

Negociação com a Ecovias para reduzir os juros durou um ano

É a 1ª vez, em 15 anos, que SP consegue reduzir a taxa de uma das 12 concessões antigas de rodovias

AGNALDO BRITODE SÃO PAULO

A Artesp (Agência Reguladora do Transporte em São Paulo) lançou nesta semana um novo plano para reduzir a taxa de juros obtida nos antigos contratos de concessão de rodovias no Estado. O primeiro documento foi assinado na última quarta-feira com a Ecovias, concessionária que administra o sistema Anchieta/Imigrantes.

A agência negociou um aditivo ao contrato para a obra de reformulação de um trecho do complexo viário da Baixada Santista, mas não usou as bases originais.

Com isso, o investimento de R$ 328 milhões, que será feito pela Ecovias, terá taxa de retorno de 9,1% ao ano e não de 20,6%, conforme prevê o contrato inicial. A mudança aproxima a taxa admitida hoje nas concessões rodoviárias federais, de 9%. A Selic, juros básicos da economia, está em 7,25% ao ano.

É a primeira vez, em quinze anos, que o governo paulista consegue reduzir a TIR (Taxa Interna de Retorno) de uma das 12 concessões de rodovias mais caras do país.

Esses contratos, assinados na década de 90, ainda são contaminados pelo ambiente de desconfiança dos investidores em relação à economia brasileira daquele período, quando o risco-país superava os 2.000 pontos.

Esse ambiente levou a taxa de retorno desses contratos a níveis entre 18% e 20,5% ao ano, o que explica, em parte, a tarifa de pedágio de São Paulo ser tão alta.

Hoje o risco-país é de 160 pontos. Embora o ambiente econômico tenha evoluído, esses contratos não dispõem de nenhum dispositivo que os enquadre à realidade econômica atual. Daí o fato de a metodologia da Artesp surgir como novidade.

Agora, a ideia da agência é usar essa sistemática para as obras necessárias em outras concessões em São Paulo. Segundo Karla Bertocco Trindade, diretora-geral da agência reguladora, a negociação entre a Artesp e a Ecovias durou um ano.

O plano era não elevar a atual tarifa de pedágio de R$ 21,20 em razão desse aditivo. Para o acordo, São Paulo aceitou oferecer como contrapartida um prazo adicional de 18 meses para a Ecovias.

Agora, a concessão que venceria em março de 2024 só expira em outubro de 2025. "Era uma obra necessária, mas não tinha como ser feita nas condições antigas. O Brasil vive um outro momento econômico e não seria possível aceitar nesse projeto uma taxa de retorno de 20%", disse a diretora-geral.

FLUXO VIÁRIO

A obra consiste na construção de alças de interligação que irão aumentar o fluxo viário no entroncamento das rodovias Anchieta, Imigrantes, Cônego Domênico Rangoni (antiga via Piaçaguera-Guarujá) e Padre Manoel da Nóbrega. O projeto também prevê a construção de uma faixa adicional num trecho de oito quilômetros próximo à refinaria da Petrobras, em Cubatão. A obra será entregue em setembro de 2014.

Mais de 100 mil veículos passam pelo local. O tráfego nos feriados e nos períodos de safra de grãos e de açúcar transforma esse entroncamento num dos maiores gargalos rodoviários do Brasil.

02/08/2012

Claudir Nespolo: As mudanças na cobrança de pedágios no RS

Filed under: Antonio Britto,Pedágios,RBS,RS — Gilmar Crestani @ 9:44 pm

publicado em 2 de agosto de 2012 às 9:38

Claudir Nespolo*, na Agência Sindical

Em 1996, o conjunto de políticas do governo Britto (PMDB), em sintonia com o governo FHC (PSDB), transferiu para a iniciativa privada a gestão de empresas e serviços públicos. Era a aplicação do modelo neoliberal do Estado Mínimo. No caso das rodovias, inclusive as federais, então “concedidas”, formou-se uma verdadeira máquina de extorquir dinheiro em cima de um patrimônio já instalado.

Os gaúchos convivem desde então com um modelo de pedágio caracterizado, por um lado, pela cobrança de altas tarifas e, por outro, sem ser assegurado ao cidadão contrapartidas de investimentos em melhorias das rodovias estaduais, prejudicando os trabalhadores e o desenvolvimento regional.

Durante todos estes anos, essas “empresas” praticaram um preço exorbitante e não executaram as obras no volume previsto. Quem pagou a conta foi o povo e os caminhoneiros autônomos, que não tinham para quem repassar o custo adicional. Este valor foi agregado aos produtos e “rateado” entre os consumidores, obviamente pagando mais quem tem os salários menores.

Este quadro começou a mudar em junho deste ano, sinalizando para o fim deste ciclo. Em julho de 2013 encerramos contratos de 15 anos. A Assembleia Legislativa aprovou o projeto do executivo estadual que cria a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), que irá administrar as praças de pedágios instaladas em rodovias estaduais.

Estas praças passarão a funcionar com contabilidade separada, plano de investimento debatido com as comunidades do entorno, controle online do fluxo de veículos e controle social, inclusive com presença de um Sindicato mais representativo na região. Esta proposta foi debatida amplamente com os movimentos sociais e sindical, que exigiam o fim deste modelo.

Este grande passo foi confirmado no último dia 24 de julho, quando o governador Tarso Genro assinou os termos de notificação do final dos contratos dos pedágios. A notificação é um capítulo fundamental para que as empresas que aderiram no passado ao processo de concessão saibam que o governo do Estado não tem nenhuma intenção de prorrogar ou negociar contratos.

Nos últimos anos as empresas que se beneficiaram deste perverso modelo tencionaram tanto o governo como a sociedade da várias formas, inclusive apresentando proposta que reduziria os preços pela metade e ampliariam os investimentos para a renovação por mais 15 anos.

Com esta conquista, coloca-se um ponto final em mais um dos símbolos da era neoliberal na gestão dos bens públicos. Muitos outros deverão ser enfrentados.

*Claudir Nespolo é presidente da CUT-RS

Claudir Nespolo: As mudanças na cobrança de pedágios no RS « Viomundo – O que você não vê na mídia

16/07/2012

Brasil Privatizado II

Filed under: Brasil Privatizado,Isto é PSDB!,Pedágios,São Paulo — Gilmar Crestani @ 8:50 am

Pedágio será cobrado em qualquer distância em SP

A cobrança eletrônica de pedágio que deve ser implantada nas rodovias estaduais privatizadas até 2014 levará motoristas a pagar para circular até nas regiões em que estradas são usadas como vias urbanas, informa José Benedito da Silva. Entre os trechos tarifados estão, por exemplo, aqueles que ligam São Paulo ao aeroporto de Cumbica (rodovia Ayrton Senna) e a São Bernardo (Anchieta).

Motorista vai pagar pedágio até em trecho urbano de rodovias

Novas cobranças vão acontecer assim que o governo implantar sistema eletrônico em estradas privatizadas

Haverá custo para motorista que vai ao aeroporto de Cumbica, ABC e Cotia; mudanças vão ocorrer até 2014

JOSÉ BENEDITO DA SILVA
EDITOR-ADJUNTO DE COTIDIANO

A cobrança eletrônica de pedágio, que o governo de SP vai implantar nas rodovias privatizadas, levará milhões de motoristas a pagar para circular até nos entornos das cidades, onde as estradas são usadas como vias urbanas.

Entre os trechos de tráfego urbano que serão pedagiados estão, por exemplo, aqueles que ligam a capital paulista ao aeroporto de Cumbica (rodovia Ayrton Senna), a São Bernardo (Anchieta) e a Cotia (Raposo Tavares).

Hoje, eles não têm praças de pedágio, mas o deslocamento gratuito vai acabar por conta da instalação dos pórticos ao longo da via, que vão ler chips nos carros para fazer a cobrança.

No teste que está sendo feito na SP-75, entre Indaiatuba e Campinas, há um pórtico a cada 8 km. Com esse intervalo, as vias serão praticamente 100% pedagiadas.

A implantação da cobrança, planejada para 2013 ou 2014, vai depender de um cálculo político difícil para o governador Geraldo Alckmin (PSDB): se, por um lado, o sistema é mais justo e permite reduzir a tarifa, por outro, vai cobrar de muito mais gente.

Nem a Artesp (agência de transportes do Estado) nem as concessionárias sabem quantos usam as rodovias sem pagar. O único estudo feito -e sempre citado como parâmetro- na Dutra, uma via federal, apontou que só 9% dos carros pagam pedágio.

Se o percentual for parecido nas vias estaduais, com o chip, deve multiplicar por dez o número de carros tarifados -foram 790 milhões em 2011.

"O ponto crítico, não tenho dúvida, é quem não paga e passará a pagar", afirma Karla Bertocco Trindade, diretora-geral da Artesp. Para ela, porém, o Estado não pode dizer "você paga e você não". "A questão é: usou, pagou."

Haverá impacto em dois casos: em rodovias que são vias urbanas ou metropolitanas e em ligações entre cidades onde hoje não há cabines.

Na primeira, estão os exemplos acima e outros, como o da rodovia Dom Pedro 1º, que liga Campinas a três shoppings, condomínios, à Unicamp e à PUC Campinas.

Na segunda, os trechos entre São Carlos e Araraquara (Washington Luís) e Limeira e Piracicaba (Anhanguera).

Em todas as rodovias, porém, haverá um "perde e ganha": alguns usuários pagarão menos e outros, que não pagam, passarão a pagar.

Um exemplo claro é a própria SP-75. Entre Indaiatuba e Campinas há uma praça, que cobra R$ 10,10. Com os pórticos, o valor cai para R$ 4. Na via, porém, quem roda entre Indaiatuba e Sorocaba não paga hoje, mas vai pagar.

ROTA DE FUGA

Nos trechos urbanos, um efeito colateral deve ser a criação de "rotas de fuga". "Será um ‘problemaço’ porque o motorista tentará fazer sua rota por dentro da cidade", diz Horácio Augusto Figueira, consultor em transportes.

Para ele, que é favorável à cobrança por trecho "sob o ponto de vista da justiça", o aumento das rotas de fuga pode ser impedido se o preço por km rodado for baixo.

Ele cita o Rodoanel, que custa R$ 1,50 no trecho oeste. "As pessoas estão fugindo do Rodoanel? Não, cada dia tem mais movimento."

Usuários da rodovia Dom Pedro 1º já criticam a mudança. A pesquisadora da Unicamp Ana Lúcia Pinto mora em Campinas e percorre 13 quilômetros da rodovia para trabalhar todo dia.

"Acho o ponto a ponto justo, mas o uso em trecho urbano, na cidade, não acredito que deva ser cobrado."

O analista de sistemas André Wohlers usa a via duas vezes por semana, entre Campinas e Mogi Mirim. "Não tem justificativa a cobrança atingir áreas urbanas", afirmou.

O pesquisador Antonio Augusto, também da Unicamp, se diz favorável. "O pedágio é um mal necessário. Sou contra o preço abusivo, mas, se for proporcional, acho correto".

Colaborou MARÍLIA ROCHA

Folha de S.Paulo – Um jornal a serviço do Brasil

05/03/2012

Pedágio à moda Albuquerque!

Filed under: Beto Albuquerque,Pedágios — Gilmar Crestani @ 8:52 am

Exigir que as atuais concessionárias cumpramos contratos nem pensar!? Não fizeram um metro de asfalto mas esfalfaram o bolso dos gaúchos.

“Contratos de pedágios não serão prorrogados”, garante Beto Albuquerque

"Esse modelo não deu certo, é caro, não fez obras e não ampliou as estradas" | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Samir Oliveira

Em 2013 terminam os contratos das concessionárias que administram sete polos de pedágios no Rio Grande do Sul, cedidos à iniciativa privada desde 1998. São 1,8 mil km de rodovias pedagiadas, dos quais a Univias – através das empresas Metrovias, Sulvias e Convias – administra 1000 km.

Apesar das conversas que o governo do Estado vem mantendo com a Univias, o secretário Estadual de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque (PSB), garante que não haverá renovação dos contratos – conforme prometeu o governador Tarso Genro (PT) durante a campanha eleitoral. “Não existe possibilidade de se prorrogar os atuais contratos. Se alguém sonhou com isso, perdeu tempo”, assegura o socialista.

Nesta entrevista ao Sul21, Beto detalha os estudos para a elaboração de um novo modelo de adminsitração dos pedágios no Estado, explica como estão sendo conduzidos os editais para novas concessções nas rodoviárias gaúchas e avalia a situação do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), fruto de investigações por uma força-tarefa dos órgãos públicos no ano passado.

O secretário de Infraestrutura ainda comenta as eleições municipais deste ano em Porto Alegre. Filiado ao PSB e com uma expressiva votação nas eleições que disputou, Beto e seu partido apoiarão a pré-candidata do PcdoB, a deputada federal Manuela D’Ávila. “Temos lutado por abrir nosso espaço político nesse campo da esquerda”, considera.

“Vamos avaliar a possibilidade de entregarmos as rodovias federais. Quando acabar os atuais contratos, o governo federal receberá as BRs de volta e fará com elas o que quiser”

Sul21 – Os contratos dos atuais polos de pedágios terminam em 2013. Quais possibilidades são trabalhadas pelo governo nessa questão?

Beto – A grande questão que está posta é clara é que não há possibilidade de se prorrogar os atuais contratos. Se alguém sonhou com isso, perdeu tempo. Esse modelo não deu certo, é caro, não fez obras e não ampliou as estradas. Não é possível que agora, faltando um ano e meio para acabar os contratos, surja o milagre de as concessionárias poderem reduzir tarifa e fazer obras. Se a Univias diz isso, imagine o que poderemos conseguir com uma concorrência.

Sul21 – Como será o estudo de um novo modelo de pedagiamento no Estado?
Beto Albuquerque – Está em curso a licitação de uma consultoria para estudar isso. Mas trabalhamos também com outra possibilidade. No dia 13 terei uma reunião com o Ministério dos Transportes, o Dnit e o BNDES. Vamos negociar com a Empresa Brasileira de Projetos (EBP), que tem feito as modelagens dos pedágios federais. É uma empresa pública de direito privado capitaneada pelo BNDES e vocacionada para construir engenharias financeiras capazes de produzir negócios. A vantagem da EBP é que ela pode ser contratada sem licitação, já que não será pago o custo do projeto. Quem pagará é quem vencer a licitação.

Sul21 – Já está decidido se o modelo será elaborado pela EBP ou pela empresa que vencer a licitação?
Beto – Será uma coisa ou outra. Se o governo optar pela EBP, a licitação será encerrada. É possível fazer o edital para a consultoria, mas não precisamos contratar a empresa. Se o governo perceber que a melhor e menos onerosa solução for a EBP, a licitação será abandonada.

Sul21 – Hoje, os polos de pedágio reunem rodovias federais e estaduais. O governo cogita assumir apenas as estradas gaúchas?
Beto – Precisamos avaliar uma coisa muito clara: por qual razão temos que resolver problemas das rodovias federais? A maior parte dos polos de pedágios do Rio Grande do Sul é composta de rodovias federais. Temos somente 800 km de rodovias estaduais nesses polos, principalmente no de Gramado e no de Santa Cruz. Em todos os demais o Estado é coadjuvante, mas é o responsável pela concessão. Vamos avaliar a possibilidade de entregarmos as rodovias federais. Quando acabar os atuais contratos no ano que vem, o governo federal receberá as BRs de volta e fará com elas o que quiser. Não precisamos resolver o problema do governo federal. Temos que resolver os nossos problemas. Esse é um debate que ainda será feito ao longo dos estudos.

"Por qual razão temos que resolver problemas das rodovias federais? Temos que resolver os nossos problemas" | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

“Recebi uma notificação extrajudicial que é um desrespeito ao Estado. Por que tenho que aceitar esses cálculos (feitos no governo Yeda)? Só por que são bons para a Univias?”

Sul21 – A Univias alega que há uma dívida de mais de R$ 1 bilhão por parte do Estado, que historicamente não teria cumprido determinações do contrato de concessão.
Beto – É difícil uma concessão não ter passivos, até porque há fatores externos que podem gerá-los. Mas tem gente achando que devemos discutir antes o passivo e depois a licitação. Não, primeiro vem a licitação. Depois, quem acha que é credor de alguma coisa que vá ao Judiciário resolver. Recebi uma notificação extrajudicial do grupo Univias que é um desrespeito ao Estado, querendo me impor a obrigação de aceitar os cálculos que o governo Yeda (Crusius, PSDB, 2007-2010) fez. Por que tenho que aceitar esses cálculos? Só por que são bons para a Univias? Esse é um assunto que estará em litígio. E litígio a gente faz não nas mesas de negociação, mas no Judiciário. O que queremos é um novo modelo que empreenda, que construa e que custe menos. O passivo, ou desequilíbrio, não pode ser a pauta principal, nem usado como chantagem. Até porque ninguém sabe exatamente se há desequilíbrio e o valor dele. Os números e a metodologia dos cálculos são diversos. De 1997 a 2005, o termo aditivio número 1 que fizemos no governo Olívio Dutra (PT, 1999-2002) zerou todos os passivos. Se há algum desequilíbrio é de 2005 para cá.

Sul21 – E as empresas têm cumprido com o acordado no contrato de concessão?
Beto – Iremos fazer um inventário patrimonial de todas as rodovias. Veremos como deveriam estar as estradas de acordo com o programa de concessão. Começarei a apurar os desequilíbrios em favor do Estado. Se for o caso, depois de discutir desequilíbrios, temos que ver os que estão em benefício do cidadão. Discute-se apenas o passivo reivindicado pela concessionária.

Sul21 – A Univias tem feito propostas ao governo para continuar com a concessão. A empresa prometeu rebaixar a tarifa, a taxa de retorno e aumentar os investimentos.
Beto – A decisão da Univias de ofertar uma tarifa bem menor que a atual, incrementar benefícios e quitar eventuais desequilíbrios para ter apenas 10 anos de renovação significa que o negócio era muito bom. E significa também para o poder concedente que se isso tudo for colocado em concorrência será possível reduzir ainda mais as tarifas e agregar mais investimentos, porque poderá ser uma concorrência sobre 20 ou 25 anos de concessão.

"Ainda precisamos vencer a burocracia e a lentidão na tomada de decisões e na execução de uma obra" | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Sul21 – O governo do Estado vinha dialogando com a Univias através da Assessoria Superior do Governador. Isso foi encarado, inclusive por setores da base aliada e do PT, como uma negociação com a empresa para a prorrogação dos atuais contratos.
Beto – Eu nunca sentei para conversar com a Univias… Acho que ela não está proibida de propor, mas temos um compromisso com a sociedade de não renovar os contratos.

Sul21 – Mas, enquanto secretário de Infraestrutura, o senhor não se sentiu desprestigiado ao não ser chamado para conversar com a Univias sobre um tema que diz respeito à sua área?
Beto – Não tenho disposição de negociar prorrogação de contratos, por isso não me senti preterido. E a decisão final de qualquer coisa que venha a acontecer é do governador. Não é minha nem do João Vitor (Domingues, secretário da Assessoria Superior).

“Nosso grande desafio no governo Tarso não é correr atrás de dinheiro para fazer estrada, é atropelar a burocracia para gastar o recurso que temos”

Sul21 – O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) passou por uma força-tarefa dos órgãos públicos para investigarem irregularidades. Terminada a investigação, que mudanças podem ser feitas no órgão?
Beto – A força-tarefa foi muito importante para que não se cometam injustiças generalizadas. Em qualquer área do serviço público pode haver problemas, mas eles precisam ser identificados, para que não paire a ideia de que a instituição está contaminada. O Daer é um órgão que construiu a estrutura viária do Estado e tem técnicos muito bons. Mas também tem seus vícios históricos. Foi desmontado ao longo dos anos em termos de estrutura e pessoal. A força-tarefa nos ajudou a inventariar uma série de problemas que estamos corrigindo e apurando responsabilidades. Já está em licitação a contratação de uma consultoria que vai ajudar a organizar a gestão de processos e pessoas no Daer. Não há hoje uma gestão rápida e ágil no Daer. E estamos colocando relógio biométrico para controlar a presença. Isso irá valorizar quem trabalha corretamente e faz com que a instituição seja respeitada. Também fizemos concurso para reforçar a capacidade fiscalizatória do Daer e iremos incorporar 25 novos engenheiros. A prioridade é reforçar as equipes de fiscalização, onde há muita deficiência.

Sul21 – Essas mudanças são necessárias para melhorar o funcionamento do Daer?
Beto – Ainda precisamos vencer a burocracia e a lentidão na tomada de decisões e na execução de uma obra. Nosso grande desafio no governo Tarso não é correr atrás de dinheiro para fazer estrada, é de atropelar a burocracia para gastar o recurso que temos. Temos R$ 2,6 bilhões para construir acessos municipais, interligações regionais, restaurar, duplicar e manter rodovias. É preciso atropelar a burocracia, a lerdeza e a falta de planejamento para poder executar o orçamento.

Sul21 – O senhor defendia a criação de uma agência pública para assumir algumas funções do Daer.
Beto – Passamos a trabalhar com mais clareza sobre isso, é um assunto que voltarei a conversar com o governador. A proposta que iremos formular ao governo é a criação de uma empresa pública de direito privado para administrar os pedágios comunitários, estações rodoviárias, linhas de ônibus e controladores de velocidade. Isso fará com que os engenheiros e os profissionais qualificados do Daer se foquem no seu papel precípuo, que é construir e manter estradas. Uma companhia como essa pode operar com um quadro de pessoal enxuto e vencer a burocracia.

"Na força-tarefa do Daer, verificamos que o órgão sofre muitas decisões judiciais por conta das estações rodoviárias" | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Sul21 – O dinheiro arrecadado pelos pedágios comunitários, administrados pelo Daer, hoje vai para o caixa único do Estado. Como o governo pretende redirecionar esses recursos?
Beto – O pedágio comunitário não consegue dar o resultado que poderia graças à burocracia que está incrustrada no funcionamento do Daer. Com a criação dessa companhia, o dinheiro passará longe do caixa único. Será possível alavancar financiamentos para fazer investimentos nos pedágios comunitários dando os recebíveis das praças como garantias. Será possível sair dessa burocracia infernal, em que demora oito meses para poder contratar uma empresa para pintar ou roçar uma estrada. Sinto vergonha quando passo por um pedágio comunitário e vejo deficiência na sinalização ou capina alta. O cidadão está pagando e deveria ter uma estrada de primeira qualidade. A gestão disso precisa mudar e para isso é fundamental termos uma outra estrutura.

“Não é uma briga com os concessionários, mas esse é um sistema que tem que ser trazido de volta à legalidade. Concessão só se legitima por licitação”

Sul21 – Como surgiu a decisão do governo de fazer licitação para a administração das rodoviárias no Estado?
Beto – Na força-tarefa do Daer, verificamos que o órgão sofre muitas decisões judiciais por conta das estações rodoviárias. Fizemos um levantamento e percebemos que das 325 rodoviárias do Estado, 280 estão com a concessão vencida. Temos 78 estações com sentenças transitadas em julgado na Justiça. Algumas, inclusive, com decisão do STF. O Estado estava ignorando totalmente essa realidade. O governo Yeda fez uma licitação para as rodoviárias dos pequenos municípios. Achamos que não só os pequenos têm que respeitar a lei das licitações e das concessões, os grandes também. Até o final de março a Central de Compras do Estado vai receber os 280 editais de todas as rodoviárias. Desde que iniciamos o processo, já foram mais de 40 licitados. Não estamos contra ninguém, não é uma briga com os concessionários. O fato é que esse é um sistema que tem que ser trazido de volta à legalidade. Concessão só se legitima por licitação.

Sul21 – Isso inclui a rodoviária de Porto Alegre?
Beto – Sim, queremos modernizar e ampliar a rodoviária. Queremos investimentos, estacionamento e espaço abrigado da chuva para pegar taxi. Queremos que o cidadão possa ir da rodoviária ao Trensurb sem tomar banho de chuva, queremos um bicicletário e uma rodoviária que já pense em se integrar ao futuro metrô. Isso significa muitos investimentos, não é uma licitação restrita apenas à empresa que venderá passagens e licitará encomendas. Vamos licitar todo o complexo e as lojas com os investimentos e com as atribuições precípuas de uma estação rodoviária. A Capital do Rio Grande do Sul, que terá Copa do Mundo, não pode continuar com um nível de baixos investimentos que temos na rodoviária. Hoje a Veppo administra a venda de passagens, o despacho de encomendas e também o condomínio. O prédio e as lojas da rodoviária são do Daer, que aluga os espaços. Na proposta que estamos fazendo, tudo será um negócio comercial. Iremos licitar tudo, mediante um projeto de engenharia e investimentos, e em cima disso é que faremos a disputa. A empresa vencedora irá ganhar venda de passagens, encomendas e toda a estrutura para fundar a viabilidade econômica do negócio.

Sul21 – E como está a construção dos acessos asfálticos nos municípios? A promessa do governo é zerar esse déficit.
Beto – Já terminamos 14 e teremos outros 60 em andamentos esse ano. Ainda faltarão 30 e iremos correr de forma obstinada para zerar. É uma dívida antiga que o Rio Grande do Sul tem com essas comunidades, que a vida inteira amassam barro, comem poeira e têm o transporte escolar, o transporte de saúde e o escoamento da produção encarecido pela falta de um acesso asfáltico. Temos dificuldades porque os contratos são antigos, com mais de 15 anos e com uma série de imperfeições. Então na hora de executar a obra, há problemas. Todos os contratos foram feitos no governo (Antônio) Britto (1995-1998), em cima de projeto básico, e nenhum previa o trevo na estrada principal da cidade, nem sinalização. Esses contratos têm me branqueado os cabelos e criado uma série de burocracias.

“Ainda está muito longe (a eleição para o Senado em 2014). Por enquanto, tenho que ser um bom secretário. Qualquer projeto passa pela obrigação de fazer um bom governo (no RS)”

"Temos lutado por abrir nosso espaço político nesse campo da esquerda, e a tendência é continuarmos juntos (com o PCdoB) em Porto Alegre" | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Sul21 – Falando um pouco sobre política, como o senhor avalia o quadro das eleições este ano em Porto Alegre? O seu apoio irá para a pré-candidata do PcdoB, Manuela D’Ávila?
Beto – Temos mantido uma aliança estratégica com o PcdoB em nível estadual que tem dado resultado para ambos. Temos lutado por abrir nosso espaço político nesse campo da esquerda. E a tendência em Porto Alegre é continuarmos juntos, como estivemos há quatro anos, agora mais fortalecidos politicamente e com novos aliados. Acho que o PSD e o PPL podem estar conosco. Iremos trabalhar muito para que também o PTB esteja junto. Poderemos fazer um enfrentamento eleitoral vitorioso e inovar em soluções para assuntos que se arrastam em Porto Alegre.

Sul21 – O PSB é aliado de primeira mão do PCdoB. O partido trabalha com a possibilidade de indicar o vice na chapa com a Manuela?
Beto – Nem provocamos essa discussão no PSB para que não sejamos obstáculo para a atração de novos partidos. Pode ser natural, mas não precipitamos esse debate porque queremos atrair outras forças políticas para fortalecer a candidatura da Manuela.

Sul21 – A última eleição no diretório estadual do PSB foi acirrada. Deputados e lideranças se dividiram e houve muitos ataques ao senhor. Esse episódio já está superado?
Beto – Na política, aprendi que antes de falar é bom pensar. Teve muito companheiro que falou sem pensar e isso não agregou crescimento ao partido. Não tenho mágoas disso. Foram cometidas muitas injustiças no calor do debate. A gente perdoa, mas a gente não esquece. Eu não ousaria dizer que o PSB é uma coisa só no Rio Grande do Sul. Temos grupos políticos que se respeitam e discutem. Não temos tendências como o PT, mas não somos uma coisa só.

Sul21 – Em 2014 o senhor deseja concorrer ao Senado?
Beto – Ainda está muito longe. Por enquanto tenho que ser um bom secretário de Infraestrutura. Temos que começar a pensar em 2014 depois de outubro deste ano, com o mapa político do Estado mais definido. Qualquer projeto que me envolva ou não passa pela obrigação que temos de fazer um bom governo.

Sul 21 » “Contratos de pedágios não serão prorrogados”, garante Beto Albuquerque

21/01/2012

É a matemática da RB$

Filed under: Pedágios — Gilmar Crestani @ 5:58 pm

Foi através da RB$ que se demonizou Olívio Dutra e se santificou Antônio Britto, o pacificador Germano Rigotto e a “administradora”  Yeda Crusius. Sem a RB$ estes três pulhas não teriam existido, nem empestado o Piratini.

A matemática está errada?

Por Gilberto Beltrame

Vou fazer uma pequena análise da questão dos pedágios que esta sendo debatido agora pelo governador Tarso Genro. O PT foi contra esse sistema de pedágio desde a sua implantação pelo governo Brito. Quem não lembra a campanha de 1998, onde Olívio é o caminho e Brito é o pedágio . Nas notícias até agora temos a seguinte equação matemática: há muito tempo que as praças de pedágios estão cobrando R$ 6,00, agora as concessionárias dizem que podem permanecer com as praças se o governo der a prorrogação pelo valor de R$ 4,40 e ainda oferecem milhões de reais de investimento. Com isso temos a seguinte conclusão, quando dinheiro essas concessionárias saquearam do povo gaucho nesses últimos 15 anos se agora, para permanecer com a “boquinha”, oferecem a diminuição da tarifa e propõem investimentos maiores que os já postos até aqui, e mesmo assim continuarão com lucro, pois obviamente essas empresas extremamente capitalistas continuarão a ter seus lucros, ou achamos que daqui pra frente elas vão trabalhar no prejuízo?

Essa diferença de R$ 1,60 é o lucro muito além do lucro, pois agora elas podem abrir mão dessa parcela excessiva já que estão ameaçadas de perder as concessões, e para não perder tudo, abrem mão de 27% do valor total da tarifa, que deve ser  100% do seu lucro aproximadamente.

Nesses 15 anos quanto bilhões o povo gaucho pagou a essas empresas, que poderiam ter ficado no bolso do contribuinte e gerado mais consumo em setores essenciais da vida humana, isso sem contar que o contribuinte ainda paga outras vezes, pois cada vez que compra o pão na padaria, no preço do mesmo esta incluído o valor do pedágio das matérias primas e assim numa lógica que não tem fim.

Como militante petista não posso aceitar mais essa do governo Tarso, onde tudo que fomos contra, agora podemos relativizar, isso é nos dizeres da oposição e um “calote eleitoral”.

Gilberto Beltrame é advogado.

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