Ficha Corrida

06/11/2016

Dono da Folha exige monopólio da estupidez

A Folha não precisa reivindicar direito à estupidez. Pratica todos os dias, e talvez considere isso em benefício próprio porque tem inscrito como uma cláusula pétrea de sua história. A estupidez da Folha, por exemplo, está muito bem documentada no livro da professora e historiadora da UNICAMP/SP, Beatriz Kushnir, “Cães de Guarda”. Lá está, completa e por inteira, a autópsia da Folha de São Paulo. Para quem tiver interesse em saber como era edificante o papel da Folha durante a ditadura o livro, que pode ser baixado AQUI, dá uma aula sobre o tamanho da estupidez da família Frias.

A Comissão Nacional da Verdade também comprovou que a Folha emprestou furgões e peruas para que os agentes da ditadura transportassem clandestinamente os pedações de corpos de presos políticos. Que nome se pode dar a um grupo que vive de negociar informação que participa, patrocina sessões de tortura, estupro, morte e esquartejamento, não necessariamente nesta ordem, e ainda empresta veículos para esconder o que restou das sevícias em valas comuns do Cemitério de Perus, em São Paulo?!

Ontem mesmo o Luis Nassif demonstrou de forma cabal a retribuição da equipe do Eduardo CUnha ao apoio recebido em mais um golpe com a participação decisiva da Folha. Nunca é demais lembrar que a ditadura, para a Folha, claro, sempre foi uma ditabranda.

Qualquer ser normal, ainda que dotado da menor capacidade racional, percebe as grosseiras manipulações da Folha. Principalmente seu apoio incondicional à beatificação dos seus correligionários do PSDB. Só saem na Folha notícias ruins sobre membros do PSDB quando há briga de bugio nos intestinos da sigla. Geralmente com viés de promover uns em detrimento da outra facção. Como aquela capa dizendo que José Serra havia recebido 23 milhões na Suíça. Mas veja a sutileza, não era propina, nem corrupção, era “caixa dois”. Coincidentemente, na mesma semana em que Gilmar Mendes, a voz mais ativa do PSDB, e o Congresso buscavam descriminalizar a corrupção via Caixa Dois. A escolha das palavras é uma das virtudes, não dos estúpidos, mas dos manipuladores. A beatificação dos próceres do PSDB não é preocupação exclusiva da Folha. Os demais sócios do Instituto Millenium agem com a mesma preocupação. Isso explica porque, para os grupos mafiomidiáticos, há dois tipos de corrupção: uma boa e outra ruim. A boa é aquela praticada por seus parceiros ideológicos; ruim é toda aquela praticada por quem ousa denunCIA-la, e aí não importa se for alguém da própria famiglia.

A inconformidade da Folha com as redes sociais não é nova. O Estadão, logo que surgiram os Blogs independentes, também patrocinou uma campanha agressiva de descrédito contra os que ousavam discordar do discurso único.

 

O direito à estupidez

06/11/2016 02h00 – Otavio Frias Filho

"Discordo de tudo o que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo." Essa máxima de Voltaire, que sintetiza o espírito de tolerância preconizado pelo escritor iluminista, estaria entre seus ditos mais inspirados se os estudiosos não concordassem em atribuí-la a uma biógrafa sua, a inglesa Evelyn Beatrice Hall, que a inseriu entre aspas, como se fosse dele, num livro de 1906, "The Friends of Voltaire".

Graças ao legado iluminista, a mais ampla liberdade de expressão é requisito indispensável da democracia moderna. Não se admite censura prévia; toda opinião pode ser exposta, desde que não incite à violência. Ofendidos obtêm sanção contra ofensores e compensação na Justiça apenas caso se comprove agressão infundada à imagem de pessoa física, difusão de informação falsa capaz de causar dano ou violação de privacidade sem motivo de evidente interesse público.

O pensamento conservador sempre buscou cercear a liberdade de expressão em nome de valores tradicionais (religião, pátria, família) que não deveriam ser questionados pela crítica ou conspurcados pela sátira. Já o pensamento progressista mal dissimula uma atitude instrumental em face dessa e de outras liberdades. Era o caso de expandi-la enquanto se tratava de abalar os parâmetros morais e religiosos da sociedade patriarcal.

Agora, porém, que aqueles padrões foram desmantelados, substituídos pela afirmação de identidades parciais (étnicas, sexuais etc.) e por uma estratégia justiceira de reparações voltadas a cultivar, sob pretexto de aplacar, ressentimentos politicamente organizados, a esquerda assume posição mais ambígua. Surge uma convergência bizarra na qual direita religiosa e esquerda identitária concordam que certos atrevimentos, como os do jornal "Charlie Hebdo", são intoleráveis.

"Discordo do que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de ser burro"–a paródia atribuída a Oscar Wilde, sempre imbatível em matéria de frases, sob as aparências de solapar a sentença voltairiana, ressalta que somos nós, aos olhos daquele que pensa diferente, quem exerce o direito à estupidez. Exceto no que for redutível à matemática, será sempre controvertido definir que opinião é certa.

Basta mencionar como nossa civilização tratava gays e fumantes há 50 anos e como trata hoje para ilustrar quão volúveis são os juízos humanos e provisórias as suas conclusões. Mesmo a ciência, nosso melhor método, mudou de recomendação duas vezes no lapso de uma geração sobre assunto prosaico, mas vital, como o consumo de ovos. Defender opiniões categóricas não passa de sintoma de uma credulidade extrema.

Por isso os autores que primeiro condenaram a censura prévia, como o poeta John Milton ("Areopagitica", 1644), e advogaram pela máxima latitude da liberdade de expressão, como o filósofo J.S. Mill ("Sobre a Liberdade", 1859), fundamentaram seus argumentos na falibilidade do juízo. O jogo contraditório de opiniões surge como mecanismo pelo qual erros são corrigidos, a sociedade evolui e o acervo de todas as opiniões, mesmo que detestáveis, é protegido como ambiente simbólico coletivo.

O poder fetichista das palavras se parece com o dos fantasmas. Para que o insulto preconceituoso surta seu efeito ofensivo contra minha pessoa, por exemplo, é preciso que uma contrapartida do preconceito viva em mim e que eu nutra respeito inconsciente pela opinião do ofensor ou de quem lhe der ouvidos. Não é por ser reprimida que uma piada racista ou sexista perde poder venenoso, mas quando deixa de ser engraçada, no curso de um processo de esclarecimento progressivo.

O espaço público, área compartilhada por todos onde esse processo de esclarecimento acontece, depende do contraditório entre posições antagônicas para se sustentar e expandir. Seu adversário na atualidade é cada vez mais o particularismo identitário que procura justificar a intolerância como tática para obter reparações historicamente devidas.

Essa contradição se reproduz nas redes sociais da internet, que deveriam propiciar um inédito espaço de diálogo universal e livre comunhão entre os seres humanos, mas deram origem a uma sociabilidade regressiva e neotribal, pulverizada em inúmeras células constituídas por algumas centenas de pessoas que tendem a reagir em bloco e vociferar seus pontos de vista com a truculência e o fanatismo das hordas.

28/06/2016

Entenda porque a Folha ama odiar o PT e odeia amar o PSDB

OBScena: entrou numa Frias porque cospe pra cima

O editorial desta terça-feira da Folha de São Paulo fornece, para quem tiver algum neurônio em funcionamento, porque o PSDB é o queridinho dos plutocratas. Até quando o PSDB rouba merenda a culpa recai sobre o PT. Por aí se entende a obsessiva caça ao grande molusco. Enquanto as baterias estiverem apontadas contra pedalinhos, os inúmeros escândalos estrelados pela cleptocracia peessedebista corre solta. O tom do editorial já diz tudo. Conta o roubo da merenda escolar em tom de conversa de sacristia. Tudo no condicional. Não há criminalização do PSDB nem as cores apocalípticas com que sempre pinta o PT. Não há ataque aos mandantes nem aos beneficiados, muito menos relacionada com a violência da polícia contra os estudantes que denunciaram o roubo da merenda.

Enquanto caçam Lula e fazem teatro com prisão de Paulo Bernardo, Eduardo CUnha e seu vice decorativo se encontram às escuras no Palácio do Jaburu. Ora, é assim que funciona a plutocracia. Uma cortina de fumaça serve para esconder os atos dos usurpadores. Cadê a prisão de Eduardo CUnha? Ah, ele tem foro privilegiado. É, mas o Delcídio Amaral também tinha. E a mulher e filha do CUnha? O que elas têm de diferente da cunhada do Vaccari? Claro, é a mulher do bandido mais protegido da República das Bananas.

A prova da merenda

28/06/2016 02h00 – Editorial

Está marcada para esta terça-feira (28), na Assembleia Legislativa de São Paulo, a segunda sessão da CPI da merenda. Em tese, a comissão parlamentar deveria fortalecer as investigações do escândalo na alimentação escolar, conduzidas desde janeiro pelo Ministério Público e pela Polícia Civil.

Têm-se esquadrinhado contratos celebrados entre a Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf) e dezenas de prefeituras, além da Secretaria Estadual da Educação.

Suspeita-se de um esquema de superfaturamento na distribuição de suco de laranja para a rede pública, com propinas que atingiriam até 30% dos valores contratados.

Por meio de delações premiadas, alguns investigados implicaram membros do governo Geraldo Alckmin (PSDB), além de deputados federais e estaduais. Entre eles, Fernando Capez (PSDB), presidente da Assembleia.

Apesar disso —ou por causa disso—, são diversos os sinais de que a investigação parlamentar caminha para não cumprir seu papel.

Não só 8 de seus 9 integrantes são de partidos da base de apoio de Alckmin, como o presidente e o vice da comissão pertencem ao PSDB e ao PSB (partido do vice-governador), respectivamente. Tal domínio alimenta temores de que a apuração se concentrará em prefeituras do PT, desviando o foco do governo estadual e de Capez.

Como se não bastasse, um dos titulares da comissão, Barros Munhoz (PSDB), notabilizou-se há alguns anos por afirmar: "CPI, no Brasil, só vocês da imprensa acreditam, mais ninguém. (…) É conversa mole, coisa para enganar".

A frase infame tem sido confirmada nos âmbitos federal, estadual e municipal. Há tempos os políticos aprenderam a domesticar CPIs —quando não utilizá-las para extorsões e propinas—, tornando ultrapassada a máxima de que se sabe como tais comissões começam, mas não como terminam.

No Estado de São Paulo, nos últimos anos, a ampla base de apoio dos governos do PSDB tem agido para impedir que a Assembleia apure escândalos envolvendo políticos do partido. As poucas investigações que conseguem superar essa barreira terminam desidratadas e sem resultados.

No escândalo da merenda, o governo do Estado se considera vítima, segundo declarou Alckmin. Tanto o governador como seus aliados deveriam, portanto, ser os maiores interessados em esclarecer o episódio, não importa a coloração partidária dos envolvidos.

Se a alegação fosse sincera, caberia dar força à CPI na condição de instrumento para elucidar os fatos.

editoriais@uol.com.br

15/03/2015

Dossiê HSBC

SUIÇALÃOReúno aqui tudo o que precisas para entender o pouco que já se sabe a respeito da mega fraude via HSBC.

No Brasil, HSBC rima com FHC. Foi ele quem trouxe o mega lavador de grana suja.  A privatização da Petrobrás, segundo os anencefálicos, serviria para acabar com a corrupção. Os tucanos diziam isso do BANESTADO, do Meridional, da Vale do Rio Doce.

O HSBC prova que não é a privatização que evita a corrupção.

Se FHC tivesse exonerado, ao invés de nomear Paulo Roberto da Costa, talvez não houvesse Operação Lava Jato. Se o Poder Judiciário já tivesse punido o PP gaúcho na Operação Rodin, talvez o PP gaúcho não estivesse todo atolado na Lava Jato.

Se ao invés de engavetar todas as falcatruas o PSDB mandasse investigar, talvez não houvesse necessidade da Lista Falciani. Veio a público agora, mas a lavanderia internacional é algo com que os golpistas de sempre estão muito bem acostumados.

Nunca um apelido, Ratinho, casou tão bem com as práticas…

É nestas horas que se descobre toda importância do Impostômetro que os impostores usam a mídia para fazer propaganda. Quem não paga imposto patrocina impostômetros…

 

Suiçalão é a ponta do iceberg?

14 de março de 2015 | 12:09 Autor: Miguel do Rosário

suicalao

O Suiçalão ainda vai dar o que falar.

Nossas suspeitas, de que aquilo era um ninho de tucanos gordos, se confirmaram.

Que tucanos são mais gordos que os barões da mídia, quase todos com contas secretas no Suiçalão?

Eles são mais tucanos e mais gordos do que qualquer dirigente do PSDB.

Poderíamos dizer até que eles – os barões da mídia – são os tucanos originais, a matriz, os fundadores do tucanismo.

E hoje são seus guardiões, suas lideranças, seus acionistas principais.

O blog Ponto & Contraponto fez algumas especulações interessantes sobre a conta secreta da família Frias, donos da Folha.

E aponta duas coincidências estranhas.

Frias abriu a conta justamente no ano do confisco da poupança, feito por Collor.

E depois fechou exatamente antes da desvalorização da moeda nacional, aquele golpe cambial que os tucanos deram na economia brasileira.

Pode não ser nada.

O faro do blogueiro, porém, está seguindo o caminho certo.

O segredo não está apenas nos nomes das contas.

Agora queremos saber os valores guardados nessas contas, se os valores foram informados à Receita Federal, e se o envio de dinheiro ao exterior guarda alguma relação com informações privilegiadas concedidas pelos governos Collor e depois FHC, aos barões da mídia.

Queremos, enfim, uma coisa bem simples: a verdade.

*

No blog Ponto & Contraponto.

Frias manipulou dinheiro no exterior com informações privilegiadas de Collor e FHC?

Muito previsíveis as informações que barões da mídia estão na lista dos sonegadores do Swissleaks. A dúvida é se um dia viriam a público.

Com a exclusividade dos dados repassados pela ICIJ, o jornalista Fernando Rodrigues se portou com arrogância, tentou culpar o governo e proteger poderosos, mas agora acossado por vazamentos que conclui serem inevitáveis, resolve liberar a parte que atinge justamente veículos de mídia que estavam responsáveis pela “investigação” no Brasil.

Nesse post vamos nos atentar para a conta da família Frias, que e dona do conglomerado Folha/UOL, onde o jornalista trabalhou por anos e agora tem seu blog hospedado.

Apesar de não revelar o montante que os Frias enviaram para o Suiçalão, duas informações foram publicadas, muito provavelmente por descuido do jornalista, que revelam a relação espúria que Otávio Frias mantinha com os governos Collor e FHC.

Informação privilegiada nº 1

Fernando Rodrigues diz que a conta foi aberta em 1990, ano que foi realizado o confisco de todos os brasileiros que estavam depositados em bancos brasileiros.

O jornalista não revelou o mês, o plano Collor, com o confisco aconteceu em março desse ano, parece que não atingiu o dono do império jornalístico, que espertamente enviou seu rico dinheiro para longe do apetite confiscatório que só atingiu pessoas comuns.

Tratando de salvar apenas sua pele, embora soubesse da informação a sonegou dos distintos leitores.

Informação privilegiada nº 2

Outra informação de enorme coincidência relatada por Fernando Rodrigues e o encerramento da conta: 1998.

Como todos sabem o governo FHC manteve até 1998 o Dólar ancorado para se reeleger, pouco tempo depois de se reeleger, no início de 1999, decidiu liberar o câmbio e o Dolar passou de próximo de um Real para quatro Reais numa estilingada.

Coincidência que Frias retirasse seus Dólares da Suíça justamente às vésperas da disparada do Dolar, tornando a conversão super lucrativa ou, mais uma vez passarinhos amigos o avisaram do “bom negócio”?

(…)

Barões da mídia, tremei: a CPI do Swissleaks vem aí

:

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL), autor do requerimento que cria a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do SwissLeaks, está determinado em investigar todos os brasileiros envolvidos com as contas secretas do HSBC; ele disse, neste sábado (14), que a primeira medida do colegiado será pedir a quebra de sigilo de todos os correntistas já conhecidos, para verificar se de fato eles declararam à Receita Federal o dinheiro depositado no exterior; Randolfe também convocará todos os órgãos de fiscalização e bancos para explicar como o sistema permite a sonegação de impostos; para ele, “essas contas secretas no HSBC reúnem personagens de todos os escândalos recentes da história do país, dos últimos 20 anos”; “É ali que muito corruptos iam esconder o resultado de seus crimes. Aliás, não é apenas os corruptos que deverão ser investigados, mas também o papel que teve o HSBC ao ser leniente com a entrada de dinheiro suspeito na instituição”, ressalta

14 de Março de 2015 às 20:36

247 – O senador Randolfe Rodrigues (PSOL), autor do requerimento que cria a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do SwissLeaks, disse que a primeira medida do colegiado será pedir a quebra de sigilo de todos os correntistas já conhecidos do HSBC na Suíça, para verificar se de fato eles declararam à Receita Federal o dinheiro depositado no exterior.

“Para a CPI é muito fácil fazer uma lista de todos os nomes e contas bancárias que o UOL e o Globo já publicaram, enviar tudo para a Receita Federal e requerer a quebra do sigilo fiscal. Vamos pedir que nos digam quem dessas pessoas declarou Imposto de Renda e incluiu nas suas declarações de bens as contas no exterior, na Suíça”, diz Randolfe.

Ele afirma que “essas contas secretas no HSBC reúnem personagens de todos os escândalos recentes da história do país, dos últimos 20 anos”. “É ali que muito corruptos iam esconder o resultado de seus crimes. Aliás, não é apenas os corruptos que deverão ser investigados, mas também o papel que teve o HSBC ao ser leniente com a entrada de dinheiro suspeito na instituição”, ressalta.

No entanto, a CPI ainda precisa que os partidos indiquem os nomes para compor a CPI. No momento, falta apenas a indicação do PMDB. “Espero que o líder do partido no Senado, Eunício Oliveira, indique os nomes já no começo da semana”, diz Randolfe. Mas existe também a hipótese de a investigação começar a funcionar mesmo sem os nomes peemedebistas, pois já haveria quórum suficiente. Essa interpretação depende da direção do Senado.

Outro objetivo de Randolfe é investigar as brechas do sistema financeiro que permitem dar “guarida a quem comete crimes ou pretende sonegar impostos”. “O primeiro ato da CPI será convocar todos os órgãos responsáveis por fiscalizar os bancos e os fluxos financeiros. Vamos convocar o Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras], a Receita Federal, o Banco Central e o Ministério da Fazenda. Todos terão de explicar muito bem como é possível ter um sistema tão poroso que permite evasão de divisas e sonegação de impostos como parece ter sido o caso que agora está sendo revelado por essas reportagens do SwissLeaks”, afirma.

Suiçalão é a ponta do iceberg? | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

O silêncio dos “inocentes” ou de como pessoas de bem reagiriam à “lista da mídia” no HSBC suíço?

14 de março de 2015 | 16:24 Autor: Fernando Brito

inocente

Espero há algumas horas, rodando sites e facebooks, para ver se há reação dos empresários e jornalistas apontados na lista de depositantes do HSBC na Suíça.

Nada, nenhuma manifestação além daquele “não sei, nunca vi” que consta da matéria de O Globo, que procurou todos os citados.

Não lhes faltam espaços para se manifestarem: ou são donos de empresas de comunicação ou dispõem de acesso a elas, além de seus proprios sites, facebooks e contas no Twitter.

Bom, damo-lhes a presunção da inocência a que todos têm direito…

Mas a questão seguinte é inescapável: não parece obvio que  estariam, neste instante, anunciando a interpelação judicial de O Globo e do UOL, onde se veiculou a denúncia para que entregassem os documentos que usaram para apontá-los, se os tem.

Providência básica para, a seguir, propor uma ação de danos morais contra o jornal.

Afinal, não se espalham ações contra os blogueiros, com muito menos causa de pedir – até “sacripanta” rendeu condenação do Miguel do Rosário pelo Ali Kamel?

Afinal, ao meu modestíssimo juízo, ser apontado nos maiores veículos de comunicação como detentor de conta na Suíça causa um abalo moral muito mais grave que um “sacripanta” num blog.

Mas certamente há a prova da presença nos arquivos do Banco e, saí, duas possibilidades: ou é declarada ou é clandestina.

Se é declarada, cada um tem o direito de, querendo, exibir sua declaração de bens ao Imposto de Renda e, neste caso, era só pegar o papelório – ou agora o arquivo de computador – e mostrar que a declarou, bem declaradinha, como eu e você declaramos o apartamento modesto ou a conta bancária com nossos caraminguás.

Até agora, alguém fez isso? Anunciou isso? Algum deles disse que vai fazer isso segunda-feira, embora todos tenham sido avisados, pela equipe de jornalistas que publicou a informação, pois deram respostas?

Não.

Portanto, acaba-se ficando livre para imaginarmos que, na maioria ou em todos os casos, não foram declaradas.

Portanto, clandestinas.

Os inocentes não costumam ficar tão quietos quando são ofendidos.

Pimenta ao 247: ‘Mídia fez sua defesa prévia’

:

Vazamento de nomes de proprietários de veículos de comunicação e jornalistas atende a estratégia preventiva diante da iminência do repasse da lista completa do Swissleaks ao governo brasileiro pelo Fisco francês; a afirmação é o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que cobra das diversas instituições a apuração de eventuais crimes na remessa de dinheiro à filial do Banco HSBC na Suíça; segundo ele, a seletividade no vazamento de nomes pelo portal Uol e agora pelo jornal O Globo tenta esconder possíveis malfeitos entre 1997 e 2001, época das privatizações do governo FHC, período que jaz nos subterrâneos da vida pública nacional

14 de Março de 2015 às 12:33

Realle Palazzo-Martini, do 247 – A divulgação pelo portal Uol e pelo jornal O Globo de que proprietários de importantes veículos de comunicação e jornalistas brasileiros mantiveram contas secretas no Banco HSBC na Suíça atende a uma estratégia prévia de defesa dos “barões da mídia”. Foi o que sustentou ao Brasil247 neste sábado (14) o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS). O surgimento dos nomes acontece menos de uma semana após a Embaixada da França firmar compromisso com o governo brasileiro para repassar a lista completa dos 8.667 brasileiros relacionados no escândalo.

A notícia veiculada no Uol e em O Globo é sintomática, avalia Pimenta. Segundo ele, a pressão da sociedade, por meio das redes sociais, pela revelação dos brasileiros relacionados no escândalo precipitou o surgimento dos nomes dos empresários da mídia. “Não parece um paradoxo que o jornalista Fernando Rodrigues tenha convidado justamente O Globo para auxiliar na pesquisa dos dados do Swissleaks?” questiona. Rodrigues, que trabalha no Uol, tem exclusividade de acesso aos dados das contas secretas no HSBC divulgados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos.

Na reportagem deste sábado de Uol e O Globo, surgiram nomes como Otavio Frias, do Grupo Folha, que controla o Uol. E também Lily Marinho, falecida em 2011, ex-mulher do fundador das Organizações Globo, Roberto Marinho (também já morto). Há ainda nomes como o do apresentador Ratinho, do SBT, Jhonny Saad, do Grupo Bandeirantes, e de José Roberto Guzzo, colunista e membro do conselho editorial da Abril (leia mais aqui).”Não podemos aceitar essa seletividade filtrada por Uol e Globo”, critica Pimenta. “Essa reportagem só confirma nossa denúncia de vazamento seletivo de modo a conduzir a opinião pública numa direção específica”, reforça.

Privatizações

O deputado Paulo Pimenta já encaminhou requerimentos ao Ministério da Justiça e à Procuradoria Geral da República (mais aqui) pedindo ações para investigar eventuais crimes na remessa de dinheiro para o HSBC suíço. Também esteve no Banco Central e com o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid. Nesta semana, em reunião com o ministro José Eduardo Cardozo, Pimenta recebeu a informação de que estão adiantadas as tratativas com o Embaixada da França para que o Fisco daquele país, depositário institucional das informações do consórcio de jornalistas, entregue todos os dados às autoridades nacionais.

O gaúcho lembra que países como a própria França, Inglaterra, Alemanha, Bélgica, Argentina e Austrália já conseguiram repatriar US$ 1,360 bilhão das contas secretas do HSBC em razão de movimentações irregulares. Pimenta pondera, entretanto, que nem todas as contas podem ser consideradas ilegais. Mas sustenta que o histórico do dinheiro que chegou às contas do banco suíço pode levar ao crime original, como já revelado em casos envolvendo contraventores e traficantes de drogas.

O deputado petista tem interesse especial em por a lupa sobre possíveis personagens envolvidos nas privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) entre os anos de 1997 e 2001. “Tenho convicção de que esta investigação vai nos permitir fazer o caminho inverso ao dinheiro e resgatar um período importante da vida pública nacional que até hoje permanece nos subterrâneos”, acredita.

Pimenta também mantem contatos frequentes com o senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP), artífice da CPI do HSBC (ou CPI do Swissleaks), instalada no Senado pelo presidente Renan Calheiros (PMDB-AL). Os líderes dos partidos já indicaram representantes. O deputado acha que a comissão pode jogar luz em muitos casos envolvendo evasão de divisas, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

PT: arautos da moralidade caíram por terra

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A Agência PT de Notícias publicou neste sábado (14) um texto que trata sobre a lista dos nomes brasileiros com contas no HSBC na Suíça, “um dos maiores esquemas de evasão fiscal e de divisas já relevados no mundo”; “A relação traz representantes de grandes grupos de comunicação no País. Dentre eles, Folha, Globo, Abril, Bandeirantes, Verdes Mares, Rede Transamérica e outros arautos da moralidade”, ressalta o partido; o PT diz ainda que “o material caiu como uma bomba dentro da Globo que tentou desviar a atenção do caso”

14 de Março de 2015 às 16:41

247 – A Agência PT de Notícias publicou texto neste sábado (14) um texto que trata sobre a lista dos nomes brasileiros com contas no HSBC na Suíça, “um dos maiores esquemas de evasão fiscal e de divisas já relevados no mundo”. “A relação traz representantes de grandes grupos de comunicação no País. Dentre eles, Folha, Globo, Abril, Bandeirantes, Verdes Mares, Rede Transamérica e outros arautos da moralidade”, pontua.

Abaixo o texto na íntegra:

Nesta madrugada, foi divulgada a lista com os nomes de brasileiros com contas no HSBC da Suíça, envolvidos num dos maiores esquema de evasão fiscal e de divisas já revelados no mundo. A relação traz representantes de grandes grupos de comunicação no País. Dentre eles, Folha, Globo, Abril, Bandeirantes, Verdes Mares, Rede Transamérica e outros arautos da moralidade.

O material foi divulgado após as manifestações em defesa da democracia, realizadas nesta sexta-feira por movimentos sindicais e sociais de todo o Brasil, e à véspera dos atos marcados para 15 de março, numa estratégia para tentar diminuir a repercussão do caso junto à sociedade.

A lista mais recente, divulgada pelo jornalista Fernando Rodrigues e pelo site do jornal “O Globo”, contém o nome do já falecido empresário Otávio Frias, fundador do Grupo Folha, e de seu filho, Luís Frias, um dos donos do Uol, como beneficiário de conta no paraíso fiscal.

O material também revela o nome de Lily Marinho, viúva de Roberto Marinho, da Globo, morta em 2011, com nada menos que US$ 750,2 mil. O material caiu como uma bomba dentro da organização que tentou desviar a atenção do caso relacionando o ex-marido de Lily, Horácio de Carvalho, morto em 1983, aos recursos.

Quatro integrantes da família Saad, da Rede Bandeirantes, também mantinham contas no HSBC, em Genebra. São eles, João Jorge Saad, a empresária Maria Helena Saad Barros, Ricardo Saad e Silvia Saad Jafet.

A conta de José Roberto Guzzo, colunista e membro do conselho editorial da Abril, um dos mais raivosos contra o governo e o Partido dos Trabalhadores, também foi revelada.

O apresentador do SBT, Carlos Massa, conhecido como Ratinho, manteve a bagatela de US$ 12,4 milhões nos cofres suíços.

Mona Dorf, jornalista ligada à Rádio Eldorado, tinha US$ 310 mil na conta.

Arnaldo Bloch, do extinto grupo Manchete, também foi correntista, assim como a família Dines, que, à época, manteve US$ 1,3 milhão no banco suíço.

Com US$ 120,5 milhões, Aloysio de Andrade Faria, dono da Rede Transamérica, tem a maior soma das contas. Em suas rádios críticas contra à corrupção são comuns por parte de seus jornalistas e apresentadores.

Depois dele, aparecem Yolanda Queiroz, Lenise Queiroz Rocha, Paula Frota Queiroz e Edson Queiroz Filho, do grupo Verdes Mares, afiliado da Globo no Ceará, com US$ 83,9 milhões.

Ao Blog do Fernando Rodrigues, do Uol, todos eles disseram não terem cometido irregularidades. Além deles, aparece na lista Luiz Fernando Levy, que quebrou a Gazeta Mercantil, deixando dívidas tributárias e trabalhistas. Os registros indicam que 14 contas já estavam encerradas em 2007, quando os dados vazaram.

No Senado, a CPI do HSBC aguarda a indicação dos membros pelos partidos para que as investigações sobre o caso sejam iniciadas.

DCM: Rodrigues é o investigador que virou engavetador

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O jornalista Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo, afirma que o jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, está numa situação constrangedora em relação à divulgação da lista dos brasileiros com contas no HSBC da Suíça; “Por vários dias ele teve o monopólio da lista no Brasil, e o que se viu foi um engavetamento descarado de nomes. A relação das contas foi depois passada também ao Globo, e deu no que deu. Rodrigues está desmoralizado, é certo”, diz

14 de Março de 2015 às 20:21

247 – O jornalista Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo, afirma que o jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, está numa situação constrangedora em relação à divulgação da lista dos brasileiros com contas no HSBC da Suíça. “Por vários dias ele teve o monopólio da lista no Brasil, e o que se viu foi um engavetamento descarado de nomes. A relação das contas foi depois passada também ao Globo, e deu no que deu. Rodrigues está desmoralizado, é certo”, diz.

Abaixo trecho de texto do DCM:

Não só os Frias lutarão por sua reputação, a rigor. Também o jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, está numa situação constrangedora.

Por vários dias ele teve o monopólio da lista no Brasil, e o que se viu foi um engavetamento descarado de nomes.

A relação das contas foi depois passada também ao Globo, e deu no que deu.

Rodrigues está desmoralizado, é certo. Mas não é fácil a vida de um jornalista que recebe uma lista de predadores e, ao examiná-la, descobre o nome de seus patrões.

Isso tem que ser reconhecido.

Ratinho HSBC dizia que Dilma teria que ‘fugir’

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O empresário Carlos Massa, o Ratinho do SBT e do HSBC, chegou a dizer que a presidente Dilma Rousseff poderia ser forçada a “fugir do País” quando a população acordasse para ir às ruas e protestar contra a corrupção; com US$ 12,4 milhões no HSBC em 2007, ele tem um filho político, Ratinho Júnior, que concorrerá à prefeitura de Curitiba em 2016, com apoio do tucano Beto Richa, um dos governadores menos populares do País; será que agora, com o escândalo do HSBC público, o apresentador também defenderá que os envolvidos sejam expulsos do país pela população?

14 de Março de 2015 às 18:51

Paraná 247 – O empresário Carlos Massa, o Ratinho do SBT e do HSBC (saiba mais), chegou a dizer que a presidente Dilma Rousseff poderia ser forçada a “fugir do País” quando a população acordasse para ir às ruas e protestar contra a corrupção.

Ratinho aparece na lista do HSBC com depósitos de US$ 12,4 milhões em 2007 – ano em que as informações foram obtidas pelo ex-funcionário do banco Hervé Falciani. Segundo ele, a conta foi declarada à Receita Federal.

Ele é pai do político Ratinho Júnior, aliado do governador tucano Beto Richa, do Paraná, que é hoje um dos mais impopulares do País. Ratinho Júnior deve concorrer à prefeitura de Curitiba em 2016, com apoio do pai.

Confira, abaixo, o vídeo em que ele previa a necessidade de que Dilma fugisse do País:

Barões da mídia, tremei: a CPI do Swissleaks vem aí

:

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL), autor do requerimento que cria a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do SwissLeaks, está determinado em investigar todos os brasileiros envolvidos com as contas secretas do HSBC; ele disse, neste sábado (14), que a primeira medida do colegiado será pedir a quebra de sigilo de todos os correntistas já conhecidos, para verificar se de fato eles declararam à Receita Federal o dinheiro depositado no exterior; Randolfe também convocará todos os órgãos de fiscalização e bancos para explicar como o sistema permite a sonegação de impostos; para ele, “essas contas secretas no HSBC reúnem personagens de todos os escândalos recentes da história do país, dos últimos 20 anos”; “É ali que muito corruptos iam esconder o resultado de seus crimes. Aliás, não é apenas os corruptos que deverão ser investigados, mas também o papel que teve o HSBC ao ser leniente com a entrada de dinheiro suspeito na instituição”, ressalta

14 de Março de 2015 às 20:36

247 – O senador Randolfe Rodrigues (PSOL), autor do requerimento que cria a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do SwissLeaks, disse que a primeira medida do colegiado será pedir a quebra de sigilo de todos os correntistas já conhecidos do HSBC na Suíça, para verificar se de fato eles declararam à Receita Federal o dinheiro depositado no exterior.

“Para a CPI é muito fácil fazer uma lista de todos os nomes e contas bancárias que o UOL e o Globo já publicaram, enviar tudo para a Receita Federal e requerer a quebra do sigilo fiscal. Vamos pedir que nos digam quem dessas pessoas declarou Imposto de Renda e incluiu nas suas declarações de bens as contas no exterior, na Suíça”, diz Randolfe.

Ele afirma que “essas contas secretas no HSBC reúnem personagens de todos os escândalos recentes da história do país, dos últimos 20 anos”. “É ali que muito corruptos iam esconder o resultado de seus crimes. Aliás, não é apenas os corruptos que deverão ser investigados, mas também o papel que teve o HSBC ao ser leniente com a entrada de dinheiro suspeito na instituição”, ressalta.

No entanto, a CPI ainda precisa que os partidos indiquem os nomes para compor a CPI. No momento, falta apenas a indicação do PMDB. “Espero que o líder do partido no Senado, Eunício Oliveira, indique os nomes já no começo da semana”, diz Randolfe. Mas existe também a hipótese de a investigação começar a funcionar mesmo sem os nomes peemedebistas, pois já haveria quórum suficiente. Essa interpretação depende da direção do Senado.

Outro objetivo de Randolfe é investigar as brechas do sistema financeiro que permitem dar “guarida a quem comete crimes ou pretende sonegar impostos”. “O primeiro ato da CPI será convocar todos os órgãos responsáveis por fiscalizar os bancos e os fluxos financeiros. Vamos convocar o Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras], a Receita Federal, o Banco Central e o Ministério da Fazenda. Todos terão de explicar muito bem como é possível ter um sistema tão poroso que permite evasão de divisas e sonegação de impostos como parece ter sido o caso que agora está sendo revelado por essas reportagens do SwissLeaks”, afirma.

Fel-lha, #globogolpista e Band! O PiG se afogou no HSBC!

Amaury, a casa caiu !

Saiu na Fel-lha (ver no ABC do C Af):

Empresários de mídia e jornalistas estão na relação

DO UOL
Ao menos 22 empresários do ramo jornalístico e seus parentes, além de 7 jornalistas, estão na relação dos que mantinham contas na agência do HSBC em Genebra, na Suíça, em 2006 e 2007.
Os registros indicam que 14 contas já estavam encerradas em 2007, quando os dados vazaram no escândalo que ficou conhecido como SwissLeaks. Todos os citados foram procurados. Parte negou irregularidades e alguns preferiram não comentar.
Ter uma conta bancária na Suíça ou em qualquer outro país não é ilegal, desde que seja declarada à Receita Federal. Os titulares também devem informar ao Banco Central quando o saldo for superior a US$ 100 mil.
Entre os correntistas do HSBC na Suíça estão ou estiveram pessoas ligadas a algumas das maiores empresas de comunicação do país.
É o caso de Lily de Carvalho, viúva de dois jornalistas e donos de jornais, Horácio de Carvalho e Roberto Marinho. Roberto Marinho (1904-2003) foi dono das Organizações Globo, hoje Grupo Globo. Lily morreu em 2011.
Na relação de correntistas do HSBC em Genebra também constam os nomes de proprietários do Grupo Folha.
Tiveram conta conjunta naquela instituição financeira os empresários Octavio Frias de Oliveira (1912-2007) e Carlos Caldeira Filho (1913-1993). Luiz Frias (atual presidente da Folha e presidente/CEO do UOL) aparece como beneficiário da mesma conta, criada em 1990 e encerrada em 1998. Em 2006/07, os arquivos do banco ainda mantinham os registros, mas a conta estava inativa e com o seu saldo zerado.
O Grupo Folha e a família de Octavio Frias de Oliveira “informam não ter registro da referida conta bancária e manifestam sua convicção de que, se ela existiu, era regular e conforme à lei”.
Quatro integrantes da família Saad, proprietária da Rede Bandeirantes, também detinham contas no HSBC à época, entre eles o fundador da companhia, João Jorge Saad (1919-1999).


Navalha

Quá, quá, quá !

Os donos da Fel-lha e seu “segurança”, o “repórter” investigativo do UOL, Fernando Rodrigues, montaram durante certo tempo uma fraude: não podiam divulgar o nome dos flagrados no escândalo de lavagem de dinheiro no HSBC porque o Governo não tomava a iniciativa de pegar a lista.

Quá, quá, quá !

Afinal, dizia o “repórter” investigativo do UOL, ter conta no exterior não significa nada.

Desde que o correntista declare no Imposto de Renda.

Deve ser muito provável que certo colonista (no ABC do C Af), da Fel-lha, membro da família Steinbruch se dê ao trabalho de depositar dinheiro num banco especialista em lavar dinheiro e, ao mesmo tempo, confessar ao Imposto de Renda (brasileiro).

É muito provável !!!

Quá, quá, quá !

Depois, a Fel-lha e seu implacável “repórter” investigativo identificaram ladrões envolvidos na Lava Lato e que lavavam HSBC.

A intenção, claro, era derrubar a Dilma.

Fizeram como os delegados aecistas, os procuradores fanfarrões, o Juiz de Guantánamo: aqui não se fala de tucano !

O UOL tinha o monopólio da lista.

Aí, a dona Guevara, dona da lista lá na Europa, e que mereceu generosa correspondência do Amaury Ribeiro Jr, sentiu a batata assar e entregou a lista não à Carta Capital ou à Carta Maior, mas à #globogolpista !

Esperta a dona Guevara…

Entregar à Fel-lha e ao Globo.

E achar que ninguém percebe …

Acontece que a #globogolpista também sentiu a batata assar e começou a revelar uns nomes.

A batata assava.

E se, de repente, o Amaury, que pertenceu à organização (?) da dona Guevara mete a mão na lista toda ?

Foi o que fez o Otavinho, dono da Fel-lha e chefe do “repórter” investigativo.

“Bem, vamos revelar alguns nomes, para não sermos definitivamente desmoralizados”, teria pensado o dramaturgo e ensaista herdeiro da Fel-lha.

E enterrou a notícia lá embaixo, quase caindo pra fora, na página B6 (página par, menos lida que a ímpar), numa seção de nome “Mercado”, que ninguém do Mercado ou fora dele lê.

E fez isso num dia de sábado, o dia da semana em que menos se lê jornal – ou o acessa na internet.

Estão lá o pai do Otavinho, o sócio do pai do Otavinho e o irmão do Otavinho, Luis Frias, que é quem manda, de fato, no UOL, que sustenta Fel-lha.

Mas, segundo a Fel-lha, eles nem sabiam que tinham dinheiro lá.

Gente desatenta, não, amigo navegante ?

Não sabem que tem uma graninha no HSBC da Suíça.

Quá, quá, quá !

A doce Dona Lily, viúva do Dr Roberto Marinho estava lá.

Assim como a família Saad, dona da Bandeirantes, que exibe no Jornal da Band e no Boris Casoy catilinas furiosas em defesa da Moral e Ética !

Já imaginaram se o Boris Casoy pegasse a filha da Dilma na lista do HSBC ?

Com aqueles finos e reveladores lábios, com o timbre de camelô de muambas “made in China”, bradar furioso: “isso é uma vergonha !”

(Embora o Johnny Saad tenha enfiado a faca nos peitos do prefeito Haddad, para conseguir umas “vantagens”.)

Isso é uma vergonha, Johnny !

Só tem um problema nessa “reportagem” da Fel-lha.

Logo na primeira linha diz que “ao menos 27 (ôba !) empresários do ramo jornalístico, além de sete (ôba !) jornalistas estão na relação”…

Sete jornalistas ?

Jornalistas ?

Que jornalistas têm grana suficiente para lavar dinheiro no HSBC ?

Que empresa jornalística pagaria salários tão altos para justificar essa lavagem ?

Mas, a Fel-lha não cita nenhum jornalista.

Que pena !

E quais são os outros empresários ?

É corporativismo da Fel-lha, poupar os amigos de jantar no Fasano ?

Ah, se o Amaury trabalhasse para o Conversa Afiada

A Casa Grande caía.

Em tempo: o excelente repórter Chico Otávio (que sabe da vida do Imaculado Cunha (agora também no ABC do C Af), no Globo, acrescenta alguns nomes do PiG no HSBC:
– Ratinho
– Yolanda Queiroz, da TV Verdes Mares, repetidora da #globogolpista e sogra do senador tucano Tasso tenho jatinho porque posso Jereissati;
– Aloysio Faria, dono do banco Alpha (ex-dono do Real) e do grupo Rede Transamérica de rádio, com US$ 120 milhões !!!;
– José Roberto Guzzo, diretor da Abril e colonista (no ABC do C Af) furioso, direitista do gênero ISIS, no detrito de maré baixa;
(Outro colonista do gênero ISIS, no detrito sólido, um tal de “rola bosta” figura de forma exuberante, na companhia do tucaníssimo Andrea Matarazzo, na lista da Camargo Correia, divulgada pela excelente Conceição Lemes);
– Familia Dines, do Globo e da falecida Manchete;
– Fernando Luis Vieira de Mello, dono da Jovem Pan, também conhecida como “Jovem Ku Klux Pan”, que compete com a CBN, “a rádio que troca a notícia”, para ver quem verte mais ódio contra a Dilma;
– e Mona Dorf, da Ku Klux Pan.

É essa a turma (tudo a mesma sopa, diria o Mino) que vai bater panela quatro anos e perder a eleição em 2018.
Deu nisso, Otavinho: acabar na lista do Ratinho !
Quá, quá, quá !!!
Em tempo2: mas ainda falta a lista do Amaury !
Em tempo3:
esse Bessinha …
Paulo Henrique Amorim

Otavinho, vem cá, Otavinho ! Traz o Fernandinho ! Vem fazer o DNA !

 

Alberto Dines é incluído pelo Globo na lista do HSBC

dom, 15/03/2015 – 09:43

Enviado por Maria Carvalho

Jornalista Dines, incluído na lista do HSBC, atira contra O Globo: “canalhices”; e a família Frias diz que não sabe de nada

Por Rodrigo Vianna

Da Revista Fórum

Incluído de forma torta na lista de jornalistas com contas na Suíça (divulgada também de forma torta e suspeita em “O Globo”), o veterano Alberto Dines desferiu um duro ataque contra o jornal conservador mantido pela família Marinho.

Ele acusou o jornal carioca de, malandramente, ter indicado os recursos em nome dos filhos dele (Dines) como pertencentes à “família Dines”. Mas na hora de identificar a conta de Lily Marinho, o jornal preferiu chamá-la de “Lily de Carvalho”, poupando os irmãos Marinho de qualquer esclarecimento sobre uma conta suspeita aberta na Suíça.

Vejam as ponderações de Dines:

“Entre os sete profissionais vivos [incluídos na lista] estão os quatro filhos deste observador agrupados como “Família Dines”. Embora classificados como “jornalistas independentes”, adultos e efetivamente independentes, aparecem identificados pelo nome do pai que apenas se prontificou a prestar esclarecimentos ao repórter já que três deles vivem no exterior há cerca de 30 anos, não têm conta bancária nem declaram rendimentos no Brasil.

O mesmo e perverso sistema que consiste em identificar as proles pelo nome dos pais não foi usado ao mencionar a conta secreta da falecida Lily de Carvalho, viúva do também falecido Roberto Marinho, cujos três filhos comandam o mais poderoso grupo de mídia da América Latina.

Seguindo a infame lógica que levou o jornal a colocar este observador no meio de supostos infratores, também os filhos de Roberto Marinho – o primogênito Roberto Irineu Marinho, o filho do meio João Roberto Marinho e o caçula, José Roberto Marinho (ou um deles em nome dos demais) – deveriam ter sido nomeados e feito declarações para explicar os negócios da madrasta.

O certo seria dar voz a João Roberto Marinho (que fala em nome da empresa e dos acionistas majoritários, além de comandar o segmento da mídia impressa) para dar as explicações que o Globo generosamente preferiu encampar no próprio texto da matéria para não macular a imagem do grande chefe.”

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Entendo a indignação de Dines – jornalista de posições dúbias, que apoiou o golpe de 64, mas depois se arrependeu.

O fato é que a família Marinho e os Frias (Folha/UOL) tentam controlar o vazamento dos nomes do escândalo HSBC na Suíça – de forma quase desesperada. Clique aqui para entender por que a casa caiu pra eles.

Os Marinho jogaram a Débora Dines (que, inclusive trabalhou na Globo Rio como repórter), o pai dela e outros jornalistas nessa lista – para criar confusão.

Dines, no texto intitulado “Vazamentos brasileiros, canalhices brasileiras” (clique aqui para ler na íntegra), explica que os recursos contabilizados em nome dos filhos são fruto de herança recebida da mãe deles (oriunda da família Bloch – da falida Manchete), de quem Dines é separado há décadas.

Não informa, no entanto, se são recursos declarados ou não. Aliás, é muito dinheiro: 1,3 milhão de dólares estavam nas contas da Suíça em nome dos filhos de Dines.

O que interessa é que a madrasta dos irmãos Marinho (Lily – com quem Roberto Marinho dividia uma casa com flamingos e um lago, no Cosme Velho) está na lista. E a família Frias (dona da Folha) também está lá.

Os Frias, aliás, precisam explicar ao Brasil como abriram contas na Suiça em abril de 1990, um mês depois do confisco do Plano Collor – quando os brasileiros tiveram suas contas bloqueadas.

Os Frias guardavam dinheiro em casa e levaram pra Suíça?

Vejam a diferença: o Dines ao menos tenta se explicar, já os Frias dão uma resposta que beira o cinismo:

“O Grupo Folha e a família de Octavio Frias de Oliveira informam não ter registro da referida conta bancária e manifestam sua convicção de que, se ela existiu, era regular e conforme à lei”.

Ah, eles não têm registro. Entendi. Eu também vivo perdendo meus extratos nessa bagunça aqui em casa…

“Suiçalão”:Paulo Roberto Costa tem conta no HSBC, mas jornal não diz se foi no governo FHC

O jornal O Estado de São Paulo revelou nesta sexta feira (13)  que obteve, através do jornal suíço Le Temps,  informações  de que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa – que confessou ter recebido propinas de empreiteiras – está na papelada do Swissleaks, ou seja, na lista de clientes do HSBC suíço

Outro ex-gerente da Petrobras pego na operação Lava Jato, Pedro Barusco Filho, também tem sua ficha lá. Estranhamente, no caso de Barusco, o jornal diz “segundo sua ficha, a conta foi mantida entre 1998 e 2005 e, em certo momento, chegou a ter US$ 992 mil”… Leia mais aqui

Donos da Folha, Band, afiliadas da Globo, Ratinho e jornalista da Veja são pegos no Suiçalão.

Sabendo que a imprensa estrangeira já estava fazendo matérias sobre a blindagem do PIG a brasileiros no Suiçalão (brasileiros com contas secretas no HSBC suíço vazadas no projeto Swissleaks), o jornal “O Globo” resolveu se antecipar e desistiu de tampar o sol com a peneira. Soltou alguns nomes de barões da mídia e jornalistas.
Eis os ilustres “suiçaleiros” do PIG:
Donos do Grupo Folha/UOL:
Luiz Frias, atual presidente do jornal Folha de São Paulo e do portal UOL.
Octavio Frias de Oliveira e Carlos Caldeira Filho (já falecidos), foram donos da Folha.
Foram beneficiários de contas entre 1990 e 1998.
Donos do Grupo Band (TVs, Rádios):
Ricardo Saad, acionista e membro do Conselho do Grupo Band, filho de João Saad.
Silvia Saad Jafet, sobrinha de João Saad.
João Jorge Saad, fundador da TV (já falecido).
Maria Helena Saad Barros (falecida esposa de João Saad e filha do ex-governador de SP Ademar de Barros).
Donos da afiliada da Rede Globo tinham US$ 83,9 milhões:
Lenise Queiroz Rocha;
Yolanda Vidal Queiroz;
Paula Frota Queiroz
(todos membros do conselho de administração do Grupo Edson Queiroz, dono da TV Verdes Mares e do “Diário do Nordeste” no Ceará).
Edson Queiroz Filho (falecido).
Viúva de Roberto Marinho (TV Globo):
Lily Marinho, já falecida, viúva do patriarca da TV Globo, tinha saldo US$ 750,2 mil em 2006/2007 na conta da Fundação Horácio de Carvalho Jr. Horácio de Carvalho foi seu primeiro marido, dono do extinto jornal “Diário Carioca”.
Ratinho do SBT teve US$ 12,5 milhões.
O apresentador de TV Ratinho e dono da “Rede Massa” (afiliada ao SBT no Paraná) tinha uma conta com sua mulher, Solange Martinez Massa, em 2006/2007 com saldo acima.
J. R. Guzzo, da revista Veja.
José Roberto Guzzo, conhecido como J.R. Guzzo é diretor editorial da revista Exame, colunista da revista Veja, e integra o Conselho Editorial da Abril. A reportagem só disse que teve conta mas não informou datas e disse que em 2006/2007 estava zerada.
Jornalista do jornal “O Globo”
Arnaldo Bloch teve conta encerrada, mas a reportagem não informa datas.
Jornalistas da rádio Jovem Pan

Mona Dorf, apresentadora da rádio Jovem Pan, tinha US$ 310,6 mil
Fernando Luiz Vieira de Mello (falecido), ex-diretor da rádio Jovem Pan, teve uma conta, que foi encerrada em 1999.
Dono da TV Tribuna, afiliada ao SBT, no Espírito Santo tinha US$ 10 milhões
Fernando João Pereira dos Santos, do Grupo João Santos, tem a TV, rádio e jornal Tribuna no Espírito Santo, além de rádio FM em Pernambuco. Tinha duas contas com saldo totalizando US$ 10 milhões.
Dono da Rede Transamérica tinha US$ 120,6 milhões:
Aloysio de Andrade Faria, do Banco Alfa e da Rede Transamérica.
Filho de banqueiro do Banco Itaú e “Catão” golpista da UDN:
Luiz Fernando Ferreira Levy (falecido), teve conta secreta entre 1992 e 1995.
Herdou o extinto jornal “Gazeta Mercantil” do pai Herbert Levy, ex-deputado da UDN e da Arena, golpista de 1964, ex-banqueiro do Banco América, fundido com o Itaú, do qual foi presidente do conselho por 17 anos.
Família do jornalista Alberto Dines tinha US$ 1,395 milhão:
Arnaldo Dines, Alexandre Dines, Debora Dines e Liana Dines, filhos de Alberto Dines, tinham a cifra acima.
Dono das rádios Curitiba e Ouro Verde FM:
João Lydio Seiler Bettega, dono das rádios no Paraná, tinha US$ 167,1 mil em 2006/2007.
Dono da Rede CBS de rádios:
Dorival Masci de Abreu (falecido), era proprietário da Rede CBS de rádios (Scalla, Tupi, Kiss e outras), teve conta entre 1990 a 1998.
Viúva do antigo dono do grupo Manchete:
Anna Bentes, que foi casada com Adolpho Bloch (1908-1995), dono da antiga revista e TV Manchete, fechou sua conta no ano 2000.

A revoltada com conta remunerada no HSBC da Suíça

Postado em 12 mar 2015 – por : Leandro Fortes

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Interessante a informação publicada no blog do jornalista Fernando Rodrigues sobre Fernanda Mano de Almeida, filha de Paulo Celso Mano Moreira da Silva, 70 anos.

Trata-se de um engenheiro e ex-diretor de operações do Metrô de São Paulo, durante o governo de José Serra, do PSDB.

Rodrigues, membro do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês), é dono, na imprensa brasileira, da lista de mais de 8 mil brasileiros pegos no chamado “SwissLeaks”, o megavazamento de contas numeradas do HSBC na Suíça.

Hoje, ao revelar a existência de uma conta de Moreira da Silva, o jornalista do UOL trombou, sem querer, com um caso emblemático de indignação seletiva nas redes sociais.

Fernanda, 41 anos, filha de Moreira Silva, é uma das beneficiárias da conta do pai, na Suíça. Apenas entre 2006 e 2007, o ex-diretor do Metrô de São Paulo tinha, na agência de Genebra do HSBC, a bagatela de 3 milhões de dólares (9 milhões de reais).

Assim como o colega Ademir de Araújo, ex-diretor de obras da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), o engenheiro Moreira da Silva abriu a conta numerada no paraíso fiscal suíço em 1997, justamente no período em que a estatal paulista se envolveu numa série de falcatruas com a empresa francesa Alstom.

E como se comporta Fernanda, beneficiária de uma conta clandestina na Suíça aberta por um pai acusado de corrupção?

Primeiro, junta-se ao coro dos revoltados on line contra a corrupção no Brasil.

Isso mesmo: como boa parte da direita nacional, Fernanda esconde-se atrás da velha banda udenista anticorrupção por pura hipocrisia.

Depois, declara-se eleitora de Aécio Neves, do mesmo PSDB que deu guarida e autoridade ao pai, alegre correntista do HSBC, durante a gestão de Serra.

É a velha tática de roubar a carteira e gritar “pega ladrão” – uma imagem muita cara à retórica tucana, embora usada sempre com propriedade discutível.

Nas ruas, no dia 15 de março, não tenham dúvida, haverá uma multidão de Fernandas horrorizadas com a corrupção do PT e os desvios na Petrobras.

Desvios, aliás, iniciados no mesmo período em que o papai engenheiro, também sob as asas de um governo tucano, montou a milionária poupança para a filha numa conta secreta na Suíça.

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Leandro Fortes

Sobre o Autor

Leandro Fortes é jornalista, professor e escritor. Trabalhou para o Jornal do Brasil, O Globo, Correio Braziliense, Estadão, Revista Época e Carta Capital.

Como a Folha vai reagir à divulgação do nome de Luís Frias no Swissleaks?

Postado em 14 mar 2015 -por : Paulo Nogueira

Amplamente detestado entre os barões da mídia

Amplamente detestado entre os barões da mídia

O nome mais interessante entre os empresários de mídia listados no Swissleaks é, de longe, Luís Frias, presidente da Folha e do UOL.

Seria em qualquer circunstância, dada a arrogância grosseira com que a Folha regularmente dá lições de moral.

Mas o que torna especialmente picante a presença de Frias na lista é que a notícia foi dada pelo Globo.

Os Marinhos são sócios dos Frias no UOL, e não costumam ser severos com amigos, como se viu pela forma como trataram Aécio na campanha.

Qual a explicação?

Três coisas podem ter se juntado aí. A primeira: o desejo da Globo de não ser a única empresa de mídia a carregar a pecha de sonegadora. Dividir com a Folha pode aliviar a vergonha.

A segunda: dar aquela lista foi uma forma de os Marinhos mostrarem que, ao contrário do que tantos suspeitavam, eles não estão no Swissleaks. Melhor os Frias embaraçados que eles, os Marinhos.

A terceira: Luís Frias é amplamente odiado entre os barões da mídia. Na Abril, lembro bem, quando a sociedade dos Civitas com a Folha no UOL foi desfeita, o comentário no alto escalão foi o seguinte: “Nos livramos do pior sócio do mundo.”

Na Globo, sócios dos Frias no Valor, os ânimos não devem ser muito diferentes. Numa reunião de diretoria da qual participei, o presidente Roberto Irineu Marinho se referiu aos Frias como os “anões da Barão”, em referência à estatura da família.

(Farpas assim não são exatamente incomuns. Uma vez, o caçula dos Marinhos, José Roberto, me perguntou se era verdade que Roberto Civita se referia a ele e aos irmãos como os Três Patetas. Respondi que nunca ouvira RC fazer isso.)

Bem, pessoalmente acho que o motivo do artigo que embaraça os Frias é uma mistura das três hipóteses que mencionei.

Outro ponto torna ainda mais excitante o artigo do Globo. Como a Folha vai reagir?

No caso da sonegação da Globo na compra dos direitos da Copa de 2002, a atitude da Folha foi abjeta.

Ela deu uma nota, e depois o assunto sumiu do jornal para sempre.

Os Frias agora devem estar arrependidos de poupar os Marinhos, ou por deliberação própria ou depois de um telefonema dos sócios.

É previsível que, além de tentar limpar sua imagem no escândalo, os Frias se dediquem nos próximos tempos a retaliar a Globo.

Assuntos não faltam, sabemos todos.

Se a lista do Globo representar o fim da proteção que as grandes empresas de mídia são umas às outras, a sociedade sairá lucrando.

Não só os Frias lutarão por sua reputação, a rigor. Também o jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, está numa situação constrangedora.

Por vários dias ele teve o monopólio da lista no Brasil, e o que se viu foi um engavetamento descarado de nomes.

A relação das contas foi depois passada também ao Globo, e deu no que deu.

Rodrigues está desmoralizado, é certo. Mas não é fácil a vida de um jornalista que recebe uma lista de predadores e, ao examiná-la, descobre o nome de seus patrões.

Isso tem que ser reconhecido.

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Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Donos da Folha, Band, afiliadas da Globo, Ratinho e jornalista da Veja são pegos no Suiçalão.

Sabendo que a imprensa estrangeira já estava fazendo matérias sobre a blindagem do PIG a brasileiros no Suiçalão (brasileiros com contas secretas no HSBC suíço vazadas no projeto Swissleaks), o jornal “O Globo” resolveu se antecipar e desistiu de tampar o sol com a peneira. Soltou alguns nomes de barões da mídia e jornalistas.

Eis os ilustres “suiçaleiros” do PIG:

Donos do Grupo Folha/UOL:

Luiz Frias, atual presidente do jornal Folha de São Paulo e do portal UOL.

Octavio Frias de Oliveira e Carlos Caldeira Filho (já falecidos), foram donos da Folha.

Foram beneficiários de contas entre 1990 e 1998.

Donos do Grupo Band (TVs, Rádios):

Ricardo Saad, acionista e membro do Conselho do Grupo Band, filho de João Saad.

Silvia Saad Jafet, sobrinha de João Saad.

João Jorge Saad, fundador da TV (já falecido).

Maria Helena Saad Barros (falecida esposa de João Saad e filha do ex-governador de SP Ademar de Barros).

Donos da afiliada da Rede Globo tinham US$ 83,9 milhões:

Lenise Queiroz Rocha;

Yolanda Vidal Queiroz;

Paula Frota Queiroz

(todos membros do conselho de administração do Grupo Edson Queiroz, dono da TV Verdes Mares e do “Diário do Nordeste” no Ceará).

Edson Queiroz Filho (falecido).

Viúva de Roberto Marinho (TV Globo):

Lily Marinho, já falecida, viúva do patriarca da TV Globo, tinha saldo US$ 750,2 mil em 2006/2007 na conta da Fundação Horácio de Carvalho Jr. Horácio de Carvalho foi seu primeiro marido, dono do extinto jornal “Diário Carioca”.

Ratinho do SBT teve US$ 12,5 milhões.

O apresentador de TV Ratinho e dono da “Rede Massa” (afiliada ao SBT no Paraná) tinha uma conta com sua mulher, Solange Martinez Massa, em 2006/2007 com saldo acima.

J. R. Guzzo, da revista Veja.

José Roberto Guzzo, conhecido como J.R. Guzzo é diretor editorial da revista Exame, colunista da revista Veja, e integra o Conselho Editorial da Abril. A reportagem só disse que teve conta mas não informou datas e disse que em 2006/2007 estava zerada.

Jornalista do jornal “O Globo”

Arnaldo Bloch teve conta encerrada, mas a reportagem não informa datas.

Jornalistas da rádio Jovem Pan

Mona Dorf, apresentadora da rádio Jovem Pan, tinha US$ 310,6 milFernando Luiz Vieira de Mello (falecido), ex-diretor da rádio Jovem Pan, teve uma conta, que foi encerrada em 1999.

Dono da TV Tribuna, afiliada ao SBT, no Espírito Santo tinha US$ 10 milhões

Fernando João Pereira dos Santos, do Grupo João Santos, tem a TV, rádio e jornal Tribuna no Espírito Santo, além de rádio FM em Pernambuco. Tinha duas contas com saldo totalizando US$ 10 milhões.

Dono da Rede Transamérica tinha US$ 120,6 milhões:

Aloysio de Andrade Faria, do Banco Alfa e da Rede Transamérica.

Filho de banqueiro do Banco Itaú e “Catão” golpista da UDN:

Luiz Fernando Ferreira Levy (falecido), teve conta secreta entre 1992 e 1995.

Herdou o extinto jornal “Gazeta Mercantil” do pai Herbert Levy, ex-deputado da UDN e da Arena, golpista de 1964, ex-banqueiro do Banco América, fundido com o Itaú, do qual foi presidente do conselho por 17 anos.

Família do jornalista Alberto Dines tinha US$ 1,395 milhão:

Arnaldo Dines, Alexandre Dines, Debora Dines e Liana Dines, filhos de Alberto Dines, tinham a cifra acima.

Dono das rádios Curitiba e Ouro Verde FM:

João Lydio Seiler Bettega, dono das rádios no Paraná, tinha US$ 167,1 mil em 2006/2007.

Dono da Rede CBS de rádios: 

Dorival Masci de Abreu (falecido), era proprietário da Rede CBS de rádios (Scalla, Tupi, Kiss e outras), teve conta entre 1990 a 1998.

Viúva do antigo dono do grupo Manchete:

Anna Bentes, que foi casada com Adolpho Bloch (1908-1995), dono da antiga revista e TV Manchete, fechou sua conta no ano 2000.

04/04/2014

Só a pena de morte, por traição, limparia a alma da pátria desta escumalha

Todos os grupos mafiomidiáticos que apoiaram o golpe militar, dele se beneficiou. Hoje, todos os que atacam a Petrobrás, querem se beneficiar com a doação dela às petrolíferas norte-americanas. São os mesmos de 1964 que estão tentando novamente dar o golpe. Os veículos são os mesmos: famiglias Marinho, Sirotsky, Mesquita, Frias e Civita. Já se deram conta que todas as afiliadas da Rede Globo foram afiliadas durante a ditadura? Como Roberto Marinho descobriu que podia contar com José Sarney, Antonio Carlos Magalhães, Arnon Collor de Mello e Maurício Sirotsky Sobrinho?!

Jornalismo golpista

A participação entusiasmada dos donos de mídia, articulistas, editorialistas e chefes de redação na conspiração contra o presidente João Goulart

por Juremir Machado da Silva

No Brasil, 1964 pode ser descrito como o ano da imprensa colaboracionista. Os intelectuais jornalistas traíram o compromisso com a verdade e com a independência por desinformação, conservadorismo e ideologia. Alberto Dines, Antonio Callado e Carlos Heitor Cony ajudaram a derrubar Jango. O poeta Carlos Drummond de Andrade sujou as mãos com algumas mal traçadas crônicas destinadas, pós-golpe, a chutar cachorro morto. Em 1954, a mesma imprensa havia empurrado Getúlio Vargas ao suicídio. Nas únicas três vezes em que o Brasil teve governos do centro para a esquerda – 1951-1954, 1961-1964 e 2003 até hoje –, a mídia aliou-se aos mais conservadores ao agitar os mesmos espantalhos: corrupção, anarquia, desgoverno, aparelhamento do Estado, tentações comunistas e outras ficções mais ou menos inverossímeis.

Em 1964, João Goulart, fervido no caldo borbulhante da Guerra Fria, enfrentou a ira moralista de veículos como o Correio da Manhã, Jornal do Brasil, O Globo, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, Tribuna da Imprensa, O Dia e dos Diários Associados de Assis Chateaubriand. A queda de Jango começou a se definir em 13 de março, uma sexta-feira. O presidente cometeu o pecado de abraçar a reforma agrária e de encampar as refinarias de petróleo. A reação conservadora pôs nas ruas as Marchas da Família com Deus pela Liberdade. Consumado o golpe, o diretor de O Estado de S. Paulo, Julio de Mesquita, não se constrangeu em publicar, em 12 de abril de 1964, o “roteiro da revolução”, que ajudara a preparar com auxílio do professor Vicente Rao, em 1962.

O patriarca da imprensa golpista clamava pelo fechamento do Congresso Nacional e das assembleias legislativas. “Há mais ou menos dois anos, o Dr. Júlio de Mesquita Filho, instado por altas patentes das Forças Armadas a dar a sua opinião sobre o que se deveria fazer caso fosse vitoriosa a conspiração que então já se iniciara contra o regime do Sr. João Goulart, enviou-lhes em resposta a seguinte carta…” Sugeria a suspensão do habeas corpus, um expurgo no Judiciário e a extinção dos mandatos dos prefeitos e governadores. A solução “democrática” contra o governo de Jango seria uma junta militar instalada no poder por, no mínimo, cinco anos. A “Mensagem ao Congresso”, enviada por Jango em 15 de março, detonou o horror na imprensa golpista. O confronto com os marinheiros reunidos no Sindicato dos Metalúrgicos, no Rio de Janeiro, em 25 de março, deu nova e poderosa munição para o golpismo midiático: as Forças Armadas estariam minadas pela indisciplina. Os marinheiros da base da hierarquia tinham reivindicações subversivas, entre elas… o direito ao casamento. A mídia considerava tudo isso muito radical. Em 30 de março, Jango compareceu ao encontro dos sargentos no Automóvel Clube do Rio. Foi a senha para o autodenominado “vaca fardada”, o general Olympio Mourão Filho, dar o seu coice mortal, marchando com suas tropas de Juiz de Fora para o Rio. A mídia exultou.

O golpe partiu de Minas sob a liderança civil do governador Magalhães Pinto. Alberto Dines, hoje decano dos críticos de mídia e pregador de moral e cívica no seu Observatório da Imprensa, brindou o governador, no livro que organizou e publicou ainda em 1964 para tecer loas ao golpismo – Os Idos de Março e a Queda em Abril –, com o mais alto elogio disponível na época, um cumprimento aos colhões do pacato golpista: “Enfim, apareceu um homem para dar o primeiro passo. Este homem é o mais tranquilo, o mais sereno de todos os que estão na cena política. Magalhães Pinto, sem muitos arroubos, redimiu os brasileiros da pecha de impotentes”.

O Correio da Manhã deveria constar no livro dos recordes como o mais rápido caso de arrependimento da história do jornalismo. Em 31 de março e 1º de abril de 1964, golpeava furiosamente. No editorial “Basta!”, decretava: “O Brasil já sofreu demasiado com o governo atual. Agora, basta”. De quê? “Basta de farsa. Basta da guerra psicológica que o próprio governo desencadeou com o objetivo de convulsionar o país e levar avante a sua política continuísta. Basta de demagogia para que, realmente, se possam fazer as reformas de base”.

O jornal iludia-se como uma senhora de classe média desinformada: “Queremos as reformas de base votadas pelo Congresso. Queremos a intocabilidade das liberdades democráticas. Queremos a realização das eleições em 1965. A nação não admite nem golpe nem contragolpe”. No editorial “Fora!”, saiu do armário: “Só há uma coisa a dizer ao Sr. João Goulart: ‘Saia!”’ Veredicto: “João Goulart iniciou a sedição no país”. E mais: “A nação não mais suporta a permanência do Sr. João Goulart à frente do Governo. Chegou ao limite final a capacidade de tolerá-lo por mais tempo. Não resta outra saída ao Sr. João Goulart senão a de entregar o Governo ao seu legítimo sucessor”. Como poderia de um golpe vir um “legítimo sucessor”? Mistérios do jornalismo: “Hoje, como ontem, queremos preservar a Constituição. O Sr. João Goulart deve entregar o Governo ao seu sucessor porque não pode mais governar o País”.

Os grandes jornais paulistas e cariocas atolaram-se com o mesmo entusiasmo. Apoiaram o golpe e a ditadura. A Folha de S.Paulo ficou famosa por emprestar suas caminhonetes para a Operação Bandeirantes transportar “subversivos” para o tronco. Em 22 de setembro de 1971, o jornal de Octavio Frias tecia em editorial o seu mais ditirâmbico elogio ao pior momento da ditadura: "Os ataques do terrorismo não alterarão a nossa linha de conduta. Como o pior cego é o que não quer ver, o pior do terrorismo é não compreender que no Brasil não há lugar para ele. Nunca houve. E de maneira especial não há hoje, quando um governo sério, responsável, respeitável e com indiscutível apoio popular está levando o Brasil pelos seguros caminhos do desenvolvimento com justiça social, realidade que nenhum brasileiro lúcido pode negar, e que o mundo todo reconhece e proclama".

Esse apoio explícito da Folha de S.Paulo ao governo de Emílio Garrastazu Médici ganha nesse editorial um tom de confissão apaixonada: “Um país, enfim, de onde a subversão – que se alimenta do ódio e cultiva a violência – está sendo definitivamente erradicada, com o decidido apoio do povo e da imprensa, que reflete os sentimentos deste. Essa mesma imprensa que os remanescentes do terror querem golpear”. Em 2009, a Folha de S.Paulo chamou a ditadura de “ditabranda”. O arrependimento nunca chegou.

O Globo, em editorial de 2 de abril de 1964, notabilizou-se pela bajulação surrealista: “Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem”. Em 7 de outubro de 1984, nos 20 anos do regime, Roberto Marinho reincidiu: “Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada”. Só 49 anos depois do golpe, O Globo publicaria uma retratação contraditória e pouco convincente. Assim foi com outro representante do jornalismo carioca. Em 31 de março de 1973, o Jornal do Brasil comemorava: “Vive o País, há nove anos, um desses períodos férteis em programas e inspirações, graças à transposição do desejo para a vontade de crescer”.

Em 2 de abril de 1964, a Tribuna da Imprensa deu em manchete uma lição do mau jornalismo que sempre a distinguiu: “Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr. João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas”. Se os jornais apoiaram o golpe e a ditadura, muitos intelectuais jornalistas marcharam na linha de frente do golpismo. Cony, que logo percebeu o tamanho da encrenca e passou a criticar o novo regime, admitiu ter participado da confecção dos editoriais “Basta” e “Fora” do Correio da Manhã: “Minha participação limitou-se a cortar um parágrafo e acrescentar uma pequena frase”. Quanta modéstia retrospectiva! Para Cony, João Goulart era um “homem completamente despreparado para qualquer cargo público, fraco, pusilânime e, sobretudo, raiando os extensos limites do analfabetismo”.

Dines vomitaria uma das maiores asneiras da época: “É preciso muita convicção para não se enredar pelo glamour de uma façanha esquerdista. Quem tem coragem para dizer que aqueles marinheiros, que arriscaram a vida com aquele motim por uma causa tão distante e abstrata, como reformas de base, eram oportunistas e agitadores”. Entre as causas distantes e abstratas defendidas naqueles tempos estavam o direito ao casamento e ao voto para os analfabetos. Em 1968, depois do AI-5, em discurso numa formatura, Dines criticou a censura. Enrolou-se com os velhos amigos. O Serviço Nacional de Informações forneceu-lhe um atestado de bons antecedentes descoberto pelo pesquisador Álvaro Larangeira: “Sempre se manifestou contrário ao regime comunista. Colaborou com o governo revolucionário, escrevendo livro sobre a revolução e orientou feitura de cadernos para difundir objetivos da revolução”. Não foi denunciado. Perdoou-se o deslize.

Callado faz de Jango um bêbado, incompetente e inculto, casado com uma mulher fútil, e com um vício terrível, “o de aumentar o salário mínimo”. O futuro escritor atrapalhava-se com as palavras: “A Presidência da República foi transformada numa espécie de grande Ministério do Trabalho, com a preocupação constante do salário mínimo”. Chafurdava na maledicência: “Ao que se sabe, muitos cirurgiões lhe garantiram, através dos anos, que poderia corrigir o defeito que tem na perna esquerda. Mas o horror à ideia de dor física fez com que Jango jamais considerasse a sério o conselho. Talvez por isso tenha cometido o seu suicídio indolor na Páscoa”. Raízes de certo jornalismo de nossos dias.

Juremir Machado da Silva é jornalista e autor de 1964, Golpe Midiático-Civil-Militar

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