Ficha Corrida

04/05/2015

Omertà é seu nome

Filed under: Máfia,Omertà,Operação Lava Jato,Pizzu — Gilmar Crestani @ 8:34 am
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A máfia, assim como o tango, legou ao mundo termos próprios. Do lunfardo, por exemplo, temos o verbete “tira” para designar policiais. Da máfia, temos o pizzu, que é a cota-parte devida pela proteção mafiaosa, que em São Paulo alcança a cifra de R$ 70 mil reais. Outro termo introduzido no sistema de delação premiada conduzida para pegar Lula, é Omertà. Tudo o que diz respeito ao Aécio Neves é jogado para debaixo do tapete, como vem acontecendo com ele desde os tempos da ditadura. Aécio pode exercer dois cargos, simultaneamente, em Brasília e Minas, enquanto estudava no Rio de Janeiro. Ele pode construir aeroportos em terras da família (Tio Quedo) e usar e abusar dos helipópteros do governo de Minas, pode ter uma irmã na Secretaria de Comunicação, Andrea Neves, para distribuir recursos públicos em suas rádios e jornais, pode ser acusado no decorrer da Operação Lava Jato que nada lhe acontece. Em relação ao PSDB em geral, como admitiu o Jorge Pozzobom e até a Folha em editorial, e ao Aécio em particular, há uma verdadeira Omertà!

Delatores da Lava Jato preservaram Aécio

:

Em acordo de delação premiada em troca de redução de pena, doleiro Alberto Youssef  e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa indicaram que iriam revelar, entre outros casos, crime de corrupção cometido pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) em estatal do setor elétrico; "Toda e qualquer obra realizada em Furnas possuía comissionamento. Se especula que quem recebia por Aécio Neves era a pessoa de sua irmã", aponta documento assinado no MP; no entanto, à força-tarefa, Youssef não apresentou provas e preservou o tucano; inquérito contra o ex-presidenciável foi arquivado

4 de Maio de 2015 às 05:37

247 – Ao assinar os acordos de delação premiada, o doleiro Alberto Youssef e ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa prometeram revelar, entre outros casos, crime de corrupção cometido pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) em estatal do setor elétrico.

"Toda e qualquer obra realizada em Furnas possuía comissionamento. Se especula que quem recebia por Aécio Neves era a pessoa de sua irmã", aponta documento assinado no MP.

No entanto, na fase de depoimentos à força-tarefa, Youssef não cumpriu com o acordo e preservou o tucano.

O doleiro afirmou apenas que o ex-deputado José Janene (PP-PR), morto em 2010, havia dito que Aécio "dividia" com ele propinas de Furnas, mas não apresentou provas. O inquérito contra o ex-presidenciável acabou arquivado.

Costa também apontaria pagamentos de propinas para o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e seu colega Romero Jucá (PMDB-RR), mas não levou a questão adiante.

Leia aqui reportagem de Flavio Ferreira sobre o assunto.

Delatores da Lava Jato preservaram Aécio | Brasil 24/7

01/04/2015

Por que a Folha insiste transformar corrupção em discussão genealógica?

beto richa e o primo luiz abiA manchete da Folha “Suposto Primo” rendeu na internet. Até a ombudsman se manifestou. Se os fatos estiverem em desacordo com os intere$$es comerCIAis e ideológicos da Folha, pior para os fatos. O engraçado, se é que se pode rir do mau caratismo da folha e da cara de pau da dupla de primos corruptos, é que os dois estiveram nas manifestações de 15 de março pedindo o fim da corrupção e o golpe militar na Dilma.

O texto da Folha termina dizendo que não localizou o empresário. Hilário. Eu também não localizei jornalismo nessa informação, até porque o empresário está preso…

Pior, nesta quarta-feira a Folha retorna ao seu autismo peessedebista. Por quê? Porque o envolvido é do PSDB. Simples assim. O governador Beto Richa o trata como primo. Todos os que conhecem ambos os tratam por primos. Só a Folha enfiou um “suposto” primo. Pega na trampa, a Folha retorna o local do crime para dizer que o empresário corrupto é que se diz primo. Ué, mas Beto Richa também o trata por primo. Por que a Folha não diz que o próprio suposto governador do Paraná chama o empresário por primo. Será que a Folha pensa que insistindo em questão periférica ela distrai sua manada do essencial, que é a corrupção nos governos do PSDB. Por que os a$$oCIAdos do Instituto Millenium fazem tanta questão de proteger o PSDB? Não basta o que o Poder Judiciário, no dizer do deputado gaúcho do PSDB, Jorge Pozzobom, proteja o PSDB?

Seriam as milhares de assinaturas que os governos do PSDB distribui nas escolas públicas de São Paulo? Não houvesse esta proteção sem vergonha, obscena, que varre a putaria tucana para debaixo do jornal será que o problema da corrupção política não teria uma solução mais rápida?! Será que a Folha vai continuar insistindo que só o PSDB pode corromper impunemente? Por que, do jeito que a Folha está tratando, fica parecendo que há corrupção boa, quando é pratica pelos parceiros da Folha, e corrupção ruim, quando é praticada pelos que a Folha odeia.

A desfaçatez da Folha se torna ainda mais despudorada quando basta escrever no “google” as palavras “beto richa e luiz abi” e aparecerá uma infinidade de informações, inclusive a forma de tratamento com que conhecidos até a prisão.

Pois bem, vamos ver como e o que dizem o que não estão subordinados a d. Judith Brito nem têm rabo preso com o PSDB:

Revista Veja: “Beto Richa defende primo preso e acusa Ministério Público de perseguição

Jornal GGN: “O álbum da família Richa, por Celso Nascimento

Paraná Online: “O fotógrafo Marcelo Caramori, ex-assessor especial do governo do Paraná, afirmou em depoimento ao Ministério Público que Luiz Abi Antoun seria o grande “caixa financeiro” de Beto Richa, sendo responsável por arrecadar dinheiro para campanhas eleitorais. Caramori foi preso em janeiro sob acusação de envolvimento em um esquema de exploração sexual de adolescentes.”

Gazeta do Povo: “Gaeco prende Luiz Abi, primo do governador Beto Richa” e “O parentesco entre Abi e Richa é confirmado pelo site do PSDB.

247: “Ao noticiar pela primeira vez uma delação premiada contra o governador tucano Beto Richa, do Paraná, a Folha inverte seus próprios padrões. Notica antes a defesa de Richa e só depois a acusação – e faz tudo isso numa tripa escondida no jornal.” e “Polícia prende Luiz Abi, primo e homem forte de Richa

O Cafezinho: “O suposto primo de Beto Richa e o suposto jornalismo da Folha

Huff Post Brasil:”Com primo investigado e crise das universidades, Beto Richa reenvia polêmico ‘pacotaço’ para Assembleia do Paraná”. 

Carta Capital: “Paraná: primo de Beto Richa é preso em Londrina”

 

 

Mas hoje, na Folha, você vai se deparar com este lixo aí abaixo:

PARANÁ

Empresário que se diz primo de tucano e mais seis tornam-se réus

DE SÃO PAULO – A Justiça tornou réus o empresário Luiz Abi Antoun, que se apresenta como primo do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), e outras seis pessoas. Eles são acusados de formação de organização criminosa, falsidade ideológica e fraude a licitação.

O empresário usaria a proximidade com Richa para demonstrar influência política.

O governo paranaense diz que a bisavó do tucano era irmã da avó de Abi Antoun e que, pelo Código Civil, isso não configura parentesco. A Folha não localizou o empresário.

31/03/2015

Omertà

A máfia tem uma palavra para cada situação. Para as situações que envolve a proteção pelo silêncio, é omertà!

Ao contrário da Lava Jato, Zelotes corre sob sigilo

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"Qual é a diferença entre ações de propinas na Petrobras e a corrupção de funcionários da Receita Federal para burlar o fisco?", questiona a colunista Tereza Cruvinel, em postagem desta segunda (30) para o seu blog no 247; "O crime é o mesmo, com o objetivo comum de sangrar os cofres públicos. Mas, ao contrário das empreiteiras investigadas no chamado "petrolão", que foram desde o início reveladas e tiveram seus dirigentes presos, as empresas que subornaram conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) para ter seus impostos reduzidos continuam protegidas pelo manto do sigilo", responde ela; na avaliação da jornalista, a Polícia Federal e os procuradores vêm tendo, na Operação Zelotes, cuidados que não tiveram na Operação Lava Jato

30 de Março de 2015 às 21:39

Tereza Cruvinel

Qual é a diferença entre ações de propinas na Petrobrás e a corrupção de funcionários da Receita Federal para burlar o fisco? O crime é o mesmo, com o objetivo comum de sangrar os cofres públicos. Mas, ao contrário das empreiteiras investigadas no chamado “petróleo”, que foram desde o início reveladas e tiveram seus dirigentes presos, as empresas que subornaram conselheiros do CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) para ter seus impostos reduzidos continuam protegidas pelo manto do sigilo. Elas podem ser quase 50 e incluem grandes bancos e empresas de outros setores, que recorreram contra o pagamento de dívidas tributárias de até três bilhões de reais em cada processo.

A Polícia Federal e os procuradores vêm tendo, na Operação Zelotes, cuidados que não tiveram na Operação Lava Jato. O pouco que se sabe é que o rombo pode ter sido de seis a dez bilhões de reais e que as irregularidades envolvem mais de 70 processos, em que as empresas recorreram ao CARF para reduzir ou não pagar impostos devidos. O nome de nenhum dos supostos “corruptores” foi revelado. Sabemos que o Banco Safra está entre eles porque a PF fez uma ação de busca e apreensão em sua sede em São Paulo. Já entre os supostos corruptores, foram citados Francisco Maurício Rebelo de Albuquerque, pai do deputado Eduardo da Fonte, líder do PP, e Leonardo Manzan, em cuja casa a PF teria encontrado R$ 800 mil em dinheiro. Embora em toda a operação tenham sido apreendidos, em espécie, mais de $ 1,3 milhão, e existam indícios de remessas ilegais de recursos ao exterior, ninguém foi preso. As propinas chegariam a casos de R$ 300 milhões, valor que mataria de inveja o corrupto Pedro Barusco, delator da Lava Jato, cujo comandante, o juiz Sergio Moro, agora quer até privar seus prisioneiros das empreiteiras do direito ao recurso depois de condenados em primeira instância, para escândalo geral dos juristas e defensores das garantias constitucionais.

Tal como na Operação Lava Jato, os suspeitos podem ser enquadrados nos crimes de corrupção passiva e ativa, evasão de divisas, tráfico de influência e formação de quadrilha, além do de advocacia administrativa. Qual é a diferença que justifica a diferença de tratamento e a proteção dos corruptos com o sigilo? Podem alegar o direito ao sigilo fiscal mas este deixa de valer quando o contribuinte torna-se um suspeito de sonegação e, no caso, de crimes mais graves. Onde está a diferença que justifica o tratamento distinto? Bancos são melhores que empreiteiras? Ou estariam entre as empresas grupos econômicos com maior poder de fogo?  Ou estaria a diferença no fato de, no caso dos Zelotes, não existirem políticos envolvidos, sejam do PT ou de outros partidos.

A Receita informa que está reformulando o CARF para fechar as portas da corrupção. Ótimo. Mas a sociedade deve querer saber também quem são estes grandes contribuintes que burlaram o fisco com ações de corrupção. A PF e o Ministério Público devem explicações sobre isso.

Ao contrário da Lava Jato, Zelotes corre sob sigilo | Brasil 24/7

29/11/2014

Omertà suprema

Filed under: Gilmar Mendes,Lei do Silêncio,Omertà,Proteção,Rodrigo de Grandis — Gilmar Crestani @ 7:09 am
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omertaGilmar Mendes sozinho faz mais pelo PSDB que toda camarilha de governadores, deputados e senadores. A lei do silêncio entorno do PSDB não é só vergonhoso, é vexaminoso e afrontoso. Além do Engavetador Geral, o PSDB também conta com o Silenciador-Geral. O PSDB está sempre livre para fazer ou deixar de fazer o que bem entender. Sempre poderá contar com Procuradores que não Procuram, e Ministros que Sinistram!

Quem tem Rodrigo de Grandis e Gilmar Mendes não morre órgão… Com Gilmar Mendes, o PSDB tem seu tapete de Omertà.

Procurador do caso Alstom tem processo disciplinar suspenso

Rodrigo de Grandis respondia por demora em cooperar com a Suíça; liminar é do STF

FREDERICO VASCONCELOSDE SÃO PAULO

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes concedeu liminar que suspende a decisão do corregedor nacional do Ministério Público, Alessandro Tramujas Assad, para instaurar processo disciplinar contra o procurador da República Rodrigo de Grandis.

Assad abriu processo disciplinar para apurar os indícios de que o procurador descumprira dever legal no exercício de sua função ao deixar parado, por quase três anos, um pedido de investigação sobre o caso Alstom –a suspeita de distribuição de propina da multinacional francesa para servidores e políticos do PSDB em São Paulo.

O processo ficará suspenso até julgamento final de mandado de segurança feito pelo procurador no STF. Em sua defesa, Grandis alegou que não houve garantias de contraditório e ampla defesa. Ele é representado pelo advogado Pierpaolo Cruz Bottini.

Grandis alegou que recebeu pedidos de cooperação de autoridades suíças, visando ao levantamento de provas naquele país envolvendo fraudes no fornecimento de equipamentos pela Alstom.

Ele menciona reportagem da Folha, de 26 de outubro de 2013, com o título "Sem apoio do Brasil, Suíça arquiva parte do caso Alstom". A notícia motivou o início da apuração pela corregedoria do MPF (Ministério Público Federal), que concluiu, por unanimidade, pelo arquivamento da sindicância.

Segundo Grandis alegou, no último dia 17 foi surpreendido com a intimação para responder pelos mesmos fatos, perante a corregedoria do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), "de forma monocrática pelo conselheiro-corregedor" Assad.

Em sua decisão, o ministro Gilmar Mendes acolhe a argumentação da defesa. Ele registra no texto que o procedimento administrativo "foi instaurado monocraticamente [por Assad] sem que fosse conferida ao impetrante [Grandis] a oportunidade de apresentação de qualquer manifestação no CNMP".

08/12/2013

Omertà

Se fosse ombudsman dos leitores e não da Folha, a frase que encerra a análise do comportamento da empresa que paga seu salário teria servido de abertura deste texto: “Aos que me acusarão, ao final de leitura deste texto, de aliviar a barra do jornal, adianto que nenhuma Redação gosta de ver escancaradas suas deficiências em coberturas importantes. E essa, que envolve um desvio de dinheiro bem maior que o do mensalão petista, é uma delas.”

A palavra que resume o comportamento da Folha vem da máfia e rendeu um livro famoso do não menos famoso Mário Puso: Omertà (silêncio entre mafiosos). E não é por outro motivo que venho chamando pelo nome de “Grupos Mafiomidiáticos” as cinco famílias (Mesquita, Frias, Civita, Marinho & Sirotsky) reunidas entorno do Instituto Millenium.

OMBUDSMAN

SUZANA SINGER ombudsman@uol.com.br @folha_ombudsmanfacebook.com/folha.ombudsman

Perder esse trem

Folha fica para trás na cobertura do cartel do metrô e enfrenta acusações de que protege o PSDB

"Coisa feia, hein, FSP? Sempre a reboque do concorrente ‘OESP’. Todo dia o ‘Estadão’ descobre algo e publica. A FSP apenas reporta. Das duas, uma: ou tem péssimos repórteres investigativos, ou não quer mexer com o P$DB. A segunda hipótese me parece mais certa."

O comentário, postado no site da Folha na quinta-feira, resume uma cobrança que vem sendo feita quase diariamente ao jornal sobre a cobertura do cartel de trens e metrô em São Paulo.

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, que integra o coro dos descontentes, disse de forma educada praticamente a mesma coisa que o internauta: "Você compara o tratamento que a imprensa tem dado ao caso de São Paulo e ao caso do pessoal do PT, veja a diferença. Tirando ‘O Estado de S. Paulo’, não se pergunta pelo crime, recrimina-se o acusador".

De fato, a Folha não está indo bem nessa cobertura. O jornal tem o mérito de ter dado o chute inicial da grande mídia, ao revelar, em julho, a existência de um acordo de leniência da Siemens no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). A multinacional, em troca de imunidade nas investigações, delatou às autoridades antitruste brasileiras um conluio em licitações de São Paulo, que envolvia partilha de encomendas e elevação dos preços.

O jornal teve outro bom momento ao mostrar que investigações, já existentes em 2011, não prosperaram, apesar do pedido de colaboração das autoridades suíças, porque o gabinete de um procurador do Ministério Público Federal "arquivou o caso na pasta errada".

Foram dois "furos" (informações exclusivas) importantes, mas agora o jornal parece estar perdendo esse trem. Foi o "Estado" que revelou, em outubro, mensagens de 2004 em que o então presidente da Alstom no Brasil recomendava o uso de lobistas para obter contratos no governo de São Paulo.

Mais recentemente, o concorrente divulgou documento que teria sido escrito pelo primeiro delator do caso, um ex-executivo da Siemens, que citava o envolvimento de políticos tucanos. Na semana passada, publicou primeiro um depoimento de outro funcionário da empresa sobre uma conta secreta usada para o pagamento de propina e para fazer remessas a doleiros.

Engana-se, porém, quem atribui o mau desempenho recente da Folha a preferências partidárias. As investigações sobre o cartel do metrô, conduzidas pela Polícia Federal, pelo Ministério Público e pelo Cade, ainda estão em curso e o que já foi apurado deveria ser mantido em sigilo. Só que, a conta-gotas, documentos têm sido vazados, quase sempre para o "Estado".

Trata-se de uma falha da reportagem, que precisa ser sanada rapidamente, mas não há nada que indique corpo mole com o objetivo de proteger "a" ou "b". É bom lembrar que a Folha publicou, há três meses, uma manchete (infundada) que dizia "Serra sugeriu que Siemens fizesse acordo, diz e-mail".

Em novembro, o jornal expôs a fragilidade das iniciativas tomadas pelo governador Geraldo Alckmin para investigar o caso. Em editorial, afirmou-se que, "nas investigações sobre a CPTM, um escândalo engata-se a outro, e a omissão das autoridades paulistas tem garantido a impunidade geral".

Aos que me acusarão, ao final de leitura deste texto, de aliviar a barra do jornal, adianto que nenhuma Redação gosta de ver escancaradas suas deficiências em coberturas importantes. E essa, que envolve um desvio de dinheiro bem maior que o do mensalão petista, é uma delas.

28/07/2013

Ombudsman dos grupos mafiomidiáticos

A OMBUDSMAN da Folha, mais uma vez, faz silêncio sobre o silêncio que os a$$oCIAdos do Instituto Millenium, numa espécie de Omertà, fazem sobre os escândalos de sonegação da Rede Globo. O compadrio entre os membros do Instituto Millenium é a verdadeira medida de como agem estes grupos empresariais na hora em que um dos membros é pego com a mão leve no erário público. Criticar a água no feijão é fácil, botar a mão no fogo é algo que existe um pouco mais de honestidade.

SUZANA SINGER ombudsman@uol.com.br @folha_ombudsmanfacebook.com/folha.ombudsman

Papa, P2 e os ninjas

Folha não investe em denúncias surgidas na rede e fica para trás na cobertura da visita de Francisco

A melhor resposta aos que vaticinam a morte da grande imprensa, que estaria prestes a ser substituída pelas redes sociais e pela mídia alternativa, é o bom jornalismo.

Foi isso que a Globo fez nesta semana durante a cobertura da visita do papa Francisco ao Brasil. O clima de "Aleluia, o santo padre está entre nós" imperou, mas não impediu o "Jornal Nacional" de mostrar, com contundência, os problemas de organização que submeteram os peregrinos a um calvário no Rio.

Não faltou espaço também para desmontar a versão oficial sobre um dos presos no confronto entre manifestantes e policiais, que se travou na frente do Palácio Guanabara, na noite de segunda-feira.

Reportagem no "JN" mostrou que o manifestante que ficou mais tempo preso não tinha sido flagrado com coquetel-molotov, como alega a polícia. Bruno Ferreira Teles, o detido, pediu ao Mídia Ninja, grupo alternativo que transmite os protestos pela rede, que buscasse vídeos que provassem sua inocência.

Quem fez isso foi a Globo: conseguiu pegar o inquérito, no qual um PM diz que o rapaz não estava com explosivos quando foi preso, e editou imagens, feitas pela emissora e por amadores, que mostravam o momento da captura de Bruno.

Parecia um recado da TV, que vem sendo alvo dos protestos que tomaram as cidades brasileiras: "Não precisa de mídia alternativa para questionar as autoridades".

Na terça-feira, o "JN" já havia citado a acusação, que surgiu nas redes sociais, de que um policial infiltrado entre os manifestantes teria jogado o primeiro coquetel-molotov.

O assunto despertou a atenção também do "New York Times", que publicou, em seu site, uma grande reportagem em que comparava uma dúzia de vídeos, além de fotos, na tentativa de esclarecer a participação dos agentes infiltrados (http://migre.me/fBtD7).

Por causa da Globo, do "NYT" e das redes sociais, a polícia do Rio assumiu que usa "P2" (policiais sem farda dispersos na multidão), mas negou que esses homens tenham participado de atos de vandalismo.

Enquanto isso, a Folha comeu poeira. Fez uma boa apresentação da visita papal, com uma pesquisa que registrou a diminuição no número de católicos no país, publicada no domingo passado, mas foi lenta quando a festa de fato começou.

O jornal só foi dar o devido destaque aos problemas de infraestrutura no Rio na sexta-feira, quando o campo de Guaratiba, enlameado, foi descartado para os eventos da Jornada Mundial da Juventude.

Faltou também atenção à celeuma em torno da prisão dos manifestantes. O jornal parece não ter levado a sério as denúncias que surgiram na internet.

Não dá mais para cobrir os protestos à moda antiga, contando apenas com o que os seus repórteres viram, a versão da polícia e as imagens das grandes emissoras. Além do Ninja (sigla de Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação), há centenas de filmagens feitas por manifestantes, que mostram a mesma cena em "n" versões.

É preciso levar em conta essas novas fontes de informação -sempre com um olhar crítico, já que a maior parte dessa produção é disponibilizada na internet para confirmar teses pró-ativistas (no caso do Rio, tentar provar que a violência parte da própria polícia).

No momento, blogs e redes sociais não têm capacidade nem qualidade para tomar o lugar da mídia convencional, mas servem de agente provocador. Desafiada, a imprensa convencional precisa repensar seu jeito de trabalhar e mostrar jornalismo de qualidade.

O Folhateen sumiu de vez

O jornal sumiu com o que havia sobrado do caderno "Folhateen". A página semanal, que saía às segundas-feiras na "Ilustrada", não foi publicada na semana passada e não voltará. Ronaldo Lemos, que escrevia a coluna "Internets", será alojado no "Tec". O destino dos quadrinhos que eram publicados na mesma página não foi decidido.

Eliminar seção não é bom, mas reza a etiqueta, deve-se ao menos avisar o leitor.

27/07/2013

Omertà!

Filed under: Grupos Mafiomidiáticos,Máfia,Omertà,Quadrilha — Gilmar Crestani @ 7:25 pm
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Simples, porque os grupos mafiomidiáticos protegem seus comparsas. Tradição com origem na máfia sicilianda, terra mater da expressão omertà, ou lei do silêncio que também significa proteção.

Por que Alckmin é tão blindado pela mídia?

:

Nas duas últimas semanas, a revista Istoé dedicou capas ao escândalo do metrô de São Paulo. Na primeira, obteve o depoimento de um ex-funcionário da Siemens, que revelou como era paga a propina nos governos tucanos. Na mais recente, revela o superfaturamento de R$ 425 milhões. Sabe quantos segundos esse assunto mereceu no Jornal Nacional? Ou quantas linhas ganhou no Estado de S. Paulo ou mesmo na Folha, a primeira a revelar o caso Siemens? Zero. Por que será?

27 de Julho de 2013 às 13:35

247 – Duas semanas atrás, no dia 14 de julho, a Folha de S. Paulo revelou ao País o chamado "caso Siemens". De acordo com a reportagem, a empresa denunciou um cartel na venda de equipamentos ao metrô, do qual ela própria fazia parte, e aceitou um acordo de delação premiada, para reduzir suas penalidades (leia mais aqui).

Nos dias que se seguiram, a Folha, curiosamente, tirou seu time de campo e praticamente não voltou ao assunto.

No fim de semana passado, a revista Istoé, da Editora Três, dedicou sua primeira capa ao tema. A publicação obteve o depoimento de um ex-funcionário da Siemens, que revelou até o nome da empresa que recolhia a propina, chamada MGE, que dizia agir em nome dos governos tucanos (leia aqui).

A contrapartida da propina, naturalmente, era a possibilidade de vender os equipamentos a um preço mais alto. Neste fim de semana, a nova capa de Istoé sobre o tema aponta superfaturamentos de até R$ 425 milhões no metrô de São Paulo (o suficiente para vários mensalões) (leia aqui).

Dito isso, algumas questões intrigantes:

1) por que a Folha não voltou ao assunto?

2) por que jornais concorrentes, como Estado ou Globo, não decidiram apurar o caso Siemens?

3) por que o Jornal Nacional não dedicou nenhum mísero segundo ao tema?

Cada veículo de comunicação adota seus próprios critérios. Mas o fato é que Geraldo Alckmin, ao menos junto à chamada "grande imprensa", conseguiu se blindar. Por que será?

Por que Alckmin é tão blindado pela mídia? | Brasil 24/7

26/10/2012

Justiça ou vindita?

Filed under: Eliane Cantanhêde,Joaquim Barbosa,Máfia,Omertà,Vindita — Gilmar Crestani @ 7:34 am

Na imagem, Joaquim Barbosa(direita) debochando do advogado Hermes Guerreiro(esquerda), que defende Ramon Hollerbach(centro).

A máfia tem um método todo seu para condenar e mandar recados. O código mafioso foi mapeado e decifrado por dois magistrados italianos,Gioavanni FalconePaolo Borsellino . Por isso foram mortos. Descobrir pode; mapear, não!  A Omertà é um bem sagrado dos “homens de bens”. A calunista da Folha, e membra honorável do PSDB, publica algo que, sendo verdadeiro, seria o verdadeiro mapa do acinte jurídico. Escreveu ela, textualmente: “o relator Joaquim Barbosa alega que "não confia na integralidade do sistema" e, para evitar que os condenados passem só alguns meses presos, joga as penas lá para cima”. Vejam só o senso de justiça: culpam os réus até pela “integralidade sistema”. Faltaria confiabilidade ao sistema, mas  Carlinhos Cachoeira não está preso?! Pior, os réus devem ser apenados com rigor maior porque um Ministro não confia na tal de “integralidade do sistema”. O próximo argumento será destinar prisão perpétua porque senão os réus poderão falar uns com os outros. E aí, na mente de capangas encarregados da execução, o negócio é “jogar as penas lá para cima”. Em outras palavras, no Brasil parece que o próprio STF vai se encarregar pela “lei do silêncio”. A máfia até pensa assim quando vai impor sua lei da Omertà, mas não põe no papel. Para a máfia se trata de business, mas para gente da laia de Eliane e Joaquim, se trata de vingança com ódio visceral. 

“Pesando a mão” é uma expressão cara aos emigrantes italianos, e atende por carcamano. Eliane & Joachim estão carcando a mão na liberdade alheia com argumentos sórdidos e requintes de ódio.

ELIANE CANTANHÊDE

Pesando a mão

BRASÍLIA – Antes do julgamento do mensalão, as pessoas comuns, nas ruas, nos bares, na família, comentavam que não iria começar tão cedo. Começou, apesar da eleição.

Quando o procurador Roberto Gurgel leu a sua longa e contundente peça, as mesmas pessoas davam de ombro, certas de que eram palavras ao vento e os ministros nem iriam ouvir.

Começaram os votos, muito mais duros do que o previsto, e cidadãos e cidadãs ainda ironizavam: "Isso aí é só para inglês ver, não dá em nada". Está dando em muita coisa.

Os ministros foram condenando um a um, por peculato, por corrupção passiva, por lavagem de dinheiro, mas muita gente ainda não se dava por convencida: "Só vão pegar os mequetrefes". Novo erro.

Além dos mequetrefes, os ministros condenaram os grandes operadores, Marcos Valério e Delúbio Soares, e os incrédulos passaram a duvidar da etapa seguinte: "Quero ver condenarem o Dirceu". Condenaram por corrupção ativa.

Aí, foi a vez de garantirem, com ar de esperteza, de quem sabe tudo: "Ha, ha. Agora, vão dar um jeito de absolver Dirceu por formação de quadrilha". E tome nova condenação, incluindo uma atualização do conceito de quadrilha.

Depois de toda essa sequência de condenações e de sinais claríssimos de que a alta corte estava sendo, seria e será implacável, a grande dúvida passou a ser: "Condenar, condenaram. Mas duvido que alguém vá parar na cadeia". Pois bem, senhores e senhoras, já não há a menor dúvida: vai ter cadeia, sim.

Aliás, o relator Joaquim Barbosa alega que "não confia na integralidade do sistema" e, para evitar que os condenados passem só alguns meses presos, joga as penas lá para cima.

Os ministros discutem 2, 14 ou 40 anos num "quem dá mais", como se não estivessem decidindo a vida de pessoas. Condenar a 40 anos quem não feriu nem ameaça a integridade física de ninguém parece demais.

Estão pesando a mão.

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