Ficha Corrida

23/07/2015

Necrópsia, Veja o corpo estendido no tatami

NASSIF: EDITORA ABRIL CAMINHA PARA A RECUPERAÇÃO JUDICIAL

:

Jornalista Luís Nassif, que escreve a trajetória da editora que, "de tentativa em tentativa, foi afundando", diz que "aumentam os rumores de que nos próximos dias a Editora Abril deverá entrar na Justiça com pedido de recuperação judicial"; e que "ingressa, assim, na penúltima fase da agonia um grupo que dominou o mercado editorial brasileiro nas últimas décadas"

23 DE JULHO DE 2015 ÀS 16:06

Por Luís Nassif, do Jornal GGN – Aumentam os rumores de que nos próximos dias a Editora Abril deverá entrar na Justiça com pedido de recuperação judicial.

Ingressa, assim, na penúltima fase da agonia um grupo que dominou o mercado editorial brasileiro nas últimas décadas.

Ao lado das Organizações Globo, a Abril foi o primeiro grupo editorial brasileiro a adotar o modelo dos grupos de mídia norte-americanos. Começou no país representando os quadrinhos da Disney e da Marvel. Depois, seguiu o modelo Time-Life, tendo como carros-chefes revistas que seguiam padrão similar: Veja, seguindo o estilo Time; Placar emulando o Sporteds Illustred, Exame copiando a Fortune e Quatro Rodas.

Defensora intransigente do modo de vida norte-americano, do primado da iniciativa privada, em várias fases de sua vida valeu-se da influência política para conquistar as benesses do poder.

Nos governos militares montou a Rede Quatro Rodas de Hotel contando com os benefícios fiscais criados por Delfim Netto. No governo Sarney, conseguiu concessões de TV a cabo. No governo Collor quase conseguiu o monopólio das Listas Telefônicas da Telerj, negociadas pelo então presidente Eduardo Cunha.

A Abril começou a se perder ainda nos anos 90, devido a sucessivos erros estratégicos. Liderada por Roberto Civita, montou um canal de TV, a MTV, entrou na TV a cabo, através da TV A, e saiu na frente com o segundo portal do país, o BOL.

O BOL acabou perdendo a iniciativa para a UOL devido a alguns erros estratégicos – a extrema lentidão em montar a rede de telefonia, na fase pré banda larga e em pretender ser a única provedora de conteúdo. Mas, principalmente, pelo boicote conduzido pelos executivos da área de impressos, preocupados em não perder posição no grupo.

A BOL acabou fundida com a UOL e Roberto Civita passado para trás por Luiz Civita, da UOL. Houve a fusão e a gestão da empresa ficou com o grupo Folhas. Luiz acabou aliando-se aos portugueses da Portugal Telecom e montando um aumento de capital inesperado, avisando Civita só na véspera. Civita perdeu o controle compartilhado e, mais tarde, vendeu sua parte para a UOL, por uma fatia do valor que a empresa viria a ter no decorrer dos anos seguintes.

Junto com o velho Otávio Frias, ainda tentou juntar forças para adquirir metade da TV Bandeirantes. Acompanhei de perto essa história pois fui incumbido por Frias de fazer a ponte com João Saad, com quem tinha boas relações.

O caso Naspers

De tentativa em tentativa a Abril foi afundando. Ganhou algum fôlego quando aceitou a sociedade com o grupo sul-africano Naspers, em uma história mal contada. O grupo assumiu 30% do capital, máximo permitido pela legislação brasileira. Outros 20% foram adquiridos por duas holdings sediadas em Delaware, EUA, e representadas no Brasil pelo escritório Mattos-Filho. Mais tarde, quando a Abril vendeu a TV A para a Telefonica, as duas holdings desaparecem da sociedade.

Os anos 2.000 marcam o início da decadência final do grupo. Globalmente, a Internet vitimiza o segmento de revistas. Civita decide, então, importar o estilo Rupert Murdoch. Incorpora o linguajar agressivo da ultradireita, inaugurando o estilo com a campanha contra o desarmamento; passa a vender sua opinião de forma imprudente (como ocorreu com o banco Opportunity), alia-se à organização criminosa de Carlinhos Cachoeira, beneficiando-se da complacência do Ministério Público Federal, e tenta se valer do temor que infundia para se aventurar no mercado de livros didáticos e, mais à frente, de cursos didáticos.

A Abril da coleção Os Pensadores, da revista Realidade, da HGistória da Música Popular e de outros feitos culturais, cede lugar ao mais pernicioso jornalismo de esgoto da história da imprensa brasileira.

Recorre ao discurso macarthista para tentar afastar concorrentes e impor suas publicações. Fecha contratos importantes tanto no MEC (Ministério da Educação) quanto com o governo de São Paulo.

Quando explode a bolha dos cursos universitários – no rastro do FIES (Fundo de Financiamento Estudantil) – sai imprudentemente à caça de cursos, com total falta de discernimento.

Liderado por um CEO megalomaníaco, a Abril se endivida, adquire cursos superavaliados que não lhe proporcionam retorno financeiro e acaba vendendo a Abril Educacional para um fundo de investimento. Não há indícios de que o dinheiro amealhado tenha sido utilizado para resgatar a Editora Abril do mar de dívidas em que se meteu.

Enquanto isto, o faturamento editorial despencava. Para preservar a publicidade de Veja, a editora recorre ao subterfúgio de turbinar a tiragem com promoções gratuitas, burlando as regras de auditoria do mercado publicitário.

Há quatro anos, o mercado trabalhava com uma hipótese de tiragem de 850 mil exemplares para a Veja, enquanto o IVC (Instituto Verificador de Circulação) apontava ainda mais inexistentes 1,2 milhão de exemplares. Esse fosso deve ter aumentado mais ainda, já que o IVC continua sustentando a tiragem de 1,2 milhão de exemplares.

De lá para cá possivelmente a tiragem caiu mais ainda, tornando mais custosa a operação de turbina-la com assinaturas gratuitas.

Gradativamente começa a se desfazer de seus principais títulos. A crise do mercado publicitário acelerou sua agonia.

Dos quatro grandes grupos de mídia tem-se o seguinte quadro:

1. Editora Abril, com escassa possibilidade de sobrevivência.

2. Estadão, tendo como único produto viável a Agência Estado.

3. Folha, sendo absorvida pela UOL, que torna-se cada vez mais um grupo de datacenter, tendo de concorrer com os gigantes globais. E com o modelo de portal entrando em crise, com a audiência corroída pelas redes sociais, que tornaram-se a porta de entrada principal dos usuários.

4. Globo, que permanecerá com seu enorme poder.

27/09/2014

Biografia bonsai da inVeja

Filed under: Boimate,Instituto Millenium,InVeja,Nueva Konigsberg,Veja — Gilmar Crestani @ 11:54 pm
Tags:

Veja chegou

A Veja constrói suas patacoadas com muita verossimilhança. Costuma, para dar sentido às matérias, entrevistar personagens que ninguém conhece. Aí não se sabe se existem ou não. Mas há duas matérias a Veja que para mim são emblemáticas: Nueva Konigsberg e Boimate. Não é que a Veja conseguiu entrevistar os dois personagens que dão sentido ao artigo científico que provava o cruzamento do boi com o tomate? Veja entrevistou o boi e o tomate…
Publicado em 27/09/14 às 17h31

Melancólico fim da revista “Veja”, de Mino a Barbosa

20 Comentários

Uma das histórias mais tristes e patéticas da história da imprensa brasileira está sendo protagonizada neste momento pela revista semanal "Veja", carro-chefe da  Editora Abril, que já foi uma das maiores publicações semanais do mundo.

Criada e comandada nos primeiros dos seus 47 anos de vida, pelo grande jornalista Mino Carta, hoje ela agoniza nas mãos de dois herdeiros de Victor Civita, que não são do ramo, e de um banqueiro incompetente, que vão acabar quebrando a "Veja" e a Editora Abril inteira do alto de sua onipotência, que é do tamanho de sua incompetência.

Para se ter uma ideia da política editorial que levou a esta derrocada, vou contar uma história que ouvi de Eduardo Campos, em 2012, quando ele foi convidado por Roberto Civita, então dono da Abril, para conhecer a editora.

Os dois nunca tinham se visto. Ao entrar no monumental gabinete de Civita no prédio idem da Marginal Pinheiros, Eduardo ficou perplexo com o que ouviu dele. "Você está vendo estas capas aqui? Esta é a única oposição de verdade que ainda existe ao PT no Brasil. O resto é bobagem. Só nós podemos acabar com esta gente e vamos até o fim".

É bem provável que a Abril acabe antes de se realizar a profecia de Roberto Civita. O certo é que a editora, que já foi a maior e mais importante do país, conseguiu produzir uma "Veja" muito pior e mais irresponsável depois da morte dele, o que parecia impossível.

A edição 2.393 da revista, que foi às bancas neste sábado, é uma prova do que estou dizendo. Sem coragem de dedicar a capa inteira à "bala de prata" que vinham preparando para acabar com a candidatura de Dilma Rousseff, a uma semana das eleições presidenciais, os herdeiros Civita, que não têm nome nem história próprios, e o banqueiro Barbosa, deram no alto apenas uma chamada: " EXCLUSIVO – O NÚCLEO ATÔMICO DA DELAÇÃO _ Paulo Roberto Costa diz à Polícia Federal que em 2010 a campanha de Dilma Rousseff pediu dinheiro ao esquema de corrupção da Petrobras". Parece coisa de boletim de grêmio estudantil.

O pedido teria sido feito pelo ex-ministro Antonio Palocci, um dos coordenadores da campanha da então candidata Dilma Rousseff, ao ex-diretor da Petrobras, para negociar uma ajuda de R$ 2 milhões junto a um doleiro que intermediaria negócios de empreiteiras fornecedoras da empresa.

A reportagem não informa se há provas deste pedido e se a verba foi ou não entregue à campanha de Dilma, mas isso não tem a menor importância para a revista, como se o ex-todo poderoso ministro de Lula e de Dilma precisasse de intermediários para pedir contribuições de grandes empresas. Faz tempo que o negócio da "Veja" não é informar, mas apenas jogar suspeitas contra os líderes e os governos do PT, os grandes inimigos da família.

Veja e escolhas

E se os leitores quiserem saber a causa desta bronca, posso contar, porque fui testemunha: no início do primeiro governo Lula, o presidente resolveu redistribuir verbas de publicidade, antes apenas reservadas a meia dúzia de famílias da grande mídia, e a compra de livros didáticos comprados pelo governo federal para destinar a esc0las públicas.

Ambas as medidas abalaram os cofres da Editora Abril, de tal forma que Roberto Civita saiu dos seus cuidados de grande homem da imprensa para pedir uma audiência ao presidente Lula. Por razões que desconheço,  o presidente se recusava a recebe-lo.

Depois do dono da Abril percorrer os mais altos escalões do poder, em busca de ajuda, certa vez, quando era Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República, encontrei Roberto Civita e outros donos da mídia na ante-sala do gabinete de Lula, no terceiro andar do Palácio do Planalto."

"Agora vem até você me encher o saco por causa deste cara?", reagiu o presidente, quando lhe transmiti o pedido de Civita para um encontro, que acabou acontecendo, num jantar privado dos dois no Palácio da Alvorada, mesmo contra a vontade de Lula.

No dia seguinte, na reunião das nove, o presidente queria me matar, junto com os outros ministros que tinham lhe feito o mesmo pedido para conversar com Civita. "Pô, o cara ficou o tempo todo me falando que o Brasil estava melhorando. Quando perguntei pra ele porque a "Veja" sempre dizia exatamente o contrário, esculhambando com tudo, ele me falou: `Não sei, presidente, vou ver com os meninos da redação o que está acontecendo´. É muita cara de pau. Nunca mais me peçam pra falar com este cara".

veja-revista do reacaA partir deste momento, como Roberto Civita contou a Eduardo Campos, a Abril passou a liderar a oposição midiática reunida no Instituto Millenium, que ele ajudou a criar junto com outros donos da imprensa familiar que controla os meios de comunicação do país.

Resolvi escrever este texto, no meio da minha folga de final de semana, sem consultar ninguém, nem a minha mulher, depois de ler um texto absolutamente asqueroso publicado na página 38 da revista que recebi neste final de semana, sob o título "Em busca do templo perdido". Insatisfeitos com o trabalho dos seus pistoleiros de aluguel, os herdeiros e o banqueiro da "Veja" resolveram entregar a encomenda a um pseudônimo nominado "Agamenon Mendes Pedreira".

Como os caros leitores sabem, trabalho faz mais de três anos aqui no portal R7 e no canal de notícias Record News, empresas do grupo Record. Nunca me pediram para escrever nem me proibiram de escrever nada. Tenho aqui plena autonomia editorial, garantida em contrato, e respeitada pelos acionistas da empresa.

Escrevi hoje apenas porque acho que os leitores, internautas e telespectadores, que formam o eleitorado brasileiro, têm o direito de saber neste momento com quem estão lidando quando acessam nossos meios de comunicação.

Ricardo Kotscho – Brasil, mundo, economia e mais – R7

07/09/2014

Factoides da inVeja

Gilmar Mendes comanda reunião de trabalho para abastecer  Veja de factóides

Gilmar Mendes comanda reunião partidária

Depois do Boimate, da Nueva Konigsberg, a Veja ressuscita o Delegado Bruno e  seus arapongas para atender interesse da Naspers

A lista dos Honoráveis Bandidos da Veja começa com Demóstenes Torres, Carlinhos Cachoeira, Policarpo Jr., José Roberto Arruda… e segue por outros (Daniel Dantas, Rober Abdelmassih) que Gilmar Mendes já soltou…

Nem vamos falar do grampo sem áudio, da ligação de FHC para Gilmar Mendes ou de como José Roberto Arruda deu a volta por cima do mensalão do DEM, ou do fato do jagunço de Diamantino chamar o Tribunal onde ele dá expediente de nazista. Mas tudo isto não teria acontecido se, ao invés de Gilmar Mendes, FHC tivesse posto lá alguém decente. Mas aí já seria pedir demais a quem foi capturado, com a ajuda de Miriam Dutra, pela Rede Globo.

Os cuidados com as jogadas da revista Veja

Jornal GGN

É sempre útil ter cautela com a embalagem que Veja usa para embrulhar suas “denúncias”.

No final da tarde de sexta-feira, depois da primeira matéria da Agência Estado sobre o suposto depoimento de Paulo Roberto Costa, o comentário geral era que a revista Veja divulgaria todo o depoimento e a lista de políticos citados (que chegava a 62).

A revista estimulou o boato, antecipando para as 18h a divulgação da capa da semana.  Uma capa genérica, sem nomes. O texto anunciava que eles viriam na edição impressa, junto com informações exclusivas sobre o “esquema de corrupção da Petrobras”.

Mais uma vez, Veja vendeu o que não tinha, ou muito mais do que tinha. Quanto a nomes, dois ex-governadores, a governadora Roseana, o ministro Lobão, um ex-ministro do PP, oito parlamentares e o tesoureiro do PT. Os suspeitos de sempre.

A revista não traz as prometidas informações sobre negociatas na Petrobras. O único exemplo mencionado é uma notícia requentada sobre uma operação de debêntures, que supostamente envolveria a Postalis (e que não se realizou porque os supostos autores foram presos).

Sobrou a embalagem. Sobrou? Veja não mostra papel, não mostra vídeo, não mostra um indício sequer de que botou a mão na massa. Tanto quanto o Estado e a Folha, ouviu um relato sobre o depoimento. A revista não cita fontes, reais ou fictícias. Não ousa escrever que “teve acesso ao depoimento”. Sequer recorre ao surrado “uma fonte ligada às investigações”.

Veja blefa, mais uma vez. Mas alguém conversou sexta-feira com a revista e com os portais, e vendeu um prato requentado.  E quase simultaneamente, o Valor  informava sobre mais um advogado que deixava a defesa de Paulo Roberto. Assim, de repente, sem explicações.

Um advogado à solta, neste momento, é conveniente para ocultar e lançar pistas falsas sobre a fonte do vazamento. Fonte criminosa, posto que a delação corre em sigilo.

A bola está com a direção da PF, com o PGR e com o ministro Teori, que podem dar um basta nesses vazamentos seletivos.

SQN

21/06/2014

Veja bunda e cara do Felipão

A Veja é um portfolio de negócios. Pagou, lavou e levou. Basta estar embrulhado, pagou, a Veja limpa a Ficha. E se precisar sujar, a Veja escala Policarpo Jr e limpa a barra do Carlinhos Cachoeira.  Hoje a Veja só tem dois tipos de consumidores: os safados e os ignorantes. Depois do Boimate, da Nueva Konigsberg, o Sócia de Felipão

Mário Sérgio Conti entra para a história como a pena de aluguel que converte em realidade a profecia do Barão de Itararé: “O homem que se vende sempre recebe mais do que vale.”

DCM: Conti inaugurou o padrão Veja de jornalismo

:

"Por trás de tudo, de todas as maldades jornalísticas praticadas pela Veja, estava Mario Sergio Conti, uma das figuras mais amplamente detestadas pelos jornalistas brasileiros", diz Paulo Nogueira, editor do Diário do Centro do Mundo, ao comentar a entrevista de Conti com um sósia de Felipão; "a origem do horror em que a Veja se transformou nos últimos anos estava ali, sob as mãos malévolas de Mario Sergio Conti, o cara do Felipão"

21 de Junho de 2014 às 06:37

247 – O jornalista Paulo Nogueira, editor do Diário do Centro do Mundo e ex-diretor da Exame na mesma época em que Mario Sergio Conti dirigiu a revista Veja, ambas do grupo Abril, comenta a falsa entrevista que Conti publicou com um sósia de Felipão. Segundo Nogueira, Conti criou, com suas "mãos malévolas", o atual padrão Veja de jornalismo. Leia abaixo:

Por Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo

A entrevista com o falso Felipão entra na crônica do jornalismo brasileiro como uma das maiores besteiras já cometidas.

A pergunta que emerge para o autor, Mario Sergio Conti, é a seguinte: em que planeta ele vive?

Mas é algo no terreno da anedota.

Conti tem razão quando diz que ninguém morreu por conta do erro, e nem a bolsa se movimentou, ou coisas do gênero.

Conti, é verdade, vai passar para a história como aquele jornalista do Felipão.

Mas seu real pecado, na carreira, é algo muito mais sério.

Conti, como diretor de redação da Veja, comandou uma das coberturas mais abjetas e mais canalhas do jornalismo nacional: a que levou ao impedimento de Collor.

Ali a Veja mostrou, sem que ninguém percebesse, o que faria depois: o abandono completo do compromisso com os fatos na sede de derrubar inimigos.

É uma opinião que tenho desde sempre, e a compartilhei várias vezes com jornalistas da Abril nos anos em que trabalhei lá – durante e depois  do crime jornalístico feito pela Veja.

A Veja se baseou, essencialmente, em declarações. Mais que tudo, o depoimento envenenado e raivoso de Pedro Collor foi vital no material jornalístico que a revista produziu naqueles dias.

Nasceu da vingança de Pedro a célebre capa cujo título era: “Pedro Collor conta tudo”.

Meu ponto, desde o início, era o seguinte. Imagine que o irmão do presidente dos Estados Unidos batesse na porta do diretor de redação da revista Time e dissesse que tinha coisas hirríveis para contar.

A Time publicaria?

Jamais. Antes, caso achasse que ali coisas críveis, investigaria profundamente as acusações. Só publicaria com provas, primeiro porque de outra forma sua imagem jornalística ficaria arranhada. Depois porque a Justiça americana, ao contrário da brasileira, não aceita blablablás como evidências.

Num caso notável, Paulo Francis chamou diretores da Petrobras de corruptos. Como a acusação foi feita no Manhattan Connection, os executivos puderam processar Francis na Justiça americana, a despeito da pressão de FHC, então presidente, para que não agissem assim.

Os americanos pediram provas a Francis e ele nada tinha além de sua verve. Na iminência de uma multa que talvez o arruinasse, ele se atormentou. Morreu de enfarto durante o processo, e amigos atribuíram o coração quebrado ao pavor da sentença iminente.

Não espanta que, anos depois da queda de Collor, ele tenha sido absolvido no STF por ausência de provas.

Este fato é, em si, uma prova espetacular da inconsistência da cobertura da Veja.

Por trás de tudo, de todas as maldades jornalísticas praticadas pela Veja, estava Mario Sergio Conti, uma das figuras mais amplamente detestadas pelos jornalistas brasileiros.

Mario Sergio posaria, depois, como “derrubador de presidente”, o que não fez bem a sua carreira na Veja.

O dono da Veja, Roberto Civita, também gostou do título de “derrubador de presidente”, e a revista, embora grande, era pequena demais para dois derrubadores.

RC, pouco depois, deu um jeito de mandar embora Conti. (Antes de ser demitido, ele teve a chance de inventar Mainardi como colunista.) Foi uma demissão florida: Conti teve dois anos remunerados ao longo dos quais escreveu Notícias do Planalto, um livro sobre o episódio Collor.

É um livro no qual ele bajulava todos os donos de jornais e revistas, e ao mesmo tempo atacava jornalistas dos quais não gostava, a começar pelo homem a quem devia o cargo de diretor da Veja, JR Guzzo.

Um dia o jornalismo brasileiro haverá de realizar um trabalho arqueológico sobre o caso Collor.

E então se perceberá que a origem do horror em que a Veja se transformou nos últimos anos estava ali, sob as mãos malévolas de Mario Sergio Conti, o cara do Felipão.

DCM: Conti inaugurou o padrão Veja de jornalismo | Brasil 24/7

19/06/2014

Folha é sósia do boimate

Filed under: Boimate,Judith Brito,Nueva Konigsberg,Sósia de Felipão — Gilmar Crestani @ 8:11 pm
Tags: ,

Folha HoróscopCredibilidade é tudo. Confiança é o segredo basilar do mercado onde se negocia informação. Depois do Boimate e Nueva Konigsberg pela Veja, a Folha entrevista sócia de Felipão. Não fosse a internet, que desmente dia a dia toda manipulação organizada pelos a$$oCIAdos do Instituto Millenium e ainda estaríamos acreditando que não houve ditadura, mas ditabranda

Essa Judith Brito e sua oposição astrológica…

Erramos: Felipão não falou com colunista da Folha

DE SÃO PAULO

19/06/2014 00h18

Diferentemente do que foi publicado no site da Folha, o técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, não falou com o colunista Mario Sergio Conti.

Quem falou ao jornalista foi um sósia do treinador, Vladimir Palomo.

Felipão não estava em um voo do Rio para São Paulo. Ele passou o dia em Fortaleza.

O texto também foi publicado pelo site do jornal "O Globo", do qual Conti é colunista.

Mario Sergio Conti pede desculpas a Scolari, a Palomo e aos leitores pela confusão.

Erramos: Felipão não falou com colunista da Folha – 19/06/2014 – Folha na Copa – Esporte – Folha de S.Paulo

08/10/2013

Cubanos x Policarpo Junior

Filed under: Boimate,Cubanos,Nueva Konigsberg — Gilmar Crestani @ 9:10 pm
Tags: , ,

Depois que a Veja tornou pública a miscigenação do tomate com o boi, o tal de Boimate, todos os celetistas da Veja deveriam ser internados na Nueva Konigsberg

O Roda Viva e a fábula dos lutadores cubanos deportados

ter, 08/10/2013 – 11:59

Luis Nassif

Atualizado às 12:00

Participei ontem do Roda Viva entrevistando o governador gaúcho Tarso Genro.

Tarso é um dos bons formuladores do PT, empenhado em prospectar o que seria o novo tempo político, para se fugir da polarizzação política atual.

É crítico da atuação do PT e é crítico da atuação do STF (Supremo Tribunal Federal) no julgamento da AP 470.

No geral, um programa de bom nível, onde a velha polarização se fez presente através de um dos entrevistadores. Um dos pontos levantados foi o caso dos boxeadores cubanos – que vieram para o Panamericano. Repetiram-se todas as acusações formuladas na época.

Que os boxeadores pediram asilo e o asilo lhes foi recusado; que tanto eles queriam fugir de Cuba que voltaram mas, logo depois, fugiram novamente; que o Brasil concedeu asilo a Battisti, que é criminoso, e deportou os cubanos.

Tarso explicou rapidamente que o pedido para voltar para Cuba partiu deles; que os depoimentos foram acompanhados por representantes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e do Ministério Público. E mais não disse, porque havia outros temas a serem tratados. Mas o jornalista insistiu que, se fosse da vontade deles voltar paa Cuba, não haveria por quê, pouco tempo depois, terem fugido novamente.

As versões e o fato

O episódio é um dos exemplos clássicos da manipulação da notícia, naqueles tempos em que o contraponto se limitava a poucos blogs. Os  quatro grandes grupos bateram por semanas na tese de que o asilo tinha sido negado aos cubanos.

Coube ao Extra – o tabloide das Organizações Globo – o furo jornalístico da época. E pela única razão de que, não fazendo parte do mainstream da opinião, não ficou sob vigilância estrita. Com isso, ganhou  alguma liberdade para fazer jornalismo.

Repórteres do Extra reconstituiram o período entre o abandono da delegação cubana e a chegada na delegacia de polícia – na qual, solicitaram a volta para Cuba.

Os dois boxeadores foram na conversa de um manager alemão malandro. O sujeito contratou algumas prostitutas e o grupo ficou alguns dias na esbórnia em um motel dos arredores.

Terminada a farra, caiu a ficha dos cubanos sobre o risco de ir para a Europa com o tal manager. Entraram em pânico, não conheciam nada do Rio, pegaram um táxi e foram parar em uma delegacia, pedindo para voltar para Cuba.

Seguiu-se o imenso alarido da imprensa, mesmo o Ministério da Justiça informando que já havia concedido asilo a outros atletas, que o depoimento dos cubanos foi acompanhado por representantes da OAB e do Ministério Público.

De nada adiantaram os fatos – ora, os fatos -, as explicações e a reportagem do Extra. Foram deportados – e não se fala mais nisso… Para se ver livre do estorvo, o Ministério da Justiça enviou-os em avião oficial para Cuba. O alarido aumentou mais ainda. Era como se eles tivessem sido despachados presos e algemados para a ilha.

Nada disso foi contado por Tarso, até por respeito aos cubanos. E lhe valeu o questionamento final do entrevistador que insistia na tese da deportação: Se eles queriam voltar para Cuba, porque fugiram logo depois?

A resposta de Tarso foi óbvia: obviamente porque não lhes agradou voltar.

Poderia ter sido mais específico: fugiram porque, na segunda vez, encontraram um manager mais confiável.

Mas a falta de respeito ao "senhor fato", produto maior e mais nobre do jornalismo, permite até hoje que susbsistam essas versões da "deportação".

Do Extra

Cubanos foram deixados por olheiros em Araruama

Camilo Coelho e Gabriela Moreira – Extra

RIO – Rigondeaux e Lara ficaram a maior parte do tempo em companhia do agenciador alemão Thomas Doering e de um olheiro cubano, que vive fora do país e foi identificado apenas como Alex. Foram os dois que aliciaram a dupla, planejaram uma fuga e lhe prometeram vida milionária na Alemanha. A convivência entre os dois boxeadores e os dois agenciadores foi harmônica até um determinado momento (participe do fórum: Qual mensagem você gostaria de enviar aos boxeadores cubanos que fugiram da Vila do Pan e depois se entregaram para voltar à ilha de Fidel Castro?).

Eles ficaram hospedados na Pousada Pedras Brancas, em Itaipu, Niterói, e diariamente pegavam um táxi para se divertir.

Foram dias de farra: compras de roupas, videogames, tênis, relógios, perfumes e muitas prostitutas. O grupo fez orgias em motéis e boates de Copacabana, Niterói e Araruama.

Ele passou a perna numa conhecida agência européia que estava de olho nos cubanos

Um taxista, que pediu para não ter o nome revelado, serviu de guia para o grupo durante todo o tempo. Ele revelou que o alemão negociava o passe dos boxeadores com alguém por telefone.

– Ele passou a perna numa conhecida agência européia que estava de olho nos cubanos. Como ele chegou primeiro, começou a fazer leilão – contou.

Esse, no entanto, não foi o único problema. Assustado com a repercussão do caso e temendo que os boxeadores fossem reconhecidos, o grupo decidiu trocar de cidade: em 30 de julho, o alemão Thomas, o olheiro cubano e os dois boxeadores se bandearam para Araruama.

Rigondeaux e Lara acabaram abandonados pelo alemão e pelo olheiro no dia 1º de agosto. Eles deixaram uma mala de dinheiro com os cubanos, pegaram um táxi e embarcaram para a Alemanha. Um dia após serem abandonados, os boxeadores desistiram da fuga e pediram socorro.

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/cubanos-foram-deixados-por-olheiros-em-araruama-715366.html#ixzz2h8tQPtUR

Ra a ilha

O Roda Viva e a fábula dos lutadores cubanos deportados | GGN

04/07/2013

Acredita na Veja? Relinche!

Os leitores da Veja que mesmo depois dos vexames do Boimate e da Nueva Konigsberg continuam acreditando merecem. Nunca foi tão apropriada a cor de m. destas páginas.

"Herói" incensado por Veja age à extrema direita

:

Maycon Freitas, personagem desta semana das Páginas Amarelas da revista Veja, tem página no Facebook repleta de mensagens antidemocráticas, preconceituosas e violentas; "Galera, tive uma ideia: que acham de eu ir lá no Congresso em Brasília, me acender e tocar fogo geral?", pergunta ele, que postou foto sua com roupas de combate e fuzil na mão; dublê da Rede Globo, onde trabalhou no policial Linha Direta, ele é direto e grosso no que pensa sobre respeito ao ser humano: "E vai tomar no c… quem é a favor dos direitos humanos"; Veja deve desculpas a seus leitores; a não ser que concorde com o que Maycon diz a todos

4 de Julho de 2013 às 20:36

247 – Veja já teve mais critério ao selecionar entrevistados para suas "páginas amarelas", ou, na verdade, é o contrário: agora sim é que Veja tem nitidamente um critério ideológico para eleger seus entrevistados. No caso, o "jovem" e "técnico de segurança do trabalho que vive de bicos e já trabalhou como camelô e dublê" Maycon Freitas, de 31 anos.

Uma pesquisa básica no Facebook e nas mensagens de Twitter postadas pelo mesmo Maycon Freitas mostra que ele simpatiza com ideias típicas de extrema direita, dissemina a homofobia e cultua a violência. Um perfil real que não aparece em uma linha sequer da entrevista publicada pela principal revista do Grupo Abril, feita por Álvaro Vale. Ali, Maycon surge como um líder forte e renovador, que detesta os partidos e os políticos, mas que renega a violência. Bem diferente do que ele realmente é, dito por si mesmo:

"Marcelo Freixo, vai dar meia hora de c… com o relógio parado e chupar um canavial de rola, seu filho da puta. Direitos humanos é o caralho, seu FROUXOOOOO!!!!!!", postou ele, por exemplo, em sua página, a respeito do deputado estadual do Rio de Janeiro.

Entre fotografias em que aparece ao lado da estrela Xuxa, da Rede Globo, Maycon postou a si próprio vestido como policial militar, de fuzil na mão. Explica-se: Maycon trabalhou sim como dublê, e isso foi para a Rede Globo, no programa Linha Direta, que explorava casos policiais de maneira romanceada..

Em poucas palavras, numa postagem anterior, ele definiu sua posição sobre direitos humanos, garantidos à humanidade desde a Declaração Universal, de 1948:

"E vai tomar no c… quem é a favor de direitos humanos", cravou Maycon, como se estivesse espetando uma baioneta no coração da democracia.

Foi esse "jovem" para o qual Veja desta semana, nas bancas, abriu sua seção considerada mais nobre, de três páginas.

Além de ser um rematado reacionário, que nitidamente não tem sintonia ideológica nenhuma com a grande maioria dos jovens, esses sim, universitários que saíram às ruas de todo o País, Maycon é um louco incendiário. Exagero? Abaixo,uma de suas últimas postagens em sua página no facebook:

"Galera, tive uma ideia.
Que acham de eu chegar la no congresso em Brasilia, me acender e tacar fogo em geral? (abaixo)", perguntou o entrevistado de Veja. Não nas paginas amarelas, mas depois, em sua página no Face, sob efeito da entrevista que o tornou famoso.

Ao abrir a revista para um personagem desse calibre, mesmo em nome da ideologia que defende, a revista Veja cometeu uma grande falha de apuração, tendo apresentado a seus leitores apenas uma parte – e a mais rósea delas – de um cidadão cujas ideias são extremamente prejudiciais à democracia. Deve a publicação desculpas a seus leitores, a não ser que concorde com o que pensa o "herói" Maycon.

Leia, ainda, texto de Paulo Nogueira, ex-diretor da Abril, sobre o entrevistado de Veja, no Diário do Centro do Mundo:

O heroi da Veja diz que bandido bom é bandido morto

Maycon Freitas é a vanguarda do atraso.

Desequilibrado, agressivo e fanático: o heroi da Veja

Obtusidade? Má fé cínica? Ambas?

Faça sua escolha.

Tantos jovens brilhantes emergindo nos protestos, e eis que a Veja consegue escolher, para dar nas suas Páginas Amarelas, um certo Maycon Freitas que tem sido, justificadamente, chamado de ‘débil mental’ nas mídias sociais.

Maycon, segundo a Veja, teria se destacado nas manifestações do Rio.

Wellington diria que quem acredita nisso acredita em tudo, mas o ponto não é a liderança, ou pseudoliderança, que ele possa ter exercido.

São suas ideias, cruamente expostas em sua página no Facebook.

Uma mensagem conta quase tudo.

“Marcelo Freixo, vai dar meia hora de cu com o relógio parado e chupar um canavial de rola, seu filho da puta. Direitos humanos é o caralho, seu FROUXOOOOO!!!!!!”

Outra mensagem de Maycon afirma o seguinte: “Bandido bom é bandido morto”.

Maycon se declara presidente de uma certa UCC, União Contra a Corrupção.  Não se sabe direito o que ele faz quando você percorre sua página.

Numa hora, ele aparece vendendo dólares e aparelhos eletrônicos. Mas num vídeo que circula hoje pela internet ele diz, histericamente, ser funcionário da Globo.

Viaja muito, e publica fotos das viagens, muitas delas sem camisa. Diz ser faixa preta de alguma luta marcial, para enfrentar pessoas maiores.

Seu heroi, claro,  é Joaquim Barbosa, o “guerreiro”.

“Fique firme, suporte com galhardia e não esmoreça jamais”, escreveu ele sobre JB. “Toda a nação depende do senhor.”

Aprecia também o promotor paulista Rogério Zagallo, que recentemente sugeriu que a tropa de choque paulistana abrisse fogo contra manifestantes do MPL.

A terra de sua adoração são os Estados Unidos. Ele vibrou quando a família do jovem acusado em Boston não encontrou cemitério. “Por isso que sou fã dos EUA. Enterrar vagabundo é o cacete. Manda pro Brasil. Aqui vagabundo tem direito.”

O Brasil é um “país de merda”, por este tipo de coisa, composto por um “povo de merda”.

Em outro texto, ele diz: “E vai tomar no cu quem é a favor de direitos humanos”.

Ele diz que é vascaíno ao publicar uma foto de uma latinha de Coca Zero com a inscrição “Flamerda”.

Teme a ‘ditadura comunista’, bem como a ‘ditadura bolivariana’, e isso mostra que ele é, essencialmente, um homem assustado.

Importante notar: ele é irrelevante. Não influencia ninguém.

Seus posts no Facebook, pré-Amarelas, em geral não tinham nenhum comentário e nenhum “curti”.

Alguns raros tinham duas ou três manifestações, uma das quais vinha sempre de sua mulher, Cris.

Nada da mente fanática de Maycon apareceu na entrevista, feita pelo jornalista Álvaro Vale, ao qual ele agradeceu a gentileza no Facebook.

Álvaro é um jornalista de verdade? Se é, por que não confrontou Maycon com algumas de suas aberrações publicadas? Um dia talvez ele, Álvaro, se dê conta de quanto sua reputação se mancha ao fazer um jornalismo tão desonesto.

Você lê e se pergunta: é esse o Brasil que emergiu?

Só para a Veja.

Queremos um Brasil à imagem e semelhança de Maycon Freitas?

Talvez a Veja queira.

Mas os brasileiros de bem não querem isso.

"Herói" incensado por Veja age à extrema direita | Brasil 24/7

21/09/2012

Ao vivo, direto da cidade paraguaia de Nueva Konigsberg

Filed under: Boimate,Federico Franco,InVeja,Nueva Konigsberg,Paraguai,Roberto Civita — Gilmar Crestani @ 8:40 am

Como sabemos, Federico Franco nasceu na cidade de Nueva Konigsberg. Este lugar foi criado pela Veja especialmente para que lá pudesse nascer o modelo Civita de cidadão. A assoCIAção de Federico Franco com a Veja derivam do consumo do Boimate!

Será que Civita vê o Brasil como um grande Paraguai?

Edição 247:

Uma nota assinada por seis partidos políticos enxergou na última capa de Veja o embrião de um golpe, semelhante ao que levou Getúlio Vargas ao suicídio e afundou o Brasil numa ditadura de 21 anos. Um precedente acaba de ocorrer no país vizinho, agora governado por Federico Franco. Acusada de golpista, Veja tem, agora, a obrigação de provar suas acusações contra Lula, apresentando a fita que, aparentemente, não tem

21 de Setembro de 2012 às 06:23

247 – O empresário Roberto Civita, dono do grupo Abril, decidiu jogar truco com a democracia no Brasil. Na semana passada, Veja publicou uma capa em que o ex-presidente Lula é acusado de chefiar o mensalão, numa “entrevista” já negada pelo próprio “entrevistado”, o empresário Marcos Valério de Souza. Ato contínuo, diversos colunistas de meios de comunicação relevantes passaram a tratar como “declarações”, aquilo que o próprio “declarante” negava. Na terceira etapa, presidentes de três partidos políticos (PSDB, DEM e PPS), anunciaram a propositura de ações judiciais contra o ex-presidente Lula após o período eleitoral.

Há, portanto, um movimento em marcha para conter a força de Lula, que, segundo uma pesquisa recente da CNT/Sensus, se reelegeria com quase 70% dos votos, caso fosse candidato em 2014. Essa manobra acaba de ser denunciada numa nota conjunta assinada por seis partidos: PT, PSB, PMDB, PDT, PC do B e PRB. “Valendo-se de fantasiosa matéria veiculada por Veja, pretendem transformar em verdade o amontoado de invencionices colecionado a partir de fontes sem identificação. As forças conservadoras revelam-se dispostas a qualquer aventura. Não hesitam em recorrer a práticas golpistas, à calúnia e à difamação, à denúncia sem prova”, diz o documento, dirigido pelos partidos à “sociedade brasileira”.

O documento compara ainda a situação atual a dois momentos trágicos da história brasileira: o que levou Getúlio Vargas ao suicídio, com as denúncias udenistas do “mar de lama”, e o que derrubou João Goulart, empurrando o Brasil para uma ditadura de 21 anos. Há, ainda, na América Latina, um ambiente neogolpista, desde a deposição de Fernando Lugo, no Paraguai, que foi sucedido por Federico Franco – personagem que, com cara de bom moço, concedeu entrevista às páginas amarelas de Veja dizendo que “os generais foram leais à pátria”.

No jogo de truco, a carta mais forte é o Zap. E Veja, aparentemente, não a possui. A tal “entrevista” com Marcos Valério, ao que tudo indica, não possui fita ou registro. Seria apenas um amontoado de declarações supostamente ditas a supostos interlocutores. Como tudo indica que Veja blefou no seu truco antidemocrático, os partidos agora devolveram a bola para a revista Veja. Para negar suas intenções golpistas, a revista, desafiada por várias forças políticas, só tem uma alternativa: apresentar a fita e provar suas acusações contra Lula.

Caso contrário, a tentativa de golpe paraguaio terá sido desmascarada já no nascedouro.

Será que Civita vê o Brasil como um grande Paraguai? | Brasil 24/7

15/05/2012

A revista lisérgica: Lucy in the Sky

Filed under: Boimate,CPI da Veja,Lucy in the Sky,Nueva Konigsberg — Gilmar Crestani @ 10:03 am

Veja: do Boimate à Lucy in The Sky, passando por Nueva Konigsberg, no Paraguai…

publicada segunda-feira, 14/05/2012 às 16:02 e atualizada segunda-feira, 14/05/2012 às 18:48

Lucy in the Sky with Diamonds: jornalismo lisérgico

por Rodrigo Vianna

A revista “Veja”, antes da curiosa parceria com o bicheiro Cachoeira, era conhecida pela criatividade. Não deixa de ser uma boa qualidade no jornalismo: textos, títulos, ilustrações criativas são sempre benvindos. Desde que se baseiem em fatos.

Fatos não são o forte de “Veja”: dólares para o PT trazidos em caixas de whisky (que ninguém nunca viu), contas no exterior de gente ligada ao lulismo (jamais  encontradas, mas noticiadas como verdadeiras), queda de Hugo Chavez em 2002 (comemorada antes da hora,  com uma capa vergonhosa), grampo sem áudio (hoje, graças a outros grampos com áudio do esquema cachoeira, sabe-se porque o grampo sem áudio virou notícia na “Veja”)…

A lista é enorme, e não se restringe à política.  A “Veja” é crédula. Acreditou no Boimate  (o episódio, ridículo, foi estrelado por um rapaz chamado Eurípedes Alcântara, então editor de “Ciência” da revista), uma brincadeira de primeiro de Abril de uma agência internacional. Por conta de tanta credulidade, a revista noticiou como verdadeio o cruzamento de boi com tomate. Genial. Tão genial que o rapaz depois viraria diretor de redação da revista.

A “Veja” – é bom lembrar – acredita em recomendar remédios (milagrosos) para emagrecer, na capa. De forma irresponsável. O remédio na verdade serve para diabetes, e sumiu das prateleiras. Uma história até hoje mal explicada.

A revista mais vendida do país, com pouco apego aos fatos, tornou-se também sisuda, malcriada, irascível. O fígado dos Civita e de seus rapazes deve doer demais. Eles deveriam relaxar um pouco.  Na última edição até que tentaram. Para responder às críticas avassaladoras contra a estranha parceria Abril-Cachoeira – que levaram “Veja”, 4 semanas seguidas,  para os “TTs” no twitter – os editores decidiram atacar. Acusaram o PT (Globo e Veja são os únicos órgaõs de comunicação do país, na companhia do Professor Hariovaldo, que acreditam piamente na existência dos “radicais do PT”) de comandar uma campanha orquestrada no twitter.

O malvado Rui Falcão (presidente do PT) teria chefiado tudo. Utilizando, vejam só, perfis falsos no twitter. Ou seja: os radicais lulopetistas utilizaram “robots” para atacar a revista dos homens bons da pátria. A “Veja” faz bem em gritar. Radicais! Mosquitos stalinistas! Formigas esquerdistas! Quem sabe esses gritos diminuam o ruído da cachoeira… Um dos “robots” lulopetistas a “Veja” decidiu nomear: tem o nome sugestivo de @Lucy_in_Sky_.

Pois bem. O twitteiro @página2 decidiu fazer o que Veja não gosta de fazer: checar informações. Descobriu que @Lucy_in_Sky_ existe sim! A entrevista da twitteira – que existe, contra a vontade da revista – pode ser lida aqui, no blog do Eduardo Guimarães.

O resumo de tudo isso é o seguinte: “Veja” dá destaque – de forma criativa – a fatos que jamais existiram. Em contrapartida, agora acusa (!?) de não existir pessoas que de fato existem!

Engraçadíssima a “Veja”. Deixou-se embalar pelo jornalismo lisérgico.  Cachoeira já sabia: esses rapazes da marginal estão à frente de seu próprio tempo. Brigar com as redes sociais é, de fato, atitude muito inteligente!

Lucy in the sky with diamonds!!!

===

PS: na primeira versão desse texto, o Escrevinhador cometeu uma falha gravíssima – confundiu Mario Sabino com Eurípedes Alcântara. Alertado por “robots” stalinistas que já estiveram inscrustrados na editora Abril, acabamos de fazer a correção, dando crédito pelo brilhante Boimate ao homem bom Eurípedes Alcântara.

Leia outros textos de Radar da Mídia

A revista lisérgica: Lucy in the Sky – Escrevinhador

31/12/2011

De boimate, Nueva Konigsberg & Fakeyou

Filed under: Boimate,Nueva Konigsberg — Gilmar Crestani @ 6:38 am

O a$$oCIAdos do Instituto Millenium, o bastardo mais novo da SIP, adoram falar mal da Argentina, só para agradarem o Grupo Clarin. E tudo o que o governo de lá faz, é ruim. Então caíram mais uma vez no conto do primeiro de abril. Se de um lado está a perseguição insana, de outro está o complexo de vira-lata. Afinal, falar mal de governos de esquerda é o esporte predileto do PIG. E se a matéria vier pronta de fora, melhor. Depois do Boimate e da Nueva Konigsberg da Veja, o UOL dá sua barrigada de final de ano…

Argentina bane vendas do iPhone e BlackBerry para alavancar economia [FAKE!]

autor: risastoider

O governo da Argentina bloqueou temporariamente as vendas de certos equipamentos eletrônicos importados, como o iPhone e toda a linha BlackBerry, em uma tentativa de estabilizar a economia do país. A Apple e a RIM correspondem a 60% do mercado de smartphones por lá.
Outros grandes fabricantes, como a Microsoft, Nokia, Motorola, LG e Samsung, conseguiram escapar da medida porque possuem fábricas no país.

De acordo com o Electronista, a iniciativa vem após uma lei que acrescentou uma taxa de mais 20,48% sobre o imposto de 21% cobrado normalmente por eletrônicos fabricados fora do país. Essas medidas procuram diminuir a inflação e elevar o valor do peso argentino em comparação com o dólar americano.
As autoridades garantem que o banimento será cancelado assim que a economia estiver estabilizada. Enquanto isso, a RIM já está procurando um parceiro para produzir os aparelhos no país, escapando da determinação. Quanto à Apple, ainda não há sinais de que a companhia pretenda fazer o mesmo.

Argentina bane vendas do iPhone e BlackBerry para alavancar economia [ Adrenaline.com.br ]

Blog no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: