Ficha Corrida

19/12/2015

Pecunia non olet; sed Aécio, olet

Enquanto a Vasa Jato mantém sua obsessão pela caçada ao Grande Molusco, o latim deita e rola nas esferas golpistas.

Como não lembrar, diante das altas cifras que correm pelas altas esferas, que foram exatamente estas personagens que mais duramente combateram a CPMF? Michel Temer, Eduardo CUnha, Rede Globo, Folha, Veja, Estadão, RBS, Marcola, Fernandinho Beira-Mar, famiglia Perrella, Aécio Neves, Marco Feliciano, Silas Malafaia lutaram bravamente contra a CPMF. Claro, e eles não o fizeram sem motivo. Se houvesse CPMF, esses milhões roubados e traficados pagariam CMPF. E com a migalha da CPMF poder-se-ia ter um sistema de saúde ainda melhor. São da mesma turma dos impostores do impostômetro. Não existiria Michel Temer sem uma FIESP sonegadora e golpista. Nem Marcola e seu PCC, contra quem a FIESP não se levanta. Por quê?! Por que a FIESP não financia uma companha contra o narcotráfico? Simples, ninguém dá tiro no próprio pé.

Todo cidadão que quer ver e viver numa sociedade mais justa deveria lembrar, ao lembrar do que se opõem a CPMF, outra contribuição do Imperador Vespasiano “Pecunia non olet”…

O latim do Temer – II: Simia spectat tuo cauda.

Por Fernando Brito · 19/12/2015

cesar

Prezado Vice-Presidente Michel Temer,

Tomo  liberdade de escrever esta humilde cartinha, a segunda, de novo inspirado no seu amor pelo latim, expresso na carta que o senhor enviou a Dilma Rousseff e tanto furor causou  com aquele “verba volant, scripta manent” com que ela se inicia.

Dada a sua erudição, hoje facilmente compensada pelo tradutor do Google, tomo a liberdade de repetir na língua de Virgílio o que eu, garoto, muitas vezes ouvi em português, da minha velha avó, lá no IAPI de Realengo.

Simia spectat tuo cauda.

Como seu latim é bom, ao contrário do meu, traduzo apenas para os que não compreenderam:

Macaco, olha o teu rabo….

Pois é…

Agora que encontraram no celular de Eduardo Cunha a mensagem de que uma doação de R$ 5 milhões feita ao senhor – ou por seu intermédio – furou a fila das verbas destinadas pela empreiteira OAS  para a “turma” – está escrito assim na mensagem – do PMDB, como é que fica o seu afetado ascetismo?

Ninguém, claro, o acusa de ter o animus furandi, a intenção de roubar, até porque auctori incumbit onus probandi, quem acusa tem a obrigação de cobrar, como se dizia antes do “neodireito” do Dr. Sergio Moro, que dispensa estas formalidades.

Mas o senhor certamente conhece a cítara Accusans debet esse melior accusato, que significa que quem aponta o dedo aos defeitos alheios deve ser melhor do que o acusado.

E como fica agora o senhor, que sabe que o dinheiro da política vem das empresas, mas que não se peja em servir-se da hipocrisia de que só um partido o faz, quando o seu também faz e, como indica a mensagem, o senhor também faz?

Acta, non verba, Dr. Temer, atos e não palavras servem para avaliar as pessoas.

Se o senhor intermediou uma doação empresarial para seu partido, se Eduardo Cunha era o “contador” que zelava para que não se “furasse fila” na caixinha, certamente está degraus abaixo da integridade moral de daquela que vem buscando derrubar, servindo-se da “onda” que se faz com aquilo que, sabe o senhor, é mais antigo na política que a Sé de Braga.

Talvez seja, aliás, por isso que suas funções fossem decorativas, para evitar que tais práticas pudessem interferir na administração partidas nada mais, nada menos, que do segundo da República.

Mas a sua carta, Dr. Temer, é já prevista no Corpus Juris Civilis, com que Justiniano lançou, desde Constantinopla, há um milênio e meio, as bases do civilismo: Acta simulata veritatis substantiam mutare non possuntos atos simulados não podem mudar a essência da verdade.

E a verdade essencial é que seus atos, como a carta, são movidos e estão impregnados pela traição e pela ambição.

Como, na Roma de Vespasiano, escreveu Caio Tácito:  Acribus initiis, incurioso fine.

Quando os princípios são ruins, são desgraçados os seus fins.

O latim do Temer – II: Simia spectat tuo cauda. – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

28/10/2011

Non olet nem…

Filed under: Crise Financeira Européia,Non olet,Prostituição — Gilmar Crestani @ 8:32 am
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Vespasiano teria inventado o imposto desvinculado do pudor. Quando o acusaram de tributar as latrinas, respondeu: non olet. Não cheira. O dinheiro oriundo da tributação das latrinas tem o mesmo cheiro de qualquer outra origem. Agora Sevilha, na Espanha, expandiu o conceito: Non olet nem fode. Tudo em nome da crise. Não fode, Sevilha!

El Ayuntamiento de Sevilla multa desde hoy a los clientes de la prostitución

La ordenanza municipal prevé sanciones de entre 750 y 3.000 euros

REYES RINCÓN – Sevilla – 28/10/2011

La Policía Local de Sevilla ya puede multar a los clientes de prostitución. Hoy entra en vigor la ordenanza municipal para luchar contra la prostitución y la trata con fines de explotación sexual, que prevé sanciones de entre 750 y 3.000 euros para los clientes de estas prácticas. Desde finales de agosto, la policía ha realizado un centenar de actuaciones contra la prostitución callejera en zonas en las que es habitual la presencia de prostitutas. En este tiempo, los agentes han identificado a más de 100 prostitutas y se han levantado 38 actas a clientes.

A estas actuaciones se le suma una llevada a cabo el pasado 2 de septiembre con la colaboración de la Brigada de Extranjería del Cuerpo Nacional de Policía en la que se actuó de forma simultánea en la calle Emilio Lemos (en Sevilla Este), Santo Domingo de la Calzada, Carretera Su Eminencia y el polígono Carretera Amarilla. En este dispositivo se identificó a 21 mujeres, de las que 11 fueron detenidas por estancia regular en el país.

"El gobierno está trabajando para erradicar esta forma de explotación a las mujeres y castigar a los clientes y a los proxenetas", señaló ayer, a través de un comunicado, la delegada de Familia, Asuntos Sociales y Zonas de Especial Actuación del Ayuntamiento de Sevilla, Lola de Pablo-Blanco. Su Concejalía tiene elaborada una guía en la que están recogidos todos los recursos sociales que el Ayuntamiento ofrece para las mujeres víctimas de la prostitución. El documento está en castellano, pero que está previsto que sea traducida a otros idiomas, teniendo en cuenta que muchas de estas mujeres son de procedencia extranjera.

Además, el servicio de Emergencias Sociales del Ayuntamiento también se acerca a estas mujeres, sin presencia policial, para ofrecerles e informarles de los recursos sociales.

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