Ficha Corrida

17/09/2016

O que é o assassinato de Lula para os que já assassinaram a democracia com golpe?!

NYT mauricio

Días oscuros

Por Alberto Ferrari Etcheberry *

“Días oscuros para la democracia brasileña”: así sintetizó The New York Times las consecuencias de la destitución (impeachment) de la presidente Dilma Silva Rousseff. Un resultado cantado: en abril un leak mostraba al vice Michel Temer ensayando el discurso de asunción de la presidencia. Había un consenso generalizado sobre los cargos: irrelevantes para The New York Times, de menor cuantía para Financial Times; minucia contable para El País que explicaba: el retraso por parte del Gobierno en reembolsar un pago efectuado por un banco público a un programa estatal. Son las “pedaladas” que han usado todos los presidentes; sin duda Fernando Henrique Cardoso hoy con sus tucanos la vanguardia del ataque a la presidente. También Para The Economist se usó “un pretexto flojo (flimsy) aunque perfectamente legal”, que contradice su correcta definición anterior: “los presidentes solamente pueden ser destituidos por actos criminales cometidos durante su mandato corriente. No hay prueba contra la Presidente…y ninguno cree que se haya enriquecido…El impeachment llevaría a una caza de brujas.” Además en un sistema no parlamentario aceptar esto como proceso constitucional equivale a reconocer que un poder legislativo puede imponer lo que se le ocurra. Queda claro: se formalizó una decisión tomada mucho antes inventando una causa en una conducta habitual que permite a pocos lo que se niega a muchos: “proibido mais tolerable”: se rechaza a Dilma lo que se acepta para sus juzgadores. Ocurrió contra el presidente Lula con el mensalâo: su antecesor Fernando Henrique le imputaba comprar votos de legisladores, lo hecho casi públicamente por él para lograr su reelección. Con Dilma, ni los más duros invocaron la corrupción; era obvio: de los 81 senadores/jueces, 47 son procesados por corrupción y 15 condenados. Elemental sentido común: Eduardo Cunha abandonó la presidencia de la Cámara de Diputados por una cuenta suiza con cinco millones de dólares de coimas de Petrobras, aunque se le permitió seguir como principal atacante.

¿Y Dilma? No es ajena a esta tragicomedia. El famoso Joâo Santana resumió lo que sería un presagio: “Votaron a una persona y eligieron a otra”. Dilma asumió el 1 de enero de 2015 designando ministro a Joachim Levy, chicagoboy y banquero para cumplir el programa liberal del derrotado Aecio Neves. Como en 1999: Fernando Henrique venció a Lula sosteniendo la paridad del real con el dólar; asumió y se produjo la devaluación que propugnaba Lula. Dilma fue más allá: dejó la economía a Levy y las negociaciones políticas a Temer. Había ignorado las relaciones externas: en los primeros seis meses de 2015 viajó más que en esos cuatro años anunciando privatizaciones y apertura comercial como ocurrió en Estados Unidos junto a Obama. Reconoció públicamente los reclamos del capital: 9 veces dijo humildad y 12 diálogo. Pretendía ser otra ante una crítica generalizada: carece de carisma, competencia y humildad, inexperta, arrogante, autócrata, carácter violento, retó públicamente al Banco Central y no ocultó su disgusto con aliados que dejarían el barco ante su debilidad.

Lava Jato y el juez Moro aceleraron la destitución que lograda se pretende esfumarla: lo han dicho ministros ya renunciados de Temer cuyo rumbo será el de sus apoyos y los tucanos con J.Serra en Itamaraty sonriendo a Obama. Lava Jeto ha corrido el velo sobre la corrupción endémica que uniendo hipocresía y cinismo es motor de la política, la justicia y el gran capital. No es cierto que el PT sea un principal responsable pero sí lo es que no ha mantenido la limpidez que lo prestigió. Debe autocriticarse y es necesario pues es el único partido político y único representante de los de abajo: aceptar a la corrupción como el principal desafío. El vicepresidente de Bolivia ha dicho: si se infecta un dedo hay que cortarlo; a los movimientos populares no se les acepta lo que es norma en los que responden a los intereses creados. El PT no lo entendió pero no está muerto y es difícil que Temer supere el rechazo actual.

* Director del Instituto de Estudios Brasileños de la Untref.

Página/12 :: El mundo :: Días oscuros

18/11/2015

Deu no New York Times

Depois desta resta aos vira-latas sarnentos arrastarem o traseiro no chão para coçar o rabo. Acabou a política subserviente daquele que mandava seus diplomatas tirarem os sapatos para entrar nos EUA. E foi com esta altivez que os EUA começaram a respeitar o Brasil. Barack Obama declarou que Lula é o cara. Dilma, após a revelações de Edward Snowden, deu o troco e deixou os EUA rastejando. Nossos vira-latas estão morrendo de ódio, o que só faz aumentar a perseguição ao Lula e à Dilma.

Mas também se equivoca o NYT, pois a Rede Globo só ilude seus midiotas. Qualquer pessoa dotada de um mínimo de inteligência já sabe que uma vez golpista, golpista sempre. O povo não é bobo!

The New York Times detona a Globo: "TV que ilude o Brasil"

The New York Times faz crítica-denúncia à Rede Globo: "TV irrealidade que ilude o Brasil"

Globo New York Times

A jornalista Vanessa Barbara apresentou uma dura crítica à Rede Globo em sua coluna no The New York Times na última semana.

No artigo traduzido e veiculado no Brasil pelo UOL, a também colunista do Estadão e editora do site literário “A Hortaliça”, analisou um dia de programações da emissora e descreveu o ato de assistir ao canal como “se acostumar a chavões e fórmulas cansadas”.

As críticas vão dos telejornais aos talk shows e novelas.

Veja o texto na íntegra:

No ano passado, a revista “The Economist” publicou um artigo sobre a Rede Globo, a maior emissora do Brasil. Ela relatou que “91 milhões de pessoas, pouco menos da metade da população, a assistem todo dia: o tipo de audiência que, nos Estados Unidos, só se tem uma vez por ano, e apenas para a emissora detentora dos direitos naquele ano de transmitir a partida do Super Bowl, a final do futebol americano”.

Esse número pode parecer exagerado, mas basta andar por uma quadra para que pareça conservador. Em todo lugar aonde vou há um televisor ligado, geralmente na Globo, e todo mundo a está assistindo hipnoticamente.

Sem causar surpresa, um estudo de 2011 apoiado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou que o percentual de lares com um aparelho de televisão em 2011 (96,9) era maior do que o percentual de lares com um refrigerador (95,8) e que 64% tinham mais de um televisor. Outros pesquisadores relataram que os brasileiros assistem em média quatro horas e 31 minutos de TV por dia útil, e quatro horas e 14 minutos nos fins de semana; 73% assistem TV todo dia e apenas 4% nunca assistem televisão regularmente (eu sou uma destes últimos).

Entre eles, a Globo é ubíqua. Apesar de sua audiência estar em declínio há décadas, sua fatia ainda é de cerca de 34%. Sua concorrente mais próxima, a Record, tem 15%.

Assim, o que essa presença onipenetrante significa? Em um país onde a educação deixa a desejar (a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico classificou o Brasil recentemente em 60º lugar entre 76 países em desempenho médio nos testes internacionais de avaliação de estudantes), implica que um conjunto de valores e pontos de vista sociais é amplamente compartilhado. Além disso, por ser a maior empresa de mídia da América Latina, a Globo pode exercer influência considerável sobre nossa política.

Um exemplo: há dois anos, em um leve pedido de desculpas, o grupo Globo confessou ter apoiado a ditadura militar do Brasil entre 1964 e 1985. “À luz da História, contudo”, o grupo disse, “não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais do período que decorreram desse desacerto original”.

Com esses riscos em mente, e em nome do bom jornalismo, eu assisti a um dia inteiro de programação da Globo em uma terça-feira recente, para ver o que podia aprender sobre os valores e ideias que ela promove.

A primeira coisa que a maioria das pessoas assiste toda manhã é o noticiário local, depois o noticiário nacional. A partir desses, é possível inferir que não há nada mais importante na vida do que o clima e o trânsito. O fato de nossa presidente, Dilma Rousseff, enfrentar um sério risco de impeachment e que seu principal oponente político, Eduardo Cunha, o presidente da Câmara, está sendo investigado por receber propina, recebe menos tempo no ar do que os detalhes dos congestionamentos. Esses boletins são atualizados pelo menos seis vezes por dia, com os âncoras conversando amigavelmente, como tias velhas na hora do chá, sobre o calor ou a chuva.

A partir dos talk shows matinais e outros programas, eu aprendi que o segredo da vida é ser famoso, rico, vagamente religioso e “do bem”. Todo mundo no ar ama todo mundo e sorri o tempo todo. Histórias maravilhosas foram contadas de pessoas com deficiência que tiveram a força de vontade para serem bem-sucedidas em seus empregos. Especialistas e celebridades discutiam isso e outros assuntos com notável superficialidade.

Eu decidi pular os programas da tarde –a maioria reprises de novelas e filmes de Hollywood– e ir direto ao noticiário do horário nobre.

Há dez anos, um âncora da Globo, William Bonner, comparou o telespectador médio do noticiário “Jornal Nacional” a Homer Simpson –incapaz de entender notícias complexas. Pelo que vi, esse padrão ainda se aplica. Um segmento sobre a escassez de água em São Paulo, por exemplo, foi destacado por um repórter, presente no jardim zoológico local, que disse ironicamente “É possível ver a expressão preocupada do leão com a crise da água”.

Assistir à Globo significa se acostumar a chavões e fórmulas cansadas: muitos textos de notícias incluem pequenos trocadilhos no final ou uma futilidade dita por um transeunte. “Dunga disse que gosta de sorrir”, disse um repórter sobre o técnico da seleção brasileira. Com frequência, alguns poucos segundos são dedicados a notícias perturbadoras, como a revelação de que São Paulo manteria dados operacionais sobre a gestão de águas do Estado em segredo por 25 anos, enquanto minutos inteiros são gastos em assuntos como “o resgate de um homem que se afogava causa espanto e surpresa em uma pequena cidade”.

O restante da noite foi preenchido com novelas, a partir das quais se pode aprender que as mulheres sempre usam maquiagem pesada, brincos enormes, unhas esmaltadas, saias justas, salto alto e cabelo liso. (Com base nisso, acho que não sou uma mulher.) As personagens femininas são boas ou ruins, mas unanimemente magras. Elas lutam umas com as outras pelos homens. Seu propósito supremo na vida é vestir um vestido de noiva, dar à luz a um bebê loiro ou aparecer na televisão, ou todas as opções anteriores. Pessoas normais têm mordomos em suas casas, que são visitadas por encanadores atraentes que seduzem donas de casa entediadas.

Duas das três atuais novelas falam sobre favelas, mas há pouca semelhança com a realidade. Politicamente, elas têm uma inclinação conservadora. “A Regra do Jogo”, por exemplo, tem um personagem que, em um episódio, alega ser um advogado de direitos humanos que trabalha para a Anistia Internacional visando contrabandear para dentro dos presídios materiais para fabricação de bombas para os presos. A organização de defesa se queixou publicamente disso, acusando a Globo de tentar difamar os trabalhadores de direitos humanos por todo o Brasil.

Apesar do nível técnico elevado da produção, as novelas foram dolorosas de assistir, com suas altas doses de preconceito, melodrama, diálogo ruim e clichês.

Mas elas tiveram seu efeito. Ao final do dia, eu me senti menos preocupada com a crise da água ou com a possibilidade de outro golpe militar –assim como o leão apático e as mulheres vazias das novelas.

Adnews

The New York Times detona a Globo: "TV que ilude o Brasil"

21/10/2014

Deu no NYT: Mais Médicos, menos hiPÓcrisia!

Filed under: Ebola,Mais Médicos,New York Times — Gilmar Crestani @ 9:20 am
Tags:

 

NYT elogia Cuba, seus médicos e a rapidez com que atendeu apelo por Ebola

ter, 21/10/2014 – 07:17

Jornal GGN – Enquanto muito se discute no mundo a questão da epidemia de Ebola, Cuba foi mais rápida e não deixou que a discussão atrapalhasse o envio de médicos ao centro do problema de saúde. Logo que a ONU identificou a necessidade de ajuda de todos para que a epidemia fosse enfrentada, Cuba enviou a primeira equipe de saúde para Serra Leoa. A ação de Cuba foi elogiada pelo jornal The New York Times. Leia o editorial em matéria do jornal O Globo.

Primeira leva de médicos cubanos chegou a Serra Leoa na semana passada – Florian Plaucheur / AFP

de O Globo

New York Times afirma que ajuda de Cuba contra o ebola é ‘a mais robusta do mundo’

Editorial do maior jornal impresso do mundo defendeu que Havana e Washington trabalhem juntos para combater a epidemia

RIO – Em editorial publicado neste domingo (19), o jornal The New York Times elogia a ação de Cuba na luta contra o ebola, afirmando que o país "desempenha o papel mais robusto entre as nações que buscam conter o vírus". Além disso, o maior veículo de comunicação impressa do mundo concordou e defendeu a posição do ex-presidente cubano Fidel Castro, que no fim de semana pediu para que Estados Unidos e Cuba ponham suas diferenças de lado e trabalhem juntos para combater a epidemia. Para o Times, Fidel está "totalmente certo". Leia abaixo o editorial:

"Cuba é uma ilha empobrecida que permanece em grande parte isolada do mundo e encontra-se a cerca de 4,5 mil quilômetros das nações do Oeste Africano onde o ebola está se espalhando a uma velocidade alarmante. No entanto, tendo se comprometido a enviar centenas de profissionais médicos para as linhas de frente da pandemia, Cuba desempenha o papel mais robusto entre as nações que buscam conter o vírus.

A contribuição cubana sem dúvidas indica a intenção de, pelo menos em parte, reforçar a sua já sitiada posição internacional. No entanto, ela deve ser elogiada e imitada.

O pânico global com o ebola não ainda não trouxe uma resposta adequada das nações que mais têm a oferecer. Enquanto os Estados Unidos e vários outros países ricos ficaram felizes em somente prometer fundos, apenas Cuba e algumas organizações não-governamentais estão oferecendo o que é mais necessário: profissionais de saúde no campo da epidemia.

Médicos na África Ocidental precisam desesperadamente de apoio para estabelecer instalações de isolamento e mecanismos para detectar casos mais agilmente. Mais de 400 profissionais de saúde foram infectados, e cerca de 4.500 pacientes morreram até o momento. O vírus já chegou aos Estados Unidos e à Europa, aumentando os temores de que a epidemia poderá em breve tornar-se uma ameaça global.

É uma pena que Washington, o principal doador na luta contra o Ebola, é diplomaticamente afastado de Havana, justamente o contribuinte mais ousado. Neste caso, o cisma tem consequências de vida ou morte, porque as autoridades americanas e cubanas não estão equipadas para coordenar os esforços globais em alto nível. Isso deve servir como um lembrete urgente ao governo Obama de que os benefícios de se restabelecer rapidamente as relações diplomáticas com Cuba de longe superam as desvantagens.

Os profissionais de saúde cubanos estarão entre os estrangeiros mais expostos, e alguns poderiam muito bem contrair o vírus. A Organização Mundial de Saúde (OMS) está orientando a equipe de médicos, mas ainda não está claro como a instituição iria tratar e evacuar os cubanos que adoecerem. O transporte de pacientes em quarentena requer equipes sofisticadas e aeronaves especialmente adaptadas para tal fim. Mas a maioria das companhias de seguros que oferecem serviços de evacuação médica disse que não fará voos de pacientes com ebola.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, elogiou na última sexta-feira "a coragem de qualquer profissional de saúde que encara este desafio", e fez um breve reconhecimento da iniciativa de Cuba. Por uma questão de bom senso e compaixão, os militares dos Estados Unidos, que agora tem cerca de 550 tropas na África Ocidental, devem comprometer-se a oferecer a qualquer cubano doente o acesso ao centro de tratamento do Pentágono construído em Monrovia e a auxiliar com a evacuação do paciente.

O trabalho destes médicos cubanos beneficia todo o esforço global e deve ser reconhecido por isso. Mas as autoridades do governo Obama têm insensivelmente se recusado a dizer se lhes oferecerão alguma ajuda.

O setor de saúde cubano está ciente dos riscos em missões perigosas. Médicos cubanos assumiram o papel principal no tratamento de doentes de cólera no rescaldo do terremoto do Haiti em 2010. Alguns voltaram para casa doente, fazendo então a ilha ter seu primeiro surto de cólera em um século. Uma epidemia de ebola em Cuba seria um risco muito mais perigoso e aumentaria as chances de uma rápida propagação do vírusno hemisfério ocidental.

Cuba tem uma longa tradição de envio de médicos e enfermeiros para áreas de desastre no exterior. Nos dias seguintes ao furacão Katrina, em 2005, o governo cubano criou um corpo médico de reação rápida e se ofereceu para enviar médicos para New Orleans. Os Estados Unidos, sem surpresa, não aceitaram o bom gesto de Havana. No entanto, autoridades em Washington pareciam sensibilizadas ao saberem nas últimas semanas que Cuba havia preparado equipes médicas para missões em Serra Leoa, Libéria e Guiné.

Com o apoio técnico da OMS, o governo cubano treinou 460 médicos e enfermeiros sobre as precauções rigorosas que devem ser tomadas para tratar pacientes com o vírus altamente contagioso. O primeiro grupo de 165 profissionais chegou a Serra Leoa nos últimos dias. José Luis Di Fabio, representante da OMS em Havana, disse que os médicos cubanos já estavam especialmente preparados para a missão, pois muitos tinha trabalhado na África.

– Cuba tem profissionais médicos muito competentes – disse Di Fabio, que é uruguaio.

Di Fabio afirmou ainda que os esforços de Cuba para ajudar em situações de emergência de saúde no exterior são frustrados pelo embargo dos Estados Unidos impõe na ilha, que luta para adquirir equipamentos modernos e manter as prateleiras médicas adequadamente abastecidas.

Em uma coluna publicada no fim de semana no jornal estatal de Cuba, Granma, Fidel Castro argumentou que os Estados Unidos e Cuba deveriam colocar de lado suas diferenças, mesmo que apenas temporariamente, para combater o flagelo mortal. Ele está absolutamente certo."

NYT elogia Cuba, seus médicos e a rapidez com que atendeu apelo por Ebola | GGN

01/07/2014

Caminho Inca: a distância entre a ignorância e o preconceito

Filed under: Índio,Caminho Inca,Incas,Lasier Martins,New York Times — Gilmar Crestani @ 7:23 am
Tags:

Indio Lasier MartinsNew York Times

Estrada inca ganha reconhecimento da Unesco

Por RALPH BLUMENTHAL

É um feito de engenharia comparável, dizem os especialistas, ao sistema romano de estradas, mas mais notável devido ao terreno adverso que ela percorre há mais de 3.000 anos. A Qhapaq Ñan, ou "grande estrada", há muito tempo conecta os povos do Peru, da Colômbia, do Equador, da Argentina, da Bolívia e do Chile, ziguezagueando por milhares de quilômetros ao longo da costa pacífica da América do Sul e entre os picos nevados dos Andes, da floresta tropical ao deserto.

Ligando Cuzco, a capital inca no território do atual Peru, aos mais distantes extremos do império inca, ela conduzia viajantes, soldados, mensageiros e, mais tarde, também os cavalos dos conquistadores.

Agora, depois de um esforço colaborativo de 12 anos de duração, os seis países que abrigam a estrada inca conseguiram que a Unesco a classificasse como parte do patrimônio histórico e cultural da humanidade. A candidatura da estrada foi de longe a mais completa na lista de 12 atrações culturais e naturais que concorriam, contando com o trabalho de centenas de especialistas.

"A mais dispendiosa obra de infraestrutura de transportes do Novo Mundo", disse Gary Urton, professor e diretor do departamento de antropologia da Universidade Harvard, sobre a estrada.

A classificação como patrimônio da humanidade faz com que um local adquira importância especial, tornando-o digno de medidas especiais de proteção. Os países que apresentam candidatos se comprometem a respeitar protocolos rigorosos de conservação, na expectativa de adquirir prestígio, atrair turistas e ocasionalmente obter apoio financeiro.

As maiores ameaças à rede de estradas inca, hoje, são o desenvolvimento urbano, a mineração e a intrusão da agricultura e de torres de comunicação e linhas de energia, segundo o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios Históricos, organização profissional que avalia os locais submetidos como candidatos ao comitê de patrimônio histórico.

"Partes da trilha foram adaptadas aos meios modernos de transporte, sendo asfaltadas ou transformadas em rodovias", afirma a avaliação. "Seções maiores continuam a existir com seus materiais originais da era inca e são usadas por pedestres e animais de carga, como cavalos, mulas e jumentos."

O comitê de patrimônio histórico recentemente retirou da lista uma indicação de emergência feita pelas autoridades palestinas: a paisagem cultural de Battir, no sul de Jerusalém. O comitê anunciou que, depois de reavaliar o caso, não considerava que o sítio tivesse "valor inquestionável, notável e universal" e não concordou que enfrentasse uma emergência que tornasse necessárias medidas imediatas de proteção.

O Peru moderno, onde o império inca, de curta duração, atingiu seu máximo poderio nos cem anos precedentes à conquista espanhola em 1532, tem cerca de 100 mil sítios arqueológicos notáveis, de acordo com Luis Jaime Castillo Butters, ministro assistente da Cultura peruano.

A estrada não é tão famosa quanto Machu Picchu, mas é notável tanto pela extensão quanto por demonstrar a competência técnica dos construtores do passado. Especialmente notável é a última ponte inca de cordas de grama trançada, a ponte Qeswachaka, que transpõe o cânion do rio Apurímac.

O sistema rodoviário começou a se formar como uma série de trilhas, talvez já por volta do ano 1.000 a.C., disse Urton, e foi desenvolvido em forma de uma complexa rede viária pelos incas no século 15, que a utlilizavam para o comércio e para transmitir mensagens. Depois da chegada dos conquistadores, vindos do norte em 1526, a estrada foi usada para subjugar os incas, o que os forçou a buscar refúgios em territórios remotos e montanhosos.

Castillo Butter diz que seu país, nos últimos anos, vem ganhando renome internacional pela culinária e que o reconhecimento da estrada como patrimônio histórico poderia começar a mudar as percepções sobre seu passado.

"Nossas crianças estão começando a pensar nos peruanos do passado como ótimos cozinheiros", diz, "mas deveriam pensar neles como grandes engenheiros".

15/06/2013

Não deu no NYT, nem na The Economist

É como no Brasil, quem confiaria nos a$$oCIAdos do Instituto Millenium para contar as falcatruas do Daniel Dantas? Como disse o PHA, Daniel Dantas foi pego passando a bola no ato de passar, e ainda assim encontrou “facilidades” nos órgãos superiores. Que outra pessoa conseguiria dois habeas corpus em menos de 24 horas do mesmo Ministro Gilmar Mendes? Só FHC… New York Times, The Economist e demais órgãos de assessoria dos EUA, como Murdoch, só encontram credibilidade nos vira-latas e vira-bostas tupiniquins. Vez que outra The Economist é escalado para atacar a política econômica do Brasil para servir de escada aos seus subalternos brasileiros e ninguém parece se dar conta disso.

A mulher por trás do escândalo da vigilância do governo americano

Kiko Nogueira 10 de junho de 2013

Laura Poitras, a primeira pessoa a ser contatada pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden, diz que ele tinha suspeitas da mídia tradicional.

Laura

Laura

Que Edward Snowden, o homem que vazou os dados sobre o esquema de vigilância do governo americano, tinha falado com Glenn Greenwald, do Guardian, você já sabia. Greenwald, no entanto, não estava sozinho. Nos créditos do vídeo preparado pelo jornal, aparece uma mulher como “cineasta”. Seu nome é Laura Poitras e ela recebeu um email de Snowden em janeiro. Foi a primeira pessoa com quem Snowden entrou em contato.

Poitras foi descoberta agora pelo site Salon. É documentarista e ainda está em Hong Kong fazendo um filme sobre o caso. Foi indicada ao Oscar em 2006 por My Country, My Country, um relato do impacto da guerra do Iraque sobre a população iraquiana. Foi o primeiro de uma trilogia de documentários sobre as políticas americanas pós 11 de setembro. O segundo, The Oath, fala de Salim Hamdan, ex-motorista de Osama bin Laden e seu cunhado, e o terceiro é a respeito de pessoas que passam informações confidenciais. Está sendo finalizado (o encontro com Snowden é parte disso).

Laura colaborou com Julian Assange no próximo filme do Wikileaks. Ela é membro do conselho da Fundação Pela Liberdade de Imprensa, entidade dedicada a promover e financiar o jornalismo que expõe a má gestão, a corrupção e a violação de leis pelo governo dos EUA.

Ela diz que foi presa mais de 40 vezes em fronteiras desde o lançamento de My Country, My Country. Foi incluída numa lista de elementos perigosos. “No momento, é melhor para mim que eu fique fora do país, o que é uma coisa triste de admitir”, ela diz. No ano passado, foi curadora de um grande ato, num museu, cujo tema era espionagem. Visitantes foram presos ao tentar entrar no museu.

Laura deu uma entrevista para o Salon em que explica como chegou a Snowden – e também, sinal dos tempos, por que não deu o material para o New York Times. Alguns trechos:

Por que você acha que Snowden entrou em contato com você? Você foi a primeira pessoa com quem ele falou?

Eu não posso falar por ele. Ele me disse que me contatou porque minha prisão na fronteira significava que eu havia sido selecionada. Ser selecionada – e ele entrou numa longa litania – quer dizer que tudo o que você faz, todos os amigos que tem, tudo o que você adquire, cada rua que você cruza, você esta sendo vigiado. “Você provavelmente não gosta de como o sistema funciona, e eu acho que posso te contar a história…” Claro que eu estava desconfiada, eu achava que era uma armadilha.

Eu posso dizer que, através das conversas que tivemos, ele suspeitava da mídia tradicional. E principalmente com o que aconteceu com a matéria dos grampos (no governo Bush), que, como sabemos, ficou na gaveta (do Times) por um ano. Eu não sabia que ele estava contatando Glenn àquela altura.

Você ainda tem contato com ele?

Eu não vou comentar sobre isso.

Você sabe onde ele está?

Não vou comentar.

Você vai ficar em Hong Kong e arredores por um tempo ou acha que dá para ir aos EUA?

Ainda não decidi. Estou tentando descobrir isso agora. Mas eu estou realmente baseada agora fora dos Estados Unidos.

Você está preocupada com a retaliação em qualquer investigação que faça daqui para a frente?

Eu tenho sdo espionada há um longo tempo e não ficaria surpresa se isso continuar.

Que tipo de democracia é essa? Eu senti que essa era uma luta que vale a pena. Qualquer coisa que eu possa fazer para ajudar é um serviço.

Pessoas assumem riscos. E eu não sou a única que está correndo mais risco nesse caso.

Ele sempre planejou revelar a sua identidade?

Eu não sei. É uma situação complicada porque temos uma fonte que decidiu se revelar. Eu ainda sinto que tenho obrigações jornalísticas com a fonte, apesar de ela ter feito essa escolha… Glenn disse que começou a “trabalhar” com ele. Não houve trabalho. Nós fomos contatados.

Eu não sabia onde ele trabalhava, eu não sabia que ele era da Agência de Segurança Nacional, eu não sabia nada. Fomos contatados, eu não sabia o que ele estava fazendo e em algum momento ele apresentou os documentos.

Sobre o autor: Kiko Nogueira Veja todos os posts do autor Kiko Nogueira

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

A mulher por trás do escândalo da vigilância do governo americano | Diário do Centro do Mundo

18/05/2013

A CIA paga, a mídia obedece

Filed under: CIA,New York Times — Gilmar Crestani @ 8:55 pm
Tags:

No Brasil mídia vira-lata segue a mesma toada. Franco, no Paraguai, que chegou à Presidência num golpe branco, é Presidente. Chávez, com todas as eleições que ganhou, era ditador. E tudo faz sentido já que os a$$oCIAdos do Instituto Millenium são muito bem pagos, e em dia, para cumprirem o papel que os financiadores ideológicos esperam que cumpram.

A petição contra pouca visão do NYT sobre América Latina

Enviado por luisnassif, sab, 18/05/2013 – 16:31

Por MiriamL

Da Carta Maior

Chomsky alerta NY Times sobre diferença de tratamento entre Venezuela e Honduras

Ao lado de outros intelectuais, o linguista norte-americano Noam Chomsky enviou correspondência a Margaret Sullivan, editora no ‘The New York Times’, cobrando o jornal a rever seu tratamento sobre Venezuela e Honduras: Chávez, apesar das vitórias eleitorais, é costumeiramente citado como ‘ditador’, e Micheletti, que sucedeu Zelaya, é presidente interino.

CubaSí

A seguinte petição, assinada por mais de uma dúzia de especialistas no tema América Latina e meios de comunicação, foi enviada a Margaret Sullivan, editora no ‘The New York Times.’
“14 de maio de 2013.
Estimada Margaret Sullivan,
Em uma coluna recente (12/4/2013) você comentou:
“Embora as palavras e frases por si mesmas não tenham a importância que merecem pelo grande fluxo diário que se cria, a linguagem importa. Quando as organizações de notícias aceitam a maneira de expressar dos governos, elas parecem aceitar a forma de pensar destes governos. No ‘Times’, estas decisões têm mais peso.”

À luz desses comentários, nós a exortamos a comparar a caracterização do New York Times à liderança do desaparecido Hugo Chávez na Venezuela com aquela a Roberto Micheletti y Porfirio Lobo em Honduras.
Nos últimos quatro anos, o ‘Times’ tem caracterizado Chávez como ditador, déspota, líder autoritário, e um “caudilho” em suas coberturas noticiosas. Se incluirmos os artigos de opinião, o ‘Times’ publicou pelo menos quinze trabalhos empregando tal linguagem, descrevendo Chávez como “ditador” o “homem duro”. No mesmo período — desde o golpe militar que derrubou o hondurenho Manuel Zelaya no dia 28 de junho de 2009 — nenhum colaborador do ‘Times’ utilizou esses termos para referir-se a Micheletti, que presidiu Honduras depois do golpe a Zelaya, ou Porfirio Lobo, que o sucedeu. Ao invés disso, o jornal os têm descrito em suas coberturas como “interino”, “de fato”, e “novo”.

Porfirio Lobo assumiu a presidência depois de ganhar as eleições que tiveram lugar sob o mandato do governo golpista de Micheletti. Ditas eleições foram marcadas pela repressão e pela censura e os observadores internacionais, como o Centro Carter, as boicotaram. Desde o golpe de estado, as forças militares e policiais hondurenhas assassinaram civis com assiduidade.
Nos últimos 14 anos, a Venezuela realizou 16 eleições ou referendos. Jimmy Carter elogiou as eleições na Venezuela, entre as 92 eleições que o Centro Carter monitorou, e as descreveu como “um magnífico sistema de votação”. Ele concluiu que “o processo eleitoral na Venezuela é o melhor do mundo”. Enquanto alguns grupos de direitos humanos criticam o governo de Chávez, as forças de ordem na Venezuela não têm indícios de haver assassinado civis, como aconteceu em Honduras.
Qualquer coisa que se pense sobre as credenciais democráticas da presidência de Chávez — e achamos que algumas pessoas responsáveis podem não estar de acordo com isto — não há nada registrado, ao compará-lo com sua contraparte em Honduras, que justifique as discrepâncias nas coberturas do ‘Times’ em ambos governos.
Convidamos você a examinar essa diferença nas coberturas e o uso da linguagem, em particular aquela que possa fazer ver aos seus leitores a parcialização na posição do governo estadunidense com respeito a seu par de Honduras (ao que apoia), e o governo venezuelano (ao que se opõe) — precisamente a síndrome que você escreve e adverte em sua coluna.
Sinceramente,
– Noam Chomsky, Professor Emérito do Instituto Tecnológico de Massachusetts;
– Edward Herman, Professor Emérito de Finanças na Wharton School, Universidade da Pensilvânia;
– Greg Grandin, Professor de História na Universidade de Nova York;
– Sujatha Fernandes, Professor de Sociologia no Queen College e do Centro Graduado da Universidade de Nova York;
– Corey Robin, Professor de Ciências Políticas, Brooklyn College;
– Adrienne Pine, Professor de Antropologia na American University;
– Mark Weisbrot, Doutor em Filosofia e codiretor do Centro para o Estudo da Política e Economia;
– Miguel Tinker Salas, Professor de História e Estudos latino-americanos no Porma College;
– Katherine Hite, Professora de Ciências Políticas no Vassar College;
– Steve Ellner, Professor de Assuntos Internacionais e Públicos na Universidade de Columbia e na Universidade do Oriente;
– George Ciccariello-Maher, Professor de Ciências Políticas – Universidade de Drexel;
– Daniel Kovalik, Professor de Direitos Humanos Internacionais da Faculdade de Direito na Universidade de Pittsburgh;
– Gregory Wilpert, Doutor em Filosofia, autor de “Cambiar a Venezuela tomando el poder”;
– Joseph Nevins, Professor de Geografia no Vassar College;
– Zazih Richani, Diretor de Estudos da América Latina, Universidade de Kean;
– Steven Volk, Professor de História no Oberlin College;
– Aviva Chomsky, Professora de História na Salem State University;
– Keane Bhatt, Congresso norte-americano para a América Latina;
– Chris Spannos, analista do New York Times;
– Michael Albert, Znet.”
Extraído do NACLA (Congresso Norte-americano sobre Latino-américa).
Tradução: Liborio Júnior

A petição contra pouca visão do NYT sobre América Latina | Brasilianas.Org

18/10/2012

Deu no New York Times

Filed under: Lula,New York Times — Gilmar Crestani @ 9:44 pm

A RBS tentou fazer o mesmo. Deus espaço semanal mas, enquanto Lula desfiava seus argumentos políticos, a RBS enfiava a faca nas costas, sem dó nem piedade.  Chega uma hora em que eles não se aguentam, e enfiam o ferrão na vítima indefesa. Com na fábula da rã e escorpião, é da natureza deles. Ao aceitar, Lula ajuda a chocar o ovo da serpente. Ou, Cría cuervos y te sacarán los ojos…

"New York Times" convida Lula para ser articulista

REUTERS/Juana Rodriguez: Former Brazilian President Luiz Inacio Lula Da Silva delivers a speech at the IDEA annual symposium for businessmen in the Argentine city of Mar del Plata October 17, 2012.  REUTERS/Juana Rodriguez (ARGENTINA - Tags: POLITICS BUSINESS)

"Ele vem conversando, não bateu o martelo ainda, mas deve acontecer. Teremos algo concreto ainda este ano", disse um auxiliar do ex-presidente

18 de Outubro de 2012 às 21:01

Portal Imprensa – Antes do diagnóstico de câncer na laringe, o jornal The New York Times convidou o ex-presidente Lula para ser articulista do jornal, aponta matéria da revista Istoé.

De acordo com a revista, Lula teria adiado a proposta para depois das eleições municipais. "Ele vem conversando, não bateu o martelo ainda, mas deve acontecer. Teremos algo concreto ainda este ano", disse um auxiliar do ex-presidente.

Caso Lula aceite a proposta, ainda não está definido quem poderá escrever os textos em inglês. A projeção que o ex-presidente e o Brasil conquistaram no cenário internacional contribuiram para que o jornal o queira entre seus articulistas.

"New York Times" convida Lula para ser articulista | Brasil 24/7

17/10/2012

Migração em massa

Filed under: Brasil,New York Times — Gilmar Crestani @ 8:09 am

Como se pode ver, o Brasil, sem se acovardar, sem tirar os sapatos, ganha o respeito que não tivemos quando nos ajoelhamos ao Consenso de Washington. “Varios grandes medios en el mundo del papel han anunciado proyectos recientemente dentro del mercado brasileño.”

‘The New York Times’ lanzará una edición digital en portugués

La iniciativa está dirigida a Brasil y la sede de la Web estará en la ciudad de Sao Paulo

Yolanda Monge Washington15 OCT 2012 – 23:54 CET4

Captura de pantalla de la edición digital de ‘The New York Times’

El diario The New York Times lanzará el próximo año –segundo semestre 2013- una edición online en portugués destinada al público de Brasil. Con sede en la ciudad de Sao Paulo, el nuevo portal contará cada día con una media de 35 historias, la mayoría traducciones de artículos del periódico neoyorquino y un tercio de ellas escritas por periodistas locales sobre temas “de interés particular para el lector brasileño”, asegura el diario en un comunicado hecho público el pasado domingo.

La cabecera neoyorquina que dirige Jill Abramson pretende además incorporar dentro de un tiempo contenidos audiovisuales y multimedia a este sitio de Internet. The New York Times ya cuenta con una oficina en Río de Janeiro pero esta versión online en portugués es la última apuesta del periódico para ampliar su presencia a nivel internacional. “Brasil es un lugar perfecto para que The New York Times dé el siguiente paso en esta expansión”, ha declarado el presidente de la empresa editora, Arthur Sulzberger. “Brasil es un centro internacional de negocios que cuenta con una economía robusta que ha permitido que crezca cada vez más la clase media del país”, ha dicho. Según Sulzberger, a medida que “el mundo se hace más pequeño, la tecnología digital nos permite llegar a todo el mundo para atraer a los lectores que tienen interés por las noticias de calidad”, ha finalizado.

Según informa el diario Financial Times, el director general del servicio de noticias de la compañía New York Times, Michael Greenspon, ha asegurado a este último rotativo que el Times había elegido ahora el idioma portugués sobre el español pero que “en cinco o diez años el diario tendrá una edición digital en idioma”.

Varios grandes medios en el mundo del papel han anunciado proyectos recientemente dentro del mercado brasileño. El propio Financial Times anunció una edición brasileña en papel así como una aplicación para aparatos electrónicos con conexión a Internet y una web. The Wall Street Journal también ha reforzado su cobertura en este país.

The New York Times lleva años poniendo el foco en Latinoamérica y España, así como centrando el interés en el mercado hispano dentro de Estados Unidos. Mucho antes de que comenzara la revolución digital, el rotativo neoyorquino ya publicaba ediciones del diario en varios países de América Latina. En España, el Times publica un cuadernillo semanal en Madrid dentro del diario EL PAIS.

A principios de este año, The New York Times lanzó una edición de prueba en chino que, según informa el diario, ha encontrado muy rápidamente su público. La versión definitiva en este idioma se lanzará oficialmente el próximo mes.

‘The New York Times’ lanzará una edición digital en portugués | Sociedad | EL PAÍS

16/10/2012

Por que não antes, nos tempos de FHC?

Filed under: New York Times — Gilmar Crestani @ 7:33 am

‘Agora é a hora de investir no Brasil’, diz Sulzberger, do ‘NYT’

Executivo cita Copa e classe média para explicar site em português

DE SÃO PAULO

O publisher do "New York Times", Arthur Sulzberger Jr., afirmou ontem, em pronunciamento na assembleia da SIP, que "agora é a hora de investir no Brasil". O jornal vai abrir site em português no segundo semestre de 2013.

"É um centro internacional para negócios, e sua cultura vibrante tem sido amplamente exportada e entusiasticamente recebida em todos os cantos do globo", declarou, acrescentando que "muitos ao redor do mundo vão experimentar tudo o que o Brasil pode oferecer" na Copa de 2014 e nos Jogos de 2016.

"O Brasil é o quinto maior em população e a sexta maior economia, a caminho de se tornar a quinta", prosseguiu, ressaltando que o país "teve sucesso marcante em reduzir a pobreza, ampliar a mobilidade social e trazer seus cidadãos para a classe média -e continua a fazê-lo".

Segundo Michael Greenspon, que dirige o serviço de notícias do "NYT", responsável pelo site, a queda no ritmo de crescimento do Brasil levou o jornal a rever recentemente, ponto a ponto, as premissas que haviam iniciado o projeto. A aposta se manteve pela perspectiva de crescimento de longo prazo.

Segundo Sulzberger, a decisão foi derivada também do êxito com o site em chinês, lançado em junho e que "ultrapassou dramaticamente as expectativas", atingindo em 90 dias o tráfego projetado para meados de 2013. "Além disso, a recepção dos anunciantes de categorias como luxo, moda e serviços financeiros indicaram que tínhamos uma grande oportunidade para expandir a marca ‘NYT’ em outros países."

O site em português seguirá o modelo chinês, com dois terços dos textos traduzidos e um terço produzido no Brasil. A Redação será estabelecida em São Paulo, com equipe ainda a ser contratada. O acesso será livre, sem paywall (muro de pagamento).

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: