Ficha Corrida

21/09/2014

Quem finanCIA?

eua vergonhaPelo andar da carruagem a CIA resolveu eliminar o intermediário Instituto Millenium e tomar para si as rédeas da condução do nosso pensamento. Antes eles finanCIAvam o IBAD, o iFHC, o Instituto Millenium. Por isso que se diz, depois da Wikileaks e do William Waack que os EUA não precisam invadir o Brasil.

A presença de FHC como padrinho, e Celso Lafer, aquele que tinha de tirar os sapatos para entrar nos EUA, não é só sintomático, é o retrato pronto de acabado da nova roupagem do entreguismo de sempre.

Há por aqui um exército grande o suficiente para entregar de mão beijada o que eles querem. Esses institutos/ongs disseminadas por aí, com recursos vindos à sorrelfa explicam porque a CIA tem o maior orçamento do mundo sem precisar declarar o destino.

Quando se fala em Instituto da Liberdade, que se atrela aos EUA, precisam primeiro explicar porque o país da liberdade deles criou um muro entre os EUA e o México!

O Muro de Berlim caiu para que os EUA construíssem um Muro Mexicano! Liberdade made in USA é isso aí!

Casa Ibiá, ao seu dispor, Tio Sam!

EUAGloboEconomistas abrem versão de ‘Casa das Garças’ em SP

Centro de Debate de Políticas Públicas reúne nomes de linhagem ortodoxa

Associados lançam agenda econômica, mas não querem ser vinculados a nenhum dos partidos políticos

THAIS BILENKYMARIANA CARNEIRODE SÃO PAULO

Uma casa na rua Ibiapinópolis, no Jardim Paulistano, já recebeu Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente pelo PSDB, Marina Silva, presidenciável pelo PSB, e Fernando Haddad, prefeito pelo PT. Na última sexta (19), foi a vez de um ex-integrante do Federal Reserve, o banco central americano, falar sobre a política monetária dos EUA.

É assim a nova rotina na Casa Ibiá, imóvel recuperado por iniciativa do empresário Marcos Lederman e que virou sede do CDPP. O Centro de Debate de Políticas Públicas é um "think-tank" (tanque de pessoas pensando, na tradução literal do inglês).

A arquitetura, a discrição dos integrantes e a linha de pensamento dos economistas faz com que o lugar se assemelhe à famosa Casa das Garças carioca. Enclave do debate econômico encrustado no Leblon, foi fundado por Edmar Bacha e Dionísio Dias Carneiro, saídos da PUC-Rio.

Pela época em que foi criada –em 2003, no fim da era FHC– e pela associação dos seus fundadores com o governo do PSDB, a Casa das Garças acabou rotulada como "ninho tucano". O CDPP, enfatizam seus associados, quer ser apartidário.

Foi FHC quem fez a palestra inaugural da Casa Ibiá, no fim do ano passado. Na plateia, estavam ex-ministros de seu governo, como Pedro Malan e Celso Lafer, lembra-se um dos presentes.

Foi um dos eventos que mais encheram o auditório, que comporta 50 pessoas. Também foi assim na apresentação de Marina Silva sobre sustentabilidade, feita antes de ela se tornar candidata pelo PSB. Até filhos dos associados foram neste dia.

O CDPP tem hoje 40 sócios e um site. Lá aparecem nomes como os de José Berenguer, presidente do JP Morgan no Brasil, José Olympio Pereira, do Credit Suisse, e Pedro Moreira Salles, um dos acionistas do Itaú Unibanco.

Dirigido pelo ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore, um dos sócios-fundadores, o clube vive da contribuição dos membros e por enquanto não aceita patrocínios. "Meu sonho é um dia chegar em alguma coisa parecida com o Peterson Institute", diz Pastore.

Foi no renomado "think-tank" americano onde nasceu, nos anos 1990, o "Consenso de Washington" –um receituário de reformas para os países da América Latina que incluíam privatização de estatais e abertura comercial e é considerado o marco do neoliberalismo na região.

ORTODOXIA NO DNA

A linhagem dos economistas reunidos na Casa Ibiá é ortodoxa, assevera Pastore, referindo-se a uma tendência que advoga a menor presença do Estado na economia.

"Não temos nenhum heterodoxo [no CDPP]. Isso dá uma noção do que a gente julga que seria o DNA [do grupo]." Comporta também pessoas que estiveram no governo do PT, como Marcos Lisboa, Joaquim Levy, Henrique Meirelles e Bernard Appy.

O clube começou com reuniões informais e jantares. Com o tempo, foi ganhando adeptos e se tornou necessária uma estrutura. Há dois anos, as reuniões passaram a ocorrer no Insper, até que a Casa Ibiá ficou pronta. Chegou-se a aventar um vínculo formal com a Casa das Garças, mas a ideia não avançou.

O primeiro produto do CDPP ficou pronto na última semana. O documento "Sob a luz do sol: uma agenda para o Brasil" faz um diagnóstico das "razões da perda de dinamismo da economia brasileira". A principal recomendação é dar maior transparência às políticas públicas.

Às vésperas da eleição presidencial, Pastore afirma que não há intenções de o documento servir de base para um programa de governo.

"Nossa ação para nesse ponto [de formulação da agenda]. Cada um que a use como julgar melhor."

Outro propósito é tentar "pescar" jovens pesquisadores nas faculdades paulistanas. O objetivo é oxigenar o debate entre gerações.

13/11/2011

Colunismo de insulto como o da Veja é uma invenção americana

Filed under: Grupos Mafiomidiáticos,Irving Kristol,Neocon — Gilmar Crestani @ 11:38 am
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“Canalha”, “sem-vergonha”, “farsante”, “vagabundo”, “ladrão”… Não, aqui não se irá aludir a um “barraco” qualquer em uma feira, a uma briga de torcidas em um estádio de futebol ou a algum chilique de algum proxeneta em algum prostíbulo, mas a um estilo pretensamente jornalístico de “comentários políticos” que se tornou regra na grande imprensa brasileira ao lado do que ela publica como noticiário “isento”, que, no mais das vezes, não passa de mais opinião, só que disfarçada.

Isso que pretendem que seja jornalismo só funcionou por aqui porque foi criado por “lá”, ou seja, nos Estados Unidos, país que influenciou decisivamente a edificação de um modelo político-institucional brasileiro no qual um sistema de determinados “contrapesos” torna os governos politicamente frágeis sob a “garantia” de que não podem ter muito poder porque estariam permanentemente tentados a cometer excessos.

O criador desse estilo que faz hoje a cabeça do colunismo brasileiro foi o americano Irving Kristol, nascido em Nova Iorque em 1920 e falecido em Falls Church em 2009. Foi escritor, jornalista e intelectual. Entrou para história como “padrinho do neoconservadorismo”, um movimento pseudo jornalístico que ganhou força nos Estados Unidos durante a segunda metade do século XX.

Em 1973, Michael Harrington, escritor americano então considerado a antítese de Kristol por ser socialista e ativista político, além de professor e comentarista de rádio, inventou o termo “neoconservadorismo” para descrever movimento de intelectuais de direita americanos que surgiu para combater posições do Partido Democrata consideradas por esse movimento como de viés “socialista”.  O “neoconservadorismo” pretendia ser uma “nova” forma de conservadorismo.

Pretendido por Harrington como termo pejorativo, o estilo “neocon” foi aceito por Kristol como uma boa descrição das idéias e políticas do movimento “jornalístico” que fundara e que se espalhou pelo Terceiro Mundo latino-americano, eternamente propenso a imitar a potência hegemônica. Assim, os “neoconservadores” adotaram o epíteto.

Um dos primeiros fac-símiles de Kristol no Brasil foi o histórico Paulo Francis, que deu origem a fac-símiles de si mesmo. Francis foi um ex-esquerdista que se dizia “convertido” à “luz da razão capitalista” e que manifestava suas opiniões políticas através de um estilo forte e irreverente, ainda que não usasse os termos chulos que, com o tempo, tornar-se-iam recorrentes no movimento “neocon” por “lá” e, consequentemente, depois também por aqui, e que costumam ser justificados por aqueles que os empregam como “indignação” diante da “corrupção”, a qual os “neocons” só enxergam nos adversários político-ideológicos.

Nos EUA, em meados da década passada, após intenso uso nas décadas anteriores o estilo “neoconservador” de colunismo político parecia condenado ao ostracismo devido ao senso comum que se formava de que aquilo não passava de uma tática para desmoralizar e desqualificar previamente os alvos dos ataques, que estavam sempre do mesmo lado. Ao fim da era George Walker Bush, o estilo “neocon”, que tanto o apoiara, com sua débâcle política e com as consequências desastrosas de seu governo começou a perder força.

Com a chegada do democrata Barack Obama à presidência dos Estados unidos em 2009, um negro “socialista” que encantara o país e que parecia que o tiraria da rota suicida em que mergulhara ao eleger Bush Junior no início da década, a ultradireita começou a erigir um forte foco de resistência aos “liberais”, o Movimento Tea Party, que encontraria forte liderança na ex-governadora do Alasca, Sarah Palin, ex-candidata a vice-presidente na chapa de John McCain.

O Tea Party (Partido do Chá) não é um partido político, como o nome sugere, mas um movimento político populista, conservador e de ultradireita. Surgiu em 2009 no âmbito de uma série de protestos convocados pelas alas mais radicais do Partido Republicano, por grandes empresários e por movimentos religiosos fundamentalistas em resposta a leis do governo Obama como a de reforma do sistema de saúde, que pretendia dar ao povo americano um sistema público de saúde até então inexistente.

Com o surgimento do Tea Party, o então decadente estilo “neocon” ganhou mais do que sobrevida, ganhou força e ousadia. Estimulado por colunistas e escritores “neocons” como Glenn Beck, uma das vozes do movimento de ultradireita na mídia, um radical acusado de pertencer àquele movimento atacou a tiros a deputada democrata Gabrielle Giffords, do Arizona, que sobreviveu.

O recrudescimento do colunismo de insulto nos Estados Unidos a partir de 2009 revigorou seu congênere brasileiro, no qual todos os seus praticantes se dizem ex-esquerdistas que viram “a luz” e que, nos casos mais graves, valem-se da mesma terminologia chula, do deboche e dos ataques pessoais até à sexualidade dos alvos, tendo como sustentáculo para os crimes contra a honra que praticam reiteradamente um exército de advogados dos grandes grupos de mídia a que servem e uma horda de “amigos” no Poder Judiciário.

Como nos Estados Unidos, os alvos dos colunistas “neoconservadores” nacionais, que nada mais são do que pistoleiros pagos regiamente para fustigar os alvos políticos com insultos e insinuações, estão no poder central. E, como por “lá”, submetem-se bovinamente aos ataques em nome da “liberdade de imprensa”, ainda que a teoria jornalística jamais tenha comportado o insulto como técnica ou recurso.

Obama vem sendo engolfado pelos “neocons”, ainda que o “trabalho” deles esteja sendo facilitado pelo estado de penúria da economia americana. O presidente perdeu maioria no legislativo e tem visto sua impopularidade bater recordes, o que constitui a única diferença (temporária?) entre a política americana e a brasileira, pois, por aqui, há vários movimentos que buscam emular o Tea Party. Quanto ao colunismo do insulto, esse anda a todo vapor.

A grande similaridade entre o governo  Obama e o governo Dilma Rousseff, assim, está no mutismo desses líderes diante dos ataques midiáticos da ultradireita. O Brasil entrou nessa após o fim do governo Lula, presidido por um líder que respondia aos ataques dos “neocons” e, assim, dava à sociedade um outro lado da história. Fazia isso graças ao “púlpito” que o cargo de presidente da República oferece naturalmente a seus ocupantes, o que obriga a grande mídia a repercutir suas reações.

Se em determinado dia a mídia acusava ou insultava o governo Lula, naquele mesmo dia o ex-presidente, em algum evento público, respondia na mesma moeda, acusando a mídia de partidarismo político e de sabotadora do país por estar em busca de recolocar seus políticos preferidos no poder. Sem esse contraponto, hoje o país convive apenas com as acusações, desqualificações e insultos até à própria Dilma, que colunistas como Augusto Nunes, da Veja, vivem chamando até de “farsante” e outros mimos.

O que separa a situação política de Dilma da  situação de Obama é apenas o que os americanos chamam de “feel god factor”, ou sensação de bem-estar da sociedade devido à boa situação da economia. Mas, do ponto de vista político-administrativo, o governo brasileiro se encontra em situação até pior. Nem em minoria no legislativo e com baixa popularidade Obama tem visto seu governo ser literalmente desmontado pelos ataques dos adversários como vem ocorrendo com Dilma.

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