Ficha Corrida

19/11/2014

Operação Lava Jato: nossos empresários copiam práticas “Ndrangheta”, menos a solução para “equívocos”

 

‘Ndrangheta ordena aos que se equivocam: “Cianureto ou uma bala”

A procuradoria de Milão prende 40 integrantes da máfia calabresa e grava seus rituais

Pablo Ordaz Roma 18 NOV 2014 – 18:29 BRST

Um chefe da ‘Ndrangheta preso em 2011. / ap

Um tiro ou uma cápsula de cianureto. Um verdadeiro membro da máfia ‘Ndrangheta deve ter em mente que, se cometer um equívoco, ele mesmo terá de se administrar um corretivo eficaz. E também deve levar em conta os perigos dos dispositivos eletrônicos. “Eu sempre digo que levar um telefone celular”, adverte um membro da máfia calabresa, “é como levar um carabiniere [policial italiano] no bolso”. Tanta razão tem o velho capo que a procuradoria de Milão, utilizando gravações telefônicas, microfones escondidos e microcâmeras, não apenas conseguiu prender 40 integrantes da ‘Ndrangheta em diversas cidades da Itália, mas também gravou em vídeo pela primeira vez alguns de seus rituais secretos.

Entre eles, o juramento de um novo integrante da organização mafiosa mais poderosa da Itália. As câmeras e os microfones colocados por agentes dos carabinieri registraram o momento em que um chefe de um clã do norte vindo da Calábria comanda a cerimônia de admissão dos novos mafiosos. E faz uma advertência: “Hoje, deste momento em diante, não serão julgados pelos homens, serão julgados por vocês mesmos. Há duas alternativas. Se na vida cometerem uma negligência grave, não devem ser seus irmãos que os julguem. Vocês devem admitir a negligência e escolher o caminho. Aqui tem uma cápsula de cianureto. Ou se envenenem ou peguem esta [pistola] que dispara. De todas as balas do carregador, devem reservar sempre uma. A última é para vocês”.

mais informações

E, é claro, nada de dedurar para a polícia. “Se perguntarem”, continua o chefe do juramento mafioso, “de quem você é filho? Quem é o seu pai…? Você tem que responder: ‘Meu pai é o Sol e minha mãe é a Lua”. Além da novidade de presenciar uma cerimônia da qual até agora só se tinha notícia pela confissão de algum mafioso, a operação comandada pela procuradora de Milão Ilda Boccassini – aquela que durante anos também foi o terror de Silvio Bersluconi – revela que este tipo de prática também é realizada fora da Calábria.

Os 40 mafiosos, detidos em sua maioria em localidades do norte (Como, Lecco, Monza-Brianza, Verona e Bérgamo), mas também na cidade siciliana de Caltanissetta, são acusados de crimes de associação mafiosa, extorsão e posse ilegal de armas. Alguns deles aparecem refletidos em vídeos que, além disso, confirmam que a ‘Ndrangheta – também denominada “A Santa” – invoca em seus juramentos figuras históricas da Reunificação italiana. Entre eles, Giuseppe Mazzini, conhecido como “a alma da Itália”, e Giuseppe Garibaldi.

‘Ndrangheta ordena aos que se equivocam: “Cianureto ou uma bala” | Internacional | EL PAÍS Brasil

Blitz anti-’ndrangheta in Lombardia: 38 arresti

Nel mirino le cosche del Comasco e del Lecchese: Documentati i rituali di affiliazione

18/11/2014
paolo colonnello

milano

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«Noi non possiamo cambiare…». Una mafia feroce, dedita al controllo del territorio con sconfinamenti in Svizzera, a un proselitismo preoccupante e all’inedita alleanza con insospettabili imprenditori e liberi professionisti per ricattare e mettere in atto estorsioni verso altri imprenditori. Una ’ndrangheta senza scrupoli pronta ad arruolare, come documentano le intercettazioni dei Ros, persino dei minorenni nel rispetto di una tradizione arcaica che vede, nell’eredità fra padre e figlio, la trasmissione di un potere criminale. 

È uno spaccato inedito e molto inquietante, quello che emerge dall’operazione “Insubria”, scattata questa mattina ad opera dei Ros di Milano nell’ambito di un’inchiesta coordinata dalla Distrettuale antimafia (pm: Ilda Boccassini, Paolo Storari , Francesca Celle). Ma soprattutto, grazie alle intercettazioni e alle riprese filmate, è un’indagine con un elevatissimo valore “storico”, perché documenta per la prima volta in assoluto e in maniera completa, le fasi di arruolamento e affiliazione degli ‘ndranghetisti finora raccontate solo dai pentiti e ora fissate in nitidi filmati dove si riconoscono nitidamente i personaggi e si ascoltano le formule complete dei rituali durante le “mangiate”. Non in qualche masseria sperduta dell’Aspromonte ma al “nord del nord”: tra il Lecchese e il Comasco, ai confini con la Svizzera, dove ormai la criminalità organizzata calabrese si sta espandendo importando un’arcaicità e una ferocia impressionanti che documentano l’esistenza di un “antistato” in Lombardia. 

Almeno 38 persone sono state arrestate nelle provincie di Milano, Como, Lecco, Monza-Brianza, Verona, Bergamo e Caltanissetta, con un’ordinanza di custodia in carcere firmata dal gip Simone Luerti e accuse che vanno dall’associazione di tipo mafioso, all’estorsione, detenzione e porto abusivo di armi. Al centro delle indagini dei Ros due famiglie di caratura storica nella mappa della malavita calabrese, collusi con Giuseppe soprannominato “melangiana” e il Bruzzese. Sodalizi della ‘ndrangheta radicati nel comasco e nel lecchese, con diffuse infiltrazioni nel tessuto locale e saldi collegamenti con le cosche calabresi di origine. Tra le “locali” colpite, ovvero le cosche di zona, quella di Calolziocorte, di Cermenate e di Fino Mornasdco: a riprova dell’infiltrazione sul territorio del cancro criminale calabrese e dell’esistenza di una sovrastruttura del nord in regione, chiamata appunto “La Lombardia”. 

08/01/2014

Por que callas, Rei Juan?

Portal do jornal espanhol El País traz hoje dossiê completo sobre um dos muitos escândalos de corrupção na Espanha. Do tipo que os coxinhas caviar dizem: “coisas que só acontecem no Brasil…”

Aos convenientemente descerebrados, lembro-lhes que esta famíglia real, com origem no Reino das Duas Sicílias, a da ‘Ndrangheta e a da Cosa Nostra, foi aplaudido pelos seus vassalos brasileiros quando quis ensinar bons modos ao Presidente da Venezuela, Hugo Chaves, mando-o calar-se. Rios de tintas foram gastos no Brasil tentando repercutir as palavras do matador de elefantes, como vermes mais rastejantes que lacraias. Hoje, amanheceram calados, se pertundo, quem é Rei Juan Carlos? Quem são os Bourbons? Estivesse acontecendo na Venezuela e ninguém dormiria em paz por mais um ano.

Estes carrascos da honestidade alheia, mal educados na arte de Maquiavel,  acabam sempre descobertos, para desgraça dos vira-latas e vira-bostas tupiniquins.

Nada como um dia depois do outro. Diz-se que a mentira tem pernas curtas, e a verdade vem a galope. Taí, ó, uma família corrupta bem real.

La infanta Cristina se resiste a renunciar al título pese a la imputación

Natalia Junquera Madrid 604

El Rey no se lo ha pedido y su hija no quiere separarse o desistir de sus derechos. Don Juan Carlos recibió a Rajoy horas después de la decisión del juez Castro. La Zarzuela no opina

Su futuro, en manos de tres jueces

Andreu Manresa Palma de Mallorca 13

La Sala que verá los recursos se dividió en mayo al suspender la primera imputación de doña Cristina

La Infanta y Urdangarin, en un acto en Estocolmo en 2010. / A. KISBENEDEK (AFP)

De cómo un rumor pasó a escándalo

Luis Gómez Madrid 38

La trama de Urdangarin permaneció oculta siete años. El ‘caso Palma Arena’ la sacó a la luz y terminó afectando a su esposa

El juez, al fiscal: “Se pierden las formas y eso no es deseable”

Andreu Manresa Palma de Mallorca 332

José Castro y Pedro Horrach endurecen su duelo judicial en cada nuevo escrito del ‘caso Urdangarin’

Justiça espanhola indicia filha do rei Juan Carlos, acusada de fraude

Cristina estaria envolvida em escândalo de ONG de seu marido

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O Tribunal de Palma de Mallorca, na Espanha, indiciou ontem a infanta Cristina, filha do rei Juan Carlos, pelos crimes de fraude fiscal e lavagem de dinheiro. Para os magistrados, ela está envolvida no escândalo de contratos públicos da ONG de seu marido, Iñaki Urdangarin.

O indiciamento abre caminho para o que pode ser o primeiro julgamento de um membro da família real espanhola. O juiz José Castro convocou a infanta para depoimento em 8 de março, apesar da oposição da Promotoria, que descartou o vínculo da filha do rei no caso.

Os promotores afirmam que Cristina não participava das atividades financeiras da instituição e desconhecia as movimentações feitas pelo marido e seus sócios, de modo que a retiraram da ação por falta de provas.

O mesmo magistrado já havia imputado a infanta no início de 2012, mas a determinação foi suspensa pela Promotoria Anticorrupção.

A investigação, iniciada em 2010, mostra que o marido de Cristina é suspeito de ter desviado € 5,8 milhões (R$ 18,56 milhões) de verba pública através de sua ONG, o Instituto Noos.

24/10/2012

Roberto Saviano, algoz de Berlusconi, no Brasil

Filed under: Camorra,Gomorra,Máfia,Ndrangheta,Roberto Saviano — Gilmar Crestani @ 8:31 am

Silvio Berlusconi, dono de 80% dos veículos de comunicação da Itália e ídolo da direita máfio midiática brasileira, foi desnudado em praça pública por Roberto Saviano. Se alguém ousar fazer isso com os capo dei tutti i capi da Folha, Veja, Estadão, Globo, RBS também leva chumbo. Nada mais parecido com a Camorra, Ndrangheta do que a Cosa Nostra brasileira.

Os altos volumes de dinheiro não são transportados em contêiners, nem em maletas pretas. Para os desmiolados e invertebrados de sempre, preciso lembrar que o narcotráfico usa o sistema bancário para lavar seu dinheiro. Se a Suíça lava mais banco, no Brasil os mal informados amadrinhados pelos mal intencionados acharam por bem acabar com a CPMF. Independente do uso daquele imposto, o certo é que através dele se achava o caminho dos descaminhos. E até narcotraficante pagava. Sabe a inviolabilidade do sigilo bancário? É, isso mesmo, a maior garantia de que o traficante travestido de “homem de bem” não terá “hobby” investigado. Por traz do movimento “impostômetro” estão os impostores que não querem que se saiba a origem do dinheiro. Roberto Saviano sabe disso, pois é só seguir o dinheiro. Se descobriram isso dentro do Vaticano, porque não existira no sistema bancário brasileiro, tão pródigo em anunciar nos grupos mafiomidiáticos. Não foi por outro motivo que Salvatore Cacciola  encontrou no herói do PIG, o Ministro Marco Aurélio Mello, a pena de aluguel do bom vizinho para conseguir passaporte para a Itália.

Autor de "Gomorra", Roberto Saviano comenta ligações entre máfia italiana e Brasil

MORRIS KACHANI
DE SÃO PAULO

Desde 2006, pelo menos 14 policiais com dois carros blindados à disposição se alternam 24 horas por dia na escolta do escritor e jornalista italiano Roberto Saviano, 33.

Jurado de morte pela máfia, Saviano dorme em hotéis e apartamentos alugados, nunca por mais de um mês. "Não consigo imaginar meu futuro. Gostaria de ter uma vida normal, com um pouco de liberdade", afirma o autor, que não é casado nem tem filhos.

Ele se diz "às vezes" arrependido de ter escrito "Gomorra", o livro-reportagem sobre a extensão do poder das organizações criminosas que o tornou internacionalmente conhecido em 2006.

Agora, a Companhia das Letras está lançando seu mais recente livro, "A Máquina da Lama". A obra é inspirada em um programa que foi apresentado pelo próprio Saviano na TV estatal italiana, em 2010, e que chegou a uma audiência de 10 milhões de pessoas, tendo até mesmo desbancado uma partida entre Inter de Milão e Barcelona.

"Vieni Via con Me" (vem embora comigo), título do programa, escancarou as mazelas do país. Dos empreendimentos imobiliários da máfia calabresa em Milão aos lucros da Camorra e o interesse na manutenção da crise do lixo em Napóles (que já dura duas décadas).

Zennaro Luca – 22.jan.11/Efe

Roberto Saviano na Universidade de Gênova, na Itália

Roberto Saviano na Universidade de Gênova, na Itália

Um programa de TV com essas características não poderia passar incólume pelas pressões políticas, que foram encabeçadas por Silvio Berlusconi, então premiê da Itália, e logo se transformariam em censura, até que saísse do ar, mas não sem deixar um rastro de polêmicas.

Saviano se transformou em um ícone da luta contra as organizações criminosas, assinando periodicamente artigos em publicações como "The New York Times", o espanhol "El País", e o italiano "La Repubblica".

O tom de denúncia e indignação que sempre predominou em seu discurso continua, mas agora acompanhado de uma certa melancolia, como se pode observar na entrevista a seguir, concedida à Folha por e-mail.

*

Folha – Qual é sua impressão do Brasil?
Roberto Saviano – O Brasil está vivendo um momento incrível. De ex-colônia passou a esperança para colonizadores e colonizados: para Portugal, Angola, Moçambique. É uma país extremamente complexo, que conjuga modernidade e kitsch, reformas sociais e crescimento e que está se tornando central para a história do mundo, um parceiro privilegiado da Europa. Tenho certeza de que sairá do Brasil um novo caminho virtuoso, que contaminará os países em crises. A Itália de hoje sonha com o que está ocorrendo no Brasil, isto é, brasileiros que emigraram voltando a sua terra para nela investir, porque acreditam no curso das reformas que vêm se dando.

Que laços há entre a Máfia e facções criminosas no Brasil?
O Brasil –como a Itália– paga um preço altíssimo ao narcotráfico. Os grandes carregamentos de cocaína (produzida na maior parte na Colômbia) passam pelo Brasil e isso equivale a dizer que a bolsa da coca está em suas mãos, isto é, é no Brasil que se decide o preço do pó. A mercadoria sai em navios para a África Ocidental, chegando à Espanha ou a Portugal. Em outros casos, vai do Brasil diretamente para a Itália, para o porto de Gioia Tauro, na Calábria. E isso é prova evidente dos laços entre as organizações brasileiras e a "’Ndragheta" [equivalente calabresa da Máfia].

Também a Camorra, da Campanha [região de Nápoles], sempre teve laços com facções brasileiras. Basta pensar que Antonio Bardellino, chefe do clã dos "casalesi", chefe da organização criminosa "dona" do território em que nasci e cresci e que me ameaçou de morte, foi morto no Brasil, em 1988. No Rio de Janeiro, na casa em Búzios que ao que parece dividia com Tommaso Buscetta, o "chefe dos dois mundos", ligado à Cosa Nostra e preso em São Paulo.

Como e por que o sr. se interessou pelo tema da Máfia?
Nascer, crescer, estudar –em uma palavra, viver em uma terra onde a criminalidade pode tudo, tem laços com política e economia, decide a vida e a morte das pessoas impõe uma tomada de consciência. Nascer no sul da Itália significa se perguntar constantemente que lado assumir, como reagir, o que fazer. Não dá para ficar indiferente. No sul todos, diariamente, tomam um partido.

É possível estabelecer um vínculo entre a crise financeira global e o crime organizado?
As organizações criminosas têm em mãos uma liquidez enorme proveniente do narcotráfico e, num momento em que isso é exatamente o que falta, fica fácil de entender qual é o vulto de seu poder de aquisição. Se as organizações não são diretamente responsáveis pela crise econômica, é certo que agora elas estão entre os principais atores e, quando houvermos saído da crise, as economias nacionais de muitos países, entre os quais a Grécia, a Espanha e a Itália, serão economias totalmente infiltradas por capital criminoso. E esse problema, por incrível que pareça, não é visto como prioridade.

Como se estrutura e que métodos aplicam hoje as máfias, em relação aos de seu passado?
As organizações têm negócios em todos os lugares possíveis. Usufruem de cada novo canal, de cada tendência, se aproveitam de cada falha do sistema. A estrutura e os métodos não mudaram muito; seria um erro deixar de lado regras atávicas que determinam a manutenção das hierarquias e a possibilidade de gerir organizações tão ramificadas. A força das organizações reside em sua capacidade de aplicar estruturas e métodos do passado a novos âmbitos de investimento.

Como o sr. explica o fenômeno Berlusconi e qual é sua opinião sobre o atual governo italiano?
Sobre o fenômeno, ou melhor dizendo, as duas décadas de Berlusconi, sobram interpretações. Há 20 anos tentamos entender como é possível que ele sempre consiga governar e, depois de mil justificativas, depois de ter tido expostos seus vícios e fraquezas, nas eleições seguintes seu partido consegue novamente a maioria. As explicações são muitas. Em primeiro lugar, Silvio Berlusconi dispõe de potência midiática: TVs, semanais, primeiras páginas de jornais, que lhe permitiram campanhas eleitorais incrivelmente incisivas.

Além disso, por anos personificou o ideal de "self-made man", que conseguiu tudo por mérito, força e empreendedorismo próprios. Na percepção pública, mesmo se cometeu atos ilícitos, o fez com astúcia, servindo-se das brechas de nosso sistema. "Quem não teria feito igual", justificam. E assim ele conseguiu erguer um império imobiliário e midiático. Há muitíssimas lendas sobre ele. E aqueles que poderiam tentar vencê-lo não conseguiram apresentar programas convincentes, não conseguiram conquistar o eleitorado de esquerda, não conseguiram restabelecer o front hoje baldio do comunismo.

O governo atual, por outro lado, era necessário para recuperar a credibilidade internacional da Itália, mas, depois de quase um ano, avaliando-o quanto ao aspecto das organizações criminosas –porque, como já disse, a capacidade dessas organizações de se infiltrar por completo no âmbito econômico durante a crise é exponencial– digo que, como o precedente, esse governo conhece somente o lado repressor e não ataca nem minimamente o aspecto econômico e fundamental dessas organizações.

O sr. acha que a opinião pública está mais consciente hoje de que a Máfia é um mal?
Se não há homicídios, a presença da máfia em organizações criminais passa, em muitas zonas da Itália, despercebida. Quando fazia "Vieni Via con Me" [algo como "vem comigo"], falei das máfias do norte da Itália, e quem ouvia não acreditava, apesar de que haviam investigações comprovando o que eu contava. O então ministro do Interior, Roberto Maroni, que é da Lega Nord [partido que reúne separatistas do norte italiano], disse que iria ao programa ler a lista de todos os presos nos últimos tempos.

O que até hoje não ficou claro é que a ala militar não existe sem a ala econômica dos clãs. As prisões de pouco servem: a hidra tem nove cabeças, e se você corta uma, no lugar logo nasce outra. É preciso dotar nosso sistema econômico de anticorpos para impedir que as organizações criminosas se infiltrem em tudo, da coleta de detritos até o transporte rodoviário.

Quanto da cultura italiana se liga às máfias?
A cultura mafiosa compõe somente uma parte da tradição italiana. Não a chamaria nem mesmo cultura, diria mais uma atitude tradicional de apego –à terra, aos bens, à virgindade, os valores familiares, as hierarquias familiares. E tudo isso, soa estranho dizer, se liga estreitamente ao turbocapitalismo. Então há, de um lado, o culto à virgindade, à propriedade, à terra e a regras quase medievais; e, de outro, investimentos financeiros e vanguarda econômica. A união desses dois ingredientes é que faz o DNA extremamente forte e dominante das máfias.

Qual é sua opinião sobre filmes e séries como "O Poderoso Chefão" e "Família Soprano"?
São produtos muito diferentes entre si. "O Poderoso Chefão" cunhou um imaginário de certa forma épico. Prova disso é que os mafiosos –eu contei isso em "Gomorra"– imitam cenas do filme em seu cotidiano e mandam construir casas inspiradas na de Tony Montana. "Família Soprano", por sua vez, vai no sentido oposto e tenta mostrar a normalidade da vida de um "capo". O lado brutal, criminoso, mas também o dia a dia, às vezes ridículo, feito de pequenos grandes dramas, de sessões de análise, de cabeleireiros, de problemas com os filhos adolescentes.

Talvez essa possa ser uma maneira de desconstruir um imaginário. Mas "O Poderoso Chefão" e "Família Soprano" são filhos de épocas distintas e acho que, tudo somado, se dirigem a públicos diferentes.

O sr. acha que a Máfia pode ser vencida?
O juiz Giovanni Falcone, morto em um atentado mafioso na Sicília, em 1992, dizia: "A Máfia é um fenômeno humano e, como todos os fenômenos humanos, tem um princípio, uma evolução própria e terá, portanto, um fim". Eu espero com todas as minhas forças que sim; mas, sem uma mudança radical na nossa ordem econômica, não será possível.

O seu programa de TV sofreu censura?
A pior das censuras, a mais subterrânea, a mais sub-reptícia: os contratos com os patrocinadores não se firmavam, o estúdio era pequeno e isolado. Variava o número de blocos, uma hora quatro, outra três, outra dois. Em suma, o clima era de total e constante incerteza. Uma forma incrivelmente astuta de fazer desandar o programa e poder dizer: "Viram? O que vocês têm a dizer não interessa, ninguém quer saber".

O que o sr. acha da profissão de repórter, num momento em que a internet é crucial para o mundo da informação?
A internet e as agências de notícias facilitaram muito o trabalho tradicional do repórter, modificaram-no de forma profunda, não necessariamente para o mal, como alguns sustentam. O jornalista tem agora uma terfa mais árdua, mas mais estimulante: reunir as peças de um quebra-cabeças que estão espalhadas à vista de todos. Tudo está à mão, mas não tudo é inteligível. Às vezes certas partes escapam; em outras, não é possível relacionar certos fatos. É isso: o repórter agora não é instado a encontrar a informação em primeira mão, mas também (e sobretudo) a reelaborá-la, a explicá-la.

Que impressões o sr. guarda da experiência de fazer um programa de TV?
Chegar a milhões de pessoas é, sem dúvida, uma experiência incrível, que causa uma vertigem que não se experimenta de outra forma. Saber que 12 milhões de pessoas estão vendo você tira seu fôlego, bloqueia, turva a vista. É inacreditável. Isso é o bom e o ruim ao mesmo tempo. Repetir um sucesso fenomenal é impossível. Então existe o risco de, depois dessa vertigem, ficarmos paralisados.

Por sorte, não foi o que aconteceu conosco. O programa foi ao ar por um canal diferente –menor, com menos recursos– em maio passado e continuou a ser um sucesso. Isso deixou claro, para nós, que o que conta não é o canal, mas a mensagem. A mensagem que tentamos passar, de novo, foi: as palavras são importantes; é preciso refletir sobre cada uma delas. É importante olhar além das fronteiras do nosso país, mas é fundamental conhecer e entender aquilo que acontece em países distantes que se ligam ao nosso por relações econômicas que se estreitarão mais e mais.

Por isso interessa recordar o que houve em 2004 na escola de Beslan, na Rússia [onde crianças foram mortas por terroristas tchetchenos], como se vive nos "laogai" chineses, que são campos de concentração modernos. Pensamos que a atualidade imediata, feita de spreads e de agências de classificação de risco, pode dar lugar à compreensão do que nos circunda. E esse pensamento foi reconhecido uma vez mais pelos espectadores.

Quais são os livros e pessoas que o sr. admira e por quê?
Seria uma longa lista e ainda assim esqueceria alguém. Mas eu quero recordar Christian Poveda. Eu o conheci porque firmou um abaixo-assinado em solidariedade a mim. Foi morto em 2 de setembro de 2009 em El Salvador por causa do documentário "La Vida Loca", uma obra-prima sobre as maras [quadrilhas salvadorenhas]. Meu pensamento está com ele.

Quais são seus próximos projetos?
Estou escrevendo um novo livro e tenho muitos projetos para TV. Na Itália, claro, mas também no exterior –espero chegar à Espanha e à Alemanha, onde se dá muita atenção ao tema das organizações criminosas.

Como o sr. se descreve?
Como alguém em busca de uma vida normal. De um pouco de liberdade.

Como é seu cotidiano?
Vivo uma vida totalmente anômala. Alterno períodos de completa solidão e isolamento e outros de máxima visibilidade, quando estou na TV ou participo de eventos públicos. Isso faz a minha vida ser completamente esquizofrênica. Tenho uma escolta de sete policiais militares quando saio e faço aparições públicas. Nos percursos cotidianos, são cinco. Uso dois carros blindados.

A sua situação é comparável à do escritor Salman Rushdie?
Rushdie foi ameaçado de morte simplesmente por ter escrito "Os Versos Satânicos". A minha situação é diferente. Se "Gomorra" tivesse ficado restrito àqueles ligados aos fatos, alguns colegas jornalistas, um ou outro advogado ou juiz e alguns fanáticos por temas de crime organizado, a Camorra não teria se sentido ameaçada. O que assustou os criminosos foi o enorme número de leitores, seu interesse crescente pela dinâmica do crime. As pessoas queriam informação, tinham sede de saber. Isso fez com que os chefões se sentissem vulneráveis e daí vieram as ameaças.

O sr. se arrepende? Faria algo diferente?
Eu me arrependi mil vezes de ter escrito "Gomorra" e não outro livro, que poderia ter me dado uma vida de escritor, e não de perseguido.

Como o sr. vê "Gomorra" hoje?
Eu odiei o livro por muito tempo. Sabia que devia muito a ele, talvez até demais, mas às vezes eu gostaria de poder voltar atrás e nunca tê-lo escrito.

O sr. é casado, tem filhos? Como se vê daqui a dez anos?
Não consigo imaginar meu futuro. Gostaria de ter uma vida normal. Venho tentando e espero lentamente conseguir.

O que os seus pais pensam de seu trabalho?
É difícil saber o que opinam. Obviamente se orgulham de mim, mas meu trabalho transtornou a vida deles tanto quanto a minha. É meu maior remorso.

O sr. se sente melancólico, claustrofóbico? O que lhe faz falta?
Eu me sinto assim o tempo todo. Sinto falta do meu passado, da liberdade que perdi. Às vezes queria voltar ao verão de 2006, ano em que saiu "Gomorra". Lancei o livro Itália afora, com uma mochila nas costas, passando noites em trens. As pessoas me esperavam para falar do meu livro, do estilo, do texto, queriam saber como eu tinha reunido tantas informações. Foi a melhor época da minha vida. Era um sonho que estava se tornando realidade: depois de tanto trabalho, o mundo cultural italiano se dava conta desse rapaz de 26 anos que tinha tanta vontade de escrever, de dividir ideias e experiências. Se eu pudesse, pararia o tempo ali.

28/03/2012

Herança (mafiaosa) berlusconiana

Filed under: Itália,Máfia,Ndrangheta — Gilmar Crestani @ 8:30 am

 

Magistrato calabrese arrestato per corruzione

In manette Giancarlo Giusti, del tribunale di Palmi. L’accusa: viaggi pagati dalla ‘ndrangheta e incarichi pilotati

Operazione della dda su richiesta dei pm Boccassini e Storari. AGGRAVANTE FINALITÀ MAFIOSE

Magistrato calabrese arrestato per corruzione

In manette Giancarlo Giusti, del tribunale di Palmi. L’accusa: viaggi pagati dalla ‘ndrangheta e incarichi pilotati

Ilda Boccassini (Fotogramma)Ilda Boccassini (Fotogramma)

MILANO – Giancarlo Giusti, gip presso il tribunale della cittadina calabrese di Palmi e poi sospeso dal Csm, è stato arrestato per corruzione aggravata dalla finalità mafiosa nell’ambito dell’inchiesta della Dda di Milano sul clan dell’ndrangheta dei Lampada. Secondo l’accusa, il magistrato avrebbe ricevuto dal clan almeno 71 mila euro. Il suo nome era già comparso nell’ambito delle indagini perchè gli sarebbero stati pagati viaggi ed escort in hotel di lusso a Milano.

L’INCHIESTA – Il gip Giuseppe Gennari, su richiesta dei pm Ilda Boccassini e Paolo Storari, contesta al magistrato viaggi e soggiorni pagatigli dal clan di ‘ndrangheta Lampada (vicenda questa già emersa mesi fa quando la toga era stata indagata), ma anche l’assegnazione di incarichi professionali a custodi e amministratori giudiziari quando Giusti era giudice delle esecuzioni. Quattro mesi fa, nella stessa inchiesta sui Lampada il pool antimafia milanese aveva fatto arrestare anche il presidente della sezione Misure di prevenzione del tribunale di Reggio Calabria.

CORRUZIONE – L’ex gip di Palmi – sospeso dalle funzioni con delibera della sezione disciplinare del Csm, lo scorso 16 dicembre – da tempo perquisito e indagato nell’ambito dell’inchiesta milanese sulla ‘ndrangheta, sarebbe stato corrotto con una serie di viaggi e soggiorni a Milano pagati dall’associazione con l’utilizzo di una ventina di escort diverse. Secondo l’ipotesi accusatoria, Giusti avrebbe inoltre ricevuto dal clan almeno 71mila euro.

GLI ARRESTI – In merito all’ipotesi di reato contestata, il procuratore della Repubblica Edmondo Bruti Liberati chiarisce in una nota che Giusti è accusato di corruzione «fino al giugno 2010» in concorso con il presunto boss della ’ndrangheta calabrese Giulio Lampada e «con persone non identificate», perché per «compiere e per aver compiuto atti contrari ai doveri d’ufficio, in palese violazione dei principi di imparzialità, probità e indipendenza tipici della funzione giudiziaria, si metteva a disposizione di Giulio Lampada». Tale «mercimonio della funzione», si legge nell’imputazione, «veniva posto in essere dal magistrato al fine di ricevere e dopo aver ricevuto le utilità economiche da Giulio Lampada e da soggetti a quest’ultimo collegati, tra cui Mario Giglio e Minasi Vincenzo per un valore complessivo di almeno 71mila euro». Il tutto con «l’aggravante di aver commesso il fatto al fine di favorire l’associazione di tipo mafioso». Il 30 novembre, nell’ambito dell’inchiesta coordinata dal procuratore aggiunto Ilda Boccassini e dai pm Paolo Storari e Alessandra Dolci, era stato arrestato un altro magistrato, poi sospeso dal Csm, il presidente delle misure di Prevenzione del Tribunale di Reggio Calabria, Vincenzo Giuseppe Giglio. In carcere erano finite anche altre 8 persone: il cugino di Giglio, il medico Vincenzo Giglio, il consigliere regionale della Calabria Francesco Morelli (Pdl), l’avvocato Vincenzo Minasi, il maresciallo della Guardia di Finanza Luigi Mongelli e un ’fedelissimo’, Raffaele Fermino. E poi anche Giulio Lampada, il regista di tutte le operazioni" e il fratello Francesco, gestori di bar e locali e veri e propri imprenditori nel settore dei giochi di azzardo, la moglie di quest’ultimo, Maria Valle (ai domiciliari) e suo fratello Leonardo.

L’ALBERGO – Per tutti il processo con rito immediato comincerà nelle prossime settimane. Il 27 gennaio scorso, inoltre, sono stati arrestati anche tre finanzieri e il direttore dell’hotel Brun, accusato di favoreggiamento personale. In quell’albergo, secondo l’accusa, Giusti avrebbe soggiornato pagato dalla cosca e incontrato escort.

Redazione online
(ha collaborato Luigi Ferrarella)28 marzo 2012 | 12:27© RIPRODUZIONE RISERVATA

Magistrato calabrese arrestato per corruzione – Corriere.it

09/10/2011

Papa denuncia máfia ‘desumana’ no sul da Itália

Filed under: Cosa Nostra,Forza Itália,Itália,Ndrangheta — Gilmar Crestani @ 10:57 am
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Até o Papa pratica o seletividade. Foi importante a invectiva de Ratzinguer sobre a máfia do sul e o silêncio obsequioso a respeito da máfia do norte, também batizada de Forza Itália, cujo capo atende pelo nome de Sílvio Berlusconi. O Papa não tem palavras para a corrupção que beneficia o Norte, apenas para a criminalidade decorrente da pobreza do sul explorado pelo Norte. Talvez o papa “tedesco” desconheça que os “polentoni” vivem da farinha produzida pelos “terroni”. As famiglias mafiosas estão agrupadas entorno da Cosa Nostra siciliana, a Ndrangheta da Calábria, Camorra napolitana e a Forza Itália, de Milão e arredores…

Papa denuncia máfia ‘desumana’ no sul da Itália

09 de outubro de 2011 | 10h 01

AE – Agência Estado

O papa Bento 16 denunciou hoje a máfia "desumana" que afeta o sul da Itália e pediu a moradores da região que respondam à ameaça tomando conta um do outro e prezando pelo bem comum. Bento 16 fez o comentário ao celebrar uma missa a céu aberto em Lamezia Terme, na Calábria.

A região abriga a ”Ndrangheta”, considerada hoje mais poderosa do que a máfia siciliana e um dos maiores grupos traficantes de cocaína do mundo. A Calábria é também uma das regiões mais pobres da Itália.

Bento 16 destacou que a região é considerada sísmica, "não apenas geologicamente, mas do ponto de vista estrutural, social e de comportamento", e disse que a alta taxa de desemprego e a "criminalidade muitas vezes desumana ferem a estrutura da sociedade" da Calábria.

Ele pediu aos moradores da região que continuem respondendo aos problemas com fé e valores cristãos. "Forcem a si mesmos a ampliar a capacidade de colaborar um com o outro, cuidar um do outro e de todo o bem público", disse ele.

Essa foi a primeira visita do papa à região e a polícia estimou que 40 mil pessoas compareceram à missa. As informações são da Associated Press.

 

No LA REPPUBLICA

"Impegno dei cattolici in politica
ma non sia per interessi di parte"

Il Papa in Calabria contro la ‘ndrangheta

"Impegno dei cattolici in politica ma non sia per interessi di parte" Benedetto XVI celebra la messa a Lamezia Terme, davanti a 40 mila persone. "Nuova generazione pensi al bene comune". Monito contro la criminalità organizzata: "Ferisce il tessuto sociale" (video). E poi: "Disoccupazione preoccupante"

No Corriere della Sera

Il Papa in Calabria: «Serve nuova generazione di cattolici in politica»

Nel discorso anche riferimenti alla criminalità organizzata e alla disoccupazione

Il Papa in visita pastorale a Lamezia Terme (Infophoto)

Il Papa in visita pastorale a Lamezia Terme (Infophoto)

LA ‘NDRANGHETA – In Calabria i problemi sono in forme «acute e destabilizzanti», come la «disoccupazione preoccupante» e la «criminalità spesso efferata» che «ferisce il tessuto sociale». Ma i calabresi hanno «saputo reagire all’emergenza con prontezza e disponibilità sorprendenti». Il Papa chiede loro di non scoraggiarsi. «Non cedete mai – ha raccomandato il Papa ai calabresi – alla tentazione del pessimismo e del ripiegamento su voi stessi», crescete nella «capacità di collaborare con gli altri, e per il bene pubblico». Il Papa ha celebrato la messa nell’area industriale ex-Sir, dopo essere stato accolto e salutato dal presidente della Regione Giuseppe Scopelliti, dal sindaco Gianni Speranza e dal vescovo, Antonio Cantafora. «So che anche a Lamezia Terme, come in tutta la Calabria, – ha detto Benedetto XVI nell’omelia – non mancano difficoltà, problemi e preoccupazioni. Se osserviamo questa bella regione, riconosciamo in essa una terra sismica – ha commentato – non solo dal punto di vista geologico, ma anche da un punto di vista strutturale, comportamentale e sociale; una terra, cioè, – ha chiarito il Papa – dove i problemi si presentano in forme acute e destabilizzanti; una terra dove la disoccupazione è preoccupante, dove una criminalità spesso efferata ferisce il tessuto sociale, una terra in cui si ha la continua sensazione di essere in emergenza».

«NON CEDETE MAI» – «All’emergenza, – ha sottolineato papa Ratzinger – voi calabresi avete saputo rispondere con una prontezza e una disponibilità sorprendenti, con una straordinaria capacità di adattamento al disagio. Sono certo che saprete superare le difficoltà di oggi per preparare un futuro migliore. Non cedete mai – ha incitato – alla tentazione del pessimismo e del ripiegamento su voi stessi. Fate appello alle risorse della vostra fede e delle vostre capacità umane; sforzatevi di crescere nella capacità di collaborare, di prendersi cura dell’altro e di ogni bene pubblico, custodite l’abito nuziale dell’amore; perseverate nella testimonianza dei valori umani e cristiani così profondamente radicati nella fede e nella storia di questo territorio e della sua popolazione».

Redazione online
09 ottobre 2011 14:56

Papa denuncia máfia ‘desumana’ no sul da Itália – internacional – geral – Estadão

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