Ficha Corrida

31/12/2015

Dossiê Napoleão das Alterosas

aecio_300 amigo do lulaO vazamento, no apagar das luzes, e exatamente para a Folha de São Paulo, não é algo que se deva engolir apressado. Nunca é demais lembrar da figura sinistra do tarja preta José Serra. O ator da bolinha de papel esteve por trás de vários episódios que não custa relembrar: O Caso Lunus, que explodiu a então candidata Roseana Sarney; o caso dos aloprados, que compraram um dossiê montado por José Serra que o PT caiu na armadilha; o antológico artigo do Mauro Chaves no Estadão, “Pó pará, governador”, que o jornal o Estado de Minas respondeu: “Minas a reboque, não”.

A entrega de fim de ano detonando Aécio, como se já não se soubesse de algo muitas vezes mais grave, pode esconder várias coisas: primeira delas, a de entrega do Aécio Neves como estratégia para turbinar a caça ao grande molusco. Segundo, detonar Aécio para planificar o caminho para a candidatura, desde sempre sonho da Folha, José Serra.

Se não houve incriminação quando o “amigo do Aécio” teve seu helipóptero apreendido com 450 kg de cocaína; se os aeroportos construídos com dinheiro público nas terras do Tio Quedo, em Cláudio e Montezuma passaram em brancas núvens; se as centenas de viagens com aeronaves do Estado de Minas para Rio de Janeiro, Espírito Santo e Florianópolis foram em céu de brigadeiro; se a Lista de Furnas, tão ou mais antiga que o mensalão mineiro, nunca chamou a atenção?!

Por que uma doação de R$ 300 mil reais iria virar manchete no último dia do ano de 2015?! Gratuitamente? Nem que a vaca tussa! Aí tem truta, e é das grosas. E Aécio pode estar entrando como boi de piranha…

Propina de Aécio. A quem interessa o crime? Será fogo amigo?, por Rogério Maestri

Propina de Aécio. A quem interessa o crime? Será fogo amigo?, por Rogério Maestri – qui, 31/12/2015 – 07:35

Por Rogério Maestri

De uma hora para outra a Folha de S.Paulo revolve um depoimento de um dos diversos delatores que andam por aí  uma referência clara e inequívoca que o presidente do PSDB recebeu num dado momento uma bela propina de R$300.000,00 de uma das diversas construtoras envolvidas em processos de corrupção.

O interessante é que esta delação foi feita no Supremo e está sendo divulgada em primeira mão por um jornal francamente contra o governo Dilma.

Estes dois indícios mostram que a notícia provavelmente foi plantada por alguém de confiança da FSP, o que exclui uma eventual tentativa de um simpatizante ou membro do governo federal ter passado esta notícia.

Seguindo métodos policiais de investigação, é possível achar suspeitos nesta ação partindo do básico. A quem interessa o crime?

Se a notícia partisse de alguém vinculado ao governo, provavelmente ela não seria divulgada pela Folha de São Paulo devido a cuidados maiores na investigação da notícia e principalmente por partir de quem partiu.

Se esta notícia não partiu do governo de quem poderia ter partido? Voltando a metodologia inicial, e sabendo que os partidos no Brasil, como no resto do mundo comportam lutas internas ferozes onde grande parte dos escândalos que aparecem nomes de pessoas partem dos próprios correligionários, ou mesmo ex-correligionários, poderemos levantar suspeitas sobre três nomes interessados em queimar de uma vez por todas a imagem de Aécio Neves.

O primeiro, e sempre suspeito de ações contra Aécio, tem-se na figura de José Serra como principal suspeito. Serra além do desgaste de imagem que tem sofrido ao longo do tempo foi desmoralizado frente aos seus pares pela taça de vinho jogada na sua cara pela ministra da agricultura, e esta desmoralização entre iguais fere em muito o ego e leva a mentes que tem por único objetivo nos dias atuais atingir o cargo de Presidente da República, ele já foi Governador, Ministro e Senador, logo a única ambição possível é a Presidência.

Por outro lado se tem uma figura que não precisa assumir o mando deste vazamento, mas tem diversos aliados e uma estrutura própria que podem decidir até a revelia do beneficiado o crime, estou falando de Alckmin. No entourage do governador há uma série de pessoas que podem após pequenas reuniões internas decidir que uma figura como Aécio não se coaduna com os princípios morais e espirituais de um “opus dei”, por exemplo.

Agora tem uma surpresa que também faria sentido que poucos pensaram, o senador paranaense Álvaro Dias. Este senador, virtual candidato a Presidência da República pelo PV, por pertencer até alguns meses ao PSDB ele sabe dos “pequenos segredos” deste partido e um desgaste na figura de seu presidente é extremamente conveniente.

Álvaro Dias talvez seja dos três suspeitos que menos se arrisca com a divulgação da propina que recebeu Aécio, e sendo ele senador pelo Paraná, bem próximo ao Juiz Moro, pode levantar uma dobradinha paranaense Dias + Moro para presidência da República, porém como a campanha precisará de tempo de TV um apoio de um partido desgastado até as eleições significaria um aumento significativo do seu cacife.

O problema é que a senadora não pode levantar suspeita contra a sua figura, pois perderia o aliado no primeiro turno e com pouco tempo de TV pode não chegar no segundo. Logo as ações denunciando problemas com os três candidatos potenciais do PSDB ao Planalto deverão aparecer à conta gotas de forma discreta, porém contínua.

Um reforço a hipótese Álvaro Dias é que mesmo se sabendo que o Juiz Moro deve ter tido acesso a esta informação, o vazamento aparentemente saiu do Supremo! Algo extremamente conveniente para prosseguir com Moro ocupando a chapa ou mesmo se lançando ao senado através do PV ou outro partido de aluguel pelo Paraná.

O futuro pode confirmar toda esta hipótese, logo quem ler isto guarde e informação para entender os próximos passos inusitados que poderão ocorrer.

Propina de Aécio. A quem interessa o crime? Será fogo amigo?, por Rogério Maestri | GGN

‘Por que a citação a Aécio, feita em julho, não vazou?’

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Pergunta é do jornalista Mario Magalhães; "Depoimento citando Aécio foi em julho. Por q não o vazaram, como outros?", postou o blogueiro do Uol no Twitter, sobre a reportagem que cita propina de R$ 300 mil da UTC ao senador tucano

31 de Dezembro de 2015 às 06:28

247 – Nesta quarta-feira 30, o jornalista Mario Magalhães, blogueiro do Uol, publicou em seu perfil no Twitter uma pergunta que merece reflexão:

"Depoimento citando Aécio foi em julho. Por q não o vazaram, como outros? Devemos a notícia ao grande @rubensvalente", postou, em referência à reportagem de Rubens Valente publicada ontem pela Folha de S. Paulo.

A matéria traz trecho de um depoimento Carlos Alexandre de Souza Rocha, apontado como entregador de dinheiro do doleiro Alberto Youssef, que cita a entrega de R$ 300 mil como propina ao senador Aécio Neves (PSDB-MG).

No mundo dos vazamentos da Lava Jato, em que até a cópia de um acordo de delação premiada – o de Nestor Cerveró – foi parar nas mãos de um banqueiro – André Esteves – a dúvida sobre a demora do vazamento relacionado a Aécio é realmente válida.

‘Por que a citação a Aécio, feita em julho, não vazou?’ | Brasil 24/7

Bis de Aécio na Lava Jato testará critério de Janot

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Nesta quarta-feira, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) apareceu pela segunda vez na Operação Lava Jato; na primeira, quando foi citado pelo doleiro Alberto Youssef como responsável pela montagem de um ‘mensalão’ em Furnas, durante o governo FHC, o procurador-geral Rodrigo Janot pediu o arquivamento do seu caso; agora, a denúncia é mais recente: um entregador de dinheiro de Youssef diz ter levado R$ 300 mil a um diretor da UTC, para que este depois repassasse a propina ao senador tucano, em 2013; agora, Janot, que prometeu bater "tanto em Chico como em Francisco", poderá pedir um segundo arquivamento ou terá a oportunidade de esclarecer o caso ouvindo o "Miranda da UTC", que mencionou o presidente nacional do PSDB

30 de Dezembro de 2015 às 09:04

Minas 247 – Numa de suas delações premiadas, feitas em 2014, o doleiro Alberto Youssef, afirmou que seu padrinho na política, o ex-deputado José Janene, do PP, dividiu uma diretoria em Furnas com o senador Aécio Neves. Por meio dessa diretoria, ocupada pelo tucano Dimas Toledo, pagou-se, durante o governo FHC, um mensalão a diversos deputados federais.

Na delação, Youssef afirmou que ia constantemente a Bauru (SP) receber recursos da ordem de US$ 100 mil mensais em nome de Janene – o dinheiro era pago por meio da Bauruense, uma fornecedora de Furnas. Ele afirmou ainda que Aécio seria beneficiário desse esquema. As afirmações foram feitas tanto na delação (leia aqui) como no Congresso (leia aqui).

Essa denúncia só veio a público quando o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, decidiu pediu o arquivamento da investigação relacionada a Aécio. Nela, Janot fez uma ressalva. Disse que o caso poderia ser reaberto se surgissem novas evidências relacionadas ao tucano.

Nesta quarta-feira, o nome de Aécio apareceu numa segunda delação. Desta vez, do maleiro Carlos Alexandre de Souza Rocha, que entregaria dinheiro em nome de Youssef. Rocha afirmou ter levado um pacote de R$ 300 mil para um diretor da empreiteira UTC no Rio de Janeiro, chamado de "Miranda", que teria como destinatário final o senador tucano.

Chico e Francisco

Diante da nova acusação, que Aécio diz ser "fantasiosa", o procurador Janot será pressionado por parlamentares governistas a reabrir o caso sobre o tucano. Até porque ele próprio sinalizou que seu lema, no comando do Ministério Público seria "pau que bate em Chico também bate em Francisco".

Um caminho óbvio e natural de investigação foi indicado pelo jornalista Fernando Brito, editor do Tijolaço. "Miranda, que é apontado pelo próprio Ministério Público como o responsável pelos “acertos” de propina com o PMDB na obra de Angra 3, seria, por óbvio, o próximo passo de qualquer investigação séria. Mas Miranda, ao que se saiba, não foi preso nem deixado mofar na cadeia até que entregasse os chamados ‘agentes políticos’, é claro", diz ele (leia aqui).

Ontem, em seu Facebook, Aécio postou a seguinte mensagem: “O que vai nos tirar dessa crise é a solidez das nossas instituições. O PSDB está ao lado da Justiça brasileira, do Ministério Público, da Polícia Federal e do Congresso Nacional, na defesa da democracia e do retorno da ética como instrumento de ação política”.

A bola, agora, está com Janot.

Bis de Aécio na Lava Jato testará critério de Janot | Brasil 24/7

 

No último dia do ano, Aécio ganha manchetes do Globo e do Estado

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Denúncia de repasse de R$ 300 mil da empreiteira UTC ao senador tucano foi destaque nos jornais O Globo e Estadão neste 31 de dezembro, um dia depois de ter sido publicada em uma nota de rodapé na capa da Folha

31 de Dezembro de 2015 às 06:44

247 – Nos dois últimos dias de 2015, o senador Aécio Neves ganhou destaque nos três principais jornais do País após ter sido alvo de denúncia de que recebeu R$ 300 mil em propina da empreiteira UTC, investigada na Lava Jato.

Nesta quarta-feira 30, a denúncia foi publicada em reportagem de Rubens Valente, da Folha de S. Paulo, em uma nota de rodapé na capa do jornal.

A veiculação aconteceu quatro dias depois de o colunista André Singer, na própria Folha, ter dito que a mídia abafa a corrupção tucana.

O 247 observou a diferença nos destaques entre a publicação de denúncias contra o ex-presidente Lula, por exemplo, e um tucano (leia mais).

Nesta quinta-feira 31, último dia do ano, Aécio teve seu nome estampado em títulos de reportagens nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, que repercutiram a denúncia da Folha.

No último dia do ano, Aécio ganha manchetes do Globo e do Estado | Brasil 24/7

 

Renan e Randolfe também são citados por delator de Aécio

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Apontado como entregador de dinheiro de Alberto Youssef, o delator Carlos Alexandre de Souza Rocha, que apontou propina de R$ 300 mil para o senador Aécio Neves (PSDB-MG), também citou supostos valores repassados ao senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, e Randolfe Rodrigues (Rede-AP); segundo o delator, Renan teria sido o destinatário de R$ 1 milhão, entregue entre janeiro e fevereiro de 2014, enquanto o senador do Amapá teria recebido R$ 200 mil; os dois senadores negam terem recebido propina; Randolfe classificou a acusação como "incabível"

30 de Dezembro de 2015 às 21:01

247 – O delator Carlos Alexandre de Souza Rocha, que afirmou que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) recebeu R$ 300 mil em propina, citou também supostos valores repassados ao senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, e Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

O depoimento, homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foi dado em julho. Nele, Rocha disse que fazia para Youssef serviço de entrega de dinheiro para políticos. Segundo o delator, entre janeiro e fevereiro de 2014, Youssef informou que teria de levar R$ 1 milhão de Recife a Maceió. O delator disse que entregou o dinheiro, em duas partes de R$ 500 mil, para "um homem elegante" num hotel na capital alagoana. Rocha disse ter questionado Youssef sobre o destinatário do dinheiro, e o doleiro teria respondido: "O dinheiro é para Renan Calheiros".

O delator também informou que, entre 2009 e 2014, ouviu Alberto Youssef dizer que iria disponibilizar R$ 2 milhões para Renan Calheiros a fim de evitar a instalação de uma CPI para investigar a Petrobras. Ele não informou, no entanto, se o repasse de fato ocorreu. A assessoria de imprensa de Renan negou as acusações.

Em relação ao senador Randolfe Rodrigues, Rocha disse que Youssef afirmou, em referência ao senador socialista: "Para esse aí já foram pagos R$ 200 mil". Ele disse ter questionado o doleiro se ele tinha certeza, e Yousseff teria respondido ter certeza "absoluta". Rocha, porém, disse não saber se o valor foi efetivamente pago e nem como. 

Em nota, o senador Renan Calheiros "o senador Renan Calheiros nega as imputações e reitera que não conhece a pessoa de nome Alberto Youssef".

O senador Randolfe Rodrigues classificou a delação de "totalmente sem noção". "É hilário, incabível. Primeiro eu não sei nem quem é o senhor Carlos Alexandre Rocha. Nunca tive contato com quem quer que seja. Minha campanha em 2010 foi feita com base em doações individuais, de pessoas físicas. O orçamento total da minha campanha em 2010 foi de R$ 210 mil. Esse valor de R$ 200 mil [citado por Rocha] chega a quase ser superior ao orçamento da minha campanha. Estou achando que isso [a citação a Randolfe] é algo arranjado. Nunca soube quem é Carlos Alexandre Rocha nem quem é Alberto Youssef. Nunca nem passei perto dele. Não conheço nem pessoas que sejam próximas a ele. Nunca tive relação direta ou indireta com prestadores de serviços de empreiteiras", disse o senador.

Renan e Randolfe também são citados por delator de Aécio | Brasil 24/7

Aecím está nas mãos de Janot

O PSDB vai desmoralizar Janot como desmoralizou Moro?

publicado 30/12/2015

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(Imagem: de Petralha Zuero, no face do C Af)

Em O Globo:

Investigado na Lava-Jato diz que Aécio Neves recebeu R$ 300 mil da UTC

Senador tucano afirma que citação em depoimento é ‘absurda e irresponsável’
(…)
Caberá agora ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, decidir se pede ou não abertura de inquérito para aprofundar a apuração sobre o suposto repasse a Aécio. As declarações do entregador poderão colocar em xeque parte da delação premiada de Ricardo Pessoa, dono da UTC. Apontado como um dos chefes do cartel de empreiteiras envolvidas em fraudes na Petrobras, Pessoa reconheceu contribuições para campanhas e pagamentos via caixa dois para vários políticos, mas não fez qualquer referência ao caso descrito por Ceará.
Em depoimento prestado ao procurador Rodrigo Telles de Souza e ao delegado Milton Fornazari, Ceará disse que, a pedido de Youssef, fez quatro entregas de pacotes de dinheiro no escritório da UTC no Rio de Janeiro ao longo de 2013. As remessas eram entregues diretamente a Antônio Carlos D’Agosto Miranda, um dos diretores da UTC. Uma das entregas, no valor de R$ 300 mil, no segundo semestre de 2013, teria como destinatário o ex-candidato do PSDB à presidência Aécio Neves.
(…)

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O PSDB vai desmoralizar Janot como desmoralizou Moro
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Paulo Nogueira: eu acuso Aécio – publicado 30/12/2015

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Imagem de Horacio Nelson, no face do C Af

O Conversa Afiada reproduz texto de Paulo Nogueira, extraído do DCM:

Eu acuso Aécio

Um homem que:
Constrói um aeroporto privado com dinheiro público;
Coloca recursos do contribuinte mineiro, como governador, em rádios da própria família;
Não se envergonha de, sendo político, ter rádios, num brutal conflito de interesses;
Faz uso pessoal do avião do Estado de Minas, como se houvesse vôo gratuito;
Nomeia fartamente parentes e amigos para a administração pública e depois ousa falar em meritocracia;
É capaz de apoiar Eduardo Cunha, em nome do impeachment, mesmo depois de conhecidas as avassaladoras provas contra ele fornecidas pelos suíços;
Jamais teve a hombridade de aceitar a derrota nas urnas e, por isso, se pôs a conspirar contra a democracia desde que saíram os resultados como um golpista psicótico;
Dá como comprovadas quaisquer acusações contra seus adversários, por mais frágeis que sejam;
Tem a ousadia de recusar um teste de bafômetro como se estivesse acima da lei que rege os demais brasileiros;
Recebe dinheiro dos contribuintes para atuar como senador e não devolve com um único projeto aprovado;
Aceita uma boca livre em Nova York de um banqueiro como André Esteves;
Não poupa esforço pelo financiamento privado de campanhas mesmo quando é sabido que esta é a origem maior da corrupção e que foi daí que surgiram ganguesteres como Eduardo Cunha;
Tudo isto posto, e a lista poderia seguir muito adiante, por que este homem não poderia fazer pressão para receber dinheiro de propina segundo delação homologada no SFT noticiada hoje pela Folha?

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R$ 300 mil pra petista é manchete, para tucano é pé de página

Folha fez o possível para esconder

publicado 30/12/2015

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De Raimundo Pimentel, no face do C Af

O Conversa Afiada reproduz texto de Fernando Brito, do Tijolaço:

“A pessoa está me cobrando estes R$ 300 mil”. “Que pessoa?” “Aécio Neves”

A Folha fez o possível.
Colocou a chamada lá no cantinho de baixo, bem pequenina.
Mas não adianta.
A reportagem de Rubens Valente é avassaladora.
Carlos Alexandre de Souza Rocha, o Ceará, entregador de dinheiro do doleiro Alberto Youssef, afirmou, em depoimento que levou R$ 300 mil no segundo semestre de 2013 a um diretor da empreiteira UTC, de nome Miranda ( Antonio Carlos D’Agosto Miranda) que seriam entregues ao senador Aécio Neves.
Segundo o “entregador”, Miranda ficou aliviado, pois estaria sendo cobrado pela quantia por Aécio, teria dito o diretor da empreiteira.
Aécio, claro, nega tudo. Diz que  sua campanha só recebeu legalmente da UTC para a campanha.
E quem disse, senador, que era pra a campanha? R$ 300 mil, o senhor me perdoe, não é padrão de campanha, onde a coisa é na casa do milhão.
Tudo tem mais força porque a alta direção da UTC já havia admitido, em depoimentos, que Miranda recebia, guardava e entregava dinheiro destinado a políticos.
“E o Aécio Neves não é da oposição?”, teria dito Rocha. O diretor da UTC teria respondido, na versão do delator: “Aqui a gente dá dinheiro pra todo mundo: situação, oposição, […] todo mundo”.
O comitê da campanha presidencial do tucano em 2014 recebeu R$ 4,5 milhões da UTC em doações declaradas à Justiça. A campanha de Dilma recebeu R$ 7,5 milhões.
Rocha disse ter manifestado estranheza sobre o local da entrega ser o Rio de Janeiro, já que Aécio “mora em Minas”. Miranda teria respondido que o político “tem um apartamento” e “vive muito no Rio de Janeiro”.
O delator disse que não presenciou a entrega do dinheiro ao senador e que ficou “surpreso” com a citação.
Rocha prestou o depoimento em 1º de julho. Em 4 de agosto, foi a vez de Santana também dar declarações.
Embora tenha dito que Miranda não tinha “nenhuma participação no levantamento do dinheiro para formar o caixa dois” da construtora UTC, Santana observou que “pode ter acontecido algum episódio em que o declarante ou Pessoa informaram a Miranda quem seriam os destinatários finais da entrega”.
Miranda, que é apontado pelo próprio Ministério Público como o responsável pelos “acertos” de propina com o PMDB na obra de Angra 3, seria, por óbvio, o próximo passo de qualquer investigação séria. Mas Miranda, ao que se saiba, não foi preso nem deixado mofar na cadeia até que entregasse os chamados “agentes políticos”, é claro.
Dinheiro para Aécio Neves não é coisa que venha assim “ao caso”, nem uma delação com este potencial explosivo vaza no dia seguinte, como as outras.
Até porque a investigação de corrupção parece estar usando os mesmos critérios editoriais da Folha: R$ 300 mil pra petista é manchete, para tucano é pé de página.
Mas a reportagem de Valente não dá para ser apagada. E vai ter desdobramentos.

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Diretor da UTC levou R$ 300 mil a Aécio, afirma delator

Postado em 30 de dezembro de 2015 às 8:19 am – Da Folha:

Em delação premiada homologada pelo STF, Carlos Alexandre de Souza Rocha, entregador de dinheiro do doleiro Alberto Youssef, afirmou que levou R$ 300 mil no segundo semestre de 2013 a um diretor da UTC Engenharia no Rio de Janeiro, que lhe disse que a soma iria ao senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Rocha, conhecido como Ceará, diz que conheceu Youssef em 2000 e, a partir de 2008, passou a fazer entregas de R$ 150 mil ou R$ 300 mil a vários políticos.

Ele disse que fez em 2013 “umas quatro entregas de dinheiro” a um diretor da UTC chamado Miranda, no Rio.

Também em depoimento, o diretor financeiro da UTC, Walmir Pinheiro Santana, confirmou que o diretor comercial da empreiteira no Rio chamava-se Antonio Carlos D’Agosto Miranda e que “guardava e entregava valores em dinheiro a pedido” dele ou de Ricardo Pessoa, dono da UTC.

Nem Pessoa, também delator na Lava Jato, nem Santana mencionaram repasses a Aécio em seus depoimentos. A assessoria do senador chamou a citação de Rocha de “absurda” (leia abaixo).

Em uma das entregas, que teria ocorrido entre setembro e outubro daquele ano, Rocha disse que Miranda “estava bastante ansioso” pelos R$ 300 mil. Rocha afirmou ter estranhado a ansiedade de Miranda e indagou o motivo.

O diretor teria reclamado que “não aguentava mais a pessoa” lhe “cobrando tanto”. Rocha disse que perguntou quem seria, e Miranda teria respondido “Aécio Neves”, sempre segundo o depoimento do delator.

“E o Aécio Neves não é da oposição?”, teria dito Rocha. O diretor da UTC teria respondido, na versão do delator: “Aqui a gente dá dinheiro pra todo mundo: situação, oposição, […] todo mundo”.

Diário do Centro do Mundo » Diretor da UTC levou R$ 300 mil a Aécio, afirma delator

 

Planilha de vôos do governo Aécio em Minas é adulterada: sumiram os “passageiros”. Por Kiko Nogueira 

Postado em 30 dez 2015 – por : Kiko Nogueira

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O Gabinete Militar de Minas Gerais abriu um inquérito para apurar o desaparecimento de dados das planilhas dos vôos do governo Aécio Neves, entre 2003 e 2010, informa um membro do Ministério Público de MG.

O caso acontece na mesma semana da denúncia do entregador de dinheiro do doleiro Alberto Youssef, o qual, em delação premiada, afirmou que levou R$ 300 mil a um diretor da UTC em 2013. Esse diretor lhe disse que o montante ia para Aécio Neves.

As viagens foram tema de uma série de reportagens no DCM. As quatro aeronaves de Minas — dois jatos, um Citation e um Learjet, um helicóptero Dauphin e um turboélice King Air — foram utilizadas mais de 1400 vezes naquele período.

Em 198 ocasiões, Aécio não estava presente. Um decreto de 2005, assinado por ele, determina que o uso do equipamento destina-se “ao transporte do governador, vice-governador, secretários de Estado, ao presidente da Assembleia Legislativa e outras autoridades públicas ou agentes públicos, quando integrantes de comitivas dos titulares dos cargos”. Tudo “para desempenho de atividades próprias dos serviços públicos.”

Sem a presença de Aécio, os aviões e o héliceptero serviram para transportar, entre outros, Luciano Huck, FHC, José Wilker, Milton Gonçalves, Boni, Roberto Civita, Ricardo Teixeira, a irmã Andrea Neves, o primo Quedo e outros parentes e amigos.

José Serra e Geraldo Alckmin também passearam. Há na relação “Roberto Marinho”, que andou na companhia de Sérgio Guerra, ex-presidente do PSDB. A advogada de Roberto Irineu Marinho, um dos donos da Globo, afirmou ao DCM que não se trata dele.

A lista foi obtida através da Lei de Acesso à Informação. Em seu primeiro formato, ela fornecia detalhes como ano, data, solicitante, passageiros, origem, destino e custo. Veja abaixo:

Captura de Tela 2015-12-30 às 16.51.34

Acima, vê-se que Roberto Civita, dono da Abril morto em 2013, foi a Brumadinho com a mulher. Tudo às custas do contribuinte das Gerais. Ali fica localizado o museu de Inhotim.

Segundo a assessoria de Aécio, o empréstimo do Dauphin “atendeu o objetivo de divulgar o Museu de Arte Contemporânea apresentando-o a um dos maiores empresários de comunicação do país”. A “prova” é uma matéria laudatória na Veja. Então tá.

Na nova “formatação” das fichas, sumiram dados como a aeronave usada e quem estava a bordo. Ficaram apenas o “solicitante” (sempre o governador) e o destino.

Captura de Tela 2015-12-30 às 16.53.10

Ao DCM, a assessoria de imprensa do governo de MG contou que também está apurando o que pode ter acontecido com os relatórios originais.

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Sobre o Autor

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

Diário do Centro do Mundo » Planilha de vôos do governo Aécio em Minas é adulterada: sumiram os “passageiros”. Por Kiko Nogueira

26/12/2015

Rex Quæ Sera Tamen

AECIO ELEITOAécio Neves, enfim, coroado. Como diz o lema da bandeira mineira, antes tarde do que nunca, deve pensar o Napoleão das Alterosas. SQN! Tem mais chances de virar Miss Colômbia do que ser eleito para qualquer coisa que necessite de pessoas honestas.

O Pior Brasileiro do Ano. Por Paulo Nogueira

Postado em 25 dez 2015 – por : Paulo Nogueira

Não faltaram candidatos fortes, mas é de Aécio, com folga, o título de Pior Brasileiro do Ano.

Aécio só não fez o que deveria fazer: trabalhar no Senado. Fazer jus ao salário e mordomias que os brasileiros lhe pagam.

Ele consumiu seu tempo em conspirações contra a democracia em 2015. Tentou, e continua a tentar, cassar 54 milhões de votos, sob os pretextos mais esdrúxulos, cínicos e desonestos.

Adicionou um novo e definitivo rótulo a sua imagem de playboy do Leblon, adepto de esforço mínimo e máximas vantagens: o de golpista.

Para tanto, andou sempre nas piores companhias da República. Esteve constantemente junto de Eduardo Cunha, que só não levou o título de Pior Brasileiro porque Aécio existe.

Aécio foi vital para que Cunha se sagrasse presidente da Câmara dos Deputados. Depois, quando já eram avassaladoras as provas de ladroagem de Cunha, Aécio armou um esquema de blindagem para que ele não respondesse por seus crimes. Tudo isso para que suas pretensões de golpista obtivessem sucesso.

Aécio protegeu, preservou Cunha. E assim contribuiu decisivamente para que ele chegasse ao fim do ano ainda na presidência da Câmara, o que representa uma tonitruante bofetada moral no rosto da nação.

Pode-se dizer que Cunha é filho de Aécio. São sócios no crime de lesa democracia.

Tanto ele fez que teve acabou recebendo uma resposta espontânea da sociedade. Fazia muito tempo que um político não era motivo de tantas piadas.

2015 foi o ano do Aécio golpista, e também o ano do Aécio piada.

Sua incapacidade patológica de aceitar a derrota se transformou em gargalhadas nas redes sociais.

Qualquer pessoa que caísse no ano, a piada estava pronta. Se o Mourinho cair, assume o Aécio?

Houve humor de outra natureza, também. Memes brotaram em profusão, dias atrás, depois da coroação equivocada como Miss Universo da candidata da Colômbia. Nestes memes, Aécio aparecia como a Miss Colômbia.

O que todos lembravam, ali, eram os escassos momentos pelo qual Aécio se julgou vencedor das eleições presidenciais de 2014.

Ele recebera já informações segundo as quais ganhara de Dilma, e armara uma festa em Belo Horizonte. A comemoração foi brutalmente abortada quando foram anunciados os resultados oficiais.

A imagem da decepção ganhou as redes sociais numa das fotos mais compartilhadas das eleições.

Tivesse grandeza de espírito, Aécio faria o básico. Ligaria para Dilma para cumprimentá-la e tentaria entender onde errou para corrigir os equívocos, eventualmente, numa próxima vez.

Mas não.

Da derrota emergiu um monstro moral, um golpista sem limites e sem pudor, um demagogo que provoca instabilidade no país e depois fala, acusatório, da instabilidade como se não fosse ele o causador dela.

Por tudo isso, e por outras coisas, é de Aécio o título de Pior Brasileiro do Ano.

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Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo » O Pior Brasileiro do Ano. Por Paulo Nogueira

21/12/2015

Josefina e Napoleão na putaria e o MPF de voyeur

 

Aécio emprestou o helicóptero de Minas para Gilmar Mendes. Por Kiko Nogueira

Postado em 20 dez 2015 – por : Kiko Nogueira

Eles

Eles

O probo e irreprochável Gilmar Mendes usou o helicóptero do estado de Minas Gerais.

O ano era 2009, o vôo foi em Belo Horizonte, o governador era Aécio Neves e o fato está registrado na planilha com os vôos realizados durante os 7 anos e três meses da administração aecista, entre 2003 e 2010.

As quatro aeronaves — um Citation e um Learjet, um helicóptero Dauphin e um turboélice King Air — eram do estado, mas Aécio se apropriou delas como se fossem sua companhia de aviação.

Foram 1430 viagens ao todo, 110 com pouso ou decolagem do famoso aeroporto de Cláudio, construído nas terras do tio Múcio Toletino, que ficou com a chave.

Em pelo menos 198 vezes ele não estava a bordo. Um decreto de 2005 estabelece que esse equipamento destina-se “ao transporte do governador, vice-governador, secretários de Estado, ao presidente da Assembleia Legislativa e outras autoridades públicas” e “para desempenho de atividades próprias dos serviços públicos”.

De acordo com o documento obtido pelo DCM, obtido pela Lei de Acesso à Informação, Gilmar, então presidente do STF, pegou sozinho o Dauphin no dia 23 de junho. Naquele dia, de acordo com seu site oficial, ele recebeu uma medalha: “Do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, concessão da Medalha da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho Desembargador Ari Rocha, no de grau Grã-Cruz. Belo Horizonte/MG”.

A página de GM sobre suas premiação fala o seguinte: “Gilmar Mendes possui diversas menções honrosas recebidas, em especial pelos serviços prestados à cultura jurídica, como defensor das garantias do Estado Democrático de Direito e da altivez do Poder Judiciário Brasileiro, e pelo reconhecimento em homenagem aos relevantes serviços prestados à Justiça Brasileira.”

Como em Casablanca, foi o início de uma bela amizade que rendeu frutos, por exemplo, ao longo de todo este ano de 2015.

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Sobre o Autor

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

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17/08/2015

2018 de Brumário

Napoleao de HospicioO que inspira os golpistas é o fator 18 de Brumário.

Explico. Os derrotados nas últimas eleições não se conformam que Dilma tenha vencido por pequena margem. Para eles é como se existisse meia grávida. Nem precisa ser inteligente, basta não ser burro para entender que basta um voto a mais para aclamar um vencedor. Mas esta não é a lógica introduzida, via Gilmar Mendes, pelo Poder Judiciário na política.

No julgamento da ação que trata do financiamento público das campanhas, mesmo com a votação em 6 x 1, portanto, com decisão irreversível, Gilmar Mendes pediu vistas senta sobre o processo já há mais de ano. Por quê? Ora, por que para a oposição sem votos mas atrelada ao Poder Judiciário, não é maioria que conta, mas o jogo sujo dos tapetões.

A ditadura napoleônica na França começou com o golpe de estado no 18 de brumário. O brumário correspondia ao período entre 22 de outubro e 20 de novembro do calendário gregoriano, período durante o qual há neblina e baixas brumas. No Brasil, não há neblina, mas há uma cortina de fumaça. É a fumaça que sai do fogo aceso para queimar a bruxa Lula que assusta a direita sem voto em 2018. O golpe de 18 de brumário, igual ao golpe paraguaio à brasileira, também foi acolhido entusiasmado pela burguesia.

Como é sabido, também temos um Napoleão. Aos que querem entronizar o Napoleão das Alterosas, um típico napoleão de hospício, cabe relembrar um ditado do norte-italiano, por onde o corso passou em suas conquistas narradas pelo escritor Stendhal: “Non tutti i francese sono ladri, ma bonaparte”. Nem todos os franceses são ladrões, mas boa parte (Bonaparte, boa parte)… Nem toda direita é golpista, mas no Brasil é a maior parte.

Seminário discutido por Lula em “grampo” com executivo foi promovido pelo Valor Econômico

publicado em 15 de agosto de 2015 às 02:15

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Norberto, Emilio e Marcelo Odebrecht

Da Redação

Um opositor poderia estranhar, sim, o nível de intimidade de um ex-presidente da República com o executivo de uma empreiteira. Como observou sarcasticamente a psolista Luciana Genro no twitter, se Lula disputar o Planalto em 2018, “será o candidato da Odebrecht”.

O comentário foi feito a propósito de mais um vazamento da Polícia Federal/Ministério Público, feito através do porta-voz dos vazamentos da Lava Jato, o Estadão: o grampo de uma conversa entre Lula e o executivo Alexandrino de Salles Alencar.

alexandrino-alencar-lj-lula

alexandrino-alencar-lj-lula-2A conversa foi gravada no dia 15 de junho de 2015. Para criar suspeição, O Globo diz que foi “às vésperas” da prisão de Alexandrino, que na verdade aconteceu dia 19.

Mas, afinal, do que trataram os dois na conversa? Basicamente, de um seminário promovido pelo jornal Valor Econômico no mesmo dia 15: Uma Agenda para Dinamizar a Exportação de Serviços.

Do seminário participaram, entre outros, o presidente da Odebrecht, o presidente do TCU, Rodrigo Azeredo — diretor do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos do Ministério das Relações Exteriores — e o “tucano de primeira plumagem” Gianetti da Fonseca.

O que disse Gianetti no evento?

O economista e sócio da Kaduna Consultoria, Roberto Gianetti da Fonseca, criticou nesta segunda-feira, 15, o caráter ideológico que passou a envolver as discussões acerca dos financiamentos públicos às exportações de serviços de engenharia. “Temos de acabar com essa demonização do financiamento às exportações de serviços”, disse o economista, ex-secretário de Comércio Exterior do governo FHC. “Que história é essa de se chegar no Senado e falar mal destes financiamentos por eles terem sido criados pelos presidentes Lula e Dilma? Isso tem que se tornar um projeto de Estado”, disse o economista, durante participação de evento sobre exportações de serviços, em São Paulo.

Ora, se a intenção é dizer que Lula fez lobby pela Odebrecht podemos dizer o mesmo de Gianetti e do próprio Valor Econômico, que promoveu o seminário e convidou Marcelo Odebrechet para falar?

Quanto ao elogio que Emilio Odebrecht teria feito ao “documento de vocês”, sublinhado pelo delegado da PF como se fosse algo sinistro, aparentemente se refere à resposta que o Instituto Lula deu a uma reportagem da revista Veja que denunciou contribuições de empreiteiras ao instituto.

Não há nada de extraordinário ali.

Nada mais grave que Fernando Henrique Cardoso ter recebido 500 mil reais para seu instituto da Sabesp!

Aqui, você pode ver quem foram os participantes do seminário do Valor Econômico e fazer o download de algumas falas.

O interesse da Odebrecht no assunto é óbvio: a empresa é uma das maiores exportadoras brasileiras de bens e serviços.

Porém, o delegado da Polícia Federal Eduardo Mauat da Silva, em seu relatório, parece ter lido coisas demais no diálogo. Não é de estranhar: assim funciona a mente policial.

Às vezes vê coisas onde há. Ou onde não há. Por exemplo? No relatório, o delegado diz que logo depois da prisão Alexandrino conversou com Marta Pacheco Kramer, identificada como funcionária do Instituto Lula. Só que não. Na verdade, ela trabalha para a Odebrecht. Um erro, vamos dizer, grosseiro!

É justamente por isso que, nos Estados Unidos, como escrevemos aqui, nem o FBI nem o Ministério Público vazam informações de inquéritos em andamento à imprensa. O risco, além de atrapalhar as próprias investigações, é de comprometer publicamente pessoas inocentes.

Como em “Marta Pacheco Kramer funcionária do Instituto Lula”. Ou em Marice, a cunhada do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que segundo “prova fotográfica” indiscutível da PF era Giselda, a esposa de Vaccari.

O motivo dos vazamentos do MP e da PF é simples: criar comoção pública que justifique condenações mesmo sem provas absolutamente consistentes. É o tal do julgamento midiático, defendido tanto pelo juiz Moro quanto pelos promotores da Lava Jato.

Abaixo, o artigo de Delfim Netto ao qual o ex-presidente Lula faz referência na conversa:

Exportação de serviços e o ‘complexo de vira-lata’

Antonio Delfim Netto, no Valor Economico

O Brasil vive o resultado de uma combinação trágica de eventos gestados pelo governo em 2014 para conseguir a reeleição: 1) um laxismo fiscal que duplicou o déficit fiscal (6,2% do PIB contra a média de 2,7% entre 2009 e 2013); 2) um déficit primário de 0,6% do PIB (o primeiro desde a ida ao FMI no primeiro mandato de FHC); 3) intervenções pontuais para controlar a inflação, que levaram o setor industrial à regressão de 1,2% e que 4) deixaram uma inflação “reprimida” da ordem de 2% a 3%; e 5) um aumento da dívida bruta/PIB de 2% (de 56,9% do PIB em 2013 contra 58,9% do PIB).

O mais importante ingrediente da campanha eleitoral foi a insistência da oposição na necessidade de um “ajuste fiscal”, o que o governo negou peremptoriamente: tudo estava em “ordem” e, portanto, se prosseguiria com a mesma política.

Pois bem. Antes mesmo da nova investidura, a presidente reconheceu implicitamente a realidade. Enviou ao Congresso algumas medidas que haviam sido preparadas pelo ilustre e mal compreendido ministro Guido Mantega. Tranquila e dialeticamente, negando a negação, o governo, como São Paulo na estrada de Damasco, sofreu uma conversão de 180º na sua política econômica.

Os eleitores, tanto os que preferiram Dilma (pouco mais do que 1/3) como os que a rejeitaram (pouco menos de 2/3) receberam, uns com enorme desilusão, outros com enorme ceticismo, o incontornável “ajuste fiscal”. E o PT, o principal beneficiário do “desajuste fiscal”, o recebeu com os dois. A essa gigantesca confusão política somou­se a econômica, o que inibiu uma coordenação sólida e confiável entre o Executivo e a sua base “virtual”, agora em reconstrução devido à competência e habilidade do vice-­presidente Michel Temer.

Isso deu margem para que, ao lado do aumento do desejável protagonismo do Legislativo, importante fator de aperfeiçoamento do processo democrático, se propagassem no Congresso mitos insensatos, como é o caso, por exemplo, de sugerir que os empréstimos para exportação de serviços de engenharia do BNDES são um “prejuízo nacional” e expô-­lo a uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Mesmo competente e com a melhor boa intenção, ela pode prejudicar a significativa exportação de tais serviços que vimos construindo com paciência e algum sucesso desde 1966.

Não é porque a “transparência” seja má, mas porque nossos competidores no mercado internacional de serviços de engenharia são a Espanha, os Estados Unidos, a China, a Alemanha, a França, a Itália e a Coreia, que estão sempre atentos a qualquer informação que lhes dê alguma vantagem, inclusive usando os seus serviços oficiais de espionagem.

É abusivo dizer que o BNDES é uma “caixa preta” e é erro grave afirmar que deve dar publicidade às minúcias das suas operações, o que, obviamente, revelaria detalhes dos contratos de seus clientes que seriam preciosas informações para nossos concorrentes e, portanto, contra o Brasil. É preciso perguntar por que o Ex­Im dos EUA não aguenta a concorrência dos insondáveis subsídios do Ex­Im chinês, a despeito da regulação da OMC?

É claro que o BNDES deve “prestar contas” aos órgãos reguladores, mas sob a proteção do absoluto sigilo. É lamentável que não se entenda que os recursos do chamado BNDES-­Exim não são remetidos para o país onde se faz o investimento. São usados como pagamentos em reais no Brasil, para centenas de empresas médias e pequenas, com milhares de operários, que fornecem produtos “exportáveis”, sem serem diretamente exportadoras. Elas jamais o seriam se não houvesse um “epecista” que as estimula e, não raramente, as ajuda a promover a incorporação de desenvolvimentos tecnológicos exigidos na dura competição internacional. O pagamento dos serviços, este sim, é em dólares que entram no país.

O Brasil tenta qualificar­-se como um exportador de serviços de engenharia há muito tempo. De acordo com informações internacionais confiáveis (“Engineering News Record”), ainda ocupamos uma participação muito modesta no setor: sete vezes menor do que a Espanha, EUA e China e quatro vezes menor do que a da Alemanha, França e Coreia. Somados, esses competem ­ com subsídios ­ por 2/3 de um mercado da ordem de US$ 550 bilhões por ano.

O desenvolvimento econômico depende de dois vetores: do investimento e da exportação. Os dois produzem efeitos multiplicadores parecidos, mas, sem a sólida expansão das exportações, o desenvolvimento pode ser abortado pelos déficits em conta corrente. A exportação de serviços de engenharia estimula o investimento nacional e a incorporação da melhor tecnologia, porque eles têm que estar no “estado da arte” para vencer a dura competição. Lamentavelmente o saldo dessa conta tem diminuído. Depois de passar por um máximo de US$ 4,3 bilhões em 2012, hoje anda às voltas de US$ 2 bilhões, com viés de baixa…

Não há maior afirmação do famoso “complexo de vira­-lata” do que demonizar o suporte do BNDES quando financia despesas em reais que geram produção e emprego no Brasil e não financia a despesa da instalação externa. E não há maior miopia do que não enxergar que “exportar é o que importa”.

*****

Nota oficial do BNDES sobre o grampo:

O BNDES lamenta tentativas, na imprensa e em redes sociais, de manipular e distorcer informações buscando envolver o Banco em algo supostamente nebuloso a partir da divulgação de um diálogo entre o ex-presidente Lula e um executivo da Odebrecht. A conversa não faz referência direta ao BNDES e tratou de um seminário sobre exportação que teve ampla participação do público interessado e cobertura da imprensa.

*****

Finalmente, já que estamos falando em grampo, que tal relembrar de um realmente comprometedor, do período da privataria das teles?

Deu na Folha, sem maiores consequências jurídicas, apesar de se tratar de um leilão no qual o Estado não deveria interferir:

No diálogo mais importante, [o então ministro] Lara Resende diz ao presidente [FHC] que é necessário forçar o fundo de pensão estatal Previ a entrar no consórcio do Opportunity e da Stet. O presidente concorda. Considera arriscado manter o “aventurismo” que seria representado por um outro consórcio. Como representante do “aventurismo”, o presidente cita nominalmente o empresário Carlos Jereissati.

Depois disso, já que FHC concordava com a operação, Lara Resende pede explicitamente para usar o nome do presidente como forma de pressão. Os dois discutem como acertar a entrada da Previ, no consórcio do Opportunity com o grupo italiano. A Previ também negociava com o consórcio Telemar, de Carlos Jereissati. Eis o trecho da conversa entre os dois:

André Lara Resende – Então, o que nós precisaríamos é o seguinte: com o grupo do Opportunity, nós até poderíamos turbiná-lo, via BNDES Par. Mas o ideal é que a Previ entre com eles lá.
Fernando Henrique Cardoso – Com o Opportunity?
Lara Resende – Com o Opportunity e os italianos.
FHC – Certo.
Lara Resende – Perfeito? Porque aí esse grupo está perfeito.
FHC – Mas… e por que não faz isso?
Lara Resende – Por que a Previ tá… tá do outro lado.
FHC – A Previ?
Lara Resende – Exatamente. Inclusive com o Banco do Brasil que ia entrar com a seguradora etc. que diz, não, isso aí é uma seguradora privada porque…
FHC – … Não.
Lara Resende – Então, é muito chato. Olha, quase…
FHC – …Muito chato.
Lara Resende – Olha, quase…
FHC – Cheira a manobra perigosa.
Lara Resende – Mas é quase explícito.
FHC – Eu acho.
Lara Resende – Quase explícito.
FHC – Eu acho.
Lara Resende – Então, nós vamos ter uma reunião aqui, estive falando com o Luiz Carlos, tem uma reunião hoje aqui às 6h30. Vem aqui aquele pessoal do Banco do Brasil, o Luiz Carlos etc. Agora, se precisarmos de uma certa pressão…
FHC – …Não tenha dúvida.
Lara Resende – A idéia é que podemos usá-lo aí para isso.
FHC – Não tenha dúvida.
Lara Resende – Tá bom.

Leia também:

Marcelo Zero: A quem interessa detonar o BNDES?

Seminário discutido por Lula em "grampo" com executivo foi promovido pelo Valor Econômico – Viomundo – O que você não vê na mídia

12/07/2015

O Napoleão das Alterosas já foi entregador de pizza

De fato, fica mais uma vez provado que  Aécio Neves preenche todos os requisitos exigidos pela manada Padrão FIFA. O Napoleão das Alterosas, como todo tucano, tem bico grande e cérebro pequeno. Já se declarou Presidente várias vezes. Afinal, ele tem uma missão, transformar o PSDB no “maior partido de oposição ao Brasil”. Perdeu, playboy, inclusive e principalmente em Minas. Assim fica fácil entender porque todos os envolvidos com a investigação do FBI adoram Aécio Neves. Também o amam o pessoal da Lista Falciani do HSBC, como o Márcio Fortes; o pessoal da RBS, que está na Operação Zelotes. Pensando bem, nada mais natural que do lugar de onde sai um José Maria Marin também brote um Aécio Neves.

Quem barrou a CPI da CBF foi….

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quem barrou a CPI da CBF

Praia de Xangri-Lá

11/07/2015

Chaminé do IBOPE expele algo branco e não é fumaça

Filed under: Aécio Neves,Golpismo,Golpistas,IBOPE,Napoleão de Hospício — Gilmar Crestani @ 10:58 pm
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aécio napoleão de hospicio fui-eleito1Quando morre um Pontífice, os Cardeais se reúnem no Vaticano para elegerem um sucessor. Após cada escrutínio, as chaminés expelem fumaça.  Se não há consenso, a fumaça é preta. Quando sai a branca, habemus papam. Como não há consenso na direita quanto a quem cabe o botim do golpe, o Napoleão das Alterosas, sempre que a mídia joga fumaça, pensa em assumir por direito divino. Como no programa de humor da Multishow, vai que cola

A louca cavalgada do Aécio Neves, não fosse um diagnóstico estarrecedor da nossa direita golpista, pareceria apenas alguém saído das tripulias do Monty Python.  Com seu histrionismo disléxico, Aécio parece ter saído de uma cena da Vida de Brian…. Foi assim que em questões de horas perpetrou três atos falhos homéricos: “fui reeleito presidente da República”, e, como Presidente do PSDB, confessa à Rádio Itatiaia que “o PSDB é o maior partido de oposição ao Brasil”. Na sua louca e alucinada cavalgada, o gazeteiro Napoleão de Hospício, pior senador no ranking da Veja, também assumiu-se “nós, cariocas”.

Há uma constatação tão óbvia quanto necessária: como admitir que Aécio esteja em condições psíquicas e populares de assumir o poder depois do golpe se ele sequer ganhou em Minas? Teria algo a ver com o fato de que agora anda se declarando “carioca”. Ele quer assumir a Presidência para não precisar mais comparecer ao Senado ou para poder morar definitivamente no Rio enquanto terceiriza o poder ao Renal Calheiros e ao Eduardo CUnha? E, por fim, se Aécio assumir a Presidência ele vai declarar guerra à Venezuela? Será que ele tem noção do que isso significa em termos comerciais só no ramo das drogas!?

As agressões, típicas de quem vive em síndrome de abstinência, é a outra faceta do estadista que fez a seguinte recomendação aos aliados do governo Dilma: “suguem mais um pouco e venham para o nosso lado”. E parece que o convite deu certo, os corruptos da Lava Jato, que em época eleitoral, faziam as capas da Veja, já estão em estado avançado indo para os lados do magarefe das gerais. E aí, para não deixar dúvidas ao golpismo, o IPOBE prepara esta presepada.

Ibope pesquisa eleição fictícia e elege Aécio

A mais de três anos das eleições presidenciais, o Ibope pesquisou cenários sobre a sucessão de Dilma Rousseff e descobriu que se a disputa fosse hoje o senador Aécio Neves (PSDB-MG) teria 48% contra 33% do ex-presidente Lula; única finalidade da pesquisa é inflamar ainda mais os ânimos golpistas de uma ala da oposição, que tenta, a todo custo, conseguir a cassação da presidente Dilma Rousseff e do vice Michel Temer, para entregar o poder presidencial temporariamente ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que convocaria eleições em 90 dias; Ibope também pesquisou cenários de uma eventual disputa entre Lula e Geraldo Alckmin, que apontou empate técnico; como Aécio sabe que só será candidato caso haja impeachment, ele tem orientado aliados, como o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), a trabalhar dia e noite pelo golpe

11 de Julho de 2015 às 17:03

247 – A mais de três anos das eleições presidenciais, o Ibope realizou uma pesquisa eleitoral feita sob medida para inflamar o golpismo que vem sendo abraçado por uma ala da oposição, liderada pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG). Segundo o instituto, se as eleições fossem hoje, Aécio teria 48% dos votos contra 33% do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, num eventual segundo turno.

A validade de uma pesquisa eleitoral a tanto tempo de uma disputa presidencial é praticamente nula, mas o levantamento do Ibope atende a uma finalidade: a de manter acesa a chama do golpe. Desde a convenção nacional do PSDB, realizada no último domingo, 5 de julho, lideranças tucanas, incluindo o próprio Aécio, têm falado em abreviar o mandato da presidente Dilma Rousseff.

O senador mineiro, por sua vez, tem orientado aliados próximos, como o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), a explicitar a linha de ação. Ambos têm defendido a cassação não apenas da presidente Dilma Rousseff, como também do vice Michel Temer, do PSDB. Neste cenário, o poder presidencial seria entregue temporariamente ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que teria a obrigação de convocar eleições em 90 dias.

Este cenário, no entanto, não interessa aos outros três presidenciáveis tucanos, que são o senador José Serra (PSDB-SP) e os governadores Geraldo Alckmin e Marconi Perillo. Todos preferem que a disputa se dê no cronograma normal, ou seja, em 2018. O desespero de Aécio, no entanto, decorre justamente desse fato. Ele sabe que dificilmente conseguirá se manter candidato até lá. Por isso mesmo, ele é hoje o principal artífice do golpe contra a presidente Dilma.

A pesquisa Ibope, que será divulgada neste domingo, também pesquisou um cenário envolvendo Lula e o governador Alckmin. Neste caso, haveria empate técnico: Alckmin com 40% e Lula com 39%. Mas é um cenário tão inútil quanto o que envolve Aécio.

Ibope pesquisa eleição fictícia e elege Aécio | Brasil 24/7

08/07/2015

Retroceder nunca, render-se jamais!

AecioDerrotadoO maluco se considera Presidente por obra e graça divina e o que a Folha de São Paulo tem a dizer é isso aí: um parágrafo que chega a ser um confissão de compadrio e desfaçatez. E o que faz a Folha? Na sua louca cavalgada em prol do PSDB encampa o título de um filme antigo de kung-fu:No Retreat, No Surrender”. Porrada na nossa cara!

Como diria Mauro Chaves, “Pó pará, governador”! Do Aécio não se pode esperar mais nada. E da Folha? Há limite para descer ainda mais o nível indigente de jornalismo?

A louca cavalgada do Aécio Neves não se resume neste ato falho de seu pretenso direito divino. O somatório das insanidades cometidas por Aécio Neves desde as eleições mereceriam um estudo psiquiátrico, dele e de seus defensores, de maneira mais apurada.

Ou será que a Folha não sabe que Aécio Neves comemorou, junto com a familia Perrella, aquela do helipóptero,  sua eleição antes do término da contagem de votos?!

Convicção é isso, o resto é jornalismo Sardenberg

FSP 08072015

Faltou um parágrafo nesta informação da Folha

Filed under: CGU,Napoleão de Hospício,Petrobrás — Gilmar Crestani @ 8:35 am
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aecio_louco1A CGU é um órgão dotado de estrutura e independência por obra de uma das pessoas mais odiadas pelos que vivem da corrupção, Lula.

Logo, as investigações contra a corrupção da Petrobrás, e sem a participação das capas da Veja e de estatuetas da Rede Globo, começou antes por um órgão do próprio governo. Assim fica fácil de entender porque todos os maiores beneficiários, que são os de sempre, das grandes empresas continuam defendendo o financiamento privado das campanhas. O movimento de criminalização do PT, Lula e Dilma não passa de diversionismo, como forma de eliminarem potenciais concorrentes no ramo da corrupção.

O PSDB e seus parceiros mafiomidiáticos deveria eliminar, primeiro, o uso de cocaína entre eles, para evitar que saiam a público com síndrome de abstinência, parecendo verdadeiros Napoleões de Hospício.

Ex-diretores viajaram com acusado de pagar propina, diz Hage a CPI

Segundo ex-ministro da CGU, grupo foi a vinhedos na Argentina

AGUIRRE TALENTODE BRASÍLIA

O ex-ministro da CGU (Controladoria-Geral da União) Jorge Hage afirmou nesta terça (7) à CPI da Petrobras que Jorge Zelada e Renato Duque, ex-diretores da Petrobras presos na Operação Lava Jato, fizeram uma viagem não-oficial a vinhedos na Argentina junto com o acusado de operar pagamentos de propina da SBM Offshore, Julio Faerman.

Hage também revelou detalhes da investigação do órgão sobre o caso da SBM, empresa holandesa representada no Brasil por Faerman –apontado como responsável por pagamentos de propina a funcionários da Petrobras.

Segundo Hage, a CGU confirmou com a Polícia Federal e companhias aéreas que Zelada, Duque e José Orlando Azevedo –ex-presidente da Petrobras America e primo do ex-presidente da estatal José Gabrielli– viajaram com Faerman e um sócio dele.

O ex-ministro não informou a data nem detalhes do roteiro da viagem, exceto que o grupo foi a "vinhedos de Mendoza", na Argentina.

No caso de Zelada, a CGU também apontou vazamento de documentos sigilosos da estatal à SBM –obtidos, segundo Hage, por meio do uso da senha do ex-diretor no computador da casa dele "em horário avançado da noite, não era horário de funcionamento da Petrobras".

Zelada e Duque são investigados por suspeita de participarem do esquema de corrupção na estatal.

A CGU abriu processos punitivos contra os dois, Azevedo e outros ex-funcionários da Petrobras no caso SBM. Hage citou à CPI outros alvos: o ex-diretor internacional Nestor Cerveró, que está preso, José Augusto Salgado da Silva e José Eduardo Loureiro, ex-gerente do Comperj.

Duque e Cerveró têm negado as acusações. A defesa de Zelada não quis comentar. Os demais não foram encontrados pela Folha.

A CGU disse que não poderia informar os nomes dos alvos porque os processos estão sob sigilo.

    30/06/2015

    Objetivo alcançado: Aécio poderá ser enfaixado

    Parece que, enfim, Aécio poderá se enfaixar de Presidente. O dinheiro da campanha da Dilma, como não existe almoço grátis, teria fins corruptos.  Mas só aquele destinado à Dilma.

    Mas, e o dinheiro à campanha do Aécio? Bem, aí são muitas as hipóteses. Pode ser para ampliar os aeroportos de Cláudio e Montezuma. Ou seria para comprar um frota de helicópteros para a famiglia Perrella?

    De repente o dinheiro que vai para a campanha da Dilma é sujo. Limpo, só aquele que foi para a campanha do Beto Richa! E o dinheiro que foi para o Ronaldo Caiado!? Não tem a mesma origem daquele doado ao Eduardo CUnha?!

    E assim a República das Araucárias descobriu que há tipos de moedas: a limpa, que vai para o PSDB/PMDB/DEM/PDT/PSB/PSTU/PSOL; e a suja, que foi doada ao PT. Desculpe o palavrão, mas uma Felação Premiada só Leva Jato!

    Gentes, esta piada está ficando longa demais. Perdeu toda graça. Tem que ser doido varrido ou analfabeto de pai e mãe para não ver tanta imbecilidade. Tem tanta verossimilhança quanto a cruza de Boi com Tomate.

    Boimate, só na Veja!

    Se a delação virou piada, o negócio é rir com Bezerra da Silva:

    Caguete é mesmo um tremendo canalha
    Nem morto não dá sossego
    Chegou no inferno entregou o Diabo
    E lá no céu caguetou São Pedro
    Ainda disse que não adianta
    Por que a onda dele era mesmo entregar
    Quando o caguete é um bom caguete
    Ele cagueta em qualquer lugar
    Era caguete sim .. Era caguete sim ..
    Eu só sei que a polícia pintou no velório e o dedão do safado apontava pra mim

    Dilma pode anular benefícios de delator

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    Presidente Dilma Rousseff se diz disposta a "anular os benefícios da delação premiada" do empresário Ricardo Pessoa, da UTC, provando que ele mente em relação às doações feitas à sua campanha em 2014; "Eu não tenho rabo preso com ninguém", teria dito Dilma em reunião interna; nesta segunda-feira, em Nova York, ela afirmou que “não respeita delator” e ressaltou que a empreiteira também doou para seu adversário na disputa à presidência em 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG); "Eu não aceito e jamais aceitarei que insinuem sobre mim ou a minha campanha qualquer irregularidade. Primeiro porque não houve. Segundo, se insinuam, alguns têm interesses políticos", rebateu

    30 de Junho de 2015 às 05:23

    247 – Depois de reagir publicamente, na visita aos EUA, às acusações do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC, a presidente Dilma Rousseff se diz disposta a "anular os benefícios da delação premiada" do empresário.

    Segundo a colunista Mônica Bergamo, ela afirma a interlocutores que pode provar que ele mente em relação às doações feitas à sua campanha em 2014.

    "Eu não tenho rabo preso com ninguém", disse Dilma.

    Pessoa disse aos investigadores da Operação Lava Jato que doou R$ 7,5 milhões para a campanha de Dilma em 2014 e que o dinheiro seria fruto do esquema de corrupção na Petrobras. As doações a campanhas feitas pela UTC, no entanto, incluem parlamentares da oposição e foram maiores à campanha presidencial do senador Aécio Neves, do PSDB (R$ 8,7 milhões).

    Em Nova York, Dilma disse que “não respeita delator”. “Até porque eu estive presa na ditadura e sei o que é que é. Tentaram me transformar em uma delatora", afirmou. A presidente ressaltou que a empreiteira também doou para seu adversário na disputa à presidência em 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG). "Eu não aceito e jamais aceitarei que insinuem sobre mim ou a minha campanha qualquer irregularidade. Primeiro porque não houve. Segundo, se insinuam, alguns têm interesses políticos", rebateu.

    Dilma pode anular benefícios de delator | Brasil 24/7

    10/11/2012

    Napoleão de hospício

    Filed under: Napoleão de Hospício,Políbio Braga,Yeda Crusius — Gilmar Crestani @ 8:18 am

    pragaAgora que Napoleão Bonaparte foi visto vendendo livro pelo RS, talvez saibamos da verdade. É bem provável que se fique sabendo que o Lago Paranoá foi construído pelo PT para esconder o corpo de Marcelo Cavalcanti. E a casa mal assombrada? Yeda Crusius, eleita e mantida pela RBS, foi perseguida pela… RBS… A ex-funcionária fez tudo direitinho o que aprendeu com seus patrões. É por isso que ao invés de aparecerem as provas, ressuscitam Napoleões de Hospício, como este tal de Políbio, o Braga. Dizem que o livro faz um sucesso danado no Sanatório Partenon.

    Livro vê complô contra ex-governadora gaúcha

    Publicação acusa adversários de Yeda Crusius de tentar derrubá-la ao investigar Detran

    FELIPE BÄCHTOLDDE PORTO ALEGRE

    A ex-governadora tucana Yeda Crusius faz uma turnê pelo Rio Grande do Sul divulgando livro que atribui a uma "conspiração política" os escândalos que marcaram sua gestão no Estado.

    "Cabo de Guerra", escrito pelo jornalista Políbio Braga, cita bastidores do governo Yeda (2007-2010) e acusa a oposição de tentar derrubá-la com armações e uso político da Polícia Federal. PT, PSOL e a mídia são chamados de "eixo do mal".

    A ex-governadora e Braga já lançaram a obra em cinco cidades gaúchas e pretendem promovê-la em capitais pelo país. Yeda, 68, diz que só contribuiu para o livro com entrevistas.

    "Não existe um projeto comum do Políbio e meu, a não ser divulgar a verdade. Eu, como personagem central, paguei muito caro", afirma Yeda, que se diz vítima de uma "era dos escândalos".

    Braga, 71, diz que Yeda participa de eventos de lançamento por ser "protagonista" da obra. O jornalista é filiado ao PMDB, mas diz que não exerce atividades partidárias.

    No livro, ele relata que Yeda viajou para São Paulo em 2009 por temer por sua segurança no Rio Grande do Sul.

    Na época, um sindicato havia protestado em frente à casa dela, em Porto Alegre, e bloqueado a saída do local.

    A governadora resistiu a uma tentativa de impeachment na Assembleia e foi incluída em uma ação na Justiça Federal sobre supostos desvios de R$ 44 milhões do Detran gaúcho.

    O hoje governador Tarso Genro (PT) era ministro da Justiça quando a PF deflagrou a operação sobre as suspeitas de irregularidades no órgão de trânsito.

    Yeda acabou excluída da ação, que ainda tramita na Justiça. Mas o governo do PSDB no Rio Grande do Sul até hoje é lembrado por petistas de todo o país ao rebater críticas sobre o mensalão.

    ELEIÇÕES

    A tucana perdeu a reeleição há dois anos e teve um período sabático em 2011. Neste ano, voltou à ativa na campanha municipal, mas não se deu bem.

    Seu afilhado político rachou o partido em Porto Alegre e acabou levando só 2,5% dos votos para prefeito. A filha, Tarsila Crusius, concorreu à Câmara Municipal, mas também não se elegeu.

    A assessoria de Tarso diz que ele desconhece o livro.

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