Ficha Corrida

07/09/2014

Dobradinha à moda da Folha

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Na capa, a FOLHA, seguindo o que preconizava Judith Brito, criminaliza a instituição (petistas). Na página interna, ameniza para “Ex-diretor da Petrobras cita propina a ministro e Renan”. A Folha faz isso de propósito porque sabe que a maioria de seus leitores para na manchete. O antipetismo incrustado na velha mídia (não é por acaso que criaram o Instituto Millenium para coordenar a luta antipetista) é velho e criou uma manada de seguidores. A manada nem sabe porque, mas é antipetista. E isto basta. Que a Eliane Cantanhêde fizesse isso, tudo bem, ela tem fortes razões familiares (é casada com o PSDB), que os partidos façam isso, é da lógica política, mas que as cinco irmãs (Veja, Estadão, Folha, Globo & RBS) o façam, é porque a máfia sabe quem pode cortar os dutos que a sustenta. Não é mero acaso que o PSDB distribui milhares de assinaturas da Veja e Folha nas escolas públicas de São Paulo… E por aí também se explica porque nada de negativo em relação ao PSDB sai, e quando sai escondem o partido e as pessoas, como se a corrupção fosse do órgão onde ocorreu. Alstom, Siemens, Robson Marinho parecem que não tem nada a ver com o PSDB nem com políticos do PSDB, tudo ocorre como se fosse na Suíça ou na Alemanha, onde ambos foram condenados.

Naspers & Veja: aquela dava suporte ao apartheid; esta, aos antipetistas

apartheid_africa_do_sul1_optO Estadão, um pouco mais sóbrio, também encontra um forma criativa de botar PT no meio da manchete. A pergunta é porque, quando há políticos envolvidos em algum escândalo, só aparece o partido PT? Aliás, neste caso, as principais figuras nem são do PT. Antes pelo contrário. Eduardo Campos não é nem nunca foi do PT. Renan Calheiros é do PMDB dos Honoráveis Bandidos José Sarney e Pedro Simon… A maior parte dos envolvidos na reportagem são de outros partidos, mas, para a máfia da mídia, isso não tem a menor importância e por isso não vai para a manchete.

Que a Veja fizesse isso, seria compreensível, ela recebe dinheiro da NASPERS, o grupo sul-africano que dava suporte ao apartheid,  e todos seus maiores anunciantes já foram condenados pelos fiscais do Ministério do Trabalho por trabalho escravo.  Mais, como na fábula da rã e do escorpião, é da natureza da parceria da Veja com o submundo da arapongagem toda eleição lançar ataques ao PT.  Alguém que não seja anencefálico ainda deve lembrar do Delegado Bruno. As relações de alguns arapongas com a Veja, cujos frutos amadurecem sempre às vésperas de eleições e com rotineira parceria dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium, são cultivadas durante o ano, como a repentina morte do caso do helicóptero com 450 kg de cocaína…

O erro do PT tem sido este, de ir ao cadafalso de cabeça baixa, sem reação. Fazer como a ovelha, berrar depois de passada a faca no pescoço, só acelera o efeito da degola. Não adianta contar apenas com a capacidade de discernimento dos leitores e eleitores, a velha mídia consegue vender como bom até leite contaminado, agrotóxico como remédio e transgênico como se fosse algo saudável.

NO ESTADÃO

Delator cita Campos e aliados do PT; campanha de Dilma teme prejuízos

RICARDO GALHARDO E ANDREZA MATAIS
Ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto da Costa vincula governadores, ministros e parlamentares ao escândalo de propina na estatal

NA FOLHA

Ex-diretor da Petrobras cita propina a ministro e Renan

Paulo Roberto Costa menciona ainda Eduardo Campos e o tesoureiro do PT

De acordo com a revista ‘Veja’, ex-executivo relaciona também Roseana Sarney e o ex-governador Cabral

DE SÃO PAULO

O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), e os presidentes do Senado e da Câmara, Renan Calheiros (PMDB-AL) e Henrique Alves (PMDB-RN), foram citados pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa como beneficiários de propina em esquema na estatal, relata a revista "Veja".

A reportagem não traz detalhes, documentos nem valores sobre o esquema.

Os ex-governadores do Rio e de Pernambuco, Sérgio Cabral (PMDB) e Eduardo Campos (PSB), morto em agosto, e a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), também foram citados, assim como o ex-ministro das Cidades de Dilma Mário Negromonte (PP-BA).

O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que aparece em outros episódios da investigação da Operação Lava Jato, é mencionado como o elo entre o esquema e o partido.

A revista também traz como beneficiários de propina os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Ciro Nogueira (PP-PI) e os deputados Cândido Vaccarezza (PT-SP) e João Pizzolatti (PP-SC).

Os nomes, segundo a revista, surgiram no acordo de delação premiada que Costa fez com procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato.

O ex-diretor decidiu fazer a delação para tentar deixar a prisão, onde está há quase três meses. Se as informações que prestar forem relevantes para esclarecer outros crimes, ele pode ser solto.

A Operação Lava Jato foi deflagrada em março com a prisão do doleiro Alberto Youssef, acusado de liderar o esquema de lavagem que movimentou R$ 10 bilhões.

Costa é apontado como o chefe de um esquema de desvio de verbas da Petrobras no período em que foi diretor da estatal, de 2004 a 2012, nos governos de Lula e de Dilma Rousseff, ambos do PT. O doleiro cuidaria da lavagem do dinheiro para que o recurso chegasse aos políticos.

A compra da refinaria de Pasadena, no Texas, sobre a qual o Tribunal de Contas da União já apontou uma série de indícios de superfaturamento, também envolveu o pagamento de suborno, segundo o relato de Costa.

O ex-diretor da estatal já havia citado o nome do ex-governador Eduardo Campos, mas como sua testemunha de defesa. O ato foi interpretado como envio de um recado para os políticos de que outros nomes poderiam ser revelados por Costa.

APOIO

O advogado do ex-diretor à época, Nelio Machado, escreveu numa petição que poderia solicitar a convocação do ex-presidente Lula e da presidente Dilma.

Lula é apontado como uma espécie de protetor de Costa na Petrobras. Ele foi indicado ao cargo pelo PP, ganhou o apoio do PT e do PMDB, mas sentia-se abandonado pelos parlamentares após ter sido preso pela Polícia Federal.

Como diretor de distribuição da Petrobras, Costa foi responsável pela obra mais cara da estatal, a construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, cujo preço final deve passar de R$ 40 bilhões.

O depoimento com os nomes dos políticos terá de ser analisado pelo ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal), porque eles têm foro privilegiado.

26/05/2013

Ombudsman da Folha denuncia: mídia brasileira sufoca Lei de Médios

Filed under: Censura,Lei de Médios,Monopólio,Ombudsman Folha — Gilmar Crestani @ 9:39 am
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O debate por aqui foi censurado pelos grupos monopolistas mafiomidiáticos com a falácia de que se trata de censura.

OMBUDSMAN

SUZANA SINGER – ombudsman@uol.com.br@folha_ombudsmanfacebook.com/folha.ombudsman

La defensora

Argentina cria cargo público de ombudsman para atender queixas sobre programação de rádio e TV

Foi preciso ir até Los Angeles, ao encontro internacional de ombudsmans, para conhecer uma iniciativa de um país vizinho que pode ser útil ao debate sobre mídia no Brasil.

Há seis meses, foi nomeada a primeira "defensora pública dos meios audiovisuais" na Argentina. É uma espécie de ombudsman, escolhida pelo Congresso e encarregada de encaminhar as demandas dos espectadores e ouvintes.

A defensora não tem poder para multar ou punir as emissoras que são alvo das reclamações, ela tenta apenas mediar uma solução. A jornalista Cynthia Ottaviano, a primeira indicada, diz que havia uma demanda reprimida, tanto que já foram registradas 187 representações.

É possível encaminhar denúncias por carta, e-mail ou pessoalmente, em audiências públicas promovidas nas diferentes províncias. O primeiro encontro, realizado em abril em Chaco, reuniu 320 pessoas.

Cynthia, 40, conta o caso de uma reportagem sobre crianças maltratadas em uma escola particular. Suspeitando que houvesse algo errado, um dos pais colocou um iPad na mochila da filha e conseguiu gravar a professora xingando a menina. Virou um grande escândalo.

Um canal de TV noticiou a história, mas ilustrou-a com imagens de arquivo, de um colégio qualquer. Exibiu ainda a foto de uma professora que tinha o mesmo nome da acusada, mas que nada tinha a ver com o caso. Acionada, a defensoria conseguiu que o canal lesse uma nota de correção, repetida tantas vezes quantas tinham sido as aparições da professora no ar.

Quase na fronteira com a Bolívia, um grupo de moradores reclamou à defensoria porque queria a atenção da imprensa para uma denúncia de contaminação ambiental na região. Com a ajuda da ombudsman, o assunto entrou na pauta da rádio pública de Buenos Aires.

A defensoria não trata apenas de queixas relativas ao noticiário. Programas de entretenimento e a publicidade também fazem parte do seu escopo. Uma denúncia dizia que um anúncio de bebida incitava ao suicídio. O filme mostrava, num prédio em chamas, os bombeiros tentando convencer um rapaz a saltar. Ele toma uns goles do refrigerante e pula numa boa, flutuando feliz.

Cynthia ouviu a agência de publicidade responsável pela propaganda e concluiu que não havia nada de errado com ela. Dessa vez, o público não tinha razão.

Outros alvos de reclamações são programas que difundem imagens preconceituosas de mulheres e de gays, o fim de séries educativas em canais públicos e a falta de tradução para a linguagem de surdos.

A figura da defensora do público está prevista na controversa Lei de Meios, aprovada em 2009, mas demorou três anos até que o cargo fosse preenchido. A equipe da defensoria tem 40 pessoas, entre jornalistas, antropólogos e advogados. O dinheiro que sustenta a iniciativa vem de impostos pagos pelas emissoras de rádio e TV. A defensora presta contas de seu trabalho ao Congresso, não ao Executivo.

Cynthia diz que sua nomeação foi praticamente ignorada pelos grandes meios de comunicação argentinos, que estão em pé de guerra com o governo de Cristina Kirchner, mas conta que conseguiu encaminhar, com sucesso, uma demanda referente ao grupo "Clarín".

O fulcro da Lei de Meios argentina, que é o seu caráter antimonopolista, foi bastante discutido no Brasil. A Folha, como boa parte da grande imprensa, criticou duramente a tentativa do governo de calar o principal diário do país. "Seguindo o que, com igual ou maior desplante, vem sendo feito por Hugo Chávez na Venezuela, o governo argentino utiliza-se de meios econômicos e legislativos para um objetivo que, na essência, é o mesmo: sufocar todo tipo de crítica", diz editorial do jornal de novembro passado.

Só que a Lei de Meios não é apenas isso. São 166 artigos e pelo menos um deles, o que cria a defensoria, merece ser observado.

Por aqui, o debate sobre regulação da mídia trava porque as propostas apresentadas costumam embutir um subtexto de censura que provoca, com razão, arrepio nas grandes empresas de comunicação. Estas, no entanto, não conseguem sugerir formas que garantam um grau maior de transparência e de prestação de contas ao público.

No Brasil, só a Folha, o jornal "O Povo", de Fortaleza, e a EBC (TV Brasil) têm ombudsmans. Todos os outros jornais e revistas se contentam com uma seção de cartas dos leitores e outra de correções. Nas televisões e nas rádios, nem isso.

Ombudsman tem mandato de 1 ano, renovável por mais 3, para criticar o jornal, ouvir os leitores e comentar, aos domingos, o noticiário da mídia. Fale com a Ombudsman: ombudsman@uol.com.br / tel.: 0800 015 9000 (2ªf a 6ªf, das 14h às 18h) / Fax: 0/xx/11/3224-3895

27/03/2012

Modelos argentino e brasileiro de tv digital

Filed under: Controle Digital,Liberdade de Expressão,Monopólio,Software Livre — Gilmar Crestani @ 8:24 am

 

La guerra por el control del control

¿En qué se diferencia el Ginga argentino del brasileño? El argentino apuesta al software libre, mientras que el otra usa componentes cerrados. O’Globo, Oracle y Totvs, en busca del monopolio.

Por Mariano Blejman

@El ginga es un movimiento básico de la capoeira, danza brasileña, que pretende engañar al adversario, induciendo un ataque y dándole al capoeirista la posibilidad de contraatacar con eficiencia. Es así: Argentina y Brasil estén haciendo sus propios movimiento de ginga por el control del software que maneja los decodificadores para la televisión digital. El software de Ginga.ar ya está instalado en el millón de decodificadores que entregó el gobierno argentino y está a punto de ser adoptado por Venezuela y otros países de la región. El controlador Ginga –técnicamente un middelware– permite a la televisión comportarse de forma interactiva y “conversar” con Internet. Sin Ginga, la televisión digital es meramente receptora de señal.

Pero no pelean sólo por ganar el combate –por ver quién baila mejor–, sino que se enfrentan dos modelos culturales. El argentino, impulsado por el Ministerio de Planificación, fue desarrollado como software libre, mientras que la versión a la que apuesta la industria brasileña con O’Globo y Totvs a la cabeza utiliza un componente de Java, software cerrado propiedad de Oracle. ¿Y qué importa? Importa. ¿Puede una sola empresa arrogarse el derecho de manejar lo que ocurre entre el televisor e Internet? Bueno, como poder, puede. Las técnicas monopólicas inundan el mercado del software desde comienzos de los años ’90. “Pero además de cuestiones ideológicas por las cuales Ginga debe ser software libre, es que tiene que ir evolucionando y las empresas de software o de medios tienen que entenderse con ella. Tienen que ser capaces de mejorarla y utilizarla, eso con un producto cerrado es bastante más complejo. Quisimos plantar un umbral de tecnología. Sentamos una plataforma tecnológica mínima encima de la cual se puede crecer. La mejor forma para que eso pase es que sea software libre”, cuenta Gabriel Baum al frente del laboratorio Lifia de la Universidad Nacional de La Plata y al mando del Ginga.ar.

¿Y qué pasaría si ese software no fuera libre?, se le pregunta a Baum. “Si no lo fuera, se generarían monopolios inevitablemente. Si la interactividad pasa a ser algo rentable en televisión, quien domine la tecnología va a poner las condiciones de mercado para decidir qué se hace y qué no se hace. Como en todo nacimiento tecnológico, alguien se adueña de la tecnología y marca el ritmo. Podría apropiarse el Estado pero no tiene sentido. Esto va a ser parte de la comunicación y no es menor que se quiera imponer un monopolio en términos de tecnología para la comunicación”, responde Baum, amagando con la cabeza como quien baila capoeira.

Las empresas brasileñas en tándem salieron a criticar la decisión del gobierno argentino de licitar equipos bajo la norma Ginga-NCL desarrollada en los laboratorios Lifia y TeleMídia (PUC/Rio, Brasil), donde surgió originalmente el proyecto. La apuesta fuerte de O’Globo, que maneja el 75 por ciento del negocio de la televisión, es por controlar el dispositivo regionalmente para ser un competidor global: con el campeonato mundial y las Olimpíadas en puerta, Brasil estará en el centro de la escena mediática. Eso llevó a Gabriel Baum del Lifia y a Luis Fernando Gomes Soares de Telemidia a realizar una declaración conjunta para desmentir que Ginga.ar se estuviera “saliendo de la norma”, como declararon directivos de Totvs en foros internacionales.

Del lado del Ginga.ar se espera que una próxima camada de netbooks del programa Conectar Igualdad sea distribuida con receptores de televisión digital. El gobierno venezolano está a punto de implementarla, ya que por ley no pueden usar software privado. Chávez comprará 300 mil conversores digitales y trece estaciones de televisión digital de Argentina por un monto de 51 millones de dólares, llegando inicialmente al 25 por ciento de la población. También se llevarán contenidos digitales del Bacua (Banco Audiovisual de Contenidos Universales Argentino) y está por definirse, según Baum, el desarrollo de una o dos aplicaciones Ginga específicas sobre temas de gobierno electrónico. El acuerdo terminó de cerrarse en el megaencuentro Patria Grande Conectada, desarrollado en Tecnópolis la semana pasada. También Ecuador, Uruguay y Chile han demostrado interés en la versión argentina y los desarrollos locales siguen avanzando. Además de La Plata, también están involucrados laboratorios tecnológicos de Bahía Blanca, Tandil, UTN, San Martín, UBA, 3 de Febrero y Río Cuarto, entre otras.

GingaJ, la versión desarrollada en Java, le permite a Oracle cobrar por licencias, “pero eso no es lo peor”, dice Baum. “En Brasil, después de hacer varias investigaciones académicas, descubrieron que las condiciones que impone Oracle para el GingaJ son realmente leoninas. Cualquiera que haga desarrollos sobre GingaJ va a tener que entregarle el código a Oracle antes de incorporarlo. Gente de Paraíba que había desarrollado aplicaciones para GingaJ se echaron para atrás porque empezaron a ver que la letra chica los convertía en dependientes”, cuenta Baum. La jugada de Topvs, gigante del software brasileño, es competir mundialmente contra los grandes jugadores como GoogleTV o AppleTV y apuestan a la comunidad de desarrolladores de Java unas 140 mil personas en todo el mundo. Pero la alianza de Oracle, O’Globo y Topvs está apoyada también por la industria electrónica brasileña, que comenzó a apostar por su propio GingaJ con el riesgo de no poder exportar sus aparatos electrónicos hacia el resto de América latina. Otro pasito de capoeira.

@blejman

Página/12 :: Cultura Digital :: La guerra por el control del control

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