Ficha Corrida

28/12/2013

Quem acreditou neles, sifud..

 

Terroristas econômicos perderam apostas em 2013

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Da garantia do apagão de energia feita na virada de 2012 para 2013, que não ocorreu, à previsão do estouro nas contas públicas, que, na verdade, bateram recorde positivo, projeções funestas para economia brasileira não se materializaram; colunistas da mídia familiar como Eliane Cantanhêde e Miriam Leitão erraram todas as suas previsões negativas; economistas como Ilan Goldfajn, do Itaú Unibanco, defenderam o desemprego como instrumento de controle da inflação, mas equipe econômica não acatou sugestão e manteve inflação na meta com regime de pleno emprego; vaticínio de fracasso nas concessões, formulado por André Esteves, do BTG Pactual, também foi desmentido pelos fatos

27 de Dezembro de 2013 às 20:28

Marco Damiani 247 – Com uma inflação que não deve chegar a 6% em 2013, dentro da meta estabelecida pelo Banco Central de até 6,5%, o ano vai se encerrando sem a crise prognosticada pelos oráculos da mídia familiar, incessantemente, nos últimos doze meses.

Além da taxa de variação de preços sob controle, resultados na geração de empregos e no superávit primário bateram recordes históricos. As vendas do comércio no Natal cresceram pelo 11º ano consecutivo. O índice de confiança empresarial medido pela CNI também registra alta. Além disso, o programa de concessões de setores de infraestrutura à iniciativa privada, como aeroportos, estradas e o campo de Libra, do pré-sal, superaram até mesmo as mais otimistas expectativas do governo – quanto mais aquelas feitas por observadores que apostavam contra o seu sucesso.

Identificada com esses resultados da economia, o que igualmente ocorreria (e até mais acentuadamente) se fossem colhidas decepções, a presidente Dilma Rousseff fecha o ano com a popularidade de seu governo e de si própria em alta. Até mesmo a mídia estrangeira, que pediu em mais de uma edição, por meio da revista The Economist, a cabeça do ministro da Fazenda, Guido Mantega, teve de se dobrar aos fatos.

A mesma Economist, no mês passado, registrou que “finalmente a conjuntura está mudando” para o Brasil, com elogios aos leilões de concessões de infraestrutura. Nesta sexta-feira 27, após mais um leilão bem sucedido para a exploração de uma rodovia federal, o The Wall Street Journal escreveu que Dilma “está em alta”.

Este tipo de autocrítica de quem errou e reconhece o erro não se vê na mídia familiar e tradicional do País. Por aqui, tantas foram as barbeiragens em avaliações e previsões feitas pelos chamados analistas e especialistas, sempre apoiados por economistas considerados de primeira grandeza, que reconhecer os deslizes seria, na prática, um exercício de autoflagelação coletiva.

Capítulo a capítulo, 247 mostra agora o que foi dito e o que, de fato, aconteceu:

1 – O apagão que não houve

O ano de 2013 começou com garantias expressas de figurões da mídia, como a colunista Eliane Cantanhêde, do jornal Folha de S. Paulo, de que o Brasil viveria um apagão de energia. Não adiantou o governo, por meio de ministros, técnicos e da própria presidente Dilma assegurar que os reservatórios estavam no nível de segurança, apesar de baixos. Rebatia-se, com a arrogância típica da antiga grande imprensa, que as autoridades estavam simplesmente mentindo para o público.

O que se viu, no entanto, foi uma grande ‘barriga’ – nome dado a erros crassos de jornalistas – dos articulistas. O apagão não veio, as luzes foram mantidas acesas e só o que começou a piscar foi o prestígio de publicações e escribas em razão das pesadas cargas de desinformação lançadas sobre os leitores.

2. A inflação que não disparou

À medida em que o fantasma do apagão de energia nem saiu do armário, os proclamados especialistas procuraram outra assombração. Nada melhor, àquela altura, para amedrontar o público, do que o dragão da inflação – simbolizado, em capas ridículas de Veja e Época, nas altas sazonais do tomate.

Jogando como se fizessem profecias que se auto realizariam,  notáveis como a colunista Miram Leitão, de O Globo, baixaram suas cartas na certeza de que a meta de 6,5% do Banco Central seria estourada logo depois da metade do ano. Litros de tintas e rolos inteiros de papel foram gastos com essas previsões. Num gesto extremo, certo de que as labaredas já começavam a soprar pelas ventas do dragão, o economista-chefe e sócio do banco Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, pediu, em mais de um artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, que as autoridades provocassem o “esfriamento” da economia. Goldfajn deixou claro que, para ele, somente o desemprego poderia frear a demanda e, assim, normalizar os preços dos mais diferentes produtos.

Ninguém na administração federal e na iniciativa privada, para sorte dos trabalhadores empregados, deu ouvidos ao lobby desenvolvido por Goldfajn.

O que se tem agora, quando 2013 chega ao fim, é um recorde histórico na geração de empregos, que foi a maior do País desde 2002. E, ainda, o que há é uma taxa de inflação projetada que não chegará aos 6%, permanecendo abaixo da meta de até 6,5% estabelecida pelo Banco Central.

Esses são fatos que suplantaram os argumentos dos defensores do desemprego como ferramenta anti-inflacionária, como também fez Persio Arida, do BTG Pactual.

3. Os empresários que continuam otimistas

Nos últimos três meses, a moda nas páginas econômicas dos chamados jornalões foi abrir espaço para quem dizia que a paciência dos empresários com o governo federal estava por um triz. Mais especialmente que, num coletivo organizado e furioso, os capitães da indústria, do comércio e dos serviços estariam irritados e distantes da presidente Dilma.

Neste final de ano, porém, pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou otimismo para 2014. Em diferentes manifestações, empresários demonstraram que não tinham problemas de relacionamento com Dilma ou agentes do governo. Benjamin Steinbruch, da CSN, ao longo do ano, e Abílio Diniz, da BRF Foods, na semana passada, jogaram água fria nos vitupérios pessimistas, garantindo que, na indústria, o nível de reclamação sobre o governo nem de longe é o sonhado pela oposição.

4. Concessões foram um sucesso

Em meados do ano, o banqueiro carioca André Esteves, do BTG Pactual, ganhou o espaço nobre de entrevistas da revista Veja para dizer que estava impossível “vender” o Brasil a investidores internacionais. Após dizer, no curso do governo Lula, que o Brasil vivia seu melhor momento em 500 anos de história, Esteves, um dos homens mais ricos do País, reclamava da vida e, em particular, dos leilões de concessão de infraestrutura então em montagem pelo governo. Na sequência dessa ação de anti-propaganda, outro sócio de Esteves, o ex-Vale Roger Agnelli, também foi aos microfones à disposição para atacar o novo marco regulatório do setor de mineração.

Ambos caíram no vazio. Depois do ping-pong de Esteves, o que se viu foi o espetáculo dos leilões de concessões acontecer de maneira transparente – e fulgurante – diante do público. A partir da batida do martelo do campo de Libra, do pré-sal, em outubro, que resultou em bônus de R$ 15 bilhões para o caixa do governo, a administração federal leiloou aeroportos e estradas com forte rebaixamento de pedágios e altos pagamentos pela exploração dos equipamentos. Caiu por terra todo o mau agouro dos que apostavam no fracasso. Como disse o Wall Street Journal, em razão do bem sucedido programa de concessões, a presidente Dilma fecha 2013 “em alta”.

5. Superávit é recorde em 2013

Como todas as apostas em assuntos comezinhos da economia haviam fracassado, os arautos do caos passaram a pregar que um importante pilar macroeconômico estava corroído. De acordo com esses ‘analistas’, as contas públicas mergulhariam, em 2013, num rombo de profundidade assustadora. Tão fundo e tão escuro, que seria capaz de tragar para dentro de si todos os resultados favoráveis conquistados contra a inflação e a favor do crescimento sustentado do País.

Outra vez, porém, ficou claro que o papel aceita tudo, inclusive a veiculação da desinformação. Números oficiais divulgados nesta sexta-feira 27 pelo Ministério da Fazenda mostram que o superávit primário (que mede receitas menos despesas, antes dos gastos com juros) alcançou R$ 28,8 bilhões em novembro, chegando a um saldo acumulado no ano de R$ 62,4 bilhões. Com as projeções para dezembro, as contas públicas fecharão no azul acima da meta de R$ 73 bilhões, estabelecida pelo governo. Mais esta vez, quem jogou contra a banca do ministro Guido Mantega se deu mal.

6. Tempestade perfeita já se dissipa

Mesmo com os fracassos de previsões conservadoras sucedendo-se um a um ao longo do ano, houve ainda quem, nas últimas semanas, jogasse suas fichas no seguinte ponto: ok, 2013 passou, mas esperem para ver o tamanho da encrenca que nos aguarda em 2014.

O articulista Demétrio Magnolli, um ex-esquerdista que caiu nas graças da mídia familiar, resgatou a expressão Tempestade Perfeita para, nas páginas do quatrocentão O Estado de S. Paulo, procurar disseminar o medo sobre o futuro próximo. O problema, para ele, é que seu vaticínio às avessas não colou nem apenas por alguns dias.

O professor Delfim Netto, um dos economistas mais respeitados do País à direita e à esquerda, repôs a discussão em seu lugar correto ao afirmar, em artigo no jornal Valor Econômico, que o governo, por meio de ações críveis à sociedade e aos investidores, continua tendo todas as condições para conduzir sem sobressaltos a economia brasileira no próximo ano. Para Delfim, não há nenhuma tempestade, nem perfeita nem mais que perfeita, no horizonte. Para corroborar essa avaliação, o Fed avalia que a economia dos Estados Unidos já apresenta fortes sinais de recuperação, o que tiraria do céu de qualquer temporal sua nuvem mais importante. Quem vê a economia global sem paixões ideológicas enxerga até chuvas e garoas para 2014, mas nenhuma tempestade perfeita está no radar de organismos como a União Europeia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial.

Em 2014, muitos outros capítulos da história econômica contemporânea do Brasil serão escritos. O que se espera é que com mais sustentação na realidade. A ficção, afinal, é para literatos.

Terroristas econômicos perderam apostas em 2013 | Brasil 24/7

20/12/2013

Um porcão para ceia de natal

Filed under: Economia,Miriam Porcão — Gilmar Crestani @ 9:59 am
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Quem nasce pra Leitão, chegar a Porcão é a glória!

Retrospectiva Míriam Leitão

Fim de ano chegando…

2013 foi um ano difícil e conforme os analistas dos jornais, revistas e TV o Brasil quase quebrou inúmeras vezes…
Portanto, em reconhecimento às suas messiânicas análises e previsões, a Engenharia de Opinião faz esta homenagem à grande jornalista Miriam Azevedo de Almeida Leitão, especialista em economia interplanetária, fiel escudeira da Rede Globo e popularmente conhecida como “Urubóloga”. Uma lenda viva.

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SQN

14/12/2013

Leitão enrosca a porca

Globoditadura

Míriam Leitão está preocupada com a democracia pelo motivo errado

Postado em 14 Dec 2013

por : Paulo Nogueira

Ela parece desconhecer a história da empresa para a qual trabalha

Míriam Leitão estava hoje pela manhã no centro de uma polêmica no Twitter.

Ela postou um artigo no qual dizia que a presença de Dilma num evento contra o STF – o congresso do PT – “enfraquece a democracia”.

É curiosa a visão que certos jornalistas têm do mundo sob a ótica das empresas para as quais trabalham.

Logo o Twitter foi inundado com observações como as seguintes:

1)  E o filho de Joaquim Barbosa trabalhando na Globo, não enfraquece a democracia?

2)  E o abraço de Merval em Ayres Britto, não enfraquece a democracia?

3)  E a sonegação documentada da Globo, não enfraquece a democracia?

Mas acima de tudo: a Globo de Roberto Marinho – lembremos 1954 e 1964 – promove a democracia?

Não sou um BIM, Brasileiro Indignado com a Mídia. Quer dizer: não leio o Globo. Não vejo a Globonews. Não ouço a CBN.

Isso tudo significa que não acompanho Míriam Leitão.

Tenho, no entanto, uma simpatia longínqua por ela. Na Veja, no início da década de 1980, Míriam foi vítima de uma das demissões mais brutais que vi em minha carreira.

Éramos colegas de redação, ela na seção de Política, eu na de Economia, e éramos iniciantes.

Míriam foi demitida pelo seu chefe, Mario Sergio Conti, de uma forma inacreditável.

Mario Sergio esperou que ela fizesse a última legenda do último texto na seção. Naqueles dias, isso só acontecia por volta das 6 ou 7 horas da manhã de sábado.

Nós chegávamos exaustos aos finais de fechamento. Lembro que quando pegava o carro em direção à Veja nas quintas feiras pensava que só poderia dormir decentemente na noite de sábado.

Míriam estava fisicamente e mentalmente exaurida quando, terminada a última tarefa entre tantas, Mario Sérgio a chamou para a última conversa.

Nunca vi um jornalista tão mau caráter quanto ele. Não é à toa que ele inventou Mainardi, outro canalha fundamental, quando se tornou diretor da Veja, no começo dos anos 1990.

Alpinista social como poucos, Mário Sérgio, diretor de uma Veja ainda respeitada, fazia coisas como passar finais de semana na ilha de Roberto Marinho. Você pode imaginar o tratamento dispensado à Globo pela Veja então.

Bem, os fatos estão aí para provar que a demissão da Veja foi talvez a melhor coisa que aconteceu para Míriam. Logo depois ela ingressaria na Globo e decolaria.

Mas o artigo de hoje mostra que, de alguma forma, ela perdeu contacto com a realidade, ao virar uma estrela da Globo.

É uma patologia comum, aliás, nas redações das grandes empresas jornalísticas.

Leio colunistas defenderem o livre mercado sem saber, aparentemente, que vigora na mídia uma reserva de mercado para companhias brasileiras.

O El País está apanhando do cartel de mídia, nos dias de hoje, porque decidiu colocar no ar um bom site em português.

Leio também vociferações contra o emprego (aliás mínimo, como mostram as estatísticas do Secom) do dinheiro público para sites fora do establishment.

São feitas por jornalistas que parecem desconhecer que suas corporações foram erguidas à base de dinheiro público – empréstimos a juros maternais de bancos oficiais, perdões de dívidas mediante anúncios e outros expedientes que em outros países jamais seriam tolerados.

Os jornalistas parecem desconhecer que até o papel no qual escrevem é livre de impostos – o infame “papel imune”.

Míriam Leitão, com sua preocupação sobre a democracia, parece ignorar a história da empresa para a qual trabalha.

Como simpatizo com ela desde a demissão covarde de Mário Sérgio, dou um conselho: basta consultar o Google.

Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo » Míriam Leitão está preocupada com a democracia pelo motivo errado

03/11/2013

Uma trupe animal: Leitão, Rottweiler, Constantino

Filed under: Miriam Porcão,Reinaldo Azevedo,Rodrigo Constantino — Gilmar Crestani @ 10:20 am
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Acredite em tudo o que um disser do outro! São filhos da mesma pocilga mafiomidiática! Sabe qual é a coincidência que une Miriam Leitão, Reinaldo Azevedo e Rodrigo Constantino? Todos pertencem ao staff do Instituto Millenium, ninho da “direita hidrófoba”.

Miriam: Constantino e Reinaldo emburrecem o País

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Colunista do Globo, Miriam Leitão publica importante artigo sobre a "direita hidrófoba";  segundo ela, Reinaldo Azevedo é, sim, um rottweiler, que já rosnou para ela várias vezes e pediu até que se desculpasse diante do ex-senador Demóstenes Torres; outro representante da tchurma, o economista Rodrigo Constantino, que também é colunista do Globo, produz "indigências mentais"; numa delas, ao falar sobre a nova presidente do banco central americano, perguntou: "O que importa o que a liderança do Fed tem entre as pernas?"

3 de Novembro de 2013 às 07:48

247 – A jornalista Miriam Leitão, colunista do Globo, publicou um importante artigo neste domingo sobre a "miséria do debate" brasileiro.

No texto, ela bate duro em dois representantes da "direita hidrófoba" brasileira: o colunista Reinaldo Azevedo, de Veja e Folha, e o economista Rodrigo Constantino, que tem colunas em Veja e no próprio Globo.

"Os epítetos ‘petralha’ e ‘privataria’ se igualam na estupudez reducionista. São ofensas desqualificadoras que nada acrescentam ao debate", diz a jornalista.

Dizendo-se alvo dos dois lados, de quem a critica pela esquerda e pela direita, Miriam passou a tratar então de Reinaldo Azevedo. "Recentemente, Suzana Singer foi muito feliz ao definir como um ‘rottweiler um recém-contratado pela Folha de S. Paulo (…) ele já rosnou para mim várias vezes, depois se cansou como fazem os que ladram atrás das caravanas".

Miriam resgatou ainda um texto revelador, em que Reinaldo cobrava dela um pedido de desculpas ao senador Demóstenes Torres (leia aqui).

Depois de tratar de Reinaldo, Miriam saltou para Rodrigo Constantino, o mais caricato personagem da nova direita brasileira, que, segundo a jornalista do Globo, produz "indigências mentais". Miriam se refere à resposta agressiva que recebeu quando defendeu a nomeação de Janet Yellen para o Federal Reserve, o banco central americano. "O que importa o que a liderança do Fed tem entre as pernas?", perguntou Constantino em Veja (leia aqui).

Miriam conclui seu texto afirmando que tais tipos de desqualificação são apenas "lixo". Nada mais.

Leia, abaixo, seu artigo:

Miséria do debate – MIRIAM LEITÃO

O Brasil não está ficando burro. Mas parece, pela indigência de certos debatedores que transformaram a ofensa e as agressões espetaculosas em argumentos. Por falta de argumentos. Esses seres surgem na suposta esquerda, muito bem patrocinada pelos anúncios de estatais, ou na direita hidrófoba que ganha cada vez mais espaço nos grandes jornais. 
É tão falso achar que todo o mal está no PT quanto o pensamento que demoniza o PSDB. O PT tem defeitos que ficaram mais evidentes depois de dez anos de poder, mas adotou políticas sociais que ajudam o país a atenuar velhas perversidades. O PSDB não é neoliberal, basta entender o que a expressão significa para concluir isso.
A ele, o Brasil deve a estabilização e conquistas institucionais inegáveis. A privatização teve defeitos pontuais, mas, no geral, permitiu progressos consideráveis no país e é uma política vencedora, tanto que continuou sendo usada pelo governo petista. O PT não se resume ao mensalão, ainda que as tramas de alguns de seus dirigentes tenham que ser punidas para haver alguma chance na luta contra a corrupção. Um dos grandes ganhos do governo do Partido dos Trabalhadores foi mirar no ataque à pobreza e à pobreza extrema. 
Os epítetos “petralhas” e “privataria” se igualam na estupidez reducionista. São ofensas desqualificadoras que nada acrescentam ao debate. São maniqueísmos que não veem nuances e complexidades. São emburrecedores, mas rendem aos seus inventores a notoriedade que buscam. Ou algo bem mais sonante. Tenho sido alvo dos dois lados e, em geral, eu os ignoro por dois motivos: o que dizem não é instigante o suficiente para merecer resposta e acho que jornalismo é aquilo que a gente faz para os leitores, ouvintes, telespectadores e não para o outro jornalista. Ou protojornalista. Desta vez, abrirei uma exceção, apenas para ilustrar nossa conversa. 
Recentemente, Suzana Singer foi muito feliz ao definir como “rottweiller” um recém- contratado pela “Folha de S.Paulo” para escrever uma coluna semanal. A ombudsman usou essa expressão forte porque o jornalista em questão escolheu esse estilo. Ele já rosnou para mim várias vezes, depois se cansou, como fazem os que ladram atrás das caravanas. 
Certa vez, escreveu uma coluna em que concluía: “Desculpe-se com o senador, Miriam”. O senador ao qual eu devia um pedido de desculpas, na opinião dele, era Demóstenes Torres. Não costumo ler indigências mentais, porque há sempre muita leitura relevante para escolher, mas outro dia uma amiga me enviou o texto de um desses articulistas que buscam a fama. Ele escreveu contra uma coluna em que eu comemorava o fato de que, um século depois de criado, o Fed terá uma mulher no comando.
Além de exibir um constrangedor desconhecimento do pensamento econômico contemporâneo, ele escreveu uma grosseria: “O que importa o que a liderança do Fed tem entre as pernas?” Mostrou que nada tem na cabeça. Não acho que sou importante a ponto de ser tema de artigos. Cito esses casos apenas para ilustrar o que me incomoda: o debate tem emburrecido no Brasil. Bom é quando os jornalistas divergem e ficam no campo das ideias: com dados, fatos e argumentos.
Isso ajuda o leitor a pensar, escolher, refutar, acrescentar, formar seu próprio pensamento, que pode ser equidistante dos dois lados. O que tem feito falta no Brasil é a contundência culta e a ironia fina. Uma boa polêmica sempre enriquece o debate. Mas pensamentos rasteiros, argumentos desqualificadores, ofensas pessoais, de nada servem. São lixo, mas muito rentável para quem o produz.

Miriam: Constantino e Reinaldo emburrecem o País | Brasil 24/7

24/08/2013

Quem nasce Leitão, no máximo chega à porca

 

O que é jornalismo corajoso

Paulo Nogueira 23 de agosto de 2013

E o que é o jornalismo falsamente corajoso.

Ela defendeu corajosamente JB, aspas

Ela defendeu corajosamente JB, aspas

Muitas vezes leio o seguinte comentário num texto de articulistas da grande mídia: “Como você foi corajoso!”

Quase sempre a alegada coragem é uma pancada no governo.

Pois então eu gostaria de discutir o que é coragem no jornalismo contemporâneo.

Bater no governo, em democracias, não traz risco nenhum. Portanto, não implica, também, bravura.

Uma coisa seria criticar Pinochet. Outra é criticar Dilma.

Muitos jornalistas construíram reputação de corajosos batendo em presidentes, ou ministros, sem risco nenhum.

“Você viu como Fulano bateu no Mantega? Que coragem!”

Há uma única situação de real coragem no jornalismo tal qual conhecemos hoje: criticar alguém de quem o dono goste. Ou elogiar alguém de quem ele não goste.

O resto é silêncio, como escreveu Shakespeare.

Faça o teste. Veja, por exemplo, se Jabor atacou algum amigo da Globo. Ou Merval. Ou Míriam Leitão. Ou tantos outros.

A esse alinhamento automático com os donos dei o nome, há algumas semanas, de verdadeiro “jornalismo chapa branca”.

É a independência mascarada.  E a liberdade de dizer sim aos patrões: os bravos colunistas são livres desde que reproduzam os interesses das corporações para as quais trabalham. A esse fenômeno Noam Chomsky deu o nome de “liberdade para dizer sim”.

Embora aqui e ali discordem, as grandes empresas jornalísticas têm interesses econômicos comuns, no geral.

Todas elas desejam a permanência de seus privilégios. Querem a reserva de mercado que condenam em outros setores, por exemplo.

Querem que o papel que utilizam continue isento de imposto. Querem uma legislação tributária frágil o bastante para que sonegar seja um ato banal e impune.

A Globo está no meio de um escândalo fiscal espetacular. Há, no caso, uma mistura de trapaça descarada e esperteza detectada.

Para não pagar imposto, como todos sabemos, a Globo tratou a compra dos direitos da Copa de 2002 como se fosse um investimento no exterior. Por muito menos que isso o presidente do Bayern de Munique está prestes a ser preso. E Berlusconi, na Itália, só escapa das grades por ser septuagenário.

Descoberto o golpe, a Globo foi multada. Em dinheiro de 2006, a empresa devia mais de 600 milhões de reais à Receita Federal.

Para coroar o episódio, uma funcionária da Receita foi presa por tentar fazer sumir a documentação do caso.

Se ela obtivesse sucesso, a Globo estaria livre de uma dívida superior a 600 milhões de reais.

Parece inacreditável, mas é verdade.

Que jornalista da grande mídia tratou do assunto? Descontemos a turma da Globo, por razões óbvias.

Mas e a Folha, com seu autoalardeado espírito combativo e rabo preso com ninguém?

Apenas para efeito de especulação, imaginemos que a News International, de Murdoch, fizesse algo parecido no Reino Unido.

As publicações de Murdoch talvez tentassem minimizar o caso, mas a concorrência disputaria avidamente cada furo sobre o assunto para estampar na manchete.

E a opinião pública estaria num estado de torrencial indignação, como quando se descobriu que um tabloide de Murdoch invadira o celular de uma garota de 13 anos sequestrada e morta.

São as virtudes da concorrência: eu me calo conforme minha conveniência, mas meu concorrente me investiga, e o interesse público é protegido.

O que ocorreu no Brasil no caso da Globo?

Num determinado momento, cheguei a falar, pelo Facebook, com o editor executivo da Folha, Sérgio Dávila. “Escuta, vocês não vão dar nada?”

A Folha deu uma matéria que pode ser classificada como miserável.

Depois, o assunto sumiu fo jornal, como se tivesse sido resolvido. Também Dávila sumiu: deixou de responder a minhas mensagens no Facebook.

Se algum colunista da Folha – Clóvis Rossi, Eliane Cantanhêde ou quem seja – tivesse tratado do assunto mereceria palmas pela coragem.

Mas todos eles sabem que não devem escrever aquilo que seus patrões não querem que seja escrito.

O que terá acontecido no caso da Folha, o leitor pode se perguntar. Trabalhei 25 anos em grandes corporações, e posso imaginar. Um telefonema trocado entre donos resolve tudo.

É possível que, com alguma delicadeza, alguém da Globo tenha lembrado alguém da Folha que a Globo poderia publicar histórias que a Folha não gostaria de ver publicadas.

Uma breve conversa telefônica e o interesse público desaparece sob o peso dos interesses privados.

Coragem, para retomar o tema deste texto, é sair da zona de conforto dos artigos que você sabe que seus patrões irão aplaudir.

Dias atrás, Míriam Leitão defendeu Joaquim Barbosa de um ataque – inusualmente corajoso, aliás – de Noblat. (Noblat é experiente o bastante para saber que mais um prova de independência dessas e sua vida na Globo fica dramaticamente ameaçada.)

Míriam sabia que os Marinhos ficariam felizes com sua defesa de JB. Logo, coragem só teria havido se ela reforçasse os pontos levantados por Noblat contra as grosserias de JB.

O que Míriam fez é um exemplo acabado  de “jornalismo chapa branca”. Mas, como numa ação de merchandising, o leitor pode ser enganado e achar que ela demonstrou grande coragem.

Em junho, Jabor fez uma ação memorável de jornalismo chapa branca. Atacou ferozmente os protestos, por dar como certo que os Marinhos eram contra.

Quando ele viu que não, voltou pateticamente atrás. Chapa branquíssima.

A internet ajudou a desmascarar o novo jornalismo chapa branca.

Com o crescimento das audiências na internet e a queda das audiências na mídia tradicional, em breve o jornalismo digital será forte o bastante para exigir esclarecimentos cabais como o caso de sonegação da Globo.

O interesse público agradecerá.

Sobre o autor: Paulo Nogueira Veja todos os posts do autor Paulo Nogueira

O jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

O que é jornalismo corajoso | Diário do Centro do Mundo

06/03/2012

Miriam Porcão dá voz a leitão e leva Rocha na cara

Filed under: Ditadura,Miriam Porcão,Vladimir Herzog — Gilmar Crestani @ 9:24 am

 

Instituto Herzog emite Nota de Repúdio a fala de general da reserva

Vladimir Herzog apresentou-se voluntariamente ao DOPS

Da Redação

O Instituto Vladimir Herzog divulgou neste domingo (4) uma nota de repúdio às declarações do general da reserva, Luiz Eduardo Rocha Paiva, durante entrevista concedida à apresentadora Miriam Leitão durante o programa “Espaço Aberto”, da Globo News, que tinha como tema o desaparecimento do ex-deputado Rubens Paiva e que foi apresentado na última quinta-feira (1).

No comunicado, a instituição discorda das afirmações do militar sobre a Comissão da Verdade, especialmente sobre a dúvida levantada sobre a responsabilidade do Estado na morte do jornalista Vladimir Herzog.

Herzog sob a guarda e responsabilidade do Estado

Durante a entrevista, Miriam Leitão lembrou que “Vladimir Herzog foi se apresentar para depor e morreu”, Rocha Paiva questionou afirmando “e quem disse que ele foi morto pelos agentes do Estado? Nisso há controvérsias. Ninguém pode afirmar.”

Na nota, o Instituto Vladimir Herzog lembra que alguém que se apresenta para depor está sob a guarda e a responsabilidade do Estado e de seus agentes, que tem a obrigação de assegurar a integridade física e a própria vida de um depoente e que, ao contrário da afirmação de Rocha Paiva, a Justiça brasileira reconheceu oficialmente, há 33 anos, após processo movido por Clarice Herzog e seus filhos, que Vladimir Herzog foi preso, torturado e assassinado nos porões da ditadura, por agentes do Estado.

Aqui, a Nota na íntegra:

Nota de Repúdio – Instituto Vladimir Herzog

O general da reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva, em entrevista a Miriam Leitão, das Organizações Globo, disse ontem (1/3/2012) que a Comissão da Verdade, prevista em lei sancionada pela Presidência da República em Novembro de 2010, é “maniqueísta” e parcial porque seu objetivo é “promover o esclarecimento de torturas, mortes, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres”. Acha ele que, para assegurar a imparcialidade da comissão, ela também deveria investigar atos de violência cometidos por aqueles que combatiam a ditadura.

Depois de sugerir que os desaparecimentos do deputado Rubens Paiva e de Stuart Angel só sensibilizam até hoje a opinião pública porque eles pertenciam às “classes favorecidas”, o general Rocha Paiva mostra duvidar de que a presidente Dilma Rousseff tenha sido torturada na época da ditadura.

E, quando Miriam Leitão lembrou que “Vladimir Herzog foi se apresentar para depor e morreu”, Rocha Paiva questiona: “E quem disse que ele foi morto pelos agentes do Estado? Nisso há controvérsias. Ninguém pode afirmar.”

Como se alguém que se apresentara para depor não estivesse sob a guarda e a responsabilidade do Estado e de seus agentes. Como se assegurar a integridade física e a própria vida de um depoente, qualquer depoente, não fosse obrigação oficial fundamental do Estado e de seus agentes, a quem ele se apresentara. Como se a Justiça do Brasil já não houvesse reconhecido oficialmente, há 33 anos, em decorrência de processo movido pela viúva Clarice Herzog e seus filhos, que Vladimir Herzog foi preso, torturado e assassinado nos porões da ditadura, por agentes do Estado.

Além de tudo isso, posteriormente, em julgamento proferido no âmbito da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, criada pela Lei nº 9.140/96, o próprio Estado brasileiro ratificou o reconhecimento dessa prisão ilegal, tortura e morte.

Ao indagar, mais adiante, “Quando é que não houve tortura no Brasil?”, o general tenta justificar em sua entrevista os martírios que foram perpetrados pela ditadura deixando entender que torturar é uma atividade legitimada e consagrada pelos usos e costumes nacionais.

General, tortura nunca foi usos e costumes, nem no Brasil nem em lugar algum. Sempre foi e é a violação do império da lei, que condena quem tortura. Tanto que a nossa Constituição Federal é taxativa ao determinar que “ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante” (art.5º, inciso III). E impor o respeito à lei – não violá-la – é o dever precípuo mais básico dos agentes do Estado. Esses agentes estão cobertos pelo manto institucional, portanto exercem um poder infinitamente maior que qualquer outro cidadão.

É por isso, por ser um crime cometido pelo Estado – não por cidadãos comuns, julgados pela Justiça comum – que as torturas e mortes perpetradas por agentes do Estado e sob sua bandeira são o que precisa ser investigado e exposto pela Comissão da Verdade. Não acobertado pelo Estado ou por qualquer de suas instituições.

E a imparcialidade da Comissão estará em agir à luz da Justiça e da lei ao investigar e expor os crimes cometidos pelo Estado e seus agentes – não ao talante de quem detém o poder.

Tudo isso torna claro que a manifestação do general Luiz Eduardo Rocha Paiva atenta contra o Estado Democrático de Direito, também preconizado na Constituição Federal do Brasil, que tem entre seus fundamentos “a dignidade da pessoa humana”, além da República Federativa do Brasil reger-se nas suas relações internacionais pelos princípios, entre outros, da “prevalência dos direitos humanos” (Constituição Federal, arts. 1º, III, e 4º, II).

INSTITUTO VLADIMIR HERZOG

Com informações do Portal Imprensa

Sul 21 » Instituto Herzog emite Nota de Repúdio a fala de general da reserva

29/02/2012

Urubóloga ou Porcão

Filed under: Miriam Porcão,Urubóloga — Gilmar Crestani @ 9:01 am

 

Inflação: Tombini desmoraliza Urubóloga

Depois dizem que o Conversa Afiada persegue a Urubóloga.
Na verdade, como se vê no post do Fernando Brito, ela é quem se persegue a si mesma !
Saiu no Tijolaço:

Análise econômica ou mau-agouro?

“Houve pressões explícitas, e o Banco Central cedeu. Tentou convencer que a decisão (de baixar os juros) foi tomada de forma técnica. Não convenceu. A deterioração do quadro externo justificaria manter os juros para esperar para ver. Até porque, mesmo reduzindo o ritmo de crescimento do mundo, a inflação não está cedendo.”

O comentário aí, da simpática Miriam Leitão, tem apenas seis meses.

É só olhar o gráfico aí de cima e se verá que não somente a inflação cedeu como, naquele início de setembro, logo após a decisão do BC de começar a reduzir os juros, já vinha cedendo.

Hoje, se algum exagero houve, certamente não foi o de baixar os juros, mas o ter exagerado na alta que vinha desde o final de 2010.

A inflação acumulada no primeiro bimestre do ano (0,19%) – 0,25% em janeiro e – 0,06% em fevereiro – só perde, em toda a história brasileira, para a de janeiro/fevereiro de 2009, quando o Brasil vivia a ressaca da crise do final de 2008 e nossa economia, ao contrário de agora, encolhia.

As previsões de estagnação feitas para a economia brasileira este ano têm o mesmo valor que tinham as de explosão inflacionária naquele momento de 2011. Podem ser mau-agouro, análise da economia é que não são.

Mas essa gente continua pontificando, proferindo suas verdades como se não tivessem de dar conta de seus erros crassos em fazer previsões.

Hoje, em seu comentário na CBN, a mesma analista fecha seu texto com a seguinte observação:

“Será que o BC aceitará mais inflação? Isso vai bater mais no nosso bolso? É isso que nos interessa. O BC, hoje, parece mais tolerante. O IPCA em 12 meses está caindo, o que é bom. Não podemos nos preocupar  com a inflação, porque esse desafio foi vencido. Temos de enfrentar os demais que existem em outras áreas.”

Navalha

Nesta terça-feira, num depoimento no Senado, Tombini previu que o PIB vá subir e a inflação vá cair.

Vai ficar mais perto do centro da meta de 4,5%.

Os “analistas” da GloboNews e das empresas de consultoria que trabalham para bancos estão “céticos”.

Mas, a Bolsa subiu, com eles ou sem eles !

Enquanto isso, no Valor, Delfim Netto prevê que a economia cresça este ano entre 4% e 4,5%:

Nos últimos dois meses, três mudanças foram importantes:

1ª) com relação ao misterioso “produto potencial” parece que agora o “mercado” aceita que ele anda às voltas de 4,5%;

2ª) o Banco Central quis saber do sistema financeiro como ele calcula a taxa de juros “neutra”;

e 3ª) houve uma melhora dos humores do setor privado em matéria de confiança no governo. Isso, somado aos sinais positivos do IBC-Br de novembro e dezembro mostra que, se tivermos disposição de fazê-lo, um crescimento de 4% a 4,5% em 2012 não está fora do radar, mesmo porque ele é bissexto !

Paulo Henrique Amorim

Inflação: Tombini desmoraliza Urubóloga | Conversa Afiada

30/12/2011

Leitão de ano novo com receita velha

Filed under: Miriam Porcão — Gilmar Crestani @ 9:46 pm

 

A dor de cotovelo de Miriam Leitão

Miriam Leitão escandaliza-se com um deficit nominal de 2,36% do PIB, mas não abria a boca quando FHC fez este déficit chegar a 14% do PIB

A coluna de Miriam Leitão hoje, em O Globo, não é, certamente, nada que deva entrar no cardápio da ceia de Ano Novo. Porque é fel puro, algo tão evidentemente odioso que entra nas raias da irracionalidade e do ridículo.

Ela desdenha da situação de solidez das contas públicas brasileiras – Brasil, vocês sabem,  é aquele país que há nove anos pedia seguidos perdões (waivers) ao FMI e onde o presidente submetia os candidatos à eleição presidencial a concordarem publicamente com uma nova estendida de pires financeiro – como se vivêssemos no paraíso e, de lá para cá, governantes irresponsáveis nos tenham atirado na caótica situação de sermos a sexta economia do mundo.

Diz, por exemplo, que o superávit primário – aquele mesmo, que ela cantou em prosa e verso por anos a fio – não é nada, o problema é o déficit nominal, que é o resultado depois do pagamento de juros. De fato, os juros altíssimos pagos pelo nosso país – embora sejam a metade do que eram sob o genial (para ela) governo Fernando Henrique – são nosso maior problema macroeconômico, mas não foi ela própria quem vociferou contra a “precipitação” do Banco Central em começar a cortar estes juros, em agosto?

A não ser para quem aposta na “roda-presa”, quando o mundo desenvolvido ostenta dívidas públicas próximo aos 100% dos PIBs nacionais achar que o Brasil, que não tem a metade deste endividamento, deva se submeter a arrochos mais severos, cortar gastos sociais e sacrificar mais seu povo. Aliás, é no mínimo desmemoriado quem critica um déficit nominal de 2,36% do PIB enquanto não se recorda que este já chegou a inacreditáveis 14% do PIB, em 1999, quando a tucanagem imperava.

E “esquece” de citar que estes juros são pagos por uma dívida que, desde FHC, o Iluminado,  caiu de mais de 56% para 37% do PIB. Ou seja, a família devia mais da metade de sua renda, agora deve pouco mais de um terço. E está pior?

Fala também da carga tributária, que era de 29% em 1995 e hoje anda pelos 35% do PIB. Esquece que este crescimento se deu justamente sob Fernando Henrique,que disse, aliás, que  “essa coisa” de reclamar da carga tributária era “choradeira”:

– Como vai ter um Estado moderno, em um país pobre, sem tributo? – disse ele em 2007.

A musa do Milênium diz ainda que são absurdos os financiamentos do BNDES, que custam ao Tesouro mais do que rendem, mas não foi capaz de uma palavra quando estes financiamentos foram turbinados para financiar a compra – quase doada – do patrimônio público.

Textos como o de hoje é que explicam aquela frase de José Serra na campanha eleitoral. Pode não ter sido gentil, mas foi precisa:

– Mas que bobagem, Miriam…

Tijolaço – O Blog do Brizola Neto

Leitão de ano novo com receita velha

Filed under: Miriam Porcão — Gilmar Crestani @ 9:35 pm

 

A dor de cotovelo de Miriam Leitão

Miriam Leitão escandaliza-se com um deficit nominal de 2,36% do PIB, mas não abria a boca quando FHC fez este déficit chegar a 14% do PIB

A coluna de Miriam Leitão hoje, em O Globo, não é, certamente, nada que deva entrar no cardápio da ceia de Ano Novo. Porque é fel puro, algo tão evidentemente odioso que entra nas raias da irracionalidade e do ridículo.

Ela desdenha da situação de solidez das contas públicas brasileiras – Brasil, vocês sabem,  é aquele país que há nove anos pedia seguidos perdões (waivers) ao FMI e onde o presidente submetia os candidatos à eleição presidencial a concordarem publicamente com uma nova estendida de pires financeiro – como se vivêssemos no paraíso e, de lá para cá, governantes irresponsáveis nos tenham atirado na caótica situação de sermos a sexta economia do mundo.

Diz, por exemplo, que o superávit primário – aquele mesmo, que ela cantou em prosa e verso por anos a fio – não é nada, o problema é o déficit nominal, que é o resultado depois do pagamento de juros. De fato, os juros altíssimos pagos pelo nosso país – embora sejam a metade do que eram sob o genial (para ela) governo Fernando Henrique – são nosso maior problema macroeconômico, mas não foi ela própria quem vociferou contra a “precipitação” do Banco Central em começar a cortar estes juros, em agosto?

A não ser para quem aposta na “roda-presa”, quando o mundo desenvolvido ostenta dívidas públicas próximo aos 100% dos PIBs nacionais achar que o Brasil, que não tem a metade deste endividamento, deva se submeter a arrochos mais severos, cortar gastos sociais e sacrificar mais seu povo. Aliás, é no mínimo desmemoriado quem critica um déficit nominal de 2,36% do PIB enquanto não se recorda que este já chegou a inacreditáveis 14% do PIB, em 1999, quando a tucanagem imperava.

E “esquece” de citar que estes juros são pagos por uma dívida que, desde FHC, o Iluminado,  caiu de mais de 56% para 37% do PIB. Ou seja, a família devia mais da metade de sua renda, agora deve pouco mais de um terço. E está pior?

Fala também da carga tributária, que era de 29% em 1995 e hoje anda pelos 35% do PIB. Esquece que este crescimento se deu justamente sob Fernando Henrique,que disse, aliás, que  “essa coisa” de reclamar da carga tributária era “choradeira”:

– Como vai ter um Estado moderno, em um país pobre, sem tributo? – disse ele em 2007.

A musa do Milênium diz ainda que são absurdos os financiamentos do BNDES, que custam ao Tesouro mais do que rendem, mas não foi capaz de uma palavra quando estes financiamentos foram turbinados para financiar a compra – quase doada – do patrimônio público.

Textos como o de hoje é que explicam aquela frase de José Serra na campanha eleitoral. Pode não ter sido gentil, mas foi precisa:

– Mas que bobagem, Miriam…

Tijolaço – O Blog do Brizola Neto

10/11/2011

Juros batem recorde e deixam Itália ‘à beira de abismo’

Filed under: Crise Financeira Européia,Miriam Porcão,Silvio Berlusconi — Gilmar Crestani @ 9:49 am
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E a Miriam Porcão ainda tem coragem de grunhir contra o governo quando baixa míseros 0,5%. Coisa de porta-voz de banqueiro.

Atualizado em  9 de novembro, 2011 – 13:36 (Brasília) 15:36 GMT

Silvio Berlusconi

Silvio Berlusconi anunciou na terça que pretende renunciar

O custo para a Itália tomar empréstimos no mercado atingiu um novo recorde nesta quarta-feira, um dia depois de o primeiro-ministro Silvio Berlusconi anunciar que pretende renunciar ao seu cargo.

Com isso, aumentam as chances de a Itália – que já está altamente endividada – precisar de empréstimos de emergência para conseguir honrar seus compromissos.

Notícias relacionadas

Segundo o editor de Economia da BBC, Robert Peston, um dos problemas enfrentados pelo país é que o fundo da zona do euro para pacotes de resgate não é grande o suficiente para lidar com o tamanho da dívida italiana.

O rendimento dos títulos de dez anos da dívida italiana chegou a 7% na manhã desta quarta-feira. Este é o nível mais alto desde que o euro foi introduzido, em 1999.

Analistas acreditam que isso é um forte sinal de que a Itália será o próximo país da zona do euro a entrar em uma crise, sem capacidade para pagar a sua dívida pública.

Fundos de resgate

A marca dos sete pontos percentuais de juros é vista por diversos analistas como o ponto onde as dívidas se tornam impagáveis. Portugal, Grécia e Irlanda precisaram recorrer a pacotes de ajuda quando seus títulos atingiram este nível.

Investidores que detém esse tipo de papel passam a duvidar da capacidade da Itália de honrar seus compromissos e correm para vender os títulos, preferindo papéis mais sólidos, como o da dívida alemã – que pagam juros de 1,73%.

Caso a Itália tivesse que pagar 7% de juros sobre o total de sua dívida – o que aconteceria daqui a alguns anos – isso acrescentaria 70 bilhões de euros anualmente aos seus gastos com juros, um nível considerado insustentável para as finanças do governo.

"Ninguém quer emprestar para um país quando este país está usando o empréstimo para pagar juros de empréstimos passados – isso é jogar dinheiro bom para pagar pelo dinheiro ruim", diz o editor de Economia da BBC.

A falta de disposição dos investidores de emprestar dinheiro a Itália pode ser fatal para um país que precisará de 326 bilhões de euros no próximo ano para conseguir honrar suas dívidas.

O mecanismo que fez a dívida da Itália subir passa por uma entidade chamada LCH.Clearnet, que intermedeia transações entre governos e compradores de títulos de dívida de governos. A entidade anunciou na quarta-feira que interessados em comprar papéis italianos precisam depositar mais dinheiro para cobrir os riscos de um possível calote.

Na prática, a LCH.Clearnet decidiu que os riscos de se comprar papéis italianos aumentaram, o que encareceu os empréstimos.

Segundo Peston, isso mostra que os problemas financeiros da Itália provavelmente não serão resolvidos no curto prazo ou antes da formação de um novo governo em Roma.

Outro obstáculo é que não há fundos suficientes na Europa para empréstimos de grande escala à Itália. Dos 440 bilhões de euros do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês), restaram apenas 250 bilhões. Só em 2012, a Itália precisaria de 326 bilhões de euros.

Autoridades europeias anunciaram no mês passado que pretendem expandir o EFSF para 1 trilhão de euros, mas os mecanismos para aumentar os recursos do fundo são muito lentos.

Segundo o editor de Economia da BBC, há analistas que acham que 1 trilhão de euros é apenas metade do dinheiro necessário para lidar com países do porte da Itália.

BBC Brasil – Notícias – Juros batem recorde e deixam Itália ‘à beira de abismo’

28/10/2011

Porcão, um mulher de visão

Filed under: Miriam Porcão — Gilmar Crestani @ 9:26 am
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Mulher de visão

27/10/2011

By Ramsés II

Caros confrades e estimados numerários, supranumerários e agregados,

Há pouco mais de um mês, no dia 21 de setembro, nossa musa pitonisa, a sempre sorridente e otimista Míriam Leitão, fazia mais uma de suas previsões certeiras:

M.L.

“A  Alta do dólar afeta outros preços e pressiona inflação. Com o dólar em alta e mais pressão sobre os preços, a inflação deve subir mais. O gráfico fala por si: a moeda americana subiu 17% em 14 dias; ontem, mais de 4%. Em julho, estava em R$ 1,50; e agora, em R$ 1,86. Ontem, bancos e consultorias começaram a enviar para seus clientes uma revisão total das previsões de inflação. Acham que, se continuar nesse nível, a inflação realmente estoura a meta este ano e está comprometida para 2012.

Touché!! Muito bem Míriam, a verdade deve ser jogada na cara da camarilha vermelha do BC!! Devemos prestar homenagens e tecer loas a nossa pitonisa vidente e suas previsões científicas, sempre na mosca. Como disse um telespectador: “quando a gente vê Míriam na TV, torcendo pelo Brasil, exalando emanações positivas, nos dá uma enorme vontade de lutar contra o comunismo ateu que nos assola, e derrubar a búlgara.” Futura membro da ABL, nossa mensageira da felicidade é reconhecida até no exterior por suas previsões científicas, onde já presta consultoria e assistência. Alvíssaras!

Informe Publicitário:

Mãe Míriam chegou da Bahia

Mulher de visão | Professor Hariovaldo Almeida Prado

10/10/2011

Até tu, Miriam!

Filed under: Bancos,Crise Financeira Européia,Miriam Porcão — Gilmar Crestani @ 8:17 am
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Morte às corporações gananciosas

Há vários indicadores de que a crise econômica que assola a Europa e os Estados Unidos é mesmo grave e pode levar ao início de uma nova etapa no modo de produção capitalista. Este diagnóstico já foi admitido até pela insuspeita Miriam Leitão em sua coluna de O Globo.

Com o título “O fim ou tudo de novo”, a colunista, defensora ferrenha de políticas econômicas que na prática resultaram no impasse atual do sistema,  admite em um trecho da sua coluna de 6 de outubro que “depois de uma crise que se desdobra em ondas de aflições desde 2008 está na hora de as autoridades mundiais pensarem no fim do capitalismo como nós o conhecemos”.

Pois bem, em vez de ter intitulado como intitulou o artigo, Miriam Leitão poderia ter dito “Marx tinha razão” ou algo do gênero, mas aí seria demais para quem durante tanto tempo defendeu exatamente políticas econômicas com ênfase para o enfraquecimento do Estado e a hegemonia do Estado mínimo.

Em termos políticos, a crise estrutural do sistema tem levado, como de outras vezes, governos a socorrerem o setor financeiro e isso sempre em detrimento dos trabalhadores assalariados. Os gregos, mobilizados nas ruas em protesto contra a opção de arrocho posta em prática pelo governo socialista (epa!), que o digam.

Enquanto isso ocorria na Grécia, na Itália, país europeu que verdadeiramente está à deriva, o presidente do Conselho de Ministros, Silvio Berlusconi, além de não dar conta da situação levando os italianos ao desespero, é metido a fazer piadas, sempre de mau gosto, diga-se de passagem.

A última que relatam as agências internacionais assinala que ele sugeriu a mudança do nome do seu partido Força Itália para “Força Gnocca”, que no idioma italiano se refere tanto as mulheres bonitas e chamativas como ao órgão sexual feminino. Já imaginaram algum político brasileiro propondo a criação de um partido com o palavreado similar ao utilizado por Berlusconi? Se fosse parlamentar estaria no mínimo respondendo à Comissão de Ética. Mas com o “honorable” Berlusconi, que depõe contra a Itália, fica tudo por isso mesmo.

Na última sexta-feira na Itália, milhares de estudantes saíram as ruas para protestar contra os cortes orçamentários para o ensino decididos pelo governo Berlusconi. Para se ter uma ideia, nos últimos três anos,  Berlusconi, que não quer deixar o poder de jeito nenhum,   cortou 8 bilhões de euros do orçamento para a educação púbica. Pode-se imaginar as consequências disso.

Em Bruxelas, a polícia belga deteve neste sábado (8) 500 manifestantes de várias nacionalidades que preparavam um acampamento e já tendo em vista a realização de um grande ato no próximo sábado (15) por uma “mudança global”.

No mesmo dia, o FMI considerava que o governo grego está tímido na implementação da política econômica de arrocho aos trabalhadores e exigia mais. O organismo internacional não está nada satisfeito com a reação dos trabalhadores e quer uma linha de ação ainda mais dura.

Em outras partes do planeta, nos EUA, por exemplo, como relatou o Eliakim neste DR, os protestos se intensificam em Wall Street, agora com a participação de sindicalistas e veteranos de guerra, o que verdadeiramente seria inimaginável alguns anos atrás.

Na América Latina, e em outras partes do mundo, foram realizadas ações em 75 países em um movimento denominado Jornada Mundial de Trabalho Decente, em defesa dos trabalhadores que estão sendo ameaçados em função de políticas econômicas de favorecimento dos banqueiros, responsáveis pela crise atual.

É sempre salutar quando os trabalhadores em todo mundo se unem em defesa dos seus interesses, sobretudo nos momentos, como o de agora, que as conquistas obtidas depois de muita luta e mobilização estão mais do que ameaçadas. E fica cada vez mais claro que a única resposta de quem está ameaçado em perder conquistas adquiridas é a mobilização. E isso seja na Grécia, nos EUA, na França, no Brasil, no Chile etc.

A propósito do Chile, o presidente Sebastián Piñera, cuja rejeição aumenta a cada dia, quer enfrentar as mobilizações dos mais amplos setores com repressão, algo que os chilenos conheceram durante os anos de chumbo do general Augusto Pinochet. Piñera quer uma legislação mais rigorosa para impedir que os estudantes continuem lutando em favor do ensino público e a não continuidade da mercantilização do setor.

Ao contrário do que já existe em outros países, entre os quais a Venezuela, no Chile não há possibilidade de o povo abreviar o mandato do presidente ou de outros políticos através de um referendo convocado por um determinado percentual de eleitores pedindo a realização da consulta nesse sentido.

As previsões não são nada otimistas no país andino. Piñera não abre mão de aceitar o fortalecimento da escola pública com, pelo menos, a redução dos lucros do setor privado na área do ensino. Muito menos que o ensino volte a ser gratuito, como acontecia no governo de Salvador Allende. Uma das bases de apoio de Piñera são os empresários do setor de ensino, que tudo podem e muito mais.

Em suma: assim caminha a humanidade. Não é à toa que daqui para frente as reações ao arrocho e socorro aos bancos vão se intensificar. Quem viver verá.

Até tu, Miriam! | Direto da Redação – 10 anos

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