Ficha Corrida

15/10/2015

Caça ao Lula gigante continua

mpA palhaçada não tem fim. Para o MPF só existe um objetivo na vida da instituição. Não dão um passo que seja em busca de tentativa de envolver Lula em algo que sirva para impedi-lo de se candidatar novamente à Presidência. E a coisa é tão sorrateira que só se fica sabendo porque os “crimes” que lhe são imputados foram “cometidos” por seus antecessores. Portanto, só viram crimes se puderem de alguma forma alcançarem Lula. Quando se trata do PSDB, o MP é um imenso Rodrigo de Grandis, um Mistério Púbico!

Não se pode duvidar que, para condenar Lula, condenem, como fizeram com Sérgio Guerra, o morto Itamar. FHC, por ser do PSDB, como diria Jorge Pozzobom, não corre risco algum. Como sabemos, o PSDB tem imunidade até para traficar.

Essa obsessão doentia precisa ser tratada antes que, aos moldes d’O Alienista, transformem o Brasil numa imensa Casa Verde. Será que não existe um psicotécnico mais eficiente para se aplicado nestes concursos?!

MÔNICA BERGAMO

monica.bergamo@grupofolha.com.br

PALÁCIO DOS CRISTAIS

O Ministério Público Federal abriu inquérito civil para investigar os ex-presidentes Lula, Fernando Henrique Cardoso, Itamar Franco e Fernando Collor de Mello por "possível apropriação indevida de bens públicos". Eles têm até o fim do mês para se defender.

CRISTAIS 2
Lula, FHC, Collor e o espólio de Itamar estão sendo intimados para dizer se levaram do Palácio do Planalto, ao fim de seus mandatos, objetos "entregues por Estados estrangeiros em encontros diplomáticos e outros de natureza pública e institucional" que pertenceriam "à República Federativa do Brasil". Ou seja, de levar dos palácios de Brasília coisas que não lhes pertenciam.

LETRA DA LEI
A ação foi aberta inicialmente contra Lula. Os advogados dele alegaram que a lei 8.394/91 diz que "documentos que constituem o acervo presidencial privado" são "de propriedade do Presidente da República, inclusive para fins de herança, doação ou venda". Ao fim de cada governo, um órgão especializado cataloga, embrulha os objetos e os entrega ao ex-mandatário para que ele os preserve em outro lugar.

TUDO IGUAL
A defesa citava ainda que outros ex-presidentes também levaram objetos que ganharam em seus mandatos para casa ou para seus respectivos institutos. E pediu o arquivamento da ação. Em vez disso, os procuradores estenderam a investigação para todos os ex-presidentes que exerceram seus mandatos depois de 1991, quando a lei dos arquivos foi editada.

TUDO IGUAL 2
O iFHC, instituto de Fernando Henrique Cardoso, diz que desconhece a ação e que o ex-presidente seguiu as regras estabelecidas na lei de acervos presidenciais.

28/07/2015

Vazou lama? Fale com o hidráulico dos vazamentos, Deltan Dallagnol!

Não tem nada demais todos os derrotados das eleições protestarem contra o governo. Não é sem motivo que o Napoleão das Alterosas continua sua louca cavalgada rumo ao tapetão voador. A oposição está no seu direito de usar de todos os artifícios para se colocar como alternativa, inclusive mediante o golpe paraguaio. O que é esdrúxulo, antidemocrático e golpista são instituições públicas se perfilarem à marcha dos zumbis para afrontarem as instituições.

Se o TSE já legitimou e a Presidenta foi diplomada, qualquer membro de poder público, que não seja o político, que queira destitui-la  deveria ser levado a julgamento, não fosse o problema de quem o julga também parece interessado no golpe. E não é apenas Gilmar Mendes, como não era apenas Joaquim Barbosa. Quando um Ministro do STF admite em público, “foi feito pra isso, sim”, que usou de chicana para condenar, estamos diante da falência do sistema ao qual pertence. Quando uma colega deste mesmo Ministro admite, como fundamento de decidir, que a “literatura jurídica me permite”, ve-se que não estamos apenas diante da ignorância e do golpismo, mas da desfaçatez aberta e escancarada.

É por isso, do exemplo de que vem de cima, que os vazamentos seletivos acontecem sem que os responsáveis sejam sequer lembrados que isso não é justiça, muito menos honesto e distante de qualquer senso de ética. Não se cobra honestidade, ética e justiça de políticos. Eles são partes de uma sociedade em disputa. Estas qualidades deveriam ser exigidas de quem opera com o direito, lida com a vida das pessoas e se dizem aplicadores de justiça. Onde não há isonomia de tratamento, ética e respeito aos princípios mais comezinhos do direito não se pode esperar justiça.

Quando um Procurador da República conclama para a ressurreição da Marcha dos Zumbis, daqueles que defendem que Sonegação não é crime, que pedem golpe militar, que pedem o golpe paraguaio chegamos à conclusão não só da inutilidade de um fiscal da lei, mas até da má-fé. Se aliar aos grupos golpistas não o torna golpista. Quem é não se torna. É a luta pré-socrática entre ser e o devir. São duas partes de um todo, MP, que se completam: o que vaza (Dallagnol) com o que esconde (De Grandis). Nesta que é uma engrenagem de moer honestidade dos adversários ideológicos.

O que tinha a dizer sobre a escolha do figurino que o MPF revolveu adotar para sua fantasia já esgotei no texto #corrupçãonão!

Gabrielli enfrenta a máquina de lama

“Nunca recebi quadros”, afirma Gabrielli sobre matéria do Estadão

O Conversa Afiada reproduz nota de José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras.
Prezad@s,
Gostaria de compartilhar com vocês minha indignação com dois atuais episódios de massacre midiático a que fui submetido neste fim de semana: a ampla divulgação de um relatório de peritos policiais, sugerindo a quebra de meus sigilos bancários e fiscal, e um suposto brinde com pinturas de alto valor, oferecido pela Odebrecht, segundo o Ministério Público Federal do Paraná.
No primeiro caso, o Estadão publicou a minha resposta na íntegra em que eu dizia:
“Não tenho qualquer temor com a quebra do meu sigilo fiscal ou bancário em relação a comportamentos ilícitos. Todas as minhas operações financeiras e tributarias se pautaram pela extrema transparência e legalidade. Tenho, no entanto indignação com o abuso de poder que é determinar esta invasão de privacidade, sem indícios de ilicitudes, somente para testar as hipóteses dos policiais que acham que talvez eles possam existir O material divulgado sequer levanta qualquer dúvida, como no trecho a seguir, retirado do material vazado seletivamente – ‘Por fim tem o próprio Gabrielli como ultima tentativa, que poderia fazer. Ele não gosta da gente (Suzano, Quattor, sondas), mas a tese eh boa e talvez quem sabe?’.”
Acontece que esta notícia foi reproduzida, até o sábado, por mais de 170 veículos pelo pais afora e a maioria destas publicações omitia completamente a minha resposta, ou a cortava, limitando-se a reproduzir apenas a sua primeira frase. As manchetes destacavam a quebra do sigilo, insinuando culpabilidade a priori.
O outro episódio é de hoje, segunda feira. No sábado, às 11:12 hs uma repórter do Estadão manda um email solicitando uma resposta sobre a acusação de que eu teria recebido “pinturas de alto valor”, como brinde da Odebrecht. Por várias razões estive desconectado da Internet, no sábado e domingo, e só vi o email na manhã de hoje.
Mandei para o Estadão a seguinte resposta:
Estive sem conexão com a Internet neste fim de semana e não pude responder a tempo seu email enviado no final da manha de sábado.
É absolutamente falsa a informação de que recebi “pinturas de alto valor” como brindes da empresa Odebrecht. Os brindes que recebi foram livros editados pela empresa e outros brindes típicos. Nunca recebi quadros.
De novo, a enorme reprodução da nota do Estadão, com informação completamente desprovida de veracidade, vira verdade pela sua repetição sucessiva.
José Sérgio Gabrielli”

Gabrielli enfrenta a máquina de lama | Conversa Afiada

30/05/2015

Ódio a José Dirceu é o véu de proteção à Marin

São antípodas. Um, tem a bênção da fina flor do fascio paulista, o outro, o ódio. Por coincidências do destino, para tirar a Copa da Rússia, a mesma polícia política dos EUA que perseguia Dirceu e apoiava Marin na ditadura, faz agora justiça por linhas tortas. E, como disse o melhor amigo do Eurico Miranda, Romário, pena que não tenha sido preso pela nossa polícia, mas pela polícia Suíça.

No Brasil todo corrupto igual à Marin tem mais chances de ser presidente do Tribunal de Contas de São Paulo, mesmo que condenado na Suíça, a exemplo de Robson Marinho, do que ser preso. Isto porque nosso Ministério Público é um Mistério Púbico, de modo que há mais chance de os corruptos receberem medalhas do que serem investigados. Quando José Maria Marin recebe medalha do Ministério Público ou Joaquim Barbosa recebe medalha do Aécio Neves entendemos porque nossos procuradores se  chamam Rodrigo de Grandis, ministro se chama Joaquim Barbosa mas nunca  Loretta Lynch.

Quando um assassino se torna inatacável é natural que grupos de mídia tratem ditadura de ditabranda, emprestem peruas aos ditadores e inventem fichas falsas. Os nossos bandidos são cultivadas nas altas rodas da fina flor do fascio. Só no Brasil os grupos mafiomidiáticos criam um Instituto para estimular a sonegação e a Receita vira mera espectadora.

Marin: aqui se faz, aqui se paga

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:
José Maria Marin (83) nasceu e cresceu no bairro paulistano de Santo Amaro, na zona sul de São Paulo. Na juventude, foi jogador profissional de futebol e chegou a jogar no São Paulo Futebol Clube, como ponta-direita. Porém, foi um jogador medíocre.
Marin atuou em pequenos clubes paulistas como o São Bento de Marília e o Jabaquara. No São Paulo, sua carreira foi curta; disputou apenas dois jogos oficiais e marcou um gol. Vendo que não tinha futuro no esporte, estudou direito e, em 1963, entrou na política.
Naquele ano, elegeu-se vereador por um partido de extrema direita, fundado pelo integralista Plínio Salgado, político, escritor, jornalista e teólogo que fundou e liderou a Ação Integralista Brasileira (AIB), partido de extrema-direita inspirado nos princípios do movimento fascista italiano.
Quando se instalou a ditadura, tratou de se filiar ao partido oficial, a Arena. Seu ódio à esquerda o tornou um dos mais virulentos políticos do período autoritário. A ele é atribuída a execução do então diretor de telejornalismo da TV Cultura, Wladimir Herzog, nas masmorras do DOI-CODI, em São Paulo – Marin acusava a emissora de ser reduto de comunistas.
Em 1978, tornou-se vice-governador biônico de São Paulo na chapa de Paulo Maluf – à época, a ditadura podia indicar presidentes, governadores e prefeitos de capitais em “colégios eleitorais” instalados no Legislativo, onde a ditadura sempre tinha maioria porque podia indicar parlamentares sem precisar de voto popular.
Entre 1982 e 1983, estava terminando o “mandato” de Maluf como governador e ele se afastou do cargo para disputar mandato de deputado federal. Marin, seu vice, governou São Paulo no lugar dele durante dez meses.
À época, o breve governo de Marin chegou a ser acusado de ser ainda mais truculento do que o de Maluf – a Polícia Militar, então, agia com uma violência que faz a de hoje parecer um grupo de balé.
Terminada a ditadura, Marin mostrar-se-ia tão medíocre como político quanto fora como jogador de futebol. Pelo voto direto, não conseguiu nada. Tentou ser senador por São Paulo e prefeito da capital paulista, mas sempre teve votações pífias.
Marin foi se estabilizar como “cartola” do futebol, onde os conchavos sempre dispensaram competência e apoio popular. Começou presidindo a Federação Paulista de Futebol e após a queda de Ricardo Teixeira acabou comandando a CBF.
Um dos episódios mais escandalosos envolvendo o ex-governador paulista, porém, aconteceu não faz tanto tempo. Em 2012, durante a premiação após o jogo final da Copa São Paulo de Futebol Junior, Marin roubou medalha que caberia ao jogador corintiano Mateus.
Após a trajetória de vida que acabamos de ver, Marin foi preso por agentes da Kantonspolizei (a polícia suíça) em Zurique, junto com outros dirigentes da FIFA suspeitos de corrupção. Agora será extraditado para os EUA, onde responderá por seus crimes no futebol.
Ver alguém como ele sendo preso, após uma história tão pouco edificante, chega a parecer a realização de um sonho. No fim da ditadura militar, Marin, Maluf e Reynaldo de Barros foram a face desfigurada do regime agonizante.
Porém, a felicidade de ver um corrupto e fascista como esse ir parar atrás das grades só não é uma felicidade completa por uma razão que quem bem explicou foi o ex-jogador e senador pelo Rio de Janeiro, Romário de Souza Faria.
Confira, abaixo, a manifestação do ex-craque sobre a prisão de Marin, no Facebook.

Apesar de estar começando a pagar por uma vida tão questionável, Marin tratou de fazer mal de novo ao Brasil – espera-se que pela última vez. Como diz Romário, é uma vergonha para este país que alguém como Marin nunca tenha sido punido por aqui, apesar de tantas denúncias que pesam contra si.
Mas há lugar para esperança de que esse tenha sido o último dano que José Maria Marin causou ao Brasil.

Altamiro Borges: Marin: aqui se faz, aqui se paga

05/05/2015

Jayme Careca entrega o modus operandi: “- Youssef é o operador da Polícia Federal!”

Imagina se todos os policiais federais fossem iguais ao Jayme Careca… Claro que… não! Os que eu conheço são muito bons. Mas bom mesmo é quem escolheu Alberto Youssef para herói.  Como já disse antes, preso, eu entregaria minha mãe. Solto, só falo a verdade. E viva o sistema que premia delação, não honestidade. Não tem como o Brasil andar para frente quando se premia quem pratica desonestidade. Assim não dá, assim não pode!

A se confiar no depoimento do Careca, Youssef é um operador da Polícia Federal e deste tal de Mistério Púbico. Aquele que encontra papelote mas perde um helipóptero.

O método é indutivo; o resultado, repulsivo!

Não é um ponto fora da curva. São dois pontos: Claus Roxin desnudou o extermínio do fato e agora Raúl Zaffaroni (Eugenio Raúl Zaffaroni) da nome ao método: “golpe de estado

Youssef coordena o que cada pode ou deve dizer. E quem coordena o Youssef desde os tempos do Banestado?!

Até quando, ó Catilina das aruacárias, abusarás da nossa paciência?

Jayme Careca: PF me fez dizer o que Youssef mandava dizer

5 de maio de 2015 | 20:34 Autor: Fernando Brito

careca2

Assisti o depoimento do policial federal Jayme Oliveira Filho, o Jayme Careca, preparou hoje, grotescamente,a sua própria destruição como testemunha da Operação Lava Jato.

É inacreditável que um policial federal possa ser um idota como ele se apresenta, dizendo que não tinha ideia do que continham os envelopes que, por ordem de Youssef, saía para entregar.

Mas, para provar seu papel de idiota, enfiou um caminhão de areia na atuação da Polícia Federal no processo de delação premiada da operação.

Diz que o delegado federal o ameaçou de ficar preso se não prestasse colaboração.

Pior: recebeu orientação direta para dizer o que Alberto Youssef o mandasse dizer, com o requinte de receber caneta e papel para anotar o que o doleiro para declarar em seu depoimento.

Careca não disse que não fazia o que Youssef mandou-o dizer que fazia.

Mas disse claramente que dizia o que Youssef mandava dizer.

Chegam a ser patéticos os momentos em que ele diz que “se está escrito aí é porque é”.

E que recebeu orientação de um delegado federal para fazer o que o “comandante” Youssef o mandasse fazer.

“No dia do meu depoimento com com o Dr. Márcio, se eu não me engano (Márcio Anselmo Lemos)…eu já conhecia o procedimento. O DPF Márcio foi cortês, eu já conhecia o procedimento policial e ele me falou que, se eu não prestasse colaboração, eu ia ficar preso até a audiência (esta, realizada hoje, seis meses depois), que era o que estava acontecendo, era o (sic) praxe. (…) Aí (teria dito o delegado), você vai, que o Alberto vai lhe ajudar a fornecer os nomes e tal…Me forneceu uma caneta, um pedaço de papel e eu voltei para a carceragem e no dia seguinte ser ouvido. (…) Minha cela era ao lado da dele (Alberto Youssef) e ele falou: olha o endereço tal era sicrano, beltrano e eu fui  fui anotando aquilo mecanicamente”

A “cola” se repetiu por algumas vezes até que, segundo Careca, “apresentei os nomes que me forneceram, os valores “. Ainda voltou duas ou três vezes: “vai lá, pega mais alguma coisa”, foi a ordem da PF, alem de dividir o depoimento, separando os políticos que teriam foro privilegiado.

O trecho está a partir dos 9 minutos do primeiro vídeo do interrogatório.

Quem assiste o vídeo fica espantado que o duríssimo Juiz Sérgio Moro candidamente aceitar uma confissão de falso testemunho assim tão claramente admitida.

Careca não pede para retificar seu testemunho à polícia, mas diz que ele foi dirigido por Alberto Youssef e isso ocorreu por “sugestão” da autoridade policial, com a clara ameaça de que permaneceria preso  se não o fizesse.

A gravidade é muito maior  do que se tratar de uma eventual delação forçada.

É  a de se saber que a Polícia Federal induzia presos a dizerem o que Youssef mandaria ser dito.

Youssef, o “bandido profissional” – palavras do Juiz Moro – dirigindo os depoimentos!

E agora, “Careca” se apresenta e diz, como um anjo, que só disse o que Youssef mandou dizer e o que, curiosamente, incrimina Eduardo Cunha e Antonio Anastasia.

Só que, tecnicamente, as entregas a ambos são objeto de outro processo.

No STF, cuja investigação corre a cargo de Janot.

O cheiro das armações do Paraná contamina todo o processo, não só lá, mas no STF.

Jayme Careca: PF me fez dizer o que Youssef mandava dizer | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

29/04/2015

Um mistério púbico

Filed under: Ministério Público,Mistério Púbico — Gilmar Crestani @ 9:53 am
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E mais não digo porque não precisa!

As ameaças que pairam sobre o Ministério Público Federal

ter, 28/04/2015 – 19:33 – Atualizado em 29/04/2015 – 07:28 – Luis Nassif

A autonomia do Ministério Público Federal provavelmente está correndo o maior risco desde a Constituição de 1988 – que conferiu aos procuradores poderes inéditos. O risco reside exatamente na exposição de músculos desde que eclodiu a Operação Lava Jato.

Antes, um pequeno histórico para situar melhor a questão.

Eleito Procurador Geral da República, por eleição direta, Rodrigo Janot tem conduzido reformas internas relevantes. Acabou com a gaveta do PGR, um caso clássico de falta de transparência no qual o ex-PGR Roberto Gurgel e sua esposa decidiam sobre todos os casos de foro privilegiado que chegavam até eles.

Janot juntou os melhores procuradores e montou comissões incumbidas de analisar de forma colegiada os processos, dando transparência e agilidade à casa.

No entanto, nunca o MPF se mostra tão vulnerável como agora. Isso por ter incorrido em um pecado imperdoável em ambientes democráticos: demonstração de força excessiva.

Os vazamentos de inquéritos sigilosos, a cumplicidade obsequiosa com o golpe da revista Veja na véspera das eleições presidenciais, os arroubos midiáticos – culminando com a foto vexaminosa de procuradores emulando Os Intocáveis -, a exposição pública de qualquer nome que aparecesse nos depoimentos de delação, os pedidos de prisões preventivas de longa duração  antes do julgamento, o endosso às investigações do Departamento de Justiça dos EUA contra a maior empresa brasileira,  a  insensibilidade em relação ao desmonte da cadeia produtiva do petróleo e gás e da infraestrutura brasileira, tudo isso será debitado na conta do MPF.

Aliás, não se debite a Janot a responsabilidade maior pelo estrago que a Lava Jato promoveu na economia. A responsabilidade maior é da presidente da República e do seu Ministro da Justiça por nada fazer. Mas a insensibilidade maior foi do MPF, ao resistir a qualquer medida prudencial, para não comprometer seu trabalho de condenar.

Assim que o quadro político for recomposto, seja com o PT, PSDB ou qualquer outro partido, a primeira atitude do grupo político hegemônico será cortar as asas do MPF. Janot já deve ter se dado conta disso. E será péssimo para a democracia brasileira.

O que levaria, agora, o MPF a protagonizar essa demonstração de força e de parcialidade política tendo na PGR um procurador relativamente enfronhado nas questões políticas e na Lava Jato um grupo de procuradores tidos – antes dela – como discretos, técnicos e profissionais?

Os sistemas de poder

Antes, é necessário identificar o jogo de forças no qual está inserido o MPF e, principalmente, o PGR.

A Constituição de 1988 conferiu autonomia de investigação ao procurador, mas manteve como prerrogativa do presidente da República a indicação do Procurador Geral, submetida à aprovação do Congresso.

Os procuradores brasileiros gozam de uma autonomia muito maior do que a do modelo, os Estados Unidos. Lá, o presidente da República tem poder total sobre os procuradores – podendo nomear e demitir a qualquer momento não só o PGR mas qualquer procurador.

Na Constituição brasileira, os ecos de um longo período de autoritarismo e o trabalho político eficaz da corporação, premiaram o MPF com poderes mais amplos que seus colegas norte-americanos. O que exigiria, como contrapartida, uma sensibilidade maior para o uso da força.

Por ser um poder de Estado, não eleito pelo voto, o PGR ficou submetido a três contrapesos: ao Executivo, ao Legislativo e, em uma instância poderosa, mas não institucional, à imprensa.

Ao longo dos primeiros quinze anos de Constituição, houve um desequilíbrio nesse jogo, com o PGR submetido às pressões do Executivo. É o caso do MPF até a fase Geraldo Brindeiro e do Ministério Público Estadual de São Paulo até hoje – embora tenha obtido o reconhecimento da votação da lista tríplice.

A partir de 2003 inverte-se o jogo. Lula consolida a regra de indicar para a PGR o procurador mais votado da categoria. A partir daí, o candidato ao cargo passa a depender dos votos de seus pares e a se comportar como representante de uma corporação e não mais como o de um poder de Estado, indicado pelo presidente da República.

E aí há que se debruçar um pouco sobre a categoria do MPF.

No campo jurídico, trata-se historicamente de uma categoria que forneceu e fornece ao país as melhores cabeças jurídicas, que tem uma importância fundamental na consolidação dos direitos difusos dos cidadãos, mas que é pouquíssimo politizada – no sentido de entender os jogos de poder tanto externos quanto internos. Os melhores procuradores querem apenas um PGR que não tolha seu trabalho; os mais acomodados, um PGR que atenda às suas demandas corporativas.

Nesse terreno, após a gestão Brindeiro um grupo mais organizado – os chamados "tuiuius" – logrou assumir o protagonismo no MPF. E consolidou seu poder através do mecanismo da eleição direta.

Os procuradores e a mídia

O segundo ponto relevante para entender o quadro atual é o jogo de cumplicidade com a mídia.

Quase todos os jovens procuradores são bastante sensíveis ao poder da mídia. Se a imprensa bate bumbo, o MPF se move. Há suspeitas fundadas de que o próprio Gurgel, no exercício da PGR, se valia de vazamentos seletivos para a mídia.

Com raríssimas exceções, os procuradores não conhecem a natureza dos grupos de mídia, o jogo de sombras em que se movem e a maneira como se valem das informações privilegiadas. No máximo identificam os exageros, os frutos podres, mas sem atinar para a raiz.

A mídia fornece ao procurador o apoio das ruas; o procurador oferece à mídia o poder  de transformar qualquer factoide em representação ex-ofício.

Alguns órgãos de imprensa se valem desse poder  para jogadas políticas; outros, para achaques. Todos eles, para seus próprios interesses, que podem ir do mero aumento de vendas ao uso intimidatório desse poder de influenciar o MPF.

É longa a lista de vítimas dessa estratégia, de antigos servidores do governo FHC, como Eduardo Jorge, a juízes federais, como Ali Mazloum e mesmo colegas procuradores, vítimas dos embates internos.

No final do jogo, quem acaba comandando a pauta é a mídia. É isso o que explica o fato do MPF ter fechado os olhos ao mais clamoroso crime cometido até hoje pela mídia, as ligações da Editora Abril com a organização criminosa de Carlinhos Cachoeira, fartamente documentada nas operações da Polícia Federal.

Nos anos 90, esse jogo com a mídia era praticado por meia dúzia de procuradores. De alguns anos para cá, tornou-se institucionalizado. Na raiz de tudo a regra tácita instituída no MPF, do mais votado ser automaticamente conduzido ao cargo de Procurador Geral. E, dependendo desses votos, o PGR não ousar conter os arroubos de manada da base.

A influência da eleição direta

A eleição direta não assegurou transparência ao MPF. Pelo contrário, reforçou o corporativismo.

Eleito por voto direto de seus pares, Antonio Fernando de Souza conseguiu retirar o Banco Opportunity e o banqueiro Daniel Dantas da acusação de ser o principal financiador do Valerioduto, ignorando um inquérito da própria Polícia Federal. Aposentou-se, ganhou um contrato gigante da Brasil Telecom. E nada ocorreu com ele porque seus sucessores, na PGR, eram do mesmo grupo político.

Gurgel manteve em família o controle de diversos inquéritos, sem que a corporação reagisse.

O pior efeito da eleição direta foi o enfraquecimento dos mais antigos, das referências jurídicas, em favor do sentimento de massa dos jovens turcos que atuam na linha de frente.

Ella Wiecko, Augusto Aras, Eugenio Aragão e outras referências do MPF, hoje em dia, são menos ouvidos pela categoria que o inacreditável presidente da Associação Nacional do Ministério Público, Alexandre Camanho, com sua visão redentora de que o Brasil é um oceano de corrupção circundando a única ilha de honestidade, o MPF.

Nos últimos anos esgarçaram-se os controles tácitos internos que vigoravam no final dos anos 90, quando a própria categoria via com maus olhos procuradores boquirrotos,  com demonstrações inúteis de poder, ações abusivas, militância política.

É evidente que não se pode deixar o PGR à mercê exclusivamente do Executivo e do Congresso. A votação da lista tríplice é relevante para estabelecer algum equilíbrio no jogo de forças. Mas é urgente que, na próxima indicação para a PGR, acabe-se com o automatismo de se indicar o mais votado.

O MPF quer livrar o país do sindicalismo do PT. É hora de livrar o MPF do seu sindicalismo.

As ameaças que pairam sobre o Ministério Público Federal | GGN

10/03/2015

Espanando a Lista de Furnas

Filed under: Aécio Neves,Lista de Furnas,Ministério Público — Gilmar Crestani @ 9:58 am
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Apesar de todo o esforço do Ministério Público e do Poder Judiciário, está cada vez mais difícil deixar a Lista de Furnas virar pó novamente. A cada nova espanada, o nome que sempre aparece em primeiro lugar é o de Aécio Neves, líder máximo do PSDB golpista. Por que será que tudo o que envolve o PSDB não é investigado e é assunto indigesto na velha mídia? Será que isso tem algo a ver com as milhares de assinaturas distribuídas pelo PSDB nas escolas públicas de São Paulo. Como diz o velho ditado, é só seguir o dinheiro. O pó já sabemos, sumiu, evaporaram 450 kg num sniff. Agora, a Lista de Furnas vai ser difícil de esconder. Está tatuada na cara do Aécio Neves. Os jornais, usando o método Rubens Ricúpero, até podem tentar esconder, mas Internet é nossa. O assunto não vai ser jogado, como tantos outros crimes praticados pelo pessoal de bico longo e cérebro pequeno.

Quem vai investigar Aécio em Furnas?

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Os escândalos envolvendo o PT, reais ou imaginários, ocupam milhares de repórteres, todos frenéticos e ambiciosos, tentando um lugar ao sol.
Investigar treta petista, mesmo inexistente, vale promoções, prêmios, aumentos de salário, tapinha nas costas dos patrões.
Investigar escândalo tucano, como sabem os jornalistas mineiros, paranaenses e paulistas, apenas serve para abreviar a carreira.
Há vários documentários sobre a brutalidade do PSDB contra jornalistas que insistem em investigar desvios do partido.
Vejam a desproporção no tratamento das notícias.
Todo o auê das últimas horas se dá porque o PGR protocolou, junto ao STF, a abertura de inquéritos envolvendo importantes políticos.
Só isso: foram abertos inquéritos. Agora os políticos serão investigados, poderão se defender, etc.
Pois bem, ao final de 2014, foi instaurado, junto à Polícia Federal, um inquérito para se investigar a sonegação da Globo.
Não se trata de qualquer sonegação, nem de qualquer empresa.
O valor cobrado pela Receita à Globo, superior a R$ 600 milhões em 2006, corresponderia hoje a mais de R$ 1 bilhão.
Não falamos de qualquer empresa, mas de uma concessão pública, a maior do Brasil, e o maior grupo de mídia da América Latina, um império construído sobre o cadáver da nossa democracia.
Por que a abertura do inquérito na PF não foi capa de nenhum portal ou revista?
É uma coisa apavorante: parece que não existiu.
Eu mesmo, que estive na superintendência da PF no Rio de Janeiro, conversei com o delegado, vi o documento, às vezes duvidava de mim mesmo.
O povo não teve esse direito básico: saber que foi aberto um inquérito para se investigar a sonegação da Globo.
Um ano depois, soubemos através de reportagem do Diário do Centro do Mundo que o inquérito foi arquivado.
Claro, o próprio pacto de silêncio da mídia ajudou neste sentido.
O caso apenas ganhou um pouco de notoriedade quando o então candidato ao governo do Rio, Anthony Garotinho, durante sabatina com uma repórter global que tentava acuá-lo com uma bateria de acusações, defendeu-se dizendo que as investigações contra ele eram apenas isso, investigações, e não condenações, da mesma forma que havia uma investigação em curso contra a Globo.
Por que abrir inquérito contra um político vale capa de todos os portais, jornais e revistas do país, e abrir inquérito contra a Globo não aparece em lugar nenhum?
As investigações sobre a sonegação da Globo já haviam motivado a abertura de inquérito preliminar no Ministério Público do Distrito Federal.
A notícia saiu em vários sites alternativos, até mesmo num portal ligado à Globo, o Comunique-se (que publicou, naturalmente, num viés chapa-branca).
Saiu também no portal da EBC.
O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro havia fugido pela tangente, através de uma nota escorregadia, em que afirmava que sabia da sonegação, do roubo do processo, mas que não podia fazer nada.
Nada como ser educado e usar palavras bonitas para dizer ao povo, como Poncio Pilatos, que “lavo as mãos”.
Nada de hotsite especial, como fizeram agora para a Lava Jato.
Nada de cartilha para crianças, como fizeram com o mensalão.
O MPF-RJ, ao menos, fez uma coisa boa. Foi ele que repassou o caso à Polícia Federal, superintendência do Rio de Janeiro, Delegacia Fazendária, que abriu um inquérito.
Mais tarde, quando a íntegra do esquema foi divulgada pela blogosfera, com os nomes das empresas usadas pela Globo para praticar uma evasão fiscal bilionária, notou-se novamente o estrondoso, quase atômico, silêncio da nossa mídia corporativa.
Ninguém quis investigar, ou mesmo noticiar, um esquema que mostra, de maneira emblemática, como os grandes grupos econômicos fazem para sonegar dezenas de bilhões de reais por ano.
O mesmo silêncio se viu para o estudo do Sindicato dos Procuradores da Fazenda Nacional, estimando a evasão fiscal brasileira em 2014 em mais de R$ 500 bilhões.
*****
Voltando a Lava Jato, a grande novidade dela é trazer informações novas sobre a Lista de Furnas, um caso de corrupção que envolve diretamente Aécio Neves.
Ora, Aécio Neves quase foi presidente da república, é presidente do principal partido de oposição e as forças políticas que o apoiam tentam derrubar Dilma para colocá-lo em seu lugar.
Qualquer coisa ligada a seu nome deve ser investigada profundamente, porque é de interesse nacional.
E agora descobrimos que alguns delatores até tentam apontar o dedo para a oposição. Mas as autoridades, assim como fizeram no caso da sonegação da Globo, não parecem se interessar.
Alberto Youssef mencionou propina paga a Aécio Neves com dinheiro público, de uma estatal federal, Furnas, de 1994 a 2001.
Youssef não é o primeiro a falar do caso.
Há um sujeito engaiolado nos presídios de Minas Gerais, Nilton Monteiro, que sempre quis ajudar a Justiça, mas nunca recebeu os benefícios da “delação premiada”.
Será porque Monteiro sempre deixou claro que queria delatar os esquemas tucanos, mais particularmente de Aécio Neves, em Furnas?
(Ouça o áudio da entrevista do Viomundo com Nilton Monteiro. Serve para entender porque Ali Kamel tenta, tão desesperadamente, asfixiar a blogosfera com processos.)
Há inúmeras reportagens sobre a lista de Furnas na blogosfera, todas embasadas em documentos. A delação premiada de Youssef apenas chega para reforçá-las.
A Folha hoje publica uma matéria em que menciona a delação de Youssef contra Aécio Neves. Mas faz de tudo para esconder o nome de Aécio, que aparece apenas no fim do texto.
Repare só o título:

O cinismo não tem limites.
Na delação de Youssef aparece ainda o nome de Augusto Montenegro, dono do Ibope, envolvindo num esquema de corrupção.
Montenegro é um amigo de longa data da grande mídia.
O Ibope também está ligado ao golpe militar. Somente há pouco a instituição liberou uma pesquisa que realizou em 64, mostrando João Goulart com alta popularidade no país.
Diante do interesse histórico evidente, porque o Ibope não divulgara a informação imediatamente após a queda do regime militar, para ajudar o país a entender a sua história?
Por que a mídia (e o próprio Ministério Público, que se tornou quase um braço da nossa mídia) faz infográficos maravilhosos com as delações de Youssef, mas ignora solenemente as partes em que ele menciona a corrupção de Aécio Neves, presidente do PSDB, e Augusto Montenegro, dono do Ibope?
*****
Ao invés de investigar as novas revelações sobre a Lista de Furnas, a mídia centrou sua artilharia semiótica em Dilma.
Manchetes, insinuações, títulos, interpretações enviesadas, trataram de compensar a ausência absoluta de indícios da participação da presidenta em qualquer esquema escuso, na Petrobrás ou em qualquer estatal.
Exatamente o contrário do que se dá com Aécio Neves, que foi diretamente acusado pelo doleiro, confirmando uma denúncia de outro indivíduo importante, Nilton Monteiro, e corroborando o documento chamado Lista de Furnas, onde consta a assinatura de Dimas Toledo, operador do PSDB.
A lista foi autenticada pela perícia da Polícia Federal, mas o caso sempre foi sistematicamente abafado pela imprensa.
Ou seja, o nosso PGR abriu inquérito contra políticos com base apenas em delações de Costa negadas por Youssef, como é o caso de Lindberg Farias, Humberto Costa e Palocci. Mas mandou arquivar inquérito contra Aécio, apesar das delações de Youssef serem confirmadas por Nilton Monteiro e por um documento autenticado pela Polícia Federal.
Os tucanos jogam pesado. O advogado de Nilton Monteiro diz que tem medo de morrer, mas seus temores jamais foram publicizados na grande mídia.
Dino Miraglia fala ainda da morte da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, que foi sua cliente, e morreu, no ano 2000, em circunstâncias misteriosas. A modelo atuava como “mula” de corruptos tucanos em Minas, e sua morte oferece toda a aparência de “queima de arquivo”.
A mídia se cala, mais uma vez, sobre Furnas, tentando manipular investigações políticas e enganar a opinião pública.
Ao invés disso, o Globo prefere, em pleno Dia Internacional da Mulher, publicar uma charge repugnante contra a primeira mulher presidente da república do nosso país.

Repugnante e cheia de reverberações sinistras.
Afinal, quem é o Exército Islâmico, símbolo máximo de brutalidade antidemocrática e ignorância sangrenta, disposto a degolar uma presidenta eleita e reeleita por mais de 50 milhões de eleitores?
Quem está jogando pesado para derrubar Dilma, ou pelo menos, mantê-la, a ela e a seu governo, acuados, paralisados, sem força para levar adiante, por exemplo, mudanças efetivas na política de comunicação?
Bem que eu andei comparando a nossa mídia ao Estado Islâmico, por conta de sua agressividade assassina em relação a jornalistas e políticos que fogem do script.
Agora eles mesmos vestiram a carapuça.

Postado por Miro às 22:01

Altamiro Borges: Quem vai investigar Aécio em Furnas?

Deputados de MG levam
Aécio e Furnas a Janot

Quem sabe está esquecido na gaveta do Dr De Grandis ?

O amigo navegante viu que Janot e o Ministro Teori avisaram  ao Machão do Leblão que ele escapou de Furnas, “por enquanto”, como diz o FHC …
O amigo navegante se lembra de o Rogerio Correia e outros deputados levarem ao Dr Janot, ano passado, a investigação sobre o Machão do Leblão atolado em Furnas.
Parece que o Dr Janot estava concentrado  no Anastasia, coitado, o bode expiatório, e ainda nao leu o material que o Rogerio lhe enviou.
Assim sendo, o deputado Padre João faz questão de voltar ao gabinete do Dr Janot e constar da agenda oficial, para entregar, de novo, o que talvez tenha ficado esquecido na gaveta do Procurador De Grandis.
Sabe como é, amigo navegante, nessas coisas é bom insistir …

Paulo Henrique Amorim

12/12/2014

MPF esquece dois do PSDB: Mendonça e Duque

Filed under: Ministério Público,Operação Lava Jato,PSDB — Gilmar Crestani @ 9:23 am
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A lista poderia ter sido maior. No caso da Ação 470, Roberto Gurgel fez questão de montar uma lista com 40 vítimas. Tudo para dar cunho de fábula árabe. Contou com a cumplicidade da mídia e a vontade de vingança do Assas JB Corp.

MPF denuncia 35 pessoas na Lava Jato, sem Duque ou Mendonça na lista

qui, 11/12/2014 – 18:07

Atualizado em 11/12/2014 – 18:12

Reprodução: G1

Reprodução: G1

Jornal GGN – O Ministério Público Federal em Curitiba apresentou, na tarde desta quinta-feira (11), denúncia formal contra 35 investigados na Operação Lava Jato. Nem Renato Duque, ex-diretor de Serviços da estatal, e tampouco Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, da Toyo Setal, aparecem na lista. Depois de Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, foram Mendonça e Duque os responsáveis por esquentar o noticiário da Lava Jato nas últimas semanas.

Duque foi apontado por Mendonça – empresário próximo ao PSDB e suspeito por formação de cartel desde Mário Covas – como o elo entre as empresas que fecharam contratos superfaturados na Petrobras e partidos políticos. Mendonça foi um dos primeiros executivos presos pela PF a fazer acordo de delação premiada para entregar o que sabe.

“Duque comandava o setor responsável pelas licitações de obras de todas as diretorias e pelo acompanhamento da execução dos contratos. Por meio dela, o PT ficava com 2% do valor de todos empreendimentos da estatal petrolífera. A Diretoria de Abastecimento, que era controlada pelo PP por intermédio de Paulo Roberto Costa, e a de Internacional, que era controlada pelo PMDB via Nestor Cerveró, ficavam com 1%”, escreveu o Estadão, em edições passadas.

A assessoria do Ministério Público Federal ainda não esclareceu por que Duque e Mendonça Neto ainda não foram denunciados formalmente ou mesmo em que fase isso acontecerá.

Segundo informações da Folha, os nomes que constam na lista são de empresários envolvidos com seis empreiteiras que firmaram contratos com a diretoria de abastecimento da Petrobras. Outras denúncias envolvendo outras obras e setores serão apresentadas nos próximos dias.

As denúncias do MPF foram protocoladas na Justiça Federal do Paraná e devem ser apreciadas pelo juiz Sergio Moro, responsável pelo caso. Caberá a ele decidir se será aberta ação penal contra os acusados.

MPF denuncia 35 pessoas na Lava Jato, sem Duque ou Mendonça na lista | GGN

29/11/2014

Não há o que não haja

Gilmar Mendes será provocado a defender um segundo Rodrigo De Grandis no Ministério Público. Depois da PEC-37, a única consequência das manifestações de junho de 2013, o Ministério Púbico tem licença para vestir a fantasia da Pantera Cor-de-Rosa. Bem lembrado pelo Miguel do Rosário, o caso Boimate e o Nueva Konigsberg catapultaram a Veja para o antro do Instituto Millenium.

Dia sim outro também, as cinco irmãs vão se estatelando. Como no samba, está lá O Globo estendido no chão. Ailton Benedito de Souza junta-se ao seleto grupo de Rodrigo Constantino, Rodrigo de Grandis, Lobão, Bolsonaro e outros quadrúpedes de menor expressão. Diante do que informa Miguel a pergunta que não quer calar: como anda o processo seletivo no Ministério Público? Não tem teste psiquiátrico, não?! E pensar que, acima deles todo, está o Silenciador-Geral do STF para dar cobertura a este tipo de sanguessuga do Estado.

Será que ele não é uma das vítimas, um sequelado do acidente com Césio 137 em Goiânia?! Ou teria sido contagiado pela epidemia de anencefalia que acomete os a$$oCIAdos do Instituto Millenium?

Os boimates bolivarianos do Ministério Público

29 de novembro de 2014 | 06:07 Autor: Miguel do Rosário

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Democracia é expor todas as instituições à crítica livre e transparente da sociedade.

Inclusive o Ministério Público, uma instituição fundamental ao combate à corrupção, mas que também deve ser vigiada.

Quem vigia os vigilantes?

O procurador exibicionista que expôs o MPF ao ridículo

SEX, 28/11/2014 – 23:41
ATUALIZADO EM 28/11/2014 – 23:49
Luis Nassif, em seu blog.

Não há nada que comprometa o esforço geral de uma corporação, do que o exibicionismo de um de seus membros – especialmente quando dispõe de prerrogativas de poder de Estado.

É o caso do Procurador da República em Goiás Ailton Benedito de Souza.

Ontem expôs o MPF ao ridículo, ao agir contra decisão do governo venezuelano de convocar 26 jovens do Brasil para compor uma tal Brigadas Populares de Comunicação.

Imediatamente o procurador Ailton intimou o Itamaraty, em um prazo de dez dias, a levantar a identidade dos jovens sequestrados e investigar uma possível rede de tráfico humano.

Era uma mera notícia de Internet, mencionando a comunidade Brasil, um bairro popular da cidade venezuelana de Cumaná que, com exceção do nome, não tem a menor relação com o país Brasil.

A barriga repercutiu no mundo todo, sendo ironizada em vários idiomas.

Uma barriga desse tamanho basta. Mas a atitude do Procurador em se basear em qualquer factoide para propor ações já virou compulsão.

Tornou-se membro do Instituto Millenium, valendo-se das prerrogativas do cargo para desmoralizar o Ministério Público.

Em maio passado tentou suspender toda a publicidade da Copa do Mundo (http://migre.me/nabDB) por estar “absurdamente divorciada da realidade”.

Montou um catatau de 50 páginas argumentando que “de fato, os brasileiros ficaram bastante esperançosos e que as obras da Copa, que consumiram bilhões de recursos públicos, proporcionassem um legado auspicioso, a ser usufruído nos anos vindouros pela sociedade, que, afinal paga a conta”.. No entanto, “vários empreendimentos projetados para o transporte público e o trânsito foram cancelados ou substituídos por outros de menor impacto, que, primeiro, não serão concluídos a tempo; e, segundo, visam, exclusivamente, mitigar os efeitos da desorganização, da falta de planejamento, da incompetência em executar o que se planejou, relativamente à infraestrutura e aos serviços voltados à realização da Copa, a fim de evitar que o pior”.

Consultasse o próprio MPF, esse despreparado saberia do enorme trabalho que juntou praticamente todos os poderes – do Executivo aos estados, da Polícia ao Ministério Público – na organização do evento. Baseou-se em meras notícias não confiáveis da mídia para sair atirando.

Em novembro de 2011, processou professores por desacato, depois de terem ido ao MPF-GO denunciar supostos desvios de verba do Fundeb (Fundo de Desenvolvimento do Ensino Básico) pela prefeitura de Goiânia.

Quando foi lançado o programa Mais Médicos, viu mais uma oportunidade de aparecer. Com base em notas de jornal, instaurou um inquérito civil-público para apurar “possíveis ações e omissões das administrações públicas – em todas as esferas – a respeito do programa Mais Médicos” (http://migre.me/nabUf).

Baseava-se exclusivamente em reportagens mal apuradas, sem a preocupação em aprofundar as investigações. Indagado sobre a razão do inquérito, alegou que:

“Primeiro: a notícia de que municípios estariam substituindo profissionais próprios por médicos do “Mais Médicos”. Segundo: a notícia de que profissionais originários de Cuba estariam sofrendo algum tipo de violação aos seus direitos, principalmente o direito de se locomover no território nacional. Terceiro: a situação de abandono do programa por médicos que se inscreveram no programa e ingressaram na atividade”( http://migre.me/nac3x).

Se amanhã um jornal noticiar que há indícios de propina no escavamento das crateras da Lua, não se tenha dúvida e que o bravo procurador atuará firmemente em defesa da moralidade intimando os lunáticos.

O procurador tem um blog, o “Bendito Argumento”, onde elabora textos assim:

“Portanto, todos nós, queiramos ou não, participamos ou omitamos, ajamos ou quedamos, ativos ou passivos, independentemente de nossos sonhos e pesadelos, virtudes e vícios, desejos e repulsas, crenças e incredulidades, saberes e ignorâncias, bravura e covardia, riquezas e misérias etc., somos seres políticos. E, como tais, responsáveis perante nós mesmos, as famílias, a sociedade, o mundo no qual vivemos”.

(…) Se eu fosse cruel, torceria pela vitória daqueles que almejam transformar a democracia do Brasil numa cópia dos regimes ditatoriais bolivarianos, para que eles fossem devorados pelo Saturno dos seus sonhos”.

Em seus textos, Ailton denuncia a “propaganda eleitoral subliminar”, “sobretudo a que se utiliza da máquina pública”.

Define a tal propaganda eleitoral subliminar como aquela que “consubstancia mensagem que não ultrapassa o limiar da consciência, que não é suficientemente intenso para penetrar na consciência, mas que, pela repetição ou por outras técnicas, pode atingir o subconsciente, afetando as emoções, desejos, opiniões; subconsciente. Nessa perspectiva, a propaganda política também se serve das técnicas subliminares para chegar à inconsciência dos cidadãos, sobretudo os eleitores, especialmente durante os processos eleitorais. Todavia, não é incomum que tais processos perdurem todo o período que medeia entre a posse dos eleitos num pleito e o próximo. Noutras palavras, políticos estão sempre em campanha, muitas das vezes sem que o cidadão-eleitor tenha consciência”.

Em um dos artigos, deblaterou contra a afirmação de Dilma Rousseff, de que poderia utilizar as Forças Armadas nas manifestações contra a Copa:

“Por que, em lugar usar que “o Exército pode agir contra manifestações anti-Copa”, não se determinar aos órgãos competentes, responsáveis pela segurança pública, que façam uso da apropriado da Lei de Segurança Nacional para punir os que atentam contra a democracia, o Estado de Direito, os direitos fundamentais dos brasileiros, seja antes, durante ou depois da Copa? Pois que, sendo necessário, que se invoquem as Forças Armadas para defender a sociedade, a democracia, o Estado de Direito, não a #CopaDasCopas” (http://migre.me/nacLy)”.

Os boimates bolivarianos do Ministério Público | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

02/11/2014

É, JA NO Temos mais Gurgel…

demostenes e veja

A dobradinha nascida nas entranhas de um mundo subterrâneo, que incluía de Carlinhos Cachoeira a Demóstenes Torres, sob as batutas de Roberto Gurgel e Gilmar Mendes. O mensageiro do subterrâneo foi o sempre lembrado Policarpo Jr.. Para as patacoadas de Gilmar Mendes o valentão Joaquim Barbosa simplesmente botou o rabo entre as pernas. Ou, como diria a brilhante Ministra Rosa Weber, a “literatura jurídica me permite”.

Janot resiste a informar Congresso sobre delação

Procurador disse a parlamentares que primeiro decidirá rumo da Lava Jato

Presidente da CPI da Petrobras afirma que a Constituição garante o acesso a depoimentos de ex-diretor e Youssef

RUBENS VALENTE, DE BRASÍLIA, para a FOLHA

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse a três parlamentares que só entregará ao Congresso Nacional cópias das delações premiadas do escândalo da Petrobras depois que formalizar uma denúncia sobre o assunto, o que não tem prazo determinado para ocorrer e pode nem mesmo ser feito.

A informação foi dada por Janot ao presidente da CPI da Petrobras, o senador Vital do Rêgo (PMDB-RN), e dois membros da comissão, o deputado Rubens Bueno (PPS-PR) e o senador José Agripino (DEM-RN), em reuniões diferentes no final de setembro.

"Janot colocou que o sigilo só poderia ser quebrado após a denúncia. Mas o acesso é um direito que nós temos", disse Vital do Rêgo.

O presidente da CPI deu entrada a um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para tentar acesso aos papéis.

"Janot disse que só depois da denúncia. Não estimou quando isso vai ocorrer", confirmou Bueno. "O ponto fundamental para a CPI desse caso todo são as delações", disse Agripino.

Do atual estágio da investigação até a denúncia, há um longo caminho, que inclui a tomada de depoimentos, checagem de dados e diligências. Na melhor das hipóteses, esses procedimentos devem demorar muitos meses. Na pior, alguns anos.

Com a remessa das delações da Justiça Federal do Paraná para o STF, Rodrigo Janot –nomeado para o cargo em setembro do ano passado pela presidente Dilma Rousseff– se tornou o principal responsável pelo destino da investigação sobre as autoridades com foro privilegiado.

Citando jurisprudência, os ministros do tribunal têm escrito seguidamente em decisões que não cabe a eles recusar um pedido de arquivamento feito pelo procurador-geral. Significa dizer que, na prática, Janot tem o poder de "absolver" os citados em investigações com foro privilegiado, incluindo Dilma.

Quando o arquivamento é indicado por Janot no curso do inquérito, a recomendação tem sido seguida sempre por um único ministro, relator do inquérito, sem precisar passar pelas turmas ou pelo plenário do Supremo.

Levantamento feito pela Folha revela o arquivamento de pelo menos 82 inquéritos e ações penais relativas a parlamentares, ministros e ex-ministros do governo por decisão de Janot desde sua posse, há 13 meses.

Em 62 casos, o procurador-geral não viu provas suficientes para continuar as investigações. Em 16 casos, ele afirmou que houve a prescrição da possível e futura pena relativa ao caso. Nos casos restantes, o inquérito tramitou em segredo de Justiça do começo ao fim, de modo que nunca, com exceção das partes, será possível ao cidadão comum saber por que o inquérito foi instaurado e por que foi arquivado.

As 82 "absolvições" excluem arquivamentos motivados por perda do foro (quando a autoridade deixa o cargo) e três casos em que Janot não arquivou os autos, mas pediu que eles saíssem do STF para retornar à primeira instância, pois considerou fracos os indícios sobre os parlamentares.

A Procuradoria não comentou os números, sob o argumento de que, a pedido da reportagem, ainda trabalhava em levantamento que ficará pronto só na terça-feira (4).

31/10/2014

PEC-37 protege os de Grandis contra de menor

Filed under: Ministério Público,PEC 37,Rodrigo de Grandis — Gilmar Crestani @ 8:37 am
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Ao invés de fazer campanha para a menoridade penal, Aécio deveria pedir aumento de pena para quem tem dever funcional de agir e não o faz para proteger correligionários corruptos. Causa espanto que as justiças da Suíça e a Alemanha já tenham condenado, respectivamente, a Alstom e a Siemens mas no Brasil processos que envolvem corruptos do PSDB seguem a lei do Engavetador Geral, Geraldo Brindeiro

Aposto uma pizza bem Grandis que não vai dar em nada!

Ministerio PublicoÓrgão do Ministério Público abre processo contra procurador

Grandis deixou parado pedido da Suíça em apuração sobre propinas da Alstom em contratos de gestões do PSDB em SP

Procurador pode receber a pena de censura, a segunda mais branda na lista de punições da categoria

FREDERICO VASCONCELOSFLÁVIO FERREIRADE SÃO PAULO

O Conselho Nacional do Ministério Público abriu processo disciplinar contra o procurador da República Rodrigo de Grandis por entender que há indícios de que ele descumpriu dever legal no exercício de sua função ao deixar parado por quase três anos um pedido de investigação da Suíça sobre o caso Alstom.

O despacho do CNMP (órgão de controle externo do Ministério Público) aponta que, ao fim do caso, Grandis pode receber a pena de censura, a segunda mais branda na lista de punições para procuradores e promotores.

A abertura do processo administrativo disciplinar contra Grandis foi determinada pelo corregedor do CNMP Alessandro Tramujas Assad na última sexta (24). A medida encerra a sindicância iniciada em novembro de 2013, após a Folha revelar o engavetamento do pedido da Suíça. Agora Grandis terá de apresentar sua defesa.

O despacho do CNMP indica "violação, em tese", dos deveres de "cumprir os prazos processuais", "desempenhar com zelo e probidade as suas funções" e "adotar as providências cabíveis em face das irregularidades de que tiver conhecimento".

A sindicância do CNMP teve desfecho diferente da apuração interna do Ministério Público Federal, que arquivou o caso em abril por entender que a conduta de Grandis não prejudicou as investigações e não houve falta funcional do procurador.

Em outubro de 2013, a Folha informou que procuradores da Suíça se cansaram de esperar pela cooperação de Grandis por quase três anos e arquivaram as investigações sobre acusados de distribuir propina da multinacional francesa Alstom para servidores e políticos do PSDB.

O requerimento feito pelas autoridades suíças em fevereiro de 2011 foi para que o Ministério Público brasileiro interrogasse quatro suspeitos de integrar esquema de distribuição de propina em contratos do setor público de trens. Também haviam sido pedidas análise da movimentação financeira deles e buscas na casa de um dos suspeitos, ex-diretor da CPTM.

Na época, Grandis disse que seu gabinete havia cometido uma "falha administrativa" que levou o pedido a ser arquivado em pasta errada. Depois da divulgação do fato, o CNMP e o Ministério Público Federal iniciaram apurações, e a cooperação com a Suíça foi retomada.

Grandis disse que ainda não foi informado sobre a instauração do processo, mas tem "convicção de que prevalecerá a decisão da Corregedoria do Ministério Público Federal" de que ele não cometeu "falta funcional".

28/08/2014

O filho da PEC 37 voa, e não é morcego…

Quem disse que as manifestações de junho de 2013 não deram em nada? Houve pelo menos dois beneficiados: 1) o Ministério Público, que conseguiu aprovar a PEC 37 e 2) Marina Silva, que consegue fazer o que bem entende, como prova o avião irregular, sem que o MP mova uma palha para investigar. Enquanto isso, a Polícia Federal, a despeito da sonegação de apoio do MP, faz seu serviço republicano.

Aliás, quem investiga o MP? E os grupos mafiomidiáticos que tanto atacaram o AeroLula, que foi adquirido de forma republicana, será que também vão atacar o aerocorrupção? Ou serão todos aeromáfias?!

As primeiras imagens de Marina no jato do caixa 2

:

Nas cenas, ela aparece desembarcando, ao lado de Eduardo Campos, do PR-AFA, que desabou em Santos (SP), matando o ex-governador e outras seis pessoas; uso da aeronave constitui crime eleitoral, uma vez que o jato, além de não registrado como táxi aéreo, foi cedido a Campos numa escabrosa transação com o uso de laranjas e caixa dois; ontem, no Jornal Nacional, Marina disse que "não sabia" quais eram as condições reais do jato e comprou a versão do PSB, sobre empréstimo que seria pago no fim da campanha

28 de Agosto de 2014 às 06:58

247 – As imagens acima são as primeiras que conectam a ex-senadora Marina Silva ao jato PR-AFA, que desabou em Santos há 15 dias, matando o ex-governador Eduardo Campos e outras seis pessoas.

A aeronave pertencia ao grupo AF Andrade, de usinas falidas de etanol em São Paulo, e foi repassada a amigos de Eduardo Campos, que assumiram o pagamento de parcelas pendentes do leasing. Para isso, montaram um escabrosa operação financeira, com o uso de laranjas. O principal pagamento veio de Eduardo Ventola, dono, em Recife, de uma factoring, tipo de empresa normalmente usada para esquentar recursos de caixa dois.

Ontem, no Jornal Nacional, Marina Silva afirmou que não sabia quais eram as condições da aeronave e comprou a versão do PSB, sobre um empréstimo que seria pago no fim da campanha.

Uma tese, no mínimo, curiosa. Afinal, o que levaria três empresários de Pernambuco a assumir empréstimos com um dono de factoring para comprar um avião que eles próprios não usariam? Ontem, em Santos, Antônio Campos, irmão do ex-governador, visitou vítimas do desastre e prometeu que a família poderia pagar os danos materiais. Um sinal de que a família, indiretamente, assume a propriedade do avião e tenta conter os danos políticos da lambança.

Leia, abaixo, a análise do Tijolaço sobre o caso:

MARINA ACABA SE SE ASSOCIAR A UM CRIME ELEITORAL

Independente do resultado “marquetológico” da entrevista de Marina Silva ao Jornal Nacional – e eu acho que foi desastroso – há um elemento gravíssimo nas declarações da nova candidata do PSB.
Marina confessou o conhecimento de um crime eleitoral e a participação nos benefícios desta transgressão.
Ela confessou saber que o avião era produto de um “empréstimo de boca” que seria ‘ressarcido” – se é ressarcido, tem preço – ao final da campanha.
Poderia, se fosse o caso, dizer que não sabia dos detalhes da contratação do serviço, feita por Eduardo Campos. Mas está amarrada de tal forma no assunto que teve de se acorrentar à fantasiosa versão do PSB.
Que é uma aberração jurídica e contábil, que não pode prevalecer – e não prevalece – em qualquer controle de contas eleitorais.
Até no Acre de Marina Silva o TRE distribui um formulário onde o dono de um veículo, mesmo que seja um Fusca 82, assine a cessão e atribua o valor em dinheiro do bem.
O que dirá para um jato de R$ 20 milhões!
Não há um contrato sequer, não há preço estabelecido e, sobretudo, as empresas (ou o laranjal) que tinha o controle do avião não se dedicam à locação de transporte aéreo.
É um escândalo de proporções amazônicas.
Só menor do que o escândalo que é, depois de tantas confissões, o silêncio do Ministério Público.
Todos se lembram da Procurador Sandra Cureau, que por um nada partia para cima do Presidente Lula e da candidata Dilma Rousseff.
Está mudo, quieto, silente.
Acovardado diante dos novos santos da mídia.
A partir de agora, prevalecendo isso, se podem emprestar prédios, frotas, aviões, até uma nave espacial para Marina ir conversar com Deus.
De boca, sem recibo, sem contrato, sem papel.
Na fé.

As primeiras imagens de Marina no jato do caixa 2 | Brasil 24/7

 

 

Não houve empréstimo de avião. Estadão confirma: Eduardo Campos participou da compra

28 de agosto de 2014 | 03:11 Autor: Fernando Brito

uberaba

Novamente, o Estadão confirma,  com bom trabalho de seus repórteres, as informações que este blog tinha conseguido reunir e publicar, com os poucos meios de que dispõe.

No final da noite de ontem, Ricardo Brant e Andreza Matais publicam que o ex-governador Eduardo Campos aprovou, pessoalmente, a aquisição do Cessna do grupo AF Andrade, como já tinha ficado claro por uma publicação da Folha, no dia seguinte ao acidente, quando ainda não havia elementos para que a reportagem pudesse ver o quanto obscuro era o negócio.

Portanto, não houve empréstimo de avião dos empresários a Eduardo Campos: o ex-governador participou diretamente da compra do aparelho, dando a palavra final para sua aquisição, segundo os próprios empresários que estariam vendendo o aparelho.

João Carlos Lyra Pessoa de Mello, da JCL Factoring, marcou com os donos da AF Andrade o dia 8 de maio. Diz o jornal que “de Congonhas, o jato partiu com o ex-governador para Uberaba (MG), com o piloto da AF Andrade, Fabiano Peixoto. No dia, Campos visitou a 80ª Expo Zebu, em agenda de pré-campanha”.

Mas há mais fatos sendo confirmados.

Na noite de ontem, a Polícia Federal confirmou, com mais detalhes, o que havia sido informado aqui no sábado: Campos estendeu os incentivos fiscais dados à empresa Bandeirantes Companhia de Pneus.

Segundo o Valor: “O decreto do ex-governador eliminou limites de importação de pneus à empresa, estabelecidos na gestão anterior à de Campos.”

O dono da Bandeirantes é o próximo personagem que vai surgir: Apolo Santana Vieira,  dono da Bandeirantes. Não é à toa que o aparelho em que voava Eduardo Campos antes ca compra do Cessna, era um Learjet da Bandeirantes que, ao ser matriculado na Anac, teve escolhido o prefixo  (PP) ASV.

Este prefixo estava desativado desde 1966, quando pertencia a um Handley Page  HP-100 Herald, da então Sadia Transportes Aéreos, que viria a se tornar a Transbrasil.

E foi solicitado por causa das iniciais: Apolo Santana Vieira.

Não houve empréstimo de avião. Estadão confirma: Eduardo Campos participou da compra | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

11/04/2014

O alvo

Filed under: Dilma,Golpismo,Golpistas,José Dirceu,Lula,Ministério Público — Gilmar Crestani @ 8:54 am
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O alvo do consórcio conduzido por Roberto Gurgel em parceria com Assas JB Corp nunca foi a verdade, muito menos José Dirceu. Desde o princípio os mesmos que compraram a reeleição para FHC também promoveram aquele que seria o maior escândalo, conhecido pela Ação 470. Como declarou FHC à época, “não derruba, deixa sangrar”. Eles queriam derrotar Lula, mas sem que o golpe ficasse como estrela principal. O golpe seria apenas acessório. Lula sangrou, mas o povo o reconduziu. É claro que uma derrota daqueles suscitaria o que existe de mais abjeto em seres abjetos. O golpe poderia dar-se de outras formas. Foi testado na Venezuela, usando os grupos mafiomidiáticos, mas deu certo apenas por dois dias. Pedro Carmona, em dois dias, fechou a Suprema Corte o Congresso Venezuelanos. Era o primeiro ensaio do que pretendiam fazer aqui. A internet não deixou, a cada mentira do Jornal Nacional, como aquela da bolinha de papel transformada em objeto contundente. Como nada estava dando certo, fizeram outro ensaio. Desta vez no Paraguai. Em menos de 24 horas, com apoio logístico e de informações da NSA/CIA, derrubaram Lugo e implantaram o genérico do generalíssimo Franco. Estava dada a senha. É aí que se forma o consórcio dos magarefes do direito. Alimentados por instrumentos, a dobradinha tinha o tempero dos que sempre estiveram ao lado de golpistas e ditadores. Reunidos entorno do Instituto Millenium, Veja, Globo, RBS, Folha & Estadão deflagraram, porque o show (de horror) não podia parar, o bombardeiro incessante contra tudo e todos, desde que tudo e todos fossem do PT.

O viés golpista fica bem evidente se comparados ao comportamento em relação ao escândalo nos trens paulistas. As justiças da Suíça e da Alemanha condenaram, respectivamente, Alstom e Siemens, por terem pagos milhões de dólares em propina ao PSDB paulista desde Mário Covas. Da Suíça veio a prova de Robson Marinho, Conselheiro do Tribunal de Contas de São Paulo, indicado por Covas e apadrinhado por FHC, Serra e Alckim, tinha e tem milhões de dólares depositados em bancos suíços. Ora, o que faz a mídia e o Ministério Público? Isso aí, NADA!!

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Promotora escondeu do STF plano de investigar Planalto

Pedido para rastrear suposto telefonema de Dirceu incluiu palácio como alvo

Petição do Ministério Público prevê quebra de sigilo de todos os aparelhos usados na sede do governo federal

DO PAINELDE BRASÍLIADE SÃO PAULO

A promotora que investiga suspeitas de que o ex-ministro José Dirceu usou um telefone celular na prisão escondeu sua intenção de investigar ligações feitas a partir do Palácio do Planalto ao pedir à Justiça a quebra de sigilo de aparelhos usados no local.

No pedido apresentado na semana passada ao Supremo Tribunal Federal, a promotora Márcia Milhomens Sirotheau Corrêa, do Ministério Público do Distrito Federal, não faz nenhuma referência ao palácio, mas indica suas coordenadas geográficas como alvo da investigação.

Condenado no julgamento do mensalão, Dirceu está preso desde novembro no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília. O Ministério Público abriu inquérito em janeiro para saber se ele fez ligações telefônicas de dentro do presídio, o que é proibido.

O secretário de Indústria da Bahia, James Correia, disse em janeiro à coluna "Painel" ter falado com Dirceu por celular no dia 6 de janeiro. O advogado de Dirceu, José Luis Oliveira Lima, nega que o contato tenha ocorrido.

No pedido de quebra de sigilo telefônico, a promotora disse que seria preciso o "confronto entre as ligações realizadas pelos aparelhos de telefonia móvel que se encontram no presídio e pelos aparelhos que se encontravam no Estado da Bahia" e indicou duas coordenadas geográficas para o levantamento.

Embora o requerimento não deixe isso claro, as coordenadas correspondem ao presídio da Papuda e ao Palácio do Planalto. O pedido permite que todos os aparelhos usados dentro da sede do governo sejam rastreados.

Procurado pela Folha nos últimos dois dias, o Palácio do Planalto não quis se manifestar sobre a investigação.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o Ministério Público do Distrito Federal não apresentou justificativas para a investigação do Planalto e afirmou que o foco da investigação é Dirceu e o uso de celulares no presídio, "independentemente de onde caia a coordenada geográfica".

O pedido foi apresentado ao presidente do STF, Joaquim Barbosa, que foi o relator do processo do mensalão. Ele ainda não decidiu se vai autorizar a quebra de sigilo.

A promotora quer que as operadoras de telefonia celular enviem registros de todas as chamadas feitas e recebidas por celulares na Papuda e no Palácio do Planalto entre os dias 1º e 16 de janeiro.

DEVASSA

Na quarta-feira, os advogados de Dirceu apresentaram ao STF o parecer de um engenheiro identificando as coordenadas informadas pelo Ministério Público e pedindo que o requerimento de quebra de sigilo seja rejeitado.

Os advogados também querem que o STF analise o processo em que Dirceu pede autorização para trabalhar fora da cadeia, que está parado por causa da investigação sobre o contato telefônico que ele teria mantido na prisão.

"É preocupante o pedido formulado pelo Ministério Público, por ser genérico e desprovido de fundamentação", afirmou José Luis Oliveira Lima. "O Ministério Público propõe uma devassa indiscriminada em várias linhas telefônicas, o que é ilegal."

O advogado criminalista Pedro Iokoi disse que um pedido de quebra de sigilo que atinja indiscriminadamente todos os aparelhos celulares de uma determinada região é "absolutamente ilegal".

A lei nº 9.296, de 1996, que trata de interceptações telefônicas, diz que os pedidos à Justiça devem conter "indicação e qualificação dos investigados", incluindo os números dos telefones a investigar.

"A quebra indiscriminada do sigilo de telefones de uma área viola o direito constitucional à privacidade daqueles que não são alvo da apuração criminal", disse Iokoi.

Para o advogado, a autorização do rastreamento dos aparelhos usados no Planalto seria "uma indevida invasão do Poder Judiciário nas comunicações do Executivo".

(VERA MAGALHÃES, SEVERINO MOTTA, MATHEUS LEITÃO E FLÁVIO FERREIRA)

09/03/2014

Ministério Público paulista tem lado, o de trás

Filed under: Corrupção,Isto é PSDB!,Ministério Público,São Paulo — Gilmar Crestani @ 7:20 pm
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Ninguém mais discute se o Ministério Público paulista é do PSDB. A única dúvida diz respeito a quem é mais fiel a José Serra ou a Geraldo Alckmin. Vimos isso também no âmbito Federal, com Rodrigo de Grandis e Roberto Gurgel, dois expoentes do engajamento nas fileiras amadrinhadas por Gilmar Mendes. Oriundos, na sua imensa maioria de classes médias com pretensões elitistas, são partidários. Por isso até hoje a confusão política de quem deveria zelar pela lei é tão grande que tudo não passa de um grande Mistério Público! Se alguém tinha dúvida de quem dava respaldo às falcatruas perpetras pelo PSDB em São Paulo ao longo deste vinte anos de Alstom e Siemens agora não existe mais, desfeito o Mistério Púbico!

Eleição no Ministério Público paulista opõe alas ligadas ao PSDB

Candidatos alinhados ao governador Geraldo Alckmin e ao antecessor José Serra disputarão comando do órgão

Rosa afirma que não se combate violência com discurso de procurador; Marrey diz que gestão atual é ‘sem liderança’

MARIO CESAR CARVALHOFLÁVIO FERREIRADE SÃO PAULO

A eleição para o cargo de procurador-geral de Justiça, o chefe do Ministério Público de São Paulo, marcada para o dia 5 de abril, virou uma disputa entre dois grupos ligados ao PSDB.

Uma das alas é alinhada com o governador Geraldo Alckmin e tem como candidato o procurador-geral licenciado Márcio Elias Rosa.

A outra tem laços com o ex-governador José Serra e é galvanizada pela candidatura do ex-procurador-geral Luiz Antonio Guimarães Marrey.

Apesar das ligações com o mesmo partido, o clima entre os candidatos é de confronto. Marrey, que foi procurador-geral por três vezes, diz que a Procuradoria foi omissa no mandato de Rosa.

"É uma gestão sem liderança, politicamente tímida e muda. Não se sabe qual é a posição do Ministério Público sobre quase nenhum tema importante", afirma.

Já Elias Rosa defende que durante a sua administração "implantou um modelo de trabalho em que há menos discurso e mais resultados efetivos na atuação de promotores e procuradores".

Para Marrey, o silêncio do adversário faz parte de uma estratégia: "Ele não quer incomodar. Alguém que cobre soluções em segurança pública pode desagradar quem está na chefia da [secretaria de] Segurança Pública".

O ataque cifrado de Marrey tem dois alvos: 1) a segurança é o ponto mais criticado do governo Alckmin; 2) o secretário de Segurança, Fernando Grella, antecedeu Rosa no cargo de procurador-geral e foi o padrinho político do atual candidato da situação.

Rosa afirma que a crítica de Marrey é "injusta e improcedente". Segundo ele, "não se combate a violência com discurso do procurador-geral. O protagonismo é do promotor de Justiça".

E ataca Marrey: "Talvez ele sinta falta do culto ao personalismo, que de fato não existe hoje na instituição".

AÇÃO DE PROMOTORES

Segundo Rosa, sua gestão apoiou ações de promotores e grupos especiais de investigação e tomou iniciativas como a criação de uma agência de atuação integrada com o Executivo e as polícias.

Há algo mais em comum entre Rosa e Marrey além das ligações com os tucanos. Ambos já foram conduzidos à chefia do Ministério Público apesar de não terem vencido a eleição.

Marrey não ganhou em 1996, mas foi o escolhido do então governador Mário Covas (PSDB). Em 2012, o procurador Felipe Locke obteve o primeiro lugar na votação, porém Alckmin indicou Rosa, o segundo colocado, para o cargo. Segundo a lei, o governador pode escolher qualquer um dos três primeiros colocados.

Uma das principais investigações em curso no Ministério Público é sobre a ação de um cartel em licitações do Metrô e da CPTM entre 1998 e 2008, nas gestões tucanas de Covas, Serra e Alckmin.

Marrey diz que sua ligação com Serra, de quem foi secretário de Justiça, não o silenciaria numa eventual apuração sobre o ex-governador.

Dois dos contratos citados pela Siemens como alvos de ação do cartel foram assinados durante o governo Serra.

"Todo mundo sabe que a minha atuação [como procurador] é de não poupar ninguém", afirma Marrey. No período que ele foi procurador-geral, o Ministério Público moveu ações contra duas secretárias de Covas, Rose Neubauer e Marta Godinho.

Rosa também diz que terá atuação independente em relação ao governo, inclusive nas apurações sobre o cartel.

"Se as investigações vierem para o meu gabinete, o meu dever é de levar a cabo e de responsabilizar quem quer que seja", diz.

O procurador-geral licenciado diz que mostrou isenção ao pedir à Assembleia a cassação do vice-governador paulista Guilherme Afif Domingos (PSD), por acúmulo de função. Afif passou a integrar o quadro de ministros da presidente Dilma Rousseff (PT).

07/02/2014

Cadê os três patetas: Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e Roberto Gurgel?!

JB e GM dormindoÉ o que se chama de “silêncio eloquente”. A tríade que empunha o tridente de caça ao PPPP (petista, pobre, preto e puta) nestas horas revela todo seu estrabismo ideológico. Ninguém está pedindo perdão nem liberdade a quem não merece, só o princípio básico de justiça: julgar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais.

Enquanto as cortes alemã, suíça e canadense condenam os vociferantes do STF, se fazendo de leitão para mamar deitado nas tetas dos parceiros ideológicos, continuam “dormindo de fato”.

Aliás, movem montanhas de proteção aos seus correligionários. Aos demais, às favas com os escrúpulos. E o impoluto Ministério Público aparece na foto como um verdadeiro monstro do Lago Ness, um mistério púbico…

As penas de aluguem silenCIAm diante das orelhas que aparecem acima da pele de cordeiro de seus sequazes. Os grupos mafiomidiáticos põem a trabalhar suas lupas para condenarem os PPPP e os tapumes para esconderem as falcatruas que resultam em polpudas verbas para seus cofres. A Folha consegue fazer uma matéria asséptica semelhante aos milagres bíblicos. Consegue, assim, fazer um trem passar pelo buraco de um agulha, sem Ky, mas tranca as canetas do Haddad no túnel do Maluf.

Ao cabo os 197 milhões se resolverão igual ao helicóptero com 450 kg de pó! Cheirados!

 

Propina do cartel pode chegar a R$ 197 mi

Em depoimento sigiloso à PF, delator do esquema afirma que suborno variava de 5% a 9% do valor dos contratos

Acusado de receber dinheiro, secretário de Alckmin nega acusação e afirma que relato de conversa é mentiroso

FLÁVIO FERREIRAMARIO CESAR CARVALHODE SÃO PAULO

A propina paga pelo cartel de empresas acusado de fraudar licitações do Metrô e da CPTM pode chegar a R$ 197 milhões, segundo depoimento sigiloso da testemunha-chave da investigação, o ex-diretor da multinacional Siemens Everton Rheinheimer.

A Folha obteve a íntegra do depoimento que o executivo deu à Polícia Federal, em que ele aponta três secretários do governo Geraldo Alckmin (PSDB) como destinatários de propina e detalha percentuais pagos pelo cartel.

Segundo ele, a Siemens e seus parceiros pagaram 9% para fornecer trens à linha 5 do Metrô em 2000, um contrato de R$ 1,57 bilhão, em valores atualizados. Se o percentual estiver correto, a propina paga só nesse caso teria alcançado R$ 141 milhões.

O executivo disse à PF que informou esses percentuais na época ao então deputado estadual Rodrigo Garcia (DEM), presidente da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Estado, e concluiu que ele, "por lógica, também recebia valores oriundos da propina paga".

Garcia, hoje secretário do Desenvolvimento Econômico em São Paulo, nega ter mantido a conversa narrada por Rheinheimer (leia ao lado).

O executivo depôs no ano passado após um acordo com o Ministério Público Federal, em que se comprometeu a colaborar com as investigações e revelar o que sabe sobre a prática de corrupção por fornecedores do Metrô e da CPTM. Em troca, ele poderá sair do processo sem punição.

O caso foi encaminhado no ano passado ao STF por causa das acusações a Garcia e outros dois auxiliares de Alckmin, o chefe da Casa Civil, Edson Aparecido, e o secretário de Energia, José Aníbal. Eles são deputados federais e por isso só podem ser investigados com autorização do STF.

Ao encaminhar o caso ao Supremo, o juiz federal Marcelo Cavali classificou como frágeis os indícios de que eles receberam propina. No atual estágio das investigações, a única coisa que existe contra os três é o depoimento de Rheinheimer. O STF espera um parecer da Procuradoria-Geral da República para decidir o que fazer com o caso.

‘PONTO DE CONTATO’

Segundo o executivo da Siemens, o encontro com Garcia foi agendado pelo consultor Arthur Teixeira, suspeito de intermediar o pagamento de propina das empresas para políticos do PSDB e funcionários do Metrô e da CPTM.

O delator disse à PF que procurou Teixeira porque um assessor da CPTM, Ricardo Ota, lhe avisou que o consultor repassava aos políticos só 5% do valor da propina e ficava com o resto do dinheiro.

O executivo disse à polícia que pediu a Teixeira para falar "com o político, o cara que resolvia, o ponto de contato, porque queria conhecer o cliente final". Teixeira então marcou o encontro com Garcia, segundo o depoimento.

Rheinheimer afirmou à PF que contou a Garcia que o suborno seria de 5% sobre o valor de um contrato de manutenção de trens da CPTM, de 8% no caso de um programa de manutenção da CPTM e de 7% nos contratos para a extensão da linha 2 do Metrô.

O ex-diretor da Siemens diz que, com a eleição de Garcia para a presidência da Assembleia, em 2005, o presidente da CPTM, Mário Bandeira, avisou que "deveria passar a tratar com José Aníbal, deputado estadual que ficou responsável pelos contatos políticos e com os pagamentos de propinas pela empresa".

Aníbal, que nega ter praticado irregularidades, era vereador da cidade de São Paulo nessa época e diz que não conhecia Bandeira e Garcia.

Rheinheimer disse à PF que Aníbal nunca o atendeu, mas mandava que procurasse um auxiliar, Silvio Ranciaro, tucano que foi vice-prefeito de Mairiporã. Aníbal diz que a alegação é mentirosa.

Cadê os três patetas: Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e Roberto Gurgel?!

JB e GM dormindoÉ o que se chama de “silêncio eloquente”. A tríade que empunha o tridente de caça ao PPPP (petista, pobre, preto e puta) nestas horas revela todo seu estrabismo ideológico. Ninguém está pedindo perdão nem liberdade a quem não merece, só o princípio básico de justiça: julgar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais.

Enquanto as cortes alemã, suíça e canadense condenam os vociferantes do STF, se fazendo de leitão para mamar deitado nas tetas dos parceiros ideológicos, continuam “dormindo de fato”.

Aliás, movem montanhas de proteção aos seus correligionários. Aos demais, às favas com os escrúpulos. E o impoluto Ministério Público aparece na foto como um verdadeiro monstro do Lago Ness, um mistério púbico…

As penas de aluguem silenCIAm diante das orelhas que aparecem acima da pele de cordeiro de seus sequazes. Os grupos mafiomidiáticos põem a trabalhar suas lupas para condenarem os PPPP e os tapumes para esconderem as falcatruas que resultam em polpudas verbas para seus cofres. A Folha consegue fazer uma matéria asséptica semelhante aos milagres bíblicos. Consegue, assim, fazer um trem passar pelo buraco de um agulha, sem Ky, mas tranca as canetas do Haddad no túnel do Maluf.

Ao cabo os 197 milhões se resolverão igual ao helicóptero com 450 kg de pó! Cheirados!

Propina do cartel pode chegar a R$ 197 mi

Em depoimento sigiloso à PF, delator do esquema afirma que suborno variava de 5% a 9% do valor dos contratos

Acusado de receber dinheiro, secretário de Alckmin nega acusação e afirma que relato de conversa é mentiroso

FLÁVIO FERREIRAMARIO CESAR CARVALHODE SÃO PAULO

A propina paga pelo cartel de empresas acusado de fraudar licitações do Metrô e da CPTM pode chegar a R$ 197 milhões, segundo depoimento sigiloso da testemunha-chave da investigação, o ex-diretor da multinacional Siemens Everton Rheinheimer.

A Folha obteve a íntegra do depoimento que o executivo deu à Polícia Federal, em que ele aponta três secretários do governo Geraldo Alckmin (PSDB) como destinatários de propina e detalha percentuais pagos pelo cartel.

Segundo ele, a Siemens e seus parceiros pagaram 9% para fornecer trens à linha 5 do Metrô em 2000, um contrato de R$ 1,57 bilhão, em valores atualizados. Se o percentual estiver correto, a propina paga só nesse caso teria alcançado R$ 141 milhões.

O executivo disse à PF que informou esses percentuais na época ao então deputado estadual Rodrigo Garcia (DEM), presidente da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Estado, e concluiu que ele, "por lógica, também recebia valores oriundos da propina paga".

Garcia, hoje secretário do Desenvolvimento Econômico em São Paulo, nega ter mantido a conversa narrada por Rheinheimer (leia ao lado).

O executivo depôs no ano passado após um acordo com o Ministério Público Federal, em que se comprometeu a colaborar com as investigações e revelar o que sabe sobre a prática de corrupção por fornecedores do Metrô e da CPTM. Em troca, ele poderá sair do processo sem punição.

O caso foi encaminhado no ano passado ao STF por causa das acusações a Garcia e outros dois auxiliares de Alckmin, o chefe da Casa Civil, Edson Aparecido, e o secretário de Energia, José Aníbal. Eles são deputados federais e por isso só podem ser investigados com autorização do STF.

Ao encaminhar o caso ao Supremo, o juiz federal Marcelo Cavali classificou como frágeis os indícios de que eles receberam propina. No atual estágio das investigações, a única coisa que existe contra os três é o depoimento de Rheinheimer. O STF espera um parecer da Procuradoria-Geral da República para decidir o que fazer com o caso.

‘PONTO DE CONTATO’

Segundo o executivo da Siemens, o encontro com Garcia foi agendado pelo consultor Arthur Teixeira, suspeito de intermediar o pagamento de propina das empresas para políticos do PSDB e funcionários do Metrô e da CPTM.

O delator disse à PF que procurou Teixeira porque um assessor da CPTM, Ricardo Ota, lhe avisou que o consultor repassava aos políticos só 5% do valor da propina e ficava com o resto do dinheiro.

O executivo disse à polícia que pediu a Teixeira para falar "com o político, o cara que resolvia, o ponto de contato, porque queria conhecer o cliente final". Teixeira então marcou o encontro com Garcia, segundo o depoimento.

Rheinheimer afirmou à PF que contou a Garcia que o suborno seria de 5% sobre o valor de um contrato de manutenção de trens da CPTM, de 8% no caso de um programa de manutenção da CPTM e de 7% nos contratos para a extensão da linha 2 do Metrô.

O ex-diretor da Siemens diz que, com a eleição de Garcia para a presidência da Assembleia, em 2005, o presidente da CPTM, Mário Bandeira, avisou que "deveria passar a tratar com José Aníbal, deputado estadual que ficou responsável pelos contatos políticos e com os pagamentos de propinas pela empresa".

Aníbal, que nega ter praticado irregularidades, era vereador da cidade de São Paulo nessa época e diz que não conhecia Bandeira e Garcia.

Rheinheimer disse à PF que Aníbal nunca o atendeu, mas mandava que procurasse um auxiliar, Silvio Ranciaro, tucano que foi vice-prefeito de Mairiporã. Aníbal diz que a alegação é mentirosa.

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