Ficha Corrida

21/09/2015

MacDonald não terceiriza, comete!

Filed under: McDonald,MTE,Terceirização,Trabalho Escravo — Gilmar Crestani @ 9:49 pm
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terceirizacaoHá muitos motivos para se aprovar a terceirização pelo Congresso Nacional, mas nem deles é bom, em qualquer sentido. A não ser para empresas do tipo McDonald’s. O que dirá a RBS sobre isto é uma incógnita. Não me assustaria se vier a culpar os adolescentes.

Será que na próxima Marcha dos Zumbis alguém vai se lembrar de levar um cartaz cobrando um McLanche feliz?!

A operação é uma homenagem ao 20 de setembro ou à massacre de Porongos?

MTE flagra 263 adolescentes irregulares no McDonald´s do RS

Auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego flagraram, em Porto Alegre, 263 adolescentes em trabalho irregular em 14 estabelecimentos da empresa Arcos Dourados, franqueada da rede McDonald´s. Durante a operação, foi constatado o uso inadequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), o que pode explicar a incidência de funcionários com queimaduras pelo corpo. No total, foram lavrados 45 autos de infração.

A operação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Rio Grande do Sul (SRTE/RS), encerrada no final de agosto, integra a mobilização nacional de fiscalização desenvolvida, em 2015, pelo MTE nas redes de alimentação rápida, com foco na proteção ao adolescente que está entrando no mercado de trabalho. Nas vistorias, os auditores registraram diversos casos de adolescentes operando chapas quentes e fritadeiras e expostos a riscos graves, contrariando o disposto na Norma Regulamentadora NR-12, que trata da segurança no trabalho em máquinas e equipamentos.

Além de ser proibido inserir jovens nessas atividades, os fiscais verificaram também que, em diversos casos, os funcionários não utilizavam, de forma adequada, os EPIs para proteção dos membros superiores. A fiscalização encontrou marcas de queimaduras em adolescentes que operaram esses equipamentos, sem que o empregador tenha providenciado a emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) para os possíveis danos ocorridos na cozinha dos estabelecimentos.

De acordo com o auditor fiscal do Trabalho da SRTE/RS, Roberto Padilha, em quatro estabelecimentos foi constatado o desvio de função de adolescente aprendiz. “Encontramos aprendizes vinculados ao curso de Aprendizagem Comercial em Serviços de Vendas, do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), que estavam desenvolvendo o módulo prático nas lojas, encontravam-se, em parte do seu tempo, exercendo atividades nos setores produtivos da cozinha, não condizendo com o curso de aprendizagem contratado”, relatou o auditor.

Padilha esclareceu ainda que nos casos envolvendo menores de 16 anos, o empregador também foi autuado por recrutar irregularmente mão de obra infantil, sem o efetivo enquadramento na condição de aprendiz. “Nesta situação, foram 14 adolescentes”, reitera o auditor.

De forma complementar, a auditoria fiscal determinou, nos termos do artigo 407 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), a mudança de função dos adolescentes irregulares, a adaptação dessas funções ou ainda a delimitação de suas atividades, considerando a NR-12 e a Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP).

25/05/2013

McDonalds e o engorde para abate

Filed under: McDonald — Gilmar Crestani @ 10:10 am
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La niña que sonrojó a McDonalds

Por: Sandro Pozzi | 24 de mayo de 2013

La cadena de comida rápida McDonald´s acaba de celebrar su junta general en Oak Brook, donde tiene su sede corporativa. Es el momento en el que los accionistas pueden dirigirse directamente a los ejecutivos, para hacer cualquier tipo de pregunta. Y eso fue lo que hizo la niña que aparece abajo en la foto. Se llama Hannah Robertson y tiene 9 años. Tomó el micrófono y sin que le temblara la voz lanzó una dura crítica hacia la compañía que dirige Don Thompson, por vender comida basura a niños como ella. Se refería en concreto a los anuncios en los que se ve a menores suplicando a sus padres para que les lleven a sus restaurantes. "Hay cosas en la vida que no son justas", le dijo al ejecutivo de la mayor cadena de restauración del mundo, la 111 entre las corpraciones del Fortune 500. "No creo que sea justo que las grandes compañías traten de engañar a los niños para que coman. No es justo que tantos niños de mi edad se pongan malos. ¿No quiere que los niños crezcan sanos, para que puedan vivir más años y tener unas vidas saludables?". Su madre es una activista en el campo de la nutrición infantil en EE UU.

Niños

     El ataque a McDonald´s no es nuevo y el bombardeo de los grupos de presión no va a acabar. La cadena lleva años transformando sus menús para acercarse a un público que cada vez prefiere consumir más productos frescos y sanos, como yogur, fruta y verduras. Pero McDonald´s sigue siendo el rey de la comida procesada en todo el mundo y eso le convierte en un objetivo fácil entre un consumidor sensible a las cuestiones relacionadas con la nutrición. Thompson, que lleva un año al frente de la compañía, respondió diciendo que ellos no venden "comida basura" y ni mucho menos, su mascota, Ronald McDonald, es un depredador de niños. "Muchos de nuestros 1,8 millones de empleados son padres; si alguno pensara que estamos haciendo daño a nuestros hijos, no trabajarían en McDonald´s. Mis hijos comen en McDonald´s". Sin embargo reconoció que "aún hay cosas que resolver" y consideró que McDonald´s debe ser parte de la solución a la epidemia de obesidad que sufre EE UU. "Es fantástico que quieras comer más fruta y más verdura", le respondió a Hannah, tras agradecerle su intervención.

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22/04/2013

McDonald’s é multado; mídia silencia

Filed under: McDonald — Gilmar Crestani @ 9:29 am
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Por Altamiro Borges

A Fundação Procon de São Paulo decidiu manter a multa de R$ 3.192.300,00 dada à rede McDonald’s pela venda de lanches com brinquedos e pela publicidade voltada ao público infantil. O órgão se baseou no Código de Defesa do Consumidor para punir a poderosa multinacional estadunidense. "Muitas vezes, por meio de brindes relacionados a personagens do mundo infantil, as empresas induzem o consumo, o que caracteriza uma relação abusiva, pois o público infantil é considerado hipervulnerável e ainda está em desenvolvimento de sua posição crítica", explica a assessora técnica do Procon-SP, Andréa Benedetto.

O processo contra a Arcos Dourados Comércio de Alimentos, empresa que opera a rede de restaurantes fraqueados do McDonald’s no Brasil, foi aberto em 2011 a partir das denúncias feitas pelo Instituto Alana. A empresa utilizou inúmeros expedientes jurídicos para evitar a multa, mas ela foi aprovada pelo Procon e publicada no Diário Oficial de São de Paulo no início de abril. "O Procon age no mercado buscando equilíbrio. Quando se trata de um publico considerado hipervulnerável, como acontece com crianças, idosos e deficientes, deve haver um cuidado maior", conclui Andréa Benedetto.

Segundo reportagem de Alessandra Goes Alves, no sítio da Rede Brasil Atual, a punição da McDonald’s deverá incentivar o debate sobre os abusos da publicidade infantil no Brasil. "No Congresso Nacional, existem alguns projetos que tratam da publicidade para o público infantil. Em janeiro deste ano, o Rio aprovou a lei municipal 5.528, que prevê aplicação de multa de R$ 2 mil a restaurantes que venderem lanches com brinquedos. Já em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin vetou dois Projetos de Lei que tratavam da regulamentação da publicidade infantil. O PL1096/2011 previa a proibição da venda de brinquedos junto a lanches, enquanto o PL 193/2008 (http://www.al.sp.gov.br/propositura?id=786904) restringia a veiculação de publicidade de alimentos não saudáveis entre as 6h e as 21h, em rádios e TV’s".

O curioso no caso da pesada multa à rede McDonald’s é que a mídia comercial evita tratar do tema. Será que os bilionários anúncios da multinacional estadunidense nos jornais, revistas e emissoras de rádio e tevê explicam esta omissão criminosa? Será?

Altamiro Borges: McDonald’s é multado; mídia silencia

19/01/2013

Bem feito

Filed under: McDonald — Gilmar Crestani @ 12:20 pm

 

Blog Sujo

06/10/2012

McDonald’s ameaça acarajé na Copa

Filed under: Acarajé,Copa 2014,FIFA,McDonald — Gilmar Crestani @ 9:38 am

Por Altamiro Borges

O McDonald’s, poderosa rede estadunidense de fast-food que explora condições degradantes de trabalho (assista o vídeo acima) e vende produtos nocivos à saúde, quer proibir a comercialização de acarajé durante os jogos da Copa das Confederações e da Copa de Mundo em Salvador. A informação – curiosa e revoltante – foi dada ontem pelo repórter Davi Lemos, do jornal A Tarde:

“A Arena Fonte Nova pode ficar sem acarajé. A venda do tradicional bolinho, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio imaterial, é caracterizada como comércio ambulante. A Fifa recomenda o afastamento dessa modalidade de comércio num perímetro de até dois quilômetros das praças de jogos. O acarajé, em tese, não pode ser concorrente dos hambúrgueres produzidos pela rede McDonald’s, patrocinadora oficial da Fifa”.

Rita Maria Ventura dos Santos, presidenta da Associação das Baianas de Acarajé e Vendedoras de Mingau (Abam), já rondou a baiana. Ela classificou como absurda a hipótese se ser proibida a venda de acarajé na Fonte Nova. “Eram oito baianas lá dentro que tiveram que sair devido à obra. Agora que está tudo novo vão retirar as baianas? Todas tinham carteira… Alegam que há risco para os torcedores. Se for assim, era proibido venda de acarajé no Carnaval. Nunca soube de ninguém queimado com azeite nestas festas”.

A Secretaria Estadual para Assuntos da Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014 (Secopa) já garantiu que vendedoras da acarajé terão lugar garantido nos jogos das duas copas. “Elas serão contempladas”, garantiu a chefe de gabinete da Secopa, Liliam Pitanga. Ela também informou que estão sendo fornecidos cursos de capacitação para as baianas e outras categorias, como os taxistas. Até o final de setembro, cinco mil pessoas foram inscritas em cursos de inglês, espanhol e língua brasileira de sinais (Libras).

“A reportagem entrou em contato, ontem, com o Comitê Organizador Local da Copa (COL), mas não houve posicionamento sobre a venda do acarajé nos estádios até o fechamento da edição”, conclui a reportagem do jornal A Tarde. Caso se confirme a proibição, o assunto vai dar muito que falar. O acarajé é uma tradição da culinária baiana, adorada por todos os brasileiros e estrangeiros que visitam o estado.

Já o McDonald’s, um dos maiores símbolos do império ianque, é uma rede que merecia ser processada por explorar de forma desumana os trabalhadores e por ser responsável pela obesidade de inúmeras crianças e adolescentes.

Altamiro Borges: McDonald’s ameaça acarajé na Copa

22/12/2011

Saúde! Bolívia sem McDonald’s

Filed under: Bolívia,McDonald — Gilmar Crestani @ 8:48 am

 

Bolivia: único país de América del Sur sin McDonald’s

Por: Graciela Mochkofsky | 21 de diciembre de 2011

Ronald-mcdonald

El académico francés Charles-Édouard de Suremain, del Institut de Recherche pour le Développement, llegó a La Paz el 6 de agosto de 1998, día de la independencia de Bolivia. Le pareció natural encontrarse con la ciudad cerrada al tránsito, copada por grupos de baile locales y multitudes celebrando la fecha patria. Diez años más tarde, lo rememoró en un trabajo publicado en la revista Anthropology of Food:

Ante la imposibilidad de continuar su ruta, el taxi me dejó al inicio de la avenida 6 de agosto, llamada ‘el Prado’, el eje central de la ciudad. Me hice camino entre los curiosos y turistas, quedé maravillado por el vigor de las bailarinas y los bailarines, a veces con vestidos pesados, quienes no parecían ser afectados ni por el calor abrasador ni por la altitud. Los grupos desfilaban y se sucedían, pasando bajo largas banderolas de vivos colores a las cuales yo todavía no prestaba atención. Hacia la mitad de la avenida, sobre el pasaje de la izquierda que descendía, centenas de globos de color naranja, rojo y amarillo se elevaban hacia el cielo. Al mismo tiempo, gigantescos recintos elevados en andamios mal estructurados tocaban una música grabada, que se escucharía más en un parque de diversión de Disneylandia. Su ritmo estereotipado contrastaba con las tonalidades variadas de los cobrizos, de las flautas y de los tambores que acompañaban el desfile. En algunos segundos, la atención de la muchedumbre se vertió en un personaje singular: se trataba de un gigantesco maniquí inflable que erigía bruscamente en vertical.”

El maniquí no era un personaje idiosincrático, histórico o legendario de la nación andina. Era el más inesperado de los personajes. Uno de los más reconocibles íconos de la globalización.

Era Ronald McDonald.

En este instante me di cuenta que era la misma marca [McDonalds] que aparecía en el logo de las banderolas que atravesaban las calles, así como en los carteles y folletos distribuidos por todo sitio. Al leer los apoyos publicitarios, me di cuenta que la empresa subvencionaba en parte la organización de la fiesta nacional y que, en esta ocasión, se establecía en Bolivia (…) Luego, continuó una distribución gratuita de porciones de comida (…) de la susodicha marca. Con gran volumen del altoparlante, invitaba a la muchedumbre a aprovechar el banquete gratuito. Desbordado, el servicio (…) renunció ante el entusiasmo provocado por el anuncio. El edificio colonial, donde se ubicaba el restaurante, pintado de naranja y blanco para la ocasión fue tomado por asalto. En un arrebato de lirismo, probablemente debido al cansancio del viaje y a la caminata forzada, me dispuse a pensar que se trataba de un movimiento social contrario a aquél que en 1825 (durante la independencia), impulsaba a los hambrientos a desalojar a las élites extranjeras de los lugares simbólicos del poder”.

   ***

Mcdonalds-broken-signRoberto Udler es un empresario de pelo blanco, en edad de ser abuelo. Durante sus viajes, a lo largo de los años, notó que toda ciudad del mundo tenía su McDonalds. ¿Y por qué no hay en Bolivia? se preguntó. Había McDonalds en toda América Latina: en Brasil, 480; en Argentina, 192; en Venezuela, 180; en Colombia, 97; en Chile, 55; en Perú, 20; en Ecuador, 19; en Uruguay, 19; en Paraguay, 7.

Tres años le llevó convencer a la compañía de instalarse en su país. Un año entero se fue –“yo pensé que estaban bromeando, pero no”—en formar al equipo en la Universidad de la Hamburguesa, en Chicago. En 1998 abrieron ocho restaurantes: tres en La Paz, tres en Santa Cruz y dos en Cochabamba. Durante los primeros seis meses, fueron un éxito: las colas eran permanentes.

Entre noviembre de 2002 y julio de 2003, uno tras otro, cerraron todos.

***

Por qué quebró McDonalds en Bolivia es el título del documental recién estrenado del director Fernando Martínez. Los entrevistados sugieren distintas respuestas: que los precios, bajos en comparación con los del resto del mundo, eran altos para una sociedad acostumbrada a comer abundante y casero por muy poco dinero; que McDonalds decidió irse en el escenario post-11 de septiembre de 2001 (así lo afirmó Udler, sin mayor detalle en el documental).

El director del documental tiene otra teoría, discutible pero bella: que Bolivia no es un país para comida rápida.

MercadoEl documental es, en verdad, una celebración de la comida nacional (o las muchas comidas regionales del país), extraordinarias en su variedad, originalidad y riqueza. Sergio, un enólogo entrevistado, opina que McDonalds es “una solución para gente que está apurada, y Bolivia no es así”. Otro testimonio: “Aquí todavía no compartimos la torpeza que se ve en el cine norteamericano de comprar consomé en vaso de plástico y seguir trabajando frente a la computadora mientras te alimentas”. Y otro, de una extranjera asimilada: “Aquí todavía es la vida de antes”.

El documental pinta una sociedad agrícola en la que “las papas son amigas de las personas”, “las papas son hombres y mujeres” y “tienen su personalidad”.

Y pinta un país alimentado por mujeres, en el que la cocina es trasmitida, como un idioma, por madres a hijas y abuelas a nietas. Un matriarcado esforzado y sufrido: mujeres que se levantan en medio de la noche a hervir, moler, mezclar, moldear, asar, todo para que la arepita, el zonzo, estén en su punto perfecto a la hora del desayuno. Dice una mujer: “Mi esposo me decía: hay que trabajar hasta morir. Y ha trabajado hasta el último día”. Pero también orgullosas de lo que cocinan, pendientes de que los comensales se queden contentos.

El empresario Udler se declara “aficionado a la comida boliviana”. Cada vez que un ejecutivo de la multinacional lo visitaba, lo llevaba a recorrer todos los departamentos del país para probar una por una todas las comidas locales.

“Quedaban maravillados”.

Udler intentó incorporar la McEmpanada al menú boliviano. Viajaron los inspectores de la compañía a estudiar la propuesta. Al descubrir que la preparación debía “fermentar unas dos horas” la rechazaron. “Esto no va con la compañía –sentenciaron—. Un producto que fermenta es peligroso”.

(Una lista, larguísima y seguramente incompleta, de platos bolivianos, aquí)

***

Nuestro académico francés nos da otras pistas sobre los motivos del cierre:

Cada fin de semana el McDo era investido por familias numerosas, procedentes de "clases medias superiores” que pasaban allí largas horas. Los precios eran idénticos en ambos sitios: se necesita tener 0,50 céntimos de euro para una hamburguesa simple y 2,50 euros para un menú. Si estos precios parecían razonables con respecto a los que se practican en Europa y Estados Unidos, seguían, sin embargo, siendo muy elevados en el contexto. Precisemos que para el periodo en cuestión, el salario mensual de un empleado de la administración era de alrededor 80 euros, que un policía percibía un promedio de 50 euros y que una empleada doméstica ganaba como máximo 150 euros.

(…) Hasta el 2001, las empleadas del centro de la ciudad – con sus largos cabellos trenzados – eran consideradas como la población “india”, mientras que las meseras de la zona sur – rubias de ojos azules – ofrecían una apariencia “germánica” prototípica, sea “natural” o artificialmente mantenida. Esta política de reclutamiento toma aquí un sentido particularmente fuerte. Muestra que una gran empresa capitalista, destinada a funcionar sobre los criterios de rentabilidad objetiva y a transmitir los valores de la modernidad la más arquetipada, se apodera, juega y utiliza hábilmente las divisiones socio-étnicas preexistentes para orientarlas hacia fines económicos.

(…) Después del entusiasmo de los estratos urbanos medios y superiores del país por la hamburguesa, el boicot del McDo se inició durante el año 2001. El movimiento se propagó rápidamente y arrastró a los componentes más modestos de la sociedad, incluso a los más marginados, por los cuales el consumo del producto era inconcebible. Se entablaron algunos procedimientos judiciales contra la cadena, bajo el impulso de los productores de carne y verduras locales (…) Los procesos judiciales entablados por los productores de carne y de verduras contra las prácticas monopolísticas de la cadena conocieron un éxito más que moderado

(…) Progresivamente, fue el rechazo del conjunto de la política norteamericana en Bolivia, como en otras partes del mundo, lo que se cristalizó en el boicot del McDo. En la medida que el consumo estigmatice a aquellos que han “vendido su alma” a los gringos, la hamburguesa se encuentra relegada al rango de “alimento identitario” o “alimento étnico”, puesto que encarna la globalización y la estandarización alimentaria de la manera más (caricaturesca).

Boliviade Suremain se fue de Bolivia el mismo día en que cerró McDonalds: 31 de julio de 2003. Apunta: "Esta vez no hubo fiesta".

***

La salida de McDonalds de Bolivia coincidió con un período de conflicto político y social, conocido como la Guerra del Gas –estalló ante la decisión de exportar gas natural a Estados Unidos y México vía Chile– en el que Evo Morales, que llegaría a la presidencia en 2006, tuvo un protagonismo importante.

***

Definición de Bolivia según la BBC: "País de extremos estadísticos, sin salida al mar. Es el país más alto y aislado de América del Sur". Es, también, el único país sin McDonalds.

Indias por Graciela Mochkofsky >> Blogs Internacional EL PAÍS

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