Ficha Corrida

26/09/2014

Entenda porque Giannetti, assessor da Marina, quer entregar o pré-sal

EUA bombardeiam campos de petróleo em poder do EI

Pentágono disse que caças americanos, sauditas e dos Emirados destruíram 12 refinarias na Síria

EUA bombardeiam refinarias - AFP

Pentágono garante que debilitou maior parte das refinarias do EI

O ESTADO DE S. PAULO

26 Setembro 2014 | 07h 15

Porta-voz do Pentágono, o contra-almirante John Kirby, disse que caças americanos, sauditas e dos Emirados Árabes Unidos destruíram 12 refinarias

WASHINGTON – O Pentágono garantiu nesta quinta-feira que a "maioria" das refinarias controladas pelos jihadistas do autoproclamado Estado Islâmico (EI) na Síria foram debilitadas nos bombardeios de ontem.

O porta-voz do Pentágono, o contra-almirante John Kirby, disse em entrevista coletiva que caças americanos, sauditas e dos Emirados Árabes Unidos destruíram 12 refinarias móveis operadas pelo EI, uma das principais fontes de financiamento do grupo.

Apesar de Kirby ter garantido que o Pentágono ainda está avaliando a efetividade dos ataques, considera que os mesmos foram bem-sucedidos e são um passo essencial para privar os jihadistas de uma fonte de financiamento que, segundo analistas, proporciona mais de US$ 2 milhões por dia.

Kirby explicou que cada uma das instalações móveis tem capacidade para processar entre 300 e 500 barris de petróleo por dia, que eram depois vendidos pelos jihadistas no mercado negro.

"Assumimos que o EI provavelmente controla várias outras refinarias, estamos analisando essa situação, mas acredito que as 12 constituem a maioria", disse o porta-voz.

Kirby exibiu vídeos e fotografias dos ataques no centro-leste e no nordeste da Síria, nos quais era possível observar como, em alguns casos, parte das instalações petrolíferas, como as torres dos poços, foram poupadas para que a oposição possa operá-las de novo no futuro.

"O que está claro é que não vão poder ser operadas num futuro próximo", explicou Kirby diante das dúvidas suscitadas pela ausência de uma oposição moderada na Síria, que ainda não começou a ser treinada para ocupar o terreno controlado até agora pelo EI.

O Pentágono, que começou a atacar posições jihadistas na Síria nesta semana, informou que, por enquanto, não detectou "uma reação muito grande" entre os extremistas por consequência dos bombardeios nos últimos dias.

Na última rodada de ataques, foram lançadas 41 bombas teleguiadas e de "precisão", enquanto a maior parte dos aviões da missão – dez de um total de 16 – eram de bandeira saudita e dos Emirados Árabes.

Kirby disse que a estratégia na Síria é ir atrás da parte logística, financeira e de suprimentos do EI, enquanto no Iraque o objetivo é debilitar a parte militar e de infantaria.

Pela primeira vez, o porta-voz apresentou uma estimativa preliminar sobre o conteúdo da missão "ofensiva" contra o EI, que foi anunciada em 10 de setembro pelo presidente Barack Obama.

Segundo Kirby, o Pentágono está dedicando entre US$ 7 e 10 milhões por dia para essas missões, mas ainda estão tentando determinar um número mais concreto./ EFE

Para Giannetti, assessor da Marina, pré-sal faz mal à saúde

Com Marina teríamos uma privatidoações 2, o final! O que restou do patrimônio público da época de FHC, Marina entregaria porque, como diz seu assessor, que também já foi de FHC, administrar da muito trabalho. É melhor entregar pros amigos do norte.

Pre-sal (2)EDUARDO GIANNETTI

Pré-sal

O dinheiro do pré-sal, que maravilha, começou a jorrar. O bônus de assinatura do leilão de Libra, o maior campo petrolífero brasileiro, rendeu R$ 15 bilhões à União. O que foi feito da bolada? O governo Dilma, sem a menor cerimônia, incluiu a receita no orçamento fiscal e serviu-se dela para mascarar o descumprimento da meta de superávit primário em 2013.

A moda pegou. Agora o "Valor" (18/9) informa que o governo incluiu os ganhos de receita com novas licitações do pré-sal –bônus de assinatura do campo de Pau-Brasil– no orçamento de 2015 enviado ao Congresso. São mais R$ 4 bilhões que servirão para maquiar o rombo fiscal.

A destinação dos recursos do pré-sal entrou na pauta da eleição. O debate é da maior relevância. A questão central, porém, não foi sequer tocada pelos candidatos.

Antes de discutir se devemos gastar mais nisto ou naquilo –ou quanto deveria ficar a cargo deste ou daquele ente federativo–, é imperativo responder: qual será o modelo de gestão financeira da fabulosa riqueza? Noruega ou Venezuela?

Estoque e fluxo. O pré-sal é um estoque finito alojado no fundo do mar. À medida que for sendo extraído, ele gerará um fluxo de receita em moeda forte. Parte dela será usada para cobrir os custos e financiar novos poços. A questão é como administrar o excedente.

Dois caminhos se oferecem. O fluxo de renda gerado pela venda do petróleo será imediatamente gasto na outra ponta assim que o dinheiro for entrando? Ou ele será usado para construir um patrimônio –um novo estoque de riqueza–capaz de gerar um fluxo permanente de renda para as gerações futuras?

A disjuntiva traduz a diferença entre a pobreza e a riqueza das nações.

A regra de ouro é simples. No modelo norueguês, a receita do petróleo alimenta um fundo soberano que fica fora do alcance dos políticos. Só o retorno dos investimentos do fundo entra no orçamento e financia o gasto público de acordo com as prioridades dos governantes eleitos. Em vez de gastar o dinheiro que não têm, eles optaram por não gastar o dinheiro que têm. Não é à toa que são ricos.

A Venezuela bolivariana, ao contrário, optou pela gastança em nome do "tudo pelo social". Quase 16 anos e mais de U$ 1 trilhão de petrodólares depois (dos quais U$ 300 bilhões gastos em educação e saúde), o país está arruinado: leite, carne e remédios racionados; inflação de 63% ao ano; corrupção desatada; infraestrutura aos pedaços. A bênção resultou em maldição.

Fariam bem os nossos candidatos se, antes de propor como gastar o dinheiro que não temos, eles deixassem claro se a renda do pré-sal irá desaguar direto no orçamento fiscal ou se tornará um patrimônio permanente da nação.

EDUARDO GIANNETTI escreve às sextas-feiras nesta coluna.

01/05/2012

Marines que tentaram atropelar brasileira não serão julgados

Filed under: Marines,Prostituição,Terrorismo de Estado,Tortura,Violência — Gilmar Crestani @ 7:39 am

O terrorismo de Estado é uma prática institucional, lógica e friamente calculada pelos EUA. Os americanos pelo mundo estão acostumados a fazerem aquilo que aprendem em casa. O UNABOMBER não aprendeu fora. A famigerada Escola das Américas, que tanta tortura disseminou pelo continente tem em todo seu DNA as marcas da filosofia norte-americana. Mas ainda assim o problema maior não é um país que não forma cidadãos, mas assassinados e os espalha pelo mundo. Muito pior são os vira-latas tupiniquins, aqueles que se submetem a tirarem os sapatos para entrarem nos EUA. A subserviência com que nos comportamentos frente aos desmandos ianques ainda é o pior defeito. Até parece que sofremos da Síndrome de Estocolmo. Urinar sobre cadáveres, tirar foto rindo junto aos recém-assassinados, no Afeganistão, bater em prostitutas na Colômbia ou tentar assassinar prostitutas no Brasil, eis o grande legado da superior civilização engendrada nas terras do Tio Sam.

Antonio Patriota irá interrogar pessoalmente o diplomata acusado iraniano acusado de pedofilia no Brasil. Foto: ©AFP

Diferenças culturais teriam provocado uma tentativa de atropelamento de uma garota de programa brasileira por parte de marines norte-americanos e abusos sexuais perpetrados por um diplomata iraniano em adolescentes numa piscina. Todos os incidentes teriam ocorrido em Brasília. Os marines, parece, animados por altas doses de álcool seriam adeptos de atos de tortura e até estariam dispostos a provocar a morte de mulheres.

Eis, por exemplo, o balanço do atropelamento da bailarina garota de programa Romilda Aparecida Ferreira, em 29 de dezembro: clavícula e costelas quebradas, perfuração pulmonar. Os culpados seriam quatro marines norte-americanos a conduzir numa van garotas de programa contratadas na Apple, popular prostíbulo de luxo de Brasília.

Segundo Dario Pignotti, correspondente na capital brasileira do diário argentino Página12, os marines arremessaram a moça da van em movimento e em seguida tentaram atropelá-la. Romilda foi abandonada desmaiada.

Washington, segundo o advogado brasileiro Antonio Rodrigo Machado, entrevistado pelo correspondente do Página12, não teve a mais escassa intenção de colaborar com as autoridades brasileiras, visto que os marines logo foram enviados para os EUA sem prestar depoimentos em Brasília.

Recebido na terça-feira em Brasília pelo ministro da Defesa Celso Amorim, Leon Panetta, o secretário norte-americano de Defesa, disse estar indignado com a atuação dos marines. O tema, consta, tornou-se mais importante do que acordos militares entre Brasília e Washington na pauta da agenda.

Nesta semana, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, voltará ao tema em encontro com a secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton.

Patriota eventualmente também interrogará pessoalmente Hekmatollah Ghorbani, o diplomata iraniano que, entre mergulhos na piscina da capital brasileira, teria acariciado as partes íntimas de meninos e meninas. O porta-voz da Embaixada do Irã, Ramin Mehmanparast, alegou que as denúncias “infundadas” não passavam de um “mal-entendido”.

E tudo, claro, seria resultado de “diferenças culturais”. Ah, essas diferenças culturais.

O choque diplomático entre Brasil e o Irã é grave, mas apesar de Patriota agir com veemência o caso não vai dar em nada. O diplomata iraniano, mesmo se seus supostos atos de pedofilia forem provados, goza de imunidade penal, civil e administrativa.

Por sua vez, Washington deu a entender que o comportamento dos marines entrou nos eixos, pois um manual com novas regras de conduta será estabelecido.

Mas como disse o advogado Rodrigo Machado para o diário Página12, a conduta dos marines “é regra, não exceção”. Portaram-se de forma parecida na Colômbia, na recente Cúpula das Américas, e em El Salvador. Nestes dois países parece que não tentaram atropelar ninguém. No entanto, se fosse provado que houve uma tentativa para matar Romilda, em Brasília, fica uma pergunta: uma significativa parte desse marines fariam parte de um bando de bárbaros? Atrocidades cometidas por vários deles e delas foram documentados no Afeganistão e no Iraque. Uma certeza é que os marines jamais serão julgados no Brasil. E nem o diplomata iraniano.

Marines que tentaram atropelar brasileira não serão julgados | Carta Capital

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