Ficha Corrida

30/05/2016

O Maquiavel da Cleptocracia

OBScena: há que se Temer CUnha!

Cunha & TemerO porta-voz da plutocracia ganha espaço na Folha para se contrapor à Dilma. Pior do que isso, é não só termos de ouvir as invectivas deste proprietário de contas na Suíça e de extensa FOLHA corrida, que remonta a PC Farias, mas aceitarmos que seja destituída uma Presidenta honesta para que uma verdadeira quadrilha se instalasse. Apesar da quantidade de provas produzidas, não pelas instituições brasileiras, mas pela Suíça, Eduardo CUnha age como verdadeiro comandante. Sua atitude desafiadora e despudorada, que demonstra ao mesmo tempo impunidade e desfaçatez, ilustra de forma clara e cristalina que ser corrupto é condição sine qua non para ser aceito pela plutocracia brasileira. Ao aceitar passivamente o sindicato de ladrões, nossas sociedade prova que, em termos de decência, tem hímen complacente.

A construção e condução de todas as medidas que inviabilizaram o segundo governo Dilma passaram pelas mãos de Eduardo CUnha. Faz-se necessário esclarecer, já que nenhum grupo de mídia o faz, que foi no papel de articulador político de Dilma que Michel Temer conduziu Eduardo CUnha à Presidência do Congresso. Não sou eu quem diz, são as gravações: Temer é CUnha, CUnha é Temer.

Mas nada isso nos espanta, afinal, recordista em delações, o Napoleão das Alterosas continua curtindo a vida adoidado. A descida de nível fica perceptível por conta das propostas revolucionárias entregues ao Ministro da Educação pelo ator pornô, Alexandre Frota.

Quando a máfia chega ao poder, acaba a omertà, porque o silêncio só é necessário quando busca se viabilizar. Pago o pizzu, os grupos mafiomidiáticos silenciam e aí o despudor vira ostentação. Os golpistas podem desfrutar do botim cantando o hino da complacência: “tá tranquilo, tá favorável”.  Eduardo CUnha já pode ser tratado como o Maquiavel da Cleptocracia. Seu tratado da boa política diz que Dilma, por ser uma mulher honesta e não transar em Furnas, torna-a despreparada para um governo do tipo de se Temer.

Cunha rebate Dilma e diz que petista demonstra ‘despreparo para governar’

Eduardo Cunha rebate acusações da presidente presidente afastada Dilma Rousseff

DE BRASÍLIA – 29/05/2016 12h48 – Atualizado às 14h39

Alvo de acusações feitas pela presidente afastada Dilma Rousseff, o deputado federal afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) voltou a rebater a petista neste domingo (29). Em mensagens postadas no Twitter, ele afirmou que, "além de sua arrogância e das mentiras habituais, ela demonstra a sua incapacidade e despreparo para governar".

"Dilma mente tanto que já estamos aprendendo a identificar do ela (sic) mente; basta mover os lábios. Se até o Lula se arrependeu de ter escolhido ela, imaginem aqueles que ela fez de idiota, mentindo na eleição. Para ela, apenas uma frase: tchau querida", escreveu Cunha.

Em entrevista à Folha neste domingo, Dilma afirma que o governo do presidente interino Michel Temer "terá que se ajoelhar" diante de Cunha. Dilma diz ainda que "as razões para o impeachment estão cada vez mais claras", ao citar as gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, e diz que Cunha é a "pessoa central do governo Temer".

Presidente afastada, Dilma Rousseff, da entrevista exclusiva à Folha no Palácio da Alvorada

"Isso ficou claríssimo agora, com a indicação do André Moura [deputado ligado a Cunha e líder do governo Temer na Câmara]. Cunha não só manda: ele é o governo Temer. E não há governo possível nos termos do Eduardo Cunha", disse a petista.

"Além da arrogância e das mentiras habituais, ela demonstra a sua incapacidade de governar. Além do crime de responsabilidade cometido e que motivou o seu afastamento, as suas palavras mostram o mal que ela fez ao país. Com o descontrole das contas públicas, aumenta a inflação e a despesa de juros da dívida pública. A sua gestão foi um desastre", rebateu o deputado.

Cunha foi afastado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) sob o argumento de que há indícios de que ele tentava impedir as investigações da operação Lava Jato e seu processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara.

Na tarde deste sábado (28), o peemedebista também se manifestou contra a presidente afastada em seu Twitter. Ele divulgou um vídeo com um trecho da entrevista concedida à repórter Mariana Godoy, da Rede TV!, em 20 de maio, em que diz que o Brasil teve um "golpe de sorte".

No vídeo, ele toca bateria e aparece com a legenda de "O Malvado Favorito", em referência ao vilão de coração mole da animação de 2010 —e como era chamado no Palácio do Planalto na época em que era apenas um aliado incômodo.

"Pode ser que tenha tido um golpe no Brasil, mas foi um golpe de sorte, porque conseguimos nos livrar do PT e da Dilma de uma vez só", afirma no vídeo, declaração que reproduziu na sua mensagem deste sábado.

Em nota, o presidente do DEM, senador José Agripino (RN), também criticou as afirmações de Dilma. Ele afirmou que a presidente deixa claro que "sua única preocupação" é voltar ao governo.

"Não está nem aí para as mazelas que deixou para o novo governo consertar. Para ela, é criar imposto para não parar programa social, esquecendo que, quando saiu, o Minha Casa, Minha Vida já estava parando. Enganação igual àquela da conta de luz. Ela não aprendeu que, quando o povo flagra, só se deixa enganar uma vez", afirmou o senador na nota divulgada por sua assessoria de imprensa.

O líder do Governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), um dos principais aliados de Cunha, também criticou Dilma. Em nota, disse que as declarações da petista são "desajustadas, resultado do desespero pela perda do poder". "Quem se ajoelhou foi Dilma Rousseff, que se rendeu às propinas no escândalo revelado pela Operação Lava-jato", afirma o deputado, que, ao lado de Cunha, também é alvo de inquérito sob suspeita de participar do petrolão.

29/12/2011

Léase antes de gobernar

Filed under: Literatura,Maquiavel,Política — Gilmar Crestani @ 7:44 am

A leitura não é importante apenas para quem vai governar. Ajuda a qualquer um que leia a ampliar os horizontes. É claro que não define um caráter, mas dá instrumentos para compreender o mundo. O caráter define o tipo e o uso da leitura. Para alguns, tanto mais leem, piores ficam. Outros, que nada leem, expõem um cultura muito além da livresca. De qualquer sorte, espanta-me andar de ônibus e não ver ninguém lendo. Faço um trajeto diário de 23 km e não vejo ninguém com um livro na mão, jornal também, nem pensar.

Fico a me perguntar qual foi a interpretação do Príncipe, não o Pequeno, que FHC fez para que seu governo tenha sido mais corrupto que o da Correia do Norte? A pose de leitor voraz indica apenas que a destruição tinha método e beneficiário, o verniz era camuflagem. Lula não leu, mas deveria. Talvez tivesse lido o Pequeno Príncipe. Se tivesse tido melhor sorte. Mas fez mais pela educação do que o maquiavélico leitor de Maquiavel. Dilma deveria ler A Privataria Tucana. Michel Temer, também! E os passageiros de ônibus que ficam o tempo todo ao telefone também.

Léase antes de gobernar

Filósofos, politólogos e historiadores escogen obras para el liderazgo ideal

T. CONSTENLA / J. R. MARCOS – Madrid – 29/12/2011

Lejanos ya los tiempos en que Baltasar Gracián consagraba El político a mayor gloria de Fernando el Católico y Maquiavelo dedicaba El príncipe al Duque de Urbino, los políticos actuales no parecen tener quien les escriba, más allá, eso sí, de plúmbeos informes, dudosos discursos y puede que hasta autobiografías complacientes. No falta sin embargo quien acceda a recomendarles lecturas para el buen gobierno. Clásicos para comprobar que la política es tan vieja como la misma polis. Economistas laureados para pensar la crisis lejos de las consignas aprendidas. Historiadores con consejos para no repetir los mismos errores del pasado.

    – Isabel Burdiel, Premio Nacional de Historia. "Le recomendaría a un hipotético líder, y a la ciudadanía, que leyesen un libro extraordinariamente útil para entender la historia reciente y el presente: Algo va mal, de Tony Judt. Tampoco vendría mal leer las columnas periodísticas de dos Premios Nobel de Economía, que tienen entre otras ventajas su claridad expositiva: Paul Krugman y Joseph Stiglitz. Se puede estar o no de acuerdo, pero sus argumentos sobre la crisis actual, su génesis y las medidas a tomar merecen ser sopesados".

    – Darío Villanueva, secretario de la RAE. "Pienso en dos, aún a riesgo de que ya se hayan leído: Pensar Europa, de Edgar Morin, y Los cimientos de Europa, del que fuera mi maestro en la Universidad, Enrique Moreno Báez. Este es más raro: lo publicó Taurus en 1971 y lo reeditamos póstumamente en 1996, con algunos capítulos inéditos. Los dos libros se complementan. Bien está la Europa del euro y el mercado común, pero también la de la cultura, las ideas, las lenguas, la ciencia, el arte, las literaturas y las Universidades".

    – Julián Casanova, catedrático de Historia Contemporánea. "No es difícil recomendar libros a los políticos que no leen, que tienen a alguien que lee para ellos. Uno sería en inglés, para que el presidente fuera familiarizándose con un idioma que tendrá que utilizar. Fue compilado en 1997 por un conocido historiador, Mark Mazower, y se titula The policing of politics in the Twentieth Century. Es una buena guía para saber cómo políticos no tan lejanos tuvieron que abordar los conflictos, controlar las resistencias, convivir con dictaduras o democracias. Todo historia, pero muy actual. Quizás el segundo lo haya leído ya: La fiesta del chivo, de Vargas Llosa. Si no quiere volver a leerlo, uno más clásico, que nunca cansa: A sangre fría, de Truman Capote. Si ha leído los dos, pasaría el examen".

    – Francisco Rico, miembro de la RAE. "Obviamente, Maquiavelo, pero Discursos sobre Livio mejor que El príncipe; Gracián, pero Oráculo manual mejor que El político; y Cervantes, pero mejor Pedro de Urdemalas que los consejos de don Quijote al gobernador Sancho Panza. Todos son espejos de conductas políticas".

    – Victoria Camps, catedrática de Ética. "Algo va mal, de Tony Judt, un diagnóstico de la errónea forma de vivir de nuestro tiempo; y La société des égaux, de Pierre Rosanvallon, certera explicación de los factores que han engendrado las grandes desigualdades, y propuesta de una nueva filosofía de la igualdad. Si no sirve porque no hay traducción española, puede ser Sin fines de lucro. Por qué la democracia necesita de las humanidades, de Martha Nussbaum".

    – Reyes Mate, investigador del CSIC. "Discurso de la servidumbre voluntaria, de De la Boëtie, publicado en 1576. El autor medita sobre el enigma de la política: ¿por qué los de abajo se empeñan en someterse a los poderosos como si en ello estuviera su salvación? Pueden incluso rebelarse contra unos y a la vez esclavizarse a otros. La política es noble porque no se aprovecha de esa querencia por el pan y se esfuerza en seguir el camino de la libertad. Y luego el diálogo platónico Protágoras, versión política del mito de Prometeo. Este enseña el arte del fuego a los humanos para defenderse de las fieras. Como estos usan las armas para matarse entre ellos, los dioses mandan a Hermes con los dones del "sentido moral y la justicia" a fin de que el hombre aprenda "el uso político del poder". Y el cuento de Dich Whittington, El traje nuevo del emperador, ya que el poder produce cargos con tendencia a la adulación que se afanan en tapar las miserias del superior con discursos tan impotentes como el traje del emperador. Mucho me temo que para el ciudadano adulto, como para el niño del cuento, el rey va desnudo".

    – Amelia Valcárcel, catedrática de Filosofía moral y política de la UNED.

    "¿Lecturas para un político español? En París más de una vez me he encontrado a Dominique de Villepin comprando libros. En España jamás he visto a un político en una librería. Será que no voy a las buenas. Un gobernante no tiene más obligaciones lectoras que cualquier persona con cierta formación, pero a veces no se llega ni a eso. Parece que la lectura es perjudicial para la salud, pero a todo político español le vendría bien leer Mater dolorosa. La idea de España en el siglo XIX, de José Álvarez Junco, para entender las raíces del país. O Isabel II. Una biografía, a cargo de Isabel Burdiel. Por mi oficio, tal vez debería recomendar a algún filósofo, pero no sé si tengo ánimo para pedirle a un gobernante que se atreva con la Fenomenología del espíritu, de Hegel.

    Léase antes de gobernar · ELPAÍS.com

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