Ficha Corrida

20/09/2015

A justiça é cega; eu, não!

justica-cega-21O Verissimo é a prova viva da manipulação, desde sempre, da imprensa. O Grupo RBS, onde Verissimo trabalhava (Zero Hora), suspendeu-o simplesmente por ter chamado o então candidato a Presidência, Fernando Collor de Mello, de ponto de interrogação bem penteado.

As filiais da Rede Globo reúnem coronéis locais. No Maranhão, Sarney; Ceará, Jereissati; RN, Garibaldi Alves; Alagoas, Collor; Bahia, ACM; RS, Sirotsky. Como se vê, ao olhar para a ficha corrida destas famílias ficamos com a certeza de que farão de tudo contra movimentos sociais. Haja o que houver, estarão sempre ao lado dos seus finanCIAdores ideológicos.

A captura, mediante estatuetas compradas com dinheiro da sonegação, de parcela do Poder Judiciário faz corar até a estátua à frente do STF.

Conspiração

20/09/2015 – por Luis Fernando Verissimo

Coitado de quem, no futuro, tentar entender o que se passava no Brasil, hoje. A perspectiva histórica não ajudará, só complicará mais. Havia uma presidente — Vilma, Dilma, qualquer coisa assim — eleita e reeleita democraticamente por um partido de esquerda, mas criticada pelo seu próprio partido por adotar, no seu segundo mandato, uma política econômica neoliberal, que deveria agradar à oposição neoliberal, que, no entanto, tentava derrubar a presidente — em parte pela sua política econômica!

Os historiadores do futuro serão justificados se desconfiarem de uma conspiração por trás da contradição. Vilma ou Dilma teria optado por uma política econômica contrária a todos os seus princípios para que provocasse uma revolta popular e levasse a uma ditadura de esquerda, liderada pelo seu mentor político, um tal de Gugu, Lulu, Lula, por aí.

Como já saberá todo mundo no ano de 2050, políticas econômicas neoliberais só aumentam a desigualdade e levam ao desastre. Vilma ou Dilma teria encarregado seu ministro da Fazenda Joaquim (ou Manoel) Levis de causar um levante social o mais rápido possível, para apressar o desastre. Fariam parte da conspiração duas grandes personalidades nacionais, Eduardo Fuinha e Renan Baleeiro, ou coisas parecidas, com irretocáveis credenciais de esquerda, que teriam voluntariamente se sacrificado, tornando-se antipáticos e reacionários para criar na população um sentimento de nojo da política e dos políticos e também contribuir para a revolta.

Outra personalidade que disfarçaria sua candura e simpatia para revoltar a população seria o ministro do Supremo Gilmar Mentes.

Uma particularidade do Brasil que certamente intrigará os historiadores futuros será a aparente existência no país — inédita em todo o mundo — de dois sistemas de pesos e medidas. O cidadão poderia escolher um sistema como se escolhe uma água mineral, com gás ou sem gás. No caso, pesos e medidas que valiam para todo mundo, até o PSDB, ou pesos e medidas que só valiam para o PT.

Outra dificuldade para brasilianistas que virão será como diferenciar os escândalos de corrupção, que eram tantos. Por que haveria escândalos que davam manchetes e escândalos que só saíam nas páginas internas dos jornais, quando saíam? Escândalos que acabavam em cadeia ou escândalos que acabavam na gaveta de um procurador camarada?

Mas o maior mistério de todos para quem nos estudar de longe será o ódio. Nossa reputação de povo amável talvez sobreviva até 2050. Então, como explicar o ódio destes dias?

De fonte da Veja a cachorro morto, agora todos o chutam

Filed under: Gilmar Mendes,Jagunço,Manipulação,Maniqueísmo,OAB — Gilmar Crestani @ 9:55 am
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A oposição de toga

BERNARDO MELLO FRANCO, na FOLHA

BRASÍLIA – Em sabatina promovida pela Folha em 2009, o ministro Gilmar Mendes disse não concordar com o apelido de "líder da oposição" no Supremo Tribunal Federal. Na época, ele presidia a corte e criava polêmicas semanais com o governo Lula. "Não tenho nenhuma intenção de ser oposição", afirmou.

Com ou sem intenção, ninguém faz oposição no país como Gilmar. Seis anos depois da sabatina, o ministro tem sido a voz mais assídua e combativa da crise. Basta abrir os jornais ou ligar a tevê e lá está ele, dando declarações invocadas contra o governo Dilma e o PT.

A toga do ministro faz sombra sobre os políticos de carreira. Diante dele, o senador Aécio Neves, cada vez mais enfático nas críticas ao Planalto, corre o risco de ser confundido com um simpatizante do petismo.

Na semana em que a oposição levou um pedido de impeachment à Câmara, o ministro voltou a dominar o noticiário. Ao votar na ação contra o financiamento empresarial de campanhas, que guardou na gaveta durante um ano e cinco meses, ele fez um agressivo discurso contra o PT.

Além das frases de efeito habituais, acusou a OAB e a Faculdade de Direito da Uerj, uma das mais respeitadas do país, de agirem a serviço do partido. As entidades defenderam a tese jurídica de que as doações milionárias a políticos contrariam a Constituição. Ao atacá-las, o ministro também atingiu colegas que votaram de acordo com suas convicções. O Supremo proibiu o financiamento empresarial por ampla maioria: 8 a 3.

Ao fim do julgamento, Gilmar esbravejou quando o presidente da corte, Ricardo Lewandowski, permitiu que o representante da OAB contestasse os ataques. Em artigo no site jurídico "Jota", o professor Joaquim Falcão disse que a atitude revelou um temperamento autoritário, de quem não aceita o debate de ideias.

"Mendes recusou-se a ouvir, levantou-se e foi embora do plenário. Dessa vez, não levou os autos do processo com ele", ironizou Falcão.

02/07/2015

Se comparado à Rede Globo, Fernandinho Beira-Mar deveria ser canonizado

O ódio a Lula, Dilma e ao PT pela Rede Globo está vazando mais que a Lava Jato. E, vindo de onde vem, é perfeitamente explicável. Afinal, quem fez editorial saudando a chegada da ditadura senão uma concessão pública a bandidos?!

Globo dá vexame na Casa Branca e leva chinelada de Obama.

A repórter Sandra Coutinho, da GloboNews, foi questionada pelo presidente dos EUA, Barack Obama, durante coletiva de imprensa concedida por ele e pela presidenta Dilma Rousseff, nesta terça-feira (30/06), na Casa Branca.

Sandra Coutinho tinha feito uma pergunta maldosa a Dilma: “O Brasil se vê como um ator global e liderança no cenário mundial, mas os EUA nos veem como uma potência regional. Como você concilia essas duas visões?.”

Obama interveio, pediu licença para responder à pergunta feita a Dilma, e disse à repórter brasileira:“Responderei em parte a pergunta que você acabou de fazer à presidenta. Nós consideramos o Brasil como uma potência mundial, e não como uma potência regional, como você disse

O vexame da jornalista da Globo começa no minuto 23.

Que vexame passou a GloboNews na coletiva de imprensa dada pela presidenta Dilma e pelo presidente Obama, após o encontro para assinatura de acordos na Casa Branca.
A jornalista Sandra Coutinho, da GloboNews, já começou fazendo uma piada depreciativa sobre a desclassificação da seleção brasileira na Copa América, mas isso passa.
O vexame veio depois. Fez duas perguntas, uma a cada presidente. Mas as perguntas foram de quem tem complexo de barata.

Perguntou para Obama: "O senhor falou de uma nova relação baseada na confiança e a presidenta Dilma mencionou que quando cancelou a viagem anterior era por uma questão de confiança [referindo-se a espionagem denunciada por Edward Snowden na pergunta anterior]. E o Brasil também está no meio de uma crise política e econômica muito profunda. O senhor pode confiar neste momento em construir este novo capítulo?"
[Observe que a repórter tentou induzir Obama a falar em desconfiança da economia e do governo brasileiro].
Perguntou para Dilma: "Presidenta, o Brasil se vê como um líder global no cenário mundial, e os Estados Unidos vêem o Brasil como um líder regional. Como conciliar essas duas visões?"
Obama respondeu "nocauteando" Sandra Coutinho:
"Bem, eu vou responder em parte a questão que você só perguntou para a presidenta. Vemos o Brasil não como uma potência regional, mas como uma potência global. Se você pensar sobre o fórum econômico proeminente para a coordenação entre as principais economias – o G20 – Brasil é um grande voz nisso. As negociações que vão ter lugar em Paris em torno das alterações climáticas só pode ter sucesso com o Brasil como um líder-chave . E os anúncios que foram feitos hoje sobre os seus objectivos em matéria de energia renovável é indicativo da liderança do Brasil. O Brasil é um importante player global."
– Vemos o Brasil não como um poder regional, mas como potência global (…) O Brasil é um grande player global – afirmou o presidente Barack Obama. – Reconhecemos que não podemos fazer sozinhos. Se quisermos ser bemsucedidos em saúde global, mudança climática, combate ao terrorismo, redução da extrema pobreza, consideramos o Brasil um parceiro absolutamente indispensável nesses esforços. 
E continuou falando sobre outros temas em que o Brasil tem exercido papel fundamental no cenário global como combate à pobreza e à fome, cooperação em saúde, esforços pela paz.
Depois prosseguiu na resposta sobre confiança:
"Com relação à confiança, eu digo que a presidenta Dilma Rousseff e eu tivemos um excelente relacionamento desde que ela assumiu o cargo. Eu confio nela completamente . Ela sempre foi muito sincera e franca comigo sobre o interesse do povo brasileiro e como podemos trabalhar juntos. Ela cumpre compromissos. Quando nos conhecemos no Panamá discutimos, por exemplo, os acordos de cooperação de defesa que acabamos de mencionar. Ela conseguiu aprovar no Congresso. Como alguém que conhece algo sobre Congressos, eu sei que nunca é fácil. Então, para ela usar capital político a fim de obter esse feito eu acho que é indicativo do tipo de parceiro confiável que ela é.
E por isso acreditamos que esta reunião que tivemos esta semana baseia-se em uma série de passos que continuaram a aprofundar a cooperação entre os nossos dois países. Há e ainda vai haver diferenças ocasionalmente , mas isso ocorre com cada um de nossos amigos e aliados. Nenhum país vai ter interesses idênticos. Existirão sempre alguns atritos . Mas os nossos valores comuns, as fortes relações pessoa- a-pessoa de que dispomos , o fato de que somos os maiores países do hemisfério com histórias semelhantes – Eu acho que tudo isso significa que devemos ser parceiros muito fortes para os próximos anos
".
A jornalista da Globo saiu da coletiva igual a uma barata cascuda depois da chinelada.

Os Amigos do Presidente Lula

E ABAIXO A MATÉRIA SOBRE A TENTATIVA DE GLOBO DE DEMONIZAR LULA PARA CANONIZAR FHC EM PARIS

Na Carta Capital em 2011:

Lula em Paris: imprensa sabuja dá vexame


Circula há alguns dias na internet um debate sobre o mérito de o ex-presidente Lula ter recebido o título de Doutor Honoris Causa do Instituto de Estudos Políticos de Paris, mais conhecido como Sciences-Po, na terça-feira 27.

Em seu blog Balaio do Kotscho, no R7, o experiente jornalista resume a vergonhosa cobertura dos colegas brasileiros. Confira:
Por que Lula e não Fernando Henrique Cardoso, seu antecessor, para receber uma homenagem da instituição?
Começa assim, acreditem, com esta pergunta indecorosa, a entrevista de Deborah Berlinck, correspondente de O Globo em Paris, com Richard Descoings, diretor do Instituto de Estudos Políticos de Paris, o Sciences- Po, que entregou o título de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente Lula, na tarde desta terça-feira. Para outro colega, pareceu estranho premiar um presidente que se orgulha de nunca ter lido um livro.
Resposta de Descoings:
“O antigo presidente merecia e, como universitário, era considerado um grande acadêmico (…) O presidente Lula fez uma carreira política de alto nível, que mudou muito o país e, radicalmente, mudou a imagem do Brasil no mundo. O Brasil se tornou uma potência emergente sob Lula, e ele não tem estudo superior. Isso nos pareceu totalmente em linha com a nossa política atual no Sciences- Po, a de que o mérito pessoal não deve vir somente do diploma universitário. Na França, temos uma sociedade de castas. E o que distingue a casta é o diploma. O presidente Lula demonstrou que é possível ser um bom presidente, sem passar pela universidade.”
A entrevista completa de Berlinck com Descoings foi publicada no portal de O Globo às 22h56 do dia 22/9. Mas a história completa do vexame que a imprensa nativa sabuja deu estes dias, inconformada por Lula ter sido o primeiro latino-americano a receber este título, que só foi outorgado a 16 personalidades mundiais em 140 anos de história da instituição, foi contada por um jornalista argentino, Martin Granovsky, no jornal Página 12.
Tomei emprestada de Mino Carta a expressão imprensa sabuja porque é a que melhor qualifica o que aconteceu na cobertura do sétimo e mais importante título de Doutor Honoris Causa que Lula recebeu este ano. Sabujo, segundo as definições encontradas no Dicionário Informal, significa servil, bajulador, adulador, baba-ovo, lambe-cu, lambe-botas, capacho.
Sob o título “Escravocratas contra Lula”, Granovsky relata o que aconteceu durante uma exposição feita na véspera pelo diretor Richard Descoings para explicar as razões da iniciativa do Science- Po de entregar o título ao ex-presidente brasileiro.
“Naturalmente, para escutar Descoings, foram chamados vários colegas brasileiros. O professor Descoings quis ser amável e didático (…). Um dos colegas perguntou se era o caso de se premiar a quem se orgulhava de nunca ter lido um livro. O professor manteve sua calma e deu um olhar de assombrado(…).
“Por que premiam a um presidente que tolerou a corrupção”, foi a pergunta seguinte. O professor sorriu e disse: “Veja, Sciences Po não é a Igreja Católica. Não entra em análises morais, nem tira conclusões apressadas. Deixa para o julgamento da história este assunto e outros muito importantes, como a eletrificação das favelas em todo o Brasil e as políticas sociais (…). Não desculpamos, nem julgamos. Simplesmente, não damos lições de moral a outros países.”
Outro colega brasileiro perguntou, com ironia, se o Honoris Causa de Lula era parte da ação afirmativa do Sciences Po. Descoings o observou com atenção, antes de responder. “As elites não são apenas escolares ou sociais”, disse. “Os que avaliam quem são os melhores, também. Caso contrário, estaríamos diante de um caso de elitismo social. Lula é um torneiro-mecânico que chegou à presidência, mas pelo que entendi foi votado por milhões de brasileiros em eleições democráticas.”
No final do artigo, o jornalista argentino Martin Granovsky escreve para vergonha dos jornalistas brasileiros:
“Em meio a esta discussão, Lula chegará à França. Convém que saiba que, antes de receber o doutorado Honoris Causa da Sciences Po, deve pedir desculpas aos elitistas de seu país. Um trabalhador metalúrgico não pode ser presidente. Se por alguma casualidade chegou ao Planalto, agora deveria exercer o recato. No Brasil, a Casa Grande das fazendas estava reservada aos proprietários de terra e escravos. Assim, Lula, silêncio por favor. Os da Casa Grande estão irritados.”
Desde que Lula passou o cargo de presidente da República para Dilma Rousseff há nove meses, a nossa grande imprensa tenta jogar um contra o outro e procura detonar a imagem do seu governo, que chegou ao final dos oito anos com índices de aprovação acima de 80%.
Como até agora não conseguiram uma coisa nem outra, tentam apagar Lula do mapa. O melhor exemplo foi dado hoje pelo maior jornal do País, a Folha de S. Paulo, que não encontrou espaço na sua edição de 74 páginas para publicar uma mísera linha sobre o importante título outorgado a Lula pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris.
Em compensação, encontrou espaço para publicar uma simpática foto de Marina Silva ao lado de Fernando Henrique Cardoso, em importante evento do instituto do mesmo nome, com este texto-legenda:
“AFAGOS – FHC e Marina em debate sobre Código Florestal no instituto do ex-presidente; o tucano creditou ao fascínio que Marina gera o fato de o auditório estar lotado.”
Assim como decisões da Justiça, critérios editoriais não se discute, claro.
Enquanto isso, em Paris, segundo relato publicado no portal de O Globo pela correspondente Deborah Berlinck, às 16h37, ficamos sabendo que:
“O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido com festa no Instituto de Estudos Políticos de Paris – o Sciences- Po -, na França, para receber mais um título de doutor honoris causa, nesta terça-feira. Tratado como uma estrela desde sua entrada na instituição, ele foi cercado por estudantes e, aos gritos, foi saudado. Antes de chegar à sala de homenagem, em um corredor, Lula ouviu, dos franceses, a música de Geraldo Vandré, “para não dizer que eu não falei das flores”.
“A sala do instituto onde ocorreu a cerimônia tinha capacidade para 500 pessoas, mas muitos estudantes ficaram do lado de fora. O diretor da universidade, Richard Descoings, abriu a cerimônia explicando que a escolha do ex-presidente tinha sido feita por unanimidade.”
Em seu discurso de agradecimento, Lula disse:
“Embora eu tenha sido o único governante do Brasil que não tinha diploma universitário, já sou o presidente que mais fez universidades na história do Brasil, e isso possivelmente porque eu quisesse que parte dos filhos dos brasileiros tivesse a oportunidade que eu não tive.”
Para certos brasileiros, certamente deve ser duro ouvir estas coisas. É melhor nem ficar sabendo.

01/07/2015

Empreiteira do bem é aquela que doa para animais em extinção. Tucanos!

Só idiotas ainda não se deram conta. E para esses não há mais solução. Perderam o cérebro e com qualquer laivo de decência. Onde não há cérebro, não há racionalidade. Quer dizer que todas as doações ao PT são criminosas enquanto as doações a todos os demais partidos são inocentes. Só um sujeito lobotomizado pode pensar assim. Ou dotado de ódio com espírito de vingança associado a algum trauma de infância, como curra.

O modo de operação das empreiteiras com o governo paulista

seg, 29/06/2015 – 18:25

Atualizado em 29/06/2015 – 18:56

Luis Nassif e Patricia Faermann

Jornal GGN – As grandes empreiteiras envolvidas na Lava Jato são contratadas de grandes obras do governo paulista. Ao mesmo tempo, fizeram doações vultosas para campanhas eleitorais. Trata-se de um esquema de corrupção ou não?

No fundo, repetem o mesmo padrão com todos os estados onde têm obras e com todos os políticos que possam ter alguma influência na dotação das obras. 

Mesmo assim, os interrogatórios conduzidos pelos procuradores da Lava Jato focam especificamente as campanhas do PT, reforçando as suspeitas de que há um componente político direcionando as investigações.

Dois episódios são significativos das relações dos governadores paulistas com as empreiteiras.

Assim que assumiu o governo de São Paulo, em janeiro de 2011, Geraldo Alckmin convocou o Secretário de Transportes, Saulo de Castro Abreu, figura de estrita confiança, para anunciar a revisão dos contratos com as concessionárias de rodovias. Saulo alertou que a medida significaria uma redução de R$ 300 milhões no lucro da Autoban. O comunicado soou como um aviso para as concessionárias saberem com quem deveriam conversar dali por diante. (leia mais em: O curioso jogo de Alckmin com as tarifas de pedágio).

O segundo episódio foi na campanha eleitoral de 2010, quando o operador Paulo Preto tornou-se suspeito de ter desviado recursos da campanha do PSDB. Em um primeiro momento, Serra alegou não conhecer Paulo Preto. Quando o operador ameaçou – com a frase "não se deixa um aliado ferido no campo de batalha"- Serra imediatamente voltou atrás. Mas nenhum inquérito foi aberto a respeito das suspeitas.

Atualmente, a CCR possui participação em diversos consórcios no setor de transportes. Estão na malha do grupo a Autoban, a NovaDutra, ViaLagos, RodoNorte, ViaOeste, RodoAnel, Renovias, ViaQuatro, Actua, Engelog, Controlar, EngelogTec, Barcas, SAMM, STP, Transolímpica, Ponte Rio-Niterói, Aeroporto Internacional de Quito, Aeroporto Internacional de San José e Aeroporto Internacional de Curaçao – empreendimentos que ultrapassam as fronteiras brasileiras. E os principais acionistas da CCR são os grupos Soares Penido (Serveng), Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

Nas campanhas de 2010, a Andrade Gutierrez doou mais de R$ 16 milhões ao comitê nacional do PSDB, a Camargo Correa pouco mais de R$ 8 milhões ao caixa nacional do partido e R$ 3,15 milhões ao comitê de São Paulo do PSDB, e a Serveng doou R$ 1,7 milhão ao PSDB nacional e R$ 1,1 milhão ao comitê de São Paulo do partido.

Em 2014, a Andrade Gutierrez doou R$ 25,9 milhões ao PSDB nacional. Já a Serveng doou um total de R$ 3,25 milhões à Direção Estadual do PSDB em São Paulo.

Hoje, reportagem do Estado de S. Paulo anuncia um novo aumento nos pedágios: "Pedágios de SP vão subir até 8,47% a partir de quarta-feira, dia 1º". As iniciativas privadas terão reajuste do IPCA acumulado com a diferença "perdida" dos anos que o governo de Alckmin não autorizou os aumentos, referente a 2013. No ano passado, o governador autorizou 5,29%, um pouco abaixo da inflação. 

Depois de reeleito, o governador concede 8,47% de reajuste aos trechos Oeste e Sul do Rodoanel Mario Covas e as Rodovias D.Pedro I, Raposo Tavares, Marechal Rondon (Oeste e Leste) e Ayrton Senna/Carvalho Pinto. Também fará um reajuste de 4,11%, referente ao IGP­M, para 12 concessionárias: Autoban, Tebe, Vianorte, Intervias, Centrovias, Triângulo do Sol, Autovias, Renovias, ViaOeste, Colinas, SPVias e Ecovias.

A relação não é de datas recentes. 

Em reportagem da Folha de agosto de 2006, concessionárias do serviço público das áreas de rodovias e telecomunicações burlaram a lei para realizar doações para as campanhas de 2002 e 2004. Apesar de não trazer discrimado quanto foi doado às direções nacional e estadual de São Paulo do PSDB, grandes e médias empreiteiras que detêm autorizações do Estado e da União para operar aparecem como doadoras oficiais de cerca de R$ 23 milhões de 2002 a 2006 a diversos partidos. 

Em 2006, então candidato à Presidência, Alckmin se reuniu em São Paulo com 16 executivos de teles. O empresário João Dória Júnior, então colaborador da campanha tucana, chegou a falar da importância de contribuir para a candidatura do então governador. Como tratava-se de concessionárias, Dória recomendou que as doações fossem feitas por meio das controladoras ou dos fornecedores das teles. O caso das concessionárias que exploram pedágios em rodovias federais e estaduais é o financeiramente mais expressivo.

"O Grupo CCR domina 1.452 km de rodovias sob responsabilidade de seis concessionárias, comandado por empreiteiras como a Andrade Gutierrez e a Camargo Corrêa. Juntas, doaram R$ 2,7 milhões a candidatos diversos nas eleições de 2002", publicou o jornal, na época.

Além dos consórcios envolvendo comunicações e concessionárias, com malhas de rodovias de São Paulo, as empreiteiras participam de outras obras, como a Linha 6-Laranja do Metrô, que teve a licitação vencida o consórcio Move São Paulo, formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão, UTC Participações e o fundo de Investimento Eco Realty.

A construtora Queiroz Galvão repassou R$ 4,1 milhões, a CR Almeida doou R$ 1 milhão e a construtora OAS R$ 860 mil ao comitê financeiro estadual para governador do PSDB. A Serveng, investigada pelo Cade, colaborou com R$ 2 milhões. Alckmin também recebeu R$ 500 mil da UTC, investigada na Lava Jato.

Os registros do TSE revelam, ainda, que mais da metade da campanha de 2014 do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi bancada por empresas investigadas por fraudes e formação de cartel em licitações do metrô de São Paulo e do Distrito Federal, conforme publicou o Uol, em setembro do ano passado.

Em nível federal, as mesmas que bancaram a campanha de Aécio Neves a presidência, em 2014. A direção nacional do PSDB recebeu R$ 6,2 milhões da OAS (R$ 5,7 milhões) e Queiroz Galvão (R$ 500 mil). No ranking, a UTC aparece como a quinta maior doadora do tucano, com um total de R$ 44,5 milhões repassados ao comitê financeiro para a Presidência do PSDB. 

Os benefícios também foram estendidos a outros candidatos, no ano eleitoral de 2010, segundo as investigações da Operação Lava Jato. Apontado nos últimos vazamentos de delação de Ricardo Pessoa, da UTC, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) teria recebido oficialmente R$ 300 mil, e outros R$ 200 mil em dinheiro vivo da empreiteira. Em resposta, o senador disse que as transações foram legais, declaradas à Justiça.

Os dados podem ser confirmados no sistema de prestação de contas do TSE, com um repasse de R$ 200 mil e outro de R$ 100 mil:

Ainda em meio às investigações da Operação Lava Jato e do esquema de cartel do Metrô de São Paulo, o governador mantem as negociatas futuras. Em coluna da Monica Bergamo, em maio deste ano, a jornalista relata que Alckmin convidou alguns dos maiores empresários do Brasil para jantar na ala residencial do Palácio dos Bandeirantes. "Entre eles estavam Marcelo Odebrecht, da empreiteira Odebrecht, e Jorge Gerdau, do grupo Gerdau. O jantar, com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, contou ainda com a presença de Carlos Terepins, da construtora Even, Johnny Saad, do grupo Bandeirantes, Pedro Faria, da BRF, e João Doria Jr., do grupo Lide", publicou.

O modo de operação das empreiteiras com o governo paulista | GGN

30/06/2015

Fidel x Gaddafi e o banditismo mafiomidiático

A manada conduzida pelo ódio destilado pelos grupos mafiomidiáticos gritava: Vai pra Cuba! E, houvesse algum laivo de jornalismo isento e honesto, pelo menos por parte da Marcha dos Zumbis paulistas, também poderia ter gritado: Vai pra Líbia! Mas como a missão é desovar ódio, o fascismo campeia solto na paulicéia desvairada.

Gaddafi ou Kadafi, foi assassinado, como queima de arquivo, pelos EUA, da mesma forma que Saddam Hussein e Bin Laden. Tudo em nome da busca desenfreada por mais petróleo. A mesma guerra que finanCIA os a$$oCIAdos do Instituto Millenium contra a Petrobrás.

Cuba foi retirada, como num passe de mágica, do rol dos países terroristas? Por que? Ora, porque só anencefálicos acreditam nas anedotas políticas dos EUA.

O verdadeiro Foro de São Paulo, que fabrica coxinhas,  é aquele onde atua Rodrigo de Grandis, Robson Marinho e Nicolau dos Santos Neto, o Lalau. É destas personagens que clonam filiados ao PCC.

Seria só coincidência que o Estado sede do Estadão, Veja & Folha tenha se revelado mais pela expansão do PCC do que pela qualidade da informação?!

Lula investe em Cuba de Fidel e Gaddafi investiu na São Paulo de Serra e Alckmin?

serralibia30 de junho de 2015 | 06:06 Autor: Fernando Brito

A estupidez é tão ridícula quanto esta foto aí de José Serra em roupas de beduíno, como as que vestia o líbio Muammar Gaddafi.

Mas a postei porque contradiz tudo o que os tucanos e a coxinhada em geral invocaram para condenar os investimentos do Brasil na construção do Porto de Mariel, em Cuba, ganhando dinheiro não apenas no empréstimo e nas compras de bens e serviços no Brasil como, de quebra, posicionando o nosso país para usar, através de suas empresas, a ilha como plataforma de exportações para o Caribe e, se a distensão das relações cubano-estadunidenses seguir até o fim do embargo comercial.

Fui tornar a buscar, em 2009, o então  governador de São Paulo, José Serra, e seu secretário de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, cuidando de receber uma delegação enviada por Gaddafi e se esmerando em oferecer São Paulo para receber investimentos dos petrodólares daquele país.

Nem conversinha sobre direitos humanos, democracia, liberdade de imprensa. Negócios.

23769Aí do lado vai a foto de Serra com o vice de Gaddafi, Imbarek Ashamikh, como se vê na foto do governo paulista.

E Serra ainda fez o lobby – civilizado, ressalte-se – da Odebrecht, na presença do atualmente “preso de Moro”, segundo a nota da Assessoria do Palácio dos Bandeirantes reproduzida pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira:

“Serra ressaltou que, além da exportação de produtos industriais ou agrícolas, São Paulo pode fornecer serviços para a Líbia, citando como exemplo o trabalho já realizado pela construtora Norberto Odebrecht no país. A empresa está à frente da construção dos dois novos terminais do Aeroporto Internacional de Trípoli e da construção do terceiro anel viário da capital líbia. O presidente da companhia, Marcelo Odebrecht, participou da reunião no Palácio dos Bandeirantes e hoje o vice-premiê vai conhecer um projeto do grupo no ramo sucroalcooleiro.”

É claro que o ex-governador e o atual governador fizeram muito bem. É seu papel estimular negócios lucrativos para ambos os lados com qualquer nação, seja Líbia, Israel ou Cuba, sem que isso signifique endosso a todas as suas políticas.

O ridículo é achar que isso é heresia, como fizeram os tucanos.

E mais ridículo ainda é achar que elogiar e apoiar empresas brasileiras que conquistam contratos no exterior é lobismo corrupto.

Lobismo é procurar a direção de uma multinacional e se oferecer para retirar o controle brasileiro, através de sua empresa de petróleo, das jazidas brasileiras, como fez Serra com a Chevron.

Isso sim é vergonhoso e devia causar escândalo, não é, Senador?

Lula investe em Cuba de Fidel e Gaddafi investiu na São Paulo de Serra e Alckmin? | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

28/06/2015

FOLHÃO: PSDB corrupto só aparece depois de morto

Folha ditaduraA blindagem continua. E é fácil de identificar. Se na manchete não tiver nome e partido, o envolvido é do PSDB. Nestes casos, só lendo a matéria até o final. E aí descobre que ele está morto.

A Folha tem um notável incapacidade de entender que os golpistas querem CPI para achacar. Quem ocupa os principais papéis são os que conseguem achacar mais. Taí o Eduardo CUnha que não deixa mentir. O PSDB ocupou, com Sérgio Guerra, o principal papel na CPI da Petrobrás, por isso também recebeu a maior quantia. Aécio Neves foi quem recebeu a maior quantia da UTC, do Ricardo Pessoa. Mas como no PSDB a Folha só vê anjos, o negócio é proteger entregadores de pó e corruptos e acusar quem possa prejudicar seus negócios.

O sadismo da Folha com Lula e o PT é o mesmo que levava seus donos a assistirem, como revelou a Comissão da Verdade, sessões de tortura, estupro e assassinato nos porões do DOI-CODI. E depois a Folha ainda emprestava suas peruas para desovarem os restos dos corpos esquartejados no Cemitério de Perus, em São Paulo.Folh

Com o PSDB é assim, só vale a Lei Rubens Ricúpero. Ou o helipóptero é do amigo, ou fica na gaveta do Rodrigo de Grandis, ou é a citada é irmã (Andrea Neves), ou sai dos “limites da responsabilidade”, ou então a culpa é do morto. Em último caso, não tem erro, é só botar a culpa no Lula.

O Manual de Redação da Folha e sua Lei 171:

Art. 1º Sempre que o envolvido em corrupção for do PSDB, esconda o nome e o  partido.

Parágrafo único. Se não tiver como esconder, deixe para o final do texto e entregue um já morto.

Art. 2º Se for do PT, põe em manchete nome, partido, Dilma, Lula e corrupção.

Art. 3º Se for de outros partidos, só põe na manchete nome  e partido se puder acrescentar, PT, Lula e Dilma.

Art. 4º Sempre criminalize e PT, nunca os demais.

Art. 5º Lula deve sempre aparecer como suspeito.

Art. 6º FHC, Aécio Neves, José Serra, Geraldo Alckmin só podem aparecer como santos combatentes da corrupção.

Art.7º. Os casos omissos serão tratados pelo departamento comercial em contato com os demais assoCIAdos do Instituto Millenium.”

Delator afirma que doação acertada com senador enterrou CPI

Ricardo Pessoa diz ter repassado R$ 5 milhões a quatro partidos indicados por Gim Argello (PTB) no ano passado

Segundo o empreiteiro, senador era porta-voz de colegas porque tinha influência sobre então presidente de comissão

DE BRASÍLIADE CURITIBA

O dono da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, disse aos procuradores da Operação Lava Jato que negociou com o senador Gim Argello (PTB-DF) o repasse de R$ 5 milhões a quatro partidos para enterrar uma CPI criada pelo Congresso para investigar a Petrobras no ano passado.

Argello era vice-presidente da CPI e foi o porta-voz da negociação porque, segundo Pessoa, exercia influência sobre o presidente da CPI, o então senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), e o relator, deputado Marco Maia (PT-RS).

Vital do Rêgo atualmente é ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), posto que assumiu em fevereiro.

Pessoa diz que se encontrou duas vezes com Argello para tratar do assunto, na casa do senador no Lago Sul, em Brasília. Além de esvaziar a CPI, o empreiteiro pretendia impedir sua convocação para prestar depoimento aos parlamentares. A comissão foi encerrada após alguns meses sem ter avançado nas investigações nem convocado empreiteiros para depor.

Informações sobre a acusação a Argello foram antecipadas pela revista "Veja" na edição que começou a circular neste sábado (27) e confirmadas depois pelaFolha.

De acordo com Pessoa, os R$ 5 milhões foram distribuídos em doações a quatro partidos, PR, DEM, PMN e PRTB, a pedido de Argello.

Procurado pela Folha, o senador não retornou aos contatos feitos na manhã de sábado. Na noite de sexta (26), ele disse que todas as doações recebidas da UTC foram declaradas à Justiça Eleitoral. Vital do Rêgo e Marco Maia também não foram localizados pela reportagem.

Até o momento, nenhum deles ainda havia sido alvo de investigação na Lava Jato.

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, outro delator da Lava Jato, disse no ano passado que pagou propina ao falecido senador Sérgio Guerra (PSDB-CE) para enterrar outra CPI criada para investigar a estatal em 2009.

Em sua delação premiada, Pessoa também afirmou ter pago propina ao senador e ex-presidente da República Fernando Collor (PTB-AL). Segundo a revista "Veja", Collor teria usado sua influência na BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, para facilitar negócios para a UTC.

O empreiteiro afirma que pagou R$ 20 milhões a Collor por intermédio do seu ex-ministro Pedro Paulo Leoni Ramos, que tinha negócios com o doleiro Alberto Youssef, um dos principais operadores do esquema de corrupção descoberto na Petrobras.

Youssef, que também fez acordo para colaborar com as investigações, diz que pagou a Collor R$ 3 milhões em propina associada a outro negócio, entre a BR Distribuidora e uma rede de postos de combustível em São Paulo.

Collor é alvo de um inquérito aberto com autorização do Supremo Tribunal Federal por causa das suspeitas em torno dessa transação. Procurada neste sábado, sua assessoria não atendeu aos contatos da Folha.

(AGUIRRE TALENTO E ESTELITA HASS CARAZZAI)

19/06/2015

Folha, modus operandi

procusteToda vez que a falcatrua brota de um esquema tucano, a Folha entrega o ovo mas esconde a serpente. Se o esquema encontrado no ninho tucano fosse em algum governo petista, a manchete daria o nome do político, a filiação partidária, com acusações à Dilma, Lula, Haddad, e ainda diria se tratar de um esquema bolivariano. Como é sob o nariz da Folha, num governo que distribui milhares de assinaturas nas escolas públicas, a Folha dá o milagre mas não entrega o santo. Se dependesse dos assoCIAdos do Instituto Millenium e da Opus Dei, Geraldo Alckmin, apesar do PCC, do racionamento d’água e epidemia de dengue ainda assim seria canonizado. A PM paulista deve ter Robson Marinho de patrono para se sentir tão à vontade para, ao invés de combater bandidos, roubar o lugar deles.

E se ao invés da maioridade penal o PSDB empunhasse a bandeira da criminalização de seus bandidos? Até porque criminalizar bandidos concorrentes eles o fazem muito bem!

Toda vez que veja estampados os pesos e medidas da Folha lembro-me do bandido da mitologia grega, Procusto. Espicha ou corda segundo o interesse, que, no  caso tucano, é a aplicação da Lei Rubens Ricúpero.

É brochante ter de vir todos os dias apontar as patifarias dos representantes de 12% da população. Até porque sabemos que estes 12% só leem manchete, jamais conseguem chegar ao final do primeiro parágrafo. É por isso que não formulam, apenas grunhem. Gostaria de não precisar fazer isso, o que me daria mais tempo e liberdade para atacar Dilma e sua languidez nos braços da direita mequetrefe.

Esquema em licitações da PM foi mantido por empresas de fachada

Fraude em compras da polícia chega a R$ 10 milhões; firmas não funcionam em endereços citados

Empresas recebiam os pagamentos antes mesmo de prestarem os serviços; por ora, só um policial é investigado

REYNALDO TUROLLO JR.ROGÉRIO PAGNANDE SÃO PAULO

Um esquema de fraudes em licitações no Comando-Geral da Polícia Militar de São Paulo foi sustentado por uma rede de empresas de fachada ou com ligações entre si.

Como a Folha revelou nesta quinta (18), uma sindicância interna da PM confirmou fraudes estimadas em ao menos R$ 10 milhões em compras de itens diversos –de clipes a autopeças– e contratações de serviços, como obras e reparos, entre 2009 e 2010.

As suspeitas, por ora, recaem sobre o tenente-coronel José Afonso Adriano Filho, que admitiu parte do esquema e disse ter usado os recursos desviados para pagar contas da própria PM, jamais para enriquecimento ilícito.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública do governo Geraldo Alckmin (PSDB), esse oficial, que já está na reserva, pode perder a patente e todos os seus benefícios.

O esquema, durante as gestões tucanas de José Serra e Alberto Goldman, incluía a compra de produtos que não eram entregues, o fracionamento das licitações (para escapar da fiscalização externa) e a contratação de empresas derrotadas nos certames.

FANTASMAS

A sindicância da PM, agora em poder do Ministério Público, não investigou as empresas envolvidas. A Folha visitou as supostas sedes de cinco delas, conforme os registros na Junta Comercial.

Três são residências, e os vizinhos nunca ouviram falar das firmas. Além disso, algumas já estiveram registradas no mesmo endereço de outras.

A Rogep Auto Peças, por exemplo, que recebeu R$ 1,7 milhão por peças que não foram entregues, já esteve registrada no mesmo endereço da Rali Comércio e Serviços, contratada com frequência para reparos no Comando-Geral.

Já a Construworld Materiais para Construção, que ganhou ao menos R$ 222 mil para pequenas obras e fornecimento de pisos de granito, está registrada numa casa na periferia da zona norte.

Antes, esteve registrada no mesmo endereço da Comercial das Províncias, na zona leste, firma contratada para a instalação de rede de dados.

Outra empresa sem sede é A Luta Comércio e Serviços de Equipamentos Eletrônicos –que, apesar do nome, também era contratada para pintar esquadrias de ferro e consertar a rede de esgoto. Fica numa casa em Osasco (Grande SP), onde a moradora afirmou desconhecê-la.

Conforme a documentação reunida pela sindicância da PM e obtida pela reportagem, as empresas recebiam os pagamentos antes mesmo de prestarem os serviços.

    04/01/2015

    Diversionismo: para acobertar governo do seu Estado, Estadão ataca Governo Federal

    assinaturas psdb-midian_thumbOntem a Folha publicou, de forma tão natural, que “o governador cogitou a eliminação de quatro secretarias estaduais para economizar recursos. Ele acabou desistindo da ideia, porque precisou das secretarias para acomodar aliados na formação do governo. 

    Na matéria de ontem não havia este tom fraticida, mais de torcida que de dado factual, à forma como o governador de São Paulo estava organizando seu novo mandato.

    Por que esta diferença tão grande de tratamento? Será que a velha mídia acha que todo mundo é ignorante como os eleitores dos seus candidatos? Que história é essa? Seria apenas porque Alckmin contratou milhares de assinaturas do Estadão e distribuiu às escolas públicas de São Paulo?!

    Até parece que o Estadão não sabe que nos três níveis há composição política, nos governos municipais, estaduais e federal. E não é só no Brasil, não. Em todos os lugares onde há composição política. Só não há nas ditaduras, aquela que o Estadão e seus demais colegas de Instituto Millenium. Nela, na ditadura, as cinco irmãs cresceram e ficaram do tamanho que são hoje. Esta simbiose, uma mão lavando a outra, foi boa (pare eles) enquanto durou. Mesmo nas sociedades regidas por castas, há composição.

    Veja-se o caso da Inglaterra e Espanha, onde para ser da casta do rei, basta ser filho de rei. Não precisa provar nada além do nascimento. E ainda assim os governos são de coalizão. Em São Paulo, onde há 30 anos há a casta do PSDB se revezando no governo do Estado também há composição política.

    Partidos da base iniciam guerra por cargos do segundo escalão do governo

    JOÃO DOMINGOS E RICARDO DELLA COLETTA – O ESTADO DE S. PAULO

    03 Janeiro 2015 | 22h 00

    Aliados da presidente Dilma disputam nos bastidores espaços em chefias de autarquias, estatais e superintendências regionais

    BRASÍLIA – Passada a definição dos nomes dos 39 ministérios, concluída nos últimos dias, partidos aliados já iniciaram a disputa pelos cargos de segundo escalão distribuídos em autarquias, estatais e superintendências regionais que, juntos, têm capacidade de investimentos de R$ 105,7 bilhões para 2015. 

    O partido que deu início à guerra pelo segundo escalão e troca de controle das empresas foi o PP. A primeira fatia disputada pelos partidos está no Ministério da Integração Nacional, herdado pela legenda, e que tem forte atuação no Nordeste. Por considerar que foi “rebaixado” no rearranjo das cadeiras ao ter perdido o Ministério das Cidades para o PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab, o PP pleiteia agora a nomeação de todos os postos-chave dos órgãos vinculados à pasta, sem importar qual é a sigla que hoje os comanda. 

    O principal objeto de desejo é o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). O diretor-geral Walter Gomes de Souza é apadrinhado do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

    O PP também pressiona para tirar a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) do arco de influência do PT e a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) do PROS. Até 2013, a direção da Codevasf era cadeira cativa do PSB do ex-governador pernambucano Eduardo Campos, que morreu num acidente aéreo, em agosto, durante a campanha eleitoral. Quando Campos rompeu com a presidente Dilma Rousseff, o agora ministro da Defesa, Jaques Wagner, reivindicou o direito de indicar os dirigentes da autarquia. E o fez, levando à presidente Dilma o nome do aliado Elmo Vaz de Matos.

    O Banco do Nordeste (BNB) também deve entrar na compensação pelo “rebaixamento” do PP, conforme negociação entre a presidente da República e o presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI), fechada no mês passado quando foi decidido que o Ministério das Cidades passaria para o PSD. Nogueira deve apresentar o nome do indicado ainda este mês. O atual presidente do banco, Nelson de Souza, é ligado ao PT do Piauí. “É natural que o PP indique os dirigentes dos órgãos ligados ao Ministério da Integração”, disse o líder do partido na Câmara, Eduardo da Fonte (PE). Ele justificou o início da briga pelo segundo escalão assim: “O PMDB tem seis ministérios e o PSD tem as Cidades e o Ministério da Micro e Pequena Empresa”. 

    Petistas. O PT também briga pelo segundo escalão, em especial integrantes da corrente majoritária Construindo Um Novo Brasil (CNB), que afirmam ter perdido espaço para a minoritária Democracia Socialista (DS) na dança de cadeiras do primeiro escalão. Os alvos são estatais, como a Eletronorte, que tem orçamento para investimentos de R$ 1 bilhão e hoje é comandada por Tito Cardoso de Oliveira Neto, ligado ao senador Jader Barbalho (PMDB-PA). O PR, reconduzido ao Transportes, quer controlar o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Com orçamento de R$ 11,3 bilhões, a autarquia foi entregue a Tarcísio Gomes de Freitas, funcionário de carreira da Controladoria-Geral da União (CGU) depois da saída do general Jorge Fraxe, este uma espécie de interventor depois do escândalo que tirou o então ministro Alfredo Nascimento da pasta, em 2011. O candidato mais forte do partido para o Dnit é o deputado Luciano Castro (RR), ex-líder na Câmara, que foi derrotado na eleição para o Senado. 

    O PMDB, que neste ano teve sua cota ministerial aumentada de cinco para seis pastas, também já está de olho no segundo escalão. E a primeira estatal a cair no campo de visão do partido foi a Embratur, hoje sob o comando de Vicente José de Lima Neto, ligado ao PC do B. A Embratur tem orçamento de investimentos de R$ 170 milhões e deve ter muita visibilidade nos próximos 18 meses, por causa da Olimpíada do Rio de Janeiro do ano que vem. 

    Licenciado. O PMDB quer ainda manter a presidência da Transpetro, cujo titular, Sergio Machado, afilhado do presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), se afastou temporariamente depois de ser citado na Operação Lava Jato da Polícia Federal. A operação apurou desvio de cerca de R$ 10 bilhões na Petrobrás. O partido já faz também planos para tomar a direção da Companhia Hidrelétrica do Vale do São Francisco (Chesf) do PT de Pernambuco.

    29/09/2014

    Por que não fala do 20 anos de PSDB em São Paulo?

    VINICIUS MOTA

    Joguinho do Juventus

    SÃO PAULO – Não é fácil evitar a reeleição de um presidente da República, dadas as prerrogativas e as condições de disputa extraordinárias do mandatário no Brasil. Quando, além disso, a continuidade é defendida por um partido forte, como o PT, destroná-lo torna-se uma façanha.

    A supremacia da campanha de Dilma Rousseff neste primeiro turno sobre a de Marina Silva faz imaginar uma partida de futebol entre o Barcelona de Messi e Neymar, de um lado, e o Juventus de Osman e Fernandinho, do outro.

    Não se trata da poderosa Juventus de Turim. Falo do clube paulistano da rua Javari, na Mooca, da camisa púrpura, pelo qual tantas lágrimas derramou o professor Pasquale, colunista desta Folha.

    Meu avô tinha uma definição para o estilo de jogo dos times que atuavam com 11 atletas recuados, apenas para se defender, destruir os lances do rival e mandar a bola para o mato. Chamava de "joguinho do Juventus". Zero a zero era o objetivo.

    Uma bobeada do adversário mais forte e habilidoso às vezes rendia uma magnífica vitória por 1 a 0. Daí vem a fama adquirida pela esquadra juventina, carinhosamente apelidada de Moleque Travesso.

    Marina Silva não tinha alternativa a não ser praticar o joguinho do Juventus no primeiro turno. Nanica no rádio e na TV, desarticulada das principais campanhas estaduais e carente de penetração partidária, a candidata do PSB recuou e tenta aguentar o tranco do ataque barcelonista.

    Tome bola na área da independência do Banco Central, tabelinha contra programas sociais, lançamento na relação com banqueiros. A zaga de Marina está com a cabeça inchada de tanto rebater bolas do acachapante volume de jogo adversário.

    A seis dias da eleição, o Juventus entretanto ainda resiste ao Barcelona. Se não terminar o primeiro tempo em grande desvantagem, talvez ainda se mantenha capaz de fazer travessura na etapa final.

    vinimota@uol.com.br

      16/06/2014

      Manipulação made in Folha

      FSP 16062014

      Interessante a capa eletrônica do caderno Poder da Folha de São Paulo. A falta d’água em São Paulo é atribuída ao Cantareira. E como se o consumo do volume morto fosse uma mentira assacada pelo Padilha contra Alckmin e não uma realidade. Ora, é muita cara de pau tentar livrar a cara dos incompetentes cujo descalabro já provoca diarreia na periferia de São Paulo, onde os mais pobres não tem dinheiro para comprar água mineral para consumirem, como publicou a própria Folha ontem.

      Já o assessor de Mário Covas, indicado por este ao Tribunal de Contas de São Paulo, a Folha elimina partido e correligionários e diz que é um Conselheiro do TCE usou paraíso fiscal para ocultar conta. Ora, a Suíça vem dizendo isso a tempos que o PSDB é o principal cliente daquele paraíso fiscal. Qualquer sujeito medianamente informado sabe que a Suíça lava mais banco, desde quando abrigou o botim de guerra que os nazistas roubaram dos judeus.

      Nestas horas, não há criminalização partidária como fazem em relação ao PT. A Folha retira da capa o nome do partido e dos seus representantes do PSDB. Não há racionamento, há crise d’água. Não há corrupção do PSDB, há desvio de Conselheiro do TCE, Robson Marinho. Você le a matéria e não encontra o nome do sujeito, nem o partido nem os políticos que entronizaram no TCE. É tudo como se a culpa fosse de ets, da Alstom, Siemens.

      Só o ódio de classe, como já havia explicitado Jorge Bornhausen, que pretendia acabar com a raça do PT, quando os grupos mafiomidiáticos se referem ao PT. Quanto se trata de criminalizar, usam a instituição e seus principais líderes. Bem diferente é o tratamento quando há envolvidos do PSDB. Nestas horas, seguindo orientação da D. Judith Brito, os a$$oCIAdos do Instituto Millenium usam de eufemismo, sonegam informação, silenciam nomes e partidos. Em casos extremos, como Paulo Malhães, que foi executor da política defendida por eles na ditadura, executam como queima de arquivo. Não há mea culpa. A Globo publicou editorial assumindo que errou ao apoiar a ditadura. Não pediu perdão nem devolveu o que conseguiu mediante parceria com os facínoras. A Folha ainda acha por bem chamar a ditadura de ditabranda.

      As manifestações no Itaquerão, com palavras que denotam o nível dos financiadores ideológicos e seus amestrados, não foram espontâneas. Vem sendo incutidas desde que Lula assumiu o poder. Não lhes interessa se foi por eleição, interessa que não sendo deles, há que se massacrar, mentir, distorcer, silenciar.

      O baixo nível visto nos camarotes da Natura, Sony, Itaú no Itaquerão são o resultado para o qual concorreram a construção do ódio visto todos os dias nos veículos pertencentes às cinco famiglias: Civita, Mesquita, Frias, Marinho & Sirotsky.

      O ódio ao partido que começou, timidamente, a alterar a lógica da distribuição de renda é patente e só não veem os mal informados.

      Basta olhar o ranking do TSE para saber quem é o partido com mais membros condenados pela Justiça e hoje são considerados ficha suja:

      29/05/2014

      STF, casa do casuísmo

      Filed under: Casuismo,Manipulação,Maniqueísmo,STF — Gilmar Crestani @ 9:01 am
      Tags:

      stfJulgamento de membros do PT, foi em rede nacional, ao vivo, inclusive na Globo, mas o julgamento dos parceiros da direita, amigos da Globo, será em sigilo. Pode? Phode!

      Supremo muda rito de julgamento de políticos e ministros

      Defensores da mudança dizem que STF terá grande ganho em celeridade e organização

      MÁRCIO FALCÃOSEVERINO MOTTADE BRASÍLIA

      Uma alteração promovida por ministros no regimento interno do STF (Supremo Tribunal Federal) vai fazer com que julgamentos de políticos não sejam mais transmitidos pela TV Justiça e permitirá que deputados e senadores sejam condenados ou inocentados em processos com apenas dois votos.

      Na prática, a alteração transferiu do plenário do STF para suas duas turmas, colegiados com metade do total de ministros da corte, o julgamento de processos contra congressistas e ministros.

      O plenário seguirá analisando casos ligados à Presidência da República, à Vice-Presidência, à Câmara dos Deputados, ao Senado, à Procuradoria-Geral da República e aos ministros do STF.

      No modelo antigo, todas as autoridades com o chamado foro privilegiado respondiam diretamente no plenário, que conta com 11 ministros e que pode funcionar com o mínimo de seis presentes. No caso do menor quórum, para haver condenações ou absolvições são necessários pelo menos quatro votos.

      As turmas, por sua vez, contam com cinco ministros. Como o quórum mínimo para a deliberação é de três ministros, um placar de 2 a 1 poderá, a partir de agora, levar congressistas à prisão.

      Os defensores da mudança alegam que haverá um grande ganho em celeridade e na organização interna do tribunal, que se dedicará mais àquilo que é sua competência original: o controle da constitucionalidade das leis.

      A discussão para a alteração no regimento teria começado logo após o julgamento do mensalão, que consumiu 69 sessões, ao longo de 20 meses. Atualmente, no Supremo, são cerca de 500 inquéritos e 99 ações penais tramitando no plenário.

      Apesar disso, é possível, como já ocorre hoje, que ministros levem casos das turmas diretamente ao plenário quando entenderem que a decisão é complexa.

      21/02/2014

      Sob nova direção, do… Instituto Millenium!

      Filed under: Instituto Millenium,Manipulação,Maniqueísmo — Gilmar Crestani @ 9:26 am
      Tags:

      Depois que empresários, seguindo o modelo do IBAD e da Operação BandeiranteOBAN, criaram o Instituto Millenium para coordenarem a cobertura da mídia, finanCIAndo, como faz o Itaú com a Globo, há uma homogeneidade em relação a condenar tudo o que é do Brasil, de esquerda e popular.

      Nunca antes na história desse país se mentiu tanto com a desculpa de informar

      por : Mauro Donato

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      Estufar o peito e bradar “mídia manipuladora” muitas vezes faz com que sejamos confundidos com adolescentes rebeldes e criadores de mitos.

      Mas quando vemos a fotografia da ativista Sininho (Elisa Quadros Sanzi) inserida por meio de fusão em outra imagem, “recortada” através de ferramentas como o photoshop como pode ser observado na Veja desta semana, passamos do mito para o hiper-realismo (a manipulação de imagens, digitalmente ou não, é amplamente condenada no jornalismo).

      Quando vemos que um ato em desagravo ao deputado Marcelo Freixo contou com a presença de vários artistas e lotou o auditório do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ devido às invencionices criadas a respeito do envolvimento do deputado com os autores do disparo de rojão, percebemos que paciência tem limite.

      No evento estavam presentes artistas como Caetano Veloso, que escreve para o Globo (a TV não teve como ignorar e noticiou o ato no Jornal Nacional desta segunda-feira tendo a lividez cínica de, ao final, dizer que “entendia o desconforto” de Freixo, mas que “estava segura de que havia cumprido fielmente seu papel de informar”. Informar? Mentir mudou de nome?).

      Quando vemos a nota tímida, minúscula, quase um rodapé de página, anunciando que um segurança do metrô admitiu que foram funcionários que acionaram os botões “secretos” de emergência que cortaram a energia das estações — e não, como gritavam as manchetes garrafais endossando a versão do governador Alckmin e seu fiel escudeiro Fernando Grella, os “vândalos” de sempre –, comprova-se que existe má fé.

      Credibilidade é tudo, já dizia a campanha publicitária de um determinado jornal que hoje faz parte desse grupo “orquestrado”, para usar termo tão caro a eles. Se hoje subestimam a inteligência de seus leitores e pouco se preocupam com o fato de jogarem no lixo os escrúpulos e o compromisso com a verdade, de que servem? A quem se destinam? Por quem são financiados, quais os reais interesses na depredação da honestidade — afinal, o que querem esses imensos black blocs corporativos? Por que dão destaque a uma manipulação de foto na qual o aparelho auditivo de Fidel Castro foi deletado (igualmente condenável), mas inserem uma pessoa num outro cenário que não aquele em que a foto foi realizada?

      A tal “mídia manipuladora” soltou suas travas de vez. Perdemos todos, pois o contraponto, o embate saudável é que colabora para um ambiente intelectualmente profícuo, para elucidação de casos, para aceitação das diferenças.

      A mentira não colabora em nada.

      Sobre o Autor

      Fotógrafo nascido em São Paulo. Foi uma das maiores revelações do futebol praiano nos idos dos anos 80, até sofrer uma entrada mais dura de um caiçara.

      Diário do Centro do Mundo » Nunca antes na história desse país se mentiu tanto com a desculpa de informar

      19/02/2014

      Até que enfim saiu um Coelha da cartola da Folha

      Filed under: Direita,Esquerda,Maniqueísmo,Marcelo Coelho,Radicalismo — Gilmar Crestani @ 8:20 am
      Tags:

      Só faltou dizer quem tem o poder de espalhar as filosofias maniqueístas e as põem em relevo todos os dias, seja no papel, internet, rádio e televisão. Bem aí já seria pedir demais a quem trabalha na Folha…

      MARCELO COELHO

      Tiro, porrada e bomba

      As pessoas sensatas são as mais desinteressantes, e do bom senso não se pode esperar grandes novidades

      Vestida de rainha, em seu palácio de Cinderela, a funkeira Valesca Popozuda ameaça com "tiro, porrada e bomba" as inimigas que invejam sua emergência social.

      Foi o tema do artigo que escrevi na semana passada. Mas essa celebração de tudo que é "tiro, porrada e bomba" encontra, infelizmente, outros exemplos no Brasil de hoje.

      Desde que a esquerda abandonou a luta armada, há coisa de quarenta anos, ninguém mais pensava em promover grandes transformações sociais pela violência. Com nuances, um discurso mais simpático a essa atitude, inspirado sem dúvida pelas bizarrices do filósofo Slavoj Zizek, encontra alguns adeptos por aqui.

      Toda essa aproximação, ainda que vaga, com a tática dos "black blocs" não faz mais do que jogar lenha na vasta fogueira inquisitorial da direita.

      Será fácil, como nos anos 1970, associar todo pensamento democratizador, igualitário e timidamente socialista aos "baderneiros", aos "terroristas", aos "black blocs" e, por que não, aos "comunistas". Como se não vivêssemos, no panorama internacional, a verdadeira baderna criada por George Bush, pelos neocons e pelos irresponsáveis do mercado financeiro –sempre aplaudidos pela direita local.

      No horror aos desatinos persecutórios da direita, há quem se confunda. O moderado de esquerda muitas vezes toma as dores dos sectários, dos fanáticos, dos radicais, porque reconhece e abomina a caça às bruxas.

      Mas esses grupinhos violentos de esquerda não têm por que serem vistos como aliados de quem quer mais progresso social. Os "black blocs", ou seja lá quem for, atrapalham, combatem, inviabilizam esse caminho.

      O progressismo, ao ser moderado, não necessita ser menos firme por causa disso. Rejeita com firmeza a direita do "prende e arrebenta", assim como rejeita o suposto charme radical do "bota pra quebrar".

      Reconheço que é uma atitude meio sem graça, que de tanto olhar para os dois lados se imobiliza na inação. Infelizmente, as pessoas sensatas às vezes são as mais desinteressantes, e do bom senso não se pode esperar grandes novidades.

      O mais preocupante é que o vandalismo, de certa forma, interessa a muita gente ao mesmo tempo. Ajuda o campo truculento das forças policiais, que precisam legitimar os excessos em que incorrem, por vício de formação. Ajuda o campo conservador, que pode colocar no mesmo saco toda crítica ao capitalismo e ao autoritarismo de Estado.

      Ajuda, ao mesmo tempo, petistas e antipetistas. Os críticos do PT podem atacar as tentativas de "diálogo" com os "black blocs". O PT e aliados podem se livrar dos ataques que recebiam durante as manifestações.

      Não se sabe quem são, e em que medida existem, os financiadores do vandalismo. Mas, pela quantidade de forças a quem os vândalos terminaram ajudando, o caixa dessa turma já poderia estar maior do que o do tio Patinhas.

      Curiosamente, produziu-se uma espécie de "anticonsenso". Durante as manifestações de junho, sempre havia alguém defendendo alguma coisa com a qual milhares de outros podiam concordar. Havia caminho para um grande (não digo que fácil) acordo nacional.

      A situação se inverteu: o caminho está aberto para o desacordo acirrado e completo, em que cada Valesca mostra unhas e dentes para as rivais.

      Caso exemplar desse tom agressivo foi o da comentarista Rachel Sheherazade. Diante da foto do menor de rua amarrado nu a um poste, ela foi longe: é uma reação de "legítima defesa" da sociedade, e a quem se apieda do "marginalzinho", ela lançou a campanha "adote um bandido!".

      O seu raciocínio não poderia ser mais típico da mentalidade extremista. Ou você acha certo amarrar um marginalzinho a um poste, ou então você deve adotar o garoto, acolhendo-o em sua própria casa.

      Não há, nesse raciocínio, atitude intermediária. Todo caminho médio é "irrealista". Ou você mata ou beija. Quem não conhece a típica frase dos torturadores, segundo a qual você "não trata bandidos com luvas de pelica"? É nessa mentalidade, mas do lado oposto, que Joaquim Barbosa vira "torturador" e que José Dirceu vira "preso político".

      De onde vem tanto extremismo? Há uma "policialização" do ambiente, irrompendo através da nossa película mais civilizada.

      Afinal, no mundo da classe baixa, correm soltas as divisões: quem não está com o traficante está com a polícia, quem não é evangélico fundamentalista está entregue a Satanás. Suba um andar nesse barraco: quem é contra o PT é golpista, e quem é de esquerda apoia Pol Pot e Fidel.

      Quem não está comigo é meu inimigo, e, como diria Valesca Popozuda, merece "tiro, porrada e bomba". O castelo encantado dessa rainha é o favelão da nossa atual miséria ideológica.

      coelhofsp@uol.com.br

      19/07/2012

      Por que a “ética” pregada para Toffoli não vale para Gilmar?

      Filed under: Grupos Mafiomidiáticos,Maniqueísmo — Gilmar Crestani @ 11:00 pm

      Vem aí mais um “campeão de audiência” da mídia, a intimidação do juiz do Supremo Tribunal Federal José Antônio Dias Toffoli. A artilharia prevista pretende fazê-lo desistir de decisão que, segundo a mesma mídia, teria dito a amigos que já tomou. Qual seja, a de participar do julgamento do mensalão, “espetáculo” midiático que vai ao ar no próximo dia 2.

      Assistamos, assim, ao trailer dessa nova novela política que alguns insistem em chamar de “jornalismo opinativo”.

      A tática é muito simples: em vez de dizer que acha que Toffoli não deveria deliberar sobre o destino dos 38 acusados de integrarem um suposto esquema de compra de votos de parlamentares pelo governo Lula, a mídia coloca resposta dele a pergunta que ninguém, além de ela mesma, fez.

      Detalhe: entre os acusados de terem sido pagos para votar a favor do governo na Câmara dos Deputados, estão lideranças do partido desse governo naquela Casa (!?).

      Mas a natureza do inquérito do mensalão petista (nunca nos esqueçamos de que há inquéritos sob a mesma nomenclatura contra outros partidos) não importa aqui. É só um “detalhe”. O que importa, aqui, é entender por que um juiz do STF deve se declarar impedido de julgar esse processo e outro juiz, que tem “impedimento” análogo – pela tese midiática –, não.

      O segundo juiz em situação de impedimento, como no futebol, também ultrapassou a linha que impede que política e justiça se confundam, sobretudo quando, em tese, a liberdade e a honra de cidadãos brasileiros estão em jogo.

      Esse juiz que a mídia poupa de questionamentos iguais aos que se faz a Toffoli se chama Gilmar Mendes. E, assim como seu par advogou para petistas e lhes serviu o governo Lula, Mendes advogou para os adversários políticos do PT, os tucanos, e lhes serviu outro governo, o de Fernando Henrique Cardoso.

      Para o bom andamento do julgamento do mensalão, o ideal seria um acordo para que nem Toffoli nem Mendes participassem. Assim acabaria qualquer discussão sobre influências políticas inaceitáveis em uma decisão que tem que ser estritamente técnica, ao contrário do que foi no Congresso quando este cassou o mandato do ex-ministro José Dirceu.

      Como, até agora, a mídia não fez a Mendes questionamentos como esses que faz sem parar a Toffoli, penso que este não deveria sequer dar explicações de sua suposta decisão. Isso no caso de que, de fato, tenha tomado tal decisão, pois sua suposta confidência de que irá participar do julgamento do mensalão pode ser pura invenção midiática destinada a pôr o tema em pauta.

      Seja como for, se realmente aumentar a pressão da mídia a Tofolli seria importante que o PT e as forças políticas que rejeitam a manipulação politiqueira do julgamento do mensalão se manifestem em alto e bom som, de forma que o mesmo questionamento seja feito a outro juiz que tem tantos “impedimentos” quanto Toffoli e que não está sendo questionado.

      Eis, aí, um bom mote para os atos públicos que a Central Única dos Trabalhadores, entre outros movimentos sociais, promete fazer contra a politização do julgamento do mensalão. E não só pelos que julgarão, mas pela mesma mídia que um dos membros daquela Suprema Corte já declarou que detém o poder inaceitável de pressioná-la.

      Por que a “ética” pregada para Toffoli não vale para Gilmar? | Blog da Cidadania

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