Ficha Corrida

18/12/2014

Graças ao poder de Gilmar Mendes, Maluf é quase um perseguido político

Filed under: Ficha Limpa,Ficha Suja,Gilmar IDP Mendes,Gilmar Mendes,Maluf,Malufar,Paulo Salim Maluf — Gilmar Crestani @ 9:04 am
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malufar

Em mais uma oportunidade Gilmar Mendes prova que ainda detém muito poder. Graças ao seu poder de persuasão, via IDP, do Silenciador Geral de FHC, o político brasileiro mais condenado no exterior devido à longa ficha de serviços prestados à lavagem de dinheiro, pode-se considerar um perseguido político. O Santiago, ainda nos anos 80, já havia cunhado a expressão malufar com o significado de desonestidade, falcatrua e outros adjetivos similares. Estava errado. Com a decisão do TSE o Papa Francisco ainda será constrangido a beatifica-lo.

Seria interessante uma comparação entre José Genoíno e Paulo Salim Maluf, a ser escrita com direito à citação ao domínio do fato…

Maluf é ficha-limpa e pode assumir mandato, diz TSE

Com nova formação, corte derruba decisão e libera registro de deputado

Pepista foi condenado pelo superfaturamento de obras do túnel Ayrton Senna quando foi prefeito de São Paulo

SEVERINO MOTTA, DE BRASÍLIA, para a FOLHA

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) acatou nesta quarta-feira (17) um recurso da defesa do deputado Paulo Maluf (PP-SP) e deferiu seu registro de candidatura. Com isso, ele será diplomado e assumirá um novo mandato a partir do ano que vem.

"Na minha vida pública sempre confiei, confio e continuarei confiando na Justiça Brasileira", afirmou Maluf após a decisão.

Como foi o deputado mais votado em sua coligação (escolhido por 250 mil eleitores), a validação de seus votos deve alterar a composição da Câmara, já que a lista de eleitos havia sido feita sem eles.

A reviravolta no TSE ocorreu devido a alteração na composição da corte. Na votação em que Maluf foi barrado com base na Lei da Ficha Limpa, em setembro, por 4 votos a 3, a corte contava com o ministro Admar Gonzaga.

Nesta quarta, Admar estava em viagem oficial e em seu lugar participou do julgamento o ministro Tarcísio Vieira, que votou a favor de Maluf e virou o placar para 4 a 3.

A troca fez com que o presidente do TSE, Dias Toffoli, e os ministros Gilmar Mendes e João Otávio Noronha, que haviam criticado duramente os ministros que barraram Maluf em setembro, passassem da posição de votos vencidos para vencedores.

Em setembro, Maluf foi considerado ficha-suja devido à sua condenação por improbidade administrativa relativa ao superfaturamento das obras do túnel Ayrton Senna quando foi prefeito de São Paulo (1993-1996).

Mas, para ser barrado com base na Ficha Limpa, a condenação tem que ser dolosa, quando há intenção de cometer o crime. E a condenação de Maluf no Tribunal de Justiça de São Paulo não afirma que os atos foram dolosos.

Para enquadrar Maluf na Ficha Limpa, a maioria do TSE havia entendido que não seria possível que o parlamentar tivesse participado do esquema sem querer.

Na ocasião, votaram para barrar Maluf a relatora do caso, ministra Luciana Lóssio, Admar Gonzaga, Maria Thereza de Assis e Luiz Fux.

Naquela sessão, Toffoli e Gilmar disseram que a corte eleitoral estava extrapolando suas atribuições, uma vez que estaria qualificando criminalmente a conduta de Maluf.

Nesta quarta, Tarcísio repetiu Toffoli e Gilmar. Por isso, acolheu o recurso e formou maioria a favor de Maluf.

18/04/2014

Mas, para o STF, Genoíno é que é corrupto…

Filed under: Assas JB Corp,Ódio de Classe,Joaquim Barbosa,Maluf,Malufar,STF — Gilmar Crestani @ 8:59 am
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Maluf é condenado… nos EUA…

Já nosso glorioso e implacável STF, contrariou súmula e soltou Maluf, como noticiou O Globo… E aí me vem à lembrança uma charge do Santiago, dos tempos de antanho…

EUA mantém ordem de prisão contra Maluf

18.04.2014 | 06:00 Justiça, Paulo Maluf

Deputado e ex-prefeito perde recurso na Suprema Corte de Nova York

por Fausto Macedo

Paulo Maluf (PP/SP) sofreu novo revés, desta vez na Suprema Corte de Nova York (EUA), que rejeitou outro pedido do deputado brasileiro de anulação do processo pelo qual foi decretada a prisão dele e de um de seus filhos, o empresário Flávio Maluf.

Na ação, a promotoria americana acusou Maluf e Flávio de manterem em uma conta bancária US$ 11 milhões supostamente desviados dos cofres públicos municipais de São Paulo.

Maluf foi prefeito da Capital paulista entre 1993 e 1996. O dinheiro depositado nos EUA, segundo a acusação, seria apenas uma parte de montante relativo a fraudes em obras viárias de grande porte por ele contratadas em sua gestão, como a construção da Avenida Água Espraiada, na zona Sul da cidade.

Maluf nega a prática de malfeitos. Por sua assessoria, sempre que questionado sobre as acusações do Ministério Público, reitera que “não tem e nunca teve dinheiro no exterior”.

A ação da Promotoria de Nova York provocou uma grave consequência para Maluf – seu nome foi inserido na difusão vermelha da Interpol, organismo que aloja as polícias de quase 200 países.

A difusão vermelha é o índex dos mais procurados. Maluf até pode sair do Brasil, mas corre o risco de ser capturado em um aeroporto qualquer.

VEJA A DECISÃO DA SUPREMA CORTE DE NOVA YORK QUE REJEITOU OUTRO PEDIDO DE ANULAÇÃO DO PROCESSO CONTRA MALUF (abaixo, a tradução)

TRADUÇÃO

“Ordem e julgamento (um documento), Suprema Corte, Condado de Nova York (Marcy S. Friedman, J.), proferida em 25 de abril de 2012, que rejeitou o requerimento buscando, entre outras coisas, um mandado judicial proibindo o respondente Cyrus V. Vance, Jr., Promotor Público (DA, na sigla em inglês) do Condado de Nova York, de continuar a processar uma ação criminal pendente contra os requerentes, e indeferiu o processo trazido nos termos do artigo 78 do CPLR (equivalente ao Código de Processo Civil brasileiro), unanimemente afirmado, sem custos. Nesta ação por um mandado de proibição ordenando ao DA para manter a acusação dos requerentes, cidadãos brasileiros (o ex-prefeito de São Paulo e seu filho) que foram indiciados em Nova York por crimes relacionados ao roubo de mais de US$ 11 milhões em recursos públicos brasileiros que foram alegadamente transferidos para a conta dos requerentes num banco localizado em Nova York, o requerimento foi devidamente rejeitado. O recurso extraordinário de proibição não está disponível para os requerentes, que afirmam que a ação criminal subjacente viola seus direitos estatutários e constitucionais a um julgamento rápido e seu direito a um devido processo, ou, por alternativa, que o indiciamento deveria ser rejeitado para promover justiça nos temos da CPL 210.40(1) ou pelos princípios de respeito internacional. Estas demandas alegam erros da lei para os quais os requerentes adequaram recursos alternativos, incluindo protocolar moções anteriores ao julgamento na ação criminal subjacente e questionar qualquer convicção sobre apelação (Matéria de Veloz v Rothwax, 65 NY2d 902, 904; Matéria de Lopez v Juízes da Suprema Corte do Condado de Nova York, 36 NY2d 949; Matéria de Neal v White, 46 AD3d 156, 159-160 ). Que os requerentes teriam de sair voluntariamente de seu país natal para comparecer à citação já que o Brasil não extraditará seus próprios cidadãos antes de eles se valerem desses recursos não os tornar inadequados (ver Matéria de Rush v Mordue, 68 NY2d 348, 354 “o suplício de um julgamento criminal e a possibilidade de condenação, por si sós, são insuficientemente danosas para garantir o uso do mandado”). Ademais, os requerentes não satisfizeram os requisitos de demonstrar um ‘claro direito legal’ a qualquer assistência buscada. (Matéria de Haggerty v Himelein, 89 NY2d 431, 435).”

ESTA CONSTITUI A DECISÃO E ORDEM
DA SUPREMA CORTE, VARA DE APELAÇÕES, PRIMEIRO DEPARTAMENTO,
PROFERIDA EM 15 DE ABRIL DE 2014

Veja também:

05/06/2013

Maluf e Dantas preferem a Justiça brasileira

Filed under: Daniel Dantas,Malufar,Paulo Salim Maluf,PGR — Gilmar Crestani @ 8:18 am
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E por aí se explica a longevidade de um Gilmar Mendes, a lógica de quem o indicou, e repentino sucesso de Joaquim Barbosa nos meio mafiomidiáticos… Eis aí também uma boa razão para a PEC 37…

Maluf e Dantas preferem a Justiça brasileira

O vídeo saiu do ar, mas o texto está lá: “o cara tem um trânsito ferrado !”

Saiu na Folha (*)

Maluf critica Jersey e elogia ‘isenção’ da Justiça brasileira


FLÁVIO FERREIRA
DE SÃO PAULO
Alvo de uma condenação da Ilha de Jersey que determina o ressarcimento de R$ 60 milhões aos cofres da cidade de São Paulo, o ex-prefeito Paulo Maluf (PP-SP) criticou a Justiça do paraíso fiscal britânico dizendo que no Brasil cumprem-se as premissas republicanas de isenção e direito à ampla defesa.
“A diferença entre a Justiça brasileira e a de outros países é que no Brasil cumpre-se a lei e a Constituição, assegurando-se a todos o amplo direito de defesa. A Justiça brasileira é isenta e não julga sob pressão de ninguém”, diz a nota de sua assessoria.
Jersey rejeita pedido de operador que cobra dívida de Maluf
Diferentemente da ilha britânica, que em menos de quatro anos proferiu a sentença do caso Maluf, a Justiça brasileira abriga há dez anos ação de improbidade sobre o mesmo assunto –e ela ainda não saiu da fase inicial.

Navalha

Dentre brasileiros ilustres, Daniel Dantas também prefere a Justiça brasileira.

Clique aqui para ler “Estado Democrático do Dinheiro. Daniel Dantas na WicKepedia”

Mas, para a Justiça Britânica, Dantas é um mentiroso, é um falsificador de fichas bancárias:

“Dantas manipula a Justiça no Brasil. Na Inglaterra, não”

Leia aqui a visita que o ansioso blogueiro fez ao Tribunal (inglês !!!) que condenou Dantas:

“O papel do Supremo. O mensalão e Dantas”

Vitórias de Dantas nas instâncias superiores do Brasil chegam a provocar reações na própria Justiça do Brasil:

Habeas Corpus concedido a Humberto Braz

(…)

O habeas corpus concedido por Eros Grau em 12 de agosto a Humberto Braz, acusado de ser emissário de Daniel Dantas em tentativa de suborno para livrar a ele e à sua família das investigações, provocou protestos do ministro Joaquim Barbosa,36 que chegou a interpelar o ministro Eros Grau durante o cafezinho, chamando-o de “burro” e de “velho caquético”: “Como é que você solta um cidadão que apareceu no “Jornal Nacional” oferecendo suborno?”. (…) “Isso penso eu e digo porque tenho coragem. Mas os outros ministros também pensam assim, mas não têm coragem de falar. E também é assim que pensa a imprensa”. (…) “O senhor é burro, não sabe nada. Deveria voltar aos bancos e estudar mais”. O ministro Eros Grau apenas respondeu: “O senhor deveria pensar bem no que está falando”, esclarecendo também que não havia julgado o mérito da ação penal, mas tão-somente analisado a presença ou não dos requisitos para manter a prisão preventiva de Humberto Braz.37 38 Ao que o ministro Joaquim Barbosa retrucou: “a decisão foi contra o povo brasileiro”.39 Esse quid pro quo no Judiciário brasileiro foi noticiado pela BBC News, que qualificou alguns episódios de “bizarros”:

Daniel Dantas já havia declarado à revista Veja: “Que cumpram comigo o que foi tratado. Eu não afundo só. Se eu descer, levo junto PFL, PSDB e PT” .

E não se pode menosprezar o histórico depoimento de um funcionário de Dantas que diz, segundo o jornal nacional, na cobertura da Satiagraha (jornal nacional, amigo navegante !): nas instâncias inferiores ele não está nem aí, mas lá em cima ele, Dantas, tem “um trânsito ferrado” !

(A propósito, leia “a assinatura da mulher do Gurgel é o ‘xis’do problema – até tu, Toffoli?”.)

Note, amigo navegante, que o vídeo do jornal nacional não está mais disponível.

Por algum mistério insondável, saiu do ar.

Mas, não tem importância.

Além do registro indelével da Operação Satiagraha, que, breve, será legitimada pelo presidente Barbosa, a transcrição fala por si própria:

Justiça aceita denúncia por corrupção contra Daniel Dantas

16/07/08 – 17h30 – Atualizado em 16/07/08 – 21h40

O banqueiro foi acusado de tentar subornar um delegado da PF. A denúncia foi aceita pelo juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal.

A Justiça Federal aceitou nesta quarta-feira (16) denúncia do Ministério Público Federal por corrupção ativa contra o banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity. Ele passa a ser réu no processo que o acusa de tentativa de suborno a um delegado da Polícia Federal para que seu nome fosse retirado das investigações da Operação Satiagraha.

A denúncia foi aceita pelo juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal, que determinou por duas vezes a prisão do banqueiro, solto nas duas ocasiões por meio de habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Também serão processados o ex-diretor da Brasil Telecom Humberto Braz e Hugo Chicaroni, que teriam oferecido propina de US$ 1 milhão ao delegado, segundo a acusação.

O juiz De Sanctis designou as datas do primeiro interrogatório dos denunciados. Hugo Chicaroni será ouvido no dia 5 de agosto, às 13h. Humberto Braz falará ao juiz no dia 6 de agosto, no mesmo horário. No dia 7, será a vez do depoimento de Dantas, também às 13h. Os depoimentos ocorreram na 6ª Vara Criminal Federal.

Hugo Chicaroni e Humberto Braz são os únicos presos em razão da operação que seguem detidos. Na casa de Chicaroni, a PF encontrou mais de R$ 1 milhão em dinheiro.

Escutas

Gravações de conversas telefônicas feitas pela PF com autorização judicial mostram a ação de Hugo Chicaroni e Humbero Braz na tentativa de livrar o banqueiro Daniel Dantas das acusações de crimes financeiros e de lavagem de dinheiro.

Em uma das gravações, Hugo comentou com o delegado sobre o papel de Humberto nos negócios do banqueiro Dantas.

Hugo Chicarroni: – O Humberto, que ‘tá’ te ligando, marcou pra jantar pra amanhã. É um tremendo cara.

Delegado: – É mesmo?

Hugo Chicarroni: – E ele, assim, ele não está atuando dentro do banco. Ele fica mais fora do que dentro. Ele veio pra arrumar a casa. O patrão chegou pra ele falou [inaudível] você tem 500 mil dólares pra tratar desse assunto. E em outro trecho:

Hugo Chicaroni: – Hoje ele é o braço direito do Daniel.

Delegado: – E ele é de confiança mesmo?

Hugo Chicaroni: – Pode ficar sossegado.

Em São Paulo, Hugo Chicaroni e Humberto Braz tentaram manipular a investigação, segundo a polícia. As gravações indicam que o objetivo seria deixar de fora o banqueiro Daniel Dantas e parentes dele.

Hugo Chicaroni: – A história de só livrar três tá bom, tá ótimo.

Delegado: – Isso é importante, porque quanto menos puder… Precisa saber exatamente o que é. Não dá pra fazer milagre.

Hugo Chicaroni: – São as pessoas que trabalham com ele até onde eu sei. É o Daniel, a irmã e o filho…

Justiça Federal de SP

As interceptações mostram ainda que, segundo Chicaroni, o banqueiro estava preocupado com a Justiça Federal em São Paulo, onde corre a investigação contra ele por crimes financeiros e lavagem de dinheiro.

Hugo Chicaroni: – Ele se preocupa com hoje, com hoje. Lá pra cima, o que vai acontecer lá… Ele não tá nem aí. Porque ele resolve.

Delegado: – Tá tudo controlado.

Hugo Chicaroni: – Ele resolve. STJ e STF… ele resolve. O cara tem trânsito político ferrado.

Hugo Chicaroni se refere ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), as mais altas cortes do judiciário brasileiro.

As conversas também falam em propina. Hugo transmite ao delegado a oferta de suborno proposta, segundo ele, por Daniel Dantas e oferecida por Humberto Braz, assessor do banqueiro.

Hugo Chicaroni: – Ele falou: “Eu tenho 500 mil para tratar desse assunto”.

Delegado: – 500 mil?

Hugo Chicaroni: – É, 500 mil dólares.

Segundo a investigação, do dinheiro mandado por Humberto Braz, parte foi paga 20 dias antes da operação policial que levou os envolvidos para a cadeia, como mostra uma gravação feita na frente do prédio em que mora Hugo Chicaroni.

Hugo Chicaroni: – Tá na mão.

Delegado: – Então tá certo, não vamos nem conferir.

Hugo Chicaroni – Não. Eu não conferi. Esses pacotinhos ele me entregou em sacos de supermercado. Eu só pus dentro de uma outra sacola e botei aqui.

Delegado: – Quantos pacotes tem?

Hugo Chicaroni: – São cinqüenta… Dá dez pacotes.


US$ 1 milhão

Além do pagamento em parcelas, o valor do suborno dobrou de US$ 500 mil para US$ 1 milhão. É o que apontam as gravações no segundo encontro em São Paulo entre os dois homens que diziam representar o banqueiro Daniel Dantas e o delegado federal.

Foi nessa segunda conversa também que o delegado Victor Hugo Rodrigues Alves apresentou documentos sobre o o banqueiro. Fotos e fichas cadastrais de Dantas foram mostradas durante um almoço em que o assunto era propina.

As filmagens mostram o exato momento em que Humberto Braz troca de lugar com Hugo Chicaroni para analisar melhor os documentos.

Delegado:

– Pode ver com calma que eu não vou poder deixar com vocês esses documentos. Tem sonegação, tem lavagem, tem evasão de divisa, tem outros crimes contra o centro financeiro, gestão fraudulenta. São vários crimes. Uma investigação dessas sempre começa pequena e cresce.

Logo em seguida, o assunto passa a ser propina. Hugo Chicaroni fala em US$ 1 milhão.

Hugo Chicaroni:

– Já que ele já ofereceu 500 mil, pede 1 milhão de dólares. Pra ele chegar em 700, 800.

Em tempo: outro elo entre os dois ilustres brasileiros – Maluf e Dantas – é o funcionário do Maluf, Paulo Pitta, que já não está mais entre nós. Pitta e Dantas e outro grande brasileiro, Naji Nahas, compartilharam as instalações do PF Hilton.
Em tempo2: clique aqui para assistir a vídeo que entrou para a História da Magistratura Universal: o jornal nacional mostra como Daniel Dantas tenta subornar o agente federal. Este vídeo foi solenemente ignorado por Gilmar Dantas (**), que lhe concedeu – num voto monocrático, no plantão do STF – um segundo HC Canguru, num espaço de 48 horas.
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

Maluf e Dantas preferem a Justiça brasileira | Conversa Afiada

25/05/2013

Dinheiro desviado de obras de Maluf volta à prefeitura

Filed under: Maluf,Malufar,STF — Gilmar Crestani @ 8:36 am
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Quem solta ladrão e bandido é o STF. O STF só prende adversário político.

Matéria da Folha de São Paulo de 2005:

O Código de Processo Penal admite a prisão preventiva de quem tenta atrapalhar investigações por meio da coação de testemunhas. A maioria dos ministros aceitou o argumento da defesa de Flávio de que não houve tentativa de coação de testemunha porque Birigüi era na verdade co-réu. Votaram a favor da libertação Carlos Velloso, Nelson Jobim, Marco Aurélio de Mello, Sepúlveda Pertence e Ellen Gracie Northfleet.
Além das questões jurídicas, Carlos Velloso disse ter ficado sensibilizado com Maluf na condição de pai. "Nós, que somos pais, podemos imaginar o sofrimento do paciente", disse Velloso ao votar. Indagado depois sobre a afirmação, esclareceu: "Realmente imagino o sofrimento de um pai preso na mesma cela que o filho. Isso me sensibiliza".
Sobre a saúde de Maluf, disse: "Se ele estiver doente, o tratamento na prisão é deficiente. Se estivesse condenado, teria de se sujeitar. Se é prisão cautelar [provisória], isso deve ser considerado
."

Dinheiro desviado de obras de Maluf volta à prefeitura

Recursos são recuperados 15 anos depois de serem enviados ao exterior

Valor equivalente a R$ 3,3 milhões é parte do que foi movimentado pelas empresas da família do deputado

FLÁVIO FERREIRADE SÃO PAULO

A Justiça da Ilha de Jersey determinou nesta semana o repasse à Prefeitura de São Paulo de 1 milhão de libras esterlinas, equivalente a cerca de R$ 3,3 milhões, que estavam depositadas em contas movimentadas por familiares do ex-prefeito e deputado Paulo Maluf (PP-SP).

Os recursos são associados a desvios que teriam ocorrido durante a execução de obras na cidade na época em que Maluf era o prefeito e foram remetidos ao exterior há 15 anos, de acordo com a prefeitura, o Ministério Público Estadual e os juízes de Jersey.

O dinheiro foi repassado ao município em cumprimento à sentença da Corte de Jersey que condenou em novembro as empresas da família Maluf. É a primeira vez que dinheiro dos Maluf depositado no exterior volta ao Brasil em virtude de uma condenação judicial por corrupção.

Maluf sempre negou ter dinheiro no exterior, mas o processo de Jersey reuniu farta documentação mostrando que ele e seu filho Flávio controlam duas empresas sediadas em paraísos fiscais, a Durant e a Kildare, e movimentaram suas contas bancárias.

Segundo a Procuradoria-Geral do Município, os R$ 3,3 milhões recuperados agora entrarão no caixa da prefeitura e poderão ser usados em qualquer atividade pelo prefeito Fernando Haddad (PT-SP). Maluf apoiou Haddad na eleição do ano passado e seu partido controla a Secretaria Municipal da Habitação.

A Justiça da Ilha de Jersey, um paraíso fiscal britânico, condenou as duas empresas associadas à família Maluf a devolver o equivalente a R$ 57 milhões. De acordo com a sentença, os juízes concluíram que Maluf participou dos desvios apontados pelas investigações feitas no Brasil.

Os advogados ingleses da prefeitura continuam buscando outros bens da Kildare e da Durant que possam quitar o valor da condenação.

A investigação patrimonial envolve ações da Eucatex, empresa brasileira dos Maluf. Isso ocorre pois em 2000 a Corte de Jersey bloqueou bens da Durant e da Kildare estimados à época em US$ 200 milhões, e grande parte desse patrimônio era constituído por papéis da Eucatex.

As companhias condenadas em Jersey apresentaram recursos a um tribunal da Inglaterra que analisa causas dos territórios da comunidade britânica, mas essa medida não levou à suspensão da execução da sentença da ilha.

Para vencer na corte inglesa, as empresas terão que comprovar que a decisão configurou uma flagrante violação de interesse público.

    28/06/2012

    Maluf só é odiado quando apoia adversário

    Filed under: Malufar — Gilmar Crestani @ 9:45 am

     

    José Serra criticou Lula. Mas não criticou FHC, que recebeu apoio de Maluf na reeleição

    Paulo Maluf, Mario Covas e Esperidião Amin em ato de apoio do então PPR (hoje PP) ao candidato Covas, que disputou o governo de SP, em 1994

    Fernando Henrique Cardoso abraça Paulo Maluf ao receber apoio na reeleição em 1998.

    O então presidente Fernando Henrique Cardoso, Paulo Maluf e Marco Maciel durante a convenção do PPB, em 1998, que apoiou a reeleição do tucano

    Maluf já subiu em palanques diversos. No segundo turno da eleição de governador de SP, em 1994, apoiou o tucano Mario Covas, com direito a foto e tudo (ver acima). Em 1998, recebeu o então presidente Fernando Henrique Cardoso na convenção do PPB que apoiou a reeleição.

    Geraldo Alckmin durante a festa de aniversário de Paulo Maluf na sala São Paulo, em 2011

    Os Amigos do Presidente Lula

    22/04/2012

    Crack, é possível vencer

    Filed under: Malufar,Manuela D’Ávila — Gilmar Crestani @ 10:18 am

    O Crack é possível vencer. Invencível é o apego da Manuela D’Ávila ao que existe de pior na política gaúcha. Esta, sim, literalmente, faz aliança até com o demônio se isto lhe trouxer  alguma popularidade e de lambuja alguns votos a mais. E não se diga que ela não seja coerente. Depois do mega Cesar Busatto, aquele que Paulo Feijó gravou na época do Yedagata, agora vem aí com novas investidas, no pragmatismo mais rastaquera que a aliança de Maluf com a Opus Dei. A Ana Amélia Lemos vai pendurar no pescoço de Manuela verbo malufar… E ela já malufeia!

    Crack, é possível vencer

    Esta semana o governo federal anunciou que investirá R$ 4 bilhões no programa Crack, é possível vencer,em todo o Brasil e R$ 103 milhões no Rio Grande do Sul. Um passo importante nessa luta que, há alguns anos, parecia sem saída para os usuários. Uma mudança de paradigma que nos anima e nos dá mais responsabilidades no combate a esse mal e na ação efetiva na recuperação dos dependentes.

    Com três importantes eixos, o programa atuará de forma direta e incisiva nos gargalos: combate ao narcotráfico; prevenção junto à sociedade civil; e garantia de atendimento de saúde aos dependentes da droga. E aqui chego a um ponto que julgo um dos mais essenciais: a recuperação efetiva dos usuários. São eles que nos mostrarão, na prática, que é possível superar esse problema, são eles que nos conduzirão através do seu exemplo a uma vitória. Que não será simples, nem em curto prazo. Por isso a garantia do acesso ao tratamento é tão fundamental.

    Em Porto Alegre, por exemplo, algumas ações caminham no mesmo sentido do programa nacional. Um deles, em especial, faz um recorte dos usuários que precisa de atenção especial: as grávidas usuárias de crack. Sob orientação do professor Dr. Flávio Pechansky, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre tem um projeto de intervenção terapêutica em gestantes usuárias de crack e outras drogas lícitas e ilícitas, identificando os efeitos no neurocomportamento do recém-nascido, na interação mãe-bebê e na evolução materna e do lactente aos três meses de vida.

    Esse recorte permitirá o acompanhamento das mães, ajudando-as a manterem-se longe do vício durante a gravidez e após, através de um dos laços mais fortes que existem: a maternidade. Não são poucos os relatos de mulheres que deixaram as drogas e afirmam que somente o amor por um filho as mantêm, diariamente, longe do vício e da tentação de uma recaída. Segundo o projeto do HCPA, estudos prévios demonstram que grande parte das gestantes usuárias de drogas persiste no uso mesmo após o primeiro trimestre da gravidez.

    Ao estabelecer um diagnóstico preciso da patologia das mães e estimular a troca da droga crack por tratamento adequado através de intervenções psicossociais é possível favorecer o desenvolvimento da capacidade da mãe como cuidadora. O projeto prevê, nesse sentido, o estímulo da interação mãe-bebê.

    Segundo o estudo, quando avaliados logo após o nascimento, os bebês expostos à cocaína ou crack durante a gestação demonstram várias dificuldades como alterações na auto-regulação, na motricidade e no tono muscular. Já os recém-nascidos expostos à cocaína durante o período pré-natal podem apresentar sinais de instabilidade autonômica, diminuição no crescimento fetal e maiores taxas de complicações respiratórias, infecciosas, como infecção generalizada, hepatites, sífilis e infecção pelo HIV. Na prática, isso aumenta consideravelmente os custos nos cuidados de saúde destes bebês para o sistema público de saúde.

    Outro tema fundamental que reforça a importância do projeto é a relevância da garantia da primeira infância saudável, fundamental para o desenvolvimento neuropsicomotor. Se não houver uma intervenção eficaz, a criança torna-se mais vulnerável ao desenvolvimento de transtornos mentais e é maior incidência de uso de álcool e outras drogas no futuro.

    O projeto é pioneiro e de grande relevância para a cidade, especialmente se considerarmos o momento que vivemos: o Brasil contra o crack. O problema, porém, é que as usuárias não estão chegando ao HCPA. Elas precisam ser encaminhadas através dos Postos de Saúde. Estes apresentam problemas crônicos de atendimento e isso acarreta na distância das usuárias do atendimento. É preciso, então, Postos em condições e uma ação incisiva na busca dessas mulheres. Não se pode esperar que elas busquem atendimento, porque a luta pela sobrevivência é maior do que a clareza de que precisam de ajuda.

    Podemos, sim, vencer o crack, mas é preciso enfrentamento combativo e eficiente.

    Sul 21 » Crack, é possível vencer

    11/01/2012

    Coligação Ilhas Virgens e Jersy: Serra & Maluf

    Filed under: José Serra,Maluf,Malufar — Gilmar Crestani @ 9:33 am

     

    Agora vai! Alckmin sinaliza articulação de chapa Serra-Maluf

    Na segunda-feira, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB/SP) levou, como convidado especial, o deputado Paulo Maluf (PP/SP) até a cidade de Campos de Jordão, para a solenidade simbólica de sanção da lei que cria a Região Metropolitana do Vale do Paraíba.
    Ambos fizeram discursos solenes no palanque para uma platéia de prefeitos e vereadores candidatos à reeleição em outubro.
    Maluf, embasado em seu conceito muito peculiar de "ética" na política, elogiou Alckmin como "exemplo de ética… Ética que infelizmente não vemos em outros setores desse País" (nas palavras de Maluf).
    Um elogio destes é de arregalar os olhos de qualquer Procurador da República zeloso de seus afazeres.
    Mas faz sentido. Maluf está respondendo processo no STF por desvio de dinheiro público da Prefeitura de São Paulo para o paraíso fiscal da Ilha de Jersey. Alckmin tem muito o que explicar sobre as propinas para tucanos paulistas, da Alstom e Siemens. Da Privataria Tucana falaremos abaixo, quando José Serra entrar em cena.
    Maluf também lançou Alckmin à presidência em 2018 e lembrou que o conhece de longa data, desde quando era governador na ditadura (1979-1982), e o jovem prefeito de Pindamonhangada da época era Geraldo Alckmin, com quem mantinha relações amistosas.
    Alckmin aparelhou o CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo) loteando o órgão para um apadrinhado de Maluf. O órgão já virou escândalo, com a construção de novos conjuntos habitacionais em áreas de enchentes.
    Alckmin já orientou a bancada tucana a manter boa relação com o PP de Maluf, agora que o principal aliado dos tucanos, o DEMos, está fragilizado, com a virada-de-casaca de Kassab, ao criar o PSD, adesísta ao governo Dilma e que já se oferece para apoiar o PT na eleição municipal paulistana.
    Na terça-feira, Alckmin prestigiou outro político enrolado com escândalos, José Serra (PSDB/SP), que também tem muitas afinidades "éticas" com Maluf, como revela o livro "A Privataria Tucana".
    Alckmin levou Serra para inaugurar um laboratório de oncologia em um hospital paulista.
    Sem um demo-tucano viável para disputar a Prefeitura de São Paulo, Alckmin quer Serra como candidato, mesmo com a Privataria Tucana, mesmo com o risco de Serra ser enquadrado na lei da ficha-suja, e mesmo que seja para perder. Qualquer votação acima de 10% de Serra já seria melhor do que uma votação abaixo de 5% de um tucano pouco conhecido. E a derrota de Serra o queimaria de vez, deixando o caminho totalmente livre para a liderança hegemônica de Alckmin.
    Nesse cenário, onde interessa a Alckmin lançar candidatos com alta rejeição para perder por menor diferença, não seria surpresa se, no bastidores do laboratório inaugurado, tenha sido lançado o balão de ensaio da chapa encabeçada por Serra tendo Maluf como vice (apesar do pesadelo que uma chapa destas representa para qualquer  marqueteiro demo-tucano).

    Os Amigos do Presidente Lula

    22/11/2011

    Malufar, verbo intransigente

    Filed under: Antônio David,Direita,Maluf,Malufar,Malufinho,Rodrigo Souza Neves — Gilmar Crestani @ 8:47 am

    Como pode defender uma proposta, perder, e dizer que ‘é golpe’, Malufinho?

    por Antônio David

    Não é de hoje que a turma da direita procura desesperadamente os holofotes e microfones da imprensa para se autoproclamar os representantes da “maioria”, os que vieram para salvar os estudantes contra a “esquerda radical” que, segundo eles, toma conta do movimento estudantil da USP.

    No dia seguinte mesmo da ocupação da Administração da FFLCH, alguns estudantes de direita postaram-se em frente do prédio ocupado, procurando as câmaras de TV para fazer o discurso que já conhecemos: que este movimento estudantil é uma minoria, e que eles são os verdadeiros porta-vozes da “maioria”.

    Esqueceram-se os colegas de dizer que na última eleição para o DCE da USP, eles, porta-vozes da “maioria”, tiveram apenas 5% dos votos, num universo de mais de 8 mil votos. Onde estava a “maioria”, que não votou neles? Que eu saiba, a “maioria” não tem porta-vozes oficiais e não deu procuração a ninguém pra que fale em nome dela.

    Seu principal líder é Rodrigo Souza Neves, estudante de História até ano passado e agora estudante de Gestão de Políticas Públicas, amplamente conhecido como “Malufinho”. O motivo? A foto, no final desse artigo. Se falo dele, é porque ele é de fato o líder, articulador, porta-voz e figura pública do grupo. A crítica não é personalista; o grupo é que parece ser.

    Há alguns dias, durante uma reunião do Conselho de Centros Acadêmicos em Ribeirão Preto, Malufinho gabava-se dizendo que sua chapa “ganharia fácil” a eleição do Centro Acadêmico. Eu estava lá, e ouvi ele dizer isso. Pois bem, a eleição já aconteceu, e a chapa do Malufinho perdeu de lavada. A chapa concorrente teve mais que o dobro de votos. Nem no seu próprio curso Malufinho é maioria.

    Agora que estamos em greve, com mais de 50% do campus Butantã parado (vale lembrar, o maior campus da USP), Malufinho e sua turma estão esperneando, dizendo que o adiamento da eleição foi golpe. Malufinho só esqueceu de dizer que ele não apenas estava na assembleia que deliberou pelo adiamento da eleição, como defendeu a proposta de não adiar a eleição. Todos ouviram sua defesa, e ele teve o mesmo tempo dado aos outros para defender sua proposta. Como pode, uma pessoa defender uma proposta, perder, e depois sair dizendo “é golpe”? Se é golpe, o coerente não seria ter dito que aquela votação não poderia acontecer? Mas Malufinho e sua turma parecem não se preocupar com a coerência.

    Aos que não estavam na assembleia, um dado curioso: a votação foi mais ou menos 3 mil contra 10. (Isso mesmo, votaram contra o adiamento da eleição só os membros da chapa da direita que estavam na assembléia, umas dez pessoas. Os demais 3 mil votaram pelo adiamento da eleição). Essa deve ter sido a votação mais folgada da história das assembleias dos estudantes da USP.

    Atentado à democracia é haver uma eleição no meio de uma greve tão grande, com tanta adesão. Se a eleição ocorresse na data original, um imenso contingente de estudantes não teria condições de votar, dada a impossibilidade de organizar a eleição e de organizar as atividades de greve ao mesmo tempo. Precisa dizer? Uma criança de dez anos é capaz de entender isso. Além disso, não há absolutamente nada no Estatuto do DCE que impeça uma assembléia de mudar a data da eleição numa situação como a que estamos vivendo. Mas Malufinho e sua turma parecem ignorar isso tudo.

    Agora eles evocam o Estatuto do DCE. Que ironia! Pois, não bastasse Malufinho interpretar o Estatuto de maneira equivocada, ele se esquece que, segundo o Estatuto, a diretoria do DCE deve seguir as deliberações aprovadas nas instâncias do DCE (Art. 7), a saber, o Congresso dos Estudantes da USP, as Assembleias e o Conselho de Centros Acadêmicos. Será que Malufinho e sua turma reconhecem essas instâncias? Como eles inscreveram uma chapa, pressupõe-se que sim. Será? É duvidoso, haja vista o tanto de ataques que eles fazem contra as deliberações dessas instâncias.

    Há alguns dias, a imprensa divulgou uma pesquisa feita pelo Datafolha, que supostamente dá razão para Malufinho e sua turma. A chamada em um jornal de grande circulação foi: “Pesquisa indica que maioria dos alunos da USP é a favor da PM no campus”. No entanto, uma leitura mais atenta mostra que não é bem assim.

    Segundo o Datafolha, 58% dos entrevistados são a favor da presença da PM no campus. É possível que entre os docentes o percentual seja o mesmo. Mas, se os trabalhadores do campus tivessem sido entrevistados, muito provavelmente este percentual seria muito mais baixo. Sobretudo se a entrevista tivesse contemplado os trabalhadores terceirizados, muitos dos quais moradores da favela São Remo, que fica ao lado da USP, e que são vítimas diariamente da truculência e dos abusos policiais.

    Mesmo se desconsiderarmos essa falha grosseira na pesquisa – afinal, os trabalhadores também são usuários do campus e também necessitam de segurança tanto quanto os estudantes -, ainda assim o resultado é favorável para os críticos da presença da PM no campus. Afinal, com a campanha violenta e diária que a mídia está fazendo contra nós, marcada pelo esforço de estigmatizar nosso movimento e de fazer o elogio da presença da PM no campus, este percentual deveria ser de no mínimo 90%.

    Não é à toa que Malufinho e sua turma não vibraram quando saiu o resultado da pesquisa. 58% representa uma derrota para a Reitoria e uma vitória para o nosso movimento. Pois o que os estudantes querem não é a PM no campus; mas sim, segurança. E se muitos ainda acreditam que segurança rima com PM, não é porque a PM traga segurança, mas sim porque nós somos todos os dias bombardeados com mau jornalismo, que, de forma tendenciosa e antiética, ataca nosso movimento e faz a apologia da Polícia Militar.

    É sintomático, aliás, que essa mesma pesquisa tenha mostrado que 79% dos entrevistados têm medo de andar pelo campus à noite. Ora, como têm medo, se agora a PM faz rondas ostensivas no campus? Sintoma de que os reais problemas de segurança do campus não foram resolvidos. De fato, não o foram. E não serão, enquanto Rodas for Reitor e enquanto não houver uma estatuinte paritária na USP, que abra a estrutura de poder feudal dessa universidade.

    Isso tudo pra dizer que a mídia não apenas manipula as informações; ela inverte a realidade. Defesa da democracia e atentado à democracia parecem na mídia ocupar o lugar um do outro. Há alguns dias, Alckmin afirmava que “os estudantes precisam de uma aula de democracia”. No entanto, a Assembleia Legislativa nunca investigou nenhuma denúncia de corrupção contra seu Governo. Vivemos na era do cinismo.

    Não poderia deixar de encerrar este artigo sem compartilhar essa bela foto, de Malufinho prestando solidariedade a seu grande mestre, no Encontro Estadual do PP em 2009. O site de onde copiei a foto está AQUI.  (Aproveitem para guardar essa recordação (rs), antes que eles tirem do ar!)

    O que dizer de Maluf? Não falarei das denúncias e dos processos que Paulo Maluf responde na Justiça. Todos já os conhecem. Lembrarei de algumas frases imemoriais, de sua autoria:

    – Os EUA não têm AI-5; têm cadeira elétrica.

    – Professora não é mal paga; é mal casada.

    – O que fazer com um camarada que estuprou uma moça e matou? Tá bom, está com vontade sexual, estupra, mas não mata.

    – O Collor é um bom rapaz, mas não aceitem atravessadores. Se quiserem um malufista, votem em mim.

    – Nossa polícia é boa. O que atrapalha é essa política de direitos humanos para bandidos.

    – Não se pode comprar deputados, porque eles saem por aí contando, e você se desmoraliza com o eleitorado.

    – Vou pôr a ROTA na rua.

    Com a palavra, Malufinho…

    Antônio David é mestrando em filosofia na FFLCH/USP

    PS do Viomundo: Malufinho é o jovem de camisa azul, terno e gravata, com a mão no ombro do original.

    Antônio David: Como pode defender uma proposta, perder, e dizer que ‘é golpe’, Malufinho? | Viomundo – O que você não vê na mídia

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