Ficha Corrida

18/12/2014

Graças ao poder de Gilmar Mendes, Maluf é quase um perseguido político

Filed under: Ficha Limpa,Ficha Suja,Gilmar IDP Mendes,Gilmar Mendes,Maluf,Malufar,Paulo Salim Maluf — Gilmar Crestani @ 9:04 am
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malufar

Em mais uma oportunidade Gilmar Mendes prova que ainda detém muito poder. Graças ao seu poder de persuasão, via IDP, do Silenciador Geral de FHC, o político brasileiro mais condenado no exterior devido à longa ficha de serviços prestados à lavagem de dinheiro, pode-se considerar um perseguido político. O Santiago, ainda nos anos 80, já havia cunhado a expressão malufar com o significado de desonestidade, falcatrua e outros adjetivos similares. Estava errado. Com a decisão do TSE o Papa Francisco ainda será constrangido a beatifica-lo.

Seria interessante uma comparação entre José Genoíno e Paulo Salim Maluf, a ser escrita com direito à citação ao domínio do fato…

Maluf é ficha-limpa e pode assumir mandato, diz TSE

Com nova formação, corte derruba decisão e libera registro de deputado

Pepista foi condenado pelo superfaturamento de obras do túnel Ayrton Senna quando foi prefeito de São Paulo

SEVERINO MOTTA, DE BRASÍLIA, para a FOLHA

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) acatou nesta quarta-feira (17) um recurso da defesa do deputado Paulo Maluf (PP-SP) e deferiu seu registro de candidatura. Com isso, ele será diplomado e assumirá um novo mandato a partir do ano que vem.

"Na minha vida pública sempre confiei, confio e continuarei confiando na Justiça Brasileira", afirmou Maluf após a decisão.

Como foi o deputado mais votado em sua coligação (escolhido por 250 mil eleitores), a validação de seus votos deve alterar a composição da Câmara, já que a lista de eleitos havia sido feita sem eles.

A reviravolta no TSE ocorreu devido a alteração na composição da corte. Na votação em que Maluf foi barrado com base na Lei da Ficha Limpa, em setembro, por 4 votos a 3, a corte contava com o ministro Admar Gonzaga.

Nesta quarta, Admar estava em viagem oficial e em seu lugar participou do julgamento o ministro Tarcísio Vieira, que votou a favor de Maluf e virou o placar para 4 a 3.

A troca fez com que o presidente do TSE, Dias Toffoli, e os ministros Gilmar Mendes e João Otávio Noronha, que haviam criticado duramente os ministros que barraram Maluf em setembro, passassem da posição de votos vencidos para vencedores.

Em setembro, Maluf foi considerado ficha-suja devido à sua condenação por improbidade administrativa relativa ao superfaturamento das obras do túnel Ayrton Senna quando foi prefeito de São Paulo (1993-1996).

Mas, para ser barrado com base na Ficha Limpa, a condenação tem que ser dolosa, quando há intenção de cometer o crime. E a condenação de Maluf no Tribunal de Justiça de São Paulo não afirma que os atos foram dolosos.

Para enquadrar Maluf na Ficha Limpa, a maioria do TSE havia entendido que não seria possível que o parlamentar tivesse participado do esquema sem querer.

Na ocasião, votaram para barrar Maluf a relatora do caso, ministra Luciana Lóssio, Admar Gonzaga, Maria Thereza de Assis e Luiz Fux.

Naquela sessão, Toffoli e Gilmar disseram que a corte eleitoral estava extrapolando suas atribuições, uma vez que estaria qualificando criminalmente a conduta de Maluf.

Nesta quarta, Tarcísio repetiu Toffoli e Gilmar. Por isso, acolheu o recurso e formou maioria a favor de Maluf.

18/04/2014

Mas, para o STF, Genoíno é que é corrupto…

Filed under: Assas JB Corp,Ódio de Classe,Joaquim Barbosa,Maluf,Malufar,STF — Gilmar Crestani @ 8:59 am
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Maluf é condenado… nos EUA…

Já nosso glorioso e implacável STF, contrariou súmula e soltou Maluf, como noticiou O Globo… E aí me vem à lembrança uma charge do Santiago, dos tempos de antanho…

EUA mantém ordem de prisão contra Maluf

18.04.2014 | 06:00 Justiça, Paulo Maluf

Deputado e ex-prefeito perde recurso na Suprema Corte de Nova York

por Fausto Macedo

Paulo Maluf (PP/SP) sofreu novo revés, desta vez na Suprema Corte de Nova York (EUA), que rejeitou outro pedido do deputado brasileiro de anulação do processo pelo qual foi decretada a prisão dele e de um de seus filhos, o empresário Flávio Maluf.

Na ação, a promotoria americana acusou Maluf e Flávio de manterem em uma conta bancária US$ 11 milhões supostamente desviados dos cofres públicos municipais de São Paulo.

Maluf foi prefeito da Capital paulista entre 1993 e 1996. O dinheiro depositado nos EUA, segundo a acusação, seria apenas uma parte de montante relativo a fraudes em obras viárias de grande porte por ele contratadas em sua gestão, como a construção da Avenida Água Espraiada, na zona Sul da cidade.

Maluf nega a prática de malfeitos. Por sua assessoria, sempre que questionado sobre as acusações do Ministério Público, reitera que “não tem e nunca teve dinheiro no exterior”.

A ação da Promotoria de Nova York provocou uma grave consequência para Maluf – seu nome foi inserido na difusão vermelha da Interpol, organismo que aloja as polícias de quase 200 países.

A difusão vermelha é o índex dos mais procurados. Maluf até pode sair do Brasil, mas corre o risco de ser capturado em um aeroporto qualquer.

VEJA A DECISÃO DA SUPREMA CORTE DE NOVA YORK QUE REJEITOU OUTRO PEDIDO DE ANULAÇÃO DO PROCESSO CONTRA MALUF (abaixo, a tradução)

TRADUÇÃO

“Ordem e julgamento (um documento), Suprema Corte, Condado de Nova York (Marcy S. Friedman, J.), proferida em 25 de abril de 2012, que rejeitou o requerimento buscando, entre outras coisas, um mandado judicial proibindo o respondente Cyrus V. Vance, Jr., Promotor Público (DA, na sigla em inglês) do Condado de Nova York, de continuar a processar uma ação criminal pendente contra os requerentes, e indeferiu o processo trazido nos termos do artigo 78 do CPLR (equivalente ao Código de Processo Civil brasileiro), unanimemente afirmado, sem custos. Nesta ação por um mandado de proibição ordenando ao DA para manter a acusação dos requerentes, cidadãos brasileiros (o ex-prefeito de São Paulo e seu filho) que foram indiciados em Nova York por crimes relacionados ao roubo de mais de US$ 11 milhões em recursos públicos brasileiros que foram alegadamente transferidos para a conta dos requerentes num banco localizado em Nova York, o requerimento foi devidamente rejeitado. O recurso extraordinário de proibição não está disponível para os requerentes, que afirmam que a ação criminal subjacente viola seus direitos estatutários e constitucionais a um julgamento rápido e seu direito a um devido processo, ou, por alternativa, que o indiciamento deveria ser rejeitado para promover justiça nos temos da CPL 210.40(1) ou pelos princípios de respeito internacional. Estas demandas alegam erros da lei para os quais os requerentes adequaram recursos alternativos, incluindo protocolar moções anteriores ao julgamento na ação criminal subjacente e questionar qualquer convicção sobre apelação (Matéria de Veloz v Rothwax, 65 NY2d 902, 904; Matéria de Lopez v Juízes da Suprema Corte do Condado de Nova York, 36 NY2d 949; Matéria de Neal v White, 46 AD3d 156, 159-160 ). Que os requerentes teriam de sair voluntariamente de seu país natal para comparecer à citação já que o Brasil não extraditará seus próprios cidadãos antes de eles se valerem desses recursos não os tornar inadequados (ver Matéria de Rush v Mordue, 68 NY2d 348, 354 “o suplício de um julgamento criminal e a possibilidade de condenação, por si sós, são insuficientemente danosas para garantir o uso do mandado”). Ademais, os requerentes não satisfizeram os requisitos de demonstrar um ‘claro direito legal’ a qualquer assistência buscada. (Matéria de Haggerty v Himelein, 89 NY2d 431, 435).”

ESTA CONSTITUI A DECISÃO E ORDEM
DA SUPREMA CORTE, VARA DE APELAÇÕES, PRIMEIRO DEPARTAMENTO,
PROFERIDA EM 15 DE ABRIL DE 2014

Veja também:

25/05/2013

Dinheiro desviado de obras de Maluf volta à prefeitura

Filed under: Maluf,Malufar,STF — Gilmar Crestani @ 8:36 am
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Quem solta ladrão e bandido é o STF. O STF só prende adversário político.

Matéria da Folha de São Paulo de 2005:

O Código de Processo Penal admite a prisão preventiva de quem tenta atrapalhar investigações por meio da coação de testemunhas. A maioria dos ministros aceitou o argumento da defesa de Flávio de que não houve tentativa de coação de testemunha porque Birigüi era na verdade co-réu. Votaram a favor da libertação Carlos Velloso, Nelson Jobim, Marco Aurélio de Mello, Sepúlveda Pertence e Ellen Gracie Northfleet.
Além das questões jurídicas, Carlos Velloso disse ter ficado sensibilizado com Maluf na condição de pai. "Nós, que somos pais, podemos imaginar o sofrimento do paciente", disse Velloso ao votar. Indagado depois sobre a afirmação, esclareceu: "Realmente imagino o sofrimento de um pai preso na mesma cela que o filho. Isso me sensibiliza".
Sobre a saúde de Maluf, disse: "Se ele estiver doente, o tratamento na prisão é deficiente. Se estivesse condenado, teria de se sujeitar. Se é prisão cautelar [provisória], isso deve ser considerado
."

Dinheiro desviado de obras de Maluf volta à prefeitura

Recursos são recuperados 15 anos depois de serem enviados ao exterior

Valor equivalente a R$ 3,3 milhões é parte do que foi movimentado pelas empresas da família do deputado

FLÁVIO FERREIRADE SÃO PAULO

A Justiça da Ilha de Jersey determinou nesta semana o repasse à Prefeitura de São Paulo de 1 milhão de libras esterlinas, equivalente a cerca de R$ 3,3 milhões, que estavam depositadas em contas movimentadas por familiares do ex-prefeito e deputado Paulo Maluf (PP-SP).

Os recursos são associados a desvios que teriam ocorrido durante a execução de obras na cidade na época em que Maluf era o prefeito e foram remetidos ao exterior há 15 anos, de acordo com a prefeitura, o Ministério Público Estadual e os juízes de Jersey.

O dinheiro foi repassado ao município em cumprimento à sentença da Corte de Jersey que condenou em novembro as empresas da família Maluf. É a primeira vez que dinheiro dos Maluf depositado no exterior volta ao Brasil em virtude de uma condenação judicial por corrupção.

Maluf sempre negou ter dinheiro no exterior, mas o processo de Jersey reuniu farta documentação mostrando que ele e seu filho Flávio controlam duas empresas sediadas em paraísos fiscais, a Durant e a Kildare, e movimentaram suas contas bancárias.

Segundo a Procuradoria-Geral do Município, os R$ 3,3 milhões recuperados agora entrarão no caixa da prefeitura e poderão ser usados em qualquer atividade pelo prefeito Fernando Haddad (PT-SP). Maluf apoiou Haddad na eleição do ano passado e seu partido controla a Secretaria Municipal da Habitação.

A Justiça da Ilha de Jersey, um paraíso fiscal britânico, condenou as duas empresas associadas à família Maluf a devolver o equivalente a R$ 57 milhões. De acordo com a sentença, os juízes concluíram que Maluf participou dos desvios apontados pelas investigações feitas no Brasil.

Os advogados ingleses da prefeitura continuam buscando outros bens da Kildare e da Durant que possam quitar o valor da condenação.

A investigação patrimonial envolve ações da Eucatex, empresa brasileira dos Maluf. Isso ocorre pois em 2000 a Corte de Jersey bloqueou bens da Durant e da Kildare estimados à época em US$ 200 milhões, e grande parte desse patrimônio era constituído por papéis da Eucatex.

As companhias condenadas em Jersey apresentaram recursos a um tribunal da Inglaterra que analisa causas dos territórios da comunidade britânica, mas essa medida não levou à suspensão da execução da sentença da ilha.

Para vencer na corte inglesa, as empresas terão que comprovar que a decisão configurou uma flagrante violação de interesse público.

    18/11/2012

    Jersey condena aliado de FHC e Alckmin

    Filed under: Grupos Mafiomidiáticos,Lavagem de Dinheiro,Maluf — Gilmar Crestani @ 12:30 pm

    Qual destas ilhas a RBS lava dinheiro: Ilhas Jersey, Ilha de Santa Catarinha ou Ilhas Cayman? Resposta correta: em todas e qualquer lavanderia.

    O PiG (*) agora descobriu que o Maluf lava dinheiro.

    O Globo pode enganar o Supremo, mas não engana mais ninguém

    Saiu na página 3 da edição impressa do Globo, cada vez mais Golpista:
    http://oglobo.globo.com/pais/justica-de-jersey-condena-maluf-devolver-217-milhoes-prefeitura-de-sp-6747657
    “O aliado deve R$ 22 milhões”

    Navalha

    Está certo O Globo.
    Paulo Maluf foi aliado de Fernando Henrique Cardoso, pelas mãos do Grande Estrategista Luiz Carlos Santos.
    Fez parte da base do Governo FHC, com fidelidade canina, e em troca, recebeu ministérios.
    (Não é isso, Ministro Francisco Dornelles ?)
    Faz parte, agora, do Governo Geraldo Alckmin, esse que compartilha o Governo de São Paulo com o PCC.
    Como diz Claudio Lembo, vice-governador de Alckmin, arenista, pefelista e agora PSD: “fomos todos malufistas”.
    O PiG (*) agora descobriu que o Maluf lava dinheiro.
    Quando o “seu” Frias era vivo, a Folha (**) não ousava dizer isso.
    Porque, depois do Padim Pade Cerra, o patrão não admirava mais ninguém do que o Maluf.
    O Maluf vivia lá na redação da Folha a despachar com o “seu” Frias.
    O Maluf era o candidato à Presidência do Golbery do Couto e Silva e seu fiel escudeiro, o Major Heitor.
    Seria o grande presidente “civilista”.
    E o Golbery é aquele jenio que o historialismo – não é Jornalismo nem História – identifica como um dos Pais da Democracia Pátria.
    Agora, o PiG descobriu que o Maluf tem dinheiro em Jersey.
    E em Cayman, quem lava dinheiro ?
    O PiG não sabe ?
    Basta perguntar ao Amaury !
    Quando o PiG (*) quis dar o Golpe e levar o Marconi Perillo para a Presidencia do Senado, o PiG (*) descobriu que o Sarney era o Sarney.
    O Globo pode enganar o Supremo.
    Mas, não engana a todos, o tempo inteiro.
    Paulo Henrique Amorim

    Jersey condena aliado de FHC e Alckmin | Conversa Afiada

    11/01/2012

    Coligação Ilhas Virgens e Jersy: Serra & Maluf

    Filed under: José Serra,Maluf,Malufar — Gilmar Crestani @ 9:33 am

     

    Agora vai! Alckmin sinaliza articulação de chapa Serra-Maluf

    Na segunda-feira, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB/SP) levou, como convidado especial, o deputado Paulo Maluf (PP/SP) até a cidade de Campos de Jordão, para a solenidade simbólica de sanção da lei que cria a Região Metropolitana do Vale do Paraíba.
    Ambos fizeram discursos solenes no palanque para uma platéia de prefeitos e vereadores candidatos à reeleição em outubro.
    Maluf, embasado em seu conceito muito peculiar de "ética" na política, elogiou Alckmin como "exemplo de ética… Ética que infelizmente não vemos em outros setores desse País" (nas palavras de Maluf).
    Um elogio destes é de arregalar os olhos de qualquer Procurador da República zeloso de seus afazeres.
    Mas faz sentido. Maluf está respondendo processo no STF por desvio de dinheiro público da Prefeitura de São Paulo para o paraíso fiscal da Ilha de Jersey. Alckmin tem muito o que explicar sobre as propinas para tucanos paulistas, da Alstom e Siemens. Da Privataria Tucana falaremos abaixo, quando José Serra entrar em cena.
    Maluf também lançou Alckmin à presidência em 2018 e lembrou que o conhece de longa data, desde quando era governador na ditadura (1979-1982), e o jovem prefeito de Pindamonhangada da época era Geraldo Alckmin, com quem mantinha relações amistosas.
    Alckmin aparelhou o CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo) loteando o órgão para um apadrinhado de Maluf. O órgão já virou escândalo, com a construção de novos conjuntos habitacionais em áreas de enchentes.
    Alckmin já orientou a bancada tucana a manter boa relação com o PP de Maluf, agora que o principal aliado dos tucanos, o DEMos, está fragilizado, com a virada-de-casaca de Kassab, ao criar o PSD, adesísta ao governo Dilma e que já se oferece para apoiar o PT na eleição municipal paulistana.
    Na terça-feira, Alckmin prestigiou outro político enrolado com escândalos, José Serra (PSDB/SP), que também tem muitas afinidades "éticas" com Maluf, como revela o livro "A Privataria Tucana".
    Alckmin levou Serra para inaugurar um laboratório de oncologia em um hospital paulista.
    Sem um demo-tucano viável para disputar a Prefeitura de São Paulo, Alckmin quer Serra como candidato, mesmo com a Privataria Tucana, mesmo com o risco de Serra ser enquadrado na lei da ficha-suja, e mesmo que seja para perder. Qualquer votação acima de 10% de Serra já seria melhor do que uma votação abaixo de 5% de um tucano pouco conhecido. E a derrota de Serra o queimaria de vez, deixando o caminho totalmente livre para a liderança hegemônica de Alckmin.
    Nesse cenário, onde interessa a Alckmin lançar candidatos com alta rejeição para perder por menor diferença, não seria surpresa se, no bastidores do laboratório inaugurado, tenha sido lançado o balão de ensaio da chapa encabeçada por Serra tendo Maluf como vice (apesar do pesadelo que uma chapa destas representa para qualquer  marqueteiro demo-tucano).

    Os Amigos do Presidente Lula

    22/11/2011

    Malufar, verbo intransigente

    Filed under: Antônio David,Direita,Maluf,Malufar,Malufinho,Rodrigo Souza Neves — Gilmar Crestani @ 8:47 am

    Como pode defender uma proposta, perder, e dizer que ‘é golpe’, Malufinho?

    por Antônio David

    Não é de hoje que a turma da direita procura desesperadamente os holofotes e microfones da imprensa para se autoproclamar os representantes da “maioria”, os que vieram para salvar os estudantes contra a “esquerda radical” que, segundo eles, toma conta do movimento estudantil da USP.

    No dia seguinte mesmo da ocupação da Administração da FFLCH, alguns estudantes de direita postaram-se em frente do prédio ocupado, procurando as câmaras de TV para fazer o discurso que já conhecemos: que este movimento estudantil é uma minoria, e que eles são os verdadeiros porta-vozes da “maioria”.

    Esqueceram-se os colegas de dizer que na última eleição para o DCE da USP, eles, porta-vozes da “maioria”, tiveram apenas 5% dos votos, num universo de mais de 8 mil votos. Onde estava a “maioria”, que não votou neles? Que eu saiba, a “maioria” não tem porta-vozes oficiais e não deu procuração a ninguém pra que fale em nome dela.

    Seu principal líder é Rodrigo Souza Neves, estudante de História até ano passado e agora estudante de Gestão de Políticas Públicas, amplamente conhecido como “Malufinho”. O motivo? A foto, no final desse artigo. Se falo dele, é porque ele é de fato o líder, articulador, porta-voz e figura pública do grupo. A crítica não é personalista; o grupo é que parece ser.

    Há alguns dias, durante uma reunião do Conselho de Centros Acadêmicos em Ribeirão Preto, Malufinho gabava-se dizendo que sua chapa “ganharia fácil” a eleição do Centro Acadêmico. Eu estava lá, e ouvi ele dizer isso. Pois bem, a eleição já aconteceu, e a chapa do Malufinho perdeu de lavada. A chapa concorrente teve mais que o dobro de votos. Nem no seu próprio curso Malufinho é maioria.

    Agora que estamos em greve, com mais de 50% do campus Butantã parado (vale lembrar, o maior campus da USP), Malufinho e sua turma estão esperneando, dizendo que o adiamento da eleição foi golpe. Malufinho só esqueceu de dizer que ele não apenas estava na assembleia que deliberou pelo adiamento da eleição, como defendeu a proposta de não adiar a eleição. Todos ouviram sua defesa, e ele teve o mesmo tempo dado aos outros para defender sua proposta. Como pode, uma pessoa defender uma proposta, perder, e depois sair dizendo “é golpe”? Se é golpe, o coerente não seria ter dito que aquela votação não poderia acontecer? Mas Malufinho e sua turma parecem não se preocupar com a coerência.

    Aos que não estavam na assembleia, um dado curioso: a votação foi mais ou menos 3 mil contra 10. (Isso mesmo, votaram contra o adiamento da eleição só os membros da chapa da direita que estavam na assembléia, umas dez pessoas. Os demais 3 mil votaram pelo adiamento da eleição). Essa deve ter sido a votação mais folgada da história das assembleias dos estudantes da USP.

    Atentado à democracia é haver uma eleição no meio de uma greve tão grande, com tanta adesão. Se a eleição ocorresse na data original, um imenso contingente de estudantes não teria condições de votar, dada a impossibilidade de organizar a eleição e de organizar as atividades de greve ao mesmo tempo. Precisa dizer? Uma criança de dez anos é capaz de entender isso. Além disso, não há absolutamente nada no Estatuto do DCE que impeça uma assembléia de mudar a data da eleição numa situação como a que estamos vivendo. Mas Malufinho e sua turma parecem ignorar isso tudo.

    Agora eles evocam o Estatuto do DCE. Que ironia! Pois, não bastasse Malufinho interpretar o Estatuto de maneira equivocada, ele se esquece que, segundo o Estatuto, a diretoria do DCE deve seguir as deliberações aprovadas nas instâncias do DCE (Art. 7), a saber, o Congresso dos Estudantes da USP, as Assembleias e o Conselho de Centros Acadêmicos. Será que Malufinho e sua turma reconhecem essas instâncias? Como eles inscreveram uma chapa, pressupõe-se que sim. Será? É duvidoso, haja vista o tanto de ataques que eles fazem contra as deliberações dessas instâncias.

    Há alguns dias, a imprensa divulgou uma pesquisa feita pelo Datafolha, que supostamente dá razão para Malufinho e sua turma. A chamada em um jornal de grande circulação foi: “Pesquisa indica que maioria dos alunos da USP é a favor da PM no campus”. No entanto, uma leitura mais atenta mostra que não é bem assim.

    Segundo o Datafolha, 58% dos entrevistados são a favor da presença da PM no campus. É possível que entre os docentes o percentual seja o mesmo. Mas, se os trabalhadores do campus tivessem sido entrevistados, muito provavelmente este percentual seria muito mais baixo. Sobretudo se a entrevista tivesse contemplado os trabalhadores terceirizados, muitos dos quais moradores da favela São Remo, que fica ao lado da USP, e que são vítimas diariamente da truculência e dos abusos policiais.

    Mesmo se desconsiderarmos essa falha grosseira na pesquisa – afinal, os trabalhadores também são usuários do campus e também necessitam de segurança tanto quanto os estudantes -, ainda assim o resultado é favorável para os críticos da presença da PM no campus. Afinal, com a campanha violenta e diária que a mídia está fazendo contra nós, marcada pelo esforço de estigmatizar nosso movimento e de fazer o elogio da presença da PM no campus, este percentual deveria ser de no mínimo 90%.

    Não é à toa que Malufinho e sua turma não vibraram quando saiu o resultado da pesquisa. 58% representa uma derrota para a Reitoria e uma vitória para o nosso movimento. Pois o que os estudantes querem não é a PM no campus; mas sim, segurança. E se muitos ainda acreditam que segurança rima com PM, não é porque a PM traga segurança, mas sim porque nós somos todos os dias bombardeados com mau jornalismo, que, de forma tendenciosa e antiética, ataca nosso movimento e faz a apologia da Polícia Militar.

    É sintomático, aliás, que essa mesma pesquisa tenha mostrado que 79% dos entrevistados têm medo de andar pelo campus à noite. Ora, como têm medo, se agora a PM faz rondas ostensivas no campus? Sintoma de que os reais problemas de segurança do campus não foram resolvidos. De fato, não o foram. E não serão, enquanto Rodas for Reitor e enquanto não houver uma estatuinte paritária na USP, que abra a estrutura de poder feudal dessa universidade.

    Isso tudo pra dizer que a mídia não apenas manipula as informações; ela inverte a realidade. Defesa da democracia e atentado à democracia parecem na mídia ocupar o lugar um do outro. Há alguns dias, Alckmin afirmava que “os estudantes precisam de uma aula de democracia”. No entanto, a Assembleia Legislativa nunca investigou nenhuma denúncia de corrupção contra seu Governo. Vivemos na era do cinismo.

    Não poderia deixar de encerrar este artigo sem compartilhar essa bela foto, de Malufinho prestando solidariedade a seu grande mestre, no Encontro Estadual do PP em 2009. O site de onde copiei a foto está AQUI.  (Aproveitem para guardar essa recordação (rs), antes que eles tirem do ar!)

    O que dizer de Maluf? Não falarei das denúncias e dos processos que Paulo Maluf responde na Justiça. Todos já os conhecem. Lembrarei de algumas frases imemoriais, de sua autoria:

    – Os EUA não têm AI-5; têm cadeira elétrica.

    – Professora não é mal paga; é mal casada.

    – O que fazer com um camarada que estuprou uma moça e matou? Tá bom, está com vontade sexual, estupra, mas não mata.

    – O Collor é um bom rapaz, mas não aceitem atravessadores. Se quiserem um malufista, votem em mim.

    – Nossa polícia é boa. O que atrapalha é essa política de direitos humanos para bandidos.

    – Não se pode comprar deputados, porque eles saem por aí contando, e você se desmoraliza com o eleitorado.

    – Vou pôr a ROTA na rua.

    Com a palavra, Malufinho…

    Antônio David é mestrando em filosofia na FFLCH/USP

    PS do Viomundo: Malufinho é o jovem de camisa azul, terno e gravata, com a mão no ombro do original.

    Antônio David: Como pode defender uma proposta, perder, e dizer que ‘é golpe’, Malufinho? | Viomundo – O que você não vê na mídia

    01/09/2011

    Ladrão que rouba ladrão

    Filed under: Maluf — Gilmar Crestani @ 7:25 am

     

    Casa de veraneio de Paulo Maluf é furtada no Guarujá, SP

    Publicada em 31/08/2011 às 18h06m

    Leonardo Guandeline (leonardo.guandeline@sp.oglobo.com.br)

    SÃO PAULO – Bandidos furtaram nesta madrugada a casa de veraneio do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) na Praia da Enseada, no Guarujá, na Baixada Santista, litoral de São Paulo. De acordo com boletim de ocorrência registrado na Delegacia Sede do Guarujá, foram levados uma lavadora de pressão, cadeiras, ferramentas e uma bicicleta.

    Na residência não há sinais de arrombamento, o que indica, segundo a polícia, que os objetos furtados estavam do lado de fora. A Polícia Militar (PM) foi chamada pelo caseiro, que encontrou o portão do imóvel aberto.

    Em meio a escândalos de corrupção e processos, o deputado Paulo Maluf completa 80 anos no próximo sábado. Na ocasião, será realizada na Sala São Paulo, palco de grandes espetáculos na cidade, uma festa organizada pela mulher dele, dona Sylvia.

    Casa de veraneio de Paulo Maluf é furtada no Guarujá, SP – O Globo

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