Ficha Corrida

30/06/2015

Fidel x Gaddafi e o banditismo mafiomidiático

A manada conduzida pelo ódio destilado pelos grupos mafiomidiáticos gritava: Vai pra Cuba! E, houvesse algum laivo de jornalismo isento e honesto, pelo menos por parte da Marcha dos Zumbis paulistas, também poderia ter gritado: Vai pra Líbia! Mas como a missão é desovar ódio, o fascismo campeia solto na paulicéia desvairada.

Gaddafi ou Kadafi, foi assassinado, como queima de arquivo, pelos EUA, da mesma forma que Saddam Hussein e Bin Laden. Tudo em nome da busca desenfreada por mais petróleo. A mesma guerra que finanCIA os a$$oCIAdos do Instituto Millenium contra a Petrobrás.

Cuba foi retirada, como num passe de mágica, do rol dos países terroristas? Por que? Ora, porque só anencefálicos acreditam nas anedotas políticas dos EUA.

O verdadeiro Foro de São Paulo, que fabrica coxinhas,  é aquele onde atua Rodrigo de Grandis, Robson Marinho e Nicolau dos Santos Neto, o Lalau. É destas personagens que clonam filiados ao PCC.

Seria só coincidência que o Estado sede do Estadão, Veja & Folha tenha se revelado mais pela expansão do PCC do que pela qualidade da informação?!

Lula investe em Cuba de Fidel e Gaddafi investiu na São Paulo de Serra e Alckmin?

serralibia30 de junho de 2015 | 06:06 Autor: Fernando Brito

A estupidez é tão ridícula quanto esta foto aí de José Serra em roupas de beduíno, como as que vestia o líbio Muammar Gaddafi.

Mas a postei porque contradiz tudo o que os tucanos e a coxinhada em geral invocaram para condenar os investimentos do Brasil na construção do Porto de Mariel, em Cuba, ganhando dinheiro não apenas no empréstimo e nas compras de bens e serviços no Brasil como, de quebra, posicionando o nosso país para usar, através de suas empresas, a ilha como plataforma de exportações para o Caribe e, se a distensão das relações cubano-estadunidenses seguir até o fim do embargo comercial.

Fui tornar a buscar, em 2009, o então  governador de São Paulo, José Serra, e seu secretário de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, cuidando de receber uma delegação enviada por Gaddafi e se esmerando em oferecer São Paulo para receber investimentos dos petrodólares daquele país.

Nem conversinha sobre direitos humanos, democracia, liberdade de imprensa. Negócios.

23769Aí do lado vai a foto de Serra com o vice de Gaddafi, Imbarek Ashamikh, como se vê na foto do governo paulista.

E Serra ainda fez o lobby – civilizado, ressalte-se – da Odebrecht, na presença do atualmente “preso de Moro”, segundo a nota da Assessoria do Palácio dos Bandeirantes reproduzida pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira:

“Serra ressaltou que, além da exportação de produtos industriais ou agrícolas, São Paulo pode fornecer serviços para a Líbia, citando como exemplo o trabalho já realizado pela construtora Norberto Odebrecht no país. A empresa está à frente da construção dos dois novos terminais do Aeroporto Internacional de Trípoli e da construção do terceiro anel viário da capital líbia. O presidente da companhia, Marcelo Odebrecht, participou da reunião no Palácio dos Bandeirantes e hoje o vice-premiê vai conhecer um projeto do grupo no ramo sucroalcooleiro.”

É claro que o ex-governador e o atual governador fizeram muito bem. É seu papel estimular negócios lucrativos para ambos os lados com qualquer nação, seja Líbia, Israel ou Cuba, sem que isso signifique endosso a todas as suas políticas.

O ridículo é achar que isso é heresia, como fizeram os tucanos.

E mais ridículo ainda é achar que elogiar e apoiar empresas brasileiras que conquistam contratos no exterior é lobismo corrupto.

Lobismo é procurar a direção de uma multinacional e se oferecer para retirar o controle brasileiro, através de sua empresa de petróleo, das jazidas brasileiras, como fez Serra com a Chevron.

Isso sim é vergonhoso e devia causar escândalo, não é, Senador?

Lula investe em Cuba de Fidel e Gaddafi investiu na São Paulo de Serra e Alckmin? | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

03/11/2012

O Ocidente não está mais interessado na Líbia

Filed under: Kadafi,Líbia,OTAN — Gilmar Crestani @ 9:33 am

Quando da invasão do Iraque também os EUA saíram carregados com troféus do museu arqueológico com peças que remontavam aos Sumérios. Todos os tesouros nacionais foram considerados prêmios, ou butim de guerra. Portanto, não é de estranhar que tenham devastado a Líbia. E, com o assassinato de Kadafi, todo dinheiro que o ditador tinha acumulado e depositado nos bancos ocidentais passaram às mãos dos assassinos. A política ocidental de ajuste de contas é de uma assepsia estonteante. Vide o golpe paraguaio!

O Ocidente não está mais interessado na Líbia

Enviado por luisnassif, sex, 02/11/2012 – 16:21

Por Rodolfo Machado

Do Voz da Rússia

Será que a OTAN roubou 150 bilhões da Líbia?

otan líbia otan

Existem duas consequências da campanha militar da OTAN na Líbia que merecem uma atenção especial.

Primeiro: o prejuízo causado pela aviação da OTAN supera sete vezes o dano, causado durante a Segunda Guerra Mundial por aviões do marechal hitleriano Rommel. Segundo: desapareceram 150 bilhões de ativos líbios, “congelados” outrora nos bancos estrangeiros. Estes dados constam no livro “Derrubamento de Muamar Kadhafi. Diário líbio. 2011–2012”, da autoria de Anatoli Egorin, pesquisador-sênior do Instituto de Estudos Orientais junto da Academia de Ciências da Rússia. O livro foi apresentado em Moscou. Este é o primeiro estudo geral da tragédia líbia, realizado na Rússia.

As destruições são conseqüência de qualquer guerra. Aliás, visto que a OTAN tinha obtido mandato apenas a implantação de uma zona de interdição de vôos, as destruições não podiam adquirir tamanha envergadura. Apesar disso, os ativos líbios de 150 bilhões de dólares, depositados nos bancos estrangeiros, seriam suficientes para cobrir este prejuízo ou, pelo menos, uma parte dele. No entanto, o dinheiro desapareceu sem deixar pistas. Impõe-se uma questão natural: como pôde ocorrer uma coisa destas?

Eis a opinião a este respeito de Anatoli Egorin, autor do diário líbio.

"Este dinheiro começou a desaparecer gradualmente quando começou a campanha contra Muammar Kadhafi e ficou claro que a OTAN não pretendia deixá-lo no poder. Ninguém sabe ao certo, aonde e como este dinheiro se foi. Existem apenas informações esporádicas da imprensa de que estes meios eram retirados por bancários ocidentais e “lavados” através de zonas de offshore. Agora fazem-se de tentativas de descobrir, aonde tinha ido o dinheiro líbio mas na minha opinião as chances de que ele seja encontrado são mínimas."

A chefe da Associação Internacional de Criação da Democracia na Líbia Fátima Abu an-Niran acata uma opinião bem semelhante.

"Com efeito, na Líbia foi pilhado tudo que se podia pilhar. Tudo isso ocorria aos olhos do mundo inteiro e ninguém disse uma única palavra de condenação. Estas acusações não são vãs. O antigo chefe do Banco Central do país confirmou anteriormente este fato. Não se trata apenas de 150 bilhões de dólares que se encontravam nas contas dos bancos estrangeiros. O processo de fuga do dinheiro líbio para o estrangeiro, incluindo a fuga por vias ilegais, continua. Tudo isso tem como pano de fundo os choques entre as tribos e o poder quase ilimitado de milícias locais, que fazem o que bem entendem com os que não lhes convêm. Agora está claro que o objetivo da invasão da OTAN não foi absolutamente a implantação da democracia na Líbia, como afirmava outrora a direção desta aliança. Pelo menos agora, todos podem ver que o verdadeiro objetivo era pilhar o país."

Precisamente por isso se nota cada vez mais que o Ocidente não está mais interessado no destino da Líbia, na qualidade de Estado. Quanto aos novos governantes da Líbia, eles estão empenhados já há um ano em dividir entre si os postos.

O Ocidente não está mais interessado na Líbia | Brasilianas.Org

14/09/2012

A morte do embaixador dos EUA na Líbia: Pepe Escobar avisou

Filed under: Isto é EUA!,Líbia,Vira-latas — Gilmar Crestani @ 9:02 am

publicado em 12 de setembro de 2012 às 23:42

por Luiz Carlos Azenha

A acreditar na cobertura internacional dos jornalões brasileiros e na opinião de “especialistas” em relações internacionais por eles citados, a Líbia sem Khadafi estava se transformando em uma plácida democracia.

Um argumento necessário quando o objetivo é falar mal da diplomacia brasileira: como o Brasil não aprovou a intervenção militar na Líbia, teria perdido uma grande oportunidade. Teria se distanciado da vontade da rua árabe e pagará caro por isso. Não só na Líbia, mas também na Síria.

É, como sabemos, a turma do alinhamento automático aos Estados Unidos, para a qual alguns árabes devem ser bombardeados à democracia. Digo alguns, já que os que clamam por democracia na Líbia e na Síria, se preciso à força, não defendem o bombardeio da Arábia Saudita, nem do Bahrain.

Os sauditas são os maiores fornecedores de petróleo do mundo; o Bahrain, sede da Quinta Frota Naval dos Estados Unidos.

É óbvio que nossa mídia nunca fala sobre a lei das consequências indesejadas.

Não costuma lembrar que os hoje considerados terroristas do talibã e da al Qaeda surgiram quando os Estados Unidos financiaram a luta contra a invasão soviética do Afeganistão, nos anos 90; ou que o carniceiro Saddam Hussein, do Iraque, recebeu apoio militar — especialmente informações sobre o movimento de tropas — em sua longa guerra contra os aiatolás do Irã. Fui pessoalmente ver os abrigos subterrâneos construídos sob Bagdá: todo o equipamento tinha sido importado da Alemanha. Ou seja, o Ocidente armou e preparou Saddam para a guerra, até que ele se converteu na ameaça regional que era preciso eliminar.

Escrevo isso por causa da trágica morte do embaixador dos Estados Unidos na Líbia, perseguido por um grupo ainda não identificado, numa cena dramaticamente parecida com a caçada final a Muamar Khadafi — e num 11 de setembro. Foi a demonstração mais óbvia de que a Líbia se converteu em terra de milícias, a exigir um desembarque de fuzileiros navais dos Estados Unidos para dar segurança a seus diplomatas.

Um lembrete aos que pretendem embarcar o Brasil na “modelagem” do novo Oriente Médio, patrocinada por Washington com ou sem as bombas da OTAN.

Pepe Escobar, no Asia Times Online, já escreveu vários artigos advertindo sobre a transformação de justas reivindicações locais por democracia e participação em banhos de sangue patrocinados pelo Ocidente em nome da mudança de regime a qualquer custo, mas só onde interessa.

Fiquem com este:

Síria, a nova Líbia

por Pepe Escobar, em 14.02.2012

Um [fuzil] Kalashnikov no Iraque, até recentemente, era vendido por 100 dólares. Agora custa pelo menos mil e mais provavelmente 1.500 dólares (já se foram os dias em que os sunitas que se juntavam à resistência contra os Estados Unidos podiam comprar uma arma falsa feita na Romênia por 20 dólares).

Destino provável do Kalashnikov de 1.500 dólares em 2012: a Síria. Rede: al-Qaeda na Terra dos Dois Rios, também conhecida como AQI. Receptores: jihadistas infiltrados operando lado-a-lado com o Exército Livre da Síria.

Também viajando entre a Síria e o Iraque estão os carros bomba e os suicida-bomba, como nos recentes ataques nos subúrbios de Damasco e no ataque suicida da última sexta-feira em Aleppo.

Quem teria imaginado que o que a Casa de Saud [governo da Arábia Saudita] quer na Síria — um regime islâmico — é exatamente o que a al-Qaeda quer na Síria?

Ayman “O Cirurgião” al-Zawahiri, o número um da al-Qaeda, num vídeo de oito minutos intitulado “Adiante, leões da Síria”, acaba de pedir apoio dos muçulmanos do Iraque, Jordânia, Líbano e Turquia para derrubar o “regime canceroso e pernicioso” de Bashar al-Assad. Já tinha havido resposta, antes mesmo que O Cirurgião tivesse surgido em cena. Não apenas estes, mas especialmente os “guerreiros da liberdade” transplantados da Líbia, antes conhecidos como “rebeldes”.

Quem teria imaginado que a OTANCCG (Organização do Tratado do Atlântico Norte-Conselho de Cooperação do Golfo) quer para a Síria exatamente o mesmo que a al-Qaeda quer para a Síria?

[O Conselho de Cooperação do Golfo é formado pelas monarquias do Golfo Pérsico: Omã, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrain, Kuwait e quem realmente manda, a Arábia Saudita].

Quando o regime de Assad, com todas as suas ofensivas militares medonhas que essencialmente vitimizam civis pegos no fogo cruzado diz que está lutando contra “terroristas”, não está exatamente distorcendo a verdade. Mesmo aquela entidade ubíqua e proverbial, a “autoridade dos Estados Unidos que preferiu não se identificar”, está culpando a AQI por recentes atentados. O mesmo diz o subsecretário do Interior do Iraque, Adnan al-Assadi; “temos informações de inteligência de que um número de jihadistas iraquianos foi para a Síria”.

E, assim, se a Síria não pode ser uma nova Líbia no sentido de ter uma autorização das Nações Unidas para bombardeio humanitário da OTAN — vetada pela Rússia e China — a Síria é a nova Líbia no sentido de ligações repugnantes entre “rebeldes” e jihadistas-salafistas de linha dura.

[Nota do Viomundo: Por enquanto, é a eles que se atribui o ataque ao embaixador dos Estados Unidos na Líbia]

E como o Ocidente ama absolutamente uma situação vencer-vencer, não importa quanto tenha sido pré-fabricada, isso também poderia se tornar o perfeito casus belli para o Pentágono intervir — como em “livrar a Síria de uma al-Qaeda” que não estava lá para começar. Lembrem-se que apesar de toda a publicidade sobre o Pentágono/governo Obama trocar [a ênfase de sua política externa] do Oriente Médio para o Leste da Ásia, a guerra global ao terror, rebatizada por Obama como “operações de contingência no estrangeiro” está bem viva.

Libertem-me para que eu mate à vontade

No ano passado o Asia Times Online descreveu extensivamente como a Líbia “liberada” — “liberada” pelos assim chamados rebeldes da OTAN — mergulharia num inferno das milícias. É exatamente o que está acontecendo; pelos menos 250 milícias diferentes operam apenas em Misurata, de acordo com a Human Rights Watch, agindo os milicianos como policiais, juízes e exterminadores, tudo num só pacote. Não existe o assim chamado Ministério da Justiça na Líbia “liberada”. Se você vai para a prisão, acaba morto; se for um africano sub-sahariano [negro], ganha o bônus de extensiva tortura antes de ter o mesmo destino.

Como na Líbia, por uma questão de estratégia, o eixo Casa de Saud/sunitas do Qatar eliminou  na Síria qualquer possibilidade de diálogo real entre a insurreição (armada) e o regime de Assad. Afinal, o objetivo-chave é troca de regime. E assim a propaganda crua — numa mídia árabe controlada largamente por sauditas ou qataris — governa.

[Nota do Viomundo: A rede Al Jazeera, baseada no Qatar, é financiada pela monarquia local]

Exemplo: o muito aplaudido Observatório Sírio dos Direitos Humanos, baseado no Reino Unido, que vomita sem fim estatísticas sem base sobre “massacres” governamentais — e mesmo “genocídio” — recebe financiamento de uma entidade de Dubai apoiada por obscuros doadores do Ocidente e do Conselho de Cooperação do Golfo.

Como bônus, a “oposição” síria guia com alvo-laser a cobertura da mídia corporativa do Ocidente. A CNN atribuiu a bomba em Aleppo na sexta-feira passada a “terroristas” — entre aspas; imaginem a histeria se a Zona Verde dos Estados Unidos no Iraque [onde fica a Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá] fosse bombardeada pela resistência sunita na metade dos anos 2000. A BBC realmente acreditou na versão da Irmandade Muçulmana Síria, segundo a qual o governo da Síria se bombardeou; seria o mesmo que o Pentágono jogasse uma bomba na Zona Verde. Quanto à mídia árabe — controlada pelos sauditas e qataris –, ignorou totalmente a conexão com a AQI.

A Liga do Conselho de Cooperação do Golfo — ex-Liga Árabe — depois de detonar seu próprio relatório sobre a Síria por não se encaixar na narrativa pré-fabricada de um regime “diabólico” que ataca unilateralmente seu povo, está agora advogando um plano B supostamente humanitário; uma missão conjunta de paz árabe/Nações Unidas para “supervisionar a execução do cessar-fogo”. Mas ninguém deveria se enganar; a agenda continua sendo a da troca de regime.

O príncipe Saud al-Faisal, ministro de relações Exteriores da Arábia Saudita, faz todos os barulhos certos, descartando uma intervenção humanitária. Ao mesmo tempo, é refrescante ouvir a tão progressista Casa de Saud chorando sobre a “falta de compromisso do governo sírio” e pontificando que “o que a Síria está testemunhando não é uma guerra de guerrilha racista e sectária, mas um expurgo massivo sem considerações humanitárias”.

Imaginem as “considerações humanitárias” da Casa de Saud se um movimento pró-democracia emergisse na província de maioria xiita do leste da Arábia Saudita (aconteceu; foi brutalmente reprimido).

[Nota do Viomundo: Uma das características das monarquias pró-americanas do Golfo Pérsico é a repressão brutal às minorias xiitas]

Melhor ainda; vejam quanto “humanitário” os sauditas foram em sua invasão do Bahrain.

[Nota do Viomundo: A Arábia Saudita mandou tropas ao vizinho Bahrain para reprimir o movimento local pró-democratização]

A agenda da OTANCCG na Síria continua a mesma; torca de regime por quaisquer meios possíveis. Mesmo o Guerreiro-Em-Chefe dos Estados Unidos, o presidente Barack Obama, disse isso. Os lacaios do CCG vão alegremente obedecer. Assim, esperem uma inflação de Kalashnikovs cruzando as fronteiras, mais carros bomba, mais suicídios bomba, mais civis pegos no fogo cruzado e a lenta, imensamente trágica fragmentação da Síria.

*Pepe Escobar is the author of Globalistan: How the Globalized World is Dissolving into Liquid War (Nimble Books, 2007) and Red Zone Blues: a snapshot of Baghdad during the surge. His new book, just out, is Obama does Globalistan (Nimble Books, 2009). He may be reached at pepeusa@mac.com

A morte do embaixador dos EUA na Líbia: Pepe Escobar avisou « Viomundo – O que você não vê na mídia

12/09/2012

Libia, rivolta anti-Usa: ucciso l’ambasciatore

Filed under: Isto é EUA!,Líbia — Gilmar Crestani @ 8:41 am

L’ambasciatore americano Chris Stevens e tre membri della delegazione diplomatica Usa in Libia sono stati uccisi questa notte al consolato statunitense a Bengasi. I manifestanti hanno attaccato il consolato per denunciare un film offensivo dell’Islam, intitolato  «Innocence of Muslim» (L’innocenza dei musulmani), realizzato da un israelo-americano, Sam Bacile. Il regista dopo i disordini al Cairo: «l’Islam è un cancro».

libia bombe

L’ambasciatore degli Stati Uniti in Libia, Christopher Stevens, e tre funzionari americani sono rimasti uccisi questa notte nell’attacco al consolato statunitense a Bengasi: lo hanno confermato (con un messaggio su Twitter) il vice premier di Tripoli, Mustafa Abu Shagur, e il vice ministro dell’Interno Wanis al Sharef. «L’ambasciatore è stato ucciso assieme ad altri tre funzionari», ha dichiarato al Sharef.
Il presidente dell’alta commissione della sicurezza a Bengasi, Fawzi Wanis, ha detto da parte sua che l’ambasciatore americano si trovava al consolato al momento dell’attacco. Secondo alcune indiscrezioni raccolte da al Jazeera, Stevens sarebbe morto intossicato dopo avere inalato i fumi dell’incedio divampato al consolato a seguito dell’attacco di un gruppo di manifestanti.
Secondo un’altra versione, quella dell’agenzia Reuters, che cita una fonte libica, l’ambasciatore e tre cittadini americani stavano viaggiando in auto per trovare un luogo più sicuro dopo l’assalto notturno al consolato quando il loro mezzo è stato centrato da un razzo. La fonte libica ha aggiunto che l’ambasciata statunitense ha inviato un aereo militare per trasportare i corpi a Tripoli e poi riportarli in Usa.
Secondo il Wall Street Journal, all’origine delle violenze e dell’attacco anti-Usa ci sarebbe un film, intitolato «Innocence of Muslim» (L’innocenza dei musulmani) realizzato da un israelo-americano, Sam Bacile, che dopo i disordini al Cairo ha dichiarato: «l’Islam è un cancro».
Il lungometraggio ha ricevuto il sostegno del controverso pastore americano Terry Jones, noto per avere bruciato in passato alcune copie del Corano.
Il Segretario di Stato Usa, Hillary Clinton, ha dichiarato che Washington sta lavorando assieme ad altri Paesi per proteggere le sue missioni diplomatiche dopo le violenze che si sono verificate anche nella capitale egiziona Il Cairo nel giorno dell’11 settembre.
Il segretario di Stato ha detto di aver avuto un colloquio con il presidente dell’Assemblea nazionale libica, Mohamed al-Megaryef, per accrescere la protezione degli americani che si trovano in Libia.
Confermando la morte di un funzionario Usa, Hillary Clinton ha affermato: «Gli Stati Uniti deplorano ogni deliberato tentativo di denigrare il credo altrui. Il nostro impegno in favore della tolleranza religiosa risale alle origini stesse della nostra nazione. Ma una cosa è chiara: non potremmo mai giustificare atti di questa natura».
Il Congresso generale nazionale libico, la più alta autorità politica del paese, ha espresso in un comunicato la sua «indignazione» e «condanna nei termini più duri» di questo attacco «criminale» che ha portato «alla morte e al ferimento di un certo numero di persone». Il Congresso libico ha annunciato l’apertura di un’inchiesta e il suo presidente, Youssed al Megaryef ha chiesto una riunione d’urgenza con il governo di Abdelrahim al Kib.
Il regista israeliano autore del film che ha scatenato la rabbia di manifestanti ultraconservatori al Cairo e a Bengasi, in Libia, si è nascosto in un luogo segreto. Parlando al telefono con l’agenzia Associated Press da una località sconosciuta, il regista Sam Bacile ha ripetuto che «l’islam è un cancro» e che il suo film è una provocazione politica di condanna alla religione musulmana. Bacile, immobiliarista in California 56enne e che si presenta come un ebreo israeliano, ritiene che il suo film aiuterà la sua terra d’origine nel mettere in luce le colpe dell’Islam.

Libia, rivolta anti-Usa: ucciso l’ambasciatore – Mondo – l’Unità

17/03/2012

Guerras do Petróleo: Síria e Líbia

Filed under: Guerra do Petróleo,Líbia,Síria — Gilmar Crestani @ 8:04 am

 

Análise: Síria e Líbia trilham caminhos distintos na luta por mudança

Rana Jawad

Da BBC News em Trípoli (Líbano)

Atualizado em  16 de março, 2012 – 08:52 (Brasília) 11:52 GMT

Rebeldes sírios em Idlib, em foto de 11 de março (AP)

Teme-se que, ao armar a oposição síria, contribua-se para uma guerra civil no país

Tanto sírios como líbios se rebelaram contra décadas de governos ditatoriais em seus países. Passado um ano desde que essa revolução começou, por que os dois países árabes vivem realidades tão diferentes?

Houve um momento, durante o levante na Líbia, em que a população local assistiu com preocupação aos desdobramentos transmitidos pela TV.

Ao mesmo tempo, eles assistiam aos sírios repetindo em casa o levante contra um presidente que os reprime há décadas.

Os líbios pensaram que suas próprias necessidades seriam esquecidas enquanto a Síria se tornaria a prioridade internacional. Agora vemos o quanto eles estavam errados.

Será que era simplesmente mais fácil para a comunidade internacional se unir contra o coronel líbio Muamar Khadafi, um homem que aparentava ser um maluco desgrenhado perante os olhos do mundo, do que contra o presidente sírio, Bashar al-Assad, de aparência suave e um tom público mais comedido?

Certamente isso facilitou a aprovação, no Conselho de Segurança, de uma resolução que pavimentou a intervenção internacional na Líbia. No entanto, havia outros fatores mais importantes em jogo.

Jogo de poder

Em comparação com a Síria, a Líbia era um caso simples. Não havia ali divisões sectárias, e a maioria dos líbios estava unida em torno de uma causa comum.

Na Síria, em contraste, qualquer consideração sobre uma intervenção militar externa tem que levar em conta tudo o que deu errado no Iraque – também conhecido por suas divisões sectárias – e na longa e sangrenta guerra civil no vizinho Líbano.

O chanceler francês, Alain Juppé, citou a possibilidade de uma "guerra civil catastrófica" se a comunidade internacional armar a oposição síria.

Também há que se levar em conta as vastas reservas de petróleo da Líbia. Será que o Ocidente poderia se dar ao luxo de esperar mais tempo pelos desdobramentos, vistos como inevitáveis, do levante líbio?

Manifestantes líbios, em foto de arquivo

Líbia tinha menos disputas sectárias do que a Síria

Além disso, há as diferenças políticas e geográficas. A Síria é um campo minado diplomático tanto para os que tentam derrubar o regime quanto para as potências ocidentais que debatem como ajudá-los. O governo de Assad tem aliados no Irã e entre o grupo radical libanês Hezbollah.

O Líbano, por sua vez, tem muito a temer quanto à ameaça de guerra civil no país vizinho. Trípoli já está tendo que lidar com enormes quantidades de refugiados vindos da Síria, e a opinião pública libanesa se divide quanto a apoiar o Exército Livre da Síria (formado por dissidentes do Exército) ou simplesmente se distanciar de sua luta, por medo de que ela respingue no Líbano.

Em contrapartida, na Líbia, Muamar Khadafi havia se isolado de boa parte do mundo. Líderes de países vizinhos e de boa parte do mundo árabe desprezavam o coronel líbio, aberta ou discretamente.

Caminho sem volta

No caso da Síria, o que aconteceu com as pessoas que, um ano atrás, tomaram as ruas pedindo liberdades básicas e a queda do regime de Assad?

Muitos deles foram mortos. Mas deixaram para trás parentes obstinados e manifestantes destemidos certos de que, agora que sua oposição ao regime se tornou pública, eles de qualquer forma morrerão se caírem nas mãos das forças de segurança sírias.

Para eles e para os que deixaram o Exército para se unir à oposição, não há como voltar para trás.

Isso deixa tanto o Ocidente quanto o regime de Assad em um aparente ciclo sem fim de incertezas quanto ao que fazer a seguir.

BBC Brasil – Notícias – Análise: Síria e Líbia trilham caminhos distintos na luta por mudança

27/02/2012

Como agiam os que exigiam “liberdade” na Líbia?

Filed under: Berlusconi,Itália,Líbia — Gilmar Crestani @ 7:21 am

Prendiam e deportavam!

Italia, sancionada por expulsar libios

Era la noche del 6 de mayo de 2009, durante el gobierno de Berlusconi, cuando unos 200 inmigrantes viajaban en una barcaza a pocas millas de la isla de Lampedusa. Fueron llevados a territorio libio en contra de su voluntad.

Por Elena Llorente

Desde Roma

Hacía mucho que la Corte Europea de Derechos Humanos no tomaba una decisión tan ejemplar. En los tiempos que corren, condenar a un país como Italia a pagar una suerte de indemnización a los refugiados que rechazó en medio del mar, llevándolos a Libia, ha dado y dará que hablar además de provocar los aplausos de parte de todas las organizaciones de derechos humanos, desde Amnesty International al Alto Comisionado de las Naciones Unidas para los Refugiados (Acnur).

El hecho ocurrió en la noche del 6 al 7 de mayo de 2009, es decir en pleno gobierno de Silvio Berlusconi y cuando el exponente de la Liga Norte, Roberto Maroni, era el ministro del Interior. Aunque la situación no era de la gravedad como la que se planteó a principios de 2011, cuando miles de hombres y mujeres escapaban de las revoluciones del norte de Africa y llegaban a la isla italiana de Lampedusa, el gobierno italiano decía estar acosado por la llegada de inmigrantes y hablaba de cifras incontenibles, usando estos argumentos para justificar el endurecimiento de la legislación. Poco después de estos hechos, el 15 de julio de 2009, el gobierno sancionaba un paquete de medidas de seguridad que incluía el “delito de inmigración clandestina”, imponiendo la cárcel a quien fuera descubierto. Este delito fue posteriormente bochado por la Corte de Justicia de la Unión Europea.

Aquella noche del 6 de mayo de 2009 unos 200 inmigrantes viajaban en una gran barcaza cuando a pocas millas de la isla de Lampedusa –el territorio italiano más cercano a la costa africana– fueron detectados por las fuerzas navales italianas. Muchos de ellos eran de Somalia y de Eritrea –dos países que fueron colonias italianas hasta principios del 1900–, había niños y embarazadas. Los inmigrantes fueron trasladados a naves italianas y acompañados a territorio libio en contra de su voluntad y sin ser escuchados ni informados sobre su verdadero destino. En ese entonces Libia estaba gobernada por Muammar Khadafi, y con él Italia había firmado en 2008 un Tratado de Cooperación y Amistad que contemplaba la colaboración en el control de la “inmigración clandestina”. Los inmigrantes africanos, tal vez porque los traficantes de seres humanos tenías facilidades en Libia o simplemente porque había menos controles, a menudo partían en barcazas desde las costas libias para llegar a Italia. De las 200 personas, 24 fueron asistidas en Libia por el Consejo Italiano para los Refugiados, que luego se encargó de presentar el caso ante la Corte Europea de Derechos Humanos.

La Corte condenó la semana pasada a Italia a pagar 15.000 euros a cada uno de los 22 inmigrantes que iniciaron la causa. En realidad eran 24, pero dos de ellos murieron al hacer un segundo intento por llegar a las costas italianas. Según la sentencia, además de haber violado el artículo 3 de la Convención de Derechos Humanos, que se refiere al maltrato y la tortura, las autoridades italianas tampoco respetaron los artículos 4 (prohibición de las expulsiones colectivas de extranjeros) y 13 (derecho a un recurso efectivo) de la misma convención. “La sentencia establece claramente que los Estados no pueden actuar con impunidad cuando está en juego el tratamiento de personas interceptadas en el mar, en particular cuando esto sucede en aguas internacionales”, comentó Amnesty International, añadiendo que los estados deben garantizar que las personas que son objetos de sus operaciones tengan derecho a presentar algún recurso o apelación individual. Para Amnesty, además, “las autoridades europeas deben aprender la lección y garantizar que los derechos humanos estén en el centro de las negociaciones con Libia o con otros países”.

Se trata de una sentencia “histórica” dicen las organizaciones de derechos humanos, mientras el ex ministro Maroni habla, para variar, de una sentencia “política” y dice que “haría de nuevo exactamente lo que hizo en aquella oportunidad”. El secretario de su partido, la Liga Norte, Umberto Bossi, va mucho más lejos y no puede evitar que el racismo le salga por las orejas: “Lo importante es que así impedimos que el país se llenara de inmigrantes”, dijo. La sentencia, además de ejemplar, es de alguna manera una condena al racismo que practicaba el gobierno de Berlusconi y particularmente sus aliados de la Liga Norte, comentó la prensa progresista de Italia. Laurens Jolles, representante del Acnur para Europa del Sur, sostuvo que el fallo de Estrasburgo representa “una indicación importante para los Estados europeos”. “Auspiciamos que constituya un motivo de reflexión que lleve a una discontinuidad de parte del gobierno italiano”, añadió, aunque reconoció “el desafío que plantean las migraciones irregulares a Italia y otros países de la Unión Europea, y los esfuerzos llevados a cabo por Italia y otros Estados para salvar vidas humanas en el ámbito de sus operaciones de búsqueda y asistencia en alta mar”.

Página/12 :: El mundo :: Italia, sancionada por expulsar libios

16/02/2012

Milícias que ajudaram derrubar Khadafi espalham violência na Líbia, diz ONG

Filed under: Democracia made in USA,Líbia,OTAN — Gilmar Crestani @ 10:53 am

Matéria simples quanto emblemática. A OTAN de Sarkozy, Merkel e Berlusconi foi ventríloqua da morte. Notem também que toda vez que há participação dos EUA, fica de herança um rescaldo de violência que custa para ser interrompida. Foi assim quando ajudou a derrubar Allende, no Chile, na Argentina, na Líbia, no Afeganistão, no Iraque. No Brasil, após ajudar a dar o golpe, a CIA financiou e instruiu os torturadores que fizeram a festa dos sádicos. Dilma e Eleonora Meniccuci são sobreviventes, e por isso o ódio que a direita mais hidrófoba ainda nutre por elas. Os EUA é fruto da violência, e o Unabomber talvez seja o americano típico. A diferença, quiçá única, é que os outros praticam seus exercícios de horror fora dos EUA. Saddam Hussein e Bin Laden foram aliados dos EUA, que os treinou no sadismo e no gozo pela morte. Os exemplos são tantos e tão frequentes que citá-los dá até nojo.  E, pior, continuam ad nauseam simplesmente porque a direita, em qualquer lugar, é sua parceira no gozo horror.

 

A organização de direitos humanos Anistia Internacional denunciou nesta quarta-feira que algumas milícias que ajudaram a derrubar o antigo regime de Muamar Khadafi, na Líbia, agora espalham violência e medo pelo país.

Segundo a ONG, esses grupos armados são uma ameaça à estabilidade política do país, ainda sob um governo interino.

De acordo com a Anistia, esses grupos têm promovido julgamentos sumários, cometendo torturas e matando antigos colaboradores de Khadafi.

O principal alvo são os migrantes de países da África negra, como o Níger, que lutaram ao lado de Khadafi.

A Anistia Internacional diz que o governo interino tem responsabilidade nos ataques ao não agir para preveni-los nem para contê-los.

BBC Brasil – Radar de Notícias – Milícias que ajudaram derrubar Khadafi espalham violência na Líbia, diz ONG

15/02/2012

Que surpresa!

Filed under: Al Qaeda,Inimigo de meu inimigo,Isto é EUA!,Líbia,Síria — Gilmar Crestani @ 10:01 pm

Sem contar com o fato de que  a Al Qaeda é parceira dos EUA tanto (antes) na Líbia como (agora) na Síria… Inimigo de meu inimigo, é  a história se repetindo como farsa.

Governo dos EUA financiou oposição síria, revela Wikileaks

Parte dos opositores rejeitou ajuda norte-americana, por considerá-la "insultante"

O governo dos Estados Unidos financiou a oposição ao regime de Bashir Assad por meio da campanha “Anunciando a Democracia Síria”. A revelação é de um telegrama de 27 de fevereiro de 2006, vazado pelo site Wikileaks em 30 de agosto de 2011.

No documento, enviado por Stephen Seche, diplomata na embaixada em Damasco, o governo dos EUA afirma que a campanha contra o presidente sírio inicialmente provocou reações contraditórias entre os membros da oposição local.

Enquanto alguns políticos oposicionistas enxergaram a situação com mais entusiasmo, outros consideraram a oferta "insultante". No despacho, o diplomata relata a reação de um opositor e ex-preso político, que teria acusado os EUA de quererem apenas instrumentos políticos e não parceiros realmente dispostos a estabelecer democracias no Oriente Médio.

Com o passar do tempo, no entanto, a maior parte dos opositores passou a ver com bons olhos a ajuda norte-americana, um sinal de que Washington  “não queria acordo” com o regime de Assad. Eles também deram sugestões de como os EUA poderiam ajudar os opositores

Basil Dahdouh, deputado independente, achava que a oferta de dinheiro era um importante sinal do apoio dos EUA à oposição na Síria. Era um indicativo que os EUA estavam dispostos a cooperar com a queda do regime de Assad. Entretanto, Dahdouh criticou o modo como a oferta foi feita: “burocrática, legalista e pública” demais.  Isso poderia enfraquecer a iniciativa, de acordo com o parlamentar.

Em vez disso, Bahdouh sugeriu ajuda financeira às famílias de presos políticos. De acordo com o parlamentar, algumas centenas de dólares mensais evitariam o empobrecimento dessas famílias. O parlamentar não disse como seria possível implementar um programa dessa natureza, mas sugeriu que o dinheiro poderia ser  entregue aos familiares dos dissidentes pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

Bolsas de estudo, programas culturais, prêmios e outras iniciativas poderiam ser utilizadas para enviar dinheiro à oposição síria. O parlamentar também sugere um “centro de traduções”, no qual seria dada voz à imprensa alternativa, crítica de Assad. O objetivo, segundo Bahdouh, era remeter o dinheiro “sem gerar controvérsias”.

Agência Efe

Reação

Uma das mais violentas reações contra a ajuda americana veio do dissidente Yassin Haj Salleh, preso pelo regime de Assad por 18 anos. Ele considerou a proposta insultante e pediu que os EUA “parassem de negociar com os sírios desse modo desrespeitoso”.  Para Salleh, os EUA deveriam apoiar não só a democracia na Síria, mas também o governo palestino eleito democraticamente do partido Hamas.

Para Salleh, a postura dos EUA é incoerente: “Vocês cortam milhões de dólares em ajuda à Palestina e oferecem centavos para estimular a democracia na Síria”, criticou o dissidente. Segundo ele, os EUA são hostis à qualquer ideia de real independência árabe, mesmo nos dias de hoje: “Vocês não querem parceiros, querem instrumentos”.

A reação pública à ajuda também foi dividida. Os nacionalistas mais tradicionais rechaçaram qualquer ajuda e as outras reações continham mais nuances.

Hassan Abdul Azim, porta-voz do Grupo Democrático Nacional, coalizão de cinco partidos da oposição, constituído de pan-arabistas e ex-comunistas, disse que seu grupo recusaria qualquer “financiamento ocidental” e puniria membros que aceitassem aquele dinheiro.

Para o ativista Michel Kilo, os problemas da oposição síria não são financeiros, mas políticos. Segundo Kilo, a principal objeção ao dinheiro americano é a política dos EUA para o Oriente Médio e para a Palestina, finaliza o diplomata americano.

Opera Mundi – Governo dos EUA financiou oposição síria, revela Wikileaks

07/02/2012

Chegou o momento Bangasi a Síria?

Filed under: Líbia,Robert Fisk,Síria — Gilmar Crestani @ 12:48 pm

 

¿Llegó el momento Bengasi a Siria?

Robert Fisk

El presidente Bashar Assad no va a irse. Todavía no. Tal vez no por un buen rato. Los periódicos de Medio Oriente están llenos de artículos que especulan si ha llegado el momento Bengasi de Assad –casi todos estos textos son escritos desde Washington, Londres o París–, pero pocos en la región entienden cuán errados llegamos a estar los occidentales. La vieja advertencia tiene que repetirse una y otra vez: Egipto no era Túnez, Bahrein no era Egipto, Yemen no era Bahrein, Libia no es Yemen. Y Siria, en definitiva, no es Libia.

No es difícil ver por qué en Occidente piensan lo contrario. La barricada de horripilantes imágenes de Homs en Facebook, las declaraciones del Ejército Sirio Libre, los resoplidos de la Clinton y el asombro de que Rusia sea tan ciega al sufrimiento de los sirios –como si Estados Unidos no hubiera sido ciego al sufrimiento de los palestinos cuando, digamos, más de mil 300 de ellos cayeron en el ataque israelí a Gaza– no compaginan con la realidad en el terreno. ¿Qué les importa Homs a los rusos? ¿Acaso les importaron los muertos en Chechenia?

Miremos las cosas desde el punto de vista opuesto. Sí, todos sabemos que el servicio de inteligencia sirio ha cometido abusos contra los derechos humanos. Eso hizo en Líbano. Sí, todos sabemos que en Damasco hay una dictadura, no un gobierno electo. Sí, todos sabemos de la corrupción. Sí, todos observamos la humillación de la ONU el fin de semana, aunque sigue siendo un misterio por qué la Clinton esperaba que los rusos chocaran los talones luego que la zona de exclusión aérea de Libia se convirtió en un cambio de régimen.

La destrucción del gobierno encabezado por los alawitas en Siria –que significa en los hechos un régimen chiíta– sería una espada en el alma del Irán chiíta. Observemos Medio Oriente desde las ventanas del enorme palacio presidencial que domina la vieja ciudad de Damasco. Cierto, el Golfo se ha vuelto contra Siria, al igual que Turquía (aunque tiene la generosidad de ofrecer a Bashar el exilio en el viejo imperio otomano).

Pero miremos hacia el oriente, y ¿qué ve Bashar? El leal Irán está de su lado. El fiel Irak –el nuevo mejor amigo de Irán en el mundo árabe– se niega a imponer sanciones. Y hacia el oeste, el pequeño y leal Líbano también rehúsa imponerlas. Así pues, de la frontera de Afganistán hasta el Mediterráneo, Assad tiene una línea fuerte de alianzas que debe evitar, por lo menos, su colapso económico.

El problema es que Occidente ha estado tan embelesado con relatos, conferencias y tonterías de analistas acerca del espantoso Irán, el infiel Irak, la perversa Siria y el aterrorizado Líbano, que es casi imposible hacer a un lado esas imágenes engañosas y darse cuenta de que Assad no está solo. No se trata de elogiar a Assad ni de apoyar su permanencia en el cargo. Pero es real.

Los turcos, después de mucho farfullar al estilo Clinton, no mantuvieron su cordón sanitario en el norte de Siria. Tampoco el rey Abdalá II de Jordania hizo eco al llamado de la oposición siria a tender un cerco similar en el sur. Curiosamente, y lo repito, sólo Israel ha guardado silencio.

Mientras Siria pueda comerciar con Irak, podrá hacerlo con Irán y, desde luego, con Líbano. Los chiítas de Irán y la mayoría chiíta en Irak, al igual que el liderazgo (aunque no mayoría) chiíta en Siria y los chiítas de Líbano (la comunidad más grande, aunque no mayoritaria) estarán del lado de Assad, aunque sea con renuencia. Me temo que así son las cosas. El orate de Kadafi tenía enemigos reales, con poder de fuego y con la OTAN. Los enemigos de Assad tienen rifles Kalashnikov y nada de OTAN.

Assad tiene a Damasco y Alepo, y esas ciudades cuentan. Sus principales unidades militares no se han pasado a la oposición.

Los chicos buenos también tienen chicos malos, hecho que pasamos por alto en Libia, cuando los chicos buenos asesinaron a su comandante del ejército y torturaron a sus prisioneros hasta matarlos. Ah, sí, y la Real Armada logró entrar en Bengasi. No pudo entrar en Tartus porque la armada rusa todavía está allí.

© The Independent

Traducción: Jorge Anaya

La Jornada: ¿Llegó el momento Bengasi a Siria?

27/01/2012

Herança da OTAN: traficantes e Al Qaeda

Filed under: Guerra do Petróleo,Líbia,OTAN — Gilmar Crestani @ 8:26 am

 

Guerrieri e trafficanti, la rivolta dei tuareg

Scontri nel nord Mali. In campo reduci «gheddafiani» e narcotraffixcanti. Con un nemico comune: Al Qaeda

la sfida del deserto

Guerrieri e trafficanti, la rivolta dei tuareg

Scontri nel nord Mali. In campo reduci «gheddafiani» e narcotraffixcanti. Con un nemico comune: Al Qaeda

WASHINGTON — Diverse località del Mali attaccate in pochi giorni, con l’apertura di molti "fronti" da nord a nord est. Un campo di meharisti conquistato. Duri combattimenti con le posizioni che sono cambiate più volte di mano e sopratutto una richiesta politica forte: quella dell’autodeterminazione. I tuareg, fucili in pugno, hanno rilanciato la loro sfida ai dirigenti «sudisti», accusati di aver dimenticato gli «uomini blu». Un popolo fiero a lungo oppresso.

LE FORMAZIONI STORICHE

– La ribellione tuareg non si è mai sopita ma questa volta sembra aver acquisito nuova forza. A guidarla il Movimento nazionale di liberazione dell’Azawad (Mnla), sigla nata il 16 ottobre che raccoglie i militanti provenienti da formazioni «storiche». A loro si sono aggiunti – portando in dote molte armi – dei tuareg che erano stati arruolati dal colonnello Gheddafi. Caduto il regime, sono rientrati nel nord del Mali ed hanno fatto fronte comune con gli insorti (un migliaio). A guidare i «veterani» della Libia c’è Mohammed Ag Najim, che è diventato il capo militare dell’Mnla. Tra gli «uomini blu» non c’è, invece, un personaggio simbolo, Ibrahim Ag Bahanga. Anche lui si era unito ai gheddafiani per poi scappare dopo la presa di Tripoli: il 26 agosto è morto in uno strano incidente d’auto. Si è parlato di una faida legata al traffico d’armi ma i ribelli sospettano sia stato eliminato da qualche servizio segreto.

INTRECCI SOSPETTI – Il movimento rappresenta i circa 500 mila tuareg del Mali (un altro milione è sparso tra Niger, Burkina Faso, Algeria, Libia) e reclama tre regioni settentrionali: Timbuctu, Gao, Kidal. Una regione bellissima dove gira di tutto. Turisti (sempre più rari), immigrati, contrabbandieri e terroristi. Piste sulla sabbia che si intrecciano con quelle politiche. Lo dimostra un episodio. Il governo del Mali ha rimesso in libertà un narcotrafficante coinvolto in una storia da film: quella di un Boeing, arrivato dal Sud America con un carico di coca, atterrato nella zona di Gao e poi incendiato. Il suo rilascio sarebbe stato sollecitato da alcune grandi famiglie del Nord. In cambio hanno promesso un aiuto per contrastare i tuareg.

LOTTA AD AL QAEDA –

Incroci pericolosi che emergono anche dalla presenza di Al Qaeda nella terra del Maghreb. Il Mali parla di un patto tra ribelli e terroristi. Accuse respinte dal Mnla che denuncia la collusione esercito-islamisti, anche se i portavoce ammettono che alcune dozzine di tuareg si sono lasciati attrarre dalle «sirene» qaediste. Rapporti rinsaldati – aggiungono gli esperti – da vincoli matrimoniali e dai traffici ai quali tutti si dedicano nella regione. Il 9 gennaio, comunque, il movimento separatista ha annunciato lotta totale ai seguaci di Bin Laden. E potrebbe usare questo impegno per ottenere quegli appoggi che fino ad oggi sono mancati.

Guido Olimpio
Twitter @guidoolimpio
golimpio@rcs.it26 gennaio 2012 (modifica il 27 gennaio 2012)© RIPRODUZIONE RISERVATA

Guerrieri e trafficanti, la rivolta dei tuareg – Corriere della Sera

23/01/2012

Com o petróleo roubado à Líbia, embargam Irã

Filed under: Guerra do Petróleo,Iraque,Irã,Líbia — Gilmar Crestani @ 7:31 am

 

La UE ultima el pacto sobre el embargo petrolero a Irán

Los Veintisiete tienen previsto aprobar una nueva ronda de sanciones

Grecia reclama aplazar nueve meses la entrada en vigor de la medida

Agencias Bruselas 23 ENE 2012 – 08:40 CET7

Los ministros de Asuntos Exteriores de la UE tienen previsto aprobar hoy una nueva ronda de sanciones a Irán como respuesta a su ambiguo programa nuclear, que debería incluir un embargo a las exportaciones de petróleo y una congelación de los activos financieros del Banco Central iraní. 

Los Veintisiete prohibirán que se firmen "nuevos contratos" petroleros con Irán, aunque todavía no hay consenso sobre el periodo de transición en el que extinguir los contratos actualmente en vigor por las resistencias de Grecia, según han explicado fuentes diplomáticas europeas.

Grecia ha pedido retrasar hasta octubre la rescisión de los contratos actuales para buscar proveedores alternativos, algo que ha rechazado una mayoría de Estados, según distintas fuentes europeas consultadas, que admiten que el resto de las delegaciones "está de acuerdo" con un plazo de solo seis meses. Ante el rechazo de Atenas a aceptar ese plazo, Reino Unido, Francia y Alemania han endurecido su postura y exigen que estos contratos terminen en tres meses, a partir del 1 de mayo, según han confirmado otras fuentes diplomáticas.

El ministro de Asuntos Exteriores, José Manuel García-Margallo, ya ha avanzado que España será "fiel" a los compromisos asumidos con la UE y apoyará un embargo al petróleo iraní pese al "perjuicio enorme" que la medida causará a Repsol y Cepsa tras asegurar que los países del Golfo se han comprometido a suplir las importaciones iraníes sin aumentar el precio.

"Las compañías españolas ya han tomado las medidas necesarias para diversificar sus recursos", han avanzado fuentes diplomáticas españolas, que aseguran que, aunque España apoya "el compromiso" general para restringir los contratos actuales en seis meses, "no sería una tragedia bajar a tres meses", como piden París, Berlín y Londres.

"El único problema real es Grecia", insisten fuentes diplomáticas europeas. Además de la elevada dependencia del crudo iraní, el Gobierno de Atenas teme que proveedores alternativos aumenten la factura del petróleo teniendo en cuenta las condiciones muy favorables que le ofrece Irán y su ya de por sí delicada situación financiera. Grecia tiene de plazo 60 días para pagar el crudo iraní sin necesidad de avales financieros, algo que fuentes diplomáticas admiten que será "muy difícil" de mantener con otros proveedores del Golfo Pérsico que como Arabia Saudí han indicado que estarían dispuestos a suplir la demanda.

"No habrá respuesta a esto el lunes", han reconocido fuentes europeas. Por ello, los Veintisiete tratarán de superar las reservas de Grecia al embargo introduciendo "una cláusula de revisión" para evaluar el impacto del embargo "no más tarde del 1 de mayo", según fuentes europeas.

Los Veintisiete acordarán también congelar los activos financieros del Banco Central iraní bajo jurisdicción europea y prohibir las transacciones "relacionadas con el programa nuclear", pero no impedirán las transacciones comerciales "legales" que canaliza el banco emisor iraní, tal y como pedían España, Alemania y otros, según han explicado fuentes diplomáticas europeas. Además del Banco Central iraní, los Veintisiete discuten sancionar a varias entidades adicionales, incluidas varias del sector bancario, aunque fuentes diplomáticas europeas admiten "problemas" con un entidad concreta.

Margallo avanzó que pedirá a la UE que "entre las entidades sancionadas no esté un banco que se llama Tejarat" porque es la entidad que "financia, canalizar y facilita las operaciones comerciales españolas" en Irán, en particular las que lleva a cabo la Asociación Española de Fabricantes de Bienes de Equipo en materia de tuberías (Sercobe).

A pesar del refuerzo de las sanciones contra Irán, los Veintisiete volverán a ofrecer a Teherán la posibilidad de retomar un diálogo "serio" sobre su programa nuclear en el marco de su estrategia dual de compaginar los esfuerzos diplomáticos para el diálogo y las sanciones, aunque fuentes diplomáticas europeas han avanzado que una nueva ronda de diálogo "llevará algo de tiempo" todavía. Turquía ya se ha ofrecido a acoger el encuentro.

Los Veintisiete también ratificarán sin discusión previa el acuerdo ya alcanzado a nivel de embajadores para ampliar las sanciones contra el régimen sirio a otros 22 dirigentes -la mayoría del estamento militar, según han avanzado fuentes europeas– y otras ocho empresas y entidades por la falta de avances de Damasco para poner fin a la represión contra la población civil sobre el terreno, según han confirmado fuentes diplomáticas.

También se espera que analicen los resultados de la reunión de los países de la Liga Árabe sobre los resultados de la misión de observadores desplazada a Siria y los próximos pasos necesarios.

Los Veintisiete también discutirán este lunes la respuesta que debe dar la UE a los últimos pasos positivos del régimen birmano tras la liberación de centenares de presos políticos y el acuerdo de alto el fuego con la principal milicia del país de etnia Karen, incluido la posibilidad de levantar de forma gradual algunas sanciones.

Los ministros de Asuntos Exteriores francés y británico, Alain Juppé y William Hague, han asegurado que "la UE debe realizar una revisión gradual de sus sanciones contra el régimen" tras los últimos pasos. "El carácter democrático de las elecciones legislativas previstas para el 1 de abril y los avances en las políticas sobre los conflictos con las minorías étnicas serán entonces los criterios por los que nos regiremos", han admitido sin embargo.

Los ministros de Exteriores también abordarán este lunes el proceso de paz en Oriente Próximo, la situación en Egipto tras la victoria electoral de los Hermanos Musulmanes y la situación de la minoría cristiana en países como Egipto y Nigeria. También discutirán el agravamiento de la situación en Sur de Sudán y el posible despliegue de una misión europea para asesorar a las nuevas autoridades a garantizar estándares de seguridad adecuados en el Aeropuerto Internacional de Juba.

La UE ultima el pacto sobre el embargo petrolero a Irán | Internacional | EL PAÍS

16/12/2011

A herança da OTAN

Filed under: Democracia made in USA,Kadafi,Líbia,OTAN,Petróleo,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 7:56 am

Na OTAN só acreditam os otários. Uma vez assassinado Kadafi e roubado o petróleo, que se exploda a Líbia!

La transición encalla en Libia

Las protestas contra el Gobierno transitorio, las escaramuzas entre milicias y tribus, y la escasez de fondos atenazan el país y frenan el proceso político

Juan Miguel Muñoz Madrid 16 DIC 2011 – 08:42 CET2

Protesta contra el Consejo Nacional, el miércoles en Bengasi. / REUTERS

Diez meses después de que unas decenas de personas se congregaran en la plaza Shasara (plaza del Árbol) de Bengasi, miles de vecinos de la ciudad donde nació el alzamiento contra el régimen de Muamar el Gadafi vuelven a protestar en el mismo lugar. Ahora contra el Consejo Nacional, el organismo que dirige la transición. Sospechan de la presencia de antiguos gadafistas en un Gobierno cuya composición desconocen porque el primer ministro, Abderrahim el Kib, no ha hecho públicos los nombres de todos sus ministros tres semanas después de la constitución del Gabinete. Las milicias de algunas ciudades –especialmente Zintán y Misrata— se muestran más que reacias a entregar las armas y provocan la ira de los tripolitanos, hartos del caos y de la ausencia de instituciones en un país que está intentando formar su Ejército y fuerzas de seguridad, y poner en marcha su industria petrolera, el maná de Libia.

La seguridad y la reanudación de las exportaciones de crudo son dos prioridades de las nuevas autoridades, pero los desafíos son enormes para un país en el que nada funciona adecuadamente, un país que ni bajo la dictadura de cuatro décadas de Gadafi, ni antes durante la monarquía del rey Idris (1951-1969), creó un Estado moderno organizado. El CNT se esfuerza por hacer encaje de bolillos para conjugar las ambiciones de varias regiones que se atribuyen haber soportado las mayores cargas durante la guerra de ocho meses. Los lugareños de Misrata (que ya declaró una república independiente hace 90 años) recelan de sus compatriotas de Bengasi porque estos detuvieron en abril la guerra en el frente oriental, permitiendo a las tropas de Gadafi arremeter en su castigo contra Misrata; los milicianos de Zintán, en las montañas del occidente libio, también aseguran estar entre los pocos que combatieron desde el primer día; y los tripolitanos se quejan del excesivo protagonismo de Bengasi, rival histórico de la capital. Las divisiones son evidentes.

Pero los problemas cotidianos comienzan a tener suma importancia, dos meses después de la muerte de Gadafi. Raro es el día en que no hay manifestaciones, a menudo a las puertas de los hoteles donde se alojan los dirigentes políticos en Trípoli. Contra el ministro de Sanidad, al que culpan de la escasa atención que reciben los cientos de mutilados (atendidos muchos de ellos en el extranjero). Protestan también los controladores aéreos, que el martes pasado paralizaron el despegue y aterrizaje de todos los aviones en el aeropuerto internacional de Trípoli, que está en manos de la milicia de Zintán, que generó un altercado días atrás en el que se vio implicado el convoy del jefe del ejército, Jalifa Hafter. También la comitiva del primer ministro El Kib fue atacada semanas atrás a tiros, pereciendo dos hombres de su séquito. Las escaramuzas son constantes y en algunos casos sumamente perjudiciales para normalizar la situación: los choques cerca de la frontera con Túnez ha llevado a las autoridades tunecinas a cerrar la frontera varias veces.

Las manifestaciones por los problemas cotidianos que padece la población comienzan a acosar al Gobierno transitorio

Los problemas se acumulan, y el temor a que la corrupción pueda desbocarse en medio del caos institucional es notorio. Un diplomático occidental aseguraba recientemente a este diario que el ex ministro de Petróleo y Finanzas, Ali Tarhuni, había pedido a los países occidentales que no descongelaran todavía los fondos soberanos libios (alrededor de 150.000 millones de dólares). Teme Tarhuni que muchos de los recursos terminen en los bolsillos de dirigentes corruptos. Hasta la fecha, solo 3.000 millones de dólares de esos fondos descongelados (18.000 millones) han sido efectivamente entregados al CNT.

Todos ellos son escollos que pueden superarse con inversiones y una pizca de paciencia. Sin embargo, otra realidad será más complicada de solucionar. Los enfrentamientos a tiro limpio –con frecuencia se dispara artillería- entre milicianos y determinadas tribus son moneda cada vez más corriente en algunas regiones de los alrededores de Trípoli. Reaparecen viejas rencillas y los guerrilleros acusan a algunos líderes tribales de haber prestado apoyo al dictador y de haber ayudado a perpetrar atrocidades durante la contienda. La semana que viene es especialmente peligrosa.

Los enfrentamientos a tiro limpio y con artillería entre milicianos y algunas tribus son moneda corriente en algunas regiones cerca de Trípoli.

Decenas de miles de vecinos de Tauerga, 250 kilómetros al este de Trípoli, han anunciado que regresarán a su ciudad, devastada por las milicias de Misrata, que vengaron el respaldo de los ciudadanos de Tauerga (la mayoría de ellos negros) al dictador. Los ancianos de esta localidad han decidido que los residentes vuelvan el 20 de diciembre. Pero el consejo militar de Misrata no está por la labor y ha advertido de que es el Estado quien debe organizar el retorno de las decenas de miles que viven en tiendas de campaña o desperdigados por cualquier rincón de Libia. Algunos mandos de los rebeldes utilizaban un lenguaje más duro solo dos meses atrás. “Después de lo que nos hicieron, nunca permitiremos que vuelvan”, afirmaba a este diario Sedik el Fituri, comandante de una brigada de Misrata.

Así las cosas, va a resultar muy difícil cumplir los plazos fijados por el CNT para celebrar las primeras elecciones legislativas, previstas para antes del verano. “Todo lo que queremos es que permanezcáis junto al Gobierno transitorio y que seáis pacientes. Hemos tenido paciencia durante 40 años y creo que ser pacientes un poco más no es demasiado tiempo”, declaró el lunes Mustafá Abdelyalil, presidente del CNT.

La transición encalla en Libia | Internacional | EL PAÍS

07/11/2011

Al-Qaida, a aliada da OTAN na Líbia

Filed under: Líbia,OTAN — Gilmar Crestani @ 8:44 am
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O inimigo do meu inimigo é meu amigo.

Al-Qa’ida è stata in Libia (e c’è ancora)

Forse la bandiera di al-Qa’ida sul tribunale di Bengasi è solo un fotomontaggio, ma i qaidisti in Libia ci sono davvero. Erano tra i ribelli supportati dalla Nato in Cirenaica; hanno combattuto contro le forze di Gheddafi a Sirte [da notare il graffito "al-Qa’ida è stata qui" nel video]. Per mesi l’Occidente ha offerto supporto militare e politico a quegli stessi terroristi a cui dà la caccia da anni, in una sorta di teatro dell’assurdo.

Ora che la guerra è (formalmente?) conclusa, in Libia si sta aprendo un pericoloso ciclo di vendette tribali. Migliaia di persone sono già fuggite dalle città per paura di ritorsioni. La fragile pace raggiunta dopo la morte di Gheddafi è già a rischio, vista l’incapacità del Cnt di frenare la crescente ondata di vendette. L’unico modo per scongiurare un tale scenario è quello di disarmare le milizie ribelli. Ma la cosa si sta rivelando più difficile del previsto. I capi tribù hanno dichiarato di non avere intenzione di abbandonare le armi: ufficialmente per preservare la propria autonomia, di fatto per condizionare le decisioni politiche che rifediniranno il futuro della Libia. O più semplicemente per difendersi dalle tribù rivali. Depositi di armi in Libia ce ne sono ancora troppi e non sempre guarniti. La paura dell’Occidente è chel’immenso arsenale bellico di Gheddafi, trafugato, possa finire nelle mani sbagliate. Cosa che forse sta già avvenendo, se è vero, come afferma il Washington Post, che molte di quelle armi libiche stanno inondando l’Egitto – forse dirette verso il Sinai, dove al-Qa’ida sembra avere impiantato alcune basi sotto la protezione delle tribù del deserto. Allo smercio di armi avrebbe contribuito lo stesso Gheddafi: secondo il Cnt il qa’idha venduto 12.500 missili Sam 7 ad al-Qa’ida del Niger (sebbene non si hanno conferme).

Altro punto. Il New York Times racconta che dopo la caduta di Tripli sono state rinvenute le prove del coinvolgimento di Gheddafi nel piano ordito da alcuni ex militanti del partito Ba’ath per rovesciare l’attuale governo iracheno. I dettagli del piano sono stati rivelati dal Primo ministro iracheno Nuri al-Maliki nel corso della visita a sorpresa a Baghdad del suo (ormai ex) omologo libico Mahmoud Jibril. In quei giorni, peraltro, in Iraq c’è stata un’ondata di arresti proprio tra gli ex baathisti.

La verità è che non c’è alcun legame tra la cattura di questi ultimi e la visita di Jibril. La questione più urgente che il Cnt è chiamato ad affrontare è quella delle milizie armate, a Tripoli e nel resto del Paese. È probabile che il motivo del viaggio a sorpresa di Jibril sia stato quello di osservare da vicino il “modello Iraq”, che negli anni ha cercato di assimilare i combattenti jihadisti nelle proprie forze di sicurezza, includendo i loro leader nelle rinnovate gerarchie statali. Prendere esempio dall’esperienza irachena può essere la chiave per disciplinare le brigate a piede libero che in alcune zone (come Misurata, Zintan e la stessa Tripoli) hanno assunto de facto il controllo del territorio. Esattamente ciò che Jibril ha ammesso nella sua ultima conferenza stampa da Primo ministro: invece di aspettarsi lo scioglimento di questi gruppi, ha suggerito, il Cnt farebbe meglio a cercare di assimilarli.

Significativo è che il primo provvedimento di Jibril al suo ritorno in Libia è stato la nomina di Sadiq al-Gharyan a Gran muftì della Libia (noto per la fatwa che aveva negato il funerale islamico a Gheddafi), a cui toccherà un ruolo unificante e di piacificazione come è stato quello di Ali al-Sistani in Iraq.

Ma la Libia di oggi non è l’Iraq di ieri. Potrebbe essere molto peggio.

Casa originale di questo articolo

Al-Qa’ida è stata in Libia (e c’è ancora) – AgoraVox Italia

04/11/2011

Lecciones de humanidad de una familia libia

Filed under: Líbia,Robert Fisk — Gilmar Crestani @ 9:49 am
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Robert Fisk

Es un viento ponzoñoso, etcétera. Hoy mis pensamientos no están con la familia Kadafi, sino con Bassam y Saniya Gossain, cuya hija Raafat pereció en Libia el 15 de abril de 1986. Fue víctima de los disparatados ataques aéreos que el entonces presidente Ronald Reagan ordenó sobre Trípoli en venganza por la muerte de un soldado estadunidense en Berlín por una bomba sembrada por uno de los lunáticos de Kadafi. Yo estuve presente en el funeral de la joven en Libia y con el tiempo he llegado a conocer bien a sus padres, que están entre mis amigos en Beirut. Este domingo comí con ellos. ¿Y saben lo que Saniya me dijo sobre el violento derrocamiento de los Kadafi? Estoy en contra de esas cosas. Estoy contra todos los asesinatos.

Lástima que Clinton no sea capaz de pronunciar una frase tan humana. Pero podría –si le importara (cosa que dudo)– preguntar qué ocurrió con los 300 millones de dólares que los estadunidenses entregaron a Kadafi como arreglo final cuando Washington decidió reanudar relaciones con el viejo rufián en 2008. Los libios soltaron mil 500 millones para saldar cuentas (Lockerbie, etcétera); el dinero de los estadunidenses fue por los muertos y heridos por su ataque aéreo de 1986. Los Gossain no recibieron un centavo de Kadafi. Criaron a su otra hija, Kinda, quien se casó y ya tuvo su primer bebé, así que ahora son abuelos. Sería bueno creer que Clinton pudiera dedicarles unos segundos de su precioso tiempo, tal vez para recordar a los chicos del gobierno de transición en Libia que tienen una deuda pendiente.

El otro día en El Cairo regresé a la Casa de la Esquina. Así llamo a la desvencijada mansión de fin de siglo en mis relatos de la revolución egipcia. Era –y es– una ruina completa, con escaleras de mármol quebradas, seda en las paredes, una azotea que se pandeaba y temblaba cuando pasábamos corriendo sobre ella, un lugar para observar tanques y agacharse ante los francotiradores, una verdadera línea frontal, con ventanas cubiertas de estuco y rebosantes del efluvio de la historia, sin un alma que supiera decir quién vivió allí hace cien años.

Así que Fisk volvió a la Casa de la Esquina. Muchos hombres atareados pasaban cargando maletines. Nada, ni una pista de quién había sido el dueño de ese edificio. Luego encontré calle abajo un viejo sirviente boab, con un solo diente en la boca –créanme–, y le pregunté. Hizo una señal de la cruz con la mano, como acostumbran los árabes cuando hablan de cristianos. Y esto me dijo en árabe: El hombre que vivió aquí era Yussef Koudiam. Era un cristiano que murió, se fue al cielo y está dormido allí.

Directo de Dickens, pensé. Literatura. Pero, por supuesto, estoy tratando de encontrar a la familia Koudiam entre los coptos de Egipto.

Otro pedazo de la vieja Beirut se desmorona; la Beirut otomana de tejados rojos que Lawrence de Arabia amaba. Esta vez es el palacio de Azar, ruinoso y a últimas fechas destrozado por dentro por manos desconocidas, una espléndida Casa en la Esquina en Líbano que hoy, me temo, está condenada a morir. El Ministerio de Turismo está sumamente preocupado (claro) y ahora unos policías (igualmente preocupados) patrullan el lugar para evitar mayores daños. Pero han comenzado las lluvias de invierno y ese patrimonio libanés está próximo a desaparecer. Así ocurre cuando el terreno vale más que las construcciones.

En el Times de Londres (antes de la era Murdoch) yo solía tener un editor de asuntos internacionales llamado Ivan Barnes a quien le enviaba interminables reportes sobre animales para una columna que yo llamaba breves de animales. Estaba basada en mi convicción de que el lector promedio del Times derramaría abundantes lágrimas por perros labradores que se fracturaban una pata y no por palestinos sin hogar. En una breve visita a Rusia (agradezco a Shaun Walker, nuestro hombre en Moscú, con un devastador dominio del ruso y un humor negro idéntico al mío, que me haya cuidado allá), encontré tres hermosas historias para Ivan. La primera fue la de un oficial del ejército ruso, Vyacheslav Gerzog, que daba a sus soldados comida para perro en vez de carne enlatada y tuvo que pagar 202 mil rublos (unos 6 mil 500 dólares) de multa. Pegaba etiquetas de carne de res de primera en las latas. Bueno, ¿por qué no? Inútil decir que el hombre que estuvo cuatro años en prisión por esto fue el mayor Igor Matveyev, quien expuso el escándalo en YouTube.

El segundo relato fue el de unos cazadores de tiburones de la bahía Telyakovski (cerca de Vladivostok) que atraparon un tiburón que supuestamente le había arrancado a Denis Udovenko las manos de una mordida. Se necesitaron 19 botes y 60 pescadores para llevar la bestia a la costa. Sólo que se equivocaron de tiburón.

Pero esperen, viene la mejor. La agencia de noticias Vecherniye Vesti informó –tomo la cita del Times de Moscú–: Capturan al avestruz albino prófugo. Escapó de un circo trashumante de Siberia y amenazaba con agarrar a patadas a los residentes de la ciudad de Petropavlosk-Kamchatsky luego que dejaron abierta su jaula. Un funcionario del circo, según el diario, “advirtió a los pobladores que no se acercaran al avestruz, pues era tonto, agresivo y podía ‘dejar baldado a un ser humano’”. Debo decir que si yo fuera avestruz, no me gustaría que mi dueño fuera ese funcionario. De cualquier manera, un señor que paseaba a su perro avistó al avestruz –presumiblemente un ejemplar albino no era una vista común en Petropavlosk-Kamchatsky– y llamó al circo. Llegó el domador, y he aquí la apabullante línea final: El domador dijo que el avestruz estaba empapado por la lluvia, pero sano, y los dos se fueron en taxi al circo. No puedo esperar a ver la película.

© The Independent

Traducción: Jorge Anaya

La Jornada: Lecciones de humanidad de una familia libia

01/11/2011

Aviões da OTAN liberam poligamia na Líbia

Filed under: Líbia,OTAN,Poligamia — Gilmar Crestani @ 10:35 am
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Poligamia en Libia (o cuando la primavera árabe se hace invierno)

Por: Blogs ELPAIS.com

Por GEORGINA HIGUERAS

Un grupo de personas camina ante una caricatura de Gadafi en Trípoli. / CRISTÓBAL MANUELLibia

Un horrendo invierno se ha instalado en Libia desde el mismo momento en que el nuevo dirigente Mustafá Abdelyalil declaró públicamente el sábado que se derogarán las restricciones a la poligamia. Los temores de muchas libias que no apoyaron abiertamente la rebelión por miedo a perder los mínimos derechos que gozaban bajo la dictadura de Muamar el Gadafi se han confirmado. Para todas las mujeres del mundo, y en especial para las árabes y las libias, supone un varapalo y un retroceso que los países occidentales que han respaldado a los rebeldes no deberían admitir.

El pío Abdelyalil se dirigió a todo su pueblo pero se olvidó de que la mitad de ese pueblo son mujeres cuyos derechos no pueden pisotearse. Tras su discurso, reiteró a los periodistas que será legalizado el matrimonio múltiple porque Libia estará gobernada por la ley islámica y la “Sharia permite la poligamia”. Esto significa que cada hombre podrá casarse con hasta cuatro mujeres al mismo tiempo.

Ya decían las feministas egipcias y tunecinas que en estos tiempos de la primavera árabe necesitan mucho apoyo y estar muy alertas para evitar que los cambios las devuelvan a las mazmorras de la intransigencia que se ampara en la interpretación más ortodoxa del islam. 

Pero tal vez no esté todo perdido en Libia. Abdelyalil dejó entrever un rayo de esperanza cuando afirmó: “No aboliremos ninguna ley”. Si el presidente del Consejo Nacional de Transición cumple este compromiso, la nueva Libia mantendrá la ley que otorga a la primera mujer el derecho a permitir o no los demás matrimonios del marido. Esta norma es la que prácticamente acabó con la poligamia en este país magrebí.

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