Ficha Corrida

05/11/2012

A História escrita pelos vencedores

Filed under: Folha de São Paulo,Kadafi — Gilmar Crestani @ 7:32 am

Depois de o assassinarem, roubarem a Líbia, os ocidentais estão escrevendo o que querem sobre Kadafi. Mas pouco se fala da amizade de Kadafi com Sarkozy ou com Sílvio Berlusconi. Poder e Sexo sempre existiram. A autora francesa poderia ter se debruçado sobre Strauss-Khan ou sobre os bordéis do premier italiano com menores marroquinas, brasileiras e italianas. Como a Líbia pós Kadafi está enterrada em guerra civil, os que destruíram a infraestrutura do país precisam vender a Líbia de Kadafi como o pior dos infernos. A Folha não leu Robert Fisk?

ENTREVISTA DA 2ª ANNICK COJEAN

Violência sexual era usada como arma de poder por Gaddafi

Jornalista francesa revela em livro rotina de estupros e escravidão feminina e uso do sexo como humilhação pelo ditador líbio

MARCELO NINIO

DE JERUSALÉM

Mesmo para alguém familiarizado com o doentio repertório de abusos e atrocidades cometidos pelo ditador líbio Muammar Gaddafi em seus 42 anos no poder, o novo livro da jornalista francesa Annick Cojean é um soco no estômago.

Em "O Harém de Kadafi", que está sendo lançado no Brasil (ed. Verus), Cojean dá voz a Soraya, que conheceu por acaso nas ruas de Trípoli pouco após a morte do ditador, em outubro de 2011.

Escolhida numa visita de Gaddafi a sua escola quando tinha 15 anos, Soraya foi mantida até os 20 nos porões da fortaleza de Bab al Azizia, em Trípoli, sofrendo estupros diários e todo tipo de violência, para satisfazer o insaciável apetite sexual do ditador.

O detalhado e arrepiante relato de Soraya abriu para a repórter francesa o mundo oculto de perversões que vitimou centenas, talvez milhares de outras mulheres.

E revelou o segredo mais escondido do regime: na Líbia de Gaddafi, a violência sexual era arma de poder a serviço de um governo baseado no estupro e na coação.

Embalado por álcool e drogas, Gaddafi preferia virgens em suas orgias seguidas de cerimônias de magia negra, mas o sexo também era usado para humilhar desafetos e mantê-los sob controle.

Gostava de atrair filhas e mulheres de homens poderosos, forçou ministros a fazer sexo com ele e seduzia com joias e dinheiro mulheres de líderes africanos.

Em entrevista à Folha por telefone, de Paris, a repórter do diário "Le Monde" reviveu as histórias de horror das escravizadas por Gaddafi, refletiu sobre o silêncio coletivo que o manteve impune e confessou: "Foi a reportagem mais dolorosa que já fiz".

Folha – Seu livro descreve um verdadeiro sistema a serviço das perversões sexuais de Gaddafi. Como ele funcionava?

Annick Cojean – Gaddafi tinha muitos cúmplices que mantiveram esse sistema funcionando, trazendo mulheres para ele, na maioria muito jovens: 14, 15 e 16 anos.

Gaddafi aproveitava qualquer situação para conhecer meninas. Visitava escolas, universidades, ia a casamentos, festas particulares, encontros da Guarda Revolucionária. Ele criou um sistema em que elas eram convidadas a Bab al Azizia [a fortaleza em que ele vivia]. Meninas eram chamadas se tivessem algum problema, ou se um membro de sua família tivesse problemas. Havia todo tipo de desculpa para levá-las.

E há exemplos como o de Soraya. Gaddafi visitou sua escola e colocou a mão sobre a cabeça da menina. Esse era o sinal para seus guarda-costas de que ele a queria.

Gaddafi também dedicava grande parte de seu tempo a ver álbuns e filmes de casamento e de festas particulares para escolher meninas.

A maioria das meninas era virgem e entrava em estado de choque quando ele tentava fazer sexo com elas. As que colaboravam eram premiadas, geralmente com dinheiro e presentes.

Mas a maioria era estuprada e ficava profundamente traumatizada. Algumas eram levadas por uma semana, outras, por anos. Com Soraya, durou cinco anos; outra delas ficou mais de 30 anos. A partir do momento em que eram levadas, não tinham mais futuro. Haviam perdido a virgindade, e as famílias não as aceitavam de volta.

Com Soraya eu entendi como funcionava o sistema de escravas sexuais de Gaddafi e como era a vida em Bab al Azizia. Mas o que eu descobri depois em minha investigação foi além: além da perversão e do louco apetite sexual de Gaddafi, havia algo mais.

Sexo e estupro era seu modo de governar a Líbia. Foi chocante para mim. Eu sabia que na guerra civil o estupro fora usado como arma, com o incentivo e o planejamento de Gaddafi. Porém muito antes da guerra, e isso era totalmente secreto, estupro e sexo eram usados como forma de governar, de dominar.

A violência sexual era usada também por seus aliados?

Claro. Ele corrompeu a sociedade. Era uma corrupção moral e sexual. Os primos de Gaddafi e a alta cúpula do governo e do Exército tinham esse tipo de comportamento, mas sem o poder dele.

O sexo era usado por Gaddafi para punir e para premiar. Podia ser um líder tribal ou um ministro. Quando ele queria humilhar alguém, a melhor forma era fazendo sexo com sua mulher ou filha, às vezes ambas. Ele também fez sexo com ministros, para mantê-los sob seu domínio.

O mais incrível é que o silêncio em torno do assunto foi preservado. O tema seria sensível em qualquer sociedade, mas especialmente na Líbia, um país extremamente conservador e onde as pessoas não podiam contar o que passaram. O silêncio era o maior aliado de Gaddafi.

Ele usava as conferências de líderes na Líbia para caçar primeiras-damas. Para seduzi-las, oferecia fortunas em dinheiro e joias.

As meninas que ele atraía tinham algo em comum? Classe social, aparência física, origem, idade?

Não. Havia meninas pobres e ricas. Ele procurava meninas bonitas, mas precisava de duas por dia, então podiam ser de qualquer lugar. Ele preferia as virgens. Isso tinha a ver com cerimônias de magia negra, em que usava o sangue de virgens.

Mabruka Sharif, uma das mulheres mais próximas de Gaddafi e de fato a chefe do harém, que eles chamavam de "serviço especial", era adepta de magia negra. Ela ia a países africanos para convidar feiticeiros à Líbia. No momento em que essas meninas encontravam Mabruka, suas vidas estavam destruídas.

Como a sra. convenceu essas meninas a falar?

O meu objetivo era ajudar essas meninas a contar suas histórias, e tive a ajuda de líbios para convencê-las.

Com Soraya, surpreendentemente, não foi complicado. Encontrei-a por acaso, poucos dias após a morte de Gaddafi, e ela estava com raiva e queria que sua história se tornasse conhecida. Ela gostaria de ficar na Líbia, mas percebeu que, mesmo após a morte de Gaddafi, será difícil ter um futuro no país. E isso é extremamente injusto.

Já as outras estavam com muito medo de falar. É realmente uma questão de vida ou morte. O perigo vem de todo lado. São ameaçadas de sofrer o chamado "crime de honra" [justiçamento, geralmente feito pela própria família, para punir uma mulher que cometeu atos considerados imorais], ainda comum na Líbia, pelos gaddafistas, pelos salafistas [muçulmanos ultraconservadores] e também por alguns revolucionários, que as consideram prostitutas de Gaddafi que usufruíram do antigo regime.

Por isso escrevi o livro. Se a Líbia quer ter um futuro, precisa encarar seu passado. Para a situação das mulheres, a revolução não ajudou em nada. Centenas de mulheres foram levadas por Gaddafi e mantidas [como escravas]. Suas vidas foram completamente destruídas. Acho que milhares de mulheres foram violentadas por Gaddafi. E elas sofrem por isso até hoje.

Milhares?

Acho que sim. É impossível saber o número, mas ele ficou 42 anos no poder, e isso teve início quando ele assumiu. Levava mulheres de soldados à fortaleza e as violentava.

O famoso corpo de guarda-costas todo formado de mulheres era uma farsa? As "amazonas de Gaddafi" eram na verdade escravas sexuais?

Muitas eram. Algumas se formaram na academia militar, outras na escola de polícia. Mas a maioria era escrava sexual. Exatamente como Soraya, que dois dias após encontrar Gaddafi foi obrigada a vestir farda e integrar a equipe de guarda-costas.

03/11/2012

O Ocidente não está mais interessado na Líbia

Filed under: Kadafi,Líbia,OTAN — Gilmar Crestani @ 9:33 am

Quando da invasão do Iraque também os EUA saíram carregados com troféus do museu arqueológico com peças que remontavam aos Sumérios. Todos os tesouros nacionais foram considerados prêmios, ou butim de guerra. Portanto, não é de estranhar que tenham devastado a Líbia. E, com o assassinato de Kadafi, todo dinheiro que o ditador tinha acumulado e depositado nos bancos ocidentais passaram às mãos dos assassinos. A política ocidental de ajuste de contas é de uma assepsia estonteante. Vide o golpe paraguaio!

O Ocidente não está mais interessado na Líbia

Enviado por luisnassif, sex, 02/11/2012 – 16:21

Por Rodolfo Machado

Do Voz da Rússia

Será que a OTAN roubou 150 bilhões da Líbia?

otan líbia otan

Existem duas consequências da campanha militar da OTAN na Líbia que merecem uma atenção especial.

Primeiro: o prejuízo causado pela aviação da OTAN supera sete vezes o dano, causado durante a Segunda Guerra Mundial por aviões do marechal hitleriano Rommel. Segundo: desapareceram 150 bilhões de ativos líbios, “congelados” outrora nos bancos estrangeiros. Estes dados constam no livro “Derrubamento de Muamar Kadhafi. Diário líbio. 2011–2012”, da autoria de Anatoli Egorin, pesquisador-sênior do Instituto de Estudos Orientais junto da Academia de Ciências da Rússia. O livro foi apresentado em Moscou. Este é o primeiro estudo geral da tragédia líbia, realizado na Rússia.

As destruições são conseqüência de qualquer guerra. Aliás, visto que a OTAN tinha obtido mandato apenas a implantação de uma zona de interdição de vôos, as destruições não podiam adquirir tamanha envergadura. Apesar disso, os ativos líbios de 150 bilhões de dólares, depositados nos bancos estrangeiros, seriam suficientes para cobrir este prejuízo ou, pelo menos, uma parte dele. No entanto, o dinheiro desapareceu sem deixar pistas. Impõe-se uma questão natural: como pôde ocorrer uma coisa destas?

Eis a opinião a este respeito de Anatoli Egorin, autor do diário líbio.

"Este dinheiro começou a desaparecer gradualmente quando começou a campanha contra Muammar Kadhafi e ficou claro que a OTAN não pretendia deixá-lo no poder. Ninguém sabe ao certo, aonde e como este dinheiro se foi. Existem apenas informações esporádicas da imprensa de que estes meios eram retirados por bancários ocidentais e “lavados” através de zonas de offshore. Agora fazem-se de tentativas de descobrir, aonde tinha ido o dinheiro líbio mas na minha opinião as chances de que ele seja encontrado são mínimas."

A chefe da Associação Internacional de Criação da Democracia na Líbia Fátima Abu an-Niran acata uma opinião bem semelhante.

"Com efeito, na Líbia foi pilhado tudo que se podia pilhar. Tudo isso ocorria aos olhos do mundo inteiro e ninguém disse uma única palavra de condenação. Estas acusações não são vãs. O antigo chefe do Banco Central do país confirmou anteriormente este fato. Não se trata apenas de 150 bilhões de dólares que se encontravam nas contas dos bancos estrangeiros. O processo de fuga do dinheiro líbio para o estrangeiro, incluindo a fuga por vias ilegais, continua. Tudo isso tem como pano de fundo os choques entre as tribos e o poder quase ilimitado de milícias locais, que fazem o que bem entendem com os que não lhes convêm. Agora está claro que o objetivo da invasão da OTAN não foi absolutamente a implantação da democracia na Líbia, como afirmava outrora a direção desta aliança. Pelo menos agora, todos podem ver que o verdadeiro objetivo era pilhar o país."

Precisamente por isso se nota cada vez mais que o Ocidente não está mais interessado no destino da Líbia, na qualidade de Estado. Quanto aos novos governantes da Líbia, eles estão empenhados já há um ano em dividir entre si os postos.

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15/10/2012

Arte ou necrofilia?

Filed under: Kadafi — Gilmar Crestani @ 6:52 am
Ou de quando se pretende transformar um assassinato em arte, como fizeram com Saddam Hussein: Obeidi fala sobre a execução de Khaddafi.

Gadafi, un cadáver exquisito para la pintura

Tres artistas de renombre coinciden en el objeto de sus más recientes creaciones: el cuerpo inerte del dictador libio fallecido hace un año

Silvia Hernando Madrid15 OCT 2012 – 00:34 CET11

‘Ubu roi, cabeza de Gadafi’, de Luca del Baldo

Ciertas muertes y sus circunstancias, ciertos nombres cincelados sobre las lápidas frescas alarman y fascinan a partes iguales, en ocasiones saltando por encima de cualquier masa de anónimos apilados y desmembrados como las muchas con las que los vivientes comparten existencia diaria, los más desafortunados en directo, el resto a través de las imágenes. Un cadáver que recientemente ha capturado la atención de varios artistas, que han coincidido en representarlo en pintura, es el del dictador libio Muamar el Gadafi, asesinado hace ahora una año, el pasado 20 de octubre. Jenny Saville, Luca del Baldo y Yan Pei-Ming, británica, italiano y chino, los tres nombres candentes del panorama contemporáneo, han realizado más o menos paralelamente en el tiempo sendas representaciones de uno de esos difuntos que, por serlo, dan sentido y razón de ser al morbo.

‘Ubu roi, cabeza de Gadafi’, de Luca del Baldo

La coincidencia –o tendencia-, que destapó The Art Newspaper, puede entenderse, dice Manuel Borja-Villel, director del Museo Reina Sofía, como una materialización del zeitgeist. Una muestra del espíritu de los tiempos. “En los medios se reproducen cada vez más muertes y con detalles inéditos, mientras que antes había un cierto pudor”, señala. “Además, hay que tener en cuenta que vivimos en una época en la que todo es susceptible de ser transformado en mercancía”. El carácter icónico que adquieren ciertas efigies una vez cercenada la vida que albergaban –véase el caso del Che Guevara, de John Fitzgerald Kennedy- es, cree, otro de los motores. "A partir de los años 50 ese fue el tema de muchos artistas, como Hamilton o Warhol".

Luca del Baldo, cuyas influencias reconocidas van desde Rembrandt, a Goya, Soutine, Lucian Freud o Antonio López, lleva años trabajando con los cadáveres como modelo de su obra. “Pinto el cuerpo humano porque amo plasmar la carne”, explica vía correo electrónico. “Esta representa el mundo de la imagen hipertrófica, un simulacro, una ficción que absorbe lo real e intenta compartirlo en una nueva realidad repetitiva e hipersimbólica”. Con Todkammer (La habitación de los muertos), una serie que llevó a cabo en 2007, ya se encargó de dejar para la posteridad pictórica la representación de cuerpos inertes en los que un día habitaron personajes como Dalí, la Madre Teresa, Franco o Mussolini. “Mi mensaje es que el cuerpo humano o el cadáver es una inspección visual, la puesta en escena o el exorcismo de una pesadilla colectiva sobre la muerte”.

El origen de su Ubu Roi, Cabeza de Gadafi, del que ha realizado dos estudios que expondrá en diciembre en el Centro de Congresos Medioevo de Como, en Italia, surgió en el mismo momento en que la imagen de la cabeza del dictador atravesada por una bala saltó al unísono a las pantallas de todos los hogares del mundo. “Inmediatamente pensé que era visualmente poderoso y formalmente interesante para realizar un cuadro”. Aunque para él todo cuerpo sin vida alberga en sí un interés, el de Gadafi lo tiene aún más por el hecho de ser ampliamente conocido. “Pienso en la relación a una imaginería religiosa totalmente secularizada en la que el cuerpo de Cristo azotado y sangriento en las iglesias y en la Historia del Arte, objeto de adoración y piedad en el pasado, se ha transformado en un cuerpo donde la violencia es un fin es sí mismo”.

‘Cadáver de Gadafi’, de Yan Pei-Ming

Saville, compañera de Damien Hirst en la llamada generación Sensation del arte británico, se encuentra trabajando en su propia versión de la mediatizada imagen. En un foro de arte contemporáneo en Oxford, donde reside, apuntó hace unos meses que la razón de su perturbación, que luego transformó en creación, más que el propio cuerpo del sátrapa, fue el espectáculo que desató su exhibición. “Ahí yacía ese increíble cuerpo en un congelador con cientos de manos sujetando sus móviles”, afirmó. En una entrevista con The Brooklyn Rail, Ming también arrojó algo de luz sobre su decisión de rescatar del limbo la imagen del dictador. “Él perpetró numerosos crímenes para después convertirse en víctima. Si hubiera ganado la guerra, si hubiera ganado esa batalla, habría otras víctimas en su lugar en la pintura”.

Más allá de las valoraciones estéticas o morales de representar a alguien real, un hombre que lo fue, amoratado, hinchado y ensangrentado -por cruel e infame que pudiera haber sido en vida-,  ¿qué dice de nuestra sociedad esta pequeña eclosión artística en torno a Gadafi muerto? "El siglo XXI es la era de las nuevas tecnologías no solo como elementos técnicos, sino como medios para hacernos ver el mundo de una manera", resume Borja-Villel, "y lo que en una época era un modo de representar las cosas, ahora es un elemento de consumo: hoy se devoran las imágenes".

Gadafi, un cadáver exquisito para la pintura | Cultura | EL PAÍS

12/10/2012

Obeidi fala sobre a execução de Khaddafi

Filed under: Bin Laden,Isto é EUA!,Kadafi,Saddam Hussein,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 7:52 pm

Não foi só a morte de Kadafi que inspira uma matriz mafiosa, da Omertá. A lei do silêncio já havia sido introduzida com sucesso pelos EUA com relação à Saddam Husseim e depois com Osama Bin Laden. Todos estes foram em algum momento úteis aos interesses ditos ocidentais, notadamente norte-americano. E todos foram posterioresmente mortos como queima de arquivo. Hoje o principal executor internacional extrajudicial são os EUA, onde oTerrorismo de Estado é a principal ramo da política exterior.

Enviado por luisnassif, sex, 12/10/2012 – 18:29

Por Adir Tavares

Do Jornal de Angola

A compra do silêncio

por José Goulão [*]

Sarkozy e KadafiChama-se Rami el Obeidi, o nome talvez não diga nada à maioria dos leitores, mas ficam um pouco mais informados se lhes disser que foi o chefe dos serviços de espionagem do Conselho Nacional de Transição (CNT), a organização montada por países europeus e da Península Arábica e sustentada militarmente pela OTAN que derrubou Muammar Khaddafi na Líbia há um ano. Obeidi, segundo reza a biografia sintética publicada em algumas agências e jornais europeus, era uma espécie de interface com os serviços secretos europeus envolvidos na operação de mudança de regime em Tripoli. Obeidi não era, portanto, uma pessoa qualquer, e muito menos desinformada nos assuntos que diziam respeito à sua actividade.

Rami el Obeidi falou durante os últimos dias. E disse, sem hesitar, que Khaddafi "foi executado directamente por agentes franceses" numa "operação comandada pela DGSE (os serviços franceses de espionagem externa) e por responsáveis do Eliseu", o palácio presidencial de Paris, então habitado por Nicolas Sarkozy. Em português directo e sem rodeios, o ex-chefe de Estado da Líbia foi executado por altos responsáveis do Estado francês, com envolvimento do próprio palácio presidencial.

Para Obeidi, dirigentes líbios actuais e jornalistas que investigaram o escândalo, o móbil do crime também não é segredo: Sarkozy recebeu do seu antigo amigo Khaddafi a módica quantia de 50 milhões de euros com que financiou a campanha e se fez eleger Presidente de França em 2007. A justiça francesa está, aliás, a tratar do assunto e o ex-espião do CNT líbio não tem dúvidas de que o assunto, e também a escusa de Khaddafi em honrar alguns contratos milionários de energia e armamento combinados com Sarkozy, fizeram com que "alguém no Eliseu quisesse a morte rápida" do antigo dirigente máximo da Líbia. Tanto mais que – o que acelerou o processo – Khaddafi fez saber que ou o deixavam em paz ou, em português vernáculo, punha a boca no trombone sobre os financiamentos. 
A execução extrajudicial de Khaddafi às mãos de agentes franceses funcionou assim como uma "compra de silêncio", uma atitude que os italianos se habituaram a qualificar como "de matriz mafiosa" e que na Mafia se reduz a uma palavra: "omertà", boca calada. 
Até aqui tínhamos vindo a discorrer sobre questões, peculiares é certo, de política internacional e, num ápice, entrámos com naturalidade por terrenos mafiosos. 
Deveríamos supor que assuntos internacionais e Mafia não poderiam confundir-se, são até antagónicos, por definição. A realidade, como se percebe, é outra. Há comportamentos de "matriz mafiosa" na política internacional envolvendo entidades que deveriam encarnar em si mesmas as virtudes da democracia e da transparência. O que é não apenas escandaloso como inquietante. 
Mahmmud Jibril, antigo superior hierárquico de Obeidi e ex-presidente do Conselho Nacional de Transição disse um dia destes a uma televisão egípcia que "muitos serviços secretos árabes e ocidentais estavam interessados em que Khaddafi se calasse para sempre". Afinal os podres conhecidos pelo ex-chefe líbio não se limitavam ao financiamento da campanha de Sarkozy e contratos de armas e petróleo não cumpridos. 
O pelotão de fuzilamento comandado pela DGSE francesa serviu muitos outros interesses. Afinal, a velha tradição mafiosa da "omertà" está viva e recomenda-se, alargou horizontes para os assuntos internacionais e graças a ela presidentes, reis, emires e sheiks podem reinar e dormir de consciência tranquila.

Outubro/2012

[*] Jornalista, especialista em Médio Oriente. 
O original encontra-se em http://jornaldeangola.sapo.ao/19/46/a_compra_do_silencio

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

Obeidi fala sobre a execução de Khaddafi | Brasilianas.Org

29/09/2012

Gadafi gobernaba con el sexo

Filed under: Kadafi,Sexo — Gilmar Crestani @ 9:06 am

Sim, com sexo e gente do tipo que aparece nesta foto. Aliás, falta aí Sílvio Berlusconi, que incorporou os mesmos métodos do amigo e deles ainda não se livrou.

Foto del mensaje

Gadafi gobernaba con el sexo

Cuatro víctimas diarias para satisfacer el insaciable apetito del dictador

Le valían tanto menores de edad como embajadores o sus propios ministros

Un libro revela el grado de depravación del derrocado y fallecido líder libio

Ana TeruelParis29 SEP 2012 – 01:00 CET226

Gadafi, escoltado por su guardia de seguridad femenina en el aeropuerto de Ciampino, cerca de Roma, en 2010. / RICCARDO DE LUCA (AP)

Si bien las orgías y depravaciones sexuales de los hijos mimados del dictador libio Muamar el Gadafi eran de conocimiento público, poco se sabía de la intimidad del líder de la Revolución Verde, derrocado y ejecutado hace algo más de un año. “Muchos imaginábamos que era un depredador con las mujeres, pero no podíamos intuir su nivel de barbarie, de sadismo y de violencia”, relata la periodista Annick Cojean. En su libro recién publicado en Francia Las Presas. En el harem de Gadafi (Les Proies. Dans le harem de Kadhafi, ed. Grasset) investiga sobre los crímenes sexuales del que se hacía llamar “Papá Muamar”. Dibuja a un líder de apetito sexual insaciable, violador de mujeres y también de hombres, en un escalofriante retrato que sobrepasa con creces la peor caricatura del dictador megalómano, vanidoso y cínico.

La investigación de Cojean parte del tremendo testimonio de Soraya, una joven de 22 años, secuestrada cuando tenía apenas 15 y que sufrió los caprichos sexuales del llamado Guía durante cinco años. Su historia la relató hace un año en el diario Le Monde, un reportaje publicado también por EL PAÍS. Entonces se empleó un nombre falso (Safia) para proteger a la víctima. “Muy rápidamente me di cuenta de que su caso era revelador de un verdadero sistema de explotación de las mujeres”, cuenta Cojean. “Lo que cuenta son las costumbres de toda la era Gadafi”.

“Se pasaba horas revisando los vídeos de fiesta de bodas”, relata Cojean. Para alimentar esa constante demanda de carne, cualquier lugar público era un vivero potencial: bodas, institutos, cárceles…

La primera mitad del libro relata en primera persona ese cautiverio de Soraya, encerrada en una habitación en los subsuelos del conjunto de Bab Al Aziza, la gigantesca residencia en Trípoli del dirigente libio. A cualquier hora del día o de la noche, los efectivos de los “asuntos especiales” la llamaban para subir a la habitación del Guía, que sistemáticamente la violaba, la mordía y le pegaba. A veces concluía orinándole encima. Nunca se dirigía a ella con otro apelativo que “zorra” o “puta”. Un Gadafi constantemente drogado la obligaba también a tomar cocaína, a fumar, a beber, y le daba a ver cintas de películas porno como “deberes” para que “aprendiese”.

Como Soraya eran muchas las chicas, y algunos chicos, que pasaban por esta cárcel de esclavos sexuales. Algunos se quedaban unos días, otros años. Un cifra exacta es imposible de determinar. “Algunas me han hablado de una treintena de chicas alojadas al mismo tiempo, pero es imposible comprobar, había muchas idas y venidas y tenían los movimientos restringidos, no tenían mucho contacto entre ellas”. El flujo era constante para saciar el apetito sexual del líder: unas cuatro víctimas diarias, según recogen algunos testimonios del libro.

Para alimentar esa constante demanda de carne, cualquier lugar público era un vivero potencial. Los institutos, las bodas, los salones de belleza, e incluso las cárceles, eran solo algunos de ellos. “Se pasaba horas revisando los vídeos de fiesta de bodas, eligiendo entre las fotos que le había seleccionado su entorno”, relata Cojean. En los actos públicos en los que participaba, era el propio Gadafi el que manifestaba su elección posando su mano sobre la cabeza de su presa.

En su picadero de lujo  de Trípoli descubrieron un pequeño gabinete ginecológico. “Solo veo dos posibilidades: o abortos o reconstrucción de himen”

En los subsuelos de la Universidad de Trípoli, los rebeldes descubrieron tras la caída de Gadafi una habitación con una enorme cama y las sábanas todavía puestas, su jacuzzi con grifos de oro y todos los elementos del perfecto picadero de lujo. Pero la sorpresa y el horror invadieron por completo al doctor al descubrir al lado un pequeño cuarto: se trataba de un gabinete ginecológico. “Solo veo dos posibilidades: o abortos o reconstrucción de himen”.

Cada viaje al extranjero era también fuente de nuevas reclutas. Los “servicios especiales” de Gadafi, dirigidos en los últimos años por la temida Mabrouka, adepta de la magia negra, se encargaban de convencer a grupos enteros de jóvenes de viajar a Trípoli: con regalos suntuosos, maletas enteras llenas de billetes o joyas. “Venía aquí a hacer sus compras”, admite una fuente diplomática a la autora del libro en referencia a las visitas de Mabrouka a París. “Recogía a chicas para mandárselas al Guía”, aclara.

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Un grupo de mujeres jóvenes, convocadas en una villa de Roma en noviembre de 2009 por Gadafi, quien presuntamente las pretendía animar a convertirse al islam. / MASSIMO PERCOSSI (EFE)

La obsesión sexual de Gadafi no se limitaba en cualquier caso a una dependencia física, un apetito demencial, sino que se había convertido en su principal arma de poder. Gadafi “gobernaba, humillaba, sometía y sancionaba con el sexo”, relata un exmiembro anónimo de su servicio de protocolo en el libro. Mantenía por ejemplo relaciones con algunos de sus ministros, condenados al silencio y al deshonor, y elaboraba estrategias para seducir a las esposas de Jefes de Estado africanos y embajadores.

“Humillaba, sometía y sancionaba con el sexo”, relata un exmiembro anónimo de su servicio. Mantenía por ejemplo relaciones con algunos de sus ministros, condenados así al silencio y al deshonor

“Cada vez que quería posicionarse como vencedor frente a un jefe de tribu, de Estado, un opositor cualquiera que pudiera hacerle sombra, se informaba sobre su esposa, su hija, sobre lo que la podría tentar: dinero para una fundación, un diploma de fin de estudios, cualquier excusa era buena para motivar una invitación a las dependencias de Bab Al Aziza. El simple hecho de saber que había poseído a una hija le hacía ver de forma diferente al padre, de forma triunfadora”, continúa la periodista.

Reveladora de ese afán de dominación es también la historia de Khadija, uno de los escasos testimonios de víctimas directas que Cojean ha logrado sumar al de Soraya. Después de un tiempo siendo la esclava sexual exclusiva de Gadafi, este decidió casarla a un militar. La joven vio en ello una forma de recuperar un semblante de vida, y decidió apostar por ese matrimonio. Con sus ahorros, viajó a Túnez para hacerse reconstruir el himen. El día de su boda, unas horas antes de la ceremonia, el líder la convocó a su residencia. La violó de nuevo. “Hasta el último momento tenía que controlarla, dejar su huella”, dice Cojean. “Era una mensaje destinado al marido: tenía que saber que había un solo amo y ese era Gadafi”.

Gadafi gobernaba con el sexo | Gente | EL PAÍS

16/12/2011

A herança da OTAN

Filed under: Democracia made in USA,Kadafi,Líbia,OTAN,Petróleo,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 7:56 am

Na OTAN só acreditam os otários. Uma vez assassinado Kadafi e roubado o petróleo, que se exploda a Líbia!

La transición encalla en Libia

Las protestas contra el Gobierno transitorio, las escaramuzas entre milicias y tribus, y la escasez de fondos atenazan el país y frenan el proceso político

Juan Miguel Muñoz Madrid 16 DIC 2011 – 08:42 CET2

Protesta contra el Consejo Nacional, el miércoles en Bengasi. / REUTERS

Diez meses después de que unas decenas de personas se congregaran en la plaza Shasara (plaza del Árbol) de Bengasi, miles de vecinos de la ciudad donde nació el alzamiento contra el régimen de Muamar el Gadafi vuelven a protestar en el mismo lugar. Ahora contra el Consejo Nacional, el organismo que dirige la transición. Sospechan de la presencia de antiguos gadafistas en un Gobierno cuya composición desconocen porque el primer ministro, Abderrahim el Kib, no ha hecho públicos los nombres de todos sus ministros tres semanas después de la constitución del Gabinete. Las milicias de algunas ciudades –especialmente Zintán y Misrata— se muestran más que reacias a entregar las armas y provocan la ira de los tripolitanos, hartos del caos y de la ausencia de instituciones en un país que está intentando formar su Ejército y fuerzas de seguridad, y poner en marcha su industria petrolera, el maná de Libia.

La seguridad y la reanudación de las exportaciones de crudo son dos prioridades de las nuevas autoridades, pero los desafíos son enormes para un país en el que nada funciona adecuadamente, un país que ni bajo la dictadura de cuatro décadas de Gadafi, ni antes durante la monarquía del rey Idris (1951-1969), creó un Estado moderno organizado. El CNT se esfuerza por hacer encaje de bolillos para conjugar las ambiciones de varias regiones que se atribuyen haber soportado las mayores cargas durante la guerra de ocho meses. Los lugareños de Misrata (que ya declaró una república independiente hace 90 años) recelan de sus compatriotas de Bengasi porque estos detuvieron en abril la guerra en el frente oriental, permitiendo a las tropas de Gadafi arremeter en su castigo contra Misrata; los milicianos de Zintán, en las montañas del occidente libio, también aseguran estar entre los pocos que combatieron desde el primer día; y los tripolitanos se quejan del excesivo protagonismo de Bengasi, rival histórico de la capital. Las divisiones son evidentes.

Pero los problemas cotidianos comienzan a tener suma importancia, dos meses después de la muerte de Gadafi. Raro es el día en que no hay manifestaciones, a menudo a las puertas de los hoteles donde se alojan los dirigentes políticos en Trípoli. Contra el ministro de Sanidad, al que culpan de la escasa atención que reciben los cientos de mutilados (atendidos muchos de ellos en el extranjero). Protestan también los controladores aéreos, que el martes pasado paralizaron el despegue y aterrizaje de todos los aviones en el aeropuerto internacional de Trípoli, que está en manos de la milicia de Zintán, que generó un altercado días atrás en el que se vio implicado el convoy del jefe del ejército, Jalifa Hafter. También la comitiva del primer ministro El Kib fue atacada semanas atrás a tiros, pereciendo dos hombres de su séquito. Las escaramuzas son constantes y en algunos casos sumamente perjudiciales para normalizar la situación: los choques cerca de la frontera con Túnez ha llevado a las autoridades tunecinas a cerrar la frontera varias veces.

Las manifestaciones por los problemas cotidianos que padece la población comienzan a acosar al Gobierno transitorio

Los problemas se acumulan, y el temor a que la corrupción pueda desbocarse en medio del caos institucional es notorio. Un diplomático occidental aseguraba recientemente a este diario que el ex ministro de Petróleo y Finanzas, Ali Tarhuni, había pedido a los países occidentales que no descongelaran todavía los fondos soberanos libios (alrededor de 150.000 millones de dólares). Teme Tarhuni que muchos de los recursos terminen en los bolsillos de dirigentes corruptos. Hasta la fecha, solo 3.000 millones de dólares de esos fondos descongelados (18.000 millones) han sido efectivamente entregados al CNT.

Todos ellos son escollos que pueden superarse con inversiones y una pizca de paciencia. Sin embargo, otra realidad será más complicada de solucionar. Los enfrentamientos a tiro limpio –con frecuencia se dispara artillería- entre milicianos y determinadas tribus son moneda cada vez más corriente en algunas regiones de los alrededores de Trípoli. Reaparecen viejas rencillas y los guerrilleros acusan a algunos líderes tribales de haber prestado apoyo al dictador y de haber ayudado a perpetrar atrocidades durante la contienda. La semana que viene es especialmente peligrosa.

Los enfrentamientos a tiro limpio y con artillería entre milicianos y algunas tribus son moneda corriente en algunas regiones cerca de Trípoli.

Decenas de miles de vecinos de Tauerga, 250 kilómetros al este de Trípoli, han anunciado que regresarán a su ciudad, devastada por las milicias de Misrata, que vengaron el respaldo de los ciudadanos de Tauerga (la mayoría de ellos negros) al dictador. Los ancianos de esta localidad han decidido que los residentes vuelvan el 20 de diciembre. Pero el consejo militar de Misrata no está por la labor y ha advertido de que es el Estado quien debe organizar el retorno de las decenas de miles que viven en tiendas de campaña o desperdigados por cualquier rincón de Libia. Algunos mandos de los rebeldes utilizaban un lenguaje más duro solo dos meses atrás. “Después de lo que nos hicieron, nunca permitiremos que vuelvan”, afirmaba a este diario Sedik el Fituri, comandante de una brigada de Misrata.

Así las cosas, va a resultar muy difícil cumplir los plazos fijados por el CNT para celebrar las primeras elecciones legislativas, previstas para antes del verano. “Todo lo que queremos es que permanezcáis junto al Gobierno transitorio y que seáis pacientes. Hemos tenido paciencia durante 40 años y creo que ser pacientes un poco más no es demasiado tiempo”, declaró el lunes Mustafá Abdelyalil, presidente del CNT.

La transición encalla en Libia | Internacional | EL PAÍS

07/11/2011

Assassinatos de ex-colaboradores

Filed under: Kadafi,Marionetes,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 7:55 am
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A dónde llevan los hilos de las marionetas

¿Quiénes se beneficiarán con el derrocamiento del líder libio? ¿Por qué se decidió avanzar ahora y no antes? ¿Los regímenes de Arabia Saudita, Bahrein y Siria son más democráticos que la Libia de Khadafi?

Por Guillermo Levy *

Producción: Tomás Lukin

Civilizados y bárbaros

£Muchas cosas malas seguramente hay para decir de Khadafi, como las había para denunciar de Saddam y del ya olvidado tirano de los Balcanes, Milosevic. Se agolpan plumas liberales y progresistas para hablar del dictador caído. Algunos festejan sin más. Otros, que se considerarán más críticos, se hacen preguntas sobre las intenciones de la OTAN y sobre quiénes son los distintos grupos de rebeldes.

En el marco del tremendo poder que muestra estos años el capital financiero que tiene arrodillados a presidentes tan aparentemente poderosos como Obama o los líderes europeos –que no pueden moverse más allá de ahogar a los países en crisis para salvar a sus bancos–, éstos se dan el lujo de viajar al tercer mundo para ayudar a terminar con la vida política y física de algunos tiranos. Es importante aclarar que la guerra no es contra todos los regímenes oprobiosos: la memoria selectiva y frívola a la que nos acostumbramos nos impide preguntarnos por qué no hay hostigamiento a la monarquía de Bahrein, o qué pasa con la monarquía saudita en la que las mujeres casi no pueden salir de la casa, o mismo que intereses geopolíticos hacen que sostengan al régimen sirio que ya asesinó a miles de ciudadanos estos meses.

El asesinato de Khadafi, que los medios llaman muerte, seguramente no traerá grandes beneficios al pueblo de Libia como nada bueno trajeron a los de Irak o Afganistán las invasiones siempre contra grupos o gobiernos previamente demonizados. Qué fácil es hoy sumarse a la enunciación de las calamidades de su régimen o posicionarse por gritar en sintonía con la OTAN –como hizo nuestro fiscal argentino en el tribunal penal internacional que ya en los primeros días de conflicto pidió el juzgamiento de Khadafi por un tribunal internacional–. Fácil acordarse de calamidades del régimen libio que Occidente silenció estos años por su alianza con él. Alianza que entre otras cosas le garantizaba el cierre de esta parte de la frontera entre la "barbarie" africana y la "civilización" europea para que no entren miles de inmigrantes del Africa árabe y subsahariana.

Quizás hoy es el momento para decir que en Libia las mujeres tenían plenos derechos, que era el país de Africa con menos mortalidad infantil, con más alto alfabetismo y que sostuvo durante décadas la articulación entre las distintas tribus que seguramente ahora disputarán el poder. Seguramente estos índices sociales no se sostendrán con el advenimiento de la democracia neoliberal de los colonizadores. Los gobiernos del Africa subsahariana serviles a sus ex colonizadores no reciben invasiones pero tampoco inversiones. Tienen esperanzas de vida del orden de los 40 años, ningún desarrollo y los índices de sida más altos del mundo.

Sus dirigentes son ignotos para nosotros porque en su mayoría son serviles como los dirigentes de Europa y EE.UU. son serviles a los dueños de sus bancos que están mostrando que Estados que manejan grandes ejércitos para bombardear distintos países del mundo "salvaje" no pueden, y quizás ni quieren, decirles a sus jefes del poder financiero que no van a ajustar a sus poblaciones, que no los van a salvar, que no van a ahogar a Grecia o a España o al que venga. Cayó la dictadura de Khadafi, algunos respirarán y dirán que el mundo hoy es un poco más libre.

La dictadura del poder financiero y sus consultoras, estas últimas ahora con un inmenso y ridículo poder indicando qué país está en el infierno y cuál en el purgatorio, está llevando al mundo al desastre. Estos no parecen temerosos de bombardeos, ni siquiera temerosos de que sepamos quiénes son. Sigamos celebrando invasiones, asesinatos y fijándonos en el currículum de cada dictador asesinado o régimen liquidado, mientras los bancos provocan las crisis, provocan que las paguemos y que los dirigentes electos, poderosos para bombardear, se tengan que arrodillar frente a ellos. De banqueros y consultores individualmente sabemos muy poco pero podemos saber con certeza que seguramente no tendrán la dignidad de morir resistiendo en un bunker.

* Docente de la carrera de Sociología-UBA e Investigador del Centro de Estudios sobre Genocidio (Untref).

Página/12 :: Economía :: A dónde llevan los hilos de las marionetas

04/11/2011

A revolução que morreu com a vitória

Filed under: Assassinato,Barack Obama,Democracia made in USA,Kadafi,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 9:39 am
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Exit Kadhafi et viva la Charia !

La polémique s’enfle mais elle est inutile. Kadhafi a été salement liquidé et non atteint d’une balle errante ou victime d’un « tir croisé » (1). Que ce soit pure vindicte ou sur ordre afin de le faire taire définitivement, cela fait une vilaine tache sur la robe qui se voudrait virginale de la « révolution » libyenne alors que le niaiseux Obama appelle ses groupies de Benghazi – dans un discours de circonstances calqué sur celui qui suivit l’exécution extra judiciaire du pseudo Ben Laden – à « continuer à respecter les droits de l’homme ». Nous cauchemardons éveillés. Obama serait-il l’homme le moins bien informé de la planète ?

Au demeurant, l’homme à abattre s’appelle désormais Saïf al-Islam, fils aîné du Guide, dauphin et héritier des secrets de son père… Un spectre de chair et d’os destiné n’en doutons pas, à hanter Ganelon McBeth de Nagy Bocsa. Tout n’est donc pas achevé avec la « Libération » de la Libye et tout n’est pas encore réglé avec le martyr du Raïs tombé en combattant comme il l’avait souhaité et annoncé. S’ouvre en effet, dès aujourd’hui, devant le pays fraîchement libéré d’intéressantes perspectives de luttes intestines intertribales… Car ce n’est pas demain la veille que la libre Libye retrouvera un homme en mesure de fédérer – fût-ce d’une main de fer – la mosaïque ethnique qui le compose.

L’Irak est plus lointain, la Libye nous fait quasiment face. Soyons donc reconnaissant aux factotons de la Grande Amérique, les Blairs, Sarkozy et Berlusconi, dont la brillante initiative aura abouti en fin de compte, à installer à notre porte des Émirats islamiques – bientôt rebaptisés, soyons en sûr, pour la circonstance, sur le modèle turc du Parti pour la Justice et le Développement – dont le prosélytisme militant, voire conquérant, nous réserve certainement d’agréables surprises.

Révolution… Mort où est ta victoire ?

Révolution, nom pompeux donné à une guerre civile très ordinaire et bien sanieuse avec les 150 000 morts et les 100 000 blessés que revendique le Conseil national de transition (2)… oubliant de dire que ce ne sont pas les forces armées du Raïs défunt qui en sont la cause mais la furie des assaillants au sol appuyé per les forces aériennes d’une coalition tripartie, É-U/R-U/République française, hexagonale et sarkozienne. Alors quand le Figaro du 21 octobre veut nous faire croire que la guerre n’aura creusé nos déficits publics que de 300 millions d’€, l’on a beaucoup de mal à ne pas sourire face à une telle éhontée menterie … car il faudrait – par exemple – adjoindre à ce modeste bilan les coûts exorbitants liés au « dégâts collatéraux »… ainsi les1500 blessés libyens pris en charge gratis pro deo par les hôpitaux d’Île de France. C’est ce que ne dit pas le Figaro : la guerre n’émarge pas seulement sur la ligné budgétaire des dépenses militaires, mais sur bien d’autres chapitres, celui de la Santé entre autres.

Il n’y donc eu finalement à travers le monde– outre les ineffables duettistes Cameron-Sarkozy – que l’inénarrable Obama pour se féliciter de façon particulièrement inconséquente du lynchage de Kadhafi sans se rendre compte que les trois quart de l’Afrique pleure un bienfaiteur grand pourvoyeur (3) en hôpitaux, dispensaires, écoles, bourses étudiantes, infrastructures… une réalité qui cadre mal avec la légende noire tissée autour du fantasque colonel, vraisemblablement ethniquement juif par sa grand-mère (4) et né – peut-être – des œuvres d’un Corse naufragé du désert (5).

Un enfant perdu renié par Eretz Israël, terre de promission, qui semble avoir voulu avancer ses pions aussi vite que les rebelles progressaient à travers les ruines – fumantes – de villes naguère prospères. En mai dernier c’est le quotidien israélien Yediot Aharonot qui mange le morceau en publiant les termes d’un accord vraisemblablement conclu entre le Conseil national de transition et Tel-Aviv en vue d’établir en Libye une base militaire israélienne aux Monts verts, à proximité de la frontière algérienne. En contrepartie Israël s’engageait à obtenir la multiplication de frappes aériennes de l’Otan contre les forces loyalistes et l’adhésion renforcée des pays arabes à la cause des rebelles. C’est sans commentaire.

Le triomphe de Babar Sarkozy… une Bérézina diplomatique

Maintenant il va falloir payer la facture diplomatique de la Libération libyenne close par l’assassinat en forme d’apothéose du Guide. C’est une Libye riche hier encore – insistons : une sorte d’austère pétromonarchie laïcisante épanouie sur la rive Sud de la Méditerranée – et par voie de conséquence objet de convoitise, qui vient de tomber, avec armes et bagages, sous l’empire de la Charia (6). Au Conseil de Sécurité, Russie, Chine, Brésil et Inde qui ont laissé faire et laissé passer la Résolution 1973, ont été en somme ridiculisés. On ne les y reprendra pas sitôt. Pire, la trahison du mandat onusien par les puissances directrices de l’Otan et le sabotage avéré et délibéré des négociations conduites au printemps dernier par des pays tiers (Afrique du Sud entre autres) avec la Jamahiriya libyenne (comme ce fut le cas en 1990 avec l’Irak et en 1999 avec la Yougoslavie), ont définitivement ruiné le principe de « protection des population » adopté en 2005 par les Nations unies. À l’avenir des massacres de civils pourront être perpétrés à travers le monde sans que la Communauté internationale se croie obligée de bouger le petit doigt.

Or la guerre est assimilable à une réaction en chaîne. L’on sait quand et comment elle commence, mais nul ne maîtrise les événements qui en découlent à plus ou moins court ou long terme. Comment la Libye va-t-elle se reconstruire ? Retrouver un régime stable alors que les rivalités tribales ancestrales peuvent se donner à présent libre court dans un territoire surarmé travaillé par des mouvements salafistes ? Le triomphe de M. Sarkozy risque à ce titre d’être de courte durée. Mais ce sera à l’arrivée à la France et à l’Europe d’honorer une note qui s’annonce salée. Et ce n’est pas le pétrole libyen qui nous sauvera quand il faudra partager le gâteau avec toutes les puissances, déclinantes ou émergentes, assoiffées d’or noir et prêtes à en découdre pour s’en octroyer le monopole.

Notes :

1 – Le Réseau Voltaire présente sous la plume de T. Meyssan une analyse originale des circonstances de la mort du Raïs Libyen : « Jeudi 20 octobre 2011, vers 13 h 30 GMT, le Conseil national de transition libyen annonce la mort de Mouammar el-Kadhafi. Bien que confus, les premiers éléments laissent à penser qu’un convoi de voitures a tenté de quitter Syrte assiégée et a été bloqué et partiellement détruit par un bombardement de l’Otan. Des survivants se seraient mis à l’abri dans des canalisations. M. Kadhafi, blessé, aurait été fait prisonnier par la brigade Tigre de la tribu des Misrata qui l’aurait ensuite lynché. Le corps du « Guide » [a été] acheminé comme trophée par les Misrata dans la ville éponyme. La tribu des Misrata, qui a longtemps hésité à choisir son camp et est quasi absente du CNT, aura finalement investi Tripoli après son bombardement par l’OTAN, et aura lynché el-Kadhafi. Elle aura transféré son corps dans sa ville pour marquer son triomphe. En juillet, le « Guide » avait maudit les Misrata, leur enjoignant de partir à Istanbul et Tel-Aviv, faisant allusion au fait que leur tribu est issue de juifs turcs [sabatéens] convertis à l’islam. Le lynchage d’el-Kadhafi montre la volonté de l’OTAN de ne pas le déférer devant la Cour pénale internationale qui n’aurait pas été plus en mesure de le condamner pour crime contre l’humanité que le Tribunal pénal pour l’ex-Yougoslavie ne put prouver la culpabilité de Slobodan Milosevic malgré deux années de procès ».

2 – France 24 vendredi 19 octobre. Les observateurs internationaux estiment le nombre de décès à 25 000 et autant de blessés graves. À titre de comparaison la « répression » des émeutes syriennes a fait sur neuf mois, depuis février 2011, moins de 2500 morts.

3 – Ce sera Kadhafi qui, en finançant la majeure partie du satellite Africain RASCOM 1 – à hauteur de 300 millions de $ sur 400- offrira à l’Afrique sub-saharienne sa vraie première révolution des temps modernes, cela en permettant d’établir la couverture du continent pour la téléphonie, télévision, radiodiffusion et diverses applications telles que la télémédecine et l’enseignement à distance. Après avoir attendu pendant 14 ans que la Banque Mondiale, le FMI, les USA, l’Union Européenne tiennent leurs engagements, en 2006 que Kadhafi relance le projet en partenariat avec la Banque Africaine de Développement (50 millions $), la Banque Ouest Africaine de Développement (27 millions). À la suite de cette percée, Chine et Russie rejoignent le mouvement et contribuent au lancement de nouveaux satellites, sud-africain, nigérian, angolais, algérien avant un deuxième satellite panafricain mis sur orbite en juillet 2010.

4 – Grand-mère juive convertie à l’Islam après avoir épousé en deuxièmes noces un cheikh grand père de feu Kadhafi. Fin 2010 la chaîne de télévision israélienne Channel 2 News donne l’antenne à deux israéliennes d’origine libyenne affirmant être des parentes de Mouammar el-Kadhafi. Guita Brown prétendait ainsi être la cousine de Kadhafi, sa propre grand-mère étant la sœur de la grand mère du colonel qui ayant épousé en première noce un juif « elle l’avait quitté et épousé un cheikh Musulman ». Leur fille sera la mère de Kadhafi. Cependant même passée à l’Islam par son mariage, celle-ci restait ethniquement juive eu égard la loi religieuse hébraïque… Il est vrai que certains israélites s’entendent à souvent désigner comme juif leurs pires ennemis. Une façon habile de les discréditer auprès de leurs suiveurs. Il n’empêche qu’en mars 2011 un reportage d’Al-Jezirah tourné dans l’un palais du Guide de la ville de Baïdha, après son pillage par les rebelles, montrait une riche collection d’ouvrages relatifs à la Cabbale, c’est-à-dire à la sorcellerie et à la nécromancie hébraïques. http://www.dailymotion.com/video/xb…

5 – Une rumeur persistante (démentie par l’institution militaire en 1999 !) voudrait que Kadhafi fût le fils d’un officier corse des Forces aériennes françaises libres dont la base aérienne, dite de Solenzara, en Haute-Corse, porte aujourd’hui le nom. « BA 126 – Capitaine Preziosi » étant la dénomination officielle de l’aérodrome militaire d’où les avion anglo-français décollent pour tapisser la Libye de bombes intelligentes, au moins jusqu’au 1er novembre. Le capitaine Albert Preziosi avait été accidenté dans le désert libyen en 1941 où il aurait été recueilli par des bédouins de la tribu Senoussi. La ressemblance de Kadhafi né le 19 juin 1942 à Syrte avec son père putatif est paraît-il frappante. Celui-ci périra en 1943 en Russie où il servait au sein de l’escadrille Normandie-Niémen.

6 – Pour ne pas commettre d’erreur il est nécessaire de préciser que la Charia, qui varie d’un pays à l’autre, est un code jurisprudentiel interprétatif du Message coranique dont il peut parfois s’éloigner de façon significative. Ainsi le Coran ne prévoit pas expressément le port du voile (les femmes doivent avoir des tenues décentes) et restreint la polygamie à trois épouse (devant être traitées équitablement). La Tunisie qui entend derechef rétablir cette pratique (qui n’est pas proprement musulmane – pas plus que la lapidation, voir les évangiles et la parabole de la Femme adultère – mais aussi judaïque : elle était encore fréquente dans les communautés juives irakiennes jusque dans les années soixante) en autorisant un nombre non restrictif d’épouses au nom de la Liberté et par conséquent, du Progrès.

Exit Kadhafi et viva la Charia ! – AgoraVox le média citoyen

28/10/2011

Lições ou lixões de civilidade?

Filed under: Kadafi,OTAN — Gilmar Crestani @ 9:16 am
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Em que se diferenciam os estupradores da OTAN de Kadafi? E esta a civilidade ocidental que os EUA quer impor ao Islã? Se fazem isso com Kadafi, que não fizeram com a mulher(es), filha(s) dele?

Kaddafi foi estuprado antes de morrer

Redação Carta Capital27 de outubro de 2011 às 11:45h

Um vídeo amador foi divulgado com imagens de rebeldes tentando violar o ex-ditador. Foto: Alessandro Bianchi/Reuters/Latinstock

Um vídeo amador gravado no momento da captura do ex-ditador líbio Muammar Kaddafi, morto em 20 de outubro, indica que o líder teria sido estuprado pouco antes de morrer. A imagem mostra um rebelde tentando inserir uma faca ou instrumento similar no ânus do ex-presidente.

Organizações de direitos humanos já pediram uma investigação formal sobre as circustâncias da morte do ditador. Aparentemente, Kaddafi morreu com um tiro na cabeça e no peito, disparados depois de que já estava nas mãos do Conselho Militar de Misrata, que apoia o Conselho Nacional de Transição (CNT), vencedor da guerra civil na Líbia.

O CNT confirmou à BBC que está investigando as versões de que o líder deposto foi vítima de abuso sexual momentos antes de morrer. A investigação foi motivada por imagens captadas por um telefone celular logo após sua captura, na cidade de Sirte. Segundo a correspondente da BBC, Katya Adler, “Khadafi é rodeado por uma multidão de combatentes anti-Khadafi”. “A gravação parece mostrar o ex-ditador da Líbia sendo submetido a um abuso sexual”.

Leia mais:
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Denúncias de violações de direitos humanos circundam os dois lados da batalha. Kaddafi foi acusado de utilizar o estupro como arma de guerra. Ao jornal francês Le Figaro, Luis Moreno-Ocampo, procurador-chefe da Corte Criminal Internacional (CCI), disse que contêineres repletos de Viagra eram entregues aos soldados para que realizassem o ato. São estimados cerca de seis mil casos na guerra que assolou o país nos últimos meses.

Além disso, Kaddafi foi denunciado por violar sexualmente moças de sua guarda pessoal. Obrigadas a se alistarem, elas eram depois abusadas pelo coronel, seus filhos e membros do alto escalão do exército líbio.

Kaddafi foi estuprado antes de morrer « CartaCapital

25/10/2011

O bom e o mau selvagem

Filed under: Kadafi — Gilmar Crestani @ 9:08 am
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Quem é selvagem?

Durante o dia, pensei em como escreveria sobre a exposição mórbida do cadáver de Muammar Khadaffi, que se prolongava há vários dias. Era por demais repugnante, mas mais repugnate é fingir que isso não estava acontecendo, para não ferir a “maré” de júbilo ocidental que, aos poucos, foi se transformando em vergonha mal-disfarçada. Agora à tarde, segundo a Reuters, finalmente, o corpo foi tirado da sala refrigerada onde estava exposto  e enterrado num local secreto, se é que isso existe.

Pode-se até entender a curiosidade mórbida de líbios que o combatiam, embora nada desculpe seus líderes de terem promovido este espetáculo grotesco.

Mas pior, muito pior é o que fizeram os “civilizados” ocidentais, que sustentaram este desfecho monstruoso, que em nada fica a dever às piores acusações que se faz ao morto, em seus 40 anos de poder. Não me refiro à morbidez da mídia, ao ponto de um jornal inglês ter mandado um repórter à Libia para posar ao lado do corpo já – segundo a própria Reuters – em decomposição.  Por respeito aos leitores, reproduzo a foto de capa encobrindo parte da cena com outro recorte do mesmo jornal, este de março, onde o primeiro-ministro de Sua Majestade diz que quer o “Cachorro Louco” vivo ou morto.

Refiro-me á responsabilidades dos líderes ocidentais. Esta é a civilização que “vão levar” aos árabes? O desfecho só poderia ter sido este, depois de rejeitadas todas as iniciativas de negociação por parte da Otan. Esperavam o que, que os rebeldes enviassem dois “bobbies” ingleses, com seus casacos vermelhos e chapéus de pele para levar Kadhafi sob custódia?

Finalmente, topei com um artigo do professor Cláudio Lembo, ex-vice-governador de São Paulo, cuja filiação ao DEM o deixa insuspeito de qualquer conotação esquerdista ou anti-ocidental. Reproduzo, porque é escrito não apenas com as lições da História, mas com a alma de um ser humano que, à parte de ideologias, não tem prazer em ver a profanação de cadáveres. E que, lucidamente, não a atribui aos árabes, mas aquilo a que os levamos – das Cruzadas até hoje – em nome dos interesses econômicos e políticos que usam a democracia como o cristianismo foi usado, há muitos séculos, como bandeira de sua hipocrisia.

Leiam o texto. É muito bom, em meio a isso, ler as palavras de um ser humano civilizado.

“Morreu Kadafi. Os meios de comunicação ocidentais comemoram. Algumas personalidades internacionais demonstram satisfação. Todos proclamam a importância do fim de mais uma ditadura.

Restam, no entanto, perguntas não respondidas. A História da Líbia é de conflitos permanentes. Desde a antiguidade, a área geográfica, onde se situa o país, foi invadida por inúmeros povos: fenícios, gregos, romanos, vândalos e bizantinos.

Em tempos mais recentes, italianos, alemães, ingleses e franceses estiveram ocupando os desertos que se estendem, a partir do Mediterrâneo, no norte da África.

Beberes e árabes formam a população líbia que, a partir do governo de Mohamede ben Ali – em 1840 – adotou o islamismo como religião, a partir de uma seita que se tornou altamente popular.

Aqui a primeira pergunta sem resposta. A queda violenta de um governante, ainda que ditador, não gerará um clima de humilhação e revolta em grande parcela da população?

Esta é muçulmana. Durante os últimos séculos, foram vítimas do colonialismo e do imperialismo que, sem escrúpulos, utilizou as riquezas naturais dos povos dominados.

Até há pouco, os governantes europeus cortejavam Kadafi e o utilizavam para negócios exuberantes. De repente, o dirigente morto caiu em desgraça.

Para derrubá-lo, somaram-se as maiores e mais poderosas forças armadas. Estados Unidos aliados à OTAN – Organização do Tratado do Atlântico – bombardearam sem piedade populações civis.

Quando se realizam operações militares contra alvos indiscriminados restam traços de rancor e desamor nas coletividades agredidas. Até hoje, apesar das aparências em contrário, as populações das cidades alemãs bombardeadas na última Grande Guerra – particularmente Dresden, Frankfurt e Berlim – guardam a dor pela perda de seus antepassados.

O Ocidente, em sua ânsia de dominação, vai semeando ódio e desencanto por toda a parte onde se encontram presentes os muçulmanos. Ontem, foi o Iraque e o Afeganistão. Hoje, a Líbia.

Esta macabra escalada precisa conhecer paradeiro. Ser finalizada. Irá tornar a falsa primavera árabe em rigoroso inverno, nas relações entre os povos.

Os dias de hoje recordam o dramático e brutal episódio das cruzadas. Agrediram populações que as receberam calorosamente. Saquearam. Mataram. Violentaram. Em nome de valores religiosos, praticaram atrocidades inomináveis.

Repetir a História é tolo. O Ocidente sempre a repete se fundamentado em princípios intrinsecamente valiosos. Fala em democracia. Omite que esta, para ser implantada, exige condicionantes culturais e sociais.

Na verdade, o que se constata é o interesse econômico nas áreas integrantes da chamada falsamente Primavera Árabe. Está se gerando, na verdade, uma grande reação dos povos que adotam o Islam como religião.

O futuro demonstrará que, apesar das intervenções econômicas que virão, um substrato de animosidade restará presente. Quem é agredido, mais cedo ou mais tarde revida.

É lamentável que os países europeus e os Estados Unidos conheçam apenas as armas como diplomacia. Seria oportuno adotarem o diálogo como forma de resolver conflitos.

Chegou-se ao Século XXI com os mesmos vícios da antiguidade. Não se busca a paz. Deseja-se a guerra. Violam-se princípios. Aplaude-se a morte de pessoas indefesas.

Não é assim que se educa para a democracia. O devido processo legal e o direito de defesa são sustentáculo de valores perenes. O espetáculo selvagem visto nos últimos dias empobrece a humanidade. Envergonha seus autores.

A Primavera Árabe transformou-se no inverno dos mais elevados valores concebidos no decorrer do tempo. Continuam selvagens, como sempre.”

Tijolaço – O Blog do Brizola Neto

Amigos, amigos, assassinatos à parte!

Filed under: Berlusconi,Kadafi — Gilmar Crestani @ 8:42 am
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Gadafi a Berlusconi: “Querido Silvio, detén los bombardeos”

‘Paris Match’ revela que el líder libio pidió la mediación del primer ministro italiano en una carta enviada en agosto con los dueños de la agencia de azafatas que organizaba sus charlas en Roma

Miguel Mora París 25 OCT 2011 – 10:41 CET2

El primer ministro italiano, Silvio Berlusconi, recibe a Gadafi en 2009. / AFP

El semanario Paris Match ha publicado en su última edición una carta de Muamar el Gadafi a Silvio Berlusconi, en la que el depuesto líder libio pedía a su “amigo” que parara los bombardeos en Libia. “Querido Silvio”, comienza la misiva, “te hago llegar esta carta por medio de unos conciudadanos tuyos llegados a Libia para darnos su apoyo en este momento tan difícil para el pueblo de la Gran Jamahiriya”. Y Gadafi continuaba: “Me ha sorprendido la actitud de un amigo con el cual sellé un tratado de amistad favorable a nuestros dos pueblos. Habría esperado de tu parte al menos que te hubieras interesado y hubieras intentado una mediación antes de apoyar esta guerra”.

El dictador proseguía: “No te culpo por eso, ya que no eres responsable porque sé bien que no eras favorable a esta acción nefasta que no te honra ni a ti ni al pueblo italiano. Pero creo que tienes todavía la posibilidad de dar marcha atrás y de hacer prevalecer los intereses de los pueblos. Detén los bombardeos que matan a nuestros hermanos libios y a nuestros niños. Habla con tus amigos y aliados para hacer que cese esta agresión contra mi país. Espero que Dios todopoderoso te guíe por el camino de la justicia”.

Sé bien que no eras favorable a esta acción nefasta que no te honra ni a ti ni al pueblo italiano

La carta, según explica Paris Match, fue llevada en mano a principios de agosto desde Libia hasta Roma por una pareja de amigos de Gadafi que dirigen una agencia de azafatas en Italia. Se trata de la empresa que se ocupaba de llevar a decenas de jóvenes mujeres de buena presencia a las polémicas charlas islamistas que el líder libio dio en la capital italiana durante sus espectaculares visitas a Roma, con las que ambos líderes festejaban el tratado de amistad y cooperación bilateral firmado en Bengasi en 2008.

Aquel acuerdo enterró el contencioso colonial, y convirtió a Roma en el principal socio comercial de Libia. Berlusconi pidió perdón por los crímenes del pasado, e Italia se comprometió a pagar a Libia 5.000 millones de dólares en 20 años. A cambio, el dictador libio ayudó a impedir la salida de inmigrantes desde sus costas hacia la isla Lampedusa, y aceptó detener en sus cárceles a los sin papeles que interceptaban las patrullas conjuntas. El acuerdo incluía además jugosas contratas militares, de infraestructuras, petróleo y gas.

Además de su buena relación personal, Gadafi y Berlusconi eran socios privados en el negocio audiovisual a través de la productora luxemburguesa Quinta Communications, en la que también figura como administrador Tarak Ben Amar, un empresario franco-tunecino instalado en París que ayudó a fraguar el tratado de amistad y que es asesor de Berlusconi para los asuntos del Magreb. Ben Amar, Berlusconi y un fondo de inversión libio son también socios en la televisión por satélite Nessma TV, que emite para media docena de países magrebíes.

Tras el anuncio de la muerte del dictador libio, Berlusconi declaró en latín "Sic transit gloria mundi", expresión que significa "Así pasa la gloria del mundo”, antes de anunciar que la guerra en Libia había terminado. Berlusconi confesó a la prensa extranjera hace unos meses que cuando Italia dio su apoyo a la decisión de la OTAN de atacar a Libia, mostró su desacuerdo personal con la decisión y estuvo a punto de dimitir.

Gadafi a Berlusconi: “Querido Silvio, detén los bombardeos” | Internacional | EL PAÍS

24/10/2011

Quem matou Khadafi?

Filed under: Democracia made in USA,Kadafi,OTAN,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 7:42 am
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As imagens do assassinato de Muammar Khadafi estão em todas as TVs do mundo.  No Youtube há um alerta sobre imagens impróprias,  dirigido a pessoas que se impressionam com cenas sangrentas e de horror.   O homem foi aprisionado vivo e fuzilado com um tiro na cabeça, à queima-roupa, disparado com uma pistola dourada que, dizem, pertenceu ao próprio Khadafi.

Nos vários vídeos exibidos à exaustão na TV pode-se ver Khadafi, ainda vivo, sendo arrastado pela rua por um bando de pistoleiros, que mais parecem bárbaros da idade da pedra do que rebeldes lutando contra a tirania e em favor da paz e da democracia.

Se nos guiarmos pelas imagens que vimos, a Líbia pouco vai mudar. Vai trocar uma tribo de bárbaros por outra, tão bárbara quanto.

A trajetória de Khadafi, em seus 42 anos de liderança, é curiosa e teve três fases distintas em seu relacionamento com o Ocidente.  De odiado terrorista, passou a exótico parceiro, voltando depois ao papel de tirano opressor que deveria ser removido a qualquer custo, vivo ou morto, como pregou Hillary Clinton.

Cabe a pergunta: quem é essa Dona Hillary para dizer o que deve ser feito ou não em outro país?

Dos tempos em que foi considerado um terrorista, pesa contra Khadafi o atentado ao avião da Panam, em dezembro de 1988,  que explodiu sobre os céus de Lockerbie, na Escócia, matando todos que estavam a bordo, inclusive 189 norte-americanos, a maioria jovens.

O suposto autor intelectual do atentado, o cidadão líbio Abdelbaset al-Megrahi, foi condenado à prisão perpétua pela Justiça britânica e não mais se falou do assunto, ficou apenas o ódio dos familiares dos mortos.

O tempo passou e, de ovelha negra do mundo árabe, Khadafi passou à figura exótica que o mundo se acostumou a ver, ora em tendas que armava em país estrangeiro, como fez nos EUA, durante Assembleia-Geral da ONU, ora recebendo e visitando chefes de Estado e empresários ocidentais. Visitar Trípoli e posar ao lado de Khadafi virou um “must”.

O prestígio de Khadafi junto aos ocidentais pode ser medido pela negociação bem sucedida que manteve com o governo britânico em prol da libertação de Abdelbaset al-Megrahi, o suposto terrorista do avião da Panam.  Em 10 de agosto de 2009, al-Megrahi foi libertado por “compaixão”, pois era doente terminal de câncer de próstata.
Na época foram levantadas suspeitas contra o governo do primeiro-ministro Gordon Brown, que teria negociado a libertação do condenado em troca de generosos contratos comerciais envolvendo o petróleo líbio.   Verdade ou não, o fato é que al-Megrahi permanece vivo até hoje, depois de ter sido recebido com festa em seu país.
Falta descobrir o que Khadafi fez de errado nos últimos meses para voltar a ser o vilão que precisava ser derrubado, mesmo que para isso as quatro potências ocidentais se juntassem sob o suspeito patrocínio da Otan, para ajudar os rebeldes que depuseram e assassinaram Khadafi. Entre quem será dividido o butim do que restou da Líbia?

Por enquanto, o que se sabe é que os países que forneceram homens e equipamentos  militares para atacar a Líbia mantiveram nos últimos anos estreito contato político e comercial com o dirigente líbio, conforme se pode ver nas fotos abaixo, onde aparecem Hillary com o filho de Khadafi,o ditador com Condoleezza Rice, com Gordon Brown, com Tony Blair, com Sarkozy e com Berlusconi.  São os verdadeiros assassinos de Muammar Khadafi.

Quem matou Khadafi? | Direto da Redação – 10 anos

Rodolpho Motta LimaAdvogado formado pela UFRJ-RJ (antiga Universidade de Brasil) e professor de Língua Portuguesa do Rio de Janeiro, formado pela UERJ , com atividade em diversas instituições do Rio de Janeiro. Com militância política nos anos da ditadura, particularmente no movimento estudantil. Funcionário aposentado do Banco do Brasil.

22/10/2011

Revuelo mundial por el asesinato de Khadafi

Filed under: Assassinato,Kadafi,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 9:23 am
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Imagen: EFE

Revuelo mundial por el asesinato de Khadafi

La organización de DD.HH. dijo que el asesinato de Khadafi podría constituir un crimen de guerra. La ONU pidió que se determine si Khadafi fue muerto en combate o si fue ajusticiado. Rusia dice que se violó el tratado de Ginebra.

Mientras la muerte de Muammar Khadafi hizo las delicias de algunos líderes occidentales, otros se manifestaron contra lo que tildaron de una expresa violación a los derechos humanos. La voz cantante la llevaron Naciones Unidas, Amnesty International y Rusia. La organización pro derechos humanos dijo que el asesinato de Khadafi podría constituir un crimen de guerra. En ese sentido, el ministro de Relaciones Exteriores de Rusia, Sergei Lavrov, dijo ayer que la ejecución del fundador de la Jamahiriya (República de Masas) constituyó una violación al tratado de Ginebra. Por su parte, el Consejo de Derechos Humanos de la ONU pidió ayer a través de su vocero que se determine si Khadafi fue muerto en combate o si fue ajusticiado.

“Nosotros creemos que hay necesidad de una investigación. Se necesitan más detalles para determinar si murió en alguna forma de enfrentamiento o si fue ejecutado tras su captura”, dijo el vocero del Consejo de Derechos Humanos de la ONU, Rupert Colville. En ese mismo consejo se había conformado un panel independiente para investigar abusos en Libia durante la revuelta contra Khadafi, que incluye al presidente de la Corte Penal Internacional (CPI), Phillipe Kirsch. En las últimas horas un alto funcionario del Consejo Nacional de Transición (CNT) confirmó la llegada a Trípoli de una delegación de la CPI para investigar la muerte del coronel. Este organismo había pedido la detención del segundo hijo del coronel, Saif al Islam, por crímenes de lesa humanidad cometidos durante la represión de las tempranas protestas. Cuando Trípoli cayó ante el asedio de los rebeldes, el vocero del régimen mandó al diablo a la CPI al ser consultado sobre su pedido de captura. En Ginebra, Colville no confirmó si el panel recomendará una investigación formal a nivel nacional o internacional.

El cadáver de Khadafi, exhibido en un frigorífico de Misrata como trofeo de guerra, aún no recibió sepultura. Los peritos quieren determinar qué ocurrió en el momento intermedio entre que las imágenes de su captura lo muestran vivo y luego muerto. “Los dos videos de teléfono celular que aparecieron, uno de él vivo y otro de él muerto, son, juntos, muy perturbadores”, dijo Colville.

En los primeros videos caseros que registran el momento en que Khadafi está con vida, se ve a los rebeldes llevándolo a la rastra, golpeando e insultándolo. Un ensangrentado Khadafi forcejeaba con ellos, tropezando, gritando y resistiéndose, mientras los combatientes lo subían por la fuerza a la caja de una camioneta, con la aparente intención de pasearlo como trofeo tras su captura a las afueras de Sirte. El otro material del que se dispone es del coronel ya sin vida sobre el pavimento. El cadáver fue paseado sobre el capot de un auto por Misrata.

“Si el coronel Khadafi fue asesinado después de su captura, constituiría un crimen de guerra y sus responsables deberían ser juzgados por ello”, dijo ayer Claudio Cordone, uno de los directores de AI. La organización advirtió al CNT que se necesita llevar a cabo una investigación transparente sobre la muerte de Khadafi, y respaldó a la ONU y la CPI. “Si las nuevas autoridades libias son incapaces de garantizar una investigación imparcial e independiente, ésta debería ser llevada a cabo por organismos internacionales como la CPI o la ONU”, dijo AI en el comunicado. El primer ministro libio, Mahmud Jibril, había informado en un primer momento que Khadafi había sido herido gravemente en la cabeza durante un tiroteo, mientras que otras fuentes del CNT dijeron que se desangró camino al hospital o que fue asesinado por soldados después de su captura. A la luz de las desinformaciones, AI le pidió al CNT una investigación transparente. “La nueva Libia debe construirse sobre el respeto a los derechos humanos y la justicia, no en la venganza por los errores del pasado”, aseveró Cordone.

Mientras tanto el canciller ruso también pidió una investigación exhaustiva. “Debemos apoyarnos en los hechos y los tratados internacionales”, dijo Lavrov. “Aquéllos establecen que un actor capturado en un conflicto armado debería ser tratado de cierta manera. Sea como fuere, un prisionero de guerra no debería ser ultimado”, aseguró el alto funcionario. Moscú ya venía anticipando su postura al vetar en el Consejo de Seguridad un paquete de sanciones contra Siria. En aquella oportunidad, el presidente Dimitri Medvedev aclaró que no quería en Damasco un escenario similar al de Libia, en donde las facultades de la OTAN para proteger vidas civiles se tornaron en una incursión bélica para derrocar al declarado enemigo de Occidente.

El interés de Rusia también es comercial. Una de las preocupaciones pasa por saber si las nuevas autoridades respetarán los acuerdos rubricados durante el período de Khadafi. Además del intercambio de armamento y petróleo, el Ferrocarril Ruso se había asegurado un contrato de 2000 millones de libras esterlinas para construir una ruta que conectara Sirte con Benghazi.

El otro Brics que vetó el paquete de sanciones contra el presidente sirio Bashir al Assad había adoptado con el caso libio una postura similar durante los meses que duró el conflicto. China rehusó apoyar a los rebeldes y fue muy crítico con la incursión bélica de la OTAN.

“Una nueva página se escribirá en Libia”, arriesgó ayer la vocera del Ministerio de Exteriores, Jiang Yu. Una actitud más morigerada comenzó a hacerse ostensible hacia el final del conflicto, que se vio reflejada en los medios estatales, que al comienzo se referían a Khadafi como el hombre fuerte del mundo árabe y finalmente terminaron tildándolo de demente.

El mandatario de Venezuela siempre mantuvo su apoyo al régimen y no tardó en decir que a Khadafi se lo recordará como un mártir y recordó la amistad de larga data que los unía. El líder bolivariano dijo que mientras se encontraba en Cuba, Fidel Castro le había anticipado la suerte de Khadafi. Otro país latinoamericano en repudiar su muerte fue Ecuador. El vicecanciller, Kintto Lucas, dijo se trata de un caso de asesinato extrajudicial. “El gobierno de Ecuador repudia toda violación de los derechos humanos que se siga cometiendo por una parte o por la otra y a los bombardeos de la OTAN”, aseveró.

Página/12 :: El mundo :: Revuelo mundial por el asesinato de Khadafi

O petróleo e o sangue

Filed under: Bin Laden,Democracia made in USA,Kadafi,Petróleo,Saddam Hussein — Gilmar Crestani @ 9:15 am
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As mentiras continuam. Muhamad Jibril, primeiro ministro interino, mentiu descaradamente, ao afirmar que Kadafi fora morto em “fogo cruzado” dos rebeldes com tropas leais ao dirigente líbio. As imagens, divulgadas no mundo inteiro, mostram Kadafi ainda vivo, caminhando, levantando o braço, até ser derrubado a socos e pontapés, para ser, finalmente, assassinado.

Mauro Santayana

Ao que parece, a Terra cobra, em sangue, o petróleo que é retirado de suas entranhas. Mas tem cobrado mal: não são os que os que consomem o óleo alucinadamente os que pagam a dívida para com o planeta, mas sim os que tiveram a maldição de o ter em abundância, como os paises árabes e muçulmanos. Todas as teorias – a defesa dos direitos humanos, da democracia, da civilização ocidental, e, até mesmo, do cristianismo – são ociosas para explicar a sangueira dos tempos modernos. No caso do Oriente Médio, a cobiça pelo petróleo, desde o início do século passado, tem sido a causa de todos os males.
As imagens divulgadas ontem, da prisão, da tortura e da morte do coronel Kadafi são semelhantes às da prisão, da farsa do julgamento, e da execução de Saddam Hussein. Da execução de Osama bin Laden ainda não conhecemos todas as imagens, mas é provável que um dia sejam divulgadas.
A biografia desses três homens é semelhante. Todos eles tiveram, em um tempo ou outro, as melhores relações com os países ocidentais, democráticos e cristãos. Em livro que será publicado nos próximos dias, a Sra. Condoleeza Rice confessou um certo fascínio por Kadafi, que a ela se referia como “minha princesa africana”. Hillary Clinton reagiu com interjeição de alegre surpresa, ao ver as imagens do trucidamento do coronel. Terça-feira, em Trípoli, ela disse claramente que Kadafi devia ser preso ou morto, imediatamente.
Osama bin Laden, como é sabido, foi sócio de Bush pai em negócios de petróleo. No Afeganistão se uniu à CIA e ao Pentágono, no trabalho político junto aos combatentes anti-soviéticos. Essas ligações devem ter influído no ódio de pai e filho ao combatente muçulmano.
O caso de Saddam é ainda mais significativo. O Iraque não podia ser considerado um país obscurantista. Ainda que não fosse democrático – e, segundo os indignados norte-americanos, tampouco há democracia nos Estados Unidos – era um regime tolerante, que dava relativa liberdade às mulheres, autorizadas a freqüentar as universidades e a usar trajes ocidentais, e não exercia perseguição aos não islamitas, tanto assim que o segundo homem do governo, Tariq Aziz, era cristão católico do rito caldeu.
Nessa cruzada disfarçada de conflito de civilizações, as mentiras foram as mais importantes armas dos Estados Unidos. Suspeita-se que todas elas decorram de uma mentira ainda maior: a de que o ataque às Torres Gêmeas de Nova Iorque tenha sido uma operação determinada por bin Laden. Que Saddam Hussein nada tinha a ver com isso, é hoje fora de dúvida.
Para justificar a invasão ao Iraque, os Estados Unidos apresentaram “provas” forjadas, como fotografias de caminhões e de galpões, como sendo de instalações nucleares. Afirmaram ao mundo, por Collin Powell e outros, que Saddam, além de desenvolver seu arsenal atômico, dispunha de outras armas de destruição em massa, como produtos químicos letais. O embaixador brasileiro José Maurício Bustani, então diretor da Organização das Nações Unidas para a Proibição de Armas Químicas, e conhecia a realidade iraquiana, sabia que se tratava de uma mentira, e tentava obter a adesão de Saddam ao tratado internacional contra as armas químicas – o que desmentiria as acusações americanas – foi destituído de seu cargo pelas pressões do governo Bush. Hoje, é o embaixador do Brasil em Paris.
A terceira peça do tabuleiro, a ser eliminada, foi o governante líbio. Ele fora declarado “limpo” pelos governos ocidentais, e privava da intimidade dos líderes norte-americanos e europeus. Caiu na esparrela de acreditar nisso, e enfrentou, ao mesmo tempo, os que o consideravam um renegado e os sedentos de seu petróleo e, por isso mesmo, sedentos de sangue.
Esses três casos são uma forte advertência aos países árabes que têm sido vassalos fiéis de Washington. Os príncipes da Arábia Saudita que se cuidem. O Paquistão, ao que parece, já está com suas barbas no molho.
E as mentiras continuam. Muhamad Jibril, que é o primeiro ministro interino e terá que vencer facções que lhe são contrárias, mentiu descaradamente, ao afirmar que Kadafi fora morto em “fogo cruzado” dos rebeldes com as tropas leais ao dirigente líbio. As imagens, divulgadas no mundo inteiro, mostram Kadafi ainda vivo, caminhando, levantando o braço, até ser derrubado a socos e pontapés, para ser, finalmente, assassinado.

Mauro Santayana é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976-82), de que foi colunista político e correspondente na Península Ibérica e na África do Norte.

Carta Maior – Mauro Santayana – O petróleo e o sangue

Affari e misteri sulla rotta Italia

Filed under: Berlusconi,Kadafi — Gilmar Crestani @ 8:36 am
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Dopo la morte del colonnello libico Mu’ammar Gheddafi riproponiamo questo articolo di Antonio Mazzeo pubblicato nel novembre 2008 (Ndr).

Sono ancora tante le zone d’ombra nella storia delle relazioni politiche e militari tra Italia e Libia. Il 31 ottobre scorso, il ministro degli Esteri libico Abdurrahman Shalgam, ha ulteriormente complicato il lavoro di storici ed analisti, rivisitando gli eventi di guerra della primavera 1986, quando l’allora presidente degli Stati Uniti Ronald Reagan, diede l’ordine di bombardare Tripoli e Bengasi. La notte del 14 aprile decine di cacciabombardieri F-111 schierati in due basi britanniche e gli aerei della VI Flotta di stanza nel Mediterraneo distrussero caserme militari e abitazioni civili, causando la morte di 37 persone. Obiettivo del blitz Usa l’assassinio del colonnello Muammar Gheddafi, accusato – senza prove – di finanziare il terrorismo internazionale.

“Avvisate il colonnello!”

“Gheddafi si salvò – ha dichiarato Abdurrahman Shalgam – perché due giorni prima dell’aggressione Craxi mi mandò un amico comune italiano per dirmi: ‘Attenti, il 14 o il 15 aprile ci sarà un raid americano contro di voi’. In quell’occasione gli Stati Uniti utilizzarono la base di Lampedusa, ma contro la volontà del governo italiano, perché Roma era contraria all’uso dei cieli e dei mari nazionali per l’aggressione”.

Per il ministro libico, l’Italia faceva il doppio gioco. Nel nome dei comuni interessi (principalmente le forniture petrolifere all’Eni), l’allora presidente del consiglio Bettino Craxi avrebbe chiesto al proprio consigliere diplomatico, l’ambasciatore Antonio Badini, di preavvertire il governo libico delle intenzioni di guerra del partner Nato. Allo stesso tempo Palazzo Chigi sosteneva l’intervento “anti-terrorismo” di Washington. Un equilibrismo sul filo del rasoio. Se è pur vero, infatti, che in occasione dell’attacco Usa del 14 aprile 1986 l’Italia non autorizzò i bombardieri Usa a sorvolare lo spazio aereo nazionale, gli aerei cisterna per rifornire in volo gli F-111 partirono da una base Usa in Italia (probabilmente Sigonella), mentre tutti i porti civili e militari siciliani ospitarono le soste tecniche delle unità navali della VI flotta, alla vigilia e dopo i bombardamenti su Tripoli e Bengasi.

La rivisitazione storica di quegli eventi era già iniziata, sempre in casa dell’(ex) garofano, durante la campagna di beatificazione del defunto leader socialista. “Fu Craxi a informare Gheddafi dell’imminente blitz americano, permettendo al leader libico di salvarsi”, rivelò nel 2003 Cesare Marini, senatore Sdi. Non è stato dunque uno scoop quello di Abdurrahman Shalgam. Del doppio canale diplomatico si sapeva da tempo.

“Quell’attacco americano fu un’iniziativa impropria, un errore di carattere internazionale”, ha commentato Giulio Andreotti, al tempo ministro degli Esteri del governo Craxi. “E credo proprio che dall’Italia partì un avvertimento per la Libia”, ha aggiunto il senatore a vita, confermando le “rivelazioni” libiche. Ancora più esplicita la vecchia guardia del partito socialista italiano. “Gheddafi salvato da Craxi?”, ha dichiarato Gianni De Michelis, più volte alla guida della Farnesina e ministro del lavoro nei giorni del conflitto Usa-Libia. “Si sapeva da tempo che i rapporti tra Roma e Tripoli erano più che buoni. Se c’è un filo conduttore tra la Prima e la Seconda Repubblica è senza dubbio il rapporto tra Roma e Tripoli. Da Andreotti a Craxi fino a Berlusconi, Prodi e D’Alema, si è sempre mantenuto saldo il rapporto. La Libia è quasi parte d’Italia e noi non abbiamo fatto mai mistero delle nostre idee e dei nostri contatti coi libici (…) Craxi fece avvertire il governo libico e anche gli americani subito dopo cercarono agganci, tant’è che alla fine hanno trovato una composizione anche per la strage di Lockerbee”. Anche l’allora responsabile esteri del Psi, Margherita Boniver, ha confermato l’“aiuto” di Bettino Craxi: “L’operazione militare non era condivisa e per questo il governo italiano mise in guardia Gheddafi. Ed usò tutti i mezzi a sua disposizione…”.

Giochi di guerra nel Mediterraneo

Ecco perché le dichiarazioni dell’alto rappresentante dell’esecutivo libico hanno prodotto forti perplessità e qualche risentimento tra alcuni dei protagonisti politici che nel biennio 1985-86 si opposero alla campagna di guerra nel Mediterraneo, denunciando altresì l’asfissiante processo di militarizzazione della Sicilia che ne derivò. Gli esponenti dell’allora forte movimento pacifista siciliano ricordano che l’Italia era in prima linea contro la Libia a fianco di Washington e che proprio Bettino Craxi e l’intero partito socialista erano tra i più accesi denigratori dei pacifisti, accusati tutti di essere manovrati e finanziati da Gheddafi. L’on. Agostino Spataro, ex componente Pci delle Commissioni Affari esteri e Difesa della Camera dei Deputati, ricorda suAprile che nonostante l’“avviso”, sotto le bombe statunitensi morì la figlioletta adottiva di tre anni del colonnello libico. “In realtà – spiega l’ex parlamentare – quella notte è accaduto quello che da tempo si temeva, e si sapeva, ovvero che l’amministrazione Reagan aveva già pianificato l’attacco alla Libia”.

Spataro aggiunge che a seguito dell’attacco, il 15 aprile 1986, la Libia rispose con il lancio di due missili Scud contro la stazione Loran dell’Us Guard Coast ospitata nell’isola di Lampedusa. “Gheddafi, infuriato per la vile, indiscriminata aggressione, non indirizzò la rappresaglia verso uno dei tanti possibili obiettivi Usa, ma scagliò i suoi missili contro l’Italia ovvero contro il paese-amico il cui capo del governo l’aveva avvisato dell’imminente pericolo. Ma quei due missili partirono dal suolo libico e soprattutto raggiunsero effettivamente Lampedusa? Già allora affiorarono seri dubbi, sia per la scarsa potenzialità ed efficienza della tecnologia militare libica e sia per fatto, non secondario, che i lampedusani non si accorsero dell’arrivo dei due potenti ordigni. Ancora oggi si sconosce il punto esatto dell’impatto. Nessuno è in grado di dimostrare che i due missili siano arrivati a Lampedusa e o nelle sue immediate vicinanze”.

Per il socialista Cesare Marini si trattò di mera “finzione”: il lancio dei missili su Lampedusa fu solo un espediente depistante, “utilizzato per coprire l’amico italiano” d’avanti agli Stati Uniti. “Di certo io non mi sono spaventato”, ha dichiarato l’immancabile Giulio Andreotti. “La mia sensazione è che i missili furono lanciati ma volutamente fuori bersaglio: non c’era nessuna volontà di causarci dei danni”. Una vera e propria fiction di guerra, dunque.

Il pomeriggio del 15 aprile 1986, gli abitanti di Lampedusa avvertirono due boati a largo dell’isola. Il primo dispaccio di agenzia parlò di “cannonate sparate da una motovedetta libica”. Qualche minuto dopo si parlò del “Bang” dovuto al passaggio a bassa quota di aerei supersonici. Intorno alle 18 le autorità americane informarono il ministro della Difesa italiano, Giovanni Spadolini, del lancio di due missili contro l’isola. Gli ordigni però erano caduti a un paio di chilometri dalla costa. Il giorno successivo l’ambasciatore libico a Roma confermò l’attacco: “I missili sono venuti dalla Libia. Ma non abbiamo cercato di colpire l’Italia ma una base Usa”.

Due missili che si sono persi nel nulla

Ma che accadde realmente quel giorno? A rendere più torbidi i contorni della vicenda ci ha pensato l’ex generale, Basilio Cottone, siciliano originario del comune di Raccuia (Messina), capo di stato maggiore dell’Aeronautica militare dal 1983 al 1986. In un’intervista al quotidiano Pagine di Difesa del 20 settembre 2005, Cottone, si è detto scettico del lancio dei missili libici. “Sono stato responsabile dell’approntamento della reazione italiana al lancio dei missili su Lampedusa”, ha esordito l’ex militare. “Personalmente non ho mai creduto che siano stati lanciati missili da parte libica contro il territorio italiano. Ma, poiché allora tutti lo credevano, ho ritenuto di operare di conserva. La notizia del lancio dei missili per me era falsa e le azioni messe in atto volevano accreditarla. Molte organizzazioni extranazionali erano allora interessate al fatto che il governo italiano adottasse una politica di più forte chiusura nei confronti della Libia. È da tener presente che negli anni ‘70 e gli inizi degli ’80, gli attentati terroristici contro obiettivi occidentali erano numerosi. Tra questi: dirottamenti di aerei passeggeri, abbattimenti di velivoli commerciali, strage alla Olimpiade di Monaco del ‘72 e attentato di Fiumicino della fine del ‘73. In questo quadro si inserisce la missione in Libia di Argo-16 con la quale sono stati fatti rientrare i terroristi palestinesi arrestati a Fiumicino mentre preparavano un attentato a un velivolo di linea israeliano. Questi, e altri eventi successivi, portarono a un irrigidimento politico da parte degli occidentali verso la Libia di Gheddafi”. Basilio Cottone sostiene che “qualcuno” tentò di creare le condizioni per incrinare irrimediabilmente le relazioni Roma-Tripoli. “Da qui alle notizie dei missili su Lampedusa la strada fu breve. Penso, sia stata un’azione di ‘servizi’ che hanno montato la cosa, però il fatto ha assunto credibilità internazionale ed è rimasto nell’immaginario collettivo il lancio concreto”.

Alle parole dell’ex capo di stato maggiore, hanno fatto seguito quelle del generale Mario Arpino, successore di Cottone alla guida dell’Aeronautica. In un’intervista a L’Espresso (25 novembre 2005), Arpino ha ammesso che le forze armate non raccolsero mai nessuna prova evidente dell’attacco missilistico. “I nostri radar non erano in grado di scoprire missili di quel genere”, ha aggiunto il generale. “Avevamo chiesto alla Nato di fornirci degli Awacs, radar volanti molto potenti, ma ci furono concessi mesi dopo. Io ero responsabile della sala di crisi e gli americani non mi comunicarono nulla. Se informavano qualcuno, lo facevano a livello politico. So con certezza che non venimmo nemmeno avvisati del raid contro Tripoli. Ricordo la sorpresa quella notte quando i nostri radar scoprirono gli aerei diretti in Libia”.

Prima della nomina ai massimi vertici dell’AMI, Basilio Cottone era stato comandante della 5° Ataf di Vicenza, la forza aerotattica della Nato, e successivamente rappresentante militare italiano presso il Comitato dell’Alleanza Atlantica di Bruxelles. Dimessosi dalle Forze Armate, l’alto ufficiale fu nominato, il 14 aprile 1993, presidente del consiglio d’amministrazione dell’Agusta Spa, società leader nella produzione di elicotteri da guerra. Ai vertici dell’industria di elicotteri, Cottone ci resterà ininterrottamente per sette anni, per poi divenirne consigliere. L’ingresso del generale in Agusta avvenne quattordici giorni prima della caduta del primo governo di Giuliano Amato (Psi), ministro della difesa il siciliano Salvo Andò (Psi) e sottosegretari due potenti politici della provincia di Messina, Salvatore D’Alia (Dc) e Dino Madaudo (Psdi). La nomina del generale Cottone fu adottata dall’allora commissario liquidatore dell’Efim, Alberto Predieri, dopo l’arresto del manager Roberto D’Alessandro, ex presidente Agusta – poi prosciolto – nell’ambito dell’inchiesta sul pagamento di tangenti a favore del Partito socialista per la fornitura di 12 elicotteri alla Protezione civile (ministro, allora, Nicola Capria, Psi e anch’egli messinese).

L’1 settembre 1993, un’altra inchiesta, “Arzente Isola”, avrebbe coinvolto l’Agusta relativamente ad una transazione di armi gestita da alcuni faccendieri messinesi sulle rotte Italia-Antille Olandesi-Perù-Siria. Nello specifico, nella primavera del 1992 fu avviata la trattativa per il trasferimento di dodici elicotteri CH47 “Agusta” alla Guardia nazionale dell’Arabia Saudita. Tra gli intermediari dell’affaire, il noto trafficante d’armi arabo Adnan Kashoggi ed imprenditori vicini all’entourage dell’odierno presidente del consiglio italiano. Alla fine, però, l’inchiesta giudiziaria si arenò nelle sabbie mobili della Procura di Messina.

Armi e cemento per i partner nordafricani

L’Agusta, oggi AgustaWestland, è con l’Eni una delle prime società italiane tornate ad operare in Libia dopo il riavvicinamento Roma-Tripoli. Nel gennaio del 2006 sono stati forniti alle forze armate libiche, 10 elicotteri A109 Power, valore 80 milioni di euro, destinati al “controllo delle frontiere”. La società italiana ha pure sottoscritto un accordo con la Libyan Company for Aviation Industry per costituire una joint venture (la Libyan Italian Advanced Tecnology Company – Liatec), per lo sviluppo di attività nel settore aeronautico e dei sistemi di sicurezza. L’anno successivo è stata la volta di Finmeccanica, la holding che detiene il controllo di AgustaWestland, a firmare un accordo con il governo libico per la creazione di una joint venture nel campo dell’elettronica e dei sistemi di telecomunicazione per la difesa, con target il mercato libico e parte del continente africano. Nel gennaio 2008, Alenia Aeronautica, altra società del gruppo Finmeccanica, ha siglato con il ministero dell’Interno libico un contratto del valore di oltre 31 milioni di euro per la fornitura del velivolo da pattugliamento marittimo ATR-42MP “Surveyor”.

L’industria bellica italiana attende trepidante la ratifica del Trattato di cooperazione italo-libico sottoscritto da Silvio Berlusconi e dal colonnello Gheddafi. All’articolo 20 del Trattato si prevede infatti “un forte ed ampio partenariato industriale nel settore della Difesa e delle industrie militari”, nonché lo sviluppo della “collaborazione nel settore della Difesa tra le rispettive Forze Armate”, mediante lo scambio di missioni di esperti e l’espletamento di manovre congiunte (anche se è dal 2001 che le marine militari di Italia e Libia effettuano annualmente l’esercitazione “Nauras” nel Canale di Sicilia). I due paesi s’impegnano altresì a definire “iniziative, sia bilaterali, sia in ambito regionale, per prevenire il fenomeno dell’immigrazione clandestina nei Paesi di origine dei flussi migratori”.

Non è stata certo una coincidenza che le dichiarazioni del ministro Shalgam sul pre-avvertimento del bombardamento Usa nel 1986 siano coincise con il convegno organizzato a Roma dalla fondazione guidata dall’ex ministro Beppe Pisanu, presenti Giulio Andreotti, il ministro degli Esteri Franco Frattini, il figlio primogenito del leader libico, Saif El-Islam, e il gotha dell’imprenditoria italiana (Eni, Enel, Telecom, Unicredit, Trenitalia, Bnl, Fondiaria-Sai, Impregilo, ecc.). In cantiere ci sono opere “compensatorie” dei crimini coloniali italiani per 5 miliardi di dollari da realizzare in Libia nei prossimi 20 anni. Il Trattato di cooperazione Italo-libico prevede espressamente che saranno le aziende italiane a realizzare i progetti infrastrutturali.

Intanto il capitale libico fa incetta di pacchetti azionari delle maggiori società italiane. Acquisito il 4,9% di Unicredit, la Central Bank of Libya starebbe per rilevare una quota tra l’1 e il 2% di Terna, la società che gestisce la rete elettrica nazionale. I libici starebbero pure per fare ingresso in Impregilo, il colosso delle costruzioni italiane, general contractor per la realizzazione del Ponte sullo Stretto di Messina, del Mose di Venezia e di importanti tratte della TAV ferroviaria. I libici punterebbero ad acquistare circa il 5% del capitale, ottenendo pure un posto nel consiglio d’amministrazione d’Impregilo. In Libia, del resto, il gruppo italiano ha costituito qualche mese fa una joint venture per realizzare tre università nelle città di Misuratah, Tarhunah e Zliten (valore del contratto, 400 milioni di euro).

Al convegno di Roma del 31 ottobre, l’amministratore delegato d’Impregilo, Massimo Ponzellini, è comparso accanto a Saif El-Islam. Cresciuto all’ombra dell’ex presidente del consiglio Romano Prodi, dopo aver ricoperto l’incarico di direttore generale del centro studi Nomisma e dirigente superiore dell’IRI, Massimo Ponzellini passò a sedere nel consiglio d’amministrazione di Finmeccanica. Amministratore delegato della holding di controllo del complesso militare industriale italiano è stato pure Alberto Lina, amministratore delegato d’Impregilo sino al 2007.

Armi e cemento segnano la strategia di penetrazione in nord Africa del capitale finanziario nostrano. “Italiani? Brava gente…”.

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Affari e misteri sulla rotta Italia – Libia – AgoraVox Italia

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