Ficha Corrida

14/06/2014

EUA invadiram, assassinaram, saquearam e… fugiram!

Filed under: Guerra do Petróleo,Iraque,Isto é EUA!,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 11:45 am
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iraque_obamaIrak se derrumba

El avance yihadista hacia Bagdad pone por primera vez en el mismo lado a EEUU e Irán

El País 14 JUN 2014 – 00:00 CET

La espectacular ofensiva de la guerrilla yihadista en Irak ha colocado contra las cuerdas al Gobierno iraquí, aparentemente tan sorprendido por la ofensiva —y la desastrosa reacción del Ejército— como EE UU. Mientras decenas de miles de civiles huyen y los soldados del Ejército iraquí, en cuyo entrenamiento Washington se ha gastado 18.500 millones de euros, arrojan sus uniformes y armas en las cunetas, el Ejército Islámico de Irak y el Levante (EIIL) avanza desde el noroeste hacia Bagdad tras conquistar decenas de localidades, entre ellas Mosul, la segunda más importante del país.

Editoriales anteriores

En la capital, el Gobierno del presidente Nuri al Maliki —atrincherado en la Zona Verde fortificada— culmina su incompetencia y no es capaz siquiera de conseguir que el Parlamento le otorgue poderes especiales para hacer frente a la situación. La única respuesta al EIIL viene del máximo líder espiritual chií iraquí, Alí al Sistani, y arroja aún más tensión, al llamar a los civiles a empuñar las armas contra los yihadistas.

El EIIL no es un grupo más en la miríada de organizaciones armadas islamistas que desde hace más de una década operan en Oriente Medio y el Norte de África. Se trata de una organización que propugna la instauración de un califato en Oriente Medio, con capital en Bagdad, al tiempo que rechaza el Tratado Sykes-Pikot de 1916 firmado entre Reino Unido y Francia para repartirse la región. De hecho, ya ha unificado regiones de Siria e Irak y levantado simbólicamente los mojones fronterizos colocados hace casi un siglo. La organización se ha fortalecido a la sombra del desgobierno y el descontento en Irak, especialmente entre la minoría suní, que causó el fracaso de la gestión de la posguerra tras la invasión estadounidense de 2003.

La incompetencia de los Gobiernos iraquíes elegidos en las urnas, más pendientes de solucionar rencillas políticas y primar los intereses de la mayoría chií o la minoría kurda que de prestar atención a la situación de los suníes, ha empeorado aún más el panorama. Muestra de la gravedad de la situación es que por primera vez en décadas Irán y EE UU se ven obligados a coincidir en la misma opción: frenar el avance del EIIL. Esta común preocupación es un factor que puede facilitar un cierto consenso internacional para evitar el derrumbamiento total.

El presidente Obama, que reiteró ayer que Washington no se va involucrar en ninguna acción militar directa y pidió “un plan político” a los iraquíes que indique “que pueden trabajar juntos” —lo que sugiere una descalificación clara de Al Maliki— se enfrenta al escenario que precisamente quiso evitar cuando ordenó la salida de sus tropas del país, completada en 2011. Ahora, o Washington interviene de alguna manera en Irak —Obama aseguró que tomará decisiones en los próximos días— o el país se vendrá abajo definitivamente y abrirá un proceso regional cuyo alcance es difícil de pronosticar.

30/03/2013

O filho mais burro do pai

Filed under: Armas de Destruição em Massa,Bush,Iraque — Gilmar Crestani @ 8:17 pm
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O pai já não era boa bisca, e dos filhos, o pior venceu. Nos EUA, com arma na mão, isto é normal.

Por que a invasão do Iraque foi o maior erro da história da política externa americana

Depois de algum modo ter transformado todo o Islã em um inimigo, Washington simplesmente atrelou-se a intermináveis crises, as quais não teve nenhuma chance de vencer. Nesse sentido, o Iraque não foi uma aberração, mas o auge histórico de um modo de pensar que agora está lentamente ruindo. Por Peter Van Buren, do The Nation

Peter Van Buren – The Nation

Eu estava lá. E esse lugar era onde se deve estar se você quiser ver os sinais do fim dos tempos para o império americano. Era o lugar para se estar se você quiser ver a loucura e, oh, sim, foi uma loucura, não filtrada através de uma mídia complacente e sonolenta que fez a política de guerra de Washington parecer, se não sensível, pelo menos sensata e séria o suficiente. Eu estava no Ground Zero, que era para ser a peça central de uma nova Pax Americana no Grande Oriente Médio.
Não querendo estigmatizar, mas a invasão do Iraque acabou por ser uma piada. Não para os iraquianos, claro, e nem para os soldados americanos. E aqui a mais triste verdade de tudo: no dia 20 de março, que marca o décimo aniversário da invasão infernal, nós ainda não entendemos seu propósito. No caso de você querer ir para o cerne da questão, ao invadir o Iraque os Estados Unidos fizeram mais para desestabilizar o Oriente Médio do que nós poderiamos ter imaginado àquela altura. E nós – e muitos outros – iremos pagar o preço por isso por muito, muito tempo.
A loucura do Rei George
É fácil esquecer quão normal a loucura pareceu naquela época. Em 2009, quando eu cheguei no Iraque, já estávamos no momento do último suspiro da possibilidade de salvar algo que já podia ser entendido como o maior erro da história da politíca externa americana. Foi então que, como um oficial do Departamento de Estado designado para liderar duas equipes de reconstrução provincial no leste do Iraque, eu entrei pela primeira vez naquela fábrica de processamento de frango que ficava no meio do nada.
Até então, o plano de resconstrução americano estava afundando em rios de dinheiro mal gasto. No centro dos esforços americanos – pelo menos depois de os Estados Unidos abandonarem a ideia de um governo interino para o Iraque, e de que nossas tropas invasoras seriam recibidas com doces e flores como libertadores – nós não tinhamos conseguido reconstruir nada de significante. Primeiramente concebido como um Plano Marshall para o novo século americano, seis longos anos depois tudo tinha se desenvolvido em uma farça.
Na meu período de atuação, os Estados Unidos gastaram algo entorno de 2,2 milhões de doláres para construir uma enorme instalação no meio de nada. Ignorando a dura realidade dos iraquianos que nasceram e vendiam frangos ali há cerca de 2000 anos, os Estados Unidos decidiram financiar a construção de uma unidade central de processamento (tendo os iraquianos como gerentes de compras locais) que cortará os frangos com máquinas complexas trazidas de Chicago, empacotaria os peitos e asas em filme plástico e, em seguida, transportaria tudo para supermercados locais. Talvez tenha sido o calor do deserto, mas isso fazia sentido na época, e o plano foi apoiado pelo Exército, o Departamento de Estado e a Casa Branca.
Elegante na concepção, pelo menos para nós, mas não se conseguiu lidar com algumas deficiências simples, como a falta de energia elétrica regularmente, um sistema logístico para levar as frangos para a fábrica, capital de giro, e… mercearias. Como resultado disso, os reluzentes 2,2 milhões investidos na fábrica não processaram nenhum frango. Para usar algumas das palavras de ordem do momento, nada foi transformado, não qualificou ninguém, não estabilizou nem promoveu economicamente nenhum iraquiano. Ele apenas ficou lá vazio, escuro e não utilizado no meio do deserto. Como os frangos nós fomos depenados.
De acordo com a loucura da época, no entanto, o simples fato que a fábrica não ter cumprido nenhum de seus reais objetivos não significa que o projeto não foi um sucesso. Na verdade, a fábrica foi um sucesso na mídia dos EUA. Afinal, para cada visita monitorada, com fins de propaganda, à fábrica, meu grupo abastecia o local às pressas com frangos comprados, preparávamos as máquinas e faziamos uma apresentação fantasiosa.
No humor negro daquele momento, nós batizamos o lugar de Fábrica de Frango Potemkin. Entre visitas públicas e privadas, tudo ficava às escuras, apenas ressurgindo com o cantar do galo a cada manhã que alguma equipe de filmagem vinha para uma visita. Nossa fábrica foi, portanto, considerada um grande sucesso. Robert Ford, então na embaixada de Bagdá e agora embaixador dos EUA para a Síria, disse que sua visita foi o melhor dia que ele esteve no Iraque. O general Ray Odierno, então comandannte de todas as forças dos EUA no Iraque, enviou blogueiros e civis, que acompanhavam os militares, para ver o projeto da vitória. Algumas das propagandas proclamavam que "ensinando os iraquianos a florescer sozinhos dá a eles a capacidade de fornecer a sua própria estabilidade, sem necessidade de contar com os americanos".
A fábrica de frangos era uma história engraçada no começo, o tipo da piada interna que você precisa saber o que realmente ocorre pra entender. É, nós desperdiçamos algum dinheiro, mas 2,2 milhões de dólares é uma quantia pequena numa guerra que um dia irá custar trilhões. Realmente, ao final das contas, qual foi o prejuízo?
O dano foi este: nós queríamos deixar o Iraque (e o Afeganistão) estáveis para avançar nos objetivos americanos. Fizemos isso gastando nosso tempo e dinheiro em coisas obviamente inúteis, enquanto a maioria dos iraquianos não têm acesso a electricidade, água limpa, regular e assistência médica ou hospitalar. Como poderíamos ajudar a estabilizar o Iraque se nós agíamos como palhaços? Como um iraquiano me disse, "é como se eu estivesse pelado em uma sala com um grande chapéu na minha cabeça. Todo mundo entra e ajuda a botar flores e fitas no meu chapéu, mas ningúem parece reparar que eu estou pelado".
Por volta de 2009, é claro, tudo isso deveria estar muito óbvio. Nós não estavamos mais dentro do sonho neoconservador de uma superpotência mundial incomparável, estávamos apenas atolados no que aconteceu neste sonho. Nós eramos uma fábrica de galinhas no deserto que ninguém queria.
Viagem no tempo para 2003
Aniversários são tempos de reflexão, em parte, porque é muitas vezes só retrospectivamente que reconhecemos os momentos mais significativos em nossas vidas. Por outro lado, em aniversários muitas vezes é difícil lembrar o que era tudo, realmente, quando tudo começou. Em meio ao caos do Oriente Médio hoje, é fácil, por exemplo, esquecer como as coisas pareciam no começo de 2003. O Afeganistão pareceu ter sido invadido e ocupado de forma rápida e limpa, de forma que os soviéticos (os britânicos, os gregos antigos…) jamais poderiam ter sonhado. O Irã estava assustado, vendo o poderoso exército americano na sua fronteira oriental e em breve na ocidental também, e estava pronto para negociar.
A maioria do resto do Oriente Médio foi enfiado em um longo sono com ditadores confiáveis o suficiente para manter a estabilidade. A Líbia era uma exceção, embora as previsões eram de que em pouco tempo Muammar Kadafi iria fazer algum tipo de acordo. E ele fez. Tudo o que era necessário era um golpe rápido no Iraque para estabelecer uma presença militar americana permanente no coração da Mesopotâmia. Nossas futuras guarnições militares lá, obviamente, supervisionariam as coisas, fornecendo os músculos necessários para derrubar todos os futuros elementos desestabilizadores. Isso fazia tanto sentido para a visão neoconservadora do começo da era Bush. A única coisa com a qual Washington não contava era que nós fossemos o primeiro elemento desestabilizante.
De fato, o grande plano estava se desintegrando até durante o período em que ele estava sendo sonhado. Com vontade de ter tudo em seus termos, a equipe de Bush perdeu uma oportunidade diplomática com o Irã que poderia ter feito o barulho de hoje desnecessário. Como parte do desastre, homens desesperados, blindados pela história, aumentaram o volume de medidas desesperadas: tortura, gulags secretos, dissimulações, uso de drones para assassinatos, e ações extraconstitucionais em casa. O mais frágil do acordos foi aparado para tentar salvar alguma coisa, incluindo ignorar a rede de proliferação nuclear paquistanesa A.Q Khan em troca de uma aproximação com Líbia, e uma foto brega da Condoleezza Rice com o Kadafi.
Dentro do Iraque, as forças do conflito sectário entre sunitas e xiitas foram desencadeadas pela invasão dos EUA. Isso, por sua vez, criou as condições para um confronto entre os Estados Unidos e o Irã dentro da política interna iraquiana, similar à crescente guerra na política interna do Líbano entre Israel e Irã.
Nada disso terminou. Hoje, de fato, a guerra na política interna desses países simplesmente achou um novo palco, a Síria, com várias forças usando "ajuda humanitária" para empurrar e impulsionar os seus alidados sunitas e xiitas.
Descontentando as expectativas neoconservadoras, o Irã emerge da década americana no Iraque economicamente mais poderoso, com o comércio não oficial entre os dois vizinhos sendo avaliado agora em cinco bilhões de dólares por ano, valor que continua crescendo. Nessa década, os Estados Unidos também conseguiram remover um dos contrapesos estratégicos do Irã, Saddam Hussein, substituindo-o por um governo dirigido por Nouri al-Malaki, que já encontraram apoio em Teerã.
Enquanto isso, a Turquia está agora envolvida em uma guerra aberta com os curdos do norte do Iraque. A Turquia é, naturalmente, parte da Otan, então imagine o governo dos EUA sentado em silêncio enquanto a Alemanha bombardeava a Polônia. Para completar o círculo, o primeiro-ministro do Iraque advertiu recentemente que uma vitória dos rebeldes da Síria vai desencadear guerras sectárias em seu próprio país e vai criar um novo refúgio para a Al Qaeda, que iria desestabilizar ainda mais a região.
Enquanto isso, militarmente queimado, economicamente sofrendo com as guerras no Iraque e no Afeganistão e sem qualquer moral no Oriente Médio pós-Guantánamo e Abu Ghraib, os Estados Unidos sentam sobre suas próprias mãos, com a faísca regional do que veio a ser chamada de Primavera Árabe se apagando, para ser substituída por desestabilização ainda maior dentro da região. E mesmo assim Washington não parou de procurar a versão mais recente da (agora sem nome) guerra global contra o terror em regiões cada vez mais novas que precisam de desestabilização.
Tendo notado a facilidade com que o entorpecido público americano patrioticamente olhou para o outro lado, enquanto nossas guerras seguiram seus caminhos específicos para o desastre, nossos líderes nem sequer piscam mais ante a possibilidade de mandar caças americanos não tripulados e forças de operaçoes especiais para lugares cada vez mais distantes, notavelmente mais para dentro da África, criando das cinzas do Iraque uma versão do estado de guerra perpétua que George Orwell uma vez imaginou em seu romance não-utópico 1984.
Feliz aniversário
No décimo aniversário da Guerra do Iraque, o Iraque continua, em qualquer nível, um lugar perigoso e instável. Até mesmo o sempre otimista Departamento de Estado aconselha viajantes americanos que vão para o Iraque, posto que esses cidadãos "continuam correndo risco de serem sequestrados… porque grupos rebeldes, incluindo Al Qaeda, ainda estão ativos", além de notar que "a norma do Departamento de Estado para negócios americanos no Iraque aconselha o uso de ‘Detalhes de Segurança’".
Numa perspectiva mais ampla, o mundo está muito mais inseguro e perigoso do que estava em 2003. De fato, para o Departamento de Estado, que me enviou para o Iraque para testemunhar as leviandades do imperialismo, o mundo tornou-se ainda mais assustador. Em 2003, no momento infame do "missão cumprida", só a embaixada em território afegão foi considerada "extremamente perigosa" na lista de embaixadas além-mar. Não muito mais tarde, ainda, Iraque e Paquistão foram adicionados nesta lista. Hoje, Iemêm e Líbia, antes seguros para embaixadas, agora estão categorizadas como "extremamente inseguras".
Outros lugares antes considerados tranquilos para diplomatas e suas famílias, como Síria e Mali, foram esvaziadas e não contam com nenhuma presença diplomática americana. Até mesmo a sonolenta Tunísia, uma vez calma o bastante para que uma escola de árabe fosse estabelecida na embaixada, conta agora com uma equipe reduzidíssima com nenhum familiar residente. No Egito isso é oscilante.
Explicitamente o grande apologista da estrátegia adotada no Iraque, com a ausência de George W. Bush e dos altos funcionários de seu governo, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair lembrou-nos recentemente de que há mais no horizonte. Admitindo que há "muito tempo desistiu de tentar persuadir as pessoas do Iraque que foi a decisão certa", Blair acrescentou que novas crises estão se aproximando. "Você tem uma crise hoje na Síria, você tera uma outra no Irã em breve", disse ele. "Estamos no meio dessa luta, que vai levar uma geração, e vai ser muito árduo e difícil. Mas acho que estaremos cometendo um erro, um erro profundo, se pensarmos que podemos ficar fora dessa luta".
Pense nesse comentário como um aviso. Depois de algum modo ter transformado todo o Islã em um inimigo, Washington simplesmente atrelou-se a intermináveis crises nas quais não tem nenhuma chance de vencer. Nesse sentido, o Iraque não foi uma aberração, mas o auge histórico de um modo de pensar que agora está lentamente ruindo. Por décadas, os Estados Unidos terão uma força militar grande o suficiente para garantir que a nossa queda seja lenta, sangrenta, feia e relutante, embora inevitável. Um dia, porém, mesmo os caças não tribulados terão que aterrissar. Assim, feliz 10 anos de aniversário, Guerra do Iraque! Uma década depois da invasão, um caótico e instavél Oriente Médio é o legado não terminado da nossa invasão. Eu acho que o alvo da piada somos nós ao final, embora ninguém esteja rindo.

Tradução: Mailliw Serafim e Caio Sarack

Carta Maior – Internacional – Por que a invasão do Iraque foi o maior erro da história da política externa americana

23/03/2013

Iraque: onde estão os líderes da invasão uma década depois?

Filed under: Iraque,Isto é EUA!,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 10:02 am
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Nenhum deles está no mesmo cargo, mas todos defendem discurso de que Saddam tinha armas de destruição em massa

Dez anos após o início da invasão no Iraque, os maiores responsáveis pela guerra já não ocupam mais os mesmos cargos da época. O que eles mantêm em comum é a defesa do argumento de que o então presidente, Saddam Hussein dispunha, sim, de armas de destruição em massa. Tal justificativa, usada para a mobilização militar, no entanto, já foi descartada pela maioria dos especialistas e por governos que não concordaram com a invasão.
De março de 2003 até hoje, foram mortas cerca de 174 mil pessoas e ninguém foi julgado pela invasão. Saiba como e onde estão seis dos principais responsáveis pela Guerra no Iraque. 
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George W. Bush
Depois de oito anos à frente da Casa Branca, entre 2001 e 2009, George W. Bush voltou ao Texas, seu Estado natal, onde está aposentado. Principal defensor da invasão ao Iraque, Bush forjou a justificativa de que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa para angariar apoio da comunidade internacional em sua jornada.
Ao final de seu segundo mandato, não conseguiu eleger um sucessor do Partido Republicano – John McCain foi derrotado por Barack Obama em 2008. O texano deve entrar para a história como um presidente que gerou altos custos militares para os Estados Unidos, não apenas no Iraque, mas também no Afeganistão, tudo em nome de sua "Guerra ao Terror".

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Wikicommons

Tony Blair
Principal aliado de Bush na invasão do Iraque, o ex-primeiro-ministro britânico mora em Londres e trabalha como enviado especial do Quarteto (grupo formado por ONU, UE, EUA e Rússia) no Oriente Médio.
Além disso, Blair também faz palestras em diversas partes no mundo, tendo passado pelo Brasil em agosto de 2012. Um mês antes, durante os Jogos Olímpicos de Londres, lançou uma nova fundação com o seu nome, que tem o objetivo de aproximar jovens carentes dos esportes.
Apesar das fortes críticas, Blair nunca admitiu que a invasão ao Iraque foi um erro.
WikiCommons
Donald Rumsfeld
Nesta terça-feira (19/03), por meio de sua conta no Twitter, Rumsfeld classificou a invasão como um “difícil trabalho de libertar 25 milhões de iraquianos" e considerou que "todos os que assumem um papel na história merecem nosso respeito e admiração".
O ex-secretário de Defesa dos EUA renunciou ao cargo em meio às denúncias de abusos cometidos por soldados norte-americanos na prisão de Abu Ghraib. Apesar da recusa de Bush em demiti-lo, Rumsfeld seguiu no cargo sem o prestígio de outrora, até sua saída definitiva, em 2006.

Leia mais

Wikicommons
Paul Wolfowitz
Então secretário-adjunto de Defesa dos Estados Unidos, Paul Wolfowitz é considerado um dos formuladores da estratégia de invadir o Iraque.
Depois de sair do governo norte-americano, Wolfowitz presidiu por dois anos o Banco Mundial, mas deixou o cargo após suspeita de fraude.
Na ocasião, foi acusado de lotear cargos da instituição para ex-colegas do governo Bush. As denúncias partiram de dentro do próprio banco, Foram os funcionários da banco, após a promoção da namorada do dirigente.
WikiCommons
Dick Cheney
Questionado nesta semana sobre as razões que levaram os Estados Unidos a defenderem a invasão do Iraque, Dick Cheney respondeu de forma irônica: “criar motivo para invadir um país é a parte mais fácil. Difícil é fingir que essa história é verdadeira por dez anos.”
Durante evento em Houston, Cheney, ex-vice-presidente dos EUA, foi além ao dizer que sua postura ajudará as futuras administrações do país. “Quando for hora de invadir o Irã ou a Venezuela, o presidente também fará terá vontade de fazer uso de uma razão completamente falsa.”
Ironias à parte, Cheney, de 72 anos, também defende que a estratégia adotada pelos Estados Unidos foi a melhor possível e apoia o uso da tortura como método de interrogatório.
Wikicommons
Ahmed Chalabi
Um dos principais opositores de Saddam Hussein, Ahmed Chalabi obteve uma vitória pessoal com a invasão do Iraque e a consequente queda do regime local. Iraquiano, Chalabi sempre teve contatos nos Estados Unidos, onde viveu a maior parte da sua vida.
De acordo com a rede NBC, ele recebia pagamentos regulares do governo norte-americano até maio de 2004.
Em 2012, Chalabi intermediou o diálogo entre Washington e a oposição do Bahrein, quando este país passava por uma série de protestos.

Repercussões dos dez anos de invasão
Um dia antes do aniversário de dez anos da invasão, organizações de direitos humanos e de veteranos contra a guerra fizeram um protesto em frente à Casa Branca para que os Estados Unidos assumam a responsabilidade pelo impacto causado no Iraque.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o secretário de Defesa, Chuck Hagel, prestaram homenagem aos mais de 4 mil militares norte-americanos mortos e os 32 mil feridos durante "uma das guerras mais longas", cujo sacrifício, segundo Obama, deu ao povo iraquiano "a oportunidade de construir seu próprio futuro após muitos anos de dificuldades".
Para os ativistas, embora as últimas tropas americanas tenham deixado o Iraque em dezembro de 2011, a guerra continua para os que estão sofrendo suas consequências. Durante o ato de ontem, as organizações Veterans Against the War, Center for Constitutional Rights, junto com as iraquianas da OWFI (Women’s Freedom in Iraq) e Federeation of Workers Councils and Union in Iraq, apresentaram a iniciativa "Right to Heal" ("Direito a Curar"), com a qual pretendem conseguir uma indenização por danos.
"O governo norte-americano tentou justificar a guerra dizendo que podiam trazer a democracia a nosso país. Em vez disso, trouxeram violência e uma divisão mais sectária", lamentou o iraquiano Yanar Mohammed, presidente e cofundadora da OWFI.
A ONG HRW (Human Rights Watch), por sua vez, lamentou que, apesar das denúncias de abusos cometidos contra os detidos no Iraque, como espancamentos, simulação de asfixia e choques elétricos nos genitais, não foi feita uma investigação profunda, nem se responsabilizou altos cargos pelos "crimes de guerra".
A porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, deixou para os historiadores a avaliação sobre a guerra e apesar de assinalou os "avanços vistos" no Iraque na última década, reconheceu e o trabalho que ficou por fazer, em um dia em que uma onda de ataques causou a morte de 50 iraquianos e pelo menos 172 feridos.
(*) com agência Efe

Opera Mundi – Iraque: onde estão os líderes da invasão uma década depois?

21/03/2013

Os EUA já descobriram; os vira-latas, não

Filed under: Guerra do Petróleo,Iraque,Isto é EUA!,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 9:39 am
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La mayoría de los estadounidenses cree que la guerra fue un error

Diez años después de que EEUU invadieran Irak, la guerra que marcó la presidencia de George W. Bush se desglosa en frías y dolorosas cifras.

Yolanda Monge Washington19 MAR 2013 – 19:22 CET2

El cementerio de Arlington (Virginia), donde están enterrados militares caídos en las guerras de Irak y Afganistán. / WIN MCNAMEE (AFP)

La mayoría de los estadounidenses consideran que hoy no hay nada que conmemorar. Un 53% de los ciudadanos de EEUU encuestados por Gallup creen que su país cometió “un error al mandar tropas a luchar a Irak”. El 42% piensa lo contrario. La misión debía de ser rápida y barata. Diez años después de que Estados Unidos y sus aliados invadieran aquel país, la guerra que marcó la presidencia de George W. Bush se desglosa en frías y dolorosas cifras. Y resultó ser lenta y cara.

Echar del poder a Sadam Husein y “llevar la democracia” a Irak costó ocho años y la vida de 4.488 soldados estadounidenses. Más de 30.000 militares resultaron heridos en combate y los amputados y los afectados por el conocido como estrés postraumático se cuentan también por miles. La guerra civil desatada en el país meses después de la entrada de las tropas norteamericanas en Bagdad -y cuando el expresidente George W. Bush ya había proclamado su victorioso mensaje de misión cumplida- suma más de 100.000 civiles iraquíes muertos. El coste en dólares se estima en 800.000 millones de dólares y 3.000 billones, según la fuente.

Los norteamericanos apoyaron en un primer momento la guerra, según Gallup, con una importante mayoría en 2003 considerando que había sido la decisión correcta. Pero desde entonces, cada vez que Gallup ha realizado el sondeo –con la excepción de agosto de 2005-, la mayoría ha declarado que la contienda fue una equivocación, sobrepasando en varios momentos los 60 puntos.

La guerra llegó a su fin en diciembre de 2011, cuando el presidente Obama declaró que las últimas tropas norteamericas volverían a casa en unos días. En el décimo aniversario de su comienzo, demócratas y republicanos siguen sin ponerse de acuerdo sobre si la invasión hizo a EEUU un país más seguro. Según un sondeo del diario The Washington Post / ABC de hoy más de seis de cada diez republicanos creen que la nación está más segura. Solo el 41% de los demócratas creen lo mismo.

En los primeros momentos de la invasión, más de nueve de cada diez republicanos y siete de cada diez independientes aseguraron que el esfuerzo bélico merecía la pena. Solo la mitad de los demócratas creía que era merecido. En el décimo aniversario, el apoyo ha disminuido muchísimo. El 57% de los republicanos y el 35% de los independientes consideran que fue una guerra que había que librar. Solo un 27% de los que se definen como demócratas dan su visto bueno a la contienda.

La mayoría de los estadounidenses cree que la guerra fue un error | Internacional | EL PAÍS

20/03/2013

Civilidade? Será que foi isso mesmo que o ocidente introduziu, literalmente, nos Iraque?!

Filed under: Bush,Iraque,José Maria Aznar,Terrorismo de Estado,Tony Blair — Gilmar Crestani @ 9:34 am
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Com a palavra, os três patetas e seus vira-bostas nos grupos mafiomidiáticos:

Defensa confirma que el vídeo de los malos tratos se rodó en una base en Irak

El Ejército envía al juez sus primeras investigaciones sobre la grabación

El País Madrid19 MAR 2013 – 20:40 CET96

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El vídeo difundido por EL PAÍS que muestra a cinco soldados españoles maltratando a dos prisioneros iraquíes en los primeros meses de 2004 podría haber sido grabado en Base España en Diwaniya (Irak), tal y como señalaba este diario, según las primeras investigaciones que el Ejército de Tierra ha llevado a cabo por instrucción del ministro de Defensa, Pedro Morenés, tras conocer la información.

Según ha señalado Defensa en una nota, "de poder analizarse el vídeo original, los distintivos que los agresores portan en sus uniformes podrán llevar a la identificación de su unidad de procedencia". El departamento que dirige Morenés señala que al menos se podría reconocer a dos de los agresores "de no haberse velado intencionadamente sus rostros".

más información

Las conclusiones preliminares ya han sido enviadas al juez decano de Madrid para que adopte, en su caso, las acciones legales correspondientes sobre los presuntos responsables. Según el artículo 69 del Código Penal Militar, el maltrato a presos de guerra puede conllevar hasta 25 años de prisión. El Ejército de Tierra ha hecho constar que "prestará la máxima colaboración a la Justicia para el esclarecimiento de los hechos y la depuración más completa de las responsabilidades".

De acuerdo con la investigación previa, el Ministerio de Defensa asegura que "ninguno de los jefes de los contingentes destacados en Irak tiene ni tuvo constancia y ni siquiera sospecha de que se infligieran malos tratos a prisioneros" y asegura que, por el contrario, "siempre se les dio un trato correcto y concorde, en todo momento, con la legislación vigente y con las Reglas de Entrenamiento en vigor".

El Ejército de Tierra ha rechazado "enérgicamente" los malos tratos a prisioneros de guerra y ha recordado que en los más de 20 años de la participación de militares españoles —más de 132.000— en operaciones internacionales "en los más diversos y duros escenarios", las poblaciones locales siempre han reconocido su labor. "Un caso aislado de supuestos malos tratos no puede empañar la labor de tantos soldado", ha señalado Defensa.

Defensa confirma que el vídeo de los malos tratos se rodó en una base en Irak | Política | EL PAÍS

17/03/2013

España en Irak: del error al horror | Política | EL PAÍS

Filed under: Bush,Iraque,José Maria Aznar,Terrorismo de Estado,Tony Blair — Gilmar Crestani @ 9:53 pm
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A Folha preferiu uma cobertura laudatória do papel norte-americano na invasão, massacres, assassinatos. A única questão em aberto em relação à Folha é quanto ela ganhou para este triste papel. Compare com esta matéria do El País o que disse o jornalão dos Frias, AQUI!

España en Irak: del error al horror

Diez años después del inicio de la guerra de Irak salen a la luz las pruebas del maltrato infligido a dos reclusos locales

El manual del Ejército instaba a utilizar "la violencia mínima imprescindible antes y después de la detención"

Miguel González 17 MAR 2013 – 02:03 CET5477

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Vídeo de soldados españoles golpeando a un detenido en Diwaniya.

Un general que ocupó durante cuatro años el más alto mando de las Fuerzas Armadas solía presumir, con cierta temeridad, de que ninguno de los miles de militares españoles que en el último cuarto de siglo han desarrollado misiones en el exterior ha hecho nada de lo que haya que avergonzarse. Lo decía después de que se conocieran imágenes de marines estadounidenses orinando sobre cadáveres o soldados alemanes mofándose de calaveras en Afganistán. Hasta ahora, se ha visto a los militares españoles repartiendo comida a los niños o curando a civiles en zonas de conflicto. También, aunque menos, se les ha visto combatir. Todo eso lo han hecho. En cambio, no se les ha visto nunca infligir malos tratos a prisioneros. Y muchos preferirían que nunca se les viera hacerlo. Pero eso no significa que no haya sucedido.

El vídeo que hoy difunde EL PAÍS muestra a cinco soldados españoles entrando en una celda. En el suelo, sobre una manta, con dos botellas de agua a su lado, hay un hombre. Uno de los soldados le ordena a gritos que se incorpore. El hombre, postrado, no parece entenderle. A su lado hay otro detenido que a mitad de la grabación, que dura 40 segundos, es arrojado sobre el primero. Tres de los soldados la emprenden a patadas con ambos. Otros dos observan desde la puerta de la celda. Un sexto graba la escena. Uno de los militares los patea con especial saña. En dos ocasiones parece a punto de marcharse, pero se vuelve para descargar toda la fuerza de su bota sobre los cuerpos indefensos. De las víctimas solo se escuchan jadeos y gemidos. Un militar, que durante la paliza se ha quedado mirando desde el quicio de la puerta, comenta al final: "¡Jo! A este se lo han cargado ya".

Cronología de la guerra

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Blair, Bush y Aznar en las Azores. / Sergio Pérez

No a la guerra. Miles de ciudadanos se lanzaron a las calles a principios de 2003 para intentar evitar que Estados Unidos atacara Irak. Las manifestaciones fueron masivas en España. El Gobierno de George W. Bush afirmaba que Irak poseía armas de destrucción masiva y tenía lazos firmes con Al Qaeda. El 5 de febrero, su secretario de Estado, Colin Powell, había presentado ante el Consejo de Seguridad de la ONU los “hechos”. Irak debía expiar las muertes norteamericanas en los atentados del 11-S. Era el preludio de una guerra que ocasionó miles de muertes y que se fundamentó en una mentira.

Cumbre de las Azores. El presidente de Estados Unidos, George W. Bush, se reúne con el de España, José María Aznar, y los primeros ministros de Reino Unido, Tony Blair, y de Portugal, José Manuel Durão Barroso. Los mandatarios deciden lanzar un ultimátum a Sadam el 16 de marzo. Mientras tanto, países como Francia, Alemania o Rusia piden prudencia.

Comienza la invasión. Fue el 19 de marzo de 2003, el martes hará 10 años. El presidente Bush promete el ataque a objetivos concretos para desarmar Irak y liberar a su gente. Hasta abril, se libra una guerra convencional, liderada por tropas estadounidenses y británicas, acompañadas de efectivos de una coalición de países. Los primeros soldados españoles llegaron el 30 de julio. Hubo 11 bajas.

Cae Bagdad. En abril los tanques norteamericanos llegan a la capital de Irak. Ciudadanos y soldados estadounidenses derriban la descomunal estatua de 12 metros que se alzó en honor de Sadam en la plaza del Paraíso. Bush declara la victoria en mayo, lo cual no significa una declaración legal del fin de la guerra, que tampoco tuvo un inicio oficial.

Captura de Sadam. Estados Unidos anuncia que ha capturado a un desaliñado Sadam Husein al sur de Tikrit, su ciudad natal, el 13 de diciembre. Se hallaba oculto en un zulo. Será juzgado por un tribunal iraquí y ahorcado por crímenes contra la humanidad en diciembre de 2006.

Los abusos de Abu Grhaib. La cadena CBS y The New Yorker destapan los abusos de soldados estadounidenses hacia los prisioneros en la cárcel de Abu Grhaib. En 2010 WikiLeaks difunde 400.000 cables del Gobierno estadounidense que dejan al descubierto más aspectos oscuros del conflicto.

España retira sus tropas. Tan solo un día después de su toma de posesión como presidente del Gobierno español, el 18 de abril de 2004, José Luis Rodríguez Zapatero informa de la retirada de las tropas españolas en Irak. El repliegue se completa en mayo.

Se recrudece el conflicto. A finales de 2003, los insurgentes contraatacan y comienzan las luchas entre milicias rivales. El conflicto se agudiza con los enfrentamientos entre suníes y chiíes. Ante el fortalecimiento de la resistencia, EE UU envía nuevas tropas al comienzos de 2007.

Retirada de EE UU. Barack Obama anuncia que la retirada de las tropas de combate se hará el 31 de agosto de 2010. Se quedan 50.000 soldados como fuerzas de transición. Alrededor de un millón habían servido en Irak desde 2003. La misión de EE UU en Irak pasa de ser llamada Operación Libertad Iraquí a Nuevo Amanecer. El 18 de diciembre de 2011 se marchan los últimos 500 soldados. Dejan atrás un país en ruinas.

La escena está grabada en Diwaniya, la base principal de las tropas españolas en Irak, en los primeros meses de 2004. La participación en la guerra de Irak, de cuyo inicio se cumple una década el próximo día 20, tiene algo que la hace radicalmente diferente a la de Bosnia o Afganistán: no solo se hizo sin el aval de la ONU y con la abrumadora oposición de la opinión pública española, sino que llevó a los militares españoles a colaborar con las fuerzas estadounidenses de ocupación. Ante el vacío de poder dejado por la disolución del Estado iraquí y del partido Baaz de Sadam Husein, la llamada CPA (Autoridad Provisional de la Coalición), en la que había oficiales y diplomáticos españoles por decisión del entonces presidente José María Aznar, se convirtió en Gobierno ocupante.

"Para hacer cumplir las leyes impuestas por la CPA" y puesto que "las fuerzas de la coalición representan la ley y el orden en Irak", en septiembre de 2003, solo un mes después de que llegase a Irak la Brigada Plus Ultra, con 1.300 españoles, se distribuyó entre sus mandos un documento de la Sección de Inteligencia del Estado Mayor titulado Procedimiento de detención y actuación con el personal detenido. La guía, a la que ha tenido acceso EL PAÍS, ordenaba que "durante y después de la detención se empleara la violencia mínima imprescindible" y que se mantuviera "en todo momento el respeto a los derechos del detenido". Los motivos para practicar una detención eran muy amplios. "Cualquier persona puede ser detenida si crees que representa una amenaza contra las fuerzas de la coalición" o si "tienes la sospecha razonable de que ha cometido un delito", se instruía a los militares. El manual incluía un catálogo de derechos del detenido y advertía de que "no podrá invocarse circunstancia alguna como justificación de la tortura o de otros tratos o penas crueles, inhumanos o degradantes". Tampoco nadie podía ser sometido, "durante su interrogatorio, a violencia, amenanazas o cualquier otro método de interrogación que menoscabe su capacidad de decisión o juicio". Lo que no existía es control judicial alguno, y el propio manual confiaba en "el buen juicio y sentido común" del oficial al mando.

Los detenidos por delitos comunes eran entregados a la policía local iraquí, a través de la policía militar de EE UU; mientras que los detenidos por delitos contra la coalición (es decir, los insurgentes) eran conducidos al Centro de Detención de Brigada de Base España.

Los papeles de Wikileaks sobre la guerra de Irak, difundidos en otoño de 2010, incluyen dos referencias a este centro de detención, al que denomina Detention Facility. En uno de ellos, de 7 de enero de 2004, se alude a un registro de una casa en el noroeste de Diwaniya, donde se encontraron armas "que podrían ser usadas contra las fuerzas de la coalición". Un hombre y una mujer fueron arrestados, y el primero, conducido a Base España "para ser interrogado en profundidad". El segundo, fechado el 11 de febrero de 2004, da cuenta de un atentado con un artefacto adosado a una bicicleta contra militares españoles que patrullaban a pie en Diwaniya. La explosión causó seis heridos, y dos presuntos insurgentes fueron llevados a Base España "para un interrogatorio adicional".

Según testigos consultados por EL PAÍS, el centro de detención era un barracón con cinco celdas situado a la entrada de la base, cerca del edificio del cuerpo de guardia. El manual disponía que en cada calabozo hubiera un camastro, aunque en la filmación no aparece cama alguna, a lo sumo una manta o una fina colchoneta sobre el suelo de cemento. En varias operaciones se capturó a más de cinco insurgentes, lo que obligaba a compartir celdas. En total, varias decenas de iraquíes pasaron por el Detention Facility español.

La custodia de los prisioneros estaba a cargo del cuerpo de guardia; una sección de 30 hombres encargada de la vigilancia de la base. El oficial al mando registraba las entradas y salidas de los detenidos. Los soldados se encargaban de entregarles la comida, acompañarles al aseo e impedir la entrada a quien no estuviera autorizado. El problema es que los miembros del cuerpo de guardia carecían de formación para custodiar detenidos. Es más, este cometido lo hacían en turnos de 24 horas y lo alternaban con la escolta de convoyes o las patrullas. Es decir, un soldado que hubiera sido objeto de un ataque podía estar al día siguente custodiando a su presunto agresor."La tentación de tomarte la justicia por tu mano era grande", reconoce un soldado que estuvo en Irak.

El manual del Ejército instaba a utilizar “la violencia mínima imprescindible antes y después de la detención”

Las tropas españolas llegaron en misión "de paz, reconstrucción y ayuda humanitaria" a una "tranquila zona hortofrutícola", como calificó el entonces ministro de Defensa, Federico Trillo, las provincias iraquíes de Al Qadisiya y Nayaf, donde se desplegó la Brigada Plus Ultra, para la que se reclutaron también contingentes centroamericanos. En solo 10 meses de misión, de agosto de 2003 a mayo de 2004, España sufrió 11 bajas mortales en Irak.

El conflicto abierto estalló cuando el imán chií Múqtada al Sáder rompió con las nuevas autoridades y llamó a sus fieles, agrupados en el Ejército del Mahdi, a la guerra santa contra las fuerzas de la coalición. Para los españoles no fue una sorpresa. En el manual de área elaborado en junio de 2003 por el Centro de Inteligencia y Seguridad del Ejército de Tierra (CISET) ya se advertía de que Al Sáder "es el más peligroso para los intereses de la coalición internacional, por su intención declarada de establecer un Estado islámico".

Los jefes de la brigada española intentaron mantener un difícil equilibrio entre las distintas facciones e incluso se opusieron a que se desmantelase por la fuerza un tribunal islámico en Nayaf. Pero la intervención unilateral de las tropas norteamericanas, que detuvieron al lugarteniente de Al Sáder sin informar siquiera al mando español, avivó un incendio que ya no sería posible apagar. El 4 de abril de 2004 fue atacada por una multitud en armas la base Al Andalus, el destacamento español en Nayaf. En los siguientes 50 días se produjeron 40 acciones de combate; con un muerto (del batallón salvadoreño, que compartía base Al Andalus con los españoles) y 21 heridos por parte de la Brigada Plus Ultra, y al menos ocho muertos y 23 heridos del lado de la insurgencia. Sobre la base de Diwaniya llovieron al menos 227 proyectiles de mortero, sin causar bajas, aunque uno cayó en el tejado del alojamiento femenino. Los dos prisioneros golpeados en la grabación habrían sido detenidos con material de mortero.

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En este clima de creciente tensión imperaba la ley del silencio en algunas unidades, sobre todo en las más pequeñas, donde la relación entre mandos y tropa era más estrecha. "Si alguien intentaba matar a uno de mis soldados y él disparaba primero, yo no le pedía muchas explicaciones", recuerda un suboficial.

En teoría, los detenidos debían permanecer en Base España un máximo de 72 horas. Estaba previsto habilitar una zona en la prisión de Diwaniyah para el internamiento preventivo de los insurgentes por un periodo de hasta 15 días, pero este proyecto nunca se puso en marcha, por lo que la única manera de sacarlos de la base era ponerlos en libertad o trasladarlos a la cárcel de Abu Ghraib, tristemente famosa por las vejaciones y torturas a las que fueron sometidos los allí presos. Pero ni siquiera esto resultaba fácil. Según reconoce un antiguo mando del contingente español, no siempre se podía organizar un convoy para llevar prisioneros a Bagdad y, además, Abu Ghraib estaba saturada, por lo que los estadounidenses intentaban que los prisioneros se quedaran en las brigadas el mayor tiempo posible.

Dos sucesos vinieron a complicar aún más el trato con los detenidos: el primero fue el asesinato de los siete agentes del Centro Nacional de Inteligencia (CNI), que cayeron en una emboscada en la carretera que unía Diwaniyah y Bagdad el 29 de noviembre de 2003. Desde ese momento, el servicio de inteligencia se quedó sin un equipo permanente en zona. Los agentes secretos viajaban periódicamente a Irak, pero su máxima preocupación era investigar la muerte de sus compañeros. El manual sobre detenciones les atribuía el cometido de realizar un "interrogatorio adicional […] cuando las características del detenido o la información que nos pueda estar negando lo aconsejen".

El segundo suceso fue el asesinato del comandante de la Guardia Civil Gonzalo Pérez, quien recibió un balazo en la cabeza cuando dirigía una redada contra una banda de delincuentes comunes en la localidad de Hamsa, a 40 kilómetros de la base. El 3 de febrero de 2004, después de 13 días en coma, falleció en Madrid.

En la terminología de la coalición, el comandate Gonzalo Pérez era el Provost Marshall, de quien dependía la liberación de un detenido o su traslado a Abu Ghraib. "El Provost Marshall será el responsable de la coordinación de todos los elementos implicados en el proceso [de captura, custodia y entrega de insurgentes] y la corrección del mismo", decía el manual.

Los sospechosos eran llevados a la cárcel de Abu Ghraib tras unos días en el centro de detención de Base España

La brigada contaba también con un experto en Derecho, un oficial del Cuerpo Jurídico Militar, pero el protocolo de detenciones no le asignaba ningún papel decisorio: "El Aseju [Asesor Jurídicio] informará cuando sea requerido acerca de la pertinencia de la detención llevada a cabo y también sobre las acciones subsiguientes que procedan".

Solo se conoce una denuncia por malos tratos contra el contingente español. La del iraquí Flayeh Al Mayali, que fue detenido el 22 de marzo de 2004 como "cooperacdor necesario" en el asesinato de los agentes del CNI, de quienes era traductor. El 27 de marzo -sobrepasado de largo el plazo de detención de 72 horas- fue trasladado a Bagdad. Cuando en febrero de 2005, libre de cargos y sin haber sido juzgado, salió de Abu Ghraib reivindicó su inocencia en declaraciones a El Heraldo de Aragón y aseguró que, durante su interrogatorio en Base España, le pusieron una capucha, le ataron las manos a la espalda y le pegaron. De noche, no le dejaban dormir y en el viaje a Bagdad le insultaron y golpearon con fusiles, agregó. "Recibí un trato inhumano y degradante, como si fuera un perro".

Las denuncias de Al Mayali nunca se investigaron. El Ministerio de Interior le prohibió la entrada en España y Defensa ni siquiera informó de su detención, como era preceptivo, al juez de la Audiencia Nacional Fernando Andreu, a pesar de que apenas un mes antes había archivado provisionalmente la causa por el asesinato de los siete agentes del CNI debido a la ausencia de autor conocido.

El general Fulgencio Coll, que estuvo al mando de la Brigada Plus Ultra II y luego fue jefe del Estado Mayor del Ejército de Tierra, asegura que no tuvo "en absoluto" ninguna noticia de que en Base España se maltratase a algún detenido y aún hoy se niega a creerlo: "Tengo plena confianza en la gente que estaba a mis órdenes". Reconoce que la custodia de detenidos "no era una misión que nos gustara, pero hubo que asumirla". Eso sí, sus instrucciones eran "cumplimentar cuanto antes el atestado y meterlos en el primer convoy para Bagdad". Mantenerlos en la base era un problema añadido para un contingente que ya estaba "sobrecargado de trabajo" y no daba abasto para cumplir todas las misiones encomendadas.

La tentación de tomarte la justicia por tu mano era grande”, admite un soldado que estuvo destinado en Irak

José Bono, ministro de Defensa en el primer Gobierno de Zapatero, asegura que desde el momento en que tomó posesión de su cargo tuvo hilo directo con el contingente español en Irak y no le consta que se produjera ningún caso de maltrato. "No puedo asegurar rotundamente que no sucediera antes, pero estoy convencido de que a mi antecesor [Federico Trillo] no le llegó esa información", alega.

Bono tenía otros motivos para preocuparse. Nada más aterrizar en La Moncloa, el 18 de abril de 2004, Zapatero le mandó la inmediata retirada de las tropas españolas de Irak. Bono tuvo una tensa conversación con el jefe del Pentágono, Donald Rumsfeld -quien le recriminó haberse enterado de la noticia a través del secretario de Estado, Collin Powell- y algo más que un roce con el jefe del Ejército de Tierra, el general Luis Alejandre, quien le daba la impresión de resistirse a cumplir sus ordenes. La relación con EE UU no se recuperó hasta la salida de Bush de la Casa Blanca, ya en enero de 2009, mientras que el desencuentro con Alejandre acabaría llevado a su destitución, junto al resto de la cúpula militar, en junio de 2004.

La Operación Jenofonte (la retirada de Irak) no duró diez días, como quería Bono, sino casi un mes, pero el 21 de mayo cruzó la frontera con Kuwait el último de los militares españoles. Para ellos estaba claro que no venían de una misión de paz, como sostuvo hasta el final Trillo, sino de un conflicto duro y cruel del que ninguno de sus principales protagonistas salió completamente inmaculado. La conducta de un grupo de bárbaros de uniforme, amparados en la impunidad de la noche y la indefensión de sus víctimas, no debe empañar la imagen de las Fuerzas Armadas y ni siquiera salpicar a los más de 5.000 militares españoles que cumplieron con su deber en Irak, pero ignorar el horror solo conduciría a repetir el error. –

España en Irak: del error al horror | Política | EL PAÍS

Quanto a CIA pagou por esta peça laudatória?

Os caras voltam ao cenário de uma guerra que durou uma década e não encontram nem ouvem nenhuma família destroçada, nenhuma vítima, nenhuma revolta. Afinal, mesmo tendo sido saqueado o Museu com peças dos tempos dos Sumérios, o que importa são a presença da Heineken, talvez levada pelo James Bond, Daniel Craig. Produtos do consumo ocidental são indícios de civilização no lugar que já foi o berço da civilização. Quem nunca ouviu falar na Babilônia, ou de Babel?! Nenhuma palavra sobre o assassinato, ou queima de arquivo, de Saddam Hussein, chefe de estado parceiro dos EUA na guerra contra o Irã. Nenhuma palavra dos três patetas que iniciaram a guerra: Tony Blair, José Maria Aznar e a égua-madrinha, Bush. Falar do Iraque sem mencionar a crise porque passam os países dos três patetas é patético. Qual foi o legado destes em termos de civilidade?!

Corrupção e política instável emperram melhorias no país

Crescimento do PIB foi de 10,2% em 2012, e desemprego diminuiu de 25% em 2004 para 16% no ano passado

Em bairros da capital, Bagdá, ruas voltaram a ter vida, inclusive noturna, e classe média cresceu e consome

SÉRGIO DÁVILAENVIADO ESPECIAL A BAGDÁ

Dez anos depois da invasão do Iraque por uma força militar liderada pelos Estados Unidos, que levou ao fim a ditadura de Saddam Hussein (1937-2006), o país está melhor do que era antes, mas pior do que poderia ser.

As condições de vida em Bagdá, por exemplo, são certamente superiores às de 2003. Em bairros da capital como Karrada e Mansour, as ruas voltaram a ter vida, inclusive noturna, e a classe média cresceu e consome.

A rua Saddon corta Karrada. É o equivalente local da Oscar Freire, se a via paulistana tivesse sido submetida por décadas a duas guerras, um bloqueio econômico internacional, uma ditadura sangrenta e uma invasão.

Hoje, lado a lado com ruínas, falta de calçamento e pontos de checagem com policiais armados de fuzis, ela abriga prédios comerciais em terrenos de R$ 14 mil o m², concessionárias Chevrolet, Kia e Hyundai e lojas de eletrônicos com as últimas da LG, Samsung e Panasonic.

É onde está também o clube social Al Wiyah, em que familiares e amigos se encontram para jantar, tomar sorvete e beber cerveja Heineken, vodca Absolut, tequila mexicana, num congraçamento entre sunitas e xiitas moderados e ricos.

E é o caso também do Teatro Nacional de Bagdá, atingido por um míssil em 2003. Antes, as peças eram monotemáticas, narrando vida e glória de Saddam Hussein, ele próprio autor de algumas. Hoje, o cartaz é "Dois Jeitos", uma sátira política sobre corrupção no governo impensável em outros tempos.

Há também mais mulheres nas ruas, e elas se cobrem menos. A explicação é mais econômica que religiosa: como antes faltava dinheiro para arrumar cabelo e usar roupas boas, vestir burca era mais prático; hoje não falta mais, ou falta menos.

Segundo o CIA World Factbook, o crescimento real da economia iraquiana foi de 10,2% em 2012 e de 6,9% por ano, em média, desde a invasão. E o desemprego caiu de 25% em 2004 para 16% em 2012. O número de celulares per capita cresceu dez vezes em dez anos, e as linhas são vendidas com menos burocracia que em São Paulo.

Os motores disso são o petróleo -o Iraque é o terceiro maior exportador do mundo- e o dinheiro que foi despejado no período pelo governo dos EUA para a reconstrução, US$ 60 bilhões, quase a metade do PIB atual do país.

Do total acima, 13,3% foram desviados pelos locais. Corrupção é um dos problemas do país, onde o governo é o maior empregador e a iniciativa privada começa a se organizar para viver sem o guarda-chuva ianque.

O outro é a instabilidade política, estimulada pelo sistema parlamentar implantado pelos norte-americanos para acomodar os três principais grupos que formam o país -cenário que se agravou com a retirada das tropas dos EUA, em 2010.

Nouri al Maliki, o primeiro-ministro, é xiita, como a maioria da população. O presidente, Jalal Talabani, é curdo, como a região norte, rica em petróleo. Um dos vice-presidentes até 2012, Tariq al Hashimi, é sunita, como era Saddam Hussein.

No ano passado, Maliki mandou prender Hashimi, que se refugiou no norte. A expectativa agora é ver se o primeiro-ministro cederá à tentação de se perpetuar no poder nas eleições parlamentares do ano que vem.

A indefinição alimenta a violência das ruas. Extremistas da Al Qaeda infiltrados entre sunitas se explodem em grandes concentrações de pessoas ou alvos do governo, como aconteceu na quinta-feira passada, quando pelo menos 18 morreram.

Ajustes de contas entre grupos religiosos e políticos são tão comuns quanto as chacinas nas periferias das grandes cidades brasileiras.

Não é incomum ouvir o tuf-tuf de armas com silenciadores, seguido da queda do corpo inerte de um alvo. Só na segunda-feira passada, seis pessoas foram assassinadas desse modo.

Há milhares de bloqueios de concreto e paradas de checagem obrigatória, outro alvo dos terroristas. A chamada Zona Verde, antes área dos palácios de Saddam, depois do comando norte-americano e hoje sede do governo, permanece inacessível ao cidadão comum.

Em muitas regiões da capital do país, o esgoto ainda corre a céu aberto. Mesmo nas áreas mais ricas, é comum a falta de energia pelo menos dez horas por dia, o que faz do gerador portátil um objeto tão comum nos lares como a televisão.

"Falam da falta de eletricidade, mas antes todos tinham de passar o dia no único cômodo com ar-condicionado; hoje, são vários aparelhos numa casa", diz um prestador de serviços que pediu para não ser identificado por ser filho de diplomatas sunitas da época do governo de Saddam.

Ele tinha 18 anos quando a ditadura caiu e está feliz com a nova realidade. Acaba de comprar um Dodge Charger 2012 por R$ 50 mil. "Meus pais passam o dia reclamando e falando do passado, mas não querem saber de trabalhar", afirma.

Com ele concorda o empresário curdo xiita Abu Hassen "Primeiro curdo, depois xiita", brinca, referindo-se à etnia do norte do país e a um dos ramos dos muçulmanos. "Antes, Saddam matava 3.000 por dia e ninguém podia falar nada. Hoje, morrem 20 e a imprensa diz que o país está no fim."

16/03/2013

No tempo dos três capangas chafurdavam os três patetas

Filed under: Bush,FHC,Fujimori,Iraque,José Maria Aznar,Menem,Tony Blair — Gilmar Crestani @ 8:39 am
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10 AÑOS DE ESTA FOTO
Se cumple una década de la foto de las Azores, símbolo de la guerra de Irak

Os três capangas & os três patetas!

El Huffington Post: última hora, noticias y opinión en español

10/03/2013

Então é esta a tal da “civilização ocidental”

Filed under: Civilidade,Iraque,Liberdade made in USA! — Gilmar Crestani @ 10:13 am
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AYAD ALAUI | Líder de Iraquiya y ex primer ministro iraquí

“La comunidad internacional tiene una responsabilidad moral con Irak”

El político iraquí se muestra muy crítico con el actual primer ministro, Nuri al Maliki, pero también con los errores de la ocupación. "Se desmantelaron las instituciones del Estado", explica

Ángeles Espinosa ENVIADA ESPECIAL / Bagdad9 MAR 2013 – 23:21 CET14

Ayad Alaui, ex primer ministro iraquí y líder de Iraquiya. / JAMAL SAIDI (REUTERS)

“Irak ha estado navegando en medio de una tormenta sin dirección, e incluso sin sistema de navegación”, afirma Ayad Alaui para abrir boca. Diez años después del derribo de Sadam Husein, este exbaazista que combatió su dictadura desde el exilio encuentra poco de lo que los iraquíes puedan sentirse satisfechos. Habla de un proceso político viciado desde sus orígenes; siente que la comunidad internacional les ha fallado, pero sobre todo responsabiliza al primer ministro, Nuri al Maliki, de la parálisis política e institucional que tiene al país atrapado en sus propias contradicciones. “Irak solo tiene un problema: Al Maliki”, sentencia repitiendo las palabras de un conocido clérigo.

“Tenemos un proceso político estancado, instituciones estancadas, un Gobierno dividido, violaciones graves de derechos humanos, violaciones de la Constitución, carecemos de política exterior…”, describe Alaui. “Si estuviera en el lugar de Al Maliki, dejaría el poder ahora que el Parlamento ha votado un límite de dos legislaturas para el primer ministro, pero él ha recurrido la decisión. Así es como maneja las cosas, él y el equipo que le rodea”, añade.

A nadie pueden sorprenderle los recelos de Alaui (Bagdad, 1945) hacia el hombre que le arrebató la posibilidad de gobernar tras las elecciones de marzo de 2010. Tras un ajustado recuento, el Tribunal Supremo confirmó que Iraquiya, la lista que encabezaba Alaui, había quedado en cabeza con 91 escaños, dos más que su inmediata seguidora, el Estado de la Ley de Al Maliki. Ninguno de los dos tenía mayoría suficiente para formar Gobierno. Y ahí jugó la astucia, y la ventaja de estar en ese momento en el poder, de Al Maliki.

“Se tenía que haber respetado la Constitución y la democracia, y permitido formar Gobierno al ganador”, defiende Alaui en su oficina de la calle Zeitún, dentro de un recinto fortificado fuera de la Zona Verde.

Nuestros amigos de EEUU han guardado silencio sobre la intromisión de Irán

Pero no fue así. Al cálculo político, se añadía en Irak el elemento sectario. Al Maliki es un chií que se presentaba al frente de un bloque político chií en un país donde dos tercios de la población siguen esa rama del islam. Mientras que Alaui, un chií laico, lo hizo con una lista pluriconfesional que sus rivales vieron como una tapadera para los simpatizantes del antiguo régimen, ya para entonces estereotipados en la minoría árabe suní. Solo hizo falta la purga, acusados de baazistas, de media docena de sus electos para que la balanza se inclinara claramente del lado del primer ministro. El Baaz (en árabe, renacimiento) era el partido de Sadam, de ahí que ser acusado de simpatías con el Baaz se convirtiera en anatema en el nuevo Irak.

“Por respeto a los iraquíes, decidimos renunciar a nuestros derechos y aceptamos compartir el poder. Al Maliki, [el líder kurdo Masud] Barzani y yo mismo firmamos el acuerdo y nos comprometimos a llevar a cabo una reforma política, de acuerdo con la Constitución. Pero nada de aquello se ha ejecutado”, constata atribuyendo la responsabilidad al primer ministro. Aunque añade: “Nuestros amigos estadounidenses tampoco mantuvieron sus promesas. Han guardado silencio sobre la intromisión de Irán en la política iraquí”. Ahora le preocupa que se hable de que los intereses de Washington y Teherán en Irak coinciden. “Espero que no”.

Alaui, que dirigió el Gobierno provisional entre junio de 2004 y mayo de 2005, atribuye la situación actual tanto a la herencia de la dictadura como a los errores de la ocupación. “Se desmantelaron las instituciones del Estado y el nuevo proceso político dividió a la gente, utilizando la desbaazificación como un instrumento político. Los ocupantes decidieron que había gente a la que etiquetaron como terroristas, sin distinguir entre resistencia y terrorismo”, declara remitiendo a la casilla de salida.

“Lo que empezó de forma equivocada, sigue estando equivocado”, dice. En su opinión, eso “ha impedido la reconstrucción del Estado sobre la base de instituciones sólidas y de integridad; y lo que se ha creado han sido instituciones sectarias incapaces de facilitar servicios, asegurar el país o garantizar la estabilidad”. De ahí que subraye que “la comunidad internacional, a pesar de todos los sacrificios realizados, tiene una responsabilidad moral hacia lo que está ocurriendo en Irak”.

Los ocupantes decidieron que solo había terroristas, no distinguieron entre resistencia y terrorismo

Alaui denuncia una operación de acoso y derribo “contra destacados dirigentes políticos de grupos que no son parte de la Alianza Nacional [la coalición que apoya a Al Maliki]. Aunque entre ellos menciona a Múqtada al Sadr, el resto son líderes suníes que siguen atrapados en el embrollo de la poco transparente Comisión de Desbaazificación o que, como el vicepresidente Tarek al Hashemi, han sido vinculados a asesinatos políticos. El último, el recién dimitido ministro de Hacienda Rafi al Essawi, cuyo intento de detención en diciembre desató un movimiento de protesta suní que amenaza con reactivar la violencia sectaria que llevó al país al borde de la guerra civil entre 2006 y 2008.

“Por supuesto que apoyo a los manifestantes. Solo en Irak, no sé si tal vez en Corea del Norte, existe una ley de informantes secretos [que fomenta la delación]. Mucha gente es encarcelada, torturada y amenazada con esa ley”, se indigna Alaui.

Sin embargo, este neurólogo de formación y político por tradición familiar (su abuelo participó en la negociación de la independencia de Reino Unido y su padre fue diputado) trata de enmarcar las manifestaciones en un marco más amplio que el descontento suní. Sin mencionarla hace referencia a la primavera árabe cuando asegura que empezaron “hace dos años, el 25 de febrero de 2011, en Bagdad”. Y asegura que trascienden las zonas suníes, pero que en las chiíes “el Ejército las reprime”.

Lo que nadie puede negarle es que las medidas policiales son insuficientes para acabar con el terrorismo que al hilo del descontento (y de las elecciones provinciales del próximo abril) está resurgiendo.

Lo que empezó de modo equivocado, sigue estando equivocado, dice en referencia a la ocupación

“Eso exige acabar con el sectarismo, desarrollar el Estado, crear puestos de trabajo, mejorar la economía y tener un poder judicial fuerte e independiente, lo que no es nuestro caso”, defiende. Además, se muestra convencido de que las “fuerzas de seguridad están formadas por gente muy capaz, pero están construidas sobre bases sectarias”. “No es normal que a un año de las próximas legislativas sigamos sin ministro de Defensa, sin ministro de Interior, sin jefe de Seguridad Nacional y sin jefe de los servicios secretos”, añade apuntando de nuevo a Al Maliki, que concentra todos esos cargos.

“La comunidad internacional tiene una responsabilidad moral con Irak” | Internacional | EL PAÍS

09/12/2012

A diferença entre um estadista e um ventríloquo está no Brasil

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FHC fez tudo exatamente o que o Bill Clinton pedia. Mandou seu chanceler tirar os sapatos para entrar nos EUA. Se ajoelhou e rezou com a bunda voltada para os EUA. Deu no que deu. Abundantemente! Quem não se respeita não é respeitado, e foi exatamente por isso que a amante, Miriam Dutra, declarou o que o filho era dele. Ele acreditou, mas os filhos de D. Ruth sabiam que não era filho do pai, mas da mãe… O pai eles conheciam, pois é, como se diz lá no interior, um trouxa, um mongoloide! Um ventríloquo!

Bob Fernandes

Em Berlim, Lula revela conversas reservadas com líderes mundiais

Durante eventos em Berlim, Lula falou sobre o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) e a crise europeia (Foto: Clarissa Neher/Especial para Terra)

POR BOB FERNANDES

Em encontro com representantes da social democracia nesta sexta-feira, 07, em Berlim, o ex-presidente Lula revelou detalhes de algumas das suas conversas reservadas com líderes mundiais no tempo em que estava na Presidência. Abaixo, relato do que foi dito por Lula:

"Vamos pegar o cara do Irã, que eu participei ativamente. O cara do Irã. Eu saí do Brasil e fui ao Irã. Contra a vontade de todo mundo… da minha companheira Angela Merkel, do companheiro Obama, do companheiro Sarkozy, do companheiro Medvedev, do companheiro… eu estava convencido que era possível convencer o Irã a assinar o documento que a Agência (Internacional de Energia Atômica) precisava… e eles me diziam assim ‘Lula, você é um ingênuo, você está acreditando no Ahmadinejad e ele não está falando a verdade…’Eu falei, ‘eu sou ingênuo, mas eu acredito na política’".

Uma vez, na reunião de Princeton, perguntei:

– Obama, você já conversou com Ahmadinejad?

– Não.

Sarkozy, você já conversou com Ahmadinejad?

– Não.

Angela Merkel, você já conversou com Ahmadinejad?

– Não.

– Gordon Brown, você já conversou com Ahmadinejad?

– Não.

– Berlusconi, você já conversou com Ahmadinejad?

– Não.

– Ora, se ninguém tinha conversado com o cara, que diabo de política é essa?

(Gargalhadas e aplausos).

Prosseguiu Lula:

-Antes do Irã, passei em Moscou para conversar com o presidente Medvedev. Chego em Moscou e o presidente Obama tinha ligado para Medvedev:

– Olha, diga para o Lula não ir ao Irã porque ele não vai fazer acordo. Ahmadinejad não cumpre acordo…

Aí, passo no Qatar e o emir do Qatar recebeu um telefonema da secretária de Estado dizendo:

– Olha, diga para o Lula não ir, ele está sendo ingênuo, ele não pode ir porque o Irã não vai.

Eu fui… chegamos no Irã e eu fui conversar com o grande líder (religioso), o Kaminey, fui conversar como presidente do parlamento, e fui conversar com Ahmadinejad e falei com todas as palavras:

– Ahmadinejad, eu estou vindo aqui, os meus amigos estão brigando comigo, (e aí eu citei o nome de cada presidente), a imprensa brasileira está me batendo há uma semana e eu não saio daqui sem uma acordo…

(Risos da plateia)

– Não, mas Lula, você pode sair que eu concordo.

– Olha, tem de escrever. (Risos da plateia) Sabe por que tem de escrever, Ahmadinejad? Sabe o que eles pensam de você? Eles pensam que você é mentiroso e não cumpre a palavra… então, eu só saio daqui com um documento escrito.

Qual não foi minha surpresa, e quando eu pensei que o conselho de segurança da ONU iria me dar um prêmio de agradecimento (Risos da plateia), eles deram a maior demonstração de ciúme do mundo e ainda assim resolveram punir o Irã. Ainda bem que a imprensa democrática do mundo publicou uma carta, que o presidente Obama tinha me mandado, dizendo quais as condições que eles aceitavam e o Ahmadinejad aceitou exatamente as condições que estava na carta. E ainda assim, eles fizeram retaliações com o Irã, não aceitaram o documento…

Então, o que eu percebi: eu percebi uma coisa que eu vou dizer com a maior sinceridade, eu acho que tem gente no mundo que não quer paz, quem quer paz é o povo. Mas tem quem precisa da discórdia, necessita da discórdia pra poder ser importante, senão, não teria nenhuma explicação a gente não ter paz no Oriente Médio. A mesma ONU que criou o estado de Israel porque não cria o estado Palestino?

(Aplausos da plateia).

Lula iniciou sua fala de 8 minutos dizendo o seguinte:

“Eu queria só lembrar uma coisa. Nós criamos o G-4; Brasil, Alemanha, Japão e índia. O que aconteceu? A Itália não quer que a Alemanha entre no Conselho de Segurança (da ONU). A China não quer que o Japão entre no Conselho de Segurança. Todo mundo defendia que o Brasil deveria entrar, mas não entrou. Ou seja.. dizem que não tem reforma das Nações Unidas porque qual é o país da África que vai entrar?

Olha, vamos ser francos…tem três 54 países na África…você tem três países importantes, grandes, com grande população…. África do Sul, Nigéria e Egito, por que  não entra os três? Porque que não entra Brasil e México? Qual é o problema? O problema é que quem tá lá não quer repartir o poder. Essa é a verdade. É muito cômodo do jeito que tá. Então, o Brasil está disposto a se engajar, o Brasil está no Haiti já há bastante tempo.

Se dependesse de mim quando estava na Presidência eu teria retirado o Brasil do Haiti, não tiramos porque o presidente Préval pediu pra gente ficar, e nós ficamos lá e o Brasil presta um grande serviço. O dia que tiver no Haiti um sistema de segurança que diga que o Brasil não precisa ficar mais lá, nós traremos a nossa tropa. Agora, o que não dá é pra gente trabalhar com base em mentiras. Não dá. Ou seja, cadê as armas químicas do Iraque? Cadê? Se contou uma mentira pra humanidade, em toda essa mentira se invadiu um país…o que aconteceu?

Em Berlim, Lula revela conversas reservadas com líderes mundiais | Bob Fernandes

23/01/2012

Com o petróleo roubado à Líbia, embargam Irã

Filed under: Guerra do Petróleo,Iraque,Irã,Líbia — Gilmar Crestani @ 7:31 am

 

La UE ultima el pacto sobre el embargo petrolero a Irán

Los Veintisiete tienen previsto aprobar una nueva ronda de sanciones

Grecia reclama aplazar nueve meses la entrada en vigor de la medida

Agencias Bruselas 23 ENE 2012 – 08:40 CET7

Los ministros de Asuntos Exteriores de la UE tienen previsto aprobar hoy una nueva ronda de sanciones a Irán como respuesta a su ambiguo programa nuclear, que debería incluir un embargo a las exportaciones de petróleo y una congelación de los activos financieros del Banco Central iraní. 

Los Veintisiete prohibirán que se firmen "nuevos contratos" petroleros con Irán, aunque todavía no hay consenso sobre el periodo de transición en el que extinguir los contratos actualmente en vigor por las resistencias de Grecia, según han explicado fuentes diplomáticas europeas.

Grecia ha pedido retrasar hasta octubre la rescisión de los contratos actuales para buscar proveedores alternativos, algo que ha rechazado una mayoría de Estados, según distintas fuentes europeas consultadas, que admiten que el resto de las delegaciones "está de acuerdo" con un plazo de solo seis meses. Ante el rechazo de Atenas a aceptar ese plazo, Reino Unido, Francia y Alemania han endurecido su postura y exigen que estos contratos terminen en tres meses, a partir del 1 de mayo, según han confirmado otras fuentes diplomáticas.

El ministro de Asuntos Exteriores, José Manuel García-Margallo, ya ha avanzado que España será "fiel" a los compromisos asumidos con la UE y apoyará un embargo al petróleo iraní pese al "perjuicio enorme" que la medida causará a Repsol y Cepsa tras asegurar que los países del Golfo se han comprometido a suplir las importaciones iraníes sin aumentar el precio.

"Las compañías españolas ya han tomado las medidas necesarias para diversificar sus recursos", han avanzado fuentes diplomáticas españolas, que aseguran que, aunque España apoya "el compromiso" general para restringir los contratos actuales en seis meses, "no sería una tragedia bajar a tres meses", como piden París, Berlín y Londres.

"El único problema real es Grecia", insisten fuentes diplomáticas europeas. Además de la elevada dependencia del crudo iraní, el Gobierno de Atenas teme que proveedores alternativos aumenten la factura del petróleo teniendo en cuenta las condiciones muy favorables que le ofrece Irán y su ya de por sí delicada situación financiera. Grecia tiene de plazo 60 días para pagar el crudo iraní sin necesidad de avales financieros, algo que fuentes diplomáticas admiten que será "muy difícil" de mantener con otros proveedores del Golfo Pérsico que como Arabia Saudí han indicado que estarían dispuestos a suplir la demanda.

"No habrá respuesta a esto el lunes", han reconocido fuentes europeas. Por ello, los Veintisiete tratarán de superar las reservas de Grecia al embargo introduciendo "una cláusula de revisión" para evaluar el impacto del embargo "no más tarde del 1 de mayo", según fuentes europeas.

Los Veintisiete acordarán también congelar los activos financieros del Banco Central iraní bajo jurisdicción europea y prohibir las transacciones "relacionadas con el programa nuclear", pero no impedirán las transacciones comerciales "legales" que canaliza el banco emisor iraní, tal y como pedían España, Alemania y otros, según han explicado fuentes diplomáticas europeas. Además del Banco Central iraní, los Veintisiete discuten sancionar a varias entidades adicionales, incluidas varias del sector bancario, aunque fuentes diplomáticas europeas admiten "problemas" con un entidad concreta.

Margallo avanzó que pedirá a la UE que "entre las entidades sancionadas no esté un banco que se llama Tejarat" porque es la entidad que "financia, canalizar y facilita las operaciones comerciales españolas" en Irán, en particular las que lleva a cabo la Asociación Española de Fabricantes de Bienes de Equipo en materia de tuberías (Sercobe).

A pesar del refuerzo de las sanciones contra Irán, los Veintisiete volverán a ofrecer a Teherán la posibilidad de retomar un diálogo "serio" sobre su programa nuclear en el marco de su estrategia dual de compaginar los esfuerzos diplomáticos para el diálogo y las sanciones, aunque fuentes diplomáticas europeas han avanzado que una nueva ronda de diálogo "llevará algo de tiempo" todavía. Turquía ya se ha ofrecido a acoger el encuentro.

Los Veintisiete también ratificarán sin discusión previa el acuerdo ya alcanzado a nivel de embajadores para ampliar las sanciones contra el régimen sirio a otros 22 dirigentes -la mayoría del estamento militar, según han avanzado fuentes europeas– y otras ocho empresas y entidades por la falta de avances de Damasco para poner fin a la represión contra la población civil sobre el terreno, según han confirmado fuentes diplomáticas.

También se espera que analicen los resultados de la reunión de los países de la Liga Árabe sobre los resultados de la misión de observadores desplazada a Siria y los próximos pasos necesarios.

Los Veintisiete también discutirán este lunes la respuesta que debe dar la UE a los últimos pasos positivos del régimen birmano tras la liberación de centenares de presos políticos y el acuerdo de alto el fuego con la principal milicia del país de etnia Karen, incluido la posibilidad de levantar de forma gradual algunas sanciones.

Los ministros de Asuntos Exteriores francés y británico, Alain Juppé y William Hague, han asegurado que "la UE debe realizar una revisión gradual de sus sanciones contra el régimen" tras los últimos pasos. "El carácter democrático de las elecciones legislativas previstas para el 1 de abril y los avances en las políticas sobre los conflictos con las minorías étnicas serán entonces los criterios por los que nos regiremos", han admitido sin embargo.

Los ministros de Exteriores también abordarán este lunes el proceso de paz en Oriente Próximo, la situación en Egipto tras la victoria electoral de los Hermanos Musulmanes y la situación de la minoría cristiana en países como Egipto y Nigeria. También discutirán el agravamiento de la situación en Sur de Sudán y el posible despliegue de una misión europea para asesorar a las nuevas autoridades a garantizar estándares de seguridad adecuados en el Aeropuerto Internacional de Juba.

La UE ultima el pacto sobre el embargo petrolero a Irán | Internacional | EL PAÍS

07/01/2012

Herança made in USA

Filed under: Democracia made in USA,Iraque — Gilmar Crestani @ 11:11 am

 

La guerra civil se fragua en Irak

El conflicto sectario entre chiíes y sunníes y la rivalidad entre Irán y Arabia Saudí forman una peligrosa combinación para la estabilidad del país

Ángeles Espinosa Dubái 6 ENE 2012 – 19:16 CET147

Soldados iraquíes participan en el desfile realizado para celebrar el 91º aniversario del Ejército, en Bagdad. / ALI ABBAS (EFE)

Los últimos atentados contra chiíes en Irak, el pasado jueves y el 22 de diciembre, han vuelto poner sobre el tapete la realidad de una insurgencia suní que nunca llegó a desaparecer del todo. Con ella resucita el temor a que la violencia sectaria lleve al país a una guerra civil ahora que las tropas de Estados Unidos ya no están allí para evitarlo. Pero en el actual contexto regional, el conflicto difícilmente se circunscribiría al país de los dos ríos. Junto a los intereses locales de ambas comunidades se entremezcla la pugna por el liderazgo en la zona entre los vecinos Irán (chií) y Arabia Saudí (suní).

“A diferencia de 2007, la insurgencia iraquí no tiene hoy líderes claros y ha evolucionado de docenas de grupos tribales, baazistas y exmilitares hacia una entidad razonablemente unificada aunque de tamaño incierto”, explica el analista militar Brian M. Downing en un correo electrónico. También sus tácticas han cambiado. “Evitan los tiroteos y las emboscadas, que fueron habituales entonces. Su principal método de ataque es el coche bomba. Además, dejaron de atacar a las tropas de Estados Unidos, que habían sido sus objetivos prioritarios”, afirma.

Por su parte, Joost Hiltermann, vicedirector del programa de Oriente Próximo del International Crisis Group, señala a EL PAÍS que “ha habido dos tipos de insurgencia: una chií que atacaba las fuerzas estadounidenses y otra suní que arremetía contra edificios oficiales, empleados públicos (sobre todo policías) y civiles, a menudo chiíes”. En opinión de este analista, que durante años se encargó de Irak, ninguna de ellas fue suprimida con el aumento de tropas conocido como surge, entre 2007 y 2008, y “han continuado llevando ataques con regularidad”.

Goteo de atentados

Un vistazo a la hemeroteca prueba el goteo de atentados de los últimos años. Sin embargo, tanto su frecuencia como su espectacularidad se fueron reduciendo. Algunos observadores lo atribuían, además del incremento de soldados de EE UU, al agotamiento de los iraquíes con la violencia, pero sin duda el anuncio de la retirada de tropas estadounidenses también ha tenido mucho que ver.

"Aquellos grupos que se oponían a su presencia se han quedado sin causa”, apunta Hiltermann. “Por lo que respecta a los insurgentes suníes, existen diferentes grupos, pero el más potente ha sido y sigue siendo Al Qaeda en Irak”, añade remitiendo a los ataques que se producen de vez en cuando.

“Si Al Qaeda en Irak, como existía en 2007, fuera importante hoy, hubiera atacado implacablemente a las tropas de EE UU hasta su salida y no lo ha hecho”, apunta Downing. Para este experto, algo ha cambiado. “O Al Qaeda ya no está presente o quienes coordinan la insurgencia la han convencido para que actúe de forma más disciplinada. Sospecho que sobre todo lo último”, declara.

El autor de The Military Revolution and Political Change también se muestra convencido de que “varios grupos de la vieja insurgencia han sido coordinados por dirigentes suníes iraquíes y los servicios secretos saudíes”. Y señala que la influencia saudí se vehicula “a través de soldados iraquíes suníes que sirvieron en unidades saudíes tras la desmovilización del Ejército de Sadam y a través de salafistas iraquíes que miran a los wahabíes y a Riad para orientación y fondos”. Los salafistas (al igual que su versión saudí, los wahabíes) siguen una interpretación radical del islam suní hostil al chiísmo, en general, y a sus encarnaciones políticas en Teherán y Bagdad, en particular.

Interés de los saudíes

El interés de los saudíes no es ningún secreto. Desde el principio de la campaña contra Sadam Husein advirtieron a EE UU del riesgo que suponía Irán. Una vez derrumbado el baluarte que les separaba de su rival regional, tratan de minimizar los daños. De ahí su apoyo a los suníes iraquíes, a quienes los chiíes (respaldados por Irán) desean mantener como una minoría débil.

Hasta ahora el conflicto entre ambas comunidades se lidia en los terrenos político (aspiración federalista de los suníes, boicoteo a las instituciones para denunciar la concentración de poder por el primer ministro) y judicial (desbaazificación y orden de detención contra el vicepresidente suní). Sin embargo, la vuelta de los atentados sectarios resulta preocupante.

“El ataque de ayer tiene toda la pinta de estar programado para explotar esta crisis política, aún por resolver. El peligro es que el Gobierno responda de forma sectaria (atacando a los suníes) y desate una nueva etapa de guerra civil”, concluye Hiltermann.

“Un conflicto sectario en Irak en el que una parte tiene el respaldo de Irán y la otra el de Arabia Saudí será extraordinariamente difícil de contener dentro de sus fronteras”, advierte por su parte Downing.

La guerra civil se fragua en Irak | Internacional | EL PAÍS

06/01/2012

Feridas do agressor. E as do agredido?

Filed under: Iraque — Gilmar Crestani @ 6:56 am

Todo mundo preocupado com os traumas dos soldados americanos que voltaram da Guerra no Iraque. Quem vai falar da destruição de famílias, comunidades ou mesmo cidades iraquianas. Alguém poderá amenizar a dor de pais que receberam os filhos mortos porque os EUA bombardearam uma escola no Iraque? Quem vai contar todas as barbaridades perpetradas pelos invasores? Como sempre, só teremos a versão do invasor. O Ocidente não suporta a verdade de seu ódio ao Oriente. E, pior, uma guerra construída encima de uma mentira comprada e vendida pelos meios de comunicação, não só dos EUA, como da Europa. Inclusive do Brasil, muito provavelmente porque os a$$oCIAdos do Instituto Millenium receberem uns caraminguás para tanto.

Heridas que la guerra deja abiertas

Por: David Alandete | 05 de enero de 2012

Y ahora que la guerra de Irak ha acabado, aquí en Estados Unidos hay que curar las heridas que deja abiertas. Esas heridas no son siempre físicas. Las secuelas mentales son muy comunes. Y hemos tenido prueba de ello muy recientemente. El pasado fin de semana el exsoldado Benjamin Colton Barnes, de 24 años, veterano de Irak, se convirtió en un fugitivo. Después de abrir fuego contra unos conocidos en una fiesta de Nochevieja, hiriendo a dos de ellos gravemente, huyó al bosque y mató a una guardabosques. La difícil transición a la vida civil se le hizo imposible a Barnes, que acabó muerto, congelado, junto a un arroyo, una víctima de la guerra a miles de kilómetros del frente de batalla.

Benjamin Colton Barnes(Foto facilitada por la policía y difundida por AP)

Según diversos documentos presentados ante el juzgado por su exmujer para solicitar la custodia de su hija, Barnes sufría Trastorno por Estrés Postraumático (TEPT), y había tenido un complicado regreso a casa después de servir en Irak. La madre llegó a pedir una orden de alejamiento, aduciendo que su exmarido presentaba cambios súbitos de estado de ánimo, parecía deprimido y se irritaba con facilidad. Todos son síntomas asociados al TEPT. Barnes, además, guardaba en su casa un arsenal de armas. Durante su búsqueda, la policía facilitó fotos como la de arriba, en las que se ve a Barnes posando con su armamento.

Barnes trabajó como soldado para el Ejército de Tierra en la base Lewis-McChord de Tacoma hasta noviembre de 2009. Previamente había servido durante dos años y siete meses en Irak, especializándose en comunicaciones. Fue expulsado del Ejército después de haber sido detenido por conducir borracho mientras estaba en activo. Su salida de las fuerzas armadas no fue fácil. Acabó perdiendo, también, a su familia. A su mujer llegó a mandarle un mensaje de texto en el que le decía: “quiero morir”.

Finalmente, murió. Después de su escapada violenta huyó al parque de Mount Rainier, en Washington, donde desapareció. Fue encontrado horas después por la policía, muerto por congelación, junto a un arroyo. Llevaba sólo una camiseta y unos vaqueros, en una temperatura de menos de cero grados centígrados.

FBI(Un equipo del FBI carga el cuerpo de Barnes / FOTO: Sheriff Cdo. de Pierce)

El TEPT ocurre por la experiencia de lo que se conoce como un trauma, un choque emocional que produce un daño duradero en el inconsciente. Según datos del Pentágono, un 60% de hombres y un 50% de mujeres experimentan un trauma de ese tipo en sus vidas.  En general, entre un 7 y un 8% de la población desarrollará TEPT a lo largo de sus vidas.  Las mujeres son más propensas a padecer ese trastorno.

En combate, puede ser la muerte de un compañero o una emboscada, la misma experiencia del combate en primera línea de fuego. Las circunstancias de la guerra aumentan las cifras de TEPT entre los veteranos de guerra. Entre un 11y un 20% de los soldados que han regresado de las guerras de Irak y Afganistán presentan ese trastorno.

La naturaleza de la guerra, sin embargo, ha cambiado considerablemente. Según los estudios médicos, un 30% de los soldados que pasó por Vietnam sufrió TEPT. Aquella fue una guerra de emboscadas, de ataques sangrientos, de grandes bajas. Según el Gobierno norteamericano, 58.000 soldados de EE UU murieron en Vietnam. Es una cifra enorme, comparada con los 4.747 fallecidos en Irak. La nueva guerra se libra con aviones no tripulados, con estrategias contrainsurgentes, con muchas operaciones especiales y poca infantería o cuerpo a cuerpo.

Barras y Estrellas por David Alandete >> Blogs Internacional EL PAÍS

30/12/2011

O berço, de novo, no berço

Filed under: Democracia made in USA,Iraque — Gilmar Crestani @ 6:57 am

Os benefícios da civilização ocidental que os EUA levaram ao Iraque estão resumidos neste parágrafo: “del museo (vaciado o saqueado) de Nasiriyia, y de las marismas (que el presidente Sadam Husein intentó desecar, y sobre las que lanzó bombas sucias –vendidas por diversos países (QUAIS?!) durante el embargo- en los años noventa, y que las tropas de la coalición utilizaron de nuevo en 2003, con el resultado de la gravísima contaminación permanente de tierras y agua, la mayor tasa de cáncer del mundo, y deformaciones en recién nacidos tales que no se pueden contemplar).”

A Espanha, como um poodlezinho dos EUA, esteve lá como bucha de canhão dos mercenários ianquies.

IRAK, MÁS DE CERCA – PRIMERA ENTREGA

La nueva Bagdad

Un fuerte equipo de seguridad acompaña a los expertos. / Equipo Pedro Azara

BAGDAD, 21 de octubre de 2011

Bagdad ha cambiado desde el primer viaje en 2008. Algunas calles, como Al-Rubayat, y Kharada, han recuperado comercios; se han abierto bares musicales -mal considerados-, restaurantes y centros comerciales. La mayoría de cafés y restaurantes se ubican en la primera planta, de manera de evitar ataques de integristas. Cuando cae la noche, a las seis, esas calles siguen atestadas de luces -contrariamente al resto de la ciudad-, neones y paseantes, sombras que desfilan ante escaparates muy iluminados. Podemos caminar, pero en silencio, a fin que se nota aún más que somos extranjeros.

Aunque suelen explotar un par de coches bomba al mes -en la calle Kharada, precisamente, hace poco, con unos doscientos muertos-, el terror indiscriminado ha disminuido, o ha cambiado de rostro: el asesinato selectivo, en semáforos, y los secuestros son corrientes. La gente camina, interiormente aterrorizada -como reconocen algunos-, vigilando los coches mal aparcados y vacíos: pero no es morir lo que les da miedo -la muerte siempre acontece, y el islam parece ofrecer cierto consuelo-, sino las mutilaciones que las bombas cargadas de metralla producen.

En general, la seguridad ha mejorado con respecto al bienio negro 2006-2007, pero con altos y bajos. En estos momentos, la situación empeora, y se supone que se degradará hasta marzo de 2012, con la retirada definitiva del Ejército norteamericano.

A las doce de la noche, como más tarde, las calles se vacían. A partir de la una de la madrugada está prohibido circular. Y los atascos, provocados por los controles, cada doscientos metros, siguen siendo importantes de noche, por las prisas de la gente en llegar a tiempo a su casa.

En dos días, hemos mostrado a los guardias el pasaporte una decena de veces, y un par obligados a dar marcha atrás. Un pasaporte es insuficiente.

Se palpa temor. Está prohibido hacer fotos en las calles. No ocurría en 2008. La policía nos ha llamada la atención.

En general, la seguridad ha mejorado con respecto al bienio negro 2006-2007, pero con altos y bajos

Los controles están a cargo de la policía armada, a las órdenes del Ministerio del Interior, y el temido -pero más eficaz- Ejército a las órdenes del Ministerio de Defensa. Tanques, tanquetas y camiones metálicos cortan el paso y obligan a circular en zigzag. Unos sesenta zepelines norteamericanos sobrevuelan la ciudad para localizar a los causantes de matanzas. Al parecer son eficaces.

La invasión del país, en 2003, provocó la muerte de un millón de jóvenes varones. Hoy quedan tres veces más mujeres, viudas o casaderas, que hombres.

Los altos muros de hormigón que protegen barrios y edificios, y dificultan o imposibilitan el libro movimiento, siguen aún en pie. Cada intento de desmantelarlos ha sido seguido por nuevos atentados que ha obligado a reponerlos. El cuidado del espacio público, en esas condiciones, es difícil. El servicio de recogida de basuras funciona, pero el agua carece de presión -el agua potable es privada-, y la energía procede de potentes generadores que consumen fortunas. Los esfuerzos, las inversiones se dedican a defensa, no a la recuperación del espacio comunitario.

Sin embargo, la ciudad está cambiando de aspecto. Nuevos edificios alternan con bloques que se restauran o se completan de dos modos: pintando las fachadas de hormigón con pintura industrial, ocre, rosa o azul cielo, o cubriéndolas con paneles metalizados de Alucobond, venidos de China, dorados, plateados o con colores chillones, dispuestos como un juego de ajedrez. Montados sobre guías, forran con poco gasto los edificios parcheados. Los paneles se alternan con grandes superficies acristaladas teñidos. Bagdad pierde su aspecto terroso, fundido con el desierto, y se va asemejando a la periferia de almacenes y macro-discotecas de cualquier ciudad mediterránea. Alguien ha comparado Bagdad, hoy, con Andorra.

Pero a Bagdad se la conoce como La Ciudad de la Esperanza. No es un mote cínico. Cuando se ha perdido todo, ya solo queda la esperanza; la esperanza de que la situación mejore, y la vida segura vuelva.

Una vida nerviosa, agotadora, recorre las calles. No queda otra.

BAGDAD, A LAS 18.30H, 22 de octubre de 2011

El ánimo -o los ánimos- en Bagdad cambian como cambia de súbito el viento del desierto. Ayer, algún ataque de pánico provocado por la saturación de noticias acerca de secuestros y asesinatos, vividos personalmente o de cerca por amigos bagdadíes, controles incesantes que obligan, sin que se sepa porqué a dar marcha atrás, y sobre todo, el miedo, el temor o el nerviosismo que embarga a los bagdadíes por nosotros cuando saben que viajamos sin guardias de seguridad, adoptando un “perfil bajo”. El recorrido en coche por el desierto barrio suní de Adhimiyia, proscrito a los extranjeros por las amenazas, tampoco ayudó a levantar el ánimo.

Pero a Bagdad se la conoce como La Ciudad de la Esperanza. No es un mote cínico. Cuando se ha perdido todo, ya solo queda la esperanza

Pero hoy el día volvió a ser fresco, el tráfico más fluido, los controles más espaciados y menos duros, y los accesos a los edificios amables, aunque igual de dificultosos. Es cierto, sin embargo, que hemos estado en un despacho del Ministerio de Planificación que hace menos de dos años saltó por los aires, matando e hiriendo a los asistentes a una reunión: el próximo 25 de octubre se celebra el aniversario de una matanza que hundió el ministerio, cuyo edificio ha sido reconstruido en el mismo lugar para mostrar a los terroristas que no podrán con el ánimo de la ciudad. Otros ministerios, en cambio, como el de Justicia, vecino al de Planificación, han abandonado el lugar, el centro de Bagdad, una de las zonas más peligrosas aún y más fuerte -aunque descontroladamente- vigilada.

Pronto partiremos hacia el Sur. Visitaremos unos seis yacimientos sumerios. Entre ellos un yacimiento recién descubierto gracias a una misión arqueológica de urgencia iraquí para estudiar los restos de una ciudad desconocida que la desecación de las marismas -que Sadam Husein ordenó para acabar con las tribus opuestas a su régimen que allí vivían-, puso al descubierto (el mar estaba retirado centenares de metros o decenas de kilómetros). La próxima recuperación de los humedales volverá a sepultar estos restos que han estado bajo las aguas desde hace unos tres mil quinientos años.

Las autoridades iraquíes y españolas, preocupadas por la falta de medidas de seguridad, ponen a nuestra disposición la policía arqueológica. Las tumbas de Ur, cerradas a cal y canto, podrán ser visitadas, al igual que las marismas, también vetadas habitualmente.

El desplazamiento hacia el sur requiere permisos para traspasar los numerosos controles de carretera, y las fronteras entre provincias. La provincia de Babilonia, donde se halla el yacimiento de Kish, causa cierta preocupación.

La noche ha caído a las seis de la tarde. Salimos del hotel, solos, para recorrer calles y callejuelas. Ningún extranjero; muy escasos bagdadíes. Lógicamente, nos auscultan. Los coches nos suelen pitar. Un ingeniero iraquí, con casa en California, dueño de un restaurante, nos advierte de que no sigamos; que no caminemos. Nadie camina de noche. Nos sentamos en una terraza vacía para fumar una pipa de agua. Un coche viejo mal aparcado despierta inquietud.

Y regresa el miedo.

Y, sin embargo, una patrulla, armada hasta los dientes -que unas horas antes había detenido nuestro coche-, entabla conversación, riendo; y nos pide que nos hagamos fotos con ellos.

Bagdad, entre el miedo, la suspicacia y la risa franca.

21.30: salimos del hotel para ir a cenar fuera. Calle cortada por el ejército. No sabemos qué ocurre. Nos obligan a regresar. Cena en el restaurante del hotel.

ANTES DE PARTIR AL SUR, 24 de octubre de 2011

Mañana, a las cinco y media de la mañana -cambio de última hora, a las seis y media: no se sabe por qué-, partimos hacia el sur. Por una carretera comarcal llegaremos a Babilonia donde nos recogerá un convoy de militares del Servicio de Antigüedades, que nos llevará a Kish y de allí a Nasiriyia, para empezar las visitas de los yacimientos arqueológicos.

La próxima recuperación de los humedales volverá a sepultar restos que han estado bajo las aguas desde hace unos tres mil quinientos años.

Nos abren las tumbas de Ur, nos mostrarán nuevos yacimientos, pero no podremos movernos libremente, ni nos dejarán salir del hotel salvo para las visitas que las autoridades quisieran fueran lo más cortas posibles, ya que temen por nosotros.

Preocupa ver a los iraquíes preocupados por nosotros. Temen un posible secuestro, lo que, según algunas autoridades, crearía un conflicto difícil de solucionar.

Puedes transitar a solas por la calle sin caminar, comer en una terraza estando dentro, moverte libremente estando en el hotel, viajando sin control con el Ejército y miembros del Servicio de Antigüedades. Tememos y sentimos que tengan temor. Tenemos la sensación que somos un motivo de angustia.

Es cierto que no existe turismo en Irak, que solo se desplazan, fuertemente custodiados, profesionales del sector petrolero.

La llegada al aeropuerto de Bagdad, hace cuatro días, era extraña. Llegaron más de un centenar de extranjeros, norteamericanos casi todos. Un avión entero incluso. Todos mercenarios, de los servicios privados de seguridad, que obedecían al unísono a las órdenes de un superior, como si el espacio fuera suyo. Que quizá aún lo sea.

El viaje se organiza y se deshace, se monta y se enfrenta a una pared, que se sortea antes de prepararse para una nueva montaña. Es difícil prever nada. Solo dejarse ir, y confiar en que algo, o mucho, de lo previsto pueda llevarse a cabo. El tiempo ya no cuenta. Una actividad al día es ya un logro. De algún modo, enseña un valor distinto del tiempo. Y de la vida.

MUSEO NACIONAL DE IRAK, BAGDAD, 24 de octubre de 2011

El Museo Nacional de Bagdad está a un mes de una nueva inauguración. Las salas se instalan con los sistemas expositivos (vitrinas, focos, peanas) que se puede. La sala de arte sumerio supera cualquier sala de arte mesopotámica del mundo. La colección de "orantes" emociona (los orantes no son tales, como el gesto de las manos, hoy, pudiera evocar, sino humanos que expresan respeto ante un superior, un rey o una divinidad).

Nadie recorre aún las salas. Las piezas necesitan cierta limpieza y restauración, y algunas restauraciones son apresuradas; pero sabiendo lo que las obras han vivido, parece un milagro que se puedan volver a mostrar. Las piezas de oro, del tesoro de Ur, siguen en las cajas fuertes del Banco Nacional, pues el museo carece aún de medidas de seguridad suficientes, solo dispone de tres guardianes, y se halla en la zona más peligrosa de Bagdad, donde los controles provocan atascos descomunales.

Uno no sabe si celebrar la recuperación del patrimonio mesopotámico, y llorar ante la mítica vasija sumeria de Warka, una de las obras más célebres de la historia

Uno no sabe si celebrar la recuperación del patrimonio mesopotámico, y llorar ante la mítica vasija sumeria de Warka, una de las obras más célebres de la historia, cuyos relieves, dispuestos en franjas, narran como el universo entero, desde las aguas primordiales hasta el ser humano, rinden honores a Inanna, la gran diosa de la vida y la muerte. El derribo y la desaparición que sufrió cuando el saqueo de 2005, la han dañado: partes de los relieves, sobre todo en la base se han perdido. Las restituciones en yeso, por parte de restauradores italianos, recomponen lo perdido, pero, en parte, acentúan el daño de la obra que quizá mejor narra la historia de la creación del mundo. Ya no volverá nunca a ser lo que fue antes de la invasión de Irak. La pérdida de la base es un símbolo del desarraigo del país, a la deriva. Pero quizá ya no tenga sentido mirar atrás.

Bagdad será la capital de la cultura árabe en 2013. Quieren construir un gran museo de arqueología. La ubicación está ya decidida. Nos han pedido consejo para proponer en quince días a un gran arquitecto internacional a quien se encargará el proyecto. Tendrá dos años para llevar a cabo el proyecto y la edificación.

No se sabe si Bagdad lucha por renacer y tiene una confianza serena en sus posibilidades, o si sueña. Pero, ¿qué se puede hacer sino en esas condiciones?

Trazas de las primeras ciudades

Un grupo de profesores y arquitectos viaja a Irak para desentrañar los misterios de la cuna de la civilización. Su viaje es un descubrimiento, no solo del Irak del pasado, sino del presente. A partir de hoy EL PAÍS publica en una serie el diario de su aventura

Pedro Azara 30 DIC 2011 – 07:59 CET11

Un iraquí cruza una marisma en el sur de Irak. / Equipo Pedro Azara

La guerra de Crimea, entre los imperios otomano y ruso, y, un año más tarde, la guerra entre los imperios otomano y persa, que se sucedieron a mitad del siglo XIX, fueron el pistoletazo (nunca mejor dicho) para el inicio de las excavaciones arqueológicas europeas en el Próximo Oriente. Los Ejércitos británico y francés, en el que los militares eran también arqueólogos -con la excusa de apoyar a los otomanos, en el primera guerra, y a los persas, en la segunda-, lograron poner pie en el hasta entonces vetado imperio otomano, y explorar las ruinas de las ciudades mesopotámicas mencionadas en la Biblia, con vistas a la obtención de obras (asirias, babilónicas), perfectas como las griegas y romanas, que pudieran llenar los recientemente creados grandes museos en París, Londres y, posteriormente Berlín, Nueva York, Filadelfia y Chicago.

¿Qué queda? Colinas artificiales romas de lo que fueron zigurats o los sucesivos niveles de asentamientos, salpicadas de conchas marinas

Las primeras misiones, ávidas de tesoros, y desconocedoras de la arquitectura de barro, propia de las primeras ciudades de la historia, en el sur de Irak, como Uruk, Ur, Eridu y Tello, fundadas en el V milenio antes de Cristo, saquearon los yacimientos. Los daños fueron tales que yacimientos como Tello no pueden ser hoy estudiados nuevamente, y fueron mayores que los saqueos practicados desde la guerra entre Irak e Irán y las guerras del Golfo, desde 1980 (en busca de piezas con las que se ha traficado hasta hace poco).

Y, sin embargo, pese (o debido) a la desolación de las ruinas, en medio de la arena parda, o de tierra arcillosa yerma, recubierta por una costra de sal, como si de una tierra maldita se tratara, las primeras ciudades de la historia, azotadas por el viento y el paso de una fila ininterrumpida de estrafalarios vehículos militares norteamericanos que baten (o batían, hasta hace una semana) en retirada hacia Kuwait, bajo un rayo que anuncia una tormenta seca, son fascinantes. ¿Qué queda? Colinas artificiales romas de lo que fueron zigurats o los sucesivos niveles de asentamientos, salpicadas de conchas marinas –las ciudades eran puertos fluviales en medio de las marismas del delta de los río Tigris y Éufrates-, fragmentos de cerámicas pintadas, ladrillos enteros estampillados cuya escritura cuneiforme aún puede leerse, y estatuillas de animales de terracota, que quizá hubieran sido ofrendas o exvotos. Ciudades como Uruk tuvieron centenares de miles de habitantes hace cinco mil años, pero los barrios residenciales no interesaron a los primeros arqueólogos que buscaban templos y palacios. La mayor parte de los yacimientos están aún por excavar.

La antigua Mesopotamia

Desde 1980, empero, las misiones internacionales -salvo las iraquíes-, escasean o son imposibles. El Gobierno iraquí aún limita fuertemente las visitas. Concede pocos visados, siempre precedidos de invitaciones oficiales. Se teme por la seguridad de los extranjeros (secuestros, asesinatos), y por lo que pueda ocurrir a los iraquíes que los acompañen. Aquéllos no pueden viajar sin protección militar. Se requieren permisos oficiales para sortear los numerosos y severos controles de carretera.

Sin embargo, recientemente, a finales de octubre pasado, Albert Imperial, Marc Marín y yo mismo (arquitectos, Universitat Politècnica de Catalunya), junto con Marcel Borràs (actor, autor y cineasta, Universitat de Barcelona), nos desplazamos -gracias a una beca de la Fundación alemana Gerda Henkel, y con la ayuda de organismos privados y oficiales iraquíes, españoles y norteamericanos-, al centro y al sur de Irak para comprobar el estado de seis yacimientos sumerios, del museo (vaciado o saqueado) de Nasiriyia, y de las marismas (que el presidente Sadam Husein intentó desecar, y sobre las que lanzó bombas sucias –vendidas por diversos países durante el embargo- en los años noventa, y que las tropas de la coalición utilizaron de nuevo en 2003, con el resultado de la gravísima contaminación permanente de tierras y agua, la mayor tasa de cáncer del mundo, y deformaciones en recién nacidos tales que no se pueden contemplar).

Desde 1980 las misiones internacionales -salvo las iraquíes-, escasean o son imposibles.

Quizá fuera la luz cegadora aunque gris del cielo de tormenta, las violentas ráfagas de viento, la tierra removida (por el paso de blindados), las dunas ocasionales, los reflejos de la sal y la pérdida de cualquier noción de medida y profundidad en un paisaje plano y vacío, pero se llegan a vislumbrar -o a imaginar- fragmentos de ciudades rodeadas de agua -quedan los cursos secos de los meandros de los ríos-, con los puertos, los canales, talleres y templos, y algunas calles (como en Ur) , o el que fuera el imponente Templo Blanco -aún quedan algunas grandes placas cuadradas del pavimento de cal, dispuestas en diagonal-, en lo alto de una triple base escalonada, bordeada por una rampa y una escalinata de tres tramos (hoy convertida en una pendiente incierta), en un extremo de Uruk, mirando a lo que hoy es un desierto hasta el horizonte.

De algún modo, la cultura sumeria, devastada por el tiempo, la erosión natural y la incuria, aún es capaz de conjurar sus logros -las comunidades que creó y fijó, rodeadas por el desierto, el control del territorio- hace seis mil años, cuando dio origen a quizá toda la civilización mundial.

Trazas de las primeras ciudades | Internacional | EL PAÍS

23/12/2011

Irak, el paraíso que duró 24 horas

Filed under: Democracia made in USA,Iraque,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 9:49 am

A herança de um guerra forjada em mentiras, como sói acontecer quando os EUA metem o bedelho.

Irak, el paraíso que duró 24 horas

Por: Ramón Lobo | 23 de diciembre de 2011

A veces la propaganda tiene un efecto indeseado: el que vende mentiras acaba comprándolas como si fueran nuevas. Gabriel García Márquez escribió sobre el caso de la dictadura uruguaya. Irak ha sido desde hace años un vivero de falsedades, medias verdades y muertos. Se fueron el lunes las tropas estadounidenses dejando ‘un país en paz, unido y democrático‘, para centrarse en Afganistán, de donde aspiran a salir en 2014.

La retirada de Irak y sus efectos colaterales son una lección, un aviso, para Hamid Karazai y los suyos, los exseñores de la guerra; en Afganistán no existe un conflicto sectario -suníes y chiíes (y kurdos)-; existe una poderosa y disciplinada milicia, los talibanes, que tomará todo el poder cinco minutos después de la retirada del último soldado extranjero.

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Un marine que peleó en el cerco y toma de Faluya en 2004 no tiene la misma opinión de John McCain. No existe victoria, solo una guerra brutal en la murieron miles de civiles y de la que está arrepentido, informa The Guardian.

Nadie sabe qué va a suceder en Irak tras la oleada de atentados, ayer en Bagdad, porque la historia no finaliza en los titulares de los periódicos. Tampoco se sabe si la persecución legal del principal líder suní y vicepresidente de Irak, Tarek al Hachimi, y los atentados de ayer en Bagdad están relacionados, si son la respuesta, obra de los Hijos de Irak -la fusión de todas las insurgencias suníes que brotaron en 2003 para luchar contra los invasores, o de una nueva, o de una potencia extranjera con influencia en el Gobierno de mayoría chií de Nuri al Maliki.

Informed Coment asegura que los sunies se están rearmando.

Lo que está en juego es una guerra civil, la desestabilización de una región bastante desestabilizada o una partición para sobrevivir como sugiere Ranj Alaaldin en The Guardian. Las declaraciones de Maliki, en las que califica los atentados de "políticos" son un paso en esa dirección. ¿Torpeza? ¿Estrategia? The Telegraph asegura que es inevitable otro conflicto sectario.

Foreing Policy publica una entrevista con Hachimi, que se encuentra en Sulenmaniya, territorio autónomo kurdo. En ella afirma que Maliki se está convirtiendo en el nuevo Sadam Husein. The New York Times publica otra con el mismo personaje en la que propone un cambio de primer ministro para salir de la crisis.

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Irán, el gran vencedor de la invasión de Irak sin disparar una sola bala, se ha beneficiado del conflicto, le ha servido para desgastar y distraer, en medios militares y económicos, a EEUU.

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