Ficha Corrida

20/09/2014

Depois do Boimate da Veja, o Ramate da Knorr

Filed under: Boimate,Incompetente,Inflação,Instituto Millenium,Privada,Recall,Tomate — Gilmar Crestani @ 12:16 pm
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inflaçao da epocaCoisas muito estranhas andam acontecendo no mercado de notícias e de alimentação. Depois que a VEJA descobriu o maior avanço científico jamais visto, a cruza do boi com o tomate, batizado de Boimate, parecia que a fome acabaria. Não é por acaso que em italiano tomate se chama pomodoro, maçã de ouro. No Brasil, a Veja saiu na frente, como de costume, comprovante com entrevistas de ambas as partes (o boi e o tomate). Depois foi a Ana Maria Braga que, para justificar o pedido de juros altos, elevava o tomate ao símbolo inflacionário. Agora a Knorr que mata o rato e tira o pelo, mas não evita de vende-lo.

O mesmo grupo (Globo) que publica a Vogue, que vende crianças em poses sensuais, também publica a Época, que elegeu o tomate como símbolo da escalada inflacionária no Governo Dilma.

Todos estes que estão aí, cavalgando na mentira, pisaram no tomate. Aos golpistas de sempre, vai toma te cru!

Anvisa interdita lote de extrato de tomate com pelo de roedor

O ESTADO DE S. PAULO

19 Setembro 2014 | 16h 57

Na imagem, o ser inteligente não usa colar!!

tomateResolução foi publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta sexta-feira, 19, a interdição cautelar de um lote do extrato de tomate da marca Knorr-Elefante após laudo de fiscalização apontar a presença de fragmentos de pelo de roedor. A resolução foi publicada nesta sexta no Diário Oficial da União.

A interdição, que tem duração de 90 dias, foi aplicada para o lote LG, com validade até 21 de maio de 2015. O produto é fabricado pela Cargill Agrícola S.A.

A Cargill informou que está tomando todas as medidas cabíveis para avaliar o caso junto à Anvisa e à Vigilância Sanitária de Minas Gerais para comprovar a adequação do produto. A empresa também afirmou que os demais lotes não foram afetados pela interdição e estão aptos à comercialização./COM AGÊNCIA BRASIL

01/09/2014

Armínio Fraga: “Não vamos arrochar salários nem assassinar velhinhas”, o resto tá liberado

Manchete d’O Globo, de 05 de março de 1999, logo após a reeleição de FHC: BC eleva juros a 45% ao mês para conter inflação! E o mais engraçado é que esta informação O Globo tirou do ar, como se a internet não tivesse encurtado ainda mais as pernas da mentira.O Clipping que a Radiobras fazia dos jornais da época não me deixam mentir!

arminio fragaA melhor frase, se não a única aproveitável, do economista do PSDB: "Arminio Fraga não resolve nada." Ele tem virtude em reconhecer que é um inútil, que sempre resolveu os problemas com mais juros e arrocho salarial. O desemprego foi a política de quando assessorou FHC. Subjaz na filosofia  do desemprego a lógica de que um desempregado não consome. E se não há consumo, não há inflação. Foi assim que FHC resolveu o problema da inflação. A condenação ao aumento real do salário mínimo só pode ser brincadeira de quem nunca recebeu salário mínimo. Em contrapartida, não vi nenhuma proposta para taxar a grandes fortunas nem cobrar mais impostos dos bancos, os maiores beneficiados com inflação alta.

Dilma e Lula provaram que é possível ter melhoria com pleno emprego. Até porque, como disse a economista Maria da Conceição Tavares, o povo não come PIB!

Recordar para não cometer o mesmo erro, veja reportagem da Revista Istoé de fevereiro de 1999: Ao mestre com carinho, a respeito das ligações de Armínio Fraga com o mega especulador George Soros! Mais atual, hoje na Folha, professor da Unicamp detona o economista que conseguiu a proeza de elevar a taxa de juros a 45% ao mês! Taí onde mora o amor dos bancos aos candidatos Aécio e Marina!

  • ENTREVISTA DA 2ª ARMINIO FRAGA:  Não vamos arrochar salários nem assassinar velhinhas

    Economista aliado do tucano Aécio Neves reclama de patrulhamento no debate sobre problemas do país

    ÉRICA FRAGAMARIANA CARNEIROENVIADAS AO RIO

    "Nomeado" futuro ministro da Fazenda, caso Aécio Neves (PSDB) vença a eleição, Arminio Fraga, 57, reclama do aparente patrulhamento, na sua opinião, do atual debate sobre problemas econômicos.

    Ele diz que precisa "fazer um discurso" antes de tratar de temas relevantes, como o reajuste do salário mínimo e as mudanças na previdência. "Senão, você é acusado de ser assassino de velhinhas, o que obviamente não é o caso."

    Falar da discussão muda a fisionomia do (quase sempre pacato) economista: "Eu tenho que fazer um preâmbulo. Se não, imediatamente, o PT vai falar: Eles vão arrochar os salários, arrochar os aposentados’", afirmou.

    Nesta entrevista à Folha, Arminio fala sobre uma das bases de maior apoio político de Aécio: a diminuição da oferta de empréstimos do BNDES. "O empresariado tem que se engajar numa posição mais moderna."

    Para ele, sua "nomeação", sozinha, não representa um choque de confiança. "Arminio Fraga não resolve nada."

    Folha – Se Aécio Neves vencer, qual será a regra de reajuste do salário mínimo?

    Arminio Fraga – O Aécio já declarou que a política de aumento real do salário mínimo continua. A regra, no mínimo, vale por um ano e a essa altura não vejo por que mudar –a preocupação é que ele [o reajuste] fique até baixo neste momento.

    Eu disse, e fui mal interpretado, que os salários em geral tinham subido muito, e que para continuar a subir, o que é totalmente desejável e alcançável, o Brasil teria que mostrar também um crescimento da produtividade. Como acredito que, com Aécio, os salários vão subir, sinceramente, não tenho problema com essa fórmula.

    Economistas próximos do sr. dizem que a regra atual onera a Previdência e desequilibra as contas do governo.

    O papel de um futuro ministro da Fazenda não é tanto ter uma opinião a respeito disso, mas mostrar qual é o orçamento e qual é a tendência no médio prazo. Eu acho que isso está fazendo falta, o Brasil está voando no escuro, em um ambiente de um populismo exacerbado.

    Vocês são críticos à atuação do BNDES, mas o banco oferece crédito barato para parte do empresariado. Como dizer para eles que isso tem de mudar?

    O empresariado hoje entende que esse mercado de crédito dual, onde alguns privilegiados recebem crédito e a maioria não recebe, não é bom. Indiretamente põe pressão no juro, tem implicações distributivas perversas e, no fundo, existe porque outras coisas não estão funcionando.

    Se outras coisas forem postas para funcionar, todo esse aparato de UTI pode ser removido. Fazer uma reforma tributária que desonere a exportação, o investimento, simplifique o sistema [tributário], tem um impacto enorme. Mobilizar capital para infraestrutura e arrumar a casa para ter um juro mais baixo para todo mundo tem um impacto enorme também.

    Essas políticas, não só o crédito subsidiado, mas muitas das desonerações e do aparato protecionista, não são a resposta ideal.

    À medida que se possa corrigir essas falhas, será possível desfazer esse caminho que não está dando certo. Alguém acha que a indústria no Brasil está indo bem, com todo esse crédito, subsídio e proteções?

    Um ajuste fiscal envolveria cortar quais gastos?

    A sociedade tem que fazer opções. O nosso papel é colocar essa discussão na mesa, de uma maneira que ela possa ser concluída com mais consciência dos custos e benefícios e quais são os efeitos do ponto de vista do crescimento, da distribuição de renda. Há um imenso espaço para fazer políticas que teriam impacto redistributivo relevante. O caminho a seguir foi mapeado pelo FHC. Ele tomou a decisão de delegar áreas que naquele momento faziam parte do governo para o setor privado, sob supervisão, para focar em saúde e educação. Foi um pacto extraordinário. Essa discussão tem que ser permanente.

    O sr. falou em tirar subsídios e focar na redução da desigualdade. Como os empresários reagiriam?

    Eles temem que a correção dos fundamentos [da economia] não ocorra e eles fiquem no pior dos mundos. Mas acho que o empresariado tem de se engajar numa posição mais moderna. O melhor exemplo é o Pedro Passos [sócio da Natura e colunista da Folha], que com muita coragem está quebrando todos os tabus e defendendo posições muito parecidas com essas. Acho que esse esgotamento do modelo já é entendido pela maioria. Ninguém gosta de ficar indo a Brasília negociar alguma coisa. Mesmo os que se beneficiavam mais disso estão vendo o Brasil parando.

    Eu tenho a convicção de que arrumar a casa, fazendo ajustes, vai gerar crescimento. A recessão já chegou.

    Se o crescimento se recuperar, não diminui o ímpeto por reformas?

    Só vai haver choque de confiança se o governo mostrar serviço. No gogó não vai.

    O seu nome sozinho não basta para recuperar a confiança?

    Arminio Fraga não resolve nada. Quem tem de resolver é o Brasil. Se o governo não atrapalhar, já ajuda bastante.

    O programa do PSDB não trata de problemas da Previdência como a necessidade de aumentar a idade mínima, acabar com as pensões. Vocês vão enfrentar essas questões?

    Nossa estratégia já está bem mapeada. Começar com uma reforma política, uma reforma administrativa, e colocar na mesa uma proposta já bem amarrada de reforma tributária. Fazer uma blitz na infraestrutura, mobilizar capital privado e, com isso, deslanchar uma primeira etapa do investimento no Brasil que nos parece ser urgente.

    Em paralelo, acho que temos que declarar a guerra ao custo Brasil.

    O tema da Previdência é importante, mas ele se presta também ao populismo. A nossa posição é que esse tema precisa ser debatido. Mas tenho de fazer um preâmbulo, se não imediatamente o PT vai falar: "Eles vão arrochar os salários, vão arrochar os aposentados". Isso tudo é mentira. Mas é, assim, nós não temos medo de discutir.

    Na medida em que as pessoas vivem mais, você tem de pensar na idade de aposentadoria e na viabilidade atual do sistema. Outra coisa estranha são as pensões. E acho que também merece ser discutido, sem prejuízo de quem já tem o benefício. E outros temas: como um país que está com desemprego baixo tem um aumento colossal no seguro-desemprego?

    São ótimos temas, mas para falar deles é preciso fazer um discurso antes, senão você vai ser acusado de "assassino das velhinhas", o que obviamente não é o caso.

    O governo diz que está fazendo um ajuste gradual e que chegaria aos mesmos objetivos sem dor.

    Que ajuste? As contas fiscais estão piorando. Eles estão fazendo um desajuste gradual na área fiscal, e a inflação está em 6,5%, apesar dos preços reprimidos. Qual a credibilidade que o governo tem para dizer que vai fazer um ajuste gradual? Eu também acredito que o ajuste fiscal pode ser feito em dois anos. Eu também acredito que a meta de inflação não precisa ser reduzida da noite para o dia, mas tem que acontecer. Não é incorreto o que o governo diz, mas não corresponde ao que eles praticam.

    Por que a independência do Banco Central não é bandeira do PSDB?

    Esse é um tema antigo e polêmico dentro do PSDB. O partido sempre gostou da ideia de dar autonomia ao Banco Central, mas com algum mecanismo de proteção em relação a problemas extremos, como o Banco Central trabalhar mal. O Aécio deixou claro que vai dar a chamada autonomia operacional ao Banco Central e não está fechado discutir a lei.

    Olhando de fora, o atual Banco Central é autônomo?

    Menos do que seria desejável. Sou amigo do [presidente do BC Alexandre] Tombini, mas acho que ele vem sofrendo porque há de fato uma percepção de que ele está sob muita pressão.

    Para aprovar uma reforma tributária precisa construir uma maioria. Como vocês fariam?

    Precisa. Acho que o Aécio trabalharia isso.

    Com quem?

    Acho que com o país todo. É tal a emergência nessa área que eu acho que tanto o Congresso quanto a sociedade, os empresários em particular, iam dar muito apoio. Acho que é algo que seria muito bacana. E, se o Executivo estiver disposto a trabalhar isso dando um mínimo de garantia para os Estados, a coisa é bem viável.

    O que a proposta de reforma tributária de vocês tem de diferente?

    Correndo o risco de soar um pouco agressivo, a nossa é a única. Teve proposta [do governo] de unificar as alíquotas do ICMS. Nós estamos falando em consolidar esses impostos, acabar com a cumulatividade, simplificar as regras. Estamos bem avançados nesse trabalho. Nossa ideia é abrir a discussão.

    Vocês ofereceriam propostas para uma reforma em um eventual governo Marina?

    Sim, sim, claro. Acho que qualquer coisa que nós façamos não é segredo.

    Você participaria de um eventual governo Marina Silva?

    Estou discutindo esses temas com Aécio há quase dois anos e acredito que ele é o caminho. Eu não vou. Não pretendo ir se não for com ele.

29/06/2014

Que ódio, a Petrobrás é do Brasil!

Filed under: Brasil,CIA,Inflação,Petrobrás — Gilmar Crestani @ 10:59 pm
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petrobras manipulEstá escancarada a porta do oportunismo. É indisfarçável a inconformidade que o fato de a Petrobrás continuar com o Governo Brasileiro causa em que a quer botando preço adoidada nos combustíveis. Como se não soubesse que o aumento dos combustíveis desencadeia um aumento generalizado nos mais variados produtos e serviços.

Sem reajuste, Petrobras perde até R$ 4,2 bi no ano

Novo contrato com governo vai exigir desembolso extra de R$ 2 bilhões

Para analistas, sem aumento, empresa terá que optar entre cortar investimentos ou tentar novo aumento de capital

SAMANTHA LIMADO RIO

A ansiedade da Petrobras em ter o aval do governo para reajustar preço de combustíveis ganha, com o recém-fechado acordo com a União para produzir mais em áreas no pré-sal, contornos de urgência. Eleições e inflação jogam o aumento para o fim do ano –o que lhe custaria até R$ 4,2 bilhões em 2014.

A previsão é do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), considerando, hoje, uma defasagem da ordem de 18% no preço da gasolina e de 11,3% no do diesel em relação ao mercado internacional. O valor equivale a 78% do lucro da empresa no primeiro trimestre, de R$ 5,4 bilhões.

Está em jogo o caixa da empresa, pressionado por ter de comportar investimentos de R$ 44 bilhões em 2014 e a dificuldade em aumentar a produção de petróleo –que, no Brasil, não sai do patamar de 2 milhões de barris por dia.

A meta da empresa é elevá-la em 7% este ano.

O novo compromisso assumido pela estatal –pagar à União R$ 2 bilhões em 2014 e R$ 13 bilhões até 2018 pelo direito de produzir mais 15 bilhões de barris em área do pré-sal a partir de 2021, como anunciado na semana passada– é mais impacto no caixa.

Emitir títulos para levantar dinheiro não é uma opção. A companhia tem dívida líquida de R$ 230 bilhões, o que leva a relação entre dívida e geração de caixa, importante indicador avaliado pelo mercado, a 4.

No início do ano, era 3,5.

Quanto menor o indicador, mais confortável é a dívida de uma empresa. O compromisso de Graça Foster, presidente da empresa, com o conselho de administração é trazê-lo para 2,5. "Não há espaço para endividar-se mais", diz Gilberto Braga, professor de finanças do Ibmec-Rio.

Se, de um lado, a Petrobras ganhou mais uma conta, de R$ 2 bilhões, para pagar neste ano, do outro, também na semana passada, o BC disse que vê risco maior de a inflação oficial superar o teto da meta para o ano, de 6,5%.

Trata-se de um risco que o governo não vai querer correr em período eleitoral, dizem analistas. "O reajuste não vem nem neste ano, para não contaminar a meta", diz Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria.

Sem o reajuste, sobram para a empresa dois caminhos, segundo analistas. O primeiro é cortar investimentos. "O foco tem que ser aumentar a produção de petróleo, e rápido", diz Pedro Galdi, da SLW Corretora. Hoje, 70% dos investimentos são em exploração, e 18%, em refino.

Outro caminho seria a empresa fazer nova emissão de ações. "Cresce no mercado a avaliação de que esta é a única saída", diz Flávio Conde, analista-chefe da Gradual Investimentos.

Nessa operação, investidores antigos são obrigados a comprar novas ações se quiserem manter a mesma fatia –e a mesma participação no lucro– na empresa. O que não for comprado é oferecido a novos investidores.

Oficialmente, Graça rechaça a alternativa. O último aumento de capital, de R$ 120 bilhões, foi em 2010. O governo, que tem 50,2% do controle da companhia, não pôs dinheiro para manter sua participação. Em vez disso, repassou-lhe reservas no pré-sal em volume estimado de 5 bilhões de barris.

O aumento de capital não é bem-visto. "A confiança do investidor com a empresa não é das melhores, tendo em vista a dívida, a ingerência do governo e o não aumento da produção", diz Bruno Piagentini, da Coinvalores.

Procurada, a Petrobras não comentou.

Que ódio, a Petrobrás é do Brasil!

Filed under: Brasil,CIA,Inflação,Petrobrás — Gilmar Crestani @ 10:57 pm
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petrobras manipulEstá escancarada a porta do oportunismo. É indisfarçável a inconformidade que o fato de a Petrobrás continuar com o Governo Brasileiro causa em que a quer botando preço adoidada nos combustíveis. Como se não soubesse que o aumento dos combustíveis desencadeia um aumento generalizado nos mais variados produtos e serviços.

Sem reajuste, Petrobras perde até R$ 4,2 bi no ano

Novo contrato com governo vai exigir desembolso extra de R$ 2 bilhões

Para analistas, sem aumento, empresa terá que optar entre cortar investimentos ou tentar novo aumento de capital

SAMANTHA LIMADO RIO

A ansiedade da Petrobras em ter o aval do governo para reajustar preço de combustíveis ganha, com o recém-fechado acordo com a União para produzir mais em áreas no pré-sal, contornos de urgência. Eleições e inflação jogam o aumento para o fim do ano –o que lhe custaria até R$ 4,2 bilhões em 2014.

A previsão é do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), considerando, hoje, uma defasagem da ordem de 18% no preço da gasolina e de 11,3% no do diesel em relação ao mercado internacional. O valor equivale a 78% do lucro da empresa no primeiro trimestre, de R$ 5,4 bilhões.

Está em jogo o caixa da empresa, pressionado por ter de comportar investimentos de R$ 44 bilhões em 2014 e a dificuldade em aumentar a produção de petróleo –que, no Brasil, não sai do patamar de 2 milhões de barris por dia.

A meta da empresa é elevá-la em 7% este ano.

O novo compromisso assumido pela estatal –pagar à União R$ 2 bilhões em 2014 e R$ 13 bilhões até 2018 pelo direito de produzir mais 15 bilhões de barris em área do pré-sal a partir de 2021, como anunciado na semana passada– é mais impacto no caixa.

Emitir títulos para levantar dinheiro não é uma opção. A companhia tem dívida líquida de R$ 230 bilhões, o que leva a relação entre dívida e geração de caixa, importante indicador avaliado pelo mercado, a 4.

No início do ano, era 3,5.

Quanto menor o indicador, mais confortável é a dívida de uma empresa. O compromisso de Graça Foster, presidente da empresa, com o conselho de administração é trazê-lo para 2,5. "Não há espaço para endividar-se mais", diz Gilberto Braga, professor de finanças do Ibmec-Rio.

Se, de um lado, a Petrobras ganhou mais uma conta, de R$ 2 bilhões, para pagar neste ano, do outro, também na semana passada, o BC disse que vê risco maior de a inflação oficial superar o teto da meta para o ano, de 6,5%.

Trata-se de um risco que o governo não vai querer correr em período eleitoral, dizem analistas. "O reajuste não vem nem neste ano, para não contaminar a meta", diz Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria.

Sem o reajuste, sobram para a empresa dois caminhos, segundo analistas. O primeiro é cortar investimentos. "O foco tem que ser aumentar a produção de petróleo, e rápido", diz Pedro Galdi, da SLW Corretora. Hoje, 70% dos investimentos são em exploração, e 18%, em refino.

Outro caminho seria a empresa fazer nova emissão de ações. "Cresce no mercado a avaliação de que esta é a única saída", diz Flávio Conde, analista-chefe da Gradual Investimentos.

Nessa operação, investidores antigos são obrigados a comprar novas ações se quiserem manter a mesma fatia –e a mesma participação no lucro– na empresa. O que não for comprado é oferecido a novos investidores.

Oficialmente, Graça rechaça a alternativa. O último aumento de capital, de R$ 120 bilhões, foi em 2010. O governo, que tem 50,2% do controle da companhia, não pôs dinheiro para manter sua participação. Em vez disso, repassou-lhe reservas no pré-sal em volume estimado de 5 bilhões de barris.

O aumento de capital não é bem-visto. "A confiança do investidor com a empresa não é das melhores, tendo em vista a dívida, a ingerência do governo e o não aumento da produção", diz Bruno Piagentini, da Coinvalores.

Procurada, a Petrobras não comentou.

Filhos do I-ta-mar

Filed under: Escândalo da Parabólica,FHC,Inflação,Itamar Franco,Plano Real — Gilmar Crestani @ 10:09 am
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Nos 20 anos do lançamento do Plano Real, a Folha esconde dos filhos o próprio pai. Cassado Collor, Itamar Franco assumiu a Presidência. Foi no governo dele lançado o plano de estabilização. A Folha tem bons motivos para esconder o pai, simplesmente porque a Folha quer tornar o ministro adotado pelo Itamar em pai do plano. Mas  o pai que a Folha quer é o mesmo que tinha uma funcionária da Globo como amante, Miriam Dutra. A moça engravidou e FHC assumiu a paternidade. É da natureza de FHC assumir as “coisas boas” que os outros fazem, como Rubens Ricúpero assumiu no famoso Escândalo da Parabólica… O tempo é senhor da razão, e os filhos de D. Ruth provaram, com exame de DNA, e por conheceram o próprio pai, que aquele não era de FHC, mas só filho da mãe… Se os filhos de D. Ruth não conhecessem FHC não teriam pedido exame de DNA para provar que aquilo que o pai dizia era mentira. E quem lucrou com a amante? Quem a escondeu na Espanha? Quem a sustentou na Espanha? E assim não se contou a história da captura do Governo do prof. Cardoso pela Rede Globo, que deu as cartas e jogou de mão…

Como se pode ver, o Plano de real também teve fdp!

Filhos do real

Geração que cresceu após a estabilização econômica, há 20 anos, chega ao mercado de trabalho com mais possibilidades de planejar sua carreira e seu futuro

INGRID FAGUNDEZDOUGLAS GAVRASDE SÃO PAULO

Geraldo Santos, 54, viveu dias difíceis nos corredores do supermercado Casa Santa Luzia, nos Jardins, em São Paulo. Remarcador de preços nos anos 1980, ele trocava etiquetas dos produtos várias vezes ao dia, enquanto se esquivava de clientes furiosos.

A cena era comum em mercados durante o período da hiperinflação, que fazia os preços variarem a toda hora.

Hoje, um dos filhos de Geraldo, Anderson, 29, é analista de importação na mesma loja e nunca precisou explicar a um cliente por que a comida estava mais cara.

Entre esses dois cenários está o lançamento do real, que ocorreu em 1º de julho de 1994, e conduziu a economia brasileira à estabilidade.

Anderson faz parte de uma geração que era criança nos anos 1980 e tem poucas lembranças das várias moedas que o país teve (cruzeiro, cruzado, cruzado novo"¦).

No dia 1º, outra geração, que não teve contato com essa realidade, faz 20 anos.

‘GERAÇÃO REAL’

Diferentemente de seus pais, esse jovens entram no mercado de trabalho em um ambiente econômico mais favorável. Não é preciso gastar o dinheiro imediatamente para evitar que ele desvalorize, e a renda aumentou.

"Do ponto de vista econômico, o real foi um mundo novo. Havia períodos, no começo dos anos 1990, de 4% de inflação ao dia. Ficar com o dinheiro parado era perder", diz o professor de economia da UFRJ André Modenesi.

Com a necessidade de viver no curto prazo, era difícil planejar o orçamento doméstico, ainda mais a carreira ou a compra de um imóvel.

As trajetórias de Geraldo e Anderson expressam essa diferenças. O primeiro não fez faculdade, teve quatro filhos e ainda pagava a casa própria quando a caçula nasceu.

Já Anderson se formou, ainda mora com os pais e paga o apartamento onde vai viver depois de se casar.

Nos anos 1980, além de lidar com clientes irritados, Geraldo tinha que preencher a vitrine do açougue com abóboras, já que faltava carne.

Em casa, a situação também era preocupante. As contas apertavam o orçamento, enquanto a família crescia.

"Perdi noites de sono por causa das prestações. As crianças pediam coisas e não podia comprar. Era uma dor no coração", lembra Geraldo, hoje gerente da Santa Luzia.

Com 20 anos, o estudante Danilo Cardoso lembra do descontrole econômico apenas pelos registros na carteira de trabalho de sua avó. Ao ver o reajuste do salário para compensar a inflação, ele achava que o valor dobrava.

Do armário usado para estocar alimentos em casa, ficaram só as histórias. "Na minha infância tinha sumido."

De Mogi das Cruzes, Cardoso veio estudar em São Paulo bancado pela família. Em julho, fará intercâmbio na Colômbia. O estudante considera que tem mais liberdade para ousar em seus planos.

"Pude me mudar, estudar inglês, tive acesso a oportunidades que meus pais não tiveram. Me sinto tranquilo, mais do que imagino que eles se sentiam na minha idade."

Para o professor do departamento de Economia da PUC-Rio, Luiz Cunha, o Plano Real foi a condição fundamental para os jovens saírem da "corrida infindável" de viver em função da inflação.

"O ambiente no qual toma decisões é muito mais tranquilo. Ele tem mais informação, o amparo financeiro dos pais, pode escolher melhor."

Marcela Pacífico, 19, é a primeira em três gerações de sua família que pôde definir o começo de sua carreira. Neta de Lúcia Pacífico, presidente do Movimento das Donas de Casa e Consumidores de Minas Gerais, que fiscaliza preços, ela cresceu ouvindo as dificuldades da época.

"Minha mãe foi trabalhar aos 17 anos. Só depois fez graduação. Ela se arrepende."

Veja vídeo sobre as gerações pré e pós-real
folha.com/no1477901

28/12/2013

O jeito Folha de torcer contra

Para começar, vamos lembrar duas capas das sempre festejadas torcedoras do fracasso que pisaram no tomate em 2013:

Quem compra o Brasil dos que torcem contra e vende pelo que vale, fica rico. Ao longo do ano, a Folha esmerilhou o assunto inflação, como se pode verificar por uma simples busca no site do do jornal impresso, foram o termo apareceu em 50.276.

Quem vive à sobra dos grupos mafiomidiáticos, não sobrevive sem ajuda de aparelhos… Hoje, a matéria de capa da Folha destaca que a inflação fica abaixo de 2013. No final, um texto da sempre lembrada Eliane Cantanhêde sobre… A revolução do tomate… Para piorar a vida dos urubólogos de plantão, o superávit fiscal foi recorde.

cp28122013

Preço de agropecuários de exportação derruba IGP-M

Índice de inflação fecha 2013 em 5,51%, ante 7,82% em 2012; para famílias, porém, alimentos sobem 9,16%

MARIANA CARNEIRODE SÃO PAULO

A inflação pesou mais no varejo do que no atacado neste ano, afetando as famílias, que gastaram mais para comprar carnes, pães e frutas.

O IGP-M, índice de preços que tem prevalência de produtos no atacado, fechou o ano em 5,51%, abaixo do verificado em 2012 (7,82%).

O recuo foi influenciado pela queda dos preços agropecuários no exterior, que afetou a maior parte do índice: a inflação medida pelo IGP-M é 60% captada no atacado. Outros 30% são de preços ao consumidor final e 10% na construção civil.

No atacado, os preços agrícolas fecharam o ano com queda de 1,49%, sob influência do milho (-27,10%), da soja (-1,38%) e do café (-27%).

Já no varejo, a inflação dos alimentos foi de 9,16%.

André Braz, economista da Fundação Getulio Vargas, instituição que calcula o índice, afirma que a cesta de compras do consumidor é diferente e concentra mais itens que subiram de preço, como carnes (+9,14%), pão francês (+14,94%), hortaliças e legumes (+8%) e frutas (+15,44%).

"Foi um ano de supersafra, mas é preciso saber de quais produtos estamos falando. Milho e soja ajudam a baixar preços industriais, mas isso não quer dizer que as cestas das famílias ficaram mais baratas", disse ele.

Esse descompasso deve fazer com que o IGP-M fique também abaixo do índice de inflação oficial, o IPCA, focado nos preços ao consumidor e que segundo projeção de analistas deve subir 5,72% neste ano. O resultado será divulgado em janeiro.

O cenário soa um tanto atípico em um ano em que se esperava um aumento mais acelerado dos preços no atacado, a reboque da alta do dólar. A moeda americana subiu 14,68% neste ano, afetando preços de importados e também de matérias-primas que vêm do exterior.

Segundo Luís Otávio Leal, economista-chefe do banco ABC Brasil, os preços internos acabaram não sofrendo tanta pressão porque o dólar subiu no mesmo período em que as matérias-primas perdiam fôlego lá fora.

No primeiro semestre, o CRB (índice de preços de commodities) subiu 2,26%. Na segunda metade do ano (até novembro) aumentou menos: 2%. Em setembro e outubro, o índice recuou quase 9%. Foi no segundo semestre que o dólar subiu com mais força.

Leal observa ainda que os preços no varejo sofreram mais neste ano o impacto do aumento das matérias-primas ocorrido em 2012. No atacado, boa parte desse efeito havia ocorrido em 2012.

Apesar de mais pressionados, os preços ao consumidor receberam contribuições de baixa em áreas administradas pelo governo. A energia elétrica recuou 18%. Tarifas de ônibus foram congeladas, e o aumento da gasolina ficou contido até o fim do ano.

Braz afirma que essa atuação do governo fez com que a inflação ficasse mais baixa do que se previa em 2013. Mas gera "uma dívida para o futuro", uma vez que esses preços terão que ser corrigidos.

Uma nova alta do dólar em 2014, hipótese em que muitos economistas acreditam devido à recuperação dos EUA, deve acrescentar mais pressão sobre os preços.

"A inflação não está fora de controle mas requer cuidados", afirma Leal.

 

ELIANE CANTANHÊDE , em 23/06/2013

A revolução do tomate

BRASÍLIA – O grande ausente das manifestações, vamos convir, foi o tomate. O confronto entre o aumento de preços e a corrupção foi a gota d’água que empurrou as pessoas às ruas e às portas dos palácios.

Como bem explicitou a Folha, os protestos são contra "tudo". Logo, não são contra a presidente Dilma Rousseff. Mas são também contra ela e o que representa, tanto que a marca da quinta-feira foi que os manifestantes chegaram perigosamente perto do Palácio do Planalto.

Dilma demorou demais a falar, demonstrou fraqueza ao correr para o colo de Lula e o pronunciamento de sexta-feira foi mais do mesmo quando presidentes se sentem sob pressão, em apuros.

Convocou um pacto nacional, prometeu reforma política, elogiou as manifestações democráticas, condenou os excessos e anunciou medidas que levam anos para ter resultados. Só faltou criar uma comissão.

A reação não resolve um grande problema de Dilma neste momento: a falta de discurso político.

Internamente, ela perde uma das principais armas para enfrentar o pibinho, a inflação, o aumento dos juros, a Bolsa despencando e o dólar insolente: os bons índices de emprego. Em meio à crise, passou quase despercebida a notícia de que a criação de vagas formais em maio é a menor em 21 anos. Isso, apesar de previsível, é demolidor sob o ponto de vista econômico e político.

Externamente, Dilma também perde a chance de repetir em futuras viagens internacionais, principalmente a Washington, em outubro, a arrogância de dizer que EUA, Alemanha e África do Sul, por exemplo, deveriam seguir a política econômica brasileira. Isso já era.

Falta muito tempo para a eleição, os aliados não têm saída e a oposição parece invisível. Mas não é à toa que manifestantes optam pelo voto quimera em Joaquim Barbosa. No fim das contas, Dilma continua favorita, mas ser reeleita só por exclusão não parece nada alvissareiro.

03/12/2013

Contra governo, vale até torcida por aumento maior nos combustíveis

Filed under: Grupos Mafiomidiáticos,Inflação,Petróleo,Petrobrax,Petrobrás — Gilmar Crestani @ 7:31 am
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Felizmente, FHC não conseguiu transformar a Petrobrás em Petrobrax. Não fosse do governo, e o preço dos combustíveis subiriam quando a petrolíferas gostariam que subisse. E aí também valeria aumentos para prejudicarem a população e desgastar o governo. Assim, a empresa continua sendo da União. E com ações na bolsa. Quem compra ações pode enriquecer, mas é um risco, pois também pode perder dinheiro. Quem compra, sabe. Quem não compra, também sabe. Querer que o governo aumente o preço dos combustíveis para que os compraram ações da Petrobrás tenham lucro e, de lambuja, jogar a inflação nas alturas com a desculpa do aumento dos combustíveis, é coisa que interessa a políticos que queiram ver a popularidade da Dilma caindo. De que adianta a torcida por um cenário ruim, se a cada torcida aumenta a popularidade da Dilma e piora a dos seus urubus? Querem investimento de risco… sem risco!

E assim se sabe de que lado a Folha está! Do quanto pior melhor…

Ações da Petrobras despencam até 10% após decepção com reajuste

Foi o maior tombo desde a crise de 2008; analistas veem falta de clareza na política de preços

Ministro Guido Mantega diz que governo pode voltar a cobrar Cide se inflação voltar a patamar ‘confortável’

VALDO CRUZDE BRASÍLIAANDERSON FIGODE SÃO PAULO

As ações da Petrobras despencaram até 10% ontem após a decepção com o reajuste de 4% da gasolina, considerado insuficiente, e com a falta de detalhes sobre a política de preços da estatal.

Os papéis mais negociados (preferenciais, sem voto) fecharam em queda de 9,21% (R$ 17,36), e os ordinários (com voto) caíram 10,37% (R$ 16,42). Foi a maior perda diária de ambos os papéis desde 12 de novembro de 2008, auge da crise nos EUA, quando recuaram 13% cada um.

Juntas, as ações respondem por 12% do Ibovespa, termômetro dos negócios com ações no país. O índice fechou com queda de 2,36% –a maior desde 30 de setembro.

Na sexta, a Petrobras anunciou um aumento de 4% para gasolina e de 8% para o diesel nas refinarias. Nos postos, a expectativa é que o aumento fique entre 2% e 2,5%.

A estatal anunciou que não divulgará os critérios de reajuste, mas disse que o modelo irá garantir a "convergência dos preços internacionais dos combustíveis ao mercado doméstico".

ESTATAL PREJUDICADA

Representantes de petroleiras presentes ontem ao Palácio do Planalto para a cerimônia de assinatura do contrato de exploração do campo de Libra disseram à Folha que a Petrobras foi prejudicada pelas decisões recentes do governo.

Segundo eles, tanto o percentual, que ficou abaixo do reivindicado pela estatal, como a suposta nova metodologia de cálculo dos aumentos significaram, na prática, um derrota para a estatal.

Na avaliação do setor, a criação de uma "nova política de preços", como foi divulgado na sexta, pareceu mais uma forma de reduzir o desgaste da Petrobras na disputa com o Ministério da Fazenda, que era contrário a qualquer reajuste automático da gasolina e do diesel, por temer efeitos na inflação.

Analistas reclamaram da falta de transparência sobre a "nova política", que não acaba com o poder da Fazenda sobre o reajuste.

A expectativa do mercado é que, pelo menos no ano da eleição, a definição dos preços fique sob controle total da equipe econômica.

A equipe de análise do Citigroup rebaixou a recomendação às ações da estatal de compra para neutra, ressaltando que o reajuste veio menor do que eles projetavam.

O mercado ficou também frustrado com a falta de detalhes sobre o acordo entre a empresa e o governo. "Foi perdida a chance de mudar a falta de clareza nas decisões da empresa", diz Luana Helsinger, analista do GBM.

Segundo o analista-chefe da XP Investimentos, William Alves, "a companhia permanecerá sendo afetada, destruindo valor para os acionistas". O reajuste também não agradou ao BTG Pactual: "Não sabemos se esse é um sinal do tamanho médio das altas dos preços no futuro", disseram Gustavo Gattass e Stefan Weskott, em relatório.

TRIBUTO DE VOLTA

O ministro Guido Mantega disse ontem que o reajuste de 4% foi insuficiente, mas que a gasolina teve alta de cerca de 30% desde 2011, ante 15% de inflação no período.

"Ninguém mais do que eu gostaria que a Petrobras tivesse um lucro maior. Ela paga muito Imposto de Renda [além de dividendos]", disse.

Mantega disse ainda que o governo pretende retomar a cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico em 2014, assim que a inflação estiver em um "patamar mais confortável".

Colaborou TONI SCIARRETTA, de São Paulo

16/10/2013

Ai, que ódio dessa Dilma!

Filed under: Ana Maria Braga,Grupos Mafiomidiáticos,Inflação — Gilmar Crestani @ 7:02 am
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Com Lula e Dilma ficou difícil a arte de ser urubu. A catastrofismo de véspera vira mão à palmatória no dia seguinte. Nem a crise que assola o resto do mundo ajuda o bando de urubus empoleirados nos grupos mafiomidiáticos. Parecem inspirados nos Gaviões da Fiel, com a diferença que as bandidagens daquela por vezes dá prisão. Nestes, depois de tanto comeram tomate, só prisão de ventre. E aí, alguém vai falar na “jóia de tomate” … Todo dia uma manchete catastrofista. No outro dia, um parágrafo perdido descantando o verso.

Comércio surpreende e altera previsões

Alta nas vendas do varejo em agosto foi de 0,9% em relação a julho, o sexto aumento mensal seguido neste ano

Dado faz economistas ponderarem que resultado da economia no 3º tri pode não ser tão ruim quanto o esperado

PEDRO SOARESDO RIO

Os estímulos do governo à compra de eletrodomésticos e a pressão menor da inflação impulsionaram as vendas do comércio varejista, que cresceram em agosto pelo sexto mês seguido e superaram as expectativas de analistas.

Os varejistas de todo o país venderam 0,9% a mais em agosto do que em julho, segundo o IBGE. O mercado esperava uma alta modesta –entre 0,1% e 0,3%.

Diante do desempenho favorável, especialistas já começam a refazer as projeções para o comércio e para o crescimento da economia brasileira neste ano, principalmente no terceiro trimestre, para o qual a maioria dos economistas prevê retração.

A LCA revisou para cima sua previsão de crescimento do comércio neste ano –de 4,1% para 5%. A consultoria afirma ainda que a melhora do varejo pode evitar queda do PIB no terceiro trimestre.

"Colocamos um viés de alta sobre nossas projeções para o PIB do terceiro trimestre, que, por enquanto, estão no terreno negativo, porém, podem ficar mais perto da estabilidade", diz a consultoria.

Segundo Aurélio Bicalho, economista do Itaú, dados já divulgados por alguns setores "sugerem que setembro foi positivo para as vendas no varejo, o que deve levar a um forte desempenho do setor no terceiro trimestre".

Diante do bom momento vivido pelo comércio e da estabilidade da indústria, diz, "diminui um pouco o risco de um resultado da economia no terceiro trimestre mais fraco do que projetamos". O Itaú prevê uma queda do PIB de 0,5% no terceiro trimestre, em relação ao segundo.

OTIMISMO MODERADO

Apesar da melhora, o comércio não terá um 2013 tão bom quanto 2012, quando as vendas avançaram 8,4%. Nos 12 meses encerrados em agosto, a alta acumulada nas vendas é de 5,1%.

Bicalho diz que o resultado menor neste ano acontece porque o varejo é afetado pela menor expansão da renda, pela confiança reduzida dos consumidores, pelos juros mais altos que em 2012 e pelo "ritmo moderado de crescimento do crédito".

"Esses fatores sugerem que o varejo tende a continuar em expansão nos próximos meses, mas em ritmo moderado e mais lento. O crescimento do varejo neste ano e no próximo tende a ser menor do que em anos anteriores."

EMPURRÃO

Para Aleciana Gusmão, técnica do IBGE, o destaque de agosto ficou com o crescimento das vendas dos supermercados. Isso, segundo ele, se deve ao comportamento dos preços em junho, julho e agosto, quando os alimentos tiveram deflação.

Já a LCA ressalta que o setor de eletrodomésticos "segue estimulado pelo programa Minha Casa Melhor". O projeto do governo dá crédito subsidiado para a compra de equipamentos para famílias beneficiadas pelo Minha Casa, Minha Vida.

Com esse cenário, a Rosenberg & Associados diz que "o Natal pode ser um pouco melhor que o inicialmente esperado" e cita que outro impulso em agosto veio do aumento das vendas de veículos, beneficiadas pelo IPI reduzido.

08/09/2013

Piada do tomate ganha concurso em Nova Brescia

O uso do papagaio como mascote é a tradução da piada pronta que prova de forma inconteste quem são seus seguidores… E depois a Globo não sabe porque o povo a confunde com merda. Pesquise para saber se esta anta alguma vez falou a respeito da participação da Globo na Ditadura ou sobre o Caso Proconsult?

Cinco meses depois, IPCA caminha dentro da meta

dom, 08/09/2013 – 11:26

Sugestão de Roberto São Paulo/sp-2010
Do Portal iG

Nova trajetória da inflação enterra discurso alarmista da ‘turma do tomate’

Cinco meses após a polêmica alta do preço do hortifruti, IPCA caminha em direção ao centro da meta de 2013 definida pelo Banco Central e põe fim ao descontrole inflacionário
Bárbara Ladeia – iG São Paulo

Em março deste ano, o Brasil ganhou uma nova paixão nacional: o tomate. No noticiário, na televisão, nas redes sociais e em todo lugar lá estava o fruto vermelho apontado como uma espécie de mártir da economia nacional . O mal-estar com alta dos preços tomou conta da economia brasileira e houve quem apostasse que o governo se veria obrigado a tomar medidas drásticas para forçar a inflação, ao menos, em direção à meta de 2013, fixada em 4,5% pelo Banco Central.
O polêmico fruto liderou a alta dos preços nos alimentos, com um reajuste médio de 60%, e virou também o bode expiatório de uma inflação supostamente fora do controle. Em artigo publicado na imprensa em abril, o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luiz Carlos Mendonça de Barros, chegou a cobrar uma solução capaz de dar jeito na “situação limite e perigosa” da inflação abril – ainda que tenha destacado como “rudimentar” o debate proposto “pelos dois lados do espectro ideológico que domina o debate econômico”.

Na televisão, Ana Maria Braga em seu programa Mais Você apareceu fantasiada com um colar de tomates , que seriam “jóias”, dado o alto preço do produto. Na internet pipocaram centenas de campanhas bem humoradas que trouxeram a tona o debate. Enfim, o País inteiro estava discutindo economia – e, em sua maioria, discutindo preços supostamente “descontrolados”.
Na manhã da última sexta-feira (6), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que o caminho que está sendo desenhado pode ser bem diferente da catástrofe anunciada no primeiro trimestre. Mesmo com a leve aceleração de 0,24% nos preços , os números do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostram mais uma âncora sob o índice de inflação oficial. No acumulado dos 12 meses, o índice formou alta de 6,09% nos preços – inferior aos 6,27% acumulados em julho e aos 6,7% apontados em junho.

Com análises baseadas no retrospecto de 12 meses, a distância entre a leitura do mercado e os reais números de inflação acaba ficando maior. O economista João Sicsú, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lembra que as metas definidas pelo Banco Central valem para o período que compreende entre janeiro dezembro – e não os últimos 12 meses. O traço de tendência acaba desconsiderado, dando espaço para uma análise mais retrospectiva que de fato projetiva. “A meta só é estourada ou cumprida em 31 de dezembro. Até lá, o que se tem é especulação”, diz. “Não há motivo para alarmismo.”

Luiz Gonzaga Belluzo, economista da Unicamp, explica que todo esse pânico tem a ver com uma leitura quase metonímica do índice: com a disparada nos preços de uma parte, no caso os alimentos, entendeu-se que o todo estava ameaçado. “O coeficiente de erro das previsões econômicas é sempre elevadíssimo”, comenta Belluzo.
Na contramão dos números oficiais registrados nos últimos dois meses, as instituições financeiras revisaram para cima suas perspectivas para a inflação ao final do ano. Segundo o Boletim Focus , divulgado na manhã da última segunda-feira (2), o Brasil fecha 2013 com inflação de 5,83% – ainda abaixo do teto, mas longe do centro da meta, de 4,5%.
A despeito das declarações recentes do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, de que nada mudaria neste ano, o mercado ainda espera um reajuste no preço dos combustíveis (resultado da valorização do dólar) – o que poderá forçar novamente os preços para cima. Belluzo ressalta, no entanto, que esse ajuste já está “atrasado”. “Perdemos o timing de repassar essa alta: gasolina mais cara com mais desvalorização do real não costuma ser uma boa combinação.”
Inflação não é uma grande questão
Na última quarta-feira (4), André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, revisou suas expectativas para o IPCA de agosto, de 0,25% para 0,21%, ligeiramente menos que o número entregue pelo IBGE. “Minha projeção para o ano está indo para 5,4% se não houver nenhuma grande novidade”, diz Perfeito, que não nega a “persistência” da inflação nacional. “O mercado está mudando de perspectiva a todo momento, não tem motivo para pânico.”
O economista explica que o elemento psicológico, nesse caso, é forte: por ter passado por uma recente “revolução monetária”, patrocinada por uma queda abrupta nos juros, a economia busca um novo ponto de equilíbrio. Naturalmente, analistas de mercado observam o cenário com muitas ressalvas, já que a inflação é, historicamente, uma das principais questões nacionais. “Hoje a inflação não é uma grande celeuma”, completa.
Misturando os canais
Para João Sicsú, o componente político é ainda maior que o psicológico. “Inflação é sempre um motivo de preocupação, mas não existe nem existiu descontrole inflacionário, nem mesmo em março, com a história do tomate”, diz.
O debate chegou tão claramente à questão política que uma paráfrase da campanha de Dilma Rousseff passou a ser utilizada pelo possível candidato da oposição, Aécio Neves (PSDB-MG). O “País rico é País sem pobreza” virou “País rico é país sem inflação”. Em propagandas eleitorais televisionadas, Neves usou o tema como principal mote, afirmando que a “alta de preços voltou a bater na porta dos brasileiros”.
Depois de meses de apreensão no Palácio do Planalto sobre o comportamento da inflação, na noite de sexta-feira (5), Dilma pôde retomar o assunto de forma favorável. Disse a presidente em pronunciamento em cadeia de rádio e TV: "Falharam mais uma vez os que apostavam em aumento do desemprego, inflação alta e crescimento negativo. Nosso tripé de sustentação continua sendo a garantia do emprego, a inflação contida e a retomada gradual do crescimento".
Dilma frisou que a inflação não deve ser tratada como uma ameaça à população. "A inflação está em queda. Os índices de julho e agosto foram baixos e a cesta básica ficou mais barata em todas as 18 capitais pesquisadas. Vamos fechar 2013 com uma inflação, mais uma vez, dentro da meta, o décimo ano consecutivo em que isso ocorre", destacou no pronunciamento.
Sicsú vê que a análise dos dados econômicos tem sido constantemente submetida aos impasses político-partidários, o que torna a leitura dos dados enviesada e descolada dos fatos. “Esse debate da inflação foi contaminado pelo fogo político. Esse discurso tem a ver com qualquer outra coisa que não é economia”, afirma…..

… O encontro entre política e economia
Há quem veja motivo para seguir em alerta. O ex-diretor do Banco Central, Alexandre Schwartsman, faz coro ao grupo dos alarmados. Na última sexta-feira (6), o economista afirmou à Agência Estado que o IPCA divulgado pelo IBGE “parece mais um acidente do que uma característica permanente”. Para ele, nem a alta recente dos juros para 9,75% ao ano vai controlar a inflação. “Está longe de ser suficiente para mudar a dinâmica da inflação, mas há limites que o Banco Central não parece disposto a transgredir.”
Com o debate fora do âmbito econômico, Alessandra Ribeiro, economista da consultoria Tendências, lembra que o exercício da política não está entre as prioridades do Banco Central. “A função do Banco Central é zelar pela estabilidade monetária do País”, comenta. “Em outros momentos, o BC já sucumbiu às pressões políticas e o resultado é invariavelmente ruim.”
Para Alessandra, essa inflação menos “descontrolada” que o esperado é fruto dos estímulos do governo para manter a economia aquecida. A desoneração da cesta básica e prorrogação da isenção do IPI teriam mantido os números sob pressão. “Essas políticas derrubam os preços, mas não alteram a dinâmica da economia”, afirma.
Essa dinâmica não traz a melhor das perspectivas, para a economista, que já vê efeitos negativos da alta dos preços sobre a economia. “O governo Dilma erra ao criar o pior dos mundos: juntou a inflação alta a um crescimento muito mais tímido”, diz.

URL:

http://economia.ig.com.br/2013-09-07/nova-trajetoria-da-inflacao-enterra…

GGN | Cinco meses depois, IPCA caminha dentro da meta

07/08/2013

Caíram do bolso os tomates da Ana Maria Brega

Como no samba, está la estendido no chão o corpo do golpista Álvaro Dias, velado pelo coveiro-mor do PSDB, Aético Never, que denunciavam a inflação galopante.

Cesta básica cai em todo o país, e alimentos derrubam inflação

Antes vilão, tomate leva cesta de produtos essenciais à primeira queda generalizada desde 2007

Para analista, alimentos voltam a subir em agosto com leite, carnes e trigo; BC fala em convergência com meta

TATIANA FREITASDE SÃO PAULO

Vilões nos primeiros meses do ano, os alimentos apresentam queda generalizada de preço e, agora, empur- ram para baixo os índices de inflação.

Em julho, o valor da cesta básica caiu em todas as capitais pesquisadas pelo Dieese –fato inédito desde 2007.

Itens retirados momentaneamente dos carrinhos de compra devido ao alto preço, como o tomate e o feijão, tiveram as maiores influências para a queda no mês passado.

"Há muita volatilidade nos preços desses alimentos, que dependem das condições de clima e safra", diz José Silvestre, coordenador do Dieese.

Historicamente, a maioria dos alimentos "in natura", como hortaliças e frutas, sobe nos primeiros meses do ano, devido ao excesso de chuvas, e caem na metade, beneficiados pelo clima.

É o que acontece neste momento. Além disso, a colheita de grãos já foi encerrada no país, garantindo boas condições de oferta para soja e milho –ingredientes em muitos alimentos industrializados e na ração de animais.

Mas, apesar de a queda recente não ter sido suficiente para anular a alta do primeiro semestre –no acumulado do ano, a cesta básica só cai em Florianópolis–, a deflação de alimentos deve perder força nos próximos meses.

"Julho deve ser o pico de queda para os preços dos alimentos ao consumidor", diz Adriana Molinari, analista da Tendências Consultoria.

Para ela, a inflação de alimentos volta para o terreno positivo em agosto.

Segundo a analista, os preços no atacado já mostram desaceleração da queda de preços nos itens "in natura" e alta das carnes, do leite e de derivados do trigo.

Nesses casos, o preço sobe por causa de restrições na oferta. No caso do trigo, a alta do dólar também pesa, já que pelo menos metade do abastecimento é garantida pelo produto importado.

O impacto do câmbio na inflação só não é maior porque as matérias-primas caem no mercado internacional.

"A dinâmica internacional das commodities mais do que está compensando a alta do dólar", diz em relatório o economista-chefe do banco ABC Brasil, Luis Otavio Leal.

Para o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, o impacto do câmbio na inflação será limitado. "A trajetória de convergência para a meta [de 4,5%] se inicia neste semestre", disse ontem.

10/05/2013

Os vilões da inflação

Filed under: Inflação — Gilmar Crestani @ 8:13 am
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Segundo pesquisa do DataFichaCorrida, os vilões da inflação para o dia das mães são a Folha, a Globo, o Itaú e o Credicard. O resto estão só se aproveitando de uma data comemorativa.

Bijuteria e show inflacionam Dia das Mães

FGV comparou preços de 31 itens relacionados à data; alta média apurada foi de 6,01%, abaixo dos 6,17% do IPC

Procura mais intensa deve ser por presentes de menor valor, como roupas e calçados, afirmam associações

CLAUDIA ROLLIDE SÃO PAULO

Quem decidir presentear a mãe levando-a a um show, comprando uma bijuteria ou um pacote turístico deve preparar ainda mais o bolso.

São esses os três itens que tiveram maior alta de preços, segundo levantamento do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da Fundação Getulio Vargas, ao comparar a inflação de 31 serviços e produtos relacionados à comemoração da data.

Para o cálculo, feito a pedido da Folha, o estudo considerou a variação de preços acumulada de maio de 2012 a abril deste ano. O reajuste médio dos 31 presentes para o Dia das Mães foi de 6,01%.

Nesse período, a inflação medida pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor), da FGV, chegou a 6,17%. O indicador mede a variação de preço de um conjunto de bens e serviços de famílias com nível de renda situado entre 1 e 33 salários mínimos mensais.

VILÕES

Na lista de 26 produtos pesquisados, as maiores altas foram encontradas em bijuterias (11,37%), instrumentos musicais (9,81%) e artigos esportivos (7,98%).

Entre os serviços que costumam ser oferecidos como presentes para as mães, os vilões da inflação da data foram show musical (12,65%), pacote turístico (10,08%) e restaurante (8,72%).

As maiores quedas de preço ficaram entre agasalhos (-6,59%), televisores (-6,19%), máquinas fotográficas (-2,51%), tênis (-2,42%) e aparelhos celulares (-2,31%).

"Embora o preço das TVs tenha registrado queda, é um bem de alto valor, e o consumidor tem de ficar atento. Tem de ter planejamento para a compra de bens como esse e atenção para a forma de financiamento. Nem sempre a queda de preço cabe no orçamento", diz o economista André Braz, responsável pelo levantamento da FGV.

A elevação da inflação deve ter impacto nas vendas do Dia das Mães, segundo associações ligadas ao comércio. A previsão para 2013 é de crescimento modesto na vendas e na compra de presentes de menor valor.

MAIS BUSCADOS

Roupas e calçados lideram a lista de intenções de compra para a data, segundo informa a Associação Comercial de São Paulo.

Nos últimos 30 dias, a procura por calçados, bolsas e roupas tiveram crescimento de até 340% no site de buscas Zoom. O levantamento foi feito com 14 categorias de produtos, entre eletrodomésticos e outros bens.

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