Ficha Corrida

06/11/2016

Índio começou na roça aos 9; eu, aos 8!

Filed under: Índio,Inter — Gilmar Crestani @ 10:58 am
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Não é porque eu tenha, e todos no meu tempo também, que concorde!

É comum ver em pessoas que passaram pelas mesmas circunstâncias dizerem que era um tempo feliz. É só uma confusão entre juventude x condição de vida.

Quem é da aldeia colorada conhece seu Índio! 

"Comida mais cara do mundo" foi a paixão de Índio antes de brilhar no Inter

Marcello De Vico e Vanderlei Lima – Do UOL, em Santos e São Paulo – 05/11/201606h00

  • Jefferson Bernardes/Agência Preview

    Índio é homenageado pelo Inter na reinaguração do Beira-Rio, em 2014

    Índio é homenageado pelo Inter na reinaguração do Beira-Rio, em 2014

Antes de chegar ao Internacional e se apaixonar pelo Colorado, Índio teve outra paixão, ainda no início de sua vitoriosa carreira no futebol: a panqueca. Foi no Novorizontino, primeiro clube de sua carreira, que o ex-zagueiro foi ‘apresentado’ à comida que virou uma de suas maiores alegrias. Local de Maracaí, interior de São Paulo, Índio trabalhou na roça desde os nove anos. Até os 18, quando iniciou a carreira profissional no futebol, ainda não havia tido a oportunidade de comer o que, para ele, era a ‘comida mais cara do mundo’.

Edu Andrade/Agência Freelancer

"Eu comecei um pouco tarde, com 18 anos, porque eu trabalhava, e tive a oportunidade de fazer um teste, e depois fui com fé, lutando, acreditando em um dia chegar num grande clube. Eu comecei no Novorizontino, a primeira vez que eu comi panqueca foi no Novorizontino, eu nem sabia o que era panqueca [risos]. Na minha cidade, Maracaí-SP, todo mundo sabe… Lá eu trabalhava na roça e eu nunca tinha comido panqueca, passei muita dificuldade, e quando eu fui jogar no Novorizontino, tinha um cardápio assim: feijão, arroz e panqueca, e para mim panqueca era a comida mais cara do mundo, mas era massa enrolada com carne e ovo. Para mim eu estava comendo a comida mais cara do mundo, e eu comi muito, parecia que estava comendo a melhor comida do mundo [risos]. Eu adoro panqueca, é bom demais", conta o ex-zagueiro colorado em entrevista exclusiva ao UOL Esporte.

Marcos Antônio de Lima, o Índio, recorda o momento em que pediu as contas do trabalho, aos 13 anos, para se arriscar na ainda incerta carreira de futebol. Escolha acertada.

"Eu trabalhei numa empresa, na roça… Eu cortava cana e o meu pai era motorista em Maracaí. Eu comecei a trabalhar cedo na roça, com nove anos, aí com 13, já trabalhando na empresa, um certo dia eu pedi uma folga e a empresa não queria me dar, mas tinha o chefe meu que conseguiu e eu fui fazer o teste e acabei passando. Aí eu voltei e pedi a conta", lembra.

Índio na ponta direita?

Antes de ser recuado para o setor defensivo, Índio arriscou alguns jogos atuando no ataque, ainda em um time amador de sua cidade. Mas foi prontamente deslocado pelo técnico.

"Quando eu jogava no time da Usina, na minha cidade em Maracaí, eu era forte, e fui jogar de ponta direita, e o treinador de lá falou: ‘não, pelo amor de Deus, na ponta direita não, joga lá para trás’ [risos], aí eu fui para a zaga até encerrar a carreira [risos]", brinca Índio, que ainda cita suas principais referências da posição que o consagrou no futebol. "Eu me espelhava no Antônio Carlos Zago, no Márcio Santos, eu admirava muito esses dois jogadores… o Márcio Santos jogou no Novorizontino e também no Internacional", acrescenta o ex-zagueiro.

O começo no Internacional…

Reuters

Índio lembra que a chance de defender o Internacional em 2005, após uma rápida passagem pelo Palmeiras, deu-se graças à indicação de Muricy Ramalho, técnico do Inter na época.

"Foram 10 anos de Internacional, e foi o Muricy Ramalho [que pediu sua contratação], ele acabou me ligando… Falei com o presidente Fernando Carvalho e também com o Newton Drummond, que era gerente de futebol, mas foi o Muricy quem pediu a minha contratação, eles fizeram a reunião e o Muricy pediu a minha contratação", revela.

Amor pelo Inter e ‘zaga-artilharia’

Foram dez anos atuando pelo Internacional, com ao menos um título conquistado em cada um deles. Índio tornou-se ídolo da torcida e o maior zagueiro artilheiro do clube: 33 gols.

Alexandre Lops/AI Inter

"O Internacional mudou a minha vida. Hoje, graças a Deus, tudo que eu conquistei, onde estou trabalhando hoje, é no Internacional, então o Internacional mudou a minha vida, o Internacional é amor, paixão, lutei demais por este clube, tudo valeu a pena. O Internacional é uma família que eu tenho, foram vários títulos no Internacional, carreira, a condição financeira que o clube me proporcionou… Claro que eu lutei, batalhei e trabalhei para isso, reconhecimento, foi muita mudança na minha vida. A identificação com o Internacional e a torcida foi fatal, sem dúvida eu me identifiquei muito, é um clube que eu tenho carinho mesmo agora que está passando por momento difícil no Brasileiro, mas eu acredito que vai sair desta situação", afirma o zagueiro, que superou os 26 gols de Figueroa em uma partida de 2010, contra o Avaí.

"Quando eu cheguei no Internacional, um clube vitorioso… Passaram vários jogadores, vários zagueiros com muita qualidade, e eu sempre ouvi falar muito no Figueroa, é um nome mundial e ele era o atleta que mais tinha feito gols, e eu consegui superar esse número e ultrapassá-lo. Eu fui trabalhando e as coisas foram acontecendo, e hoje, no Internacional, eu tenho 33 gols, sendo o maior zagueiro artilheiro na história do clube", acrescenta Índio.

‘Homem Gre-Nal’

Edu Andrade/Agência Freelancer

Dos 33 gols marcados, quase 20% deles (seis) foram marcados diante do maior rival do Internacional, o Grêmio. Mais um motivo para aumentar a idolatria da torcida com Índio.

"Aqui no Rio Grande do Sul você pode estar disputando 10 campeonatos, mas chegou no Gre-Nal os campeonatos param, é totalmente diferente, é muito diferente. Os torcedores nas ruas falando: ‘vamos ganhar, vamos ganhar’, e eu gostava muito de jogar e fazer gol", diz.

"Em Gre-Nal eu sou um dos zagueiros que mais fez gols no rival. O Gre-Nal é gostoso demais de se jogar, eu fiz seis gols em Gre-Nal e nunca perdi quando eu fiz gol. Gre-Nal, na semana, para o Rio Grande Sul, é bom demais. Na véspera do jogo a gente não dorme pensando no jogo, é gostoso demais, é diferenciado, um dos maiores clássicos do mundo. É o mais disputado, tem qualidade", opina o ex-zagueiro colorado.

O jogo mais especial pelo Inter

EFE/Kimimasa Mayama

Dentre os 391 jogos que disputou com a camisa colorada, um deles se tornou mais marcante na memória de Índio. E não podia ser diferente: uma vitória sobre o poderoso Barcelona na final do Mundial, em 2006.

"Todos os jogos, desde que eu cheguei aqui, foram especiais, mas um dia maravilhoso e marcante para a nação colorada, com certeza, foi o Mundial de 2006 contra o Barcelona. A maioria não acreditava na gente, quem acreditava era o torcedor colorado, e a gente foi para lá e se sagrou campeão. O Barcelona jogou o primeiro jogo e tinha aplicado uma goleada de 4 a 0 no América do México, e ninguém acreditava que a gente ia ganhar. É um jogo que me marcou muito", conta Índio.

Inter até depois de pendurar as chuteiras

Índio e Internacional não se desligaram mesmo após o zagueiro pendurar as chuteiras, atuando pelo Inter (claro), em dezembro de 2014. Depois de um tempo de descansando, ele foi convidado pelo clube para fazer um trabalho social com os torcedores. E aceitou.

"Eu tirei um tempo depois que eu parei de jogar futebol, fiquei na minha cidade, cuidando das minhas coisas, mas eu não gostei de ficar fora do futebol. Acabei recebendo o convite e estou trabalhando para o clube. Trabalho na área social, com torcedores que têm dificuldade em vir ao Beira-Rio… Então o clube pega e leva os ex atletas – ou até mesmo os atletas que estão em atividade, mas estão de folga – para o interior para tirar uma foto com o torcedor; uma festa com o torcedor para as pessoas cada vez mais se sentirem próximas ao Internacional, e a gente tem viajado e tenho sentido a importância deste trabalho", completa.

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22/09/2014

Gorilas sadomasoquistas: para dar prazer aos EUA, torturaram até índios

Filed under: Aikewara,Assassinato,Índio,Ditadura,Gorilas,Tortura — Gilmar Crestani @ 7:49 am
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ditadura era issoMilico quando rouba o poder só faz merda!

YWYNUHU SURUÍ

TENDÊNCIAS/DEBATES

O primeiro povo indígena anistiado

Por mais que haja reparação, nunca sairão da memória dos Aikewara as cenas de terror presenciadas na repressão à guerrilha do Araguaia

Nós, Aikewara, povo tupi-guarani conhecido como "Suruí do Pará", escrevemos este artigo para que todos saibam por que na sexta-feira, 19 de setembro, nós nos tornamos o primeiro grupo de indígenas considerado anistiado político e por que esse dia é histórico para nós e para os povos indígenas deste país.

Esperamos 40 anos para que o Estado brasileiro reconhecesse a violência sofrida por nós, dentro e fora de casa, sem saber o porquê da presença daqueles homens fardados na aldeia para "caçar" pessoas –pergunta que eles próprios, nossos pais e avós, se faziam: por que os "marehai" (forma como chamamos os militares na nossa língua) estavam matando aquelas pessoas no Araguaia?

Durante três anos, de 1971 a 1973, os Aikewara viveram assustados quando ouviam qualquer barulho de carro ou avião. Logo pensavam que seriam mortos. Muitos tinham insônia, não conseguiam dormir tranquilos porque o tempo todo eram ameaçados por soldados do Exército brasileiro.

As mulheres ficavam apavoradas ao ouvir a tradução de quem sabia falar um pouquinho de português, de que os soldados estavam ordenando que as crianças se calassem e, que se fizessem qualquer barulho, eles matariam todos. E todos os homens adultos da aldeia foram levados para servir de guias para os "marehai" na mata –que conhecemos bem porque é a nossa terra.

Sem comer direito, andando por dias e dias, obrigados a levar cargas pesadas nas costas, aos empurrões, gritos e ameaças, dormindo ao relento na mata e adoecendo.

Por mais que seja feita uma reparação, nunca sairão da memória do povo Aikewara as cenas de terror e tortura que todos na aldeia presenciaram e sofreram no período da repressão à guerrilha do Araguaia, sendo prisioneiros em suas próprias casas, mantidos em cárcere privado, sem direito de buscar o seu próprio alimento. Crianças, idosos e mulheres passavam fome porque lhes fora tirado o direito de ir e vir em nossa própria terra.

Por muitos e muitos anos ouvimos essa história contada pelos nossos avós desde que éramos pequenos. Hoje somos pais e alguns já são avôs ou avós. Agora entendemos por que eles nos contavam e por que temos que continuar contando por meio de narrativas, maneira como são repassados os ensinamentos, as histórias do povo Aikewara para nossos filhos e netos.

Em meio a tantas lindas histórias que aprendemos ouvindo para poder repassar adiante de geração em geração –para que nunca acabem–, não era dessa maneira que nós gostaríamos de fazer parte da história do nosso país.

É triste saber que para viver na democracia foi preciso lutar e perder tantas vidas. Para ter liberdade foram perdidas vidas de verdadeiros heróis que não podem jamais ser esquecidos –e cujas lutas foram interrompidas com violência e mortes. Graças a essas corajosas pessoas é que podemos nos manifestar para fazer valer nossos direitos à saúde, à educação, à moradia e ao transporte de qualidade, garantidos na Constituição Federal.

Agora reconhecidos como anistiados políticos pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, ainda esperamos a principal reparação que existe, e que é coletiva: a regularização e desintrusão da terra indígena Tuwa Apekuokawera, parte do nosso território, excluída há 40 anos. É só com a devolução e proteção do nosso território que poderemos voltar a viver mais tranquilamente depois de tudo o que nossos pais e avós sofreram.

YWYNUHU SURUÍ, 30, é integrante do povo Aikewara e diretor da Escola Indígena Moroneikó, na Terra Indígena Sororó, sudeste do Pará

01/07/2014

Caminho Inca: a distância entre a ignorância e o preconceito

Filed under: Índio,Caminho Inca,Incas,Lasier Martins,New York Times — Gilmar Crestani @ 7:23 am
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Indio Lasier MartinsNew York Times

Estrada inca ganha reconhecimento da Unesco

Por RALPH BLUMENTHAL

É um feito de engenharia comparável, dizem os especialistas, ao sistema romano de estradas, mas mais notável devido ao terreno adverso que ela percorre há mais de 3.000 anos. A Qhapaq Ñan, ou "grande estrada", há muito tempo conecta os povos do Peru, da Colômbia, do Equador, da Argentina, da Bolívia e do Chile, ziguezagueando por milhares de quilômetros ao longo da costa pacífica da América do Sul e entre os picos nevados dos Andes, da floresta tropical ao deserto.

Ligando Cuzco, a capital inca no território do atual Peru, aos mais distantes extremos do império inca, ela conduzia viajantes, soldados, mensageiros e, mais tarde, também os cavalos dos conquistadores.

Agora, depois de um esforço colaborativo de 12 anos de duração, os seis países que abrigam a estrada inca conseguiram que a Unesco a classificasse como parte do patrimônio histórico e cultural da humanidade. A candidatura da estrada foi de longe a mais completa na lista de 12 atrações culturais e naturais que concorriam, contando com o trabalho de centenas de especialistas.

"A mais dispendiosa obra de infraestrutura de transportes do Novo Mundo", disse Gary Urton, professor e diretor do departamento de antropologia da Universidade Harvard, sobre a estrada.

A classificação como patrimônio da humanidade faz com que um local adquira importância especial, tornando-o digno de medidas especiais de proteção. Os países que apresentam candidatos se comprometem a respeitar protocolos rigorosos de conservação, na expectativa de adquirir prestígio, atrair turistas e ocasionalmente obter apoio financeiro.

As maiores ameaças à rede de estradas inca, hoje, são o desenvolvimento urbano, a mineração e a intrusão da agricultura e de torres de comunicação e linhas de energia, segundo o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios Históricos, organização profissional que avalia os locais submetidos como candidatos ao comitê de patrimônio histórico.

"Partes da trilha foram adaptadas aos meios modernos de transporte, sendo asfaltadas ou transformadas em rodovias", afirma a avaliação. "Seções maiores continuam a existir com seus materiais originais da era inca e são usadas por pedestres e animais de carga, como cavalos, mulas e jumentos."

O comitê de patrimônio histórico recentemente retirou da lista uma indicação de emergência feita pelas autoridades palestinas: a paisagem cultural de Battir, no sul de Jerusalém. O comitê anunciou que, depois de reavaliar o caso, não considerava que o sítio tivesse "valor inquestionável, notável e universal" e não concordou que enfrentasse uma emergência que tornasse necessárias medidas imediatas de proteção.

O Peru moderno, onde o império inca, de curta duração, atingiu seu máximo poderio nos cem anos precedentes à conquista espanhola em 1532, tem cerca de 100 mil sítios arqueológicos notáveis, de acordo com Luis Jaime Castillo Butters, ministro assistente da Cultura peruano.

A estrada não é tão famosa quanto Machu Picchu, mas é notável tanto pela extensão quanto por demonstrar a competência técnica dos construtores do passado. Especialmente notável é a última ponte inca de cordas de grama trançada, a ponte Qeswachaka, que transpõe o cânion do rio Apurímac.

O sistema rodoviário começou a se formar como uma série de trilhas, talvez já por volta do ano 1.000 a.C., disse Urton, e foi desenvolvido em forma de uma complexa rede viária pelos incas no século 15, que a utlilizavam para o comércio e para transmitir mensagens. Depois da chegada dos conquistadores, vindos do norte em 1526, a estrada foi usada para subjugar os incas, o que os forçou a buscar refúgios em territórios remotos e montanhosos.

Castillo Butter diz que seu país, nos últimos anos, vem ganhando renome internacional pela culinária e que o reconhecimento da estrada como patrimônio histórico poderia começar a mudar as percepções sobre seu passado.

"Nossas crianças estão começando a pensar nos peruanos do passado como ótimos cozinheiros", diz, "mas deveriam pensar neles como grandes engenheiros".

23/01/2013

Editorial de índio

Filed under: Índio,Cacique,Folha de São Paulo — Gilmar Crestani @ 8:21 am

A Folha tem de se decidir. É Lula e lulismo ou PT e petismo. A bipolaridade do editorialista não se sustenta, afinal se é Lula e lulismo, porque sempre incriminar todo o partido? Desce o tacape só no Lula. Lula exemplificaria a pior tradição personalista brasileira. A melhor tradição, claro, é a da Folha. Participa da ditadura, inclusive emprestando carros para transportar clandestinamente presos políticos. Em virtude disso, da participação dela, chama ditadura de ditabranda. E, para consumar toda sua tradição democrática, traz à luz uma ficha falsa da Dilma. Estes são os energúmenos que apontam o dedo para o cacique da aldeia vizinha, ao invés de limpar a própria oca, que cheira à pocilga. Ao invés do programa de índio, a Folha se reinventa e dá cria ao editorial de índio…

EDITORIAIS

editoriais@uol.com.br

Cacique Lula

Depois de presidir reunião com secretários de Haddad, o ex-presidente segue na trilha do personalismo e anuncia ofensiva na esfera federal

Nas palavras do ex-ministro Paulo Vannuchi, atual membro da diretoria do Instituto Lula, o ex-presidente, a partir do próximo mês, irá "jogar toda a sua energia" no esforço de consolidar as alianças entre as forças que apoiam o governo Dilma Rousseff. A tarefa do líder petista seria identificar conflitos e procurar superá-los.

Lula não precisará de muito esfoço para cumprir a primeira parte da missão. Os conflitos já são, na maior parte, conhecidos. Os aliados, em especial os peemedebistas, queixam-se da rivalidade do PT e do tratamento dispensado pela presidente Dilma a suas demandas fisiológicas. O Planalto se mostraria mais rude e menos sensível do que desejariam.

Além disso, causam preocupação as ambições do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, à Presidência da República. A candidatura do líder do PSB já em 2014 sem dúvida enfraqueceria a campanha pela reeleição de Dilma.

Para consolidar essas fraturas, a famosa lábia do ex-presidente não será suficiente. Ele terá de oferecer cargos, vantagens e até acenar com a longínqua possibilidade de apoiar um candidato não petista na disputa de 2018.

Nesse contexto, não é demais lembrar que Lula não ocupa cargo no governo. Embora nada o proíba de participar de articulações e defender teses e propostas, seria mais adequado que agisse com discrição e desse preferência aos caminhos institucionais, como o debate em âmbito partidário.

Em se tratando de PT, porém, não existe âmbito partidário. Ou, se existe, é integralmente preenchido pela figura de Lula. "Le parti c’est moi" (o partido sou eu) poderia ser seu lema, na pior tradição personalista da política brasileira. Na contramão da mudança de hábitos que o petismo outrora defendia, o ex-presidente comporta-se como um perfeito cacique.

O êxito na eleição da presidente Dilma e, a seguir, do prefeito Fernando Haddad, em São Paulo, parece ter reacendido em Lula a fagulha da onipotência. O revés no julgamento do mensalão, por sua vez, parece ter impulsionado a decisão de sugerir a todos que ainda está no controle.

Foi o que fez recentemente, numa cena constrangedora, ao presidir uma reunião de Haddad com secretários. Sem pudor em tratar seu "poste" como "poste", assumiu o comando da mesa, apontou diretrizes e deu orientações ao afilhado e seus colaboradores.

Vai-se assistindo ao mesmo na esfera federal, onde agora se anuncia nova investida. Em ambas as circunstâncias, a interferência cria ruídos indesejáveis e apequena a figura dos governantes. A quem cabe a última palavra? Quem o primeiro escalão deve prestigiar em caso de divergências?

A pergunta pareceria absurda em qualquer democracia séria, mas é cabível nesse enredo em que o ex-presidente mostra-se tentado a continuar governando sem ter sido eleito. É um desserviço que Lula presta ao permitir que essas interrogações fiquem no ar.

11/11/2012

A “civilização” que a ditadura legou

Filed under: Índio,Ditadura,Tortura — Gilmar Crestani @ 8:52 am

e que não ousou dizer seu nome, até se tornar, nas palavras da Folha de São Paulo, ditabranda!

Vídeo inédito sugere que ditadura ensinou indígenas a torturar

‘TV Folha’ deste domingo destaca ainda gravação com dono do banco Cruzeiro do Sul e chineses de olho no Brasil

Programa que começa às 19h30 na TV Cultura traz detalhes do estádio do Corinthians em Itaquera, em São Paulo

DE SÃO PAULO

O programa "TV Folha" deste domingo -que vai ao ar na TV Cultura às 19h30, com reprise à meia-noite- traz imagens da antiga Guarda Rural Indígena (Grin) que permaneceram ocultas por mais de quatro décadas.

O vídeo sugere que a ditadura militar treinou índios com técnicas de tortura.

O material ficou desaparecido por 42 anos e foi encontrado no Museu do Índio, no Rio, por um grupo ligado à Comissão da Verdade, que investiga abusos da ditadura.

17/02/2012

O Cacique da Aldeia Vermelha

Filed under: Índio,Inter — Gilmar Crestani @ 9:14 am

Marcos Antônio de Lima, mais conhecido como Índio (Maracaí, 14 de fevereiro de 1975).

indiotime

Indio

 

Índio comemora trajetória de sucesso no Inter

Índio está na galeria dos maiores zagueiros da história de 102 anos do Inter. Desde 2005 no Beira-Rio, o defensor conquistou a incrível marca de doze títulos pelo Campeão de Tudo – Gauchão (2005, 2008, 2009 e 2011), Libertadores (2006 e 2010), Mundial Fifa (2006), Recopa (2007 e 2011), Dubai Cup (2008), Copa Sul-Americana (2008) e Copa Suruga Bank (2009). E também quebrou um recorde histórico com a camisa colorada: com 30 gols em 318 partidas, é o zagueiro que mais vezes marcou pelo Inter, superando o lendário Figueroa, autor de 27 gols.


Aos 37 anos, Índio é um dos jogadores com melhor desempenho físico do grupo

Em cada partida Índio reafirma o perfil de jogador guerreiro, que nada mais é do que um reflexo da sua própria vida, marcada pela superação desde os tempos em que era cortador de cana no interior paulista. O vigor do zagueiro é impressionante, ainda mais se levado em conta que ele não é mais um guri. Com 37 anos completados no último dia 14 de fevereiro, o camisa 3 tem um dos limiares físicos mais elevados do grupo. "Participo de todos os treinos com a mesma intensidade dos jogadores mais jovens. Não tenho histórico de lesões, o que me ajuda muito", observa Índio.

Titular da zaga colorada há oito temporadas, o multicampeão atribui o bom rendimento em campo à dedicação máxima com a qual se reveste em cada treino, em cada partida. A paixão pela profissão é outro ingrediente especial nesta receita de sucesso. "O futebol está nas minhas entranhas. Na minha vida sempre tive o foco de buscar o meu melhor", conta.

O bom momento vivido neste começo de ano – o time titular sofreu apenas dois gols em seis jogos – também passa pela harmonia alcançada na vida extra-campo. Índio tem na palavra de Deus e na família fortes alicerces. Há quase um ano o jogador frequenta a igreja, o que, segundo ele, tem lhe feito muito bem. "Tenho mais tranquilidade, força e coragem. A Bíblia é repleta de ensinamentos para a gente vencer. A minha esposa e os meus dois filhos (Marcos Júnior, 11 anos, e Gabriela, 8) também me dão muita força", destaca.


Ao lado de Moledo, Índio tem garantido solidez na defesa colorada

Parar de jogar? Por enquanto isso nem passa pela cabeça do experiente jogador. Índio quer mandar na área colorada por mais anos e, quem sabe, aumentar ainda mais a vasta galeria de títulos, afinal, os limites convencionais não constumam ter muita importância para o zagueiro. "Me sinto um guri, por isso conseguir jogar até hoje. Tenho o pensamento de jogar mais dois ou três anos. Sou muito agradecido pelo Inter, pois aqui sempre tive todas as condições de trabalhar com qualidade", atesta.

Site oficial do Sport Club Internacional de Porto Alegre – Índio comemora trajetória de sucesso no Inter – 16/02/2012

16/02/2012

Quem manda na aldeia?

Filed under: Índio,Futebol,Grêmio,Inter — Gilmar Crestani @ 8:13 am

 

Comparando: Indio x Grêmio | Blog do Nake

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