Ficha Corrida

08/10/2014

Ou o povo derrota Aécio ou Aécio vai fazer pó do Brasil!

Filed under: Entreguismo,Golpismo,Golpistas,Independência ou Morte,Racismo — Gilmar Crestani @ 8:12 am
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Para um futuro melhor, contra a terceirização do Brasil!

Os EUA já se envolveram em muitas confusões, invasões, guerras por causa do petróleo. Há anos vem massacrando povos no Oriente Médio tudo em nome do Petróleo. As insurreições recentes da Líbia, Egito, Ucrânia, Síria todas tem a ver com o petróleo. As dificuldades de os EUA aceitarem os governos recentes da Venezuela tem um nome: petróleo.

O Brasil que transformou a Petrobrás em Petrobrax para vende-la, agora quer entregar o petróleo que é nosso aos EUA. Será que é apenas para evitar invasão? Por que uma pessoa em sã consciência e lute em defesa do povo do seu país iria querer entregar por trinta dinheiros nossa maior riqueza? Logo agora que foi descoberto o pré-sal e que poderá auxiliar em muito para que o país alcance outro patamar social, com mais acesso à saúde e à educação.

Os ataques à Petrobrás, com a participação dos mesmos grupos de mídia que apoiaram o golpe militar e a ditadura que se seguiu, que aliás contou com a participação da norte-americana através da CIA, se uniram à corrente política dos pés descalços. Aquela que tirava os sapatos para entrar nos EUA.

Alguém em sã consciência me diz por que entregar o nosso petróleo aos EUA? Por que entregar os Estaleiros de Rio Grande, no RS, e SUAPE, em Pernambuco, que empregam milhares de pessoas e desenvolvem a tecnologia da construção de grandes navios e plataformas de petróleo aos EUA? Por que esse Complexo de Vira-Latas?

Alguém que prefere que nossas riquezas seja geridas por outros países ou por empresas de fora é alguém que não sabe gerir nem gosta do próprio país. Pior, é entreguista, um canalha!

Sabe com quem está falando?

Duvido que 1% dos manifestantes de julho de 2013 tenha algum dia lido A Pirâmide e o Trapézio ou Os Donos do Poder, de Raymundo Faoro. Não têm a mínima noção do porque o Brasil já foi considerado a República dos Doutores, que resolvia tudo na base do carteiraço. Exatamente como tentou fazer Lasier Martins com aquele funcionário da Polícia Federal que expedia Passaporte….

Lasier Martins é uma personagem atual mas saída das Memórias de um Sargento de Milícias… É o malandro que usa o um espaço de uma concessão pública, como a TV e Rádio, para se vingar do ex-patrão, tal qual rezava a famosa Lei de Gérson: “"Por que pagar mais caro se o Vila me dá tudo aquilo que eu quero de um bom cigarro? Gosto de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também, leve Vila Rica!". Ao usar uma concessão pública, como a RBS, para se catapultar à política, Lasier Martins é exemplo vivo da propaganda estrelada pelo atleta Gerson da Seleção de 70. Os jovens não precisavam saber disso, mas muito velhaco, que tinha conhecimento deste tipo de malandragem, votaram no malandro. A dúvida é porque também querem levar vantagem em tudo, serem malandros?!

Perdi a paciência e já não estou disposto a sentir vergonha alheia. É difícil engolir que a RBS consiga ter dois representantes no Senado, tendo, com isso, preterido Olívio Dutra por puro “ódio ao PT”. Não há termo de comparação entre Olívio Dutra e Lasier Martins, seja pelo que já fizeram para e pela sociedade gaúcha, sejam em termos de  caráter.

Não suporto voto de manada e vou explicar porque é de manada!

Povinho Bunda!

Um povo que escolhe dois Senadores da República tendo por único “mérito” serem funcionários da RBS merece usar cabresto. E comer grama, no coxo. Ou ração, no chiqueiro.

Não por que isso não fosse previsível. Claro que sim. Afinal, somos o Estado que comemora uma derrota, a Guerra dos Farrapos. Guerra em que puseram os Lanceiros Negros para frente de batalha com a promessa de liberdade. Em Porongos a promessa de liberdade se transformou em massacre.

E aí o Hino Rio-Grandense diz: “povo que não tem virtude acaba por ser escravo”. Como quem diz: vocês, Lanceiros Negros, são escravos porque não têm, mesmo lutado pelo RS, virtude. Por isso devem continuar escravos.

O mesmo Hino que diz, “sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra”. Que façanhas? A façanha foi ter perdido a guerra, concluída com o massacre de quem lutou na linha frente, em Porongos…

Povo racista

O bronco, estúpido ignorante e mau caráter Levy Fidelix fez mais votos entre os gaúchos do que entre o povo do Nordeste. Por quê? Na seção em que trabalhei no Menino Deus, em Porto Alegre, fez 10 votos. Menino Deus é um bairro de uma classe média abaixo da média, decadente, mas que pensa que é classe média alta.

patricia-moreiraO povo gaúcho, que se auto denomina o mais politizado do Brasil é o povo que elege um Deputado racista e homofóbico, Luis Carlos Heinze (PP). Olha só o cuidado, as luvas de pelica que a RBS usa para tratar o sujeito: “Em vídeo, deputado gaúcho diz que "quilombolas, índios, gays, lésbicas" são "tudo que não presta". Sorte dele que não é petista, senão a RBS teria posto o nome dele em letras garrafais e xingaria o partido durante várias gerações. Faria o que Lasier Martins confessou que fez com Renato Ribeiro, seu ex-patrão. Contaria no Jornal do Almoço e depois iria para a Rádio Gaúcha fazer dobradinha com Augusto Nardes

E aí vem a pergunta: por que a RBS protege racista? Sim, porque além da identidade ideológica também trabalha na RBS outros racistas, como Cacalo. E é compreensível já que a RBS é repetidora da Globo que tem por Diretor Geral de Jornalismo e Esportes um sujeito que escreveu um livro: “Não Somos Racistas”, Ali Kamel.

Cacalo declarou que chamar alguém de macaco é do folclore do futebol. Quem acredita no Cacalo acredita em qualquer coisa. Sim porque senão por que quem chamou o goleiro Aranha de macaco não chama Rogério Ceni de macaco?!

Um povo que não tem virtude tem um clube excluído de uma competição nacional porque tem torcida racista. O presidente deste clube, na véspera do julgamento, faz uma encenação rocambolesca e suspende uma torcida. Terminado o julgamento, devolve-a aos seus costumes, tripudiando para cima do STJD. Não só, brincando com todos os que não querem mais ver racismo. Por aí se explica porque este povo elege uma pessoa racista e homofóbica como Luis Carlos Heinze (PP).

Há no RS uma componente nazifacista. Às vezes latente, às vezes extravasa e gera um Adão Latorre, especialista em degola.

Ku-Klux-Kan de jaleco branco

O que foi a campanha do CREMERS na semana da eleição senão uma lembrança das procissões da Ku-klux-Kan? Uma classe que jura a defesa da vida não pode tratar a vida dos outros com tamanho desprezo.

O que a máfia de branco pensa das pessoas que não tinham acesso ao atendimento médico e passaram a ter graças ao Mais Médicos? Desprezo.

O ódio ao Mais Médicos por uma parcela dos a$$oCIAdos do CREMERS revela todo o apego pecuniário em detrimento ao respeito mínimo que merece um pobre de periferia. Em algumas celebrações se joga arroz, na dos filiados ao CREMERS pode-se jogar, sem qualquer constrangimento, moedas. São pessoas movidas unicamente pelo dinheiro. São pessoas de valor. Monetário.

Ódio de Classe

E aí volto para um circo de pessoas mais próximas. Pessoas que ou não conseguem perceber que há um massacre da mídia para cima do PT. Um massacre que se revela em “Eu odeio o PT”.

Afinal, por que ninguém odeia o Partido do Bolsonaro, do Marco Feliciano, do Silas Malafaia, do Paulo Maluf, do Luis Carlos Heinze? Simples. Porque a velha mídia sequer condena eles, jamais condenaria o partido. A manada odeia quem a velha mídia manda odiar. Ela não se dá ao cuidado de eleger com seus próprios neurônios um objeto para seu ódio, segue o caminho mais fácil, pronto e acabado, entregue de mão beijada pelos grupos mafioMidiáticos.

Não sou filiado, nem o PT precisa da minha defesa.

O que me incomoda não é o “odeio o PT”, mas a gratuidade do gesto. Como que se fosse um ato impensado, que sai automático, do inconsciente.

Por que será que este ódio parte sempre da direita? A mesma direita que patrocinou uma ditadura, que O Globo saudou em editorial, desejando boas vindas?

Dilma BonnerA ditadura em que as pessoas que deram o golpe também prendiam sem mandado de prisão. Depois de presos, torturavam. Depois de torturar, estupravam. Depois de estupradas, eram mortas. Depois de mortas, esquartejadas. Depois de esquartejadas, espalhadas em valas clandestinas, como a do Cemitério de Perus, em São Paulo. Espalhavam para que as famílias não pudesse encontrar os restos mortais. Como fizeram com o deputado Rubens Paiva. Quem lutou e enfrentou de peito aberto os ditadores e seus sequazes foi Dilma Roussef. Será que vem daí o ódio desta direita hidrófoba? Por que Dilma merece ataque constante da Rede Globo enquanto o ditador João Batista Figueiredo, que dizia preferir o cheiro dos cavalos ao cheiro povo, era tratado como parceiro da casa?

Os ignorantes ou inebriados pelo ódio não se dão conta que jornais, rádios, tvs jamais atacam Jair Bolsonaro, Marco Feliciano, Silas Malafaia, Luis Carlos Heinze. Os partidos a que pertencem estas figuras jamais são atacados por darem guarida a tais espécimes.

Alguém viu Zezé Perrella ser atacado por ser o dono do helicóptero que transportava 450 kg de cocaína? Alguém viu, leu ou ouviu condenação ao partido deste político por te-lo entre suas fileiras? Alguém nas velhas mídias associou Zezé Perrella ao seu amigo Aécio Neves?

Alguém já viu alguma capa da Veja mostrando José Roberto Arruda como condenado por ser Ficha Suja, ou dizendo maldades de seu partido? Ou execrando o Ministro do STF que, instado por um ex-presidente da República, buscou livrar Arruda no TSE? Por que não há condenação ao partido do José Roberto Arruda?

Outro político de Brasília, Luiz Estêvão, foi preso? Alguém viu capas de jornais ou revistas massacrando o partido dele? Aliás, quem lembra qual é o partido deste agora presidiário?

Manchetômetro

piguentosPor que esta diferença de tratamento: condenação generalizada ao partido PT sempre que alguém ligado ao partido é denunciado? Por que não há condenação do PP do Paulo Maluf e do Luis Carlos Heinze? Por que o PMDB de José Sarney, Luiz Estêvão não é hostilizado? Por que o DEM do Demóstenes Torres não é execrado? Por que o PSDB, partido do presidente que comprou a reeleição pagando R$ 200 mil reais para cada deputado que votou pela aprovação da emenda da Reeleição nunca é denegrido em manchetes de jornais ou capas de revistas, nem aparece em reportagens de TV recebendo tratamento vexatório?

As pessoas que não conseguem identificar a diferença de tratamento podem ser comparadas a uma manada. Numa tropilha, à égua-madrinha. Não têm a mínima ideia, mas segue a trilha já pisoteada por quem está na frente. As pessoas que sabem que existem esta diferença de tratamento e, por isso, festejam, parabéns. Vocês venceram. Mas sua companhia me dá asco. Quando as ouço fazem-me lembrar de Sêneca, que dizia preferir ser surdo que ouvir certas pessoas falarem.

Será que é tão difícil perceber isso? O manchetômetro da UFRJ demonstrou por meios estatísticos a diferença de tratamento. Então, não é algo que não esteja à disposição de quem tiver interesse em se esclarecer. Se as pessoas com alguma informação não conseguem perceber a diferença de tratamento que Veja, Estadão, Folha, RBS, Globo dão para políticos que cometem os mesmos crimes porque os que teriam menos instrução se preocupariam com isso?

Piores são os que exatamente por compreenderem esta diferença com ela se congratula. Cheguei numa idade em que posso me dar ao luxo de manda-los à merda, não preciso deste tipo de convivência.

Votar em Aécio significa mais manipulação nos meios mafiomidiáticos, mais tóxico nas ruas, mais cocaína nos aeroportos. Aécio vai deixar a população que hoje recebe atendimento do Mais Médicos, em torno de 15 mil profissionais, sem serviço médico. Vai entregar a Petrobrás aos EUA. O Itamaraty à Marina Silva. O Banco Central ao Banco Itaú. E a Polícia Federal ao José Serra.

Que é isso, Aécio? Pó pará, governador!

22/04/2013

Se é ruim para os EUA, é bom para o povo venezuelano

Filed under: Independência ou Morte,Venezuela — Gilmar Crestani @ 8:30 am
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Maduro designa a un ministro incluido en una lista negra de EEUU

El presidente de Venezuela nombra titular de interior a un general incluido en la “Lista Clinton”, que agrupa a los individuos sujetos a sanciones financieras

Ewald Scharfenberg Caracas 22 ABR 2013 – 06:24 CET98

Nicolas Maduro, centro, con Raúl Castro y Daniel Ortega / FRANCISCO BATISTA (AFP)

Cuarenta y ocho horas después de jurar como nuevo presidente de Venezuela, Nicolás Maduro dio a conocer el domingo por la noche los miembros de su gabinete ministerial. Destaca la designación del jefe de la policía política (Sebin- Servicio Bolivariano de Inteligencia), el general Miguel Rodríguez Torres, como ministro del Interior.

El general Rodríguez Torres ha estado vinculado a los servicios de inteligencia a lo largo de los 14 años de gobierno revolucionario. El Departamento del Tesoro norteamericano lo incluyó en la denominada “Lista Clinton”, que agrupa a los individuos sujetos a sanciones financieras por parte de Estados Unidos según la “Kingpin Act” de 1995, a implicados en el narcotráfico.

Rodríguez Torres es un oficial cercano a Hugo Chávez. En la última ocasión en que Maduro vio al Comandante Supremo de la Revolución con vida, en febrero pasado, Rodríguez Torres estuvo entre los escasos privilegiados que participaron en esa junta de cinco horas. Maduro anunció que Rodríguez Torres pasaría a sustituir al también general Néstor Reverol en la cartera, que cambia de nombre a “Ministerio del Interior, Justicia y Paz”.

En general, Maduro quiso enviar un mensaje de continuidad, al ratificar 18 de los 32 ministros heredados del gabinete de Chávez, incluyendo a Jorge Giordani, mentor intelectual del desaparecido comandante, y a los poderosos miembros del informal “Alto Mando Político” –un politburó de facto al que viene haciendo referencia el nuevo presidente-, Rafael Ramírez y Elías Jaua, como Canciller. No obstante, Maduro restringió el ámbito de competencia de Goirdani a la Planificación “Socialista”, a la par que le quitó el control de las Finanzas del Estado, a cuya cabeza puso al presidente del Banco Central de Venezuela (BCV), Nelson Merentes. Con ello trata de remachar las tuercas del aparato necesario para asumir “el gobierno de la Economía”, uno de los frentes críticos de la nueva administración.

El estreno de un plató para las alocuciones presidenciales fue una de las pocas sorpresas de la noche, en la que Maduro recicló viejos nombres del entorno de Chávez para conformar su equipo ministerial. Entre ellos está el del varias veces ministro de Información y ex presidente de la cadena regional de televisión, TeleSur, Andrés Izarra, quien pasa a ocupar el ministerio de Turismo. También es el caso del ex teniente Jesse Chacón, ex ministro de Telecomunicaciones y de Ciencias, entre otros cargos, que fue designado ministro del Sistema Eléctrico, al que, también ha hecho saber Maduro, decretará como servicio de seguridad nacional.

Maduro, el mismo un ex ministro, agradeció la lealtad “a Chávez” demostrada por los ministros salientes, a quienes confortó diciendo que se trata de “cargos efímeros” y confiándoles, en su mayoría, una nueva responsabilidad como Coordinadores Regionales del denominado Plan de la Patria.

Maduro volvió a llamar a una “revolución dentro de la revolución”, frase que parece estar adoptando como lema para un gobierno que no sólo está sitiado por una crisis política de gran escala –sigue pendiente de la auditoría de votos de las elecciones en las que fue elegido, así como de una eventual impugnación-, sino también por el auge de la criminalidad y el mal endémico de la ineficiencia.

Dijo saber que los poderes públicos seguían actuando para determinar las responsabilidades en los desórdenes de la semana anterior, en los que, según el saldo oficial, resultaron ocho personas fallecidas y 65 lesionadas. “Yo llamo a la paz”, proclamó, pero “no va a haber impunidad”. Mientras felicitaba a los cuerpos de seguridad por la detención de los autores materiales de algunas de las muertes violentas ocurridas durante los disturbios.

Maduro designa a un ministro incluido en una lista negra de EEUU | Internacional | EL PAÍS

02/02/2013

Uma virada Histórica na América Latina: Cuba vai comandar a CELAC em 2013

Filed under: América Latina,Complexo de Vira-Lata,Independência ou Morte — Gilmar Crestani @ 10:36 am

MafaldaIndependete

Houve um tempo, vide Teoria da Dependência copidescada por um famoso sociólogo midiático, que para ser independente o chic era ser dependente dos EUA. E tínhamos de tirar os sapatos para lá entrar. Se era bom pros EUA, repetiam os ventríloquos, vira-bostas e vira-latas, também seria para nós. Foi-se! Ufa!

Uma virada Histórica na América Latina: Cuba vai comandar a CELAC em 2013

publicada sexta-feira, 01/02/2013 às 20:42 e atualizada sexta-feira, 01/02/2013 às 20:48

por Rodrigo Vianna
Tinha eu 20 e poucos anos quando a União Soviética e os regimes do Leste europeu ruíram. Olhando pra trás, a tendência de todos nós é relembrar daqueles episódios em bloco. Mas quem viveu aquilo de perto sabe bem que houve idas e vindas.
Quando Gorbachev propôs a Perestroika, em meados dos anos 80, muita gente se entusiasmou. Não se via aquilo como “o último suspiro da União Soviética”. Mas como a “renovação” do socialismo, que manteria o gigante na disputa pela hegemonia mundial. Lembro que meu irmão chegou a criar um time de futebol batizado de Perestroika. De outro lado, havia resistências. Um amigo, stalinista empedernido, comemorou quando a linha dura soviética tentou dar um golpe e chegou a prender Gorbachev durante algumas horas.
No fim das contas, nem “renovação do socialismo”, nem a volta aos tempos de Brejnev. Gorbachev debelou o golpe, ficou no poder mais alguns anos, mas a União Soviética desapareceria logo depois. Na mesma leva, vimos a queda do Muro de Berlim e a reunificação alemã, a “Revolução de Veludo” na República Tcheca, a vitória de Walesa contra os comunistas na Polônia. Sem falar na imagem que – na época – me marcou muito mais do que a dos pedaços de muro sendo arrancados em Berlim: o fuzilamento do casal Ceausescu na Romênia. No chão, jaziam os corpos, jazia a velha guarda do stalinismo. Jazia a história do século XX.
Relembrando de tudo agora, os mais novos talvez imaginem que tudo ocorreu ao mesmo tempo. Não foi bem assim. Entre a chegada de Gorbachev ao poder (1985) e o fuzilamento de Ceausescu, no fim de 89, transcorreram-se  4 longos anos.  Mas a queda final da União Soviética só viria em 1991, com o adeus definitivo a Gorbachev. No meio do caminho, Lula perdeu para Collor em 89, o Brasil de Lazaroni foi humilhado pela Argentina de Maradona em 90, e o coringão ganhou o primeiro campeonato brasileiro com o gol de Tupãzinho.
O mundo mudou, a Guerra Fria acabou. Mas, na época, muitas vezes perdíamos a capacidade de compreender a onda histórica que se desenhava. Foram necessários quatro ou cinco anos de distanciamento, para entender a exata dimensão do furacão que  passara pela Rússia e o leste da Europa.
Penso nisso tudo ao olhar para a nossa América Latina hoje.

Na semana que passou, Cuba assumiu a coordenação da CELAC (Comunidade dos Estados Latinoamericanos e Caribenhos), durante reunião do bloco ocorrida no Chile. O fato mereceu pouco destaque na nossa velha imprensa – talvez deprimida por ter sido, ela mesmo, a velha mídia, derrotada por esse proceso que assistimos na América Latina.

A CELAC é uma espécie de OEA, mas sem Estados Unidos e Canadá. E com a presença de Cuba. É o atestado de que a hegemonia da potência do norte está ruindo.

Em nosso Continente, o processo é até mais longo do que o corrido no Leste europeu. E talvez menos claro. É uma batalha ainda em andamento. Iniciou-se em 98, com a primeira vitória de Chávez. E da mesma forma que ocorreu com a queda do Bloco Socialista, houve idas e vindas. Chávez podia ter sido derrubado definitivamente em 2002. Não foi. Graças ao povo que desceu dos morros de Caracas e exigiu sua volta.

A permanência de Chávez deu força para Morales ganhar na Bolívia, enquanto no Brasil Lula vencia eleições (2002 e 2006) e debelava a crise de 2005.  O novo bloco à esquerda ajudou Kirchner a enfrentar os credores e reerguer a Argentina pós-Corralito. E serviu de modelo para Correa no Equador. Ainda vieram Tabaré e Mujica no Uruguai, Lugo no Paraguai, Humala no Peru…

Idas e vindas… Lugo caiu, a direita ganhou no Chile. Mas a virada histórica parece inquestionável.

E se Lula tivesse aceitado as pressões da direita brasileira durante a crise da Petrobrás com a Bolívia? A integração sul-americana talvez não tivesse andado. Mas Lula negociou, Morales e a Bolívia ficaram mais fortes, e a América do Sul manteve-se unida.

A História se constrói na tessitura de fatos miúdos e de fatos maiúsculos…  Um exemplo? E se Aldo Rebelo tivesse perdido a eleição para presidência da Câmara em 2005 (ganhou por vinte votos do tucano Thomaz Nonô), no momento em que o governo Lula parecia destroçado pela crise do Mensalão? Se a oposição comandasse o Parlamento, talvez ali tivesse a chance de avançar num processo de impeachment, ou de desgaste definitivo de Lula. A vitória de Aldo hoje é um fato miúdo. Mas ali se travou uma batalha definitiva para a consolidação do projeto lulista.

Daqui a 20 ou 30 anos, talvez não lembremos de todos esses detalhes. Mas, ao olhar em bloco para a América Latina, na entrada do século XXI, teremos que reparar em dois feitos impressionantes (consequência das pequenas batalhas ganhas no dia-a-dia):

– a derrota da Alca em Mar del Plata, em 2005, com o posterior fortalecimento da UNASUL (que reúne todas as nações da América do Sul;

– a construção da CELAC.

Não é pouca coisa o que acontece no Continente.  O que falta, talvez, seja capacidade teórica para entender o que se passa. Valter Pomar, dirigente petista que é também o secretário executivo do Foro de São Paulo (entidade que reúne os partidos de esquerda na América Latina), escreveu sobre isso nos últimos dias. O artigo dele, que você pode ler aqui, traz uma reflexão interessante: “No imaginário de grande parte da esquerda latinoamericana Che ainda suplanta Allende, apesar de que estamos todos envolvidos hoje numa experiência que tem mais a aprender com Allende do que com Che.”

A esquerda vai desenhando uma nova história na América Latina. Aos trancos e barrancos, sem muita formulação teórica. Só em duas ou três décadas, entenderemos a dimensão dessa virada histórica. Até para saber se ela de fato se consolidou. E aí veremos tudo em “bloco”, perdendo talvez a capacidade de entender que essa história se constrói também na miudeza, nos pequenos combates que, se perdidos, podem significar recuos definitivos.

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Uma virada Histórica na América Latina: Cuba vai comandar a CELAC em 2013 – Escrevinhador

07/09/2011

Independência teria sido um ato de corrupção?

Filed under: Independência ou Morte — Gilmar Crestani @ 10:44 am
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Até hoje há vira-latas que não se conformam com a Independência do Brasil. Os tucanos fizeram todo esforço possível para manter a dependência, inclusive comprando a reeleição. Comprar reeleição é algo contra a qual os corruptos não fazem barulho. Esse é o mesmo pessoal do Impostômetro, aquela organização que defende a sonegação de impostos. A desfaçatez é tão grande que na terra do Mensalão do DEM, os corruptos, para defenderem José Roberto Arruda, acusam os outros.

Dia da Pátria terá desfile e ato contra corrupção

Marcha organizada por intermédio das redes sociais promete atrapalhar ‘com muito barulho’ a parada oficial do Sete de Setembro em Brasília

06 de setembro de 2011 | 22h 40

Tânia Monteiro, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA – Enquanto a presidente Dilma Rousseff estiver cercada por autoridades assistindo nesta quarta-feira, 7, ao desfile em comemoração ao dia da Pátria, do outro lado da Esplanada uma marcha contra a corrupção promete atrapalhar "com muito barulho" a festa governamental.

A parada oficial começará às 9 horas. A presidente chegará em carro aberto e vai assistir à cerimônia acompanhada da maioria dos ministros de Estado, que normalmente é encerrada com a apresentação da Esquadrilha da Fumaça, com manobras de aeronaves da Força Aérea.

A marcha anticorrupção passará a uma distância de cerca de 300 metros do palanque presidencial e, por isso, a Polícia Militar precisou reforçar a segurança na Esplanada. Mesmo com reforço nas grades que separam o gramado e as arquibancadas onde o público poderá ficar, no Palácio do Planalto havia na terça-feira, 6, uma preocupação com a proporção que poderia tomar a marcha não oficial. Os manifestantes prometeram levar muitas vuvuzelas, tambores, apitos e tudo que pudesse fazer barulho, além de faixas e cartazes com dizeres contra a corrupção no País.

Um dos organizadores da manifestação, o empresário Walter Magalhães, de 28 anos, disse que, apesar de a maior parte da convocação da população ter sido via redes sociais, há uma expectativa de comparecimento de 20 mil pessoas na passeata. "É um protesto apartidário, sem qualquer envolvimento com política", afirmou ao Estado, pedindo a todos que compareçam e usem camisetas pretas, em sinal de luto.

Magalhães informou que a marcha sairá às 10 horas e que todos vão tentar chegar em algum ponto em frente ao palanque presidencial, mesmo que à distância, "para que as autoridades e os políticos vejam os manifestantes e percebam nossa indignação".

"Não adianta ficar inconformado sentado no sofá de casa. Precisamos fazer alguma coisa para mostrar que estamos vivos e contra isso tudo que está acontecendo", desabafou.

Dia da Pátria terá desfile e ato contra corrupção – politica – politica – Estadão

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