Ficha Corrida

12/07/2014

Copa, imagine sem os vira-latas!

A questão não se resume aos turistas que vieram, mas ao que significa a vinda de um turista. A campanha para difamar o Brasil e, com isso, diminuir a vinda de turistas, tinha e tem a ver com o interesse em que as pessoas de outros países não ficassem sabendo como estão as coisas por aqui. Quanto menos pessoas viessem, menos chances de que ficassem sabendo da verdade. Precisou a mídia externa dizer que esta é a Copa das Copas para que a nossa velha mídia golpista desse a mão à palmatória.

Não seria o caso de se cobrar na justiça quem espalho que teríamos caos nos aeroportos, que haveria epidemia de dente e febre amarela. Por onde andam aqueles que diziam que teríamos seleção mas não teríamos estádios?

Quem vai ressarcir aqueles donos de bares, restaurantes, lojas hotéis que poderiam ter faturado ainda mais não fosse o complexo de vira-lata. Não foi só o complexo de vira-lata, mas do vira-lata que contraiu raiva e, por isso, virou hiena hidrófoba.

Todos os que se voltavam contra a Copa estavam ou foram contratados para trabalharem na velha mídia. O Instituto Millenium sabe onde há canil abarrotado de vira-lata. Basta olhar para os que ocupam postos de visibilidade nas cinco irmãs (Globo, Veja, Folha, Estadão & RBS). Sempre foram vira-latas, antes da Copa viraram hienas, e agora, após o sucesso, estão vestidos com peles de Luluzinhos da Pomerânia.

copa oA COPA COMO ELA É

Copa mais do que dobra número de turistas no país

Quase 700 mil estrangeiros entraram no Brasil em junho; em compensação, turismo interno de negócios reduziu

SP recebeu 500 mil turistas, de acordo com prefeitura, que reconheceu problemas na Vila Madalena

DE SÃO PAULO

Quase 700 mil turistas estrangeiros (691.940) de 203 nacionalidades entraram no Brasil em junho por terra, mar ou ar –a grande maioria atraída pela Copa– segundo dados da Polícia Federal.

O volume é 132% maior que o registrado no mesmo mês de 2013, quando 298 mil estrangeiros ingressaram no país.

Os argentinos, com 101 mil turistas, são a maioria. Americanos (83 mil), chilenos (44 mil), colombianos (41 mil) e mexicanos (34 mil) completam o topo desse ranking.

O número superou a estimativa feita pelo governo para todo o Mundial (600 mil). Não foram computados os dados de julho, que devem ser divulgados nos próximos dias.

Em 2010, cerca de 1,4 milhão de estrangeiros entraram na África do Sul no período da Copa –310 mil deles exclusivamente para o evento. Na Alemanha, em 2006, foram cerca de dois milhões, a metade atraída pela Copa. Os dados são das agências de turismo dos dois países.

A cidade de São Paulo recebeu cerca de 500 mil visitantes, afirmou nesta sexta (11) a prefeitura. Dos turistas, 299 mil eram brasileiros e 197 mil, estrangeiros –a exemplo do fluxo no restante do país, a maioria veio da Argentina.

FEIRAS

Segundo a SPTuris (empresa de turismo da cidade), o volume é 8,6% superior à média de pessoas que vêm a cidade no mesmo período para feiras de negócios –eventos que deixaram de ser realizados na primeira fase da Copa.

Embora não haja dados disponíveis, a cidade perdeu outros turistas de negócio, atividade que visivelmente esfriou durante o Mundial.

Os turistas que estiveram São Paulo gastaram cerca de R$ 1 bilhão entre 12 de junho e 10 de julho, ainda de acordo com a prefeitura.

Em média, o turista estrangeiro despendeu R$ 4.800 por dia; o brasileiro, R$ 2.500.

Segundo a prefeitura, os dados são de uma pesquisa feita nos principais pontos de concentração de turistas, com cerca de 5.000 entrevistas.

Em seu balanço, a gestão fez um mea-culpa e reconheceu ao menos dois problemas. O primeiro foi a superlotação da Vila Madalena, point’ de brasileiros e estrangeiros, que pegou a administração de surpresa e resultou em trânsito, brigas e até venda de drogas ao ar livre.

A prefeitura também não previu o gigantesco engarrafamento –pico de 302km, terceiro maior da história– no segundo jogo do Brasil, contra o México, em 17 de junho. Foi obrigada a ampliar o horário do rodízio de veículos nos demais jogos da seleção.

A gestão diz ter gasto de R$ 30 milhões a R$ 40 milhões com o "custo operacional" do evento. Mas não contabilizou obras, como os R$ 150 milhões das intervenções viárias no entorno do Itaquerão.

(CÉSAR ROSATI E ANDRÉ MONTEIRO)

05/07/2014

A evolução da espécie

Filed under: Copa 2014,Hienas,Vira-latas — Gilmar Crestani @ 7:35 pm
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Do complexo de vira-lata à síndrome de hiena raivosa e à motivação pelo coice

Postado por Juremir em 5 de julho de 2014

A presidente Dilma Rousseff está enganada: não foi o complexo de vira-lata que levou parte do Brasil a dizer que a Copa do Mundo seria um fracasso dentro e fora do campo. Foi a síndrome de hiena raivosa, a hiena política, a hiena lacerdinha, a hiena desejosa de ver o circo pegar fogo para faturar eleitoralmente. A hiena preconceituosa não queria admitir que o Brasil dos seus adversários políticos pudesse fazer um evento desse porte com êxito. A hiena desvairada ria nos cantos pensando nos aeroportos parados, nas manifestações terminando em grandes conflitos, nos estrangeiros sendo saqueados, no caos.

Nada disso aconteceu.

Os grandes dramas acontecem em campo. O uruguaio Suárez foi banido da Copa por ter dado uma folclórica mordida. Fred não recebeu nem cartão amarelo por ter trapaceado simulando um pênalti inexistente que ajudou o Brasil a ganhar da Croácia. Neymar está banido da Copa por um joelhaço bandido de um adversário que nem advertido foi. Teria sido muito melhor se o colombiano tivesse dado uma boa dentada no ombro do Neymar. A dentada não tira de campo.

E agora? A Fifa vai punir o colombiano com base nas imagens do lance?

As hienas varridas garantiam que o Brasil não passaria da Colômbia.

Esta não é a Copa das vitórias fáceis e belas, mas a Copa das vitórias difíceis, épicas, com sufoco. Mesmo os chamados pequenos viraram grandes e não se entregam facilmente. Nenhuma das grandes seleções passou das oitavas para as quartas sem sofrer. O Brasil chorou, mordeu, pegou, lutou e ganhou. No caminho, todo tipo de obstáculo. Na trajetória de um mito é preciso que se multipliquem as dificuldades. O próximo passo será duríssimo: enfrentar a Alemanha sem Neymar.

As forças costumam se redobrar nessas situações. O Brasil está na parada. Já fez melhor que em 2006 e 2010. Dos 32 países que vieram à Copa, 28 estarão fora neste sábado. O Brasil está entre os quatro que continuam na luta. Os métodos do sargento Felipão são duvidosos, sem qualquer inovação tática, mas funcionam por linhas tortas. Em três Copas, ele foi três  vezes à semifinal. É grosso, mas sempre vai longe. Não é a terapia do joelhaço que usa, mas a motivação pelo coice.

Quanto mais coices recebe, mais coices dá e mais avança na competição.

Felipão vai enterrar todos os psicólogos do esporte. Acerta pelo erro.

Juremir Machado da Silva – Blogs – Correio do Povo | O portal de notícias dos gaúchos

25/01/2014

Ditadura, ainda!

Filed under: Ditadura,Gorilas,Hienas — Gilmar Crestani @ 9:29 am
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Para quem não sofreu com a ditadura, mas tem ciência que se trata de algo dantesco, o pior de tudo é ter de conviver com pessoas que não só acha que o sadismo e mortes daquele período são abertamente admitidas. A estes desejo que um dia alguém enfie no rabo um cassetete. Pelo cabo! Talvez só com isso a parte sensível do cérebro acorde.

Até a Rede Globo já admitiu que errou, embora não tenha devolvido o que roubou durante a ditadura, mas os militares ainda mantém uma postura de animais. Animais, como a hiena, comem merda até hoje. E também não se arrependem!

CRÍTICA – DOCUMENTÁRIO

Filme faz forte narrativa sobre período ditatorial

Com exibição gratuita hoje em SP, ‘Verdade 12.528’ defende que impunidade do passado inspira tortura do presente

ELEONORA DE LUCENADE SÃO PAULO

Ainda há muito para esclarecer sobre a ditadura militar implantada no Brasil com o golpe de 1964. Para além dos fatos, é necessário discutir os efeitos que a violência institucionalizada gerou na sociedade, com impactos até hoje.

Em torno dessas questões, Paula Sacchetta e Peu Robles constroem "Verdade 12.528". O documentário colhe depoimentos de militantes que foram torturados, de familiares de desaparecidos, de analistas, de integrantes da Comissão da Verdade.

A partir da criação desse grupo (pela lei nº 12.528 do título), os cineastas fazem uma narrativa forte. Mulheres falam das crueldades que sofreram nos calabouços do Estado: torturadas grávidas, na frente de filhos ameaçados.

Parentes de desaparecidos relatam a angústia e a dor da certeza-incerteza da morte. No Araguaia, moradores simples da região contam as atrocidades cometidas pelos militares que torturaram integrantes da comunidade e assassinaram guerrilheiros no interior do país.

Além de expor as vidas destroçadas de famílias, o filme busca uma análise. A própria eficácia da Comissão da Verdade é questionada. Integrantes do grupo falam, mas não tratam da atual crise da comissão (provavelmente as gravações foram anteriores aos rachas que podem afetar o trabalho investigativo).

Fica a ideia de que esse movimento de recuperação da história recente do Brasil demorou muito a ser feito –e isso tem consequências. Há críticas à Lei da Anistia, de 1979, e entrevistados pedem a punição dos torturadores, que seguem com suas vidas sem maiores problemas.

É quando o filme amarra a sua tese central: a impunidade do passado inspira e dá confiança ao torturador de hoje. Cenas de violência policial nas manifestações que brotaram nas ruas do país se confundem com as da repressão do período ditatorial.

Sem a pretensão de esgotar um tema tão vasto, o filme, com linguagem convencional, tem o mérito do foco. É um chamamento à Comissão da Verdade, aos governos, e, principalmente, à sociedade: a memória é, no mínimo, essencial ponto de partida.

VERDADE 12.528
DIREÇÃO Paula Sacchetta e Peu Robles
PRODUÇÃO Brasil, 2013
ONDE exibição única e gratuita às 11h no Espaço Itaú – Frei Caneca, r. Frei Caneca, 269, 3º piso, Consolação; tel. (11) 3815-8713
CLASSIFICAÇÃO livre
AVALIAÇÃO bom

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