Ficha Corrida

19/07/2015

Conheça a lista dos bem amigos da Rede Globo

J. Hawilla , José Maria Marin, Ricardo Teixeira , Marcelo Odebrecht, Collor de Mello; a lista de amigos da Rede Globo só não menor do que a Lista Falciani dos amigos da Rede Globo. E no CARF?

A Rede Globo já admitiu que errou ao apoiar a ditadura com aquele famigerado editorial. Admitiu mas não devolveu o que roubou em parceria com a ditadura, nem pediu perdão pelos estupros e mortes que a parceira, a ditadura, causou. A Folha admite que errou, mas, na medida que repete o apoio a golpistas, mantém-se fiel à sua natureza e a de seus parceiros, de serem “oposição ao Brasil”.

A desfaçatez da Rede Globo é proporcional à falta de enfrentamento não só do PT, mas de toda esquerda, que ainda não viram quem são os responsáveis pelos maus costumes no Brasil.

Por tudo isso, se você gosta de corrupção, agradeça à Rede Globo. Eles os mentores.

Hipocrisia: dono da Globo jantou com Odebrecht

:

No momento em que o jornal O Globo, de João Roberto Marinho, tenta criminalizar as atividades internacionais do ex-presidente Lula, surge uma informação interessante; no jantar oferecido por Marcelo Odebrecht em torno do ex-presidente, um dos convidados foi o próprio João Roberto; "Por que nenhum veículo se preocupou em registrar isso? Por que até agora ele não foi ouvido para que possa responder sobre o que se tratou no jantar? Por que o jornal dos Marinho esconde essa informação e todo o resto da mídia também?", questiona o jornalista Renato Rovai, que publicou a lista dos convidados

19 de Julho de 2015 às 15:53

Do Jornal GGN – Em seu Blog o jornalista Renato Rovai chama a atenção para um dado muito importante, nem um pouco explorado pelos grandes meios de comunicação. Em um dos documentos vazados da investigação da Polícia Federal que trata de um jantar organizado, em 2012, por Marcelo Odebrecht para receber Lula, também estava presente João Roberto Marinho, vice-presidente do Grupo Globo. A lista também contém outros nomes publicamente conhecidos sugerindo, portanto, que o evento se tratou, apenas, de um encontro de negócios reunindo Abilio Dinis, Roberto Setubal, Jorge Gerdau, Luis Carlos Trabuco, Eike Batista, além  do ex-ministro Antonio Palocci, Sérgio Nobre (presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC) e Juvandia (presidente do Sindicato dos Bancários).

Do Blog do Rovai

Documento da PF traz João Roberto Marinho na lista do jantar com Lula
O jantar para Lula organizado por Marcelo Odebrecht, fruto de investigação da PF e que o jornalismo “investigativo” brasileiro está tratando como um indício claro das relações espúrias da empreiteira com o ex-presidente teria reunido 15 pessoas na casa do anfitrião, no Condomínio Jardim Pignatari.

Até agora, porém, os colegas que estão buscando restos do que se comeu na ocasião para ver se acham o DNA dos participantes revelaram apenas três nomes, além do de Marcelo Odebrecht e Lula, o do ex-ministro Antonio Palocci, o de Sérgio Nobre (presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC) e  o da Juvandia (presidente do Sindicato dos Bancários).

Pois bem, como você pode perceber no fac-simile acima, de um dos documentos vazados, João Roberto Marinho, era um dos 15 nomes da lista.

Por que nenhum veículo se preocupou em registrar isso? Por que até agora ele não foi ouvido para que possa responder sobre o que se tratou no jantar? Por que o jornal dos Marinho esconde essa informação e todo o resto da mídia também?

Além dele, outros grandes empresários também estavam lá. Bolivarianos como Abilio Dinis, Roberto Setubal, Jorge Gerdau e Luis Carlos Trabuco. Ou seja, não foi um evento da Odebrecht com Lula. Mas de empresários e dois importantes sindicalistas a pedido de Lula.

O que se comeu no jantar? O que se discutiu no jantar? Simples, é só perguntar pro João Roberto Marinho.

Hipocrisia: dono da Globo jantou com Odebrecht | Brasil 24/7

13/04/2015

Marcha dos Zumbis II

zumbisSegundo o Data Ficha Corrida, Jardel fez mais votos que o número de zumbis que perambularam ontem pelas ruas de Porto Alegre. Em São Paulo, Tiririca fez mais votos que a reunião de todos os zumbis arregimentados pela Rede Globo e demais assoCIAdos do Instituto Millenium.

Faltou sangue nos jornais que alimentam a manada de vampiros sociais.

Nos anos trinta, as marchas que na Alemanha e Itália pediu a condenação dos que pensavam diferentes, também tiveram o patrocínio dos grupos de mídia. Os nazi-fascistas que tentam ressuscitar os camisas negras italianos ou as SS alemães, não se dão conta que hoje há muitas formas de se desconstruir o discurso do ódio. Um deles, usado por Dilma, é deixarem o peixe ser pego pela própria boca. As manifestações de ódio expulsaram das passeatas aqueles que tinham interesse genuíno em combater a corrupção. Quando estes se veem na companhia de corruptos pegos na Zelotes ou no HSBC, é evidente que ficam com os dois pés atrás. Ser contra a corrupção não é uma obrigação, é uma condição. Se for verdadeiro, combate-se todas, e não apenas as dos outros, senão fica parecendo que eles apenas não querem concorrência.

Com diz a hashtag #AceitaDilmaVez, pois até na várzea se aprende que ganhar é bom mas saber perder é bonito. Depois de apostarem no tapetão voador do TSE, do STF e da Rede Globo de Sonegação, à oposição teve recorrer aos seus eleitores, aos ratos.

A direita não aprende. Pelo menos poderia ter demonstrado mais inteligência. Ao arregimentar defensores da ditadura, revelam de maneira simplória que, além de não só não terem propostas que substituam as atuais, querem implantar aquelas de meio século atrás, que, em plena era da internet, mistura ausência total de liberdade de liberdade com ausência total de coerência.

Se as razões que os levam a pedir um golpe contra Dilma é a corrupção, porque não havia nenhum cartaz dos porto-alegrenses pedindo a punição dos envolvidos na Operação Zelotes. Nenhum cartaz ostentava o logotipo da RBS ou Gerdau. Por que não havia cartazes denunciando a participação de todo o PP Gaúcho na Operação Lava Jato? Por que não cobram do deputado Luis Carlos Heinze(PP/RS) pelo fato de, mesmo sabendo, não ter denunciado a corrupção de seu partido? Todos haveremos de nos lembrar que Heinze fez campanha ao lado de Ana Amélia Lemos e Aécio Neves nas recentes eleições. Em nenhum momento falou aos dois (Ana Amélia e Aécio) o que ele sabia? Eles (Ana Amélia e Aécio) não sabiam de nada?

Como escreveu o jornalista Nirlando Beirão, só estiveram na marcha dos zumbis convocados pela Rede Globo os lambe-botas do milicos.

Há uma outra incongruência nos zumbis que saíram às ruas ontem. Era o mesmo pessoal que dizia #naovaitercopa, mas que de repente se vestiu de verme e amarelo. A própria Folha de São Paulo, que patrocina a marcha dos zumbis, manchetou, na abertura da Copa: “Copa começa hoje com seleção em alta e organização em xeque”. Teve copa, não teve foi seleção. Teve eleição, não teve foi vitória da oposição.

A Rede Globo e seus asseclas nos Estados, começando por Sarney, este impoluto Varão de Plutarco, no Maranhão, & Sirotsky, na Região Sul, encabeçaram a convocação de sua manada, mas só apareceram ratos. Foi-se o poder de quem corrompia mas passava impune denunCIAndo os outros. Não é difícil verificar a diferença de tratamento dado pelo pessoal dos grupos mafiomidiáticos entre a marcha de ontem e aquela que denunciava a votação da terceirização. Enquanto a marcha que combatia o retorno do trabalho escravo era massacrado pela polícia, o de ontem era abençoado pelo pessoal que criou o PCC. A dúvida é de onde vem tanto ódio ao trabalhador? Será o antigo preconceito em que era desonroso ter uma profissão? Só o déficit civilizatório para não saber que até Platão comercializava azeite para se sustentar. Além de comerciar, também assessorava o déspota Dionísio de Siracusa. Como se vê, nem Platão era platônico…

Se houvesse um mínimo de decência em quem marcha em busca a esmo à procura de um golpe, não teria a parceria de torturadores da ditadura. Desde quando a parceria com torturadores, estupradores e assassinos é sinônimo de civilidade?

06/04/2015

Saiba quem é o “o maior assaltante de bancos do Brasil”

Não há um bom escândalo, daqueles sujos, com anões besuntados, que não tenha a mão da Globo na cumbuca. Não é mero coincidência que o documentário Muito Além do Cidadão Kane tenha sido proibido no Brasil por tantos e longos anos. O Escândalo da Proconsult também pertence ao anais da Globo. Bastariam dois editorias, (um 1964 e outro de1984), para provarem onde mora o apreço da Rede Globo pela democracia. Não bastasse isso, há também o Escândalo da Parabólica, estrelada por Carlos Monforte e Rubens Ricúpero. Nem vamos adentrar ao escândalo sexual envolvendo ninguém mais que FHC e Miriam Dutra.

Novamente a Globo está na rua com seu exército de CANSEI para insuflar a marcha dos zumbis. Infelizmente Brizola se foi. Felizmente, a internet chegou em seu lugar.

Um macaco teria erguido um império nas condições dadas a Roberto Marinho pela ditadura em troca de apoio político

Postado em 02 abr 2015 – por : Paulo Nogueira

O Brasil era um oásis no JN na era dos militares

O Brasil era um oásis no JN na era dos militares

De tanto tratar os brasileiros como idiotas, a Globo parece que passou realmente a acreditar que somos todos imbecis.

É o que sugere um editorial a propósito da liberdade de expressão.

Nele, os Marinhos atacam, furiosamente, a regulação da mídia. E se colocam na posição de campeões do “jornalismo independente, que não vive de verbas oficiais”.

Pausa para gargalhar, e um segundo a mais para lembrar Wellington: quem acredita naquilo acredita em tudo.

Cada tijolo da Globo é, de alguma forma, produto de verbas oficiais – e mais incontáveis mamatas e privilégios que a empresa ganhou na ditadura militar e preservou intactos, numa aberração, nestes anos todos de democracia restabelecida.

Um macaco teria erguido um império nas condições dadas a Roberto Marinho pela ditadura em troca de apoio político.

Financiamentos diversos, publicidade copiosa dia após dia, complacência na cobrança de impostos – em suma, foi um empreendimento que é o oposto do que prega o capitalismo real. Não havia risco. Estava tudo garantido.

Roberto Marinho recebeu muito da ditadura e deu muito a ela. É expressivo o depoimento do general presidente Médici, em 1972: “Sinto-me feliz todas as noites quando assisto TV porque no noticiário da Globo o mundo está um caos, mas o Brasil está em paz… É como tomar um calmante após um dia de trabalho …” (Este Brasil paradisíaco subitamente renasceria, agora, caso Aécio tivesse vencido.)

As facilidades acabariam vindo de todos os lados.

No Conversa Afiada, Paulo Henrique Amorim lembra, hoje, como foi construído o Projac, o monumental estúdio da Globo.

Como em tudo, dinheiro público – e não as reservas formidáveis da família Marinho.

Num perfil sobre Roberto Marinho, o acadêmico Gabriel Collares Barbosa, da UFRJ, fala com minúcias do Projac.

“Outro fato que merece registro se refere a construção do Projac. Com 1.300.00 m², o Projac, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, é o maior centro de produção da América Latina e foi projetado para abrigar superestúdios, módulos de produção e galpões de acervo.

Ao todo são quatro estúdios, de 1000m² cada, fábrica de cenários, figurinos, cidades cenográficas, centro de pós-produção e administração.

O que não é dito à população é que o Projac foi construído em uma área reservada pelo governo do Rio de Janeiro para a construção de casas populares.

Roberto Marinho humildemente solicitou à prefeitura uma autorização para construir sua “casinha” popular. Com a autorização em mãos, Roberto Marinho indevidamente começou a construção do Projac utilizando recursos levantados em empréstimos com a Caixa Econômica Federal para pagamento em dez anos.

Podemos especular que a quitação do débito foi pago com propaganda da CEF na Rede Globo.”

Uma ação popular exigindo a devolução desse dinheiro foi impetrada na justiça pois a Caixa Econômica é acusada de ter feito uma operação fora da rotina, com juros abaixo do mercado. O valor desse empréstimo atualizado com juros e correção monetária chega hoje a 37 milhões de dólares.”

A maneira como a Globo se serviu de bancos públicos foi imortalizada, em 1983, pelo Pasquim.

O Pasquim noticiou dois empréstimos a juros maternos que a Globo conseguiu com o Banerj, o Banco do Estado do Rio.

O Pasquim mostrou que a Globo ganharia um dinheiro considerável caso simplesmente pegasse o dinheiro dos empréstimos e o aplicasse no próprio Banerj.

Roberto Marinho foi chamado, pelo Pasquim, de “o maior assaltante de bancos do Brasil”.

“Nenhuma outra quadrilha, inclusive movimentos terroristas, lucrou tanto no negócio de assaltos a bancos como a quadrilha da Rede Globo”, escreveu o Pasquim.

O diretor superintendente do Banerj, Miguel Pires Gonçalves, acabaria depois virando superintendente da Globo. (Filho de um general da ditadura, Gonçalves acabaria por ser peça chave na manipulação do debate entre Collor e Lula na Globo, em 1989.)

Pois é esta Globo que, num editorial, desce à infâmia e se proclama símbolo do “jornalismo sem verbas oficiais”.

Talvez a Globo considere que os 500 milhões de reais anuais que vem recebendo há tempos das estatais federais – mesmo com uma brutal queda da audiência — sejam pouca coisa.

Ou, então, o que é mais provável, ache que somos todos estúpidos para cair na lorota cínica de que é uma empresa que ficaria de pé sem as mil-e-uma incursões ao dinheiro público.

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo » Um macaco teria erguido um império nas condições dadas a Roberto Marinho pela ditadura em troca de apoio político

23/03/2015

Rede Globo conduz manda para combater (concorrência na) corrupção

Toda vez que a Globo ficou alijada das tetas da Petrobrás ajudou a dar golpe. Para tanto, conta com a condução de uma manada que a segue bovinamente.

GLOBO DITA DURAPEDRO CAMPOS | HISTORIADOR

“Pagamento de propina na Petrobras transcende o PT e o PSDB”

Autor de livro sobre elo entre empreiteiras e ditadura fala que esquemas vem dos anos 50

Gil Alessi São Paulo 18 MAR 2015 – 16:17 BRT

Nem durante o Governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, como disse a presidenta Dilma, nem no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, como afirmou o delator da Lava Jato Pedro Barusco. Nenhum dos dois partidos foi pioneiro quando o assunto é corrupção na Petrobras, segundo Pedro Henrique Pedreira Campos, professor do departamento de História da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Campos é autor do livro ‘Estranhas Catedrais – As Empreiteiras Brasileiras e a Ditadura Civil-Militar’ (Editora da UFF, 2014), que mostra como as mesmas construtoras que hoje estão no banco dos réus da operação Lava Jato já pagavam propinas e se organizavam em cartéis durante o regime militar. E até antes.

O título, ele explica, é uma referência a "Vai Passar", gravada por Chico Buarque em 1994, que cita as "estranhas catedrais" erguidas no país das "tenebrosas transações".

Pergunta. Com a Lava Jato há um debate sobre a origem da corrupção na Petrobras. Quando começou a corrupção na estatal?

Resposta. Existe um jogo de empurra para ver de quem é a culpa, e isso fica muito à mercê dos conflitos políticos atuais. O problema transcende as principais siglas partidárias, PSDB e PT. A prática de pagamento de propina na Petrobras vai além disso. Pode ser que tenha surgido no governo do FHC e do Lula um esquema para financiamento de campanha. Este tipo específico de procedimento talvez tenha sido criado nestes governos, com o envolvimento de diretores da estatal e repasse para partidos. Mas isso é apenas um indicativo de quão incrustadas na Petrobras estão estas construtoras. Muitas dessas empresas prestam serviço para a estatal desde 1953, e existem registros de que essas práticas ilegais já existiam nesta época.

P. A corrupção é a exceção ou a regra no mercado das construtoras?

R. A impressão que tenho, e temos indícios disso, é de que a prática de cartel é institucionalizada no mercado de obras públicas. As vezes existem conflitos, mas o que impera é o acordo, os empresários não querem uma luta fratricida, porque isso reduziria as taxas de lucro deles, então eles tentam dividir os serviços. E isso remonta há muito tempo, desde a década de 50, quando o mercado de obras publicas no Brasil começa a se firmar.

P. Qual era a situação das grandes construtoras antes ditadura?

R. Na segunda metade da década de 50, com a construção de Brasília no Governo de Juscelino Kubitschek e a as obras de infraestrutura rodoviária, as empresas começaram a prosperar. Antes de JK elas tinham apenas alcance local e regional: eram empreiteiras mineiras, paulistas e cariocas que realizavam obras em seus respectivos Estados. Naquele período elas não tinham sequer o domínio sobre técnicas para obras hidrelétricas, por exemplo.

P. Como era a relação das empreiteiras com os militares?

A Odebrecht, que hoje é uma gigante do mercado, era muito periférica antes da ditadura. Era uma pequena empreiteira nordestina, bastante secundária"

R. Elas foram sócias da ditadura. Nisso a Camargo Corrêa se destaca. O dono era muito próximo do regime, e ela financiou a Operação Bandeirante, que perseguiu militantes de esquerda no país. As empreiteiras tiveram uma participação importante no golpe de 1964, que foi um golpe civil-militar. Várias associações de empresários foram antessalas do golpe, que contou com uma participação intensa do setor de construção. E depois elas colheram os frutos deste apoio.

P. Qual construtora que mais cresceu durante a ditadura?

R. A Odebrecht, que hoje é uma gigante do mercado, era muito periférica antes da ditadura. Era uma pequena empreiteira nordestina, bastante secundária. Não participou das obras do plano de metas do JK, nem das rodovias, mas ela cresce de maneira impressionante durante o período de exceção. Em grande parte porque ela tinha uma presença muito forte junto à Petrobras, que na época tinha muitas obras no Nordeste. Quando a estatal começou a crescer, a Odebrecht foi junto. E à partir daí ela conseguiu o contrato do aeroporto do Galeão (RJ).

P. O que deu força às empreiteiras brasileiras na ditadura?

R. O decreto presidencial 64.345 de 1969 estabeleceu uma reserva de mercado paras empresas brasileiras, que caiu como uma luva para elas, que não tinham como concorrer com as estrangeiras. [Segundo o texto, “só poderão contratar a prestação de serviços de consultoria técnica e de Engenharia com empresas estrangeiras nos casos em que não houver empresa nacional devidamente capacitada”] O decreto facilita a formação de cartel entre elas, a aumentou muito o volume de recursos e obras que as construtoras passaram a obter de contatos públicos. Com esse dinheiro elas vão adquirir tecnologia para realizar outras obras, como aeroportos supersônicos, as usinas nucleares, etc. Com o decreto elas passaram a tocar as obras do chamado ‘milagre econômico’ da ditadura, o que permitiu que elas obtivessem lucros altíssimos e aprofundassem as práticas de cartel e corrupção no Governo.

P. Não havia investigação destas práticas irregulares na ditadura?

R. [Essas práticas] não eram coibidas. Muitas vezes obras eram contratadas sem concorrência, isso era muito comum na época. As investigações sobre práticas de cartel eram raras, os mecanismos de controle estavam amordaçados, não havia Ministério Público e a imprensa era censurada.

P. Existe algum indício de que durante a ditadura haviam pagamentos de propina?

R. Naquele período vinham menos denúncias a público, mas isso não quer dizer que não houvesse corrupção. Há indícios que havia um sistema de propina institucionalizado naquela época. Documentos do Serviço Nacional de Informação indicam que haviam pagamentos irregulares, e que alguns agentes públicos seriam notórios recebedores de propina e comissões. Isso era muito comum e corriqueiro no período. Com o fim da ditadura isso passa a vir mais a público.

“Quem faz o orçamento da republica são as empreiteiras”, disso o então ministro da saúde Adib Jatene em 1993

P. Com a democratização, o modus operandi das empreiteiras mudou?

R. Houve uma mudança bastante pronunciada, que segue a mudança da organização do Estado. Durante a ditadura as atenções das empreiteiras estavam voltadas para o poder Executivo – ministérios e empresas estatais, principalmente. E quando o país se abre para a democracia a correlação de forças muda, e elas tentam se adaptar. Elas passam a atuar junto às bancadas e aos partidos políticos, porque o Legislativo ganha força. Elas passam a ser ativas para obter emendas parlamentares e verba para obras. Existe inclusive no Congresso uma bancada da infraestrutura, e eles são bastante afinados com o desenvolvimento das empresas.

P. Existe um mito de que durante a ditadura a corrupção era menor. Isso se comprova factualmente?

R. Eu diria que a corrupção era mais difundida e generalizada, pela falta de mecanismos fortes de fiscalização.

P. As empreiteiras ainda influenciam as decisões do Estado?

R. Acho que sim, elas são muito poderosas. Estamos vivendo um momento singular, elas estão bastante acuadas, mas elas são muito importantes no Parlamento, no processo eleitoral e para pautar as políticas públicas. Vimos no governo Lula a retomada de vários projetos que foram concebidos durante a ditadura, como a transposição do rio São Francisco e a construção de Belo Monte, por exemplo. E isso remete ao poder que esses empresários continuam tendo no Governo. “Quem faz o orçamento da republica são as empreiteiras”, disso o então ministro da Saúde Adib Jatene em 1993. O fato é que os empresários fizeram uma transicão de muito sucesso para a democracia. Elas haviam se apropriado de parte do Estado durante a ditadura, e continuam lá na democracia.

P. Os acordos de leniência que o Governo quer assinar com as empresas da Lava Jato são uma ferramenta que pode mudar a maneira das empreiteiras atuarem?

R. Historicamente elas já estiveram envolvidas em vários escândalos. E a lógica da política brasileira é colocar panos quentes e continuar adiante. A linha do governo é clara: estão na defesa declarada dessas empresas. Para mudar a relação do Estado com as empresas no Brasil seria preciso uma mudança profunda, repensando o sistema de financiamento eleitoral, e criando alternativas às empreiteiras privadas no país.

Corrupção na Petrobras: “Pagamento de propina na Petrobras transcende o PT e o PSDB” | Brasil | EL PAÍS Brasil

Globo golpista vive apagando pistas

suiçalão da GLobo

Aécio e as contas secretas da Suíça

Por Patricia Faermann, no Jornal GGN:
Com um dos maiores e mais importantes bancos de dados secretos em mãos, os jornais O Globo e Fernando Rodrigues não fazem o jornalismo de dados, com o cruzamento completo das informações. Ao analisar os arquivos disponibilizados nas reportagens, é possível constatar que, além do que divulgaram os jornalistas, de o PSDB ter sido o maior beneficiado dos doadores para campanhas eleitorais com contas secretas no HSBC, o senador Aécio Neves foi também o candidato à presidência que mais recebeu. Esta última informação foi omitida dos jornais.
Diretamente para a sua campanha foi destinado R$ 1,2 milhão de doadores que tinham contas secretas na filial do banco em Genebra. Em seguida, a também candidata à presidência, Marina Silva (PSB) angariou R$ 100 mil desses doadores. A presidente da República, Dilma Rousseff, não teve doações diretas dos proprietários dessas contas.
Excluindo o que foi depositado para o Comitê de Aécio Neves, os demais comitês (estaduais e contas de políticos) do PSDB receberam um total de R$ 1,725 milhão. Já o PT recebeu R$ 1,505 milhão, incluindo direção estadual e para os deputados federais Vicente Cândido (SP) e Janete Rocha Pietá (SP). O PMDB contabilizou R$ 568 mil de doadores com contas na Suíça.
Esses dados integram um novo episódio do Swissleaks, em um seleto grupo de 976 doadores, que entregaram no mínimo R$ 50 mil para as campanhas eleitorais do último ano. Destes, 16 nomes aparecem nos arquivos que tinham contas secretas no banco suíço HSBC.
O balanço foi um resultado da integração do jornal O Globo no acesso aos dados disponibilizados ao Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), no qual Fernando Rodrigues também participa.
Até então, somente personagens pontualmente selecionados, de todas as 5.549 contas secretas de brasileiros, foram vazadas. Com a adesão da equipe de O Globo, informações sobre políticos ligados ao PSDB e à escândalos de corrupção que envolveram diversos partidos foram, aos poucos, sendo divulgadas.
Dessa vez, os jornalistas elencaram os 976 empresários que doaram mais de R$ 50 mil nas campanhas eleitorais de 2014. Encontraram, então, 16 nomes que estão na lista investigada do HSBC da Suíça.
Fábio Roberto Chimenti Auriemo, Filho de Fábio Roberto Chimenti Auriemo e Armínio Fraga teriam apresentado provas, de acordo com o blogueiro do Uol, de que suas contas foram declaradas à Receita Federal. O fato isentaria a ilegalidade das contas.
Cláudio Szajman, Benjamin Steinbruch, Carlos Roberto Massa e Hilda Diruhy Burmaian não apresentaram provas, mas afirmaram que foi declarado ou que as contas eram regularizadas.
Francisco Humberto Bezerra e Miguel Ricarto Gatti Calmon negaram que tivessem uma conta na filial suíça. Alceu Elias Feldmann, Edmundo Rossi Cuppoloni, Cesar Ades e Roberto Balls Sallouti disseram que não iriam responder sobre o assunto. José Antonio de Magalhães Lins, Gabriel Gananian e Jacks Rabinovich não responderam. E Paulo Roberto Cesso confirmou que teve uma conta, mas não disse se foi declarada à Receita.
Frente à essas informações é possível verificar, ainda, que curiosamente os doadores de Aécio Neves provaram ou afirmaram que as contas foram declaradas, segundo as divulgações de O Globo e Fernando Rodrigues.
Por outro lado, ainda que com todos esses números em mãos, a redação de O Globo não publicou tudo. Nem Fernando Rodrigues.
Para identificar que o senador e candidato derrotado Aécio Neves (PSDB-MG) liderou o índice de doações de contas suspeitas, foi preciso transcrever as quantias que cada empresário, donos das contas, repassou a cada político ou comitê. Neste caso, a ordem dos fatores altera o resultado. Uma vez separados por partidos, a visualização dos dados permite outras notícias.
O Jornal GGN também elencou de acordo com as respostas dos empresários:


Postado por Miro às 19:25

Altamiro Borges: Aécio e as contas secretas da Suíça

22/03/2015

2018 – o ano que já começou

PT MBL SSNo maquiavelismo da imprensa, com participação de parcela do MP e Poder Judiciário, tudo será feito para tirar Lula do páreo. Não faltará alguém para dizer que o Lula comprou, via desvios da Petrobrás, todinho e por inteiro, o PP gaúcho. Ninguém dirá que o PP gaúcho esteve, todinho e por inteiro, do lado do Aécio Neves, senão por obra pensada por Lula para jogar o PSDB na “mesma vala”. Então, a direita entregará  um bagre para fisgar Lula. É o que sinaliza a Folha deste final de Semana. O PSDB paulista, com o finanCIAmento de quem sempre esteve ao lado dos golpes contra o Brasil, fará das tripas coração para impedir o retorno de Lula. Se preciso for, não será surpresa se pelas páginas de um dos três grandes aliados do PSDB paulista (Veja, Estadão e Folha) surja um “Pó pará, governador II”! Entregarão quem está por trás do sumiço do helipóptero com 450 kg de cocaína para construir um álibi perfeito. Explico, Ao dizer que a lei pune a todos, entregando pior senador no ranking da Veja, entra um bagre com o único intuito de atingir Lula. A CIA está mais ativa do que nunca, e com a parceria dos grupos econômicos como AMBEV, Multilaser e Banco Itaú, Instituto Millenium, todos com sede em São Paulo, provocarão, se isso viabilizar algum ventríloquo, uma guerra civil.

Terminada as eleições e o abalroamento na decolagem do tapetão voador, a direita nacional prepara corações e mentes para 2018. A Ação 470 visava destruir o PT paulista para viabilizar a candidatura tucana. O PSDB não decolou, mas o PT paulista também não.

Os ataques contra qualquer iniciativa do Prefeito Fernando Haddad, conjugada com a desqualificada candidatura do que poderia ser o pior candidato do PSDB em todos os tempos, Aécio Neves, a sabotagem econômica e a implantação do caos só tem um objetivo: as eleições de 2018.

O convescote de Foz do Iguaçu, em que FHC & José Serra prometiam aos representantes norte-americanos que, caso fosse eleito, o PSDB entregaria a partilha da Petrobrax, digo Petrobrás, à Chevron: “Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, José Serra na Folha, em 13 de dezembro de 2010. Confirma-se agora, nos primeiros dezesseis dias de Senado do  representante paulista, José Serra, se expõe por inteiro no Projeto de Lei n° 131: “Torna-se imprescindível (…) a revogação da participação obrigatória da estatal no modelo de exploração de partilha de produção, bem como da condicionante de participação mínima da estatal de, ao menos, 30% da exploração e produção de petróleo do pré-sal em cada licitação, disposições constantes da Lei n° 12.351, de 22 de dezembro de 2010. Tal revogação atende aos interesses nacionais e, portanto, deve ser adotada pelo governo.”  Interesses dos “nacionais… ianques”. O que Serra faz de graça em defesa dos interesses norte-americanos, a máfia também fez, mas cobrando um preço muito alto, quando assassinou Enrico Mattei. Mattei criou a ENI, equiparada à Petrobrás, e começou a negociar com o Egito e outras países do Oriente Médio. Aos invés de deixar 25% com os países locais, a ENI propunha 50 a 75%; a CIA, via, máfia, fez explodir o avião em que Mattei viajava. Eram, então, sete irmãs que cartelizavam o mundo do petróleo:

Elenco delle sette sorelle al tempo di Mattei:

  1. Standard Oil of New Jersey, successivamente trasformatasi in Esso (poi Exxon negli USA) e in seguito fusa con la Mobil per diventare ExxonMobil; Stati Uniti
  2. Royal Dutch Shell, Anglo-Olandese; Regno Unito Paesi Bassi
  3. Anglo-Persian Oil Company, successivamente trasformatasi in British Petroleum (BP); Regno Unito
  4. Standard Oil of New York, successivamente trasformatasi in Mobil e in seguito fusa con la Exxon per diventare ExxonMobil; Stati Uniti
  5. Texaco, successivamente fusa con la Chevron per diventare ChevronTexaco; Stati Uniti
  6. Standard Oil of California (Socal), successivamente trasformatasi in Chevron, ora ChevronTexaco; Stati Uniti
  7. Gulf Oil, in buona parte confluita nella Chevron. Stati Uniti

Non Olet

No mundo à moda self-made man norte-americano, importa o fim, o dinheiro, e não a maneira, o meio de se ganhá-lo. É uma simplificação da máxima de Vespasiano, Pecunia non olet, o dinheiro não cheira. Mas quem cheira tem dinheiro…

O Banco Bamerindus foi entregue ao HSBC por FHC. Dizia-se à época o que se diz agora em relação à Petrobrás. Por interesse nacional. Mesmo corrupto, o Bamerindus empregava brasileiros e dinheiro da corrupção ficava por aqui. Com a entrega do Bamerindus, os lucros brasileiros, do trabalho honesto e da corrupção, foram investidos na Suíça ou na sede do HSBC, Inglaterra. É pela mesma razão que os EUA atacaram o HSBC. Se o produto da lavagem do dinheiro ficasse nos EUA, não haveria problema, mas como o dinheiro ia para na Inglaterra ou em outros lugares, a multa pegou pesada.

Os EUA nunca foram contra as drogas. O que eles sempre quiseram foi ficarem com o dinheiro das drogas lá consumidas. Se eles quisessem acabar com a drogas, como disse o ator argentino Ricardo Darín, eles fechariam as entradas. Até porque só Nova York consome 1/3 da cocaína produzida na América Latina. A guerra contra as drogas é, na verdade, uma guerra pelo dinheiro das drogas.

 

Ócio, pai de todos os vícios

Por traz do movimento golpista há jovens bolsistas dos EUA que não trabalham. Vivem do finanCIAmento de ONGs norte-americanas, a exemplo do que já foram a Fundação Ford em relação ao IBAD. O MBL é um filho temporão da OBAN. Ou as instituições republicanas que ainda defendem a democracia cortam este mal pela raiz, ou o que hoje é apenas MBL fará a SS parecer um grupelho amador. O ódio destilado em 15/03 não foi menor que nas marchas alemãs. Basta trocar estrela amarela por estrela vermelha. A única diferença é que ao invés de atacar judeus, suas livrarias, barbearias e bancos, os neonazistas atacam pessoas e sedes do PT.

O desemprego como forma de provocar o declínio da economia é também a arma com a qual pretendem alimentar o ódio de classe. Com a diminuição do pleno emprego, fica mais fácil encontrar mão-de-obra mais barata. As domésticas voltarão ao subemprego, e às condições degradantes. Com a dificuldade em se buscar vínculo formal, a massa desempregada, que já pode consumir produtos que antes lhe eram proibitivos, vira massa de manobra para alavancar distúrbios. Um salvador da pátria, que caçará marajás do serviço público é sempre um mito em construção. Quando não é Collor, pode ser um Joaquim Barbosa. Caiu este mito pelas mãos da Assas JB Corp, mas a Globo já procura substituto de arcanjo com a espada da justiça em mãos.

Neste faroeste paranaense, José Dirceu encarna o mexicano perfeito. Na sequência da linha metodológica, os Procustos do coronelismo eletrônico deitarão na cama da justiça um Lula sob as medidas da conveniência para ser espichado ou encurtado pela Themis de olhos vendados. Como na Alemanha hitlerista, há sempre um exército de carrascos voluntários. Com sangue nos olhos e o brilho dos holofotes, a fila de verdugos só aumenta. Trinta dinheiros não fazem falta ao maior orçamento secreto do mundo.

O finanCIAmento das manifestações, do tipo MBL, por multibiolionários norte americanos, como os irmãos Koch é só um detalhe na engrenagem de moer democracias. Não é mera coincidência que na “marcha dos zumbis” a maioria dos cartazes que pediam o golpe em Dilma eram escritos em inglês. A aculturação denuncia a origem da formação e da deformação.

Organizações norte-americanas, como a Escola das Américas durante a ditadura, fornecem as buchas de canhão do jihad Neoliberal. Os fundamentalistas do EI, perto dos neonazistas do MBL, ficam parecendo jovens de fino trato.

21/03/2015

Globo Golpista

Filed under: Globo Golpista — Gilmar Crestani @ 9:39 am
Tags:

Globo Golpista 1a bril

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: