Ficha Corrida

15/07/2016

Eliseu Rima Rima, RBS, é coisa nossa, como a CRT!

Eliseu Rima RicaTodo dia aparece um pentelho da RBS no sabonete do golpe. Desde antes da CRT, a RBS é teúda e manteúda dos “depiladores” do patrimônio público. Basta ver a diferença de publicidade de seus apaniguados com os que ela combate ferozmente. Alguém já viu alguma atuação da RBS para desmascarar Eliseu Rima Rica? A gente viu como a RBS tratou Olívio Dutra e como a RBS se envolveu com Yeda Crusius. Embora a venda casa seja proibida, a longa manus  do RS no golpe atende por Eliseu e Pedro Parente. A RBS, Gerdau e todos os demais envolvidos na Operação Zelotes agradecem…

Eliseu tem três qualidades: pertence ao PMDB do CUnha e do Sartori, é gaúcho e tem o apoio da RBS, mas parece que lhe resta uma única saída para fugir da prisão, filiar-se ao PSDB. No mais, deste os tempos do escândalo dos precatórios do DNER, qualquer pessoa com alguma memória sabe do que é feito. Não por acaso ACM, que entendia do riscado, batizou-o: Eliseu Quadrilha. Foi numa entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, de 16/02/2001:

“Em diálogos privados, vazados para os jornais, o sr. confidenciou que FHC se negara a entregar um ministério a Jader por considerá-lo desonesto. Verdade?

ACM – Por considerá-lo sem condições para o cargo e, inclusive, com receio de que a mídia revivesse os casos de Jader Barbalho. Isso é verdade.

Faz tempo?

Sim. Na ocasião, houve uma mudança de ministério. Sobrou para o Eliseu Padilha a pasta dos Transportes. Ou seria Eliseu quadrilha? Nunca sei direito. Acho que é quadrilha mesmo”.

Poucos políticos entendiam tanto de quadrilha quanto ACM. Esse predicado foi aperfeiçoado quando a Rede Globo indicou-o para Ministro das Comunicações de Tancredo Neves, como mostra o documentário Muito Além do Cidadão Kane. Mas foi com FHC que ele, sempre como filial da Rede Globo, chegou ao ápice. Toninho Malvadeza contribuiu duplamente para a sociedade gaúcha levou a FORD  e deu um sobrenome à altura do Eliseu. Nada mais parecido que um ACM do que um Sarney ou um Sirotsky. Não por acaso, sentam à mesa do capo di tutti i capi, Marinho da Globo!

 

Eliseu "Quadrilha" cai no grampo da Andrade

Andrade derruba o "Governo". E quando a Odebrecht falar?

publicado 15/07/2016

O Gatinho angorá já tinha sido localizado na rede da Andrade, essa empreiteira muito amiga do Aecím, o chato.

Agora, no Globo, é a vez daquele a quem o ACM se referia como o Eliseu "Quadrilha".

(Breve, Lula na Casa Civil e Miriam Belchior de sub-chefe.)

Padilha pediu a Andrade Gutierrez que contratasse seu call center
O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, tratou em mensagens enviadas ao então presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, de pedido para que a empresa telefônica Oi contratasse a estrutura do escritório de call center que ele tem em Porto Alegre. Na época, a empresa de telefonia era controlada pela empreiteira.
O pedido foi feito no início de 2014, na época em que Padilha era deputado federal. A troca de mensagens consta de relatório da perícia da Polícia Federal elaborado a partir da análise do telefone celular usado por Otávio Azevedo, incluído pela PF em inquérito público da Lava-Jato.
Padilha admite a troca de mensagens e encontros com o executivo, mas afirma que o projeto não foi adiante. Ele afirma que este foi o único motivo de contato dele com a Andrade Gutierrez.
"Caro Otávio, como foi a reunião com o ministro e o líder?”, escreveu Padilha às 21h45 de 13 de fevereiro de 2014.
“Estou usando este para pedir que marque para mim uma conversa com o dir comercial da Oi que trata de vendas via Call Center. Tenho um call center em P. Alegre e poderemos fazer ótima parceria", continuou Padilha.
Às 23h18 do mesmo dia, Otávio respondeu às mensagens, mas não é possível dizer se ele tratava exatamente do mesmo assunto.
“Amigo, a reunião foi boa e surgiu uma luz para acelerarmos o processo”, escreveu o executivo.
“Ótimo, podes compartilhar?”, perguntou Padilha três minutos depois.
“Call Center precisamos de falar. abs”, respondeu Otávio no minuto seguinte.
Quatro meses depois, às 15h41 de 25 de junho, Padilha voltou a falar com o executivo pelo telefone:
“Caro Otávio! Caso possas gostaria de falar pessoalmente em nome da pessoa com a qual estivemos. Hoje ainda, se possível”, escreveu.
Otávio marca o encontro para dali duas horas, no escritório da Andrade Gutierrez em Brasília. A troca de mensagens mostra que o encontro atrasou e foi realizado depois das 21h, no mesmo dia.

Eliseu "Quadrilha" cai no grampo da Andrade — Conversa Afiada

21/09/2015

Sartori conseguiu ser vaiado até por cavalo

Filed under: Gaúcho,Parque da Harmonia,Protesto,RBS — Gilmar Crestani @ 7:55 am
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Olha só a cara de palhaço do cavaleiro…

gaucho 20 setembroComo sempre os midiotas aplaudiram o funcionário da Tumeleiro. Já os cavalos, que não tem nenhum compromisso com o Tiririca da Serra, pois não consomem RBS mas comem grama, espalharam pela avenida um protesto que não me cheira nada bem…

O acampamento virou o feiceuque de gaúcho. Todo mundo vai lá tirar umas selfies, dar um curtida na mulher dos outros, e assim caminha a gauchada.

Pois bem, acabou a micareta dos gaúchos. Hora de voltar ao trabalho e limpar todo cocô e destruição que espalharam pelo Parque da Harmonia.

 

Desfile de 20 de setembro tem protestos e apoio a Sartori

Grupo se manifestou contra parcelamento de salários

  • Jerônimo Pires / Rádio Guaíba

O desfile cívico-militar na avenida Edvaldo Pereira Paiva, zona Sul de Porto Alegre, que lembra a Revolução Farroupilha, foi marcado na manhã deste domingo pelo encontro de grupos que são contra a gestão do governador José Ivo Sartori e outro que se colocou a favor. O evento contou com a participação da Brigada Militar (BM), do Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) e da Polícia Civil, que havia prometido boicotar a cerimônia, mas participou com 20 viaturas.
Sartori, que esteve presente ao lado do prefeito José Fortunati, chegou  de maneira discreta e por um caminho diferente daquele destinado para as autoridades. O governador foi blindado e escoltado por seguranças, que fizeram questão de afastar a imprensa para evitar questionamentos.
Durante o desfile, um grupo de servidores da Urgeirm Sindicato, que representa os policiais civis, reclamou do parcelamento de salários, enquanto outros manifestantes se colocaram a favor de Sartori. O presidente da Urgeirm, Isaac Ortiz, criticou a atitude e disse que essas pessoas foram contratadas pelo governador para defender a gestão. "Esta é uma prática de Hitler e Stalin", comentou em entrevista à Rádio Guaíba.

12/07/2015

Lúcio Yanel, até que enfim!

Filed under: Gaúcho,Lúcio Yanel,Porque hoje é domingo! — Gilmar Crestani @ 12:26 am
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2012-09-13_1347578077Esta foto é do meu Instagram. Fiz por ocasião do Acampamento Farroupilha, no Galpão da Associação dos Servidores do Poder Judiciário Federal, em 13/09/2012, no Parque da Harmonia.

Não sou muito dado a eventos do tipo gauchescos. Mas vou em função dos amigos, como o foi nessa oportunidade. Lembro como se fosse hoje, até porque fui muito em conta da atração musical. Infelizmente, tinha poucos convidados e, felizmente, os poucos pudemos apreciar mais e melhor este grande artista.

Infelizmente, por estas bandas pouco se conhece, apesar das muitas participações em CDs de músicos destes pagos. Precisou, enfim, ser ouvido no centro do país para merecer este reconhecimento. Tenho e curto alguns dos seus CDs, inclusive os que ele lançou em companhia do Mauro Moraes.

Depois que o lado comercial descambou para o tchê music, uma espécie de axé com gaita, larguei de mão. Além disso, a RBS se apropriou do gauchismo como movimento de tradição para adestar ainda mais a manada gaúcha. Não é por acaso que ela, a RBS, tenha dois senadores (Ana Amélia Lemos e Lasier Martins), e os gaúchos apenas um (Paulo Paim).

O gênio desconhecido do sul: Lúcio Yanel

sab, 11/07/2015 – 14:19

Atualizado em 11/07/2015 – 20:30

Luis Nassif

Yamandu já tinha comentado de passagem sobre Lúcio Yanel quando indaguei a razão do seu sotaque argentino. Mas, agora, em Poços de Caldas, o Gabriel Savage me traz mais dados.

No sarau de ontem à noite, Gabriel interpretou várias peças de Yanel. Uma delas, “Pantanal” nada fica a dever aos Estudos de Villa-Lobos. A variedade de sons, de modos de tocar que Yanel criou e Gabriel arrancou do violão – especialmente o modo pampaneiro de tocar -, repito: nada fica a dever aos Estudos de Villa-Lobos, que mudaram a forma de tocar do violão no século 20. Dê-se o devido desconto histórico, é claro, e a dimensão de um (o mundo) e do outro (o sul).

Digo mais: dentro de alguns anos a contribuição de Yanel ao violão será reconhecida como das maiores, um gênio comparável a Garoto e aos grandes formadores do violão brasileiro, por um conjunto de razões: ele como intérprete, como compositor mas, principalmente, como formador da mais nova escola e brilhante escola intrumental do país: a gaúcha, ou pampaneira, para usar o termo que eles gostam.

Semanas atrás coloquei, aqui, vídeo do Yamandu em duo com Arthur Bonilha, ambos valendo-se do mesmo estilo ensinado por Yanel. O que se assistia eram dois violonistas tocando de igual para igual. Dois violonistas sempre podem tocar de igual para igual, mas quando um deles é Yamandu e, de repente, você se depara com dois Yamandu, é milagre. Aí você ouve Gabriel Selvage, e três milagres na mesma região exigem um santo protetor.
Infelizmente Bonilha faleceu em maio, em acidente automobilístico, aos 34 anos de idade.

E aí entramos na história de Yanel e do novo fenômeno da música instrumental brasileira, os gaúchos e seu som pampaneiro.
Gabriel nasceu no campo. Desde criança, criava cavalos. Mantem o hábito da bombacha, que não tirou nem quando excursionou pela Europa. Aos 12 anos ganhou um revólver, que mantinha na cabeceira da cama, para se prevenir contra a violência da região onde morava. Ele narrando os acertos de contas por lá ajuda a entender a razão da violência ancestral brasileira, aliás. O interior gaúcho ainda guarda a herança de violência dos Farrapos

Aos 14 anos vou trabalhar fora de casa, cuidando de cavalos.

Passou a aprender violão e decidiu ter aulas com Yanel. Da sua casa até a cidade onde Yanel morava, na grande Porto Alegre, eram 400 km. Ele viajava de ônibus o dia todo, tinha as aulas e, quando perdia o ônibus de volta, dormia na casa do mestre

As aulas consistiam em vê-lo tocando e pedir-lhe que ensinasse na prática seu modo de tocar. Yanel não lê partituras, não tem a menor ideia sobre as notas. É um gênio intuitivo em estado puro.
Sua vinda ao Brasil é uma epopeia.

Nos anos 70 foi excursionar pela Rússia, uma série de concertos de músicos latino-americanos, dentre os quais muitos brasileiros. Encantou-se com a música do país e, na volta, decidiu parar no Recife

Acabou voltando para a Argentina, mas os sons do Brasil já o haviam capturado. Decidiu radicar-se em São Paulo. Aproveitando sua vinda para o Brasil, um amigo pediu-lhe que passasse por Porto Alegre para entregar umas partituras para um amigo que morava lá

O amigo, em questão, tinha um filho de dois anos, de nome Yamandu, e pronúncia Diamandu.

Yanel entregou, estava tarde e acabou dormindo na casa. De manhã, a mãe de Yamandu acordou e se surpreendeu com o violão que jorrava da sala. Imediatamente acordou o marido para informar que o visitante era um gênio do violão.

Nunca mais o deixaram sair. Yanel se fixou por lá, em uma cidade próxima a Porto Alegre e passou a inundar o fechado mundo gaúcho com sua arte.

Ajudou a formar uma das mais brilhantes gerações de violonistas do país – a julgar pelos três que conheci, Yamandu, Bonilha e Gabriel.

Há alguns anos mudou-se para Caxias. Mora de aluguel, vive de aulas e tocando em botecos.

Já entrei em contato com ele para montarmos uma noite paulista-gaúcha em São Paulo, para apresentar essa brilhante geração aos paulistas. O prefeito Fortunati, de Porto Alegre, topou. Nos próximos dias tentarei que o Danilo, do Sesc, ajude a montar o lado paulista.

Aí se verá ao vivo alguém que, ainda em vida, já é uma lenda.

Vídeos

Veja o vídeo

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14/03/2015

Censura: Zero Hora e Correio do Povo escondem PP dos gaúchos

heinzeLuis Carlos Heinze, do PP gaúcho, ganhou o troféu "Racista do Ano"

– Herr, Heinze, aposto que não há na Lava Jato nenhum “quilombola, índio, gay ou lésbica”. Mas também é verdade que lá tem tudo o que não presta!

Curioso para saber no que o pessoal do PP gaúcho aplicou o dinheiro conseguido com muito trabalho na Petrobrás, via Paulo Roberto Costa, visito os portais dos que se dizem grupos de informação gaúchos. Pensava encontrar explicações para entender porque o PP gaúcho, cabresteado pela funcionária da RBS, se bandeou todo pro lado do Aécio Neves. Uma explicação que está internet mas que os RBS e CP se recusam a dar, é a que Dornelles, primo do Aécio, era quem sabia do dinheiro do PP, diz Ciro Nogueira. Ciro, o pequeno, é o Presidente do PP…

No Correio do Povo: Janot diz que Lava Jato é o maior esquema de corrupção do País. O Correio do Povo explica porque a Igreja Universal no RS é uma linha do PP para assuntos de exploração espiritual.

Já na RBS, as matérias em destaque são: Saiba como foi o último capítulo da novela Império e Saiba quem são os articuladores do protesto contra Dilma. A mesma estagiária em pedagogia fez as duas matérias. “Saiba” porquê! Sim, ela, a RBS e sua estagiária querem nos ensinar. Estão sempre querendo nos doutrinar. Por isso também escolheram dois adolescentes para dizer como devemos ser.

Para a RBS, tudo se resume em novela. Ela conta o enredo mas não entrega produtores nem diretores. Dá o tampa e esconde a mão. A RBS quer nos fazer crer que as manifestações que são articuladas para derrubar Dilma, e que não é de hoje, é obra de dois jovens nerds. A própria RBS, ao chama-los de caras pintadas, é uma das mãos que balança o berço. Até porque nem poderia ser diferente. A Globo já escalou o elenco desta novela, cujo enredo envolve espionagem, heliPÓpteros com 450 kg de cocaína, sistemas de contagem de votos, comemoração de vitórias antes de terminada a contagem dos votos.

Como na Lista Falciani, a Lista do PP gaúcho só tem gente branca de olhos azuis!

 

Traficantes de Informações

16606542039_8df3fb706d_bA única informação presente nos dois portais, Correio do Povo e RBS, é o estrondoso silêncio a respeito do partido gaúcho que está de corpo e alma envolvido naquilo que o Procurador Geral da República chamou de “maior esquema de corrupção”, o PP do Pratini de Moraes, Ana Amélia Lemos, e a famiglia Germano…

(Aqui um parentes para falar de Farid Germano Filho, primo do meliante mor do PP gaúcho. Este energúmeno, conhecedor das “proezas” do primo amado, ocupa o espaço esportivo para culpar, inclusive quando seu Grêmio perde, o Governo Federal. É este tipo de imbecil que, por suas relações familiares, é guindado a ocupar espaço nos grupos mafiomidiáticos). Farid Germano Filho não é muito diferente de Wianey Carlet. Ambos são filhos do jornalismo invertebrado, que impreca contra pobres para defender os patrões. São paus mandados!

A Operação Lava Jato só é maior, por enquanto, porque Janot ainda não começou apurar as fraudes no HSBC… O swissleaks é ainda maior, mas como pega os traficam informações, não será manchete nem movimentará os nerds de facebook.

Este é tipo de protesto que os jovens inocentes, os nerds de jornal, que a RBS ajuda a vender. Se aparecer um nerd sem toddynho e matar, a RBS poderá publicar em seus jornais: “Um mártir para o MST” Ou, Dilma já tem seu mártir

Quando será que o Instituto Millenium será enfrentado como grupo mafioso que é. A constatação de que estão todos com contas em paraísos fiscais, se não explica tudo, já é indício suficiente para provar onde estão e quem protege BANDidos.

 

SwissLeaks

hsbc swissleaks corrupção A glamourização dos protestos esconde as digitais da RBS e seu histórico de luta contra o MST. Você “sabia” que a RBS é obra da Ditadura, e, em parceria com a Rede Globo, fez a defesa dos ditadores em benefício próprio?! A RBS nasceu com a ditadura e está falindo com a democracia. Sua única chance de sobrevida é a derrubada de governos democráticos.

Militante tucana “contra a corrupção” é filha de envolvido no escândalo Swissleaks. Fernanda Mano de Almeida também mantinha conta no HSBC.

Essa não merece reportagem na RBS, muito menos é lembrada. O que interessa é glamourizar golpistas.

Só derrubando Dilma e entronizando alguém que derrame recursos, só assim a RBS terá uma sobrevida.

Eu ainda lembro quando FHC foi apeado do poder e no dia seguinte desembarcou em Porto Alegre Pedro Parente e Pérsio Arida. Uma mão do PSDB lavou a outra da RBS, e as duas limparam a bunda.

Os movimentos de derrubada de governos, na América Latina ou no Oriente Médio, mas sempre para derrubar grandes produtores de Petróleo. Coincidentemente, contam com grupos ventríloquos de mídia cumprirem o que determinam seus finanCIAdores ideológicos.

16/07/2014

Velho continente, velha mania de superioridade

Der Spiegel

Primeiro foi aquela capa da Der Spiegel, jogando uma bola incandescente sobre a cidade maravilhosa. Com uma análise depreciativa a respeito do Brasil.

Agora, o vídeo com a comemoração da seleção em que alguns jogadores nos imitam como se fôssemos macacos.

Não entendo alemão, por isso não sei o se o que o texto do Flávio Aguiar diz é verdadeiro ou falso, mas eu acredito neste gaúcho de conheço de largas leituras desde os tempos da Letras na UFRGS, não só pelos anos de estrada que tem, mas também a respeito do seu conhecimento da Alemanha, pois lá vive e trabalha.

E pelo que Flávio Aguiar já publicou, não foi apenas um momento de descontração, inebriados pela vitória. O dia a dia por lá, em Berlim, tem sido mais ou menos isso. O desprezo pelo Brasil que acolheu tantos alemães. Aliás, algo muito parecido com o que se passava na Itália de Sílvio Berlusconi. O desprezo pelos brasileiros tidos e havidos como vagabundos que iam para a Itália buscar cidadania para roubar dos italianos emprego e renda.

Se se dessem ao respeito e pensassem porque tantos europeus aportaram no Brasil, e em que condições, talvez fizessem um mea culpa. O país que abrigou os filhos que eles trataram como bastardos e que agora os reconhece como macacos, deu-nos a oportunidade de “fazer a América”.

santiago2Dizem que houve algo parecido na Argentina, com torcedores revoltados com a derrota da seleção chamaram brasileiros de macacos. Mas, pelo que li no feice, teria sido apenas com a torcida. Não se tem notícia de que algo parecido tenha sido dito por jogadores.

Depois dos desmentidos a respeito da sede em Santa Cruz Cabrália, ao lado de Porto Seguro, na Bahia, agora os alemães aprontaram mais esta. 

Aliás, que coincidência. Escolheram o local onde os conquistadores aportam. Foi lá que os tais de descobridores trocaram espelhinhos por pepitas de ouro…

Pior do que o velho colonialismo são nossos vira-latas, que se ajoelham para qualquer europeu. Nossos racistas aproveitaram o cumprimento da Presidente Dilma aos jogadores da Seleção Alemã para acusa-la de racista. Editaram um vídeo e divulgaram para mostrar que Dilma não teria cumprimentado Boateng, da mesma forma como inventaram a tal de construção de centro pela Alemanha que deixaria de legado… Fizeram um carnaval pela doação de 30 mil euros. Puxa, é menos de um terço de um mês de salário do Mario Götze! Bolsa esmola é isso aí!

Há vários motivos para se torcer pela Alemanha. A começar pela a descendência europeia, um bom futebol. Mas a pior foi porque, dizem, houve planejamento. Porra! Então quer dizer que a Argentina não fez planejamento? A Costa Rica não fez planejamento? Muito me assustaria se alguém disse que Inglaterra, França, Holanda, Espanha e Itália não tivessem feito planejamento. Como diz o ditado, vira-lata que acredita nisso, acredita em tudo!

Depois de todo marketing para cima dos brasileiros, “esbanjando simpatia na praia”, em casa revelam o outro lado. Parece que não estavam na praia, mas no zoológico, interagindo com os macacos brasileiros. Os gaúchos que tanto festejaram os alemães, de repente se veem comparados a macacos.

Quanto estive na Holanda, nos anos 90, os holandeses me contaram uma faceta nada amigável dos alemães. Disseram que os alemães invadiam Amsterdã nos fins de semana para se intoxicarem de bebida, maconha e sexo, que na Holanda era, sob controle, liberado, sujavam calçadas e faziam xixi pela rua. Depois voltavam para a Alemanha e se comportavam como bons pais de família.

Agora, me digam, de que valem tantos prêmios Nobel?! De que serve estudar, ter curso superior se a pessoa não consegue descortinar dos seus estudos uma contextualização, uma comparação histórica.

Nos nos 1700, quando éramos colônia de Portugal, os alemães já podiam ler Kant. Os brasileiros já eram traídos por Joaquim Silvério dos Reis

Que lástima! Jogadores alemães jogam fora patrimônio da Copa

Podem ter tomado muita coisa. Mas o que veio à tona é horrível. É sinal de que a taça não está em boas mãos. Caiu nas velhas mãos do racismo alemão.

Flávio Aguiar

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Foi triste. Muito triste.
A comemoração era legítima. O orgulho do povo também. A Alemanha conquistara a 4ª. Copa do Mundo. Com um desempenho de equipe brilhante. Poderia ter sido melhor, mas foi o melhor. Deu um baile no Brasil e teve uma vitória sofrida contra a Argentina na final.
Ergueram a taça, levaram o caneco pra casa.
Aí desandou. (VEJA AQUI O VÍDEO)

500 mil pessoas estavam em Berlim, para a comemoração. Desde a manhã, as ruas estavam tomadas, sobretudo entre o aeroporto de Tegel e o Portão de Brandenburgo, onde haveria o evento oficial.
Aí a maionese desandou.
Não sei de onde partiu a ideia.
Seis jogadores: Klose, Schürrle, Mustafi, Götze, Weidenfeller e Kroos – entraram na passarela imitando macacos, andando quase de cócoras, e gritando: “assim andam os gauchos”. Depois se erguiam e gritavam: “assim andam os alemães”.
Uma lástima.
Depois vinham outros jogadores: Schweinsteiger, Neuer, Höwedes, Grosskreuz, Draxler, Matthias Günther, imitando uma fila indiana (como os brasileiros entravam em campo) se abaixando.
Uma pena.
Houve até aplausos.
Jogaram fora uma vitória. Esta é a Copa das surpresas.
A Alemanha deu uma lição ao mundo ao criar uma seleção multi-culti.
E agora os jogadores que lideraram e usufruíram desta revolução deram a meia volta no relógio da história e protagonizaram esta cena ridícula e vergonhosa.
Podem ter tomado muita coisa. Mas o que veio à tona é horrível. É sinal de que a taça não está em boas mãos. 
Caiu nas velhas mãos do racismo alemão.
Infelizmente.
A seleção alemã tem que fazer um arrependimento coletivo, e merecer o que ganhou.

Créditos da foto: http://p5.focus.de/img/fotos/origs3991304/5184519079-w467-h274-o-q75-p5/foto-show.jpg

Que lástima! Jogadores alemães jogam fora patrimônio da Copa – Carta Maior

27/06/2014

Luiz Ruffato descobre que a megalomania dos gaúchos não passa de… megalomania!

Filed under: Gaúcho,Luís Augusto Fisher,Luiz Ruffato,Megalomania — Gilmar Crestani @ 9:23 am
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Depois desta, o mínimo que o Luís Augusto Fisher deveria fazer é retirar seu dicionário de campo!

Gaúchos e mineiros

Algumas, dentre inúmeras, expressões comuns a gaúchos e mineiros

Luiz Ruffato 24 JUN 2014 – 17:19 BRT

Estive recentemente em Bento Gonçalves, na serra gaúcha, região de vinhos e simpatia, onde acontece uma importante feira literária. Lá encontrei Dilan Camargo, poeta, letrista de música, dramaturgo, cronista, conferencista, autor de histórias infantis e juvenis, mas principalmente amigo generoso, que gosta de conversar e compartilhar as pequenas coisas da vida, que realmente são as que importam. Como agora somos parentes (minha namorada, a escritora e artista plástica Helena Terra vem a ser sua prima), Dilan resolveu me presentear com um livro sobre o jeito gaúcho de falar, “Bá, tchê!”, de Luis Augusto Fischer, escritor e ensaísta que admiro. É pra você aprender a nossa língua e depois poder reivindicar a nacionalidade, ele disse, jocosamente. E como tenho me dedicado, de corpo e alma, a me tornar um cidadão do Rio Grande do Sul, mergulhei no instigante dicionário.

Qual não foi minha surpresa ao descobrir, que, sem esforço, talvez domine cerca de quarenta por cento do vocabulário e das expressões gauchescas – sem o sotaque, claro, porque, perdida a dicção mineira, tornei-me um melancólico de fala neutra. E domino, não porque sou alguém com um talento especial para reconhecer e aprender rapidamente as variedades regionais da língua portuguesa-brasileira, mas porque percebi, maravilhado, que muitas palavras e locuções que julgava mineiríssimas, na verdade fazem parte do imaginário comum a gaúchos e mineiros.

O livro de Fischer traz mais de 800 verbetes divididos em oito seções: Alimentação, Formas de cortesia e insulto, Geografia e clima, Tipos humanos, Futebol e esportes, Cultura e costumes, Manhas de linguagem e Modos de corpo e alma. Em cada uma dessas subdivisões, reencontro as vozes do povo da minha Zona da Mata, leste de Minas Gerais, como por exemplo o uso do verbo “beliscar”, com o sentido de comer algo antes da refeição, ou “batida”, com o sentido de vitamina (fruta mais leite passada no liquidificador). Nesse mesmo campo, o da Alimentação, me deparo, entre outras, com “bolinho de chuva”, “boquinha” (comer um pouco de algo), “cupim” (parte da carne bovina conhecida em outros lugares com fraldinha), “janta” (no lugar de jantar), “jiboiar” (descansar, após comer bastante), “maria-mole” (o doce), “mexido” (mistura das sobras do almoço), “trago” (cachaça), etc.

Para não me estender muito, passo a enumerar algumas, dentre inúmeras, expressões comuns a gaúchos e mineiros: acabar com a raça, apertar os ossos, borra-bosta, botar o pau na mesa, botar os cachorros, firme?, fora de sacanagem, chuva de molhar bobo, boa gente, bobo alegre, boca mole, boca grande, manteiga derretida, pau de viratripa, freguês de caderno, banho de gato, dar pra trás, deixar plantado, esperar sentado, ficar mordido, arrastar asa, cobertor de orelha…

Mas o que mais me impressiona são as palavras que significam coisas específicas em Minas Gerais, e que no entorno do estado são designadas por outros termos, e que no Rio Grande do Sul têm a mesma acepção, como, por exemplo, bafo (em relação à temperatura), biboca, caixa-prego, friagem, lagartear, zona (de prostituição), alemoa, barbado, bisca (em relação a pessoas), cria, despachado, esganado, estropiado, estropício, fiapo, invocado, jaburu, saliente, bater figurinha (o jogo), chapéu (lençol, no futebol), coréia (bagunça), esconder (jogo), palitinho (jogo), tostão (contusão muscular), bico (chupeta), chinelo de dedo, mosquear, moquiço, pousar, pular carnaval, baita, de a pé, de em pé, à reviria, abichornado, apurado, arregar, dormir com as galinhas, revertério…

Helena Terra tem uma boa teoria. A tese dela é a de que, como nos séculos XVIII e XIX havia um intenso trânsito de mineiros para o Rio Grande do Sul, por conta do gado trazido para o corte na região de Pelotas ou para exportação para o Uruguai e Argentina, estabeleceu-se também uma mútua influência de vocabulário e expressões entre as duas partes do país, separadas por tão largas distâncias. Eu concordo com ela. Mas acrescento um dado de puro cabotinismo. Há em Farroupilha, cidade da serra gaúcha, próxima a Caxias do Sul e Bento Gonçalves, uma rua chamada Luiz Ruffato. Não é, obviamente uma homenagem a mim, mas uma mera coincidência. Mas, quem sabe, essa deferência já antecipava minha ida definitiva para o Sul…

Gaúchos e mineiros | Opinião | Edição Brasil no EL PAÍS

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