Ficha Corrida

27/09/2015

MBL toma Rogerio Jelmayer por Fernando Gouveia

Filed under: Fascismo,Fernando Gouveia,Fernando Haddad,hiPÓcrita,Macarthismo,MBL — Gilmar Crestani @ 2:37 pm
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O MBL tem tanta autoridade para falar da honestidade do funcionário do The Wall Street Journal quanto Aécio Neves tem de falar do uso de verbas públicas para uso particular. Seria interessante saber qual é a opinião do MBL a respeito da distribuição, pelos sucessivos governos paulistas, de milhares de assinaturas da Veja, Folha, Estão pelas escolas públicas de São Paulo. Qual será o opinião do MBL a respeito do Fernando Gouveia, que recebia R$ 70 mil mensais do Governo Alckmin para atacar o PT, Dilma e Lula?

A matéria da Folha de São Paulo de hoje é caudatária do pensamento MBLiano

A posição do MBL a respeito do jornalista ianque me autoriza pensar que o MBL tomou a si a medida para julga-lo.

A pergunta que não quer calar, quem finanCIA o MBL? O fascismo brasileiros já esteve em “melhores” mãos…

Gentili e o MBL lincham nas redes o jornalista que escreveu sobre Haddad no WS Journal. Por Kiko Nogueira

Postado em 26 set 2015 por : Kiko Nogueira

O macartismo fora de lugar do MBL

O macartismo fora de lugar do MBL

. ”Siga o dinheiro”. Tá com cheiro de matéria encomendada

. Pra quem eu mando e-mail pra mandar ele TOMÁ NO CU?

. Mas que filho da puta!!! Levou quanto da prefeitura ?

. Esse ‘’jornalista” (olha a foto que ele tem ao seu lado) deve ser um imprestável mesmo, não teve dados suficientes para saber o custo, qualidade e o projeto em si e o seu ínfimo uso.

Esses insultos são dirigidos aos jornalista Rogerio Jelmayer, um dos autores da matéria do Wall Street Journal que chamou o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, de “visionário”.

Jelmayer está sendo enxovalhado pelo Movimento Brasil Livre, o grupo de extrema direita que teve seus 15 minutos de fama no auge dos protestos anti Dilma e agora atrai anônimos paranoicos.

Na melhor tradição macartista, os cafajestes do MBL se deram ao trabalho de pescar uma foto de Jelmayer em seu Facebook para acusá-lo de desonesto.

Na imagem, Jelmayer está posando ao lado de uma foto de Che Guevara, emulando o olhar distante do registro de Alberto Korda. A foto não significa, rigorosamente, nada.

Mas para esse tipo de boçal é a prova de que se trata, provavelmente, de um comunista e só isso explica o texto que perpetrou.

A legenda fala o seguinte:

O jornalista do Wall Street Journal (e fã do Che Guevara) Rogerio Jelmayer, produz peça de propaganda para tentar alavancar a já defunta gestão de Haddad na prefeitura de São Paulo. Tendo como base seus passeios dominicais de bicicleta, o brilhante jornalista chegou à conclusão que nosso alcaide seria considerado visionário em cidades como Berlim ou São Francisco.

Ficamos um pouco confusos. Veja por quê.

COISAS QUE UM PREFEITO DE BERLIM JAMAIS FARIA:

-Ter um secretário de transportes aliado à mafia de transportes;

-Negociar com traficantes da cracolândia;

-Negligenciar obras na periferia;

-Gastar mais do que devia e tentar equilibrar suas contas criando uma indústria da multa;

-Estar envolvido no escândalo do Petrolão.

A fotografia foi postada no Twitter e imediatamente replicada por Danilo Gentili. O ex-humorista que vive se queixando da ditadura bolivariana e do cerceamento de sua liberdade de expressão achou justo “denunciar” para seus seguidores o esquerdopata.

Claude Chabrol apontou que a estupidez é infinitamente mais fascinante do que a inteligência. A inteligência tem seus limites, a estupidez não, afirmou. Quando ela se junta com a má fé, a combinação é explosiva.

A necessidade de ser dedo duro fez com que um meliante invadisse uma conta privada para roubar uma foto. Se existisse um comitê para entregar o sujeito, ali estariam os justiceiros. Qualquer um que discorde do pensamento único tem uma agenda oculta e obedece a uma cartilha inimiga. Mais eficiente do que discutir é tentar assassinar uma reputação.

É essa a canalha democrática que quer tomar o poder pendurada em Eduardo Cunha.

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Sobre o Autor

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

Diário do Centro do Mundo » Gentili e o MBL lincham nas redes o jornalista que escreveu sobre Haddad no WS Journal. Por Kiko Nogueira

14/09/2015

Corrupção Padrão FIFA? O PSDB tem!

Se a ligação direta, como faz Geraldo Alckmin, já é um jogo sujo, pior ainda é o finanCIAmento cruzado. São os tais de patrocinadores ideológicos. Eles investem em publicidade nos assoCIAdos do Instituto Millenium para que estes se encarreguem de patrocinar a bandidagem. Eu até diria que, no jogo político os partidos “têm direito” a métodos heterodoxos. É do jogo de forças. O que não se admite é que a imprensa e o judiciário compactuem e atuem com os mesmos métodos. Aí vira lumpenjornalismo e inJustiça.

Por exemplo, a RBS ainda existiria sem o patrocínio dos parceiros da Agenda 2020? João Havelange, Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo del Nero existiriam sem a participação da CBF na Rede Globo?

A distribuição das milhares de assinaturas de Veja, Folha, Estadão tem o mesmo sentido da distribuição de estatuetas pela Rede Globo. Pode mudar o objeto, o objetivo final é o mesmo: a captura. Por exemplo, FHC foi captura pela Rede Globo via Miriam Dutra. Para que serviam aqueles R$ 70 mil que Fernando Gouveia recebia?

O que é mais espantoso nestes golpistas do CANSEI é que são mais sujos que pau de galinheiro. Então é com este tipo de gente que a direita quer melhorar o Brasil? Não. Eles querem tirar a Dilma, botar um Rodrigo de Grandis na PGR, ou Geraldo Brindeiro, encontrar um novo Gilmar Mendes para o STF e continuar fazendo o que sempre fizeram antes dos governos republicados do Lula e Dilma. O déficit civilizatório desta gente só não é repudiada por quem compartilha dos mesmos métodos. Os midiotas da Marcha dos Zumbis só fazem por segui-los, bovinamente!

O tucano de estimação de Alckmin é o maior “blogueiro sujo” do Brasil?

Por Fernando Brito · 13/09/2015

caviar

Já sei o que vou propor no próximo encontro do Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé.

Vou sugerir  a eleição de João Dória Júnior, candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, como nosso presidente honorário (com o devido perdão pelo uso do adjetivo).

Assim, paramos de sofrer com dois problemas: sermos acusados de enriquecer (pausa para gargalhar) com anúncios do governo e com a escassez completa de anunciantes, que abundam nas publicações do promoter Dória e seus eventos “papa-fina” em Comandatuba.

fotodoriaNão seríamos acusados de favorecimento político, pois  tudo seria totalmente impessoal e “técnico”, pois nada tem a ver com a sustentação tucana da candidatura de Dória à Prefeitura de São Paulo, como você pode ver na foto do seu twitter, sob o modesto apelo de que é “um time forte para uma nova história”. (Depois do estrondoso sucesso como chefe da delegação da Seleção Brasileira na Copa América, Dória não devia usar a palavra “time”, não é?).

E vai ser uma eleição merecida pelos “blogueiros sujos”, que – mesmo quando arrumamos um anunciozinho, perto dele somos uns “porqueras”. Pois, como mostra hoje reportagem da Folha – daquelas do tipo “uma no cravo, trinta na ferradura” – Dória “papou” R$ 501 mil por um anúncio na revista (repare o nome) Caviar Lyfestyle, publicação “doriana”,  para ressaltar a importância da água.

Não, não é da água Perrier. É daquela que falta nas torneiras paulistas e que vem branquinha de cloro na hora em que volta.

Estou pensando em fechar o Tijolaço e abrir o Feijão&Arroz Lifestyle e ver se Alckmin me dá um anúncio destes.

Afinal, o Tijolaço tem mais acessos até o meio-dia de cada uma das voltas que a Terra dá do que a Caviar Lifestyle tem em um ano, que é a periodicidade das edições. Ou seja, nem tem custos fixos, é montada à base de frilas e de tarefa

Nem precisa ser de R$ 500 mil, não, com R$ 5 mil eu já “lamberia os beiços”.

E faço todo dia um “publieditorial” sobre as obras de Alckmin para o abastecimento hídrico de São Paulo.

É tão pouco que não vai dar quase trabalho.

doria1Já prometo, para o primeiro número, um especial sobre as gambiarras instaladas para chupar o fundo lamacento das represas.

Ou será que Alckmin preferiria uma “reportagem” mostrando que apesar dos temporais de setembro, São Paulo está com menos água que há um mês? Que o maior dos reservatórios, o Jaguari-Jacareí, estava, em 11 de setembro de 2014 com um nível de 816,94  metros  e anteontem estava  a 810, 79 metros,  seis metros abaixo?

Tudo ilustrado com o lamaçal que se tornou o  Cantareira, ou com os tocos secos que brotam das represas do Alto Tietê.

Se quiser, ainda dou de brinde uma promoção, para os leitores escolherem qual o dirigente paulista que merece integrar o Hall of ‘Lame’: o próprio Governador, a ex-presidente da Sabesp Dilma Pena, ou aquele diretor da empresa que disse para o pessoal ir tomar banho em Santos…

E não vou ser ingrato com meu inspirador. Ofereço, pela ideia que me deu Dória Jr., anúncios gratuitos de cada uma de suas dez empresas, as nove do quadro aí ao lado e mais a Dória Associados. que não parece nesta lista da Junta Comercial do Estado de São Paulo.

Todas dele e dele mesmo, com a participação – em várias delas – da Max Marketing e Produções, da qual é o único sócio  e que desde 1990 sofre alterações na sua finalidade que só mesmo um gênio de ecletismo seria capaz de realizar.

Já registrou na Junta Comercial, desde então, que a empresa se destinava à compra e venda de imóveis, auditorias financeiras, serviços de advocacia, consultoria, publicidade, editoração  de livros e manuais científicos, didáticos, literários, etc, atividades de rádio,atividades de televisão aberta, gestão de propriedades imobiliárias e até mesmo uma curiosíssima, objeto de alteração contratual registrada na Jucesp em 16 de maio de 1997:

“Alteração da atividade econômica/ Objeto Social da Sede para comércio varejista de produtos saneantes domissanitários”.

Prova maior de que tudo deve ser “limpinho” não poderia haver.

O tucano de estimação de Alckmin é o maior “blogueiro sujo” do Brasil?TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

13/07/2015

Para os assoCIAdos do Instituto Millenium, um político vale quanto paga

Nossa velha mídia é milhares de vezes mais corrupta do que o político mais corrupto. Sabe por quê? Porque quem corrompe o político é a mídia.  Hoje, quando se lê um a reportagem, a primeira pergunta que deve ser feita é: quanto custou ou este não pagou o preço cobrado. Se pagou, só elogios. Não pagou, pau nele. Por isso que se diz que pau que dá em PT não dá em PSDB. E nisso não está só a imprensa, mas também o Poder Judiciário.

kassab

Para quem ainda tinha dúvidas a respeito de quem são os verdadeiros bandidos está ai mais uma prova. E não é o vendido, mas o comprador. É tal de Lei Rubens Ricúpero, forjada na Rede Globo e divulgada por Carlos Monforte, é regra entre os assoCIAdos do Instituto Millenium.

Como já dizia o velho Hélio Fernandes na moribunda Tribuna da Imprensa, no Brasil pratica-se um jornalismo celular pré-pago. Se você paga, tem crédito. Se não paga, descrédito. A mídia e seus donos são muito mais perniciosos que uma quadrilha só de Fernandinhos Beira-Mar. Pelo menos Beira-Mar entregava o que prometida. A mídia só entrega depois de pago.

Na Rede Globo a entrega de estatueta equivale ao beijo de mafioso. É código de identificação. Não faz muito foi descoberto que o Governo do Geraldo Alckmin pagava R$ 70,00 reais para um tal de Fernando Gouveia jogar a culpa de tudo no PT. Bonito né. Esse é o pessoal que quer ganhar no tapetão para continuarem fazendo a mesma merda de FHC. E, pelo que pagam aos grupos mafiomidiáticos, deveriam estar melhores no IPOBE. Este é o segredo de sucesso dos golpistas.

No RS, neste momento, Farid Germano ganhou em cala-boca na TVE e é só elogios ao governo Sartori. A sabujice a cara de pau não tem limites. Em nenhum outro lugar se encontra mais vendáveis do que entre jornalixos. É por isso que estou com o Barão de Itararé e não abro: o homem que se vende sempre recebe mais do que vale!

Jovem Pan recebia R$ 10 mil por reportagens pró-Kassab, diz revista

seg, 13/07/2015 – 17:17

Da Carta Capital

A Rádio Jovem Pan, emissora paulista que produz conteúdo jornalístico e esportivo, veiculou propagandas estatais “disfarçadas” de conteúdo em sua programação durante a gestão Gilberto Kassab (PSD). É o que afirma reportagem de capa da revista Piauí deste mês. Segundo a publicação, durante a gestão de Kassab (PSD), atual ministro das Cidades, os repórteres da rádio recebiam até 10 mil reais extras por reportagens que enaltecessem programas ou ações da prefeitura.

“Na gestão de Gilberto Kassab, do PSD, a prefeitura costumava pagar cachê aos repórteres da [Jovem] Pan por esse tipo de serviço, e um jornalista poderia receber até 10 mil reais extras fazendo uma reportagem pautada pelos marqueteiros da prefeitura”, informa a edição de julho da Piauí.

De acordo com a revista, propagandas de empresas ligadas ao governo Geraldo Alckmin (PSDB), como Metrô e Sabesp, aparecem na programação em formato de “publieditorial” sem a devida identificação. Nesses casos, o ouvinte não é informado de que se trata de publicidade e não de jornalismo. Neste ano, o Metrô investiu 235 mil reais na Jovem Pan. Em 2014, esse valor chegou a um milhão de reais.

A reportagem de Piauí é centrada na guinada ideológica da Jovem Pan, ao longo dos últimos meses. Segundo a publicação, a emissora optou por um discurso conservador na tentativa de recuperar a audiência, visando o eleitorado antipetista. Desde novembro de 2014, o Jornal da Manhã, um dos principais programas da rádio, conta com comentários da jornalista Rachel Sheherazade. Quem também tem um programa na emissora é Reinaldo Azevedo, colunista da revista Veja e do jornal Folha de S.Paulo.

Jovem Pan recebia R$ 10 mil por reportagens pró-Kassab, diz revista | GGN

21/04/2015

Organograma da meritocracia à moda tucana

Depois que o Gerdau foi pego na Operação Zelotes, toda vez que ouço falar em reengenharia, programa de qualidade, meritocracia, choque de gestão eu penso no Fernandinho Beira-Mar. Se fosse tucano, estaria solto até hoje. Fernandinho, o Beira-Mar, jamais voou em helipóptero com 450 kg de cocaína. Se dizia pecuarista

Tanto pior, em termos de São Paulo, é que um jornalista exija R$ 70 mil reais por mês para atacar o PT e Dilma. Não seria pagar menos para falar bem do PSDB?! Sim, eu sei que o Governo do Estado de São Paulo, deste que o PSDB fez dele sua Capitania Hereditária, distribui milhares de assinaturas da Veja, Folha, Estadão nas escolas públicas de São Paulo. Estes 70 pilas pagos ao Fernando Gouveia precisa ser multiplicado por quantos  dinheiros para chegarmos à totalidação dos recursos públicos empenhados pelo choque de gestão à moda tucana para distribuir ódio ao PT? Não teria sido mais saudável desenvolver um programa de proteção contra o mosquito da dengue? Afinal, não é admissível que seja exatamente no Estado que há racionamento de água que exista uma epidemia de dengue. Assim fica fácil de entender por que há tanto ódio à Lula, Dilma e ao PT.

Márcio Aith, o esquema Serra no governo Alckmin

seg, 20/04/2015 – 10:01 -Atualizado em 20/04/2015 – 10:08 –Luis Nassif

Quando assumiu o governo do Estado, a primeira providência de Geraldo Alckmin foi acabar com o esquema José Serra no governo, um aparelhamento amplo que produziu desastres em várias áreas, como na USP, Instituto Butantã.

Mas levou o adversário para dentro do Palácio, com a manutenção de Márcio Aith na Subsecretaria de Comunicação. Lá, valendo-se do pouco conhecimento do grupo de Alckmin com as redes sociais, Aith deu início ao fortalecimento do esquema Serra na Internet – contando, para tanto, com recursos do próprio governo do Estado.

Serra conseguiu fincar pé no Sebrae-SP, graças à parceria com Guilherme Afif Domingos, Ministro de Dilma. Afif, que se notabilizou pelo Impostômetro, permitiu a Serra utilizar recursos públicos para lotear o Sebrae de ativistas digitais – colocados no lugar de consultores de gestão, que foram demitidos. Nesse terreno, o homem de Serra foi Bruno Caetano, que trabalhava na Secretaria de Comunicação como o próprio Aith.

Outro pé foi fincado na Fundap, onde Geraldo Biasoto, um indicado de Serra conseguiu alocar vários ativistas digitais.

De seu lado, Aith não apenas manteve a rede Serra financiada pelo Estado como procurou ampliá-la atuando no meio de jornalistas com visibilidade pública.

Não se imagine que um mero blogueiro de escândalos, sem reputação pública, com um alcance apenas junto ao lixo das redes sociais, custe R$ 70 mil mensais. Debaixo dessa quantia são abrigados peixes maiores, mas que não podem aparecer nem para seus financiadores: o governo Alckmin.

Se Alckmin providenciar uma devassa nesses contratos, entenderá a verdadeira Arca de Noé que está financiando para seu adversário, Serra.

Esse tipo de rede ganha vida própria. Não é uma Fundação Padre Anchieta que, basta mudar o presidente, para se ter o controle do conteúdo. O conjunto de sites e blogs se auto-alimentam garantindo a audiência e ganhando vida própria.

Por enquanto, o jogo consiste em atacar o PT e o governo Dilma. Mais à frente, quando a disputa se deslocar internamente para o PSDB, o alvo passará a ser Alckmin, principalmente se a candidatura Serra mostrar alguma viabilidade política. Bastará mudar o financiador da rede Aith. E Serra tem bastante bala na agulha para sustentar a rede.

É a Serra – e a Aith – que esses blogueiros respondem.

Márcio Aith, o esquema Serra no governo Alckmin | GGN

Tríplice coroa

No mesmo dia em que aparecem mais ligações entre o Grupo Clarín, o irmão siamês da Rede Globo em golpismo, ambos filiados à SIP, avó do Instituto Millenium, com o golpista argentino, Maurício Macri, o Aécio Neves portenho, mas com menos pó, também se desmancha o castelo de areia envolto no caso Nisman & CIA e fundos podres que haviam se unido para derrotar Cristina Kirchner.

O Grupo Clarín, assim como a Rede Globo, foi parceira da ditadura e com ela se locupletou, inclusive no roubo de bebês. A herdeira do Grupo Clarin, D. Hernestina Herrera de Noble, adotou dois bebês cujos pais foram sumidos, muito provavelmente nos voos da morte, quando aviões jogavam presos políticos sobre o delta do Rio Paraná. Agora, assim como a Globo foi pega em sonegação, por isso tenta de todas as formas derrubar Dilma e por isso novamente se une a golpistas, também o Grupo Clarín vê em Maurício Macri a salvação que a Ley de Médios lhe negou. Recentemente a Revista Veja tentou fazer uma dobradinha com o Grupo Clarín, provavelmente muito bem finanCIAdos, dizendo que o filho de Cristina Kirchner tinha conta no exterior. O banco apontado pela Veja negou. E a Veja? Só negou…

Outro ponta deste tridente de hoje foi a descoberta da participação Fondos Buites, fundos podres, na armação com o procurador Nisman, muito bem alimentado pela CIA, na morte do procurador para incriminar o governo argentino. Os EUA tentaram de todas as formas envolver o Irã, na busca da construção de uma justificativa para mais uma cavalgada insana em busca do petróleo iraniano. Um ex-diretor da entidade judaica, AMIA, “Jorge Elbaum, quien publicó el sábado pasado una columna en Página/12 en la que vinculó al fallecido fiscal Alberto Nisman con los fondos buitre y reveló el contenido de una serie de reuniones del magistrado con directivos de la DAIA, periodistas e intelectuales que buscaban presionar para que las entidades de la comunidad judía tomaran una postura contraria al Memorándum de Entendimiento con Irán.” O engraçado no imbróglio dos fundos podres é que eles investiam em papéis públicos argentinos que, por ter alto risco, davam muito ganho. Quando a Argentina quebrou, eles não quiseram quebrar. É o tal de investimento de risco sem risco. Do tipo descoberto na Operação Zelotes, cujas cabeças conhecidas são a RBS e Gerdau.

O terceiro elo foi justamente o enterro da denúncia de Nisman segundo a qual Cristina Kirchner era acusa de acobertar o Irã no atentado à AMIA. Todos os três textos reproduzidos abaixo.

Assim como nós sabemos quem finanCIA o MBL e o Fernando Gouveia, a Argentina também sabe quem sustenta Maurício Macri e o Grupo Clarín. Por traz de tudo, os sempre escusos interesses dos EUA, a terra do terrorismo de Estado.  

 

El muro que levantó el Grupo Clarín y que la Justicia mandó derribar.

Con una millonaria ayudita de los amigos

Con el pretexto de la “urgencia” para reacondicionar vagones del subte, el gobierno porteño le alquiló el galpón al Grupo Clarín por un millón y medio de dólares por año.

Por Werner Pertot

Además de rehusarse a demoler el muro construido junto a la planta de impresión del Grupo Clarín, el gobierno de Mauricio Macri le alquiló un galpón en ese mismo lugar al holding empresarial por un costo anual de un millón y medio de dólares. Para hacerlo, sortearon mecanismos de control con el pretexto de la urgencia de conseguir un lugar para los vagones de subte de la línea B que debían ser reacondicionados. “Estamos acostumbrados a los manejos desprolijos e irregulares de Sbase, pero en este caso particular, se revela la especial relación del gobierno de Macri con el Grupo Clarín”, señaló el auditor porteño Eduardo Epszteyn.

Se trata de la planta denunciada por los legisladores Aníbal Ibarra y María Elena Naddeo por construir un muro que impide el paso en una calle pública. Los dirigentes y un vecino presentaron un amparo, ya que el gobierno porteño se negaba a demoler el muro. En la causa judicial, la gestión PRO argumentó que no sabía si el muro existía, que no tenía conocimiento de quién lo construyó y otra serie de argumentos de antología. La jueza Lidia Lago los desarmó uno por uno en un fallo en el que le ordenó al gobierno de Macri que demuela el muro en un plazo de diez días. La procuración porteña apeló para evitar tener que demoler un muro que corta el acceso a una calle pública, que es utilizada por la planta de impresión del Grupo Clarín como estacionamiento privado y depósito.

El conductor Víctor Hugo Morales sufrió una agresión la semana pasada, cuando fue a tomar imágenes del muro para su programa Bajada de línea, donde se dieron los primeros detalles de la relación entre Sbase y el galpón del Grupo Clarín. Según pudo reconstruir el equipo del auditor Epszteyn, la procuración porteña emitió un dictamen a posteriori del alquiler de parte de un galpón de 7000 metros cuadrados en Agustín Magaldi 2139 por la bicoca de 115 mil dólares más IVA por mes. El contrato de alquiler fue firmado por Sbase, la empresa estatal de subtes que controla el macrismo, con un fideicomiso de nombre LOMA XXI, que comparte la dirección fiscal con el Grupo Clarín y con AGEA.

El lugar fue alquilado para recibir los vagones que llegaron de Madrid para la línea B. Curiosamente, pese a que el gobierno porteño sabía con anticipación de la llegada de estos vagones, la contratación del galpón se hizo utilizando un mecanismo previsto para casos de urgencia, que evitó el dictamen previo de la procuración.

En su dictamen posterior, la procuración –que conduce Julio Conte Grand, un funcionario designado por Macri– encontró que varias de las cláusulas del contrato “colisionan con lo dispuesto en el Reglamento de Contrataciones” de Sbase. No encontró probada la excepcionalidad para firmar ese contrato ni por qué se hizo en moneda extranjera. “Considero que deberá acompañarse de un informe técnico por el cual se deberá invocar y justificar debidamente las razones por las que motivaron y tornaron necesario tales apartamientos respecto del Reglamento de Contrataciones de Sbase, considerando que se trata de un mecanismo contractual de excepción”, le marcó la procuración porteña a Sbase. “La actuación de la procuración es pública –detalló Epszteyn–. Mi equipo la encontró, ya que tenemos como costumbre buscar toda información pública relacionada con un tema que se esté auditando. Y justamente estamos auditando a Sbase.”

La resolución 2124/14 de Sbase, firmada por su presidente Juan Pablo Piccardo –a la que accedió Página/12–, corrobora lo planteado por el equipo de Epszteyn: el contrato se firmó el 14 de agosto de 2014, tiene una duración de 36 meses, y un canon de 115.500 dólares por mes a partir del 1° de marzo de este año. Y la frutilla del postre: la inmobiliaria que hizo las averiguaciones para Sbase se llevó otros 173.250 dólares en comisiones.

Página/12 :: El país :: Con una millonaria ayudita de los amigos

 

EL PAIS › LA DAIA EMITIO UN COMUNICADO PARA RESPONDER A LA PRESIDENTA Y AL EX DIRECTOR JORGE ELBAUM

Los nexos entre la denuncia y los buitres

Antes de partir hacia Rusia, la Presidenta subió a las redes sociales su análisis sobre lo revelado.

La entidad judía buscó desmentir lo revelado por su ex director ejecutivo en un artículo publicado en Página/12 sobre las presiones para derogar el memorándum con Irán.

La DAIA le respondió a través de un comunicado a la presidenta Cristina Kirchner y al ex director ejecutivo de esa entidad Jorge Elbaum, quien publicó el sábado pasado una columna en Página/12 en la que vinculó al fallecido fiscal Alberto Nisman con los fondos buitre y reveló el contenido de una serie de reuniones del magistrado con directivos de la DAIA, periodistas e intelectuales que buscaban presionar para que las entidades de la comunidad judía tomaran una postura contraria al Memorándum de Entendimiento con Irán. La Presidenta retomó el artículo y consideró que se trata de un “modus operandi global”. La DAIA expresó su “consternación y preocupación” ante lo dicho por Elbaum y volvió a calificarlo de falso. El ex directivo ratificó sus dichos y replicó a la DAIA, a la que consideró “una institución muy poco representativa”.

“En la Argentina se intentó que el Congreso no aprobara el Memorándum de Entendimiento. Cualquier similitud no es mera coincidencia y mucho menos casualidad”, afirmó CFK en un texto que subió a su página web durante el fin de semana. “Estamos ante un modus operandi de carácter global que no sólo lesiona severamente las soberanías nacionales interfiriendo y coaccionando el funcionamiento de los distintos poderes de los Estados, sino que además genera operaciones políticas internacionales de cualquier tipo, forma y color”, advirtió.

Lo de modus operandi tenía que ver con un artículo aparecido en el diario israelí Haaretz que revelaba cómo lobbistas pro israelíes operaban en estos días para que sancionen una ley para revisar el acuerdo nuclear que Estados Unidos firmó con Irán.

La DAIA emitió un comunicado, firmado por su presidente, Julio Schlosser, y su secretario general, Jorge Knoblovits, en el que consideró: “La representación política de la comunidad judía argentina expresa su consternación y preocupación respecto de imputaciones formuladas por la máxima autoridad del país, lamentablemente basadas en declaraciones de un ex empleado de la DAIA y actual funcionario del gobierno argentino, plagada de falsedades y mentiras sobre supuestas confabulaciones internacionales de las cuales sería parte la entidad”.

La DAIA destacó en su comunicado de repudio que “reafirma su inclaudicable lucha por la verdad y la justicia en el caso del atentado terrorista del que fuera víctima el 18 de julio de 1994 con el terrible saldo de 85 personas asesinadas”. Indicó que su “único ámbito de actuación respecto de ese luctuoso hecho es el de los tribunales de justicia”.

Elbaum ratificó luego sus dichos y se refirió a la DAIA. “Es una institución específica que es muy poco representativa, donde votan 120 personas cada 3 años”, por lo que “ha construido simbólicamente una imagen de representatividad de la cual carece”. “Lo primero que debemos hacer desde el Estado, pero también desde los judíos, es poner en evidencia que ellos representan a una porción de derecha conservadora, aliada con los fondos buitre.”

En su artículo, Elbaum había relatado una serie de reuniones en las que Nisman les habría dicho que podía conseguir la ayuda de Paul Singer. También señaló la intervención del periodista José “Pepe” Eliaschev, del jurista Daniel Sabsay, del filósofo Santiago Kovadloff y de Marcos Aguinis para torcer la voluntad de la dirección de la DAIA en contra de la iniciativa del Gobierno. La Presidenta dijo haber leído tres veces el artículo, “algo que nunca hago”.

Página/12 :: El país :: Los nexos entre la denuncia y los buitres

 

EL PAIS › EL FISCAL DE CASACION JAVIER DE LUCA DESESTIMO LA DENUNCIA DE NISMAN CONTRA LA PRESIDENTA CRISTINA KIRCHNER

“No hay delito alguno, ni consumado ni tentado”

De Luca insistió en que no existe delito en lo denunciado. Sólo resta que la Cámara de Casación firme una resolución dejando en pie el desestimiento de primera instancia del juez Rafecas para que la denuncia de Nisman se archive.

El fiscal ante la Cámara de Casación, Javier De Luca, ayer, Por Raúl Kollmann e Irina Hauser

@El fiscal ante la Cámara de Casación, Javier De Luca, desistió ayer del recurso de Casación por la denuncia del fallecido fiscal Alberto Nisman contra la presidenta Cristina Fernández de Kirchner, el canciller Héctor Timerman, el diputado Andrés Larroque y varios dirigentes sociales. De Luca tenía la obligación de fundamentar su desistimiento y lo hizo en un escrito de 27 páginas en los que afirma que en la denuncia de Nisman “por más que se recorran todas sus hipótesis una y otra vez, no se logra encontrar delito alguno a averiguar y demostrar”. De Luca sostiene que no existe delito en la firma del memorándum ni en la constitución de una Comisión de la Verdad, todo lo cual fue votado por el Congreso. “Sostener que firmar un tratado constituye un plan criminal es un absurdo desde el punto de vista jurídico. Las supuestas motivaciones, móviles o ultra-intenciones no son delito”, remata el fiscal. Tras la presentación del escrito de De Luca, la Sala I de la Cámara de Casación seguramente dirá que el recurso no fue sostenido, lo que deja firme el desestimiento original del juez Daniel Rafecas. Será el final de una denuncia que naufragó desde el principio (ver aparte).

Tratado

Aunque se pretenda descalificar a De Luca por su pertenencia a la agrupación Justicia Legítima, lo cierto es que el fiscal no sólo siguió los lineamientos del fallo de primera instancia de Rafecas y de dos de los tres jueces de Casación –Jorge Ballestero y Eduardo Freiler–, sino que convalidó los mismos argumentos que públicamente explicaron juristas de la talla de Raúl Zaffaroni, León Arslanian, Ricardo Gil Lavedra, Julio Maier o Luis Moreno Ocampo. Todos coincidieron en que en la denuncia de Nisman no existe delito o que tenía más de denuncia política que judicial.

El fiscal dice: “Véase que la conformación de una ‘Comisión de la Verdad’ y la notificación a Interpol de la celebración del acuerdo internacional están escritas en el mismo memorándum, totalmente a la vista, y fueron ratificados por el Congreso de la Nación. Es decir, nuestros legisladores, en el ejercicio de su potestad constitucional, dispusieron esas cláusulas. No queda resquicio alguno para operaciones encubiertas o la realización de móviles ocultos, porque está todo a la vista. Un tratado es equiparable a una ley. Fue votado por el Congreso. Es el soberano el que decide. Hay tratados que eximen de extradición, que modifican regímenes de excarcelaciones y todo ello está dentro de las facultades del Legislativo y el Ejecutivo, que luego promulga. No puede haber delito en eso”.

Interpol

Ya está demostrado que la Cancillería no pidió el levantamiento de las alertas rojas. Las pruebas exhibidas fueron categóricas: la carta a Interpol advirtiéndole que la firma del memorándum no cambiaba el status de las capturas; la respuesta de Interpol ratificando que no habría cambios; las declaraciones de Ronald Noble.

Sin embargo, De Luca resalta que ni el Ejecutivo ni el Legislativo argentino tenían facultades para incidir en el levantamiento de las órdenes de captura, incluso si se hubiera hecho alguna gestión. “No existe en Interpol el mecanismo de solicitudes u órdenes de los poderes ejecutivos –afirma De Luca–. No es un procedimiento reglado para bajar las alertas rojas. Ni Argentina ni Irán tienen capacidad legal de bajar alertas. Sólo los jueces son quienes pueden solicitar a Interpol las altas y las bajas de las capturas internacionales de personas imputadas de delitos, que dan lugar a un procedimiento reglado de Interpol. Los otros poderes de los respectivos Estados no tienen una competencia específica para incidir en el proceso interno de la Interpol al respecto, ni para darles el alta ni para darles la baja.”

AMIA

Hay un punto del dictamen de De Luca que va a uno de los meollos del memorándum. El fiscal explica que el tratado no detuvo nada de la causa judicial argentina, que siempre estuvo en las manos de un juez, Rodolfo Canicoba Corral, y delegada en un fiscal, Nisman. De Luca analiza que el expediente afrontaba un problema sin solución: los prófugos no podían ser indagados porque ni se presentaban voluntariamente ni podían ser aprehendidos. “No se podía avanzar –señala De Luca–. En ese contexto, se desprende de la simple lectura del memorándum que el acuerdo no pretende otra cosa que traer a derecho a esas personas para que declaren ante el juez de la causa. La historia judicial argentina está plagada de búsqueda de soluciones, porque no se trata de un conjunto de normas pétreas. Los poderes del Estado competentes buscan e instauran un mecanismo que destrabe una situación. Y la solución puede ser criticada por los políticos, la doctrina, las partes, pero es lo que pudieron y supieron concretar quienes dirigen las políticas exterior y criminal de la República.” Esto no significa –redondea De Luca– que el Ejecutivo o el Legislativo hayan entorpecido la causa judicial, que siempre estuvo a cargo de un magistrado. No se afectó el trámite judicial en la Argentina. Tampoco significó ayuda para los prófugos, no les facilitó la elusión de la Justicia.

Comisión

De Luca responde al argumento de que la creación de la Comisión de la Verdad, en el marco del Memorándum, sea una ayuda a los prófugos y, por lo tanto, un delito. “De la lectura misma del memorándum –dictamina De Luca– surge que el juez y el fiscal a cargo de la etapa de investigación no están obligados ni vinculados por las acciones y conclusiones de la llamada ‘Comisión de la Verdad’, de modo que no tiene efectos sobre el proceso porque siempre dependerán de la decisión autónoma que tomen los magistrados a cargo. La intervención de la Comisión no tiene mayor valor que el que pudieran tener las infinitas opiniones, estudios, investigaciones y conclusiones que sobre el atentado hubo desde el primer día. Y ello conduce a visibilizar que el Poder Ejecutivo y el Poder Legislativo, al concretar este acuerdo, con esa redacción, de ningún modo entorpecieron la marcha del proceso penal que, reitero, en nuestro país está a cargo de un magistrado que pertenece a otro poder del Estado.”

Delito

El fiscal de Casación, en su desistimiento del recurso, polemiza con lo que llama una falacia “consistente en sostener que la hipótesis del denunciante (Nisman) puede dar lugar a un delito o puede dar lugar a un no delito, lo cual demanda investigación para su dilucidación”. El fiscal rechaza ese proceder: “Si se reciben denuncias del tipo ‘en la casa de al lado se trafican estupefacientes’, o que ‘Fulano mató a Mengano’, o de un robo de una cartera, etcétera, debemos investigarlas porque se parte de la base de que traficar estupefacientes, matar a otro, o robar, son delitos. Pero si la denuncia consiste en tratar de probar si Fulano es infiel a su mujer porque tiene manceba, esa investigación está vedada porque el adulterio no es más delito en la Argentina. En este caso, como ya se dijo, el supuesto intento de hacer caer las alertas rojas y la creación de una comisión que opinaría sobre el caso, no pueden constituir la base de un delito, porque no son una ayuda para los prófugos y se inscriben en la competencia constitucional de los otros poderes del Estado”. Es decir que hubo un tratado y una ley, que –como señaló la Cámara Federal– pudo haberse considerado inconstitucional, pero no un delito.

Finalmente, el fiscal les responde a quienes dicen que hay que investigar e iniciar un proceso de recolección de pruebas. “Nuestra ley –remata De Luca– exige que lo que se denuncie e investigue sean hechos que constituyan delitos y no cualquier hecho de la vida. En este caso no estamos ante hechos que no se pudieran probar, sino que lo que se pretende probar son hechos que no podrían configurar un delito.”

Página/12 :: El país :: “No hay delito alguno, ni consumado ni tentado”

20/04/2015

Quanto custa o ódio ao PT? R$ 70 mil mensais!

Puxa, por este valor até eu odiaria o PT… Mas não me venderia porque levo muito a sério a lição do inestimável Barão de Itararé: “o homem que se vende sempre recebe mais do que vale”. Mas há muitas alternativas no mercado. Por qualquer dá cá um big mc há dúzias nas antessalas dos grupos mafiomidiáticos. Hoje, a única condição para ser empregado pelo coronelismo eletrônico é ser mercenário. O próprio STF estabeleceu esta condição ao eliminar a necessidade de diploma. Corrijo, há outra possibilidade de arrumar emprego e aí até de graça. Basta falar mal do PT. A Jovem Pan adotou esta política de recursos humanos.

O que Nassif conta abaixo é mais uma briga de bugios, igual à do Demóstenes Torres com o Ronaldo Caiado… Vale a pena conferir quem são os lixeiros que produzem o lixo que vendem como informação. Há ratos de esgoto que vivem com muito mais dignidade.

Márcio Aith, minha fonte de “O Caso de Veja”

sab, 18/04/2015 – 20:01 – Atualizado em 19/04/2015 – 04:49 – Luis Nassif

Márcio Aith, instrumento de Mário Sabino em uma guerra interna na Veja contra Eurípedes Alcântara, uma novela em que havia de tudo, até Daniel Dantas

Não é surpresa o aparecimento de blogueiros profissionais bancados a peso de ouro pelo governo Alckmin. São contratados não apenas pelas agências de publicidade, mas por órgãos e fundações públicas. Há uma penca deles no Sebrae-SP e na Fundap.

Foi um modelo implementado inicialmente na era José Serra, por Andrea Matarazzo. Depois, mantido pelo subsecretário de Comunicações Márcio Aith.

Confrontado com a denúncia, Geraldo Alckmin terá que decidir se consolida o estilo de político que joga limpo ou se mantém a herança de Serra.

Não vale a pena perder tempo com os pistoleiros.  Mais importante é entender quem comanda.

Aith passou por diversas redações. Deixou duas marcas: o fato de que vinha de uma família digna; e ser excessivamente ambicioso.

Ele foi uma das fontes que me alimentaram de informações na série “O caso de Veja” (http://migre.me/pwTy7).

Antes de começar a escrever a série, passei algum tempo juntando informações para saber quem era quem, na implantação do estilo abjeto que tomou conta da revista e, também, do jogo em favor de Daniel Dantas.

No início julguei que fosse Mário Sabino, pelo que ouvira falar de sua agressividade jornalística.

Duas fontes mudaram minha percepção. Uma, um jornalista experiente que havia trabalhado com Sabino, e garantia que ele não tinha dimensão para grandes articulações. Outra, um assessor de Dantas, que me informou que a interlocução era com Eurípedes Alcântara, o diretor de redação. Afinal, era o homem de Roberto Civita.

Fiz algumas prospecções iniciais, com posts cutucando Eurípedes. Ele respondeu com comentários bastante agressivos, passando recibo.

Em um Roda Viva do qual participamos,  Aith me abordou na chegada. Elogiou meu tirocínio em identificar o papel de Eurípedes. E me contou que havia escrito reportagens contando as relações de André Esteves com Antônio Pallocci e, depois de uma visita de Esteves à Abril, Eurípedes matou a continuidade da cobertura.  Aliás, a reportagem era muito mais um aviso a Esteves, ao mencionar um pintor Linchestein, sem entrar em maiores detalhes. Típica reportagem para chamar para conversar – nesse caso, estratégia da Veja, não de Aith.

Senti que queria falar mais e, no final do programa, dei-lhe carona. Na volta me contou sobre as disputas entre Eurípedes e Sabino. A partir dali tornou-se minha fonte para “O caso de Veja”.

Falou do espaço que Eurípedes abria para o publicitário Eduardo Fischer, e também para Balarmino, do Rubayat, em troca da contratação de sua esposa como arquiteta.

Não  usei essa informação familiar por considerá-la irrelevante e por respeito à família de Euripedes – respeito que não obtive quando o esgoto da Veja passou a atacar minha família.

No decorrer de inúmeras conversas, Aith contou-me que Gilberto Dimenstein era uma das fontes da Veja, para me atacar, e uma jornalista minha amiga (e mais amiga ainda do Eurípedes) tinha sido incumbida por ele de levantar minha fonte.

Com o tempo e as conversas constatei que o grupo de Sabino era constituído por Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo e o próprio Aith. E Sabino respondia a José Serra, convicção que firmei após uma conversa dura com o próprio Serra.

Só faltava, àquela altura do campeonato, me tornar um instrumento para as guerras internas da Veja. No quarto ou quinto capítulo da série, passei a mirar também Sabino.

A partir daí Aith entrou em pânico. Telefonou-me dizendo que a disputa estava indo bem mas meus ataques tinham aproximado novamente Eurípedes e Sabino.

Um dia, Aith me telefona e pede para que eu bata nele. Como assim? Tem que bater, e me deu cinco motivos para um post desancando-o. Entendi que estava na mira de Eurípedes, desconfiando que fosse minha fonte. Atendi seu pedido. Um dos comentários colocados no post era de alguém que tinha sido amigo do seu pai. Dizia que era um homem digno e lamentava o filho. Aith me telefonou pedindo para tirar o comentário.

Conto isso porque, na ação que Sabino me moveu, uma das testemunhas de acusação foi o próprio Aith. E, agora, a confirmação de que é o responsável pelo financiamento dos ataques difamadores na rede me liberam definitivamente do off.

As informações sobre a conspiração interna provavelmente chegaram aos ouvidos de Eurípedes.

Algum tempo depois, Mainardi foi demitido da revista. Pouco tempo depois, o próprio Aith saiu. Mais um pouco, Sabino também caiu e assumiu um posto na CDN, de João Rodarte. Aí entendi a razão de Rodarte, em geral cuidadoso ao extremo, ter me narrado as tratativas para levar Esteves até Eurípedes. Havia uma parceria tão forte entre ele e Sabino que, quando a equipe da CDN praticamente exigiu a saída de Sabino da empresa – e não houve como mantê-lo, devido à sua agressividade no trato com os colegas -  este ameaçou entrar com uma ação contra a CDN – mesmo tendo ficado poucos dias trabalhando.

Na Veja, sobrou só Reinaldo, devido à penetração que conquistou junto à ultradireita que se tornou público preferencial de Veja. Mas restrito à versão online.

São esses os detalhes da época.

Márcio Aith, minha fonte de “O Caso de Veja” | GGN

19/04/2015

Geraldo Alckmin terceiriza ódio remunerado

jornalismo_independenteO método não é novo. Durante a campanha, trolls a serviço do Antônio Imbassahy, do Agripino Maia, do Álvaro Dias e do Fernando Francischini tinham uma produção fordiana de memes com toda sorte de ódio anti-petista. Passadas as eleições e o vazamento de que também estavam envolvidos com corrupção, sumiram, mas seus trolls continuam. Com eles não acontece nada, como já disse a própria Folha em editorial simplesmente porque o PSDB está blindado no Poder Judiciário.

Geraldo Alckmin terceirizou o ódio. Aprendeu com o José Serra no famoso artigo que fez publicar no Estadão, “pó pará, governador”. Herdou de Serra também a distribuição de milhares de assinaturas da Veja, Estadão e Folha pelas escolas públicas de São Paulo. É por isso que, num estado onde falta água, sobra epidemia de dengue. No entanto, a parceria com os assoCIAdos do Instituto Millenium. No Estado do PCC, da crise d’água, da epidemia de dengue, o PSDB navega em água calmas porque tem um Rodrigo de Grandis à tiracolo e um Robson Marinho para avaliar as contas.

O mais engraçado nesta história é que acontece exatamente na Estado onde há 3 das cinco maiores empresas de comunicação do Brasil: Abril, Folha, Estado. Foi pego não porque destilava ódio contra o PT, Dilma ou Lula, mas porque ultrapassou algumas leis da Cosa Nostra: não respeitou a divisão e territórios e atacou também colegas de profissão. E vindo da Folha, que recentemente acusou Dilma de dar entrevistas a “blogueiros alinhados”, a informação parece uma espécie de álibi: por no mesmo barco blogueiros de afinidade ideológica com Dilrma e mercenários de aluguel do PSDB, pagos para disseminar ódio. O PSDB de Geraldo Alckmin usa o velho método de Goebbels: repetir uma mentira até o povo achar que é verdade. Deve-se a este tipo de mercenário a venda da lenda de que o Lulinha é dono da FRIBOI. Tem muita gente que se acha inteligente que acredita nisso.

Os movimentos dos grupos mafiomidiáticos deste domingo dão a entender que José Serra é mais uma vez o candidato do Instituto Millenium. O vazamento que alcagueta o dublê de Alckmin, Fernando Gouveia, tem as digitais de José Serra. No mesmo sentido e em outro veículo, surge nova denúncia contra Aécio Neves. Mas, como diria Jorge Pozzobom, como Aécio não é do PT, mas do PSDB, ele não corre risco de ser preso.

É compreensível que, além de todos os grupos mafiomidiáticos, o PSDB também precise de jornalistas de aluguel para criminalizar seus adversários. Graças a este tipo de criminoso, a velha mídia massacra o tesoureiro do PT mas alivia para Márcio Fortes, pego na Lista Falciani do HSBC. Ambos são tesoureiros mas, como diria o inacreditável Jorge Pozzobom, um é do PT e outro do PSDB, daí a diferença de tratamento. Contra fatos captados no ar da blogosfera o PSDB prefere um mercenário na mão.

 

Implicante sai do ar e não deve mais voltar

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Revelação de que o site, usado para atacar o PT e os governos Dilma e Lula, era bancado pelo governo Alckmin, com uma mesada de R$ 70 mil/mês, deve levar à suspensão de todos os contratos; neste domingo, a página não estava no ar e seu criador, o jornalista Fernando Gouveia, que se apresenta como Gravataí Merengue, não voltou a se manifestar; desmoralização na internet inviabiliza a volta da página; arquivos também devem ser apagados para evitar ações judiciais

19 de Abril de 2015 às 09:30

247 – O site Implicante.org, que era usado na internet para atacar o PT, a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, além de vários jornalistas, alimentando ódio, preconceito e desinformação na internet, não está mais no ar. Provavelmente, não voltará mais.

Isso porque o site e seu criador, o jornalista Fernando Gouveia, que se apresenta como Gravataí Merengue, foram desmoralizados por uma denúncia da Folha de S. Paulo, publicada ontem, que apontou uma mesada de R$ 70 mil mensais, paga pelo governo Alckmin, à empresa que mantém o site (saiba mais aqui).

A denúncia provocou indignação no meio jornalístico e nas redes sociais – no Twitter, por exemplo, a hashtag "Por 70" figurou entre os assuntos mais comentados do dia.

"Blogueiro antipetista recebe R$ 70 mil por mês do governo Alckmin. Mesmo salário de professor", escreveu o colunista José Simão. A jornalista Barbara Gancia também reagiu irada. "Esse tal blogueiro antipetista @gravz que foi desmascarado aí é um dos tantos que já promoveram trollagem contra mim", disse ela (saiba mais aqui).

Desmoralizado, Fernando Gouveia perdeu condições mínimas para voltar a atuar na internet – até porque o que fazia não era jornalismo. Provavelmente, os arquivos do Implicante também serão destruídos, antes que gerem ações judiciais de vítimas do site.

Implicante sai do ar e não deve mais voltar | Brasil 24/7

 

Barbara detona blogueiro tucano, que vai parar no TT

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Denúncia de que o jornalista Fernando Gouveia, que se apresenta como Gravataí Merengue, recebe uma mesada de R$ 70 mil/mês do governo Alckmin para fazer propaganda antipetista em sites como Implicante bomba nas redes sociais e está entre os assuntos mais comentados do Twitter; "Não são só esses agitadores de redes sociais que fazem o serviço sujo. Há gente pra lá de graduada metida no jogo. É só seguir a trilha do dinheiro para chegar até eles", diz a jornalista Barbara Gancia, que diz ter sido vítima de ataques do blogueiro; "Professor paulista ganha, em média, 2 mil por mês para educar. Blogueiro fofoqueiro ganha 70 mil por mês para deseducar politicamente", postou o perfil La Pasionaria; hashtag "Por 70" dispara no Twitter; José Simão também ironizou o governo Alckmin

18 de Abril de 2015 às 12:58

247 – Uma denúncia publicada hoje pela Folha de S. Paulo, sobre um blogueiro que recebe mesada de R$ 70 mil/mês do governo paulista para promover ofensas na internet (saiba mais aqui), está bombando entre os assuntos mais comentados do dia, nas redes sociais.

O blogueiro em questão se chama Fernando Gouveia, apresenta-se como Gravatái Merengue e mantém o site Implicante, que dissemina ataques ao PT e à presidente Dilma Rousseff. Uma das postagens, por exemplo, afirmava que a presidente "jogou cabides em empregada no Planalto" – trata-se de uma notícia falsa, negada pela ex-servidora. Em seu Twitter, Gouveia postou um texto em que se defende das acusações, mas não nega a mesada.

Gouveia vem sendo duramente atacado por profissionais de imprensa, que já foram vítimas de seus ataques. Quem se manifestou, neste sábado, foi a jornalista Barbara Gancia, que defendeu, inclusive, uma investigação da Polícia Federal sobre o caso.

"Professor paulista ganha, em média, 2 mil por mês para educar. Blogueiro fofoqueiro ganha 70 mil por mês para deseducar politicamente", postou o perfil La Pasionaria, um dos mais ativos no Twitter.

Leia, abaixo, o texto de Gancia:

Este senhorzinho é só um de dezenas. Que bom que eles estão começando a sair à luz do dia.

Engraçado verificar que seu site não contém uma só notícia que não seja para demolir o governo. 

Nada contra demolir quem quer que seja, mas que tal ver uma notícia ou outra atacando a oposição de vez em quando?

Ou então, que constasse em algum lugar a informação de que se trata de propaganda paga pelo governo do sr. fulano de tal.

Afinal, estamos falando de um site que tem domínio "ponto org". A agência de publicidade Propeg é org ou ponto com?

Esse tal blogueiro antipetista @gravz que foi desmascarado aí é um dos tantos que já promoveram trollagem contra mim. É sobre ele e seu grupo que eu vira e mexe reclamo e falo no twitter, aqui, na rádio… Muita gente acha que é delírio, teoria de conspiração, que esse tipo de militância organizadíssima reptiliana e terrorita só existe do lado dos petistas. Pois eu lido com fake e com senhores como esse regularmente. It’s part of the job description como dizem lá em Memphis e Connecticut.

Como também sou forçada a tolerar os anti-capitalistas obtusos, um mais óbvio e crasso do que o outro.

Outras denúncias virão.

Ainda bem que hoje temos uma Polícia Federal e uma Receita capazes de dar conta desse tipo de rastreamento com o pé nas costas, as mãos amarradas, de olhos vendados e… debaixo d ‘ água!

Barbara detona blogueiro tucano, que vai parar no TT | Brasil 24/7

 

Blogueiro antipetista recebe R$ 70 mil/mês do governo de SP

18 de abril de 2015 | 12:29 Autor: Miguel do Rosário

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Odeio falar mal de blogueiro, mesmo quando são adversários da direita. Também não gosto de julgar ninguém.

Sobretudo, sou contra linchamentos. Acho que temos de culpar a precariedade das nossas instituições e da nossa democracia, jamais o indivíduo.

Mas informação é informação. E a disparidade das situações é bizarra. Para uns tudo, para outros nada.

A blogosfera “suja” é acusada diuturnamente, inclusive pelo candidato Aécio Neves, que lançou acusações durante debate eleitoral, de receber dinheiro do governo federal para falar mal do PSDB.

É uma mentira. A Folha já obteve acesso aos dados completos do governo e das estatais e soube-se que o governo federal, na verdade, deixou a imprensa alternativa à míngua. Basicamente uns três ou quatro sites não-alinhados à grande mídia, receberam verba pública de 2000 a 2013.

Esses três ou quatro sites, de grande circulação, receberam R$ 10 milhões ao longo de 14 anos (mixaria, se dividirmos por meses e anos), o correspondente a 0,06% da publicidade total do governo federal e estatais no período.

O site do Nassif, por exemplo, altamente profissional, com equipe e produção de matérias próprias, recebeu em média R$ 34 mil mensais de governo e estatais no período; ou seja, metade do que um blog de direita, sem produção de matéria, sem equipe, com audiência vinte vezes menor (basta olhar no Alexa), recebe do governo de São Paulo, conforme você verá em seguida. E com uma diferença fundamental: Nassif vende publicidade e audiência. O blogueiro de direita recebe dinheiro do governo paulista por conta de “serviços de comunicação”.

Tijolaço, Cafezinho, e 99% dos blogs políticos “não-alinhados” à grande mídia, nunca viram um centavo do governo federal. A gente vive de adsense do google, assinaturas, pequenas doações. Alguns fazem crowfunding. E assim vamos tocando o barco.

A grande mídia, por sua vez, ficou com 99% das verbas do governo federal de 2000 a 2013. Só a Globo, ficou com mais de um terço.

O governo federal não respeita nem a sua própria “mídia técnica”.

Os governos tucanos são diferentes, como são!

São infinitamente mais generosos com blogueiros e amigos na mídia.

Hoje, pela primeira vez, a grande imprensa abordou o tema. Provavelmente por ciúme.

A Folha publicou que o blog Implicante.org, especializado em falar mal do PT e da presidenta Dilma, ganhou R$ 70 mil por mês do governo de São Paulo, através de contrato com a agência Propeg, desde outubro do ano passado até hoje.

Quando eu vejo isso, eu lembro do Aécio, num dos debates, vociferando contra blogueiros sujos, acusando-os de receberem “verba pública”. Que hipócrita. Dilma poderia ter respondido na lata: qual blogueiro? Aquele que recebe R$ 70 mil do governo de São Paulo? Ou você está incluindo aí também as rádios de sua família e de seus amigos, em Minas, que recebiam milhões do seu governo, onde a sua própria irmã (!) controlava as verbas. Imagina se a irmã da Dilma controlasse todas as verbas da publicidade do governo federal… Como seria republicano!

Observe que o tal Implicante.org tem posição no Alexa, site que mede audiência de blogs, muito inferior ao Tijolaço e ao Cafezinho.

E olha que, com 70 mil por mês, a gente conseguiria multiplicar por cinco ou seis a nossa visitação! Poderíamos contratar um reforço, por exemplo, para nos ajudar em momentos difíceis, como esta semana, em que o Fernando Brito caiu doente, com dengue.

alexa

O tal Implicante não precisa sequer do constrangimento de mostrar banner de estatal paulista ou do governo de São Paulo. O dinheiro chega direto na conta da empresa, por abstratos “serviços de comunicação”.

Agora, ironia das ironias. A mesma agência, a Propeg, que presta serviço aos tucanos, presta também serviço à Secom, do governo federal. Ou seja, no fundo, os blogueiros tucanos recebem duplamente. Recebem essa mensalão todo aí do governo de São Paulo e também recebem, indiretamente, pela Propeg, ajuda do governo federal.

Quem se lasca, naturalmente, é o blogueiro não-tucano, esse pária da sociedade na visão de agências, governos e mídias.

Os blogueiros não-tucanos tem mais audiência, mais leitores, mais comentários, mais interação, mais links, que qualquer blogueiro tucano. Sobretudo, alcançam um público diferente, não contemplado pela grande mídia. Os blogueiros tucanos operam, basicamente, junto ao mesmo público já servido pela imprensa tradicional.

Para Casa Grande, tudo. Para a Senzala, nada.

Nosso modelo aristocrático de sociedade ordena que os méritos, os recursos, os louros, tenham de ir apenas para os blogueiros tucanos, que além dessas gordas ajudas mensais, ainda têm inúmeras boquinhas na grande mídia (colunas em grande jornal, programa na Jovem Pan, espaço na tv aberta, etc).

Para blogueiro não-tucano, nada. E dá-lhe processo judicial da Globo e do PSDB em cima da gente; processos em que o Judiciário entra em nossa conta bancária, sem nos avisar previamente, e raspa o pouco que a gente tem, para dar o dinheiro aos capangas da grande mídia!

Ou seja, nem o “sagrado direito” à propriedade privada vale para quem não é tucano.

A tal Yoani Sánchez, que é uma blogueira cubana tucana, é recebida com pompa no Congresso Nacional e festejada em nossa grande mídia.

Já os blogueiros não-tucanos são perseguidos jornalisticamente, politicamente e judicialmente pela grande mídia.

Na política brasileira, o paraíso deve ser uma ilha habitada por tucanos. Político tucano não é condenado, nem preso. São intocáveis. Podem fazer privataria, Banespa, Banestado, trensalão, mensalão tucano, compra de voto. Podem ter milhões de dólares não informados à Receita em contas secretas na Suíça (Suiçalão). Helicópteros tucanos podem ser flagrados com meia tonelada de cocaína. Podem fazer aeroporto em terra do tio, ou melhor, vários aeroportos próximos às suas fazendas, para uso particular. Podem ser acusados de receber propina de US$ 120 mil / mês. Nada acontece.

Seus tesoureiros fazem coisas de deixar o tesoureiro do PT parecido com o tesoureiro de um grêmio estudantil, mas é o tesoureiro do PT que vai preso.

Agora sabe-se que blogueiros tucanos também habitam essa ilha paradisíaca. Recebem dinheiro direto do governo de SP, e não são atacados por receberem “verba pública”. Não precisam nem oferecer banner nem nada. Mídia técnica? Esquece, isso é coisa de governo petista trouxa. Você não verá nenhum editorial do Globo contra esses blogueiros tucanos.

No máximo, tem de aguentar uma matéria ciumenta da Folha. Gozam, enfim, da vida mansa que macunaíma pediu a Deus. Sem grandes preocupações com audiência. Apenas o dinheirinho entrando na conta, regularmente.

Ê Brasilzão!

Blogueiro antipetista recebe R$ 70 mil/mês do governo de SP | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

 

Richa também financia ataque cibertucano

Por Esmael Morais, em seu blog:

Além de dobrar o lucro dos sócios privados da estatal de energia, Beto Richa também é bastante generoso com cibertucanos de extrema-direita, contratados com ‘dinheiro alheio’ para atacar PT e Dilma; essas duas ações, com certeza, justificam em parte os recentes aumentos na conta de luz de todos os paranaenses. A Companhia Paranaense de Energia (Copel) também financiou ataques cibertucanos contra a presidenta Dilma Rousseff e o PT. A informação é de Fernando Gouveia, proprietário do site www.implicante.org, que registrou ontem (18) em seu perfil no Facebook:
“A Agência Propeg é uma das empresas que são clientes da Appendix, entre as quais vale destacar a Vivas.Com, em contrato pelo qual prestamos serviço ao Governo do Paraná, numa ação para a Copel…”, escreveu Gouveia.
Mais preciso impossível.
Na manhã de ontem, ao repercutir reportagem da Folha de S. Paulo, o Blog do Esmael anotou que o governador do Paraná, Beto Richa, fez escola no PSDB nacional. Segundo o jornal, o blogueiro recebe mensalmente R$ 70 mil do governo de São Paulo para defenestrar adversários de Geraldo Alckmin, dentre os quais PT e Dilma.
Ambos os governadores do PSDB, paulista e paranaense, têm o mesmo modus operandi porque a fonte pagadora dos cibertucanos é a mesma: o erário.
Nas eleições de 2014, os senadores Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB) foram os alvos prediletos dos cibertucanos pró-Richa.
Os cibertucanos funcionavam em um bunker instalado dentro do Palácio Iguaçu e agiam sob o guarda-chuva da franquia tucana “Tenda Digital” — que foi proibida pela Justiça Eleitoral na disputa pelo Palácio Iguaçu.
Abaixo, leia a íntegra da explicação de Fernando Gouveira no Facebook:
*****

Fernando Gouveia
Ontem às 08:32 · Votorantim ·
ALERTA MÁXIMO DE TEXTÃO
Caros, não é de hoje que está rolando uma verdadeira guerra contra quem denuncia petistas na Internet. Dessa vez, em uma matéria repleta de erros, omissões e distorções, fui citado na Folha de São Paulo e, desse modo, informo os fatos reais – pedindo a todos a gentileza de divulgar ao máximo, sempre que alguém aparecer com a notícia estapafúrdia.
São 9 pontos e os esclarecimentos necessários. Peço que tenham paciência Emoticon smile
Vamos lá:
1 – Eu não sou contratado, ponto. Sou sócio de uma empresa que, entre outros clientes, é contratada pela Agência Propeg, por sua vez prestadora de serviços para o Governo do Estado. Essa contratação se deu porque a Appendix (APPX) ofereceu o MENOR PREÇO (informação omitida na matéria) e dispõe, para esse contrato, de 3 empregados regularmente contratados via CLT;
2 – TODA a atuação da empresa ocorre dentro das leis, sejam fiscais ou trabalhistas, bem como TODAS as certidões junto ao Poder Público estão atualizadas e assim o são sempre;
3 – A empresa atua em comunicação online do setor público, exatamente a área em que sou formado profissionalmente e cuja formação se iniciou há quase quinze anos, na gestão petista da Prefeitura de São Paulo (2001 a 2003), quando atuei na Secretaria de Comunicação, na qual ajudei a implementar projetos de internet e até mesmo integrei comissões de licitação (era um cargo técnico, não político);
4 – Foi nessa época, já na Secretaria de Comunicação da Prefeitura, gestão Marta, que criei o blog Imprensa Marrom, levando para a Internet uma atuação de análise política que vem desde 1997, quando passei a editar o jornal da faculdade e também abordava o tema;
5 – A Appendix não apenas atualiza Facebook, twitter e portal da Secretaria de cultura. A empresa também produz conteúdo para redes sociais (Twitter, Instagram e Facebook), faz criação e design de partes do portal, sob pedido da Secretaria de Cultura e Subsecretaria de Comunicação, cria páginas especiais referentes a eventos realizados pela Secretaria da Cultura e, além disso, monitora e analisa as redes sociais da Secretaria da Cultura, bem como monitora os perfis nas redes sociais de programas da referida Secretaria, tudo isso sob o Plano Estratégico de Atuação nas Redes Sociais.
6 – A Agência Propeg é uma das empresas que são clientes da Appendix, entre as quais vale destacar a Vivas.Com, em contrato pelo qual prestamos serviço ao Governo do Paraná, numa ação para a Copel, além também da Brasil Comunicação, que a Folha alega não ser nossa cliente, mas temos conosco tanto Contrato de Prestação quanto a Nota Fiscal emitida, além do registro das reuniões de trabalho realizadas; (destaque nosso)
7 – O blog Imprensa Marrom, que se encerrou em 2011 depois de 10 anos de atuação, foi processado por conta de um comentário de leitor feito no texto de umas colaboradoras – não fui eu o processado, nem condenado. Além disso, o autor desse processo está hoje preso por roubo, acusado também justamente daquilo abordado pelo post do IM. O caso repercutiu nas redes, com diversas manifestações em apoio ao site, com direito à própria Folha noticiar o caso (links no comentário do post);
8 – Quanto ao site Reaçonaria, cujos donos são públicos e declarados como tais, escrevi minha última coluna por lá em 2013 e, por óbvio, não sou dono, editor nem nada do tipo. Escrevi ou escrevo para diversos sites, como JustLia, Entenda os Homens, Portal do Macho, Dica do Dia etc. Todos que conhecem minimamente a internet sabem que há uma diferença abissal entre escrever um texto e ser dono ou responsável pelo site onde ele foi publicado;
9 – Sim, sou um dos editores do Implicante (não “CEO”). O portal foi criado em 2011, com alguns amigos, logo depois do final do Imprensa Marrom. O grande número de fãs, destacado em reportagem, é resultado do trabalho bem feito durante todos esses anos, algo que CONTINUARÁ, apesar das tentativas de intimidação como essa de agora;
Enfim, trata-se de uma contratação perfeitamente legítima, de uma empresa devidamente regularizada, que conseguiu o contrato por oferecer o MENOR PREÇO, atuando na área em que seus sócios são formados profissionalmente. Vale dizer que TODAS as informações deste textão foram passadas ao jornalista.
A ideia da noticia, no fim, é IMPEDIR que pessoas tenham opiniões nas redes sociais, especialmente contra o PT, e ainda assim sejam sócias de empresas que possam ser contratadas por entes do poder público.
Petrolão, desvios, contratos de publicidade falsificados… Nada disso é problema, para eles. Precisam atacar uma contratação LEGÍTIMA, com serviço efetiva e corretamente prestado, só porque alguém na empresa tem opiniões contrárias ao PT? E são eles que acusam os outros de Macartismo…
Não surpreende, mas ainda assim é lamentável que se use desse tipo de método de intimidação para tentar calar as vozes antipetistas na internet. A minha, acreditem, não calarão. Ao contrário, esse tipo de expediente dá ainda mais forças para continuar.
Muita gente pode dizer que sou chato, e sou mesmo, que sou desagradável, e também sou mesmo, e que não gostam de mim (é bem compreensível), mas até mesmo o mais ferrenho adversário sabe o quanto sou honesto em TUDO na minha vida, especialmente a profissional.
Chega a ser constrangedor, para a Folha, que o grande “erro” apontado na matéria seja justamente o fato de eu ser ANTIPETISTA. Sim, eu sou. E isso, na verdade, é um grande acerto, pessoal e ético.
No mais, aproveito a situação para divulgar a APPENDIX CONSULTORIA, especializada em atuação nas redes sociais para o setor público, mas também com clientes e expertise no setor privado. Nosso telefone é 11 26408128, estamos na Rua Francisco Leitão, em Pinheiros, São Paulo/SP. Agende uma reunião com Nubia, nossa assistente administrativa.
Por fim, muito obrigado a todos pelo apoio e pelo carinho, de verdade.
Fernando Gouveia
Sócio-Gerente da Appendix Consultoria (APPX)
Editor do Implicante

Altamiro Borges: Richa também financia ataque cibertucano

 

Picareta implicante: o mercenário do blog tucano terá de se explicar aos otários que acreditaram nele

Postado em 18 abr 2015 – por : Kiko Nogueira

Gravataí Merengue

Fernando Gouvea, aka Gravataí Merengue

Fernando Gouveia, o homem que recebe 70 mil reais por mês do governo Alckmin para detonar o PT e fazer propaganda tucana num site, é um caso de parasitagem antiga na internet.

Gouveia está tentando se explicar para os otários que acreditaram — ou fingiram acreditar — nas papagaiadas que publicou no blog Implicante. Um deles aparece no Facebook com uma saudação. “Parabéns pela parasitagem e cara de pau”. Outro pede um frila.

Gouveia, que se esconde há anos sob o pseudônimo idiota Gravataí Merengue, que deve achar genial, está há muito tempo exercendo sua especialidade: enxovalhar reputações na net. O alvo depende da grana.

Sua explicação longa e confusa para seu desmascaramento, em resumo, é a seguinte: “Eu não sou contratado, ponto.” Mais para a frente: “Precisam atacar uma contratação”. Como assim? No meio do caminho, aquele papo furado sobre tentar calar “opiniões nas redes sociais, especialmente contra o PT”.

E a mentira de que não se identifica como CEO no Implicante. Sim, se identifica como — veja que divertido —  “CEO, CFO, Capitão de Fragata, Diretor Jurídico, Diretor de RH, Diretor Musical e filho do dono do Implicante. No Twitter, @gravz.”

Fernando se esconde por trás do tal Gravataí. Sempre esteve colado nas sombras do poder público. Entre abril de 2001 e julho de 2003, foi assessor jurídico da prefeitura de São Paulo, durante a gestão de Marta Suplicy.

De 2005 a 2008, foi chefe de gabinete da corajosa, coerente e independente Soninha Francine. Em 2006, chegou a montar um blog chamado Gerente Chuchu, atualmente desativado, em que criticava Alckmin.

Depois de um bate boca de Gravataí Gouveia, Soninha descreveu o assessor: “Argumentador compulsivo, polemista incansável, sarcástico, muito inteligente, muito bem informado, com um estilo ácido que resvala na violência. Acidez (ou violência) que as pessoas normalmente apreciam muito, quando é voltada para o ‘inimigo’”.

Uma graça, o rapaz.

No papel de Gravz, o publicitário virou uma referência reaça no Twitter, sempre atento a denunciar aquele pacote que você já conhece. “Quando blogueiro oficial do governo diz que os querem ‘calar’ por contar a verba pública, fica claro o MOTIVO pelo qual ‘falam’”, escreveu no Twitter. Também ironizou os supostos “caraminguás” do personagem Dilma Bolada.

Um picareta pseudoneoliberal mamando no que chamou de Gerente Chuchu para poder produzir lixo consumido por mentecaptos. O negócio agora vai ser Gravataí Manguaça explicar para seus cúmplices nos sites o que fazia com tanto dinheiro —  no mínimo, terá de dizer por que não dividiu o butim com eles para que pudessem apoiar com mais rigor e sinceridade a livre iniciativa, o estado mínimo e o PSDB.

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Sobre o Autor

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

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O que o site Implicante conta sobre Alckmin

Postado em 18 abr 2015 – por : Paulo Nogueira

Jogo sujo

Jogo sujo

O problema do site Implicante não é exatamente o governo Alckmin dar um mensalão de 70 mil reais para seu editor.

Quer dizer: isto é um problema, dada a absoluta falsa de transparência com que o dinheiro vai dar na conta do editor, e considerados também os repetidos ataques do PSDB contra blogueiros supostamente favorecidos pelo PT.

Isso é cinismo, demagogia e desonestidade.

O maior problema, retomando o início do texto, é a canalhice descarada do conteúdo do site.

Não há, nele, nenhum compromisso com a verdade dos fatos, ou com o jornalismo. O que o editor Gravataí Merengue faz não é um caso jornalístico.

É um caso de polícia.

Veja, por exemplo, como ele trata a alegada encrenca entre Dilma e uma empregada, Jane, em torno de cabides. A informação – sem fonte nenhuma – saiu no blog de Ricardo Noblat.

Merengue transforma a especulação em fato confirmado e acima de dúvidas.

Esse tipo de conduta simplesmente não existe no jornalismo.

Todo o conteúdo do site é feito dessa maneira.

Os textos que desinformam e emburrecem acabam alimentando vítimas nas redes sociais – falo aqui dos analfabetos políticos, que acreditam em qualquer coisa.

Parte da assombrosa ignorância captada numa pesquisa da USP com manifestantes de 12 de abril deriva do poder corrosivo sobre as mentes de sites como o Implicante.

Nesta semana, não foi este o único assunto relativo ao jeito Alckmin de lidar com a propaganda.

Um jornalista que tinha sido contratado pela Jovem Pan para fazer boletins noticiosos publicou um texto em que contou que se demitiu quando foi proibido de falar sobre a Sabesp – anunciante da rádio.

Na Jovem Pan, é proibido falar da Sabesp.

Isto é Alckmin. Isto é Jovem Pan. Isto é Implicante.

E depois somos obrigados a ouvir sermões de Catões fajutos.

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Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo » O que o site Implicante conta sobre Alckmin

 

Blogueiro anti-PT recebe de Alckmin

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

O sujeito usa, nas redes sociais, o codinome de “Gravataí Merengue”. O sujeito é um daqueles ex-esquerdistas que passaram pro outro lado – de mala e cuia. Trabalhou com Marta e Soninha, mas hoje ajuda a distribuir conteúdo anti-petista na internet.
Até aí, nenhum problema, isso faz parte do jogo político. Se não fosse um detalhe: a empresa de Gravataí recebe por “serviços de comunicação prestados” ao governo do PSDB em São Paulo. Trata-se, segundo reportagem da “Folha” (que o UOL esconde, na versão digital), de uma triangulação: a subsecretaria de Comunicação de Alckmin (chefiada pelo ex-repórter da Veja Márcio Aith) contrata a agência Propeg, que por sua vez manda a grana para Gravataí.
E não é dinheiro de pinga, não! São 70 mil reais por mês!
Gravataí é dono do site Implicante que, segundo a “Folha”:
“publica e ajuda a difundir notícias, artigos, vídeos e memes contra o PT e a presidente Dilma Rousseff. O Implicante tem quase meio milhão de seguidores no Facebook, quatro vezes mais que o Movimento Brasil Livre, um dos grupos na linha de frente dos protestos de rua realizados contra Dilma neste ano. O material produzido pelo site costuma ser replicado nas redes sociais e por outros blogs políticos.“
A pergunta óbvia: quantos outros sites na internet são beneficiários de triangulação semelhante no esquema tucano?
Lembremos que o PSDB vive acusando os chamados “blogs sujos” de receberem dinheiro do governo federal. Curiosamente, surge agora a suspeita de que são os tucanos que ajudam a difundir notícias contra o PT usando – supostamente – recursos do contribuinte paulista.
É assim que se pretende combater a corrupção no Brasil?
Por último, vale ressaltar: não é a primeira vez que blogueiros de direita são acusados de receber ajuda monetária por intermédio do PSDB…
Anos atrás, Reinaldo Azevedo, que escreve para a revista da marginal, parece ter-se incomodado com os boatos de que teria recebido dinheiro de uma empreiteira, segundo investigações da Polícia Federal na Operação Castelo de Areia.
Tão “indignado” ficou o blogueiro que ele mesmo publicou a planilha da empreiteira, em que o nome “Reinaldo Azevedo” aparece ao lado do valor “50.000,00″ e da anotação “Andrea Matarazzo” (uma referência ao conhecido operador financeiro do PSDB, que hoje é vereador em São Paulo).

Azevedo chegou até a ensaiar uma explicação para o fato, publicada em seu blog:
“Em 2004, quando assumi a direção da revista Primeira Leitura, falei com muita gente, percorri muitas empresas, tentei tornar o veículo viável economicamente — que é o que fazem todas as pessoas na posição que eu ocupava. É possível que tenha sido Matarazzo a pessoa que me recomendou a alguma empresa do grupo Camargo Correa — não estou certo; se me lembrasse, diria porque não há nada de estranho, incomum ou ilegal nisso.”
De fato, não há nada “incomum” no fato de o blogueiro da Veja, quando ainda dirigia a revista “Primeira Leitura” (fundada pelo ex-ministro de FHC Mendonça de Barros, era uma publicação que eu gostava de acompanhar, porque naquela fase os tucanos ainda não haviam assumido a posição apoplética, tentavam fazer um debate racional), ter procurado ajuda de Matarazzo e dos empreiteiros.
Isso apenas escancara quais são os parceiros de Reinaldo Azevedo. Escancara também que, se o Brasil quisesse de fato combater a corrupção, não investigaria só as relações de petistas com as empreiteiras. Iria a fundo na teia de interesses que faz uma secretaria de Comunicação de Alckmin bancar um produtor de conteúdo anti-petista (supostamente, trata-se de dinheiro público usado no combate politico – pode isso?), ou que leva um operador tucano (Andrea Matarazzo) a buscar um empreiteiro para ajudar Reinaldo Azevedo.
Os dois casos mostram, ainda, um fato triste para o blogueiro que escreve na revista da marginal: na hierarquia da comunicação tucana, um Gravataí (R$ 70 mil por mês, diz a Folha) vale muito mais do que um Azevedo (R$ 50 mil, segundo a planilha da empreiteira).
Tanto Azevedo quanto Gravataí negam que tenham recebido dinheiro para falar mal do PT e bem do PSDB.
A oposição em São Paulo conseguirá instalar uma CPI para investigar a atuação da secretaria de Comuncação de Alckmin?
Abaixo, confira a reportagem da “Folha” sobre Gravataí Merengue.
*****

Blogueiro antipetista recebe pagamentos do governo Alckmin
por Ricardo Mendonça e Lucas Ferraz
Um blogueiro que distribui propaganda antipetista a milhares de seguidores na internet recebe há dois anos pagamentos mensais por serviços de comunicação prestados ao governo Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo.
Na rede, o advogado Fernando Gouveia se apresenta com o pseudônimo Gravataí Merengue e como “CEO”, ou executivo principal, do site Implicante, que publica e ajuda a difundir notícias, artigos, vídeos e memes contra o PT e a presidente Dilma Rousseff.
O Implicante tem quase meio milhão de seguidores no Facebook, quatro vezes mais que o Movimento Brasil Livre, um dos grupos na linha de frente dos protestos de rua realizados contra Dilma neste ano. O material produzido pelo site costuma ser replicado nas redes sociais e por outros blogs políticos.
Gouveia é dono da Appendix Consultoria. A empresa foi criada em janeiro de 2013 e começou em junho do mesmo ano a receber pagamentos oriundos da Subsecretaria de Comunicação do governo Alckmin, órgão vinculado à Casa Civil do Estado.
Editoria de Arte/Folhapress

A Appendix foi subcontratada pela agência de publicidade Propeg, uma das três que cuidam da propaganda do governo estadual. De acordo com documentos oficiais, a empresa do blogueiro recebeu R$ 70 mil por mês de outubro de 2014 a março deste ano.
O governo se recusou a informar o valor total dos pagamentos à empresa de Gouveia, alegando que a responsabilidade pela contratação da firma não é sua, mas da Propeg.
A Subsecretaria de Comunicação permitiu apenas a consulta da documentação no Palácio dos Bandeirantes. Disponibilizou então 88 caixas, cada uma com centenas de papéis sobre propaganda oficial, sem indicar a localização das informações específicas da Appendix.
Segundo os documentos, a Propeg pagou a Appendix por serviços de “revisão, desenvolvimento e atualização das estruturas digitais” da Secretaria de Estado da Cultura.
Em nota, a agência afirmou que subcontrata a Appendix para atender demandas do governo do Estado. Mas não respondeu quem indicou a empresa nem o motivo pelo qual recorre ao blogueiro em vez de fazer ela mesma o serviço.
MILITÂNCIA
O envolvimento de Fernando Gouveia com a política é antigo. Ele trabalhou durante três anos no setor de comunicação da Prefeitura de São Paulo, na gestão da petista Marta Suplicy (2001-2004).
Depois, ele trabalhou no gabinete da ex-vereadora Soninha Francine, que foi do PT e migrou para o PPS, partido alinhado com os tucanos.
A militância política de Gouveia na internet também é antiga. Em 2006, quando tinha um blog chamado Imprensa Marrom, ele foi condenado pela Justiça a pagar dez salários mínimos de indenização a uma empresa por ter publicado comentários ofensivos a ela. O blogueiro recorreu.
Gouveia também se apresenta na internet como colaborador de uma página chamada Reaçonaria, que difunde conteúdo similar ao do Implicante e tem cerca de 16 mil seguidores no Facebook. Os dois sites estão abrigados num servidor no exterior que impede a identificação do responsável pelos registros.
OUTRO LADO
O advogado Fernando Gouveia afirmou que suas opiniões pessoais, expressas na internet, não têm relação com as atividades da sua empresa, a Appendix Consultoria.
“Não sou filiado a nenhum partido. Tenho longo histórico de trabalho em comunicação do setor público, em governos de vários matizes ideológicos”, disse Gouveia.
O blogueiro afirmou que a Appendix presta serviços a “diversos clientes” e citou três, entre eles a Brasil Comunicação, de Belo Horizonte.
À Folha a agência mineira negou ter relação com a Appendix. As outras duas empresas citadas por Gouveia não responderam à Folha.
O blogueiro ressaltou que sua empresa não é contratada diretamente pelo governo estadual, mas sim pela Propeg. “A Appendix não apenas atualiza Facebook, Twitter e o portal da Secretaria de Cultura, mas também produz conteúdo para redes sociais e faz criação e design de partes do portal”, disse Gouveia.
A Subsecretaria de Comunicação do governo paulista afirmou que a decisão de contratar a Appendix “é da agência de publicidade [Propeg] e de sua inteira responsabilidade”, e se recusou a informar os valores pagos a Gouveia.
“Consolidar as informações mantidas em arquivos contábeis ao longo de mais de 20 meses é atividade que a lei não nos obriga a fazer para atendimento às demandas de informações”, afirmou a Subsecretaria de Comunicação em nota.

Postado por Miro

Altamiro Borges: Blogueiro anti-PT recebe de Alckmin

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