Ficha Corrida

14/05/2015

Para se livrar da cadeia, Fernandinho Beira-Mar deve se filiar ao PSDB

Só há uma porta para Fernandinho Beira-Mar sair da prisão pela porta da frente, entrar no PSDB. Não consta que seja dele o helipóptero. Se ele fosse funcionário da Assembleia Legislativa de Minas transportasse 450 kg de cocaína muito possivelmente seria candidato a senador, presidente. Sem filiação partidária, ao contrário de FHC, Aécio Neves, Zezé Perrella, amargará 120 de prisão. Os assassinatos cometidos são muito parecidos com assassinatos de reputação por notórios criminosos, como Alberto Youssef. Acuse Lula ou Dilma e logo será escolhido para herói. Pó pará, Fernandinho! Assim, sem o parecerista do PSDB pelo Impeachment, morto Mauro Chaves, não terás salvação.

Não sei se seria possível, mas talvez devesse trocar seu advogado. Tenho uma dica:

– Fale com Jorge Pozzobom, Fernandinho. Ele tem uma dica perfeita para livra-lo da prisão!

Beira-mar pega 120 anos por mortes em Bangu

:

Traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi condenado a 120 anos de prisão pelo homicídio de quatro rivais no presídio de Bangu 1, em 11 de setembro de 2002, no Rio de Janeiro, mortos durante uma rebelião; com a sentença, ele acumula um total de 253 anos e seis meses de prisão e ainda responde por outros crimes

14 de Maio de 2015 às 05:47

247 – O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi condenado a 120 anos de prisão pelo homicídio de quatro rivais no presídio de Bangu 1, em 11 de setembro de 2002, no Rio de Janeiro.

A sentença foi proferida na madrugada desta quinta-feira (14) no Tribunal de Justiça do Rio, pelo juiz Fábio Uchoa.

Beira-Mar foi condenado por homicídio duplamente qualificado contra quatro detentos: Ernaldo Pinto Medeiros, Carlos Alberto da Costa, Wanderlei Soares e Elpídio Rodrigues Sabino, mortos durante uma rebelião.

"Na presente empreitada criminosa, o réu agiu com intensa culpabilidade, na medida em que exercia uma posição de notório comando junto à famigerada facção criminosa denominada Comando Vermelho e, após a execução das vítimas, dirigiu-se até elas para obviamente conferir a execução das vítimas e nesse momento selecionando e poupando ao seu bel prazer, as vidas dos demais sobreviventes da quadrilha rival, denominada ADA – Amigos dos Amigos".

Com a sentença, o traficante acumula um total de 253 anos e seis meses de prisão no Rio de Janeiro. Ele ainda responde por lavagem de dinheiro, contrabando e associação para o tráfico internacional de drogas.

Beira-mar pega 120 anos por mortes em Bangu | Brasil 24/7

09/03/2015

Leitura da lista: o golpe será televisionado

Fernandinho Beira-Mar, rei do pó!

psdb fernandinho beira marContinuam as obviedades da Operação Lava Jato. Algumas ausências que falam mais alto, mas é a entrega da lista aos juízes do Jornal Nacional que confirma a suspeita de que o STF funciona a reboque da velha mídia. Exatamente o grupo que cresceu no estrume da ditadura e se mantém graças à sonegação.

Vamos começar pela obviedade. A leitura do rol de denunciados, pelo Ministro Teori Zavascki, foi feito sob medida para o Jornal Nacional. Caiu a última quimera, o STF terceirizou o julgamento e submete-se ao reboque da Globo. O que ela decide está decidido.

Ah, eu sou gaúcho!

A novidade da lista é a quantidade de gaúchos que vivem de dedo em riste para acusar a honestidade alheia. Coincidentemente, são useiros e vezeiros dos holofotes. Onipresentes nos  veículos da RBS, o PP entrou todinho, sem cuspe, na lista. Foi graças a trupe que a RBS emplacou uma Senadora e quase se elege governadora. O RS está bem representado pelo PP. Afinal, povo que não tem virtude acaba por ser denunciado. Isso é muito, mas não é tudo. O ausente mais bem representado é Pedro Simon. Seus parceiros do PMDB estão lá, rindo com dentadura nova. Ninguém vai incriminar o PMDB do Pedro Simon porque não se esperava algo diferente disso. Nunca é demais lembrar que os bagres gaúchos caídos na rede da Lava Jato estiveram ao lado de Aécio Neves, José Ivo Sartori e Lasier Martins nas últimas eleições. São os tais de moralistas prontos a achacarem a honestidade alheia porquanto a manada é de uma passividade bovina.

Fica a pergunta: Ana Amélia Lemos entrou para o PP porque conhecia o PP ou por que a RBS exigiu que entrasse para o PP? Será que a RBS vai tentar queimar o filme do PMDB de Renan Calheiros e Eduardo Cunha, mas também do José Ivo Sartori, do Pedro Simon e do Eliseu Rima Rica? Será que as ligações umbilicais do Correio do Povo com o PP vão se estilhaçar agora que sua bancada foi premiada por inteiro na delação? O mais engraçado, para nós gaúchos, é que foi o PP foi a bancada mais intransigente, onde tem mais homofóbicos e racistas, onde o ódio ao MST é maior, que a delação pegou mais elementos. São os tais saudosos da ditadura onde, segundo os mesmos, não havia corrupção. Como diria José Cândido de Carvalho, o PP gaúcho é um “ninho de mafagafos cheio de mafagafinhos”…

Aécio, ausência sempre lembrada

O ausento mais ilustre, e que explica o mise en scene midiático, é o sempre lembrado pelo delator mas sempre esquecido pelos seus cabos eleitorais: Aécio Neves. Nem a presença manjada de Antonio Anastácia, o irmão siamês das alterosas, nos serve de prêmio de consolação.  A subtração do ilustre gazeteiro e maior faltoso no ranking da Veja é  ausência para sempre  lembrada. Se a ausência, forjada a ferro e fogo pelo PM, do Aécio Neves é um fato da natureza, há uma constatação que decorre dessa mesma natureza. Não há nenhum tucano de São Paulo. Os tucanos de São Paulo são inimigos figadais dos tucanos mineiros. Isso se explica simplesmente porque os tucanos paulistas têm seu próprio esquema de financiamento de campanha. Para que Petrobrás para quem tem Alstom & Siemens?! A entrada de Anastacia é uma tentativa forçada e forjada querendo dizer que há todos os partidos. No final será inocentado e aqueles que, por qualquer motivo possam macular Dilma ou Lula, serão condenados. O esquema do Youssef, para Minas, passava por outros dutos, já que o da Petrobrás, como diria  era o autor d’O Coronel e o Lobisomem, é teúdo e manteúdo do PP gaúcho.

Álvaro Dias na banguela

Para lá das obviedades, como a ordem Do dia foi ditada para ser vista pelas lentes do JN, há algumas surpresas: Álvaro Dias. O pássaro mais falante andava silencioso. Conhecedor das práticas paranaenses de onde brotou a lista do Janot, foi o preço para ficar de fora. Espera, com o repentino voto de silêncio obsequioso, não ser lembrado pelas amizades desde os tempos do Banestado. Para quem pensava pintar Alberto Youssef como um mau companheiro, o silêncio a respeito de Álvaro Dias é prova suficiente de que quem tem amigos tem tudo. Então quer dizer que Aécio e Anastácia teriam ficado na lembrança de Youssef mas Álvaro Dias, não?! Conte outra, não a do papagaio, mas a do tucano de bico grande e cérebro pequeno. Fizeram com Álvaro Dias o que Fux prometera a Dirceu: mataram no peito.

De corpo inteiro, PMDB cheira à Simon

Não sei como evoluirão as investigações, mas os últimos dois heróis da velha mídia tiveram seus nomes associados ao cartel das empreiteiras. Renan Calheiros que, ao devolver a proposta de ajuste encaminhada pelo governo, virou herói dos golpistas, está na lista. E Eduardo Cunha, guindado à presidência com a leniência do coronelismo eletrônico, também está contemplado. A direita, na insana cavalgada de perseguição ao PT e a exemplo do que fizeram com Severino Cavalcanti, entregou a presidência do Congresso nas mãos de um dos mais notórios falcatruas da política braseira. Tão poucas vezes a presidência daquela casa representou tão bem o espírito de manada vendido pelos grupos mafiomidiáticos.

Como Renan Calheiros foi denunciado por formação de quadrilha, a pergunta que  fica no ar é se Pedro Simon dança na quadrilha do Renan. Eles pertencem ao mesmo partido e, pela teoria do Domínio do Fato, Simon, pela longa convivência, sabia de tudo. Só não vale vir a público e dizer que não sabia de nada.

Os a$$oCIAdos do Instituto Millenium estão em festa. Seus amestrados, a exemplo dos argentinos da Recoleta, depois de baterem cabeça, batem panelas. Jornais, revistas e tvs decadentes ganharão minutos de sobrevida com o Big Brother. Será que Teori o Pedro Bial do STF?!

04/03/2015

E se Fernandinho Beira-Mar emitir nota de esclarecimento?

O Grupo Abril, pela Veja, entende que pode substituir o código penal por Nota de Esclarecimento.  Já pensou se a moda pega. Se todo bandido começar a emitir nota de esclarecimento? Será o enterro do Código Penal. Onde estão os Repórteres Sem Fronteira para denunciar a bandidagem da redação? Cadê a ANJ, a Judith Brito e os beócios do Instituto Millenium?! Todos calados diante da bandidagem da Veja. Quem acoberta bandido é o quê?

A Veja é a mesma que publicou aquela descoberta científica chamada Boimate. Os jornalistas da Veja acreditam no cruzamento do boi com tomate, para que os bifes saiam temperados com “pomodoro” e tomate cheire à boi… Pior do perpetrar esta barbaridade, foram as entrevistas que a Veja fez para dar cunho de legitimidade… E não bastasse isso, Veja incorreu no mesmo erro ao cair na esparrela da Nueva Konigsberg, aquela cidadezinha paraguaia onde todos os moradores eram originários da terra natal de Kant. Só Veja consegue perpetrar cleptojornalismo e ainda ter uma manada a tiracolo.

Se as instituições funcionassem, principalmente o Judiciário, e mais precisamente o STF, estes bandidos não estariam agindo de maneira tão desenvolta. Eles contam com a parceria do Jagunço de Diamantino. Contam também com outros heróis dos golpistas, que montam empresas de lavagem para comprarem apartamento por dez dólares. O exemplo vem de cima. Se quem deveria dar exemplo usa apartamento funcional mesmo após a aposentadoria, monta uma empresa de fachada, Assas JB Corp, fugir do fisco, e ainda vira herói nacional, é porque ainda falta um longo caminho para nos tornarmos civilizados. E a bandidagem das redações, vide Pimenta Neves, agradece.

Veja admite: mentiu sobre festa de sobrinho de Lula. E o bandidinho que invade casas?

3 de março de 2015 | 18:48 Autor: Fernando Brito

vejamentiu

Finalmente a Veja, edição Brasília admite a falsidade da matéria publicada no dia 18 de fevereiro e imediatamente desmentida pelo ex-presidente Lula de que estaria sendo organizada uma festa milionária para um inexistente sobrinho seu.

A nota, que você vê aí em cima, tem o título “Erramos”.

Deveria tê-lo “Mentimos”.

E ainda: “e ainda tentamos arrumar algo para continuar a mentir”.

Porque só isso explica porque mandaram o tal Ullisses Campbell, o desqualificado que  se prestou ao papel de inventar a história, para São Paulo, usar de expedientes e falsa identidade para xeretar a casa do irmão de Lula.

A “confissão de erro” da Veja tem o valor moral de um Alberto Youssef.

É algo como aquilo que disse dele o senhor Sérgio Moro: coisa de “bandido profissional”.

Daqueles que sabem que vão ficar impunes.

Porque, depois de 15 dias de estultos que acreditam naquele lixo reproduzindo a notícia, não vai ser o hipócrita “Erramos” que irá reparar o estrago.

Mas seria uma boa a família de Lula mover um processo contra o intrigante da Veja, para ele explicar como a revista bancava e mandava achar criar “provas” do que não existia.

Veja admite: mentiu sobre festa de sobrinho de Lula. E o bandidinho que invade casas? | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

17/09/2014

Fernandinho Beira-Mar também passou fome quando criança

Filed under: Chororô,Fernandinho Beira-Mar,Marina Silva,Mensalão do Itaú — Gilmar Crestani @ 8:14 am
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marina-chororoPara Marina Silva, passar fome na infância é álibi para receber mensalão do Itaú. Haja fome pra tanto milhão. Haja choro para tapar tanta empulhação. O raciocínio da Marina tem uma lógica surpreende. É como se ela justificasse o sorriso sob o caixão de Eduardo Campos: chorei muito na minha infância.

O que precisamos saber é porque o sofrimento na infância vira vingança quando surge a primeira oportunidade? Imagine se todo ser humano que passa necessidades na infância, ao invés de exatamente compreender este tipo de necessidade, na primeira oportunidade que aparece vira ventríloquo de banqueiro.

Lula não precisou virar capacho de banqueiro para ter reconhecido, até pela ONU, seu programa Fome Zero. Lula e Dilma não choram, fazem!

Marina parece mais aqueles personagens trash que ressuscitam em procura de vingança. A trajetória de alpinista política, sempre cavalgando quem pode leva-la ao patamar seguinte, sem se importar com o lombo de quem a carrega faz lembrar a fábula da Rã e do Escorpião. Passar fome só aumentou a sua natureza vingativa, de ódio a quem lhe dá a mão.

No caso de Marina, pelo seu desprezo por nossa inteligência, a comparação é com piada do Joãozinho:

Joãozinho – Professora, porque aquele cãozinho está montado no da frente?

Professora – Joãozinho, o cão de trás está com a patinha machucada por isso o da frente está dando carona.

Joãozinho – É sempre assim, professora, a gente vai ajudar e aí botam no c. da gente!

Como acreditar em quem sorri em velório e chora para holofotes de televisão!?

ELEIÇÕES 2014

Marina reage a Dilma com apelo emocional na televisão

PSB recorreu ao passado humilde da presidenciável para estancar desgastes

Campanha atribui o aumento das dificuldades da ex-senadora a boatos como o fim do Bolsa Família

NATUZA NERYDE BRASÍLIA

No programa de TV em que mais confrontou a rival Dilma Rousseff até agora, a candidata Marina Silva (PSB) se valeu de um tom emotivo para rebater acusações de que, se eleita, acabará com programas sociais do atual governo.

Na peça, antecipada pela Folha e que foi ao ar na noite de terça-feira (16), Marina afirma, com a voz embargada, que uma pessoa que, como ela, já passou fome na vida jamais acabará com o Bolsa Família.

O programa na TV é todo construído com base num discurso da candidata em Fortaleza, em 12 de setembro. No ato, em cima de um pequeno palanque, a presidenciável faz uma inflexão no tom normalmente ameno usado por ela.

Com dedo indicador em riste, dirige-se à presidente da República como se ela ali estivesse: "Dilma, você fique ciente. Não vou lhe combater com suas armas; vou lhe combater com a nossa verdade".

Ela, então, recorda-se do dia em que seus pais não tinham comida suficiente para alimentar toda a família.

"Tudo o que minha mãe tinha para oito filhos era um ovo e um pouco de farinha e sal com umas palhinhas de cebola picadas. Eu me lembro de ter olhado para o meu pai e minha mãe e perguntado: Vocês não vão comer?’ E minha mãe respondeu: Nós não estamos com fome’."

Marina interrompe a fala por alguns segundos. E segue: "Uma criança acreditou naquilo. Mas depois entendi que eles há mais de um dia não comiam".

Avaliações e pesquisas internas atribuem o recuo da candidata em setores do eleitorado mais pobre a rumores como o de que, se eleita, acabaria com o Bolsa Família.

Para evitar mais desgaste, a coordenação da campanha decidiu recorrer ao passado humilde da presidenciável como estratégia para tentar garantir que Marina não pretende dar fim a programas sociais.

VITIMIZAÇÃO

Petistas acusam Marina de se vitimizar para tentar sensibilizar o eleitor e desviar o debate sobre seu programa de governo, alvo de críticas de diferentes setores.

Em declaração recente, a própria candidata à reeleição explorou o assunto. Disse que "ser presidente é aguentar críticas e pressão todos os dias". Dilma, que tem fama de tratar com rispidez seus subordinados, afirmou ainda que quem se sente "coitadinha" não está à altura do cargo.

A artilharia contra Marina cresceu no momento em que a rival passou a ameaçar o favoritismo da presidente. Em pesquisas recentes, como a do Ibope divulgada na terça-feira (16), ambas aparecem tecnicamente empatadas no segundo turno.

Nos programas de TV de Dilma, Marina já foi associada aos ex-presidentes Fernando Collor e a Jânio Quadros como exemplo de candidatos que fracassaram.

O tom emotivo nos programas de TV de Marina deve se repetir. Para a equipe da candidata, os depoimentos que remontam ao seu passado são autênticos e fogem do script tradicionalmente preparados por redatores publicitários.

Ao mesmo tempo, a assemelham ao ex-presidente Lula, que sempre conseguiu, em suas campanhas, estabelecer uma identidade com o eleitor de baixa renda.

O PSB tem, no primeiro turno, apenas dois minutos na TV, contra cerca de 12 minutos de Dilma.

20/03/2013

Se Bergoglio chegou lá, porque não Beira-Mar

Filed under: Fernandinho Beira-Mar — Gilmar Crestani @ 8:34 am
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E por aí se vê que o Papa Francisco, apesar de suas relações com os facínoras da ditadura argentina, não está impedido de voltar a ser cristão. Para seguir Bergoglio, Fernandinho Beira-Mar agora só falta aderir a Opus Dei..

Fernandinho Beira-Mar agora é aluno de teologia na prisão

LUIZ CARLOS DA CRUZCOLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE CASCAVEL

Considerado um dos maiores traficantes do país, Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, começou a cursar a faculdade de teologia no presídio federal de Catanduvas (PR), onde cumpre pena atualmente.

Aprovado no vestibular da FTBP (Faculdade Teológica Batista do Paraná), Beira-Mar realizará o curso à distância, por meio de apostilas. A primeira já foi entregue.

A faculdade prevê, ao todo, 3.180 horas de aulas com temas relacionados a sociologia, filosofia, história, teologia, sociopolítica, metodologia, entre outros.

Todas as provas serão acompanhadas por um professor da instituição, escolhido por sorteio.

Estudar ou trabalhar pode ajudar condenados a reduzirem suas penas, segundo lei aprovada em 2011.

O traficante demonstrou interesse pela teologia durante culto evangélico ministrado pelo capelão Luiz Magalhães, pastor da Igreja Batista do Bacacheri, de Curitiba.

Beira-Mar, segundo o capelão, disse crer em Deus, mas afirma ter algumas dúvidas sobre a fé. "Eu falei: se a tua dúvida é verdadeira, Deus vai ter prazer em saber que você está duvidando", relata.

No final de fevereiro, um professor aplicou as provas dentro da cela. Aprovado, o traficante foi matriculado no curso com aval da Justiça.

A mensalidade, no valor de R$ 242, será paga pela igreja, que decidiu doar uma bolsa de estudo ao traficante.

    05/10/2011

    PCC e Fernandinho Beira-Mar teriam suas bancadas no Congresso se voto fosse distrital

    Filed under: Fernandinho Beira-Mar,PCC,Voto Distrital — Gilmar Crestani @ 9:46 am
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    Desde que a revista Veja inventou uma simulação duvidosa onde, com o voto distrital, o PT teria menos 8 deputados e o PSDB teria mais 5; virou moda setores conservadores defenderem o voto distrital como se fosse a pílula mágica "contra a corrupção", alegando que o eleitor conheceria melhor o candidato de seu distrito.
    Balela! Quem acha que pior do que está o Congresso, não fica, precisa pensar duas vezes. A coisa pode sim, ficar bem pior.
    A elite só pensa por um lado: que um distrito como Higienópolis, em São Paulo, poderia eleger facilmente um neoliberal dos sonhos, como FHC. Que o distrito da Savassi em BH elegeria alguém como Aécio Neves. Que o Leblon, no Rio, elegeria Indio da Costa (o que é duvidoso).
    Mas e nas regiões ainda controladas pelo tráfico ou por milicias? Quem seria eleito nos distritos de algumas comunidades carentes do Rio de Janeiro, onde ainda não chegou a UPP? Quem seria eleito em bolsões da periferia de São Paulo, onde o PCC é forte? Nestes lugares o crime organizado impõe a lei do silêncio, até o toque de recolher. Se o voto for confinado no distrito, adivinhem quem vai ganhar a eleição? Não é o direitista demo-tucano, nem o esquerdista de um partido como o PT ou PCdoB, será o candidato do tráfico ou da milícia (máfia de policiais) alojado em qualquer partido. No Rio de Janeiro, o DEM já deu legenda para eleger milicianos que hoje estão presos.
    O Rio e São Paulo são emblemáticos, mas o quadro se repete em quase qualquer metrópole brasileira. O resultado trágico poderia ser a infiltração do crime organizado no Congresso, mais do que casos isolados. O Brasil poderia sofrer um pouco do que sofreu a Colômbia no auge de Pablo Escobar, quando os cartéis das drogas controlavam províncias inteiras.
    Então, é melhor deixar de lado o oportunismo de ocasião da revista Veja na defesa voto distrital, e qualificar o debate.
    O voto distrital tem suas virtudes e defeitos (muito mais defeitos), e é preciso acender a luz para uma discussão honesta e parar de vender gato por lebre.
    Tanto tem seus defeitos que na Inglaterra, discute-se uma reforma política, e uma das propostas é para implantar o voto proporcional, para corrigir as distorções do voto distrital.
    Deputados britânicos compraram até estrume com dinheiro público
    Em 2009, houve um escândalo de corrupção na Inglaterra, com verbas indenizatórias, o que demonstra que o voto distrital não é nenhum elixir anti-corrupção.
    Deputados conservadores britânicos pediram reembolso por despesas com compra de estrume para seus jardins, manutenção de piscinas e pagamento de salários para governantas.
    O deputado trabalhista Phil Hope, devolveu cerca de R$ 130 mil que ele havia cobrado dos cofres públicos para mobília de sua casa.
    O deputado do partido conservador Anthony Steen, pediu reembolso do equivalente a cerca de R$ 280 mil para a manutenção de sua residência, e disse que seus críticos estavam "com inveja" dele por causa de sua "casa muito grande".
    Se o voto fosse distrital em 2010, PT poderia ganhar 19 deputados a mais, e PSDB perder 6
    Ao contrário do que diz a revista Veja, se o voto fosse distrital em 2010, a eleição em cada distrito seria mais parecida com uma mini-eleição de senador.
    Dos 54 senadores eleitos em 2010, 11 foram do PT e 5 do PSDB.
    Pela mesma proporção, o PT poderia eleger 105 deputados (elegeu 86), e o PSDB poderia eleger 48 (elegeu 54), ou seja o PT poderia eleger19 deputados a mais em 2010 se o voto fosse distrital, e os tucanos poderiam eleger 6 a menos.
    Portanto, a defesa do voto proporcional contra o distrital não é para tirar vantagem momentânea. É para ter um Congresso o mais representativo possível dos anseios da população.
    Qual sistema representa melhor os anseios do povo?
    O voto distrital é o sistema mais antigo. Foi criado como solução antes de existir os meios de comunicação de massa e transporte rápido. O jeito de constituir o parlamento era enviando delegado de cada região (deputado do distrito). O cidadão que votava na província (no distrito), não tinha uma visão do que se passava no âmbito nacional, e dependia de depositar confiança em seu deputado.
    Há muito tempo esse sistema está superado, com o cidadão tendo mais poder, com acesso a informação sobre o que se passa no âmbito nacional.
    Se os EUA e Inglaterra fossem fundados hoje, com a existência da internet, do rádio e TV, jamais adotariam o voto distrital novamente. Ainda os mantém por estabilidade institucional, tradição e porque os parlamentares e partidos vitoriosos acostumados e se elegerem por este sistema, são avessos a mudanças.
    Tem muito coisa errada para ser corrigida numa reforma política:
    – proibir o financiamento privado (por bancos, empreiteiras);
    – o custo das campanhas, onde o poder econômico e o marketing tem influência exagerada (se o TSE regula e padroniza o horário eleitoral na TV, poderia padronizar todo o material de campanha, inclusive o impresso);
    – criar mecanismos melhores contra compra de votos;
    – escancarar a transparência na atividade parlamentar;
    – impedir que deputados eleitos votem no Congresso contrário ao que prometeram em campanha;
    – impedir partidos de agirem de forma contrária seus próprios estatutos, enganando o eleitor;
    – punir o partido com a perda de cadeira caso eleja corruptos que percam o mandato, em vez de ter garantida a vaga do suplente;
    … e muitas outras coisas, mas nada tem a ver com voto distrital.
    O grosso da corrupção é culpa do judiciário. Enquanto houver frouxidão em condenar gente rica, o ciclo da corrupção se perpetua: o político ladrão rouba em conluio com os corruptores, paga bons advogados, garante sua "ficha-limpa" na justiça para continuar concorrendo, e se elege com campanhas milionárias do dinheiro roubado e dos corruptores, e rouba de novo, reiniciando o ciclo.

    Por: Zé Augusto

    Os Amigos do Presidente Lula

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