Ficha Corrida

16/09/2016

Tolstói explica caça a Lula

Filed under: Caça ao Lula,Fascismo,Fábulas,Nazismo,Tolstói — Gilmar Crestani @ 9:35 am
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FASCISTAS

Um camponês entrou com uma ação contra o carneiro. A raposa ocupava naquele momento as funções de juíza. Ela fez comparecer na sua presença o mujique e o carneiro. Explicou o caso.
— Fale, do que reclamas, oh camponês?
— Veja isso, disse o ele, na outra manhã eu percebi que me faltavam duas galinhas; eu não encontrei delas nada além dos ovos e das penas, e durante a noite, o carneiro era o único no quintal.
A raposa, então, interroga o carneiro. O acusado, tremendo rogou graça e proteção à juíza.
— Esta noite, disse ele, eu me encontrava, é verdade, sozinho no quintal, mas eu não saberia responder a respeito das galinhas; elas me são, aliás, inúteis, pois eu não como carne. Chame todos os vizinhos, ajuntou ele, e eles dirão que jamais me tiveram por um ladrão.
A raposa questionou ainda o camponês e o carneiro longamente sobre o assunto, e depois ela sentenciou:
— Toda noite, o carneiro ficou com as galinhas, e como as galinhas são muito apetitosas, a ocasião era favorável, eu julgo, segundo a minha consciência, que o carneiro não pôde resistir à tentação. Por consequência, eu ordeno que se execute o carneiro e que se dê a carne ao tribunal e, a pele, ao reclamante”.

Quando a Justiça vira política, a defesa é na política – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

14/09/2015

A rã e o escorpião

A-RA-E-O-ESCORPIAOA Folha de São Paulo atualiza a fábula da rã e do escorpião.

Segundo a Comissão da Verdade, finanCIAdores da Operação Bandeirantes, OBAN, também participavam das sessões/seções(?) no DOI-CODI. Como é do conhecimento de qualquer pessoa dotada de dois neurônios, a ditadura prendia sem mandato, torturava sem nó nem piedade, estuprava por prazer, assassinavam por método e esquartejavam por medo. E depois as peruas da Folha levavam para as valas clandestinas do Cemitério de Perus. Por isso a Folha chamou a ditadura de ditabranda.

Claro, não era só a Folha que se locupletava com a ditadura. Todos os assoCIAdos do Instituto Millenium são crias da ditadura.

Que eles retornassem aos métodos que resultou no golpe de 1964 é da natureza, o problema foi o PT ter deixado que a chama do golpismo ressuscitasse das cinzas. E a Folha, em parceira com a Rede Globo, sempre sopraram para que o retorno da Fênix.

Acreditar na conversão dos maus é sinal de civilidade. Tomar precaução para que não retornem ao crime é que é um pecado capital.

É papel de um jornal dar ultimato a um governo?

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Otávio Frias Filho, um dos donos da Folha de S. Paulo, acredita que sim e foi isso o que ele fez, neste domingo, ao conceder à presidente Dilma Rousseff sua "última chance" de se manter no cargo para o qual foi eleita com 54 milhões de votos; no editorial de primeira página, fora dos padrões da Folha, Otavinho cobrou de Dilma que promova um corte draconiano das despesas do Estado; caso contrário, ele sugere que passará a apoiar seu impedimento; para um jornal que carrega a mancha de ter colaborado com a ditadura militar, não pega nada bem ameaçar contribuir para a deposição de uma presidente legitimamente eleita; aliás, se Dilma não aceitar as ordens de Frias, o que ele fará? Apontará os canhões da Barão de Limeira para o Palácio do Planalto?

13 de Setembro de 2015 às 16:38

247 – Imagine o que aconteceria se Rupert Murdoch, dono do Wall Street Journal, resolvesse dar um ultimato público ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama? Ou você faz o que eu mando, Obama, ou pula fora da Casa Branca – não, apesar de toda a fortuna e o poder de que dispõe, nem Murdoch chegaria a tanto.

Porém, guardadas as proporções, foi isso o que fez o empresário Otávio Frias Filho, um dos donos da Folha de S. Paulo, ao publicar, neste domingo, um editorial que "concede" a Dilma aquela que seria sua "última chance" de se manter no cargo para o qual foi eleita com 54 milhões de votos.

No texto, Frias Filho, que não teve nenhum voto, dá diversas ordens a Dilma:

– Medidas extremas precisam ser tomadas…

– Cortes nos gastos terão que ser feitos com radicalidade sem precedentes…

– A contenção de despesas deve se concentrar em benefícios perdulários da Previdência…

– As circunstâncias dramáticas também demandam um desobrigação parcial e temporária dos gastos compulsórios em saúde e educação…

Entre outras medidas, o dono da Folha exige ainda a contenção dos salários dos servidores públicos, num pacote que prevê a redução drástica do Estado brasileiro – em especial dos seus gastos sociais.

Sem entrar no mérito do diagnóstico da Folha, o que aconteceria com a presidente Dilma se não seguisse as ordens ditadas da Avenida Barão de Limeira, no centro de São Paulo, onde está a sede do jornal?

"Serão imensas, escusado dizer, as resistências da sociedade, a iniciativas desse tipo. O país, contudo, não tem escolha. A presidente Dilma Rousseff tampouco: não lhe restará, caso se dobre sob o peso da crise, senão abandonar suas responsabilidades presidenciais e, eventualmente, o cargo que ocupa", diz Frias Filho.

Ou seja: ou Dilma aceita ser sequestrada pela agenda econômica da Folha de S. Paulo ou o jornal apoiará sua deposição – ainda que ela tenha sido eleita, de forma legítima, há menos de um ano.

Nada mal para um jornal que ainda não curou as feridas de um passado ainda recente, quando apoiou a ditadura militar não apenas em seus editoriais, mas também emprestando veículos para a repressão.

Aparentemente, Dilma ainda não se rendeu. Na reunião ministerial de ontem, determinou cortes entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões no orçamento federal – muito pouco para saciar a fome da Folha. E pode até ser que o editorial deste domingo tenha efeito inverso ao desejado por quem o redigiu.

É papel de um jornal dar ultimato a um governo? | Brasil 24/7

18/09/2013

A rã e o escorpião

Filed under: Celso de Mello,Fábulas — Gilmar Crestani @ 8:58 am
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Sobre homens e escorpiões

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Em texto exclusivo para o 247, o poeta Lula Miranda adapta a fábula do sapo e do escorpião para os dias atuais; nesta quarta-feira, conheceremos a verdadeira natureza do ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal. Ele transportará a sociedade brasileira, o direito de defesa e as garantias individuais até a outra margem do rio? Ou cederá à peçonha das paixões políticas? O que somos?, indaga o poeta. Juízes ou verdugos? Homens ou escorpiões? Respostas, hoje, às 14h, no Supremo Tribunal Federal

Brasil 24/7

19/03/2013

As mulas da imprensa só querem encher as burras de dinheiro… e nossa paciência!

Filed under: Dilma,Fábulas — Gilmar Crestani @ 9:09 am
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Cynara, Dilma, o menino e a mulinha

O PiG só quer atrapalhar

(Ilustra de Cárcamo)

O Conversa Afiada reproduz fábula de Cynara Menezes, Esopo e Monteiro Lobato:

Dilma, o menino e a mulinha

Não sei se vocês conhecem uma fábula de Esopo que se chama “O velho, o menino e a mulinha” –também aparece com o nome de “O velho, o garoto e o burro” em algumas versões. Eu li com este título, quando era criança, na coleção de Monteiro Lobato, volume “Fábulas”. E nunca esqueci.
Para quem não conhece, trata-se da história de um homem que vai vender uma mula no mercado e sai puxando o animal pelo cabresto, ao lado do filho, quando se depara com um viajante:
– Esta é boa! O animal vazio e o pobre velho a pé!
Para “tapar a boca do mundo”, o velho sobe na mula e manda o menino puxar os dois, até que passam por uma turma de lavadeiras:
– Que graça! O marmanjão montado com todo o sossego e o pobre menino a pé…
Para “tapar a boca do mundo”, sobem ambos na mula. Um carteiro que o trio cruza pelo caminho dispara:
–Que idiotas! Querem vender o animal e montam os dois de uma vez… Assim, meu velho, quem chega à cidade não é mais a mulinha, é a sombra da mulinha…
O velho apeia e, para “tapar a boca do mundo”, sai puxando o animal com o menino em cima.
–Bom dia príncipe!, diz um sujeito.
–Por que príncipe?, pergunta o menino.
–Ora, porque só príncipes andam assim, de lacaio à rédea!
Mais uma vez, o velho, decidido a “tapar a boca do mundo”, cede à opinião alheia e ele e o filho passam a carregar o bicho às costas. “Talvez isto contente o mundo”, ele diz. Um grupo de rapazes dá gargalhadas ao ver a cena:
–Olha a trempe de três burros, dois de dois pés e um de quatro! Resta saber qual dos três é o mais burro…
–Sou eu!, replicou o velho. Venho há uma hora fazendo o que não quero, mas o que quer o mundo. Daqui em diante, porém, farei o que me manda a consciência, pouco me importando que o mundo concorde ou não. Já vi que morre doido quem procura contentar toda gente…
Lembro dessa história toda vez que vejo notícias relacionadas à presidenta Dilma Rousseff. Parece impossível a Dilma agradar à imprensa. Se seu governo não toma nenhuma iniciativa, “está paralisado”. Se anuncia algum programa novo, “está visando 2014″. Se investe mais em educação do que em obras, “é má gestora”. Se investe mais em obras, “é negligente com a educação”. Se acata alguma decisão contrária do Congresso, “não tem pulso”. Se veta, “é autoritária”. Se Dilma não comenta a renúncia de Bento 16, é “pouco caso com o catolicismo”. Se vai ao Vaticano prestigiar o primeiro papa latino-americano, “é campanha”.
Dilma é o velhinho da fábula. O menino é seu governo. A mídia são os que cruzam com ela pelo caminho. A mulinha somos nós. Como brasileira, não quero que Dilma me carregue às costas nem que me puxe pelo cabresto. Espero que a presidenta governe, simplesmente. Que não mude seus planos, como fez o velhinho, tentando agradar a todos. Que não se preocupe em “tapar a boca do mundo” e siga sua consciência. E que a moral da história seja: é preciso fazer o melhor possível sempre, porque as críticas virão do mesmo jeito.

Cynara, Dilma, o menino e a mulinha | Conversa Afiada

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