Ficha Corrida

29/10/2016

Se fazem isso na democracia, imagine na ditadura

Filed under: Ditadura,Exército,MBL,Milícia — Gilmar Crestani @ 7:25 am
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Golpe Militar (2)

Por que este tipo de crime não ganha capa de jornais nem segundos no Jornal Nacional? Simples, por que o Exército tem sido o grande parceiro da cleptocracia brasileira. Nem um membro do Exército foi punido pelos crimes na ditadura. O resultado é a ignorância do povo a respeito das falcatruas perpetradas por membro do Exército. Sequer se dão conta de que o MBL é uma milícia típica daquela que ia jogar bomba no Riocentro.

STM – Capitão do Exército é condenado a mais de 5 anos de reclusão por desviar mais de um milhão de cartuchos usados

Por jloeffler – No dia 28/10/2016 – Publicado em 28 de Outubro de 2016 às 10h11

O Superior Tribunal Militar (STM) manteve a condenação de um capitão do Exército, por peculato-furto, a cinco anos e nove meses de reclusão. Ele foi acusado de desviar e vender a empresas privadas mais de um milhão de cartuchos de munição usados, de diversos calibres, pertencentes ao Exército Brasileiro e que foram vendidos como sucata.

O oficial era o comandante da 2ª Companhia de Suprimento, sediada na cidade de Palmeira (PR) e vinculada ao 5º Batalhão de Suprimento (5º B Sup), em Curitiba (PR). O militar usou das facilidades propiciadas pelo cargo que ocupava em proveito de enriquecimento ilícito, segundo restou apurado. Depois de inúmeros recursos impetrados pela defesa do reú, inclusive durante a fase de investigação, o caso foi apreciado novamente no STM nesta terça-feira (25).

A denúncia do Ministério Público Militar (MPM) conta que capitão exerceu, no período entre janeiro de 2002 a dezembro de 2004, a função de comandante do quartel e lhe cabia, dentre outras atribuições, a guarda dos estojos vazios encaminhados pelas Unidade Militares apoiadas pelo 5º B Sup até o seu recolhimento ao Depósito Central de Munição, em Paracambi (RJ), para recarga e reutilização novamente pela Força.

Mas segundo a acusação, mesmo tendo conhecimento do destino final dos cartuchos deflagrados, alienou, por diversas vezes, grandes quantidades do material para empresas privadas, contrariando o Regulamento de Administração do Exército.

O regulamento, além de vedar aos Comandantes de Subunidade a prática de atos administrativos patrimoniais, exige que todo o material, inclusive aquele considerado inservível, seja alienado mediante procedimento licitatório. De acordo com a perícia feita pelo Exército, foram desviados e vendidos pelo oficial mais de 800 mil cartuchos de calibres 7,62 milímetros, usados nos fuzis automáticos leves (FAL) e nas metralhadoras MAG; mais de 60 mil de cartuchos de calibre .50 além de 19 mil cartuchos utilizados em pistolas 9 mm.

O Ministério Público disse que, no segundo semestre de 2003, o réu, utilizando uma viatura e sob o falso pretexto de que encaminharia os estojos para o Parque Regional de Manutenção/5 (Curitiba/PR), alienou, mediante pagamento em dinheiro, grande quantidade de estojos para uma das empresas.

Com o objetivo de conferir a legitimidade às suas ações perante seus subordinados, o capitão afirmou que os estojos recolhidos pelos veículos civis diziam respeito à licitação ocorrida no ano de 2001 e que os estojos transportados para Curitiba destinavam-se ao Parque Regional de Manutenção/5, para a confecção de brindes, falsificando, inclusive, a assinatura de um outro capitão, em um recibo, que atestaria que o Parque Regional de Manutenção teria recebido estojos vazios, denunciou a promotoria na peça de acusação.

Além disso, informou o representante do Ministério Público, para impedir que as alienações fossem descobertas por seus superiores, o réu teria recebido diretamente os estojos vazios encaminhados por diversos quartéis e determinou ao Chefe da Seção de Estojos Vazios a não inclusão do material nas Fichas de Estoque. Depois, destruiu as Guias de Recolhimento que deveriam ter sido arquivadas na Companhia e determinou também que que fossem destruídas todas as fichas de serviço com registros de saídas e entradas de viatura até o ano de 2004, que indicavam as múltiplas missões com destino a Curitiba para entregar os estojos vazios. Os prejuízos aos cofres públicos foram da ordem de R$ 51 mil reais.

Assim agindo, o réu violou, de forma continuada, o comando normativo insculpido no artigo 303, § 2° do Código Penal Militar, consistente no crime de peculato-furto, pois, valendo-se da facilidade que lhe proporcionava a função de Comandante da 2ª Cia Sup subtraiu e alienou estojos vazios de munição, recolhidos na Companhia, em proveito próprio, não obstante o material pertencesse à União Federal e estivesse sob a Administração Militar, arguiu a promotoria.

Também foram denunciados, em coautoria, três civis, que eram proprietários das empresas que negociaram a compra dos cartuchos vazios. A denúncia contra o capitão foi recebida na Justiça Militar da União, na Auditora de Curitiba (5ª CJM) em junho de 2006. Desde então, a defesa do réu impetrou diversos recursos, junto à própria Auditoria e também junto ao Superior Tribunal Militar, a exemplo de mandados de segurança, correições parciais e mandados de segurança.

Em 31 de março de 2015, Conselho Especial de Justiça para o Exército da Auditoria da 5ª Circunscrição Judiciária Militar decidiu absolver os réus civis – por considerar que não incidiram em infração penal – e condenar o capitão, como incurso no art. 303, §2°, do CPM (Peculato-Furto), à pena de 5 anos, 9 meses e 3 dias de reclusão, com o direito de apelar em liberdade, e, na eventualidade do cumprimento da pena em estabelecimento civil, o regime inicial semi-aberto.

A defesa do capitão interpôs recurso de apelação junto ao Superior Tribunal Militar, em Brasília, argumentando a ausência de elementar proveito próprio do tipo penal do peculato-furto. Relata que o acusado incidiu em erro administrativo e que não poderia ter subtraído os estojos vazios, uma vez que era detentor do material. Aduz também que não restou comprovado nos autos a ocorrência do peculato-furto em toda a sua inteireza, pedindo a absolvição.

Ao analisar o recurso, o ministro Odilson Sampaio Benzi disse que o oficial do Exército, exercendo a função de Comandante da 2ª Companhia de Suprimento do 5º Batalhão de Suprimento, desviou, por diversas vezes, em proveito próprio, estojos vazios de munições pertencentes ao Exército Brasileiro nos anos de 2002 a 2004. Fundamentou que a materialidade do delito restou demonstrada nos autos, em laudos técnicos, pelos recibos de pagamento de venda de sucata em nome da empresa do ano de 2003 e 2004 e pelas declarações contidas no interrogatório dele e dos outros denunciados.

Como se vê, a prova testemunhal confirmou em Juízo que o acusado prosseguiu alienando os estojos de munições vazios após o desfecho da licitação de 2001 até o ano de 2004. No mesmo sentido, os civis absolvidos, proprietário e funcionários da empresa que adquiriu os estojos de munições vazias, confirmaram em Juízo que, após o desfecho da licitação de 2001, adquiriam sem licitação, entre os anos de 2002 a 2004, estojos vazios de munições pertencentes ao Exército, os quais foram enviados pelo acusado, disse o magistrado.

O ministro relator também informou que os recibos de pagamento de venda de sucata em nome da empresa do ano de 2003 e 2004, assinados pelo acusado, também confirmam que ele foi beneficiado pelo pagamento.

Portanto, embora não seja possível se chegar com exatidão ao valor recebido com a venda da res, uma vez que os expert não precisaram qual foi a quantidade de estojos alienados, demonstra os depoimentos colhidos nos autos, a prova testemunhal, documental e pericial que a elementar do delito em proveito próprio restou configurada, uma vez que foi o Apelante o maior beneficiado pelo delito. Registre-se, também, que o Peculato-Furto tutela o patrimônio público, a regularidade e a probidade administrativas, sendo que o principal bem jurídico protegido no delito é a confiança depositada pela Administração no seu agente, e não apenas o patrimônio.

O ministro concluiu seu voto dizendo que se conclui dos depoimentos do acusado militar e dos civis absolvidos, da prova testemunhal, documental e pericial, que a autoria e a materialidade delitiva restaram demonstradas nos autos, confirmando que o apelante, exercendo a função de Comandante de um quartel do Exército, desviou, dolosamente, por diversas vezes, em proveito próprio, estojos vazios de munições pertencentes ao Exército Brasileiro nos anos de 2002 a 2004.

O magistrado manteve a íntegra da sentença de primeira instância, expedida pela Auditoria de Curitiba, com o direito de apelar em liberdade e o regime prisional inicialmente aberto. Os demais ministros do STM, por maioria, acataram o voto do relator.

Fonte: Superior Tribunal Militar

Copiado de:   http://www.sintese.com/noticia_integra_new.asp?id=403144

Praia de Xangri-Lá – Saiba tudo o que REALMENTE acontece em Xangri-Lá

14/09/2016

Encontraram o bandido mas prenderam os jovens

Filed under: Etchegoyen,Exército — Gilmar Crestani @ 8:41 am
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Não há novidade quando se descobre que há um ninho de bandidos agindo para incriminar inocentes. A ilegitimidade desta quadrilha é congênita. Há um padrão na incompetência, implantar provas para poder incriminar. Aliás, esse sempre foi o padrão do Exército brasileiro e dos governos sem legitimidade. Valente com jovens, cagão com bandidos. Avante soldados, para trás!

Enxertar objetos que pudessem incriminar jovens foi a operação mais ariscada desses parasitas. Não fazem absolutamente nada para proteger a nação contra o narcotráfico internacional, mas servem para assediar sexualmente jovens que protestam contra uma quadrilha que tomou o cofre central de assalto.  As fronteiras estão abertas, escancaradas. Um heliPÓptero entrou do Paraguai, cruzou vários estados carregado com 450 kg de cocaína. Nada aconteceu. Coincidentemente, o dono do helicóptero vira ministrou e seu amigo, o primeiro a ser comigo, é parça de um  Et, seu Etchegoyen. Aí fica claro quem promove os quebra-quebra para incriminar os jovens. São da mesma famiglia que levou bombas para explodir numa festa com milhares de jovens, o famoso caso do Riocentro, que até hoje continua impune.

Por que o Exército não infiltra nas quadrilhas empresariais? Por que não se infiltra no Panama Papers? Tem muito lavador que goza de medalha a honra militar.

Fica a lição, não deixe ninguém ligado ao exército se aproximar. Se for inevitável, filme. E verifique a mochila para ver se não implantou algo que possa ser usado para te incriminar. Temer também, como coordenador político da Dilma, enxertou Eduardo CUnha na Presidência da Câmara para afastar Dilma e tomar seu posto. Com bandido não se brinca.

Xadrez da volta da comunidade de informações

Por jloeffler – No dia 13/09/2016

Data: 13/09/2016  -Fonte: GGN Autor: Luís Nassif

milico-infiltrado

Não é surpresa que as duas notícias mais relevantes sobre as manifestações anti-Temer tenham sido de veículos fora do mainstream.

No dia 8 de setembro, o blog Ponte divulgou a presença de um agente infiltrado nas redes de namoro Tinder e Facebook, com participação ativa na prisão dos 26 manifestantes (http://ponte.org/?p=17404) mantidos em isolamento.

Sob o codinome de Balta, o agente infiltrou-se também em um grupo de WhatsApp. Nas mensagens do grupo, a Ponte não encontrou nada que sugerisse atos de violência. Coube a Balta sugerir o encontro no Centro Cultural São Paulo. Lá, deu-se a batida da PM e a prisão. Enquanto os detidos eram levados para uma viatura, Beta era isolado do grupo.

Entrevistado, o coronel Dimitrios Fyskatoris, comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), afirmou que a detenção do grupo ocorreu por acaso.

No dia 9, El País identificou o agente infiltrado (https://is.gd/e7ZZoW). Tratava-se do capitão do Exército Willian Pina Botelho, da comunidade de inteligência.

Peça 1 – as duas pinças do aparelho repressor

Nesses tempos de informação online, confirma-se o que o Xadrez já vinha prevendo pelo menos desde 7 de maio.

No “Xadrez do governo Temer e o fator militar” (https://is.gd/4nhJKW) mostramos as duas pinças que estavam sendo montadas para devolver protagonismo aos militares: a recriação do GSI, entregue ao general Sérgio Etchegoyen, e a entrega do Ministério da Justiça a Alexandre Moraes.

“Do lado de Temer, uma das maneiras de desviar o foco das críticas seria a criação do inimigo interno. Nos últimos anos, uma certa imprensa de ultradireita recriou versões tupininquins da Guerra Fria, com pirações de toda ordem – como a invasão das FARCs, a aliança com as forças bolivarianas. A tentativa de recriação da legitimidade política das Forças Armadas passa por aí”.

(…) A maneira dos militares voltarem para a política seria através da recriação de uma estrutura militar de controle no governo federal, mas diferente do extinto GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República) e mais próximo do SNI (Serviço Nacional de Informações) e da segurança presidencial”.

Os movimentos do jogo estão aí:

Movimento 1 – a recriação da GSI, colocando embaixo dela a Abin (Agência Brasileira de Inteligência e o Sisbin (Sistema Brasileiro de Inteligência) com as comunidades de inteligência, com vistas a envolver as Forças Armadas na repressão interna. A aprovação da Lei Nacional de Inteligência (https://is.gd/n5mj1P) consolidou o novo modelo.

Movimento 2 – o carnaval em torno dos supostos terroristas islâmicos, a fim de recriar o mito do inimigo externo e justificar a entrada das Forças Armadas no jogo.

Movimento 3 – a coordenação da repressão às manifestações pelas Polícias Militares. Há sinais de participação direta do Ministro Alexandre de Moraes nesse jogo (https://is.gd/pIispG ehttps://is.gd/C4gsGj). Desde maio, aliás, Moraes já tentava recriar o clima pós-64 equiparando os protestos pró-Dilma a atos de guerrilha (https://is.gd/9lgLvC).

Peça 2 – a generalização do conceito de inimigo

A repressão de domingo traz um dado assustador.

Os “inimigos” identificados eram jovens, adolescentes em sua maioria, a maioria deles “socorristas” – preparadas para socorrer manifestantes vítimas de gás lacrimogênio. Todos foram levados para a delegacia e mantidos incomunicáveis por várias horas e ameaçados de enquadramento como “organização criminosa”. Para sua sorte, o caso caiu com um juiz legalista e corajoso que mandou soltá-los.

A pesada e injustificada repressão aos manifestantes mereceu cobertura das reportagens online – devido à óbvia dificuldade em enquadrar os repórteres na hora. No dia seguinte, meras reportagens burocráticas dos jornalões. Deu-se mais espaço a UM fotógrafo da UOL que teria sido agredido por UM manifestante. E retomou-se o caso do cinegrafista morto por um rojão de um black bloc em manifestação do Rio de anos atrás. Escondeu-se a informação de que, no domingo, coube a seguranças da CUT – e não à PM – conter os black blocs nas manifestações.

Pior: a primeira prova de envolvimento das Forças Armadas na repressão – o caso do capitão – foi ignorado pelos jornais. Chegou-se ao cúmulo de tirar lições políticas positivas do “look” da primeira dama, e ignorar-se a participação de um capitão da ativa na repressão.

Peça 3 – a radicalização da repressão

O vácuo político abriu espaço para as corporações de Estado.

Os setores técnicos das Forças Armadas e os combatentes na ponta não são chegados à política. O envolvimento das Forças Armadas está sendo comandado pelo General Sérgio Etchegoyen e por setores da burocracia brasiliense. As comunidades de inteligência voltam ao primeiro plano. Em vez de se dedicarem à guerra cibernética, à segurança das pesquisas brasileiras ou do pré-sal, sua missão será recriar a figura do inimigo.

No início, foi o carnaval em torno dos tais terroristas do Estado islâmico. Depois, dos movimentos populares. Agora, chegaram aos filhos da classe média paulistana. Entre a rapaziada que se organizou para as manifestações poderiam estar filhos de procuradores “coxinhas”, de juízes, de jornalistas, armados de gaze, vinagre e outros elementos para socorrer pessoas sufocadas por gás ou pimenta.

Atravessaram muito rapidamente as fronteiras sociais. Imagine-se o que não sucederá na base da pirâmide. Na divisão de trabalhos, caberá à dobradinha GSI-PM a repressão a qualquer forma de protesto de rua. E aos procuradores da Lava Jato a repressão continuada aos quadros políticos.

Peça 4 – as forças anti-repressão

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Aí se entra em um quadro complicado: institucionalmente, não há forças capazes de se contrapor a essa escalada do arbítrio.

Mídia – não se espere defesa de movimentos populares ou de pobres da periferia: não são seu público. Os manifestantes de domingo, sim. A indignação com a violência da PM transbordou dos canais político-partidários. Era a oportunidade de expressarem a indignação, até como maneira de legitimar suas campanhas pró-golpe. O fato de não se manifestarem, ou se manifestarem timidamente, sobre os abusos da PM paulista, e de esconderem a participação do capitão do Exército na criminalização de um grupo de jovens, é significativo: jogaram a toalha. De um lado, devido à pesada crise financeira por que passam. De outro, pelo uso continuado do cachimbo da direita, que os deixou de boca torta. Estão sendo tratados com cenoura e chicote. Na semana passada, a Folha recebeu em almoço a nova diretoria da Caixa Econômica Federal. Ontem, comandantes do Exército.

Judiciário – dependerá cada vez mais da ação individual de juízes. À esta altura, nada se pode esperar do STF (Supremo Tribunal Federal) ou dos tribunais superiores. Os bravos Ministros do Supremo abriram mão de analisar a ilegalidade do golpe, foram cedendo a cada passo, imaginando ser o último, pretendendo afastar de si o cálice da resistência à atual onda de arbítrio, julgando que, alcançados os objetivos de derrubar o governo, a repressão cessaria com em um passe de mágica. A cada dia será mais caro o preço do silêncio. É pungente assistir o Ministro Luís Roberto Barroso derramando diariamente declarações repletas de boas intenções por todos os lados e todos os temas… menos os essenciais. Quando Dilma caiu, suspirou fundo e pensou: poderei voltar à minha doutrinação civilizatória, o discurso do politicamente correto para os salões, sem ser incomodado. Prezado Ministro, lamento decepcioná-lo, mas voces chocaram o ovo da serpente

Ministério Público Federal – No MPF há um conjunto de bravos procuradores, alguns dos quais correram às delegacias no domingo, em defesa dos meninos presos, ao contrário dos procuradores estaduais. A própria PFDC (Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão) manifestou-se bravamente em defesa do direito de manifestação. Mas no topo do MPF, o Procurador Geral da República (PGR) Rodrigo Janot já escolheu lado. E, no presidencialismo do MPF, é o PGR quem dá as cartas. Nada se espere dele, a não ser o recrudescimento das ações contra políticos adversários, cumprindo o dignificante trabalho de fuzilar prisioneiros no campo de batalha e blindar os aliados.

A receita está dada: Etchegoyen montando a espionagem; Moraes articulando a repressão às manifestações; Janot coordenando a repressão política. E o sentimento democrático brotando em sucessivas manifestações, tanto de manifestantes nas ruas, como de personalidades em abaixo-assinados.

Fonte: http://www.aepet.org.br/noticias/pagina/13769/Xadrez-da-volta-da-comunidade-de-informaes

Praia de Xangri-Lá – Saiba tudo o que REALMENTE acontece em Xangri-Lá

12/09/2016

Araponga se revela pantera cor-de-rosa

Filed under: Arapongas,Espionagem,Exército — Gilmar Crestani @ 7:44 am
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O impagável Inspetor Clouseau reencarnou no Brasil na pele de um Botelho. Numa rápida análise semiológica o nome e o codinome facilitam por demais as trapalhadas do agente de burrice. Botelho, como todo portuga, escolhe outro nome de Trás-os-Montes, Baltazar Nunes. Não, não é piada de português, é piada de uma instituição que protege os interesses externos contra o interesse dos brasileiros, nosso glorioso exército nacional. Como diria o anti-militar convicto, Barão de Itararé, de onde menos se espera de lá mesmo é que não sai nada.

O exército gasta nossa grana para mandar estas antas caçarem jovens que protestam contra os que praticam crimes de lesa-pátria? Claro, o glorioso exército nacional precisa mostrar que é capacitado. Só venceu a guerra contra o Paraguai porque contou com a colaboração da Argentina e da Inglaterra, a quem esteve a serviço. Como não vence guerra externas, cria inimigos internos para treinar tiro ao alvo. Foi assim na ditadura, está assim de novo. Esse sujeito aí encarna o que Dionísio da Silva romanceou no seu livro Avante, soldados; para trás

E não é que na República das Bananas tucano vira ave de rapina e araponga, toupeira?!

Exército promete apurar ação de agente secreto entre jovens

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Denúncias de que o capitão de inteligência do Exército Willian Pina Botelho tentava se aproximar de manifestantes e movimentos sociais com uma identidade falsa pelo aplicativo de paquera Tinder e pelas redes sociais serão investigadas pelo Exército; no domingo passado (4), quando ele foi preso com 21 jovens pela Polícia Militar em São Paulo antes de um ato contra Temer, sua identidade foi revelada na internet; no Tinder, o agente aparece com o nome Baltazar Nunes, o Balta; a controversa prisão do grupo de manifestantes, considerada ilegal pela Justiça 24 horas depois, foi motivada por uma denúncia anônima; “Com relação aos fatos questionados, as circunstâncias estão sendo apuradas”, informou o Exército

11 de Setembro de 2016 às 07:14 // Receba o 247 no Telegram

SP 247 – O Exército informou que irá apurar as circunstâncias da provável infiltração de um capitão da inteligência em movimentos sociais e grupos de manifestantes de esquerda, revelada nesta semana após a prisão controversa de um grupo de 21 jovens pela Polícia Militar em São Paulo antes de um ato contra Temer no domingo passado.

O site ‘Ponte Jornalismo’, especializado em direitos humanos, Justiça e segurança pública, divulgou inicialmente a suspeita em relação a um homem que se identificava no aplicativo de paquera Tinder e nas redes sociais como Baltazar Nunes, o Balta, de 37 anos. A identidade dele foi revelada após confirmação de pessoas diferentes: era o capitão de inteligência do Exército Willian Pina Botelho.

No último domingo 4, quando ele foi preso com os jovens manifestantes, em uma ação considerada ilegal pela Justiça de São Paulo 24 horas depois, quando o grupo foi solto, o agente levantou suspeitas dos manifestantes. Ao Jornal Nacional, um dos manifestantes, que não quis ser identificado, disse que os jovens foram encaminhados para uma delegacia, mas que Balta não foi levado como eles.

“A gente foi enviado direto para o Deic, e quando a gente entrou no camburão, o Balta não foi junto. E aí, no chat que a gente tinha ali no Whatsapp, ele falou que o estavam mandando para tal DP porque estava com documento falso, que não sei o quê… Meio que morreu o contato. Ele insistiu um pouco na ideia e a gente achou suspeito. Como assim só ele vai para outro DP porque estava com documento falso?”, contou.

O nome do capitão do Exército não está no Boletim de Ocorrência da prisão, que foi motivada por uma denúncia anônima, como consta no documento. À TV Globo, o Exército informou em nota: “(…) O Centro de Comunicação Social do Exército informa que o Cap William Pina Botelho é oficial do Exército Brasileiro, lotado no Comando Militar do Sudeste. Com relação aos fatos questionados, as circunstâncias estão sendo apuradas”.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo diz que desconhece qualquer ação de inteligência que tenha sido realizada por qualquer outro órgão de segurança.

“O Comando da Polícia Militar de São Paulo nega a existência de uma operação conjunta na ocasião citada pela reportagem. A PM desconhece qualquer ação de inteligência que tenha sido realizada por outro órgão de segurança. A instituição também não conhece o homem apontado pela reportagem como um suposto oficial das Forças Armadas. O Deic desconhece a existência de um oficial infiltrado e garante que todos os detidos apresentados no departamento foram qualificados no boletim de ocorrência”, informou em nota.

Exército promete apurar ação de agente secreto entre jovens | Brasil 24/7

29/08/2016

Se fazem isso numa democracia, imagine na ditadura

Filed under: Ditadura,Exército,Golpe Militar,Narcotráfico — Gilmar Crestani @ 10:43 am
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GolpeOAgora fica explicado porque senhoras velhacas portavam cartazes pedindo o retorno da ditadura militar, estavam chapadas. Brincadeiras à parte, os EUA estão enriquecendo com as guerras de combate às drogas. Na Colômbia, assim como no Afeganistão, as drogas eram traficadas usando veículos militares, militares iaques.

Também fica explicado porque os 450 kg de cocaína pegos no heliPÓptero viram pó…

É claro que nem todo militar e viciado, nem o exército é traficante. Mas este é um exemplo para explicar porque na ditadura não havia corrupção nem bandido nas ruas, eles vestiam fardas. Mesmo à paisana, como no caso da bomba no Riocentro, havia quem tinha prazer em matar. Como no nazismo, nas ditadura há uma banalidade do mal, por isso não eram punidos e os crimes, escondidos. A parceria da Rede Globo, assim como da RBS, foi muito boa para construir uma imagem de que sob os militares não havia crime nem corrupção. Vivia-se, dizem, de forma mais segura. Sim, os mortos sabem o quanto era seguro. E agora o maconheiros também…

Caminhão do Exército cheio de maconha é apreendido em SP

Por jloeffler – No dia 28/08/2016 

Essa notícia já havíamos antecipado ao início dessa tarde e envolveu militares de verdade, ou seja, membros de uma das Forças Armadas, no caso o Exército Brasileiro que agirá como de costume com o máximo rigor com esses bandidos que envergavam a farda verde oliva. Já faz alguns anos pilotos da Força Aérea Brasileira também foram presos em investigação da POLÍCIA FEDERAL por transportarem drogas em aviões da FAB à Europa. Não há obviamente segmento algum em que não possa haver condutas delitivas, pois todos são humanos. Nesse caso precisam receber pesadas penas para que isto não mais se repita, pois as FFAA não são iguais ao Parlamento onde poucos escapam já que verdadeiro ninho de corruptos de toda ordem e que agora derrubam um Governo honesto na expectativa de não serem alcançados pelas investigações de corrupção generalizada que pretendem fiquem restritas somente aos petistas quando qualquer sujeito de mediana inteligência sabe que poucos se salvem nesse meio.
O Editor
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Veículo vinha do Mato Grosso do Sul e transportava cerca de 3 toneladas da droga

Por Talissa Monteiro access_time 28 ago 2016, 13h04 – Atualizado em 28 ago 2016, 16h32 Brasil chat_bubble_outline more_horiz
28/08/2016

Dois soldados do Exército brasileiro foram presos após serem flagrados transportando cerca de três toneladas de maconha, em um caminhão na Rodovia Anhanguera, região de Campinas (SP) –

Um caminhão do Exército, pertencente ao 20º Regimento de Cavalaria Blindado (20 RCB), foi apreendido com cerca de 3 toneladas de maconha em Campinas na madrugada deste domingo. O veículo era transportado pelos militares Higor Abdala Costa Attene, Maykon Coutinho Coelho, que estão presos, e Simão Raul, que fugiu baleado.

Segundo a Polícia Militar, Simão foi encontrado em Cordeirópolis (SP) e levado à Santa Casa de Limeira (SP). Depois de ser medicado, ele foi encaminhado à delegacia na capital. Ainda de acordo com a PM, também foram presos dois civis que estariam apoiando o transporte da droga em um veículo branco modelo Uno. A polícia acredita que outras duas pessoas tenham fugido.

Uma equipe da 5ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) descobriu que o carregamento seria levado à uma empresa desativada, utilizada como estacionamento, em Campinas. Os policiais foram até o local, mas os suspeitos desconfiaram da movimentação e tentaram fugir.

Durante a apreensão, houve troca de tiros entre a Polícia Militar e os militares. O caminhão, que havia saído de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e foi apreendido na rodovia Anhanguera, tem marcas de disparos na porta, um vidro quebrado e um pneu furado. Também foi apreendida uma pistola de calibre 380, utilizada pelos cabos e mais uma van, abandonada pelos suspeitos que escaparam.

Em nota, o Exército Brasileiro, por meio de seu Centro de Comunicação Social afirmou que os militares envolvidos serão expulsos da instituição.“O Exército Brasileiro não admite atos desta natureza que ferem os princípios e valores mais caros sustentados pelos integrantes da Força. Diante da gravidade do fato, que desonra a instituição e atinge a nossa sociedade, os militares encontram-se presos e serão expulsos do Exército”. Segundo a PM, a prisão é fruto de uma investigação do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), que já acontece há 3 meses.

Fonte: http://veja.abril.com.br/brasil/caminhao-do-exercito-cheio-de-maconha-e-apreendido-em-sp/

Praia de Xangri-Lá – Saiba tudo o que REALMENTE acontece em Xangri-Lá

23/08/2014

Enzo Peri é aluno da escola Nanci Andrighi

Filed under: Covardes,Ditadura,Enzo Peri,Exército,Gorilas,Nancy Andrighi — Gilmar Crestani @ 9:35 am
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Dilma BonnerA covardia do Exército Brasileiro não se resume em pegar em armas para derrubar governo eleito. Continua com o uso das mesmas armas para prender, torturar, estuprar, assassinar e esquartejar, suprassumo da covardia, esconder os pedaços de corpos. Não poderia ser diferente o comportamento de gorilas cujo cérebro cabe numa cápsula. Hoje, são cartuchos vazios, com medo da meleca que saiu de dentro deles. Pior do que a covardia é a proteção que alguns membros do Poder Judiciário dá aos açougueiros de gente. A Ministra do STJ, Nanci Andrighi, ao declarar que a lei da Anistia limpa o crime dos criminosos, cospe nos cadáveres que ainda permanecem escondidos nos porões do Exército.

A Bomba do Riocentro, por exemplo, foi colocada depois da Lei de Anistia, mas pela lei dos acobertadores, está perdoado. O silêncio do exército é comprado pelos grupos mafiomidiáticos que se beneficiaram da ditadura. O Globo, Zero Hora saudaram a chegada da ditadura. Com ela prosperaram e hoje não querem ver os arquivos abertos para que não apareça as digitais dos seus donos.

Os sequazes continuam fazendo escola. Os métodos ditatoriais de interrogatório foram incorporados por William Bonner.

Chefe do Exército impõe silêncio sobre crimes da ditadura

Documento do general Enzo Peri proíbe que unidades militares deem informações sobre crimes do período

Procurador considera ato ilegal e quer ação contra comandante do Exército por sonegar informações públicas

DE SÃO PAULO

Ofício assinado pelo general Enzo Peri, comandante do Exército, proíbe que unidades militares deem informações sobre crimes ou violências praticadas em suas dependências durante a ditadura militar (1964-1985).

Em documento encaminhado a subordinados em fevereiro, Enzo disse que qualquer informação referente ao tema deveria ser respondido exclusivamente por seu gabinete.

A descoberta do ofício foi do Ministério Público Federal, que o recebeu após ter informações negadas pelo Hospital Central do Exército, conforme informou nesta sexta (22) o jornal "O Globo".

"A respeito do assunto, informo a esse comando que pedidos/requisições de documentos realizados pelo Poder Executivo, Poder Legislativo, Ministério Público, Defensoria Pública e missivistas que tenham relação ao período de 1964 a 1985 serão respondidos, exclusivamente, por intermédio do gabinete do comandante do Exército", diz trecho do documento assinado pelo general Enzo Peri.

Atualmente, há mais de 200 investigações em curso no Ministério Público Federal sobre crimes e violências ocorridas na ditadura. Em uma delas, sobre a morte de um militante no Hospital Central do Exército no Rio, o procurador Sérgio Suiama recebeu o ofício ao solicitar dados sobre o episódio.

Por considerar o gesto de Enzo ilegal, Suiama vai pedir que a Procuradoria-Geral da República ingresse com uma representação contra o comandante do Exército pelo ato de avocar, o que resultou na sonegação de informações.

"Há uma centralização indevida de informações que é contrária à lei. Não dá para o chefe de um órgão avocar para si a decisão de passar ou não determinada informação", disse o procurador.

Exército, Marinha e Aeronáutica tratam a ditadura como um tabu. Além de evitar reconhecer os erros e os crimes praticados no passado, as Forças Armadas se negam a colaborar com investigações sobre o tema. A Comissão Nacional da Verdade reclama das dificuldades e obstáculos criados pelas Forças.

"O problema não é o passado, o problema é o comandante do Exército presente decidir, em um Estado Democrático de Direito, o que deve e o que não deve ser informado à sociedade", ressaltou o procurador Sérgio Suiama.

O Exército não comentou o ofício assinado por Enzo Peri. Na tarde desta sexta não havia ninguém no centro de comunicação da Força para comentar o episódio. O general nunca se pronunciou publicamente sobre a ditadura.

    04/01/2012

    Se fazem isso na democracia, o que não fizeram na ditadura?!

    Filed under: Estupro,Exército — Gilmar Crestani @ 9:03 am

    E as conclusões do inquérito, sigiloso, do Exército são o que se poderia chamar de prova do DNA. O Exército é uma organização que existe para matar, não para proteger. É por isso também que não deve ser utilizado como policiamento ostensivo. Pior, embora vivamos no século XXI, esse pessoal ainda não se desvencilhou das ideias medievais que a ditadura inculcou com o apoio da mídia. Agora me diz uma coisa, como a famiglia Sirotsky poderia tratar com isenção o assunto estupro, tendo o cadáver do Mosquito para esconder?

    Governo federal irá a Santa Maria para acompanhar caso de soldado estuprado

    Soldado alega ter sido violentado por quatro soldados dentro do Parque Regional de Manutenção de Santa Maria | Foto: Reprodução

    Igor Natusch

    A Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos confirmou visita a Santa Maria para acompanhar o caso do soldado D.P.K, que acusa ter sido violentado por outros quatro soldados dentro de uma unidade do Exército em maio do ano passado. A visita está marcada para os dias 9, 10 e 11 de janeiro, e contará também com a presença de representantes do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) — ambos os órgãos ligados à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. A determinação veio diretamente da ministra Maria do Rosário.

    Leia mais:
    – Ouvidoria Nacional ignora caso de soldado violentado em Santa Maria
    – Pais de soldado estuprado em Santa Maria pedem justiça: “quando isso acabar, vamos embora”
    – Soldado estuprado no quartel em Santa Maria: ‘Farda nunca mais’

    Uma reunião com o deputado estadual Jeferson Fernandes (PT), da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia gaúcha, está agendada para a tarde de segunda-feira (9). A visita dos representantes vinha sendo cogitada desde setembro do ano passado, mas não tinha sido viabilizada até então. Em conversa com o Sul21 em dezembro, o ouvidor Domingos Silveira afirmou que não havia previsão para um acompanhamento mais próximo do caso. A declaração teria irritado Maria do Rosário, que entrou em contato com CDDPH para viabilizar a visita.

    O soldado denunciou em maio ter sido estuprado por quatro colegas de caserna, enquanto cumpria pena administrativa no Parque Regional de Manutenção de Santa Maria, região Central do estado. Após a violência, o jovem ficou mais de uma semana internado no hospital militar — em parte desse período, sem poder fazer contato nem mesmo com seus familiares. Após inquérito sigiloso, o Exército concluiu que o jovem não foi vítima de violência, e sim cúmplice do crime de pederastia — ou seja, que fez sexo consentido com outros quatro soldados dentro do quartel. Uma série de evidências, porém, coloca em dúvida a conclusão do Ministério Público Militar, como já reportado anteriormente pelo Sul21.

    No momento, o processo está parado na Justiça Militar de Santa Maria, enquanto é analisado laudo apresentado pelos advogados do soldado transformado em réu, que alega que o recruta era mentalmente incapaz de prestar serviço militar, o que não foi detectado nos exames anteriores a sua admissão. Não há prazo para o anúncio de uma conclusão sobre o laudo.

    Sul 21 » Governo federal irá a Santa Maria para acompanhar caso de soldado estuprado

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