Ficha Corrida

22/07/2014

Ilha de sabedoria no colunista político brasileiro

Filed under: Barack Obama,BlackBosta,Estado de Direito,Israel,Janio de Freitas,Política,Ucrânia — Gilmar Crestani @ 8:35 am
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JANIO DE FREITAS

Um caso difícil

As investigações sobre as pretensas ações violentas no Rio precisam se amparar em provas convincentes

Pedido de asilo político em pleno Estado de Direito é, entre outros possíveis significados, um ato de originalidade. O ato da ativista Eloísa Samy, com outros apontados adeptos dos "black blocs", tende a acirrar o nada original choque de opiniões entre autoridades do Judiciário e, também, de uma ou outra daquelas com autoridades policiais. O desenrolar do inquérito sobre pretensas ações de violência para o último dia da Copa está agitado em variadas direções e gravidades.

As informações encaminhadas à Justiça, das quais resultou a decretação de prisões, são apenas parte, em dois sentidos, do trabalho da polícia do Rio no caso: nem tudo o que já é conhecido foi encaminhado, restando material para complementações e conexões, e há outras linhas de fatos, personagens e respectivas investigações. Alguns desses fatos, na visão policial, talvez com nível de gravidade acima do que já foi noticiado sobre intenções e preparativos de atos de violência, como o imaginado incêndio da Câmara Municipal carioca e o preparo de explosivos.

A natureza desse caso, com implicações diretas em princípios do Estado de Direito, torna indispensável que as investigações e as conclusões policiais sejam tão precisas quanto possível, e amparadas em comprovações convincentes. Cuidados, estes, devidos não só pelos condutores policiais das investigações, como em geral se considera, mas também pelo Ministério Público e pela Justiça.

PREFERÊNCIAS

É um tanto precipitada a euforia de Aécio Neves por seu empate técnico com Dilma Rousseff no segundo turno, conforme dedução baseada em números do recente Datafolha.

Esse empate resulta da soma da margem de erro ao total de Aécio e da retirada da mesma margem no total de Dilma. Ou seja, a margem de erro é aplicada só a favor de um, e contra o outro. Assim os 40 pontos de Aécio sobem para 42 e os 44 de Dilma descem para 42.

Empates com esse jogo de números podem ter influências no eleitorado indeciso. Mas são apenas questão de preferência. Se o mesmo jogo for feito em favor de Dilma, tem validade idêntica ao favorável a Aécio, porém derrubando-o: os 44 dela sobem para 46 e os 40 dele descem para 38.

Se feito em favor de Eduardo Campos, o jogo o elevaria a condições já promissoras para um segundo turno, o que, até agora, não é propriamente verdadeiro. Dilma desceria dos seus 45 para 43 pontos e Eduardo subiria para 40. E adeus Aécio.

HIPOCRISIAS

A dedução mais razoável incrimina os rebeldes ucranianos na derrubada do Boeing da Malaysia Airlines, com armamento fornecido pela Rússia. Mas não foi em provas que Barack Obama se baseou para transformar tal hipótese em acusação explícita a Vladimir Putin. Baseou-se no cinismo que rege a política internacional e no seu próprio.

Em menos de duas semanas morreu em Gaza o equivalente aos ocupantes de dois Boeings idênticos àquele. Mortes com bombas fornecidas a Israel pelos Estados Unidos e lançadas por caças F-16I fornecidos a Israel pelos Estados Unidos.

O Iraque está em terrível guerra interna com armas fornecidas pelo governo de Barack Obama, acompanhadas dos instrutores com quem os atuais beligerantes se prepararam. O Taleban mantém o Afeganistão incandescente, e a Al Qaeda difundiu o terror no mundo com armas e instruções proporcionadas pelos Estados Unidos.

Tudo isso é passível de ser considerado crime de guerra.

04/10/2013

STF retoma sua jurisprudência

Filed under: Direita,Estado de Direito,Golpismo,Luiz Fux,STF — Gilmar Crestani @ 8:50 am
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A prova da inocência: não é petista…

Primeiro deputado julgado no Supremo após mensalão é absolvido

Parlamentar era acusado de fazer propaganda eleitoral no dia da eleição; ministros consideraram que não houve crime eleitoral

03 de outubro de 2013 | 18h 31

Mateus Coutinho – O Estado de S. Paulo

O Supremo Tribunal Federal absolveu nesta quinta-feira,3, por sete votos a três, o primeiro político em atividade julgado após o mensalão. O deputado federal Oziel Alves Oliveira (PDT-BA) era acusado pelo Ministério Público Eleitoral da Bahia de ter feito propaganda eleitoral no dia do pleito que o levou ao cargo na Câmara, em 2010.

Em seu voto, o relator da ação penal, ministro Luiz Fux, absolveu o réu, mas rejeitou as alegações da defesa de que as provas apresentadas pelo MPE eram insuficientes. Fux se baseou no entendimento do Tribunal Superior Eleitoral de que “uma simples declaração indireta de voto, desprovida de persuasão, não representa crime eleitoral”.

Em sua justificativa, ele explicou ainda que, em entrevista a uma rádio de Luís Eduardo Magalhães, Oziel fez declarações de cunho genérico, praticamente ao término da eleição. Na rádio, o então candidato pediu ao entrevistador para acompanhar a apuração dos votos. Na ocasião, ele afirmou que seria eleita “a primeira presidente do Brasil”.

A revisora, ministra Rosa Weber, e a ministra Cármen Lúcia, entenderam que a denúncia pecou pela ausência de provas concludentes e absolveram o parlamentar por falta de provas. Acompanharam o voto do relator os ministros Luís Roberto Barroso, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Teori Zavascki.

Apenas os ministros Marco Aurélio Mello, Joaquim Barbosa e Celso de Mello consideraram que havia elementos suficientes na denúncia para condenar o deputado pelo crime de propaganda eleitoral vedada.

Nascido no Paraná, Oziel Alves de Oliveira fez carreira política no nordeste, onde foi prefeito de Luís Eduardo Magalhães por dois mandatos consecutivos, entre os anos de 2001 e 2008.

Oziel está em seu primeiro mandato como deputado federal. Além do processo em que foi absolvido no Supremo, seu nome é citado em 11 processos no Tribunal Superior Eleitoral e em 46 processos no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia.

02/10/2013

Venezuela faz escola, Tio Sam USA!

A Venezuela expulsou com a justificativa de espionagem. Como os EUA não fazem isso (kkkk), resolveram revidar sem qualquer justificativa. Será que foi por contenção de gastos…

EE UU expulsa a tres diplomáticos venezolanos en respuesta a Caracas

Ewald Scharfenberg Caracas 36

El Gobierno de Obama imita la medida de Nicolás Maduró, que este lunes acusó a tres funcionarios estadounidenses de conspiración y les dio 48 horas para abandonar el país

EL PAÍS Edición América: el periódico global en español

09/09/2013

Estamos todos na lista do Tio Sam

 

Nadie escapa al gran fichero del Tío Sam

El experto francés señala que, a partir de los atentados contra las Torres Gemelas Washington creó el sistema de vigilancia completa, capaz de almacenar datos de cualquier persona en el mundo. Esto quedó develado con el caso Snowden.

Por Eduardo Febbro

Desde París

Antes de acostarse hay que mirar debajo de la cama, apagar la señal wifi y cerrar todos los accesos a Internet de la casa. La última tanda de informaciones sobre el espionaje norteamericano atraviesa una nueva frontera de la violación de la privacidad. El diario The New York Times reveló que Washington trató de corromper toda la tecnología que protege Internet para acentuar el espionaje. A través de la Agencia Nacional de Seguridad norteamericana, NSA, Estados Unidos robó claves de seguridad, alteró programas y computadoras y forzó a ciertas empresas a colaborar con el fin de acceder a comunicaciones privadas, tanto dentro como fuera del territorio norteamericano. La NSA no respetó límite alguno: correos electrónicos, compras en Internet, red VPN, conexiones de alta seguridad (el famoso SSL), acceso a los servicios de telefonía de Microsoft, Facebook, Yahoo y Google, la lista de los nuevos territorios de caza es interminable. Según el diario norteamericano, la NSA gasta más de 250 millones de dólares anuales en un programa llamado Sigint Enabling, cuya meta consiste en modificar la composición de ciertos productos comerciales –computadoras, chips, teléfonos celulares– para tornarlos vulnerables, o sea, accesibles a los oídos de la NSA. A esto se le agregan las informaciones publicadas en Wikileaks acerca de unas 80 empresas privadas que se sirven de las nuevas tecnologías para captar (espiar) en tiempo real los intercambios en Facebook, MSN, Google Talk, etc., etc. Estamos en la más perfecta intemperie tecnológica de manera permanente, sin que la víctima tenga la más lejana conciencia. Un crimen perfecto.

En esta entrevista con Página12, el investigador y especialista de las nuevas tecnologías Jacques Henno analiza todos estos abusos y tendencias que se inscriben en una nueva era marcada por el nacimiento de un lobby entre los militares, la informática, los datos y los ficheros. Henno ha publicado varios libros que anticiparon de manera detallada y rigurosa las informaciones suministradas por el ex agente de la CIA y la NSA, Edward Snowden: estamos todos vigilados. Silicon Valley, el valle de los predadores, y Estamos todos fichados exploran con mucha lucidez un mundo de espionaje y violación de los derechos que, hasta hace apenas unas semanas, parecía producto de una imaginación paranoica. Las investigaciones de Henno demostraron que no. Las revelaciones de Snowden probaron que el especialista francés tenía razón.

–Estamos descubriendo con una asombrosa pasividad la profundidad del espionaje del que somos objeto por parte de los Estados Unidos.

–Hay que recordar que la informática al servicio del totalitarismo existe desde los años ’40. Durante la Segunda Guerra Mundial, si los campos de exterminio nazis fueron tan eficaces fue porque se usaron las máquinas IBM que funcionaban con las tarjetas perforadas para contabilizar a todas las personas. Asimismo, el Plan Cóndor que funcionó entre las dictaduras de América latina para perseguir a los opositores se montó a partir de computadoras vendidas por los norteamericanos a las dictaduras de América del Sur. Estas computadoras servían para fichar a los opositores.

–¿Cuándo y cómo nace el espionaje moderno tal y como se revela hoy?

–Todo esto nace con un programa llamado TIA, Total Information Awareness. Después de los atentados del 11 de septiembre de 2011 los norteamericanos trataron de encontrar tecnologías capaces de prevenir este tipo de atentados. Rápidamente se dieron cuenta de que tenían entre las manos todas las informaciones necesarias. Por ejemplo, los terroristas que cometieron los atentados del 11 de septiembre habían sido identificados antes, cuando tomaron aviones, o cuando dos de ellos se habían inscripto para aprender a manejar aviones. Hasta tenían fotos de ellos sacando dinero de un cajero automático. De hecho, ya tenían los perfiles a través de los datos de las compañías aéreas y de los cajeros automáticos. Sin embargo, lo que les faltaba era la metodología para unir todos esos ficheros los unos con los otros. En ese proceso intervienen empresas comerciales que fueron a ver a la administración norteamericana para decirle: “Nosotros trabajamos con ficheros y podemos ayudarlos a prevenir atentados”. Así nació el sistema de vigilancia completa, Total Information Awareness, ITA, capaz de crear ficheros sobre cualquier persona en el mundo, sobre todos los habitantes del planeta, a fin de tener un máximo de informaciones sobre cada persona y, así, descubrir signos sobre la preparación de atentados terroristas. Una empresa como Acxiom, por ejemplo, es una de estas empresas. Acxiom es totalmente desconocida por el gran público, pero es una de las empresas que detenta el mayor número de ficheros sobre los consumidores del mundo. Cada año efectúa encuestas sobre la comida que les damos a los gatos, el tipo de papel higiénico que utilizamos o los libros que leemos. En Francia, la Comisión Nacional de Informática y Libertades, CNIL, se opuso varias veces a las encuestas de Acxiom.

–Esa tecnología dio lugar al nacimiento de una suerte de megasistema de cálculo matemático que crea perfiles según una serie aparentemente racional de informaciones.

–Efectivamente. Por ejemplo, luego de los atentados de Londres se descubrió que los terroristas preparaban los ataques comprando antes congeladores de gran capacidad para almacenar los explosivos. A raíz de esto ahora se piensa que la gente que compra congeladores de gran capacidad es sospechosa y, por consiguiente, está fichada, vigilada. Lo mismo ocurre con los aviones. Si alguien toma un avión con destino a los Estados Unidos y viaja por primera vez en clase ejecutiva o en primera clase también estará fichada, vigilada. Los asientos de primera clase están muy controlados porque están cerca de la cabina de los pilotos. Entonces, si alguien compra un pasaje en esa clase y, según el resumen de los gastos de la tarjeta de crédito, la persona no tiene los medios de pagarse un billete a ese precio, pues bien, automáticamente estará bajo vigilancia. En resumen, los norteamericanos explotan todas las informaciones que obtienen de una persona. Hay que decir también que los norteamericanos son a la vez paranoicos y amantes de la tecnología. Paranoicos porque desde hace mucho viven con un arma. Y amantes de la tecnología porque, cada vez que hay un problema, tratan de encontrar una solución técnica y no forzosamente social u económica.

–Lo curioso está en que buena parte de esos datos de los que se sirve la NSA fueron entregados voluntariamente por los usuarios.

–Claro. Cuando nos inscribimos en el portal de una empresa norteamericana, Yahoo, Microsoft, Google u otras, nadie lee hasta el final las condiciones de utilización. Sin embargo, si prestamos atención veremos que allí dice textualmente: “Autorizo el almacenamiento de estas informaciones en el territorio norteamericano”. Ahora, si los datos que nosotros confiamos a Yahoo, Microsoft, Amazon, Facebook o Google están almacenados en el territorio norteamericano, estos datos están entonces regidos por el derecho norteamericano. La ley votada luego de los atentados del 11 de septiembre, la ley Patriot Act, le permite a cualquier administración norteamericana requisar los ficheros que estima necesarios. Esos datos van a parar a la NSA.

–Hay un cambio fundamental en la regla de la constitución de los lobbies que actúan en los Estados Unidos. El lobby de la defensa ha cambiado de perfil con las tecnologías de la información.

–Sí. Antes se hablaba de un lobby militar-industrial. Había, de hecho, una conjunción entre la industria y los militares. Ahora no. El lobby actual se plasma entre los especialistas de los ficheros, los informáticos, y los militares. No somos conscientes de la cantidad de informaciones privadas que suministramos cada día a los operadores privados de Internet. Por ejemplo, en Facebook se publican cada día 350 millones de fotos. Al cabo de diez días hay 3500 millones de fotos, y al cabo de cien días 35.000 millones. Facebook es hoy la base de imágenes más grande del mundo. Google, por ejemplo, es capaz de prevenir la epidemia de gripes en el mundo con sólo calcular la cantidad de personas que, en un lugar determinado, busca información sobre los síntomas de la gripe y cómo curarla. Además, los costos de esta tecnología, almacenamiento, memoria o microprocesadores son cada vez más bajos. La NSA es perfectamente capaz de almacenar todas estas informaciones y luego analizarla con programas especializados, incluidos los correos que enviamos y recibimos.

–Como usted lo demuestra en su libro Sillicon Valley, el valle de los predadores, tanto el espionaje como el dinero que Google o Facebook ganan en Internet proviene de nuestra… digamos inocencia.

–Sillicon Valley es el valle del Big Data. Las empresas como Google o Facebook viven de los datos que nosotros les facilitamos. Con esos datos tratan de saber cuáles son nuestros centros de interés y, a partir de allí, enviarnos publicidades que correspondan a nuestro perfil. Un portal como Facebook vive de la publicidad y va a hacer todo lo posible para saber más cosas sobre nosotros y nuestros amigos, para incitarnos a publicar más y más cosas sobre nosotros. Una vez que las obtienen, lo que hacen es materializar esas informaciones bajo la forma de publicidades. Facebook es capaz de identificar y fichar a la gente en función de sus preferencias por determinadas prácticas sexuales o por ciertas drogas. Esto es muy peligroso porque, en algunos países, hay prácticas sexuales que están prohibidas. Por consiguiente, a esos regímenes políticos les basta con ir a Facebook, hacer una búsqueda por edad, diplomas, zonas geográficas y prácticas sexuales para encontrar a las personas precisas. Cualquier régimen político tiene acceso a todas esas informaciones. En resumen, asistimos a un fichaje sexual, ideológico, político y religioso.

–¿Qué pasó con los europeos que se quedaron dormidos, sin capacidad tecnológica alguna?

–El imperio norteamericano utiliza las autorrutas de la información para captar las informaciones a fin de garantizar su seguridad y, también, para el espionaje económico o industrial. Y nosotros, como europeos, estamos en la periferia del imperio norteamericano y, encima, le enviamos informaciones. Cuando Francia lanzó la ofensiva contra los islamistas radicales en Mali, tuvo que pedir el respaldo norteamericano. Estados Unidos le suministró información, aviones radares y drones.

efebbro@pagina12.com.ar

Página/12 :: El mundo :: Nadie escapa al gran fichero del Tío Sam

06/08/2013

Democracia e Estado de Direito made in USA

Filed under: Democracia made in USA,Estado de Direito — Gilmar Crestani @ 9:37 am
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EUA orientam agentes a manipular crimes

Reuters Brasil

Uma unidade secreta da agência antidrogas dos EUA, a DEA, está reunindo informações obtidas de interceptações de inteligência, grampos telefônicos, informantes e de um enorme volume de registros de ligações telefônicas, e entregando esse material a autoridades de todo o país para ajudá-las na abertura de investigações criminais contra cidadãos norte-americanos.

Embora esses casos raramente envolvam questões de segurança nacional, documentos vistos pela Reuters mostram que as autoridades policiais foram orientadas a esconder o verdadeiro início dessas investigações — não só dos advogados de defesa, mas às vezes também de promotores e juízes.

Os documentos, sem data, mostram que agentes federais são treinados para “recriarem” a trilha investigativa, acobertando assim a origem da informação. Alguns juristas dizem que essa prática viola o direito constitucional do réu a um julgamento justo. Se os réus não sabem como a investigação começou, não têm como pedir uma revisão das provas.

“Nunca ouvi falar de nada disso”, disse Nancy Gertner, professora de direito de Harvard e ex-juíza federal. Gertner e outros juristas disseram que o programa parece mais perturbador do que as recentes revelações sobre o monitoramento de registros telefônicos feito pela Agência Nacional de Segurança (NSA). O esforço da NSA está voltado para conter terroristas, ao passo que o programa da DEA tem como alvo criminosos comuns, principalmente traficantes de drogas.

“Uma coisa é criar regras especiais para a segurança nacional”, disse Gertner. “O crime comum é completamente diferente. Parece que eles estão manipulando as investigações.”

A DIVISÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

A unidade da DEA que distribui as informações se chama Divisão de Operações Especiais, ou SOD na sigla em inglês. Duas dúzias de agências parceiras integram essa unidade, o que inclui FBI, CIA, NSA, IRS (Receita Federal) e Departamento de Segurança Doméstica. Ela foi criada em 1994 para combater cartéis de drogas da América Latina. Começou com algumas dezenas de funcionários, e hoje tem várias centenas.

Hoje, grande parte do trabalho da SOD é sigiloso, e as autoridades pediram que sua localização precisa, na Virgínia, não fosse revelada. Os documentos vistos pela Reuters foram categorizados como confidenciais.

“Lembre-se que a utilização do SOD não pode ser revelada nem discutida em nenhuma função investigativa”, diz um documento apresentado aos agentes, ao instruí-los para que usem “técnicas investigativas normais para recriar a informação fornecida pela SOD”.

Um porta-voz do Departamento de Justiça, órgão responsável pela DEA, não quis comentar.

Dois funcionários graduados da DEA defenderam o programa, dizendo que a “recriação” de pistas é uma técnica legal e usada quase diariamente.

Um ex-agente do nordeste dos EUA que costumava receber dicas da SOD descreveu assim o processo: “Só diziam a você: ‘Esteja numa determinada parada de caminhões num determinado momento e procure determinado veículo’. Então alertávamos a polícia estadual para encontrar um pretexto para parar esse veículo e colocar um cão para procurar drogas nele”, disse o agente.

Quando uma prisão era feita, os agentes fingiam que a investigação havia começado com a abordagem no trânsito, não com a dica da SOD, segundo o ex-agente. O documento de treinamento obtido pela Reuters se refere a esse processo como “construção paralela”.

Dois altos funcionários que falaram em nome da DEA, mas sob anonimato, disseram que o processo é mantido secreto para proteger fontes e métodos investigativos. “A construção paralela é uma técnica policial que usamos todos os dias”, disse uma fonte. “Tem décadas de idade, é um conceito pétreo.”

Uma dúzia de agentes federais ouvidos pela Reuters, aposentados e da ativa, confirmaram ter usado a construção paralela durante suas carreiras. A maioria defendeu a prática; alguns disseram entender por que pessoas de fora das instituições policiais estão preocupadas.

“É como a lavagem de dinheiro — você trabalha de trás para frente para limpar a coisa”, disse Finn Selander, agente da DEA de 1991 a 2008 e hoje membro de uma entidade que defende a legalização e regulamentação das drogas.

Alguns advogados e ex-promotores disseram que o uso da “construção paralela” pode ser legal para estabelecer a causa provável de uma prisão, mas que o emprego da prática para disfarçar o verdadeiro início de uma investigação provavelmente viola as regras do processo penal, já que oculta provas que poderiam ser úteis para os réus.

“Não se pode burlar o sistema”, disse o ex-procurador federal Henry E. Hockeimer Jr.. “Não se pode criar esse subterfúgio. São crimes de drogas, não casos de segurança nacional. Se você não traçar um imite aqui, onde irá traçar?”

O ESSENCIAL | Diário do Centro do Mundo

09/06/2013

Arapongagem made in USA

Filed under: Arapongagem made in USA,Estado de Direito,Isto é EUA! — Gilmar Crestani @ 9:22 pm
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Para deixar vira-latas e vira-bostas latindo destrambelhados.

O escândalo da espionagem nos EUA

Postado por Juremir em 8 de junho de 2013

O que se pode dizer de um país que mantém uma agência de espionagem mais secreta que a agência secreta de inteligência oficial?

O Brasil teve, durante a ditadura de 1964, o SIGMA, um organismo de espionagem secreto funcionando em paralelo ao SNI.

Era a arapongagem da arapongagem.

Segundo o uruguaio Mario Neira Barreiro, o SIGMA serviu para, entre outras ações muito secretas, ajudar a matar o ex-presidente João Goulart.

Neira afirma ter pertencido ao GAMMA, um serviço secreto paralelo ao serviço secreto uruguaio, que teria sido parceiro do SIGMA na eliminação de Jango.

Enfim, normal na vida de uma ditadura.

Os Estados Unidos da América, por mais que os ignorantes, os cegos ideológicos, os néscios, os deslumbrados e os ridículos tentem justificar como algo normal no combate ao inimigo externo – justificativa tradicional para os abusos de poder – têm uma estrutura paralela de espionagem.

O jornal inglês “The Guardian” e os americanos “The New York Times” e “Washington Post” bombardearam essa arapongagem nos últimos dias.

Não se trata de mera exploração política de republicanos contra democratas, embora o governo tenha mandado monitorar transações financeiras do Tea Party, a ala extrema dos extremistas republicanos. É mais do que isso.

A direita brasileira está enlouquecida. Feliz, por um lado, por ver Barack Obama, que associa a Lula por preconceito ou por vê-lo como um esquerdista, enrolado. Por outro lado, está enfurecida com as críticas aos sacrossanto país da democracia total e da liberdade de expressão absoluta. Não quer admitir que os americanos adotam práticas de república bananeira. Uma saia justa.

A Folha de S. Paulo traz, na edição de hoje, dados desconcertantes sobre a estrutura paralela de arapongagem bananeira dos Estados Unidos. O problema de Obama é que ele tinha prometido não dar continuidade às espionagens de Bush. Não só deu prosseguimento a elas como tem defendido os métodos.

Cometeu uma frase histórica: os telefones são grampeados, mas ninguém escuta as conversas. Papai Noel e Coelhinho da Páscoa acreditaram.

Para quem não tem acesso à Folha de S. Paulo: “A existência da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA só foi revelada mais de 20 anos após sua criação, em 1952; sua estrutura e suas atividades continuam em grande medida desconhecidas até hoje. Vem daí seu apelido irônico: No Such Agency (“não existe tal agência”). De todos os serviços de inteligência dos EUA, a NSA, acusada de monitorar telefonemas e sites, é o mais oculto e se orgulha do menor número de vazamentos.

Quantas pessoas emprega? Essa informação é confidencial. Quantos são seus alvos? A NSA diz a parlamentares dos EUA que não tem as ferramentas necessárias para fornecer números desse tipo.

Quando Harry Truman criou a NSA, o objetivo era monitorar comunicações fora do país. A questão que intriga e indigna políticos e organizações de direitos civis desde que o Senado anunciou sua existência, em 1975, é até que ponto sua sede de dados já abarcou os americanos.

À medida que a tecnologia evoluiu, cresceu a capacidade da agência de interceptar comunicações. Satélites interceptam ligações e e-mails e transmitem a informação a estações receptoras em terra.

Segundo estimativas, cada uma dessas bases recebe por dia cerca de 1 bilhão de e-mails, telefonemas e outras formas de correspondência. E a agência tem até 20 bases.

A espionagem doméstica explodiu após 11 de setembro de 2001, quando o presidente George W. Bush autorizou a NSA a submeter americanos a escuta eletrônica sem autorização judicial prévia.”

Fidel Castro não faria melhor.

Nem pior.

Por falta de meios tecnológicos.

Toda defesa disso é estupidez ideológica.

 

Sobre a arapongagem dos Estados Unidos

Postado por Juremir em 7 de junho de 2013

Os americanos, com base no Ato Patriótico, legitimaram a arapongagem bananeira.

Já tem gente chamando o país de Grande Venezuela do Norte.

Eles andam espionando tudo, de e-mail a conversa telefônica.

Tem pessoas achando que, sendo lá, é muito democrático.

Ou sugerindo que é pura armação dos republicanos.

Ou fofoca do jornal inglês “The Guardian”.

A cegueira ideológica é maravilhosa.

Jean Baudrillard dizia: “ A ideologia não cega. Faz ver o que não existe”.

Obama garante que, mesmo com os telefones grampeados, as conversas não são escutadas.

Papai Noel já acreditou.

A Folha de S. Paulo lê o NYT.

“Em editorial, o jornal ‘The New York Times’  afirmou que Obama perdeu ‘toda a credibilidade’ e que a vigilância ‘é um abuso de poder’.”

Muita gente ficará triste com o NYT.

Que alegria!

Juremir Machado da Silva – Blogs – Correio do Povo | O portal de notícias dos gaúchos

30/05/2013

Camp Bastian, a Guantánamo britânica

Filed under: Camp Bastian,Estado de Direito,Guantánamo,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 10:50 pm
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El gobierno de Cameron confirmó que hay entre 80 y 90 afganos arrestados en Camp Bastian.

Descubrieron una Guantánamo británica

Al principio el gobierno británico intentó justificar esa decisión. Pero a lo largo del día, ante la trascendencia de la denuncia, comentó que encontraron una “ruta segura” para el traslado de los presos al sistema judicial afgano.

Por  Kim Sengupta *

Hay unos 90 prisioneros sin cargos en la base británica de Helmand, según confirmó el secretario de Defensa, Philip Hammond, ayer. La transferencia de los insurgentes sospechosos, algunos de ellos supuestamente responsables de las muertes de personal del servicio británico, a la custodia afgana se frenó en noviembre del año pasado con el argumento de que corrían el riesgo de ser torturados.

Hammond defendió ayer esa decisión. Pero a lo largo del día, ante la trascendencia de la denuncia, comentó que encontraron una “ruta segura” para el traslado de los presos al sistema judicial afgano. Todo comenzó con un hábeas corpus presentado por los letrados de ocho acusados, quienes argumentaron que sus defendidos están bajo arresto desde hace 14 meses sin que se presentara ningún tipo de cargo en su contra y sin fecha de juicio. Los abogados compararon el lugar con Guantánamo, el centro de detención que Estados Unidos tiene en Cuba, y pidieron a la Suprema Corte (“High Court”) en Londres que los libere.

Hammond confirmó que hay entre 80 y 90 afganos arrestados en Camp Bastian, la base más importante que tiene el Reino Unido en Afganistán, a la espera de ser transferidos a las autoridades del país centroasiático, pero señaló que el Parlamento británico conoce la situación. Añadió que las afirmaciones de una prisión secreta y de mantener al Parlamento a oscuras eran totalmente ridículas y absurdas. “Los gobiernos sucesivos han informado al Parlamento sobre las operaciones de detención en Afganistán”, precisó posteriormente el ministerio, señalando que esto está recogido en actas de sesiones parlamentarias desde por lo menos 2009.

El ministerio también precisó que se había comunicado públicamente el número de detenidos y que la instalación había sido inspeccionada por miembros de una comisión parlamentaria británica y “regularmente” por el Comité Internacional de la Cruz Roja (CICR). “Muchos de ellos son sospechosos de haber matado a militares británicos o conocidos por haber estado implicados en la preparación, el suministro o la colocación de artefactos explosivos improvisados (IED)”, agregó, alertando del riesgo que supondría su liberación. Hammond reconoció sin embargo que normalmente no debería haber más de 20 detenidos en el centro en un momento dado, pero explicó que la elevada cifra actual se debía a que “el sistema fue bloqueado por problemas en la transferencia al sistema afgano”.

Hammond dijo que se estaba trabajando muy intensamente con las autoridades afganas para crear condiciones seguras para que los detenidos sean transferidos al sistema afgano y dijo que esperaba que esto pudiera lograrse en cuestión de días. “Estamos deteniendo a un número de personas en esta prisión temporaria en Camp Bastian más tiempo de lo que querríamos tenerlos –admitió–. Nada nos gustaría tanto como poder entregar esta gente a las autoridades afganas para que puedan pasar por el sistema judicial afgano.”

Sin embargo, el fundador de Public Interest Lawyers, Phil Shiner, abogado de varios de los acusados, desmintió esa información y sostuvo que “se trata de una instalación secreta de la que el Parlamento y las cortes no saben nada”. En ese sentido, recalcó que el gobierno británico se está comportando “de forma totalmente inconstitucional” y comparó la situación con la prisión militar de Guantánamo, que el presidente estadounidense, Barack Obama, reiteró la semana pasada que iba a cerrar, según lo prometido durante su primera campaña electoral.

Las fuerzas británicas, como parte de la Fuerza Internacional de Asistencia para la Seguridad establecida por Naciones Unidas (ONU), están autorizadas a retener a sospechosos insurgentes durante 96 horas. Sin embargo, bajo “circunstancias excepcionales”, pueden mantenerlas bajo custodia por más tiempo.

“Nuestro cliente ha estado detenido en Camp Bastian desde agosto de 2012 –dijo Rosa Curling, una abogada de la firma Leigh Day, que está representando a un detenido de 20 años–. No ha sido acusado de ningún crimen y no ha tenido acceso a un abogado para poder recibir asesoramiento legal sobre su permanente detención.”

* De The Independent de Gran Bretaña. Especial para Página/12.

Página/12 :: El mundo :: Descubrieron una Guantánamo británica

28/04/2013

Cartão postal norte-americano

Estado de direito, direitos humanos, também em Guantánamo são made in USA!

La huelga de hambre en el penal de Guantánamo se desborda

La situación se hace crítica en la base militar de EE UU

El Pentágono ha enviado personal médico adicional para atender a los reos

Yolanda Monge Washington 27 ABR 2013 – 21:19 CET443

Los presos continúan en huelga de hambre en Guantánamo. / ap

La huelga de hambre de los presos de Guantánamo va a entrar en su tercer mes con más de la mitad de la población del centro de reclusión sumada a ella y con la casi totalidad de los efectivos militares dedicados a atender y alimentar por la fuerza a los huelguistas.

La situación que se vive en la base naval militar norteamericana instalada en territorio cubano es tan límite que el Pentágono ha enviado personal médico adicional para que pueda ocuparse del creciente número de presos que se niegan a comer.

El pasado viernes, las autoridades de la base reconocían que 94 reos están en huelga de hambre sobre un total de 166, y que 17 estaban siendo alimentados con vías por la nariz hasta el estómago para evitar su deshidratación y pérdida de peso que les podría acarrear la muerte.

En la semana que comienza deberían de llegar a la instalación militar 40 personas enviadas por el Departamento de Defensa —entre médicos, enfermeras y otro personal hospitalario— que ayudará a las cerca de 100 personas actualmente de servicio en las instalaciones médicas de la Armada, según el coronel Samuel House, uno de los portavoces del centro de reclusión de Guantánamo.

No es ésta la primera huelga de hambre que se vive en la prisión. Poco después de su creación, en enero de 2002, para alejar de las leyes de EE UU a los capturados en el extranjero en la guerra contra Al Qaeda —denominados por la Administración de George Bush “combatientes enemigos”—, se desarrollaba la primera.

En 2006, las autoridades militares acababan por la fuerza con otra que llegó a sumar a casi 200 personas —por aquel entonces había más de 600 prisioneros—. Pero la que ahora se lleva a cabo obedece a razones distintas a las de hace años. Si, según el teniente coronel de turno a cargo entonces de las relaciones con la prensa, la huelga era "una táctica de Al Qaeda" para captar la atención de los medios de comunicación, ahora responde a razones que difieren según las versiones pero que tiene la frustración y la desesperación como telón de fondo: los presos están dispuestos a dejarse morir antes que pasar otro día más encerrados.

En un principio, los presos se quejaron de registros indiscriminados en los que sus objetos personales –entre ellos el Corán- eran tratados de forma irrespetuosa por los militares. Pero tanto los abogados como las autoridades de la base aseguran que lo que subyace es el sentimiento de que la única manera de abandonar el penal es en un féretro.

Para el general John Kelly, jefe del Comando Sur del Ejército de Estados Unidos y al frente del penal de Guantánamo, los presos tenían grandes expectativas de que con Barack Obama se cerrase el centro que se han visto frustradas. “Estaban devastados cuando percibieron que el presidente daba marcha atrás”, asegura Kelly, en entrevistas con la prensa norteamericana la semana pasada. A esa decisión se sumó la firma presidencial en enero de 2011 para restringir al máximo los traslados a terceros países.

El pasado viernes, la influyente senadora demócrata Dianne Feinstein –presidenta del Comité de Inteligencia del Senado- pedía a la Casa Blanca que reanudase el proceso de transferencia y liberación de 86 reos que hace más de tres años que cuentan con el visto bueno de la Administración para regresar a sus países. De esos 86 presos, 56 son de Yemen, país hacia el que el presidente Barack Obama frenó futuras transferencias después del intento de atentado el día de navidad de 2009 por parte de un yemení y la base de Al Qaeda en ese país asiático frente al cuerno de África.

“El hecho de que muchos detenidos hayan pasado más de una década en Guantánamo y crean que no hay luz al final del túnel para ellos es una razón más para los crecientes problemas y los cada vez más y más reclusos en huelga de hambre”, ha escrito Feinstein en una carta dirigida a Tom Donilon, consejero de Seguridad Nacional de la Casa Blanca.

Feinstein recordaba en su carta al consejero de seguridad de Obama que cuando sucedió el intento de atentado el día de Navidad ella misma pidió al presidente que se paralizaran las transferencias “hasta que la situación en Yemen se estabilizase”. Sin embargo, la senadora considera que ha llegado el momento de examinar si el presidente yemení, Abdu Rabbu Mansur Hadi –enemigo declarado de Al Qaeda desde que llegó al poder el año pasado- puede garantizar que “los 56 yemenís que tienen carta blanca para ser transferidos” no serán un peligro para la seguridad y proceder así a su traslado desde Guantánamo.

La senadora recuerda a la Casa Blanca en su misiva que tras su visita al penal militar de Guantánamo a principios de este mes, el Comité Internacional de la Cruz Roja indicó que la desesperación entre los detenidos “no tiene precedentes”.

La huelga de hambre en el penal de Guantánamo se desborda | Internacional | EL PAÍS

27/04/2013

E se a prisão de Guantánamo fosse venezuelana?

Filed under: Estado de Direito,Guantánamo,Isto é EUA!,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 9:15 am
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Una senadora de EEUU pide reactivar la liberación de presos de Guantánamo

Ante la grave situación que se vive en el penal, Dianne Feinstein reclama que se transfiera a sus países a los reos con visto bueno de la Administración

Yolanda Monge Washington 26 ABR 2013 – 19:06 CET9

Dianne Feinstein. / Charles Dharapak (AP)

Con más de la mitad de los presos del centro de detención en huelga de hambre –94 de los 166 existentes-, la senadora demócrata Dianne Feinstein ha pedido a la Casa Blanca que se reanude el proceso de transferencia y liberación de 86 reos que hace más de tres años que cuentan con el visto bueno de la Administración para regresar a sus países. De esos 86 presos, 56 son de Yemen, país hacia el que el presidente Barack Obama ha frenado futuras transferencias después del intento de atentado el día de navidad de 2009 por parte de un yemení y la base de Al Qaeda en ese país asiático frente al cuerno de África.

“El hecho de que muchos detenidos hayan pasado más de una década en Guantánamo y crean que no hay luz al final del túnel para ellos es una razón más para los crecientes problemas y los cada vez más y más reclusos en huelga de hambre”, ha escrito Feinstein en una carta dirigida a Tom Donilon, consejero de Seguridad Nacional de la Casa Blanca.

La huelga de hambre se inició el pasado 6 de febrero con más de una veintena de seguidores que protestaban porque se les había confiscado fotos y correspondencia al registrar sus celdas y que durante esos registros los soldados dieron un trato irrespetuoso a sus copias del Corán. Pero la frustración y la sensación de abandono que se ha instalado en esos hombres es lo que subyace detrás de una protesta que ha provocado problemas de disciplina y la intervención de los militares para reprimir conatos de rebelión.

La senadora ha recordado a la Casa Blanca que tras su visita al penal militar de Guantánamo a principios de este mes, el Comité Internacional de la Cruz Roja indicó que la desesperación entre los detenidos “no tiene precedentes”. Un portavoz de la base naval en territorio cubano ha confirmado hoy que hay 94 reclusos que se niegan a comer y que 17 de ellos están siendo alimentados a través de vías por la nariz para evitar su deshidratación y peligrosa pérdida de peso.

Un portavoz de la base naval en territorio cubano ha confirmado que hay 94 reclusos que se niegan a comer y que 17 de ellos están siendo alimentados a través de vías por la nariz

Feinstein recuerda en su carta al consejero de seguridad de Obama que cuando sucedió el intento de atentado el día de Navidad ella misma pidió al presidente que se paralizaran las transferencias “hasta que la situación en Yemen se estabilizase”. Sin embargo, la senadora –presidenta del Comité de Inteligencia de la Cámara Alta- considera que ha llegado el momento de examinar si el presidente yemení, Abdu Rabbu Mansur Hadi –declarado enemigo de Al Qaeda desde que llegó al poder el año pasado- puede garantizar que “los 56 yemenís que tienen carta blanca para ser transferidos” no serán un peligro para la seguridad y proceder a su traslado desde Guantánamo.

Cuando llegó a la Casa Blanca, Obama prometió que cerraría la prisión y acabaría con “la mancha de Guantánamo”, como denomina hoy al centro de detención un editorial del diario The New York Times. Pero meses después, el presidente daba marcha atrás y reinstauraba las comisiones militares y las detenciones sin juicio después de distintos reveses en el Congreso que han bloqueado cualquier intento de que los presos sean encerrados en cárceles de EEUU o liberados a sus países.

La Casa Blanca no ha contestado todavía a la carta de la senadora Feinstein –que ha sido respaldada por Amnistía Internacional y Human Rights First- pero durante la rueda de prensa de hoy, el portavoz de Obama ha declarado a preguntas de los reporteros sobre la iniciativa de la senadora que el presidente sigue "muy de cerca lo que sucede en el penal". Jay Carney ha insistido en que la Casa Blanca está comprometida a cerrar Guantánamo, un mantra que se repite desde hace años por la Administración pero sin resultados.

“Los legisladores están actuando acorde a su mejor juicio y nosotros consideramos que hay un proceso en marcha pero hasta ahora, el principal obstáculo para cerrar el centro está en el Congreso”, ha recordado Carney.

Tras su reelección el año pasado, Obama no hizo mención a Guantánamo ni es su discurso inaugural de enero ni en el del estado de la Unión en febrero, que fue visto por algunos presos de Guantánamo por televisión. Además, en enero, la oficina del Departamento de Estado encargada de la reubicación de los presos de Guantánamo fue cerrada. Dan Fried, cuyo trabajo era transferir a esos presos fue asignado por la Casa Blanca a un nuevo destino en el extranjero. Fried no ha sido reemplazado ni parece que vaya a serlo en un tiempo cercano.

El año pasado en septiembre, un preso yemení de 36 años, Adnan Latif, presumiblemente se suicidaba tras pasar casi 11 años en la prisión y después de que un juez dictara su libertad en 2010. Hasta su muerte, Latif llevó a cabo varias huelgas de hambre.

Una senadora de EEUU pide reactivar la liberación de presos de Guantánamo | Internacional | EL PAÍS

23/04/2013

Um conto de bosta

Filed under: Estado de Direito,Isto é EUA!,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 7:30 am
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CLÓVIS ROSSI

Boston, um conto mal contado

Há algumas graves lacunas na narrativa sobre tudo o que aconteceu após os atentados na maratona

Barack Obama tem toda a razão ao dizer que há muitas perguntas não respondidas no caso de Boston.

Algumas:

1 – Um assessor de um experimentado congressista disse ao "Boston Globe" que vários membros do Congresso estão querendo informações sobre a investigação que o próprio FBI confirmou ter feito, em 2011, sobre Tamerlan Tsarnaev, o suspeito morto pela polícia.

"O FBI tinha esse sujeito no radar, mas de alguma forma ele saiu. Ouvimos durante vários dias que não havia informação de inteligência [sobre os autores dos atentados]. Agora, descobrimos que poderia ter havido informações."

Se o FBI mantivesse nos arquivos os dados básicos de um cidadão tido como suspeito, não precisaria exibir os vídeos em que aparecem os irmãos Tsarnaev para pedir ajuda à população, o que obviamente alarmou os suspeitos, levando-os às ações em que se envolveram.

Poderia ter havido uma caçada silenciosa e discreta, o que, em tese, pouparia pelo menos uma vida, a do segurança do MIT supostamente morto pelos irmãos em fuga.

Talvez ambos pudessem ser presos com vida, o que seria do interesse da investigação, cujo objetivo "nesta conjuntura crítica deveria ser o de recolher informações para proteger a nação de futuros ataques", como disseram os senadores Johan McCain e Lindsay Graham.

2 – Que fuzilaria foi aquela nas imediações da casa em que Dzhokhar se refugiou em um barco?

Se o rapaz estava gravemente ferido, se não reagiu a tiros quando o proprietário do barco levantou a lona para verificar o que estava acontecendo, como é que poderia se envolver em uma troca de tiros cinematográfica com a polícia, como os vizinhos a descreveram?

Parece mais uma tentativa de fuzilamento sumário, o que dá margem a duas críticas: primeiro, é de novo contraproducente para a investigação, do que dá prova o fato de que Dzhokhar não está podendo ser devidamente interrogado, por causa dos ferimentos recebidos.

Segundo, fere um princípio civilizatório básico segundo o qual todos são inocentes até prova em contrário, prova que a polícia ainda não produzira, tanto que ele continuava a ser tratado como suspeito.

Afinal, é como escreveu Glenn Greenwald, colunista de direitos civis do "Guardian": "Dezenas, se não centenas de detidos em Guantánamo, acusados de serem os piores dos piores, não eram culpados de nada. Evidências apresentadas pela mídia não substituem o devido processo legal e um julgamento com direito a contraditório".

3 – Não é lógico que os irmãos em fuga soltassem o motorista que haviam tomado como refém, após dizerem que eram os responsáveis pelos atentados.

Sabiam que, se liberassem o refém, ele os denunciaria às autoridades, como de fato ocorreu. Se já haviam matado quatro, incluindo o guarda de segurança, não faz sentido que se apiedassem de uma quinta pessoa e a soltassem sem nem mesmo uma coronhada.

Se García Márquez tem razão ao dizer que um bom conto é aquele que parece verdade, o conto de Boston está devendo muito.

crossi@uol.com.br

    06/02/2013

    Isto é EUA!

    Democracia, liberdade de expressão, estado de direito é isso aí, o resto é república de bananas. E aí se o desejo for eliminar alguém que prejudique os interesses norte-americanos, basta acusa-lo de pertencer a Al-Qaeda. Nem precisa de provas, basta suspeita! E se os outros países adotarem o  mesmo procedimento em relação aos EUA?!

    Documento autoriza morte de americano que é ‘ameaça’

    Ligados à Al Qaeda não precisam de julgamento

    DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

    Pela primeira vez, um documento que respalda a execução, sem julgamento, de americanos supostamente ligados à Al Qaeda foi tornado público nos EUA.

    O texto de 16 páginas do Departamento de Justiça -divulgado pela rede NBC News- determina que é legal matar um cidadão americano se um "um alto funcionário" decidir que o alvo "representa uma ameaça iminente de ataque violento contra os EUA".

    Não é necessário, portanto, haver dados de inteligência que indiquem sua associação com a Al Qaeda ou com um plano de ataque aos EUA.

    Em 2011, a justificativa já havia sido usada pelo governo para defender a morte do clérigo Anwar al Awlaki num ataque com drone (avião não tripulado) no Iêmen. Mas só agora a orientação aparece num documento oficial.

    O texto determina que, além de constatar a "ameaça iminente" -critério subjetivo o suficiente para gerar ações controversas-, seria preciso determinar que não há condições de capturar a pessoa e que a ação será conduzida "de maneira consistente com os princípios da lei da guerra".

    O assunto volta à tona na semana em que será sabatinado no Senado o indicado por Obama para assumir a CIA (Inteligência), John Brennan, um dos "arquitetos" da campanha do uso de drones.

    23/09/2012

    A Falta do Contraditório e os Regimes de Exceção

    Filed under: Estado de Direito,Segurança Jurídica — Gilmar Crestani @ 4:39 pm

    por Luiz Gonzaga Belluzzo

    Já há muito tempo, não só no Brasil, mas também no resto do mundo, sucedem-se os episódios de constrangimento midiático das funções essenciais do Estado de Direito, para perseguir adversários, ajudar os amigos, quando não cuidar de legislar em causa própria. A exceção permanente inscrita nos métodos de justiçamento midiático é funesta para o Estado Democrático de Direito: transforma as autoridades em heróis vingadores, encarregados de limpar a cidade (ou o País), ainda que o preço seja deseducar os cidadãos e aumentar a sensação de insegurança da sociedade. Nessa cruzada militam os que fazem gravações clandestinas ou inventam provas e os jornalistas que, em nome de uma “boa causa”, tentam manipular a opinião pública.

    Os apressadinhos não se cansam de dizer que o Judiciário é lento. Poderia e deveria, com mais recursos, pessoal e, sobretudo, com o aperfeiçoamento dos códigos de processo, tornar-se mais rápido. Mas, num sentido profundo, a lentidão é uma virtude do Judiciário. Melhor seria dizer que a instantaneidade dos tempos da web é estranha ao bom cumprimento da prestação jurisdicional. Não haverá julgamento justo sem o contraditório entre as partes, a exibição de provas, os depoimentos. A formação da convicção do juiz, qualquer estudante de Direito sabe, depende da argumentação das partes.

    Invocar a virtude, a honestidade ou os bons propósitos para contestar a impessoalidade e o “formalismo” da lei é a maior corrupção praticada contra a vida democrática. Montesquieu dizia que há insanidade na substituição da força da lei pela presunção de virtude autoalegada.

    O Judiciário era rápido e eficiente na União Soviética de Stalin ou na Alemanha de Hitler. Os processos terminavam sempre de forma previsível e o contraditório não passava de uma encenação. Tudo estava justificado pelas razões superiores do Reich de Mil Anos ou pelos imperativos da construção do socialismo.

    O conteúdo integral, na Carta Capital

    A Falta do Contraditório e os Regimes de Exceção – DoLaDoDeLá

    16/08/2012

    Guantánamo e o Estado de Direito made in USA

    Khalid Sheik Mohammed, torturado y enjuiciado sin posibilidad de acceder a evidencia vital.

    Imagen: EFE

    “Un show para ejecutar sospechosos”

    El capitán Jason Wright, que fue nombrado por el ejército para representar a Khalid Sheik Mohammed, dijo que nadie puede ser torturado 183 veces como su cliente y pretender que su juicio sea justo. Guantánamo, símbolo de impunidad.

    Por Terri Judd *

    Un oficial del ejército de Estados Unidos, que representa a uno de los más notorios prisioneros de Guantánamo, habló contra la naturaleza secreta del sistema de las comisiones militares, insistiendo en que puede convertirse en algo como un “juego-show” para ejecutar a los sospechosos, negándoles a ellos y al pueblo estadounidense el derecho a un juicio justo. El capitán Jason Wright fue nombrado por el ejército para representar a Khalid Sheik Mohammed, quien está acusado junto con otros cuatro de conspirar y ejecutar los ataques del 11 de septiembre. Sin embargo, el oficial reveló a The Independent que un montón de evidencia vital –incluyendo los tres años y medio que su cliente estuvo en los sitios “negros” de la CIA– ha sido considerada como clasificada.

    Sólo a través de un pedido de Freedom of Information (Libertad de Información) los archivos redactados fueron dados a conocer mostrando que Mohammed había sido sometido a interrogatorios con el método del submarino 183 veces, mantenido despierto durante siete días seguidos y se había amenazado a su familia. Los abogados de la defensa tienen prohibido pasar documentos confidenciales a sus clientes o aun discutir ciertos temas; la financiación está severamente restringida y los pedidos de consejos adicionales o de expertos, negados. Mientras el acusado se enfrenta a la pena de muerte si es sentenciado, es probable que estén detenidos indefinidamente aun si son sobreseídos, una situación que el capitán Wright comparó con la tortura.

    “Esto no es un juicio. Es un intento de legitimar una amenaza de muerte”, dijo. “Nunca puede ser justo el llevar a un hombre al borde de la muerte 183 veces con el submarino y luego hacerlo una última 184ª vez –pero esta vez tendrá una total autorización del Estado. La verdad es que la tortura niega la justicia. Si uno cree que Estados Unidos es mejor que eso, entonces esto es una lucha por el alma de Estados Unidos. Estoy preocupado por que este haya sido un juego-show para tratar de encontrar la mejor manera para juzgar y ejecutar a estos hombres. Estoy profundamente preocupado por la perspectiva de que teóricamente si alguien es juzgado y sobreseído, el gobierno de Estados Unidos tenga la autoridad para continuar deteniendo a esa persona indefinidamente.”

    El oficial, quien previamente pasó 15 meses como asesor legal en el norte de Irak, continuó: “Creo que un montón de estadounidenses están horrorizados por el hecho de que Guantánamo todavía esté abierta. Nadie niega que el 11 de septiembre fue horrible, pero hay mucha gente en Medio Oriente que se ha sentido agraviada por los efectos de colonialismo y neocolonialismo. Hubo un ciclo de tragedia y trauma y ahora podemos añadir la tortura. Creo que es hora de que la hipérbole de la guerra contra el terror termine para todas las partes, para seguir tanto la redención como el redescubrimiento. Es mi esperanza que este caso brinde una oportunidad para ese proceso. Pero para que eso suceda, debe considerarse justo y legítimo, no sólo para Estados Unidos sino para el resto del mundo”. A pesar de la promesa del presidente Obama de cerrar la notoria cárcel en Cuba, 167 internos –todos musulmanes– permanecen de los 800 originales que fueron llevados después de que miles de dólares en recompensa fueron ofrecidos para aquellos que los entregaban. De aquellos todavía encarcelados, la mitad ha sido absuelta pero no liberada.

    El capitán Wright dijo que la ley reformada de los comisiones militares, implantada después de que el Congreso negó los intentos del presidente de que los juicios se hicieran dentro del sistema legal estadounidense, no se atiene a ninguna Convención de Ginebra, permitiendo que la evidencia se obtenga bajo presión. Dijo que la situación “estaba deplorablemente lejos de los niveles de cualquier corte normal en Estados Unidos”.

    Junto con los representantes de los otros cuatro detenidos, él debe volver a la corte la semana que viene para pedir autorización para entregarle un documento a su cliente en forma confidencial. Hace dos años, el comandante de las fuerzas conjuntas en Guantánamo ordenó que todos los papeles debían pasar por un equipo de investigación. “Todos los abogados defensores se han negado a cumplir con esta orden. Desde diciembre, no hemos podido compartir ningún documento confidencial con nuestros clientes”, dijo el abogado defensor. “Viola nuestro deber de la confidencialidad del cliente y nuestro deber de debida diligencia para representar a nuestros clientes.”

    A los abogados se les prohíbe discutir ciertos temas –aun el término “jihad” que está incluido en la acusación–. El gobierno de Estados Unidos argumentó que como Mohammed era un detenido de alto valor estuvo expuesto a información clasificada de la CIA y, por lo tanto, es poseedor de información clasificada. De manera que: “Porque nosotros lo torturamos, usted no puede hablar”.

    * De The Independent de Gran Bretaña. Especial para Página/12.

    Traducción: Celita Doyhambéhère.

    Página/12 :: El mundo :: “Un show para ejecutar sospechosos”

    31/10/2011

    Gabeira, do crochê ao cocho

    Filed under: Colonista,Estado de Direito,Fernando Gabeira,Presunção de Inocência — Gilmar Crestani @ 9:21 am
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    De Fernando em Fernando, o Brasil vai afundando: Collor, Cardoso, Gabeira…

    gabeiraBertolino: Fernando Gabeira, porta-voz do golpismo midiático

    Assacador, ele se aproveita da situação para atingir, com uma tacada só, o PCdoB, Lula e o governo. O centro da perfídia consiste em deslegitimar a presença dos comunistas em postos importantes do governo. Em bom português: anticomunismo rasteiro e golpismo refinado, embrulhados em moralismos estridentes e ocos. De resto, um expediente generalizado dos clãs midiáticos. As mesmas faces conhecidas de golpismos passados, tangendo velhíssimos ideais.
    Por Osvaldo Bertolino, Portal Grabois*

    Na onda anticomunista levantada pela mídia contra o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o que não faltam são teorias sem fatos. Falta, portanto, a matéria-prima indispensável a qualquer informação que se preze. No particular palco da mídia, onde uma combinação de interesses de certas correntes político-ideológicas e dos grupos que controlam a circulação de informações no país com mão de ferro gosta de encenar seus atos, desfilam figuras que despejam nos jornais, rádios, TVs e internet amontoados de invectivas, meias-verdades e mentiras deslavadas.
    Às favas o Estado de Direito
    Um exemplo é Fernando Gabeira, que pode ser destacado por sua presença ostensiva nas trincheiras da direita no curso dos debates travados desde que Luís Inácio Lula da Silva foi eleito presidente da República em 2002. Agora articulista do jornal O Estado de S. Paulo,
    Gabeira escreve, na edição da sexta-feira (28), artigo atacando o PCdoB com virulência. Utiliza a desmoralizada falácia da “antirrepublicana” causa do “direito de aparelhar a máquina do Estado” como base de sua argumentação e se apega a uma farsa já desmontada pelos fatos.
    Segundo ele, “querer provas de que um dinheiro foi entregue na garagem” é uma questão irrelevante. Com essa tese, Gabeira demonstra ser um republicano de fachada.
    Em outro trecho, ele diz que “não somos uma República bananeira” e que “também não podemos ser uma República de laranjas”. O que não podemos mesmo é ser uma República autoritária, que inverte o pressuposto do Estado de Direito de presunção da inocência. Gabeira, ao defender seu moralismo tacanho, resvala para a defesa de atos discricionários. Endossa um disparate que o jornal O Estado de S. Paulo tem defendido – o de que o sagrado princípio da presunção da inocência não deve valer para os “políticos”. Esse conceito arbitrário é inaceitável. O Estado de Direito é um produto da civilização e, ao mesmo tempo, mecanismo político que a garante.
    Ataque ao PCdoB visa imobilizar governo Dilma
    Gabeira também envereda pela senda do golpismo ao argumentar que “a sucessão de denúncias é apenas o trabalho da máquina profissional na coleta de dados”. Com o surrado tom presunçoso da mídia, diz que “sem ela a população ficaria mais indefesa diante dos governos”. Repórteres estariam trabalhando “dia e noite para elucidar a passagem do PCdoB pelo Ministério do Esporte”. É uma visão romanesca, falsamente pueril e hipócrita à raiz dos cabelos.
    Qualquer pessoa medianamente informada sabe que a mídia, controlada por monopólios, se pauta por sua índole golpista, de olho na sucessão de 2014 para impedir a reeleição deste governo popular e democrático. Essa ação orquestrada no linchamento de Orlando Silva e do PCdoB é, talvez, a maior evidência surgida até agora de que o processo sucessório da presidente Dilma Rousseff já está em pleno andamento. Já que não conseguiram impedir a eleição de Dilma, tentam obstruir e desestabilizar seu governo.
    Anticomunismo
    Diz ele que em época de Copa do mundo e de Olimpíadas teria sido um erro manter o PCdoB no Ministério do Esporte. O primeiro motivo seriam as calúnias lançadas por um farsante que já foi preso por corrupção. Como já vimos em “A República” de Gabeira a acusação, mesmo sem prova alguma, já é bastante para se condenar uma pessoa. O outro motivo é apresentado de forma enrustida. Para Gabeira, o PCdoB é “um partido associado, no imaginário internacional, ao século passado”. Segundo ele, então, manter os comunistas no Ministério “abriria um grande flanco externo”. Todavia, o “flanco externo” não deriva do anticomunismo que Gabeira professa.
    À frente do Ministério do Esporte, Orlando Silva, com respaldo da presidente Dilma Rousseff, lutou com todas as forças para enfrentar a Fifa e defender os interesses nacionais. Segundo Gabeira, a Copa do Mundo representa um investimento alto. Seu êxito se mede pela eficácia na realização dos jogos, pelo legado de infraestrutura e também pela projeção do prestígio do país. Tudo isso ficaria melhor sob controle externo ou nas mãos de gente sem compromissos com a causa nacional, com os interesses do povo brasileiro. Com seu anticomunismo velhaco, Gabeira se apresenta como porta-voz do entreguismo.
    Com ares professorais – a rigor, autoritários –, Gabeira também ironiza o apoio do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva à resistência do PCdoB e tenta dar lição sobre a ação dos comunistas. “Existem exceções de homens e mulheres que enfrentaram a ventania de peito aberto e não foram arrastados por ela. Todos eles, entretanto, têm um ponto em comum: a defesa de uma grande causa”, escreve. Não é preciso muito esforço para constatar que o PCdoB está chegando aos 90 anos, enfrentando ventos e trovoadas, golpes e ditaduras, exatamente por defender uma grande causa: o fortalecimento da nação e o socialismo.
    Assacador, ele se aproveita da situação para atingir, com uma tacada só, o PCdoB, Lula e o governo. O centro da perfídia consiste em deslegitimar a presença dos comunistas em postos importantes do governo. Em bom português: anticomunismo rasteiro e golpismo refinado, embrulhados em moralismos estridentes e ocos. De resto, um expediente generalizado dos clãs midiáticos. São as mesmas faces conhecidas de golpismos do passado, tangendo os mesmos velhíssimos ideais.
    Norte definido
    O PCdoB tem em suas práticas o critério supremo da verdade. Práticas que o conduziram pela história para ser, com moral, uma das forças que sustentam o governo neste momento de ascensão social, de ampliação da democracia e de melhorias nos índices econômicos no país. Foi um dos arquitetos do movimento progressista que surgiu nas eleições de 1989 e foi se ampliando, até as vitórias de 2002, 2006 e 2010. Durante as administrações do presidente Lula, o Partido, à frente do Ministério do Esporte, desenvolveu ações que em muito contribuíram para os êxitos que estão a vista de todos.
    Pode, portanto, falar com altivez que é uma das forças políticas do país credenciada para impulsionar ainda mais o governo no rumo das mudanças historicamente reclamadas pelo povo. Como tem dito com frequência, o PCdoB vê o atual estágio da sociedade brasileira como um passo importante no caminho de realizações maiores, de projetos mais avançados – uma importante etapa na caminhada rumo ao socialismo.
    É, portanto, uma organização política com norte bem definido, com projetos claros, expressos em seu programa socialista. O Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento, centro gravitacional de sua política, é um instrumento que faz do Partido uma autoridade com respeitabilidade na sociedade, alicerçada em sua história de defesa da nação, da construção da democracia e do impulso ao progresso social.
    Vazio de fatos
    Que ninguém se iluda – o verniz de luta política esconde, no fundo, uma feroz batalha ideológica. O Brasil conhece bem, e há muitos anos, a situação de ter dentro de si diversos países diferentes convivendo ao mesmo tempo. O Brasil dos conservadores pensa que pode vencer pelo choque, pelo cansaço do prolixo.
    Podemos, nesse vazio de fatos e profusão de invencionices, recorrer às palavras do Padre Vieira, no Sermão da Sexagésima. Lá se diz: “As razões não hão de ser enxertadas, hão de ser nascidas. O pregar não é recitar. As razões próprias nascem do entendimento, as alheias vão pegadas à memória, e os homens não se convencem pela memória, senão pelo entendimento. (…) O que sai da boca, para nos ouvidos, o que nasce do juízo, penetra e convence o entendimento.”
    * é editor do Portal Grabois

    http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=167495&id_secao=6

    01/10/2011

    IgNobel da Paz

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